Programação dos cinemas de Vila Velha, Vitória e Guarapari de 7 a 13 de setembro. ESTREIAS ParaNorman (ParaNorman, EUA, 2012, 92 minutos, Livre) Animação. Direção de Chris Butler. Com Kodi Smit-McPhee, Leslie Mann, Anna Kendrick, John Goodman, Casey Affleck. Um garoto incompreendido que pode falar com os mortos junta-se com fantasmas e zumbis para salvar sua cidade de uma maldição de séculos. Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 1 (3D). 13h30, 15h30, 17h30. DUBLADO. Cinemark – Shopping Vitória: Sala 5 (3D). 13h15, 15h50, 18h05. DUBLADO. Totalmente Inocentes (Idem, Brasil, 2012, 107 minutos, 14 anos) Comédia. Direção de Rodrigo Bittencourt. Com Fábio Assunção, Mariana Rios, Álamo Faço, Fábio Porchat. O jovem Da Fé e seus amigos embarcam na missão de tornarem-se os traficantes mais poderosos do morro onde moram, só que nenhum deles tem talento para isso. Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 4. 14h30, 16h50, 19h10, 21h30. Cinemark – Shopping Vitória: Sala 6. 14h30, 16h40, 19h, 21h20. O Legado Bourne (The Bourne Legacy, EUA, 2012, 135 minutos, 14 anos) Ação. Direção de Tony Gilroy. Com Jeremy Renner, Edward Norton, Rachel Weisz, Joan Allen. Nova aventura baseada nos livros de Robert Ludlum, com um novo agente da CIA no lugar de Jason Bourne. Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 6. 15h45, 18h30, 21h15. Cinemark – Shopping Vitória: Sala 7. 13h20, 16h10, 19h10, 22h. Cine Ritz – Shopping Norte Sul: Sala 3. 16h30, 19h, 21h30. Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros (Abraham Lincoln: Vampire Hunter, EUA, 2012, 105 minutos, 14 anos) Ação. Direção de Timur Bekmambetov. COm Mary Elizabeth Winstead, Dominic Cooper, Alan Tuyk, Rufus Sewell. Depois que sua mãe é morta por uma criatura sobrenatural, o presidente Lincoln passa a caçar vampiros e seus ajudantes. Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 3. 14h20, 16h30, 18h50, 21h10. DUBLADO. Cinemark – Shopping Vitória: Sala 3 (3D). 13h10 e 15h30. DUBLADO. 18h e 20h20 (LEG). Cine Ritz – Shopping Norte Sul: Sala 2. 17h30, 19h30, 21h30. DUBLADO. SESSÃO CULT Diário de um Jornalista Bêbado (The Rum Diary, EUA, 2011, 120 minutos, 16 anos) Aventura. Direção de Bruce Robinson. Com Johnny Depp, Amber Heard, Aaron Eckhart, Giovanni Ribisi, Richard Jenkins. As aventuras de um jornalista itinerante. Baseado em obra de Hunter S. Thompson. Cinemark – Shopping Vitória: Sala 8. 19h20. CONTINUAÇÃO Um Verão Escaldante (Un eté brûlant, França/Itália/Suiça, 2011, 95 minutos, 14 anos) Drama. Direção de Philippe Garrel. Com Monica Bellucci, Louis Garrel, Celine Sallette. Frederic, um pintor, e Angelé, uma atriz, vivem um relacionamento conturbado. Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 1. 17h20. Bel Ami – O Sedutor (Bel Ami, Reino Unido/Fraça/Itália, 2012, 102 minutos, 14 anos) Drama. Direção de Declan Donnellan. Com Robert Pattinson, Christina Ricci, Uma Thurman, Kristin Scott Thomas. A história de um jovem que, ao manipular a mulher mais rica e influente de Paris, chega ao poder. Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 1. 21h20. Terras (Idem, Brasil, 2009, 75 minutos, 10 anos) Documentário. Direção de Maya Da-Rin. Na fronteira tríplice entre Brasil, Colômbia e Peru, as cidades gêmeas Letícia e Tabatinga formam uma ilha urbana cercada pela imensa floresta amazônica. O filme acompanha o ritmo deste lugar de encontro e passagem, aproximando-se do cotidiano de seus habitantes. Cine Metropolis: 16h e 17h30. Os Mercenários 2 (The Expendables 2, EUA, 2012, 16 anos, 100 minutos) Ação. Direção de Simon West. Com Sylvester Stallone, Bruce Willis, Arnold Schwarzenegger, Jason Statham. Segundo longa da franquia Os mercenários. Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 1. 19h30 e 21h40. Sala 7. 14h, 16h20, 18h40, 21h. DUBLADO. Cinemark – Shopping Vitória: Sala 1. 15h20, 17h40, 20h, 22h20. Sala 2. 15h20, 17h40, 20h, 22h20. Sala 4. 14h10, 16h30, 18h50, 21h10. DUBLADO. Cine Ritz – Shopping Norte Sul: Sala 4. 17h e 19h. DUBLADO. 21h (LEG). Intocáveis (Intouchables, França, 2011, 112 minutos, 14 anos) Comédia. Direção de Olivier Nakache e Eric Toledano. Com François Cluzet, Omar Sy. Sinopse: Aristocrata rico, que fica paraplégico em acidente, contrata jovem problemático como assistente. Cinemark – Shopping Vitória: Sala 8. 16h50. Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 2. 16h55 e 21h15. Procura-se um Amigo Para o Fim do Mundo (Seeking a Friend for the End of the World, EUA, 2012, 101 minutos, 16 anos) Comédia. Direção de Lorene Scafaria. Depois de ser abandonado pela mulher, homem decide ir em busca de sua paixão da época de escola. Cine Ritz – Shopping Norte Sul: Sala 1. 19h40 e 21h40. O Ditador (The Dictator, EUA, 2012, 82 minutos, 14 anos) Comédia. Direção de Larry Charles. Com Bem Kingsley, Sacha Baron Cohen, Jason Mantzoukas. A heróica história de um ditador que arrisca a própria vida para que a democracia nunca chegue ao país que ele amorosamente oprime. Cinemark – Shopping Vitória: Sala 1. 13h. Cine Ritz Guarapari: Sala 2. 19h20 e 21h20. Rock of Ages: O Filme (Rock of Ages, EUA, 2012, 123 minutos, 14 anos) Musical. Direção de Adam Shankman. Com Tom Cruise, Russell Brand, Alec Baldwin. Garota de uma pequena cidade do interior chega a Hollywood no auge da cena rock and roll dos anos 80. Cine Ritz Guarapari: Sala 3. 19h20 e 21h30. O Vingador do Futuro (Total Recall, EUA, 2012, 118 minutos, 14 anos) Ação. Direção de Len Wiseman. Com Colin Farrell, Kate Beckinsale, Jessica Biel, Ethan Hawke. As nações estados Euroamerica e New Shangai lutam pela supremacia, quando o operário de uma fábrica começa a suspeitar que ele seja um espião, entretanto não sabe para qual lado está espionando. Cinemark – Shopping Vitória: Sala 5. 20h30. Um Divã Para Dois (Hope Springs, EUA, 2012, 100 minutos, 12 anos) Comédia. Direção de David Frankel. Com Meryl Streep, Tommy Lee Jones, Steve Carrel. Depois de trinta anos de casamento, casal passa por um fim de semana de aconselhamentos para decidir o destino da relação. Cine Jardins – Shopping
Novos dispositivos do Código Florestal anulam eficácia da legislação
O Comitê Brasil em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável cobra que a presidente Dilma Rousseff tome medidas para evitar a aprovação do novo Código Florestal no Congresso Nacional. Para a entidade, os dispositivos aprovados na comissão mista na semana passada, tornam o rumo da legislação ambiental ainda mais desastroso. O Comitê Brasil considera retrocessos os pontos acordados pelos parlamentares introduzidos no relatório que altera a Medida Provisória 571/12. “Aprovados mediante acordo entre ruralistas e bancada do governo, são gravíssimos para o País e não podem prosperar nas votações em Plenário na Câmara e no Senado”, pontuou. A entidade critica as medidas já aprovadas como o reflorestamento de nascentes e matas ciliares com monoculturas de frutíferas e a autonomia dos estados em definir, caso a caso, quanto os grandes proprietários devem recuperar as Áreas de Preservação Permanente (APPs). Para o Comitê, estes e outros dispositivos, ao lado das alterações já promovidas pelo Congresso e sancionadas pela presidência da república, tornam a Lei Federal 12.651 (novo Código Florestal) ainda mais complacente com infratores e criminosos ambientais e quase anula sua eficácia ambiental, além de estimular mais desmatamentos. Também já foram aprovados os dispositivos que permitem a diminuição das áreas de proteção para imóveis com até 15 módulos fiscais e a inclusão de emendas que irão gerar ainda mais desmatamentos na Amazônia e Cerrado. As medidas são, segundo a entidade, totalmente desprovidas de fundamentos técnico-científicos e representam ampliação inaceitável de anistia. “As alterações já aprovadas tratam da redução em praticamente todas as categorias de APPs, consolidação do uso de áreas desmatadas ilegalmente até 2008, a isenção de Reserva legal, e a ocupação de manguezais”, diz o manifesto. O Comitê cita o bilhete amplamente divulgado pela imprensa, demonstrado a insatisfação da presidente com os fatos, para cobrar que Dilma demonstre na prática o seu desacordo com o conteúdo do relatório aprovado pela comissão mista. O que consiste em determinar à sua base de apoio que vote contra mais esses retrocessos nas votações que ainda virão na Câmara e no Senado. E, ao final, se aprovados, vete-os completamente. O manifesto congrega a opinião de diversos movimentos sociais, organizações e entidades que unificam suas forças e lutas contra as mudanças do Código Florestal.
Primos ricos e pobres na campanha eleitoral da Grande Vitória
Uma das maiores reclamações dos candidatos a prefeito no Estado é a falta de recursos de campanha para as disputas eleitorais. Mas observando o tratamento dado aos candidatos de um mesmo partido, é possível perceber a concentração dos esforços das siglas em candidaturas consideradas prioritários. Exemplo disso é o que acontece no PSDB. O candidato a prefeito de Vitória, Luiz Paulo Vellozo Lucas, lidera o ranking de arrecadação na segunda parcial das contas de campanha, divulgada esta semana pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Em Vila Velha, porém, embora esteja praticamente empatado na disputa com o prefeito Neucimar Fraga (PR), o candidato tucano Max Filho não tem o mesmo conforto financeiro de seu correligionário da Capital. Para tentar driblar a escassez de recursos, tem recorrido a estratégias diferentes de campanha. Em vez de grandes palanques para grandes comícios, o tucano canela-verde tem armado tendas nos bairros para reuniões menores com os eleitores, além de realizar encontros setoriais e caminhadas com os candidatos a vereador. A prioridade em Vitória não é uma estratégia só do PSDB. O mesmo acontece com o PT, que na Capital tem investido, sobretudo, no programa eleitoral da candidata Iriny Lopes. Já o candidato do PT em Vila Velha, João Batista Babá, sofre com a falta de investimentos em sua campanha, seja para o programa ou para a campanha de rua. Além das diferenças dentro dos partidos, outro abismo se observa entre as disputas majoritárias e as proporcionais. Em praticamente todos os municípios, os candidatos a vereador têm encontrado muitas dificuldades em captar recursos. Em alguns municípios, isso pode definir a eleição. Em Vitória, por exemplo, em que a divisão das chapas acabou deixando pernas muito pesadas nas coligações, a estimativa é de que para conseguir uma das 15 vagas na Câmara, um candidato a vereador tenha que desembolsar em material promocional e gastos de campanha, cerca de R$ 45 mil, no mínimo. Realidade muito distante para a maioria.
Grupo de Hartung foca em vitória de Luiz Paulo no primeiro turno
Depois da entrada do ex-governador Paulo Hartung (PMDB) e de seus aliados na campanha de Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB) em Vitória, a expectativa do grupo agora é focar na liquidação da fatura ainda no primeiro turno. Esse seria a chance de Hartung compartilhar a vitória com o tucano, necessária ao seu projeto político, sem correr o risco de ter que disputar o segundo turno com a união dos demais candidatos contra o tucano. Luiz Paulo vem liderando a corrida eleitoral com certa folga, mas com a proximidade da votação de 7 de outubro, a tendência é de diminuição do número de indecisos e a preocupação é que esse índice pulverize os votos. Independentemente dos números das pesquisas apresentadas no município, as lideranças políticas da Capital avaliam uma modificação no quadro atual. O tucano permanece à frente da disputa, mas os comentários são de um crescimento da campanha da candidata do PT, Iriny Lopes. Historicamente, o PT atinge cerca de 30 mil votos em Vitória, a candidata petista, porém, está abaixo deste patamar, mas com o início da campanha no rádio e na TV, houve um crescimento. Já o deputado estadual Luciano Rezende (PPS) não cresceu, o que pode prejudicar seu projeto de disputar o segundo turno. Mas a entrada do senador Magno Malta (PR) em sua campanha fortalece seu palanque, reequilibrando a disputa. Por isso, a ideia do grupo de Hartung é vencer com Luiz Paulo no primeiro turno, já que haveria uma manobra costurada pelo governador Renato Casagrande com os dois candidatos para se unirem na nova etapa, superando Luiz Paulo. De fato, há o DNA de Casagrande tanto no palanque de Iriny, com a indicação do vice-prefeito pelo PSB, partido do governador, quanto no palanque de Luciano, para onde o governador levou no período pré-eleitoral o PR, garantindo a musculatura necessária para que o candidato crescesse na disputa. Se os dois se unirem no segundo turno, haverá um risco para que Luiz Paulo confirme a vitória, já que a disputa é zerada, os dois candidatos terão o mesmo tempo de TV e os votos dos aliados tendem a migrar para o nome que alcançou a votação necessária para avançar à segunda etapa.
Justiça pode discordar da tese de tiro acidental em morte de jovem
As declarações dadas à imprensa pelo delegado de Polícia Civil Fabrício Lucindo Lima, afirmando que acreditou na versão de Marcos Rogério Amorim dos Santos Junior, acusado da morte da jovem Arielle Martins Pardinho, de que o disparo tenha sido acidental, podem ser contestadas pelo Ministério Público Estadual (MPES), caso seja entendimento do promotor que assumir o caso, quando o mesmo for remetido à Justiça. O delegado, em entrevistas após a apresentação de Marcos Rogério no Departamento de Polícia Judiciária (DPJ) de Linhares (norte do Estado), , afirmou que a versão do acusado bate com a perícia preliminar feita no apartamento onde ocorreu o crime, no município. A cena, no entanto, fora violada pelo pai do acusado, Marcos Rogério Amorim dos Santos, que entrou no local para retirá-lo. Embora a família da vítima desconfie da hipótese de tiro acidental na morte, homicídio deve ser tipificado como culposo ou com dolo eventual. O inquérito, no entanto, ainda pode tomar outros rumos. Quem explica é o defensor público e titular do Núcleo Especializado de Promoção e Defesa dos Direitos Individuais e Coletivos da Mulher, da Defensoria Pública do Estado, Carlos Eduardo Rios do Amaral. Ele conta que, em cada caso, avaliando a cena do crime com base em laudos periciais, o delegado de Polícia Civil forma sua convicção para elaborar o inquérito. Após a conclusão, o inquérito é relatado à Justiça, com o encaminhamento com a culpabilidade ou não do acusado. O juiz encaminha o caso ao Ministério Público, para que seja analisada a promoção da ação penal e, neste momento, o promotor de Justiça pode requerer mais diligências para sanar dúvidas. O defensor salienta que, para o leigo, as declarações iniciais do delegado podem dar a ideia de impunidade ao acusado, mas o caso ainda vai para as mãos do promotor de Justiça, que pode colher mais informações para embasar a denúncia. As declarações dadas de maneira precipitada pelo delegado que apura o caso tendem a fazer aumentar a sensação de impunidade. O crime envolve uma família de relativo poder no município de Linhares e outra, a da vítima, recém-chegada ao município. O acusado – que confessou o disparo –se apresentou e assumiu a posse de uma arma sem registro e que não tinha porte, mas ainda assim, depois de cometer o crime que vitimou a namorada, de ter fugido da cena e de confessar o porte ilegal, saiu da delegacia quatro horas depois de ter chegado. Em entrevista exibida pelo telejornal ESTV 1ª Edição dessa quarta-feira (5), o delegado presidente do inquérito afirmou que o acusado declarou que foi um pedido da vítima que a arma fosse colocada em sua boca durante o ato sexual. A tentativa de culpar a vítima é prática comum entre acusados de crimes que têm vítima fatal. O fato de o pai do acusado ter mentido em primeiro depoimento, dizendo que não havia retirado o filho da cena do crime e depois de confrontado com as evidências de perícia, que constatou sangue no carro da família, ter admitido que violou a cena do crime para dar fuga ao filho, não pesou para que nenhum deles fosse preso.
Candidato do PV em São Mateus usa discurso duro contra adversários
A disputa eleitoral em São Mateus, norte do Estado, tem como foco da mídia as candidaturas de reeleição do prefeito Amadeu Boroto (PSB) e do ex-deputado estadual Paulo Roberto (PMDB). Mas o candidato do PV, o professor universitário Pedro Hemerly, tem chamado a atenção do eleitorado, com um discurso que atinge os principais problemas da cidade. Isolado na disputa, e com pouco recurso de campanha, o candidato vem apontando os graves problemas estruturantes no município, com destaque para o precário serviço de abastecimento e saneamento básico, que além de um problema ambiental, afeta também a saúde da população. Para ele, a falta de gestão e a política de sucateamento do Sistema Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) são os principais fatores para a baixa qualidade da água no município. Em entrevista a Século Diário neste fim de semana, o candidato verde fala sobre a disputa eleitoral no município e as dificuldades de se enfrentar uma disputa polarizada que, na verdade, segundo ele, representa variação do mesmo projeto. Na entrevista, Pedro Hemerly aponta os principais problemas da cidade, algumas propostas e como vem enfrentando o jogo político no município. Hemerly também faz uma avaliação sobre o perfil dos adversários e de outras lideranças políticas mateenses. O candidato aborda ainda as expectativas para a eleição de 7 de outubro e os planos para o futuro, caso não consiga se eleger. A entrevista com Pedro Hemerly vai ao ar neste sábado (8).
Câmara de Kennedy prepara julgamento de vereadores afastados por corrupção
Depois da cassação do prefeito de Presidente Kennedy (litoral sul do Estado), Reginaldo Quinta (PTB), os vereadores do município vão se concentrar na definição do destino de quatro colegas afastados por participação nas fraudes reveladas na Operação Lee Oswald. Na próxima semana, as defesas dos acusados serão notificadas para a fase de alegações finais. A expectativa é de que eles sejam julgados pelo plenário da Câmara de Vereadores antes mesmo das eleições. Assim como o prefeito cassado, os vereadores afastados Dorlei Fontão da Cruz (PR), Manoel José de Abreu Alves – o Brejeiro (PTB) -, Clarindo de Oliveira Fernandes (PDT) e Vera Lúcia de Almeida Terra (PTB) também são candidatos no pleito municipal. Caso sejam considerados culpados pela participação nas fraudes, o quarteto pode se tornar inelegível para a disputa. Segundo informações da Câmara, todas as testemunhas arroladas pela defesa e acusação já foram ouvidas pela comissão processante. Também deverão ser utilizados como prova emprestada os áudios das escutas telefônicas que fazem parte do inquérito da operação policial. Desde o último dia 19 de abril, o quarteto está afastado do cargo por decisão do desembargador Pedro Valls Feu Rosa. O afastamento foi ratificado pela Câmara após a instalação da sindicância. No início desta semana, o juiz da comarca de Presidente Kennedy, Ronaldo Domingues, negou um mandado de segurança pedido pelo ex-presidente da Casa, Dorlei Fontão, para suspender os trabalhos da comissão. Os quatro vereadores afastados foram denunciados pelo Ministério Público Estadual (MPES) na ação penal referente à operação policial. Eles teriam se omitido em relação às fraudes no Executivo municipal em troca de benefícios, como a nomeação de cabos eleitorais em empresas terceirizadas. Durante a Operação Lee Oswald, foram presas 28 pessoas, entre elas o então prefeito Reginaldo Quinta, secretários municipais e empresários apontados como partícipes no esquema. O grupo é acusado de fraudes em 21 contratos que chegam a R$ 55 milhões. Deste total, pelo menos R$ 9,5 milhões já teriam sido identificados como alvo de sobrepreço.
O atraso
No lançamento do site em homenagem aos 90 anos do rádio brasileiro, diversos “experts” do assunto usaram da palavra, que viraram depoimento seguidamente aproveitado. Um deles, de São Paulo, que não me recordo o nome, disse que o rádio continua muita força nos Estados Unidos. Ele disse que os americanos têm um leque de opções na programação, gerando receitas e força com tais conteúdos. Ele certamente se referia ao rádio por assinatura, uma coisa que deu certo por lá em apenas 80%. Uma rede de rádio via satélite com aparelhos receptores próprios, colocados à venda no mercado e com programação de diversas emissoras, cada uma com sua segmentação diferenciada. Só sintoniza quem paga a taxa de manutenção – como a TV por assinatura, conhecida de todos nós. O assinante pode ouvir a programação que quer na rádio credenciada de onde estiver. Já falamos desse processo em várias outras crônicas. Aqui no Brasil tal esquema pode virar realidade. É só o Sistema Globo quere, pois é a única que detém conteúdo e a sistemática técnica e financeira para realizar. Nenhuma outra empresa poderia ter esse privilégio no país. Se este assunto serviu para ilustrar aquela data, pode ser que tenha impressionado uma meia dúzia de pessoas que estaria presente naquela noite de lançamento do site e não para a maioria de radialista – dirigentes ou empresários – que têm a obrigação de saber deste avanço. PARABÓLICAS Quem anda às voltas com coordenação de gravação política é o incansável Fernando Santana Anete Musso continua firme e forte apresentando o programa Voz da Itália, na Gazeta Am. Programa lançado por nós. Duas coisas que não deixo de ler na revista semanal do jornal A Gazeta de domingo. Maria Sanz e Paulo Coelho. O produtor Jefferson Costa fazendo vastíssimo trabalho de gravação de áudio para Minas nesta campanha. MENSAGEM FINAL Você está numa situação ruim, não se preocupe, ela mudará. Se você está numa boa situação, não se preocupe porque ela também mudará. John A. Simone Jr
Bem-vinda a primavera
Em seu livro Os Brasileiros (Vozes, 1978), o antropólogo Darcy Ribeiro (1922-1997) concluiu que não passariam de cinco os grandes tipos do nosso povo. Seriam eles: – os caipiras, no interior paulista e redutos de Minas e Goiás; – os sertanejos, no nordeste árido; – os caboclos, nos sertões da Amazônia; – os crioulos, no litoral do Rio ao Nordeste; – os gaúchos, nos campos do Sul. É uma boa divisão, toda ela com raízes rurais, mas o próprio Tio Darcy abriu exceções ao lembrar que em cada categoria há subtipos. Entre os gaúchos, por exemplo, há os pelos-duros (descendentes de guaranis com portugueses ou espanhóis) e os gringos (descendentes de alemães e italianos). Darcy também não mencionou os serranos, que seriam os caipiras das serras e montanhas, mas o que importa nesta crônica é perguntar como o fundador da Universidade de Brasília pode ter deixado de lado os urbanos, esses seres bizarros, gregários, medrosos, irresponsáveis e que não sabem viver longe das farmácias? Os urbanos não são um tipo só. Cada cidade tem o seu. Temos no Brasil uma variedade enorme: os capixabas, os cariocas, os paulistanos, os campineiros, os santistas, os curitibanos, os manés de Floripa, os soteropolitanos, os pelotenses, os papareias, os manauaras, os brasilienses e os goianos, para ficar nos mais notórios. Nem precisamos recorrer a outros tipos urbanos mais famosos, como os londrinos, os parisienses, os madrilenhos ou os portenhos de Buenos Aires para provar que é em nome dos urbanos, maioria no planeta, que se praticam tantos crimes ambientais, tantos atos lesivos ao futuro da humanidade. Aqui é o desmanche dos ecossistemas, ali a aplicação de venenos nas lavouras e em todos lugares o lançamento de lixo na natureza. De crime em crime, vamos estreitando o espaço para a sobrevivência da flora e da fauna. Nessa batida, nem nos damos conta dos pequenos absurdos da vida urbana. Tome-se o caso exemplar da vegetação de nossas ruas. Com todo o desenvolvimento da agronomia, da engenharia, da geologia, da biologia e da ecologia, quem continua a plantar árvores de grande porte como os ipês, os paus-ferro e as sibipirunas embaixo da fiação elétrica? Quem reserva pequeninos buracos nas calçadas para o desenvolvimento das árvores? Quem, depois dessas medidas irracionais, realiza podas bárbaras para proteger os fios do telefone e da eletricidade? Sim, são os urbanos, os insensíveis urbanos. No entanto, ano a ano, diante da estupenda floração das árvores presentes em nossas calçadas, me pergunto quando vamos aprender a efêmera lição anual dos ipês roxos, abrindo seu manto lilás em pleno mês de agosto. Como os urbanos não se comovem com a humilde laranjeira, que insiste em perfumar a avenida com sua copa verde salpicada de botões brancos? As árvores nas praças, calçadas e canteiros das avenidas são um bálsamo para os urbanos. Elas amenizam a paisagem, dão flores e frutos, põem perfumes no ar, oxigenam a atmosfera, captam gás carbônico, atenuam a poluição sonora. Como o homem urbano se arvora em defensor da natureza se não cuida direito das árvores de sua rua? LEMBRETE DE OCASIÃO “Ultimamente, a coisa se tornou mais complexa porque as instituições tradicionais estão perdendo todo o seu poder de controle e de doutrinação. A escola não ensina, a igreja não catequiza, os partidos não politizam. O que opera é um monstruoso sistema de comunicação de massa fazendo a cabeça das pessoas. Impondo-lhes padrões de consumo inatingíveis, desejabilidades inalcançáveis, aprofundando mais a marginalidade dessas populações e seu pendor à violência.” Darcy Ribeiro, em O Povo Brasileiro, Cia das Letras, 1995, 2ª ed.
??tica pra quê?
Ética pra quê? Mal a Justiça Eleitoral barrou a propaganda do candidato à reeleição em Guarapari, Edson Magalhães (PPS), por ter a imagem do ex-governador Paulo Hartung (PMDB/foto), e situação idêntica ocorre em Cachoeiro de Itapemirim (sul do Estado), com o prefeito Carlos Casteglione (PT). Em ambos os casos, Hartung ignora a fidelidade partidária, ao apoiar candidatos que estão na coligação adversária à de seu partido. Mas, enquanto a questão envolve propagandas, ainda há o que se fazer, mesmo que seja lamentável. Difícil é tomar providências em relação às movimentações do ex-governador em campo inimigo, protagonizando espetáculos com constantes aparições para eventos de campanha e declarações efusivas, no sentido contrário ao que acordou o PMDB. E tudo de cara lavada, sem qualquer constrangimento. Ter que frear por via da Justiça um ex-governador por dois mandatos, que conhece muito bem as regras, chega a ser um desaforo. Os capixabas estão mesmo muito bem de exemplos políticos. Para não dizer o contrário. Brechas Outra questão que mexe com o eleitorado é a confusão em municípios onde há candidatos com problemas reais na Justiça. A exemplo do próprio Edson Magalhães, que teve sua candidatura barrada, e do prefeito afastado de Presidente Kennedy, Reginaldo Quinta (PTB), agora cassado. Apesar de teoricamente fora da disputa, os dois seguirão com suas campanhas, pedindo votos. Prevalece a insegurança jurídica nos casos. Brechas II Magalhães recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral, que a um mês do pleito, ainda tem 14 mil candidaturas a julgar. Já Quinta, para se tornar inelegível, depende ainda de medida da promotoria eleitoral de Kennedy. E mesmo que as saídas deles da eleição sejam consolidadas, com substituições nas chapas, o eleitor irá se deparar com as fotos dos dois nas urnas. O assunto, que já é complexo para muita gente, vai embolar mais ainda. Com unhas e dentes Interessante nessa história de Reginaldo Quinta é que mesmo com a prisão do prefeito e todas as evidências que pesam contra ele, moradores do município continuam batendo no peito para defendê-lo. A manifestação dessa quarta-feira (5) foi mais uma entre tantas. Resultado de uma política assistencialista – cestas básicas, ônibus gratuitos, bolsas de estudos e etc, etc, etc. O segredo de sucesso de Quinta, com o dinheiro dos royalties. Ops! A coluna Painel dessa quarta-feira (5), publicada na Folha de S. Paulo e A Tribuna, cometeu um equívoco. Disse que, a não ser em São Paulo, os candidatos apoiados pelos governadores do Sudeste estão na dianteira e citou Renato Casagrande. Mas a candidata do socialista, Iriny Lopes (PT), ainda aparece em terceiro lugar. E não recebeu até hoje a graça de Casagrande em seu palanque. Pagando pra ver E o pronunciamento do presidente da Comissão de Finanças da Assembleia, deputado estadual Sérgio Borges (PMDB), disparando contra o Ministério Público Estadual (MPES)? Vai ser estilo carreira solo ou fará coro entre os colegas? Buraco fundo Na próxima semana, a Secretaria de Estado de Controle e Transparência (Secont) e o MPES terão acesso ao teor das auditorias realizadas nos contratos com a Acadis. A situação que envolve a entidade do colombiano Gerardo Mondragón e o Iases é a parte fácil do material, pois os indícios de irregularidades são claros. O problema são os contratos entre a Acadis e as empresas sob suspeição que prestam diversos servidos à unidades, ligadas a familiares do deputado estadual Da Vitória (PDT) Buraco fundo II A não ser Mondragón, que permanece preso, as pessoas que compõem a diretoria da Acadis, quando localizadas, não estão no Estado. Aparecem somente na documentação. Sendo assim, não há como fazer a transição. O repasse do governo do Estado à unidade foi bloqueado pelo interventor Bruno Nascimento, que irá assegurar somente o pagamento da folha salarial. Intenção é afastar clima de vulnerabilidade, ou seja, rebelião. Gol de placa O aniversário do empresário Antonio Geraldo Perovano, na próxima sexta-feira (14), será comemorado com ato de solidariedade. Ele pede de presente aos convidados leite em pó e fraldas descartáveis que serão doadas a crianças e idosos. Bela iniciativa. 140 toques “Mais uma vez atentaram contra minha candidatura. Até hoje (quarta-feira, 5) não consegui colocar meu programa de TV no ar. Hoje sofri mais uma ameaça”. (Vereador de Vitória – Max da Mata – PSD – no Twitter). Nota da coluna: nesta quinta-feira (6), Max apareceu. PENSAMENTO: “Em política, sempre é preciso deixar um osso para a oposição roer”. Joseph Joubert