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Século Diário

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Delegados da Polícia Civil fazem paralisação de advertência na véspera do feriado

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    Depois de um ano e oito meses e 32 reuniões, os representantes do Sindicato dos Delegados da Polícia Civil do Espírito Santo (Sindelpo) e o governo do Estado não chegaram a um acordo. A proposta de reestruturação do plano de carreira, que beneficiaria além dos delegados toda a Polícia Civil, já estava em vias de ser concluída e enviada ao governo do Estado para sua aprovação.    Insatisfeitos com o desfecho das negociações, a categoria se reuniu em assembleia geral nesta quinta-feira (30). Os delegados tomaram conhecimento de que o secretário de Estado de Segurança Pública e Defesa Social, Henrique Herkenhoff, apresentou um projeto diferente de reestruturação da carreira, considerado pelo presidente do Sindelpo, Sérgio do Nascimento Lucas, como um profundo retrocesso na carreira da categoria.   Diante disso, os delegados decidiram fazer, na próxima quinta-feira (6) – véspera do feriado da Independência (07/09) -, um dia de mobilização e paralisação, como forma de aviso de uma categoria “que já cansou de esperar pela correção das distorções que as últimas décadas trouxeram às suas carreiras”. Só funcionarão, neste dia, as delegacias de plantão, enquanto os trabalhadores se reúnem em assembleia permanente das 9 às 17 horas.    A atividade vai contar com a presença de George Melão, presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia Civil do Estado de São Paulo, e vai recolher alimentos para serem doados a entidades filantrópicas de Vitória, Vila Velha, Serra e Cariacica. Cada delegado vai levar cinco quilos de alimento não perecível.    Segundo Sérgio do Nascimento, a categoria não descarta a possibilidade de greve. “Essa atividade é, a princípio, um aviso. Esperamos que até o dia 6 o governo nos apresente uma proposta baseada em nossas reivindicações e que traga avanços para a nossa carreira. Se isso não acontecer, vamos avaliar com mais clareza, respeitando a legalidade, a mobilização para uma greve da categoria”, afirmou.   A proposta de Herkenhoff, segundo o presidente do Sindelpo, prevê a volta da lista tríplice para a promoção da categoria. O modelo, existente até o início do governo Casagrande, estabelecia quem seria promovido a delegado especial com base na submissão dos casos ao Conselho da Polícia Civil, em que os nomes seriam avaliados por alguns “critérios” e, a partir daí, encaminhados para a progressão.   Já a proposta do Sindelpo prevê que todo delegado seja promovido à categoria especial depois que atingir 13 anos de serviços prestados, desde que não responda a processos na Justiça. “Após todo o esforço das duas partes [delegados e a Secretaria Estado de Gestão e Recursos Humanos – Seger], fomos surpreendidos por este projeto retrógrado do secretário Henrique Herkenhoff”, afirmou Sérgio do Nascimento, expressando o sentimento geral da categoria.    “Queremos acreditar que esse entrave não tenha surgido do governo do Estado”, garantiu Sérgio. Ele afirmou, ainda, que não vê motivos para o secretário Herkenhoff criar tamanho desgaste com a categoria.   Segundo o presidente do Sindelpo, a surpresa não vem só do fato de Herkenhoff ter atravessado a negociação com a Seger – que inclusive, na avaliação de Sérgio, vinha cumprindo um bom papel no relacionamento com a categoria. Há outro fato. O próprio secretário de Segurança Pública, em 2011, afirmou que considerava o modelo da lista tríplice injusto, pela subjetividade com que as decisões eram tomadas.   Em fevereiro daquele ano, Herkenhoff pediu que o governador Casagrande assinasse um decreto promovendo, de uma só vez, 52 delegados da Polícia Civil da terceira categoria para especial. Ao mesmo tempo, extinguiu a terceira categoria, prejudicando diretamente cerca de 20 trabalhadores da segunda categoria que estavam aptos para subir à terceira. Todos eles trabalhavam na Polícia Civil havia 20 anos e estavam há 13 sem aumento, que, segundo Sérgio, não é um caso raro dentro da categoria.

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Audiência pública discute fortalecimento do atendimento à saúde no Estado

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    A audiência pública que discutiu o atendimento à saúde no Estado, realizada na manhã desta sexta-feira (31), no Tribunal de Justiça do Estado (TJES), foi marcada pela exaltação da necessidade de fortalecimento da saúde pública, principalmente da atenção primária. A audiência foi solicitada pelo desembargador Jorge Henrique Valle Santos, da 2ª Vara da Fazenda Pública Estadual de Vitória, diante dos graves fatos contidos na Ação Civil Pública ajuizada pelo Ministério Público Estadual (MPES) em setembro de 2007.   Participaram da audiência o secretário de Estado da Saúde, José Tadeu Marino; o procurador de Justiça, José Adalberto Dazzi; o defensor público estadual Rodrigo Borgo Feitosa; o deputado estadual Hercules Silveira; o vice-presidente do Sindicato dos Médicos do Estado (Simes), Luiz Carlos Siqueira Baltazar; a presidente do Sindicato dos Servidores da Saúde (Sindsaúde), Luceni Novaes; a representante da Universidade Federal do Estado (Ufes) e o vice-presidente do Conselho Regional de Medicina (CRM-ES), Oswaldo Luiz Pavan.     A ação foi ajuizada em 2007, durante o governo Paulo Hartung, que tinha Anselmo Tozi à frente da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). Ficou constatado, ainda no início da tramitação, que a Sesa operava, quase que na totalidade, com mão de obra baseada em contratos temporários e o Estado, contrariando a legislação e decisões judiciais, insistia em manter os contratos em vigor.   O defensor público Rodrigo Borgo, durante sua fala, ressaltou que o governo já deu sinais de que se preocupa com a superlotação nos hospitais e com a falta de leitos para internação. Ele lembrou da mudança de mentalidade do atual governo, ao comparecer a audiências públicas, visitar as comarcas do interior. Ele disse ainda que a saúde ficou esquecida por tanto tempo no Estado que, em dois anos, o governo não conseguiu sanar as pendências.    Já o vice-presidente do Simes. Luiz Carlos Siqueira Baltazar, apontou que a ACP data de 2007, época em que o principal slogan do governo Paulo Hartung era “R$ 1 bilhão em investimentos”. Ele lembrou que, com esses recursos os novos hospitais (Dório Silva e São Lucas) poderiam estar prontos, mas só devem ser entregues em 2013 ou  2014.    A privatização da saúde também foi tema da audiência. Os debatedores alertaram, que se os novos hospitais estivessem prontos e operando, os gastos do governo com a compra de leitos na rede privada e nos filantrópicos poderiam ser drasticamente reduzidos.    Segundo Marino, a situação de terceirização na saúde do Estado é uma herança do governo passado. Em janeiro de 2011, quando assumiu a pasta, já havia um déficit grande de leitos nos hospitais do Estado. Marino ressalta que, para amenizar a situação, já foram abertos 344 leitos no Sistema Único de Saúde (SUS) e 160 leitos de UTI.    O secretário também ressaltou a importância de descentralizar o atendimento à saúde, para que moradores do interior não precisem se deslocar à Grande Vitória em busca de atendimento médico e internações. Ele lembrou que no ano passado foram abertos dez leitos em Guaçuí, no sul do Estado e outros 26 em Barra de São Francisco, na região noroeste. Além disso, o secretário acrescenta que foram ampliados os leitos em hospitais filantrópicos como a Santa Casa de Cachoeiro de Itapemirim, no sul do Estado.

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Novas espécies de briozoários são descobertas no litoral do Espírito Santo

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A Fundação de Amparo à Pesquisa de São Paulo (Fapesp) divulgou nesta sexta-feira (31) a descoberta de nove novas espécies de briozoários do gênero Bugula no litoral de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo. Tratam-se de animais invertebrados majoritariamente marinhos que vivem em colônias, presos ao substrato.  O estudo foi publicado na revista PLoS One e as novas espécies denominadas Bugula bowiei, Bugula foliolatan, Bugula guara, Bugula biota, Bugula ingens, Bugula gnoma, Bugula alba, Bugula rochae e Bugula migottoi. Segundo os pesquisadores, algumas delas antes eram confundidas com espécies típicas do Atlântico Norte e consideradas espécies invasoras no Brasil.   A descoberta, além de contribuir para a caracterização morfológica e o conhecimento sobre a riqueza de espécies do gênero Bugula no Atlântico Sul, também realizou uma revisão taxonômica do gênero.   “Em alguns casos não se tratava de espécies invasoras, mas apenas de um problema taxonômico. É importante fazer essa revisão, porque, se um táxon for identificado de forma errônea, isso pode resultar em medidas inadequadas contra invasores que não o são, ou pode levar a subestimar a diversidade de uma costa, ao considerar várias espécies como uma só”, disse Karin Fehlauer-Ale à Agência Fapesp, que apoiou a pesquisa.    O artigo foi elaborado por Leandro Vieira, pesquisador do departamento de Zoologia do Instituto de Biociências (IB) da Universidade Federal de São Paulo (USP), Karin Fehlauer-Ale, pesquisadora do Laboratório de Sistemática e Evolução de Bryozoa do Cebimar, e Judith Winston, do Museu de História Natural da Virginia (Estados Unidos).   Os nomes das novas espécies homenageiam o Programa Biota-Fapesp (Bugula biota), o vice-diretor do Cebimar, Álvaro Migotto (Bugula migottoi), a professora Rosana Rocha, do Departamento de Zoologia da Universidade Federal do Paraná (Bugula rochae), e o músico britânico David Bowie (Bugula bowiei).   Os pesquisadores apontam que um dos objetivos do grupo foi compreender melhor que espécies residem na costa brasileira. O gênero Bugula foi escolhido porque já incluía algumas espécies reconhecidas como invasoras. Outro objetivo foi realizar amostragens comparativas fora da área mais estudada, que é a Região Sudeste. O grupo estudou regiões costeiras de Alagoas, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná.   Além dos autores do artigo, os estudos tiveram contribuição de Andrea Waeschenbach, do Museu de História Natural de Londres (Reino Unido), e Ezequiel Ale, doutorando de genética e biologia evolutiva do IB-USP.  

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??rgão de controle divulga regras para transparência no MPES

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O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) divulgou, nesta sexta-feira (31), a íntegra da resolução que obriga as instituições ministeriais de todo País a revelar os dados salariais de seus membros. Apesar da divulgação no site do órgão, o Ministério Público Estadual (MPES) anunciou que só vai aplicar as regras após a publicação da norma pelo Diário Oficial de União, prevista para os próximos dias.  A resolução detalha as informações que devem ser veiculadas nos sítios dos MPs e do próprio Conselho na internet, em atendimento aos dispositivos da Lei de Acesso à Informação. Será obrigatória a divulgação de salários de membros e servidores, além da previsão de procedimentos para a entrada de recursos no caso de denegação de pedido de informação. A medida também prevê a transmissão das sessões de órgãos colegiados do MP via internet e o acompanhamento de termos firmados com o poder público.  O texto foi elaborado por uma comissão do próprio CNMP, que assegurou a gestão transparente das informações que circulam dentro do órgão – ressalvado apenas os casos de sigilo ou questões pessoais. No entendimento dos conselheiros, que aprovaram a resolução por maioria de votos, os dados salariais de promotores e procuradores de Justiça não guardam qualquer sigilo, como alegavam alguns membros do MPES que criticavam a abertura dos valores.  Na avaliação do Conselho, a Lei de Acesso exige a individualização dos beneficiários, cabendo a cada unidade ou ramo do Ministério Público utilizar os nomes ou as matrículas dos membros e servidores da instituição. No caso do MPE capixaba, a divulgação deverá ser nominal. Em nota à imprensa, o MPES afirma que os dados estão prontos para serem disponibilizados, tão logo seja publicada a resolução.  De acordo com informações do CNMP, as disposições do texto deverão ser implementados imediatamente, ressalvados os prazos de 60 dias para divulgação de TACs firmados, recomendações expedidas, audiências públicas realizadas e registro de inquéritos civis e procedimentos de investigação criminal.

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TJES suspende tramitação de processo contra Roberto Araújo

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O presidente do Tribunal de Justiça do Estado (TJES), desembargador Pedro Valls Feu Rosa, referendou, nessa quinta-feira (31), a prorrogação do prazo de julgamento dos processos disciplinares contra o desembargador Roberto da Fonseca Araújo. A medida garante a suspensão da tramitação da sindicância aberta no ano passado para apurar supostos xingamentos a servidores do tribunal até a conclusão do exame de uma reclamação anterior por suposta ameaça.  De acordo com a resolução publicada no Diário da Justiça, a solicitação partiu do relator da sindicância, desembargador José Paulo Calmon Nogueira da Gama. Desde essa quarta-feira (29), os autos do processo estão sobrestados no aguardo do julgamento da reclamação em análise pelo Tribunal Pleno.  Até o momento, o placar da votação aponta dez votos para a aplicação da pena de censura e dois votos pela advertência de Roberto Araújo. No entanto, penas sugeridas não podem ser aplicadas a desembargadores, fato que provou o lançamento de uma questão de ordem pelo desembargador Ney Batista Coutinho, rejeitada pelo relator do caso, José Luiz Barreto Vivas, que optou por se manifestar após a conclusão do julgamento.  Na reclamação, Roberto Araújo é acusado de ter ameaçado a secretária de um médico após um tratamento malsucedido. A denúncia havia sido utilizada pelos colegas de Pleno como justificativa para impedir a promoção de Roberto Araújo, aprovada somente depois da interferência do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).  A defesa alega que o processo não tem sustentação e que a situação provoca desconforto no desembargador. No outro caso, Roberto Araújo é acusado de ter acusado de dirigir palavras de baixo calão e xingamentos contra um desembargador e servidores quando tentava ter acessos aos autos da denúncia movida contra ele. Atitude apontada pela defesa como intempestiva, a qual os seres humanos estão sujeitos.

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Código Florestal: mudanças na MP não têm aval do governo Dilma

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A presidente Dilma Rousseff afirma que o acordo feito entre parlamentares para a aprovação do texto da MP 571/12 do Código Florestal não contou com a participação do governo no debate. A promessa agora é de tentar reverter o que foi acordado na comissão nas votações nos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado. Para o governo, o texto proporciona insegurança jurídica à MP e representa retrocesso. Também não está descartada a possibilidade de fazer novos vetos, caso o texto final não retome os percentuais de proteção definidos originalmente pela MP.   Além disso, segundo a presidente, o consenso entre os parlamentares colocou à tona debates que já haviam sido considerados encerrados. Como a aprovação de uma faixa mínima única para preservação da mata ciliar. Antes, o governo havia mantido tamanhos distintos, de acordo com o tamanho de cada propriedade, chamando o esquema de “escadinha”: quanto maior a propriedade, maior o seu dever com o meio ambiente.     As ministras de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, e de Meio Ambiente, Izabella Teixeira, estavam informadas sobre o assunto, mas o acordo foi fechado apenas pelos parlamentares envolvidos. Segundo o governo, ambas as ministras tentaram intervir, sem sucesso.    A ministra Izabella Teixeira disse à Agência Brasil que, da forma como foi aprovado, o texto é um retrocesso na discussão sobre recuperação ambiental e pode gerar insegurança jurídica na aplicação da lei. ” O que vimos foi um retrocesso do ponto de vista de recuperação ambiental, porque poderá gerar uma situação de igualar os pequenos proprietários aos grandes proprietários, diminuindo, possivelmente, o impacto daquilo que é obrigatório de recuperação”, pontuou.   

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Tucanos resistem à ação abrupta de Hartung e seus aliados no partido

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Embora o ex-governador Paulo Hartung (PMDB) e Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB) sejam só sorrisos no cartaz da campanha do tucano à prefeitura de Vitória , nos bastidores o clima não é nada agradável. O motivo é a forma como os aliados de Hartung passaram a ingerir na campanha do partido na Capital. Só para se ter uma ideia, os encontros sobre a campanha de Luiz Paulo, com a participação dos aliados do ex-governador, acontecem na casa de Luiz Paulo e não na sede do PSDB, na Praia do Suá. Isso porque se fossem no partido, as reuniões seriam abertas, já na casa do candidato, só participam convidados. Não que Luiz Paulo restrinja a participação dos filiados ao partido, mas muitos deles preferem não participar, como se não se sentissem convidados E até mesmo na reunião fora da sede há problemas com a ação dos emissários do ex-governador. O presidente do PMDB capixaba, deputado federal Lelo Coimbra, estaria dando as cartas nas articulações. Enquanto Luiz Paulo preferiu ouvir as críticas, o filho do candidato, André, teria enfrentado o presidente do PMDB, embora os envolvidos na campanha neguem que haja qualquer problema de relacionamento. Do grupo de Luiz Paulo a imagem passada é de que o clima segue bom, o que não acontece com uma parte do tucanato insatisfeita com a mudança na campanha. O fato é que os aliados de Hartung chegam ao palanque de Luiz Paulo no momento em que a campanha já está consolidada e tentando imprimir uma outra marca ao processo, a de Hartung. Isso criou muitas incompatibilidades entre os tucanos, porque o processo de construção da campanha de Luiz Paulo foi um processo longo e bastante discutido com todo o partido. Desde o final do ano passado, o partido vinha discutindo a participação na disputa de Vitória. A sigla inicialmente apresentou dois nomes para a eleição. Além de Luiz Paulo, o nome do deputado federal César Colnago também foi colocado para a cidade. Depois de pesquisas de opinião e reuniões do partido, houve uma definição por Luiz Paulo. A campanha cresceu e Luiz Paulo lidera o processo. Por isso, a chegada do grupo de Hartung neste momento, querendo mudar o direcionamento da campanha, é visto como “carona política” e apesar da ligação entre Hartung e Luiz Paulo, muita gente dentro do ninho tucano não aprova a união. Eleitores reagem Não é só internamente que a ligação entre Hartung e Luiz Paulo vem causando reações. As fotos do encontro dessa quinta-feira (30) na página do candidato no Facebook também motivaram alguns seguidores do tucano a criticarem a parceria. “Essa estratégia na disputa para o governo do Estado não deu certo! Sugiro observarem as pesquisas em São Paulo. A estratégia inicial é vitoriosa, aqui já começou a perder muito voto! Iriny e Luciano agradecem!”, disse uma seguidora. Também há manifestações favoráveis e elogiosas à união, mas muitos eleitores acreditam que Hartung é um nome pesado para o palanque de Luiz Paulo.  

31/08/2012 / 0 Comments
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Lee Oswald: divergências geram crise institucional entre MP e TJ

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A divergência sobre o desdobramento das investigações da “Operação Lee Oswald” ganhou contornos de uma crise institucional entre o Tribunal de Justiça do Estado (TJES) e o Ministério Público Estadual (MPES). Mesmo com nenhum dos lados assumindo o conflito, os meios jurídicos avaliam que as críticas do procurador-geral de Justiça, Eder Pontes da Silva, ao que considerou ingerência sobre a instituição após a devolução da denúncia criminal da operação, devem jogar mais luzes sobre a apuração de suspeitas contra o governo passado.  Seguindo o mesmo caminho do antecessor, o atual chefe do MP capixaba não avançou sobre as denúncias de episódios de corrupção cometidos na gestão Paulo Hartung (PMDB). Pelo contrário, a denúncia oferecida pelo procurador-geral de Justiça se restringia apenas aos acusados de fraudes em Presidente Kennedy (litoral sul do Estado), avaliado pelo presidente do TJES, desembargador Pedro Valls Feu Rosa, como uma forma de minimizar o escândalo apontado com potencial de ser o “maior escândalo de corrupção de nossa história”.  Discursando para uma plateia com membros da instituição, Eder Pontes criticou qualquer ingerência de outro poder nas atividades do Ministério Público e declarou que as investigações sobre os demais fatos narrados no inquérito estão em andamento. Mas considerando a velocidade na condução do inquérito, o caso pode tomar o mesmo do rumo dos encaminhamentos da “Operação Moeda de Troca”, que precedeu as investigações em Kennedy.  Em janeiro deste ano, o então chefe do Ministério Público, Fernando Zardini, afirmou que a instituição apresentaria as denúncias contra os prefeitos de todos os municípios envolvidos no esquema de fraudes em licitações. No entanto, até o final de sua gestão – em maio último –, o procurador de Justiça havia restringido as denúncias à prefeitura de Santa Leopoldina (região serrana), onde surgiu o escândalo.  Na crítica de Pedro Valls, o relator da “Lee Oswald” sinalizou que apenas será possível julgar o caso “com justiça” após a inclusão dos supostos chefe da organização criminosa que atua no Estado. Entre os fatos indicados está a existência de uma fila de empresários para distribuição de obras públicas, assim como indícios de corrupção no sistema prisional, concessão de benefícios fiscais e na compra e venda de terrenos para instalação da Ferrous Resources, no sul do Estado.  “A população capixaba precisa saber que ‘estrutura piramidal’ de corrupção é esta, e quem estaria lá no topo, pontificando como chefe do crime organizado e decerto rindo da impunidade de que gozaria. Não podemos excluir estas pessoas sem que tenha havido a devida apuração”, disse o desembargador, utilizando como referência as declarações do próprio Ministério Público, que não se propôs a desvendar o esquema que havia sugerido. 

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Aos pedaços

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Depois de A Fronteira da Alvorada (2008), o diretor Philippe Garrel explora novamente a relação trágica de um artista e sua musa em seu novo filme, Um Verão Escaldante. Filmado em Roma e exibido no Festival de Veneza de 2011, o longa chega ao Cine Jardins nesta sexta-feira (31) e traz novamente no elenco Louis Garrel, filho de Philippe.   Logo na primeira cena, Monica Belluci, que interpreta a atriz Angele, aparece nua deitada em uma cama, enquanto seu marido, Fréderic (Garrel), comete suicídio em uma estrada, à noite. O diretor conduz a história em diversos flashbacks, que mostram como o casal se conheceu e os primeiros conflitos. Tudo é narrado por Paul (Jérôme Robart), que se intitula o melhor amigo.   Frédéric é pintor introspectivo e Angele sua musa, os dois estão morando em Roma enquanto ela trabalha em um filme. Paul e sua esposa (Céline Sallette) também estão na cidade e Fréderic os convida para ficar em sua casa durante o verão. O relacionamento de ambos os casais começa a se desgastar com o tempo, resultando em diversos desencontros.    Mesmo sem interferirem nos conflitos um do outro, os quatro amigos acabam sendo afetados pela decadência dos casamentos. A construção do distanciamento entre eles é acentuada pela câmera que está sempre afastada dos personagens. O único relacionamento que não parece ser abalado é a amizade entre Frédéric e Paul.   O diretor do premiado Amantes Constantes (2005) é conhecido por trabalhar com fragmentos de situações e pedaços de desgarrados de tempo e espaço. Em Um Verão Escaldante ela se utiliza dessa fragmentação e monta um filme dividido em três partes e propõe que o espectador junte os pedaços.    Serviço Um Verão Escaldante (Un eté brûlant, França/Itália/Suiça, 2011, 95 minutos, 14 anos)   Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 1. 21h20.

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Sem fronteiras

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Tabatinga e Letícia pertencem a países diferentes, mas seu cotidiano e as diferentes culturas fazem com que elas se integrem e se percam entre a floresta e o asfalto. Terras, documentário da diretora estreante Maya Da-Rin revela essa história peculiar. O filme entra em cartaz no Cine Metropolis.   Tabatinga, no Brasil, e Letícia, na Colômbia, são como cidades irmãs, mantêm um vínculo econômico e são interligadas por uma única avenida. Sons da natureza se misturam as falas em espanhol e português; a diretora capta a ambientação física do lugar rodeado pela floresta e também a relação afetiva que os moradores, indígenas e latinos, têm com a cidade.   Maya assume a posição de estrangeira e vai mostrando tudo que lhe parece diferente e curioso, acompanhando de perto o ritmo acelerado e a intensa circulação de pessoas nas duas cidades e países. Os entrevistados falam em seus próprios ambientes, seja em um táxi, no meio da rua ou dentro da mata.   A diretora, formada em Desenho Industrial, produziu os curtas E Agora José? (2002) e Margem (2007). Terras é seu primeiro documentário longa-metragem, no qual ela propõe uma reflexão sobre a confluência de culturas e a vida na fronteira, no limite entre pertencer e não pertencer a um país.     Serviço Terras (Idem, Brasil, 2009, 75 minutos, 10 anos)   Cine Metropolis: 16h e 17h30.

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