Enquanto o centro das atenções do mercado político são as movimentações do governador Renato Casagrande e do ex-governador Paulo Hartung (PMDB), o senador Magno Malta vem correndo o Estado, apoiando os aliados e aumentando sua musculatura política. Como essas lideranças buscam em 2012, um melhor posicionamento para a o cenário político de 2014, o senador também se credencia. Em entrevista a Século Diário neste fim de semana, o senador fala de sua movimentação na eleição deste ano. Ao contrário do ex-governador Paulo Hartung, que vem apostando em palanques favoritos e do governador, que prefere se afastar da disputa, Magno está em campo, independentemente do capital político dos aliados, o que pode tornar as vitórias mais substanciais. Ele também explica por que está no palanque de Sérgio Vidigal (PDT), na Serra, mesmo estando seu partido, o PR, coligado com Audifax Barcelos (PSB). Fala ainda sobre a mudança de postura do PR em Cachoeiro, que em 2008 esteve com Carlos Casteglione e este ano aposta na candidatura própria, tendo Glauber Coelho à frente do processo. A disputa em Vila Velha, com a busca de reeleição do prefeito Neucimar Fraga, também é avaliada pelo senador. Na entrevista, Malta não poupa críticas aos seus adversários políticos. Adversários, que ressalta o senador, não foi ele quem escolheu, mas que não se submete ao sistema político que tentaram lhe impor. Ele aborda o que chama de “má vontade” de parte da imprensa para com ele e faz um desabafo sobre a falta de espaço que enfrenta no Estado. O senador, que antes refutava a ideia de disputar o governo do Estado, hoje não descarta a possibilidade, embora destaque que gosta do Parlamento. A entrevista com Magno Malta vai ao ar neste sábado (1).
Filmes em cartaz
Programação dos cinemas de Vila Velha, Vitória e Guarapari de 31 de agosto a 06 de setembro. ESTREIAS Um Verão Escaldante (Un eté brûlant, França/Itália/Suiça, 2011, 95 minutos, 14 anos) Drama. Direção de Philippe Garrel. Com Monica Bellucci, Louis Garrel, Celine Sallette. Frederic, um pintor, e Angelé, uma atriz, vivem um relacionamento conturbado. Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 1. 21h20. Bel Ami – O Sedutor (Bel Ami, Reino Unido/Fraça/Itália, 2012, 102 minutos, 14 anos) Drama. Direção de Declan Donnellan. Com Robert Pattinson, Christina Ricci, Uma Thurman, Kristin Scott Thomas. A história de um jovem que, ao manipular a mulher mais rica e influente de Paris, chega ao poder. Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 1. 19h20. A Arte da Conquista (Homework, EUA, 2011, 83 minutos, 12 anos) Drama. Direção de Gavin Wiesen. Com Freddie Highmore, Emma Roberts, Sasha Spielberg. George é um adolescente solitário que chegou ao último ano do colégio sem nunca ter tido um verdadeiro dia de trabalho. Ele faz amizade com Sally, uma garota popular, mas complicada que encontra nele sua alma gêmea. Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 2. 19h30. Terras (Idem, Brasil, 2009, 75 minutos, 10 anos) Documentário. Direção de Maya Da-Rin. Na fronteira tríplice entre Brasil, Colômbia e Peru, as cidades gêmeas Letícia e Tabatinga formam uma ilha urbana cercada pela imensa floresta amazônica. O filme acompanha o ritmo deste lugar de encontro e passagem, aproximando-se do cotidiano de seus habitantes. Cine Metropolis: 16h e 17h30. Os Mercenários 2 (The Expendables 2, EUA, 2012, 16 anos, 100 minutos) Ação. Direção de Simon West. Com Sylvester Stallone, Bruce Willis, Arnold Schwarzenegger, Jason Statham. Segundo longa da franquia Os mercenários. Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 1. 14h, 16h20, 18h40, 21h. DUBLADO. Sala 7. 17h10, 19h20, 21h30. Cinemark – Shopping Vitória: Sala 3. 14h, 16h20, 18h40, 21h. DUBLADO. Sala 5. 14h30, 16h50, 19h10, 21h30. Cine Ritz – Shopping Norte Sul: Sala 4. 17h30 e 19h30. DUBLADO. 21h30 (LEG). Intocáveis (Intouchables, França, 2011, 112 minutos, 14 anos) Comédia. Direção de Olivier Nakache e Eric Toledano. Com François Cluzet, Omar Sy. Sinopse: Aristocrata rico, que fica paraplégico em acidente, contrata jovem problemático como assistente. Cinemark – Shopping Vitória: Sala 2. 13h40, 16h10, 18h50, 21h40. Procura-se um Amigo Para o Fim do Mundo (Seeking a Friend for the End of the World, EUA, 2012, 101 minutos, 16 anos) Comédia. Direção de Lorene Scafaria. Depois de ser abandonado pela mulher, homem decide ir em busca de sua paixão da época de escola. Cinemark – Shopping Vitória: Sala 4. 14h20, 16h40, 19h, 21h20. Cine Ritz – Shopping Norte Sul: Sala 1. 17h40, 19h40, 21h40. SESSÃO CULT Diário de um Jornalista Bêbado (The Rum Diary, EUA, 2011, 120 minutos, 16 anos) Aventura. Direção de Bruce Robinson. Com Johnny Depp, Amber Heard, Aaron Eckhart, Giovanni Ribisi, Richard Jenkins. As aventuras de um jornalista itinerante. Baseado em obra de Hunter S. Thompson. Cinemark – Shopping Vitória: Sala 1. Quinta 20h20. CONTINUAÇÃO Além da Liberdade (The Lady, Espanha, 2011, 132 minutos, 14 anos) Romance. Direção de Luc Besson. Com Michelle Yeoh, David Thewlis, William Hope. Uma história de amor ambientada na Birmânia, durante o movimento pela democracia. Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 1. 17h. Headhunters (Headhunters, Noruega/Alemanha, 2011, 100 minutos, 14 anos) Ação. Direção de Morten Tyldum. Com Aksel Hennie, Nikolaj Coster-Waldau, Julie R. Ølgaard, Joachim Rafaelsen. Um excelente caçador de talentos arrisca tudo para conseguir uma valiosa pintura que pertence a um ex-mercenário. Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 2. 21h15. Tulpan (Tulpan, Alemanha/Suíça/Cazaquistão/Rússia/Polônia, 2008, 99 minutos, 10 anos) Drama. Direção de Sergey Dvortsevoye. Com Skhat Kuchinchirekov, Samal Yeslyamova, Ondasyn Besikbasov. Depois de prestar serviço militar na Marinha, o jovem Asa volta às estepes do Cazaquistão onde sua irmã e o marido pastor vivem como nômades. Entusiasmado, Asa quer começar vida nova e tornar-se ele também um pastor, mas, para isso, precisa primeiro se casar. Cine Metropolis: 19h e 20h50. O Ditador (The Dictator, EUA, 2012, 82 minutos, 14 anos) Comédia. Direção de Larry Charles. Com Bem Kingsley, Sacha Baron Cohen, Jason Mantzoukas. A heróica história de um ditador que arrisca a própria vida para que a democracia nunca chegue ao país que ele amorosamente oprime. Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 6. 17h, 19h10, 21h20. DUBLADO. Cinemark – Shopping Vitória: Sala 1. 18h10 e 20h20. Quinta 18h10. Rock of Ages: O Filme (Rock of Ages, EUA, 2012, 123 minutos, 14 anos) Musical. Direção de Adam Shankman. Com Tom Cruise, Russell Brand, Alec Baldwin. Garota de uma pequena cidade do interior chega a Hollywood no auge da cena rock and roll dos anos 80. Cinemark – Shopping Vitória: Sala 8. 17h15. Cine Ritz – Shopping Norte Sul: Sala 3. 19h e 21h10. Cine Ritz Guarapari: Sala 3. 19h20 e 21h30. O Vingador do Futuro (Total Recall, EUA, 2012, 118 minutos, 14 anos) Ação. Direção de Len Wiseman. Com Colin Farrell, Kate Beckinsale, Jessica Biel, Ethan Hawke. As nações estados Euroamerica e New Shangai lutam pela supremacia, quando o operário de uma fábrica começa a suspeitar que ele seja um espião, entretanto não sabe para qual lado está espionando. Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 4. 13h10, 15h30, 18h. DUBLADO. 20h30 (LEG). Cinemark – Shopping Vitória: Sala 6. 15h, 19h40, 22h15. Um Divã Para Dois (Hope Springs, EUA, 2012, 100 minutos, 12 anos) Comédia. Direção de David Frankel. Com Meryl Streep, Tommy Lee Jones, Steve Carrel. Depois de trinta anos de casamento, casal passa por um fim de semana de aconselhamentos para decidir o destino da relação. Cinemark – Shopping Vitória: Sala 8. 19h55 e 22h20. Outback – Uma Galera Animal (Outback, EUA/Coreia do Sul, 2012, 91 minutos, Livre) Animação. Direção de Kyung Ho Lee. Johnny é um coala albino que sempre foi excluído. Sem querer, ele se torna um herói
Perigo no ar
Os prejuízos à saúde gerados pela poluição do ar na Grande Vitória viraram a máxima das estatísticas e alertas sobre o problema já há algum tempo. O debate saiu do campo do confronto de ideias entre ambientalistas e setor econômico, utilizado na maioria das vezes para tentar desqualificar qualquer mobilização popular contra as empresas poluidoras, para entrar no campo da prova: os números. Mas do lado do poder público, o que mudou? Nada. Embora o Estado ainda caminhe lentamente em realizar estudos locais que relacionem a poluição do ar com doenças, nunca foi difícil chegar a tais constatações. No entanto, foi de uns anos pra cá, principalmente, que os capixabas começaram a ter a real dimensão do problema. Não por conta do empenho dos órgãos responsáveis. Não mesmo. Mas por dados nacionais, resultado de constantes inclusões em rankings da poluição do ar. O próprio governo do Estado, com os levantamentos da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), sabe que as doenças do aparelho respiratório representam a principal causa de internação nos hospitais da rede pública estadual. O mais recente deles, com enfoque em crianças e adolescentes, referentes a janeiro e junho deste ano, indica 5.521 internações. O segundo lugar, as doenças infecciosas, vem bem atrás: 3.283. Mas não é só nessa faixa que o sapato aperta. Os idosos também são grupo vulnerável. Outro dia, um dos maiores especialistas da área, Paulo Saldiva, do Laboratório de Poluição Atmosférica da Universidade Federal de São Paulo (USP), ressaltou que cada morador de Vitória fuma um cigarro e meio por dia. Ele exemplificou, de maneira clara e necessária, o que dizem os vários estudos nacionais sobre a poluição na Capital, que ultrapassa os limites recomendados pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Os poluentes que mais afetam a saúde estão por aqui em doses cavalares: as partículas finas (PTS e PM10) – que chegam aos pulmões – e o dióxido de enxofre (SO2). Também este ano, espelhado no exemplo de São Paulo, o vereador de Vitória Serjão Magalhães (PSB) elegeu o tema como bandeira e realizou um seminário para discutir a adoção no Estado de novos parâmetros para as emissões. O que é importante, sem dúvida. Mas para isso, a sugestão foi criar uma comissão para monitorar e elaborar propostas para conter a poluição do ar. Demanda tempo. Até lá, o governo espera, enquanto os números sobem em ritmo acelerado. Ainda no ano passado, a Câmara de Vila Velha instaurou uma CPI para investigar a poluição do ar. Os vereadores ficaram assustados com a informação que as doenças pulmonares eram a terceira causa de mortes no município. Mas sabe-se lá que fim levou. Se as intenções eram boas, ficaram para trás, porque nem esses indicativos mais recentes foram capazes de provocar qualquer reação na Casa. Também em 2011, estudo relacionou a poluição do ar da Samarco com a incidência de câncer em pescadores de Anchieta, sul do Estado. O Palácio Anchieta passou longe dos resultados. Fingiu que não era com ele. E ainda foi prestigiar o lançamento da pedra fundamental da 4ª usina da empresa. Isso tudo para lembrar apenas dos últimos acontecimentos, pois a lista é muito mais extensa. E o governo do Estado? Esse nem sabe ao certo o que de fato cada empresa polui e em qual quantidade. Digo as principais, ArcelorMittal, Vale e Samarco. As outras, então, nem se fala. Estudo nesse sentido anda a passos de tartaruga, ou guardado no fundo da gaveta. E o Ministério Público do Estado? Bom, esse é melhor nem comentar. Senado, Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa muito menos. Agora eu pergunto: as famílias nos nossos representantes/governantes não têm pulmão? Manaira Medeiros é jornalista e especialista em Educação e Gestão Ambiental
Pelo direito de respirar
A ArcellorMittal bateu o pé e avisou que não instalaria as barreiras de proteção para conter o pó preto emitido em decorrência de suas atividades na Ponta de Tubarão, em Vitória. A poluidora alegou que a vegetação que cerca a siderúrgica já funciona como uma “wind fense” natural. Em outras palavras, só faltou a empresa dizer à Justiça que não estava disposta a gastar alguns milhões de dólares para instalar um equipamento que tem a finalidade exclusiva de conter a poluição e reduzir os danos à saúde da população. Demonstrando não estar muito preocupado com a população, o desembargador Carlos Simões Fonseca achou o argumento da empresa plausível e desobrigou a poluidora a instalar as barreiras, como queria 1º Vara da Fazenda Pública, que acatou o pedido do Ministério Público Estadual (MPES), que exigia os Wind fenses. Os promotores alegaram que as telas ajudariam minimizar as emissões da empresa, que põem em risco a saúde dos moradores da Grande Vitória. A decisão do desembargador, que foi comemorada pela empresa, colocou a Arcelor como vítima da história e população como vilã. Pela decisão da Justiça, parece até que a colocação das wind fenses é um capricho das pessoas que querem apenas respirar melhor. Além de jogar contra a saúde da população, o desembargador empurrou as negociações, que vinham avançando, para a estaca zero. Tanto os promotores do MPES que acompanham o caso como os representantes da sociedade civil acreditavam que a vitória sobre a poderosa empresa, pelo menos nesse capítulo da novela, estava próxima. Os promotores já haviam proposto que a ArcelorMittal apresentasse um projeto para a instalações das barreiras em quatro meses. Caso contrário, o Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) ficaria impedido de conceder ou prorrogar licenças ambientais à siderúrgica. Com a derrubada da liminar, no entanto, todas essas conquistas foram por água abaixo. A decisão do desembargador joga por terra o argumento do MPES, que acusou a Arcelor de cometer “racismo ambiental” no Espírito Santo. Ou seja, a empresa estaria dando ao Estado tratamento diverso ao dado a outros países, que também abrigam a empresa. Na avaliação do desembargador Carlos Simões Fonseca, os interesses econômicos da empresa devem prevalecer sobre os da população, que queria apenas ter o direito de respirar melhor. Só um pouco melhor.
Eleições em Cariacica: Feijão e Sonho
Em Cariacica, a exemplo de Vila Velha, há também um quadro de disputa, de indecisão e de tendência das eleições irem para o segundo turno. Pesquisa realizada pelo Instituto Enquet em 19 de agosto, publicada em A Tribuna, indicava a existência de 47,3% de indecisos na menção espontânea. Marcelo Santos (PMDB) liderava com 19,4%, seguido de Juninho (PPS) com 14,1% e de Lúcia Dornellas (PT) com 11,7%. A maior rejeição era a de Lúcia Dornellas, com 16%, seguida por Marcelo Santos, com 10,6%, e por Juninho, com 7,6%. Antes, em 05 de agosto, outra pesquisa do Instituto Futura, publicada em A Gazeta, indicava a existência de 51,0% de indecisos e a liderança também de Marcelo Santos, em quadro geral de disputa e de tendência de segundo turno. Eleições emboladas, com os três candidatos principais com capacidade de crescimento. A julgar pelo quadro de rejeições, Juninho é o que teria maior potencial de crescimento, o que embolaria mais ainda o quadro eleitoral e a disputa. Cariacica elegeu o prefeito Helder Salomão (PT) em 2004 e o reelegeu em 2008 com a proposta de romper com as práticas patrimonialistas, populistas e assistencialistas do passado. Helder governou com um perfil técnico e foco na gestão. Cresceu como liderança no município. Teve uma gestão bem avaliada que, no entanto, sofreu desgaste ao longo do segundo mandato. E não se projetou para além do município no sentido político, como era esperado. Bateu no teto. E vai ter dificuldade de eleger a sua candidata. Juninho, embora rebelde, é da árvore da gestão Hélder Salomão. Lúcia Dornellas é a candidata apoiada por Hélder. Assim, na prática, as eleições em Cariacica representam uma disputa entre a gestão de Hélder Salomão, seja na “nuance” Juninho , seja na “nuance” Lúcia, e a proposta de Marcelo Santos, herdeiro político de Aloizio Santos com um perfil diferente, de foco na gestão. Por que a gestão de Helder Salomão se desgastou? Aonde Marcelo Santos vai? As pesquisas qualitativas indicam que, em Cariacica, poderá ter mais chances de ganhar as eleições aquele candidato que souber mesclar e representar, ao mesmo tempo, o feijão e o sonho que estão no cotidiano e no imaginário da população de Cariacica. É e será grande, em Cariacica, a influência da chamada Classe “C” nas eleições. Esta classe, como se sabe, quer resultados imediatos, quer propostas concretas para a sua rua, o seu bairro, o seu cotidiano. Ascendeu socialmente, tem sensação de bem estar, e não quer perder o que conquistou. Este é o “componente feijão” das eleições de Cariacica. Mas tem também o “componente sonho”. As pesquisas qualitativas, já há algum tempo, indicam que é grande, na população, o problema da baixa auto-estima. No imaginário da população, o município de Cariacica foi submetido durante muitos anos à gestões que teriam achacado a auto-estima da população. Na média, a população vê e percebe Cariacica como uma espécie de “gigante adormecido”. Gigante em área, gigante em potencialidade. Trata-se, no imaginário, conforme já repisei aqui neste espaço, do complexo de “primo-pobre” da Região Metropolitana, daí a miragem que eles têm da cidade da Serra como “eu quero ser você amanhã”. O prefeito Helder Salomão, principalmente no primeiro mandato e início do segundo mandato, com seu foco no empreendedorismo e nas realizações em torno da gestão pública e da atração de projetos na área de logística, foi visto como um líder que estava despertando Cariacica e modernizando a máquina da prefeitura. Inclusive, em sua comunicação social, no segundo mandato, ele explorou a questão da auto-estima. Mas tudo indica que o problema da auto-estima ainda está lá. Quem vai saber trabalhar esta dimensão imaginária, mas ao mesmo tempo “concreta”, neste processo eleitoral? Quem será o “filho de Cariacica” que fala para Cariacica a linguagem de Cariacica? Defendi há pouco tempo aqui neste espaço, e repito, que a questão central em Cariacica é simbólica: trata-se de gerar, no discurso e na trajetória das ações, iniciativas e projetos voltados para a conquista da auto-estima dos cidadãos. Logística e auto-estima. Este (e mais as propostas factíveis e críveis para demandas cotidianas dos bairros da cidade) é o nome do jogo em Cariacica nestas eleições. Trabalhar a questão da auto-estima, está ao alcance do discurso dos filhos de Cariacica. Trabalhar a questão da logística e a questão das demandas cotidianas, dependerá de mostrar também capacidade de interlocução com o governo estadual, com os governos locais da região metropolitana de Vitória, e com o governo federal. Eleições difíceis e emboladas. Eleitorado fragmentado em diversos segmentos e estratos que não permitem discursos e propostas unidimensionais. Quem vai para o segundo turno?
O fenômeno mutante
Os economistas não estão encontrando explicação para o fenômeno: desde 2011, a economia brasileira perde dinamismo, com o crescimento projetado caindo de 4,5% para 2% em 2012, mas o mercado de trabalho continua aquecido, com milhares de contratações todos os meses. Pela lógica, as empresas deveriam estar demitindo. O que se passa? Alguns acham que a desaceleração da economia pode ser o reflexo de um ajuste temporário da demanda. Assim, os empresários estariam esperando as coisas se encaixarem novamente. Seria uma forma de “cozinhar o galo” pois demitir e depois recontratar-e-treinar seria muito oneroso. Os empresários estariam com o pé no freio – como os caminhões descendo a serra — na esperança de recuperar a marcha assim que “chegar no plaino”. O maior mistério é que o mercado de trabalho continua ativo e as taxas de desemprego seguem baixas. Segundo uma interpretação veiculada pela Fundação Getulio Vargas, o mercado de trabalho permaneceria aquecido porque estariam faltando principiantes nas cabeceiras do sistema de mão-de-obra. Assim, as empresas estariam retendo pessoal já treinado na expectativa de uma retomada do crescimento. É uma boa sacada, mas será verdade? O que fazer se a economia, como o time do Vasco, vai caindo na tabela? Trocar o ministro da Fazenda não adiantaria, até mesmo porque Guido Mantega tem boa visão de jogo e sabe mexer no time. A toda hora ele não vem prorrogando os impostos? É sinal de que está sensível ao quadro mutante da conjuntura econômica. Além disso, a comissão técnica (Banco Central) também vem jogando bem ao baixar os juros básicos, embora a economia – como um doente crônico — não reaja. Pela lógica, a queda do custo do dinheiro deveria estimular os investimentos e o consumo. Isso não está acontecendo, o que só aumenta o mistério. Outros economistas supõem que por baixo desse desaquecimento da economia podem estar em ação alguns componentes estruturais, como o aumento da participação relativa do setor de serviços na economia, em consequência da chamada desindustrialização, ou seja, nossas fábricas estariam reduzindo atividades por causa da entrada no mercado de produtos da indústria chinesa com seu poderoso dumping operário. “Recomposição setorial da economia”, eis o nome da coisa. O fato é que o fenômeno não tem uma única face. No meio dessa confusão aparecem indicadores positivos. O comércio exterior brasileiro continua dinâmico, com importações elevadas e exportações se mantendo ainda num patamar positivo, graças à desvalorização da moeda brasileira. Mas não há dúvida de que o mercado externo está comprando menos, o que não surpreende quando se sabe que a Europa está apertando os cintos. E não percamos de vista os indicadores negativos. Além de ter reduzido os investimentos, a indústria começa a registrar um aumento da capacidade ociosa. A elevação dos estoques em alguns setores é outro sinal de que o carro está travando. Também a elevação da inadimplência pode ser vista como um sinal de que se está chegando ao esgotamento da capacidade de consumo da população. Talvez seja o caso de aplicar a metáfora segundo a qual, entre a mexida no leme e a efetiva virada do navio para um novo rumo, vai um tempo considerável. Pode ser, mas sequer sabemos se a guinada está sendo feita para o rumo certo. Afinal, qual o rumo certo? O perigo é que o fenômeno se alastre da indústria para o setor de serviços, que envolve muito mais gente. Por enquanto o terciário continua dinâmico, mas há dúvidas quanto à sua capacidade de gerar novos empregos. Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério de Trabalho, o desempenho do emprego formal já apresenta significativa inflexão desde o momento mais aquecido de 2010. Na verdade, 2012 é o segundo pior ano de criação líquida de emprego formal desde 2006, sendo melhor apenas do que 2009, o ano de máximo impacto da grande crise global. Observando esses números, os técnicos acreditam que, após as demissões, pode haver um aumento da informalidade no mercado de emprego, o que inverteria a tendência de formalização estabelecida desde 2004. Segundo as estatísticas, os postos de trabalho com carteira assinada, que cresceram vigorosamente a partir de 2006, tenderam a se acomodar desde 2011, quando começou a cair a produtividade laboral. Já o número de trabalhadores sem carteira, que vinha caindo no mesmo período, estabilizou-se. Há quem veja nisso o fim do ciclo de formalização que marcou o governo Lula. O maior temor dos analistas é que as empresas se cansem de esperar a retomada do crescimento e comecem a demitir, o que poderia redundar num quadro geral de recessão. É isso que o governo tenta evitar com a redução temporária dos impostos e o anúncio de programas de investimentos em rodovias, ferrovias, portos e aeroportos, tudo com financiamento estatal. Observe-se que, fora os investimentos da Petrobras no pré-sal e da Eletrobrás em usinas de eletricidade, a maior parte dos projetos oficiais dá prioridade para construir infraestrutura para circulação e transporte, ou seja, é tudo investimento no terciário. O mesmo raciocínio de aplica aos investimentos em saneamento e habitação: ativa-se a indústria da construção mas quem mais se mobiliza é o setor de serviços. Tomara que tudo isso dê certo. Dando mesmo, é possível que ao fim do governo Dilma, tenha ele quatro ou oito anos, a economia brasileira apresente outra configuração. O que se desenha no horizonte é uma economia fortemente dominada pelo Estado mas gerida pela iniciativa privada. LEMBRETE DE OCASIÃO “Hay gobierno? Sou contra, mas se me oferecer obras e concessões, podemos entrar em acordo” Lema dos capitalistas brasileiros oportunistas ultraliberais
??s moscas
Interessante como o presidente da Assembleia Legislativa, Theodorico Ferraço (DEM/foto), e o governador Renato Casagrande tentam tratar as constantes faltas de quorum nas sessões da Assembleia Legislativa como algo muito natural. Mas não são. Nos últimos dias, a situação chegou ao limite do ridículo, com quatro suspensões e 11 projetos aguardando votação, enquanto os deputados-candidatos, 13 ao todo, se dedicam às campanhas. A Casa ficar entregue às moscas em período eleitoral não representa nenhum ineditismo. Mas levanta uma questão que não pode passar batido: a manobra dos parlamentares para driblar o regimento interno, garantindo presença e os gordos salários no final do mês. A postura de comparecerem à sessão, registrarem presença e depois desaparecerem não é lá sinal de honestidade, convenhamos. O mínimo que se esperava daqueles que disputam a eleição era o pedido de licença. Mas apenas três o fizeram – Luciano Rezende (PPS), Solange Lube (PMDB) e Marcelo Coelho (PMDB). E, mesmo assim, para Ferração está tudo ótimo. A prática, salvo as diferenças de tempo é lugar, lembra a época estudantil. Mas o nome era outro: cabular aula. A propósito… Emprego bom esse, hein! Contando moeda Ao que parece, a seca de recursos financeiros na campanha eleitoral deste ano é prolongada, com chances de durar até o pleito de outubro próximo. Os empresários fecharam os cofres e não estão interessados em molhar a mão dos candidatos. O próprio caso do mensalão pesa contra. Arriscado muitos não resistirem, principalmente os que disputam prefeitura. Dureza! Preto no branco Por falar nisso, chama atenção que os candidatos a prefeito dos municípios da Grande Vitória e cidades-polo do interior ainda não tenham apresentado a prestação de contas dos recursos arrecadados para a campanha. Eles têm até domingo para entrega da documentação. Antes, isso só precisava ser feito após o pleito, quando já não tinha poder algum de influência na disputa. Mas a legislação mudou e o buraco agora é mais embaixo. Preto no branco II Até agora, predominam na prestação gastos em serviços e nada de dinheiro em espécie. A maioria referente à confecção de santinhos e doação de carros – alguns com motoristas. Grandes empresas ainda não deram as caras. A conferir. Só piorou Em Colatina (noroeste do Estado), está mais do que claro que o escândalo do Iases/Acadis atingiu em cheio o candidato a prefeito Da Vitória (PDT). Mas mesmo se a operação policial que desvelou a corrupção no órgão não tivesse ocorrido em período eleitoral, as possibilidades do deputado estadual no pleito seriam limitadas. É considerado um político desamparado. Segue… É que Da Vitória não tem trânsito nas áreas empresarial e social, nem na Igreja Católica. Ele apostou todas suas fichas na imagem consolidada do deputado federal Paulo Foletto (PSB). Mas complicou até para o socialista bater no peito e defender o candidato do seu grupo. Agora foi O deputado estadual José Esmeraldo (PR) resolver oficializar, de fato, seu apoio à candidatura de Iriny Lopes (PT) em Vitória. Carreata realizada nesta quinta-feira (30), na Enseada do Suá, contou com manifestações efusivas do republicano em favor da ex-ministra. Entrou de cabeça na campanha. O PR, só pra lembrar, firmou aliança com Luciano Rezende (PPS). Mas, para isso, barrou a candidatura do próprio Esmeraldo. Quem diria Outro que estava junto no movimento de campanha de Iriny foi o vice-governador Givaldo Vieira. Mas, digamos, de maneira bem mais contida, praticamente um cumprimento protocolar. Embora tenha falado até em nome do governador Renato Casagrande, não foi muito convincente em sua declaração de apoio. Entrou no bolo quase que obrigado. Esse foi o tom. Quem diria II Também pudera. Givaldo integrou as movimentações de bastidores de um grupo de petistas contra a candidatura de Iriny, para favorecer interesses do grupo do ex-governador Paulo Hartung (PMDB). Mas o golpe não vingou, por resistência da própria deputada federal. 140 toques “Em frente à Fafi, no Centro (de Viória), placa no meio da calçada é um exemplo do desrespeito à acessibilidade”. (Vereador Serjão Magalhães – PSB – no Twitter). PENSAMENTO: “Creio que a opinião política de um homem é o próprio homem”. George Sand
Carta-mensagem
“Apenas hoje (veja quanto tempo eu perdi) é que tomei conhecimento do seu texto sobre a situação do rádio no Brasil, especialmente aí no seu grande Espírito Santo. Sou radialista, não fiz faculdade de comunicação e aprendi o ofício através do dia-a-dia, nas redações dos locais por onde trabalhei. Tenho registro profissional DRT-1267/PA, porém, não sou locutor. Aliás, quase todo mundo, mesmo os que comentam sobre comunicação ainda tem esta ideia de que Radialista é sinônimo de Locutor. Na verdade sou PRODUTOR EXECUTIVO , uma das mais de 90 funções existentes na Lei 6.615/78 (lei dos radialistas). Bom, vamos ao que interessa. Sua matéria é PAI-DÉGUA como falamos aqui no Pará, ou seja, é algo extraordinário, grandioso, eloqüente, principalmente pra quem gosta e ama fazer rádio. Detectei em sua entrevista (bate papo) com “quem entende de rádio”, como você faz questão de destacar, que a maioria deles, mesmo sendo radialistas, são também rádio-difusores, ou seja: são donos de emissoras de rádio, portanto, mesmo sendo “pessoas que entendem de rádio, veem o rádio mais como negócio, mais com os olhos voltados para as cifras e faturamentos, claro. Muitas emissoras utilizam o Playlist e se o locutor berra ao microfone é por que o dono da emissora assim deseja, por achar que isto lhe trará mais faturamento. A maioria dos entrevistados esqueceu-se de dizer que mesmo sendo donos das emissoras, não são donos da CONCESSÃO que é publica e que por isto mesmo deveriam ter a preocupação de fazer rádio para os ouvintes, levando informação, cultura… e não o besteirol globalizado, principalmente nas FMs espalhadas brasis afora. Você deveria também ter escutado os diretores do sindicato dos radialistas ou mesmo a federação dos radialistas (FITERT), pra buscar um pouco da luta dessa turma na busca de melhores condições de trabalho para os radialistas. Quando digo melhores condições de trabalho, me refiro ao local onde o radialista trabalha se tem insalubridade e periculosidade, se as cadeiras são ergométricas, se o patrão respeita a carga horária do trabalhador, se paga o mínimo exigido pelo sindicato através de suas convenções, se o trabalhador tem registro profissional (DRT), se o trabalhador tem registro em carteira de trabalho, se o patrão recolhe de forma legal as contribuições previdenciárias, FGTS, e outras “cositas más”. Preocupa-me sim ver o estado deplorável em que se encontram a maioria das programações de rádios AM/FM e olha que vivemos o melhor momento tecnológico na radiodifusão e sem dúvida o PIOR MOMENTO NO QUE SE REFERE À CONTEÚDO. Ah, finalizando, sou apenas um trabalhador radialista e não um artista do rádio como muitos “medalhões” gostam de ser chamados. Saudações Luiz Cunha DRT 1267/PA PARABÓLICAS Silvia Magna, a bonita assessora política e jornalista, coordena a campanha para prefeito em Anchieta. O lendário técnico de rádio e televisão João Neves vai agora fincar seu trabalho na capital do Estado, na SIM. Muito ruim o horário do programa Em Movimento da TV Gazeta. Parece que foi castigado. Mas a produção é boa. Uma pena. Renato Paollielo tanto fez que conseguiu o que queria. Ficar em Brasília mandando noticias para sua TV em Vila Velha MENSAGEM FINAL A saudade é um pouco dessa incerteza da separação. José Américo de Almeida
Lavanderia tucana
Nesta quinta-feira (30), o ex-governador Paulo Hartung (PMDB) dá mais um passo em direção ao seu retorno ao ninho tucano, uma movimentação que já vem sendo dada como certa por seus aliados. Para isso, Hartung vem criando condições políticas na eleição deste ano. Se em Vitória ele pega carona na candidatura de Luiz Paulo Vellozo Lucas, o que fortalece o partido em nível estadual, o ex-governador também reforça os quadros do partido com seu capital político e traz do interior algumas vitórias que darão musculatura ao ninho tucano. Externamente, a adesão de Hartung fortalece a imagem do partido que saiu desgastado das últimas eleições. Hoje tem 12 prefeitos, um deputado federal e está sem representação na Assembleia. Ter o ex-governador no partido ajuda muito nessa retomada de equilíbrio político que o partido precisa para se restabelecer como força política no Estado. Mas, internamente, nem tudo são flores. Em sua passagem pelo partido e o tratamento dado ao partido quando Hartung era governador criaram uma série de incompatibilidades com várias lideranças. Se nas ruas os tucanos sorriem ao falar da possibilidade de ter novamente o ex-governador entre seus quadros, dentro da sede do partido a situação é tensa. Até porque a chegada do grupo de Hartung ao PSDB já não está sendo de um jeito muito delicado, com seus emissários tomando de assalto o controle da campanha de Luiz Paulo. O problema é que Hartung não é um político de partido e sim de grupo, e quando entra em uma legenda, leva seu grupo para tomar o controle da sigla, assim como fez com o PMDB. O PSDB precisa crescer e Hartung é uma liderança que pode ajudar, mas será que os tucanos estão dispostos a pagar o preço? Fragmentos: 1 – A denúncia de contaminação do levantamento da Enquet, em Linhares (norte do Estado), é mais um golpe na credibilidade dos institutos Enquet e Futura, que vem caindo a cada eleição. Por isso mesmo, os candidatos buscam fora do Estado informações sobre suas reais situações no campo eleitoral. 2 –A disputa em Ecoporanga (noroeste do Estado), que já estava muito acirrada entre o prefeito Elias DalCol (PSD) e o petista Pedro Costa, agora deve pegar fogo com a denúncia do Ministério Público Estadual sobre improbidade que teria sido cometida pelo prefeito. 3 – Continua a saga dos empresários que refutam em investir nas campanhas eleitorais. O medo é de que o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-ES) investigue a vida pregressa das empresas.
Justiça derruba liminar que obrigava ArcelorMittal a implantar wind fences em Tubarão
A ArcelorMittal não precisará mais instalar wind fences (telas de proteção) em sua siderúrgica na Ponta de Tubarão, Vitória. A decisão é do desembargador Carlos Simões Fonseca, que derrubou a liminar da 1º Vara da Fazenda Pública que, em julho deste ano, atendendo ao pedido do Ministério Público Estadual (MPES), determinou a instalação do equipamento que ajuda a minimizar a poluição causada pelo pó preto nos município da Grande Vitória. A empresa, que comemorou a decisão, se recusa a instalar a tecnologia para conter suas emissões. A poluidora alega que o cinturão verde natural (formado por árvores), já faz o papel das telas de contenção do pó preto. Processada por racismo ambiental pelo MPES, a Arcelor afirmou, à época, ao jornal A Gazeta, que não procede à posição do Ministério Público, que acusa a empresa de não implantar no Espírito Santo as mesmas tecnologias utilizadas por ela em outros países. A Arcelor divulgou também que não vê necessidade de investir US$ 60 milhões na implantação das wind fences. A empresa garante que o seu cinturão verde é capaz de minimizar 75% de suas emissões. O MPES, por meio da Promotoria de Justiça do Meio Ambiente de Vitória, informou que vai analisar a decisão tomada pelo desembargador do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) e tomará as medidas cabíveis, no sentido de buscar a defesa da sociedade capixaba quanto à proteção do meio ambiente e no que tange à saúde dos moradores atingidos pelas emissões advindas da empresa ArcelorMittal. Segundo a decisão derrubada pelo desembargador Carlos Simões, a ArcelorMittal teria quatro meses para apresentar o projeto básico e iniciar a execução da obra. Enquanto isso, nenhuma licença ambiental poderia ser concedida ou prorrogada pelo Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) à empresa. As telas deveriam ser instaladas ao redor das duas coquerias e nos pátios de estocagem da empresa e até que a eficácia na contenção de emissões atmosféricas seja confirmada, a siderúrgica teria seus processos de licenciamentos estagnados. Já a ACP foi proposta após diversas tentativas de acordo entre o MPES, sociedade civil e empresa para a instalação da wind fences. Segundo a ação, a empresa expõe a população capixaba diariamente à poluição, comprometendo a saúde e a qualidade de vida dos moradores.