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Século Diário

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Retorno de Hartung ao PSDB enfrenta resistência interna

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Nesta quinta-feira (30), o ex-governador Paulo Hartung (PMDB) participa de um evento do ninho tucano no Álvares Cabral, em Vitória. O encontro que tem sido visto como o marco da entrada do ex-governador no palanque do tucano Luiz Paulo Vellozo Lucas traz à tona uma discussão interna no partido sobre o lado bom e o ruim de ter de volta ao PSDB seu antigo quadro. Caso Luiz Paulo alcance a vitória na Capital, vai fortalecer o partido e reequilibrá-lo no jogo político do Estado. Ao mesmo tempo em que o retorno de Hartung  traria do interior, onde ele tem se guindado a palanques consolidados, essa musculatura necessária ao partido, já que o PSDB tem poucas prefeituras. Mas algumas lideranças internas tentam aprofundar o significado de trazer Hartung de volta ao PSDB. O ex-governador não viria sozinho, tanto que seus aliados já tentam tomar a frente da campanha de Luiz Paulo em Vitória. Uma vez no partido, o grupo de Hartung faria o mesmo movimento que levou à tomada do PMDB, desde a entrada de Hartung na sigla, em 2005. Outra preocupação das lideranças tucanas é o retorno, com Hartung, de dois quadros hoje não quistos no partido: o senador Ricardo Ferraço e o deputado federal Lelo Coimbra, que fazem parte do grupo de Hartung e tendem a migrarem de volta com ele. Os dois parlamentares têm mandato a cumprir e ficariam presos no PMDB por conta da fidelidade partidária. Mas acordos entre os partidos podem resolver o problema, como aconteceu na ida de Ferraço do PSDB para o PMDB em 2009. O grupo de Hartung não agrada parte da militância tucana porque durante seu governo, apesar de receber o apoio do partido, Hartung ajudou no enfraquecimento da sigla, agindo em favor de seus aliados. Nesse processo desgastou a relação com o ninho tucano e criou incompatibilidades internas.

30/08/2012 / 0 Comments
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ArcelorMittal é condenada à indenização de R$ 800 mil por dano moral coletivo

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A ArcelorMittal Tubarão foi condenada pela Justiça do Trabalho ao pagamento de R$ 800 mil por danos morais coletivos, em uma Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público do Trabalho no Estado (MPT-ES), por conta de um acidente ocorrido na área da aciaria da empresa em 14 de fevereiro de 2004, que ocasionou a morte de cinco trabalhadores. Além da indenização, a Arcelor foi condenada a cumprir obrigações.    O MPT promoveu investigações no local do acidente em que ficaram comprovadas irregularidades na área da aciaria. O órgão verificou que a presença de água no interior do convertedor foi a causa da explosão que matou os trabalhadores. Além disso, não havia plano de emergência em casos de suspeita de água no equipamento.    No relatório da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Estado (SRTE-ES) consta que diversos fatores contribuíram para a ocorrência do acidente e a Arcelor foi autuada por irregularidades em seu ambiente de trabalho.   Foram realizadas quatro audiências na sede do MPT com o objetivo de regularizar a situação e evitar novos acidentes semelhantes. A ArcelorMittal, no entanto, se recusou a firmar o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), se comprometendo a realizar as alterações para que fosse possível identificar a presença de água no convertedor.    Depois da negativa ainda foram realizadas diversas tentativas de acordo, até que o MPT ajuizasse a Ação Civil Pública requerendo a indenização por dano moral coletivo, além da condenação da empresa em diversas obrigações de fazer e não fazer, sob pena de pagamento de multa de R$ 5 mil por descumprimento..    De acordo com a sentença do juiz do Trabalho Luís Eduardo Couto Lima, o valor da indenização será revertido ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), além das obrigações para a modificação do sistema de segurança da aciaria da empresa.  Ainda cabe recurso da decisão. 

30/08/2012 / 0 Comments
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Eclipse solar

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De batom borrado e postura de James Dean, Thiago Pethit estampa a capa de seu segundo álbum, Estrela Decadente (2012). O novo disco é imerso no cenário burlesco e sombrio dos cabarés, tema presente no clipe de Pas de Deux, a música que abre o CD. A junção da guitarra suja com pianos modificados, como o melotron e o de taxinha de sonoridade metálica e percussiva, ilustra bem a nostalgia e ao mesmo tempo a modernidade que permeiam todas as músicas.     As duas canções seguintes, Moon e Dandy Darling, seguem a mesma tendência de pop sofisticado e vintage, mas é a partir de Perto do Fim, com participação de Mallu Magalhães, que as composições ficam mais interessantes e decadentes. A calmaria de Pethit casa perfeitamente com a voz doce de Mallu, enquanto os dois rimam o português com o inglês, “É bem melhor você sumir / Just like planes do over the sea”.   So Long My Love – talvez a melhor faixa – incorpora elementos da surf music com um vocal arrastado e um inusitado coral gospel ao fundo. A letra fala da efemeridade dos novos amores. Já a canção Estrela Decadente é uma carta suicida, com uma guitarra de pegada rock e uma melodia ironicamente animada para acompanhar os versos desesperados: “I don't know why / I wanna die / I´m gonna sing and say goodbye”.   A música título do álbum é também um resumo do conceito do trabalho de Thiago, com apenas nove faixas ele reverencia a beleza da tristeza. Entretanto, a degradação não é trabalhada como sendo o fim e sim uma provocação para o início de uma nova fase. As experimentações e as texturas sonoras de Estrela Decadente fazem o primeiro álbum, Berlim, Texas (2010), parecer pálido.   Outra canção que chama atenção é Devil Me, que parece sair da trilha sonora de um filme de terror com os efeitos misteriosos do Melotron, um piano elétrico de 1960, o mesmo usado nos discos dos Mutantes. A canção é um ode ao diabo que conta com a companhia da voz grave de Helio Flanders, vocalista do Vanguart.                Das nove músicas do CD, a única que não é assinada por Pethit é Surabaya Johnny, uma versão em português de uma música do alemão Kurt Weill. Uma mistura de teatro, cabaré e Ney Matogrosso, a canção conta a história de uma menina que é enganada por um marinheiro e depois abandonada na ilha Surabaya. Pethit faz o papel da menina ingênua na juventude e a cantora Cida Moreira participa como a menina mais velha, traída e sozinha.   Saiba mais! Thiago Pethit disponibilizou seu disco para baixar na íntegra e gratuitamente. Aproveite.

30/08/2012 / 0 Comments
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MPES protela divulgação de dados salariais dos membros

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Mesmo com a decisão pela obrigatoriedade da divulgação dos dados salariais dos membros, o Ministério Público Estadual (MPES) deve protelar a publicação dos vencimentos de promotores e procuradores de Justiça. O procurador-geral de Justiça, Eder Pontes da Silva, afirmou em nota que a instituição vai aguardar a publicação da resolução do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), que vai disciplinar a revelação dos dados.  No texto, o chefe do MPES informou que a resolução deve orientar a forma como as informações serão disponibilizadas. A expectativa é de que a norma seja publicada nos próximos dias. Enquanto isso, o mistério sobre o real valor dos vencimentos e benefícios pagos aos membros do MP capixaba deve continuar.  Apesar da alegação de que a instituição se antecipou à Lei de Acesso à Informação, as informações dos gastos com pessoal se dão apenas de forma geral, sem a divulgação individualizada – o que será obrigatório pelos termos da decisão do órgão de controle. Um dos pontos a serem esclarecidos são os sucessivos pagamentos de despesas com exercícios anteriores, que chegam a ultrapassar 20% do valor dos subsídios.  Entre janeiro de 2009 e julho deste ano, os membros ativos do Ministério Público receberam mais de meio bilhão de reais em salários e vantagens. Deste total, o total de gastos com as chamadas despesas com exercícios anteriores chegou a R$ 79,08 milhões.  Na avaliação do plenário do CNMP, a Lei de Acesso à Informação exige a individualização dos beneficiários, cabendo a cada unidade ou ramo do Ministério Público utilizar os nomes ou as matrículas dos membros e servidores da instituição. Eder Pontes antecipou que a divulgação no MP capixaba deve ser nominal.  De acordo com informações do Conselho, a resolução deve ser implementada imediatamente, ressalvados os prazos de 60 dias para divulgação de TACs firmados, recomendações expedidas, audiências públicas realizadas e registro de inquéritos civis e procedimentos de investigação criminal.

30/08/2012 / 0 Comments
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Disputa polarizada pode trazer surpresa para favoritos

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Enquanto o município de Pancas (noroeste do Estado) surpreende por ser a cidade com o maior número de candidatos a prefeito na eleição deste ano, com oito postulantes ao cargo, em quase metade dos municípios capixabas a previsão sobre a eleição é complicada, por conta da polarização da disputa. Em 36 municípios, o processo eleitoral conta com apenas dois nomes na corrida à prefeitura, o que favorece um reagrupamento de forças políticas que, em boa parte dos casos, enfraquece candidatos favoritos à eleição. Em Viana, por exemplo, a ex-prefeita Solage Lube (PMDB) entrou no processo como favorita na disputa. Mas a pouco mais de um mês do pleito, o candidato do PV, Gilson Daniel Batista, cresceu na disputa e oferece perigo à eleição de Solange, que era considerada tranquila. Outro exemplo é Marechal Floriano, na região serrana do Estado. A prefeita Eliane Lorenzoni (PP) tem enfrentado um quadro complicado para garantir sua reeleição ao cargo. No município, as lideranças locais se agruparam em favor de Lidiney Gobbi (PSB), acirrando a disputa. Em Ibiraçu (norte), a prefeita Naciene Vicente (DEM) também terá dificuldade para garantira  reeleição com traquilidade, já que as demais forças políticas fortaleceram a campanha de Duda Zanotti (PMN). Isso acontece porque em muitos municípios, houve um reagrupamento de forças políticas em favor dos candidatos que não são favoritos, justamente para combater a liderança do nome mais forte entre o eleitorado. Essa movimentação pode trazer muitas surpresas no decorrer do processo eleitoral. Reviravoltas em cenários que pareciam consolidados não são descartadas. Os exemplos mais evidente dessa movimentação estão nas duas maiores prefeituras do interior do Estado, Colatina (noroeste) e Cachoeiro de Itapemirim (sul), administradas pelo PT. Nos dois municípios houve um agrupamento de forças em torno da oposição, o que complicou a vida dos prefeitos. Em Cachoeiro, o prefeito Carlos Casteglione (PT) enfrenta o palanque de Glauber Coelho (PR), que foi reforçado com os apoios de Theodorico Ferraço (DEM), Roberto Valadão (PMDB) e José Tasso (sem partido). Já em Colatina, o prefeito Leonardo Deputulski (PT) enfrenta o palanque de Josias Da Vitória (PDT), que conta com o apoio do deputado federal Paulo Foletto (PSB) e da maioria das lideranças políticas do município.  

30/08/2012 / 0 Comments
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Se não vai por bem…

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  Algumas instituições públicas estaduais, em princípio, até resistiram em abrir suas informações à sociedade, como preconiza a Lei de Acesso à Informação. No entanto, o exemplo de transparência puxado pelo Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) obrigou que outras instituições se tocassem e fizessem o mesmo.    A única que se mantinha irredutível em abrir as informações era o Ministério Público Estadual, que deve ter muita coisa para esconder. A pressão levou o MPES a esboçar uma abertura. Tudo simulação. No sítio da instituição é possível avistar informações relativas à folha de pagamento, mas são dados globais, que impedem que os visitante entenda, em detalhes, quanto está pondo no bolso cada um de seus membros. É possível saber, por exemplo, que a instituição gastou em junho deste ano mais de R$ 10 milhões com pagamentos. Já os detalhes dessas despesas, eles preferem manter em segredo.   Preferem, não. Preferiam. Nessa terça-feira (28), o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) aprovou a regulamentação da divulgação das informações financeiras dos MPs de todo País, ou seja, a determinação entrega a chave da “caixa-preta” dos MPs à sociedade, como manda a lei.    Com a determinação, o MPES será obrigado a divulgar a remuneração  de cada um de seus membros, incluindo os polêmicos “penducaricalhos” que, no caso da instituição capixaba, são vultosos o bastante para chegar a dobrar os salários de promotores e procuradores.    Para se ter uma ideia do que está por trás dos velcros que selam a “caixa-preta” do MPES, basta olhar para os ganhos dos magistrados. Em média, cada membro pôs no bolso cerca de R$ 40 mil por mês em 2011, ou seja, quase meio milhão por ano. Curioso é que o salário bruto de um promotor varia de R$ 19 a 23,9 mil, e de um procurador gira em torno de R$ 24 mil. Para alcançar a média de R$ 40 mil mensais, os membros do MPES devem ter recebido quase o dobro dos seus vencimentos em penduricalhos que, pasmem, são considerados ganhos legais.    Embora respaldados pela lei, isso justifica a preocupação de seus membros em manter guardadas tais informações. Certamente, a sociedade ficaria inconformada ao descobrir que o dinheiro de seus tributos estão sendo gastos com penduricalhos.    A que parecia inacessível, no enatanto, agora poderá ser tornar de domínio público, pelo menos é o que determina o CNMP. Os Mps, entre eles o do Espírito Santo, tem a partir de agora 60 dias para abrir seus segredos. 

29/08/2012 / 0 Comments
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Um furacão chamado Wanda

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  Tão anunciado e monitorado, Isaac não compareceu, pelo menos na minha porta. Ainda bem, mas mesmo assim deu trabalho. Os furacões, tão em moda há poucos anos atrás, andam escassos e não deixam marcas por onde passam, a não ser pela perda de uma ou outra palmeira. Pela abundância de verde em Miami, as que eles levam não fazem muita falta, mas não se pode deixar de filosofar – quantas mais teríamos se de vez em quando eles não podassem a área?   Tal como acontece quando a visita se anuncia com antecedência, arrumamos a casa, seguindo as longas listas do que-fazer e não-fazer: Colocar proteções em portas e janelas, armazenar água e alimentos não perecíveis, dinheiro vivo no bolso, não deixar objetos soltos do lado de fora, etc. Tal como os pássaros, os bebês captam a queda de pressão atmosférica e podem chegar mais cedo; nos últimos meses de gravidez, as grávidas geralmente se abrigam nas maternidades.   É isso também que acontece com os pássaros. A queda brusca da pressão barométrica os informa da chegada dos furacões muito antes do NOA dar o primeiro aviso, e instintivamente eles procuram abrigo. As formas de enfrentar o problema variam. Os grandes pássaros voam na frente da tormenta, flanando nos ventos dianteiros que elas deslocam. Os que não conseguem voar tão rápido procuram abrigo fora do vento e da chuva.   As patas das aves têm músculos especiais que fazem suas garras se prenderem firmemente ao tronco das árvores. Isso as mantém firmes durante as ventanias e tempestades, e quando dormem.   Na verdade, ao contrário de nós, elas precisam fazer esforço para se soltarem e não para ficarem presas. Nos furacões, ao invés de fazer força, elas só precisam relaxar. Já os pássaros marinhos voam para a terra.   Alguns pássaros são levados pela tormenta e carregados por longas distâncias. Ficam presos no olho do furacão, que se torna uma espécie de proteção, pois ali nada acontece. É o olho do furacão que arrasta os pássaros para longe, não o vento. Encontrados a grandes distâncias de seus habitats, são chamados aves de furacão, e são a alegria dos observadores de pássaros, por se tornarem raridades.   Para compensar tantos preparativos desnecessários, Isaac nos deu a segunda-feira de presente: bancos, escolas e repartições públicas não funcionaram. O comércio, que não gosta de feriados, escancarou as portas, mas pouca gente ousou sair de casa. Chuvas, ventos e alagamentos provocaram muitos acidentes.   Na terça-feira a vida voltou ao normal. Até o próximo, que vai se chamar Joyce. A lista de nomes é feita anualmente em ordem alfabética desde 1953, com um rodízio de seis listas. Essa lista só muda quando aparece um furacão tão devastador que seu nome é retirado e substituído. Assim, não haverá outro Katrina. Houve um furacão Wanda em 2009, e outro virá em 2015. Bonzinho, prometo.

29/08/2012 / 0 Comments
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Fachada

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A reunião realizada na casa do candidato do PSDB à prefeitura de Vitória, Luiz Paulo Vellozo Lucas (foto à esquerda), com os tradicionais “hartunguetes”, evidencia a inviabilidade de convivência entre os grupos do tucano e do ex-governador Paulo Hartung (PMDB). Um encontro dessa natureza, que sela o apoio de Hartung a Luiz Paulo, deveria ter sido realizado no diretório do PSDB na Capital, com a presença do próprio ex-governador. Acontece que não há clima para isso. Já tem tempo que está consolidada uma divisão irreconciliável na política capixaba: de um lado, o pessoal de Luiz Paulo, do outro, bem distante, o de Hartung. Não se bicam e falam mal um do outro. O que aproxima no momento Hartung e Luiz Paulo é o processo eleitoral e suas conveniências. Cenário, aliás, que contribui muito para a má impressão que a população tem dos políticos. Hartung precisa de Luiz Paulo para sair vitorioso do pleito em algum município importante – no interior, não tem tido sucesso – e se fortalecer para 2014. Já Luiz Paulo precisa de Hartung para levar a prefeitura e garantir a sobrevivência do PSDB. A eleição, porém, é capaz de uni-los, mas não de juntá-los. Esse casamento é o típico de fachada: o casal mantém a aparência, mas nunca vai pra cama.      Segue… Imagine a cena: Paulo Hartung chegando ao diretório do PSDB e se deparando logo de cara com tucanos de origem como o coronel Sérgio Aurich, a ex-deputada estadual Mariazinha Vellozo Lucas e etc, etc, etc?    Detalhe Nesse acordo entre o tucano e o ex-governador, pelo visto, já foi negociado até o futuro, a exemplo do Cais das Artes. Faz parte do plano de governo de Luiz Paulo a municipalização do empreendimento. O que seria ótimo para o governador Renato Casagrande, que herdou um elefante branco, e para Hartung. O projeto pessoal do ex-governador foi elaborado para atender a um sonho de sua mulher, Cristina Gomes. Mas embora com milhões e milhões envolvidos, não vingou.    Em tempo Parece que o governador Renato Casagrande despertou para o momento político do Estado: começa a chamar prefeitos para fotografias ao lado dele. Se isso se confirmar, está declarada a guerra entre ele e o ex-governador Paulo Hartung (PMDB) na eleição de outubro próximo.    Reforço Luz de alerta para a deputada estadual Solange Lube (PMDB), candidata a prefeita em Viana. Seu adversário, o vereador Gilson Daniel (PV), conta com o senador Magno Malta (PR) a tiracolo em caminhadas pelo município. Viana é bem o tipo de lugar onde Malta consegue aplicar seu estilo de fazer política e, assim, chover votos.    Nem em foto Não deve ser à toa que o vereador Max da Mata (PSD) é o único candidato à Câmara de Vitória da coligação da deputada federal Iriny Lopes que não tem foto junto à petista no site de campanha dela. Max, como se sabe, é tucano roxo e crítico ferrenho do governo PT. Tudo que o vereador queria era fazer parte da coligação de Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB).    Só dá ele O deputado estadual Hércules Silveira (PMDB) continua sendo o campeão no quesito sessões solene e especial. Para isso, se aproveita de brechas no regimento interno. Todo motivo é motivo para distribuir afagos e plaquinhas.    Cara a cara Daqui a uma semana, o deputado estadual Da Vitória (PDT) terá que encarar empresários e a população de Colatina (noroeste do Estado), depois do escândalo do Iases/Acadis. A Associação Empresarial de Desenvolvimento do município realiza debate com os candidatos a prefeito, que terão que apresentar propostas referentes a19 indicadores, bem como assinar um termo de compromisso com a entidade. O prefeito Leonardo Deptulski (PT) estará presente.    Agitou O mercado político de Linhares (norte do Estado) está em polvoroso com uma pesquisa do Ibope realizada por lá.    140 toques “Ora, Presidente Kennedy, com 11mil habitantes e R$ 15 milhões em royalties sofre com falta de água e saneamento em comunidades afastadas. Prioridade é a população!”. (Senador Ricardo Ferraço – PMDB – no Twitter).   PENSAMENTO: “Muitas vezes é a falta de caráter que decide uma partida. Não se faz literatura, política e futebol com bons sentimentos…” Nelson Rodrigues

29/08/2012 / 0 Comments
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Ferraço outra vez

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O presidente da Assembleia Legislativa, Theodorico Ferraço (DEM), está com a faca e o queijo na mão para garantir seu novo mandato à frente da Casa. Depois de conseguir a presidência no mandato tampão batendo na mesa, o deputado criou todas as condições para emplacar a reeleição, com movimentos internos e para fora do Legislativo. Começou chutando o balde com o governador Renato Casagrande, o que assustou o mercado político, que não esperava uma reação tão dura do presidente da Assembleia. Depois desceu do Palácio Anchieta mansinho para preparar o terreno para a tramitação da PEC, que já fora combinada com o governo. Ferraço tem um temperamento difícil e que os aliados e adversários já conhecem. Aliás, o ex-governador Paulo Hartung (PMDB) foi uma das poucas lideranças, para não dizer a única, que enfrentou Ferraço e saiu ileso. Quando governador sequer atendia os telefonemas de Ferraço e na eleição em Cachoeiro ingeriu para que o petista Carlos Casteglione (PT) vencesse a disputa, mesmo contra o favoritismo do demista. Mas Casagrande conheceu o método Ferraço de fazer política, método esse que o manteve vivo politicamente até hoje. Outro governador que sentiu o efeito devastador do estilo Ferraço foi o antecessor de Hartung, José Ignácio Ferreira. E para melhorar, Ferraço ainda dá sorte. Isso porque, se ele teria algum tipo de obstáculo na disputa, ela se chama Sérgio Borges (PMDB). Mas com os últimos acontecimentos no Tribunal de Justiça, o líder do governo saiu desgastado do processo e deixa de ser uma alternativa para o governador na disputa. Agora, depois de dobrar Casagrande e ganhar força com os servidores e deputados estaduais, ninguém vai conseguir segurar Ferraço, que provavelmente será reeleito para a presidência da Assembleia. O que ele vai fazer com isso é que são elas. Fragmentos 1 – Vai ser difícil convencer o eleitorado de Colatina que toda essa bomba no colo do deputado estadual Josias Da Vitória (PDT) é apenas boato. O discurso de perseguição política não pega quando se tem uma investigação em curso. 2 – Até o momento, o esperado embate entre PT e PSDB na disputa de Vitória não aconteceu. Para alguns observadores, os partidos estão preocupados com a máxima de que quem tem teto de vidro não deve atirar pedras. 3 – A radicalização entre PSDB e PT cairia como uma luva para a campanha do deputado estadual Luciano Rezende (PPS), que quer ser a terceira via e deve estar com o discurso pronto contra a polarização.

29/08/2012 / 0 Comments
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Estrelinhas de Século Diário entram na sua sexta edição nesta eleição

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  Século Diário pôs no ar nesta quarta-feira (29) as famosas estrelinhas, que já se tornaram uma tradicional marca do jornal nas últimas eleições. Publicamos, inicialmente, as cotações dos candidatos que disputam as prefeituras dos 78 municípios capixabas. Na próxima semana devemos publicar as chances dos candidatos a vereador. Entretanto, esse levantamento vai se restringir aos quatro maiores municípios da Grande Vitória: Cariacica, Serra, Vila Velha e Vitória.   Para quem ainda não conhece o sistema, as estrelinhas começaram a ser publicadas nas eleições majoritárias de 2002. Na ocasião, o destaque deste nosso trabalho identificou o fenômeno eleitoral Magno Malta (PR), que se elegia senador com uma estrondosa votação. As estrelinhas apontavam o republicano como vitorioso, apesar dos prognósticos indicarem o contrário.   Depois de 2002, as estrelinhas foram ganhando destaque nas eleições de 2004 e 2008 (prefeitos e vereadores), 2006 e 2010 (governador, deputado e senadores). Nos cinco pleitos, a média de acertos sempre esteve próxima de 80%.    Nas últimas eleições (2010), o trabalho para apontar os favoritos foi um tanto árduo. Tivemos que considerar todas as variáveis que envolviam as eleições, principalmente na reta final. O esforço acabou sendo recompensado quando o jornal conferiu o índice de acerto, que foram altos, mais uma vez.   Mas o jornal também erra. Nas eleições de 2010, na projeção de votos para deputado federal, Século Diário errou ao não “eleger” Iriny Lopes (PT) e César Colnago (PSDB). Já para o governo do Estado e Senado, o acerto foi de 100%.   As projeções para deputado federal indicavam que Max Filho, então no PTB, seria o mais votado, e, caso a coligação fizesse uma segunda vaga, ela ficaria com César Colnago (PSDB). Ocorreu exatamente o contrário: Colnago obteve 81.728 votos, superando Max Filho pela margem estreita de 1.219 votos.   Para a Assembleia Legislativa, a margem de acerto chegou a 90%. Os candidatos Elcio Alvares (DEM) e Henrique Vargas (PRP), ambos eleitos, não tinham chances de vitória, segundo as projeções do jornal, que errou.   Como ressaltamos em todas as eleições, as cotações são estritamente empíricas, ou seja, não se norteiam em dados científicos. Em outras palavras, estrelinha não é pesquisa eleitoral.    As cotações (estrelinhas) são feitas a partir de sondagens de fontes do jornal, que são exaustivamente cruzadas. Essas informações são submetidas a análises da equipe de política de Século Diário até que se “materializem” nas estrelinhas.    Nunca é demais salientar que as estrelinhas nada mais são que uma sondagem de opinião, muito bem apurada, é verdade. Ressaltamos ainda que o Artigo 21 da Resolução 23.190 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) prevê que a “divulgação dos resultados de enquetes ou sondagens, deverá ser informado não se tratar de pesquisa eleitoral, descrita no art. 33 da Lei número 9.504/97, mas de mero levantamento de opiniões, sem controle de amostra, o qual não utiliza método científico para sua realização, dependendo, apenas, da participação espontânea do interessado.”   Para mostrar que a avaliação é isenta, apontamos os exemplos dos candidatos Reginaldo Quinta (PTB) e Jorge Donati (PSDB). Como é do conhecimento dos leitores, os dois candidatos, que respectivamente disputam a reeleição em Presidente Kennedy e Conceição da Barra, foram exaustivamente alvo de matérias do jornal por serem suspeitos de envolvimento em crimes: o primeiro, de corrupção, e o segundo, de assassinato.    Para mostrar que as estrelinhas são isentas, ambos aparecem como favoritos, liderando a disputa nos seus respectivos municípios. Apesar das acusações, o cenário político é favorável a Quinta e Donati. 

29/08/2012 / 0 Comments
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