A Justiça Eleitoral de Guarapari determinou, nessa segunda-feira (27), a retirada das imagens do ex-governador Paulo Hartung, do senador Ricardo Ferraço e do deputado federal Lelo Coimbra, todos do PMDB, do horário eleitoral do prefeito Edson Magalhães (PPS). A ação foi movida pela coligação “Guarapari com a força de todos”, do candidato do PSB, Ricardo Conde. Na decisão, a Justiça entendeu em análise ao vídeo juntado aos autos, que há o apoio declarado de Paulo Hartung, Ricardo Ferraço e Lelo Coimbra ao candidato Edson Figueiredo Magalhães, embora o PMDB esteja em outra coligação, o que segundo a decisão contraria o art. 54 da lei 9.504/97. Por isso, o juízo determinou em caráter liminar a retirada da veiculação da propaganda eleitoral gratuita irregular, sob pena de configuração do crime de desobediência. No mesmo dia o programa foi editado, com imagens de Edson fazendo campanha e no lugar das imagens do governador, uma tela azul com a frase “Horário reservado à propaganda eleitoral gratuita”. As imagens de Hartung com Magalhães foram gravadas durante a passagem do ex-governador pelo município no início deste mês, durante o lançamento da candidatura à reeleição do prefeito. Na ocasião, houve uma polêmica, já que em seu discurso, o presidente da Assembleia Legislativa, Theodorico Ferraço (DEM), disse que Hartung seria a “grande estrela que fará iluminar a inteligência dos nossos juízes do Tribunal Eleitoral”. Depois o demista disse que havia se confundido. A Justiça Eleitoral acatou o pedido de impugnação de Magalhães, já que no período de 2007 e 2008, quando era vice-prefeito do município, substituiu por mais de um ano o então prefeito Antonico Gottardo, que foi afastado do cargo pela Justiça a menos de seis meses da eleição. O recurso do candidato depende agora da decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE). A relatora do processo é a juíza Rachel Durão Correia Lima.
Até 2020, 8,7 mil toneladas de sódio deverão desaparecer do mercado
Um acordo firmado entre o ministro da Saúde, Alexandre Padinha, e o presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação (ABIA), Edmundo Klotz, pretende tirar do mercado 8,7 toneladas de sódio do mercado até 2020. Os alimentos que terão o teor de sódio reduzidos são: temperos, caldos, cereais matinais e margarinas vegetais. A iniciativa faz parte do Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis, lançado em agosto do ano passado, e é a terceira etapa do acordo que prevê a comercialização de alimentos industrializados mais saudáveis no País. Os macarrões instantâneos, bisnagas, pão de forma, pão francês, mistura para bolos, salgadinhos de milho, batata frita/palha, biscoitos e maionese já foram contemplados nos acordos anteriores.Com os convênios, a previsão é de que até 2020 estejam fora das prateleiras mais de 20 mil toneladas de sódio. Os acordos são baseados na recomendação de consumo máximo diário de sal pela Organização mundial de Saúde (OMS), que é de menos de cinco gramas de sódio por pessoa. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o consumo diário do brasileiro está em 12 gramas diários, valor que ultrapassa o dobro do recomendado. Pesquisa realizada com mais de 54 mil brasileiros em 2011 revelou que a hipertensão arterial atinge 22,7% da população adulta. Se o consumo de sódio for reduzido (para a recomendação diária da OMS), os óbitos por acidentes vasculares cerebrais podem diminuir em 15%, e as mortes por infarto em 10%. Ainda estima-se que 1,5 milhão de brasileiros não precisaria de medicação para hipertensão e a expectativa de vida seria aumentada em até quatro anos. Segundo o ministro Padilha, o acordo prevê alimentos saudáveis não apenas nas residências, mas também nos ambientes de trabalho. Para controlar a medida, o acordo conta com o acompanhamento das informações da rotulagem nutricional dos produtos e as análises laboratoriais de produtos coletados no mercado e da utilização dos ingredientes à base de sódio pelas indústrias.
Sindilimpe: entidade é denunciada por supostas irregularidades da diretoria
A direção do Sindicato dos Trabalhadores em Limpeza, Asseio e Conservação Pública (Sindilimpe-ES) é alvo de duas ações que correm na Justiça do Trabalho, por supostos atos de improbidade da diretoria. A ação sustenta que o atual presidente do sindicato, José Luis Rodrigues, que também é vereador em Cariacica, teria usado a máquina em troca de favores políticos. A primeira ação, que corre na 2ª Vara do Trabalho de Vitória, tem audiência marcada para o dia 28 de setembro. Nela, os requerentes sustentam que a diretoria teria incorrido em crimes de malversação de recursos, dilapidação do patrimônio, depreciação e improbidade administrativa na instituição. Os impetrantes requerem a intervenção na diretoria, já que a atual cúpula estaria violando as disposições estatutárias da entidade. A venda de terrenos em nome da entidade está dentre as alegações dos requerentes. O Ministério Público do Trabalho (MPT-ES) também ingressou com ação requerendo o afastamento da diretoria do Sindilimpe. A ação do órgão foi elaborada com base nas denúncias feitas pelos requerentes da primeira ação que corre na justiça trabalhista. Os requerentes alegam que os procedimentos adotados pela atual diretoria estariam causando danos tanto à entidade quanto aos trabalhadores, por conta de questões supostamente relacionadas a um “projeto político” do atual presidente José Luis. Outro lado O presidente do Sindilimpe, José Luis Rodrigues afirma que o problema que ocasionou o ajuizamento das ações se refere a dois diretores da entidade, enquanto os outros 21 permanecem continuam a prestar apoio à atual gestão. Ele esclareceu ainda que o terreno que consta da negociado por um dos diretores que é autor da ação. Além disso, José Luis afirmou que, na ação movida pelo MPT não é pedido o afastamento da atual diretoria e que os dois autores viraram réus no processo após audiência na justiça trabalhista.
Ex-presidente da Câmara de Presidente Kennedy depõe em comissão
A comissão processante da Câmara de Vereadores de Presidente Kennedy (litoral sul do Estado), que apura o envolvimento de vereadores afastados com o esquema de fraudes no município, vai ouvir o ex-presidente da Casa Dorlei Fontão da Cruz (PR), na próxima quinta-feira (30). No mesmo dia, os vereadores também vão ouvir o depoimento de testemunhas arroladas pela defesa do republicano, entre eles, o ex-prefeito Daniel Vantil. Além do ex-presidente da Casa e do ex-prefeito, serão ouvidos Roberta Henriques de Souza, Luiz Fernando Buzato Barros, Karen Martins Campos e Luis Carlos Menditi. A notificação dos depoimentos foi publicada nesta terça-feira (28) pelo presidente da comissão, vereador Marco Antônio Vieira de Novaes, o Marcos Vivacqua (PSB). Será a última rodada de depoimento entre os acusados de participação em episódios de corrupção apontados pela “Operação Lee Oswald”. Na última semana, foram ouvidos os vereadores Clarindo de Oliveira Fernandes (PDT), Manoel José de Abreu Alves, o Brejeiro (PTB), e Vera Lúcia de Almeida Terra (PTB). Os quatro vereadores estão afastados do cargo por ordem judicial desde a deflagração da operação policial, no dia 19 de abril último. No mês passado, o plenário da Câmara ratificou o afastamento por mais 180 dias. A comissão também aprovou a utilização do inquérito realizado pela Polícia Federal em que constam laudos e gravações de interceptações telefônicas como prova emprestada na apuração da Casa. Paralelamente às medidas tomadas pela Câmara, os vereadores afastados foram denunciados pelo Ministério Público Estadual (MPES) na ação penal referente às fraudes no município. Caso sejam cassados pelos colegas de Câmaras, os envolvidos se tornam inelegíveis para o pleito deste ano. Os quatro edis são candidatos à reeleição.
Votos de reduto influenciam na disputa em Cariacica
Com 244.867 eleitores e cinco candidatos a prefeito, a eleição em Cariacica passa também pelos redutos de alguns nomes colocados na disputa e que podem ter um papel fundamental no segundo turno. Isso porque três nomes aparecem em melhor colocação, respectivamente, o deputado estadual Marcelo Santos (PMDB), o vice-prefeito Geraldo Luzia, o Juninho (PPS), e a deputada estadual Lúcia Dornellas (PT). Mas o candidato do PV, o deputado estadual Sandro Locutor, e o ex-presidente da Câmara do município Adilson Avelina (PSD) têm um capital político que deve influir muito na disputa, dividindo os votos. Embora eles não estejam cotados para o segundo turno, mexem com a disputa. Avelina tem um capital que pode chegar a 10 mil votos e seu eleitorado está em uma região bastante populosa do município, do bairro Operário. Antes de chegar à Câmara, Avelina fez parte da diretoria da Associação de Moradores do bairro. A previsão é de que seu capital político tenha crescido de 2008 para cá, quando foi eleito para a Câmara, com 2.838 votos. O capital do deputado estadual Sandro Locutor é maior do que o de Avelina. Em 2010, quando se elegeu para a Assembleia, teve 7.231 votos só no município. Liderança do bairro Castelo Branco e região, ele ampliou sua base e hoje a tendência é de que chegue ao final do processo eleitoral com cerca de 20 mil votos. Já no primeiro pelotão, Marcelo Santos tenta manter a vantagem na disputa e conta com o importante apoio do senador Magno Malta (PR). Mas não leva no primeiro turno. Embora tenha terminado o processo eleitoral de 2010 para a Assembleia Legislativa em primeiro lugar no município, Lúcia Dornellas, a candidata do prefeito, não está em uma situação confortável nesta eleição. Já o vice Juninho teve um bom desempenho na disputa a deputado federal e está em segundo na eleição. Mas há uma dúvida se conseguirá manter o posto para chegar ao segundo turno. Nos meios políticos locais, a leitura que se faz é que Juninho não tem dinheiro para a disputa, mas tem disposição para percorrer todo o município. Situação diferente de Dornellas, que tem recursos financeiros para a disputa, mas mesmo com o trabalho do prefeito Helder Salomão em favor de sua candidata, tem dificuldade em conseguir alavancar sua campanha.
Agricultores familiares criticam Política Nacional de Agroecologia
A publicação do Decreto 7.794, que instituiu a Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica, não contemplou a função social da terra e o acesso à água como bens de domínio público. A reclamação foi feita por 36 entidades representantes dos movimentos sociais ligados às comunidades tradicionais brasileiras. Segundo elas, o decreto deveria ser formulado a partir de proposições apresentadas ao governo pela Articulação Nacional de Agroecologia (ANA), da qual fazem parte os movimentos sociais. Mas, após 18 meses de diálogo com o governo federal, o debate foi interrompido. “O texto do decreto, embora contemple consensos estabelecidos em reuniões de negociação, deixa de contemplar pontos fundamentais. A participação da sociedade na gestão da política foi restringida”, denunciam os movimentos. As entidades ressaltam que a função social da terra é fundamental para a preservação da cultura, a garantia da sustentabilidade e o fortalecimento das comunidades tradicionais brasileiras. Reclamaram que o governo federal também não anunciou, até o momento, medidas concretas para a efetivação do Decreto, o que deixa a sociedade insegura, conforme alertou o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Segundo os movimentos, a não resposta do governo federal às pautas dos movimentos poderá resultar em mobilizações nos estados. No Espírito Santo, os movimentos representados pela Via Campesina, como o MST-ES e o Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) articulam mobilizações – ainda sem data marcada – para ampliar o debate sobre a agroecologia. Ainda que com gargalos, os movimentos cobram a efetivação imediata da política, mas não excluem novas manifestações como a ocorrida em Brasília no último dia 20, reunindo cerca de seis mil representantes de entidades ligadas a comunidades tradicionais e ao campo.
Governo do Estado desafia guerra fiscal e amplia benefícios
Enquanto o Congresso Nacional não define os limites para a chamada “guerra fiscal” entre estados, o governo do Espírito Santo continua a mexer na política de incentivos fiscais. Nesta terça-feira (28), dois decretos editados pelo governador Renato Casagrande foram tema de reportagem no jornal Valor Econômico. As medidas abrangem assuntos polêmicos – os incentivos do Fundo de Desenvolvimento das Atividades Portuárias (Fundap) e a venda de produtos por meio eletrônico. Mesmo sobre a perspectiva de unificação da alíquota do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) nas operações interestaduais com produtos importados, o governo capixaba propôs mudanças no Fundap – que ficaria inviabilizado com as mudanças. O Decreto nº 3.087 exclui, a partir de setembro, laminados de ferro ou aço da lista de produtos incluídos no programa. O Fundap concede diferimento do ICMS e alíquota máxima de 12% do imposto. Deste total, as empresas fundapianas pagam efetivamente apenas 4% do tributo – 3% da cota parte obrigatoriamente dos municípios e mais 1% que é recolhido aos cofres do Estado. A parte restante (8%) retorna ao empresário como empréstimo com 25 anos de prazo e juros muito abaixo do mercado. No caso do Decreto nº 3.088, o governo capixaba vai permitir que as empresas que comercializam mercadorias por meio eletrônico, ainda que não tenham firmado acordo com o Estado, possam utilizar créditos de ICMS nas operações interestaduais realizadas até 31 de julho. Esse crédito varia de 2% a 5%, conforme a carga tributária embutida no preço do produto. A reportagem do Valor lembrou aos leitores de que o Congresso Nacional também discute a unificação de alíquotas do imposto, de acordo com a região, a ser cobrado no comércio pela internet.
Na prática
Além da exibição de curtas, médias e longas metragens entre os dias 5 e 10 de novembro, o 19º Vitória Cine Vídeo também traz uma programação paralela voltada para o aperfeiçoamento profissional. São as concorridas oficinas, que estão com inscrições abertas até o dia 18 de outubro. Na edição deste ano, o festival contará com sete oficinas de audiovisual ministradas por profissionais renomados do cinema nacional. Será ofertado o Curso Integrado de Cinema, com três modalidades – Roteiro, Direção e Trilha Sonora no Cinema – além das oficinas de Direção de Atores para Cinema, Animação, Finalização Digital e Como Produzir Filmes de Baixo Orçamento, que serão realizadas na Ufes e no Hotel Ilha do Boi. A Oficina de Roteiro será ministrada por José Roberto Torero (foto). Escritor, cineasta, roteirista, jornalista e colunista, Torero é formado em Letras e Jornalismo e cursou pós-graduação em Cinema e Roteiro. Ele é autor de diversos livros, além de ter escrito para cinema e programas tevê, como o Retrato Falado, da Rede Globo. Neste curso,ideia é apresentar aos alunos alguns aspectos do roteiro de ficção para que, ao final, eles saibam as diferenças entre um argumento e um roteiro, para que serve e como se formata um roteiro, como trabalhar os diálogos e as cenas, como adaptar contos e histórias, entre outros aspectos relacionados à área. Já a Oficina de Direção será comandada por Jorge Bodanzky, formado em Cinema pela Escolade Design de Ulm (Alemanha). Bodanzky iniciou a carreira como fotógrafo, e sua estreia como diretor de cinema aconteceu na década de 70, com Iracema- Uma Transa Amazônica, documentário ficcional que é um dos filmes brasileiros mais premiados daquela década em festivais nacionais e internacionais. Durante o curso, serão discutidas as funções de um diretor de cinema a partir da análise de filmes de diversos formatos, tais como ficção, docudrama e documentário. Jorge Bodanzky também passará aos alunos noções de direção de ator, câmera, som, iluminação e montagem, sempre usando exemplos e exercícios práticos. A oficina que completa o Curso Integrado é a de Trilha Sonora no Cinema, que será ministrada por David Tygel, músico, cantor, compositor, arranjador e professor dessa disciplina em diversas universidades do país e fora dele, com cursos na PUC-Rio, no Conservatório Brasileiro de Música e na EICTV de Cuba. David ainda é fundador e integrante do grupo Boca Livre, ganhador de cinco Kikitos de Trilha Sonora de Gramado e premiado em Gijón, na Espanha. Entre suas trilhas estão as dos filmes O Homem Nu, Dois Perdidos Numa Noite Suja, Quem Matou Pixote, entre outros. Após alguns dias de curso, os participantes das três oficinas vão se unir para criar um filme. Serão escritos roteiros com formatos variados para serem gravados pelos alunos da Oficina de Direção e servirem de base para a preparação de trilhas sonoras. Os filmes serão exibidos com execução das trilhas ao vivo. O produtor carioca Cavi Borges ministra a oficina Como Produzir um Filme de Baixo Orçamento. Cavi é o idealizador da locadora Cavídeo, especializada em filmes de arte e referência entre os cinéfilos cariocas. A Cavídeo também se transformou em produtora e distribuidora de filmes nacionais. Nos últimos seis anos, já produziu 61 curtas e 15 longas. A Oficina de Animação será ministrada pelo cineasta, ilustrador e roteirista de animação Marcelo Marão, que participou de mais de 200 produções para diversas produtoras e emissoras, como TV Brasil, MTV e Globo. As técnicas de edição, finalização, masterização e adaptação para Color Grading no ambiente digital serão abordadas na Oficina de Finalização Digital, que será oferecida pela executiva Jal Guerreiro e o desenhista João Paulo Reis, da pós-produtora carioca Link Digital. As aulas são recomendadas para editores de vídeo ou interessados em finalização digital com alguma experiência na área. Ainda na programação de aperfeiçoamento profissional, será realizada a Oficina de Direção de Atores para Cinema, que será ministrada por um grande nome do cinema nacional, o carioca Luiz Carlos Lacerda. O minicurso é voltado para diretores, assistentes de direção e atores e será restrito a membros do Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões do Espírito Santo (Sated-ES). OFICINAS – 19º VITÓRIA CINE VÍDEO Roteiro | José Roberto Torero Quando: 5 a 9 de novembro Horário: 9h às 13h Local: Hotel Ilha do Boi Vagas: 20 Direção | Jorge Bodanzky Quando: 6 a 9 de novembro Horário: 14h30 às 18h30 Local: Prédio Laboratório Multimídias do Centro de Artes (Ufes) Vagas: 20 Trilha Sonora no Cinema | David Tygel Quando: 6 a 9 de novembro Horário: 14h30 às 18h30 Local: Prédio Laboratório Multimídias do Centro de Artes (Ufes) Vagas: 20 Oficina de Animação | Marcelo Marão Quando: 7 a 9 deNovembro Horário: 13h às 18h Local: Hotel Ilha do Boi Vagas: 15 Oficina Como Produzir um Filme de Baixo Orçamento | Cavi Borges Quando: 6 e 7 de novembro Horário: 8h às 12h Local: Hotel Ilha do Boi Vagas: 30 Oficina de Finalização Digital | Jal Guerreiro e João Paulo Reis Quando: 5 a 9 de novembro Horário: 8h às 12h Local: Hotel Ilha do Boi Vagas: 15 Oficina de Direção de Atores para Cinema | Luiz Carlos Lacerda Quando: 6 a 9 de novembro Horário: das 14h30 às 17h30 Local: Prédio Laboratório Multimídias do Centro de Artes (Ufes) Vagas: 25 Obs.: Oficina restrita a membros do Sated-ES Serviço Informações e inscrições com a Galpão Produções. Telefones: (27) 3327-2751 e (27) 3026-3095.
Recortes do Brasil
Foram vinte anos observando e explorando as nuances e as paisagens do Espírito Santo e captando os melhores ângulos com a máquina fotográfica. Praias, montanhas, festas folclóricas, urbanidades e ruralidades, que se alternam entre o verde, o amarelo e o azul. O olhar apurado e a paciência são do fotógrafo Humberto Capai, que lança seu novo livro, Espírito Brasileiro, nesta quarta-feira (29), no atelier Ana Paula Castro, em Vitória. Uma obra que se traduz pelo título, Espírito Brasileiro é um conjunto de 180 imagens que retratam o Brasil por meio da grande e variada cultura capixaba. Humberto Capai conta que o projeto começou sem intenção de virar uma publicação. “Sempre gostei de fotografar as diferentes faces do nosso estado. A predominância das cores da bandeira foi uma característica que eu só percebi depois, quando estava editando as fotos”, declara. Espírito Brasileiro tem a intenção de discutir a identidade cultural do capixaba e seu lugar no Brasil. Para isso, Humberto contou com a ajuda de alguns amigos e pensadores como Walter Firmo, Viviane Mosé, José Arrabal, Luis Guilherme Santos Neves e Eliza Capai, que discutiram a questão em textos para o livro. “Todos eles possuem uma relação forte com o Espírito Santo. O único que não é capixaba é o Walter Firmo. Entretanto ele é um profissional que já fotografou por todo o país”, explica Humberto. Com os seguintes títulos Verdes, Amarelos, Azuis, Brancos e Brasis, os capítulos do livro são uma mistura de textos e fotos que provocam e sensibilizam o leitor. Foram seis anos para finalizar a obra e garantir os recursos necessários. A publicação de Espírito Brasileiro contou com recursos da Lei Rounet. Atualmente, Humberto é professor de Física da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e da Usina de Imagem. Mas até chegar a Usina, o fotógrafo percorreu um grande caminho. Humberto foi preso político em 1972, participou de inúmeros movimentos e ações pela Anistia e só retornou ao Estado em 1982, onde passou a integrar a Agência Vix, que o jornalista e fotógrafo Rogério Medeiros havia fundado com outros profissionais capixabas. Experiências que renderam a Capai conhecimento e admiração pela cultura e folclore capixaba, tema que permeia a maior parte de seus trabalhos editoriais. Serviço O fotógrafo Humberto Capai lança o livro Espírito Brasileiro nesta quarta-feira (29), a partir das 19h, no Atelier Ana Paula Castro. R. Francisco Rubim, 210, Bento Ferreira, Vitória.
Operação Naufrágio: ação penal chega ao Tribunal de Justiça
Mesmo sem uma definição do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o julgamento, os autos da ação penal da “Operação Naufrágio” já estão no Tribunal de Justiça do Estado (TJES). A descida dos autos foi confirmada no Diário da Justiça desta terça-feira (28). Entretanto, o início do processamento da ação contra 26 acusados de participação no maior escândalo do Judiciário capixaba depende da confirmação dos ministros do Supremo. De acordo com informações do TJES, a tramitação da ação penal (número 100110000302) tramita em segredo de justiça. Ao todo, o processo conta com 31 volumes – mais de cinco mil páginas – e foi encaminhado ao Tribunal Pleno. Consta na tramitação que o relator do caso aguarda desde agosto do ano passado uma definição sobre a instância que terá a atribuição do julgamento dos autos. A ação penal 623, que tramitava no Superior Tribunal de Justiça (STJ), teve de ser remetida à justiça estadual após a perda do foro privilegiado dos envolvidos. Desde o dia 23 de novembro do ano passado, a ação ordinária que vai decidir o rumo do escândalo está na pauta da Primeira Turma do STF, porém, não há estimativa para ser analisado. Alguns fatores externos ao processo da Naufrágio influem diretamente no julgamento, como a ação penal do mensalão, que tranca a pauta do Supremo, e a ocorrência do período eleitoral. A importância da análise do pedido pelo Supremo se deve ao fato de que, caso seja acolhido o impedimento dos desembargadores, a ação penal da operação será julgada pelos próprios ministros do STF. Entre os denunciados da “Operação Naufrágio” estão os ex-desembargadores (aposentados após o escândalo) Frederico Guilherme Pimentel, Josenider Varejão Tavares (já falecido), Elpídio José Duque (preso durante a operação) e Alinaldo Faria de Souza; os ex-juízes Larissa Pignaton Sarcinelli Pimentel (aposentada do cargo) e Frederico Luis Schaider Pimentel, o Fredinho (demitido por não ter o direito à vitaliciedade no cargo), Robson Albanez e Cristóvão de Souza Pimenta. A relação de denunciados que faziam parte da estrutura do Judiciário incluiu os então servidores do TJES Bárbara Pignaton Sarcinelli (irmã da juíza Larissa e então chefe do setor de Distribuição), as irmãs Roberta, Larissa e Dione Schaider (filhas de Frederico), Leandro Sá Forte (ex-namorado de Roberta e então assessor especial de Pimentel) e o ex-tabelião do cartório de Cariacica Felipe Sardenberg Machado. Dessa relação, apenas Roberta foi mantida no cargo, enquanto os restantes tiverem as designações cessadas, no caso dos nomeados, ou foram punidos com a demissão em Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD). Também foram incluídos como réus o vereador de Vitória Aloísio Varejão (que permanece no cargo), Dílson Antônio Varejão (primo do desembargador Josenider Varejão e então lotado no gabinete do vereador) e Henrique Rocha Martins Arruda (marido de Dione e ex-advogado do sindicato que representa os cartorários do Estado). Foram relacionados também o ex-prefeito de Pedro Canário Francisco José Prates de Matos, o doutor Chicô, e o procurador de Justiça Eliezer Siqueira de Souza (punido com a suspensão de 30 dias). Entre os advogados presentes na denúncia aparecem representantes de grandes bancas como Flávio Cheim Jorge – que figurava na lista do próprio STJ – e ligados aos clãs do TJES, como Paulo Guerra Duque (filho de Elpídio) e Gilson Letaif Mansur Filho, Johnny Estefano Ramos Lievori e Pedro Celso Pereira. São relacionados ainda ao escândalo os empresários Adriano Mariano Scopel e Pedro Scopel, que já apareciam na denúncia da “Operação Titanic”, que deu origem à “Operação Naufrágio”.