A campanha “Compromisso e atitude pela lei Maria da Penha – a Lei é mais forte”, criada nacionalmente pelo governo federal, por meio da Secretaria de Políticas para Mulheres da Presidência da República (SPM) e do Ministério da Justiça, com o principal objetivo de dar agilidade aos processos jurídicos e julgamentos nos casos de violência contra a mulher, ganha sua seção estadual nesta sexta-feira (24). O lançamento, que ocorre no Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES), começa às 9h30, com a presença da secretária nacional de Enfrentamento à Violência da SPM, Aparecida Gonçalves; com o secretário de Reforma do Judiciário do Ministério da Justiça, Flávio Caetano e com outros parceiros da Secretária, além de autoridades locais, como o presidente do TJES, desembargador Pedro Valls Feu Rosa. O Estado foi consolidado pelo Mapa da Violência 2012 como o que mais registra homicídios de mulheres e a ministra titular da SPM, Eleonora Menicucci já se pronunciou sobre os dados alarmantes de violência contra a mulher no Estado. Além do Espírito Santo, que tem mais que o dobro de homicídios da média nacional, a situação de Vitória também preocupa: a cidade ocupa o primeiro lugar entre as capitais do País. A campanha vai trabalhar, também, para avançar na conscientização da sociedade sobre a importância da lei, por meio de uma campanha que será veiculada na TV, em redes sociais e em portais de notícias da internet. No início deste mês, a ministra, em pronunciamento no programa Bom Dia, Ministro, da EBC Serviços, disse que o Estado está, também, entre os três que mais possuem denúncias na Central de Atendimento à Mulher – Disque 180, enquanto Vitória aparece entre as três cidades com maior número de registros. O serviço, que funciona 24 horas por dia, possui atendentes capacitadas em questões de gênero. Especificamente sobre a Capital, a ministra demonstrou grande preocupação com o alto índice de “violências cruéis” contra mulheres na cidade. Eleonora Menicucci frisou que a SPM firmou um Pacto de Enfrentamento à Violência contra a Mulher com o governo do Estado, na tentativa de diminuir os atuais índices. O pacto visa à consolidação de uma rede de serviços que atue sobre a questão, incluindo as Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (Deams), Defensoria Pública e serviços de saúde. Mesmo tendo firmado o pacto, o Espírito Santo ainda não implantou o plantão nas Deams, fazendo com que as delegacias não funcionem aos fins de semana, nem 24 horas por dia. Este fato tem feito o governo estadual receber duras críticas de entidades de defesa dos direitos das mulheres. Além disso, os movimentos também se queixam da falta de humanização das unidades, o que inibe grande parte das denúncias de mulheres agredidas.
Construção civil: trabalhadores em greve realizam passeata nesta quarta-feira
A greve dos trabalhadores da construção civil completou duas semanas nessa segunda-feira (20), com a notícia da suspensão do pagamento do adiantamento dos trabalhadores que estão paralisados. Para avaliar os rumos do movimento, os trabalhadores realizam uma assembleia na manhã desta quarta-feira (22), seguida de passeata dos trabalhadores até a sede do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado (Sinduscon-ES), onde pleitearão o pagamento do adiantamento. O Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil (Sintraconst-ES) questiona ainda a posição do Sinduscon, que teria alegado que a greve dos trabalhadores havia sido feita sem o devido aviso prévio. O sindicato dos trabalhadores divulgou correspondência que atesta que o Sinduscon havia sido avisado da possibilidade de greve, caso os empregadores não cumprissem a decisão judicial. A condição para não paralisarem as atividades seria o pagamento com reajuste salarial na folha do mês de julho, retroativo a maio de 2012, conforme determinado pelo Tribunal Regional do Trabalho no Estado (TRT-ES). Os trabalhadores estão em greve para que seja implementado o reajuste determinado pelo TRT-ES, que julgou o dissídio coletivo da categoria em 4 de julho e fixou reajuste em 14%. O Sinduscon, no entanto, apelou da decisão do TRT ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) e conseguiu deferimento de pedido liminar suspendendo o reajuste e determinando manutenção de 7,5%. O julgamento do mérito do recurso impetrado pelo Sinduscon só deve ser julgado em setembro. Enquanto isso, os trabalhadores podem permanecer parados. A categoria considera que o reajuste de 7,5% não representa ganho real, já que o setor não apresenta sinais de crise.
CPI do Gratz: requerimento será analisado pela Procuradoria da Assembleia Legislativa
A Procuradoria-Geral da Assembleia Legislativa vai analisar o requerimento do ex-presidente da Casa José Carlos Gratz, para abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre os próprios atos de gestão entre 1999 e 2002. A providência foi tomada pelo atual presidente da Assembleia, deputado Theodorico Ferraço (DEM), após a leitura do ofício na sessão desta terça-feira (21). Na manifestação, Ferraço afirmou que vai aguardar o parecer da área jurídica para levar o pedido ao conhecimento dos demais parlamentares. O demista lembrou que o Regimento Interno da Casa prevê a necessidade da assinatura de dez deputados para a abertura das investigações. Não há prazo para a resposta dos procuradores da Assembleia. O pedido foi protocolado na última terça-feira (14) pelo ex-deputado. No texto, Gratz denunciou o sumiço de documentos contábeis da Assembleia referentes às gestões. Ele aponta que os documentos saíram dos anais da Casa sem qualquer pedido formal da Receita Federal ao então presidente, deputado Cláudio Vereza (PT), e nunca mais retornaram ao arquivo do Legislativo. No requerimento, o ex-presidente da Assembleia aponta que as assinaturas encontradas em cheques pagos pelo Legislativo eram falsas e, em alguns casos, os pagamentos eram realizados mesmo sem qualquer rubrica. Em um desses processos listados pelo ex-deputado, um cheque R$ 15 mil, que seria destinado à Associação dos Procuradores do Estado do Espírito Santo, foi descontado na boca do caixa sem assinatura, em uma agência diferente da qual a Assembleia mantinha uma conta corrente.
Horário eleitoral começa sem grandes novidades na Capital
O primeiro dia de veiculação da propaganda eleitoral gratuita de Vitória na TV foi marcada por pouca novidade. Os candidatos, em grande parte, são conhecidos do eleitorado da Capital: vereadores em busca de reeleição ou figuras que já disputaram eleições passadas. Muitos candidatos não entregaram a tempo o material de campanha, por isso, a repetição da propaganda de alguns candidatos, os puxadores de votos, não agradou muito quem assistiu ao programa. O modelo seguiu o mesmo adotado nas campanhas proporcionais de todas as eleições, sem grandes novidades. A mesmice prejudica os candidatos que estão em chapas pesadas, sobretudo, vereadores que buscam reeleição. Em alguns grupos o cociente eleitoral ficou muito alto e vai exigir uma votação expressiva para garantir a permanência na Casa. Com a falta de recursos geral, o programa na TV seria uma saída para atrair o eleitorado, mas o pouco tempo das inserções não ajuda nessa tarefa. O único programa que fugiu um pouco da mesmice foi o do Psol, que aproveitou a vinda do deputado federal Jean Wyllys a Vitória, na última sexta-feira (17), para a Conferência Internacional de Direitos Humanos e gravou programa pedindo votos para os candidatos do partido, Gustavo De Biase. A expectativa fica mesmo para a estreia do programa dos candidatos a prefeito, que acontecerá nesta quarta-feira (22). Pelo sorteio realizado no Tribunal Regional Eleitoral do Estado (TRE-ES), no início deste mês, o ex-prefeito Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB) abrirá o programa.
Policiais militares vão à Justiça para poder concorrer às eleições de associação
A Associação de Cargos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiro Militar do Estado (ACS/ES) está em processo de eleição para nova diretoria, mas apenas uma chapa está inscrita para a disputa. Policiais militares que tinham intenção de fazer uma chapa de oposição não conseguiram se inscrever em tempo hábil por conta da mudança no estatuto da Associação, que mudou as regras da eleição. Para ter o direito de concorrerem fazendo oposição à única chapa inscrita, cujos componentes seguem para o terceiro mandato, os policiais entraram com ação, que tramita na 3ª Vara Cível de Vitória, pleiteando a anulação da assembleia e, consequentemente da mudança do estatuto. No teor da ação, os concorrentes sustentam que a assembleia foi realizada no município de Nova Venécia, no noroeste do Estado, e contou com a presença de apenas 50 associados, de 5,6 mil sócios e foi feita a mudança no estatuto que estabelece que os membros de chapas deveriam ter no mínimo 10 anos de atividade. Os membros da chapa concorrente só souberam da mudança no estatuto no último dia de inscrições e, quando conseguiram um policial com estabilidade para integrar a chapa, já não havia tempo hábil para a inscrição. Os litigantes contestam a assembleia por considerar que o edital de convocação não previa mudança no estatuto e não foi amplamente divulgada. A ação sustenta que a assembleia havia sido convocada para discussão sobre recomposição salarial; reestruturação do quadro organizacional da Polícia e Bombeiro Militar do Estado; e revisão do estatuto. Os policiais afirmam que revisão e mudança são dois conceitos diferentes e deveria haver maior divulgação e presença de associados para endossar tal alteração no estatuto. Antes da alteração do estatuto, policiais militares estavam aptos a concorrerem desde que estivessem, ininterruptamente há mais de dois anos inscritos no quadro social da associação, na categoria de sócio contribuinte. Os policiais questionam ainda na ação o motivo de alterar o estatuto apenas seis meses antes das eleições, em um município distante da sede da associação, por um requisito que impossibilita que associados mais recentes tenham a chance de concorrer. Para eles, a manobra contribui para que o mesmo grupo se mantenha à frente da associação, impossibilitando que quadros mais novos possam fazer oposição à chapa atual.
Pressão interna para divulgação de dados salariais no MPES
A pressão para a divulgação dos dados salariais dos membros do Ministério Público Estadual (MPES) não vem apenas da opinião pública. Dentro da instituição cresce o movimento que defende a imediata divulgação dos vencimentos de promotores e procuradores de Justiça. Uma prova disso aconteceu na mais recente reunião do Colégio de Procuradores, realizada nessa segunda-feira (20). Durante o encontro, os membros do colegiado pressionaram o chefe da instituição, Eder Pontes da Silva, para que colocasse fim ao sigilo dos dados salariais – hoje o Ministério Público é o único órgão da administração pública estadual que não revela as folhas de pagamento dos membros. Mesmo com a pressão dos colegas, a ordem no Ministério Público capixaba é protelar a divulgação sob argumento da ausência de uma determinação específica por parte do órgão de controle externo. Apesar da omissão do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) em relação ao cumprimento integral da Lei de Acesso à Informação, um outro motivo também transpira na instituição para a preservação do sigilo. Fontes consultadas pela reportagem indicam que a folha salarial de julho é a mais salgada do órgão, fato que poderia constranger membros da instituição perante a opinião pública. Após as críticas aos chamados “supersalários” na Assembleia Legislativa, Tribunal de Contas do Estado (TCE) e no próprio governo do Estado, a divulgação dos vencimentos neste momento poderia expor a instituição. Fato que pode arrastar a divulgação apenas para o final do ano, conforme estimativa dentro da instituição. Isso porque a folha de julho conta com uma peculiaridade: estão incluídas duas parcelas de 50% do 13º salário e das férias, o que implica no pagamento do valor de dois salários em um só mês – sem contar os penduricalhos legais. Há casos de membros mais antigos que os salários giraram entre R$ 90 mil e R$ 100 mil somente em julho. De acordo com informações fornecidas pelo próprio MPES, o subsídio padrão das carreiras na instituição (promotores e procuradores de Justiça) varia de R$ 19.294,10 a R$ 24.117,62 brutos. Após os descontos legais, o vencimento líquido de um membro do Ministério Público fica entre R$ 13.142,30 e R$ 16.254,67. Entre os penduricalhos pagos, não divulgados oficialmente, aparecem o pagamento de juros na restituição das perdas com a URV, que gira entre R$ 3 mil a pouco menos de R$ 10 mil mensais (dependendo do tempo de carreira). Constam também nos contracheques os pagamentos de gratificações, adicionais de assiduidade, tempo de carreira, assim como o pagamento de diárias e indenizações de custo. Nas estatísticas do Portal da Transparência do MPES, o órgão gastou R$ 13,9 milhões apenas com subsídios em julho – cerca de R$ 6,3 milhões a mais do que o gasto no mês anterior, por exemplo. Neste mesmo período, o MP capixaba gastou R$ 1,45 milhão em despesas com exercícios anteriores, quando surgem os principais “penduricalhos” nos contracheques de promotores e procuradores de Justiça. Atualmente, o MP capixaba gasta mensalmente cerca de R$ 10 milhões com salários, porém, o total de gastos saltou para R$ 17,11 milhões em julho. Nos sete primeiros meses deste ano, as despesas com pessoal foram de R$ 88,34 milhões (considerando apenas os membros). Já a folha do pessoal administrativo fechou o período em R$ 22 milhões.
Índios cobram reunião com presidente do Supremo
Depois do encontro com o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, e o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, na semana passada, para pedir a revogação da Portaria n°303, lideranças indígenas do País cobram reunião com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Carlos Ayres Britto, e iniciam mobilização internacional. A portaria ameaça os territórios já homologados e em processo de reconhecimento, além de permitir o uso das terras indígenas para exploração econômica, sem prévia comunicação. Do presidente do STF, os índios querem saber do posicionamento sobre a medida do governo federal, que se baseia em condicionantes estabelecidas em 2009 pelo Supremo, no caso Raposa Serra do Sol (RR). Segundo os indígenas, a decisão não tem efeito vinculante e o processo sequer foi finalizado. Já na próxima segunda-feira (27), os índios participam de coletiva, em São Paulo, com a imprensa internacional, para denunciar as novas regras, publicadas em junho último. Eles já pediram providências à Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República e à Organização das Nações Unidas (ONU), para coletivamente, exigirem a revogação da Portaria. De acordo com informações da Agência Brasil, a Advocacia-Geral da União (AGU) irá coletar informações e analisar as reivindicações dos indígenas para fazer as correções necessárias à Portaria nº 303. O esforço dos índios, porém, está voltado para a revogação da medida, que segundo eles é inconstitucional e contraria tratados internacionais assinados pelo Brasil, assim como viola direitos assegurados na Constituição e pela Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).
Mestre de capoeira
“A formatura é um momento único e inesquecível na trajetória de um capoeirista. Uma canção é feita especialmente para o formando e entoada por representantes de todas as graduações durante a cerimônia”, explica Mestre Capixaba. O protagonista da festa será o Professor Paçoca, que receberá a corda vermelha no IV Encontro Internacional e Jogos Abertos da Acapoeira, evento que começa nesta quarta-feira (22) em Itaúnas, Conceição da Barra. Paçoca ou Sandro Felix mora há 20 anos na Áustria, onde ensina a arte da capoeira para aprendizes de diversos lugares da Europa. Nascido em Pernambuco, ele retorna ao Brasil para receber a graduação máxima das mãos do Mestre Capixaba, “o título de Mestre traz muitas responsabilidades. Agora ele deve se preparar para a formatura de seus próprios alunos”, diz. Mestre Capixaba conta também que Paçoca é muito disciplinado e sempre levou muito a sério a capoeira, tanto que os profissionais que treinam com ele estão entre os melhores da Europa. O Encontro Internacional da Acapoeira irá reunir muitos outros professores e mestres dedicados como Paçoca, interessados em aprimorar suas técnicas e didáticas. A previsão é que os cinco dias de evento movimentem aproximadamente 3 mil pessoas, entre admiradores do esporte e profissionais da Europa, da América e do Brasil inteiro, que participarão de cursos, palestras, oficinas e campeonatos. Também haverá batizados e premiações nas categorias Infantil, Não-avançado e Avançado. Mas o verdadeiro foco do encontro é a celebração da arte e da cultura afro-brasileira. Organizado pelo Mestre Capixaba, o encontro tem se tornado maior a cada ano e sempre trazendo inovações que valorizam a prática da capoeira. “Atualmente eventos de capoeira são sempre para círculos fechados. Quero promover integração entre os mais diferentes grupos”, declara. Serviço O IV Encontro Internacional e Jogos Abertos da Acapoeira começa nesta quarta-feira (22) e se estende até o próximo domingo (26) em Itaúnas, Conceição da Barra.
MPES quer a aplicação da educação ambiental nas escolas capixabas
Um Termo de Compromisso foi assinado entre Ministério Público Estadual (MPES), Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Seama), o Instituto Estadual de Meio Ambiente (Iema), Secretaria Estadual de Educação e Cultura (Sedu) e a Comissão Interinstitucional de Educação Ambiental (Ciea), para estabelecer a implementação da política nacional e estadual de educação ambiental, no âmbito da educação formal. Segundo termo, a partir do acordo deverá ser elaborado e publicado um decreto regulamentador da Política Estadual de Educação Ambiental sistematizando as ações voltadas para a implementação da Lei da Política Estadual de Educação Ambiental. Na prática, a medida deverá proporcionar a inclusão da educação ambiental em todos os níveis de ensino, incluindo a educação da comunidade, conforme é previsto pela Política Nacional de Meio Ambiente (PNMA). “O objetivo é que, por meio de todos os níveis de escolaridade, seja possibilitada a construção de valores sociais, aquisição de conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente”, anunciou o MPES.
Manobra palaciana em Colatina reagrupa Foletto e Balestrassi
O eleitorado de Colatina (noroeste do Estado) não entendeu quando uma manobra palaciana retirou da disputa à prefeitura do município o deputado federal Paulo Foletto (PSB), tido como franco favorito na eleição deste ano. Mas se muita gente entendeu que Foletto estaria diminuindo seu capital político com a manobra, ao que não será bem assim. O governador Renato Casagrande tem um projeto para seu grupo, no qual inclui o reagrupamento das duas principais lideranças políticas do município: o deputado Paulo Foletto e o ex-prefeito e hoje diretor do Banco de Desenvolvimento do Estado (Bandes), Guerino Balestrassi. O jogo político estaria projetando uma recolocação das lideranças. A saída de Foletto da disputa, com a escolha do deputado estadual Josias da Vitória (PDT) como o candidato da oposição, seria para facilitar a reeleição do atual prefeito Leonardo Deputulski (PT), que além de acalmar os ânimos da base, organizaria a fila da sucessão. Esse projeto prevê ainda o apoio das lideranças à candidatura de Guerino Balestrassi, em 2014, a uma vaga na Câmara dos Deputados. A contrapartida para Foletto viria em 2016. Com o fim do segundo mandato de Leonardo Deputulski, o prefeito e Balestrassi apoiariam a candidatura de Foletto a prefeito do município. Foletto e Balestrassi se estranham desde o primeiro mandato de Balestrassi na prefeitura de Colatina. Os dois estiveram em lados opostos em 2008, quando Balestrassi deixou o PSB, depois de que seu pretenso candidato à sucessão, o então secretário de saúde do município Tadeu Marino perdeu a convenção partidária para Foletto. Balestrassi apoiou o então vice, Deptulski, e venceu a disputa. O mandato do petista, porém, não teve grande êxito e embora tenha se recuperado no primeiro semestre deste ano, a disputa contra Foletto parecia muito difícil de ser vencida pelo prefeito. Com a acomodação, a briga entre Balestrassi e Foletto pode chegar ao fim, o que deixará ainda mais confuso o eleitorado de Colatina, já acostumado com o impasse entre os dois grupos que dividem a cidade.