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Século Diário

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Ricardo Ferraço tem perfil que atende a interesse de empresários

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  Ao assumir sua cadeira no Senado, o peemedebista Ricardo Ferraço acenava para uma atuação muito próxima da que foi adotada nos quatro anos de mandato do governador Renato Casagrande, quando esteve na Casa. O socialista sempre embarcava em bandeiras de repercussão e acabou se tornando referência para a imprensa nacional.   No início do mandato, ao participar da comissão para a discussão do Pacto Federativo com o Supremo Tribunal Federal (STF) e tomar frente da movimentação para redução de gastos, Ferraço dava indícios de que seguiria um caminho voltado para o fortalecimento em nível nacional, que traria, mais tarde, repercussão estadual. Mas parece ter mudado um pouco de direção, assumindo um papel que fora ocupado por mais de duas décadas pelo ex-senador Gerson Camata (PMDB). A partir da montagem de seu gabinete, com a presença do próprio Camata e da ex-diretora do Instituto Jones dos Santos Neves Ana Paula Vescovi, foi possível identificar a aproximação do senador do setor empresarial do Estado.   Um perfil que atende, inclusive, ao setor de onde vêm seus suplentes Sérgio Rogério de Castro e Jose Antônio Guidoni. Em tempos de eleição com muito pouco ou quase nenhum recurso financeiro pingando nas campanhas, a ligação de Ferraço com o ramo empresarial o transformou em objeto de desejo da maioria dos candidatos a prefeito este ano. Ter Ricardo Ferraço no palanque é tentar restabelecer uma lacuna que antes era coberta por Camata. Quando se fala no ramo empresarial do qual Camata tinha e ainda tem influência, fala-se no leque de empresas ligadas ao Fundo de Desenvolvimento das Atividades Portuárias (Fundap). Foi com os fundapeanos que muitos candidatos conseguiram, com a interlocução de Camata, o financiamento de campanha.   Com o fim do Fundap, o desafio de Ferraço é superar Camata, ampliando o leque de empresas próximas ao seu gabinete. Um mecanismo diferente do que era adotado com o ex-governador Paulo Hartung (PMDB), que buscava recursos para os aliados com as transnacionais. A receita de Camata é caseira e o sustentou só no Senado por um quarto de século. Mas ao que parece, a intenção de Ricardo é não permanecer em Brasília por muito tempo.

18/08/2012 / 0 Comments
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Julgamento do mensalão adia definição sobre futuro da Operação Naufrágio

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  Enquanto os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidem os rumos da ação penal do mensalão, o julgamento da “Operação Naufrágio” parece cada vez mais distante. O caso aguarda há oito meses por uma definição sobre a instância onde a ação vai tramitar. Após a descida dos autos para o Tribunal de Justiça do Estado (TJES), palco dos eventos de corrupção, o início da tramitação do processo aguarda a definição sobre o eventual impedimento de 14 dos 26 atuais desembargadores capixabas.   Segundo levantamento do jornal O Globo, os ministros do STF tem 706 processos prontos para serem levados a julgamento – um desses casos é justamente a ação que trata do maior escândalo do Judiciário capixaba. No entanto, o desenrolar do julgamento do mensalão, que tranca a pauta do Supremo, e a ocorrência do período eleitoral podem empurrar a definição sobre o Naufrágio apenas para o próximo ano.   A relatora do pedido de suspeição dos desembargadores do TJES, ministra Cármen Lúcia, desempenha atualmente a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Desde o dia 23 de novembro do ano passado, o caso está na pauta da Primeira Turma do STF. Em 13 de dezembro, os autos do processo estavam conclusos com a relatora, porém, não houve qualquer movimentação.   A demora no julgamento contribui para que o maior escândalo do Judiciário capixaba possa terminar em pizza. Uma vez que parte dos crimes imputados aos 26 denunciados na ação penal pode prescrever até a conclusão do julgamento. Isso porque, após a definição do Supremo, o processo vai seguir todo o rito, desde as defesas dos acusados, produção de provas, até uma sentença final.   Na denúncia original, o Ministério Público Federal (MPF) questionou a suposta isenção dos atuais membros da corte capixaba no julgamento de ex-colegas que aparecem entre os 26 denunciados. O pedido foi endossado pelo então procurador-geral de Justiça Fernando Zardini, responsável pela denúncia após a descida dos autos.   O Judiciário estadual chegou a começar a analisar o pedido de impedimento dos desembargadores, mas o caso foi levado ao Supremo pelo então vice-presidente do Tribunal Arnaldo Santos de Souza, em julho do ano passado. Neste caso, o procurador-geral da República opinou pelo acolhimento da exceção de suspeição – o que levaria o julgamento da operação policial ao próprio STF.   São alvos do pedido de suspeição os desembargadores Pedro Valls Feu Rosa (atual presidente do TJES), Carlos Henrique Rios do Amaral (corredor-geral de Justiça local), Manoel Alves Rabelo, Sergio Luiz Teixeira Gama, Maurílio Almeida de Abreu, Adalto Dias Tristão, Sérgio Bizzotto Pessoa de Mendonça, Álvaro Bourguignon, Anníbal de Rezende Lima, Jose Luiz Barreto Vivas, Carlos Roberto Mignone, Ronaldo Gonçalves de Souza, Fábio Clem de Oliveira e Namyr Carlos de Souza Filho.   Operação   Entre os denunciados da “Operação Naufrágio”, estão os ex-desembargadores (aposentados após o escândalo) Frederico Guilherme Pimentel, Josenider Varejão Tavares (já falecido), Elpídio José Duque (preso durante a operação) e Alinaldo Faria de Souza; os ex-juízes Larissa Pignaton Sarcinelli Pimentel (aposentada do cargo) e Frederico Luis Schaider Pimentel, o Fredinho (demitido por não ter o direito à vitaliciedade no cargo), Robson Albanez e Cristóvão de Souza Pimenta.   A relação de denunciados que faziam parte da estrutura do Judiciário incluiu os então servidores do TJES Bárbara Pignaton Sarcinelli (irmã da juíza Larissa e então chefe do setor de Distribuição), as irmãs Roberta, Larissa e Dione Schaider (filhas de Frederico), Leandro Sá Forte (ex-namorado de Roberta e então assessor especial de Pimentel) e o ex-tabelião do cartório de Cariacica Felipe Sardenberg Machado. Dessa relação, apenas Roberta foi mantida no cargo, enquanto os restantes tiverem as designações cessadas, no caso dos nomeados, ou foram punidos com a demissão em Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD).   Também foram incluídos como réus o vereador de Vitória Aloísio Varejão (que permanece no cargo), Dílson Antônio Varejão (primo do desembargador Josenider Varejão e então lotado no gabinete do vereador) e Henrique Rocha Martins Arruda (marido de Dione e ex-advogado do sindicato que representa os cartorários do Estado). Foram relacionados também o ex-prefeito de Pedro Canário Francisco José Prates de Matos, o doutor Chicô, e o procurador de Justiça Eliezer Siqueira de Souza (punido com a suspensão de 30 dias).   Entre os advogados presentes na denúncia aparecem representantes de grandes bancas como Flávio Cheim Jorge – que figurava na lista do próprio STJ – e ligados aos clãs do TJES, como Paulo Guerra Duque (filho de Elpídio) e Gilson Letaif Mansur Filho, Johnny Estefano Ramos Lievori e Pedro Celso Pereira.   Deste grupo, apenas Cheim Jorge foi absolvido em julgamento administrativo. Pedro Celso e Paulo Duque foram suspensos por 120 dias e Gilsinho Mansur acabou suspenso por 90 dias. No caso dos condenados, a cúpula da seccional capixaba da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/ES) estuda recorrer da decisão para ampliar o prazo de suspensão. Johnny Estefano e Henrique Arruda serão julgados no próximo ano.   São relacionados ainda ao escândalo os empresários Adriano Mariano Scopel e Pedro Scopel, que já apareciam na denúncia da “Operação Titanic”, que deu origem à “Operação Naufrágio”.

18/08/2012 / 0 Comments
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Entrevista???Eu quero um candidato que diga que vai virar a cidade de frente para o mar???

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  Rogério Medeiros e Renata Oliveira     “Em política é preciso curar os males e nunca vingá-los”.   (Napoleão Bonaparte)     Fotos: Apoena A deputada estadual Luzia Toledo (PMDB) tem um trabalho voltado para a cultura e o turismo no Estado. Mas como liderança política, corre o interior apoiando diversos prefeitos e candidatos a prefeito nas diferentes regiões do Estado. Nesta entrevista, Luzia fala sobre suas caminhadas e a impressão que tem sobre os pleitos em vários municípios. Em relação à Capital, seu domicílio eleitoral, a deputada critica a falta de políticas que utilizem a condição paisagística e o potencial turístico da cidade. Nesse sentido, destaca a importância de “virar a cidade para o mar”. A deputada faz um recorte sobre sua trajetória política, perpassando por vários governos de diferentes ideologias, sempre adotando um perfil conciliador, o que lhe permitiu se adaptar às mudanças políticas no decorrer desses sete mandatos que já cumpriu.   Século Diário – A deputada já teve muitos mandatos, como vereadora, secretária municipal, estadual, senadora e agora deputada já pelo terceiro mandato. Como avalia sua trajetória?   Luzia Toledo – Eu atribuo a minha caminhada principalmente à minha lealdade. Isso é um marco na minha vida. Não sou leal a pessoas, sou leal por convicção, que começou com Vitor Buaiz. Fui vereadora e tive dificuldades no início porque era a primeira vez que eu entrava na política e em uma coligação com o PT. E, no entanto, fui a maior defensora na Câmara da administração Vitor Buaiz, por ter sido convencida pelos atos e compromisso da administração com o povo. Fui professora e diretora em Mimoso do Sul e, também na minha trajetória como educadora, tive a lealdade como marca. Na política, é a explicação por ter conquistado grandes lideranças do Estado com o meu trabalho.   – Sua trajetória política começou como vereadora em Vitória?   – Comecei como vereadora por dois mandatos, vinda de Mimoso do Sul e, você sabe que não é fácil para quem vem do interior ganhar da eleição. Fui secretária do governador Vitor Buaiz, em Brasília. Fizemos uma secretaria lá e foi muito importante, tanto que continuou depois dando suporte a todos os prefeitos do Espírito Santo. Fui vice-prefeita de Vitória em uma composição puro-sangue, com Luiz Paulo Vellozo Lucas e Luzia Toledo, e tivemos um embate muito forte com duas importantíssimas lideranças naquela época, que foi a Rita Camata, considerada musa do Congresso Nacional, e o Dr. Luiz Buaiz, que é um mito. Mas o que aconteceu? Chegou Luiz Paulo com toda a empolgação, novo, e uma vereadora que conhecia a cidade, porque conheci a cidade com a administração Vitor Buaiz e, posteriormente, na gestão de Paulo Hartung. Trabalhei com essas duas figuras com as quais eu aprendi muito. E mesmo como vice-prefeita, não larguei a Secretaria Extraordinária em Brasília. E não pretendia me desincompatibilizar, mas me uni ao grupo do Paulo Hartung e do José Ignácio e fui compor a chapa representando o grupo de José Ignácio, quando ele estava no Senado. Então renunciei dois anos para assumir a vaga, quando José Ignácio se elegeu governador. Fiz um trabalho no Senado muito importante para o Espírito Santo. Quando eu vi a atriz Beth Faria falando da luta para ver a neta…   – A senhora abordou esse tema na Assembleia essa semana…   – Pois é, sobre o direito dos avós. Quando eu era senadora, recebi uma carta de um casal de avós aqui do Espírito Santo para que eu fizesse uma lei para que eles tivessem o direito de visitar os seus netos, porque com a contenda do casal, eles é que estavam sendo prejudicados, não podendo ver os netos. E agora, em 2011, a presidente Dilma sancionou a lei e muitas outras, eu estou citando esta porque a conhecidíssima atriz Beth Faria, amparada na lei de Luzia Toledo, está lutando pelo direito de ver a neta porque a filha não permite. E por isso, por minha trajetória, a sociedade passou a me ver como uma pessoa séria, comprometida com as causas sociais e uma pessoa que não vacila. Eu devo muito à sociedade capixaba, porque onde eu vou sou tratada com muito respeito e muito carinho. Acho que por isso estou no sétimo mandato.   – A senhora perpassou nessa trajetória compondo do PT ao PSDB e sem atritos, não é?   – É verdade. Acho que em política você constrói muito mais quando você procura não se atritar com as pessoas. Eu tenho uma passagem nessa trajetória, que se um dia eu escrever um livro, essa parte vai constar. Quando eu cheguei à Assembleia, fui muito maltratada, e pela ala feminina. Eu estava vindo do Senado, e sou tão simples, de Conceição de Muqui. Até seis anos de idade, eu morava em um barraco de chão batido, então, eu nunca vou mudar. Mas como eu tinha sido senadora, as pessoas criaram uma implicância comigo, olha só que coisa absurda. Então, eu entendi ali. Porque quando eu fui vereadora, briguei muito, eu era brigona, mas eu briguei sempre pelas boas causas. E naquele momento na Assembleia, eu decidi que iria mudar, eu ia deixar que quem quisesse falar, falasse sozinha. E a partir daí decidi que eu seria uma conciliadora. Um articulista disse uma vez que eu era uma construtora de pontes e eu acho que sou construtora de pontes mesmo. A boa política é essa que você constrói com trabalho, lealdade e resultado social, com bandeiras sérias.   – Mas, vamos às eleições municipais. A deputada anda esse Estado todo, então nos diga, como estão as disputas no interior?   – A coisa está séria, mas eu tenho andado muito. Estou indo agora, por exemplo, a São Roque do Canaã, onde tenho o meu candidato, o prefeito Marcos Guerra (PSDB), e que está muito bem porque ele fez uma administração fantástica e o povo de São Roque reconheceu.   – A gente percebe que não só na Grande Vitória, onde vai haver segundo

18/08/2012 / 0 Comments
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Provando do próprio veneno

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Não é mais novidade para mais ninguém que o chamado arranjo institucional do ex-governador Paulo Hartung foi quase perfeito. Durante os oito anos de seu governo (2003 – 2010), o ex-governador conseguiu manter em suas mãos as principais instituições do Estado: Judiciário, Tribunal de Contas, Ministério Público, Assembleia Legislativa, boa parte da imprensa, empresários e até as organizações da sociedade civil. Lembram da Espírito Santo em Ação?   Pois é, tudo beirou a perfeição, não fosse uns e outros mais enxeridos tentados desnudar os bastidores que movimentavam o tal arranjo. Humildemente, sem recalque, incluímos Século Diário nesse rol de denuncistas que não se calaram às intimidações dos comandantes do arranjo.    O próprio Hartung em pessoa, em relação a Século Diário, fez de tudo para minar o jornal: por meio de boicotes financeiros – bloqueando anúncios, processos “arrumados” na Justiça ou ainda através do trabalho sistemático para desacreditar o conteúdo do jornal perante seus leitores e iminentes anunciantes.   Foi assim, por exemplo, com relação à série de reportagens que denunciou o esquema de corrupção no Iases, como revela a matéria em destaque (Prisões de Gallina e Mondragón trazem à tona esquema de corrupção no Iases), que antecipou o conteúdo da coletiva do delegado Rodolfo Laterza, responsável pela Força Tarefa criada pela Secretaria de Segurança Pública para apurar as irregularidades nos contratos entre Instituto de Atendimento Socioeducativo do Espírito Santo (Iases) e a Associação Capixaba de Desenvolvimento e Inclusão Social (Acadis).    Como outras tantas reportagens que Século Diário publicou durante a Era Hartung, essa, embora veiculada no governo Casagrande, também sofreu o boicote imposto por Hartung, que usou a imprensa corporativa para rebater as matérias de Século Diário que apontavam indícios claros de corrupção no Iases.    Enquanto Século Diário sustentava por meio de provas documentais as denúncias envolvendo a diretora-presidente do Iases Silvana Gallina e o presidente da Acadis Gerardo Mondragón num flagrante esquema de corrupção, a Gazeta oferecia aos seus leitores as seguintes matérias: “Ex-infrator colombiano, Gerardo Bohorquez Mondragón lança livro no Tribunal de Justiça”; “Educador Gerardo Mondragón mostra que é possível recuperar dependente químico”; “Ele esteve no mundo do crime e hoje resgata os infratores”.    Mesmo após as denúncias publicadas por Século Diário envolvendo o colombiano, o periódico não se preocupou em apurar as os fatos, e preferiu deixar seus leitores com a versão “promocional” montada pelo lobby de Mondragón.    As prisões incontestáveis de Mondragon, Gallina e companhia, finalmente fazem justiça em duas frentes: em primeiro lugar com a sociedade, com o contribuinte, que não merece ver seu dinheiro sendo gasto para enriquecer um oportunista colombiano que se tornou personalidade no Espírito Santo da noite para o dia, graças ao lobby movimentado por Gallina, pelo deputado Josias da Vitória (PDT) e mais um monte de interesseiros de ocasião que queriam enriquecer à custa da tragédia humana.    Em segundo lugar, as prisões legitimam o trabalho jornalístico sério de Século Diário, que investigou fatos e não fofocas. As prisões e as provas levantadas pela Força Tarefa do delegado Laterza estão aí para quem ainda duvidava do nosso trabalho.    Voltando ao escândalo no Iases, as denúncias são graves e merecem apuração rigorosa, mesmo que as investigações recaiam sobre o secretário de Justiça, o deputado Da Vitória ou ainda o ex-governador Paulo Hartung, que foi quem alçou Gallina no Iases e fez questão de mantê-la no cargo mesmo no governo de seu sucessor.    Século Diário vai continuar fiscalizando as investigações da Força Tarefa, pois estamos falando de dinheiro público que está sendo desviado para atender a interesses pessoais. Dinheiro público que deveria estar sendo gasto no trabalho de ressocialização de adolescentes em conflito com a lei, num Estado que ocupa a segunda posição no ranking nacional de homicídios, cujos jovens são as principais vítimas dessa violência.   Aqueles mesmos jovens que, quando não recebem tratamento adequado do Estado, voltam para as ruas e enfiam sem piedade um revólver na nossa cara para cobrar a dívida social à maneira deles. Nada justifica, concordamos. Mas esta é a realidade com a qual nos deparamos todos os dias. O lamentável desfecho de muitas dessas histórias nós já conhecemos – os índices assustadores de homicídios no Estado dizem tudo e mais um pouco.   São esses adolescentes que entram nas unidades socioeducativas atrás de uma segunda chance, que acabam sendo os autores e as vítimas da violência urbana que mantém o Espírito Santo em permanente guerra civil.    Nessa lamentável história de corrupção no Iases há uma compensação: pelo menos nos próximos cinco dias – tempo que dura a prisão preventiva – essas 13 pessoas que foram detidas terão a oportunidade de conhecer o outro lado do sistema de privação de liberdade do Espírito Santo: um sistema perverso, violento e corrupto, que eles mesmos ajudaram a construir. 

17/08/2012 / 0 Comments
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A lógica do controle social

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Há pouco mais de dois meses em vigor, a Lei de Acesso à Informação constitui um novo marco da participação do cidadão na efetiva fiscalização do serviço público. Não apenas sob o prisma da cidadania, a nova legislação também pode ser enquadrada no âmbito dos direitos humanos. Tanto que o tema foi alvo de discussão em painel da V Conferência Internacional dos Direitos Humanos, realizada nessa semana em Vitória. O conselheiro Jorge Hélio Chaves, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), lembrou que o Judiciário foi um dos primeiros poderes a liberar os dados salariais de seus membros. O órgão de controle teve o papel de protagonista ao obrigar que os tribunais de Justiça e até o Supremo Tribunal Federal (STF) abrisse a caixa preta dos salários de magistrados e serventuárias. Mas nem todos entenderam o recado da sociedade e insistem na blindagem dos dados, como o Conselho Nacional de Ministério Público (CNMP), que ainda não deliberou – nem parece ter pressa para uma definição – sobre os critério de publicações desses dados. Uma triste contradição, justamente para o MP, que serve como o “guardião da lei” e “advogado da sociedade” desde a esfera municipal até a federal, caso da Procuradoria-Geral da República (PGR).  Retornando à fala do membro do CNJ, ele lembrou que a própria Constituição Federal, promulgada em 1988 – muito antes da Lei de Acesso –, traz a lógica do controle social. Nada mais justo que a sociedade, na verdade o “patrão” de quem está no serviço público, saiba os nomes de quem está trabalhando e quanto ganham. Não há nada de abusivo ou perigoso, como tentaram fazer crer algum dos defensores do sigilo dos dados salariais.  Chama atenção o apelo de Jorge Hélio para que o Brasil passe por um “choque de transparência”. Já que o momento é mais do que propício. Nunca é demais lembrar  que os países com maior nível de transparência são aqueles com menor índice de corrupção. Quanto menos desvio de dinheiro público, mais verbas para os serviços essenciais à população. Isso quer dizer, mais saúde, educação, moradia, segurança pública e bem-estar social, independente de classe social.  A lista de benefícios é extensa, resta ainda transpor a barreira de alguns órgãos, como o Ministério Público – em especial, o MP capixaba. Somente a pressão da opinião popular poderá acelerar de vez esse processo de abertura das informações, assim como ocorreu com o Tribunal de Contas e a Assembleia Legislativa. O cidadão tem direito e tem que cobrar. Isso sim é participação popular.

17/08/2012 / 0 Comments
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Pagando a conta

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Uma das primeiras ações do governador Renato Casagrande, ainda antes da posse, foi anunciar a cúpula da Segurança no Estado. Uma expectativa se criou no mercado político, já que o Estado vinha de um desgaste pela falta de políticas públicas nesta área durante os oito anos do governo antecessor. O anúncio causou surpresa, mas não da forma esperada por Casagrande, afinal de novidade não tinha nada. O governador manteve a estrutura, com Ângelo Roncalli na Secretaria de Justiça e com ela Silvana Galina no Iases. Na pasta de Ações Estratégicas, ficou André Garcia, que veio com Rodney Miranda de Pernambuco e na Secretaria de Segurança, Henrique Herkenhoff, que era desembargador federal e abriu mão do cargo para assumir a pasta. As ações da Secretaria de Segurança do governo do Estado são desastrosas. Basta lembrar da postura secretário mostrando pouca ou nenhuma preocupação  com uma manifestação dos estudantes na visita do vice-presidente da República Michel Temer a Vitória, depois de uma mais desastrosa ainda ação para tirar os Estudantes da rua. Manifestação ocorrida um mês depois de uma ação truculenta da Política Militar contra moradores de uma ocupação em Aracruz. Agora acontece um escândalo envolvendo corrupção no Iases e Casagrande novamente vai pagar uma conta que não foi ele quem fez. Ao tentar proteger o grupo do ex-governador e não entrar em atrito com Hartung, Casagrande sofre os desgastes de mais uma situação já existente bem antes de sua chegada ao governo. Para se livrar das dívidas, Casagrande terá que assumir uma postura mais enérgica. Essa história de Roncalli querer se apropriar de uma ação que vinha sendo investigada há muito tempo e dizer que foi ele que denunciou, não cola. A sociedade espera medidas enérgicas. Não é possível um esquema desses acontecer bem de baixo do nariz do secretário e ele só tomar providências agora. Casagrande já foi avisado mais de uma vez sobre a necessidade de colocar um ponto final no desmando que existe na área da Segurança Pública do Estado. Colocar a culpa no tráfico de drogas e na desagregação da família para criminalizar a juventude pobre e negra enquanto os que deveriam recuperar os jovens se aproveitam da situação para enriquecimento próprio, não dá. Fragmentos: 1 – Já tem gente fazendo piada com a história do escândalo do Iases, envolvendo o candidato do PDT à corrida eleitoral em Colatina. Há quem diga que o prefeito Deptulski já está preparando a festa “Dá Vitória”. 2 – É… Mas é preciso ter cuidado, porque o petista também não tem uma imagem tão imaculada e tem problemas na área de transporte, saneamento e energia, que já estão causando muito desgaste. 3 – Politicamente, também não é tudo festa. Se for necessário uma substituição na chapa da oposição o nome no lugar de Da Vitória pode ser mais forte que o titular. O grupo pode escolher um coringa. Não é, Cirilo de Tarso (PSD)?  

17/08/2012 / 0 Comments
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Corresponsável

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Corresponsável    Como de hábito no Espírito Santo, sempre que estoura um escândalo – caso das prisões da diretora-presidente do Iases, Silvana Gallina, e do presidente do Acadis, Gerardo Mondragón, nesta sexta-feira (17) – e o governo não tem mais condições de reverter a situação, são eleitas as cabeças entregues para o sacrifício, na tentativa de que outras sejam preservadas. Como já tratou de fazer o secretário de Estado de Justiça, Ângelo Roncalli (foto), ao dizer à Rádio CBN Vitória que contribuiu com as investigações, numa estratégia de desviar a responsabilidade dos graúdos no esquema. Precisa ficar claro, porém, que o Iases é uma autarquia da Sejus, não tem vida própria, está subordinado a Roncalli. O secretário não só tinha total conhecimento das denúncias, como nunca se interessou em investigá-las. Pelo contrário, garantiu a permanência de Gallina no posto e sempre a defendeu com unhas e dentes. O que Roncalli faz agora é muito mais do que livrar sua pele. Cabe ao secretário atuar como o último soldado, impedindo que os respingos cheguem onde tudo começou: no governo Paulo Hartung (PMDB).    Corresponsável II  Silvana Gallina, é bom que se registre, foi colocada no Iases pelas mãos de Hartung, em 2003, saindo da condição de dedicada ocupante de cargo de assistente social, para a cadeira de uma grande executiva da administração pública.  Incluindo, no bolo, a gestão de muitos contratos milionários.    Corresponsável III No caso de Roncalli, logo que Século Diário tornou pública as denúncias sobre o esquema dos contratos, no ano passado, movimentos sociais do setor encaminharam toda documentação referente ao caso ao governo Renato Casagrande e ao secretário de Estado de Justiça. Nunca houve qualquer manifestação a respeito. Prevaleceram a omissão e a tolerância.    Preço alto Por essas e outras, quem sai muito no prejuízo na história é o governador Casagrande, por ter mantido em sua gestão a diretora-presidente do Iases. É mais uma herança maldita de seu antecessor.    Preço alto II Em situação semelhante ou até pior fica outro socialista, o deputado federal Paulo Foletto, que não acreditou no risco de abraçar como sua a candidatura a prefeito de Colatina (noroeste do Estado) do deputado estadual Da Vitória (PDT), envolvido no escândalo. Na época do anúncio de seu recuo em disputar, apesar do desejo dos moradores do município, Foletto elevou Da Vitória à sua altura e praticamente colocou a mão no fogo por ele. Não demorou nada e já se queimou.    Complicou Os eleitores de Colatina, aliás, estão numa sinuca de bico daquelas. Suas principais opções no pleito são Da Vitória, que nem precisa dizer mais nada, e o prefeito Leonardo Deptulski (PT), acusado de nepotismo e de manter péssimos serviços nas áreas de energia, água e transporte público. Show de horror.    Esquisito Por ironia do destino ou mais uma daquelas estranhas coincidências, a TV Gazeta colocou no ar na noite dessa quinta-feira (16) uma matéria com foco exatamente na Acadis. Não apontou números e nenhuma informação que pudesse dimensionar a realidade do setor. Produto jornalístico do estilo sem pé nem cabeça.   Por falar nisso… Lamentável a conduta do delegado que atua o caso, Rodolfo Laterza. Reservou todas as informações sobre as prisões desta sexta-feira (17) para a TV Gazeta divulgar em seu jornal da hora do almoço, negando-as aos demais veículos. Neste caso, a crítica não é contra a TV Gazeta, que fique claro.    Debate superficial Interessante também no caso Iases é que coloca à tona as inúmeras tentativas de criminalizar os jovens apontados como os responsáveis pela insegurança, principalmente por conta do tráfico de drogas. Mas não levanta a questão sobre o sistema onde estão abrigados. No Estado, além de não recuperar ninguém, ainda tem dinheiro indo para o lugar errado.    140 toques “Não tem coisa pior na política do que homem sem palavra. Já estou de saco cheio de lidar com essa gente!”. (Vereador de Vitória Max da Mata – PSD – no Twiter).   PENSAMENTO: “Temos no Brasil um dicionário de abusos de autoridades que vai de A a Z”. Gilmar Mendes 

17/08/2012 / 0 Comments
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Leitores buscam em Século Diário denúncias de corrupção no Iases

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A sexta-feira (17) começou com o estouro de um escândalo largamente antecipado por Século Diário: foram presas 13 pessoas envolvidas em desvio de dinheiro público no âmbito do Instituto de Atendimento Socioeducativo (Iases) e da Associação Capixaba de Desenvolvimento e Inclusão Social (Acadis). A matéria que detalhava todo o esquema de corrupção foi publicada ainda na manhã dessa sexta-feira, com todas as denúncias já feitas pelo jornal desde 2011 e os comentários dos leitores corroboraram com o relato contido na reportagem.    O esquema de corrupção que levou à prisão de membros do Iases e da Acadis levou a questionamentos dos leitores, que se valeram do viés político da notícia cobrar investigações a respeito do envolvimento de parlamentares no esquema.    Os leitores Ronaldo Chagas Vieira e Antônio Lima travaram um debate sobre as supostas posições políticas dos envolvidos no escândalo.      Outros leitores pediam investigações também nas gerências do Iases. Segundo o leitor Pedro Henrique, não há mudanças nelas há anos.   Elkin Páez parecia aliviado ao ler a notícia que atestava a prisão do presidente da Acadis e da diretora presidente do Iases, Silvana Galina.    A cobertura de um fato de tal magnitude demanda trabalho árduo de toda a equipe de reportagem de Século Diário. Também neste caso, a participação do leitor é peça fundamental no processo de apuração. Questionamentos sobre novos fatos, ou ainda aqueles que não foram desvelados são sempre bem vindos, já que motivam a busca pelo que está por trás dos contratos de governos e instituições.

17/08/2012 / 0 Comments
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Presos em operação no Iases e na Acadis são acusados de formação de quadrilha

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A coletiva de imprensa convocada pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) para que o delegado Rodolfo Queiroz Laterza, titular da Força Tarefa constituída para apurar denúncias de irregularidades no Instituto de Atendimento Socioeducativo (Iases), explicasse os detalhes da operação que resultou na prisão de 13 pessoas (veja a lista dos detidos abaixo) vinculdas ao Iases e à Associação Capixaba de Desenvolvimento e Inclusão Social (Acadis), não trouxe novidades além daquelas já publicadas na manhã desta sexta-feira (17) em Século Diário , que acompanha o caso há quase dois anos.   Os 13 presos vão ficar detidos preventivamente durante cinco dias e foram todos enquadrados no crime de formação de quadrilha. A diretora-presidente do Iases, Silvana Gallina, estava prestando depiimento à polícia na noite desta sexta (17).   Na coletiva, o delegado detalhou a forma como foram feitas as investigações que levaram à confirmação das irregularidades na autarquia subordinada à Secretaria de Estado da Justiça (Sejus). Rodolfo Laterza teve cautela em não envolver o secretário de Estado da Justiça Ângelo Roncalli nas denúncias. O delegado pontuou que o secretário se comprometeu em enviar as informações solicitadas pela Força-Tarefa. Entretanto, com a mesma cautela que demonstrou ao não associar o delegado ao esquema de corrupção, o delegado não descartou a possibilidade de o secretário ser investigado.    O mesmo aconteceu em relação ao deputado estadual e candidato à prefeitura de Colatina (noroeste do Estado) Josias Da Vitória. O delegado foi novamente cauteloso em não envolver o parlamentar na denúncia, embora tenha admitido que empresas da irmã dele, Delza Da Vitória e da mulher dele, Luciana Tozato Da Vitória, estão sendo inestigadas, já que foram favorecidas por contratos com a Acadis. Rodolfo Laterza frisou, ao não associar o deputado, que as empresas não estão em nome dele.    O secretário de Estado de Segurança Pública, Henrique Herkenhoff, acompanhou a entrevista coletiva, mas nada falou. Ao ser questionado sobre o futuro da diretora-presidente do Iases, Silvana Gallina, na autarquia após cumprido o período de cinco dias da prisão preventiva, respondeu  que cabia ao secretário de Justiça resolver essa questão e que não tinha essa informação.    O delegado contou que fora designado para a Força-Tarefa, criada em outubro de 2011, por conta das denúncias feitas ao governo do Estado, que se dividiam entre corrupção no âmbito do Iases e da Acadis e tortura e violação de direitos. Um dos motivou que levaram o governo do Estado a criar a Força-Farefa foi a intervenção da Corte Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA) sobre o sistema socioeducativo do Estado.    Inicialmente, o delegado trabalhava com informações obtidas no Ministério Público do Estado (MPES) e, no decorrer das investigações foram constatadas tanto a corrupção quanto as violações de direitos nas unidades, inclusive naquelas com gestão terceirizada da Acadis, supostamente sob um regime diferenciado de socioeducação. Além disso, também foi constatado que um montante desproporcional de recursos financeiros era repassado para as unidades com gestão terceirizada.    O delegado especificou um desses repasses irregulares, que acabaram por beneficiar financeiramente o presidente da Acadis, Gerardo Mondragón. Ele disse que o colombiano e seu “sócio”, Ricardo Rocha compraram imóveis de luxo em Vila Velha e Belo Horizonte. Os valores dos imóveis, de acordo com o delegado, são incompatíveis com os ganhos da dupla.   Segundo o delegado, embora houvesse repasses do Iases para a Acadis referentes a gastos com saúde e educação, estas eram áreas de responsabilidade do Estado. O recurso repassado, nesses casos, era muito maior para as unidades sob gestão terceirizada do que para aquelas sob responsabilidade da administração direta. Em linhas gerais, a força-tarefa constatou que o modelo de gestão terceirizada da Acadis era danoso para os cofres públicos. Enquanto um adolescente internado na Acadis custava cerca de R$ 9mil mensais para o Estado, o do Iases custava a metade.   Presos na operação policial que desbaratou esquema de corrupção do âmbito do Iases e da Acadis (além de formação de quadrilha, também foram acusados de outros crimes):   Silvana Gallina – diretora-presidente do Iases: violação das leis de licitação, prevaricação para favorecimento de terceiros, peculato-desvio.    Gerardo Bohorquez Mondragón – presidente da Acadis: peculato-desvio, lavagem de dinheiro.   André Luiz da Silva Lima – assessor jurídico do Iases, sócio de Mondragón no Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Social (Inbradese): articulou o esquema para que Acadis fechasse contrato com o Iases.    Ana Rubia Mendes de Oliveira – subgerente de contratos e convênios do Iases, ex-diretora financeira da Acadis (responsável por liberar recursos para a Acadis): falsidade ideológica, peculato-desvio.    Edna Lúcia Gomes de Souza – assessora técnica da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República: foi a pessoa que apresentou Gerardo Mondragón e o Modelo Pedagógico Contextualizado (MPC) a Silvana Gallina.   Euler de Souza – diretor do Centro Socioeducativo (CSE) de Cariacica: negociava contratos de semi-liberdade de adolescentes em troca de dinheiro.    Tatiane Melo – funcionária administrativa da Acadis: crime contra a ordem tributária.   Ricardo Rocha Soares – diretor do CSE de Linhares: desvio de dinheiro, crime contra a ordem tributária, lavagem de dinheiro, formação de empresas laranja para contratar com a Acadis.    Severino Ramos da Silva – defensor público do Estado: acusado de insuflar rebeliões nas unidades sob administração direta do Iases para mostrar a gestão terceirizada como melhor opção; acusado de entregar celulares para adolescentes das unidades do Iases para que articulassem rebeliões.    Danielle Merisio Fernandes Alexandre – diretora administrativo-financeira do Iases: peculato-desvio, prevaricação, violação das leis de licitação.   Antônio Haddad Tapias – ex-diretor técnico do Iases: desvio de recursos, deu respaldo técnico para o contrato do Iases com a Acadis, negou informações à Secretaria de Estado de Controle e Transparência (Secont).   Marcos Juny Ferreira – coordenador de unidade da Acadis   Douglas Fernandes – diretor financeiro da Acadis: desvio de dinheiro, apropriação indébita, lavagem de dinheiro.

17/08/2012 / 0 Comments
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Ranking aponta Cariacica como o município que menos investiu em saneamento básico

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O novo ranking do Instituto Trata Brasil sobre o saneamento no Brasil aponta que o município de Cariacica é o que menos investiu no setor entre os quatro municípios capixabas analisados. Também foram estudados Vitória, Vila Velha e Serra. O levantamento avaliou as cidades que concentram maior parte da população do País e indica que quase a metade da população das 100 maiores cidades do Brasil ainda não conta com a coleta de esgotos. O que significa, segundo a pesquisa, que mais mais de 31 milhões de brasileiros moram em lugares onde o esgoto corre a céu aberto. Diariamente, diz o estudo, são despejados em torno de 8 bilhões de litros de fezes, urina e outros dejetos nas águas dos córregos, rios e mar.  No município de Cariacica, segundo o Instituto, das 140.664 ligações de esgoto faltantes para a universalização do sistema, apenas 7.935 foram feitas, ou seja 6%, considerando os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A informação é que o município atende a apenas 20,19% da demanda de atendimento total de esgoto do município.   Em Vila Velha, das 86.692 ligações faltantes, foram feitas 8.324, enquanto o município da Serra fez 15.163 ligações das mais de 78 mil ligações faltantes para a universalização do sistema. Os municípios garantiram, respectivamente, 20,64% e 19,68% da demanda de atendimento total de esgoto em seus municípios.   Já o município de Vitória se destacou no estudo pelo investimento de 117% de sua receita em saneamento básico, atendendo 60,3% do indicador de atendimento total de esgoto. A cidade recebeu destaque por fazer todas as ligações faltantes de esgoto para a universalização dos servidos. A Capital lidera o ranking no que diz respeito à receita revertida em investimento, junto com Ribeirão das Neves (MG), Recife (PE), Teresina (PI), Praia Grande (SP) . Cidades que investiram acima de 80% de suas receitas na ampliação e melhorias do sistema de água e esgoto.   Em relação ao acesso à água tratada, o município de Vitória mais uma vez saiu na frente, cobrindo 100% do indicador de atendimento total. Em Vila Velha, esse percentual ficou em 99,1%, na Serra 99,31%, e em Cariacica 96,81%. Neste quesito, os municípios capixabas analisados ficaram dentro da média do País, onde o índice médio de atendimento da população com água tratada nas 100 cidades analisadas foi de 90,94%.

17/08/2012 / 0 Comments
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