Mais na coluna: Prêmio Jabuti; Oficinas Gratuitas; Biblioteca Itinerante; e Narrativas Periféricas Como noticiado na última coluna, após mobilização dos artistas, a Secretaria Municipal de Cultura de Cariacica afirmou que iria ampliar o prazo das inscrições dos projetos da Lei Paulo Gustavo. A nova data, que é 19 de novembro, foi publicada no Diário Oficial dessa quarta-feira (8). A mudança vale não somente para o edital de audiovisual, mas também para o das demais áreas da cultura. Facebook Outra mudança solicitada pelos artistas foi no prazo de execução dos projetos aprovados. Antes, era de até seis meses após a assinatura entre as partes. Agora, é de até oito meses, podendo ser prorrogado. Os proponentes devem encaminhar a documentação obrigatória por meio, exclusivamente, da plataforma Portal de Parcerias da Prefeitura de Cariacica. Tira-dúvidas A Secretaria Municipal de Cultura também criou um suporte via WhatsApp pelo número (27) 98818-5564, para quem quiser tirar dúvidas. Também oferecerá atendimento presencial por meio de agendamento na sede da secretaria, de segunda a sexta, das 11h às 18 horas, até o último dia dos prazos de envios dos projetos. Prêmio Jabuti Três capixabas estão entre os semifinalistas do Prêmio Jabuti 2023. A escritora Junia Zaidan disputa na categoria Conto com o livro Guia Anônima, lançado pela editora Cousa. Quem também chegou à semifinal foi Flávio Sarlo, na categoria Crônica. O escritor concorre com o livro Aquele Dia na Praia, da editora Leitura Fina. Na categoria Ciências Sociais, está o livro Tecnologia do Oprimido, de David Nemer, lançado pela editora Milfontes. A coluna deseja sucesso aos conterrâneos no maior prêmio da literatura nacional. Oficinas gratuitas Divulgação O Centro Cultural Tatajuba, no Maranhã, aterrissa no Espírito para a realização de oficinas formativas gratuitas. A primeira será Território e Cultura: reconhecendo o nosso espaço, de 20 a 24 de novembro, com inscrições abertas até a próxima quarta-feira (15), no link. A oficina Elaboração de Projetos Culturais Módulo 1 será de 27 de novembro a 1º de dezembro. As inscrições estão abertas até o dia 22 e devem ser feitas no link. O Módulo 2 da oficina Elaboração de Projetos Culturais será realizado de 4 a 8 de dezembro, e as inscrições estão abertas até o dia 29 no link. Locais As oficinas, no mês de novembro, acontecerão no espaço HUB ES+, na Praça Costa Pereira, Centro de Vitória. A Capital será a primeira cidade do Estado a receber o projeto, que também percorrerá outros municípios capixabas: João Neiva, Ibiraçu e Baixo Guandu, no norte; e Cariacica e Serra, na Grande Vitória, com previsão para janeiro. O projeto será realizado em mais de 25 municípios do nordeste, norte e sul, realizando 60 oficinas formativas gratuitas até março de 2024. Território e Cultura A oficina “Território e Cultura: Reconhecendo o Nosso Espaço”, ministrada pela cientista social e mestra em Ciências da Educação, Francisca Prates, se propõe a promover a reflexão sobre os espaço no qual os participantes vivem. Os alunos farão um mapeamento cultural em rede das iniciativas comunitárias. A oficina Elaboração de Projetos Culturais Módulo 1 vai tratar das etapas de criação de um projeto cultural, desde a concepção de uma ideia à escrita, passando pela estruturação do projeto em leis de incentivo à cultura e a captação de recursos. No Módulo 2, os participantes poderão aprofundar o conhecimento sobre a escrita de projetos, aprender sobre o cadastro de propostas no Sistema de Apoio às Leis de Incentivo à Cultura (Salic), como desenvolver a planilha orçamentária, reunir e organizar a documentação necessária. Biblioteca itinerante A Secretaria Estadual de Cultura do Espírito Santo (Secult/ES) foi selecionada pelo projeto MovCEU, do Ministério da Cultura (MinC), e vai receber duas vans equipadas com biblioteca, estúdio de gravação, equipamentos de produção digital, óculos 3D e projetor de vídeo. Os veículos atenderão a municípios com menos de 20 mil habitantes, especialmente áreas de sítios históricos e comunidades quilombolas. Biblioteca itinerante II O primeiro veículo vai percorrer a região do Sítio Histórico de São Mateus e quilombos localizados na região do Sapê do Norte, entre os municípios de São Mateus e Conceição da Barra. O segundo será destinado ao sul do Estado, nos Sítios Históricos de São Pedro do Itabapoana e Muqui, além de quilombos localizados em Itapemirim, Jerônimo Monteiro, Presidente Kennedy, Guarapari e Anchieta. Autores negros e indígenas Ana Luzes O projeto “Narrativas Periféricas”, realizado pela Ciclo Escola, vai comprar fanzines, cordéis e quadrinhos realizados por autores negros e indígenas da Grande Vitória; de Aracruz e Linhares, na região norte; e de Cachoeiro de Itapemirim, no sul do Estado. O objetivo é incluir essas obras nos acervos das 14 gibitecas que estão sendo montadas nas unidades socioeducativas do Espírito Santo. Visibilidade A iniciativa de comprar as publicações pretende dar visibilidade à literatura produzida por autores negros e indígenas, bem como incentivar a leitura de obras publicadas no Estado. Além disso, o projeto atua em toda a cadeia produtiva da literatura, comprando diretamente com os autores, em sebos e editoras. Com isso, espera-se que os jovens que cumprem medida socioeducativa – e representam um recorte específico da periferia – possam entrar em contato com obras de artistas locais que também são periféricos, consequentemente estimulando o engajamento no universo geek. Como fazer? Os interessados em vender seus exemplares devem entrar em contato até 15 de novembro, das 10h às 17h, em dias úteis, pelo telefone (27) 99821-1188, pelo e-mail projetos@cicloescola.com.br ou por mensagem direta no perfil de Instagram do projeto “Narrativas Periféricas”. Serão selecionados aqueles que tiverem valores compatíveis com os recursos financeiros do projeto. Até a próxima coluna! Email: elainerdalgobbo@gmail.com
Sugestão: Soul Kicthen
Comédia alemã, que ganhou vários prêmios, está disponível no Mubi e na Amazon Comédia alemã de 2009 que ganhou vários prêmios importantes, este filme de Fatih Akin é mais leve e diferente dos outros, que são quase sempre de temática política. Zinos é chef do restaurante Soul Kitchen, que vive mal das pernas devido à administração ruim, além dos problemas com a infraestrutura. Ele está carente porque a namorada Nadine vai fazer um intercâmbio em Xangai. No almoço de despedida com os sogros, Zinos encontra um amigo de infância Thomas e presencia a revolta de um cozinheiro criativo demais para os clientes, com paladar muito tradicional, que nesta noite se recusou a servir carpaccio quente. Ele arruma uma briga com o cliente e é demitido na hora. Apesar do comportamento colérico, Zinos vê nesse cozinheiro maluco um potencial parceiro para o Soul Kitchen. O chef Shayn gosta do conceito do local que era antes um galpão abandonado e aceita o trabalho, desde que possa reformular todo o cardápio. Zinos aceita, mas a ousadia de Shayn só afasta os clientes mais antigos. Na mesma semana que perdeu a clientela, Zinos ainda consegue uma hérnia de disco tentando carregar uma máquina de lavar louças sem um carrinho. Sabendo de suas dificuldades, seu amigo dos tempos de colégio Thomas reaparece, desta vez com uma oferta de compra pelo Soul Kitchen. Mesmo tentado a viajar para Xangai e matar as saudades da namorada, a memória afetiva do restaurante fala mais alto e Zinos se recusa a vendê-lo. Zinos, já meio esperança, oferece o espaço de graça para uma banda tocar. A apresentação traz novos clientes, fazendo o negócio voltar a gerar dinheiro. Seu irmão, que é um ladrão em liberdade condicional, quer ajudá-lo, porque se apaixonou pela garçonete Lucia. Nadine começa a pressioná-lo de Xangai e, sem conseguir aguentar a carência, Zinos cede a gestão do restaurante para o irmão. O humor deste diretor é um pouco estranho. Apesar de conter cenas trágicas e até deprimentes, o filme é classificado como comédia e o final é inverossímel e mal explicado. Embora aconteçam coisas boas na vida do protagonista, não é possível chamá-lo de “happy ending”, ou seja, bom para aqueles que gostam de humor ácido e não tão bom assim para quem simpatiza com os protagonistas, o filme está disponível no Mubi e na Amazon Prime.
Philipe Lemos sai da Serra e vai para Secretaria de Turismo de Casagrande
Jornalista foi nomeado para ocupar cargo na Serra após resultado das últimas eleições, visando 2024 A relação de pré-candidatos à Prefeitura da Serra, o maior colégio eleitoral do Espírito Santo, registra uma baixa nesta sexta-feira (10) pelas mãos do governador Renato Casagrande (PSB). Em nota nas redes sociais, ele anunciou que o atual secretário de Turismo do município, o jornalista Philipe Lemos (PDT), passará a ocupar a mesma pasta na gestão estadual, a partir de dezembro, em substituição a Weverson Meireles, presidente estadual do PDT. O gesto do governador, aliado do prefeito Sergio Vidigal (PDT), afasta Philipe Lemos da disputa na Serra, situação que já era alvo de comentários nos meios políticos tanto pela possibilidade de Vidigal disputar a reeleição quanto pela filiação ao PDT, em julho passado, do presidente da Câmara, Saulinho da Academia. No caso de escolher um palanque à sucessão, o vereador passou a ser apontado como o nome preferido do prefeito. Philipe Lemos foi indicado para ocupar a Secretaria de Turismo da Serra depois de candidatar-se à Câmara Federal em 2022 e, apesar de obter 45,2 mil votos, não conseguiu se eleger. No cargo, era tido como um nome que seria trabalhado por Vidigal para as eleições municipais de 2024. Já a debandada de Saulinho do Patriota foi motivada por falta de espaço, já que o partido era controlado pelo deputado Pablo Muribeca, também candidato à Prefeitura em 2024, porém, agora pelo Republicanos. Nessa quinta-feira (9), o quadro partidário sofreu alteração com a fusão do Patriota com o PTB. Os dois partidos desaparecem e serão substituídos pelo Partido da Renovação Democrática (PRD). O registro do PRD foi aprovado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com direito a R$ 22,8 milhões do Fundo Partidário, referente a valores de 2023. A nova legenda deve ter o número 25 na urna. A sucessão na Serra tem, por enquanto, profusão de pré-candidaturas projetadas no mercado político. Além do próprio prefeito e seu bloco, que ganhou mais um interessado nesta semana, o deputado estadual Alexandre Xambinho (Podemos), e de Muribeca, a relação inclui o ex-prefeito Audifax Barcelos, que no dia 2 de dezembro se filiará ao Partido Progressista (PP). Outros que se movimentam são o vice-prefeito do município, Thiago Carreiro (União); o ex-deputado Bruno Lamas (PSB); o vereador Igor Elson (PL) e dois cotados do PT, a vereadora Elcimara Loureiro e o ex-deputado Roberto Carlos. Xambinho confirma filiação ao Podemos e mira Prefeitura da Serra – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/politica/xambinho-confirma-filiacao-aopodemos-e-mira-prefeitura-da-serra
‘Não vamos aceitar que nossas crianças sejam retiradas da comunidade’
Floresta do Sul pede diálogo com Prefeitura de Pedro Canário e TCES sobre fechamento de 62% da oferta Como alertado há um mês pelo Comitê de Educação do Campo do Espírito Santo (Comeces), seguem a todo vapor as graves ameaças de fechamento de escolas do campo capixabas. O grito de socorro desta vez vem de Floresta do Sul, comunidade localizada no interior de Pedro Canário, extremo norte do Estado, e é referente à Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio (EEEFM) homônima. Nessa quinta-feira (9), estudantes, pais de alunos e moradores da comunidade realizaram um protesto na frente da escola, conseguindo assim realizar uma reunião, na quadra, com o diretor, Gastão Santos da Cunha, o secretário municipal de Educação, Everton Riazor Meira Pestana, o superintendente regional de Educação (SRE) de São Mateus, Jailson Mauricio Pinto, e outros gestores da SRE. “O grupo tomou ciência dessa agenda do diretor com o secretário e a superintendência e fez a manifestação na porta da escola. Foi só aí que chamaram a comunidade para conversar”, relata Vanderlei Rebonato, pai de aluno e funcionário da escola. Ele conta que a comunidade não havia sido comunicada formalmente até então sobre a municipalização e fechamento. “Sempre escutamos boatos, mas nunca fomos informados. Nosso questionamento sempre foi esse: por que nunca se buscou informar a comunidade sobre possível mudança, impactos que aconteceriam na comunidade? Hoje, só depois dessa mobilização, que fomos escutados”, protesta. Protesto contra municipalização e fechamento de turmas da EEEFM Floresta do Sul. Foto:Divulgação Durante a reunião, Vanderlei conta que os gestores disseram que a decisão de municipalizar a escola e fechar o ensino fundamental 2 e o ensino médio foi tomada em 2022 e não será revista. “Disseram que o termo foi assinado pelo prefeito [Bruno Araújo, do Republicanos] e que não tem como mudar. O secretário falou que ‘a gente foi obrigado pelo Tribunal de Contas a assinar o termo, porque ou assinava ou sofria sanção’”, relata. “A escola vai ofertar somente do 1º ao 5º ano em 2024, porque do 6º em diante e o ensino médio não serão mais ofertadas para a comunidade. Os estudantes serão alocados em outras escolas, mas não disseram onde”, acrescenta. Floresta do Sul possui cerca de 1,1 mil habitantes e dista 16 km da sede de Pedro Canário, conta o pai de aluno. Atualmente tem 125 alunos e 78 deles (62%) serão levados para outras comunidades. “A estrada é de chão e perigosa. Como vão colocar nossas crianças no transporte para outras escolas? E quando chover?”, questiona. “Nossa escola existe desde 1961. Primeiro, ofertou de 1ª a 4ª série. Em 1985, do sexto ao nono ano. E em 2006, passou a ofertar o ensino médio. Foi uma grande conquista ter esse crescimento da escola; O ensino médio dentro da comunidade possibilita ao jovem ficar na comunidade, poder trabalhar meio período, ter uma renda, ajudar a família na roça. A maioria dos estudantes aqui tem vínculo com agricultura. Eles vêm para a escola de manhã, e após o meio-dia vão fazer um serviço na roça com a família ou trabalhar com alguém para ganhar o trocadinho dele”, descreve Vanderlei, tocando em um ponto fundamental para as comunidades rurais. Amor à terra O fortalecimento da educação do campo é uma política pública central para a qualidade de vida das populações rurais e a própria sobrevivência da agricultura familiar, como bem explicou o secretário municipal de Educação de Santa Maria de Jetibá, na região serrana, Geraldo Thomas, ao falar com Século Diário sobre as razões pelas quais o município não assinou a TAG do TCE. “Uma situação que pontuei no ano passado é que a economia do município de Santa Maria passa pela agricultura. Se eu desvincular essa criança do campo, vou condenar o município, porque vou retirar receita do município, e também reduzir a produção de alimentos para todo o Estado. Quando eu retiro a criança do campo, desvinculo ela dessa realidade, em poucos anos, dez, treze anos, ele não retorna mais para o campo. Nós estamos olhando para o futuro”, expôs, na ocasião, o secretário. O município é referência em educação do campo, com o maior número de unidades escolares mantidas pela prefeitura, tendo realizado um movimento contrário ao que ocorreu nas demais cidades capixabas em ondas sucessivas a partir dos anos 1980: ao invés de fechar, abriu mais e mais escolas do campo, sempre atendendo às demandas das comunidades rurais. Não são isolados os casos em que as próprias famílias participam da construção e manutenção das escolas e toda ameaça ao ensino é recebida com pronta e intensa mobilização popular. Uma frase resume a perspectiva da população sobre a educação do campo e que é acatada historicamente pelos gestores do município vem da professora Marineuza Plaster Waiandt: “Se a criança não cresce no meio rural, não vai ter amor à terra, não vai voltar”, disse em junho a professora aposentada, especialista em Educação do Campo na comunidade de Alto Santa Maria e contadora de histórias pomeranas. Contação de histórias pomeranas pela professora Marineuza Plaster Waiandt. Foto: Arquivo pessoal O sentimento é compartilhado também em Pedro Canário, como bem posiciona a também professora Geysa Frinhani Brito, moradora de Floresta do Sul. “Nós, pais, não vamos aceitar que nossas crianças sejam retiradas da comunidade. Como mãe de uma criança que futuramente vai ser aluna da escola e moradora da comunidade, eu entendo que há um descaso do prefeito com a gente, porque ele não abriu nenhuma agenda para nos receber. A gente sabe que tem prefeitos que não assinaram, então tem outras formas de lidar com esse TAG do Tribunal de Contas”, afirma. ‘A ditadura já passou’ A intenção, conta Vanderlei, é protocolar uma ação civil pública (ACP) no Ministério Público e oficiar o Tribunal de Contas. “Também solicitamos uma agenda com o prefeito e vamos tentar chegar ao governo do Estado”, elenca. “A gente não pode aceitar tudo o que vem de lá para cá, não. A monarquia e a ditadura já passaram”, metaforiza. Vanderlei lembra de outras mobilizações realizadas por Floresta do Sul. “Fui presidente da associação
Papo de Repórter: comunidades escolares exigem diálogo
Lorenzo Pazolini e Euclério Sampaio sob pressão. Programa traz ainda notícias da semana e dicas culturais Papo de Repórter traz como Assunto da Semana as mobilizações de comunidades escolares em Vitória e Cariacica contra medidas das prefeituras, que tomaram atitudes sem diálogo prévio e agora se veem pressionadas. Os jornalistas Vitor Taveira e Elaine Dal Gobbo abordam as principais notícias da semana. O programa mostra ainda o bloco De Rolê, com dicas de atrações culturais para os próximos dias no Espírito Santo. — * Inscreva-se no canal do Século Diário no YouTube e ative o sininho para acompanhar as novidades. ** Se quiser ouvir este e outros programas em podcast, siga os canais do Século Diário no Spotify e Google Podcasts.
Dois ex-presidentes da Findes se articulam para voltar ao cargo
Léo de Castro e Marcos Guerra e os empresários Paulo Baraona e Tales Pena buscam apoio dos sindicatos para eleição em 2024 Divulgação Marcos Guerra e Leonardo de Castro, o Léo, são os dois ex-presidentes da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes) que já se movimentam para as eleições da entidade, que serão realizadas em abril de 2024. As articulações incluem, também, os empresários Paulo Baraona e Tales Pena Machado, vice-presidentes da atual diretoria, presidida por Cristhine Samorini, a Cris, eleita em 2020 e que teve o mandato prorrogado até julho do próximo ano. Presidente do Sindicato das Indústrias Gráficas do Estado (Siges), Cris foi eleita com o apoio do então presidente, Léo de Castro, e do seu pai, o ex-presidente da entidade Sérgio Rogério de Castro, falecido em 31 de outubro deste ano, que exerceu forte influência no meio empresarial por conta de sua extensa folha de serviços prestados. Ela foi a primeira mulher a ocupar o cargo, derrotando o empresário do setor cafeeiro Egídio Malanquini, atualmente fora das articulações, de acordo com fontes do meio empresarial. As mesmas fontes apontam a retração de influências da área política partidária no pleito, apesar das ligações de Marcos Guerra (Republicanos), que em 2004 e 2006 foi temporariamente senador da República, e tentou uma vaga na Assembleia em 2022. Já Léo de Castro, filiado ao PSDB, chegou a ser cogitado como candidato a senador ou a vice-governador no mesmo ano eleitoral. Os quatros candidatos vêm atuando separadamente, mas com articulações que poderão resultar em dois grupos. De um lado Marcos Guerra, correndo isolado e, de outro, Léo de Castro, Paulo Baraona e Tales Pena Machado, de Cachoeiro de Itapemirim (sul do Estado), do setor de mármore e granitos e um dos vice-presidentes da Findes. Eles buscam apoio dos sindicatos empresariais ligados à indústria e também da classe política. Os três tendem a formar uma aliança, da qual sairá o candidato, com Léo de Castro na frente das movimentações, aponta o mercado. Pelo regulamento da Findes, o presidente eleito, no mês de abril, terá dez dias para apresentar os nomes da nova diretoria, a ser referendada em nova votação no dia 10 de maio. Hoje em campos opostos, Léo de Castro e Marcos Guerra já estiveram juntos. Em 2017, Léo foi eleito por consenso dos 31 sindicatos habilitados a votar, com o apoio do então presidente Marcos Guerra, que, à época, declarou: “A candidatura do Leonardo é boa para a Findes, para a indústria e para o Espírito Santo. Vivemos um momento complicado para a economia atualmente, acredito que o diálogo e a união de propósitos em um mesmo projeto mostram que a Federação está acertando mais uma vez”. Guerra vinha à frente de uma gestão bem avaliada no meio, com o maior plano de investimentos da história da entidade, novos centros integrados, obras de ampliação e modernização das unidades, e promoção de ações de incentivo ao associativismo e de interiorização do desenvolvimento econômico do Espírito Santo, fortalecendo a imagem institucional do Sistema Findes. Léo de Castro destacou, em sua gestão, o diálogo com lideranças da indústria, dos demais setores produtivos e do poder público, com foco no empreendedorismo como ferramenta de desenvolvimento socioeconômico. Ele é diretor da indústria de plásticos Fibrasa, com sedes na Serra, Espírito Santo, e em Pernambuco, no Nordeste. Já Paulo Baraona foca suas movimentação em ações como a “Agenda Propositiva para Melhoria do Ambiente de Negócios da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes)”, cuja mais recente apresentação ocorreu em Conceição da Barra, formando a Regional Nordeste, com os municípios de Jaguaré, Pedro Canário e São Mateus. Atuante na indústria de construção civil, é destaque na área de obras públicas e ressalta a importância de parcerias entre o poder público e o privado para geração de emprego, renda e melhoria da qualidade de vida. “A Agenda possibilitará aos entes públicos e privados a atuarem de forma antecipada na melhoria do ambiente de negócios, contribuindo para ampliar a base industrial da região”, enfatizou.
Piso da Enfermagem: Instituto Acqua e governo são intimados pelo TRT
Falta de pagamento dos novos salários no Himaba tem que ser explicada até a próxima semana A juíza Denise Marsico do Couto, da 4ª Vara do Tribunal Regional do Trabalho do Espírito Santo (TRT/ES), determinou a intimação do Instituto Acqua e da gestão de Renato Casagrande (PSB) para se manifestarem sobre o não pagamento do piso salarial da Enfermagem no Hospital Estadual Infantil e Maternidade Alzir Bernadino Alves (Himaba), em Vila Velha, na Grande Vitória. Ambos deverão se manifestar no prazo de cinco dias, para esclarecer o ocorrido. A intimação é datada dessa quarta-feira (8). A audiência do processo está marcada para 1º de fevereiro de 2024. A medida é em decorrência da ação judicial movida pelo Sindicato dos Enfermeiros do Espírito Santo (Sindienfermeiros/ES) contra o Instituto Acqua, que administra o hospital. De acordo com a presidente da entidade, Valeska Fernandes, o Instituto Acqua recebeu a primeira parcela dos repasses e não pagou a todos enfermeiros e demais profissionais da Enfermagem. “O sindicato chegou a notificar a empresa e solicitou reunião, mas os argumentos em nada convenceram. O Instituto falou que também se reuniria com o Ministério Público e o Governo do Estado, alegou que a culpa do não pagamento não era deles. Mas o sindicato identificou que o Acqua só enviou o cadastro dos profissionais ao Ministério da Saúde quase no final de outubro, mas dizia que havia enviado em setembro, o que gerou todo esse problema para os trabalhadores”, destaca. Em outubro, os técnicos de Enfermagem do Himaba chegaram a fazer uma manifestação pelo pagamento do piso. Vestidos de preto e com bexigas da mesma cor, eles permaneceram em silêncio nos corredores do hospital e alguns também ficaram em frente ao equipamento. A diretoria do Himaba, no entanto, não se dispôs a dialogar com os trabalhadores, que acionaram o Sindicato dos Técnicos e Auxiliares de Enfermagem do Espírito Santo (Sintaen). Divulgação A entidade marcou uma assembleia com os técnicos para o dia 26 de setembro. Contudo, nove trabalhadores foram demitidos um dia antes, o que gerou medo nas pessoas, esvaziando a assembleia. Para garantir a permanência deles em seus postos de trabalho, o Sitaen move uma ação de reintegração. Himaba demite trabalhadores e sindicato anuncia ação de reintegração Nove trabalhadores foram demitidos após manifestação para reivindicar pagamento do piso da Enfermagem https://www.seculodiario.com.br/saude/himaba-demite-trabalhadores-e-sindicato-anuncia-acao-de-reintegracao
Audiência pública sobre plano de cargos e salários da Polícia Penal é adiada
Debate será no próximo dia 28. Decisão, para Anderson Faneli, gera ainda mais ansiedade na categoria A audiência pública para debater o plano de cargos e salários dos policiais penais foi remarcada para o dia 28 de novembro. Realizada pela Comissão de Segurança e Combate ao Crime Organizado da Assembleia Legislativa, o debate seria na próxima terça-feira (14), após solicitação do Sindicato dos Policiais Penais do Espírito Santo (Sinpp/ES). A entidade espera pautar os anseios da categoria quanto ao plano, que está em elaboração, mas sem a participação dos trabalhadores. A justificativa para o adiamento, conforme afirma o vice-presidente do sindicato, Anderson Faneli, é que, no dia seguinte, 15 de novembro, é feriado, e o presidente da Comissão, Danilo Bahiense (PL), está envolvido em atividades do seu partido, como um evento do PL Mulher, a ser realizado neste fim de semana, e a vinda ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao Estado, nesta sexta-feira (10), para receber a Comenda Domingos Martins e o título de cidadão espírito-santense na Assembleia Legislativa. O adiamento, afirma Faneli, causa ainda mais ansiedade na categoria. “A gente quer debater logo, discutir o mais rápido possível, antes que o projeto vá para a Assembleia”, diz. Ele acredita que o debate na Casa de Leis pode auxiliar no atendimento da reivindicação dos policiais penais, que é de que a proposta de plano de cargos e salários não seja votada em regime de urgência, passando pelas comissões. Assim, aponta, será possível debater sobre o tema, já que, apesar de os trabalhadores terem reivindicado sua participação na elaboração do plano, a gestão de Renato Casagrande (PSB) não atendeu ao pleito. Faneli informa que a proposta está na Procuradoria Geral do Estado (PGE) para análise jurídica e não é possível acessá-la. Depois vai para o Instituto de Previdência dos Servidores do Estado do Espírito Santo (IPAJM) para ser encaminhada ao gabinete do governador, que enviará para votação na Assembleia. Em setembro último, o Sindicato dos Policiais Penais protocolou, na Secretaria de Estado de Gestão e Recursos Humanos (Seger), uma proposta de tabela de subsídio. A informação que circula nos bastidores é de que o salário inicial a ser proposto pelo governo seria de R$ 4,3 mil, considerado baixo pelos trabalhadores. A proposta foi feita por meio de um estudo de um corpo técnico formado por advogados, economistas e representantes da categoria. Nele, a carreira é dividida em quatro níveis: PP Acesso, PP III, PP II e PP Especial. O salário inicial do PP Acesso seria de R$ 5,8 mil, e o final de R$ 7,6 mil. O do PP III começaria com R$ 7,2 mil e terminaria com R$ 9,5 mil. No caso de PP II, o inicial seria de R$ 8,5 mil e o final de R$ 11,3 mil. Por fim, PP Especial teria início com R$ 9,8 mil e fim com R$ 13 mil. Estrutura organizacional O documento aponta ainda que “o Departamento de Polícia Penal (DPP), órgão máximo da estrutura da PPES [Polícia Penal do Espírito Santo], vinculado à Secretaria de Estado de Justiça e subordinada diretamente ao governador do Estado, detém a incumbência de administrar, supervisionar, coordenar e gerir a PPES e os estabelecimentos penais do Estado”. Além disso, conterá os seguintes órgãos: gabinetes do diretor-geral, correcional, de formação profissional e capacitação, de inteligência e informação, de operações especiais, e superintendências regionais. Quanto aos cargos em comissão e às funções de confiança cujas atribuições se relacionem às áreas finalísticas do DPP, os trabalhadores apontam que devem ser privativos de policiais penais estáveis. Destacam, ainda, que a direção-geral deverá ser exercida por policial penal integrante da classe final da carreira; que as funções de direção são privativas de policiais penais que estejam, no mínimo, na Classe III da carreira, sem prejuízo da expedição de decreto do governador do Estado especificando critérios adicionais necessários à gestão penitenciária; e que para ocupar cargos em comissão e funções de confiança que exijam registro em conselho profissional, o policial penal deverá comprovar sua inscrição e regularidade no respectivo órgão de classe. No que diz respeito à carreira, conforme consta no documento, “fica instituída a carreira de Policial Penal, constituída do cargo único, de nível superior, de natureza típica e exclusiva de Estado, de caráter técnico-especializado”. Além disso, o desenvolvimento funcional se dará nas modalidades de progressão funcional e extraordinária. A progressão primeira será pela passagem de uma classe da carreira para a imediatamente superior. Para usufruir dela, o servidor deve ter adquirido estabilidade no cargo; ter cumprido 3 anos de efetivo exercício na mesma classe; obter o total de pontos no critério de avaliação estabelecido no inciso I do caput do art. 33 da Lei Complementar, obter o mínimo de 20 pontos no critério de avaliação estabelecido no inciso II do caput do art. 33 da Lei Complementar, e obter, no conjunto da avaliação administrativa do mérito, número de pontos não inferior a 70. As modalidades de progressão extraordinária, conforme consta na proposta, são “as realizadas por ato de bravura e post mortem”. “A progressão por ato de bravura se efetivará pela prática de ato considerado meritório e terá as circunstâncias para a sua ocorrência apuradas em investigação conduzida por membros da Comissão Permanente de Desenvolvimento Funcional”, aponta o documento, acrescentando que “também ocorrerá quando o policial penal restar permanentemente inválido em virtude de ferimento sofrido em ação policial”. Plano de Cargos e Salários da Polícia Penal será debatido em audiência pública Trabalhadores reivindicam participação na elaboração do plano, destaca Anderson Faneli https://www.seculodiario.com.br/seguranca/plano-de-cargos-e-salarios-da-policia-penal-sera-debatido-em-audiencia-publica
Eustáquio e Sônia vencem consulta para Reitoria da Ufes
Chapa alcançou 53,9% dos votos válidos, contra 46,1% da concorrente. Consulta contou com 7,6 mil votantes Com 53,9% dos votos válidos, a “Chapa 10 – Nossa Ufes: Incluir, Construir, Transformar” venceu a consulta à comunidade acadêmica para a Reitoria da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). Os escolhidos são o candidato a reitor Eustáquio de Castro, professor do Departamento de Química e vice-diretor do Centro de Ciências Exatas (CCE), e vice, professora Sonia Lopes Victor, do Departamento de Teorias do Ensino e Práticas Educacionais. Divulgação A consulta ocorreu nessa quarta-feira (8). A “Chapa 20 – Ufes+”, de oposição ao atual reitor, era encabeçada por Edinete Maria Rosa, professora do Departamento de Psicologia Social e do Desenvolvimento e diretora do Centro de Ciências Humanas e Naturais (CCHN), e tem como vice Maria Lúcia Teixeira Garcia, docente do Departamento de Serviço Social. Elas obtiveram 46,1% dos votos válidos. A consulta contou com a participação de 7,6 mil votantes, num universo de 29,5 mil aptos, ou seja, 26% participaram do processo eleitoral. Na separação por segmento, compareceram às urnas 67,6% dos professores, 66,76% dos técnicos e 19,79% dos estudantes. A chapa 10 obteve 698 votos dos professores, 759 dos servidores técnico-administrativos e 1,9 mil dos estudantes. Já a chapa 20, obteve 487 votos dos professores, 448 dos técnicos e 3,2 mil dos estudantes. Foram registrados, ainda, 15 votos brancos e nulos entre os docentes, 29 entre os técnico-administrativos e 36 entre os estudantes. Desde a manhã desta quinta-feira (9), os apoiadores parabenizavam a chapa vencedora nas redes sociais, pois faltava apurar somente os votos dos campi do interior, o que já previa, portanto, a vitória de Eustáquio e Sônia. A Ufes divulgou o resultado oficialmente somente após a apuração dos votos de São Mateus, no norte do Estado, e Jerônimo Monteiro e Alegre, no sul. Eustáquio avalia que a escolha da comunidade universitária foi pautada “na experiência e postura profissional mostrados nos cargos de gestão e na carreira acadêmica” e na aposta e um projeto coletivo. “Somos representantes de um projeto de uma comunidade que a gente ouviu. Nosso modelo de gestão será baseado naquilo que a comunidade expressou e também para além dos muros da universidade”, destacou. “Ir para além dos muros da Ufes”, afirma, “é dialogar com todos setores. Não é um mandato do Eustáquio e da Sônia, é um mandato das pessoas que têm compromisso com a universidade”. De acordo com ele, a gestão vai atuar com “efetividade e afetividade”. Eustáquio aponta que efetividade é no que diz respeito a “um serviço efetivo voltado para a gestão pública”, e afetividade seria “o foco no ser humano e no ambiente que o cerca”. “universidade não pode ser uma bolha, não pode ter um fim nela própria, é a sociedade a razão de sua existência”, diz. Durante a campanha, a “Chapa 10” buscou abarcar mais apoiadores dentro da própria comunidade acadêmica. Já a “Chapa 20” evidenciou que possui entusiastas entre representantes de movimentos sociais e figuras que ocupam cargos políticos. Uma delas a professora Ethel Maciel, secretária nacional de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA) – candidata mais votada na pesquisa informal de 2019, mas preterida pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A definição da lista tríplice de nomes para a escolha do presidente Lula ocorrerá em 11 de dezembro. Entretanto, é visto como praticamente impossível que se repita o que aconteceu com Ethel, uma vez que situações dessas na Ufes ocorreram somente na gestão de Jair Bolsonaro (PL) e na ditadura militar, portanto, em governos autoritários.
2020 – parte II
Prefeito de Aracruz vira personagem repetido dos discursos de Alcântaro Filho na Assembleia Legislativa Redes Sociais/Ales Primeiro ele se esquivou, manifestando dúvida se tentaria novamente a Prefeitura de Aracruz, no norte do Estado. Agora, volta cada vez mais seu alvo para o provável concorrente, prefeito Dr. Coutinho (PP), no plenário da Assembleia Legislativa. O tema desta semana do deputado Alcântaro Filho (Republicanos), já puxado antes, foi a taxa de lixo cobrada no município, apontado por ele como uma “aberração”. Alcântaro denunciou o “contrato como superfaturado” e aproveitou para acusar a gestão de “cabide de emprego”, inclusive da “família real”, modo como ele se refere aos parentes de Dr. Coutinho que têm cargo na prefeitura (mulher, filha e sobrinhos). A entrada de Alcântaro em campo começou a ficar mais evidente nas últimas semanas e fez o atual prefeito recalcular a rota. Dr. Coutinho sinalizava lançar a filha, Jessala Coutinho (PP), secretária de Ações Estratégicas, como sua candidata à sucessão, mas, o que ecoa no mercado, é que ele teria decidido disputar a reeleição. A presença do prefeito e de Alcântaro no tabuleiro tende a polarizar o pleito municipal, resultado de uma disputa acirrada em 2020, quando o deputado, que é ex-vereador, perdeu por apenas 162 votos. Outros atores se movimentam, mas resta saber se conseguirão ocupar território e permanecer no cenário. No aguardo das próximas cenas e articulações… ‘Corrupção’No discurso desta semana, Alcântaro destacou ainda que, após as cobranças, a prefeitura decidiu corrigir as “distorções nos valores”, reduzidos em 60%. Mas ainda considera a medida insuficiente: “precisa chegar a 90%”, afirma. Ele chama o caso de “corrupção do lixo”. Sobra umOs planos de Alcântaro em Aracruz esbarram no do correligionário, Alexandre Manhães, presidente da Câmara de Vereadores. Manhães pleiteia erguer o palanque, só que o deputado é o primeiro da fila partidária. Como se sabe, comanda a legenda no Estado o ex-presidente da Assembleia, Erick Musso, que é do município. BlocoAlcântaro pode agregar ao seu redor outros cotados na disputa, como major Wallace (Patri), terceiro colocado na eleição de 2020. Ele tem se manifestado em publicações do deputado nas redes sociais contra a gestão de Dr. Coutinho. Situação semelhante é registrada com o vereador Roberto Rangel (Podemos), oposição ao prefeito e aliado de Alcântaro. Agora…No cenário com a filha do prefeito, e não o próprio, como ficaria essa polarização com Alcântaro, hein?! Seria um teste e tanto, sem dúvidas! Coutinho, vale lembrar, se elegeu pelo Cidadania, mas pulou para o PP, onde também está Jessala. EspaçosOutra pergunta é sobre a esquerda de Aracruz, como – e se – virá? O PT lançou o servidor público Adilson Simao em 2020, mas o resultado foi inexpressivo. Hoje, o partido tem Vilson Jaguareté na Câmara, mas, até que se prove o contrário, sem pretensões no campo majoritário. A prioridade dos povos indígenas, aqui e na área nacional, é o legislativo. Espaços IIO PCdoB passou a ter representatividade em agosto deste ano, com a vereadora Rhayrane Pedroni, que assumiu no lugar de Carlito Candin (Solidariedade), cassado por fraude de gênero nas eleições de 2020. Apesar de ex-subsecretária de Planejamento na gestão de Coutinho, a vereadora tem feito críticas à prefeitura. O retornoPor falar no Republicanos, o ex-prefeito de Jaguaré Rogério Feitani se filiou para tentar retornar ao cargo no próximo ano. O atual prefeito é Marcos Guerra (Cidadania), que chegou a se licenciar este ano para tratamento de saúde. Segue…Feitani foi afastado da cadeira em 2019, por decisão judicial, após ser alvo de investigação por improbidade administrativa. Ele era do PMN. Nas redes“Finalmente! Após pressão da população e da Câmara de Vereadores, a Prefeitura de Aracruz propôs a redução de até 66% na taxa de lixo. Essa vitória é das mães e pais de família, das micro empresas e de todo mundo (…)”. Rhayrane Pedroni, vereadora de Aracruz pelo PCdoB. FALE COM A COLUNA: medeirosmanaira@gmail.com