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​Justiça Eleitoral libera desfiliação de Elcimara Loureiro do PP

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Vereadora da Serra já participa das articulações do PT e busca se consolidar na disputa à prefeitura Em decisão liminar proferida nessa segunda-feira (16), o juiz Lauro Coimbra Martins, do Tribunal Regional Eleitoral do Espírito Santo (TRE-ES), aceitou o pedido de desfiliação partidária da vereadora da Serra Elcimara Loureiro. A parlamentar foi eleita pelo Partido Progressistas (PP) em 2020 e deverá migrar, em breve, para o Partido dos Trabalhadores (PT), onde poderá concorrer pelo partido na disputa à Prefeitura da Serra em 2024. Em sua decisão, o juiz citou o fato de o próprio Diretório Estadual do PP ter emitido uma carta de anuência para a saída de Elcimara, tendo em vista as divergências entre ela e o partido no qual estava filiada, caracterizando uma Ação de Declaração de Justa Causa. Sendo assim, não haveria possibilidade de o Partido Progressistas requerer o mandato posteriormente. Além disso, a não desfiliação poderia incorrer no “perigo da demora”, uma vez que candidatos devem estar filiados a partidos com no mínimo seis meses de antecedência à data da eleição. “Diante de tal panorama, ressaltando que essa decisão não se confunde com o julgamento do mérito, posto que é superficial, tenho que restaram caracterizadas a probabilidade do direito e o perigo da demora, o que enseja a obtenção da tutela de urgência pleiteada, razão pela qual a defiro, reconhecendo, liminarmente, a existência de justa causa para a desfiliação partidária da Vereadora Elcimara Rangel Loureiro Alicio do PP/ES, consubstanciada na anuência do partido PP/ES Estadual, consoante § 6º do art. 17 da Constituição”, profere o juiz. O Diretório Estadual do PP será citado para dar resposta à decisão em até cinco dias úteis, e o parecer do procurador regional eleitoral também deverá ser colhido no processo. Movimentações  Com a desfiliação, Elcimara Loureiro está próxima de colocar os dois pés no PT oficialmente. Na prática, desde que recebeu a carta de anuência, ela já tem se articulado com a nova legenda, incluindo participação nos eventos partidários que debatem o pleito do próximo ano.  Dentro do Partido dos Trabalhadores, também apareciam como pré-candidatos a prefeito da Serra o jornalista Ronaldo Cassundé e o ex-deputado estadual Roberto Carlos. O primeiro já recuou da posição, colocando-se para disputar uma vaga como vereador. Já o segundo não tem se movimentado claramente, além de somar duas derrotas para a Assembleia Legislativa nas últimas eleições. Se perdeu Elcimara, o PP tenta ganhar a filiação do ex-prefeito Audifax Barcelos (ex-Rede, sem partido), que também é desejado pelo Partido Liberal (PL) para ser um possível concorrente no ano que vem ao atual prefeito Sérgio Vidigal (PDT), que deve disputar a reeleição. Outro candidato declarado à Prefeitura da Serra em 2024 é o deputado estadual Pablo Muribeca, que também recebeu, na semana passada, autorização para deixar o Patriota. Ele migrará para o Republicanos e contará em seu palanque com Democracia Cristã (DC), Partido Social Democrático (PSD) e Partido Municipalista Brasileiro (PMB). Convergências Jornalista sai do cenário majoritário e PT na Serra concentra articulação em Elcimara Loureiro https://www.seculodiario.com.br/socioeconomicas/convergencias

16/10/2023 / 0 Comments
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Família denúncia agressão da PM no bairro Engenharia à Corregedoria

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Marislene teve uma arma apontada para sua cabeça. O marido, a mãe, a avó, o filho e o cachorro também foram agredidos A família da estudante Marislene da Silva Feu de Oliveira, moradora do bairro Engenharia, no Território do Bem, em Vitória, teve a casa invadida pela Polícia Militar (PM) no último sábado (14). A ação, relata, aconteceu após seu marido, o porteiro Rodrigo Fernandes Santos, ir até a janela de casa ao ouvir gritos em uma residência próxima. Os PMs, então, ordenaram que ele saísse da janela. Diante da recusa, os policiais adentraram a casa e agrediram os moradores fisicamente, motivando a formalização de uma denúncia na Corregedoria da PM. Marislene informa que os gritos ouvidos foram por causa de uma ação da PM dentro de outra casa. Ao entrarem na sua residência, relata, os policiais colocaram uma arma em sua cabeça, na de sua mãe e na de seu filho de oito anos. Além disso, Rodrigo foi espancado com chutes e socos após as luzes da casa serem apagadas pela polícia. A violência sobrou até mesmo para o cachorro de estimação da família, que conforme consta na denúncia, é da raça American Bully e levou um tiro de bala de borracha após latir para os PMs. A estudante gravou a ação da PM na sua casa, mas ao tentar defender seu cachorro, afirma ter tido o equipamento retirado de suas mãos e o material gravado apagado por um dos policiais. Contudo, ela conseguiu recuperar os vídeos na lixeira. A estudante relata, ainda, que sua avó, de mais de 80 anos, passou mal, mas não teve ajuda dos policiais para ser socorrida, cabendo a Marislene entrar em contato com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). “Não somos bandidos. Meu marido é porteiro, minha mãe é aposentada, minha vó é aposentada. Somos pessoas de bem, não merecemos passar por isso. A gente não sabe a quem temer, se a Polícia ou os bandidos. Quem deveria nos defender está acabando com as nossas vidas. Tive medo de morrer”, desabafa. As queixas dos moradores do Território do Bem quanto à violência policial têm sido recorrentes. A situação motivou a paróquia Santa Teresa de Calcutá a realizar, em agosto, a Romaria das Famílias pela Paz, em Itararé, que fez parte da Semana da Família, realizada pela Igreja Católica anualmente, no mês de agosto. Também em agosto, foi realizado em Itararé o Dia Nacional de Lutas dos Movimentos Negros Pelo Fim da Violência Racista da Polícia, com uma manifestação que saiu da praça do bairro rumo ao quartel da PM, em Maruípe. No trajeto, os manifestantes pediam por políticas públicas de saúde, educação, geração de emprego e renda, direitos reivindicados por um público de faixa etária diversificada, abrangendo crianças, adolescentes e adultos. Romaria pede paz no Território do Bem e fim da violência policial Padre Kelder afirma que também serão denunciadas as recentes ações policiais no Morro do Macaco https://www.seculodiario.com.br/seguranca/romaria-pede-paz-no-territorio-do-bem-e-fim-da-violencia-policial Manifestação escancara casos de violência policial nas periferias https://www.seculodiario.com.br/seguranca/manifestacao-escancara-casos-de-violencia-policial-nas-periferias

16/10/2023 / 0 Comments
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Guerra às drogas e direitos humanos são temas de evento sobre segurança pública

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Com índices alarmantes na área, Estado vai sediar jornada que mobiliza entidades em caráter permanente Estado com a segunda maior taxa de letalidade policial, a maior taxa de Mortes Violentas Intencionais (MVI) e líder absoluto nas taxas de latrocínio e lesão corporal seguida de morte na região Sudeste, o Espírito Santo será o local das “Jornadas de Políticas de Segurança Pública e Direitos Humanos”, no próximo dia 26, para debater o tema “Segurança Pública, Guerra às Drogas e Desmilitarização das Polícias”. A proposta nasceu nas reuniões em apoio ao Território do Bem, que compreende os bairros de Itararé, Jaburu, Bairro da Penha, Bonfim, Engenharia, Consolação, Floresta, Gurigica e São Benedito, locais de recorrentes casos de violência aos moradores. As mortes ocorridas em agosto deste ano despertaram, além dos moradores, reações de representantes da sociedade civil e o padre Kelder Brandão, da paróquia Santa Teresa de Calcutá e coordenador do Vicariato para Ação Social, Política e Ecumênica da Arquidiocese de Vitória. As jornadas contam com o apoio de organizações da sociedade civil, movimentos populares, centrais e sindicatos e de mandatos de parlamentares do campo da esquerda da Assembleia Legislativa, as deputadas Iriny Lopes (PT) e Camila Valadão (Psol) e o deputado João Coser (PT), e dos vereadores de Vitória André Moreira (Psol) e Karla Coser (PT). O evento será realizado das 15h às 19h, no Cine Metrópolis, na Universidade Federal do Estado (Ufes), no Campus Goiabeiras, com entrada gratuita. Participarão o antropólogo, cientista político e escritor Luiz Eduardo Soares; o delegado de Polícia aposentado e coordenador nacional do Movimento Policiais Antifascismo, Orlando Zaccone; a professora do Departamento de Psicologia da Ufes Luizane Guedes Mateus; e a integrante do Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH), Galdene dos Santos. A comissão organizadora destaca que as pautas das jornadas estão na ordem do dia país afora e não é diferente no Estado, “onde são recorrentes as violações cometidas pelas forças de segurança pública contra moradores das comunidades empobrecidas e periféricas, especialmente os jovens negros”. Destaca que “a polícia, em nome da guerra ao tráfico de drogas e de armas, promove ações truculentas sobretudo nas zonas de maior exclusão das cidades. Muitas vezes essas ações resultam em prisões arbitrárias, excessos por parte dos policiais e até em mortes. Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2023, que analisa os números referentes a 2022, o Estado detém a segunda maior taxa de letalidade policial da região Sudeste”. Os temas propostos pelas jornadas estão baseados em dados do Anuário, que revela que o Espírito Santo tem uma taxa de violência elevada. Nos números de homicídios, por exemplo, supera Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, e também é líder absoluto nas taxas de latrocínio e lesão corporal seguida de morte no Sudeste. A organização das jornadas já definiu a data e a pauta do 2º encontro. “Segurança Pública, Gênero e Relações Étnico-raciais”, que será realizado em 30 de novembro. Esses dois primeiros encontros serão o embrião para o ciclo de debates que deve ser retomado em 2024. Após o debate do dia 30 de novembro, haverá uma avaliação dos dois primeiros encontros. “Nesse balanço, as entidades devem discutir uma agenda de jornadas para o próximo ano e definir os novos eixos temáticos. A proposta da jornada é ser permanente. A expectativa de que os debates aprofundem a discussão com a sociedade e apontem caminhos para tirar a segurança pública capixaba da encruzilhada que se encontra hoje”, informam os mobilizadores. O evento tem o apoio do Vicariato para Ação Social, Política, e Ecumênica da Arquidiocese de Vitória – ES/Comissão de Promoção de Dignidade Humana; Movimento Nacional de Direitos Humanos – ES (MNDH-ES); Movimento Negro Unificado (MNU); Associação dos Docentes da Ufes (Adufes); Movimento dos Policiais Antifascismo; Núcleo de Estudos de Violência da Universidade Federal do Espírito Santo (Nevi-Ufes); Parlamentares da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa e da Câmara de Vitória; Sindicato dos Bancários/ES; Intersindical – Central da Classe Trabalhadora; Central Única dos Trabalhadores (CUT); e Sindicato dos Ferroviários (Sindfer).

16/10/2023 / 0 Comments
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Tempo integral vai ser debatido em Tabuazeiro com técnicos da prefeitura

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Após pressão da comunidade escolar, vereador de Vitória Anderson Goggi agendou reunião no CMEI do bairro O vereador de Vitória Anderson Goggi (PP) vai realizar uma reunião nesta terça-feira (17) com a comunidade escolar do Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Jacy Alves Fraga, em Tabuazeiro, às 18h30, na unidade de ensino. A pauta é a adoção do modelo integral a partir de 2024. A mudança, anunciada pela Secretaria Municipal de Educação (Seme), tem encontrado resistência na comunidade escolar, que aponta falta de diálogo no processo de implementação. Pai de estudante do CMEI, José Carlos Durans relata que assim que a adoção do modelo integral foi anunciada pela Seme, a comunidade procurou o vereador para intermediar a questão. Contudo, recebeu como resposta de Goggi que ele havia reivindicado à gestão de Lorenzo Pazolini (Republicanos) a construção de uma nova unidade de ensino para funcionamento integral, e não a criação de uma unidade de tempo parcial ou com horário misto, que contemple também, portanto, o modelo integral. José Carlos afirma que, mesmo após a coleta de 482 assinaturas no abaixo-assinado feito pela comunidade escolar para fazer sua reivindicação, não houve procura por parte do vereador para debater o assunto, o que aconteceu somente depois de pressão em suas redes sociais por parte da comunidade. Em uma publicação compartilhada po Goggi, é informado que o encontro contará com a presença de técnicos da Seme, mas não fala sobre a possibilidade de participação da secretária de Educação, Juliana Roshner.  O Jacy Alves Fraga é o único CMEI do bairro. Na impossibilidade de matricular as crianças no tempo integral, a única saída seria procurar unidades de ensino de bairros vizinhos. No entanto, a violência é apontada como um impeditivo, pois a locomoção dos moradores entre as comunidades não é bem vista pelo tráfico. Os responsáveis pelos estudantes também questionam que, no período integral, as aulas terminarão às 16h, o que os impossibilitaria de buscar as crianças, por ser horário de trabalho. A prefeitura disse que o CMEI irá funcionar de forma integral em uma nova infraestrutura, que está sendo construída. Em reunião entre a comunidade escolar e Juliana Roshner, foi proposto que isso acontecesse, mas que o atual imóvel continuasse funcionando como um CMEI, só que não de forma integral, para atender a demanda de quem não pode ou não quer aderir ao outro modelo. Há ainda aqueles que defendem a possibilidade de permanência da criança em casa em um turno, o que entendem como um direito das famílias. Contudo, a secretária de Educação falou que, para continuar usando o imóvel para esse fim, seria necessário fazer mudança na infraestrutura, como a construção de uma cozinha, já que a alimentação é trazida de fora. Foi sugerido, então, que as mudanças estruturais fossem feitas, o que não foi acatado pela gestão municipal. Outro problema é a imposição aos docentes da atuação em tempo integral, portanto, quem tem cadeira em outros municípios ou na rede estadual de ensino, teria que optar por uma delas. A tendência, neste caso, é que os profissionais saiam de Vitória, já que a cidade paga o menor salário para o magistério na região metropolitana. Coletadas 482 assinaturas por unidade de tempo parcial ou misto em Tabuazeiro Após anúncio de que CMEI passará para integral, comunidade escolar apontou falta de diálogo na tomada de decisão https://www.seculodiario.com.br/educacao/coletadas-482-assinaturas-por-unidade-de-tempo-parcial-ou-misto-em-tabuazeiro CMEI em Tabuazeiro adotará período integral, mas comunidade escolar é contra Mudança foi anunciada pela Prefeitura de Vitória sem diálogo, apontam responsáveis e profissionais https://www.seculodiario.com.br/educacao/cmei-em-tabuazeiro-adotara-periodo-integral-mas-comunidade-escolar-e-contra

16/10/2023 / 0 Comments
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​Audiência em Aracruz coloca em pauta inclusão na região metropolitana

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Câmara Municipal aprovou o debate, em mobilização que se soma a projeto em tramitação na Assembleia Prefeitura de Aracruz A Câmara de Aracruz, no norte do Estado, realizará nesta quinta-feira (19), às 18h30, uma audiência pública sobre a proposta de inclusão do município na Região Metropolitana da Grande Vitória (RMGV). O requerimento para o debate foi apresentado pelo vereador Vilson Jaguareté (PT) e aprovado em plenário. De acordo com a Câmara, serão cinco vagas para pessoas da sociedade civil participarem como expositores, pelo tempo máximo de cinco minutos cada um. Os interessados devem se inscrever até esta segunda-feira (16). Um projeto de lei sobre o tema, de autoria da deputada estadual Iriny Lopes (PT), foi protocolado na Assembleia Legislativa há um mês, mas ainda está na fase de elaboração do parecer pela Procuradoria-Geral da Casa. A principal motivação da proposta é a possibilidade de inserção do município no Sistema Transcol, o que poderia ajudar a resolver os problemas com transporte coletivo. “Não conseguimos encontrar nenhuma saída para o agudo problema de transporte coletivo no município de Aracruz. As pessoas de Vitória e dos outros municípios não têm ideia do que é o sofrimento da população em relação a essa questão do transporte. Não foi uma ideia de última hora, nós estamos discutindo isso com a comunidade de Aracruz há quase cinco anos”, discursou Iriny Lopes durante a sessão em que o projeto foi lido no plenário da Assembleia. A deputada estadual também argumentou que o projeto beneficiaria Aracruz e a Região Metropolitana em termos de desenvolvimento. “Eu vejo diversos fatores positivos. Primeiro que reafirmar e fortalecer regiões metropolitanas têm sido objeto de resolução de diversos problemas na área da saúde, na área ambiental, na área educacional, nas questões de segurança pública e também na questão do transporte”, defendeu. Pela proposta, a Lei Complementar nº 318, de 17 de janeiro de 2005, seria alterada para que incluísse Aracruz entre os municípios que já fazem parte da região metropolitana: Cariacica, Fundão, Guarapari, Serra, Viana, Vila Velha e Vitória. Atualmente, o município está na microrregião do Rio Doce, junto com Ibiraçu, João Neiva, Linhares, Rio Bananal e Sooretama. Além disso, o projeto também prevê a reestruturação do Conselho Metropolitano de Desenvolvimento da Grande Vitória (Comdevit) e autorização para o governo instituir o Fundo Metropolitano de Desenvolvimento da Grande Vitória (Fumdevit). Vilson Jaguereté, em pronunciamento na Câmara de Aracruz, saudou o projeto de Iriny Lopes como um “feito histórico”, e conclamou seus colegas parlamentares a se articularem com seus correligionários na Assembleia para garantir votos favoráveis à proposta. “Essa questão é apartidária. É bom para o município”, argumentou. Como parte da mobilização em torno do tema, vereadores de Aracruz também participaram de uma reunião, em setembro, na sede da Companhia Estadual de Transportes Coletivos de Passageiros do Estado (Ceturb/ES), em Vitória, quando debateram a viabilidade da inclusão do município no Sistema Transcol. Em 2019, um abaixo-assinado com essa demanda reuniu assinaturas de moradores. Problemas  O serviço de transporte coletivo de Aracruz tem sido alvo de constantes reclamações nos últimos anos. Atualmente, a empresa responsável por todas as linhas de ônibus é a Cordial. Em maio passado, após sucessivas reclamações e descumprimento de acordos, a Prefeitura de Aracruz decretou a caducidade do contrato – ou seja, a extinção – com a empresa Expresso Aracruz, que operava em parte das linhas. Uma das insatisfações atuais é com o preço alto das passagens de ônibus, que chega a custar R$ 15,75 em um dos itinerários, da Sede a Rio Preto – apesar de a empresa concessionária receber subsídio de R$ 2,76 milhões da Prefeitura de Aracruz. Também há críticas motivadas por mudanças de horários dos itinerários, não retorno de linhas suspensas durante a pandemia de Covid-19 e atendimento ineficaz a algumas áreas do município.“Os ônibus do Transcol já até chegam em Aracruz, mas só como ponto final, na divisa com Fundão”, afirma Júlio Cezar Florentino Perini, que representa o Sindicato dos Servidores Municipais de Aracruz (Sisma) no Conselho Municipal de Trânsito e Transporte (Comtrat).  Ele ressalta que Aracruz tem se desenvolvido muito, com instalação de grandes projetos econômicos, e, “com o Sistema Transcol, a gente também poderia desenvolver melhor outras questões, como o atendimento a pessoas com deficiência e gratuidade para estudantes. E estando na região metropolitana, facilitaria outros investimentos no desenvolvimento”. Projeto para incluir Aracruz na Grande Vitória é protocolado na Assembleia – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/cidades/projeto-para-incluir-aracruz-na-grande-vitoria-e-protocolado-na-assembleia

16/10/2023 / 1 Comment
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Mubi: O Espelho da Bruxa

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Clássico mexicano é tão esdrúxulo, que consegue ser engraçado Clássico mexicano cult disponível na plataforma Mubi, o filme O espelho da Bruxa é tão esdrúxulo, que consegue ser engraçado. Em um casarão estranho e horrível, o médico Eduardo vive com sua odiada esposa. Ela dá sinais de que não está feliz no casamento e suspeita muito do marido, mas ainda assim, acha impossível que ele seja radical o suficiente para querer matá-la. A madrinha da esposa, que também é governanta da casa, alerta-a do seu destino fatalista vaticinado pelos espíritos malignos. Mesmo ciente da previsão, Elena confia em Eduardo, que consegue envenanar sua bebida à noite. Pouco tempo depois do falecimento, Eduardo nem tenta fingir o luto e já apresenta sua nova namorada e futura noiva, Débora, para a governanta. Com ódio da traição, o fantasma de Elena começa a assombrar a casa. Eles suspeitam que seja alguma brincadeira ou que enlouqueceram. A ciumenta Débora não abre mão do amor de Eduardo e prefere enfrentar a assombração do que fugir de casa. Elena, com seus poderes de bruxa, atea fogo em Débora, deixando-a monstruosa, e Eduardo ainda incrédulo não desanima e promete que vai conseguir recuperar seu rosto desfigurado. Dois cadáveres femininos desaparecem misteriosamente do cemitério, o detetive Gamboa se encarrega do estranho caso. Como sempre aconcetece nos filmes de Cardona Jr, o protagonista é um homem de ciência racionalista, mas que é incapaz de enxergar um palmo diante do nariz, porque tanto a governanta quanto a ex-esposa são bruxas e praticam a magia na mesma casa em que o doutor vive e pratica a medicina. Eduardo é, sem dúvida, o maior culpado da história, mas por algum motivo oculto, Elena se vinga da atual mulher Débora e não do ex-marido. O filme comete alguns erros básicos, como apresentar personagens importantes do meio para o final e não no início. No desfecho final, toma um rumo completamente doido, incluindo elementos aleatórios na trama. Além do Mubi, O Espelho da Bruxa está disponível no DVD obras primas do terror: terror mexicano da Versátil Home Vídeo.

15/10/2023 / 0 Comments
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Haja papel!

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Ontem como hoje, a ditadura do papel impresso é imbatível Minhas primeiras pretensões literárias foram datilografadas numa velha Remington preta, carro longo, bastante pesada para imprimir muitas cópias a carbono, como exigia então nossa obsoleta burocracia. Com tantos avanços da tecnologia, mudaram as ferramentas de escrever, mas a burocracia mudou muito pouco. O carbono fazia uma tremenda sujeira em tudo que pegasse, e pelo menos esse foi eliminado com o advento dos computadores. Mas a burocracia… * Ontem como hoje, a ditadura do papel impresso é imbatível. A papelada vai se acumulando pela vida afora, como poeira pelos cantos de uma casa fechada. Documentos que precisam ser mostrados para comprovar que ainda estamos vivos e pagamos as nossas contas têm a validade de cinco ou dez anos, mas já estão soprando 30 velinhas no fundo das gavetas. Coisas que podem ser necessárias, comprovantes disso ou daquilo, ou que têm intrínseco valor emocional, ou sabe-se lá o que mais. Haja papel! * Outro dia fiz uma comprinha em um supermercado da Praia do Canto, ou da Direita, ou da Esquerda, não lembro mais. Fila enorme, e depois de registrar os dois artigos na registradora, que é um computador camuflado, a atendente puxou da gaveta um caderninho e renumerou minha compra outra vez – a lápis! Entendi o motivo da longa fila. Pior, porém, são esses minúsculos comprovantes de voto, feitos para serem perdidos. Por que comprovantes, se ficou registrado nos computadores do TRE que você cumpriu seu sagrado dever cívico? Se o voto é um privilégio, por que é preciso provar que votamos? * As estatísticas nos desanimam – mesmo nos tempos da ditadura digital, o consumo de papel aumentou em 60% nos últimos 5 anos, e está longe de desaparecer da nossa vida. Quem gasta mais? As exigências legais põem a indústria imobiliária no topo desta lista. Quem já comprou algum imóvel, por modesto que seja, perdeu a conta das folhas e folhas e cópias de cópias onde precisou assinar – Nome completo ou rubrica? Melhor pôr os dois. Haja celulose! * O mundo financeiro não fica muito atrás – quanto papel é preciso para imprimir o seu salário? Com tantos cartões de crédito disponíveis e na maciça preferência pelas transações online, o velho dinheirinho de papel inventado na China continua circulando. Nos grandes investimentos, a papelada também abarrota os cofres de segurança. Atrás desses vem a assistência médica. Deu no Medical Finance: nos States, um hospital de + ou – 1.500 leitos imprime cerca de oito milhões de folhas de papel por mês! Haja celulose! * Adicione-se a essa lista de consumidores desenfreados a empacotadora – a indústria de pacotes. Quase tudo que se compra vem dentro de uma caixa, que nas entregas online vem dentro de outra caixa. As sacolas plásticas deram sumiço no papel de embrulho usado antigamente, mas isso foi pular da frigideira para cair no fogo – as de plástico poluem ainda mais. Se hoje rabisco essas mal-traçadas linhas em um laptop de alta geração estou diminuindo o consumo de papel? Pois sim! As gavetas da direita brigam com as gavetas da esquerda – Aqui não cabe mais nada, põe do outro lado!

15/10/2023 / 0 Comments
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Política ES: Luiz Paulo e sua candidatura à Prefeitura de Vitória

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Ex-prefeito da Capital fala sobre rumos do PSDB, sua pré-candidatura e o diálogo com outros partidos  Ex-prefeito de Vitória e ex-deputado federal, Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB) é o entrevistado do Política ES. Eleito presidente do PSDB na Capital capixaba em setembro passado, ele comenta os rumos do partido, sua pré-candidatura para tentar voltar à Prefeitura de Vitória e os diálogos que vem sendo construídos a partir da Federação PSDB-Cidadania e outros partidos para a construção de uma candidatura unitária. — * Inscreva-se no canal do Século Diário no YouTube e ative o sininho para acompanhar as novidades. ** Se quiser ouvir este e outros programas em podcast, siga os canais do Século Diário no Spotify e Google Podcasts.

15/10/2023 / 1 Comment
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Encontro reafirma bandeiras e Feminismo Camponês Popular no Estado

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Encontro ecelebra lançamento dos quintais produtivos e mantém combate à violência contra a mulher Divulgação/MMC-ES Ao completar 40 anos, o Movimento de Mulheres Camponesas (MMC) destaca duas bandeiras históricas em âmbito internacional e capixaba: os quintais produtivos e a violência doméstica. No 4º encontro estadual, realizado nesses sábado e domingo (14 e 15), as participantes revisitaram a história do movimento, desde as primeiras conquistas, ainda na década de 1980, com a documentação que lhes garantiu direitos de trabalhadoras rurais – acesso à aposentadoria, auxílios maternidade e doença e outros direitos previdenciários, além de financiamentos bancários –, celebraram o lançamento do programa dos quintais pelo governo federal e reafirmaram a luta constante contra a violência, que, ao contrário da primeira pauta, teve retrocessos nos últimos anos. “A principal bandeira é o fim da violência contra as mulheres. Depois vêm todas as outras bandeiras de luta: alimentação saudável, resgate das ervas medicinais e medicina alternativa, as sementes crioulas, o antirracismo, o combate à LGBTfobia…”, afirma Cida Sian, integrante da direção estadual e da coordenação nacional do MMC no Espírito Santo. O encontro foi realizado às vésperas do Dia de Direito à Alimentação Saudável, comemorado todo 16 de outubro. “É uma das datas que nós, mulheres camponesas, temos como dia de luta”. Participaram camponesas de vários municípios do norte do Estado – Linhares, Nova Venécia, Boa Esperança, Montanha, Vila Valério, São Mateus e Vila Pavão – além de lideranças nacionais do movimento, como a advogada Rosângela Piovesan, e lideranças políticas capixabas como a deputada estadual Iriny Lopes e a vereadora de São Mateus Ciety Siqueira, ambas do PT. O clima que predominou, afirma Cida, foi de celebração e esperança, mas com consciência dos riscos que o país ainda corre, de novos retrocessos na garantia e conquista de direitos constitucionais de fundamentais. “Estamos em um momento de muita esperança, mas com os pés no chão, porque o governo [Lula foi eleito por uma frente ampla e com um Congresso de maioria de direita, formado por homens, velhos, brancos e ricos. E quando atacarem os direitos da população, as primeiras a sofrerem são as mulheres”, explica. Decreto federal Um ponto importante de comemoração, destaca, é a expectativa pelo lançamento do primeiro edital do programa Quintais Produtivos, pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDA). A formalização do programa foi feita ao final da Marcha das Margaridas, com a publicação do Decreto nº 11.642, de 16 de agosto de 2023. Os objetivos são “promover a autonomia econômica das mulheres rurais por meio de: estruturação de quintais produtivos; articulação das mulheres em grupos ou organizações coletivas; auxílio no acesso às políticas públicas de apoio à produção e comercialização de alimentos; acesso a equipamentos, máquinas, implementos, utensílios e insumos necessários à instalação ou à ampliação de quintais produtivos; e tecnologias sociais de acesso à água”. Segundo a normativa, os quintais produtivos também poderão ser utilizados para atividades educacionais e comunitárias que promovam a conscientização sobre a importância da produção local de alimentos saudáveis, a valorização da diversificação da produção e a adoção de técnicas de manejo, conservação e uso do solo e da água. O programa prevê ainda o controle social, que poderá ser feito pelas organizações representativas das mulheres rurais, no âmbito do Comitê de Mulheres do Conselho Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável (Condraf). “O quintal produtivo é aquele espaço que a mulher tem em volta de casa, que é onde, por causa do machismo, o único lugar que sobra para ela produzir alimentos para a família: frutas, verduras, legumes, pequenas criações…que são 50% das fontes de alimentos, em média”, descreve a diretora. Na maior parte das propriedades rurais, compara, os maridos exigem que sejam plantadas as culturas comerciais, geralmente monoculturas, de café, pimenta-do-reino, que predominam no norte do Estado. No Espírito Santo, a previsão é de que sejam criadas 136 unidades, em diferentes municípios, com cerca de R$ 10 mil para cada projeto, liberados a fundo perdido. “Dá para fazer uma pequena criação de galinhas, uma horta, plantar algumas frutíferas, criar um viveiro de mudas de flores. Também pode ser usado para apoiar o artesanato que a mulher produz ou quer produzir ou uma pequena agroindústria”, conta. Quintais produtivos no norte do Espírito Santo, construídos com recursos próprios das camponesas. Foto: Divulgação/MMC-ES Quintais produtivos no norte do Espírito Santo, construídos com recursos próprios das camponesas. Foto: Divulgação/MMC-ES Quintais produtivos no norte do Espírito Santo, construído com recursos próprios das camponesas. Foto: Divulgação/MMC-ES Alimentos colhidos em quintais produtivos no norte do Espírito Santo, construídos com recursos próprios das camponesas. Foto: Divulgação/MMC-ES Saúde física Ainda na área de saúde, o encontro contou com uma atividade facilitada por uma professora de Educação Física, que ensinou alguns exercícios para que as mulheres possam fazer sozinhas em casa – uma questão muito importante, pois o trabalho na roça acaba por trazer danos ao corpo das mulheres, principalmente nos joelhos e nas costas. “São movimentos repetitivos, que machucam a gente. Agora mesmo, na ‘desbrota’ do café, precisa tirar os brotos de cada planta. É uma coisa que eu não aguento mais fazer, por causa dos meus joelhos. É muito levanta e abaixa, o dia todo. Tem também muito trabalho com excesso de peso. Chega no final do dia, a gente está tão cansada que não consegue fazer mais nada, só quer deitar e descansar”. Violência doméstica Outra pauta histórica do MMC, por sua vez, tem sofrido retrocessos, relata Cida. “O individualismo é muito grande nos territórios camponeses. É difícil tentar ajudar uma mulher que passa por violência, porque toda a família, todo mundo diz que não deve se envolver, que é questão particular dela, mas a gente sabe que não é assim”, lamenta. De qualquer forma, a diretriz do Movimento diz que continuar prestando o apoio necessário. “O que a gente faz é prestar informação, afirmar que não se deve jamais desistir. Se a gente sabe do caso, se oferece para ir junto fazer a denúncia. Mas infelizmente, eu não vejo evolução, não. Por mais que a gente faça formação, que se coloque ao lado, muitas têm medo de tomar a

15/10/2023 / 0 Comments
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Teatro de Cachoeiro segue sem previsão de retomar funcionamento

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Casagrande chegou a anunciar R$ 5 milhões para a reforma; espaço está parado desde 2020 Divulgação O Teatro Municipal Rubem Braga, em Cachoeiro de Itapemirim, no sul do Estado, está sem funcionamento desde que foi atingido por uma enchente, em janeiro de 2020. Em maio deste ano, o governador Renato Casagrande (PSB) anunciou que havia autorizado um convênio com a Prefeitura de Cachoeiro, para repassar R$ 5 milhões para a reforma do espaço. Mas, passados cinco meses do anúncio, ainda não há sinal de obra no local. A situação foi mencionada pelos vereadores Osmar Chupeta (Republicanos) e Ary Corrêa (Patriota), ambos de oposição ao prefeito Victor Coelho (PSB), em recente sessão ordinária da Câmara Municipal. No início de outubro, durante a audiência pública da Caravana de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa, o tema também foi abordado, com destaque para o fato de que foi instalado, no início deste ano, um tapume metálico no entorno do teatro, para evitar que seja utilizado por pessoas em situação de rua. “É uma construção hostil. Eu estive lá conversando com pessoas em situação de rua, e me falaram que tinham ocupado o teatro, já que ele não estava sendo devidamente utilizado, mas foram retirados. Antes disso, o teatro tinha sido depredado. Essa situação é muito mais profunda, representa o descaso do poder público”, denunciou, na ocasião, a representante do Conselho Municipal de Política Cultural de Cachoeiro, Amanda Malta. Quando a proteção metálica foi instalada, parte da população chegou até mesmo a considerar que a reforma estava prestes a começar. Entretanto, logo ficou claro que a real intenção era evitar que a fachada do teatro fosse ocupada. Atualmente, pessoas em situação de rua costumam ficar na parte de trás do prédio, em frente a uma das entradas do estacionamento de um supermercado. Projetos de reforma Inaugurado em 28 de abril de 2000, o Teatro Municipal Rubem Braga chegou a alcançar média de 35 mil espectadores por ano, de acordo com a Prefeitura de Cachoeiro. A enchente que o danificou ocorreu no mesmo ano em que completaria 20 anos de funcionamento. Ainda em 2020, quando a pandemia de Covid-19 já havia surgido, a gestão do prefeito Victor Coelho informou que os projetos para a reforma estavam sendo elaborados internamente. Entretanto, de acordo com a Prefeitura, foi necessário contratar uma empresa especializada para a elaboração dos projetos de cenotécnica, iluminação cênica, sonorização, acústica e ambientação, o que só ocorreu em maio de 2022. Victor Coelho assinou o contrato com a empresa durante uma solenidade oficial organizada apenas para a exibição desse ato, realizada em frente ao teatro. Com os projetos finalizados, a prefeitura noticiou, em setembro do ano passado, a licitação para a reforma do teatro – que, segundo a gestão de Victor Coelho, transformaria o espaço em um dos mais modernos e bem equipados do Espírito Santo -, que estava prevista para ocorrer ainda em 2022. Em fevereiro deste ano, a administração municipal informou novamente que estava em conversas com o Governo do Estado para captação dos recursos da obra, orçada em R$ 4,5 milhões. Promessa do governador O governador Renato Casagrande esteve em Cachoeiro em 4 de maio de 2023 para participar da abertura da ExpoSul Rural, um evento de agronegócio do município. Foi nessa ocasião que, entre outros anúncios, confirmou que o repasse dos recursos para a reforma estava autorizado. “Nós hoje acertamos com o prefeito Victor o convênio para reformar o Teatro Rubem Braga, que é um investimento de R$ 5 milhões. Cachoeiro de Itapemirim é fonte de cultura, é um berço cultural do nosso país, do nosso estado. Então, reformar o teatro é fundamental”, discursou Casagrande na ocasião, mais de cinco meses atrás.  ‘Trâmites’ A Secretaria de Cultura de Cachoeiro confirmou que o recurso já está garantido para a obra, mas que “os projetos específicos precisaram passar por trâmites das secretaria estaduais envolvidas na reforma e, principalmente, na própria pasta municipal, que acompanha e aguarda a aprovação pelo Estado dos documentos para celebração do convênio para o início do processo licitatório”. A secretaria afirma “que foi necessária a adequação do espaço situado do lado de fora do teatro para preservar o patrimônio público” e que “em nenhum momento, tomou essa decisão para hostilizar ninguém e sim para evitar atos de vandalismo, que não necessariamente são cometidos por pessoas em situação de rua”. Além disso, aponta que “o atendimento a essas pessoas já faz parte das politicas publicas adotadas pelo munícipio”, citando como exemplo o  “Espaço Vida”, Centro de Referência Especializado para Pessoas em Situação de Rua (Centro Pop)”.

15/10/2023 / 0 Comments
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