A expressão como forma de identidade, resistência e sobrevivência Um coco nordestino dá conta de que a palavra mata a coisa. Gosto das verdades entranhadas nos ditos e mitos populares e, particularmente, da verificação delas. Volta e meia tenho encontrado, nas manifestações do nosso congo, intelectuais reclamando do sentido das letras de lamento, e principalmente saudosismo relativos ao tempo de escravização dos negros no Brasil, como: “Ô, ô, ô ô ai que saudade da fazenda do sinhô…” a reclamação é válida e faz todo o sentido, mas me parece que também carece da crítica, por considerar o texto fora do contexto. Afinal, escravo liberto sem casa, terra e trabalho deve mesmo sentir falta da fazenda do sinhô e, se considerarmos que a palavra mata a coisa, fica mais fácil ainda entender porque cantam a dor. Vinícius de Moraes já dizia que “(…) para fazer um samba com beleza, é preciso um bocado de tristeza”. Não me parece que seja por ser bela a tristeza, mas talvez, porque cantando alivia a dor, afinal, por outro dito popular: “quem canta seus males espanta”. Em um campeonato da Slam ocorrido em Vitória no final de setembro, no Museu capixaba do Negro (Mucane), também observei que a expressividade dos jovens da periferia trata majoritariamente da dor. Ali deu para perceber, mais claramente, a verdade do coco nordestino. As poesias lançadas expressivamente, diria, “com alma”, pelos jovens, relatando a discriminação, o racismo e o desleixo institucionalizado às populações de periferia, dava àqueles jovens declamantes e também à plateia, uma expressão de alívio do tipo “pronto falei”, quando terminam. Quero também incluir nesse conceito de palavra, outras expressões que falam, como a dança que dá voz ao corpo, a estética expressa nas artes plásticas, visuais e até na pichação e grafite. Aliás, num diálogo com um grafiteiro, tentando entender sua visão de apropriação do espaço alheio, não ficou difícil compreendê-lo quando me relatou que foi a única atividade que aliviou sua dor e o fez deixar de se mutilar. Por fim, quero visitar as palavras do dia a dia que nos definem para buscar a relação com o coco. Quando estamos num ambiente público, a definição localiza cada pessoa, lugares preferenciais para idosos, crianças, pessoas com deficiência, animais e, dentre muitas outras definições, mas quero focar no banheiro, para homens e para mulheres. Convenhamos que a definição da identidade sexual de cada pessoa ali definida de forma binária, traz um sofrimento para muitas pessoas fora desse padrão, como a comunidade LGBTQIA+ e os homens e mulheres transexuais com a necessidade de reconhecimento de sua condição. Bem, parece que o coco está mesmo certo, a palavra mata a coisa, seja encurralando-a num universal, seja nomeando um sofrimento, um sentimento ou uma necessidade. Se identificamos como um nome passa a ser familiar, já não ameaça tanto e nem pesa como angústia. Oferece um direcionamento que, de alguma forma, alivia o peso da coisa em si, agora identificada por uma palavra. Everaldo Barreto é professor de Filosofia
Advogada processa OAB por ter sido impedida de realizar seu trabalho no TRT
Segundo denúncias, profissionais têm sido barrados se estiverem com parcelas das anuidade em atraso A advogada Izabella Dayanna Bueno Cavalcanti entrou com uma ação no 2° Juizado Especial de Vitória, alegando ter sido constrangida na sala da Ordem dos Advogados do Brasil no Estado (OAB/ES) do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região (TRT-17), em Vitória, por supostamente estar em atraso com sua parcela da anuidade. No entanto, na decisão liminar que concedeu em favor da advogada para que a OAB disponibilize as imagens do dia do ocorrido, o juiz Roberto Gil Leal Faria sustentou que a advogada estava em dia com sua parcela. O magistrado citou na decisão, ainda, que é livre o direito ao exercício profissional, conforme prevê o art. 5°, XIII, da Constituição. O caso com a advogada ocorreu no último dia 12 de setembro, mas relatos de constrangimentos de advogados por parte da Ordem são frequentes. Segundo as denúncias, advogados têm sido barrados à porta das salas da OAB/ES em fóruns e tribunais de Vitória, se estiverem com qualquer atraso no pagamento das parcelas. Um funcionário da Ordem pede o número da identificação profissional e, se houver atraso, o advogado é impedido de entrar na sala, só conseguindo acessar o local após a quitação imediata do valor. De acordo com os autos, a advogada, no dia 12 de setembro deste ano, compareceu à sede do Tribunal Regional do Trabalho (TRT-ES) para uma para audiência de instrução e julgamento na 3ª Vara do Trabalho, optando por aguardar o pregão na sala de apoio aos advogados, disponibilizada pela OAB-ES. “Como de praxe, ao abrir a porta da referida sala, mas sem entrar no recinto, a preposta da requerida solicitou o número de inscrição da requerente registrado perante os quadros da OAB/ES, e, sem esbravejar, assim o fez. Após o aval para ingressar na sala, com tranquilidade a requerente foi até à área de café, pegou um copo da bebida e conversou com alguns colegas que se encontravam naquele espaço”. A advogada relata na denúncia que, quando se dirigiu a um das mesas para ler documentos da audiência, foi “abordada por uma funcionária da OAB-ES, que indagou sobre sua suposta inadimplência com o parcelamento da anuidade junto à entidade. A advogada conta ter ficado espantada e perguntou sobre qual parcela seria o suposto débito, pois a última, do mês de agosto/2023, estava quitada. “Em resposta, a preposta da requerida afirmou que se tratava da parcela de setembro, vencida em 6.9.2023, quarta-feira, véspera de feriado. Em razão disso, a preposta da requerida disse que a requerente não poderia permanecer na sala, pois estava inadimplente e, infelizmente teria que sair”. De acordo com o processo, a advogada questionou que contabilizavam seis dias corridos desde o vencimento do boleto e, úteis, apenas um dia, além de frisar que foi um feriado prolongado, já que dia 7 de setembro foi Dia da Independência do Brasil e o dias 8, sexta feira, aniversário de Vitória. “Ato continuo, a preposta, de nome Marta,rebateu informando que ‘são ordens da Diretoria da Seccional da OAB/ES” e que, inclusive, “seriam barrados os advogados com um dia de boleto vencido sem comprovação da quitação no sistema”. Constrangida com toda aquela situação, pois estava no meio da sala, com um copo de café na mão, na presença de vários colegas de profissão e, pior, sendo convidada para se retirar”. “Mesmo tremendo por dentro, pois a vergonha já tomara conta de si, a requerente percebeu que a preposta da requerida anotava em uma Planilha de Excel alguns nomes e mais, a página principal do computador era a ficha cadastral dos advogados (imagem anexa), em típico “cara, crachá”. Nada mais absurdo!”. Izabella notou que seu nome estava destacado de vermelho na aludida planilha e, quando saltou os olhos novamente, com agilidade a preposta fechou a tela no computador e não quis mostrá-la novamente, mesmo a pedido. “Não acreditando no que estava acontecendo, a requerente refutou sobre o prazo da compensação bancária, melhor dizendo, qual seria o procedimento adotado pela requerida para o novel controle de assiduidade, já que, a depender do banco, o valor é creditado em três dias úteis”.
Emenda quer ampliar reajuste de 4% para agentes de suporte educacional
Categoria foi excluída de reajuste anunciado para o magistério e realiza ato nesta quarta; Sindicato acionou deputados O deputado estadual João Coser (PT) apresentou emenda ao Projeto de Lei (PL) 831/2023, de autoria do Executivo, para que a gestão de Renato Casagrande (PSB) apresente, no prazo de até 30 dias, proposta de reajuste que contemple os agentes de suporte educacional (ASE). O PL estabelece reajuste salarial de 4% aos servidores ativos e inativos do magistério, retroativo a janeiro, a serem pagos com recurso do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). Contudo, os ASE, embora contemplados pelo mesmo fundo, não excluídos da proposta. “Dentro da escola fica um mal-estar. Uma parte é contemplada com o reajuste de 4% e outra parte, que inclusive tem um salário menor, não é contemplada”, disse o parlamentar na sessão desta terça-feira (10). A votação do PL e da emenda está prevista para esta quarta-feira (11). A deputada estadual Camila Valadão (Psol) também defendeu a inclusão dos ASE no reajuste. Camila leu a mensagem de um trabalhador, recebida pelo seu mandato, no qual ele recorda o trabalho dos ASE durante a pandemia da Covid-19, destacando o presencial nas escolas em atividades como entrega de cestas básicas. O servidor apontou, também, que não conceder o reajuste a sua categoria “cria diferença entre profissionais”, demonstra “desvalorização” e traz “sentimento de injustiça”. O reajuste para os ASE é uma pauta do Sindicato dos Trabalhadores e Servidores Públicos do Estado do Espírito Santo (Sindipúblicos), cujo presidente, Iran Milanez, esteve presidente na sessão desta terça na Assembleia. A entidade vai realizar uma assembleia com a categoria nesta quarta, às 13h, além de manifestação em frente à Secretaria de Estado de Gestão e Recursos Humanos (Seger) para reivindicar o reajuste de 4%. Além disso, os trabalhadores querem discutir a imposição da pasta na terceirização dos cargos administrativos de ensino médio. Em documento encaminhado aos deputados estaduais, o Sindipúblicos defende a aprovação do projeto de lei, mas pondera que “o PL 831/2023, contraditoriamente, excluiu os agentes de suporte educacional de fazerem jus à política de valorização concedida ao Magistério Público Estadual”. Também salienta que a Secretaria Estadual de Educação (Sedu) já reconheceu que os profissionais compõem o quadro de profissionais da educação, conforme a lei que alterou o entendimento de aplicação do Fundeb. Ainda relembra que durante a aprovação da Lei N° 11.708/2022, que tratava da bonificação extraordinária com recursos do Fundeb, foi pacificado o entendimento que esses trabalhadores também fazem jus aos mesmos benefícios concedidos aos demais trabalhadores da educação. O Sindipúblicos cita no documento o entendimento do Tribunal de Contas do Espírito Santo (TCE-ES), que defende que os “ocupantes dos cargos de auxiliar de secretaria escolar, merendeira, servente e vigia podem ser considerados como “profissionais da educação básica”, conforme a Lei de Diretrizes e Bases da Educação [LDB], e, portanto, estão incluídos entre os contemplados com a destinação mínima de 70% dos recursos do Fundeb, que é destinada ao pagamento desses profissionais”.
Deputados criticam redução de verbas e querem incrementar setor de turismo
Projeto da Lei Orçamentária que começou a tramitar na Assembleia também recebeu sugestões A redução de quase 50% nos recursos para o setor de turismo na previsão orçamentária do governo do Estado para 2024, que começou a tramitar nessa segunda-feira (9) na Assembleia Legislativa, ampliou o debate sobre a importância do setor para a economia estadual. Com R$ 16,8 milhões para a pasta no próximo ano, bem menos do que os R$ 34,2 milhões do atual exercício financeiro, o Projeto da Lei Orçamentária Anual (PLOA 2024) encaminhado pelo governador Renato Casagrande (PSB) já enfrenta críticas e recebe sugestões. Um grupo de deputados defende maior incremento do turismo no Espírito Santo, que ainda aparece na oitava colocação do ranking nacional, segundo dados da Federação do Comércio e Serviços (Fecomércio-ES). “Não podemos admitir essa redução orçamentária tão grande num Estado com tantas atrações turísticas como o Espírito Santo. Peço aos colegas deputados que façam emendas ao Orçamento para contornarmos essa retração”, pontuou o presidente da Comissão de Turismo e Desporto, deputado Coronel Wellinton (PTB). Para o presidente da Assembleia, Marcelo Santos (Podemos), as alterações no orçamento da Secretaria de Estado de Turismo (Setur) são preocupantes. Ele ressaltou que o turismo tem “um potencial para reduzir os impactos financeiros que o Estado deve enfrentar com a reforma tributária”. Já deputado Mazinho dos Anjos (PSDB) que tinha feito o alerta da redução orçamentária da pasta na semana passada, chegou a sugerir que o turismo seja a principal matriz da economia do Estado. “A arrecadação era por produção, mas com a reforma, o recolhimento de impostos será em cima do consumo; temos de mudar nossa matriz econômica, estimulando o consumo, e o turismo é o melhor meio de fazermos isso”, afirmou. Ao defender maior valorização para o turismo, o deputado pediu a união de todos os parlamentares no sentido de encaminharem propostas ao governo para que os recursos do setor sejam aumentados e não reduzidos. Mazinho destacou as “inúmeras belezas naturais, combinando montanhas e o mar, além da gastronomia capixaba e do turismo religioso”. Conselho Além da redução de recursos, o setor ainda não possui uma lei específica voltada para o turismo. No último dia 6, o Conselho Estadual de Turismo (Contures) analisou a minuta do projeto de lei da Política Estadual do Turismo, que vai “vai nortear as políticas públicas, para tornar o turismo capixaba cada vez mais forte”, segundo o presidente do colegiado, José Olavo Medici Macedo. A reunião contou com a participação de técnicos do setor, o secretário de Estado, Weverson Meireles, e do deputado estadual Tyago Hoffmann (PSB). “Hoje é um dia importante para o turismo, pois vamos definir os detalhes finais da lei, para levarmos o projeto à Assembleia Legislativa o quanto antes. A aprovação desta lei vai trazer benefícios para o Estado, direcionando a atuação dos gestores sobre políticas públicas, impulsionando o setor e levando desenvolvimento para as regiões”, ressaltou o secretário. A lei da política estadual visa fomentar o turismo regional e eventos. O Estado sediará neste ano a Convenção Anual Braztoa, da Associação Brasileira das Operadoras de Turismo, e o Prêmio Sustentabilidade, com profissionais de todo Brasil, informou.
Subsecretaria se compromete com pautas do Fórum de Agricultura Familiar
Extensão rural, agroecologia e apoio a grupos menos estruturados são pontos acordados, relata Edegar Formentini Leonardo Sá Mais visibilidade e orçamento para a agricultura familiar do Espírito Santo, responsável pela produção de 70% dos alimentos que chegam às mesas das famílias capixabas e maior geradora de emprego no meio rural. A percepção de possíveis mudanças positivas para o setor dentro da Secretaria de Estado de Agricultura (Seag), pasta tradicionalmente vinculada ao agronegócio, vem do Fórum Estadual de Agricultura Familiar. O motivo do aceno de evolução foram os encaminhamentos feitos na última reunião realizada com o gestor da Subsecretaria dedicada ao setor na Seag, Rogério Favoretti, nomeado em junho passado. “Foi uma conversa bastante produtiva. A inserção da agricultura orgânica e da agroecologia no planejamento da Seag foi garantida”, relata Edegar Formentini, representante da Associação dos Servidores do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Assin) no Fórum e integrante da coordenação do coletivo, Edegar Formentini. A recente reunião aconteceu motivada pela construção do Programa de Agricultura Familiar do Espírito Santo. Um primeiro ponto destacado pelo representante da Assin foi o consenso sobre a necessidade de treinar toda a equipe de extensão rural que atua no Estado para atendimento em agroecologia e agricultura orgânica. O objetivo é fortalecer a extensão rural – que tem sido sistematicamente preterida pela Seag, quando comparada à assistência técnica – e apoiar a transição agroecológica das famílias agricultoras, especialmente as que estão em grupos menos estruturados. “A gente tem que considerar que no Estado tem grupos estruturados, inseridos no mercado; grupos que têm terra, mas estão desestruturados; grupos que estão em fase de legitimação de terras; grupos de sem-terra; grupos sem nenhuma organização”, elenca Edegar Formentini. Para os estruturados e inseridos no mercado, acrescenta, é importante manter as políticas e para os não estruturados – que são a maioria, cerca de 80% –, é preciso começar a fornecer esse apoio de forma mais robusta. “Para o grupo estruturado, é muito fácil o Estado chegar com recurso e apoio. Mas para os grupos não estruturados, que não têm terra, os serviços de extensão rural e educação no campo são fundamentais para que avance. Uma comunidade que não tem uma organização um diagnóstico bem feito de suas potencialidades e necessidades, se não tem um serviço de extensão rural de qualidade, ela não consegue avançar. A extensão rural deve facilitar aos agricultores e público beneficiado a avançar no processo”, explica. O público-alvo dos treinamentos inclui o estatal e o privado. “Incaper é o básico. Desde 2012 os servidores contratados não receberam treinamento em extensão rural, somente em assistência técnica. Outras instituições, que o governo federal contratar, por exemplo, também precisam desse treinamento”. Quilombolas e sem-terra A reunião teve um momento para tratar das questões especificas dos quilombolas e sem-terra, relata Edegar Formentini. “Os quilombolas não têm suas terras devidamente demarcadas”, destaca. Entre as pautas prioritárias levadas pelo coletivo quilombola que integra o Fórum, está o apoio aos processos de comercialização de seus produtos, o incentivo ao processo de produção de beiju (alimento tradicional, feito de polvilho de mandioca), o censo das áreas quilombolas do Espírito Santo e o acompanhamento do processo de identificação e demarcação das terras devolutas localizadas em territórios quilombolas. Igualmente dependentes de uma situação fundiária regularizada estão as famílias de sem-terra, acrescenta. Para esse grupo, uma das ações prioritárias é o georreferenciamento dos assentamentos e apoio das políticas públicas de implementação dos mesmos, como infraestrutura, assistência técnica e extensão rural. Educação do campo Outro ponto de destaque a ser considerado no Programa de Agricultura Familiar Estadual é relacionado à Educação do Campo. “Está sendo discutido a contratação, pelas prefeituras, de trainees para ficarem à disposição do Estado. Que nos dois primeiros anos após formados nas escolas do campo, os estudantes comecem a ajudar no processo de assistência técnica e extensão rural”, explica. Outra proposta nesse sentido foi feita pelo Movimento Educação Promocional do Espírito Santo (Mepes), voltada aos jovens que queiram trabalhar nas propriedades de suas próprias famílias. “Garantir um financiamento mais barato, especial, ou algum outro tipo de apoio para ajudar esse jovem que quer ficar na própria propriedade”. Pleapo O Plano Estadual de Produção Agroecológica e Orgânica (Pleapo) também foi destaque da reunião de planejamento. Um compromisso da Subsecretaria, relata Edegar Formentini, é de implementar cinco projetos prioritários do Pleapo. Ele cita também a retomada dos encontros estaduais de agroecologia e a inserção de projetos de agroecologia e agricultura orgânica no Fundo Social de Apoio à Agricultura Familiar (Funsaf). Todos os projetos do programa, ressalta, precisam atender a algumas premissas: prioridade da produção agroecológica; combate à pobreza; incentivo às cadeias curtas de comercialização; atendimento digital; inclusão de gênero, raça, geração [diferentes faixas etárias] e etnia. “O programa será do governo do Estado, que deverá anunciá-lo em sua forma final, depois das negociações internas do governo, acredito que nos próximos meses. O Fórum não é governo, mas quer estar junto, colaborando com a construção e cobrando sua implementação”, afirma. ‘Mais de 80% da agricultura familiar depende da extensão rural do Incaper’ Pesquisadores e organizações repudiam fala do secretário Enio Bergoli de que https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/mais-de-80-da-agricultura-familiar-depende-da-extensao-rural-do-incaper ‘Enquanto negam a importância da Agroecologia, alimentamos o povo com ela’ MPA posiciona a Agroecologia como uma ciência ampla, que precisa de investimento público para crescer mais https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/enquanto-negam-a-importancia-da-agroecologia-alimentamos-o-povo-com-ela ‘Agricultura orgânica é demodê’, afirma Seag à comissão capixaba Ênio Bergoli ainda não se comprometeu com nenhuma pauta do setor. https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/agricultura-organica-e-demode-afirma-seag-em-reuniao-com-comissao-capixaba ‘Agroecologia e Agricultura Orgânica não vão ficar sem o devido atendimento’ Subsecretário de Agricultura Familiar, Rogério Favoretti, disse que aceitou desafio de lutar por demandas históricas do setor https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/agroecologia-e-agricultura-organica-nao-vao-ficar-sem-o-devido-atendimento
Moradores do Território do Bem voltam a sofrer com falta de água e violência
Interrupção se prolongou além do informado pela Cesan; tiroteios e toque de recolher pioraram a situação Moradores do Território do Bem, região que abrange nove bairros de Vitória, ficaram quatro dias sem fornecimento de água potável. A interrupção começou na manhã da última sexta-feira (6) e a água só retornou às torneiras na madrugada desta terça (10) – lentamente, ainda sem normalização completa, segundo relatos. Em meio a essa situação, as últimas horas também foram de violência nas proximidades do bairro Engenharia, com tiroteio e assassinato – um toque de recolher foi determinado por facções que atuam na região. A falta d’água começou antes e se prolongou por mais tempo do que o informado pela Companhia Espírito-santense de Saneamento (Cesan). A empresa comunicou que realizaria manutenção no Sistema Jucu no sábado (7), das 4h30 às 23h. Por conta disso, cerca de 600 mil pessoas de 259 bairros da Grande Vitória ficariam sem fornecimento durante o período de realização do trabalho, com retorno gradativo nas 24 horas seguintes. Como a água não voltava para a torneira, mesmo depois de finalizada a manutenção, moradores do Território do Bem acionaram a Cesan, que teria negado que houvesse falha no fornecimento e não enviou carro-pipa para abastecê-los. “Chegou ao ponto de não ter água para beber. Entramos em desespero”, relata Jayme Gomes, morador do bairro Engenharia. Um carro-pipa chegou ao bairro apenas nessa segunda-feira, após intercessão do vereador André Moreira (Psol), que citou o assunto em sessão da Câmara de Vitória. “Nós somos defensores do serviço público, mas de um serviço público de qualidade. Como a gente defende a manutenção do serviço de água na mão da Cesan, também tem que cobrar para que esse serviço chegue na mão de quem precisa, especialmente na periferia de Vitória”, cobrou o vereador. Imagens publicadas nas redes sociais mostram moradores aguardando o envio de água com baldes nas ruas, e um vídeo mostra a água sendo retirada de um caminhão-pipa por volta da meia-noite. Nas imagens, uma moradora reclama da coloração, enquanto outro argumenta que é possível ferver o líquido para torná-lo próprio para uso. “Não acredito que esperei quatro horas pra isso!”, reclama outra moradora. Violência A troca de tiros na região na noite dessa segunda-feira (9) teria envolvido o Primeiro Comando de Vitória (PCV) e o Terceiro Comando Puro (TCP), duas facções rivais que disputam territórios na Grande Vitória. O fogo cruzado teria como motivação a morte de um jovem do PCV na praça do bairro Itararé, ocorrida na semana passada. Na tarde dessa terça-feira, um adolescente foi assassinado a tiros em frente à escola Otto Ewald Junior, também em Itararé. Entidades sociais e religiosas que atuam no Território do Bem tem denunciado a escalada de violência na região, o que inclui a violência policial contra a população periférica e a falta de políticas públicas satisfatórias. Em junho, foi divulgada uma carta criticando o secretário de Segurança do Estado, Alexandre Ramalho, pela “forma simplista, equivocada e oportunista” com que ele lida com o tema. A manifestação se deu após comentários de Ramalho a respeito da morte de um homem aposentado, atingido por bala perdida quando estava internado em um hospital da Avenida Leitão da Silva. Cesan se recusa a assinar TAC e revolta moradores do Território do Bem – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/justica/cesan-se-recusa-a-assinar-tac-e-revolta-moradores-do-territorio-do-bem Romaria pede paz no Território do Bem e fim da violência policial – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/seguranca/romaria-pede-paz-no-territorio-do-bem-e-fim-da-violencia-policial
Ainda Rede Sim
Eu Sou uma Longa História: uma das surpresas, foi voltar a trabalhar com alguns companheiros EU SOU UMA LONGA HISTÓRIA – 50 ANOS DE RÁDIO (REEDIÇÃO) CAPÍTULO XIXAINDA FASE REDE SIM TV Sim A Rede Sim nasceu aqui em Vitória, na Praia do Canto, precisamente no Mall Day by Day. Ali tinha uma rádio AM, a TV e a Revista Sim, primeiramente cuidada e editada pela jornalista Luciene Costa. A TV Sim reproduzia o Canal Brasil de São Paulo. Por 60 minutos diários, essa programação era interrompida por um programa Debate e Rebate, criado pelo Rui Baromeu e apresentado por mim. Este programa era composto de entrevistas com personalidades em geral, tendendo para a classe política. Quando não apresentada entrevista, era de notícias e clipes musicais. Ficamos no ar por dois anos, até a entrada da Record News e a mudança para o edifício da Avenida Vitória. Surpresas Uma de minhas grandes surpresas, transformadas em prazer, foi voltar a trabalhar na Rede Sim com os companheiros de outros veículos, de outras épocas. Hino Salvador (de boa memória), José Carlos Bachetti, Aylor Barbosa, Olegário Gonçalves, Paulo Duarte, Edu Henning, Monica Camilo, Juninho Megahertz, Carlos Tourinho, José Sardinha, mais recentemente Jorge Buery (na equipe esportiva de Fernando Zambom, desfeita posteriormente). Na época do Day By Day, entre outros, dois nomes se destacaram pelos seus trabalhos, Gustavo Vaccari, hoje excelente produtor na TV Record em São Paulo, e Juninho Vitor, pelo seu vastíssimo conhecimento de rádio e seus componentes. O Jefferson Farias veio a ser uma figura de extrema confiança de nossa parte, porém nunca tivemos a oportunidade de trabalhar na mesma empresa. Ele aparecia sempre com freelancer. Mas um dia, quem sabe? Estagiários Conheci estagiários, sempre no radiojornalismo e que se destacaram depois, Fernando Carreiro e George Bitti, por exemplo. O primeiro em uma fase na Rádio America. E o segundo na Tropical FM. Mas foi na Rede Sim que comecei a lidar com estagiários com frequência. No Jornal da Rede, passaram alguns. Uns bons, que se destacaram, e outros que eram esforçados. Mas todos treinei e os coloquei no ar através deste jornal. Um dos destaques foi um certo talento de nome complicado: Reuber Diirr. Monica e Paco Eu e Monica Camilo voltamos a trabalhar juntos, desta feita, na Rede Sim. Ela como destaque da Sim FM e eu cuidando da rádio AM. Nesse reencontro tive a satisfação de conhecer uma das melhores peças humanas. Seu nome: Paco DJ. Além de boa alma, Paco é um dos poucos que entendem de música. Faz frente a Luis Claudio Casado, também profundo conhecedor. Hoje Monica e Paco atuam juntos na Cidade FM do inoxidálvel Jose Luis Dantas (Zé Play). Política (a utilidade enquanto rede) Quando deputados estaduais, o ex-prefeito de Vitória Luciano Rezende e de Vila Velha Rodney Miranda faziam, semanalmente comigo, um programa de perguntas e respostas na Rádio Sim. Depois saíram candidatos a prefeitos e ganharam as eleições. O atual vice-governador e ex-senador Ricardo Ferraço tambem fazia programa uma vez por semana dentro do Jornal da Rede, onde podia interagir com seus inúmeros eleitores espalhados pelo Estado. A gente fazia um resumo de sua atuação semanal no Senado Federal. PARABÓLICASSilvia Magna continua assessorando na Assembleia Legislativa com sua capacidade de sempre. O lendário técnico de rádio e televisão João Neves é o manda-chuva da parte técnica de toda Rede. Muito ruim o horário do programa Em Movimento da TV Gazeta. Parece que foi castigado. Mas a produção é boa. Uma pena. Quem anda sumido é o jornalista Renato Paoliello. Teve uma atuação brilhante num passado recente em Brasília, assessorando Magno Malta. JRMIGNONE NO YOUTUBE – VERSÕES MENSAGEM FINAL“A saudade é um pouco dessa incerteza da separação”. José Américo de Almeida
’Queremos reunião com prefeito Pazolini, e não com Aridelmo’
José Carlos diz que pedido de reunião sobre tempo integral não foi atendido pela Prefeitura de Vitória Professores e responsáveis por estudantes da rede municipal de Vitória não tiveram um retorno positivo quanto à realização de uma reunião entre eles e o prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos), para tratar da implantação do modelo integral. A proposta feita pela gestão é de uma reunião com o secretário de Governo, Aridelmo Teixeira, sem a presença dos professores e conversando individualmente com os responsáveis pelos alunos, não de forma coletiva. Pai de dois estudantes, o autônomo José Carlos Durans, que foi contatado por uma assessora de Aridelmo, informa ter deixado claro para ela que os responsáveis querem uma reunião com o prefeito, e não com o secretário de Governo. “Queremos reunião com Pazolini, e não com Aridelmo. Votamos no Pazolini, ninguém votou no Aridelmo”, enfatiza. José Carlos também defendeu a participação dos professores nas discussões, junto com os responsáveis, além de ter dito que a reunião deve ser realizada de maneira coletiva, e não individualmente. Para ele, a proposta é uma forma de desarticular o movimento que vem sendo feito de reivindicação de abertura de diálogo com as comunidades sobre a implantação do tempo integral na Capital. O autônomo acredita que, ao evitar se reunir com responsáveis de várias comunidades e professores em uma mesma ocasião, a prefeitura busca evitar contestações, pluralidade de pensamentos e de conhecimentos que possam influenciar nas decisões de quem não tem muita informação a respeito das políticas de educação. Além disso, conversando individualmente, fica mais fácil de “manipular” as pessoas, acrescenta. José Carlos acredita ainda na possibilidade de a prefeitura querer marcar as reuniões individuais em horário comercial, o que impossibilitaria a participação. Isso pode fazer com que a gestão use como argumento um suposto desinteresse dos responsáveis pelo tema ensino integral para defender a adoção do modelo. Mais do mesmo Ele recorda que a proposta apresentada pela assessoria de Aridelmo não se difere em nada da que já havia sido feita na última quarta-feira (4) e que foi rejeitada. Na ocasião, após aguardarem por cerca de duas horas, representantes de comunidades e de professores da rede de ensino de Vitória não foram recebidos pelo secretário. A atitude causou indignação no grupo, que queria conversar sobre a implantação do modelo integral com o prefeito, por entender que a secretária de Educação, Juliana Roshner, não tem levado as demandas e questionamentos das comunidades para o gestor. Leonardo Sá Na recepção da Prefeitura, o grupo foi recebido por assessores do prefeito. Uma servidora, que se apresentou como secretária do chefe do Executivo, informou que não seria possível a conversa com Pazolini, mas que iria contatar o subsecretário de Relações Comunitárias e se o secretário de Governo estivesse presente, tentar encaixá-lo na conversa. O grupo, então, foi levado para uma sala onde aguardou o início da reunião. No entanto, após a longa espera, assessores do prefeito e de Aridelmo informaram que o secretário de Governo receberia somente os responsáveis pelas crianças, o que foi contestado pelo grupo, que tinha como integrantes dois professores, um deles Aguinaldo Rocha de Souza, diretor executivo do grupo Professores Associados pela Democracia de Vitória (Pad-Vix), presidente da Comissão de Legislação e Normas do Conselho Municipal de Educação de Vitória (Comev), professor e avô de estudante da rede municipal, pelo qual é corresponsável. A negativa de Aridelmo foi encarada como uma forma de impedir que Aguinaldo participasse da reunião devido sua militância e de seu conhecimento a respeito da política de educação. A alternativa dos assessores foi anotar o número de telefone dos presentes para marcar uma reunião, mas o grupo designou como seu representante José Carlos Durans. Portanto, coube à administração contatá-lo para marcar a reunião, o que foi feito, mas não atendendo de fato àquilo que os responsáveis reivindicam. A ida até a Prefeitura foi um dia depois da aprovação do Projeto de Lei (PL) 223/2023, do executivo, que transforma em colégios de tempo integral duas Escolas Municipais de Ensino Fundamental (EMEFs) e cinco Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs). Os CMEIs que se tornarão de tempo integral são o Valdivia da Penha Antunes Rodrigues, em Santos Dumont; Prof. Carlos Alberto Martinelli de Souza, em Gurigica; Rubens Vervloet Gomes, em Jardim Camburi; Jacy Alves Fraga, em Tabuazeiro; e Denizart Santos, na Ilha do Príncipe. As EMEFs são Edna de Mattos Siqueira Gaudio, em Bento Ferreira; e José Áureo Monjardim, em Fradinhos. Dessas, as unidades de ensino de Santos Dumont, Tabuazeiro e Fradinhos já vinham se mobilizando contra a imposição do tempo integral e, inclusive, participaram de reunião com o Ministério Público do Espírito Santo (MPES), no último dia 2. Prejuízos Em meio aos responsáveis pelas crianças, são apontados problemas como falta de infraestrutura nas unidades de ensino; horário de saída incompatível com o de trabalho dos pais, impossibilitando-os de buscar as crianças; redução de vagas; impossibilidade de matricular os alunos em unidades de ensino próximas de casa, obrigando-os a ter que procurar vagas em outros bairros, cujo trânsito entre pessoas de comunidades diferentes, muitas vezes, não é bem visto pelo tráfico. O magistério também aponta diversos prejuízos com a aprovação do PL. Um deles, conforme explica Aguinaldo, é o fato de que quem não quiser ou não puder matricular a criança na escola integral de sua comunidade, terá que procurar outra. “Muitos terão que levar para 2,3,4, 5 km ou mais de distância”, ressalta. O professor destaca que a carga horária nas escolas de tempo integral é de 40h. Entretanto, há poucos profissionais na rede municipal de ensino que a cumprem, pois concurso para 40h foi realizado há tempos, na gestão do então prefeito João Coser (PT), para trabalhadores da Educação Infantil. A maioria dos professores cumpre carga horária de 25h semanais. Quem quiser ou puder ficar no integral, terá que pegar carga horária suplementar, que será “priorizada em detrimento do concurso público, o que é uma irregularidade”. Há, ainda, o caso dos profissionais que têm duas cadeiras, seja no município ou uma no município e a segunda em outra rede. De acordo com Aguinaldo, não podendo ficar no integral, terão que fazer o concurso de remoção.
Convergências
Jornalista sai do cenário majoritário e PT na Serra concentra articulação em Elcimara Loureiro Redes Sociais Com a chegada quase oficial da vereadora da Serra Elcimara Loureiro ao PT, um pré-candidato já recuou: o jornalista Ronaldo Cassundé, o primeiro a se lançar no jogo, ainda em maio. Ele vai disputar a Câmara de Vereadores. O anúncio foi feito em encontro da corrente Alternativa Socialista nesse domingo (8), e divulgado nas redes sociais pela vereadora de Vitória Karla Coser. O outro nome que chegou a ser cotado, mas não tem aparecido nas movimentações, é o ex-deputado estadual Roberto Carlos, que vem de duas derrotas ao mesmo cargo. O caminho vai, assim, logo se afunilando em torno da vereadora, como não poderia deixar de ser. Afinal, Elcimara quer erguer o palanque majoritário e o partido só tem outros quadros no município fora da atual vitrine política-eleitoral. A Serra, vale lembrar, é um dos campos prioritários da Nacional para 2024, no trabalho de recuperar espaços já no caminho para 2026. Trata-se do maior colégio eleitoral do Estado, com previsão de uma disputa acirrada, e a maioria dos concorrentes, até agora, situada na direita, abrindo terreno para o PT marcar posição e território. À exceção, aliás, do prefeito Sergio Vidigal, do PDT, que segue sem convencer ninguém de que não vai disputar a reeleição. VaziosElcimara, no mês passado, se comprometeu na construção de uma chapa de vereadores “competitiva, quantitativa, qualitativa e representativa”. O PT precisa, de fato, ocupar espaços nos legislativos. Hoje, até que ela finalize os trâmites burocráticos e se filie, só tem Karla Coser na Grande Vitória. TabuleiroTambém já estão em movimento, declaradamente, o ex-prefeito Audifax Barcelos (sem partido ex-Rede), que desde o ano passado pulou para a direita e conversa com o PP e o PL; e o deputado estadual Pablo Muribeca (Patri), que tem no palanque o Republicanos – vai se filiar à legenda – o DC, PSD e PMB. AvançouEm Cariacica, o PT também se mexeu, com o encontro Diálogos pelo Espírito Santo, na noite de sexta-feira (6), que tem definido metas para as eleições municipais. Por lá, estava Célia Tavares, cotada para repetir o duelo com o prefeito Euclério Sampaio (União). Ela acaba de ser nomeada coordenadora do escritório do Ministério da Cultura (Minc) no Estado, o que amplia seu alcance até o pleito. Avançou IIA caravana do PT marcou presença: senador Fabiano Contarato, deputado federal Helder Salomão (PT), deputada estadual Iriny Lopes e a presidente estadual da legenda e deputada federal Jack Rocha. Helder, aliás, o principal cabo eleitoral de Célia em Cariacica, onde Euclério já investe pesado, com todas suas fichas. Pontos estratégicosCom os palanques previstos na Serra e Cariacica, o PT terá ainda a Capital, com o deputado estadual João Coser. Em Vila Velha, até que se prove o contrário, ninguém à vista, assim como Viana. E o Estado laico?A propósito, na coluna passada, mostrei as indevidas relações entre política e religião, propagadas em Vitória, mas extensiva a muitas outras lideranças e órgãos públicos. Pois bem, nos últimos dias, a obra de Euclério Sampaio, inaugurada há três semanas, tem repercutido bastante nas redes sociais. Ele simplesmente instalou o “Monumento Bíblia Sagrada” na entrada do município. E o Estado laico II?A obra tem 3 metros de altura e pesa 1,5 tonelada. Para visitação, foram criadas 22 vagas de estacionamento e uma praça. A justificativa de Euclério, que é evangélico e tem votos nessa área, é “fomentar a cultura e o turismo” e transmitir “mensagem de paz”. A iniciatva o colocou em evidência em veículos de comunicação para esse público e gerou nota do Fórum Evangélico Nacional de Ação Social e Política do Estado (Fenasp-ES). E o Estado laico III?Mas nem tudo acabou em confete e o caso foi parar no Ministério Público do Estado (MPES). É que o prefeito publicou edital com dispensa de licitação. O valor, R$ 165 mil, e o artista contratado, Hippolito Alves. A conferir! Nas redes“Precisamos de reitoras de verdade! Deixar para trás essa gestão, a falta de diálogo e o despreparo da Administração Atual (…)”. Ethel Maciel, professora da Ufes e reitora não nomeada, entrando de vez nas eleições em favor da chapa 20, formada por Edinete e Lúcia. FALE COM A COLUNA: medeirosmanaira@gmail.com Peças em movimento Recortes da Serra: Elcimara reafirma intenção de disputar prefeitura e Vandinho convoca para convenção https://www.seculodiario.com.br/socioeconomicas/pecas-em-movimento-1-1 Artilharias montadas No cenário da Serra, já entraram no jogo de 2024, mesmo, o ex-prefeito Audifax e o deputado Pablo Muribeca https://www.seculodiario.com.br/socioeconomicas/artilharias-montadas Metas e projeções Previsões prioritárias do PT para 2024 incluem 10 municípios capixabas. Destaque, por razões óbvias, para a Capital, com Coser https://www.seculodiario.com.br/socioeconomicas/metas-e-projecoes
Batistas da Praia do Canto apoiam pastor e contestam decisão judicial
Usiel Carneiro diz que nunca se afastou da doutrina bíblica, como acusam conservadores da Igreja Em documento divulgado nesse domingo (8), mais de 350 membros da Igreja Batista da Praia do Canto (IBPC) manifestaram apoio ao pastor Usiel Carneiro de Souza, presidente do Conselho da Igreja, afastado das funções por meio de uma decisão judicial, decorrente de denúncia formalizada por 25 ex-integrantes da denominação religiosa. Na liminar judicial, o pastor deve entregar a chave do local, senhas bancárias e se afastar das funções, sob pena de multa. Em live, o pastor Usiel classificou as denúncias como “difamatórias” e afirmou que não existe “qualquer implicação de doutrina que eu não estivesse cumprindo”. Ele estava acompanhado do vice-presidente do Conselho, Ademir Cardoso, e do diretor financeiro, Eliézer Santos Taets, que o ajudaram a explicar o funcionamento da igreja. “Nesse domingo, ele realizou a reunião [culto] e pregou sobre a misericórdia e o amor de Cristo, sendo aplaudido por quase 10 minutos, fato incomum na igreja, em meio a ‘muitos cânticos de louvor, orações de joelhos e lágrimas”, conta um membro presente ao ato. O conflito foi gerado por defensores do conservadorismo, contrário ao perfil progressista do pastor. Segundo membros da igreja, havia muita tensão no ar após a reunião da manhã, quando a igreja soube da decisão judicial. “Houve muita mobilização espontânea, a igreja lotou e o clima à noite era de glorificação a Deus”, informa. “O grupo de insatisfeitos estava na igreja há 10 anos quando o pastor foi convidado e colocou suas premissas de uma igreja contemporânea, baseada no evangelho e acolhedora”, relata o religioso. Ele aponta que, embora indiretamente, essas pessoas que denunciaram o pastor integram “um grupo de bolsonaristas extremistas, em uma ação de ultraconservadores que não aceitam as novas realidades, como por exemplo, o acolhimento de gays que chegam à igreja é são acolhidos”. “Diante disso, solicitamos à Convenção Batista no Espírito Santo e ao Poder Judiciário que garantam a nossa liberdade religiosa, afastem a perseguição religiosa que se configura contra essa comunidade de fé e respeitem nossa autonomia de culto, organização e deliberação, conforme estabelecido no Art. 5º, VI, da Constituição cidadã de 1988”, se posiciona o manifesto, gerado de forma espontânea e muito comentado na reunião da noite. Em outro trecho, aponta: “Na condição de membros, declaramos que não reconhecemos como verdadeiras as acusações feitas contra o nosso pastor, Usiel Carneiro de Souza. As acusações foram devidamente contestadas e descaracterizadas pelo pastor presidente e o Conselho da Igreja publicamente”. Também afirma o documento: “Reivindicamos nossa tradição que, segundo os históricos princípios batistas, a condução da igreja local é atribuição exclusiva de seus membros, cuja assembleia geral é soberana para deliberar sobre quaisquer assuntos internos da nossa comunidade de fé”. Apesar de não permitir manifestações políticas na igreja, o pastor Usiel é apontado como defensor uma convivência harmoniosa entre todos. “Esse grupo, entretanto, não aceitou quando o pastor disse que tem uma identificação maior com os progressistas, embora nunca tenha se posicionado do púlpito sobre o assunto”, acrescenta o membro da igreja.