Anúncio foi feito pelo governador nas redes sociais. Percentual foi estabelecido em negociação com o Sindiupes Foi encaminhado para a Assembleia Legislativa o projeto de lei que propõe reajuste salarial de 4% aos servidores ativos e inativos do magistério estadual. O anúncio foi feito pelo governador Renato Casagrande (PSB) em suas redes sociais, nessa sexta-feira (6). A notícia foi bem recebida pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Espírito Santo (Sindiupes), que afirma que o percentual foi estabelecido por meio de negociação com a entidade. O secretário de Estado de Educação, Vitor de Angelo, também destacou essa intermediação. “O reajuste foi definido em reunião com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Espírito Santo nessa quarta-feira [4]. Quero agradecer ao sindicato por esse tempo de debate e discussão e também ao governador Renato Casagrande pela liderança no processo de discussão técnica, que envolveu as Secretarias da Educação, de Planejamento, Fazenda, Gestão e Recursos Humanos e Governo”, disse. O reajuste, conforme informou o governador, é retroativo a janeiro. “Isso é uma maneira que a gente tem de valorizar o profissional da educação, o professor, a professora, compreendendo que esse é o caminho que faz com que as pessoas se dediquem cada vez mais, e melhora também a qualidade da educação no Espírito Santo”, destacou. A presidente do Sindiupes, Noêmia Simonassi, relata que durante as negociações com o governo estadual o sindicato reivindicou que fossem utilizadas as sobras do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) para garantir um reajuste, em vez de rateio. Os inativos, que são cerca de 10 mil, embora não sejam contemplados pelo Fundo, irão receber a mesma porcentagem para garantir a paridade. Noêmia recorda que, no final de 2022, o Governo do Estado anunciou abono no valor de R$ 7,2 mil aos profissionais, o que considera expressivo, mas que, ao contrário do reajuste, não incide, por exemplo, na aposentadoria. Contudo, afirma, a possibilidade de um rateio não está descartada, pois se ainda houver sobras do Fundeb, o valor pode ser rateado entre os trabalhadores contemplados pelo Fundo.
Associação cria site sobre Folia de Reis Missão Divina, de Cachoeiro
Mais na coluna: Paulo Gustavo; Feira Literária; Academia Cachoeirense de Letras; e escritório do Minc A Associação de Salvaguarda do Patrimônio Imaterial Cachoeirense lança, neste sábado (7), um site sobre a Folia de Reis Missão Divina, do distrito de Burarama, em Cachoeiro de Itapemirim, sul do Espírito Santo. O lançamento será às 16h, na praça central de Burarama, em frente à Igreja São João Batista, e contará com uma apresentação do grupo no local. O site, que já está no ar e pode ser acessado nesta link, traz detalhes sobre o folguedo, como sua história, músicas, indumentárias e mestres. Luan Volpato O portal conta, ainda, com acervo de fotos e reportagens publicadas ao longo da trajetória da Folia de Reis Missão Divina, além disponibilizar para download quatro livros nos quais a história do grupo pode ser estudada: O Universo Mágico das Folias de Reis; Palavra de Mestre; Cultura Popular e Fésta: Fé e Festa. Também é possível aos internautas assistir ao documentário Os Quatro Reis do Sul. Portanto, um material de muito valor para preservação da memória da Missão Divina, visibilidade para o grupo e estudo sobre a cultura popular. Quem é a Missão Divina Luan Volpato Burarama, embora formado por imigrantes italianos, é cercado por antigas fazendas cafeeiras do período escravocrata, próximas ao Quilombo Monte Alegre e a outras comunidades com expressiva população negra oriunda dessas fazendas. Entre as tradições de origem negra preservadas na região está a Folia de Reis. Uma delas é a Missão Divina. Quem é a Missão Divina II O curioso é que o grupo foi fundado por crianças que, no ciclo natalino, ao presenciar as jornadas dos grupos de folias de reis que passavam por sua comunidade, brincavam, imitando os foliões. Usavam latas e caixas de papelão como instrumentos musicais, máscaras e chapéus de jornal como fardamento, e saíam pelas ruas imitando as folias, até que seu período de férias escolares acabasse. Com o tempo e o incentivo dado às crianças, tanto por seus familiares como pela comunidade em geral, elas firmaram seu compromisso de fé aos Santos Reis Magos, e hoje, já adultas, mantêm a tradição. Planos para o futuro A Associação de Salvaguarda do Patrimônio Imaterial Cachoeirense tem como plano criar sites específicos para cada um dos 22 grupos que fazem parte da entidade, que abarcam manifestações culturais como Bate Flechas de São Sebastião, Boi Pintadinho, Capoeira, Caxambu, Charola de São Sebastião, Folia de Reis, Maculelê, Puxada de Rede, Quadrilha e Samba de Roda. A coluna deseja sucesso nessa tão necessária e importante empreitada! Lei Paulo Gustavo A classe artística capixaba pode respirar um pouco mais aliviada. A Secretaria Estadual de Cultura do Espírito Santo (Secult/ES) prorrogou o prazo de inscrição dos projetos referentes aos editais da Lei Paulo Gustavo. O término, previsto para essa segunda-feira (6), agora será na próxima quinta-feira (12). Grande Vitória Na Grande Vitória, três dos principais municípios, Cariacica, Vila Velha e Vitória, já divulgaram editais da Lei Paulo Gustavo. Em Cariacica, foi publicado no Diário Oficial o edital para pareceristas, que gerou questionamentos da classe artística, pois as inscrições devem ser feitas presencialmente, sendo que há plataformas virtuais, como o Mapa Cultural, que podem servir para isso. O proponente do projeto terá que imprimir uma baita papelada, com projeto, currículos, cartas de anuência e portfólio. No caso deste último, que normalmente tem links para encaminhar para sites profissionais e reportagens, como a banca avaliadora vai acessar? Não surpreendeu Na ocasião da exoneração de Alvarito Mendes Filho da secretaria de Cultura de Cariacica e nomeação do atual secretário, Paulo Roberto de Oliveira, que é o terceiro gestor da pasta em três anos, a coluna demonstrou preocupação com o troca troca de secretários em um contexto no qual é preciso implementar políticas que foram conquistadas com muita mobilização da classe artística, como a lei Paulo Gustavo. Também destacou que o novo gestor não é da área da cultura, mas talvez pudesse surpreender, portanto, era preciso aguardar para ver no que vai dar. Já é possível ver que não surpreendeu. Feira Literária da Mulher Capixaba A escritora Luciana Santos organiza a I Feira Literária da Mulher Capixaba, que será entre a próxima quinta e domingo (12 a 15), no Boulevard Shopping Vila Velha. O evento, que prevê a participação de 70 autoras capixabas, está dividido por dias temáticos. O primeiro tem como foco a literatura infantil. O segundo traz temáticas antirracistas e sobre a comunidade LGBTQIA+. O terceiro contempla escritoras acadêmicas e as que fazem parte de coletivos literários. O último dá protagonismo para as que são professoras. Documentário Divulgação Karol Felicio deu início às gravações do documentário Travessia – O parto à margem no Rio Piraquê-Açu, filmado em Aracruz, norte do Estado. A obra audiovisual vai destacar a relação das mulheres indígenas das aldeias com o parto. Entre as primeiras imagens registradas está a do parto de Ara Poty, indígena que será personagem do documentário, e o benzimento de sua criança por uma anciã da aldeia Rio Piraquê-Açu. “Dirigi 120 km até Aracruz e registrei o momento do nascimento do bebê, tradição que vem se perdendo ao longo dos anos”, explica Karol. A segunda parte da gravação do documentário está prevista para acontecer entre os próximos dias 15 e 26. Novos membros A Academia Cachoeirense de Letras (ACL) ganhou três novos integrantes neste mês de outubro. Foram eleitos, nessa quarta-feira (4), o padre José Carlos Ferreira da Silva e as professoras Maikely Teixeira Colombini e Olivia Batista de Avelar. Eles serão empossados no dia 22 de novembro. Nomeada Leonardo Sá Em agosto, Século Diário anunciou em primeira mão a escolha do nome de Célia Tavares para a coordenação do escritório do Ministério da Cultura (Minc) no Espírito Santo. Nessa sexta-feira (6), sua nomeação foi finalmente publicada no Diário Oficial da União. A criação dos escritórios como unidades descentralizadoras está prevista no Decreto 11.336, de 1º de janeiro deste ano, possibilitando, conforme afirma Célia, a mediação entre os municípios, estado e a sociedade civil e o Minc, além de dar suporte logístico e operacional para as políticas de cultura. Até a próxima Coluna! E-mail:
PSDB faz convenção com Max Filho e Majeski fora das articulações
Deputado Vandinho Leite comanda o partido e organiza votação em chapa única O ex-prefeito de Vila Velha Max Filho será um dos ausentes na convenção do PSDB que será realizada neste sábado (7), na Assembleia Legislativa, para eleger a direção estadual e os delegados para a convenção nacional. Com a decisão, Max confirma que está de saída do partido, por divergências com o atual presidente, deputado Vandinho Leite. Em posição semelhante, o ex-deputado estadual Sergio Majeski disse: “Irei ao evento logo no início, mas não permanecerei, vou viajar para Santa Maria de Jetibá”. As duas lideranças são apontadas como pré-candidatos a prefeito em seus municípios, Vila Velha e Vitória, mas encontram barreiras na legenda. Recentemente, Max perdeu a influência no diretório do seu município, hoje controlado por Vandinho. Majeski, por sua vez, retornou ao partido há oito meses, mas não encontrou o mesmo clima que possibilitou a eleição para o primeiro mandato na Assembleia Legislativa, em 2014. A votação para a direção do partido ocorrerá em chapa única, mas até à tarde desta sexta-feira (6), ainda não havia saído a decisão sobre o cabeça. A dúvida era entre o atual presidente e o vice-governador, Ricardo Ferraço, “as duas maiores lideranças do partido no Estado”, segundo o ex-prefeito de Vitória Luiz Paulo Vellozo Lucas. “A eleição será consensual”, explica ele, sem entrar em detalhes sobre sua pré-candidatura à prefeitura em 2024. Majeski, prestes a deixar o PSDB, afirma que ainda não decidiu o partido que se filiará, mas confirma a decisão, adotada há meses. Em agosto deste ano, ele afirmou que estava conversando com outros partidos. Nesta sexta-feira, destacou que está “muito próximo de decidir”. Sobre a pré-candidatura, destaca: “Mantenho mais do que nunca, bem encaminhado para isso”. Já Max Filho é categórico: “Não irei à convenção do PSDB. Estamos em conversas com outro partido e teremos o nosso candidato a prefeito da cidade”. Nos meios políticos, as conversas de Max Filho são mais próximas ao prefeito da Serra, Sergio Vidigal, presidente estadual do PDT, que deverá viabilizar legenda para a disputa. A se confirmar, a disputa em Vila Velha terá de novo os mesmos atores de 2020. Max e o atual prefeito, Arnaldinho Borgo (Podemos), já em ritmo de pré-campanha, com aumento de volume de entregas e ações extravagantes, entre elas aparecer como superprefeito em escolas públicas.
Papo de Repórter: eleições na Ufes
Programa analisa processo eleitoral para Reitoria e DCE, traz principais notícias da semana e dicas culturais O Assunto da Semana são as eleições na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), que está em processo para eleger a nova Reitoria que vai comandar a única universidade pública do Estado. Além disso, os alunos vão eleger a nova diretoria do Diretório Central dos Estudantes (DCE) e os professores da universidade também se preparam para eleições de sua entidade representativa. O programa traz ainda um resumo com as principais notícias da semana sob o olhar crítico do jornal Século Diário e uma agenda cultural recheada com programações para o final de semana na Grande Vitória e no Espírito Santo, no bloco De Rolê. — * Inscreva-se no canal do Século Diário no YouTube e ative o sininho para acompanhar as novidades. ** Se quiser ouvir este e outros programas em podcast, siga os canais do Século Diário no Spotify e Google Podcasts.
Tempo integral: assunto será tema de reunião em CMEI da Ilha das Caieiras
Secretária Juliana Roshner participará do debate, solicitado pela comunidade, que cobra novamente abertura de diálogo A secretária de Educação de Vitória, Juliana Roshner, vai se reunir com a comunidade escolar do Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Magnólia Dias Miranda Cunha, na Ilha das Caieiras, na próxima terça-feira (10), na própria unidade. O assunto é a implantação do tempo integral. Assim como em outras unidades de ensino da Capital, a comunidade aponta falta de diálogo na implantação do modelo. O CMEI da Ilha das Caieiras é misto, com turmas de tempo integral e parciais. O objetivo da gestão de Lorenzo Pazolini (Republicanos) é, aos poucos, diminuir a quantidade de turmas parciais até que a unidade de ensino se torne 100% integral. Os servidores informam que hoje há cinco turmas de tempo integral; seis parciais, no vespertino; e outras cinco parciais, no matutino. Seguindo a proposta de implantação gradativa do modelo presencial em 100%, a Secretaria Municipal de Educação (Seme), a partir de 2024, abrirá seis turmas de tempo integral; três parciais, no matutino; e outras quatro parciais, no vespertino. Com essa alteração, não haverá vagas, no próximo ano, para o grupo 1, que é de crianças de seis meses a um ano. Atualmente o grupo 1 funciona à tarde. O grupo 2, que é de um ano a dois anos, passará a ser integral. A não oferta de vagas para o grupo 1 tem sido questionada pelos responsáveis pelas crianças. Muitos deles também não querem matricular as crianças do grupo 2 no modelo integral, pois as consideram muito pequenas para ficar o dia todo na escola, precisando de maior contato com a família. “Por que não atender a todos?”, questiona um trabalhador do CMEI, que prefere não se identificar por medo de represálias. Ele aponta, ainda, um outro problema, que é o horário de atendimento do tempo integral, proposto pela Seme, que é das 7h às 16h, portanto, impossibilitando muitos responsáveis de buscar as crianças, pois a saída é no horário do trabalho. Assim, na impossibilidade de matricular as crianças no Magnólia Dias Miranda Cunha, os responsáveis teriam que buscar vagas no CMEI Gilda de Athayde Ramos, em São Pedro, ou no Padre Giovanni Bartesaghi, em Santo André, que não são muito próximos. Além disso, não há quadro suficiente de profissionais para trabalhar 40 horas semanais e atender o integral. A carga horária dos professores é de 25 horas e há aqueles com duas cadeiras. Assim, teriam que largar uma para trabalhar no período integral. Outro problema é a situação dos assistentes de educação, cuja carga horária é de 30 horas. Além da comunidade da Ilha das Caieiras, mobilizações semelhantes são registradas nos CMEIs de Tabuazeiro e Santos Dumont, e na Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) em Fradinhos. Porta fechada Nessa quarta-feira (4), um grupo formado por professores e responsáveis por alunos da rede municipal tentou conversar com o prefeito Pazolini sobre o assunto, sem sucesso. Assessores da prefeitura sinalizaram, então, diálogo com o secretário de Governo, Aridelmo Teixeira, mas após duas horas de espera, receberam outra negativa. A justificativa foi que o secretário receberia somente os responsáveis pelas crianças, o que foi contestado pelo grupo, que tinha como integrantes dois professores, um deles Aguinaldo Rocha de Souza, diretor executivo do grupo Professores Associados pela Democracia de Vitória (Pad-Vix), presidente da Comissão de Legislação e Normas do Conselho Municipal de Educação de Vitória (Comev), e avô de estudante da rede municipal, pelo qual é corresponsável. A posição de não receber os professores junto com os pais foi encarada pelo grupo como uma forma de impedir que Aguinaldo participasse da reunião, devido sua militância e de seu conhecimento a respeito da política de educação de Vitória. Ele reiterou, na ocasião, as diversas tentativas de abrir diálogo com a prefeitura, todas ignoradas. Comunidades esperam durante duas horas, mas não são atendidas por secretário Aridelmo Teixeira exigiu que professores se retirassem, impedindo diálogo sobre o ensino integral em Vitória https://www.seculodiario.com.br/educacao/comunidades-esperam-durante-duas-horas-mas-nao-sao-atendidas-por-secretario
Desembargador Samuel Meira Brasil será o próximo presidente do TJES
Eleição também definiu o comando do TRE. Tribunais têm posições negativas em ranking nacional O desembargador Samuel Meira Brasil Júnior será o próximo presidente do Tribunal de Justiça do Estado (TJES), no biênio 2024/2025. Ele foi eleito pelo Pleno nessa quinta-feira (5), junto com os demais novos integrantes da Mesa Diretora. Já no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-ES), assumirá Carlos Simões Fonseca. No TJES, a função de vice-presidente será exercida por Namyr Carlos de Souza Filho e a Corregedoria formada por Willian Silva, no cargo principal, e a desembargadora Eliana Junqueira Munhós Ferreira como vice. Já Dair José Bregunce de Oliveira será o vice-presidente/corregedor do Tribunal Regional Eleitoral. Samuel Meira Brasil agradeceu a confiança dos colegas “pela responsabilidade a ele atribuída e caracterizou a ocasião como um momento ímpar e especial em sua vida”. Ele substituirá o desembargador Fabio Clem, que deixa a Presidência em dezembro, após dois anos de gestão. No TRE-ES, Carlos Simões Fonseca ocupará a cadeira do atual presidente, José Paulo Calmon Nogueira da Gama. Os novos presidentes assumirão o cargo na esteira de mais um relatório negativo para o Judiciário capixaba, divulgado no mês passado. A pesquisa Justiça em Números 2023, realizada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), aponta que o Tribunal de Justiça e o Tribunal Regional Eleitoral têm um dos maiores números de processos represados sem solução no país. O índice é medido pela taxa de congestionamento, que pode ser total ou líquida. No caso desta última, não estão inclusos processos suspensos, sobrestados ou em arquivo provisório. No que diz respeito ao TJES, considerando os índices de congestionamento líquido, o Estado está em 3º lugar no ranking, com 72,4%. Acima do Espírito Santo estão o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), com 75,2%, e o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), com 77,2%. Conforme consta na pesquisa, quanto maior o índice, maior a dificuldade do Tribunal de lidar com seus processos. Nos dados sobre os tribunais eleitorais, o TRE/ES aparece em 2º lugar na taxa de congestionamento líquido, com 52,4%, abaixo do Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE/AL), com 54,1%. Os dois estados ocupam a mesma posição na taxa de congestionamento total, respectivamente, com 53,2% e 54,4%. Levando em consideração a taxa de congestionamento total, o Estado também ocupa o 3º lugar no ranking, com 75,5%, perdendo também para o TJRJ (78,7%) e para o TJSP (81,5%). Entre os processos que, segundo a pesquisa, fazem parte do índice de congestionamento total, estão as execuções penais, que precisam permanecer no acervo enquanto o cumprimento da pena estiver em andamento. Taxa de processos represados no TJES e no TRE é uma das maiores do Brasil – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/justica/taxa-de-processos-represados-no-tjes-e-no-tre-e-uma-das-maiores-do-brasil
Ministro de Desenvolvimento lança programa Brasil sem Fome no Estado
Programa federal visa retirar o país do mapa da fome até 2030, com ações integradas Rodrigo Zaca/Secom Uma das principais pautas do Governo Lula, o Brasil Sem Fome foi lançado no Espírito Santo nesta sexta-feira (6), durante a 15º Conferência Estadual de Assistência Social, em Domingos Martins, na região serrana. Assinaram o protocolo de intenções o governador Renato Casagrande (PSB) e o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias. O programa pretende retirar o país do mapa da fome até 2030, reduzindo as taxas totais de pobreza e de insegurança alimentar e nutricional em todo território nacional. A iniciativa do Governo Federal, pactuado com os estados que aderirem ao plano, abrange 32 outros programas, incluindo o Bolsa Família. A finalidade é a transferência de renda para que as famílias possam comprar a alimentação e o dinheiro circular na economia. “Essa é a nossa principal missão: garantir que a gente tenha transferência de renda, complemento de alimentação, mas também o caminho de tirar da pobreza e permitir promoção social. Para isso, adotaremos estratégias para o aumento da renda para compra de alimentos, inclusão das pessoas em políticas de proteção social, ampliação da produção de alimentos saudáveis e mobilização da sociedade e de demais poderes e entes federais para erradicação da fome”, afirmou Wellington Dias. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, são 24 ministérios que atuarão integrados na pactuação com os estados e municípios para planejar as ações de cada território, contemplando cada realidade regional. No protocolo de intenções entre os governos federal e do Estado, as partes buscam estabelecer mecanismos de cooperação na promoção da inclusão socioeconômica de pessoas inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), por meio da oferta de ações de apoio à inserção no mundo do trabalho. Casagrande ressaltou a importância da parceria com o Governo Federal para o fortalecimento do trabalho de proteção social. “Ainda somos um país muito desigual, com alta concentração de renda, por isso, as políticas de transferência de renda e inclusão produtiva são muito importantes”. Ele citou programas estaduais semelhantes, como o Bolsa Capixaba, a Compra Direta de Alimentos, os Fundos de Assistência Social e de Combate à Pobreza. “Termos o Governo Federal conosco para fortalecer essa rede é muito importante”, disse Casagrande. Após a assinatura do plano Brasil Sem Fome, a comitiva acompanhou o governador até o município de Santa Teresa para a solenidade de entrega do novo Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas). Com investimento estadual de R$ 1 milhão, a obra faz parte da política de investimentos estaduais de ampliação e melhoramento de toda rede física de equipamentos socioassistenciais do estado. A previsão é de que até 2026 sejam investidos mais de R$ 115 milhões em novas construções e reformas. Além da entrega do Creas, o ministro conheceu o Programa Compra Direta de Alimentos (CDA), iniciativa do Governo do Estado que tem como principais objetivos valorizar os pequenos produtores familiares, o combate à insegurança alimentar das populações mais vulneráveis e o aquecimento da economia local. Antes de chegar ao Estado, o ministro manifestou o interesse em conhecer o programa, considerado exitoso em todos municípios onde é executado.
Demandas do sul do Estado chegam à Caravana dos Direitos Humanos
Denúncias incluem fechamento de equipamentos públicos, perseguição da Guarda e despejo violento Davi Abarca Insatisfações em relação ao fechamento de equipamentos públicos, à perseguição da Guarda Municipal e a despejo violento; e falta de acesso a políticas públicas de habitação, cultura, lazer, educação e cidadania. Esse foi o resultado da audiência pública realizada em Cachoeiro de Itapemirim, sul do Estado, nessa quinta-feira (5), pela Caravana dos Direitos Humanos, projeto da comissão da Assembleia Legislativa ligada ao tema. O debate, realizado na Câmara de Vereadores, contou com a presença da presidente do colegiado, deputada estadual Camila Valadão (Psol), e representantes de movimentos sociais do sul do Estado. Em Cachoeiro, administrado pelo prefeito Victor Coelho (PSB), uma das queixas diz respeito ao Teatro Municipal Rubem Braga. Danificado na enchente que atingiu o município em 2020 e fechado desde então, o prédio recebeu a instalação de um tapume metálico no entorno, para evitar que seja utilizado por pessoas em situação de rua. “É uma construção hostil. Eu estive lá conversando com pessoas em situação de rua, e me falaram que tinham ocupado o teatro, já que ele não estava sendo devidamente utilizado, mas foram retirados. Antes disso, o teatro tinha sido depredado. Essa situação é muita mais profunda, representa o descaso do poder público”, denunciou Amanda Malta, representante do Conselho Municipal de Política Cultural de Cachoeiro. O aumento da quantidade de pessoas em situação de rua no município foi outro alerta feito na audiência por Felipe Gaspar, militante do PT e assessor da deputada estadual Iriny Lopes. Muitas delas abrigadas nas grandes manilhas deixadas na Linha Vermelha, devido à obra de macrodrenagem na região do bairro Guandu. A falta de acessibilidade também foi levantada por José Antônio Souto Siqueira, presidente do Conselho Municipal dos Direitos das Pessoas com Deficiências de Cachoeiro de Itapemirim (Comdpede), incluindo a própria Câmara de Vereadores, cobrada ainda pela ausência de tradutores de Linguagem Brasileiras de Sinais (Linais) na Caravana. Davi Abarca Já sobre o município próximo, Itapemirim, Marcelo Gobbi, militante do coletivo União das Esquerdas Sul Capixaba (Uesc), lembrou do processo violento de reintegração de posse em agosto passado, de uma área ocupada no município, resultando na demolição de cerca de 70 casas. A ação atendeu a uma ordem judicial e contou com um grande efetivo da Polícia Militar, munido de cavalaria e armas de grosso calibre. Outra questão apontada por ele foi de fechamento de unidades escolares pela gestão de Doutor Antônio (PP), resultando em salas de aula superlotadas. A dificuldade de acesso ao transporte universitário também foi fator mencionado como empecilho ao pleno acesso ao direito à educação. Políticas para juventude Com um plenário repleto de jovens, políticas públicas para o seguimento tomaram os debates. Liliana Rodrigues, representante do Conselho Municipal de Juventude de Cachoeiro, apontou falta uma resposta da prefeitura sobre o fechamento do prédio do Centro de Referência da Juventude (CRJ), que fica na Praça de Fátima e também foi danificado pela enchente de 2020. A “perseguição constante da Guarda Civil Municipal (GCM) de Cachoeiro” aos jovens que realizam batalhas de rima de hip hop em espaços públicos também foi denunciada por Cleyson Gomes, representante de Comunidades de Terreiro no Conselho Municipal de Juventude de Cachoeiro. “Sempre tem uma viatura da Guarda quando a gente aparece. E não é a Polícia Militar, é a Guarda Civil”, afirmou. Davi Abarca Em Piúma, administrado pelo prefeito Paulo Cola (Cidadania), a diretora do Coletivo de Fortalecimento e Empoderamento da População Negra do Sul do Estado (Fepnes), Carla Regina, chamou atenção para o aumento de casos de suicídio de jovens da cidade, diante da ausência de perspectivas em relação à qualificação profissional e acesso à cultura e lazer. A rede assistência social é considerada insuficiente para atender à demanda. Problemas em conselhos O gerente de Direitos Humanos da secretaria da Prefeitura de Cachoeiro que trata do tema, Geovane Roberto Santos, afirmou que o Conselho Municipal de Direitos Humanos está inativo porque vereadores barraram na Câmara a lei que alteraria sua composição, acrescentando uma cadeira para a população LGBTQIA+. “Simplesmente engavetaram sem dar um parecer. Uma Casa que deveria zelar pela aplicação das políticas públicas não atuou dessa forma por uma questão ideológica e religiosa que não deveria existir neste espaço”, criticou. Davi Abarca Liliana Rodrigues, do Conselho Municipal de Juventude, afirma que o conselho foi estabelecido após muita cobrança à Prefeitura de Cachoeiro. Ela denunciou, porém, a ausência do poder público nas reuniões e falta de diálogo na construção de políticas públicas. “O que a gente cobra é o diálogo, seja com resposta positiva ou negativa”, argumentou. Ação A deputada Camila Valadão firmou o compromisso de que a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos dará prosseguimento a todas as denúncias feitas durante a audiência. Segundo ela, um relatório será elaborado para acionar os órgãos responsáveis ou apresentar projetos de lei na Assembleia. “As manifestações nessa audiência não foram palavras ao vento. A nossa ideia é que tudo o que vocês falaram se reverta em ações”, garantiu. Esta foi a segunda edição da Caravana dos Direitos Humanos. A primeira ocorreu em setembro, em Conceição da Barra, norte do Estado. Até o fim do ano, audiências também serão realizadas em Linhares (norte) e Venda Nova do Imigrante (região serrana). Bermuda e short barradosAntes de começar a audiência, alguns jovens atendidos pelo Centro de Referência das Juventudes (CRJ) foram barrados na entrada da Câmara Municipal por estarem usando shorts e bermudas – pelas regras do estabelecimento, só é permitida a entrada utilizando calças compridas ou saia. Uma funcionária do CRJ teve que interceder pelos jovens – que conseguiram entrar, mas foram orientados a “não circular muito”, para não desagradar o presidente da Câmara, Brás Zagotto (Podemos). Em uma de suas falas, Geovane Santos, sem citar o episódio diretamente, colocou as normas de vestimenta dos prédios públicos como limitações aos direitos dos cidadãos. “O que a pessoa faz com o corpo dela é direito dela. Não pode ser barrado por estar de bermuda”, protestou.
Trabalhadores do Himaba afirmam que não receberam o piso da Enfermagem
Relatos apontam que não há previsão de pagamento e quem tem duplo vínculo receberá somente um piso Enfermeiros, técnicos e auxiliares denunciam que o Hospital Estadual Infantil e Maternidade Alzir Bernadino Alves (Himaba), em Vila Velha, ainda não pagou o piso da categoria. Os trabalhadores afirmam que, ao questionarem a gestão do hospital, administrado pelo Instituto Acqua, receberam como resposta que o acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (Sesa) foi assinado em 27 de setembro, mas o repasse federal ainda não foi encaminhado para o Himaba, portanto, não há previsão de pagamento. Os trabalhadores, que preferem não se identificar por medo de represálias, relatam que a explicação para o atraso na assinatura do acordo foi o fato de que o Governo Federal fez os trâmites primeiro com as prefeituras, depois com os hospitais filantrópicos e, por fim, com as Organizações Sociais (OS), que é o caso do instituto que administra o Himaba. O valor a ser recebido de repasse, conforme foi informado aos trabalhadores, será de R$ 120 mil. Diante disso, o Himaba informou aos funcionários ser insuficiente para pagar a todos, já que são mais de 600 profissionais. A Enfermagem relata que, de acordo com o hospital, quem tem dois vínculos empregatícios vai receber o piso somente em um. A OS alega que quando a empresa cadastra o trabalhador no e-social, a informação é enviada para o Governo Federal, que repassa o recurso somente para um único vínculo. O mesmo vale para o retroativo a maio, junho, julho e agosto, que, segundo os trabalhadores, ninguém recebeu ainda. Os funcionários do Himaba se queixam, também, que, de acordo com o hospital, o que será considerado como piso será a soma do valor bruto de todos proventos, como salário, insalubridade e adicional noturno. Se atingir o piso previsto na Lei Federal 14.434/2022, o trabalhador não receberá mais nada. Os valores previstos na lei são de R$ 4,7 mil para enfermeiros, R$ 3,3 mil para técnicos de enfermagem e R$ 2,3 mil para auxiliares. Os trabalhadores também voltaram a denunciar situações de assédio moral no Himaba. “Não podemos falar sobre o assunto dentro do hospital. Quem procura o RH [Recursos Humanos] para questionar é demitido”, afirma um dos trabalhadores. Os funcionários alertam, ainda, que após as demissões, o quadro de funcionários não vem sendo reposto, por isso, há sobrecarga de trabalho e adoecimento da equipe.
Estado (nada) laico
Lorenzo Pazolini e, de novo, a Igreja Batista: vereadora quer explicações sobre culto em formação de professores Ellen Campanharo/Ales Não é novidade que o prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), investe todas as fichas eleitorais na área evangélica, no caminho que traça com antecedência até 2024. Embora já tenha se reunido e visitado uma lista de congregações, o foco principal tem sido a Igreja Batista. Como já analisei aqui, isso envolve reuniões, apoios, eventos, cultos, discursos e muitos apertos de mão. Interesses trocados também! Pois bem, os mesmos atores são centro, agora, de uma cobrança feita pela vereadora Karla Coser (PT), motivada por denúncias, que chegaram ainda ao Fórum Estadual de Educação. É que, na última sexta-feira (29), a Igreja Batista foi palco de uma formação de professores da rede municipal sobre “Comportamentos Desafiadores no TEA: reconhecimento e abordagem”. Tema essencial, sem dúvida, a participação foi obrigatória, mas…teve louvor! No plenário da Câmara, a vereadora questionou: formação ou culto? E apontou “coincidências”: ocorreu na igreja do vereador Davi Esmael (PSD), aliado do prefeito e que tem circulado com ele nesses espaços, e com a presença da esposa de Pazolini, a promotora de Justiça Paula Fernanda. Karla Coser divulgou imagens do momento questionado e, em requerimento de informação à prefeitura, aponta violação às crenças pessoais e a princípios garantidos pela Constituição. Quer dizer, uma cena nada incomum registrada na Capital do Estado laico…às avessas! NomesA capacitação foi destinada a professoras que atuam na Educação Especial e diretoria de função Pedagógica ou coordenador de turno. Uma das palestras foi feita pelo neurologista e especialista em autismo, Thiago Gusmão. A outra, pela promotora Paula Pazolini, que no convite, tem atuação especificada na área criminal da Serra, com mestrado em Segurança Pública e pós-graduação em Direito Ambiental Urbanístico. RequerimentoPerguntas da vereadora: qual a capacitação comprovada dos palestrantes na área do TEA? Quantos profissionais participaram do evento? Constava na programação a manifestação religiosa? Quem a conduziu e em que medida a Prefeitura entende que ela se relaciona com o objeto da capacitação? Quais serão as próximas ações adotadas pela Seme para dar continuidade à “promoção de experiências educativas cada vez mais inclusivas”? Etc.Tenho mostrado aqui que Pazolini, nas últimas semanas, concentra foco total no eleitorado evangélico, que consome 30% da fatia do bolo. Sempre ao lado de Davi Esmael, que tem votos na mesma área. Além da Igreja Batista, já tiveram tête-à-tête com o prefeito a Universal, Assembleia de Deus, COANP – Casa de Oração…etc, etc, etc! Aguarde e confira: vem muito mais por aí! Muro seguroA propósito, Pazolini vai participar da “Marcha da Família” convocada pelo Foro Conservador do Estado? Davi Esmael já gravou vídeo com liderança do grupo, assim como os deputados estaduais bolsonaristas Callegari (PL), Danilo Bahiense (PL), Coronel Weliton (PTB) e Vandinho Leite (PSDB). Pazolini até aparece lá na página, mas falando de…causa animal! O prefeito, assim como fez nas últimas eleições, foge de marcar sua posição pró-Bolsonaro. OfensivaA Marcha será realizada no feriado do próximo dia 12, às 13h, no Quiosque K1, da Praia de Camburi, em Vitória. Mas o chamado, na prática, é para se manifestar contra o aborto. A estratégia é parte da ofensiva aberta pelos bolsonaristas diante do debate no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a descriminalização em casos de até 12 semanas de gestação. A conferir! FuturoO PSDB realiza convenção neste sábado (7), às 8h, na Assembleia Legislativa. Vai eleger a executiva estadual e debater projetos futuros. Presença do vice-governador e supersecretário, Ricardo Ferraço, peça projetada para sucessão de Renato Casagrande (PSB) e que tem sido assediado pelo MDB. O presidente do ninho tucano hoje, como se sabe, é Vandinho. Pergunta que não quer calar: os insatisfeitos Max Filho e Sergio Majeski estarão presentes? Futuro IIPara 2024, a legenda sinaliza um palanque encabeçado pelo ex-prefeito Luiz Paulo Vellozo Lucas em Vitória, essencial para recuperar espaços. Na Serra, Vandinho recuou e tentava atrair Audifax Barcelos (sem partido), mas pode esbarrar também no deputado Paulo Muribeca (Patri), na meta de derrotar Sergio Vidigal (PDT). CorteO deputado estadual Mazinho dos Anjos (PSDB) apontou no plenário da Assembleia, nesta semana, que empresários reclamam da previsão de redução em praticamente 50% do orçamento da pasta de Turismo, que já era baixo: de R$ 34 milhões para R$ 16 milhões. Por essas e outras, a classe política nem cobiça o cargo, vide a recusa de Renzo Vasconcelos (PSD), que reivindicava a de Agricultura, cheia de obras e visibilidade. Nas redes“Três médicos de São Paulo foram executados no Rio de Janeiro, entre eles o irmão da nossa amiga Sâmia Bomfim [Psol-SP]. Toda nossa solidariedade aos familiares! Esperamos que a investigação seja rápida e firme para identificar os assassinos, os mandantes e a motivação”. Camila Valadão, deputada estadual pelo Psol. FALE COM A COLUNA: medeirosmanaira@gmail.com Tour religioso-eleitoral Lorenzo Pazolini mira na Igreja Católica, João Coser na Batista, e a classe política, em peso, demarca território https://www.seculodiario.com.br/socioeconomicas/tour-religioso-eleitoral Republicanos em ação Na Capital, grupo de Lorenzo Pazolini e o próprio prefeito investem todas as fichas eleitorais https://www.seculodiario.com.br/socioeconomicas/republicanos-em-acao