Secretário, Rambo, blogueiro e…candidato em Vitória? Ramalho congestiona campo ainda mais e dá novos contornos às cotações Redes Sociais Que o coronel Alexandre Ramalho (Podemos) quer ser candidato em 2024, não há dúvida nenhuma! Tem investido pesado nesse projeto, nas ruas e nas redes sociais. A questão é…vai atender ao projeto da Nacional e encarar a Prefeitura de Vitória ou insistir na sua prioridade, que é Vila Velha? Desde o início das movimentações, Ramalho não deixa dúvida de que seu foco é o município canela-verde, onde mora, mas diante do obstáculo chamado Arnaldinho Borgo, do mesmo partido, Vitória passou a entrar nas cotações, até então, com acenos tímidos no mercado. Há poucos dias, porém, esse cenário ganhou novo fôlego. Ramalho foi convidado pela presidente nacional do partido, Renata Abreu (SP), com o oferecimento de todas as garantias para erguer o palanque. A entrada oficial do secretário – o Rambo Capixaba versão atual – nas articulações, a um ano do pleito, congestiona ainda mais o campo na Capital e no arco de alianças do governador Renato Casagrande (PSB), além de impor uma guerra entre patentes, devido à candidatura já anunciada do deputado estadual Capitão Assumção (PL), seu crítico voraz. Num passado bem recente, Ramalho ficou às turras com o Podemos, após ter sido barrado na disputa ao Senado, e quase não aceitou descer para a Câmara Federal. Na hipótese de não aceitar a oferta da Capital, a única opção seria mudar de partido e se manter no páreo em Vila Velha. As conversas, como se sabe, são com o PP, que também é aliado do governo, mas com pontos de atrito e rebelião. Até fechar a mesa de negociação, tudo pode acontecer! TrincaPara o Podemos, lançar um nome na principal vitrine política de 2024 é um ótimo negócio. Com Arnaldinho em Vila Velha e Wanderson Bueno em Viana, teria palanques em três dos cinco município mais estratégicos da região metropolitana. SobrandoNo campo de Casagrande, vale lembrar, já estão em campo os deputados estaduais Tyago Hoffmann (PSB), Fabrício Gandini (de saída do Cidadania) e Mazinho dos Anjos (PSDB), que formaram um bloco com o ex-prefeito Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB). Tem ainda a candidatura petista de João Coser. Ramalho seria mais um do mesmo bloco de alianças. PerfisDo lado da direita e bolsonarista, tem Assumção e o prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos). Em questão de eleitorado, o secretário adentra também essa área. Resta saber se os moradores de Vitória “compram” o perfil do secretário. Em Vila Velha, as últimas eleições comprovam: afinidade certa. Lá e cáNessa de transitar pelos dois municípios, Ramalho se reuniu outro dia com o ex-prefeito de Vila Velha Neucimar Fraga, do PP, que saiu exaltando o secretário como figura importante do município. Também esteve com Tyago Hoffmann, em “agenda de alinhamento”. Agora, é esperar as próximas cenas eleitorais… CobrançaA deputada federal Jack Rocha, presidente estadual do PT, é uma das 25 signatárias do partido de uma carta direcionada ao presidente Lula na sexta-feira (29), reivindicando a nomeação de uma mulher negra para o Supremo Tribunal Federal (STF). A cadeira em questão é da ministra Rosa Weber, que acaba de se aposentar. HomensAs sinalizações, porém, apontam para o lado de sempre: homens! Encabeça a lista o ministro da Justiça, Flávio Dino, seguido do presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Bruno Dantas, e do advogado-geral da União, Jorge Messias. O STF ficaria com apenas uma mulher na composição do Pleno. MetasA corrente interna do PT Alternativa Socialista, de João Coser e da vereadora de Vitória Karla Coser, se reuniu nesse final de semana para articular as metas para 2024. Já no grupo, a vereadora da Serra Elcimara Loureiro, que está nos ajustes burocráticos para se filiar oficialmente à legenda, após deixar o PP. Metas IIElcimara quer disputar a prefeitura no seu reduto eleitoral e já é considerada pré-candidata. Coser é figura mais que certa na guerra prevista para a eleição ao comando de Vitória, e Karla vai atrás da reeleição. PalanqueO prefeito de Alegre, Nirrô Emerick, deixou o pequeno Solidariedade para se filiar ao partido que ganhou peso e tamanho nas últimas eleições, o PP. O evento que efetivou a mudança foi realizado há quatro dias, no município, com a presença do presidente estadual, Da Vitória, e do também deputado federal Evair de Melo. Nirrô é candidato à reeleição. Nas redes“Estou muito honrada em ser a primeira mulher e primeira latina a liderar o grupo de combate à Tuberculose da WHO [Organização Mundial de Saúde]! É uma conquista imensa na contribuição da eliminação da tuberculose no Brasil e no mundo”. Ethel Maciel, epidemiologista, capixaba, e secretária nacional de Vigilância em Saúde e Ambiente. FALE COM A COLUNA: medeirosmanaira@gmail.com ‘Rambo Capixaba’, o retorno Ações do coronel Ramalho remetem à fórmula executada no passado por quem…quem? Rodney Miranda! https://www.seculodiario.com.br/socioeconomicas/rambo-capixaba-o-retorno
Delegados de polícia se mobilizam para garantir reestruturação da carreira
Ana Cecília Mangaravite, do Sindepes, aponta que evasão da carreira gira em torno de 50% “Passados nove meses do início do mandato, ainda permanecemos nas piores posições”, afirma a presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia do Espírito Santo (Sindepes), Ana Cecília Mangaravite, ao cobrar do governo a adoção de medidas para atender aos pleitos da categoria relacionados à reestruturação da carreira e da tabela de subsídios. Para debater questão, o sindicato promove, nesta sexta-feira (6), às 10h30, reunião na Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), no Barro Vermelho, em Vitória. “Ainda em outubro de 2022, estivemos pessoalmente com o governador Renato Casagrande [PSB] para tratar do assunto referente à valorização do cargo de delegado de Polícia no contexto local, tendo recebido dele o compromisso com a sinalização positiva de tratar da questão ainda no primeiro semestre de 2023”, comenta Ana Cecília. “Permanecemos entre os cinco piores do país. A posição varia conforme os outros estados pratiquem os reajustes, mas certo é que permanecemos na lanterna”, reitera, revelando que, segundo dados obtidos do último concurso realizado para o cargo, em 2014, a evasão da carreira já beira os 50%. Ela explica que a demanda referente à reestruturação da carreira foi apresentada desde o mês de junho. “Estamos aguardando uma devolutiva oficial a respeito do pleito apresentado, o qual consiste na reestruturação baseada em premissas já previstas na legislação estadual e que são aplicadas a outras carreiras”, informa. “Por muito tempo, houve uma promessa de solucionar o problema pelo menos na mediana nacional. Isso nunca aconteceu”, afirma a delegada. Posteriormente, no final do ano passado, o compromisso era de avançar ainda mais para remunerar o cargo de forma compatível com o Produto Interno Bruto (PIB) estadual. “Por isso não houve pleito específico de percentual. Houve demanda pedindo a reestruturação da carreira como um todo, porque há mais de um problema a ser solucionado”, explica, e lembra que a lei que reestruturou a carreira é de 2007 e de lá para cá alguns pontos precisam ser aprimorados. Para Ana Cecília, são questões técnicas, já de conhecimento das secretarias e, uma vez superadas, vão corrigir distorções que criam entraves para a permanência de muitos profissionais no cargo. “Temos um grande índice de evasão da carreira por conta de problemas relacionados ao salário inicial do cargo – em torno de R$ 14 mil -, que destoa da realidade praticada no resto do país, em média de R$ 19 mil, razão pela qual hoje nossa carreira se encontra envelhecida”. Na convocação, a entidade destaca que “a despeito de todos os esforços empreendidos pelas entidades de classe, as tratativas relacionadas ao pleito de reestruturação da tabela de subsídios da carreira de Delegados de Polícia Civil seguem estagnadas sem devolutiva oficial por parte das Secretarias envolvidas no processo – de Governo e de Gestão e Recursos Humanos -, responsáveis pela apresentação e viabilização dos estudos necessários à concretização do pleito”. A delegada aponta que “existem distorções também no que diz respeito à distribuição dos níveis promocionais, causando um prejuízo em relação ao que já é estabelecido para outras carreiras da mesma instituição”.
PT de Cachoeiro se articula para ter nova presidência e palanque à prefeitura
Ex-prefeito e pré-candidato para 2024, Carlos Casteglione é cotado para assumir como presidente do diretório municipal Ales O Partido dos Trabalhadores (PT) de Cachoeiro de Itapemirim, no sul do Estado, realizará, no próximo domingo (8), das 8h às 13h, uma plenária para analisar a conjuntura política do município e definir os novos ocupantes do diretório para o mandato de 2023 a 2025. O evento contará com a presença da deputada federal Jack Rocha e do deputado estadual João Coser. Ex-prefeito por dois mandatos (2009-2012 e 2013-2016) e pré-candidato à Prefeitura de Cachoeiro em 2024, Carlos Casteglione é o mais cotado para assumir a presidência do diretório, hoje ocupada por Toninho do PT. Atualmente, Casteglione é subsecretário de Estado do Trabalho, Emprego e Geração de Renda, cargo para o qual foi nomeado em janeiro deste ano pelo governador Renato Casagrande (PSB), aliado do atual prefeito, Victor Coelho (PSB). Uma eventual candidatura do PT à Prefeitura de Cachoeiro no ano que vem não dependerá apenas da própria sigla, e sim da vontade da Federação Brasil da Esperança, a qual compõe junto com Partido Verde (PV) e Partido Comunista do Brasil (PCdoB). Dentro do próprio PT, outros nomes se colocaram como possíveis postulantes à candidatura para prefeito, como o oficial de justiça Eduardo Paiva e o sindicalista Paulo Poian – apesar de nenhum dos nomes ter sido formalizado junto à direção partidária. Outra sigla de esquerda, o Partido Socialismo e Liberdade (Psol) também deverá decidir em breve se terá candidatura própria a prefeito no município ou fará composição com outras legendas. Deputada estadual do partido, Camila Valadão estará em Cachoeiro nesta quinta-feira (5) para uma audiência pública da Caravana dos Direitos Humanos, iniciativa da Comissão sobre o tema na Assembleia Legislativa. Durante a visita à cidade, a eleição de 2024 também deverá ser pauta da legenda. Conjuntura desfavorável Por ora, Carlos Casteglione surge como o principal pré-candidato do campo progressista à prefeitura do município sul-capixaba em 2024, o que se reforçará caso sua condução à presidência do diretório do PT seja confirmada. Entretanto, desenha-se um cenário difícil em Cachoeiro para a esquerda em geral, numa cidade que deu quase 70% dos votos do segundo turno para presidente em 2022 para Jair Bolsonaro (PL). Casteglione, em particular, se quiser um terceiro mandato no executivo municipal cachoeirense, terá que apostar em outra virada improvável contra candidatos mais bem cotados. Em 2008, conseguiu ultrapassar Theodorico Ferraço (DEM) na última semana de campanha. Em 2012, venceu a disputa por uma diferença de apenas 3,6 mil votos em relação ao seu principal concorrente, Glauber Coelho (1974-2014), irmão do atual prefeito Victor. Porém, impopular após oito anos de gestão, o PT acumulou fracassos nas duas eleições municipais seguintes, sem conseguir eleger vereadores e amargando as últimas colocações nas disputas para prefeito. Em 2016, o candidato a prefeito do partido, Braz Barros, teve apenas 2,7 mil votos, ficando na quinta posição. Em 2020, Joana D’Arck Caetano foi a escolhida pelo PT para concorrer ao cargo e recebeu 2,1 mil votos, alcançando a sétima colocação. O próprio Casteglione terá que melhorar seu desempenho eleitoral, uma vez que não conseguiu se eleger como deputado estadual em sua última candidatura, em 2018, quando chegou a 7 mil votos. Outro fator importante é a avaliação popular ao Governo Federal. Foi no auge da popularidade das gestões federais petistas que o atual subsecretário de Estado do Trabalho, Emprego e Geração de Renda se elegeu e se reelegeu prefeito de Cachoeiro Construção de alianças A um ano da eleição de 2024, as movimentações de postulantes de outros espectros políticos à candidatura à Prefeitura de Cachoeiro seguem intensas. O vereador Júnior Corrêa (PL), que recebeu 37,7 mil votos para deputado federal em 2022, divulgou, na semana passada, um vídeo em que aparece em Brasília ao lado do ex-presidente Jair Bolsonaro e do senador Magno Malta (PL), indicando investimento na estratégia de se vender como o “candidato de Bolsonaro”. Já os deputados estaduais Allan Ferreira (Podemos) e Dr. Bruno Resende (União) e o secretário de Cidadania, Direitos Humanos e Trabalho de Vitória, Diego Libardi (Republicanos), continuam aparecendo juntos em eventos pela cidade. Ferreira, Resende e Libardi prometem que apenas o mais bem colocado entre os três encabeçará uma chapa à prefeitura, com poucas chances de que algum deles aceite ser vice. Entre possíveis candidatos ligados ao prefeito Victor Coelho, a secretária municipal de Obras, Lorena Vasques, é quem tem feito recentemente mais movimentos para se viabilizar. Nas últimas semanas, foi possível ver postagens patrocinadas nas redes sociais com vídeos de Lorena em eventos oficiais da prefeitura. Outros nomes de possíveis candidatos incluem a secretária municipal de Desenvolvimento Social, Márcia Bezerra, o vice-prefeito e secretário municipal de Segurança e Trânsito, Coronel Ruy Guedes (Podemos), e o presidente da Câmara de Cachoeiro, Brás Zagotto (Podemos). Blocos em movimento – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/socioeconomicas/blocos-em-movimento
Assembleia reafirma revisão do ‘acordo-desastre’ como condição para desocupação
Indígenas também paralisaram plano até solução das indenizações. TRF-2 duplicou prazo para reintegração de posse Divulgação A assembleia indígena realizada na ocupação da ferrovia que corta o território Tupinikim e Guarani em Aracruz, norte do Estado, reafirmou a revisão do “acordo-desastre” como condição para desocupação dos trilhos, conforme estabelecido desde o início da mobilização, no dia 17 de setembro. Reunidos às centenas nesse sábado (30), moradores das aldeias mais populosas de Santa Cruz confirmaram que a pauta das indenizações referentes ao crime da Samarco/Vale-BHP contra o Rio Doce é o ponto de partida para a retomada das negociações que foram suspensas pelas mineradoras responsáveis pela tragédia, diálogo, por sua vez, que está no cerne das reivindicações que motivaram a ocupação. “As comunidades só irão sair dos trilhos se as empresas sinalizarem que irão rever o acordo. É a pauta que o juiz também se comprometeu a levar para elas”, relata o presidente da Associação Indígena Tupinikim e Guarani de Caieiras Velha (AITGCV), Joel Monteiro, referindo-se ao compromisso firmado pelo juiz do caso Samarco/Vale-BHP, Vinícius Cobucci, da 4ª Vara Federal de Belo Horizonte (MG), em reunião remota realizada com os indígenas da ocupação na última quinta-feira (28). Outros encaminhamentos decididos na assembleia foram pela paralisação total do Plano Básico Ambiental Indígena (PBAI) até que a pauta das Indenizações seja solucionada e pelo pedido, ao Ministério Público Federal (MPF), que ingresse no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o processo de reintegração de posse, com base na argumentação da violação continuada de direitos por parte das empresas criminosas, bem como a iminente ameaçada de aplicação da força policial prevista no despejo. Esse cenário de desrespeito prolongado por parte das empresas já foi apresentado pelo órgão ministerial ao Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2). Mediante o recurso do MPF, reforçado pela Defensoria Pública da União (DPU), a Corte Federal decidiu, também na última sexta-feira, adiar por mais dez dias a data da reintegração de posse, inicialmente estabelecida para o dia 9 de outubro, conforme consta no despacho do desembargador federal Marcelo Pereira da Silva. Os encaminhamentos da assembleia serão informados pelo Conselho Territorial de Caciques à Samarco, Vale e BHP Billiton, que continuam se negando a dialogar nos termos demandados pelas comunidades, conforme demonstra ofício enviado pela Samarco às lideranças na véspera da assembleia. Nele, o gerente de Relações Institucionais e com Comunidades da Samarco, Rodolpho Samorini Filho, sugere a data do dia 11 de outubro para reunião com as comunidades, “ressaltando que, conforme registro no ofício enviado pelas empresas anteriormente e na nossa última reunião, não abordaremos os pleitos de revisão da forma de indenizações” e afirma que “o reestabelecimento de nossas pautas ocorra mediante a desocupação da linha férrea”. ‘Acordo-desastre’ A revisão do acordo foi o motivo da ocupação dos trilhos realizada durante 43 dias há um ano, que resultou na saída da Fundação Renova das tratativas com as comunidades, que passaram a ser feitas diretamente com as mineradoras mantenedoras, e com a retomada do pagamento do Auxílio de Subsistência Emergencial (ASE), equivalente ao Auxílio Financeiro Emergencial (AFE), pago aos atingidos não-indígenas. Os outros pontos de pauta, no entanto, não foram cumpridos pelas mineradoras, que suspenderam as negociações que vinham acontecendo desde então, sob intermediação da 4ª Vara Federal, o que motivou essa segunda ocupação. O acordo de 2021, explicam os caciques, foi “uma imposição e uma violência” que precisam ser sanadas. “A Fundação Renova, que tinha obrigação de garantir um acordo justo e igualitário, fez o exato oposto, transformando o acordo contra o qual lutamos em um novo desastre (…) Tivemos um acordo injusto, ilegal e violador de direitos, que resultou na pior indenização de toda a Bacia do Doce. Não houve consulta livre, prévia e informada [conforme determinada a Convenção 169 da OIT], na verdade as pessoas foram obrigadas a aceitar os termos do acordo-desastre porque ‘ou era aquilo ou nada’ (…) Todos os demais problemas surgem dessa violação, desse desrespeito. E nós, povos originários, não temos opção: só nos resta lutar contra essa violação continuada”. Enquanto isso, acrescentam as comunidades: “nosso mangue e nosso rio estão envenenados, nossas praias estão poluídas, nossa pesca está proibida, e o único meio de vida que temos hoje, o Auxílio Subsistência Emergencial, está ameaçado. Perguntamos: como poderemos sobreviver? Teremos de pescar, infringindo a lei apenas para nos envenenar com um peixe contaminado? Quando nossa terra, nossas águas, nosso mangue vão estar limpos?”. Juízo federal do caso Samarco acolhe demandas da ocupação indígena na ferrovia Vinícius Cobucci irá solicitar às empresas que atendam à pauta das comunidades para viabilizar a desocupação https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/juizo-federal-do-caso-samarco-acolhe-demandas-da-ocupacao-indigena-na-ferrovia ‘Ocupação da ferrovia é estopim de longa e contínua violação de direitos’ MPF aciona Justiça para suspender reintegração de posse e 4ª Vara ouve indígenas sobre revisão do acordo com a Renova https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/mpf-ocupacao-da-ferrovia-e-estopim-de-longa-e-continua-violacao-de-direitos ‘Condição para desocupar trilhos é revisão do acordo-desastre’ Indígenas invocam Convenção 169 da OIT. MPF reforça pleito e sugere intermediação da 4ª Vara Federal de MG https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/condicao-para-desocupar-trilhos-e-revisao-do-acordo-desastre-afirmam-indigenas
Historiadora nascida em Vila Velha é eleita presidente nacional do Psol
Paula Coradi tem 38 anos e começou a militância política na Universidade Federal do Estado (Ufes) Paula Coradi, historiadora e professora licenciada da rede de ensino do Espírito Santo, foi eleita nesse domingo (1º) presidente nacional do Partido Social e Liberdade (Psol), durante o 8º Congresso realizado em Brasília. Substitui Juliano Medeiros, com um mandato que se encerra em 2026, e fortalece a ala ligada ao deputado federal Guilherme Boulos, pré-candidato à prefeitura de São Paulo, e ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ane Halama, dirigente do Psol no Espírito Santo, embora não seja da mesma corrente que a presidente eleita, disse: “Estamos contentes em ter uma mulher na direção do partido, é um diferencial do Psol ter mulheres nos espaços de poder. Esperamos que ela faça um bom mandato e desejamos todo sucesso!”. Ane é da Ação Popular Socialista, que tem entre seus membros mais conhecidos a ex-deputada estadual por três mandatos, Brice Bragato, que fez parte da equipe de delegados estaduais. Os outros, pelo Espírito Santo, são Ane Halama, Toni Cabano, Sandra e Camila Paulino. Segundo Ane, a deputada estadual Camila Valadão e o vereador de Vitória André Moreira, que são independentes, se uniram nesse processo. Em suas redes sociais, Camila Valadão postou: “Já são 18 anos construindo o Psol. Atualmente, nosso partido é uma força política importante no Brasil, com quase 300 mil militantes. No Espírito Santo, nossos mandatos na Assembleia Legislativa e na Câmara Municipal expressam a luta dos trabalhadores, das mulheres, do povo negro, da população LGBTQIAPN+ e da juventude. Seguimos firmes na luta contra a extrema direita e na construção de uma alternativa independente e ecossocialista!”. Paula Coradi tem 38 anos, é capixaba de Vila Velha, e começou a militância política na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), onde se graduou em História. Pertencente à ala Primavera Socialista, ela obteve 300 votos contra 147 da tendência Bloco Democrático de Esquerda. Houve tumulto durante o congresso, inclusive com agressões físicas entre os participantes. Em nota, o partido afirmou: “Durante o 8º Congresso Nacional do Psol, houve um desentendimento entre dois militantes que terminou por acirrar os ânimos e interromper o andamento do congresso por alguns instantes. A direção do Psol lamenta o ocorrido. O caso está sob apuração das instâncias responsáveis. O incidente não alterou o curso do encontro, que se encerrou elegendo a nova direção e aprovando todas as resoluções previstas”. Paula Coradi afirma que pretende “trabalhar para fortalecer as pautas da esquerda no país, combater os retrocessos e apoiar a agenda popular do governo Lula”: “Seguiremos firmes na construção do partido como um instrumento da luta das mulheres, do povo negro, LGBTQIA+, dos povos Indígenas, das trabalhadoras e trabalhadores e engajados na luta ambiental”. Filiada ao Psol desde 2009, ela também foi dirigente municipal e estadual antes de integrar a Executiva Nacional do Psol a partir de 2017. Como secretária de movimentos sociais, trabalhou nas articulações para uma aproximação do partido e, em 2018, atuou na coordenação de campanha de Guilherme Boulos à Presidência da República. Dois anos depois, esteve na coordenação da campanha que levou Boulos ao segundo turno na disputa pela Prefeitura de São Paulo. Em 2021, assumiu a Secretaria de Organização do partido, em período que culminou na eleição da maior bancada federal do partido em sua história. O processo para organização do congresso começou há meses com as plenárias municipais que envolveram mais de 53 mil filiados, encerrando-se neste fim de semana. Além da eleição da nova liderança, foram aprovadas resoluções abordando diversos temas, como conjuntura nacional e internacional e eleições 2024.
Transparência Guarapari quer impugnação da eleição para o Conselho Tutelar
Com críticas à gestão de Edson Magalhães, ONG acionou o Ministério Público Estadual A Organização Não Governamental (ONG) Transparência Guarapari acionou o Ministério Público do Espírito Santo (MPES) solicitando impugnação da eleição para o Conselho Tutelar, realizada nesse domingo (1). A motivação, conforme consta em ofício, é que diversas regiões da cidade não contaram com urnas para votação, o que impossibilitou a participação de eleitores. O documento diz que “não foi oportunizado a todos munícipes condições igualitárias para exercerem seu poder de voto, pois apesar de um processo eletivo interno longo da secretaria responsável (Setac), ficaram diversas regiões da cidade desassistidas de local próprio para votação, prejudicando de forma grave os eleitores e os candidatos ao pleito”. O ofício aponta ainda que, no dia da eleição, a urna de uma escola da região norte migrou para um colégio próximo à Prefeitura de Guarapari, “o que reforçou a dificuldade dos munícipes em votar”. O documento destaca que para os moradores do bairro Praia da Sereia, que fica depois do pedágio, ficou difícil comparecer à votação, uma vez que, sem um local na região para votar, os moradores teriam que arcar com custos do pedágio para se deslocar até algum colégio eleitoral. A Transparência Guarapari, na solicitação feita ao MPES, defende que novas eleições sejam realizadas “o mais breve possível”, de forma a atender todas regiões, “pois é inaceitável o cerceamento do direito do povo a população guarapariense, principalmente no interior”. O presidente da ONG, Jorge Egbert Weytingh Júnior, informa que a mudança de local de votação a qual o documento se refere foi de Jabaraí para Santa Rosa, feita sem que a gestão de Edson Magalhães (PSDB) apresentasse uma justificativa. Além disso, diversos bairros, a exemplo dos da região de montanhas, como Buenos Aires e Todos os Santos, não contaram com locais de votação. “Isso não favorece a população a votar de forma plena, muita gente queria votar e não pôde, pois tinha que se deslocar para muito longe”, critica. Os conselheiros tutelares são escolhidos em todo o Brasil a cada quatro anos, sempre no primeiro domingo do mês de outubro do ano subsequente ao do pleito presidencial. A votação deste ano foi a primeira a ser realizada com urnas eletrônicas em todo o território nacional. Ao todo, 4,3 mil pessoas participaram da eleição em Guarapari. Houve apenas 10 brancos e dois nulos. Foram eleitos cinco conselheiros. A mais votada foi Débora Wilselene Ferreira, com 520 votos, seguida de Lidia Simões Duarte (512), Ebenezer Ferreira (478), Zoraia de Fatima Medeiros Bramusse (475) e Samara Ribeiro Garcia (414). Onze candidatos ficaram na suplência.
Moradores de São Benedito denunciam violência da PM contra trabalhadores de obra
Relatos apontam que PMs jogaram spray de pimenta, bombas e balas de borracha em obra de escola Moradores do bairro São Benedito, no Território do Bem, em Vitória, que preferiram não se identificar por medo de represálias, denunciam que na tarde desta segunda-feira (2), a Polícia Militar (PM) entrou na obra de construção da Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Paulo Roberto Vieira Gomes e agrediu os trabalhadores. A alegação para a ação no local, afirmam, foi de que receberam denúncias de que ali havia um carregador de arma e que os trabalhadores estavam armados. Conforme informam os moradores, a PM não encontrou nada no local. Eles relatam que, ao entrar na obra, os policiais falaram da denúncia recebida. Contudo, diante das afirmações dos PMs de que ali tinha armas, como os trabalhadores diziam insistentemente que a denúncia não procedia, acabaram recebendo spray de pimenta no rosto, o que fez com que começasse uma discussão entre eles e a polícia. A partir daí, segundo os relatos, os policiais que estavam do lado de fora da obra começam a jogar bomba e bala de borracha dentro das dependências da futura unidade de ensino. Isso motivou que os moradores fossem às ruas pedir para que os policiais parassem, mas, conforme denunciam, também foram agredidos com bomba. Divulgação A EMEF Paulo Roberto Vieira Gomes funciona, atualmente, em um espaço improvisado. Com o ocorrido, os moradores temem que os trabalhadores abandonem a obra. “Tem trabalhador com olho vermelho, com machucado de bala de borracha. Isso pode atrapalhar algo que é para nossos filhos, nossos netos, no futuro”, diz uma moradora, que relata que ações como a ocorrida nesta tarde são corriqueiras na comunidade. “Eles [a PM] não querem saber se tem criança na rua, chegam agindo assim. Agora estão atingindo trabalhador dentro de obra. São Benedito está abandonado, pedindo socorro. A polícia só sabe chegar aqui, matar e dizer que foram recebidos à bala, mas eles que trazem a violência para dentro do nosso bairro. Nada acontece, ninguém faz nada pela comunidade”, denuncia. Recentemente, a comunidade de Consolação, também no Território do Bem, passou por situação semelhante. Moradores relataram que, em 19 de setembro, policiais subiram o morro, se esconderam na mata, e, ao avistar alguns homens na rua, começaram a atirar próximo a seis casas. Todas residências, afirmam, tinham crianças. “É desesperador. Aconteceu no horário que tem criança vindo da escola, que tem pai e mãe indo buscar os filhos no colégio, com muito medo de tomar um tiro de fuzil”, disse uma moradora. Os rapazes alvos da Polícia correram e conseguiram fugir. Depois dos disparos, os policiais foram em direção ao bairro Bonfim, também no Território do Bem. A moradora apontou que, diante desse tipo de ação policial, que tem sido frequente na região, as pessoas passaram a ter medo da PM. “Até mulher pode correr risco de sofrer alguma coisa. Eles falam que se correr, pode ser homem ou mulher, eles vão atirar”. Outro ponto denunciado é que a polícia tem tratado as mulheres da comunidade utilizando palavras de baixo calão, como “vagabunda” e “piranha”. Os recorrentes casos nas comunidades motivaram, em agosto último, a realização da manifestação do Dia Nacional de Lutas dos Movimentos Negros Pelo Fim da Violência Racista da Polícia. A concentração foi na praça de Itararé, de onde os manifestantes seguiram rumo ao Quartel da PM, em Maruípe, para, posteriormente, retornar ao ponto de saída. Moradores denunciam ação policial violenta em Consolação Comunidade do Território do Bem relata que policiais atiraram próximo a casas e em horário de movimento https://www.seculodiario.com.br/seguranca/moradores-denunciam-acao-policial-violenta-em-consolacao Manifestação escancara casos de violência policial nas periferias https://www.seculodiario.com.br/seguranca/manifestacao-escancara-casos-de-violencia-policial-nas-periferias
Fase Rede Sim
Eu Sou uma Longa História: quando sai da América, pude dedicar tempo integral na Rede Sim EU SOU UMA LONGA HISTÓRIA – 50 ANOS DE RÁDIO (REEDIÇÃO) CAPÍTULO XVIIIFASE REDE SIM Eu já estava atendendo Rui Baromeu no seu novo projeto, a Rede Sim. Acertei com ele de ficar na América e dedicar umas horas por dia na montagem da rede. Portanto, quando sai da América, pude dedicar tempo integral no esquema da Rede Sim – Sistema Integrado Multimídia. O Rui já me havia dito, desde São Mateus, que seu objetivo era uma rede de rádio e TV no Estado, partindo da Capital com o conteúdo, e que, breve, seria uma via de ida e volta, isto é, o interior recebia, o interior enviava conteúdo. Confesso que me interessei por esse projeto e nele fiquei. Vi crescer rádio por rádio. Estado afora. Visitei muitas emissoras, falei, ensinei, aprendi, dialoguei, impus também. Rui Baromeu passou a ter confiança no meu estilo de fazer rádio. Ele sempre foi um visionário no setor, embora sempre tivesse outros negócios para cuidar. Vi muitos profissionais (outros nem tanto) entrar e sai da empresa. Vi muito diretor equivocado com a maneira de dirigir a SIM. Passei a conhecer melhor Rui Baromeu e seu estilo de administrar, um estilo muito próprio, muito dele. Antes Na verdade, fui convidado por Rui Baromeu para montar as rádios Jovem AM e FM em São Mateus. Ele havia acertado isso com Tutinha. Com uma ajuda de Flávia Mignoni, que o conhecia bem, fui apresentado e logo convidado para ir para Sama (como os nativos a chamam). Foi também uma fase de puro aprendizado. As equipes de rádio e TV de São Mateus dão show de profissionalismo. Mas a implantação teve, para mim, momentos difíceis, que eram logo esquecidos quando Jota Barbosa falava: “no final, dá tudo certo!” Conseguimos montar e colocar no ar as duas emissoras, mas um dos grandes feitos alcançados por mim foi ter colocado no ar uma das melhores locutoras do Estado (hoje também dirigente), Sueli Oliveira. A equipe de esportes da Musical FM dá show e digo que compete de igual para igual com qualquer do Brasil. Muito profissional e trabalha sem falhas. Todos sob o comando do dedicado Ronaldinho Rangel. Jornal da Rede Antes do Jornal da Rede, cheguei a fazer um programa diário de 60 minutos no horario de 13 horas, logo após o Jornal da Rede, que era de 12h às 13h. Este programa era de variedade informativa e músicas traduzidas. O ponto forte eram os gols dos domingos, transmitidos pela então parceira RádioTupi. O Jornal da Rede começou com 60 minutos para todas as emissoras da Rede, que nesta época eram 18. Quem chegou a fazê-lo no início foi Aylor Barbosa, Paulo Duarte, Izabel Mendonça e Bachetti. Quando assumi, passamos para 30 minutos. Hoje, por força dos interesses comerciais de cada cidade, estipulamos o seguinte critério para exibição do Jornal da Rede. Ele é passado para as emissoras via FTP, sendo que é reproduzido entre 7 e 9h. Muitas o reproduz as 7h e outras dentro desse horário de 7 e 9h. Há dois anos passou a ter 15 minutos de duração e é reproduzido por 34 emissoras próprias da Rede Sim. As autoridades máximas do Estado sempre utilizaram o Jornal da Rede para entrevistas esclarecedoras a favor da população do Estado. Certa vez, fui chamado ao Palácio Anchieta pelo governador Renato Casagrande Casagrande (PSB), onde na entrevista, ele falava do socorro do Estado para as vítimas das enchentes daquele ano. O ex-governador Paulo Hartung (sem partido) também utilizava o Jornal da Rede para fazer balanços e informações importantes à população do interior, por meio de bate-papos. PARABÓLICASHá muito não se fala mais nos programas de pré-carnaval feitos, na época, por Ferreira Neto. Por onde anda meu preclaro Geraldo Magela, eficiente diretor de TV, entre outras coisas. Outro dia, recentemente, Luís Claudio inaugurou maior idade, comemorando bastante. E o nosso Amaro Neto (Republicanos)? Sumido como sempre na política. ACESSEN JRMIGNONE NO YOUTUBE – VERSÕESKelly Smith – Era uma vez MENSAGEM FINAL“Dentro de nós está o poder do consentimento para a saúde e a doença, a riqueza e a pobreza, a liberdade e a escravidão; somos nós que controlamos isso e não os outros”. Richard Bach
Uma nova vereadora feminista em Aracruz
Rhayrane Pedroni, do PCdoB, fala sobre as lutas do mandato, conquistado após fraude nas cotas de gênero O programa Política ES entrevista Rhayrane Pedroni, nova vereadora de Aracruz pelo PCdoB. Ela conta sobre a fraude nas cotas de gênero por outros partidos que a conduziu ao cargo no legislativo municipal e fala dos planos para o pouco mais de um ano que resta de mandato. Feminista e ligada a mobilizações da cidade como a luta pelo transporte público, Rhayrane também analisa a política municipal e o futuro de seu partido no Estado e no País. — * Inscreva-se no canal do Século Diário no YouTube e ative o sininho para acompanhar as novidades
Servidores do Estado definem demandas prioritárias para campanha salarial
Até novembro, serão 26 assembleias; reposição das perdas salariais está em foco, como aponta Renata Setúbal O Sindicato dos Trabalhadores e Servidores do Espírito Santo (Sindipúblicos-ES) realiza assembleias para a construção da pauta de reivindicações da campanha salarial de 2024. Ao todo, serão 26 encontros, que deverão se encerrar em novembro. A principal reivindicação, comum às categorias do funcionalismo, é a necessidade de reajuste anual real dos salários. “Há anos que há uma política de governo no Estado de reajuste zero, como foi no governo Paulo Hartung, ou abaixo da inflação, como é com Casagrande. Então, essa é uma questão que sempre aparece, pois existe um empobrecimento dos servidores do Poder Executivo, principalmente os aposentados, que não têm progressão na carreira e tíquete-alimentação”, ressalta a diretora de Assuntos Jurídicos do sindicato, Renata Setúbal. Um estudo realizado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a pedido do próprio Sindipúblicos, aponta que os servidores tiveram perdas salariais de 54,82% no período entre 2003 e 2023, seguindo os índices de inflação do período. O maior percentual foi o da segunda gestão de Renato Casagrande (PSB) no governo estadual, entre 2019 e 2022, de 20,43%, período que abarcou a pandemia da Covid-19. Neste mês, já foram realizados nove assembleias e, para a próxima semana, estão marcados encontros direcionados a funcionários do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema), de carreiras em vacância, do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-ES), da Secretaria de Gestão e Recursos Humanos (Seger-ES) e do Diário Oficial (DIO). O objetivo é acolher as demandas específicas de cada categoria, ao mesmo tempo em que são identificados os pontos que atingem o conjunto de servidores. Além do reajuste salarial, o do tíquete-alimentação também segue como demanda importante. Apesar de ter sido reajustado em 100% em 2022, passando de R$ 300 para R$ 600, o valor não é compatível com o preço da cesta básica. “O valor está abaixo do que recebem os servidores dos demais poderes do Estado. São poderes diferentes, mas, em todos os casos, são pagos pelo contribuinte. Então, há uma disparidade”, pontua Setúbal. Outra reivindicação destacada é o reajuste do valor das diárias para viagens a trabalho, debatida há meses com o governo do Estado e ainda sem solução. O valor atual é de R$ 112, e o sindicato propõe que seja elevado para R$ 250. “O governo não atendeu a esse pleito em 2023. Foi uma promessa, isso foi para a mesa de negociação, mas não houve reajuste ainda”, cobra a diretora. Mesa de negociação Em 2023, o Sindipúblicos conseguiu estabelecer uma mesa de negociação permanente com o governo do Estado, o que é avaliado como uma mudança de postura no Poder Executivo. Apesar de ainda aquém do desejado, o sindicato comemora como conquistas o reajuste de 5% no salário e de 100% no tíquete-alimentação. Também se conquistou a nomeação dos agentes de Suporte Educacional (ASE’s) e dos analistas do Executivo; a revisão geral anual; a aposentadoria dos atingidos pela declaração de inconstitucionalidade da Lei 187/2000 (sobre o regime jurídico dos servidores), abrangidos pela modulação do Supremo Tribunal Federal (STF); além de temas específicos, como melhoria e qualidade dos locais de trabalho, dentre outras questões. “A mesa de negociação foi uma conquista de 2023, porque até então o sindicato não tinha esse canal de negociação permanente. Através dela, tivemos várias conquistas. Não suficientes, mas, para 2024, queremos continuar com essa mesa para atender tanto as pautas específicas de cada órgão quanto as demandas gerais”, destaca Renata Setúbal. ‘Pautas não atendidas com mesa técnica demandam decisão de Casagrande’ – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/direitos/pautas-nao-atendidas-com-mesa-tecnica-demandam-decisao-politica-de-casagrande Governador instala mesa de negociação permanente com servidores públicos – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/direitos/governador-instala-mesa-de-negociacao-permanente-com-servidores-publicos