Iniciativas ocorrem diante das omissões dos prefeitos Edson Magalhães e Daniel da Açaí As gestões dos prefeitos de Guarapari, na Grande Vitória, Edson Magalhães (PSDB), e de São Mateus, no norte, Daniel da Açaí (sem partido), não convocaram a Conferência Municipal de Juventude. A omissão gerou reação da sociedade civil, que tomou iniciativa de fazer a convocação. Nas duas cidades, o processo de escuta dos jovens, elaboração de propostas de políticas públicas e eleição de delegados para a Conferência Estadual será realizado no próximo dia 30. O vice-presidente do Conselho Estadual de Juventude (Cejuve) e integrante do Fórum Estadual da Juventude Negra do Espírito Santo (Fejunes), Ramon Matheus, acredita que as iniciativas mostram o protagonismo da juventude, contudo, do ponto de vista da construção das políticas públicas para a juventude, a situação é prejudicial. “A conferência é o espaço de discussão entre a gestão e a sociedade civil. Os diversos grupos da sociedade civil irão discutir entre si, e isso eles já fazem no cotidiano”, aponta. Ramon destaca que a não convocação das conferências foi uma “decisão política” das gestões e que, inclusive, a sociedade civil tentou dialogar com as administrações municipais, mas sem sucesso. Em Guarapari, o Coletivo Diversidade, Resistência e Cultura (DRC) chegou a cobrar do poder público a realização da conferência. “Alô Prefeitura de Guarapari, cadê a Conferência Municipal das Juventudes?”, questionou por meio de publicação feita em agosto nas redes sociais. Diante da falta de ação da prefeitura, o grupo cobrou a participação de um representante da gestão. Por isso, no início de setembro, encaminhou um ofício para a Secretaria Municipal de Trabalho, Assistência e Cidadania (Setac), no qual solicitou a presença de duas pessoas, sendo uma titular e a outra suplente. O grupo não obteve resposta, mas depois de cobrar novamente por e-mail e pelas redes sociais, conseguiu confirmação da presença de um representante da gestão na conferência. Para Ramon, isso não muda a situação de omissão da gestão e os impactos negativos nas políticas de juventude. “Foi um movimento de tensionamento da juventude, e agora a gestão vai estar lá só porque a sociedade civil fez pressão para isso”, lamenta. No Espírito Santo, das 78 cidades, apenas 15 agendaram as conferências. Contudo, a quantidade foi considerada “um saldo positivo para a realidade do Estado”, analisa Ramon. Nos dias 22 e 23 de setembro, serão realizadas as conferências de Cachoeiro de Itapemirim, no sul, e Vitória, Capital do Estado. No dia 23, em Vargem Alta, no sul. Em 26 de setembro, será a vez de Sooretama, no norte. João Neiva, também no norte, Montanha e Pedro Canário, no noroeste, realizarão as conferências no dia 28. Ponto Belo, na região noroeste, Aracruz, no norte, e Ibatiba, na região do Caparaó, farão suas conferências em 29 de setembro. Nos dias 29 e 30, será em Linhares, no norte. Serra, Cariacica, Vila Velha e Viana, na Grande Vitória, realizarão no dia 30. Ramon afirma que as conferências municipais “são um desafio”, pois poucos município capixabas têm órgãos gestores com foco nas políticas de juventude, como gerências, e nenhuma delas têm uma secretaria específica. Além disso, muitos não contam com conselhos municipais de juventude. A mobilização por parte do Cejuve junto às gestões e à sociedade civil “foi, portanto, um trabalho de formiguinha”. Essa mobilização, considera Ramon, pode ser “uma semente plantada” para que as gestões municipais possam, a partir de agora, ter um olhar mais atento para as políticas de juventude e para que a sociedade civil cobre para que de fato isso aconteça. Ele comemora a realização de conferências em Montanha e Sooretama, pois foram iniciativas “inesperadas”, já que são municípios que não contam com órgãos gestores com foco nas políticas de juventude nem com conselho municipal. Em ambas as cidades, informa, a conferência será realizada pela primeira vez. Quinze municípios capixabas agendaram conferência de juventude Para Ramon Matheus, vice-presidente do Cejuve, o número é ‘um saldo positivo para a realidade do Estado’ https://www.seculodiario.com.br/direitos/quinze-municipios-capixabas-agendaram-conferencia-de-juventude
A ratoeira
Resta apenas saber quem e porquê: Whodunit? Antes que setembro acabe, como acontece a cada ano, vamos lembrar a dama do crime, Agatha Mary Clarissa Christie, Lady Mallowan, cujos livros são ainda editados e lidos em quase todos os pontos do mapa global. Agatha nasceu em um brumoso 15 de setembro de 1890, em Torquay, Inglaterra. Suponho que tenha sido um dia brumoso, em sendo nos tempos de Conan Doyle e Sherlock Holmes. Êta povinho pra gostar de crimes complicados com final infeliz para o culpado: o castigo tarda mas não falha. * As estatísticas americanas nos informam que mais da metade dos assassinatos praticados no país não são solucionados, e acredito que na Inglaterra deve ser a mesma coisa. Esses dados crescem a cada ano graças ao considerável aumento das armas de fogo. O que não causa surpresa é que na maioria dos assassinatos não resolvidos a vítima é negra. Imaginemos como anda essa situação no Brasil, agora que estamos até exportando criminosos. * Nos 66 livros da dama inglesa, porém, nenhum criminoso conseguiu escapar. Miss Marble e Hercule Poirot nunca falhavam, como não falhavam tantos outros famosos caçadores de criminosos da literatura universal. Por mais complexo que seja o esperado final inesperado, não há margens para dúvidas: no final o bem sempre vence. Resta apenas saber quem e porquê: Whodunit? O criminoso sempre deixa pistas que a polícia não consegue captar, mas que não escapam ao faro infalível dos detetives de papel. * Entre todos os escritos da famosa dama inglesa, uma peça de teatro se destaca: A Ratoeira. Escrita como presente de aniversário para a Rainha Mary, consorte do Rei George V, a peça foi encenada pela primeira vez no Teatro Royal, em 1890, tornando-se desde então a peça de teatro há mais tempo em cartaz no mundo todo. Parou em 2020, quando uma pandemia devastou o mundo, mas voltou em grande estilo em 2021. Desnecessário mencionar os muitos filmes que a história já rendeu. * Agatha deu os direitos da peça como presente de aniversário ao neto – ele ficou feliz? Aos oito anos, ele queria uma bicicleta. Enquanto isso, a greve dos escritores americanos continua, o que quer dizer que os autores registrados no poderoso WGA (Guia dos Escritores Americanos) não podem vender suas obras para cinema, teatro, TV, livros, etc. O que jogou a atriz Drew Barrymore no olho do furacão: atrizes não pertencem ao guia, mas os autores dos textos pertencem. A bela chorou, pediu desculpas, mas o show vai para o ar. * Agatha Christie: Aprendi que não se pode dar marcha a ré, que a essência da vida é ir sempre adiante. Na verdade, a vida é uma rua de mão única.
Política ES: Saúde mental das mulheres nas eleições
Munah Malek, coordenadora de programa nacional sobre o tema, fala de violência política de gênero e sub-representação Cientista social e coordenadora do projeto Saúde Mental na Eleição: Mulheres na Política, promovido pelo Instituto Vita Alere, Munah Malek é a convidada do Política ES. Ela fala sobre o que é violência política de gênero e como isso interfere na saúde mental das mulheres que participam das disputas eleitorais antes, durante e depois dos pleitos. Munah comenta sobre a sub-representação de gênero e etnia nos espaços de poder e conta quem são as capixabas que participam do projeto. Sobre o projeto: www.saudementalnaeleicao.com.br. — * Inscreva-se no canal do Século Diário no YouTube e ative o sininho para acompanhar as novidades. ** Se quiser ouvir este e outros programas em podcast, siga os canais do Século Diário no Spotify e Google Podcasts.
Inteligência Artificial causará impacto em campanhas já nas próximas eleições
Cientista político Darlan Campos acredita que a IA amplia o alcance das fake news, que ainda são um desafio O que poderá mudar nas campanhas eleitorais a partir das 2024 com o uso da Inteligência Artificial (IA) e de que forma irá impactar a abordagem da comunicação no contexto político? Para o consultor em marketing, escritor e professor Darlan Campos, “novas tecnologias e ferramentas sempre trazem abordagens novas na comunicação política, e já vão estar inseridas na eleição de 2024”. Nos meios jurídicos e políticos, há o temor, manifestado em estudos e projetos de lei, sobre o universo de notícias falsas – as fake news – com a IA. Para Darlan Campos, a “IA traz um novo panorama para essa questão. As fake news não são um fenômeno novo e o advento de cada tecnologia vai dando uma capacidade delas alcançarem cada vez mais gente e de forma mais assertiva. Esse fenômeno é um grande desafio, seja com a IA ou sem ela”. Preparando-se para lançar, em outubro próximo, seu quarto livro, Planejamento e Estratégia de Campanha Eleitoral, Darlan, que é diretor executivo da República Marketing Político, diz que a IA, assim como qualquer ferramenta de comunicação, “é um meio e não um fim em si”. Ele complementa: “Logo, na história da comunicação política, toda vez que a gente tem um incremento de novas tecnologias, que vão trazer novas perspectivas de uso pela política, isso traz novos contornos. Então, com certeza, a Inteligência Artificial vai causar um impacto, assim como vai causar impacto na sociedade como um todo, como já está sendo previsto por muitos estudiosos. Às vezes com supervalorização, especialmente no curto prazo”. Apesar dos avanços tecnológicos, Darlan faz uma ressalva: “Quando a gente fala em IA, não é algo novo, mas teve um boom nos últimos meses, inclusive aflorando outras perspectivas e ferramentas”, comenta, e aponta: “Então, edição de vídeos, de áudio, de imagem, de texto, as potencialidades são diretamente proporcionais às possibilidades que as próprias ferramentas geram”. O professor acredita que haverá um incremento, de fato, do uso da IA e um impacto, mesmo que pequeno, dentro das campanhas eleitorais. “Vale lembrar que se gente separar as diferentes campanhas que existem pelo Brasil, pegando aí as 96 cidades que têm acima de 200 mil eleitores, que vão ter segundo turno, essas vão ter campanhas mais estruturadas financeiramente. Permitem equipes de marketing e comunicação mais robustas e um grau de especialização e um potencial maior do uso de ferramentas”. Em contrapartida, pontua, “na imensa maioria dos municípios brasileiros, estamos falando de até 15 mil habitantes, ou seja, onde vão ter campanhas muito modestas. O grau de impacto, nesses locais, tende a ser menor”. Ao abordar a questão da empregabilidade, Darlan ressalta que, “assim como a profissão do jornalista não vai ser extirpada devido ao surgimento do chat GPT4 [novo modelo de linguagem da IA para produção de textos com até 25 mil palavras], também as novas tecnologias não vão suplantar a perspectiva da organização, da análise crítica, logo isso vai ser complementado”. “O que a gente consegue, a partir dessas ferramentas, é ter novas formas de abordagens, tanto de análise de dados quanto de produção de materiais, e isso traz aspectos positivos. Mas de forma nenhuma vai suplantar a presença desses profissionais. Talvez o que vá fazer é exigir uma capacidade de se atualizar e, compreendendo essas ferramentas, colocar isso em prática em estratégias de uma campanha eleitoral”. Dessa forma, ele não vê, “pelo menos no curto prazo, pensando nas eleições de 2024, impacto na perspectiva de empregabilidade. Acredito que vamos ter no futuro, mas em 2024 e 2026, não vejo grandes problemas, não”. O que é a IA Uma busca em sites de inovação e tecnologia faz surgir com facilidade informações sobre a IA, que, como afirma Darlan Campos, não é nova. Surgiu em meados do Século XX e ganhou essa denominação em 1956, na conferência de Dartmouth, nos Estados Unidos, do cientista John McCarthy, um dos idealizadores do conceito, que a definiu como “fazer a máquina comportar-se de tal forma que seja chamada inteligente caso fosse este o comportamento de um ser humano”. A partir dos assistentes de voz aos chatbots de atendimento, passando pela automação em grandes indústrias, a IA revela a todo instante novos potenciais e formas de auxiliar o ser humano nas mais diferentes áreas. Já nos anos 1960, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos iniciou suas primeiras pesquisas, que consistiam em treinar um computador para emular raciocínios humanos básicos.
Sindicato apresenta proposta de regulamentação e subsídio dos policiais penais
Anderson Faneli e Denys Mascarenhas, do Sinpp, afirmam querer dar “transparência” às propostas O Sindicato dos Policiais Penais do Espírito Santo (Sinpp/ES) protocolou, na Secretaria de Estado de Gestão e Recursos Humanos (Seger), uma proposta de regulamentação da categoria e de tabela de subsídio. Embora o governador Renato Casagrande (PSB) tenha se comprometido a encaminhar ambos para a Assembleia Legislativa até 31 de agosto, isso não se concretizou. Contudo, a informação é de que o salário inicial a ser proposto pela gestão estadual seria de R$ 4,3 mil, considerado baixo pelos trabalhadores, que também questionam o fato de não terem sido convidados para a elaboração da regulamentação, cujo teor ainda desconhecem. Em vídeo divulgado nas redes sociais, o presidente do Sinpp, Denys Mascarenhas, que aparece acompanhado do vice-presidente, Anderson Faneli, afirmou que a iniciativa trata-se de “um marco histórico para a nossa carreira” e informou que os documentos protocolados estarão disponíveis no e-docs, sendo “uma proposta transparente para todo mundo ter acesso e opinar”. A proposta de tabela de subsídio foi feita por meio de um estudo de um corpo técnico formado por advogados, economistas e representantes da categoria. Nele, a carreira é dividida em quatro níveis: PP Acesso, PP III, PP II e PP Especial. O salário inicial do PP Acesso seria de R$ 5,8 mil, e o final de R$ 7,6 mil. O do PP III começaria com R$ 7,2 mil e terminaria com R$ 9,5 mil. No caso de PP II, o inicial seria de R$ 8,5 mil e o final de R$ 11,3 mil. Por fim, PP Especial teria início com R$ 9,8 mil e fim com R$ 13 mil. Sobre a estrutura organizacional, o documento aponta que “o Departamento de Polícia Penal (DPP), órgão máximo da estrutura da PPES [Polícia Penal do Espírito Santo], vinculado à Secretaria de Estado de Justiça e subordinada diretamente ao Governador do Estado do ES, detém a incumbência de administrar, supervisionar, coordenar e gerir a PPES e os estabelecimentos penais do Estado”. Além disso, conterá os seguintes órgãos: gabinetes do Diretor Geral, correcional, de formação profissional e capacitação, de inteligência e informação, de operações especiais, e superintendências regionais. Quanto aos cargos em comissão e às funções de confiança cujas atribuições se relacionem às áreas finalísticas do DPP, os trabalhadores apontam que devem ser privativos de Policiais Penais estáveis. Destacam, ainda, que a direção geral deverá ser exercida por policial penal integrante da classe final da carreira; que as funções de direção são privativas de policiais penais que estejam, no mínimo, na Classe III da carreira, sem prejuízo da expedição de decreto do governador do Estado especificando critérios adicionais necessários à gestão penitenciária; e que para ocupar cargos em comissão e funções de confiança que exijam registro em conselho profissional, o policial penal deverá comprovar sua inscrição e regularidade no respectivo órgão de classe. No que diz respeito à carreira, conforme consta no documento, “fica instituída a carreira de Policial Penal, constituída do cargo único, de nível superior, de natureza típica e exclusiva de Estado, de caráter técnico-especializado”. Além disso, o desenvolvimento funcional se dará nas modalidades de progressão funcional e extraordinária. A progressão primeira será pela passagem de uma classe da carreira para a imediatamente superior. Para usufruir dela, o servidor deve ter adquirido estabilidade no cargo; ter cumprido 3 anos de efetivo exercício na mesma classe; obter o total de pontos no critério de avaliação estabelecido no inciso I do caput do art. 33 da Lei Complementar, obter o mínimo de 20 pontos no critério de avaliação estabelecido no inciso II do caput do art. 33 da Lei Complementar, e obter, no conjunto da avaliação administrativa do mérito, número de pontos não inferior a 70. As modalidades de progressão extraordinária, conforme consta na proposta, são “as realizadas por ato de bravura e post mortem”. “A progressão por ato de bravura se efetivará pela prática de ato considerado meritório e terá as circunstâncias para a sua ocorrência apuradas em investigação conduzida por membros da Comissão Permanente de Desenvolvimento Funcional”, diz o documento, que ainda aponta que “também ocorrerá quando o Policial Penal restar permanentemente inválido em virtude de ferimento sofrido em ação policial”. Em 5 de setembro, o sindicato compareceu à reunião da Comissão de Segurança da Assembleia Em seu pronunciamento durante a reunião da Comissão, Denys solicitou aos deputados que, quando a Seger enviar a tabela para a Casa de Leis, caso a pasta insista no valor abaixo do que é pleiteado pela categoria, que seja possível uma forma de ajustar. “Entendemos que a Casa não pode gerar despesa para o governo do Estado, mas através do poder político, dos senhores deputados, influenciar o governo a olhar para a nossa situação”, destacou. O dirigente sindical enfatizou que a Polícia Penal foi criada em 2019, “mas até hoje não tem uma carreira funcional adequada”, e que a entidade já oficiou a Seger, a Casa Civil e a Secretaria Estadual de Justiça (Sejus) requerendo a participação da categoria nos trâmites para a elaboração da regulamentação e da lei orgânica Proposta de tabela de subsídio não atende aos policiais penais, critica sindicato Denys Mascarenhas afirma que categoria irá apresentar proposta de tabela para a Seger https://www.seculodiario.com.br/seguranca/proposta-de-tabela-de-subsidio-nao-atende-os-policiais-penais-diz-sindicato
Camila Valadão é confirmada na disputa à Prefeitura de Vitória em 2024
Pré-candidatura foi aprovada na manhã deste sábado, na etapa estadual do congresso nacional do Psol Como já era sinalizado nos meios políticos, a deputada estadual Camila Valadão anunciou pré-candidatura à Prefeitura de Vitória nas eleições de 2024. O palanque foi aprovada na manhã deste sábado (16), na etapa estadual do congresso nacional do partido, que ocorrerá entre os dias 29 de setembro e 1º de outubro, em Brasília. A resolução do partido ressalta os resultados eleitorais vitoriosos obtidos pelo nas eleições de 2020 e 2022, elegendo a primeira vereadora negra da cidade de Vitória e a mulher mais votada da história do Espírito Santo na Assembleia Legislativa, ampliando também a representação no parlamento capixaba com a posse do vereador André Moreira, que substituiu Camila como suplente. Com vitórias expressivas nas eleições anteriores, Camila obteve o maior quantitativo de votos entre as candidaturas de deputados estaduais e federais em 2022 na cidade de Vitória, com 16,5 mil votos, e foi eleita para o cargo de deputada estadual com 52,2 mil votos. “As expressivas votações que tivemos nas últimas eleições mostram que o povo capixaba, em especial os moradores de Vitória, confiam na nossa forma séria, ética e comprometida de fazer política. É pela certeza que Vitória precisa de uma chance para sair das mãos daqueles que representam o retrocesso e a devastação dos direitos e serviços públicos que o Psol aprovou a nossa pré-candidatura”, disse Camila. A resolução do partido aponta que o Psol esteve na linha de frente da construção da oposição à gestão de Lorenzo Pazolini (Republicanos) desde o início de sua gestão. Para a presidente do partido no Espírito Santo, Ane Halana, “a pré-candidatura de Camila Valadão é uma alternativa de esquerda que representa a esperança de uma Vitória mais igualitária e inclusiva”. A resolução destaca, ainda, que “o Psol Espírito Santo seguirá dialogando com as forças progressistas para a construção de alternativas para derrotar o atual prefeito Lorenzo Pazolini e as forças da direita e do bolsonarismo na cidade”.
Compesca cria Grupo de Trabalho para adequar legislação federal em Vitória
Objetivo é atualizar minuta de portaria já elaborada sobre pesca assistida, que inclui regulamentação detalhada Gepedes/Ufes A reunião realizada na tarde desta sexta-feira (15) pelo Comitê Estadual de Gestão Compartilhada para o Desenvolvimento Sustentável da Pesca (Compesca) instituiu um Grupo de Trabalho (GT) responsável por atualizar a minuta de portaria federal já elaborada pelo colegiado anos atrás, com objetivo de regulamentar a pesca assistida nas baías de Vitória e do Espírito Santo. Esse foi o principal encaminhamento do encontro, o primeiro de 2023 do Compesca, que só foi possível graças à dissolução de aparentes antagonismos que vinham caracterizando o debate sobre a pesca artesanal na Capital capixaba nos últimos meses. “Foi feito um diálogo entre todos os atores e conseguimos chegar a uma posição de consenso, de que é possível ter uma pesca assistida em Vitória, seletiva e sustentável”, afirma o secretário-executivo do Compesca, o analista ambiental do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Nilamon de Oliveira Leite Junior. Durante a reunião, ressalta, foi possível a todos os segmentos se conhecerem e entenderem que o antagonismo era apenas aparente, pois, no fundo, todos querem a mesma coisa: o uso sustentável dos recursos naturais nas baías da cidade. “Sem conservação ambiental, não tem pesca. O pescador não quer degradar a natureza”, exemplifica. Os ambientalistas, por sua vez, também cobram a fiscalização contra fontes de destruição ambiental, como esgoto e poluição por parte dos portos e indústrias. “As ONGs que estavam lá fazem essa cobrança”, acrescenta. A expectativa é de que o GT se reúna ainda neste mês, havendo necessidade apenas de checagem da melhor agenda para todos os integrantes. Já estão confirmadas as seguintes instituições, que participaram da reunião: ICMBio; Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama); Ministério da Pesca; Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Colônia de Pescadores da Praia do Suá (Z-5), associações de pescadores da região da Ilha das Caieiras; Federação das Colônias e Associações de Pescadores e Aquicultores do Espírito Santo (Fecopes); Secretaria de Estado de Agricultura (Seag); Ministério Público Federal (MPF); Capitania dos Portos; Prefeitura de Cariacica; as ONGs Projeto Pegada, Instituto O Canal e Juntos SOS ES Ambiental; além do vereador André Moreira (Psol) e mandatos de outros parlamentares da Câmara de Vitória. Também serão convidados a participar as Prefeituras de Vitória e Vila Velha e a Polícia Ambiental, que não enviaram representantes nesta primeira reunião. Da parte dos pescadores, pontua o secretário-executivo, participarão do GT aqueles que efetivamente atuam com a pesca assistida, conhecem a técnica e a realidade da região a ser regulamentada, para contribuírem com informações e orientações reais e práticas sobre o método. Objetivamente, o que vai ser elaborada é uma nova portaria, que irá substituir duas que estão em vigor, de números 75/1985 e 254/1989. Concluída a atualização do texto, a nova minuta será apreciada pela plenária do Compesca e, havendo consenso, a proposta será encaminhado para Brasília, para que os ministérios do Meio Ambiente e da Pesca avaliem sua pertinência e, espera-se, promovam a publicação da portaria em Diário Oficial da União. Nilamon explica que, promulgada a nova portaria, nos moldes desejados pelo Compesca, ela será uma legislação mais restritivas que as atuais lei e decreto municipais, publicados no final de agosto, pela gestão de Lorenzo Pazolini (Republicanos). Por isso, a federal é que irá prevalecer. O que não descarta a necessidade de que a prefeitura participe do GT e da aplicação da normativa federal. As administrações municipais são, inclusive, os entes mais adequados para fazer o cadastro dos pescadores que poderão realizar a pesca assistida. “A Ufes se propôs a fazer o cadastro, mas é importante que as prefeituras peguem essa tarefa para si”, sugere. Igualmente importante é a efetivação de propostas como a anunciada pela gestão Pazolini, de doar os equipamentos de controle e identificação dos barcos e redes. “O ideal é o trabalho conjunto, o apoio das prefeituras na implementação e fiscalização do cumprimento da portaria. Como acontece hoje, em que a fiscalização é feita por órgãos federai e municipais”, orienta o secretário-executivo. ‘Em 26 anos de pesca, nunca morreu tartaruga na minha rede’, afirma pescador Sindicato realiza demonstração de pesca assistida em Camburi e aguarda adequação do decreto municipal https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/em-26-anos-de-pesca-nunca-morreu-tartaruga-na-minha-rede-afirma-pescador ‘Vamos mostrar para vocês, na prática, como se trabalha sem agredir a natureza’ Pescador convida ambientalistas a embarcarem em estudo do Compesca para conhecer a pesca assistida https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/vamos-mostrar-para-voces-na-pratica-como-se-trabalha-sem-agredir-a-natureza ‘Tem que respeitar o Compesca!’, afirmam pescador e pesquisador Gestão de Pazolini publicou decreto e portaria sobre pesca assistida sem considerar estudos técnicos já elaborados https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/tem-que-respeitar-o-compesca-afirmam-pescador-e-pesquisador-sobre-decreto Proteção do meio ambiente não pode ameaçar existência dos povos tradicionais Luta de pescadores contra uma lei criada em 2017, sem diálogo, instala dupla polêmica em Vitória https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/a-protecao-do-meio-ambiente-nao-pode-ameacar-a-existencia-dos-povos-tradicionais
4 Sugestões Mubi
Filmes Charada; Victoria; Cavalo Dinheiro; e Os Donos da Noite CHARADA Estrelando Cary Grant e Audrey Hepburn, este clássico é um dos melhores filmes dos anos 60, misto de comédia com filme de detetive em estilo ”hitchcockiano”. Está entre os melhores trabalhos de ambos atores. VICTORIA Filme alemão vencedor de vários prêmios, a protagonista Victoria conhece por acaso um bando de vagabundos na noite de Berlim e eles, após insistir muito, conseguem convencê-la a acompanhá-los. O grande diferencial do filme é que ele é todo gravado em plano sequência. CAVALO DINHEIRO Um dos melhores filmes do diretor Português Pedro Costa, é um testemunho triste da imigração cabo verdiana em Portugal. Dirigido de forma não linear, com diálogos desconexos, mas que passam a mensagem de injustiça e isolamento social dos atores não profissionais que são também imigrantes. OS DONOS DA NOITE Mesmo sendo cheio de lugares comuns, como um irmão bandido e outro policial, a amante latina, os mafiosos russos, a ovelha negra da família, os pais preconceituosos…o filme, feito para o grande público, é um bom representante dos novos noir.
Enfermeiros da rede privada entram em greve na próxima sexta-feira no Estado
Trabalhadores não aceitaram proposta do sindicato patronal de pagar o piso de forma escalonada e retirar direitos Os enfermeiros da rede privada decidiram pela deflagração de greve a partir da próxima sexta-feira (22), em assembleia da categoria realizada pelo Sindicato dos Enfermeiros do Espírito Santo (Sindienfermeiros). A Convenção Coletiva da categoria se encerra no próximo dia 30, mas há um impasse entre os trabalhadores e o Sindicato dos Estabelecimentos de Serviço de Saúde (Sindhes). A greve, portanto, pode levar ao dissídio. “Podemos caminhar para o Judiciário, que pode nos atender e ajudar e desenrolar esse imbróglio sobre o piso, mas também estamos neste movimento para defender direitos da Enfermagem do Espírito Santo que estão ameaçados de ser retirados”, aponta a presidente do Sindienfermeiros, Valeska Fernandes. Ela afirma que a greve será feita de forma a “não impactar no sentido da desassistência”. O sindicato patronal propôs pagar o piso salarial de forma escalonada, ou seja, aumentando o salário de forma gradativa até chegar ao valor estabelecido pela Lei Federal 14.434/2022, que é de 4,7 mil, em até três anos. Além disso, o piso seria para 44h. Também propôs alterar cláusulas vigentes na Convenção, retirando o direito ao plano de saúde e abrindo possibilidade de realização de jornada de trabalho de 12 x 36. Hoje os trabalhadores cumprem de 12 x 60. Outro item que consta na proposta dos patrões, afirma a presidente do Sindienfermeiros, é a limitação da atuação do sindicato nas dependências dos estabelecimentos de saúde, com impedimento de ações no Dia da Enfermagem, em 12 de maio, e até mesmo de ter nesses locais um quadro de aviso próprio para informar a categoria sobre as iniciativas realizadas. Os trabalhadores, por sua vez, propuseram pagamento imediato do piso, sem escalonamento, proporcional à carga horária de 40h, e manutenção de todas as cláusulas atuais. Contudo, a única mudança feita pelo Sindhes foi reduzir o período de escalonamento de três anos para um ano e meio, o que não foi aceito. Conforme estabeleceu o Supremo Tribunal Federal (STF), na rede privada, no que diz respeito ao piso, prevalece o acordo coletivo ou convenção coletiva, ou acordo entre as partes, entre empregado e empregador. Ao todo, a Convenção Coletiva firmada com o Sindhes abarca 46 municípios capixabas. Na Grande Vitória, Cariacica, Guarapari, Vila Velha, Vitória Serra. Os que se localizam no norte ou extremo norte são Água Doce do Norte, Águia Branca, Alto Rio Novo, Aracruz, Baixo Guandu, Barra de São Francisco, Boa Esperança, Colatina, Conceição da Barra, Ecoporanga, Fundão, Governador Lindenberg, Ibiraçu, Jaguaré, João Neiva, Laranja da Terra, Linhares, Mantenópolis, Marilândia, Montanha, Mucurici, Nova Venécia, Pancas, Pedro Canário, Pinheiros, Ponto Belo, Rio Bananal, São Domingos do Norte, São Gabriel da Palha, São Mateus, São Roque do Canaã, Sooretama, Vila Pavão e Vila Valério. Também há municípios da região serrana: Domingos Martins, Santa Leopoldina, Santa Maria de Jetibá, Santa Teresa, Itaguaçu e Itarana. Enfermeiros da rede privada debatem deflagração de greve no Estado Categoria reivindica pagamento imediato do piso proporcional a 40h e manutenção das cláusulas da Convenção Coletiva https://www.seculodiario.com.br/saude/enfermeiros-da-rede-privada-debatem-deflagracao-de-greve
Dona Dominga vira rainha em jogo de xadrez
Mais na Coluna: Monumento à Bíblia; terreno em Cariacica; Lei Paulo Gustavo; editais Funcultura Quem passa em frente à escadaria Bárbara Lindemberg, que dá acesso ao Palácio Anchieta, no Centro de Vitória, já deve ter reparado em um monumento de uma senhora carregando um saco nas costas. No entanto, os mais curiosos, ao se aproximarem para buscar alguma identificação, infelizmente não encontram. Essa mulher, embora não identificada na própria escultura que a retrata, virou rainha no jogo de xadrez produzido pelo Laboratório de Extensão e Pesquisa em Arte (LEENA) da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). Leonardo Sá O jogo faz parte de uma série de materiais paradidáticos desenvolvidos pelo LEENA sobre os monumentos do Espírito Santo. A posição na qual a colocaram é simbólica e provocadora, já que, além da não identificação, trata-se da única escultura do Estado em homenagem a uma mulher negra, o que mostra o racismo que aqui impera. Há, ainda, o fato de que as histórias que circulam na cidade é de que ela era uma catadora de papel, o que realmente é verdade, mas essa informação normalmente é dita com certo demérito e acompanhada de uma caracterização feita com base no olhar racista e misógino de muitos. Dominga é tachada de feia, esquisita, sisuda, quase uma figura meio sombria a vagar pela Capital com um saco nas costas, onde recolhia os papeis. Imagem projetada por pessoas que nunca sequer procuraram pesquisar sobre ela. Mas quem foi Dona Dominga? Quem responde a pergunta é a professora e pesquisadora do LEENA, Fabíola Fraga Nunes, que estuda sobre o monumento para sua pesquisa de mestrado em Artes. De acordo com ela, Dominga foi de fato uma catadora de papel, viveu grande parte da sua vida em Vitória, uma mulher negra, moradora do bairro Santo Antônio. Fabíola chegou a essas informações por meio de pessoas que conviveram com Dominga. Algumas chegaram a descrevê-la como uma mulher que tinha “cheiro de roupa que secou ao sol”. Até o momento, não foram achados registros como certidões de nascimento e de óbito. Devoção Em entrevista a Século Diário em julho de 2022, por ocasião do Dia Internacional da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha, a historiadora Ana Paula Rocha relatou que resolveu “fazer uma busca mais atenta” sobre Dona Dominga diante da “necessidade de recuperar a história do povo negro com o olhar não colonizado”. Nessa pesquisa, encontrou pessoas que conviveram com Dona Dominga e descobriu que ela catava papel para vendê-los e, assim, arrecadar recursos para festejos religiosos onde morava, no bairro Santo Antônio, além de auxiliar pessoas que necessitavam. Confirmação Fabíola relata que, até o momento, não encontrou nenhum registro sobre isso ainda. Mas as pesquisam continuam e a professora afirma ter o intuito de, por meio do estudo, “resgatar essa história e trazer para um lugar mais apropriado, trazer Dominga para a vida real, dar humanidade”, uma vez que muitos até duvidam de que ela realmente existiu, tratando como um personagem folclórico da Capital. A coluna deseja sucesso para a pesquisadora e a parabeniza pelo importante trabalho. Jogos e miniaturas 3D Divulgação Mas voltando ao jogo de xadrez, ele é apenas um dos mecanismos encontrados pelo LEENA para trabalhar a história dos monumentos capixabas com estudantes nas escolas. Tem também outros, como jogo da memória e quebra-cabeça, que fazem o monumento “sair da praça e chegar até as pessoas”, como aponta o coordenador do Laboratório, Aparecido José Cirillo. A ideia é trabalhar a história e a cultura capixaba a partir dos monumentos. Além disso, os pesquisadores disponibilizam no site Arte Pública Capixaba um inventário com todos os monumentos do Espírito Santo, como bustos, esculturas, painéis e outras intervenções que ocupam o espaço urbano, e estão criando miniaturas 3D dos monumentos. Uma das propostas das miniaturas, explica Cirillo, é, por meio do tato, possibilitar que pessoas com deficiência visual possam conhecer essas obras. Análise Leonardo Sá Uma das ações do projeto é a análise crítica e conceitual. Cirillo destaca o monumento a Yemanjá, na Praia de Camburi. Nessa análise, afirma, são encontradas estratégias de resistência. A estátua, de 1988, da gestão do então prefeito Hermes Laranja, afirma, foi feita semelhante a Nossa Senhora dos Navegantes, pois diante da intolerância religiosa que imperava (e ainda impera, infelizmente), dificilmente seria aceita uma imagem mais fidedigna da orixá, por exemplo, negra e sem cabelos lisos. Em 2017, recorda, ela foi pintada de preto e foi mudada a sua coroa, já que a anterior era muito semelhante à da santa católica. Bíblia Já que o assunto é monumentos, uma das polêmicas da semana foi a criação do Monumento à Bíblia, na entrada de Cariacica, na descida da Segunda Ponte. A obra é orçada em R$ 165 mil e de autoria do artista Hipólito Alves da Silva. Não há o que se discutir sobre o talento do artista, mas a questão é que um monumento desse tipo na entrada da cidade tem um significado, que é o de apresentar a quem chega que Cariacica é totalmente cristã, portanto, não abarca a diversidade de crenças que há no município. Terreno Nessa sexta-feira (15) foi lançado o edital de licitação para construção do prédio do Centro Integrado da Perícia Técnica e Científica (CIPTC), que será em frente à Prefeitura de Cariacica, no trevo de Alto Lage. Durante sua fala, o prefeito de Cariacica, Euclério Sampaio (União), falou que, ao doar o terreno para a construção do equipamento, encontrou resistência de alguns atores da cidade. Ele não especificou, mas trata-se da classe artística, pois tradicionalmente o terreno é usado para atividades culturais, como instalação de circo e realização de feiras. Terreno II A doação foi feita em 2021. Os artistas, inclusive, escreveram uma carta de contestação e reivindicando mais espaços públicos na cidade. Na ocasião, Século Diário perguntou ao prefeito se havia alguma alternativa a ser apresentada para a classe artística e ele disse que um espaço em Alto Dona Augusta seria destinado para as atividades culturais que eram tradicionalmente realizadas no terreno. De lá pra cá não se ouviu falar mais nada sobre o assunto. A coluna espera