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Mário Gurgel: preto, pobre e de esquerda que foi prefeito de Vitória

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Jornalista e escritor Antonio de Pádua Gurgel fala da trajetória do pai e de outros personagens da história capixaba O programa Raiz Capixaba recebe Antonio de Pádua Gurgel, jornalista, escritor e coordenador da coleção Grandes Nomes do Espírito Santo. Ele fala da trajetória de seu pai, Mário Gurgel, político trabalhista que foi vereador, deputado e prefeito de Vitória, de outras personalidades importantes da história capixaba, e de outros aspectos e fatos da memória do Estado. A coleção e outras obras de Antonio estão disponíveis na loja do site.paduagurgel.com.br. — * Inscreva-se no canal do Século Diário no YouTube e ative o sininho para acompanhar as novidades. ** Se quiser ouvir este e outros programas em podcast, siga os canais do Século Diário no Spotify e Google Podcasts.

16/07/2023 / 0 Comments
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Ao completar 30 anos, milho crioulo volta a ser política pública em Muqui

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Prefeitura voltou a comprar sementes da comunidade de Fortaleza e garantir o fubá crioulo orgânico nas escolas José Arcanjo Nunes Pense em sementes ancestrais, orgânicas, que garantem a autossuficiência dos agricultores (por não precisarem comprar novas sementes a cada safra) e sua independência em relação aos pacotes de venenos agrícolas e que, além disso, são, via de regra, mais nutritivas e produtivas que as variedades híbridas ou transgênicas. Agora pense numa onda de compartilhamento crescente dessas sementes (mágicas?), trazendo dignidade e saúde às famílias agricultoras e aos consumidores. Dignidade e autonomia, é preciso ressaltar, combatidas incessantemente pelas grandes companhias multinacionais que são ao mesmo tempo fabricantes das sementes transgênicas, dos agrotóxicos aplicados sobre elas e dos remédios alopáticos que tratam as doenças geradas pelo envenenamento que esse ciclo biocida promove. Mas, apesar de todo um sistema capitalista contrário, a vida resiste. A primeira parte dessa projeção mental existe desde os primórdios dos tempos: as sementes crioulas, de milho, feijão arroz … uma infinidade de alimentos que têm sido mantidos ou resgatados por comunidades tradicionais e camponesas de todo o mundo, inclusive no Espírito Santo. A segunda parte também já é realidade, ainda que em nichos específicos, com seus altos e baixos, mas, segue firmando-se como uma desejável e necessária tendência mundial. E o município capixaba de Muqui, no sul do Espírito Santo, é uma das referências nesse movimento. José Arcanjo Nunes Há trinta anos O resgate do milho crioulo de Muqui é uma experiência de sucesso que completa 30 anos neste 2023, com uma feliz notícia: a retomada, pela Prefeitura Municipal, do abastecimento de escolas e instituições sociais com o fubá crioulo e orgânico. A compra das sementes foi feita em setembro passado, após alguns anos de hiato dessa política pública, que durante muito tempo foi fundamental para apoiar os agricultores empenhados na produção crioula da comunidade de Fortaleza. Foi adquirida 1,6 tonelada de sementes produzidas por oito agricultores, quantia que foi distribuída para associações e assentamentos rurais do município. Para cada quilo de semente recebida, os agricultores comprometeram-se em devolver dois quilos em grãos ao município, que então produziu o fubá que enriquece a alimentação do Abrigo de Idosos e de escolas do município. Wander L. Polati/PMM José Arcanjo Nunes José Arcanjo Nunes José Arcanjo Nunes Wander L. Polati/PMM José Arcanjo Nunes e Renato Bettero são dois dos atores que atuam desde o início desse trabalho com o milho crioulo de Muqui. O primeiro, engenheiro agrônomo, doutor em Produção Vegetal e hoje consultor da Prefeitura; o segundo, agricultor familiar e membro da Associação Pró-desenvolvimento Comunitário de Fortaleza e Adjacências. Foi no ano de 1993 que Fortaleza implantou seu pioneiro campo comunitário de produção de sementes crioulas, por iniciativa de um grupo de jovens interessados no assunto e dois estudantes do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes) que transformaram o desejo em uma pesquisa acadêmica. “A gente separava, plantava, colhia, selecionava … tudo em mutirão. E decidimos batizar a primeira variedade de milho com o nome de Fortaleza, em homenagem à nossa comunidade”, recorda Renato. As ações ganharam importância em 2001, com a instalação do Ensaio Nacional de Milho Variedade, coordenado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), e do Campo Comunitário de Melhoramento de Semente Crioula de Milho, em Fortaleza, pontua José Arcanjo. “Os ensaios e campos de melhoramento foram realizados durante dez anos. Metodologias participativas foram utilizadas no decorrer dessas pesquisas, o que possibilitou aos agricultores e agricultoras empoderarem-se dos processos de produção de sementes”, conta o agrônomo. Frutos desse trabalho foi a criação de três variedades de milho crioulo: Fortaleza, Aliança 1 e Aliança 2. A variedade Fortaleza está registrada no Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e as outras duas variedades estão em processo de registro. José Arcanjo Nunes De 2000 a 2010, ressalta Renato, a prefeitura e a Embrapa prestaram grande apoio. “Fizemos vários cursos, vendemos muita semente pra Conab [Companhia Nacional de Abastecimento]”. Depois, prossegue, as políticas públicas começaram a rarear. “O governo federal parou de comprar, o governo estadual parou de comprar, as prefeituras pararam de comprar. De 2012 em diante foi uma negação”, relata. Um momento marcante foi o ano de 2005, quando a Prefeitura de Muqui fez a primeira compra, adquirindo 4,5 toneladas de sementes de dez produtores (variedades Fortaleza, Aliança 1, Aliança 2 e Sol da Manhã), com distribuição para associações comunitárias rurais e assentamentos da reforma agrária. Um investimento de R$24 mil. Em 2013, foi a vez da Conab, que comprou 15 toneladas de sementes e as distribuiu para comunidades quilombolas, comunidades indígenas, assentamentos e comunidades rurais de vários municípios do Estado. Fora as compras governamentais, Renato conta que alguns agricultores também seguiram adquirindo o milho crioulo de Fortaleza para plantar para alimentação própria e produção de fubá. “Mas a maioria aqui ainda tem uma visão muito capitalista e planta mais é café e usa agrotóxico”, observa. José Arcanjo Nunes Nesse sentido, uma pesquisa foi iniciada em 2021 no Estado para identificar se há contaminação das sementes crioulas com variedades transgênicas. “O município tem a lei que proíbe plantar transgênicos, teve um seminário nacional para aprovar essa lei”, destaca Renato. A lei foi promulgada em 2012, dois anos após a criação do Monumento Natural Serra das Torres, abrangendo uma cadeia montanhosa que se estende entre os municípios de Muqui, Atílio Vivácqua e Mimoso do Sul. A lei que cria a unidade de conservação já prevê uma restrição ao plantio de transgênicos na região, vindo a lei municipal reforçar essa proteção. Passados trinta anos desse trabalho exemplar, o experiente agricultor sente que o saldo da experiência é positivo, apesar das idas e vindas das políticas públicas, do arsenal contrário por parte do agronegócio globalizado e do trabalho artesanal que é exigido dos agricultores. “É manual. Tem que fazer tudo à mão, toda a seleção. Mas a semente transgênica ainda assim é mais cara, duas vezes o preço da nossa. A gente vende a quinze, vinte reais, e o produtor nunca mais precisa comprar semente para plantar”, compara. Há ainda um “sabor” e um “nutriente”

16/07/2023 / 0 Comments
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‘Marcha será o grito das mulheres negras para um governo que não quer ouvi-las’

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Para Ana Paula Rocha, atuação de Alexandre Ramalho na Sesp ‘rivaliza com a existência das mulheres negras’ Entidades do Movimento Negro marcaram para a sexta-feira (28) a realização da I Marcha das Mulheres Negras. Em plenária realizada nesse sábado (15), foi definido que a Marcha será no Centro de Vitória, a partir das 16h, mas o trajeto ainda será decidido. O tema é “Contra a Violência, o Racismo, o Machismo, o Fascismo e pelo Bem Viver.” “A marcha será o grito das mulheres negras para um governo que não quer ouvi-las”, diz a coordenadora estadual do Círculo Palmarino, Ana Paula Rocha. Além do Círculo Palmarino, outras entidades do Movimento Negro fazem parte da organização, como o Fórum Nacional de Mulheres Negras, Movimento Negro Unificado (MNU), União de Negros e Negras pela Igualdade no Espírito Santo (Unegro), Bloco AfroKizomba e Coletivo Zacimba Gaba. A marcha irá denunciar, por exemplo, o terrorismo de Estado nas periferias, a fome e o desemprego. “As mulheres negras sustentam suas famílias, chefiam seus lares, mas a gente não vê políticas públicas de geração de renda. Fica sempre no empreendedorismo, na precarização. Como se ensinar a fazer bolo de pote e unha em gel sem políticas sociais fosse mudar as condições de vida dessas mulheres”, diz. O terrorismo de Estado, aponta Ana Paula, está nas inúmeras ações violentas da Polícia Militar (PM) nas periferias e na atuação do secretário estadual de Segurança Pública e Defesa Social, Alexandre Ramalho, que nos últimos tempos tem utilizado as redes sociais para postar vídeos de apreensões, prisões, armas, apelos, “conselhos” a pessoas apreendidas pela Polícia e bordões como “vamos pra cima!”, sempre aparecendo como a figura principal. “Quer ser famosinho em cima da criminalização das comunidades periféricas capixabas. É inadimissível que ele permaneça à frente da Sesp. Esse homem rivaliza com a nossa existência”, diz a coordenadora estadual do Círculo Palmarino. Ana Paula também destaca que a monocultura do eucalipto e a implantação de inúmeros portos, “que destroem a pesca, causam mais morte, fome e violência para quilombolas, indígenas e marisqueiras”, também serão denunciadas. Ela recorda, ainda, que na véspera do último Dia Internacional da Mulher, as mulheres quilombolas do Sapê do Norte, que abrange São Mateus e Conceição da Barra, não foram recebidas pelo governador Renato Casagrande (PSB), conforme solicitado em documento protocolado no Palácio da Fonte Grande dias antes, e também não foram atendidas pela secretária de Direitos Humanos, Nara Borgo. No que diz respeito à violência contra a mulher, Ana Paula denuncia que não há, por exemplo, políticas de acolhimento e encaminhamento ao mercado de trabalho. Além dessas, as mulheres negras reivindicarão a garantia de outros direitos, como os de moradia digna e economia popular. ‘Nara tem se mostrado para nós uma secretária de Direitos Humanos racista’ – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/direitos/nara-esta-se-mostrando-para-nos-uma-secretaria-de-direitos-humanos-racista

16/07/2023 / 0 Comments
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As tramas do senador Marcos do Val que poderão levá-lo à prisão

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Do Val está licenciado desde o mês passado, após ação de busca e apreensão da PF em seus endereços Jefferson Ruddy/Ag. Senado Mais conhecido por suas estórias do que pela atuação como senador que contribui para escrever a história com a produção de bom conteúdo no Congresso Nacional, o senador Marcos do Val (Podemos) se manteve nessa semana como personagem do qual a Polícia Federal trabalha com a possibilidade de ver acatado o pedido de sua prisão pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). No meio das investigações, muitas estórias, algumas declaradas em fevereiro deste ano pelo próprio parlamentar e confirmadas pelo ex-presidente Bolsonaro, nessa quarta-feira (13), em depoimento à PF. Para explicar as várias versões sobre um suposto golpe de estado, com a cumplicidade de Daniel Silveira, ex-deputado federal e atualmente preso no presídio de Bangu 1, no Rio de Janeiro, o senador disse que deu “informações desencontradas” para manipular a Justiça nos depoimentos sobre um plano para gravar Alexandre de Moraes, com a participação do então presidente Bolsonaro. Ou seja, ele mentiu. Do Val irá prestar um novo depoimento à Polícia Federal (PF) na próxima quarta-feira (19), por determinação do ministro. Para o advogado Flavio Fabiano, especialista nas áreas criminal, de família e eleitoral, “as investigações da PF poderão alcançar mais do que um crime de denunciação caluniosa, haja vista que o parlamentar pode ter participado de alguma forma daqueles crimes que atentam contra o Estado Democrático de Direito, contra a democracia, contra um governo legitimamente eleito”. Desde fevereiro, o senador foi alvo de outras ações, uma dessas em 15 de junho, quando ele se preparava para comemorar os 52 anos de idade. Na época, a PF encaminhou um pedido de prisão, negado por Moraes, mas que ainda está em aberto e pode ser acolhido a qualquer momento. Logo em seguida o senador licenciou-se da atividade parlamentar e, em nota, argumentou “orientação médica”. O afastamento ocorreu no momento em que Do Val teve suas redes sociais bloqueadas e é investigado por obstrução de Justiça, divulgação de documentos sigilosos, associação criminosa e tentativa de golpe de Estado. Antes de sair de licença, falou no Senado e apresentou sua defesa em relação às acusações feitas em investigação da Polícia Federal, por conta da operação de busca e apreensão, na condição de investigado no inquérito dos atos antidemocráticos. Os investigadores afirmam que foi encontrado um vasto acervo no celular de Do Val que pode complicar ainda mais a vida do senador, denunciado por montar um plano para gravar o ministro Alexandre de Moraes e anular as eleições de 2022. Flavio Fabiano ressalta: “Ficando comprovado que ele cometeu tais crimes, inclusive provas produzidas pelo próprio parlamentar poderão apontar ou não se existiram os ilícitos, tendo em vista que os tipos penais são graves, há, se condenado, o risco de reclusão, ou seja, condenação em pena que prevê o regime de cumprindo no fechado”.  Arquivo Pessoal O advogado explica que “assim como qualquer um do povo, os parlamentares, mesmo gozando de imunidade, não podem mentir visando a instauração de qualquer procedimento investigativo alegando que outras pessoas comentaram crimes contra o Estado Democrático de Direito, pois poderão incorrer em ilícito de denunciação caluniosa, previsto no Código Penal”. E enfatiza: “Estamos num Estado Democrático de Direito, cujo pilar é a Constituição Federal e toda e qualquer pessoa não pode sofrer censura por sua fala ou pensamento, desde que não configure crime. Os parlamentares têm imunidade para dizer o que pensam e atuar segundo suas convicções, sem praticarem crimes contra a honra, conforme garante a mesma Carta” As estórias Segundo a Polícia Federal, o celular do senador Marcos do Val (Podemos-ES) aponta que ele blefava em mensagens no WhatsApp que se reportava à “inteligência americana”. Essa informação foi publicada na imprensa nacional, que teve acesso ao depoimento do senador à PF. Em uma conversa com o ex-deputado Daniel Silveira, divulgada pelo jornal O Globo, o parlamentar diz que informou a agentes estrangeiros sobre um suposto plano para gravar o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Para a PF, a interlocução com os Estados Unidos não era verdadeira. Na conversa com Silveira, o senador diz que foi necessário fazer o relato à “inteligência americana” devido à “outra função” que exercia. “Após analisar as mensagens, a PF concluiu que do Val tinha uma atuação de caráter absolutamente ambíguo, que parecia valer-se de prints de conversas com as mais altas autoridades da República para, colocando-as umas contra as outras, angariar prestígio pessoal e político”, aponta ainda o jornal. As mensagens em que Do Val menciona Lula e Bolsonaro foram enviadas em um grupo de WhatsApp intitulado “Amigas para a eternidade”. 

15/07/2023 / 0 Comments
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Denúncia aponta manobra do Iema para licenciar siderúrgica em Cariacica

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Licença foi negada duas vezes pelo corpo técnico. Um terceiro estudo, mais simples, foi aprovado por outra equipe Google Maps A tramitação do pedido de ampliação de atividades da siderúrgica Simec Cariacica dentro do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) é alvo de uma denúncia registrada na Ouvidoria do Governo do Estado. O documento aponta uma manobra da diretoria da autarquia para driblar as decisões do corpo técnico, em detrimento das evidências de danos ambientais e da qualidade de vida da população afetada pela expansão das atividades da siderúrgica, antiga Belgo Mineira e CST Cariacica, hoje vinculada ao grupo multinacional originário do México. Registrada na Ouvidoria no dia 18 de maio, a denúncia foi respondida pela Secretaria de Estado do Controle e Transparência (Secont) no dia 19 de junho, quatro dias depois de finalizado o processo na autarquia, com a emissão da a Licença de Instalação nº 048/2023. Incialmente, narra a denúncia, o licenciamento optou pelo estudo mais completo, compatível com a grandiosidade do empreendimento, que é o Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (EIA-Rima), que prevê a participação pública via audiência e a compensação ambiental com valor correspondente ao valor global do empreendimento, como preconiza a Lei nº 9985/2000, que cria o Sistema Nacional de Unidade de Conservação (SNUC). Porém, o mesmo não apresentou “a totalidade das informações solicitadas no Termo de Referência”, afirma a denúncia, referindo-se a questões como “ausência das proposições de controle ambientais mais eficientes do que os que se encontram implantados e a falta de argumento técnico favorável à permissão de incremento na taxa de emissão de material particulado da empresa”. Outro problema cuja solução não foi apontada no EIA, complementa, é o aumento da poluição sonora provocada pela empresa, tema que é motivo de reclamações constantes da população do entorno, tendo sido inclusive alvo de uma ação civil pública (processo n.º 0016801-63.2017.8.08.0012). Devido a essas e outras lacunas, o EIA foi indeferido pelo corpo técnico. Em entrevista a Século Diário mediante anonimato, o denunciante destaca que o primeiro ponto questionado pela equipe técnica do Iema foi a ausência, no EIA, do detalhamento sobre como a empresa planejava aumentar a produção de 250 mil toneladas por ano para 334 mil ton/ano, sem aumentar as taxas de emissões de poluentes. “As informações complementares encaminhadas não foram suficientes para a tomada de decisão, uma vez que não apresentaram melhorias nos sistemas de controle ambiental, de forma a não permitir aumento da taxa de emissão total de poluentes da indústria. Esta situação, aliada a outras questões pertinentes ao meio socioeconômico, levaram ao indeferimento do Estudo”, explicou. Findes EIA indeferido, foi então que a diretoria teria intervido de forma direta, determinando o fracionamento do licenciamento. A decisão tem por base um Acordo de Cooperação estabelecido entre o Iema e a Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), a partir do qual foi produzida a Instrução Normativa (IN) nº 7-N/2022, a “IN de alteração de projeto”. A normativa prevê os Formulários de Alteração de Projetos (FRAPs), que permitem um grande empreendimento ter seu licenciamento fracionado em blocos, com análises individuais dos impactos. “A referida IN foi elaborada sem a ampla discussão com os operadores finais, ou seja, dos agentes responsáveis pelas análises técnicas”, sublinha o denunciante. Quando da apresentação da minuta da IN, relata, “não houve consenso nas discussões com as equipes técnicas”, tendo sido decidido, pelo então assessor da diretoria-presidente e atual gerente da Gerência de Controle e Licenciamento Geral (GGE), Takahiko Hashimoto Junior, que os técnicos poderiam fazer suas contribuições juntamente com a sociedade civil em geral, quando a IN teve consulta pública aberta. O próprio acordo de cooperação, portanto, está na gênese da manobra que resultou na LI para a siderúrgica, por beneficiar outros empreendimentos que podem ter seus licenciamentos indeferidos se analisados de forma mais rigorosas, como ocorre com o EIA-Rima. No caso da Simec Cariacica, a decisão de utilizar a IN feita com a Findes foi anunciada pelo atual coordenador Maurício José Castro, segundo a denúncia, “em comunicação interna formalizada junto à equipe”, onde informou sobre “um esforço desenvolvido pela gerência e diretoria [em que] foram propostas alternativas”. A solução foi fatiar o licenciamento da siderúrgica em sete FRAPs, dos quais, um ainda foi indeferido tecnicamente, o que se refere ao laminador de perfis leves, sendo então submetido a um Relatório de Controle Ambiental (RCA), o mais simples dos estudos. Uma nova equipe então, diferente das que fizeram as duas análises pretéritas, aprovou o RCA, abrindo caminho para a publicação da Licença de Instalação. O problema do fatiamento é que ele “não é adequado para a tomada de decisão relativa a um empreendimento da dimensão da Simec Cariacica, por não ter elementos que permitam avaliar se somados todos os impactos menores de alterações de projetos empreendidas em um mesmo sítio industrial, possam vir a tornar-se impactos significativos e de gestão complexa ou inviável” , aponta a denúncia, acrescentando o “grande histórico de denúncias referentes à operação da planta industrial da Simec, relacionadas à ocorrência de incômodo à população (ruídos e emissões atmosféricas) recebidas por meio da Ouvidoria-Geral do Espírito Santo” e a emissão de diversas intimações e multas contra a empresa por parte do Iema. “Está em curso uma manobra do Iema – através do coordenador da COEI, do gerente da GGE, diretoria técnica e diretoria presidente – para a regularização ambiental de uma empresa que teve o estudo indeferido pela equipe técnica e cujas atividades são alvo de controle social por parte do MP [Ministério Público], da sociedade local, da Ales [Assembleia Legislativa] e da municipalidade, sendo ainda localizada em uma área ambientalmente saturada em termos de contribuições atmosféricas, onde os controles propostos não garantem a redução dos impactos do projeto no tocante à qualidade do ar e emissão de ruídos, concorrendo para agravar a qualidade de vida e saúde da população”, resume o denunciante, solicitando à Seama que chame os quatro gestores citados para prestarem esclarecimentos sobre os fatos narrados: Maurício José de Castro (coordenador COEI), Takahiko Hashimoto Junior (gerente GGE), Caroline dos Santos

15/07/2023 / 0 Comments
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Lei Paulo Gustavo: comemorar sem esquecer de se mobilizar

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Mais na coluna: Grupo Motim de Teatro; Virgínia Mordida; Projeto Ensaios; Pocar; Festival MC 2023; Além da Camisa O clima de batalha vencida tomou conta de muitos artistas e gestores com o fato de todos municípios capixabas terem se cadastrado na Lei Paulo Gustavo. É uma vitória? É, afinal, tinha gestão que nem ao menos queria se dar ao trabalho de fazer o cadastro e só fez por causa da pressão da classe artística. Entretanto, como bem lembra o Grito da Cultura, a batalha continua, pois fazer o cadastro não significa necessariamente que a cidade receberá o recurso. Leonardo Sá O Grito da Cultura defende que a mobilização tem que continuar, pois o plano de ação precisa ser enviado e autorizado pelo Ministério da Cultura (Minc). Após a autorização, os municípios precisam assinar o termo de adesão. “Continuem cobrando dos municípios que todo o processo para adesão da Lei Paulo Gustavo seja cumprindo. Nós seguiremos acompanhando e cobrando também!”, diz o Grito em suas redes sociais. Cariacica na Suíça O Grupo Motim de Teatro, de Cariacica, vai apresentar a peça O Criminoso no 150º aniversário da Primeira Internacional Antiautoritária. O evento, que será na cidade de Saint-Imier, considerada o berço do anarquismo no mundo, acontecerá de 19 a 23 de julho. O grupo foi convidado depois de ter se apresentado no VI Fórum Internacional Anarquista, realizado em Vila Cajueiro, Cariacica, em setembro de 2022, quando estiveram presentes participantes da América Latina, Ásia e Europa. Cariacica na Suíça II A participação do Grupo Motim não irá se resumir à peça O Criminoso. O grupo também vai apresentar o curta-metragem Africanizar, com pesquisa e roteiro do jornalista Jacques Mota, gravado em Cariacica, que trata do racismo estrutural na sociedade brasileira. Virgínia Mordida Edite Coelho Jeovanna Vieira, autora do livro Virgínia Mordida, participará de uma roda de conversa presencial, no próximo dia 25, às 19 horas, na sede do Cine Por Elas, em Cristóvão Colombo, Vila Velha. O livro será lançado pela Companhia das Letras, em data prevista para 2024. O encontro contará ainda com a participação da atriz e escritora, Suely Bispo, e da crítica literária e professora Cibele Verrangia. A conversa entre elas, primeiras leitoras do manuscrito final entregue à editora, pretende aguçar o interesse dos participantes pela leitura, à medida em que os assuntos de Virgínia Mordida forem pontuados, e trechos, lidos. Virgínia e Carmen Virgínia Mordida tem como personagens Virgínia e Carmem. No livro, Jeovanna Vieira traz à tona uma série de violências sofridas por essas duas mulheres, que são reais, mas com nomes fictícios, e uma pitada de ficção. A autora mostra que a violência psicológica não é exclusividade de mulheres de um determinado perfil. Com famílias estruturadas e carreira estável, ambas sofreram violências psicológicas por parte de um mesmo agressor, que, afirma Jeovanna, “abocanhou suas vidas”, mostrando que a violência contra a mulher é estrutural, acometendo a todas. Luíza Dutra Victoria Dessaune Na 81ª da edição do Projeto Ensaios, Coisas de Ruth leva para o Espaço Thelema, no Centro de Vitória, a cantora e compositora Luiza Dutra. A artista, que começou a trabalhar com música em 2018 e se destacou por sua participação no The Voice Brasil em 2021, cantando MPB. Estreou sua carreira autoral em 2022 com os singles Coração Tatuado e Dentro de Mim, compartilhando sua perspectiva sobre o amor. Em seu show autoral, chamado Meu Canto, Luiza dá continuidade a essa proposta, convidando o público a se aprofundar na sensibilidade de seu canto. 10 anos! Começa no próximo dia 27, a edição comemorativa dos 10 anos do Pocar Festival de Cultura, em Conceição da Barra, norte do Estado. A programação prossegue até 30 de julho, com música, circo, teatro, literatura, cinema e outras linguagens artísticas. O evento é organizado pelo Instituto Cultural Tambor de Raiz, entidade criada em Conceição da Barra que atualmente também possui uma escola de arte e cultura onde são realizadas oficinas de formação para crianças e adultos nas áreas de música, capoeira, teatro e jongo. Marco Divulgação O grande marco para a criação da 1ª edição do Pocar foi o reconhecimento do conjunto arquitetônico que inclui a Praça Central, as casas do entorno e o Cais do Porto como Patrimônio Histórico e Artístico estadual. Isso se deu depois de ameaças de transformação da praça em local de estacionamento, o que gerou uma mobilização de moradores para proteção dos espaços históricos. Para celebrar, foi realizado o festival, juntando diversos artistas do município e de outros lugares do Brasil e do mundo. Solidez Dez anos depois, o Pocar Festival de Cultura se tornou um dos mais importantes e consistentes eventos culturais do Espírito Santo, sendo uma referência especialmente no norte do Estado, dando destaque à cultura popular do Sapê do Norte, região de tradição quilombola em São Mateus e Conceição da Barra, e ao intercâmbio promovido com artistas vindos de vários locais do Espírito Santo e do Brasil. Liniker no Festival MC 2023 A cantora Liniker foi confirmada com show inédito para encerrar a Mostra de Cinema do Festival Movimento Cidade (MC), que acontece no Centro Cultural Carmélia Maria de Souza, no Centro de Vitória, em agosto. Liniker fará apresentação gratuita no dia 19. Outro confirmado do Festival MC é o rapper Djonga, que se apresenta no dia 18. Além disso, assim como na última edição, estão previstas mostras de produtos audiovisuais inéditos, com filmes nacionais e capixabas, bate-papos, mercado, além de intervenções artísticas sempre pautados em causas que defendem a cultura, a sustentabilidade, a ocupação e a diversidade em meio à metrópole. Precarização do trabalho Está disponível no site da Amazon, Além da Camisa, livro de autoria do escritor Maxwell dos Santos que aborda a precarização das relações trabalhistas e os bastidores do marketing digital, com ênfase no lançamento de infoprodutos. O romance conta a história de Pedro. Designer gráfico contratado como pessoa jurídica na startup EVS Agência de Lançamentos, ele é pressionado a “vestir a camisa” da empresa, uma exigência para manter seu emprego, como trabalhar além do horário sem receber horas extras. Ao se recusar a ceder aos

15/07/2023 / 0 Comments
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Unir, organizar e mobilizar

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Novas configurações do trabalho e economia exigem diagnósticos e debates Buscando informações sobre o fortalecimento da democracia e a construção de um projeto democrático e popular que consiga valorizar a classe trabalhadora, gerando empregos, renda e condições dignas, que entendo ser o melhor meio de promover a igualdade social, encontrei boas reflexões e análises. Segundo o Centro de Análise da Sociedade Brasileira (CASB), com o objetivo de aprofundar o entendimento sobre as mudanças na sociedade brasileira para produzir diagnósticos e auxiliar nosso povo trabalhador na tarefa de despolarização da sociedade e das instituições; e com o compromisso dos trabalhadores na unificação e organização do campo democrático popular, foi organizado um Grupo de Trabalho (GT) para ampliar a escuta em direção aos especialistas e pesquisadores (da academia, de movimentos sociais); e também levantar dados da opinião pública. No mês de abril de 2023, o GT promoveu um debate sobre como as mudanças na configuração da classe trabalhadora brasileira impactam na cultura política de milhões de brasileiros e brasileiras. Entre as expositoras, estavam Adriana Marcolino, técnica do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócios Econômicos (Dieese), e Rosana Pinheiro Machado, antropóloga e professora titular da University College Dublin. Segundo Adriana Marcolino: No País, há 175,1 milhões de pessoas em idade ativa (PIA -pessoas com 14 anos ou mais). Cerca de um quinto da população (19%) está subutilizada. Os trabalhadores por conta própria (com ou sem CNPJ) somam 21,8 milhões. Entre setor público e privado, somam-se 30,6 milhões de brasileiros com carteira assinada, apenas 31%. Sindicalizados não somam11% da classe trabalhadora brasileira. A reforma Trabalhista de 2017 estabelece mecanismos de negociação individual e procura enfraquecer a negociação coletiva. 41,8% dos trabalhadores informais estão totalmente expostos e descobertos de proteções legais. As formas de trabalho que mais crescem no mundo são os trabalhos temporários, em tempo parcial, intermediados (subcontratados ou terceirizados) ou o trabalho por conta própria precário e subordinado. O número de trabalhadores por conta própria cresceu 5 milhões entre 2012 e 2022 (de 20,5 para 25,3 milhões). O trabalho por conta própria é mais sensível à condição da economia e registrou movimentos bruscos de desengajamento de trabalhadores ao longo dos 10 anos (“acompanhando” os momentos econômicos do país). Nestes dez anos houve redução do seu rendimento mensal médio: de R$ 2.013,00 para R$ 1.991,00. Além disso, a renda média revela que a experiência da precarização articula elementos de gênero e raça. O trabalhador por conta própria, em geral, não tem uma ocupação única. Ele transita entre a formalidade e a informalidade, podendo ter mais de uma ocupação. Pesquisas qualitativas mostram que o trabalhador autônomo/por conta própria pode tender a uma defesa do trabalho informal sem, necessariamente, almejar o vínculo CLT. As razões giram em torno de: Percepção de cumprir um horário mais flexível que no regime CLT “aqui, não tem que bater ponto”. Percepção de renda mais elevada que o valor do salário-mínimo. Percepção de ausência de figura hierárquica, “chefe”, controlando horários, hábitos e comportamento. Os relatos encontrados em campo apontando as “vantagens” do trabalho por conta própria são, muitas vezes, associados a relatos de assédio por parte do superior hierárquico no ambiente de trabalho. O que mostra que a negação não é em direção ao trabalho em si, mas às condições em que o trabalho formal se dá. Além disso, entre o público investigado – trabalhadores de baixa e média renda das periferias, ser autônomo e/ou empreendedor confere status, conferindo a estes trabalhadores (mesmo que precarizados) uma sensação de autoestima. A antropóloga Rosana Pinheiro Machado alerta: A nova economia digital via plataformas (delivery, grupos de uberizados, entre outros) e redes sociais de venda de produtos e serviços (como Instagram) impulsionam esses trabalhadores ao universo digital da extrema-direita (grupos, influenciadores, canais, etc.). Muitos vão buscar nas redes dicas e orientações para progredirem suas atividades econômicas. O “trabalhador em busca de uma vida melhor” é impulsionado pelo algoritmo a uma rede de influenciadores motivacionais (dão dicas sobre “como ser empreendedores”, “como chegar ao primeiro milhão”); e de religiosos divulgando a teologia da prosperidade; entre outros perfis que estão alinhados ao conservadorismo de direita – estima-se que 88% dos influenciadores brasileiros são alinhados ao conservadorismo de direita. Quanto mais inseridos no mundo digital, mais inclinados ficam a aderir a projetos autoritários. Neste contexto, a desinformação atua no “medo” desses trabalhadores por aplicativo perderem sua fonte de renda. Notícias como “Lula vai expulsar Uber do Brasil” repercutem muito entre os motoristas e entregadores. Mesmo que se sintam frustrados e desassistidos, organizam e canalizam a revolta no sentido inverso ao problema inicial. Num processo de “Revolta Ambígua”, o problema não é a exploração da plataforma e a perda de direitos, mas a “esquerda como politicamente correto e contra a família”. Com essas informações, se faz necessário realizar mais debates, estudos e pesquisas sobre a classe trabalhadora e suas diversas categorias no Brasil, buscando identificar as brechas dentro dessa nova realidade para a construção de um diálogo amplo, que considere além das questões de classe trabalhadora, também as de etnia e gênero nesta busca de igualdade. sendo exemplo de lutas e conquistas para todo o mundo. Uma sociedade que se propõe a ser democrática e popular precisa ouvir os diversos setores para construirmos um projeto de vida que inclua todos os cidadãos e cidadãs no seu orçamento, na sua economia, pois só assim construiremos uma sociedade de iguais, sem preconceitos e discriminação de qualquer natureza.Unir, organizar e mobilizar, para construirmos a sociedade que merecemos.

14/07/2023 / 0 Comments
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Partidos lançam pré-candidatos para demarcar terreno nas eleições de 2024

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Assumção, anunciado nessa quinta, é alvo de investigação por atos antidemocráticos e usa tornozeleira eletrônica Partidos políticos começam a lançar nomes para as eleições de 2024, principalmente na Grande Vitória, para demarcar terreno e sentir o termômetro da disputa, que apontará a viabilidade dos projetos colocados para o público neste mês de julho, a um ano das convenções partidárias, segundo o calendário da Justiça Eleitoral, que definirá quem irá para o pleito. A movimentação mais intensa ocorre no campo da extrema direita bolsonarista, que trouxe ao público, na noite dessa quinta-feira (13), o nome do deputado Capitão Assumção como pré-candidato do PL à Prefeitura de Vitória. O ato, formalizado com a participação do deputado federal Gilvan da Federal, político marcado pela prática de atos truculentos, desde quando era vereador em Vitória e agora no Congresso Nacional, tem o apoio do senador Magno Malta, presidente da executiva estadual do partido. Assumção foi alvo da operação deflagrada pela Polícia Federal, em dezembro de 2022, por envolvimento em atos contra a democracia e ofensas a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele é obrigado ao uso de tornozeleira eletrônica e está proibido de postar em redes sociais e de comparecer a eventos públicos. Apesar de ter sido reeleito com 98,6 mil votos em 2022, é uma pré-candidatura que pode ser soterrada por outras do campo da direita, conspirando que o bolsonarismo extremista vai perdendo sua densidade eleitoral e muitos integrantes já partem para outro rumo. A votação da reforma Tributária na Câmara dos Deputados e blocos que se formam o Espírito Santo com apoiadores do ex-presidente, que procuram outros chamamentos, além do surrado “Deus, pátria, família”, mostram esse cenário. À frente desses grupos, os deputados federais Da Vitória e Evair de Melo (PP), o prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos), pré-candidato à reeleição, e, correndo por fora, o Coronel Ramalho, hoje no Podemos. No desenrolar das articulações, o PL poderá juntar-se a outros partidos, para não desagregar o campo da direita, que detém o comando da Prefeitura de Vitória. Anda na Capital, estão cotados para o jogo os ex-prefeitos Luciano Rezende (Cidadania) e Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB), o deputado estadual Fabrício Gandini, também do Cidadania, e o ex-deputado estadual Sergio Majeski (PSDB). Entre eles há disputa interna na federação que reúne os dois partidos e articulação com grupos em formação, com novos atores, como o deputado estadual Mazinho dos Anjos, do PSDB, que se declara pré-candidato à sucessão de Pazolini. Essa questão das pré-candidaturas não afeta apenas os conservadores. Os partidos de esquerda, notadamente o PT e Psol, têm que escolher entre o deputado petista João Coser e a deputada Camila Valadão, do Psol, o nome para concorrer às Prefeitura de Vitória. Os dois mantêm-se mais discretos publicamente, embora as conversas de bastidores preencham o tempo das correntes de militantes das duas legendas. As duas candidaturas – de Camila e João – para juntar-se em torno de um nome no segundo turno, é uma estratégia acertada?

14/07/2023 / 0 Comments
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Papo de Repórter: a greve da Enfermagem

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Valeska Fernandes, do Sindienfermeiros, fala dos motivos da paralisação do setor e das mobilizações dos últimos anos A greve da Enfermagem, em curso há mais de 10 dias, porém com pouco destaque na mídia tradicional, é o Assunto da Semana no Papo de Repórter, com os jornalistas Vitor Taveira e Elaine Dal Gobbo, e a convidada Valeska Fernandes, presidente do Sindienfermeiros-ES, que fala da luta da categoria pelo pagamento do novo piso salarial e das mobilizações que culminaram na greve do setor.  O programa tem também o Giro de Notícias, com os principais acontecimentos dos últimos dias sob o olhar crítico do Século Diário, e o De Rolê, com dicas de cultura e viagem pelo Espírito Santo. — * Inscreva-se no canal do Século Diário no YouTube e ative o sininho para acompanhar as novidades. ** Se quiser ouvir este e outros programas em podcast, siga os canais do Século Diário no Spotify e Google Podcasts.

14/07/2023 / 0 Comments
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Técnicos e auxiliares de Enfermagem encerram greve em Vitória

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Movimento grevista prossegue nas cidades da Serra e Viana, na Grande Vitória, e Aracruz, no norte Técnicos e auxiliares de Enfermagem da rede municipal de saúde de Vitória deram fim nesta sexta-feira (14) à greve começada em 4 de julho. A decisão foi tomada em assembleia realizada após reunião de conciliação no Ministério Público do Espírito Santo (MPES), da qual participaram o Sindicato dos Técnicos e Auxiliares de Enfermagem do Espírito Santo (Sitaen) e representantes da Secretaria Municipal de Saúde, do Conselho Regional de Enfermagem (Coren-ES) e da Procuradoria-Geral de Vitória. Redes Sociais Contudo, a categoria permanece em estado de greve, podendo retomar o movimento a qualquer momento. Os trabalhadores veem na mobilização uma forma de pressionar para que a gestão municipal faça o mesmo com a estadual para garantir o recurso do pagamento do piso salarial, que será enviado pelo Governo Federal, conforme estipulado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no que diz respeito aos trabalhadores do setor público. Durante a reunião com o MPES, foi informado que o cadastro dos servidores para o depósito dos valores já foi enviado ao Ministério da Saúde e que, no momento, a questão não dependia da prefeitura. A Secretaria de Saúde também assumiu o compromisso de abrir um canal permanente de discussão com o Sitaen. “Diante do exposto, o MPES solicitou que fosse concedida uma trégua à Prefeitura Municipal de Vitória até a chegada dos valores e a criação desse canal de comunicação para tratar de outras demandas da categoria”, diz o sindicato. Divulgação O sindicato avalia que o saldo da greve foi positivo. “Foi a primeira vez que diversos órgãos se reuniram para discutir as condições de trabalho e salário dos técnicos e auxiliares de Enfermagem. Como resultado, eles foram vistos e ouvidos, demonstrando a importância do diálogo e da movimentação para avanços na categoria”, diz o Sitaen. A entidade chegou a organizar uma manifestação nessa segunda-feira (10), quando os trabalhadores lotaram o plenário da Câmara de Vereadores. A greve está mantida em outras cidades. Em Aracruz, no norte, começou em 7 de julho. Na Serra e em Viana, ambos na Grande Vitória, nesse domingo (9). Foi realizada assembleia em Linhares, quarta-feira (12), mas não houve quórum.

14/07/2023 / 0 Comments
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