Skip to content

Século Diário

Portal de Notícias

karlacoser_plenarioCMV_CMV.jpg

Violência repercute na Câmara de Vitória e ganha tom político-eleitoral

Sem categoria

Vereadora Karla Coser defende uma polícia mais humanizada e o desenvolvimento de programas   “Essa é uma tentativa mentirosa de colocar a esquerda contra a polícia”, disse a vereadora Karla Coser (PT) nesta terça-feira (27), ao responder aos ataques desferidos por integrantes do campo conservador na Câmara de Vitória. Karla acabara de ler um manifesto de instituições do Território do Bem, na qual apontam equívocos do secretário de Segurança, coronel Alexandre Ramalho, no trato da violência no Espírito Santo, relacionada ao tiroteio ocorrido na madrugada desse sábado e domingo (24 e 25), resultando em três pessoas mortas. Para Karla, a denúncia como a que acabara de ler representa a defesa dos bons policiais, de uma polícia mais humanizada, que age com responsabilidade. E citou a ausência de programas para as áreas de educação e saúde destinados às regiões periféricas, destacado gestões passadas, como as de Vitor Buaiz e João Coser, ambos do PT. “Eu estou falando sobre segurança pública, mas já que o vereador Davi Esmael [PSD] veio tocar em um ponto de política eleitoral, eu digo por quê: o projeto político passado teve uma extensa campanha de fake news que vinha ocorrendo durante anos contra o Partido dos Trabalhadores, que foi intensificada na campanha de 2020 contra o hoje deputado João Coser, meu pai. Foi isso o que fez, em grande parte, a gestão Pazolini [Republicanos] ganhar as eleições”, disse Karla. A vereadora explica porque leu a carta e sobre a morte do Carlos Eduardo Cabral de Oliveira, que tinha 16 anos e foi asfixiado e espancado até a morte. “Li a carta porque ela retrata a dor da periferia que só quer ter acesso e oportunidade como o resto da cidade e aí o vereador do vídeo teve a audácia de dizer que a morte do jovem foi por ausência de Deus! Ausência de Deus, vereador?”. Ela mesma responde: “ou ausência de políticas públicas que ofereçam para a nossa juventude lazer, educação, saúde e emprego?! Também não adianta tentar colar a narrativa de que a esquerda é contra a polícia. Não somos. Nós queremos uma polícia humana, e isso não significa subir os morros com livros como alguns gostam de ‘debochar’ por aí. Queremos, sim, equipamentos qualificados para esses profissionais, mas a gente entende que a polícia precisa ser responsabilizada quando ela se excede”. O documento lido por Karla critica a o posicionamento de Ramalho, que tenta jogar a responsabilidade da “violência ao tráfico de drogas, à ausência de leis rígidas e às famílias empobrecidas, sem analisar a responsabilidade do Estado e dos agentes de segurança no fornecimento das armas de fogo usadas pelos agentes do tráfico”. Ao questionar a vereadora, Davi Esmael, Luiz Emanuel (Republicanos) e Anderson Goggi (PP) desviaram os ataques para o campo político, citando o PT e o Psol como defensores de traficantes. Anderson Goggi creditou ao “medo das urnas” as críticas de Karla ao sistema de segurança pública, que criminaliza as populações dos morros da cidade, apontando o coronel Ramalho como pré-candidato à Prefeitura de Vitória em 2024, que poderá concorrer com o deputado estadual João Coser. Nos meios políticos, no entanto, o coronel é visto como potencial concorrente em Vila Velha. Davi Esmael chegou a afirmar que os partidos de esquerda defendem os “direitos dos manos”, em um trocadilho com direitos humanos, prática que não faz parte da visão de política pública do vereador. “O agente de segurança passa a ser culpado pela vereadora Karla Coser”, disse, distorcendo a colocação dela, e enfatizou que, “se necessário, o tráfico deve ser combatido com fuzil e com um míssil de Israel”. Ao lado de Karla, o vereador André Moreira (Psol), cujo partido também foi atacado, relembrou a execução por um policial militar do jovem Carlos Eduardo Rebouças, em maio deste ano, em Pedro Canário (norte do Estado), em “plena luz do dia”. O assassinato ocorreu quando a vítima já estava com as mãos amarradas, encostada a um muro. O vereador pergunta: “Será que se não tivesse a gravação, não se afirmaria que foi o tráfico?”. ‘Ramalho atua de forma simplista, equivocada e oportunista’ – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/seguranca/ramalho-atua-de-forma-simplista-equivocada-e-oportunista-criticam-entidades Policial que matou jovem em Pedro Canário é denunciado pelo MPES – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/justica/policial-que-matou-jovem-em-pedro-canario-e-denunciado-pelo-ministerio-publico

27/06/2023 / 1 Comment
read more
coronel_Ramalho_coletivaataques_sesp.jpeg

‘Ramalho atua de forma simplista, equivocada e oportunista’

Sem categoria

Entidades do Território do Bem criticam secretário de Segurança por isentar o Estado diante da violência Entidades religiosas e sociais do Território do Bem, em Vitória, divulgaram, nessa segunda-feira (26), uma carta em que manifestam indignação e espanto com “a forma simplista, equivocada e oportunista com que o secretário de Segurança do Estado [Alexandre Ramalho] lida com o fenômeno da violência no Espírito Santo”.  A elaboração do documento foi motivada pela maneira como o gestor vem se posicionando diante do tiroteio que aconteceu na madrugada desse sábado (25) para o domingo (26), na região que compreende Jaburu, Morro da Floresta e Gurigica. O tiroteio fez uma vítima fatal, o aposentado Daniel Ribeiro Campos da Silva, atingido na cabeça por uma bala perdida. Ele estava internado há dois anos em um hospital da Avenida Leitão da Silva. Assinam a carta o Fórum Bem Maior, Grupo Nação, Associação de Moradores de Jaburu, Associação de Moradores de Floresta, Atelier de Ideias, Paróquia Santa Teresa de Calcutá e Fórum das Juventudes do Território do Bem. As entidades afirmam que Alexandre Ramalho atua “isentando-se de qualquer responsabilidade e atribuindo-a [violência] ao tráfico de drogas, à ausência de leis rígidas e às famílias empobrecidas, sem analisar a responsabilidade do Estado e dos agentes de segurança no fornecimento das armas de fogo usadas pelos agentes do tráfico”. Dizem, ainda, que “antes de analisar, investigar e concluir as investigações, o secretário já decidiu quem são os responsáveis pela violência que mais uma vez ocorreu no Território do Bem”. Esse posicionamento, apontam, “mostra a falência do modelo de segurança pública gestado por ele, que é o de criminalizar os moradores das periferias e atribuir ao tráfico de drogas toda responsabilidade pelo que ocorre, além de acusar os familiares dos jovens mortos pela vida precária que vivem, como se houvesse emprego formal para as juventudes das periferias ou tivéssemos uma polícia que respeita os Direitos Humanos”. As instituições afirmam que, na política de segurança em curso, o secretário “instiga e incita mais violência, ao dizer que são necessários mais mandados de busca e apreensão para prender a juventude empobrecida, revelando, assim, sua incompetência em formular uma política de segurança intersetorial, uma vez que os projetos sociais na região carecem de investimentos do poder público. Não é de hoje que os movimentos populares reivindicam uma política de segurança que não seja produtora de morte de jovens negros e pobres”, destacam. São recordadas na carta algumas reivindicações feitas pelos moradores da região, como uma ouvidoria autônoma e independente que acompanhe as condutas e investigações acerca das operações que acontecem na localidade. “Por isso, continuamos a perguntar: por que ao invés de investir em câmeras acopladas aos uniformes dos policiais, o Estado está investindo milhões em rifles Israelenses que logo estarão sendo usados pelo tráfico? Quantos milhões o Estado gastou na compra dos rifles Israelenses e quanto destinou para investimentos em políticas sociais?”, questionam. Também é relatado na carta que, no último final de semana, um adolescente de 16 anos, chamado Carlos Eduardo Cabral de Oliveira, morador do Território do Bem, foi asfixiado e espancado até a morte, “o que causou indignação e revolta da população, acendendo o estopim que culminou nas diversas formas de violência que aconteceram no Morro do Jaburu e adjacências”. O texto prossegue dizendo que o adolescente tinha uma família residente há mais de 50 anos na região, “e como tantos outros adolescentes recolhidos nas unidades socioeducativas ou reintegrados ao convívio familiar, necessitava da proteção e estímulo do Estado e não sofrer uma morte violenta nas mãos de seus agressores”. As instituições exigem que as circunstâncias da morte do adolescente devem ser investigadas, respondendo a perguntas como quem o abordou, o horário e local, e quem o matou e o porquê. “Infelizmente, este não é o primeiro esclarecimento público que fazemos sobre o nosso Território, buscando desvelar os acontecimentos, não aceitando narrativas simplistas, rápidas e descontextualizadas das autoridades públicas e da imprensa. Até quando teremos que conviver com abordagens policiais e narrativas que criminalizam os moradores das periferias incitando ainda mais violência?”, reiteram. A carta finaliza se remetendo ao governador, ao afirmar que “já passou da hora de Renato Casagrande [PSB] ouvir o que pedimos reiteradamente há anos. A violência que acontece na periferia é uma resposta à violência do Estado, principalmente, à política equivocada de segurança em curso no Espírito Santo, e o governador sabe disso”. Em reunião entre moradores da região onde houve o conflito, o Conselho Estadual de Direitos Humanos (CEDH) e a paróquia Santa Teresa de Calcutá, em Itararé, no Território do Bem, foi definida a realização de uma celebração ecumênica na praça do Cajun de Jaburu, nesta terça-feira, às 19h. As comunidades pretendem realizar ainda esta semana uma manifestação. Em entrevista coletiva realizada nessa segunda-feira (26), a Polícia Civil (PC) informou que o tiro que vitimou fatalmente o paciente Daniel Ribeiro Campos da Silva não partiu de arma da Polícia Militar (PM). Conforme apontou o superintendente da Polícia Técnica Científica, Carlos Alberto Dal-Cin, a arma da qual o tiro foi disparado era uma .40 de cano curto, “incompatível com o armamento da corporação”. Ainda segundo o superintendente, no ponto de onde provavelmente foi feito o disparo, tinha vários efetivados na direção do hospital, da Leitão da Silva e de viaturas da PM que se encontravam na avenida, além de perfuramentos de vidraça na região. Houve, inclusive, tiros no prédio da Reitoria do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), na Avenida Rio Branco, em Santa Lúcia.  Polícia Civil afirma que tiro que atingiu hospital não é de arma da PM Tiro atingiu o aposentado Daniel Ribeiro dentro de hospital da Leitão da Silva. Moradores vão realizar celebração ecumênica https://www.seculodiario.com.br/seguranca/policia-civil-concluiu-que-tiro-que-atingiu-hospital-nao-e-de-arma-da-pm

27/06/2023 / 0 Comments
read more
rosa_weber_marcelo_camargo_arquivo_agencia_brasil.jpg

Rosa Weber vota pelo cumprimento integral da lei do piso da Enfermagem

Sem categoria

Voto segue o de Edson Fachin e são os únicos, até o momento, que atendem aos anseios da categoria A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Rosa Weber, acompanhou o voto do ministro Edson Fachin no julgamento do piso da Enfermagem, defendendo o cumprimento integral da Lei 14.434/2022, com pagamento imediato dos valores fixados em todo o Brasil. Os posicionamentos desses dois ministros são os únicos a ir ao encontro dos anseios da categoria. Também já votaram os ministros Luís Roberto Barroso, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. Portanto, o placar, até o momento, encontra-se desfavorável para a Enfermagem. A situação pode se reverter caso os ministros Cármen Lúcia, Luiz Fux, Nunes Marques e André Mendonça sigam o voto de Weber e Fachin, obtendo a maioria na defesa da implementação da lei em sua integralidade. A previsão é de que o julgamento prossiga até esta sexta-feira (30). O pagamento do piso havia sido suspenso em setembro último, por meio de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) movida pela Confederação Nacional de Saúde, Hospitais, Estabelecimentos e Serviços (CNSaúde). Em maio, Barroso cancelou a suspensão, motivando o atual julgamento, que discute essa questão. Barroso, Mendes, Toffoli e Moraes votaram pela suspensão do cancelamento do pagamento, contudo, defenderam mudanças que não garantem a implementação do direito conforme previsto na lei, o que tem gerado indignação entre os trabalhadores. Alexandre de Moraes seguiu o entendimento de Dias Toffoli. Ambos defendem a fixação de pisos regionais para trabalhadores celetistas mediante negociação coletiva realizada nas diferentes bases territoriais e nas respectivas datas-base, o que, para o Sindicato dos Enfermeiros do Espírito Santo (Sindienfermeiros), tratou-se de voto casado. “Um complementa o outro no pacote de maldades”, criticou a presidente da entidade, Valeska Fernandes. Assim, os valores a serem pagos teriam que ser discutidos por meio de Convenção Coletiva. Valeska explica que, de acordo com a proposta de Toffoli, apoiada por Moraes, o piso vira teto, já que é colocado que o valor a ser negociado não pode ultrapassar o piso previsto na Lei 14.434/2022. Assim, afirma, os patrões irão querer negociar um valor menor. A lei prevê R$ 4,7 mil mensais para enfermeiros; 3,3 mil para técnicos de enfermagem; e R$ 2,3 mil para auxiliares de enfermagem e parteiras. O primeiro ministro a se posicionar sobre o piso no julgamento foi Barroso, que depois mudou seu voto em um novo posicionamento, feito em conjunto com Gilmar Mendes. Antes dessa mudança, Edson Fachin já havia se posicionado. Em seu primeiro voto, Barroso defendeu que, na rede privada, o piso poderia ser negociado por meio de Convenção Coletiva, o que desagradou a categoria. Depois, com Gilmar Mendes, teve um posicionamento considerado ainda pior pelos trabalhadores, pois, no que diz respeito à rede privada, foi incisivo ao falar sobre a necessidade de negociação com os patrões para aplicação do piso. Para o sindicato, os votos de Dias Toffoli e Alexandre de Moraes fortalecem esse posicionamento. Os trabalhadores também se queixam do fato de que Barroso e Mendes atrelam o pagamento à carga horária de 44 horas semanais e falam em remuneração, e não em piso salarial, o que, destacou Valeska, muda o caráter da conquista. Ela explicou que o piso tem o valor estipulado na lei como base, já remuneração pode ter outro valor como base e ser complementado com algum “penduricalho”, como vale-alimentação, para se chegar à quantia prevista na lei. A dirigente sindical aponta que, em relação aos municípios, os ministros determinam que o pagamento a ser efetuado por estados e municípios e seus órgãos da Administração Indireta depende de recursos da União, o que Barroso já havia defendido antes e foi refutado por Fachin, sendo esse o único ministro cujo voto atendeu aos anseios dos trabalhadores. Caso não haja provimento total de recursos por parte da União, não há obrigatoriedade de pagamento do piso. “A União não tem obrigação de pagar integralmente. As gestões tiveram três anos, desde o início das discussões do projeto de lei, para se preparar”, enfatizou. Piso da Enfermagem: ‘um complementa o outro no pacote de maldades’ Alexandre de Moraes segue Dias Toffoli em julgamento no STF, o que é considerado voto casado pelo Sindienfermeiros-ES https://www.seculodiario.com.br/saude/um-complementa-o-outro-no-pacote-de-maldades Julgamento do piso: voto de Dias Tóffoli gera insatisfação na Enfermagem O julgamento foi retomado na última sexta-feira e tem previsão de término no dia 30 de junho https://www.seculodiario.com.br/saude/julgamento-do-piso-voto-de-dias-toffoli-gera-insatisfacao-na-enfermagem

27/06/2023 / 0 Comments
read more
mercado_colonia_z_5_sem_pescado_reproducao.jpeg

‘Peixe, só o que sobra de exportação e camarão, e de criadouro de fora do ES’

Sem categoria

Pescadores de Vitória estão há três semanas sem trabalhar e pedem solução para lei que criminalizou a profissão Reprodução As imagens do mercado da Colônia Z-5, na Praia do Suá, em Vitória, na manhã desta terça-feira (27), mostram vazias as bandejas que normalmente ofertam os peixes e camarões pescados na cidade. Impedidos de trabalhar desde o dia 6 de junho, os pescadores acumulam, nessas três semanas, dívidas, dificuldade para alimentar a família e gritos de socorro ainda não atendidos pelas autoridades responsáveis por suspender as normativas legais que impuseram a criminalização da profissão, que é tradicional na Capital e um dos traços fundamentais da identidade cultura capixaba. Pescador de camarão desde os 12 anos de idade e filho de camaroeiro tradicional de Vitória, Charles Vieira descreve o drama. “Inverno é bom de peixe. Verão é fraco, dá pouco, mas o inverso é bom. Só que os barcos que ficam quinze, vinte dias no mar, e trazem bastante coisa, estão mandando tudo para exportação, eles gelam bem geladinho mesmo, e manda tudo para fora. O que chega aqui na Colônia é o que sobra da exportação, o refugo, que a gente fala. É aquele peixe que caiu no chão do barco e descamou, é peixe bom, mas que não passa no controle para exportar. E camarão, só de criadouro, é o camarão cinza, que vem do Mato Grosso, ou que vem do Rio de Janeiro, da Bahia. Daqui de Vitória, do Espírito Santo, tem semanas que não tem nada”. Charles conta que outra ausência na banca é do pescado dos tradicionais da Ilha das Caieiras. “Eles colocam o peixe deles aqui, mas também não estão podendo trabalhar. A fiscalização está em cima, abordando eles também, tomando material. Está todo mundo com medo de trabalhar”. O medo, explica, se instalou desde a operação conjunta de fiscalização realizada no dia 6 de junho pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Prefeitura de Vitória, Capitania dos Portos e Polícias Federal e Ambiental. “Pegaram sete amigos nossos. Tomaram rede, porta, prejuízo de R$ 15 mil. Fora as multas”. A operação foi feita sobre os barcos que estavam em um pesqueiro a cerca de duas milhas e meia da praia, próximo ao Porto de Tubarão, que é utilizado há gerações na cidade, bem antes da instalação do complexo industrial e portuário. E também sobre os pescadores de rede da região da Ilha das Caieiras e São Pedro, que utilizam tradicionalmente a baía de Camburi. Desde então, as ações de fiscalização se tornaram recorrentes e, para não terem mais prejuízos, os pescadores estão com barcos parados, sem poder trabalhar. As justificativas dos órgãos para as apreensões são portarias do Ibama de 1989 e 2008 e a Lei Municipal 9.077/2017, sendo que a lei municipal é a mais restritiva e foi sancionada pelo então prefeito Luciano Rezende (Cidadania) sem qualquer diálogo com a população diretamente afetada por ela, que são os pescadores artesanais de Vitória. “Eles já chegam apreendendo, não explicam primeiro”, aponta Charles. Sem os pesqueiros tradicionais da Capital, os redeiros de Camburi estão sem opção de trabalho e os camaroeiros também, pois outros pontos importantes de pesca fora da cidade não estão tendo camarão. “Santa Cruz não tem nada, mais de mês sem camarão lá. Rio Doce tem muito pouco, não compensa. Meu barco ficou lá semana passada. É uma despesa enorme, foi R$ 4,9 mil de despesa e sabe quanto deu? R$ 2,6 mil. Olha o prejuízo! E o desgaste do barco, e a rede que rasga…”. A falta de camarão deve ser por conta das mudanças bruscas do tempo, dos ventos e das marés, pondera o pescador. “O fundo do mar não assenta, fica muito mexido, então o camarão sai, não fica ali para se reproduzir, se alimentar. Ele gosta de ficar na lama quieta. Quando sai, a gente não sabe para onde ele vai. Tem que esperar voltar”, explica. Na última sexta-feira (23), o Sindicato dos Pescadores e Marisqueiros do Espírito Santo (Sindpesmes) divulgou uma campanha de arrecadação de doações para as famílias de pescadores que já estão passando mais necessidade devido à proibição de trabalhar. Charles conta que outras famílias se juntam a esse grupo mais vulnerável a cada dia. “Quem tem uma reservazinha, segura as pontas por um tempo. Mas a reserva acaba e começa a ficar muito difícil. Muita gente está falando de fechar rua, queimar pneu. É o desespero, porque sem comida, trabalho, o humor da gente também muda. Pessoal de Barra do Riacho, Fundão, Nova Almeida …tudo está apoiando a nossa luta, até porque tem medo de daqui a pouco acontecer com eles também”. Na tarde desta terça-feira, o presidente da Comissão de Meio Ambiente da Câmara de Vitória, vereador Luiz Paulo Amorim (SDD), tem uma agenda às 15h com os pescadores. A expectativa é de que representantes de órgãos como Instituto Chico Mendes de Conservação (ICMBio) e Defensoria Pública também possam participar, para ajudar a encontrar uma solução. Para colaborar Quem puder colaborar com a campanha de doações dos pescadores pode enviar um Pix em nome de Flavio da Conceição Barbosa. A chave é o telefone 27998919765. Campanha arrecada doações para famílias de pescadores mais necessitados Medida é emergencial, até que lei que criminaliza a profissão seja revista pela Câmara e Prefeitura de Vitória https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/campanha-arrecada-doacoes-para-familias-de-pescadores-mais-necessitados ‘Se quiserem os pescadores na procissão, deixa a gente trabalhar!’ Pescadores obtêm compromisso de vereadores com audiência pública para discutir legislação que criminaliza a pesca https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/se-quiserem-os-pescadores-na-procissao-deixa-a-gente-trabalhar Proteção do meio ambiente não pode ameaçar existência dos povos tradicionais Luta de pescadores contra uma lei criada em 2017, sem diálogo, instala dupla polêmica em Vitória https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/a-protecao-do-meio-ambiente-nao-pode-ameacar-a-existencia-dos-povos-tradicionais

27/06/2023 / 0 Comments
read more
Jacy_Donato_Aguadocedonorte_face.jpg

TCES inocenta vice-prefeito que passou metade do mandato nos Estados Unidos

Sem categoria

Jacy Rodrigues das Costa estava condenado a devolver R$ 104,4 mil de salários recebidos e ao pagamento de multa Um ano depois, o Tribunal de Contas do Estado (TCE-ES) acatou recurso do ex-vice-prefeito de Água Doce do Norte, Jacy Rodrigues da Costa, que morou nos Estados Unidos por mais de 22 meses durante seu mandato, e reformou decisão condenatória proferida em 2022. Ele não terá mais que devolver R$ 104,4 mil, valores teriam sido recebidos indevidamente, nem pagar multa de R$ 10 mil. O recurso foi apresentado ao TCE em junho do ano passado e acatado pelo relator do processo, conselheiro Sérgio Borges, no Plenário da Corte, em sessão realizada neste mês. A defesa de Jacy Rodrigues da Costa destacou que não há impedimento legal que o vice resida em outro município ou mesmo outro país. Além disso, a Lei Orgânica de Água Doce do Norte não apresenta nenhuma atribuição para o ocupante do cargo de vice-prefeito. “Ele cumpriu todos os requisitos que a lei dizia, podia morar fora do município, não tinha atribuição para exercer qualquer ônus administrativo na municipalidade. E quando foi convocado, imediatamente, assumiu a prefeitura”, afirmou a defesa. “Então o vice é um cargo feito pelo constituinte para não ter função. Ele tá ali no banco de reserva. É igual o vice, o goleiro reserva do Flamengo, conselheiros, que foi campeão agora da Libertadores, ele não jogou nenhum jogo, estava no banco de reserva esperando o titular se machucar pra substituir, e ele recebe para isso. Ele não tem atribuição durante o jogo. É o caso do vice”, enfatizou. Em seu voto, Borges afirmou: “Sobre o distanciamento e tempo percorrido para o vice se apresentar e assumir o lugar de prefeito, não há norma jurídica pré estabelecendo regramentos para tal situação, de sorte que, o agente político cumpriu sua obrigação de ficar ‘de prontidão’, no sentido de ‘prestes ou pronto a agir, a entrar em ação’ no lugar do titular, se apresentando para prestar sua função constitucional, estando disponível para responder pela administração municipal em menos de 24 horas, prazo este considerado razoável”. Pelo período de dois anos de seu mandato, para o qual foi eleito no pleito de 2016, Jacy fixou residência nos Estados Unidos, de 25 de agosto de 2018 a 13 de julho de 2020, retornando para assumir as funções do prefeito, Paulo Márcio Leite, afastado para tratamento de saúde e que veio a falecer em decorrência da Covid-19. Apesar de ausente do país por 22 meses e 19 dias ininterruptos, conforme comprovado pela Certidão de Movimentos Migratórios expedida pela Polícia Federal, Jacy Rodrigues continuou a receber mensalmente o subsídio do cargo de vice-prefeito.  A condenação de Jacy se deu na Primeira Câmara do TCE, em sessão para análise de uma representação apresentada pelo Ministério Público de Contas. O julgamento foi conforme o voto do relator, conselheiro Sérgio Aboudib. Na avaliação dele, a conduta do vice-prefeito configurou uma grave infração ao princípio da moralidade administrativa, previsto na Constituição Federal, causando também prejuízo ao erário municipal.

27/06/2023 / 0 Comments
read more
daniel_ribeiro_FotoArquivoPessoal.jpg

Polícia Civil afirma que tiro que atingiu hospital não é de arma da PM

Sem categoria

Tiro atingiu o aposentado Daniel Ribeiro dentro de hospital da Leitão da Silva. Moradores vão realizar celebração ecumênica A Polícia Civil (PC) informou, em coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira (26), que o tiro que vitimou fatalmente o paciente Daniel Ribeiro Campos da Silva, que estava internado em um hospital na Avenida Leitão da Silva, em Vitória, não partiu de arma da Polícia Militar (PM). Conforme apontou o superintendente da Polícia Técnica Científica, Carlos Alberto Dal-Cin, a arma da qual o tiro foi disparado era uma .40 de cano curto, “incompatível com o armamento da corporação”. Ainda segundo o superintendente, no ponto de onde provavelmente foi feito o disparo, tinha vários efetivados na direção do hospital, da Leitão da Silva e de viaturas da PM que se encontravam na avenida, além de perfuramentos de vidraça na região. Houve, inclusive, tiros no prédio da Reitoria do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), na Avenida Rio Branco, em Santa Lúcia. O tiroteio aconteceu na madrugada desse sábado (25) para o domingo (26), na região que compreende Jaburu, Morro da Floresta e Gurigica, no Território do Bem. O comandante da PM, Douglas Caus, informou que a corporação está na região, com a atuação do Batalhão de Missões Especiais (BME) e 30 viaturas, com abordagem de ônibus e veículos considerados suspeitos. Segundo o secretário estadual de Segurança Pública, Alexandre Ramalho, estão sendo buscadas as motivações do tiroteio. Celebração ecumênica Em reunião entre moradores da região onde houve o conflito, o Conselho Estadual de Direitos Humanos (CEDH) e a paróquia Santa Teresa de Calcutá, em Itararé, no Território do Bem, foi definida a realização de uma celebração ecumênica na praça do Cajun de Jaburu, nesta terça-feira, às 19h. As comunidades pretendem realizar ainda esta semana uma manifestação. Moradores que não quiseram se identificar, por medo de represálias, se queixam da violência da PM. Eles relatam que policiais chegaram ao local, avistaram um grupo de jovens e foram até eles, que fugiram. Entretanto, a PM conseguiu alcançar um deles, que foi espancado e morreu no hospital. Depois disso, segundo os moradores, outros jovens começaram a disparar contra a polícia, culminado na troca de tiros que vitimou Daniel Ribeiro. O paciente, de 68 anos, era aposentado e estava internado há dois anos após ter sofrido um Acidente Vascular Cerebral (AVC). Daniel foi atingido com um tiro no crânio.

26/06/2023 / 0 Comments
read more
euclerio_posse_redesociais.jpg

Unanimidade?

Sem categoria

Não bastassem as séries repetidas de discursos, “superprefeito” Euclério já foi declarado reeleito na Assembleia Redes Sociais Não é a primeira vez nem será a última que puxo esse tema por aqui, porque os discursos são recorrentes e repetitivos no plenário da Assembleia Legislativa e, nesta segunda-feira (26), chegou ao ápice de já declarar reeleito o prefeito de Cariacica, Euclério Sampaio (União), a mais de um ano do pleito de 2024. O enredo começou com os elogios tradicionais à gestão do ex-deputado, iniciados por Capitão Assumção (PL), em decorrência da solenidade de aniversário de 133 anos do município, nesse sábado (24), que atraiu a classe política em peso e contou com a participação do governador Renato Casagrande (PSB). Daí seguiram-se os elogios rasgados por Janete de Sá (PSB), José Esmeraldo (PDT), Danilo Bahiense (PL) e Lucas Polese (PL). Todos no sentido registrado desde o início da atual gestão municipal, que vendem Euclério como uma “surpresa” e “revolução”, destacando principalmente a execução de obras. Certa hora, o assunto virou de vez para o pleito, quando Lucas Polese disse que, no próximo ano, “tudo indica, a briga vai ser com o PT”, e antecipou sua declaração de apoio pessoal e também da direita: “estaremos lá para não entregar esse importante município para o PT”, anunciou. José Esmeraldo entrou na sequência e cravou até porcentagem: “se tiver adversário, não chega a 20%”. Ninguém ganha Euclério, está eleito”. A previsão, de fato, é favorável para o atual prefeito, que conseguiu atrair ex-adversários e lideranças de diferentes partidos, eliminando as forças de oposição. Mas é, mesmo, unanimidade perante a população? Em 2020, ele não teve vida fácil na disputa e o cenário permanece em aberto. Mas a campanha eleitoral, como se vê, está cada vez mais declarada e escancarada no plenário da Assembleia. RepetecoNo PT, o nome sinalizado é novamente da ex-secretária e professora Célia Tavares, que foi para o segundo turno com Euclério na eleição municipal passada. Ela é do grupo do ex-prefeito e deputado federal mais votado em 2022, Helder Salomão, que já circula por aí para realizar eventos que chama de “Diálogos pelo Espírito Santo”. Repeteco IIEm 2020, Célia Tavares surpreendeu e avançou para o segundo turno. Obteve 41,31% dos votos, atrás de Euclério, com 58,69%. Quem ficou para trás foi o Tenente Assis, bolsonarista, na época no PTB. Célia queria disputar o Senado no ano passado, mas não conseguiu se efetivar, devido à aliança PT-PSB. Perdeu um timing importante. Estaca zeroNo legislativo, o partido ficou sem o único vereador, André Lopes, que negociou sua saída sem perder o mandato. André se aproximou de Euclério no ano passado e agora é comum aparecer em várias ações ao seu lado. Restou, portanto, apenas a cadeira de Karla Coser, em Vitória, cenário que terá que mudar no próximo pleito, para seguir o crescimento registrado em 2022 e recuperar os espaços perdidos nos últimos anos. Então, tá, então…Na Assembleia, na contramão desse movimento de palanque em Cariacica, um petista costuma fazer coro aos elogios disparados ao prefeito. Trata-se de João Coser! Ele também prestigiou e posou para foto com Euclério na solenidade desse sábado, que contou com desfile cívico-militar e anúncio de mais de R$ 52 milhões de investimentos pelo governo. RestriçõesAh, vale registrar: Assumção falou de Cariacica em plenário porque está proibido de participar de eventos públicos, segundo a decisão judicial que o mantém de tornozeleira eletrônica desde dezembro do ano passado. O jeito, então, foi fazer uma visita ao prefeito nesta segunda, acompanhado de aliados do PL. IndigestoA expectativa da semana é a presença do secretário Luciano Gagno na Comissão de Cultura da Câmara de Vitória, após convocação aprovada na semana passada. Ao contrário do que costuma ocorrer em relação à gestão Pazolini (Republicanos), o assunto é indigesto e denunciados há meses pelo movimento Grito de Cultura e o vereador André Moreira (Psol): contratações irregulares pela pasta. A data exata ainda não foi divulgada. PacoteDepois de levar o caso ao Ministério Público do Estado (MPES) e ao Tribunal de Contas, Moreira protocolou o pedido de investigação na comissão. Há pouco menos de um mês, chegou a cobrar andamento pelo presidente do colegiado, Anderson Goggi (PP). Na época, Goggi reconheceu as denúncias como “robustas, muito graves, mesmo”, mas destacou “cautela” antes de colocar em pauta. Pois bem, chegou a hora! CapítulosEssa história passou a ser mais interessante depois que o próprio Goggi foi convidado para assumir a Secretaria de Cultura pelo prefeito, mas não encarou. Naquele momento, bombava a possível ruptura entre o PP e o Governo Casagrande. Na sequência, veio a polêmica do veto ao reajuste salarial, que teve o vereador como um dos principais críticos da medida de Pazolini, e, agora, a convocação de Gagno. Quero só ver… Nas redes“(…) A história construída por Gil na música brasileira desde os anos 60, além de embalar a luta política, nos presenteou com a trilha sonora para toda a vida. Líder da Tropicália, militante combativo na política e músico ousado, enfrentou a ditadura e foi um ativo ministro da Cultura. Parabéns pelos seus 81 anos, Gil! (…)”. Fabiano Contarato, senador pelo PT. FALE COM A COLUNA: medeirosmanaira@gmail.com

26/06/2023 / 0 Comments
read more

Helal Magazin e Capixaba

Sem categoria

Eu sou uma longa história: recebi convite do Jairo Maia para ir trabalhar na emissora da colina… EU SOU UMA LONGA HISTÓRIA: 50 ANOS DE RÁDIO (REEDIÇÃO) CAPÍTULO VHELAL MAGAZIN E CAPIXABA Entre 1974 e 1975, havia recebido um convite para trabalhar na lojinha da Helal, comandada por Zaki Helal, que ficava na Rua Duque de Caxias, atrás da grande loja de departamentos da família. Eu era o responsável pela compra de discos das gravadoras e ajudava na sessão, embora o forte fosse a comercialização de motobikes e motocicletas de grandes potências. Ali fiz grandes amizades com representantes de gravadoras, como Odeon/EMI, CBS, RCA, Polygram, Ariola, Continental e SomLivre. Eram viajantes que tinha Vitória como rota e nossa Capital era tida com uma boa praça de venda de discos. Lembro do português da Odeon, depois Nilson, do Carlinhos da CBS e depois Marcão, Victor Hugo da Polygram/Phillips, Geraldo da Continental e outros que não me recordo mais. Nesta época, morava em uma república na Antônio Aguirre, de frente para a antiga Odontologia. Meu companheiro de quarto era o saudoso José Coelho, cachoeirense também. Ele dormia, isto é, a gente dormia ouvindo a Rádio Jornal do Brasil, no seu radinho. Na época faziam receptores de verdade, pegavam todas as rádios em ondas médias e curtas. Havia um programa somente com músicas de qualidade nacionais e internacionais chamado “Noturno”, produzido e apresentado por Luís Carlos Saroldi, excelente produtor de rádio e que estava na JB. O programa terminava à meia-noite. E a gente já quase pegando no sono, ouvia o Informe JB com nada mais, nada menos Eliakim Araújo. Lembro ainda, que nosso ex-companheiro de república Rosenthal Calmom Alves se mudou para o Rio, arrumou emprego na JB, e produzia parte deste noticiário noturno, apresentado pelo Eliakim. Rosenthal mandava notícias do Rio e curtia com nossa cara, ele que via a gente ouvindo a JB e que, naquele momento, redigia o informe para Eliakim ler. Eu dividia o tempo na lojinha e na Rádio Vitória, até que um dia soube que Jairo Maia havia comprado a Rádio Capixaba, da Arquidiocese de Vitória, cujo bispo era João Batista da Motta e Albuquerque. Recebi convite do Jairo Maia para ir trabalhar na emissora da colina, com ele e seu sogro Jefferson Dala. Jairo era amigo do meu tio José Américo (veio de Bom Jesus e passou por Cachoeiro) e também já sabia de minha atuação na Rádio Vitoria. Oswaldo Amorim me liberou e Zaki Helal concordou. Fui trabalhar com Jairo Maia. Jairo sempre se deu bem com faturamento em seus programas de rádio. Concebeu um pensamento simples: se eu faturo X com três horas de programa, então irei faturar X+Y com uma programação inteira de rádio. Ledo engano. Não foi assim. Passados três anos, fez negócio com a família Borges e Huguinho assumiu. Jairo Maia tinha também suas lojas de discos (as melhores na época). Neste comércio, ele enriqueceu. A que mais tinha movimento era a do Parque Moscoso. Ele contava (piadista nato) que sua clientela do Parque Moscoso era composta de pessoas simples, mas que compravam de fato. Gostava de contar o caso de um cliente, que comprando se preocupou com seu veículo estacionado. Então pediu um momento para ver se estava tudo bem. Era uma bicicleta. Outras histórias eram de pessoas que estavam testando os discos que iriam adquirir ouvindo através do fone de ouvido. Quando gostavam, gritavam elogiando e até xingando na maior altura. Isso porque dificilmente elas não têm noção da altura da voz quando estão com fones no ouvido. Ele se divertia com isso. Seu gerente de lojas era Nilson Matias, que posteriormente veio a ser divulgador da Emi-Odeon. O registro Os membros dessa república, ao lado da antiga Faculdade de Odontologia, eram José Coelho, Dietrich Kaschner, Ricardo Oliveira (o secretário de saúde), Rosenthal Calmon Alves, o jornalista renomado, e José Tarcísio, hoje diácono. Em cima morava o proprietário do imóvel, Sr Beresford, homem bom e educado e pai de uma bonita menina, na época. Outro registro Mary Helal, irmã de Zaki e hoje esposa de Manuel de Paula, trabalhava como secretária do pai e do tio John no Magazin Helal. Eu era escalado (convidado) a almoçar com a família aos domingos na casa da Saturnino de Brito para ler o versículo da bíblia escolhido pelo sr. Constanteen antes do almoço. Foi nas ruas da Praia do Canto que aprendi a dirigir. Quem me ensinou foi justamente Mary Helal, que era um ás no volante. PARABÓLICAS Detalhe: Jogos e finais do Campeonato Capixaba acontecem no norte do Estado, inclusive com as rádios do norte. Outro dia vendo a TVE, foi constatado uma boa plástica em sua programação. Em todos os aspectos. Parabéns! De vez em quando deparamos com fotos ou vídeos feitos por Fabio Pirajá da janela do seu estúdio, retratando a baía de Vitória. Recentemente, teve um período que quiseram reerguer a Associação Espírito-Santense de Imprensa. Mas o apoio foi pequeno. Uma pena. ACESSE: TRADUÇÃO JRM YOUTUBE https://www.youtube.com/watch?v=rdxknQZiKAcLouis Armstrong – We have all the time in the world MENSAGEM FINAL“No Brasil, o fundo do poço é apenas uma etapa”. Luis Fernando Veríssimo

26/06/2023 / 0 Comments
read more
camaravitoria_monjardim_leonardo_redessociais.jpg

Cassação do mandato de Armandinho em Vitória racha bloco da direita

Sem categoria

Corregedor-geral da Câmara, Leonardo Monjardim, rebateu ataques e chamou ex-vereador Gilvan da Federal de “desqualificado” Discurso do vereador Leonardo Monjardim (Patri) nesta segunda-feira (26), na Câmara de Vitória, confirmou o racha no bloco da direita bolsonarista, que já se configurava desde a última quarta-feira (21), quando foi aberto o processo de cassação do mandato do vereador Armandinho Fontoura (Podemos). Além dos vereadores Davi Esmael (PSD) e André Brandino (PSC), a divisão envolve agora o ex-vereador Gilvan da Federal (PL), hoje na Câmara dos Deputados. Por ser favorável à abertura do processo, seguindo o rito e a legislação vigentes, Monjardim, que é corregedor-geral da Câmara, foi alvo de críticas nas redes sociais por parte da ala conservadora, situação já registrada durante a admissibilidade do processo, com intervenções contrárias de Davi Esmael e Brandino, que se abstiveram em votar contra Armandinho e pediram para deixar a Corregedoria-Geral. Nesse final de semana, Gilvan da Federal reforçou os ataques, por meio críticas a uma fala de Monjardim visando explicar porque votara pela admissibilidade do processo de cassação de Armandinho, juntamente com Luiz Emanuel (Republicanos) e Karla Coser (PT). “Meu vídeo foi editado. Pegaram 10 segundos do vídeo e quiseram me colocar contra os grupos de direita; quero dizer que eu tenho gratidão pelos grupos de direita”, disse Monjardim, destacando sessões que promoveu para homenagear os “patriotas”. “Infelizmente, um político da direita, que tem algo pessoal contra mim, tentou esvaziar esse movimento, mas não conseguiu. E ficou frustrado. Essa é a grande verdade, ele passou dois anos nessa Casa e não teve a humildade e a gratidão de reconhecer que ele foi feito por esses grupos de direita, que são os patriotas. E ficou incomodado porque eu fiz”. Apontou ainda Monjardim que as falas de Gilvan da Federal são pessoais. “Mas eu peço que olhem o discurso na íntegra e se tem alguma suspeita se o meu posicionamento é de direta ou de esquerda, acompanhem o meu mandato. Os meus projetos de lei, a minha posição dentro do plenário”. E enfatizou: “O incômodo se dá após a minha prestação de contas dos 100 dias. E aí eu faço um desafio, que a gente faça: o que o vereador da direita fez nos dois anos na cidade de Vitória? O que esse vereador entregou à cidade; o que esse vereador debateu, a não ser bravata? É um vereador do Instagram, do Facebook, de colocar a bandeira no ombro para dizer que é patriota. Ser patriota é isso? Ser de direita é isso, ser estúpido, mal-educado?” Para Leonardo Monjardim, Gilvan da Federal deve ser preocupar com Brasília, “mas parece que seu desempenho aí é tão pífio, que ele quer voltar para a Casa onde passou dois anos sem fazer absolutamente nada de concreto. Só consegue ir pra os jornais quando briga com alguém, porque não é um político propositivo, não tem capacidade intelectual de debater absolutamente nada”. Depois de chamar Gilvan de “despreparado e desqualificado” e desafiá-lo para um debate sobre políticas públicas municipal, estadual e federal, Monjardim afirmou: “Chega de bravatas para enganar a direita”. E ressaltou: “O seu preço é muito caro como deputado federal, para você ser apenas um militante dentro do Congresso. A sociedade do Espírito Santo exige mais do senhor, que tem que discutir a economia do país, a reforma tributária, as leis penais…mas nada faz, como quando vereador em Vitória, que só fez discutir o decote de uma vereadora e o cabelo da outra”.  Processo A Corregedoria-Geral da Câmara de Vitória aprovou na última semana a abertura do processo de cassação do mandato do vereador Armandinho. Ele está afastado das funções e preso desde 15 de dezembro de 2022, por envolvimento em milícias digitais para atacar as instituições, especialmente membros do Supremo Tribunal Federal (STF). Os vereadores Davi Esmael e André Brandino criticaram o andamento das ações e pediram para sair da Corregedoria-Geral da Câmara, levando o corregedor-geral a afirmar que o ato é “uma tentativa de desqualificar o trabalho da Corregedoria, com medo de admitir um processo de um candidato de direita; estão jogando para a plateia da direita”. A relatora do processo é a vereadora Karla Coser (PT), escolhida por sorteio. Ela terá 30 dias para apresentar o relatório, que será julgado pelo plenário da Câmara. Ela defendeu a “manutenção da admissibilidade da representação em face do vereador Armando Fontoura Borges Filho, uma vez que há indícios suficientes da prática de ato atentatório ao decoro parlamentar, entendendo que deve ser aplicada a pena de perda do mandato”. Em sessão agitada, Corregedoria-Geral abre processo de cassação de Armandinho – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/politica/em-sessao-agitada-corregedoria-abre-processo-de-cassacao-de-armandinho

26/06/2023 / 0 Comments
read more
alexandre_de_moraes_tofolli_AgBrasil.jpg

Piso da Enfermagem: ‘um complementa o outro no pacote de maldades’

Sem categoria

Alexandre de Moraes segue Dias Toffoli em julgamento no STF, o que é considerado voto casado pelo Sindienfermeiros-ES O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes seguiu o entendimento do ministro Dias Toffoli no julgamento do piso da Enfermagem. Ambos defendem a fixação de pisos regionais para trabalhadores celetistas mediante negociação coletiva realizada nas diferentes bases territoriais e nas respectivas datas-base, o que, para o Sindicato dos Enfermeiros do Espírito Santo (Sindienfermeiros), trata-se de voto casado. “Um complementa o outro no pacote de maldades”, critica a presidente da entidade, Valeska Fernandes. A dirigente sindical contesta um dos argumentos de Dias Toffoli para defender a regionalização, que foi o fortalecimento dos sindicatos, já que os valores a serem pagos teriam que ser discutidos por meio de Convenção Coletiva. Valeska explica que, de acordo com a proposta de Toffoli, apoiada por Moraes, o piso vira teto, já que é colocado que o valor a ser negociado não pode ultrapassar o piso previsto na Lei 14.434/2022, de autoria do senador Fabiano Contarato (PT). Assim, afirma, os patrões irão querer negociar um valor menor. A lei prevê R$ 4,7 mil mensais para enfermeiros; 3,3 mil para técnicos de enfermagem; e R$ 2,3 mil para auxiliares de enfermagem e parteiras. Valeska destaca que os mais prejudicados serão os que ainda não ganham o piso. “Na Unimed, o piso é maior do que R$ 4.750,00, e não se pode abaixar salário, mas tem lugares em que é menor, e nas negociações o valor pode não chegar ao piso, por causa da resistência dos patrões”, enfatiza. Moraes foi o quinto dos 10 ministros do STF a se posicionar sobre o piso. O primeiro a fazer isso foi Luís Roberto Barroso, que depois mudou seu voto em um novo posicionamento, feito em conjunto com Gilmar Mendes. Antes dessa mudança, Edson Fachin já havia se posicionado. Os dois últimos a se pronunciar foram Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. Ainda faltam Rosa Weber, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Nunes Marques e André Mendonça. A previsão é que o julgamento termine nesta sexta-feira (30). Em seu primeiro voto, Barroso defendeu que, na rede privada, o piso poderia ser negociado por meio de Convenção Coletiva, o que desagradou a categoria. Depois, com Gilmar Mendes, teve um posicionamento considerado ainda pior pelos trabalhadores, pois, no que diz respeito à rede privada, foi incisivo ao falar sobre a necessidade de negociação com os patrões para aplicação do piso. Para o sindicato, os votos de Dias Toffoli e Alexandre de Moraes fortalecem esse posicionamento.  Os trabalhadores também se queixaram do fato de que Barroso e Mendes atrelaram o pagamento à carga horária de 44 horas semanais e de falarem em remuneração, e não em piso salarial, o que, destacou Valeska, muda o caráter da conquista. Ela explicou que o piso tem o valor estipulado na lei como base, já remuneração pode ter outro valor como base e ser complementado com algum “penduricalho”, como vale-alimentação, para se chegar à quantia prevista na lei. A dirigente sindical prosseguiu dizendo que, em relação aos municípios, os ministros determinam que o pagamento a ser efetuado por estados e municípios e seus órgãos da Administração Indireta depende de recursos da União, o que Barroso já havia defendido antes e foi refutado por Fachin, sendo esse o único ministro cujo voto atendeu aos anseios dos trabalhadores. Caso não haja provimento total de recursos por parte da União, não há obrigatoriedade de pagamento do piso. “A União não tem obrigação de pagar integralmente. As gestões tiveram três anos, desde o início das discussões do projeto de lei, para se preparar”, enfatizou. A Enfermagem se articula nacionalmente para pressionar o STF a se posicionar pelo fim da suspensão do piso, mas sem dificultar sua aplicação. Em todo o país, serão realizadas assembleias para discutir possibilidade de greves e paralisações. No Espírito Santo, será nesta segunda-feira (26). Haverá um ato nacional em Brasília na quarta-feira (28). Julgamento do piso: voto de Dias Tóffoli gera insatisfação na Enfermagem O julgamento foi retomado na última sexta-feira e tem previsão de término no dia 30 de junho https://www.seculodiario.com.br/saude/julgamento-do-piso-voto-de-dias-toffoli-gera-insatisfacao-na-enfermagem

26/06/2023 / 1 Comment
read more

Paginação dos conteúdos

Anterior 1 … 564 565 566 … 4.870 Seguinte
Royal Elementor Kit Theme by WP Royal.