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A casa do lago

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Orlando tem de tudo, só falta um trem de verdade Nesse ensolarado começo de verão nos reunimos para comemorar dois importantes eventos. Parece simples, mas vai ficando cada vez mais difícil conseguir essa hercúlea façanha – Todos juntos, vamos! O tempo não para e a cada volta do planeta em torno do sol novas adições vão acontecendo: família puxa família, aperta que sempre cabe mais um. Cada recém-chegado/a traz uma bagagem social-emocional e uma sempre bem-vinda leva de agregados. Orlando, aqui vamos nós! * A estrada é longa e o tempo incerto, certo? Não mais: a meteorologia cada vez erra menos e as highways estão cada vez melhores. Até as paradas no meio do caminho são atrações à parte. Para quem não quer ou não pode dirigir, o trem Miami-Orlando está quase chegando lá: partindo do centro de Miami, chegará pela primeira vez ao aeroporto de Orlando com pompa e circunstância no dia 4 de julho, dia da Independência Americana. * Para acomodar as 28 personagens do nosso núcleo familiar, alugamos uma casa com 9 quartos, que logo foi apelidada de Casa BBB. Tinha de tudo, além dos tradicionais aparatos pertinentes a qualquer residência que se preze: TV gigante em todos os cômodos, salão de jogos, sala de cinema com poltronas reclináveis (alguns dormiam ali mesmo), piscina com jacuzzi, churrasqueira, e muitos outros etceteras, cada cômodo com uma decoração diferente. Meu preferido foi o Gambito da Rainha: o teto é um tabuleiro de xadrez com as peças de cabeça pra baixo. * Como em toda família que se preza, tem gente de todas as idades, o que facilitou o revezamento na piscina – os mais sábios pela manhã; os mais jovens de 12 PM a 12 AM; os mais ousados pelo resto da noite. Nos fundos da casa um belo lago emoldurado por uma pista para caminhadas. Fui a única que lá pisou… no primeiro dia, apenas. No segundo um enorme jacaré dá as caras no lago e desisti das caminhadas. * Orlando tem de tudo, só falta um trem de verdade. Agora não falta nada: o trem da empresa Brightline vai ligar Miami a Orlando com o requinte e conforto dos trens que rodam pela Europa. Mas não tão rápido: 3:00 hs, com duas paradas. Ir de carro é mais rápido e mais barato. Para crianças e grupos de passageiros tem um bom desconto. Ah, os eventos! O que essas 28 pessoas atadas por laços de sangue e afeto foram fazer em Orlando? * Um novo parque da Disney, uma nova atração na Universal? Aconchegados na Casa BBB, ninguém lembrou de ir aos parques, embora bem próximos. Unidos e refestelados, churrasqueira 24 horas, comemoramos os 16 anos da neta mais nova e o noivado da neta mais velha. Destaque para a coragem do noivo, ajoelhado diante de 27 pessoas, muitas das quais mal conhece, para pedir a mão da garota… Treinou uma semana para fazer a pergunta em português.

18/06/2023 / 1 Comment
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A luta por um novo parque natural em Vila Velha

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Willerman Lúcio e Alan Moreira, do Instituto Lagoa Encantada, falam das ameaças e dos sonhos para a proteção do local Lugar de importante preservação da biodiversidade e regulação ambiental na Grande Vitória, a região da Lagoa Encantada, em Vila Velha, sofre com destruição de seu patrimônio natural e ameaças institucionais vindas do poder público. Os convidados Willermam Lúcio e Alan Moreira, integrantes do Instituto Lagoa Encantada e do Fórum Desea, falam da importância social e ambiental da região, dos frequentes problemas enfrentados, comentam a luta para criar uma Unidade de Conservação e qual o modelo que defendem para isso. — * Inscreva-se no canal do Século Diário no YouTube e ative o sininho para acompanhar as novidades. ** Se quiser ouvir este e outros programas em podcast, siga os canais do Século Diário no Spotify e Google Podcasts.

18/06/2023 / 0 Comments
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‘Não faremos a procissão de São Pedro se pesca continuar proibida em Vitória’

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Pescadores realizam protestos e se reúnem com autoridades nesta segunda visando ajustar leis criadas sem diálogo Redes Sociais A tradicional procissão marítima de São Pedro, elemento central nas festividades que homenageiam o padroeiro dos pescadores, pode não acontecer esse ano. O motivo é a opressão que esses trabalhadores estão sofrendo por leis municipal e federal criadas sem diálogo com a categoria e que proíbem a pesca no mar e nos estuários que rodeiam a cidade de Vitória. “São Pedro é padroeiro dos pescadores, mas o que a gente ganha nessa festa além de duas cervejas e uma camisa? A pesca está proibida e as autoridades, os políticos não fazem nada para nos ajudar”, questiona o presidente do Sindicato dos Pescadores e Marisqueiros do Espírito Santo (Sindpesmes), João Carlos Gomes da Fonseca, o Lambisgoia. Neste sábado, os primeiros protestos alertando sobre essa possibilidade começaram a ser feitos. No píer do bairro Grande Vitória, na região da Grande São Pedro, um pescador compartilhou imagens dos cartazes empunhados por seus filhos, com os dizeres: “SOS Socorro Precisamos comer, pesca não é diversão, é trabalho”. “Temos família para sustentar dependemos da pesca queremos trabalhar”. “Pescador não é bandido”. Protestos semelhantes já foram realizados desde 2017, quando uma lei municipal criada pelo vereador Luiz Emanuel (sem partido) foi promulgada pelo então prefeito Luciano Rezende (Cidadania), proibindo a pesca artesanal em toda a cidade, até a distância de uma milha da costa. Os pescadores vêm denunciando a criminalização de sua profissão, que é tradicional na capital e sustenta um dos principais elementos da identidade cultural do Estado, que é a moqueca capixaba. A situação, no entanto, se mantém inalterada há seis anos. O ápice da criminalização aconteceu no último dia seis de junho, com uma grande operação conjunta de fiscalização realizada pela Prefeitura de Vitória, Polícias Federal e Ambiental e Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), tendo como justificativa outra normativa de proibição, promulgada pelo Ibama antes da lei municipal. Na ocasião, redes e outros materiais de trabalho foram apreendidos, além da notificação de multas de mais de R$ 1,7 mil contra sete camaroeiros que estavam no seu principal pesqueiro de camarão, nas imediações do Porto de Tubarão, localizado no complexo porto-minero-siderúrgico onde estão instaladas a Vale e a ArcelorMittal. Desde então, os pescadores se reuniram com os órgãos envolvidos e denunciaram com mais ênfase a injustiça dentro do plenário da Câmara de Vereadores, onde houve tumulto e discussões com o autor da lei. Nesse dia, o presidente da Casa, Leandro Piquet (Republicanos) a se reunir com uma comitiva de pescadores e outros vereadores para iniciar tratativas voltadas ao ajuste da lei municipal de proibição. Uma nova reunião está marcada para esta segunda-feira (19), onde órgãos de justiça e parlamentares federais também se somarão. Entre os que já confirmaram presença, estão representantes do Ibama, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Defensoria Pública, Ministério Público e Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), além da vereadora Karla Coser (PT) e o deputado federal Helder Salomão (PT). Em paralelo à reunião, os pescadores farão protestos em vários píeres da região metropolitana, semelhantes ao deste sábado. “Para não prejudicar os trabalhadores nas ruas, vamos protestar no mar. De ponta a ponta, na Ilha das Caieiras, São Pedro, Porto de Santana, Carapebus, Bicanga, Manguinhos, Nova Almeida … Vamos colocar os cartazes nos nossos barcos, que estão parados desde o dia seis”, informa Lambisgoia. O objetivo, reforça é elaborar, junto com os órgãos, pesquisadores e parlamentares, as adequações das normativas municipal e federal de proibição, necessárias para retirar a pesca artesanal da situação de ilegalidade a que foi lançada, sem qualquer diálogo prévio com os próprios pescadores, respeitando, concomitantemente, a proteção ambiental e a Área de Proteção Ambiental (APA) Baía das Tartarugas. “Tem pescador com seis filhos, com mulher acamada, que o gás dele acabou ontem. E aí? Ele não pode trabalhar, vai fazer como? Pescador não tem estudo, nem para pedreiro consegue emprego. Nós que somos analfabetos, estamos perdidos”, relata o presidente do Sindpesmes. A solução mais viável identificada até o momento é a implementação da pesca assistida, proposta pelo Comitê Estadual da Pesca (Compesca), além de adequações também na forma como tem sido feita a dragagem do canal para o Porto de Vitória, no centro da cidade. “Estão jogando a lama da dragagem em cima do nosso pesqueiro”, denuncia. O objetivo é poder voltar a trabalhar em paz, dentro da lei, contribuindo para a cultura capixaba e a proteção ambiental. “Aparece muita mortalidade de tartaruga, sim, a gente sabe, mas nenhum pescador quer matar tartaruga. Por isso tem que autorizar a pesca assistida. O pescador tem que entender que tem que trabalhar de forma diferentes e os órgãos têm que explicar para a gente como eles querem, é obrigação deles fazer isso”. Proteção do meio ambiente não pode ameaçar existência dos povos tradicionais Luta de pescadores contra uma lei criada em 2017, sem diálogo, instala dupla polêmica em Vitória https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/a-protecao-do-meio-ambiente-nao-pode-ameacar-a-existencia-dos-povos-tradicionais Debate sobre pesca assistida tem tumulto e bate-boca na Câmara de Vitória Estratégia é tida como solução para tirar a pesca artesanal da marginalidade e proteger biodiversidade https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/debate-sobre-pesca-assistida-em-camburi-tem-tumulto-e-bate-boca-na-camara ‘Os navios têm mais direitos que nós?’, questionam pescadores de Vitória Colônia Z-5 quer explicação do Ibama sobre lei desconhecida usada em operação contra barcos a 2,5 milhas da costa https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/os-navios-tem-mais-direitos-que-nos-questionam-pescadores-de-vitoria ‘Pesca assistida’ é viável na APA Baía das Tartarugas, defende Compesca Seletiva e assistida, técnica pode conciliar conservação ambiental com tradição da pesca artesanal de Vitória https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/pesca-assistida-pode-ser-praticada-na-apa-baia-das-tartarugas-defende-compesca Estudo lista 278 espécies de peixes na APA Baía das Tartarugas Biodiversidade e pesca artesanal podem dar as mãos, defendem pescadores excluídos da unidade de conservação em Vitória https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/estudo-lista-278-especies-de-peixes-na-apa-baia-das-tartarugas-em-vitoria

18/06/2023 / 1 Comment
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Ufes irá criar fórum para discutir acessibilidade

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A universidade também se comprometeu a dar formações para os docentes e a resolver problemas de infraestrutura A criação de um fórum de discussão, com a participação de pessoas com deficiência (PCDs), a resolução de alguns problemas emergenciais de infraestrutura e a realizações de formação com docentes são as medidas apontadas até o momento pela Reitoria da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) para atender à demanda de acessibilidade.  Os encaminhamentos foram feitos durante reunião realizada na última quinta-feira (15) entre a Reitoria, representantes dos Programas de Educação Tutorial (PETs/Ufes), da Diretório Central dos Estudantes (DCE); da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis e Cidadania (Proaeci); da Superintendência de Infraestrutura; do Núcleo de Acessibilidade da Ufes (Naufes); e da chefia de gabinete interina.  As formações sugeridas visam ajudar os professores a aprenderem como lidar com as especificidades dos estudantes com deficiência e as pequenas ações na infraestrutura visam tampar buracos e outras questões emergenciais. Além disso, a Universidade se comprometeu a apoiar o mapeamento que está sendo feito pelo PET Cultura para identificar as áreas do campus com problemas de acessibilidade. Os compromissos assumidos pela universidade são reivindicações dos estudantes, mas, segundo a graduanda de Pedagogia e integrante do PET Cultura, Vitória Reis, também apresentaram outras, como mesas acessíveis no Restaurante Universitário (RU) para cadeirantes; estudar formas de cessar o barulho no RU, pois incomoda aos autistas, por exemplo; e criação de plataformas elevatórias nos prédios da universidade; que serão discutidas no fórum. A reunião foi marcada após integrantes dos PETs realizarem um protesto nessa segunda-feira (12) em virtude de um acidente ocorrido com Vitória, cuja cadeira de rodas caiu ao tentar acessar a rampa do Centro de Ciências Humanas e Naturais (CCHN), que tem má inclinação, para ir ao auditório, onde daria uma palestra. A universitária bateu com a cabeça e ficou desacordada por algum tempo. Depois de recuperar os sentidos, Vitória voltou a se dirigir ao evento “Acessibilidade e Inclusão no Contexto Universitário”, realizado pelo PET Cultura. Posteriormente, foi ao médico, fez os exames, que não apontaram nenhuma consequência decorrente do acidente. Associação O professor do Centro de Educação e PCD, Douglas Ferrari, acredita que, em vez de um fórum, seria melhor criar uma associação. Conforme explica, um fórum “é um agrupamento, não tem vínculo com a instituição, não tem pertença, é uma reunião de pessoas”. Já uma associação, com Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ), “é algo mais formalizado”. O docente defende, em uma possível associação, a inclusão de representantes da Associação dos Docentes da Universidade Federal do Espírito Santo (Adufes)  e do Sindicato dos Trabalhadores da Universidade Federal do Espírito Santo (Sintufes), indo para além das PCDs. Douglas recorda que já foram criados outros fóruns do tipo na Ufes, portanto, não se trata de algo novo. “Não é de agora, não estamos criando nenhuma novidade, uma coisa revolucionária”, diz. Um dos fóruns criados, rememora, foi o de Acessibilidade, que vigorou de 2003 a 2008. Depois, o de Estudantes e Egressos, que atuou de 2018 a 2020. Por último, o Grupo de Acesso, de 2015 a 2018, formado por estudantes de Direito. Para Douglas, os compromissos assumidos pela universidade com os PETs não levam em conta a acessibilidade plena, focando muito na arquitetura, esquecendo, por exemplos, questões metodológicas e pedagógicas. Além disso, recorda, a universidade já tem um plano de acessibilidade, que precisa ser colocado em prática.  Em seus veículos de comunicação oficial, a universidade chegou a divulgar ações que, desde 2020, tem realizado com foco nas PCDs. Contudo, Douglas questiona algumas informações, como a realização de campanhas institucionais para a acessibilidade. O professor afirma que elas não têm acontecido. Ele recorda que, quando estava à frente do Naufes, aconteciam as campanhas referentes ao Setembro Verde, que celebra o mês de luta pela inclusão das PCDs, mas que elas não têm acontecido mais. Reitoria acena para diálogo sobre política de acessibilidade na Ufes Programa de Educação Tutorial, que realizou protesto nesta semana, informou que será marcada uma reunião para discutir o tema https://www.seculodiario.com.br/educacao/reitoria-acena-para-dialogo-sobre-politica-de-acessibilidade-na-ufes Estudantes da Ufes protestam por políticas de acessibilidade Manifestação foi motivada por acidente que vitimou uma estudante cadeirante devido à má inclinação de uma rampa https://www.seculodiario.com.br/educacao/estudantes-da-ufes-protestam-por-politicas-de-acessibilidade

18/06/2023 / 0 Comments
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Livro reforça relevância do litoral do ES para reprodução de tartarugas marinhas

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Guia de Licenciamento do Tamar orienta onde e como instalar empreendimentos em áreas marinhas e costeiras Uma das principais áreas de reprodução de tartarugas marinhas no Brasil, com crescimento anual regular no número de desovas, o litoral do Espírito Santo é também um dos mais cobiçados por empreendimentos de alto impacto socioambiental do setor porto-petroleiro. As praias capixabas são também muito valorizadas turisticamente, ao mesmo tempo em que sofrem com um crescente processo erosivo e, como em praticamente todo o planeta, experimenta um aumento inquestionável do nível do mar, decorrente do derretimento das geleiras provocado pelo aquecimento global. Esses são alguns dos elementos que caracterizam a complexidade da área costeira e marinha do Espírito Santo e que precisa ser levada em consideração na gestão da ocupação humana, especialmente no que diz respeito a grandes projetos industriais. O Brasil como um todo engatinha na gestão ambiental costeira e o Espírito Santo não foge a essa regra, infelizmente. Acreditando que os carismáticos répteis marinhos podem ajudar a qualificar essa gestão, foi lançada a segunda edição do Guia de Licenciamento Tartarugas Marinhas – Diretrizes para avaliação e mitigação de impactos de empreendimentos costeiros e marinhos. A iniciativa é do Centro Tamar/ICMbio, braço governamental do Projeto Tamar, vinculado ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, e que tem suas ações complementadas pela ONG Fundação Projeto Tamar. O lançamento ocorreu nesta sexta-feira, marcando o Dia Mundial das Tartarugas Marinhas, comemorado todo dia 16 de junho. A ideia é aproveitar o significativo conhecimento científico acumulado – as cinco espécies que ocorrem no Brasil contam com o Plano de Ação para Conservação das Tartarugas Marinhas – para influenciar as decisões sobre onde é possível e como pode ser feita a instalação de obras e empreendimentos na costa brasileira, de forma a conciliar o desenvolvimento econômico com a conservação ambiental. O livro é ricamente ilustrado e identifica detalhadamente quais os impactos que surgem a partir da implantação e operação de diferentes tipos de obras e empreendimentos, desde cabanas de praia até grandes portos e refinarias. Cada capítulo apresenta alternativas para evitar ou mitigar os potenciais impactos sobre as cinco espécies de tartarugas e o ecossistema marinho do qual dependem. “Esperamos que fases importantes como a da própria escolha do local proposto para determinado empreendimento leve em consideração o conhecimento trazido nesta obra, para que já no planejamento sejam levados em considerações os possíveis impactos que virão para esses animais, que tanto contribuem para o equilíbrio de todo o ecossistema marinho”, explana o coordenador do Centro Tamar/ICMBio, oceanógrafo Joca Thomé, acrescentando ainda a segurança jurídica e a agilidade como aspectos relevantes, pois muitos projetos acabam sendo considerados inviáveis do ponto de vista ambiental, sendo então recusados ou refeitos, aumentando os custos e, em algumas situações, provocando até judicializações, com desgaste para todos os envolvidos. O Brasil, destaca o coordenador do Centro Tamar, é o primeiro país com um guia como esse. A publicação está sendo enviada para países de língua portuguesa da África, continente que compartilha o espaço de deslocamento das tartarugas que desovam na costa brasileira. Versões em espanhol e inglês também serão viabilizadas para que outros países africanos e da América do Sul possam utilizar o Guia. Graças a estratégias de parcerias, como a estabelecida com o Projeto TerraMar, do MMA/GIZ, a obra terá em breve uma versão impressa, facilitando a difusão e manuseio. O Projeto TerraMar é uma iniciativa do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), em parceria com o Ministério Federal do Ambiente, Proteção da Natureza e Segurança Nuclear (BMU), da Alemanha, por meio da Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH. Projeto Tamar Joca Thomé conversou com Século Diário sobre como o Guia pode auxiliar a qualificação da gestão costeira para que a variável ambiental seja considerada e sobre as especificidades do litoral capixaba. Confira a entrevista: De que forma proteger as tartarugas marinhas pode beneficiar a costa de forma mais ampla, do ponto de vista social e ambiental? O Brasil atual tem falado em mudar o panorama de desenvolvimento ‘a qualquer custo’ pelo desenvolvimento em bases sustentáveis. Considerar a variável ambiental é parte fundamental dessa mudança e isso requer negociação entre diferentes setores, com todos sentados à mesa considerando o que é relevante para todas as agendas. Quando, dentro da variável ambiental, tratamos de políticas de conservação das espécies do ecossistema marinho-costeiro, destacamos não apenas as tartarugas marinhas, mas aves marinhas, cetáceos, toninhas, baleias e outras espécies, a maioria delas ameaçadas de extinção. Muitos desses animais são transfronteiriços (atravessam fronteiras se alimentando em um continente e se reproduzindo em outro), pré-históricos, respondem por todo um equilíbrio de ecossistemas e prestam os chamados Serviços Ambientais. Ao não considerá-los na ‘conta’, perde-se no curto, médio e longo prazo em qualidade de vida e no comprometimento do patrimônio de toda a biodiversidade do planeta, já que tudo está interligado. Quais as características mais relevantes que o Guia aponta na costa capixaba que precisam ser consideradas nos licenciamentos? O Guia não especifica o Espírito Santo com exclusividade, mas toda a costa brasileira. Compreendemos que impactos são sempre sinérgicos e cumulativos. Um porto cujo planejamento tenha sido totalmente equivocado, no litoral do Rio de Janeiro, por exemplo, pode trazer consequências para espécies marinhas que ali transitam e que utilizam a costa capixaba, seja para alimentação ou reprodução. Mostramos ao público leitor interessado que toda a costa está intrinsecamente conectada. Problemas de erosão costeira, por exemplo, são um clássico desses impactos. Soluções para resolvê-los, se elaboradas de forma isolada, saem repercutindo, em cadeia, ao longo de toda a costa vizinha, a norte e a sul, o famoso efeito em cascata. Ao mesmo tempo, algumas áreas têm mais importância do que outras para as tartarugas marinhas. Com base nos dados de décadas de monitoramento no litoral, as áreas de desova no Brasil foram classificadas em diferentes grupos visando indicar a importância regional relativa dos trechos de praia. As Áreas Prioritárias de Reprodução são aquelas com quantidades significativas de desovas constatadas regularmente, ano após ano. No Espírito

18/06/2023 / 0 Comments
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Cidade referência para o TAG fechou 60 escolas e gasta R$ 2 mi com transporte

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Mobilização contra o TAG no ES capilariza luta dentro dos municípios e ganha repercussão nacional O município cearense de Sobral, referência para o Termo de Ajustamento de Conduta (TAG) proposto pelo Tribunal de Contas do Espírito Santo (TCE-ES) para o governo do Estado e os 78 municípios capixabas, fechou mais de metade de suas escolas e gasta R$ 2 milhões por mês com transporte escolar. Outro caso considerado de sucesso pelos conselheiros da Corte de Contas é Oieiras, no Piauí, que também fechou quase 60% da rede municipal. Os gestores dos dois municípios nordestinos apresentaram suas experiências durante a solenidade de assinatura do TAG, ocorrida no auditório do TCE-ES nesta quinta-feira (15). Do lado de fora do prédio, cerca de 100 pessoas, entre estudantes, professores e pesquisadores da Educação do Campo, vindos de vários municípios do interior e da Grande Vitória, foram impedidas de entrar no evento e realizaram um protesto pacífico, com distribuição de panfletos e falas ao microfone, sensibilizando os passantes e, principalmente, os prefeitos e secretários que participaram. Entre as organizações, estavam a Federação dos Trabalhadores Rurais do Espírito Santo (Fetaes), professores e estudantes do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE) e do curso de Licenciatura em Educação do Campo (Ledoc) da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e Fórum de Educação de Jovens e Adultos (Fórum EJA). Um mês e meio antes, um grupo maior havia realizado um primeiro protesto nas escadarias do Tribunal de Contas e uma comitiva foi recebida pelo presidente, Rodrigo Chamoun. O cerne do pleito foi a retirada de todas as escolas do campo do acordo, estendendo, portanto, a exclusão que já havia sido aprovada apenas para as escolas de assentamentos da reforma agrária. Ao longo da exposição dos argumentos feito pelos educadores, o presidente mostrou-se sensibilizado e prometeu que nenhuma decisão seria tomada antes de uma nova reunião com os coletivos ali representados com outros conselheiros, especialmente Rodrigo Coelho, que lidera o TAG dentro da Corte. Sumika Freitas Exatamente duas semanas após esse encontro, no entanto, o plenário da casa decide aprovar a versão final do texto e encaminhar os chamamentos dos municípios e do Estado para a assinatura, sem qualquer novo diálogo com os educadores. Uma semana após a decisão unilateral dos conselheiros, o professor da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP) e dirigente da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara, vem ao Espírito Santo para participar de eventos na Assembleia Legislativa e na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e pediu uma abertura de diálogo com o Tribunal de Contas para aprofundar o debate proposto pelos educadores no dia do primeiro protesto e enfatizar a necessidade de proteger as escolas do campo para que de fato haja avanço na qualidade do ensino oferecido às crianças e adolescentes. Professor da USP e dirigente da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara pede abertura de diálogo com o Tribunal de Contas do Espírito Santo. Foto: Victor Thomé/Ales “Tribunal do pânico” A exposição dos fatos mostra a ideologia autoritária e excludente que guia Rodrigo Coelho e demais conselheiros que empreendem a adoção do TAG e do modelo de Sobral à educação capixaba, com tácito apoio da Secretaria de Estado da Educação (Sedu), cujo gestor, Vitor de Angelo, preside o Conselho Nacional dos Secretários Estaduais de Educação (Consed). As falas dos gestores nordestinos nesta quinta-feira enfatizam a imposição do fechamento de escolas e o não reconhecimento dos graves ataques que a medida provoca na vida das comunidades rurais. “Quando chegamos eram 98 escolas. Para que pudéssemos ter governabilidade sobre o sistema, foi preciso reduzir para 38 escolas. Fizemos a nucleação de escolas, mas isso gerou um conflito, porque alguns pais não quiseram que os alunos começassem a se deslocar de transporte escolar”, disse o prefeito de Sobral, Ivo Gomes (PDT). “Em Sobral, são 140 km de uma ponta à outra do município. São 14 distritos, 20 localidades, assentamentos. Precisamos de uma rede de transporte escolar enorme. São R$ 2 milhões por mês só de transporte escolar, para garantir que todas as crianças tenham acesso à escola boa. Que é aquela que tem biblioteca, laboratório, refeitório, quadra, toda uma infraestrutura que em escola de duas salas, ou multisseriadas, é impossível garantir”, completou. Conforme destaca o TCE, o principal indicador de sucesso da lógica da extinção das escolas do campo é a elevada pontuação no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Educadores do campo alertam que as escolas multisseriadas da zona rural não podem participar do Ideb, o que pode explicar pelo menos em parte a aversão que os gestores membros do Consed e conselheiros da Corte sustentam por elas. O relato da secretária de Educação de Oeiras, no Piauí, Tiana Tapety, é semelhante. Segundo o TCE, o município reduziu de 67 para 28 o número de escolas. “Inicialmente houve resistência de comunidades que perderam escolas, já que seus filhos deveriam ser deslocados para espaços escolares situados a muitos quilômetros, além de perderem um espaço de referência para a comunidade”, registra o Tribunal, acrescentando que o serviço de transporte escolar também foi reestruturado e “atualmente é um item importante das despesas municipais em educação”. Em sua fala, o presidente Rodrigo Chamoun reconheceu a imagem amedrontadora que a Corte tem diante de prefeitos e secretários, afirmando que o modus operandi atual é outro e que a adesão da maior parte dos municípios é sinal dessa nova realidade. “O tribunal do pânico, que só pune, já é passado, no Brasil inteiro. O pânico paralisa. O se deve fazer é respeitar a regra para atravessar os desafios tranquilamente”. TCE-ES Perverso Nesta quinta-feira, 55 municípios assinaram o termo e 23 não aderiram à proposta (veja listas abaixo), por entenderem os prejuízos advindos da municipalização forçada dos anos iniciais do ensino fundamental, conforme vem alertando, há um ano, um conjunto de organizações da sociedade civil, ligadas especialmente à Educação do Campo, e que se fizeram presentes nas duas

17/06/2023 / 0 Comments
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Prefeitura de Marataízes retira apoio a projeto da comunidade LGBTQIA+

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Guilherme Nascimento, da Casa Roxa, informa a realização de um ato neste domingo contra a atitude da gestão A Casa Roxa Espaço Cultural, em Marataízes, sul do Estado, irá fazer um ato neste domingo (18), às 15h, em frente à Secretaria Municipal de Cultura. O protesto foi idealizado após a prefeitura, na gestão do prefeito Robertino Batista da Silva, o Tininho Batista (PDT), retirar o apoio para a 2ª Semana + Visibilidade + Orgulho, que inclui em sua programação o 1º Manifesto Sul Capixaba Pela Diversidade. A Administração Municipal era responsável pelo apoio logístico e de infraestrutura, como fornecimento de palco, gerador e tenda. O evento foi contemplado por edital da Secretaria Estadual de Cultura (Secult) por meio do Fundo Estadual de Cultura do Espírito Santo (Funcultura). Entretanto, a verba garantida por meio da gestão estadual contempla outras questões, como divulgação, alimentação e remuneração da equipe. O fundador da Casa Roxa, Guilherme Nascimento, destaca que, de acordo com o Plano Municipal de Cultura, toda atividade cultural ocorrida no município deve ter apoio da Prefeitura. A retirada do apoio por parte da gestão municipal, afirma Guilherme, foi o quarto “boicote” ao evento. Antes disso, primeiro a Administração afirmou que o evento não poderia ser na orla, conforme constava no projeto, mas nos arredores da Casa Roxa. O argumento, diz Guilherme, foi “instabilidade política”. Depois, foi publicado um artigo no jornal Opinião ES, no qual o bancário e professor aposentado Lauro Fontine afirmou que “é importante questionar a decisão da prefeitura em custear um evento que, historicamente, tem sido associado a comportamentos inadequados, como orgias, consumo de drogas e baderna nas vias públicas, assim como o carnaval de rua”. Em seguida, a gestão municipal marcou uma festa junina no mesmo dia, horário e lugar onde o Manifesto estava programado para acontecer. Além do ato, a Casa Roxa publicou uma nota de repúdio na qual classifica a publicação de Lauro Fontine como “totalmente difamatória, caluniosa e cheia de traços LGBTfóbicos”. Conforme consta na nota, “o projeto está em sua segunda edição, aprovado legalmente por diversas leis de incentivo à diversidade cultural, leis federais, estaduais e municipais, e jamais houve ‘comportamentos inadequados’, muito menos orgia, drogas e baderna. Por isso essa matéria criminosa não passa de difamação, injúria e calúnia”. A nota prossegue dizendo que “o evento não tem causado preocupação alguma na população, muito menos poderia causar transtornos, pelo contrário, a Casa Roxa desenvolve suas atividades há mais de dez anos em todo o território sul capixaba e sempre prezou pela qualidade de vida da população, com diversos projetos artísticos sociais que favorecem a Cultura de Paz e a valorização da cidadania de grupos minorizados, como negritude, portadores de deficiência, infância e juventude, idosos, mulheres, entre outros corpos vítimas de preconceito”. O texto destaca que a matéria afirma que o governo precisa considerar as “demandas e valores da sociedade que representa”. “Gostaríamos de lembrar que nós fazemos parte dessa sociedade, somos contribuintes e é nos garantido todos os direitos de forma igualitária. Por isso, repudiamos veementemente a matéria criminosa e afirmamos que estamos tomando as medidas cabíveis e iremos representar contra o site e o autor da matéria, requerendo sua retirada, retratação pelos responsáveis, direito a resposta da Casa Roxa Cultural e inclusive pedido de indenização. Entende-se que a citada matéria influencia negativamente não só a Casa Roxa, mas incentiva a violência e a violação dos direitos da comunidade LGBTQIAPN+, que já é vítima de um preconceito sistêmico inaceitável”. A Casa Roxa, por meio da nota, ressalta que o Brasil é o país onde mais morrem pessoas da comunidade e que, no Espírito Santo, principalmente na região sul capixaba, em municípios menores, do interior, como Marataízes, “essa estatística lamentável se agrava pela ausência de mecanismos de conscientização e defesa”. Além disso, faz críticas à Prefeitura apontando que a Lei Municipal Nº 1.543/2012, que dispõe sobre o sistema municipal de cultura de Marataízes, prevê que “é responsabilidade do Poder Público Municipal, com a participação da sociedade, planejar e fomentar políticas públicas de cultura, assegurar a preservação e promover a valorização do patrimônio cultural, material e imaterial do Município e estabelecer condições para o desenvolvimento da economia da cultura, considerando em primeiro plano o interesse público e o respeito à diversidade cultural”. O espaço cultural também informa que o evento, marcado para 24 de junho, está mantido, porém, todas as atividades ocorrerão na sede do Espaço Cultural Casa Roxa, com dia inteiramente dedicado à promoção da cidadania e ao fortalecimento dos mecanismos de defesa da comunidade LGBTQIAPN+, ações formativas e apresentações artísticas, tudo de forma gratuita.

17/06/2023 / 1 Comment
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Sandrera comemora 25 anos de carreira no palco do Festival de Inverno

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Mais na coluna: editais; mostra cultural; Feijoada do MNU; exposição fotográfica; sarau; e Theatro Carlos Gomes O cantor e compositor capixaba Sandrera irá comemorar os 25 anos de carreira no palco do Festival de Inverno de Domingos Martins, na região serrana do Estado. O show, aberto ao público e que acontecerá na praça de Campinho, na noite de 14 de julho, contará com a participação dos cantores Zé Geraldo e Landau. Os dois artistas também marcam presença no novo álbum do artista canela verde, o Quase Hippie, que será lançado em breve. Divulgação Zé Geraldo cantou com Sandrera, no novo álbum, a música Um Lugar ao Som, uma analogia com o termo “um lugar ao sol”, expressão utilizada para designar, principalmente, as pessoas que batalham para acessar direitos, uma melhor qualidade de vida. Refere-se, portanto, ao artista que luta para fazer sua arte, colocando o pé na estrada para levá-la ao público. A partir do show, a canção estará disponível em todas plataformas digitais. Landau, junto com Sandrera, canta Rock’n Roll Mainha, que também faz parte de Quase Hippie. Umas das inspirações para a composição da música foi uma situação engraçada ocorrida em sua família, quando um sobrinho de Sandrera, de cerca de seis anos, ouvia música e, ao ser interpelado pelo tio sobre o que era aquilo, respondeu: é ‘rock’n roll mainha’. “Fiquei com aquela frase na cabeça”, diz. Trajetória Em 25 anos de carreira Sandrera compôs mais de 200 canções, fez apresentações na França e na Noruega, lançou três singles e um álbum, Prateleira, cujas músicas também serão rememoradas em Domingos Martins. No show do Festival de Inverno o cantor também irá cantar trechos de alguns artistas que afirma considerar como ídolos: Zé Geraldo, Belchior, Raul Seixas e Bob Dylan. Além de Quase Hippie, Sandrera prepara outro álbum, o Casa de Bira, que afirma ser mais regionalizado e contará com a participação de Paulinho Pedra Azul. Verba chegando  Diz o ditado popular que “o apressado come cru e quente e ainda queima a língua”, mas nem sempre isso se aplica. Itapemirim e Anchieta, ambos no sul do Estado, foram, respectivamente, o primeiro e o segundo municípios capixabas a mandar para o Ministério da Cultura o plano de ação da Lei Paulo Gustavo. Consequentemente, já estão com seus planos de ação aprovados e verba garantida. Itapemirim irá receber cerca de R$ 322 mil, e Anchieta, aproximadamente R$ 280 mil. Nem literatura, nem artesanato Falando em editais, foi encerrada nessa sexta-feira (16) a inscrição para a 1ª Mostra Cultural João Bananeira, realizada pela Secretaria Municipal de Cultura de Cariacica e que irá selecionar artistas do município para se apresentarem em evento a ser realizado no Centro Cultural Frei Civitella Del Tronto, em Campo Grande. Os cachês variam entre R$ 2,5 mil e R$ 15 mil, contemplando a maioria das manifestações artísticas. Foi a maioria, mas a coluna espera que, havendo uma nova edição, possam ser todas, já que a literatura e o artesanato não foram contemplados este ano, havendo necessidade de ajustar esse erro em eventos futuros. Captou a mensagem Quem parece ter captado a mensagem da coluna foi a Secretaria Estadual de Cultura (Secult). No ano passado, quando o colunista ainda era o colega Vitor Taveira, ele se queixou da falta de acessibilidade dos idosos para adquirir os livros produzidos com recursos do Fundo Nacional de Cultura (Funcultura) na tradicional distribuição gratuita e cheia de gente dos exemplares, no Palácio Anchieta. Nessa segunda-feira (12), os livros fruto dos editais 2019 e 2020 foram lançados na sede do governo do Estado. Porém, dessa vez, colocaram uma mesa para o público preferencial com os livros desses editais e de anos anteriores. Vai captar? Agora falta captar a mensagem, para as próximas edições dos editais Funcultura, de cumprir com o cronograma de divulgação dos resultados, algo que vem sendo defendido pela coluna há tempos. Muda o colunista, mas esse é um dos pleitos que não mudam, pois o problema permanece. Este ano estão sendo divulgados mais rápido, mas não sem o tradicional atraso. Ainda faltam os resultados de seis dos 14 editais, havendo um pouco mais de um mês de atraso. Feijoada do MNU Divulgação Já estão à venda os ingressos para a quarta edição da Feijoada do Movimento Negro Unificado (MNU), que será em 9 de julho, no Clube de Pesca, no bairro Mário Cypreste, em Vitória. A compra, no valor de R$ 50,00, pode ser feita por meio do Pix 27998424665. O comprovante deve ser encaminhado para o whatsApp (27) 997604276. A Feijoada do MNU será das 12h30 às 16h e contará com a apresentação musical do sambista Edson Norberto. Exposição Fotográfica Foto Arquivo Pessoal Nesta segunda-feira (19) tem início a exposição fotográfica “Hélio Mendes: o piano e seu conjunto em imagens”, no espaço Marien Calixte, na Assembleia Legislativa. São 19 registros que fazem parte do acervo pessoal da família do pianista, maestro, arranjador e compositor capixaba Hélio Mendes. Durante o evento, será realizado o relançamento do livro biográfico “O piano e seu conjunto: vida e obra de Hélio Mendes”, da jornalista e neta do músico, Cínthia Ferreira. Num clima de nostalgia, o público irá reviver o contexto das décadas de 50, 60 e 70 no Espírito Santo, os bailes, as domingueiras e os carnavais, que aconteciam sob a regência de Hélio Mendes. Legado Hélio Mendes deixou um legado importante. Durante 18 anos de carreira, lançou sete Lps e um compacto duplo. Foi premiado nacionalmente como Melhor Conjunto em 1963, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, mesma edição que premiou Elis Regina como Cantora Revelação. Ultrapassou as fronteiras do Brasil e levou seu trabalho para outros países da América Latina. Sarau Divulgação Acontece nesta terça-feira (20) a segunda edição do Sarau do Babado, no Babado Bar, em Goiabeiras, às 18h. O sarau acontece na terceira terça-feira de cada mês. A ideia de realizar essa atividade cultural, segundo Lucas Martins da Silva, um dos proprietários do Babado, ocorreu após visita à Biblioteca Central da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), onde foi possível conhecer o sarau que acontece lá.

17/06/2023 / 0 Comments
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Polícia Federal ouve depoimento de Marcos do Val depois de periciar celulares

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Declarações do senador abordam tramas contra a democracia que, se confirmadas, podem resultar em prisão Agência Senado As fantasiosas narrativas do senador Marcos do Val (Podemos) nas redes sociais, para marcar a figura de super-herói e reforçar uma questionada passagem dele como instrutor da Swatt [Táticas e Armas Especiais, na sigla em inglês], é que serão confrontadas com o material apreendido nos três endereços alvos de busca e apreensão da Polícia Federal nesta quinta-feira (15), em Brasília e Espírito Santo. O depoimento será marcado depois da perícia nos celulares e computadores apreendidos na operação, autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Morais. Apesar de parecer coisa de adolescentes, o comportamento do senador, de 52 anos completados no dia da operação da PF, envolve tramas reais e perigosas contra a democracia, incluindo golpe de Estado e obstrução da Justiça, que, se confirmadas, poderão levá-lo à perda de mandato e condenação à prisão. Segundo o Código Penal, para esses crimes a pena varia de três a oito anos de reclusão, mais multa, “sem prejuízo das penas correspondentes às demais infrações penais praticadas. Nas mesmas penas incorre quem impede ou, de qualquer forma, embaraça a investigação de infração penal que envolva organização criminosa”. Até então desconhecido instrutor de segurança, como ele se autointitula, Marcos do  Val ganhou notoriedade a partir de 2018, elegendo-se senador da República pelo PPS, seu partido na época, levantado pelo então candidato ao governo Renato Casagrande (PSB). Obteve 863.3 mil votos (24,08%), desbancando o senador bolsonarista Magno Malta (PL) e o atual vice-governador, Ricardo Ferraço (PSDB), candidatos à reeleição. Eleito, logo abandonou o partido e juntou-se ao grupo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), juntando-se com ala da extrema direita, ao lado do ex-deputado federal Daniel Silveira (PTB), do Rio de Janeiro, que está preso. O ex-deputado será ouvido no processo de Marcos do Val. Essa decisão foi tomada depois que a Polícia Federal identificou conversas entre Silveira e o senador, reforçando a suspeita de que os dois, juntamente com outros bolsonaristas, tramavam sabotar investigações sobre o atos de 8 de janeiro e fazer ataques ao STF, entre outras instituições, a fim de desviar as responsabilidades nos atos golpistas em Brasília. Das fantasias do senador, a mais emblemática é relacionada à Swatt, marca que ele carrega em um broche na lapela diariamente e que ilustra seu perfil do Twitter. Na imagem, ele abre o paletó para mostrar um uniforme com operações militares por baixo da camisa. Tipo super-herói, da produtora cinematográfica Marvel, que gerou uma resposta debochada do ministro da Justiça, Flavio Dino, ao ser inquirido no Senado. “Se o senhor é da Swatt, eu sou dos Vingadores. O senhor conhece? Capitão América, Homem Aranha…”, disse o ministro, reforçando a polêmica que tem base no fato de não existir uma instituição formal com esse nome nos Estados Unidos. A denominação é usada para identificar batalhões de operações especiais das forças de segurança de algumas cidades. Ameaçado de perder o mandato e com as contas nas redes bloqueadas, Marcos do Val já encontra dificuldade de manter seu nome em evidência. Nos seus perfis, aparece “Conta retirada” ou “@marcosdoval foi retirada no Brasil em resposta a uma determinação legal”. Já no Instagram, “não está disponível”.

16/06/2023 / 0 Comments
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Só o trabalho produz riqueza

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Uma sociedade democrática se faz com valorização, condições dignas e salários justos Igualdade, equidade e democracia com geração de trabalho e distribuição de renda é o grande desafio de nossa sociedade, para a reconstrução de um país onde a questão do bem-estar social seja o nosso tema central para uma civilização humana e democrática. É fundamental construirmos um modelo de desenvolvimento que busque a geração de empregos, com trabalhos em condições dignas, remunerações justas para a superação das desigualdades, e a garantia dos direitos da classe trabalhadora em suas diversas categorias de trabalho. A construção de uma sociedade de bem-estar social, com direitos e liberdades, passa pela compreensão e valorização do mundo do trabalho atual e do reconhecimento da classe trabalhadora em seus diversos setores, onde o ser humano é necessário para exercer o seu trabalho e gerar riquezas em nosso país. Essa riqueza deve ser distribuída com justiça dentro das regras sociais: “de cada um segundo sua capacidade e a cada um segundo sua necessidade”. A reconstrução do Brasil tendo como parâmetros a justiça social e a equidade e a igualdade entre os seres humanos, passa necessariamente pelo eixo central de toda sociedade que é o fortalecimento e reconhecimento do atual mundo do trabalho, para que seja mais próspero e justo, garantindo os direitos daqueles que vivem do seu trabalho e necessitam de uma renda justa para viver dignamente com os seus. A nossa sociedade, para ser reconhecida como democrática, livre e justa, precisa enfrentar os graves problemas gerados pela desastrosa economia financeira, que há muito tem concentrado renda e poder nas mãos de poucos em detrimento da maioria, que é a classe trabalhadora e que produz toda a riqueza gerada em nosso país. A nossa sociedade precisa de uma economia produtiva, que gere empregos e renda, onde possamos garantir os direitos trabalhistas, a proteção social para quem dela precisa, além de avançar na eliminação das desigualdades que há séculos maculam nosso mundo do trabalho. Para isso é preciso que o Estado, em seu papel relevante enquanto governo federal, seja o coordenador das políticas públicas gerais e garantidor de emprego, trabalho e renda. Que nossa sociedade democrática construa um sistema de proteção para quem trabalha, fortalecendo as organizações sindicais, garantindo a sua representação na busca de melhores condições de vida, inclusão social e participação na renda nacional. É necessário a garantia e o respeito aos princípios definidos pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), que tem como direito fundamental da classe trabalhadora a liberdade sindical; negociação coletiva; erradicação de toda forma de trabalho forçado e escarvo e trabalho infantil; e eliminação de toda a forma de discriminação. É o desejo de nossa classe trabalhadora que as políticas públicas enfrentem as desigualdades no mundo do trabalho, principalmente as de classe, gênero, raça e etnia, observando as relações no mercado formal e informal, principalmente o trabalho doméstico. No mundo do trabalho na sociedade atual, precisamos conhecer e avaliar nosso passado, para construir propostas que solucionem problemas atuais e assegurem o futuro que nossa classe trabalhadora, com suas diversas categorias, precisa, merece e será construído por nossas mãos. Uma sociedade democrática se faz com reconhecimento e valorização da cidadania, trabalho em condições dignas, e salário justo para todos.

16/06/2023 / 1 Comment
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