Manifestação foi motivada por acidente que vitimou uma estudante cadeirante devido à má inclinação de uma rampa Alunos do Programa de Educação Tutorial (PET) Cultura da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) realizaram uma manifestação na manhã desta segunda-feira (12), para reivindicar política de acessibilidade na instituição de ensino. A motivação para o protesto foi um acidente registrado no dia 25 de maio, quando a estudante de Pedagogia Vitória Reis, que faz parte do PET, tentou acessar a rampa do Centro de Ciências Humanas e Naturais (CCHN) e sua cadeira tombou para trás devido à má inclinação da estrutura. Divulgação Vitória relata que, com a queda, bateu a cabeça no concreto e ficou desacordada por um tempo. Após recuperar os sentidos, voltou a se dirigir ao evento “Acessibilidade e Inclusão no Contexto Universitário”, realizado pelo PET Cultura e no qual deu uma palestra. Posteriormente, foi ao médico, fez os exames, que não apontaram nenhuma consequência decorrente do acidente. “Senti muita revolta. Desde sempre cobro acessibilidade na universidade, mas como tive uma rede de apoio de amigos e familiares, não me abalei tanto”, diz. A manifestação contou com o apoio dos outros 12 PETs da Ufes, que em preparação para o ato, realizaram oficinas de cartaz. O protesto teve início na rampa onde o acidente aconteceu, próximo à Cantina do Onofre. Os estudantes falaram palavras de ordem, pregaram faixas e cartazes, além de mobilizar alunos e professores para se juntar ao grupo. De lá, partiram para a Reitoria, onde prosseguiram com a manifestação. Divulgação Segundo Vitória, uma representante da Administração Central chegou a conversar com ela, disse que a universidade está elaborando propostas para acessibilidade, mas não falou a metodologia e quando serão apresentadas. A questão da acessibilidade, diante das dificuldades apresentas por Vitória em sua vivência no campus de Goiabeiras, tem motivado o PET Cultura a se mobilizar em busca de soluções já há algum tempo. Conforme relata a estudante de Geografia e integrante do PET Cultura, Quezia Silva, pouco antes do acidente, já havia sido iniciado um mapeamento das áreas do campus com problemas de acessibilidade. Para isso, os estudantes contararam com o apoio da Prefeitura Universitária, que cedeu um arquiteto para ensinar a fazer esse documento. No entanto, a iniciativa esbarra no fato de que não há um profissional da área disponível para acompanhar os estudantes nessa atividade. A elaboração do mapeamento, portanto, tem sido feita com dificuldade. Contudo, os estudantes prosseguem. A ideia, afirma Quezia, é encaminhar o material elaborado para o Núcleo de Acessibilidade da Ufes (Naufes), que coordena e executa ações relacionadas à promoção de acessibilidade e mobilidade, além de acompanhar e fiscalizar a implementação de políticas de inclusão das pessoas com deficiência na Educação Superior, com foco no acesso e permanência. A manifestação pela acessibilidade é a segunda realizada pelos estudantes em menos de duas semanas. Em 1º de junho, eles colocaram fim à ocupação da Reitoria após protestos por melhorias no Restaurante Universitário (RU), que vão desde a melhoria na qualidade da comida até possibilidade de acesso gratuito de estudantes de origem popular no RU.
Fórum manifesta repúdio à transferência de servidor em Cariacica
Rúdio Krauzer teria sido transferido pela prefeitura por sua atuação como conselheiro de Assistência Social O Fórum Estadual de Trabalhadoras e Trabalhadores do Sistema Único de Assistência Social do Espírito Santo (Fetsuas-ES), divulgou, nesta segunda-feira (12), uma nota de repúdio contra a transferência do servidor Rúdio Krauzer da Secretaria Municipal de Assistência Social para a Secretaria Municipal de Saúde, o que, para o Fórum, configura-se “uma tentativa de silenciamento por parte da gestão municipal”. Conforme destacado na nota, Rúdio, que integra o Conselho Municipal de Assistência Social de Cariacica (CMAS), apontou necessidade de fiscalização em uma entidade inscrita no CMAS para execução de Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos para que a entidade pudesse ser beneficiária de uma emenda parlamentar. “A mesma apresentou diversas irregularidades no ano de 2022, tendo sido orientada a se adequar, porém o CMAS não realizou visita a instituição para verificar as adequações realizadas”, aponta. A transferência do servidor, prossegue o Fórum, ocorreu após ele indicar necessidade de analisar se as irregularidades haviam sido sanadas. “Tal ação é uma evidente tentativa de perseguir e silenciar o conselheiro e representante do segmento de trabalhadores no cumprimento de sua atribuição no espaço legítimo de controle social do SUAS. Não fere apenas a política de Assistência Social, disfere um golpe violento e autoritário nas trabalhadoras e trabalhadores do SUAS do município de Cariacica/ES, além de aviltar brutalmente a democracia”, diz a nota. O Fórum faz menção ao tema da 13ª Conferência Nacional de Assistência Social, que é “Reconstrução do SUAS: o SUAS que temos e o SUAS que queremos”. “Portanto, não vamos nos omitir frente a tentativa de silenciamento do trabalhador, por meio de sua transferência arbitrária e autoritária, no cumprimento de suas obrigações enquanto conselheiro do CMAS”, diz a nota. O texto prossegue afirmando que “a Política de Assistência Social que queremos não será vítima de desmandos, tampouco seu espaço de controle social será desrespeitado dessa forma”. E defende que “o conselheiro eleito deve completar seu mandato e seguir firme representando os interesses da sociedade civil, sem represálias ou quaisquer tentativas de assédio no exercício de sua competência”. Procurada por Século Diário, a Prefeitura de Cariacica, na gestão de Euclério Sampaio (União), por meio da Secretaria de Assistência Social, se limitou a afirmar que “o órgão possui autonomia para ceder servidores a outras secretarias quando há a necessidade de suprir demandas para atendimento à população”.
Com sorvete e com afeto
Junho é o mês das boas notícias, e nada mais justo que só falar de coisas boas Todos os dias da nossa constante rotina são recheados de notícias. Algumas boas, muitas até razoáveis, mas quem quer saber de notícia boa? Todos gostam mesmo é de tragédia, filme de soco e pontapé, quanto mais efeito especial, melhor. O vizinho e a vizinha vivem às turras, entre tapas e beijos, e o condomínio fica na expectativa – o que teremos hoje? Quando saem de mãos dadas, entre beijinhos e sorrisos, todos ficam decepcionados…dia de gritos e pancadarias é festa na área! * Junho é o mês das boas notícias, e nada mais justo que só falar de coisas boas. O Cardeal Richelieu – que mandava nos tempos do rei Luis XIII – foi o inventor das facas de mesa, essas de pontas elegantemente arredondadas. Sendo um nobre de fino trato, o cardeal se sentia mal em ver seus comensais “palitando” os dentes com as facas pontudas. Era um tempo de dentes ruins. Josefina, esposa do grande Napoleão, perdeu os dentes da frente por causa de uma incontrolável paixão por sorvetes. * Mas como, se não havia geladeiras na época? O sorvete foi inventado na China há três mil anos, feito com leite de arroz misturado com neve. Quando Marco Polo andou por aquelas bandas, gostou tanto que levou a receita para Veneza. Nero, o Imperador romano, tinha uma receita própria: os escravos iam buscar neve nas montanhas para congelar sucos de polpa de frutas adoçadas com mel. A boa notícia? Em Paris, 1660, um certo Procopio Coltelli instalou a primeira sorveteria profissional do mundo. * Josefina também era fã de um cachorro quente com um molho bem apimentado. Inventados pelos babilônios em 1500 a.c, eram chamados de salsicha no pão. Viraram hot-dog em 1850, graças a um cozinheiro de Frankfurt, cujo cachorro gostava muito de saborear uma salsicha no pão…mas tinha que ser quente! Comi meu primeiro cachorro-quente em Washington, DC, em 1976, festa de comemoração do bicentenário americano. Não direi que amei, mas de vez em quando… * Se junho é o mês das boas notícias, fico de olho no noticiário, a ver se tudo vai indo de vento em popa, se todos podem saborear pelo menos um cachorro-quente todo dia, ou uma salsicha no pão, com sorvete ou sem sorvete. Se as escolas estão sendo bem equipadas, se os hospitais estão vazios, não por falta de profissionais e remédios, mas porque ninguém mais fica doente. Mais boa notícia: seu horóscopo para junho promete muito amor e muito sorvete. Sem engordar!
Quem é a nova vereadora do PT na Serra?
Elcimara Loureiro explica sua saída do PP, analisa a política no município e fala de possível candidatura a prefeita Eleita em 2020 como vereadora do município da Serra (ES) pelo PP, Elcimara Loureiro vem exercendo um mandato combativo e à esquerda. Recentemente, vem participando de atividades junto ao PT, partido para o qual deve migrar em breve, assim que acertar os detalhes com seu atual partido para garantir a saída mantendo o mandato no legislativo municipal. Ela fala de sua trajetória política, escolhas e mudanças partidárias; do enfrentamento à extrema-direita na Câmara; do fato de ser uma evangélica de esquerda; da avaliação sobre as gestões de Audifax Barcelos (sem partido) e Sérgio Vidigal (PDT) na prefeitura; e de sua possível candidatura ao executivo da Serra pelo PT. — * Inscreva-se no canal do Século Diário no YouTube e ative o sininho para acompanhar as novidades. ** Se quiser ouvir este e outros programas em podcast, siga os canais do Século Diário no Spotify e Google Podcasts.
Há 10 anos, direita se apropriou da voz das ruas e reforçou cenário fascista
Manifestações de 2013 têm, porém, um legado positivo, aponta Filipe Skiter (PSTU), um dos participantes dos atos E não era mesmo por 20 centavos. Essa constatação é cada vez mais visível 10 anos depois das manifestações populares de junho de 2013, as chamadas “Jornadas de Junho”, que sacudiram o país e serviram para mudar a história e provocar um despertamento da onda fascista fortalecida na gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), desde o fim da ditadura, em 1985, camuflada em quartéis e outros recantos ultraconservadores. O Espírito Santo também foi cenário desses atos e sentiu as repentinas mudanças da cobertura midiática, que passou a dar maior ênfase a setores de oposição ao governo, com o apoio de grupos empresariais inclusive de outros países e a participação da operação Lava Jato, alvo de denúncias nos últimos dias. Em junho de 2013, de um protesto de jovens nascido em São Paulo contra o aumento no preço das passagens dos transportes coletivos, de R$ 0,20, o movimento espalhou-se por todo o Brasil e foi cooptado pelas forças de direita, transformando-se na principal frente para a demonização da política dos partidos de esquerda, com maciço apoio da imprensa tradicional. “As manifestações de junho de 2013 foram as maiores de massas da minha geração no Brasil. Foram maiores que o Fora Collor, inclusive, comparando-se apenas com os grandes atos pelas diretas já de 1984”, comenta Filipe Skiter, técnico-administrativo da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e presidente estadual do Partido Socialista dos Trabalhadores Unidos (PSTU), na época estudante de mestrado e um dos participantes das manifestações. Arquivo Pessoal No Espírito Santo, o movimento ganhou repercussão nacional com a marcha de mais de 100 mil pessoas, a maioria jovens que saíram da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e da Universidade de Vila Velha (UVV). Skiter acha que houve ganhos nas manifestações e cita a ocupação da Assembleia Legislativa por 11 dias, sendo estabelecido um confrontou diretamente com o poder estadual, na época conduzido pelo atual governador, Renato Casagrande (PSB). “Como resultado, o pedágio da Terceira Ponte foi revogado (caiu de R$ 1,90 para zero) e depois, no fim do ano, foi restituído a R$ 0,80 em cada trecho. Essa foi talvez a maior vitória econômica das manifestações de junho de todo o país. Até hoje, 10 anos depois, o pedágio custa menos do que custava antes de junho de 2013 (era R$ 3,80 ida e volta e hoje R$ é 2,80 valor único). Não é possível interpretar uma vitória dessa magnitude como reacionária ou mesmo conservadora. Esse é o verdadeiro legado de junho de 2013”, enfatiza Skiter. Os atos em Vitória foram marcados pela depredação no Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES), as cabines do pedágio da Terceira Ponte e saque em lojas, a cargo de uma minoria dispersada pela tropa de choque da Polícia Militar, com o uso de balas de borracha e bombas de gás lacrimogêneo. Afinal, era coisa de vândalos, afirmavam os órgãos de segurança e a mídia tradicional. Não era. Era muito mais. Os atos, no entanto, apontados inicialmente como um movimento de vândalos, foram cooptadas por forças de direita, transformando-se na principal frente para a demonização da política, dos partidos de esquerda, com maciço apoio da imprensa tradicional, que resultaram no impeachment de 2016 da então presidente Dilma Rousseff (PT). Arquivo SD A partir dessa distorção, começa então a abertura de canais propícios à eleição de Bolsonaro, com a colaboração da operação Lava Jato, que vem sendo desmascarada neste mês com os escândalos envolvendo o ex-juiz Sergio Moro e o ex-deputado federal Deltan Dellagnol, cassado por fraude eleitoral. Logo, organizações como o Instituto Millenium, Movimento Brasil Livre (MBL) e Instituto Liberal surgiram no cenário político, trazendo à tona figuras ainda hoje atuantes, tanto da direita quanto da esquerda. O neoliberalismo mundial apossou-se das ações e montaram estruturas no térreo já sedimentado pela crise mundial e a operação Lava Jato. O apoio da mídia, das igrejas evangélicas e de setores da esquerda possibilitou uma alteração do quadro, com o surgimento de novos atores políticos. O vereador de Vitória Armandinho Fontoura, então no PSDB, um dos organizadores do movimento “Vem pra rua” no Espírito Santo, é um dos exemplos. Dez anos depois, está preso desde dezembro de 2022 por envolvimento em ataques à democracia e a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), e afastado das funções na Câmara Municipal. Ele atua no campo da direita, com outros políticos eleitos no âmbito conservador, valorizado desde as manifestações com o discurso falso de combate à corrupção e defesa da família e dos bons costumes. Redes Sociais Para Filipe Skiter, as manifestações abriram “uma nova correlação de forças na história do país, marcada por uma ruptura da juventude, da classe trabalhadora precarizada e dos setores médios com os governos de conciliação de classes do PT, que foram às ruas para reivindicar tudo o que lhes foi negado nos últimos 500 anos. Todos foram às ruas, cada um com seu cartaz e sua pauta”. Skiter aponta que, “como a maior parte da esquerda atuou sobre esse processo para defender o governo ao invés de fortalecer as manifestações e a luta pelo atendimento dessas pautas, foi-se abrindo, pouco a pouco, espaço para a ocupação da liderança das manifestações que se seguiram em 2014, 2015 e 2016 para a direita como o MBL e Vem Pra Rua, porque como sabemos, não existe vácuo na política”. Em seu entendimento, “o governo Dilma e o PT também não souberam se apoiar nas manifestações legítimas das massas para confrontar o Congresso Nacional e arrancar grandes conquistas que possibilitassem a melhoria da vida do povo, pois seu compromisso era com os banqueiros e empresários”. Skiter destaca: “Nada do que aconteceu depois de junho de 2013 tira o valor genuíno daquelas manifestações espontâneas, pois abriu uma janela histórica para a revolução e a contrarrevolução, infelizmente, nesse caso, os revolucionários não tiveram força suficiente, mas negar a importância de junho por conta do impeachment de Dilma ou a ascensão de Bolsonaro, seria o mesmo que negar a importância da Revolução Francesa
Vitória terá que garantir gratuidade no transporte para pessoas com HIV
Rede Nacional dialoga com o vereador André Moreira para apresentar alternativas à prefeitura O desembargador Raphael Americano Câmara, da 2ª Câmara Cível de Vitória, indeferiu o recurso de agravo de instrumento, interposto pela gestão de Lorenzo Pazolini (Republicanos), em face da decisão da 5ª Vara da Fazenda Pública Estadual e Municipal, que determinou o cumprimento da Lei 8.144/2011, que garante gratuidade no transporte público para munícipes que vivem com HIV/Aids. Com o indeferimento, a Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV/Aids dialoga com o mandato do vereador André Moreira (Psol), para apresentar alternativas à prefeitura de implementação da gratuidade. Essa iniciativa se faz necessária, segundo André, diante da transferência da gestão do transporte público municipal para o convênio feito com o Transcol, que é de responsabilidade do Governo do Estado. “Não é só garantia de transporte, é garantia de direito à saúde, à vida. No final das contas, o transporte é somente o meio”, diz. A ideia é fazer indicação ao Executivo com apresentação das alternativas e, no caso de não haver garantia do direito por parte da administração municipal, adotar medidas de controle, como Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) ou convidar o secretário da pasta responsável para prestar esclarecimentos à Câmara. A decisão judicial de garantia do transporte é fruto de uma Ação Civil Pública (ACP) ajuizada pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES). No recurso de agravo de instrumento, o Município alegou que houve “completa e integral absorção do Sistema Municipal ao Sistema Transcol”, assim, “os termos antes firmados entre o Município de Vitória e as empresas permissionárias foram rescindidos”. “Dessa forma, argumenta que a Lei Municipal nº 8.144/2011, no que diz respeito à concessão de qualquer tipo de gratuidade de transporte pelo Município, perdeu a eficácia, diante da total transferência do sistema de transporte coletivo para o Estado”, conforme consta na decisão da 2ª Câmara Cível. No entanto, a 2ª Câmara Cível afirma que “em primeira análise, parece claro que o fato de o transporte público encontrar-se sob administração do Estado do Espírito Santo não afasta a obrigação de que o Município de Vitória custeie a gratuidade legalmente prevista aos portadores de HIV e demais doenças crônicas, nos termos da Lei nº 8.144/2011”. Diz também que “ainda que a legislação estadual não possua previsão de gratuidade de transporte público para os portadores de HIV, esta deve ser garantida efetivamente pelo Município de Vitória/ES, uma vez que tal obrigação decorre justamente de norma local específica sobre o tema”. Na decisão consta ainda que “o simples fato de ter havido a transferência da gestão do serviço e revogação dos dispositivos contrários não faz com que tenha ocorrido a revogação da malfadada lei municipal, notadamente quando a garantia de gratuidade no serviço de transporte público aos portadores de doenças crônicas não ostenta caráter conflitante com o regramento estadual, mas garantia específica aos munícipes de Vitória/ES”. O representante municipal da Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV, Sidney Parreiras, informa que a gratuidade é para quem ganha até três salários mínimos, tratando-se, portanto, de “um quantitativo pequeno irrisório para a gestão municipal entrar na Justiça para não conceder o direito e jogar nas costas do Governo, sendo que a lei é municipal”. Para ele, trata-se de uma garantia de que as pessoas que não têm condições de pagar pelo transporte possam buscar medicamentos e ir até consultas, por exemplo. Pessoas com HIV não acessam gratuidade no transporte público em Vitória Garantida por lei, Sidney Parreira afirma que gratuidade encontra obstáculos na integração com o Transcol https://www.seculodiario.com.br/direitos/pessoas-com-hiv-aids-nao-acessam-gratuidade-no-transporte-publico-em-vitoria
‘Desvincular a criança do campo prejudica economia e produção de alimentos’
Estudo em Santa Maria de Jetibá afirma inviabilidade do TAG que Tribunal de Contas quer formalizar dia 15 de junho A Prefeitura de Santa Maria de Jetibá, na região serrana do Estado, não dá voltas para afirmar sua posição em relação ao Termo de Ajustamento de Gestão (TAG) da Educação que vem sendo imposto pelo Tribunal de Contas do Espírito Santo (TCE-ES) em nítido alinhamento com a Secretaria de Estado da Educação (Sedu). “Não é questão de querer ou não querer, mas de ser inviável”, afirma o secretário de Educação, Geraldo Thomas. O município é referência em educação do campo, com o maior número de unidades escolares mantidas pela prefeitura, tendo realizado um movimento contrário ao que ocorreu nas demais cidades capixabas em ondas sucessivas a partir dos anos 1980: ao invés de fechar, abriu mais e mais escolas do campo, sempre atendendo às demandas das comunidades rurais. Não são isolados os casos em que as próprias famílias participam da construção e manutenção das escolas e toda ameaça ao ensino é recebida com pronta e intensa mobilização popular. Arquivo Pessoal Nesse contexto, a tentativa da Corte de Contas de impor o TAG também provocou forte reação das comunidades escolares, reverberando no legislativo e, finalmente, no executivo. Uma série de audiências públicas deixou inconteste o repúdio de estudantes, famílias e educadores com o acordo liderado pelo conselheiro Rodrigo Coelho, que chegou ao TCE-ES por indicação do ex-governador Paulo Hartung, um dos mais truculentos na ação de fechamento de escolas do campo. Entre os vereadores, o movimento foi de exigir transparência da prefeitura, que chegou a afirmar que havia assinado o Termo, levada na pressão generalizada que a Corte, com apoio subliminar da Sedu, promoveu sobre os 78 municípios. Mas, logo depois, retomou o prumo que caracteriza historicamente a gestão municipal da Educação de Santa Maria. A pasta elaborou um estudo próprio sobre o impacto do TAG, com dados de 2023, e concluiu que “existe a impossibilidade de efetivação do TAG de imediato, devido à falta de estrutura nos locais afetados, solicitando assim uma implantação de forma gradual, no decorrer de aproximadamente seis anos”, conforme afirma o documento, apresentado durante a última reunião realizada com o secretário Vitor de Angelo, na última segunda-feira (5). “Tivermos uma reunião na Sedu, em seguida com o conselheiro no Tribunal de Contas e, agora, com o secretário Vitor. No primeiro momento, o Estado nos apresentou dados. Agora nós é que apresentamos dados para o Estado, mostrando a inviabilidade”, relata Geraldo Thomas. “Se nós seguirmos a íntegra do texto, o município não tem condições. Não é uma questão de falta de vontade, é simplesmente impossível de atender, por conta de espaço. Nós não temos espaço físico para atender a demanda. Esse atendimento dependeria de um esforço muito grande do Estado para construir cinco escolas municipais ou estaduais”, reafirma. A intenção é apresentar o mesmo estudo em uma nova reunião com Rodrigo Coelho, para “ter um direcionamento mínimo no dia da possível assinatura”. Se não, “é assinar um documento muito vago, um ‘cheque em branco”, assevera o secretário. “Nós dependemos muito de um planejamento, essa execução dependeria de tempo, pelo menos seis anos. Se não, assinaríamos algo que de antemão já sabemos que é impossível de se executar”. Ajustes necessários Da parte da Sedu, também há uma expectativa de mudança de postura. “O Estado vai reavaliar o cenário e deve nos apresentar uma proposta em breve. Depois dessa reunião com Rodrigo, pudemos ver até que ponto Sedu e Tribunal estão alinhados em relação ao TAG. E nós estamos nesse meio. A grande preocupação é que absorver esse público no ano que vem seria simplesmente impossível. Depende muito que as partes se unam e cheguem a um consenso. Mas sabemos de antemão que para 2024 é inviável”. Há aspectos positivos da proposta, reconhece Geraldo Thomas, mas da forma como está posta, peca mais do que acerta. “Nossa preocupação é com o munícipe, a criança, o deslocamento de crianças, porque isso tem um impacto muito grande nas famílias. De forma nenhuma podemos tirar as crianças do campo”, afirma. “Uma situação que eu pontuei no ano passado é que a economia do município de Santa Maria passa pela agricultura. Se eu desvincular essa criança do campo, vou condenar o município, porque vou retirar receita do município, e também reduzir a produção de alimentos para todo o Estado. Quando eu retiro a criança do campo, desvinculo ela dessa realidade, em poucos anos, dez, treze anos, ele não retorna mais para o campo. Nós estamos olhando para o futuro”, explica. Secom-ES “Quando fizemos a proposta de construção de escolas ao invés de pensar em fechar, é porque a população de Santa Maria é crescente. As comunidades onde as escolas estão presentes também são crescentes. Construir escolas é se antecipar a uma demanda dos próximos dez anos”, pondera. A nucleação é, de fato, um grande fantasma. “Quando se fala em nuclear, o texto do TAG diz que não pode nuclear escolas do campo com as da zona urbana, mas nós voltamos a insistir no seguinte: a nucleação, mesmo entre escolas próximas, também afastaria a criança da escola. Há um aspecto positivo na nucleação entre escolas rurais, que é construir uma estrutura melhor, colocar um diretor de escola e ofertar uma qualidade maior, mas não se pode pensar em nucleação em grandes escolas, colocar 500 alunos dentro de uma escola rural! A maior escola municipal nossa tem pouco mais de 350 alunos e já é grande! Eu acho que para a realidade das comunidades pomeranas, falar em escolas maiores que isso é muito complexo, principalmente do ensino fundamental 1, que são os alunos menores”, detalha. “Estamos apreensivos, mas também confiantes que tanto o Tribunal de Contas quanto ao Estado se sensibilizem da nossa situação e de outros municípios”, roga o secretário de Educação de Santa Maria de Jetibá. Divulgação/Sedu ‘Só é bom para o ensino privado e para o Estado’ Uma das lideranças populares contra o TAG no município, o professor Swami Cordeiro Bérgamo, integrante do Coletivo Resistência e Luta da Educação e do
Cursos de Letras da Ufes vão ganhar empresa júnior
Mais na coluna: Hip Hop; Caxambu do Horizonte; imigração italiana; e visibilidade lésbica A Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) vai consolidar, no segundo semestre, uma empresa júnior dos cursos de Letras. A Palimpsesto, que é como se chamará, contará com editora de mesmo nome, um núcleo de produção de eventos e cerimoniais acadêmicos e a Agência Curiosa, para trabalhar a educação e formação cultural de maneira lúdica. A iniciativa, que tem como coordenador de implementação o professor Orlando Lopes, está em fase de estruturação. Redes Sociais Orlando informa que a Palimpsesto já tem sala própria e se empenha, por exemplo, na captação de recursos. Uma das formas é por meio de um projeto de evento sobre Inteligência Artificial (IA) proposto para o Fundo de Amparo à Pesquisa do Espírito Santo (Fapes). Também estão sendo organizadas visitas a editoras, como a Cousa e a Editora da Ufes (Edufes), além da formação de equipe para a produção de uma edição especial do livro Canaã, de Graça Aranha. Centenário A expectativa, segundo Orlando, é de que a edição especial de Canaã esteja pronta no final de 2024. A ideia foi motivada pelo centenário do Modernismo, completado recentemente, mas pouco comemorado. Além de Graça Aranha ser modernista, o livro dialoga com o Espírito Santo, tratando da imigração alemã em território capixaba, portanto, possibilita o diálogo entre o Espírito Santo e o Modernismo. Agência e Núcleo A Agência Curiosa terá como uma de suas bases a competência pedagógica do curso, por meio de realização de atividades como gincanas socioculturais, formação cultural e consciência ambiental, por meio da “diversão, do prazer, da curiosidade”. Já o núcleo de produção de eventos e cerimoniais acadêmicos será um espaço para o acadêmico de Letras aprender a se dedicar à organização de eventos. Palimpsesto Orlando explica que Palimpsesto é uma técnica de reutilização de pergaminhos. Por serem caros, escrevia-se por cima desses materiais já utilizados. Isso permitiu a recuperação de vários textos em uma mesma folha. O Palimpsesto dialoga com a ideia da empresa júnior, segundo o professor, que é de recuperar o que não está em voga na cultura, mas é relevante. Aprovado! A iniciativa terá gestão dos estudantes, servindo ainda de fonte de renda. É, portanto, uma ideia muito importante não somente para a permanência dos estudantes na universidade, principalmente os de origem popular, mas também para a formação acadêmica e abertura de oportunidades no mercado de trabalho. A empresa júnior será capaz de apontar novos caminhos para a vida profissional dos licenciados em Letras, para além da docência, que normalmente é mostrada como única alternativa para os formados na área. Hip Hop A deputada estadual Iriny Lopes (PT) realizará, no dia 16 de junho, às 19h, na Assembleia Legislativa, a audiência pública “Cinquentenário do Hip-Hop: para além de cultura, um instrumento de cidadania”. A atividade terá como objetivo debater a importância da cultura Hip-Hop como ferramenta de transformação social. Caxambu do Horizonte Inventário Caxambu do Horizonte A Associação Grupo Cultural do Horizonte (AGCH), de Alegre, sul do Estado, realiza no dia 17 de junho a Festa de Santo Antônio Caxambu do Horizonte, a partir das 18h, no Espaço Zepelin, na altura do km 2 da BR 482. O evento começa com a Ladainha de Todos os Santos, seguida, a partir das 19h, da apresentação de grupos folclóricos, bingo, leilão e show com Jolma Morena & Rogério Cardoso. Caxambu do Horizonte II Farão apresentação durante o evento grupos de caxambu, como o Santa Cruz, da mestra Maria Laurinda Adão, da comunidade quilombola de Monte Alegre, em Cachoeiro de Itapemirim, sul do Estado; Jongo; Bate Flecha de São Sebastião, a exemplo do da Comunidade Quilombola de Sossego, em Guaçuí, no sul; Folia de Reis; Boi Pintadinho; Capoeira; e Dança da Fita, como a da mestra Dinha, do Caxambu Horizonte. Caxambu do Horizonte III O Caxambu do Horizonte tem mais de 90 anos. Liderado por Antônio Raimundo da Silva, começou suas atividades na antiga Fazenda do Horizonte, localizada em Alegre. Nos pontos entoados, traz a narrativa da história dos negros vividas no Espírito Santo. O fazer do grupo é apresentado por meio de fotos, documentos, vídeos, entrevistas e dos relatos dos familiares no projeto Inventário Afetivo Caxambu do Horizonte, no site. Selo Divulgação Em 2024, serão comemorados os 150 anos da imigração italiana no Espírito Santo e no Brasil. Dando pontapé para as festividades, nesta semana foi apresentada oficialmente a marca comemorativa da data, em evento no Palácio Anchieta. A iniciativa é fruto da parceria entre a Associação Federativa Comunità Italiana do Estado, o Arquivo Público e o Comitê dos Italianos no Exterior. Visibilidade Lésbica Antecipando as atividades do mês da visibilidade lésbica, em agosto, a Associação Grupo Orgulho Liberdade e Dignidade (Gold); a Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexos (ABGLT); o Conectando Mulheres Defendendo Direitos e o ONU Mulheres realizarão o Samba da Visibilidade Lésbica. Será no dia 18 de junho, das 14h às 19h, no Bar do Rominho, no Centro de Vitória. As atrações serão Grupo Olhar de Sedução e DJ Pussywagon. Até a próxima coluna! Email: elainerdalgobbo@gmail.com
Papo de Repórter: Quilombos, assentamentos e reforma agrária
Programa entrevista lideranças capixabas sobre demandas ao Incra. Ainda tem Giro de Notícias e dicas culturais Nesta edição especial do Papo de Repórter, em formato podcast, Século Diário entrevistou Rodrigo Gonçalves, do MST, e João Guimarães, da Coordenação Estadual Quilombola, para falar sobre os desafios para a regularização de assentamentos rurais e titulação de quilombos no Espírito Santo. O programa ainda tem o Giro de Notícias, com as principais informações da semana, e o De Rolê, com várias dicas culturais. O Papo de Repórter vai ao ar toda sexta-feira cedinho no site e nos canais do Século Diário no YouTube e nas plataformas de podcast. — * Inscreva-se no canal do Século Diário no YouTube e ative o sininho para acompanhar as novidades. ** Se quiser ouvir este e outros programas em podcast, siga os canais do Século Diário no Spotify e Google Podcasts.
‘Grupos de jovens estão se levantando, acordando as comunidades’
Discussão do Marco Temporal no Congresso e STF movimenta indígenas do ES e Brasil sobre direitos fundamentais Fábio Rodrigue-Pozzebom/Agência Brasil Um efeito colateral positivo da discussão política e jurídica a respeito da tese do Marco Temporal tem sido uma mobilização intensa das comunidades a partir, principalmente, de seus jovens, entre os mais diversos povos indígenas do Espírito Santo e outras partes do Brasil. A ponderação chega por meio de Rodrigo Guarani, vice-cacique da aldeia Piraquê-açu, em Aracruz, norte do Estado, ao avaliar a primeira fase da luta contra o Marco Temporal, concluída nessa quarta-feira (7), com a nova suspensão do julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF). “Grupos de jovens Guarani estão se levantando, acordando as comunidades indígenas”, ressalta. De fato, o protagonismo de juventude indígena, que tem marcado as mais recentes edições do Acampamento Terra Livre (ATL) – considerado a mais robusta manifestação indígena de âmbito nacional do país – se mantém nas manifestações de repúdio ao Marco Temporal que se multiplicam desde o final de maio. Nas Terras Indígenas Guarani e Tupinikim em Aracruz e nas delegações capixabas a Brasília, a juventude se destaca, inspirando os mais velhos a também se dedicarem mais à luta. “Os caciques decidiram assumir sua liderança na luta contra o Marco Temporal, apoiando a juventude que já está mobilizada”, pontuou o coordenador-geral da Articulação dos Povos Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo (Apoinme), Paulo Tupinikim, liderança em Caieiras Velhas. O próprio vice-cacique de Piraquê-açu é uma liderança jovem, filho do cacique Pedro Guarani, e traz um olhar aguçado sobre a necessidade dos indígenas lutarem com mais vigor por seus direitos fundamentais, originários e constitucionais, e mostrarem as contradições da sociedade não-indígena, que ainda usa da força econômica, política e jurídica para usurpar territórios tradicionais. “Vários povos estão passando por essa dificuldade, não podemos ter nossos direitos dentro do nosso próprio Brasil. A gente desconhece essa lei deles [Marco Temporal], dos juruás [pessoas não-indígenas]. Não respeitamos, porque é uma lei deles, que eles mesmos criaram só para eles, não para todo mundo”. A truculência, pontua, ficou evidenciada durante o último protesto, realizado nessa quarta-feira (7) nas rodovias e estrada de ferro que cortam o território Guarani e Tupinikim e seus arredores. “O Judiciário quer nos proibir de fazer o nosso protesto dentro da nossa terra”, indigna-se. “A gente estava só mostrando em cartaz os nossos direitos, não estava depredando nada, não estava fazendo bagunça. Era sistema pare e siga. Vinte minutos, depois liberava os carros. Mas polícia, ambulância, pessoa com consulta média marcada, essas coisas de urgência, a gente deixou tudo passar. Foi pacífico, um movimento dos jovens, dentro do nosso território”, expõe. Redes Sociais Quem é o invasor? A reação da força jurídica e econômica, no entanto, desconsiderou por completo esse contexto de luta por direitos e visibilidade. Na decisão do juiz Fábio Luiz Massariol, da 1ª Vara Cível, Família e de Órfãos e Sucessões de Comarca de Aracruz, os Guarani e Tupinikim em manifestação são chamados de “invasores não identificados”. O despacho foi assinado às 18h28 de terça-feira (6), véspera do anunciado protesto indígena, atendendo a uma Ação de Tutela Antecipada, requerida em caráter antecedente pela Federação das Indústrias do Estado (Findes), sob responsabilidade do advogado Marcelo Sena Santos (Processo nº 5002984-49.2023.8.08.0006), que também defendeu a Suzano Papel e Celulose no recente episódio de ocupação por parte do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em uma área de monocultivo de eucalipto da empresa em Mucuri, extremo sul da Bahia. “Os manifestantes estão novamente ameaçando bloquear as rodovias estaduais que cortam este município, atos que, segundo informações veiculadas nos meios de comunicação de todo o país, podem durar toda a semana. Conforme narrado, as Rodovias ES-010 e ES-445 são as principais ligações do polo industrial da Barra do Riacho a BR-101 e a Vitória, de modo que uma paralisação destes trechos impacta severamente as atividades das empresas localizadas na região, como a Petrobrás, Jurong, Imetame, Suzano, Estel, JSL, dentre outras. Caso a ameaça se cumpra, toda frota logística de abastecimento dessas empresas será paralisada, com impactos imensuráveis não só para as indústrias mencionadas, mas para toda a cadeira (sic) produtiva e a população da região. Por tais motivos, a autora pleiteia a tutela inibitória para que os requeridos se abstenham de bloquear e obstruir as Rodovias ES-010, ES-257, ES-445 e ES-456 em eventuais manifestações que venham a ocorrer acerca do tema”, argumenta o advogado. Na sentença, Fábio Massariol diz reconhecer a “iminência do risco da privação do direito de ir e vir dos trabalhadores da indústria, bem como a regular prestação dos serviços industriais, haja vista restar caracterizado o indício de novas ameaças de protesto e bloqueios de vias e mobilizações em todo o país, a ocorrerem nesse município na data de 7/6/2023, ante a retomada do julgamento do assunto nesta quarta-feira, no bojo do Recurso Extraordinário n.º 1.017.365, de repercussão geral, a fim de pressionar os ministros que votarão”. A decisão é de acatar o pedido da Findes e “determinar que os requeridos, manifestantes e demais pessoas ligadas ao movimento se abstenham de obstruir as Rodovias ES-010, ES-257, ES-445 e ES-456, localizadas em Aracruz/ES, bem como de promover novas paralisações ou bloqueios nas vias, autorizando a livre circulação dos veículos, prepostos e prestadores de serviço das indústrias nas vias particulares e públicas”. Em caso de descumprimento, o magistrado estabelece a imediata desobstrução das vias, “autorizando a livre circulação dos veículos, prepostos e prestadores de serviço das indústrias nas vias particulares e públicas” e a multa no valor de R$ 2 mil “para cada pessoa, por dia, que descumprir quaisquer das determinações da presente ordem judicial”, além de autorizar “o uso de força policial, caso necessário”, por meio de intimação do Comando da Polícia Militar do 5º BPM e solicitar o contato com a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai). As empresas listadas pelo advogado se inserem num grupo de 40 empreendimentos instaladas no território indígena, que somam um grande número de irregularidades no cumprimento das condicionantes de licenciamentos ambientais e estão sendo mapeadas em projeto. Redes Sociais A pioneira na