Ator, comediante, escritor, roteirista e músico, ele começou no humor junto a colegas quando estudava na Ufes O programa Pocando pelo Mundo recebe Daniel Furlán, humorista destacado a nível nacional, que atua também como ator, escritor, roteirista e músico. Ele conta como iniciou sua trajetória, ainda estudante, como cartunista da Revista Quase, que daria origem depois à TV Quase. Ele fala também de sua relação com o Espírito Santo, de piadas antigas que já não faria mais, de sua carreira na música, do lançamento de um novo disco, e de projetos sonhados mas ainda não realizados. —- * Inscreva-se no canal do Século Diário no YouTube e ative o sininho para acompanhar as novidades. ** Se quiser ouvir este e outros programas em podcast, siga os canais do Século Diário no Spotify e Google Podcasts.
Luiz Paulo na disputa à Prefeitura de Vitória pode afetar planos de Coser
Ex-prefeito tucano é ligado a setores importantes da economia estadual e busca resgatar apoio popular O caminhar do PSB com o PT, mesmo com um discreto distanciamento, registrado nas eleições de 2022, pode mudar o ritmo e até a direção na disputa de 2024 para a Prefeitura de Vitória. A aliança entre o vice-governador e secretário de Desenvolvimento, Ricardo Ferraço (PSDB), e o ex-prefeito Luiz Paulo Vellozo Lucas, potencial pré-candidato a prefeito, que veio à tona semana passada, já começa a alvoroçar os bastidores políticos, por afetar a movimentação do deputado estadual João Coser, o nome do PT que, até agora, circula nos meios políticos com mais força para concorrer ao cargo. Essa busca por apoio de Casagrande empreendida por João Coser vem desde a última campanha, depois da decisão que tirou o senador Fabiano Contarato (PT) da disputa ao governo, facilitando a reeleição do governador. O hoje deputado, depois desse fato consumado, participou de atos públicos da campanha de reeleição, gerando problemas internos no partido. A ser confirmado o projeto de Renato Casagrande de manter Ricardo Ferraço como homem forte do governo, para sucedê-lo em 2026, o esperado apoio do governador à chapa do PT liderada por João Coser pode gorar e o govenador adotar o mesmo posicionamento de neutralidade ou de um discreto apoio, como ocorreu nas eleições presidenciais. Apesar do acordo do PSB-PT em 2022, o governador se manteve distante da campanha do presidente Lula e adotou posições que pouco contribuíram para alavancar candidaturas petistas no Estado, apesar de muito solicitado. Em fevereiro de 2022, Casagrande chegou a receber no Palácio Anchieta o ex-juiz e então pré-candidato à Presidência da República Sergio Moro (Podemos), provocando mal-estar nas negociações entre as duas legendas. Alçado à direção do PSDB de Vitória, Luiz Paulo atua também na Subsecretaria de Integração e Desenvolvimento. As articulações foram consolidadas com a participação do seu antigo aliado, o supersecretário Ferraço, com influência direta em outras pastas, como as de Meio Ambiente e a de Agricultura, e apontado como nome para suceder Casagrande no comando do governo em 2026. A formação desse bloco encontra respaldo na área econômica, em decorrência de ligações de Ricardo e Luiz Paulo com setores importantes do empresariado, mas também barreiras. Prefeito bem avaliado, busca resgatar o apoio popular. Isso por conta da federação PSDB-Cidadania, que apresenta pré-candidatos à Prefeitura de Vitória, a começar pelo deputado estadual Fabrício Gandini (Cidadania), cujo projeto é disputar com o atual prefeito, Lorenzo Pazolini (Republicano), que o derrotou em 2020. Há ainda, no mercado, e também apontado pelos partidos da federação, sinalizações em torno do ex-prefeito Luciano Rezende (Cidadania), que anda, porém, afastado da área política, e do ex-deputado estadual Sergio Majeski (PSDB), que nunca escondeu seu desejo de disputar a Prefeitura de Vitória. No ano passado, ele obteve 40 mil votos na disputa à Câmara dos Deputados, insuficientes, porém, para garantir uma cadeira. Outro nome, com interesse já manifestado publicamente, é do deputado Mazinho dos Anjos (PSDB), estreante na Assembleia, mas com a experiência adquirida como vereador em Vitória e aconselhado pelo traquejado líder político Enivaldo dos Anjos, ex-deputado e atual prefeito de Barra de São Francisco (noroeste do Estado), que ajudou a elegê-lo. Mazinho vem trabalhando para impor seu nome como pré-candidato.
Especialista em agronegócio, Franco Fiorot é nomeado presidente do Incaper
Decisão não foi dialogada com Fórum de Agricultura Familiar, que ainda aguarda nomeação para Subsecretaria na Seag Ales O novo presidente do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) será Franco Fiorot, atual secretário de Agricultura de Linhares, no norte do Estado, e presidente do Fórum dos Secretários Municipais de Agricultura do Espírito Santo (Fosemag). O anúncio foi feito pelo governador Renato Casagrande (PSB) na manhã deste sábado (6) em suas redes sociais. “Franco Fiorot será o presidente do Incaper. Graduado em Comunicação Social e com MBA em Gestão do Agronegócio e Comunicação Integrada. Também preside o Fórum de Secretários Municipais de Agricultura”, informa a publicação. A nomeação explicita a decisão do governo estadual de manter o Incaper com prioridade sobre o agronegócio em detrimento da agricultura familiar, apesar da importância vital da autarquia para esse setor da economia. Sequer o nome do novo presidente foi discutido com o Fórum Estadual de Agricultura Familiar, criado na virada do seu segundo mandato consecutivo. Voltado para ajudar a formatar a Subsecretaria de Agricultura Familiar, na pasta de Agricultura (Seag), o Fórum seria, naturalmente, um espaço político fundamental para participar das tratativas referentes à nova gestão do Incaper. “O Fórum da Agricultura Familiar não foi consultado sobre a indicação do Fiorot para a presidência do Incaper. Durante a próxima semana a Assin [Associação dos Servidores do Incaper] manterá contatos com as principais lideranças da agricultura familiar capixaba para avaliar todo esse processo”, declarou o engenheiro agrônomo Edegar Formentini, servidor aposentado do Incaper, diretor suplente da Associação e representante da entidade no Fórum. O agro não é pop Não se pode esquecer que o Espírito Santo já chegou a ter um secretário estadual de Agricultura, durante a última gestão de Paulo Hartung, que foi coautor de um documento nacional que afirmava que “80% da agricultura familiar é economicamente inviável”. Em outubro de 2016, Octaciano Neto aceitou o pedido do então presidente Michel Temer (MDB) para compor um grupo político formado pelo então secretário de Agricultura de São Paulo, Arnaldo Jardim, e outros representantes dos interesses ruralistas, para produção de um documento chamado “A economia agropecuária brasileira – o que fazer?”. O texto afirmou – negando qualquer vínculo com a realidade de fartos incentivos fiscais e conivência dos governos com a manutenção de latifúndios que inviabilizam a implementação da Reforma Agrária determinada pela Constituição Federal, que escondem o péssimo desempenho econômico, social e ambiental do agronegócio – que entre 75% e 85% dos agricultores familiares brasileiros são inviáveis economicamente. Com a classificação, os defensores do agronegócio defendiam que os pequenos agricultores deveriam ser tratados por ações de assistência social e não por projetos de desenvolvimento rural que buscassem sua emancipação. Subsecretaria de Agricultura Familiar Quando à Subsecretaria de Agricultura Familiar, apesar de já criada, ainda não teve seu gestor nomeado. “O processo está todo paralisado, pelo que pudemos sabemos como Fórum”, afirma Edegar. A demora pode ser lida como mais uma demonstração de falta de prioridade com a Agricultura Familiar? A leitura também será feita na assembleia da Assin. O que se vê, até o momento, é uma preocupação dos especialistas com os rumos do orçamento e planejamento da agricultura, conforme foi explicitado no ato realizado em meados de abril e na invisibilização da extensão rural, e pontuou o próprio Edegar há um mês, ressaltando que o Estado “pode gerar milhares de empregos com investimento em extensão rural”, além de frear o êxodo rural, que ainda ocorre em muitos municípios do interior. A verdade é que, mesmo sob orçamento e políticas públicas minoritárias, historicamente, é a agricultura familiar quem mais emprega e produz alimento para as famílias capixabas, além de ser a protagonista no fortalecimento da agroecologia e agricultura orgânica, em contraposição direta com o agronegócio, que sustenta os crescimentos contínuos do consumo de agrotóxicos e avanço de monocultivos de commodities sobre áreas de plantios de alimento e potenciais para recuperação florestal. Já passou da hora do Estado do Espírito Santo reconhecer essa realidade histórica por meio de políticas públicas, orçamentos e gestão. ‘Podemos gerar milhares de empregos com investimento em extensão rural’ Edegar Formentini explica que falta de políticas públicas dessa natureza ainda provocam êxodo rural no ES https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/podemos-gerar-milhares-de-empregos-no-campo-com-investimento-em-extensao-rural PL da Subsecretaria de Agricultura Familiar segue para a Ales nos próximos dias ‘Vamos construir o maior programa de apoio à agricultura familiar https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/pl-da-subsecretaria-de-agricultura-familiar-segue-para-a-ales-nos-proximos-dias Estudo expõe números do desempenho ruim do Agronegócio https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/estudo-expoe-numeros-do-desempenho-socioeconomico-e-ambiental-ruim-do-agronegocio
Advogado questiona causas que envolvem suicídio de detenta em presídio de Bubu
Falta de medicamentos e de visitas estão entre as irregularidades permitidas pelo Estado e Judiciário, denuncia Secom O que está por trás da morte de uma interna, ocorrida entre os dias 30 de abril e 1º de maio no Centro Prisional Feminino de Cariacica (CPFC), conhecido como Presídio de Bubu? O questionamento é do advogado Antonio Fernando Moreira, que protocolou um pedido de informações sobre o caso à Delegacia de Crimes Carcerários e Socioeducativos, em Vitória. Segundo o governo do Estado, trata-se de suicídio. “A Secretaria da Justiça (Sejus) informa que o caso foi registrado no Centro Prisional Feminino de Cariacica no dia 30 de abril. A ocorrência foi registrada junto à Polícia Civil como suicídio”, afirma, em nota, a pasta à qual a gestão do presídio está vinculada. O advogado levanta, no entanto, a necessidade de responsabilizar o Estado e o Judiciário capixabas pelas condições que levaram a detenta a atentar contra a própria vida, considerando todo um histórico de violações de direitos, como acesso a medicamentos controlados – que faltaram no feriado em que ocorreu a morte, segundo Antonio Fernando Moreira – e visitas familiares e íntimas. “A responsabilidade pela morte é da direção do presídio e da omissão e leniência do Judiciário em fiscalizar as falhas da gestão”, acusa, citando caso semelhante, noticiado em Século Diário, em que a responsabilidade do Estado pelo suicídio de uma interna foi reconhecida pela Justiça, que determinou indenização à família. Especificamente sobre as visitas, o advogado destaca um habeas corpus impetrado por ele e que aguarda decisão do Tribunal de Justiça (TJES) desde o final de março. “O desembargador [Julio Cesar Costa de Oliveira] não aceitou que eu seja o impetrante do habeas corpus, decidiu que precisa ser uma entidade, como a OAB [Ordem dos Advogados do Brasil] ou a Defensoria Pública. Eu já comuniquei à OAB várias vezes, formal e informalmente, a Manoela [presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB, Manoela Soares Araújo Santos] tem total conhecimento. Mas o desembargador ainda resiste em fazer a comunicação oficial. As entidades, sabendo do processo por qualquer meio, podem requerer o seu ingresso, mas eu sustento que o desembargador tem o dever de notificar essas entidades”, aponta. O habeas corpus pede que o Tribunal de Justiça “assegure o direito de visita às presas provisórias nos mesmos moldes que recebem as presas condenadas, vale dizer, incluindo visita íntima e ‘visita com contato físico’, no mínimo de duas horas e semanal”. A peça jurídica, explica, foi originalmente impetrada em 2022, mas negada pela juíza Patrícia Faroni. Em sua sentença, ela alega que “ao diretor de unidade prisional, cabe cumprir com as normas ditadas pela Sejus. Sendo assim, este juízo não é competente para apreciar o pleito, já que a autoridade coatora aqui é o ilustre secretário de Justiça. Em conclusão, deve o presente remédio constitucional ser remetido ao Egrégio Tribunal de Justiça”. O advogado reitera que “está tentando há mais de um ano ter acesso aos relatórios de inspeção penal, que são mensais. Já pedi via LAI [Lei de Acesso à Informação], ela negou, alegando que são dados sigilosos. Deixei claro que não quero dados pessoais. LAI deixa claro que precisa separar o que é dado sigiloso/pessoal. Eu recorri ao presidente do TJES [Fabio Clem de Oliveira]”, relata. A diretora do presídio de Bubu é Gracielle Sonegheti. Antonio Fernando Moraes explica que as visitas permitidas às internas provisórias são mais restritivas que as das condenadas, o que é uma ilegalidade. “Elas não têm visitas. Tem algumas provisórias que estão lá dentro há quatro, cinco anos, tendo somente contato visual por placa de acrílico e interfone. Estou tentando mobilizar um mutirão. Tem mães lá dentro que não têm ninguém para dizer que são mães, que precisam ter as visitas de seus filhos. A Defensoria Pública não vai com a frequência necessária no presídio, muitas vezes somente na audiência, meses depois que a mulher entrou no presídio”, roga. Histórico de violações No pedido de habeas corpus, ele menciona “o histórico do Estado do Espírito Santo em violar os direitos mais elementares dos presos, o que o levou a ser laboratório de precedentes em casos de violações massivas, ininterruptas e regulares aos direitos dessa coletividade”. E afirma que “é estupefaciente que esta indignidade persista, até hoje, sem qualquer provocação ou intervenção do Poder Judiciário, que inspeciona, mensalmente, os estabelecimentos penais, tomando providências para o adequado funcionamento”. A peça jurídica ressalta a falta de cumprimento das Regras de Bangkok, que foram aprovadas pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) – Resolução 16/2010 – e difundidas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), tornando-se as Regras das Nações Unidas para o Tratamento de Mulheres Presas – a versão feminina das Regras de Mandela. São também afirmadas, ressalta, pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), Supremo Tribunal Federal (STF) e Judiciário capixaba. No documento, o advogado transcreve as regras 43 e 28. A primeira estabelece que cabe às autoridades prisionais o dever de “incentivar e, onde possível, também facilitar visitas às mulheres presas como um importante pré-requisito para assegurar seu bem-estar mental e sua reintegração social”. Nesse contexto, afirma, “é indecoroso que se tenha que bater à porta do Poder Judiciário para fazer valer esse direito elementar do preso e dos seus familiares. Todas as presas devem ter visitas normais – e também visitas íntimas, conjugais -, não só as condenadas. É um escárnio que o presumidamente inocente tenha maior privação de direitos que o condenado. É ridículo que os presos insistam com seus advogados para serem logo condenados, e assim poderem viver de forma parecida com seres humanos, tendo contato físico com seus familiares”. A segunda Regra de Bangkok especifica que “as visitas que envolvam crianças devem ser realizadas em um ambiente propício a uma experiência positiva, incluindo no que se refere ao comportamento dos funcionários/as, e deverá permitir o contato direto entre mães e filhos/as. Onde possível, deverão ser incentivadas visitas que permitam uma permanência prolongada dos/as filhos/as”. Ou seja, reforça Antonio Fernando, “é dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente
André Brandino vai relatar processo de cassação de Chico Hosken
Vereador foi escolhido por sorteio e terá cinco dias para apresentar o relatório, após o recebimento da defesa O vereador André Brandino (PSC) será o relator do processo de cassação do também vereador Chico Hosken (Podemos). A escolha foi feita por sorteio, no final da tarde desta sexta-feira (5), na Corregedoria da Câmara de Vitória, e anunciada pelo corregedor-geral, Leonardo Monjardim (Patri). Nesta segunda-feira (7), o vereador será citado formalmente e, a partir de então, terá 10 dias para apresentar a defesa. De posse dessa documentação, Brandino terá cinco dias para apresentar o relatório que será votado no plenário da Câmara, definindo se haverá cassação do mandato. A decisão de indicar um relator só foi tomada depois do parecer da Procuradoria, que derrubou as alegações da defesa, no sentido de isentar Hosken de qualquer envolvimento para cassar o vereador Armandinho Fontoura (Podemos), que está preso desde dezembro por envolvimento em atos antidemocrático. Chico Hosken ocupa a vaga de Armandinho desde 10 janeiro, quase um mês depois de sua prisão, acusado de integrar uma milícia digital e ofender ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A representação contra Chico Hosken foi formalizada pelo cantor Neno Bahia, segundo suplente do Podemos na Câmara de Vitória, que afirma que Washington Gomes Bermudes, ocupante de cargo comissionado no gabinete de Chico Hosken, induziu Sandro Luiz da Rocha a assinar um documento pedindo a cassação de Armandinho Fontoura. Sandro alegou em depoimento “ter sido enganado e assinado o documento sem ler”. O advogado de Chico Hosken, Marcos Daniel, questionou que a acusação envolve não o vereador, mas um assessor de seu gabinete, por isso, deveria ser tratada por meio de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra o servidor. Com a intervenção, a admissibilidade do processo de cassação foi suspensa na última terça-feira (2). Em depoimento na Corregedoria, semana passada, Sandro disse que assinou a denúncia sem saber direito do que se tratava, acreditando ser um pedido para uma audiência pública, e que não fez nenhum pediu de cassação do mandato de Armandinho.
Papo de Repórter: o aumento dos vereadores de Vitória
Em semana quente no noticiário político, especialistas analisam também investigações contra Bolsonaro e outros temas Em semana de noticiário político quente, Papo de Repórter comenta temas como o aumento do número de vereadores em Vitória e o crescimento em quase 100% de seus salários, além dos impactos para o Espírito Santo das buscas judiciais que atingiram o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e assessores próximos a ele. Com participação de Vitor Taveira e Roberto Junquilho, jornalistas do Século Diário, e do cientista político André Carvalho como convidado, o programa traz os principais acontecimentos da semana e também dicas de cultura e turismo. —- * Inscreva-se no canal do Século Diário no YouTube e ative o sininho para acompanhar as novidades. ** Se quiser ouvir este e outros programas em podcast, siga os canais do Século Diário no Spotify e Google Podcasts.
Ex-prefeito se prepara para tentar retorno ao cargo em Baixo Guandu
Neto Barros já exerceu dois mandatos consecutivos e hoje é subsecretário estadual de Ciência e Tecnologia O subsecretário de Ciência e Tecnologia do governo, Neto Barros, presidente estadual do PCdoB, se prepara para tentar o retorno à Prefeitura de Baixo Guandu nas eleições de 2024. Nesta sexta-feira (5), ele realiza um primeiro encontro com apoiadores, para analisar a “conjuntura política e o futuro do município, um dos mais afetados pelo crime da Samarco/Vale-BHP”, decorrente do rompimento da barragem de Fundão (MG), em 2015. Neto Barros já exerceu dois mandatos consecutivos como prefeito (2013-2020) e, em março aceitou o convite do governador Renato Casagrande (PSB) para assumir a Subsecretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional, depois de não conseguir eleger-se deputado estadual nas últimas eleições. Obteve 9,5 mil votos, alcançando apenas o 58º lugar. Com Neto Barros na disputa, o quadro político de Baixo Guandu voltará a ser marcado pela polarização, caso se confirme que o atual prefeito, Lastênio Cardoso (Solidariedade), irá concorrer à reeleição. Ele foi eleito em 2020, com 44,5% dos votos, derrotando o então vice-prefeito, Eloy Avelino (PDT), candidato de Neto Barros. Lastênio Cardoso está no segundo mandato, marcado por ações polêmicas, como aumentar o próprio salário para R$ 23 mil (o maior do Estado) e onerar os cofres públicos em mais R$ 2,8 milhões anuais, destinados à criação de cargos comissionados e aumentos salariais. A matéria, aprovada por 9 votos a 3 em maio de 2022, gerou insatisfação e uma nota de repúdio do vereador Alderino Gonçalves (Patri). Um dos pontos de destaque no município, a área de educação, enfrenta um retrocesso, segundo o ex-prefeito Neto Barros. Ele aponta o fechamento de escolas no interior, obrigando as crianças a estudar na sede do município, o que vem levando muitos pais a retirarem seus filhos das unidades.
‘Ato contra a violência’ marca 20 dias do assassinato de Guilherme Rocha
Vestidos de branco, familiares e amigos caminharão, neste sábado, até condomínio onde PM matou o músico, de “forma brutal e covarde” Redes Sociais Um “ato de manifestação pacífica contra a violência” será realizado neste sábado (6), às 10 horas, em Jardim Camburi, Vitória, para marcar os 20 dias do assassinato do músico, capoeirista e bacharel em Direito Guilherme Rocha, conhecido como “Pagodinho”. O crime foi cometido pelo soldado da Polícia Militar (PMES) Lucas Torrezani de Oliveira, de forma “brutal” e “covarde”, como apontam as investigações da Polícia Civil (PC). Ele está preso temporariamente no Quartel do Comando-Geral da PM, em Maruípe. Vestidos de branco, familiares e amigos se reunirão em frente à Igreja Matriz Sagrada Família e caminharão até o condomínio onde ocorreu o assassinato, para realizar um momento de oração, como informa Renato Trevezani, amigo de Guilherme. Ele destaca que o ato pretende chamar atenção, também, para a proximidade do fim do prazo de 30 dias da prisão temporária e a falta de informações da família sobre o andamento do inquérito. Guilherme tinha 37 anos e foi assassinado na madrugada do dia 17 de abril, às 3h, com um tiro fatal que atingiu o ombro e atravessou o peito. Ele morava no condomínio com a esposa e a enteada de 12 anos, e desceu para pedir ao soldado que abaixasse o som. O militar tinha o hábito de beber no condomínio, promovendo “algazarra” e “zoada”, como definiu a PC. Por esse motivo, já existiam cinco ocorrências contra ele em dois meses, como reforçado pela síndica, Mônica Bicalho. Há uma semana, o delegado da Divisão de Proteção a Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Marcelo Cavalcanti, responsável pela investigação, afirmou que será realizada a reconstituição do crime, mas não forneceu detalhes nem data. Dois dias depois da prisão, ele garantiu que irá renovar o pedido de prisão temporária, por mais 30 dias, prazo que tem para finalizar o inquérito e então apresentá-lo ao Ministério Público Estadual (MPES), para que ofereça denúncia à Justiça. Além de “brutal” e “covarde”, o delegado enfatizou que o crime teve “requinte de crueldade” e descartou a versão de legítima defesa apresentada pelo PM. O amigo do atirador, que empurrou Guilherme, também é investigado. O nome dele, porém, segue em sigilo. As diligências iniciais informam a presença de três pessoas junto com o soldado na cena do crime, consumindo bebidas alcóolicas. Em certo momento, Lucas retira a arma da cintura, primeiro encosta no ombro de Guilherme, e depois bate com ela em seu rosto. O músico reage colocando a mão na arma e é empurrado pelo amigo do PM. Depois, segue em direção à porta e já cai executado. Reprodução O soldado apresentava odor etílico e não foi preso em flagrante. Em seguida, foi conduzido para a 1ª Delegacia Regional e teve a arma apreendida, mas foi liberado por um delegado de plantão. A justificativa da Polícia Civil é de que, “naquele momento, não haviam elementos suficientes para lavrar o auto de prisão em flagrante”. Diante da análise das imagens, consideradas determinantes, e das entrevistas e depoimentos de testemunhas, foi solicitado o pedido de prisão temporária, acatado pela Justiça. “Nos choca ver as imagens, a vítima foi brutalmente executada, de forma covarde e sem chance de defesa, inclusive, permanecendo com as mãos para trás a todo momento”, destacou o delegado após realizar as primeiras diligências. Redes Sociais O vídeo do assassinato mostra Lucas dando dois goles na bebida logo após matar Guilherme, além de não socorrer a vítima. “Não teve compaixão, queria executá-lo, mesmo”, enfatizou Cavalcanti. Corregedoria da PM Finalizado o inquérito na Polícia Civil, a Corregedoria da Polícia Militar abrirá a apuração da conduta de Lucas, por meio de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD). Como ele cometeu o crime fora de serviço, segundo o corregedor, major Alves Chirst, em coletiva de imprensa no dia 19 de abril, é necessário aguardar o resultado da investigação. O soldado entrou na Polícia Militar em 2020. O major garantiu, porém, uma “investigação criteriosa e rigorosa” e disse que “a PM não irá tolerar nenhum desvio de conduta”. Sobre o registro constante de crimes envolvendo policiais no Estado e o fato de serem autorizados a utilizar suas armas em situações de consumo de bebidas alcóolicas, Alves Chirst alegou que “não há restrição para o porte”, permitido por 24 horas, e “espera-se que os policiais tenham consciência”.
‘Escolas do campo protegem a cultura das comunidades’
Camponeses, sem terra e educadores abrem canal de negociação com Tribunal de Contas para extinção do TAG Sumika Freitas A extinção definitiva do Termo de Ajustamento de Gestão (TAG) em relação a todas as escolas do campo capixabas foi o tema da reunião realizada na manhã desta quinta-feira (4) no Tribunal de Contas do Espírito Santo (TCE-ES), após um ato de protesto organizado por dezenas de camponeses, trabalhadores sem terra e educadores do campo vindos de vários municípios do interior e da Capital. A abertura da mesa de negociação foi feita pelo presidente da Corte, conselheiro Rodrigo Chamoun, que recebeu uma comitiva dos povos do campo com doze pessoas, todos com tempo de fala para expor as percepções e necessidades dos coletivos e comunidades que representavam. Redes Sociais/Camila Valadão “Nas falas apareceu muito a importância da escola do campo para proteger a cultura das comunidades. Que fechar uma escola é fechar a cultura daquela comunidade. E que o educador não educa só a criança, mas também o adulto, no sentido de ajudá-lo a entender o mundo em que ele está”, relata a camponesa Luciene da Silva Rodrigues Erculino, integrante do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Água Doce do Norte, no norte do Estado, membro da coordenação do Comitê de Educação do Campo do Espírito Santo (Comeces) e estudante de Serviço Social. É muito comum, exemplifica Luciene, que os educadores do campo ajudem os adultos a interpretarem uma receita médica, por exemplo. “Com o desmanche das escolas do campo ao longo dos anos, o povo do campo perdeu muito. Nossa história foi muito distorcida por a gente não ter podido escrevê-la. A história do povo camponês está muito distorcida, no sentido da compreensão de classe. A gente nunca teria criado um Jeca Tatu, por exemplo, para representar o povo do campo”, explica. Diante dos relatos, a camponesa percebe que o presidente da Corte ficou sensibilizado. “Ele ficou emocionado. E não percebi como demagogia, não. Acho que ali ele entendeu que o TAG foi feito sem ouvir as pessoas que precisavam ser ouvidas, que somos nós, povo do campo”. Um encaminhamento anunciado por Chamoum foi de que iria levar a pauta para um debate interno, com a equipe responsável pela elaboração do TAG, sob liderança do vice-presidente, conselheiro Rodrigo Coelho. “Ele chegou a propor duas novas reuniões com a gente, uma virtual e outra presencial. E que se a gente tivesse dificuldade em se deslocar, que ele garantiria o transporte”. Redes Sociais/Camila Valadão O ato e a reunião de hoje, contextualiza, é um desdobramento de uma ação feita no final de março, quando o Comeces protocolou no TCE-ES e no Ministério Público de Contas (MPC-ES) o pedido de exclusão de todas as escolas do campo do TAG. Na ocasião, o pleito foi para estender a exclusão do TAG, já que poucos dias antes, a Corte havia aprovado o termo em plenário, excluindo apenas as escolas de assentamento do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST). Mesmo com a súplica para que a decisão envolvesse toda a Educação do Campo, a Corte ainda não havia de fato feito uma escuta adequada sobre o assunto. “Foi um avanço”, avalia Luciene, em consonância com a percepção do grupo que se mobilizou no ato e na reunião. “Abrimos um canal de diálogo e negociação, sensibilizamos o conselheiro e temos essa promessa de novas reuniões. Seguimos na luta”. Sumika Freitas A camponesa salienta ainda que esforço do Comeces e suas organizações integrantes é solidário às escolas urbanas. Na mesa-redonda realizada nesta terça-feira (2) na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) pelo Centro de Educação (CE-Ufes) e Comitê Capixaba da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, o entendimento geral foi de que o TAG é prejudicial a toda a educação, urbana e rural. “Nós focamos na educação do campo, mas reconhecemos que o Termo traz prejuízo para todas as escolas”. Da mesa-redonda, o principal encaminhamento foi pela judicialização da extinção do TAG, estratégia que está sendo elaborada por uma comissão de trabalho retirada do evento. Pesquisadores e educadores decidem judicializar luta contra o TAG – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/educacao/pesquisadores-e-educadores-decidem-judicializar-luta-contra-o-tag Educadores formalizam pedido de retirada de todas as escolas do campo do TAG Recurso do Comeces e mais de 20 organizações foi protocolado no Tribunal de Contas e Ministério Público https://www.seculodiario.com.br/educacao/educadores-formalizam-pedido-de-retirada-de-todas-as-escolas-do-campo-do-tag Aprovação de TAG contra escolas do campo atropela mobilização popular TCE ignora fechamentos de escolas desde 2022 e envio de alunos para as cidades https://www.seculodiario.com.br/educacao/aprovacao-de-tag-contra-escolas-do-campo-atropela-mobilizacao-popular ‘O TAG pode ser a lápide final das escolas do campo que restam’, alerta Comitê Tribunal de Contas aprovou retirada das 25 escolas do MST do TAG, mas 50 estaduais ainda correm risco https://www.seculodiario.com.br/educacao/o-tag-pode-ser-a-lapide-final-das-escolas-do-campo-que-restam-alerta-comite
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Na primeira grande derrota do governo Lula no Congresso, iniciada em articulação com Evair de Melo, bancada capixaba cravou empate Agência FPA Repercutida no mercado político nesta quinta-feira (4), com direito a pito do presidente Lula dado em ministros, a votação considerada a primeira grande derrota do governo no Congresso Nacional, que derrubou parte dos decretos que alteram as regras do Marco do Saneamento, cravou empate na bancada capixaba. Do lado do movimento articulado pelo presidente da Câmara Federal, Arthur Lira (PP-AL), que contou inclusive com líderes e parlamentares da base de Lula, ficaram os deputados do Republicanos, Amaro Neto e Messias Donato; do PP, Da Vitória e Evair de Melo; e do PL, Gilvan da Federal. Do outro, a bancada do Podemos, formada por Gilson Daniel e Victor Linhalis; os petistas Helder Salomão e Jack Rocha; e o único integrante do PSB, Paulo Foletto. Iniciada em articulação que culminou em projeto de autoria de Evair, a rebelião registrada na base não se repetiu no caso do Espírito Santo, com o bloco favorável à derrubada já posicionado mais no campo da oposição e apoiador de Jair Bolsonaro (PL). No contexto geral, porém, reforçou as dificuldades encontradas pelo governo federal em consolidar maioria na Câmara, além de emitir sinais de insatisfações e divisões. O abacaxi segue agora para o Senado descascar, onde o cenário também é complexo e a questão deve ser sanada até o final deste mês. Tratando-se do Estado, mais óbvio, impossível: Magno Malta (PT) e Marcos do Val (Podemos) contrários aos decretos, Fabiano Contarato (PT) a favor. No aguardo dos novos desdobramentos! De lavadaO Projeto de Decreto Legislativo (PDL) derruba trechos de dois decretos publicados no início de abril. O placar total foi de 295 a 136 votos. Até deputados de partidos com ministérios – PSD, MDB e União – e do PSB, do vice-presidente, Geraldo Alckmin (SP), entraram no bolo para impor derrotar a Lula. O nóOs trechos tratavam da possibilidade de empresas estaduais prestarem o serviço em áreas metropolitanas, aglomerados urbanos e microrregiões sem necessidade de licitação, e da permissão para a regularização de contratos precários. Causa própriaPor falar em Câmara e em Gilson Daniel, o deputado dedicou discurso ao seu pupilo e sucessor, o prefeito de Viana, Wanderson Nunes (Podemos), no plenário do legislativo federal. Exaltou a atual gestão que elegeu e seus próprios mandatos, quase como unanimidade no município. “Um sucesso e apoiado por toda a cidade e empresários”. Sempre há controvérsias! Causa própria IIWanderson Bueno, em agenda em Brasília, estava ao lado de Gilson no momento do discurso. Ele é candidato à reeleição em 2024. Na eleição municipal passada levou com folga, 66,3%. O próximo cenário e possíveis concorrentes ainda não estão sinalizados. Veremos! Mais faíscasDepois dos embates gerados na Assembleia Legislativa devido ao projeto que pretendia suspender a instalação de câmeras em uniformes de policiais penais, que foi derrotado no plenário, mais um acirramento à vista: a deputada Iriny Lopes (PT) protocolou proposta para implantar o programa “Olho Vivo” no Estado. Mais faíscas IIE o que seria? Instalar câmeras de vídeo e áudio nas viaturas que atendem às áreas de Segurança Pública e Defesa Civil no Estado. Iriny defende que, assim, será garantida proteção tanto aos policiais quanto para as pessoas abordadas. Com um detalhe a mais… Mais faíscas III…o governo também terá a opção de acoplar microcâmeras nos uniformes dos policiais civis e militares que exerçam atividades investigativa e ostensiva externas, ponto que toca em uma questão já alvo de protestos por bolsonaristas, mas, antes mesmo do projeto, anunciado pela gestão de Renato Casagrande (PSB) em relação à PMES, restante apenas finalizar estudo realizado por uma comissão específica. Nas redes“É com pesar que tomo conhecimento da criação do Dia dos Colecionadores, Atiradores e Caçadores no município de VV. Um atraso civilizatório, agora chancelado pela institucionalidade”. Rafael Primo (PT), subsecretário da pasta estadual de Direitos Humanos e cotado à Prefeitura de Vila Velha. FALE COM A COLUNA: medeirosmanaira@gmail.com