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Armandinho será notificado na prisão sobre cassação de seu mandato

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Vereador de Vitória está preso desde dezembro por ordem do STF, acusado de participação em atos antidemocráticos O vereador Armandinho Fontoura (Podemos) será notificado, presencialmente, no processo de cassação do seu mandato, no Complexo Prisional de Viana, onde se encontra preso desde 15 de dezembro de 2022 e afastado de suas funções, segundo determinação da Corregedoria-Geral da Câmara de Vitória, que se reuniu novamente nesta terça-feira (18). A decisão ainda fixou para o próximo dia 25, às 14 horas, o depoimento de Sandro Luiz da Rocha, autor da representação que pede a cassação do mandato do vereador.  Ele deverá esclarecer o motivo que o levou a negar a autoria da denúncia, no último dia 5, ao comparecer à sessão da Câmara de Vereadores, segundo o corregedor-geral, Leonardo Monjardim (Patriota), que comentou para Século Diário que a denúncia na Câmara contra Armandinho, acusado por envolvimento em atos antidemocráticos, está cercada de polêmica. O autor da denúncia contra Armandinho, na reunião do dia 5, mudou a versão duas vezes. Negou ter assinado o documento e, em seguida, afirmou ter assinado “pela metade”, acreditando ser um pedido de audiência pública. “Vamos apurar todas essas controvérsias”, garantiu Monjardim. Os desdobramentos já atingem o suplente que assumiu a vaga, vereador Chico Hosken (Podemos). No dia 12, o cantor Neno Bahia (Podemos) protocolou uma representação por quebra de decoro na Câmara de Vitória contra Hosken, apontando que ele teria participado de uma manobra para cassar o mandato de Armandinho. Essa denúncia poderá ser lida na sessão da Câmara desta quarta-feira (19). Armandinho foi preso por ordem do STF acusado de participação de um grupo de milícia digital, divulgação de notícias falsas (fake news) e ataque às instituições e ministros do STF. Por conta da prisão, deixou de assumir a presidência da Câmara e foi afastado do cargo, sem receber salários.

18/04/2023 / 0 Comments
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Ricardo Ferraço assume governo por seis dias em meio a especulações eleitorais

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Vice assume gestão pela primeira vez, enquanto Casagrande participa de evento em Londres O vice-governador e secretário de Estado de Desenvolvimento, Ricardo Ferraço (PSDB), será o governador do Espírito Santo pelos próximos seis dias, em decorrência da viagem de Renato Casagrande (PSB) a Londres, para participar do encontro promovido pelo grupo Lide Brazil Conference, do ex-governador paulista João Dória. Essa é a primeira vez que Ricardo assume a função na atual gestão. A transferência do cargo ocorreu nesta terça-feira (18), no Palácio Anchieta, no momento em que crescem as articulações para as eleições de 2024, estendida às eleições gerais de 2026, e à movimentação em torno do avanço da grilagem de terras do Estado pela Suzano (ex-Aracruz Celulose e ex-Fibria), em Aracruz, que se liga ao meio ambiente e ao combate à fome. Esses dois pontos se colocam no mercado político, considerando que, no evento, que reunirá autoridades governamentais, empresários e investidores, o governador abordará nesta quinta-feira (20) o tema “Meio ambiente: o novo posicionamento do Brasil”. Na edição de Londres, o Lide Brazil Conference discute as oportunidades do Brasil no Reino Unido e na União Europeia. Haverá debates sobre temas como meio ambiente, desenvolvimento econômico e social do Brasil, além das perspectivas de ambiente de negócio e confiança de investidores. Ricardo Ferraço é ligado ao meio empresarial e, quando senador da República, foi o relator da Reforma Trabalhista, em 2017, apontado como um dos fatores de sua derrota à reeleição em 2018. No atual governo, ele coordena o grupo de trabalho junto com a Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), mineradora Vale e o movimento empresarial Espírito Santo em Ação, para a implantação da Ferrovia EF-118, ligando Cariacica a Presidente Kennedy, além dos trabalhos para que o Governo do Estado assuma a concessão da rodovia federal BR-101. “O governador Casagrande parte em missão especial para representar o nosso Espírito Santo num debate internacional. Nesse período, temos a responsabilidade de manter o bom equilíbrio, mantendo as ações do governo, as diretrizes do planejamento estratégico e a relação da carteira de investimentos. São orientações claras e temos esse compromisso com nosso governador e com a sociedade capixaba”, declarou o governador em exercício. Ao anunciar o nome de Ricardo Ferraço para compor a equipe de governo, em janeiro deste ano, Casagrande afirmou que ele seria mais do que um vice-governador. Iria coordenar a gestão e ter um status de supersecretário, à frente da pasta de Desenvolvimento. “Esse será um governo de continuidade, inovação, aperfeiçoamento’, disse o governador, ressaltando: “A secretaria precisa de alguém com estatura para dar crescimento e Ricardo tem trânsito no Brasil todo por seu currículo, sua história, e será o secretário que fará essa grande articulação estadual, nacional e fora do Brasil”. A partir dessa declaração, o nome de Ricardo Ferraço passou a integrar, novamente, a lista dos possíveis nomes ungidos pelo governador para sucedê-lo em 2026. Ele pode sedimentar uma candidatura ao Senado, deixando o comando do governo com o vice-governador, que mais à frente tentaria a reeleição. Depois da derrota nas eleições de 2018, obtendo apenas 480 mil votos, Ricardo Ferraço voltou-se para a iniciativa privada, retornando em 2022 com robusto apoio do empresariado, em especial dos grupos da Federação das Indústrias e da organização Espírito Santo em Ação, apoiadores, também, do ex-governador Paulo Hartung (sem partido), que desistiu de concorrer à reeleição, deixando seus aliados à mingua. Ricardo Ferraço ocupou esses espaços, ameaçados nas últimas semanas por um provável retorno de Hartung à política estadual, conforme especulações no mercado político, que se casam com os movimentos articulados pelo ex-governador na tentativa de resgatar alianças, muitas delas abandonadas em 2018.

18/04/2023 / 0 Comments
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Famílias reivindicam identificação das terras devolutas em área ocupada

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Liminar judicial em favor da Suzano ignora evidências de grilagem de terras públicas pela empresa, alerta MST Redes Sociais A liminar judicial emitida a favor da Suzano Papel e Celulose (ex-Fibria e ex-Aracruz Celulose) ignora as evidências de grilagem de terras públicas pela multinacional há meio século. A afirmação é do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que coordena a ocupação de duas áreas cobertas com monocultivos de eucalipto da empresa em Aracruz, no norte do Estado. Empreendidas na madrugada dessa segunda-feira (17), elas integram o calendário capixaba da Jornada Nacional em Luta pela Reforma Agrária, realizada desde 1997 em todo o país, e que este ano tem o lema “Contra a Fome e a Escravidão: por Terra, Democracia e Meio Ambiente”. A notícia da liminar de reintegração de posse favorável à papeleira chegou ao movimento por meio da deputada Iriny Lopes (PT), que apoia a luta pela reforma agrária no Espírito Santo. A ordem é de retirada das famílias – são cerca de duzentas, somando as duas áreas ocupadas – para esta terça-feira (18), sob pena de multa de R$ 5 mil por hora, por cada pessoa que permanecer no local após a entrega da intimação. A situação se assemelha à sofrida pelas comunidades indígenas Tupinikim e Guarani que ocuparam os trilhos da Vale em outubro passado, exigindo revisão do acordo feito com a Fundação Renova para compensação e reparação dos danos do crime da Samarco/Vale-BHP nos territórios indígenas de Aracruz. Diante da liminar judicial nos mesmos termos, R$ 5mil/pessoa/hora, a truculência jurídica foi desfeita pela Justiça Estadual, que suspendeu a liminar e transferiu o caso para a Justiça Federal, que decidiu em favor das comunidades indígenas, tendo iniciado ali uma ampla renegociação do acordo, por meio de audiências e reuniões que devem se estender até maio. A própria mineradora, após exposta sua violência jurídica, cedeu às reivindicações imediatas das comunidades, pondo fim assim à ocupação dos trilhos, depois de 43 dias. No caso das famílias sem-terra, sendo de fato competência da Justiça estadual, cabe à mesma o reconhecimento da truculência de sua decisão inicial, para que uma negociação transparente e justa aconteça. “A Nara Borgo [secretária de Estado de Direitos Humanos] vai vir hoje aqui. Nós aguardamos. Queremos abrir processo de negociação. A área tem 8 mil hectares, com muita terra devoluta e patrimonial no meio. Queremos que o Idaf ´Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal] identifique quais são essas áreas, que estão em posse da Suzano há mais de 50 anos. Estamos nesse enfrentamento ao processo de avanço do eucalipto no Espírito Santo”, declarou Carolino da Silva, membro da direção nacional do MST no Estado. Os monocultivos de eucalipto da Suzano são o uso do solo que mais cresce no Espírito Santo, segundo o Atlas da Mata Atlântica do Espírito Santo de 2018 e a avaliação prévia dos estudos de atualização da publicação realizados em 2020. Provocam degradação ambiental e social, formando “desertos verdes” de grandes proporções, principalmente no norte do Estado. Secam os recursos hídricos, afastam a biodiversidade, contaminam o solo e a água com agrotóxicos, além de expulsar comunidades tradicionais de seus territórios ancestrais (quilombolas, indígenas e camponeses) e dificultar a reforma agrária. Famílias ocupam áreas devolutas em posse da Suzano Celulose em Aracruz Ação faz parte da Jornada Nacional em Luta pela Reforma Agrária, realizada desde 1997 pelo MST https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/familias-ocupam-areas-devolutas-em-posse-da-suzano-celulose-em-aracruz

18/04/2023 / 0 Comments
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‘Nossa Senhora, interceda para que não fechem nossa escola’, clamam comunidades

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Visitantes do Carnaval de congo de Roda D’Água foram recebidos com faixas pela reabertura de escola do campo Redes Sociais “Nossa Senhora, interceda para que não fechem nossa escola”. “Senhor Euclério, não deixe a Seme [Secretaria Municipal de Educação] fechar nossa escola”. “Devolva nosso ônibus amarelo”. Essas foram algumas das faixas expostas nas casas de moradores da comunidade rural de Roda D’Água, em Cariacica, durante os festejos do tradicional Carnaval de Congo realizado nessa segunda-feira (17), Dia de Nossa Senhora da Penha, que atrai todos os anos visitantes de toda a Grande Vitória e outras partes do Estado. O motivo foi sensibilizar a sociedade e pressionar o poder público a reativar a Escola do Campo e Estação de Ciências de Tempo Integral (Ececti) Margareth Cruz Pereira, fechada em janeiro pela gestão do prefeito Euclério Sampaio (União). A chegada de uma quantidade maior que o normal de ônibus até o local da festa também foi salientada pelos moradores, nas redes sociais, que criticaram a alegação da prefeitura, de que a escola não está funcionando devido à má condição das estradas, que impossibilita o transporte escolar. “Nós, moradores de Taquaruçu, Trincheira e Encantado, mais conhecido como Roda D’Água, estamos revoltados por causa disso: a Ceturb [Companhia Estadual de Transportes Coletivos de Passageiros] não permite que o Transcol suba até o ponto final do bairro Roda D’Água por causa da cratera no asfalto, mas olha isso, hoje na festa do Carnaval de congo, esses ônibus estão todos no novo ponto final do bairro. Queremos respostas, pois já estamos cansados de só conversa e nada se resolve”, criticou a presidente da Associação de Moradores de Taquaruçu, Trincheira e Encantado (Amotte), Marcia Maria Souza. Redes Sociais Após o protesto, a prefeitura fez circular uma comunicação rebatendo os dizeres das faixas, em que primeiro afirma que “Não haverá fechamento da escola”. Em segundo, pede para que não sejam veiculadas “informações falsas” sobre o caso, e pedindo que todas as dúvidas sejam sanadas diretamente com a direção da escola. Em seguida, fala sobre duas propostas, apresentadas durante reunião no dia 14, que estão em análise pela prefeitura, em que haveria uma separação dos alunos, com uma parte estudando em escolas de outros bairros próximos, sem a educação do campo, uma pequena parte na Ececti, mediante reabertura de um setor da escola, e outra em um local chamado de anexo. Por último, o comunicado diz ainda que “após analisadas, a proposta que se apresentar viável será compartilhada pela direção da escola com vistas a beneficiar ao máximo possível de alunos até o período de conclusão das obras da estrada (buraco)”. Para as comunidades diretamente prejudicadas, no entanto, há soluções que não dependem do acerto definitivo das estradas, o que indica intenção deliberada da prefeitura em fechar a escola. Redes Sociais No abaixo-assinado que circula na região, os moradores afirmam: “sabemos que as chuvas do final de 2022 danificaram parte da estrada de acesso à unidade de ensino e até agora pouco foi feito para a solução do problema, porém há um acesso alternativo à escola, que era utilizado até 2019 pela região de Sertão Velho, mas o que falta de fato é um transporte escolar adequado”. Acompanhando o caso, o Comitê de Educação do Campo do Espírito Santo (Comeces) publicou um manifesto de “apoio e solidariedade” às comunidades, em que aponta que “o serviço terceirizado contratado para essa finalidade não possui ônibus adequados para circular em estradas rurais”. No documento, os educadores externam “preocupação com a possibilidade de fechamento da Escola do Campo e o remanejamento dos estudantes para duas escolas urbanas mais próximas, como é a atual proposta do poder público”. “Fechar escola do campo é crime!”, afirma o Comitê, que reivindica “retorno imediato do funcionamento regular da escola”. Estrada que pode ‘salvar’ escola do campo está em fase final de licitação Obra do governo do Estado permitirá pleno retorno da escola, fechada desde janeiro pela prefeitura de Cariacica https://www.seculodiario.com.br/educacao/estrada-que-pode-salvar-escola-do-campo-esta-em-fase-final-de-licitacao Comunidades querem impedir fechamento de escola do campo e estação de Ciências Ececti Margareth Cruz Pereira não funciona desde janeiro. Prefeitura diz que estradas ruins são o motivo https://www.seculodiario.com.br/educacao/comunidades-querem-impedir-fechamento-de-escola-do-campo-e-estacao-de-ciencias

18/04/2023 / 0 Comments
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STF inicia julgamento que vai definir se capixabas viram réus por atos terroristas

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Alexandre de Moraes afirmou em seu voto que há “justa causa” para abrir ação penal, sendo acompanhado por Dias Tofolli Agência Brasil O Supremo Tribunal Federal (STF) começou, nesta terça-feira (18), o julgamento das 100 primeiras pessoas envolvidas nos atos terroristas conhecido como a tentativa de golpe de 8 de Janeiro, entre as quais se encontram cinco pessoas do Espírito Santo que estão presas em Brasília. O ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito, votou para tornar réus os denunciados, sendo acompanhado pelo ministro Dias Tofolli. Moraes foi o primeiro a votar no julgamento, que é a primeira ação penal sobre o golpe contra a democracia, que prossegue de forma virtual até a próxima segunda-feira (24). As denúncias foram apresentadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) nos inquéritos sobre os instigadores e executores das depredações no Planalto, Supremo e Congresso. Os capixabas denunciados são Charles Rodrigues dos Santos, pedreiro, 41 anos; o ex-modelo Marcos Soares Moreira, 39; a artesã Ana Maria Ramos Lubase, 44; Deise Luiza de Souza Aguiar, 46 anos; e o vigilante Mateus Viana Maia, 26, morador da Serra. São acusados de atuar nas redes sociais questionando o sistema eleitoral e disseminando ódio, e participavam do acampamento bolsonarista em frente ao Batalhão do Exército, na Prainha, em Vila Velha. Ao todo, a Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou 1.390 pessoas. Na primeira fase do julgamentos, são analisados os casos de pessoas que ainda estão detidas, já que investigados presos têm prioridade sobre os demais. Atualmente, há 294 detidos em decorrência dos atentados de 8 de janeiro.  Em seu voto, Moraes analisou quatro teses principais da defesa. Uma delas é a competência do STF em julgar o caso, o que o ministro deixou claro que existe até pela ligação com outros inquéritos, como o das fake news. Ele afirmou que há “justa causa” para abrir ação penal contra os denunciados.Os votos começaram a ser liberados à zero hora desta terça-feira, com o voto do relator, favorável à abertura de ação penal. A expectativa, como informa a Agência Brasil,  é que as denúncias sejam aceitas pelos ministros do Supremo. Se assim ocorrer, inicia-se uma nova etapa de instrução processual, com a possível produção de novas provas e oitiva de testemunhas, inclusive a pedido das defesas. Somente depois disso é que ocorrerá o eventual julgamento sobre a culpa ou não dos réus. Não há prazo definido para que isso ocorra. Os denunciados são acusados de diversas violações, como associação criminosa; tentativa de abolição do estado democrático de direito e de golpe de estado; incitação à animosidade das Forças Armadas contra os poderes constitucionais; e depredação de patrimônio público tombado e incitação ao crime. Até o momento, a PGR apresentou denúncias levando em consideração três grupos de infratores: os que invadiram e depredaram prédios públicos; os que acamparam em frente ao Quartel-General do Exército para incitar as Forças Armadas; e as autoridades que se supostamente se omitiram diante dos acontecimentos. Além dos cinco capixabas dessa primeira fase, continuam presos em Brasília Maria Elena Lourenço Passos, de 44 anos, membro do grupo Soberanos da Pátria e suplente do PL na Assembleia Legislativa; Terezinha Locateli, 55 anos; e Tiago Mendes Romualdo, 36. Outros extremistas envolvidos estão usando tornozeleira eletrônica, entre estes Deiviston da Silva Ribeiro, 35 anos; Edenilson Caetano Ferreira, 58 anos; Fernando Silva Salgado, 46 anos; Genil Trevizan Fernandes, 53 anos; Raphael Souza Lopes de Abreu, 38 anos; e Saulo Santos Oliveira, 31 anos.

18/04/2023 / 0 Comments
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Acertos

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Por que não acabar de vez, nas emissoras “abertas”, com o horário eleitoral obrigatório? Somente o horário de propaganda gratuita faz ver que tem muita coisa errada emanada do governo ou da própria Justiça Eleitoral, no caso, em seu estado maior. Todos sabem o porquê da propaganda eleitoral obrigatória. É porque as emissoras de rádio e TV, sendo uma concessão do governo, se viram na obrigação de estipular espaços em horários determinados nos veículos. Um adendo: o governo “concedeu” a outorga, mas não ajuda na “manutenção” dos veículos, que é uma tarefa árdua em termos de custos operacionais. E além do mais, nos dias de hoje, isso é uma ditadura em cima do rádio e da TV. Mas podem ficar tranquilos, pois o governo atual não vai fazer nada para acabar com isso, pelo contrário, vai é tentar calar os veículos, como faz os demais comandantes políticos da América do Sul (ou Latina). Quando falamos em “acertos” é porque, se não acabar com esta imposição de cima pra baixo, coisa de País de terceiro mundo, será necessário rever umas coisinhas que estão erradas no setor, como, por exemplo, as emissoras do próprio governo se verem livres dessa obrigatoriedade de veicular propaganda eleitoral. Por quê? E tem mais, a Anatel, órgão regulador do setor, ligado ao Ministério das Comunicações, precisa urgentemente rever seus projetos, porque é inadmissível as emissoras do canal pago não transmitirem esses horários obrigatórios políticos? Por quê? Aliás, falei errado. Por que, então, não acabar de vez, nas emissoras “abertas”, com esse negócio de horário obrigatório, como é nas emissoras de canal pago? Ficam o ano inteiro aqueles 10 minutos, às vezes cinco, às vezes 20, com os partidos falando abobrinhas na TV e no rádio. E tem mais: escolhem o horário nobre para isso, baseado, como sempre, na TV Globo, ou seja, às 20h, antes do Jornal Nacional, ou as 20h30, no meio dele. Vamos acabar com isso? Ou vamos continuar a aturar essas coisas, que não levam a nada, só servem mesmo para promover os políticos? Quando tem eleição, nós somos também “obrigados a votar”. Até quando? PARABÓLICAS Vendo um dos telejornais da TV Tribuna, notei que agora eles mencionam João Santos Filho, fundador daquele canal de TV. Justo! A Massa FM de Vitória é das poucas emissoras no Brasil a conceder dinheiro em espécie como prêmio, de forma consistente. Um dia, Waguinho Ito relembrava a frase do estúdio da Tropical: Persistência – a razão da vitória. Os presidentes da República agora usam a internet para falar com público, diferentemente quando utilizavam o rádio. ACESSEhttp://jrm50anos.blogspot.com.br/O rádio do ES na visão de JRM ACESSE: TRADUÇÃO JRM YOUTUBE Joe Cocker – You Are So Beautiful – Versão Livre Falada – José Roberto Mignone – YouTube MENSAGEM FINALNa vida pública, aprendemos que se pode ouvir tanto as palavras como o silêncio. José Serra

17/04/2023 / 0 Comments
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O ES é referência educacional?

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Realidade da rede estadual confronta declaração do ministro Camilo Santana  O ministro da Educação, Camilo Santana, citou a rede estadual de ensino do Espírito Santo como referência de educação para o Brasil. Mas é, mesmo? Para responder essa questão, trago algumas evidências assentadas em dados empíricos e documentais coletados na pesquisa desenvolvida sobre a implantação da reforma do ensino médio no Estado. Primeiramente, vale destacar que o Espírito Santo atende 81,3% das matrículas do ensino médio; 32,5% da segunda etapa do ensino fundamental (EF); e 6% anos iniciais do ensino fundamental, o que significa que, basicamente, a rede estadual atende a grande maioria das juventudes residentes no Estado. De acordo com estimativas da Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílio Contínua (PNAD-C), no ano de 2021, os jovens de 15 a 29 anos representavam cerca de 21,7% (889,8 mil) da população do Estado. Desse total, cerca de 20,2% (179,7 mil) estavam na faixa etária de 15 a 17 anos, 45,5% (404,7 mil) de 18 a 24 anos, e 34,3% (305,4 mil) de 25 a 29 anos. Desses jovens, 13,4% trabalhavam e estudavam; 35,6% só trabalhavam; 29,1% só estudavam; 21,9% não trabalhavam nem estudavam. Entre os jovens que não trabalham e não estudam, mas procuram emprego, mais de 13 mil jovens estão na faixa etária entre 15 e 19 anos, e, entre aqueles que não trabalham, não estudam e não procuram emprego, são mais de 23 mil jovens entre 15 e 19 anos. Em síntese, os dados revelam que 36 mil jovens com idade entre 15 e 19 anos não estão estudando e, menos de 50% dos jovens capixabas (entre 15 a 29 anos) estão estudando. Isso significa que o Estado tem o desafio de ampliar a oferta do ensino médio, contudo, essa não é uma prioridade do atual governo, haja vista o modelo de implantação da reforma. Quando a análise leva em consideração os dados do Brasil, Sudeste e ES, no período dos anos 2000 a 2019, nota-se que até o ano de 2012, a taxa de escolarização liquida no ES era superior ao Brasil e, a partir do ano de 2013 até o ano de 2019, passa a ser inferior ao país. O atraso escolar ao longo dos anos (2017-2021) no ensino médio capixaba está na faixa de 44,2%, sendo uma taxa maior quando comparada com o Sudeste, que é de 40,3%. Em segundo lugar, o Estado vem investindo na política de ampliação da jornada escolar. Trata-se de uma meta prevista no Plano Nacional de Educação, indicando que o tempo escolar deve ser expandido para pelo menos 50% das escolas públicas. Grosso modo, é um consenso no campo educacional sobre os benefícios que o aumento do tempo do aluno na escola pode gerar. Mas, do ponto de vista da realidade socioeconômica da grande parte dos jovens brasileiros oriundos dos setores populares, representa uma forma de exclusão do ensino médio, dado o fato de que parcela significativa da população jovem do país trabalha. Fato é que a expansão do tempo integral não veio conjugada com uma política para atendimento aos estudantes trabalhadores. Pelo contrário, concomitante à expansão de escolas com o tempo integral de sete horas e 20 minutos ou nove horas e meia, a comunidade escolar viu encerrar a oferta no turno noturno. No Espírito Santo, isso se deu em todo o Estado, não obstante a resistência de muitos movimentos encampados por vários segmentos da educação do campo e da cidade. No Brasil, entre 1995 a 2020, temos uma quantidade enorme de escolas fechadas (total de 42,8 mil). Portanto, em meio à onda jovem (2003 a 2022) que deveria implicar na implantação de políticas públicas para o cuidado com essa população, os dados apontam para fechamento de escolas e não o contrário. Entre 2007 a 2020, foram 18,8 mil escolas fechadas, correspondendo a 44% da série. Essas porcentagens se referem às unidades escolares, não estando incluídos aí os dados de turmas fechadas que, sabemos, foram muitas. Ou seja, o período de 13 anos acumulou quase a metade dos fechamentos de escola numa série de 25 anos, o que revela ser uma política contínua adotada pelos entes da federação brasileira. No Espírito Santo, o então governo Paulo Hartung (2015-2018) fomentou a ampliação do tempo integral em muitas escolas e também o fechamento de turnos escolares no período noturno. Os dados que confirmam essa realidade foram divulgados pelo ex-deputado estadual Sergio Majeski (PSDB): no período, foram fechadas 41 escolas estaduais e mais de 6 mil turmas, a oferta de vagas na rede estadual caiu de 497,4 mil para 282,9 mil, totalizando 214,5 mil vagas a menos, uma redução de 43,12% e 159 escolas da rede estadual deixaram de ter o turno noturno, conferindo uma redução de 44,4%. Até hoje o governo Hartung é reconhecido como aquele que elevou o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) do ensino médio para o mais alto patamar do Brasil. O que é ocultado, é que esse mérito foi alcançado porque só ficaram nas escolas aqueles que apresentavam as melhores condições para alcançar um bom desempenho nas avaliações de larga escala. Vale ainda ressaltar, que a rede de ensino médio do Espírito Santo é reconhecida por priorizar o treinamento dos estudantes para os exames nacionais, conforme constatado nas entrevistas realizadas com diretores escolares. Em 2018, a rede estadual tinha 22 escolas de tempo integral; em 2021, em plena pandemia, 35 escolas passaram a ofertar o tempo integral. Em 2022, a oferta de educação em período integral foi ampliada para 75 municípios e 132 escolas. Ademais, as escolas estaduais que ainda não adotam o tempo integral, a carga horária diária é de 5 horas e 20 minutos, o que já expulsa muitos alunos, porque torna difícil conciliar com o trabalho e/ou estágio, pois resta um intervalo de 30 minutos entre a saída da escola e a entrada no trabalho/estágio, pensamento compartilhado por muitos diretores entrevistados. A ajuda estratégica criada por esses diretores foi proporcionar uma sala com um aparelho de microondas, onde o estudante consegue fazer uma rápida

17/04/2023 / 0 Comments
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Corrida eleitoral de 2024 altera bloco político e mira disputa ao governo

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Amaro Neto deve permanecer no Republicanos e ter sua influência ampliada por forças no âmbito nacional Mais do que uma reunião para “colocar as coisas em pratos limpos”, o encontro da cúpula estadual do partido Republicanos, semana passada, em Vitória, sinaliza o desmanche do projeto esboçado há quatro anos pelo então presidente da Assembleia Legislativa, Erick Musso, atual presidente da legenda, que, sem mandato, coloca como inviável uma candidatura a prefeito de sua cidade, Aracruz (norte do Estado), e o leva a buscar espaço na corrida eleitoral de 2026. Do bloco, constituído por Erick, sob a coordenação do articulador Roberto Carneiro, resta, de fato, o deputado federal Amaro Neto, apontado como nome ideal para disputar a Prefeitura da Serra em 2024, mas que pode virar pré-candidato à Prefeitura de Vitória, afastando do partido o atual prefeito, Lorenzo Pazolini, considerado no mercado com elevado nível de desgaste. O cenário é apontado por meio de articulações e convites a Pazolini de outras legendas, em especial do PP, agora comandado no Estado pelo deputado federal Da Vitória, que, com o deputado estadual Marcelo Santos, ainda no Podemos mas prestes a assumir o MDB, poderá apoiar sua reeleição em Vitória. Há conversas em andamento que apontam candidaturas de Marcelo e Da Vitória a patamar mais elevado, a serem conferidas nos próximos meses, após a definição de nomes para 2024. O deputado Amaro Neto deve permanecer no Republicanos e ter sua influência ampliada, por conta da votação – mais baixa do que em 2018, mas ainda relevante em 2022 – que o credencia como nome de peso na legenda, com prestígio junto ao deputado federal Marcos Pereira (SP), presidente nacional da sigla. Por força de articulações no âmbito nacional, ele foi eleito, em 15 de março, presidente da Comissão de Comunicação da Câmara dos Deputados. Na ocasião, ele destacou a defesa da liberdade de opinião como um dos temas prioritários do colegiado e apoiou a regulação da mídia. “É fundamental que tenhamos uma legislação clara e atualizada que regule a comunicação em todas as formas, seja ela televisão, rádio e internet ou qualquer outro meio”. Adota um discurso mais afinado com a ala progressista, dentro da estratégia de aproximação ao governo do presidente Lula, depois da derrocada de Jair Bolsonaro (PL) que afetou a extrema direita. Desde a campanha eleitoral de 2022, com a derrota de Erick Musso ao Senado, a crise no Republicanos cresce e foi agravada com a retirada do ex-prefeito de Colatina Sergio Meneguelli entre os candidatos, articulada por Erick. Apesar de ter elegido dois deputados federais e quatro estaduais – Alcântaro, Bispo Alves, Meneguelli e Hudson Leal -, o partido mergulhou em situações que geraram a quebra de blocos, afastamento de aliados e o desmanche de projetos políticos engendrados para durar um longo período. Além de Meneguelli, eleito com 138,5 mil votos, o mais votado da história do Espírito Santo, Erick Musso tem pela frente o deputado Alcântaro, que chegou a ser opositor em seu reduto eleitoral, onde já experimentou derrotas eleitorais.

17/04/2023 / 0 Comments
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Famílias ocupam áreas devolutas em posse da Suzano Celulose em Aracruz

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Ação faz parte da Jornada Nacional em Luta pela Reforma Agrária, realizada desde 1997 pelo MST A Jornada Nacional de Luta pela Reforma Agrária deste ano é marcada, no Espírito Santo, pela ocupação de duas áreas em Aracruz, norte do Estado, identificadas como devolutas e patrimoniais e que estão sob posse da Suzano (ex-Aracruz Celulose e ex-Fibria) para monocultivos de eucaliptos. A ação foi iniciada na madrugada desta segunda-feira (17), com a chegada de 200 famílias oriundas de Jacupemba e Vila do Riacho, em Aracruz, e também de Linhares. A primeira ocupação ocorreu na Lagoa de Baixo, com 100 famílias, no distrito de Jacupemba. A segunda, perto do Assentamento Nova Esperança, distrito de Riacho, também com 100 famílias. Redes Sociais “As duas áreas têm terras devolutas e patrimoniais e a Suzano grila há três décadas essas terras. Juntas, elas passam de mil hectares”, afirma o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que coordena as ocupações. Segundo a organização, as informações sobre as terras devolutas e patrimoniais estaduais sob posse da Suzano foram obtidas junto ao Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal (Idaf) durante as reuniões que acontecem no âmbito da Mesa de Resolução de Conflitos Fundiários, criada pelo governo do Estado em 2019, no início da gestão anterior de Renato Casagrande (PSB), sob coordenação da Secretaria de Direitos Humanos (SEDH). Somando-se áreas nessa situação em Serra, Aracruz, Linhares, São Mateus e Conceição da Barra, seriam mais de 11 mil hectares de terras devolutas e patrimoniais ocupadas com monocultivos de eucaliptos para exportação de celulose pela multinacional. “Em 2008, surgiu até uma CPI [Comissão Parlamentar de Inquérito] da Aracruz para investigar as grilagens de terra, porém foi arquivada”, ressalta o MST. Redes Sociais “Queremos essas áreas para a Reforma Agrária, produzir alimentos saudáveis e acabar com a fome. Nessas áreas daria para assentar mais de mil famílias se o governo do Estado junto ao Incra [Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária] destinasse para criação de assentamento da Reforma Agrária”, reivindica o movimento, que há tempos tem o entendimento de que “a Suzano é a maior inimiga da reforma agrária no Espírito Santo”. Conforme o próprio governo do Estado já verificou, no Atlas da Mata Atlântica do Espírito Santo de 2018, “a eucaliptocultura é o uso do solo que mais cresce no Estado”. Desde a publicação do Atlas, a situação não mudou, sendo ainda o deserto verde de eucaliptos da Suzano o campeão de expansão no Estado, seguido da cafeicultura. Enquanto estudos novos mostram a relação perniciosa entre grandes monocultivos de eucaliptos e a intensificação dos efeitos da crise climática, e a análise objetiva da cadeia produtiva do eucalipto evidencia que somente a partir de fartos benefícios fiscais a atividade tem conseguido crescer no Estado, é preciso relacionar também a conta social que a eucaliptocultura tem a pagar com o Espírito Santo, especialmente a região norte. Redes Sociais Nesse sentido, o MST vem fazendo o alerta há muito tempo, de que a Suzano é o elemento que mais dificulta implementação da Reforma Agrária no Estado. Diferentemente da titulação de terras quilombolas e formalização de Terras Indígenas, que são atribuição exclusiva da União, a Reforma Agrária pode também ser implementada pelos entes estaduais, por meio de compra de terras para assentamento das famílias, como já ocorreu no passado no norte capixaba, como por meio de destinação das chamadas terras patrimoniais ou devolutas (terras públicas que estão sob ocupação informal de terceiros) para este fim. O governo de Renato Casagrande (PSB), no entanto, tem se negado a cumprir com o que lhe cabe na grande missão de reduzir a injustiça fundiária e, na avaliação do MST, feito movimento oposto. “Está legalizando crime de grilagem de fazendeiros. Falta vontade política do governador. Ele pode pedir ajuda do governo federal, se precisar”, apontou, em fevereiro, Carolino da Silva, membro da direção nacional do MST no Estado. A solução para forçar ações práticas, explica, é a ocupação das áreas devolutas e patrimoniais. “Nunca teve conquistas sem ocupação. É o instrumento de denúncia e anúncio. Denúncia do latifúndio improdutivo e, na mobilização das pessoas, anúncio da vontade de serem assentadas. Ocupação é isso, não é um crime. Crime é a concentração da terra, as pessoas ficarem sem perspectiva de moradia, de trabalho”, argumentou, na ocasião. Redes Sociais No mês passado, durante as atividades do 8 de Março no Estado, Casagrande se reuniu com mulheres do MST e do Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM) e se comprometeu a regularizar acampamentos de famílias sem terra localizados em áreas devolutas e patrimoniais do Estado. É preciso, no entanto, avançar. Mártires A Jornada Nacional de Lutas em Defesa da Reforma Agrária tem este ano o lema “Contra a Fome e a Escravidão: por Terra, Democracia e Meio Ambiente”. Desde 1997, o MST realiza as Jornadas no mês de abril. “Em memória aos nossos mártires de Eldorado dos Carajás-PA, que tem o marco neste 17 de abril, quando completa 27 anos do terrível massacre que ceifou a vida de 21 Sem Terra à mando do latifúndio junto ao Estado do Pará”, assinala a organização, em comunicado público. Governador garante que irá regularizar acampamentos em áreas patrimoniais Compromisso foi firmado em reunião com mulheres do MST e do MNLM como parte da programação do 8 de março https://www.seculodiario.com.br/direitos/governador-garante-que-ira-regularizar-acampamentos-em-areas-patrimoniais Suzano é a maior inimiga da reforma agrária no Estado, avalia MST Seguindo direção nacional, ocupações de terra serão retomadas se não houver solução emergencial para famílias acampadas https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/suzano-e-a-maior-inimiga-da-reforma-agraria-no-es-avalia-mst Deserto verde quase dobra de tamanho no Espírito Santo em quatro décadas Dado é do MapBiomas, que aponta crescimento ainda maior em âmbito nacional: seis vezes mais entre 1985 e 2021 https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/deserto-verde-quase-dobra-de-tamanho-no-espirito-santo-em-quatro-decadas ‘A reforma agrária popular e a transformação da sociedade são a nossa luta’ MST reafirma necessidade da reforma agrária para produzir alimentos, combater a fome e defender o meio ambiente https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/a-reforma-agraria-popular-e-a-transformacao-da-sociedade-sao-a-nossa-luta

17/04/2023 / 0 Comments
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Ifes de Cariacica é o primeiro do País a criar curso de Economia

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Foco é o desenvolvimento do Estado com justiça social e ambiental, destaca a coordenadora, Érika Leal Divulgação O Espírito Santo mantém um dos modelos econômicos mais arcaicos do país, ainda excessivamente centralizado nas exportações de poucas commodities, baseadas no agronegócio de celulose e nos setores minero-siderúrgico e petroleiro, com forte degradação socioambiental, todos em franca expansão, a despeito da concentração de renda que se intensifica e a crise climática que se agrava. Não há dúvidas de que em um cenário árido como esse, uma renovação do modo de pensar e fazer Economia é fundamental para trazer mais prosperidade para a população e não apenas para os poucos grandes empresários que se beneficiam do mercado global das velhas commodities. Alinhado a essas necessidades, que não são exclusividade capixaba, o campus de Cariacica do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo (Ifes) é o primeiro do País a criar um curso de Economia, com previsão de abrir a primeira turma no segundo semestre deste ano. O curso também já nasce alinhado às novas tecnologias e aos conceitos de justiça social e ambiental, atribuições que, destaca a coordenadora, professora Érika Leal, somente agora os cursos mais tradicionais do país estão introduzindo em seus currículos, a exemplo das universidades estaduais de São Paulo e Campinas (USP e Unicamp), a Federal e a Pontifícia Católica do Rio de Janeiro (UFRJ e PUC-Rio). “Todos os cursos do país estão em revisão para inserir as novas tecnologias, inteligência artificial, ciência de dados, big data e impressão 3D. E também os temas de sustentabilidade serem mais presentes, a questão cultural, da preocupação com as desigualdades, as humanidades. Cursos de referência no País estão revisando seus projetos pedagógicos para inserir algo que o nosso já tem. Nosso curso foi todo construído considerando a reflexão acerca da contribuição do profissional de Economia para modernização econômica, sustentabilidade ambiental e justiça social. Nosso projeto pedagógico prevê ações interdisciplinares além de Economia do Meio Ambiente ser uma disciplina obrigatória no curso. Estou muito feliz com a nossa proposta”, ressalta. Especificamente sobre distribuição de renda, Érika afirma que a comissão organizadora “não consegue conceber um curso de Economia que não discuta com a comunidade acadêmica o compromisso com a Justiça Social. O curso de Ciências Econômicas é voltado para o progresso social, não há progresso sem justiça social”. Um exemplo prático desse cuidado com a inclusão social é a oferta noturna do curso, que favorece o acesso do jovem trabalhador, até então praticamente excluído de uma formação em Economia gratuita e de qualidade. “Nós acreditamos que os institutos federais têm um potencial imenso de capilaridade no território nacional. O curso de Economia no país não chegou às camadas mais pobres da população como os de Administração e Ciências Contábeis, por exemplo. No Espírito Santo, a população que precisa trabalhar e estudar não consegue cursar Economia na rede pública, porque a oferta do curso na universidade federal é matutina. O Campus Cariacica estará ofertando o primeiro curso superior público noturno da cidade de Cariacica, que é um município importante da Região Metropolitana da Grande Vitória (RMGV), com um público potencial para o curso. É uma contribuição importante do nosso Instituto para a inclusão social, oferta de uma educação pública e de qualidade, com potencial para alcançar as diversas camadas da sociedade. É, portanto, uma ação complementar ao que existe hoje”, pondera. O foco no desenvolvimento capixaba se realiza a partir da grade curricular, que inclui economia regional e formação econômica do Espírito Santo. “O campus conta com o Laboratório do Desenvolvimento Capixaba, que produz estudos sobre a economia do Espírito Santo. Nosso grupo integrou a equipe do Projeto Desenvolvimento Regional Sustentável do governo do Estado do Espírito Santo, anteriormente já fizemos diversos estudos sobre os programas de inovação do Estado, temos estudos sobre logística portuária e entendemos que o curso de Economia poderá contribuir para potencializar a produção de conhecimento sobre o a economia do Espírito Santo e produzir sempre em parceria com pesquisadores de diversas regiões”. Há ainda um interesse em direcionar os trabalhos para o município que sedia o curso. “Vamos incentivar a produção de trabalhos finais de curso e iniciação científica também em estudos sobre nosso Estado e o entorno, que é Cariacica. O que temos de produção acadêmica sobre a cidade de Cariacica? Praticamente nada. Nós trabalharemos nas disciplinas, nas pesquisas, e também envolvendo a comunidade nos trabalhos de extensão”, elenca. O curso foi aprovado pelo Conselho Superior do Ifes de Cariacica no último dia seis, depois de mais de um ano de elaboração da proposta e do projeto pedagógico. Além dos professores do campus local, houve a colaboração de acadêmicos da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e o acompanhamento do Conselho Regional de Economia do Espírito Santo (Corecon-ES), no qual a coordenadora é conselheira. ‘Nota A no Tesouro é incompatível com o aumento da pobreza’ Extrema pobreza quase triplicou no ES em dez anos. Padrão econômico e programas sociais não conseguem erradicá-la https://www.seculodiario.com.br/economia/nota-a-no-tesouro-e-incompativel-com-o-aumento-da-pobreza-afirmam-economistas Padrão de exportações do ES mantém prosperidade à margem da sociedade Economistas sugerem mais diversidade e complexidade. Indústria extrativa corresponde à metade do valor exportado https://www.seculodiario.com.br/economia/padrao-de-exportacoes-do-es-mantem-prosperidade-economica-a-margem-da-sociedade ES mantém disparidades entre orçamento de isenção fiscal e transferência de renda Verba para população em extrema pobreza em 2021, que cresceu, equivale a 22,7% da isenção concedida à Suzano https://www.seculodiario.com.br/direitos/es-mantem-disparidades-entre-orcamento-de-isencao-fiscal-e-transferencia-de-renda Incentivos fiscais resultam de fato em melhores indicadores socioambientais? Possível nova fábrica da Suzano em Aracruz reacende a pergunta. Cada emprego direto/indireto custará R$ 3 milhões https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/incentivos-fiscais-resultam-de-fato-em-melhores-indicadores-socioambientais

17/04/2023 / 0 Comments
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