Skip to content

Século Diário

Portal de Notícias

ramalho_duboc_vitordeangelo_sesp.jpg

Nenhum ataque até hoje teve divulgação maciça prévia, alerta Ramalho

Sem categoria

Secretário de Segurança garante que inteligências das polícias estão investigando e irão prender envolvidos em ameaças a escolas Sesp “O histórico de quem fez e vem fazendo esses ataques nos últimos meses e anos no Brasil e fora do Brasil, mostra que ele não manda notícia dizendo que vai dar o ataque. Ele vai conjecturar o crime com algumas pessoas que estão ao seu redor, que poderão vazar a informação. Agora, nenhum desses ataques já vivenciados dentro ou fora do Brasil teve essa maciça divulgação, como nós tivemos desde a noite de ontem”. A declaração é do Coronel Alexandre Ramalho, secretário de Estado de Segurança Pública e Defesa Social, em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (10), ao lado dos secretários de Educação, Vitor de Angelo, e de Economia e Planejamento e coordenador do Programa Estado Presente, Álvaro Duboc. O objetivo foi prestar esclarecimentos sobre as inúmeras denúncias e postagens em redes sociais a respeito de atentados e massacres em escolas do Espírito Santo, que iriam acontecer até o dia 20. “Nós queremos tranquilizar a sociedade capixaba, no sentido que as inteligências não apontam para nada concreto até agora. Ao mesmo, nós não estamos de braços cruzados. A inteligência vai identificar essas pessoas e nós vamos prender essas pessoas. E no dia 27, faremos uma entrega inédita no país, que é o plano estadual de enfrentamento à violência escolar, o Plano Estadual de Segurança Escolar“. O plano, explicou, é elaborado no âmbito do Comitê Integrado de Segurança Escolar, criado em janeiro e formado por 16 grupos temáticos, incluindo Saúde e Educação. O gestor da Sesp afirmou que o caso é novo e não está publicado na literatura policial, não havendo qualquer protocolo sobre atuação preventiva ou repressiva. Umas das propostas do plano é a criação de um canal exclusivo de denúncias sobre ameaças a escolas dentro do Disque Denúncia 181. “Nessa noite e madrugada ‘choveu’ denúncia, o que dificulta nosso trabalho. A denúncia tem que vir no seguinte sentido: um colega que viu um croqui, um professor que ouviu um relato”, orientou, alertando para a necessidade das pessoas filtrarem informações que recebem nas redes sociais, não repassarem em grupos e denunciar nos canais oficiais informações mais concretas. “Denunciar imediatamente aos meios adequados, secretarias de Segurança Pública, de Educação, 181 em caso de ameaça e 190 se for uma situação de emergência”. O secretário afirmou que estão reunidas nas investigações sobre as denúncias as inteligências das Polícias Federal, Militar e Civil, da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), da Subsecretaria de Inteligência da Segurança Pública e do Corpo de Bombeiros. O trabalho está focado em identificar o IP de quem começa a divulgar as mensagens. “Nós vamos ao encalço desses indivíduos por intermédio da apuração, da investigação, para que a gente possa responsabilizá-los”. Sobre as falsas ameaças, ele destacou alguns aspectos esdrúxulos, como o fato de que uma das escolas citadas como alvo de ataque já foi até demolida pela Sedu. Ou o fato de que algumas fotos utilizadas nas postagens se repetem em outros estados do país. “Em conversa com secretários estaduais de Segurança Pública e de Educação, as mesmas mensagens, inclusive com algumas fotos semelhantes, estão circulando em todo o pais, o que nos leva a crer que é uma falsidade”. Sobre as causas que levam pessoas a cometerem ataques, o secretário de Educação, Vitor de Angelo, argumentou que “a violência escolar é um fenômeno multicausal e o componente escolar é apenas um deles”. Por isso, “é muito simplificador dizer que por causa de um bullying alguém pega uma arma e mata os colegas ou professores. É apenas um componente de uma série de coisa que, por diversas frentes, saúde, segurança, cultura, família e educação, compõe esse fenômeno mais complexo que é a segurança escolar. A escola tem uma contribuição muito estratégica para dar, mas não sozinha. Então quanto mais nós reduzirmos tudo isso à escola, mais distante nós estaremos de achar uma solução para o problema”. O gestor da Sedu também enfatizou a necessária participação das famílias. “Como pais, devemos estar atentos ao que os nossos filhos estão fazendo. Esse papel a polícia nunca vai cumprir. Nós, governo, jamais estaremos na casa, no quarto, na televisão, no telefone de cada um. É preciso que os pais sejam pais, acompanhem seus filhos, monitorem o que estão fazendo”, orientou. “Esse sim é um papel fundamental da família”, sublinhou, reforçando a recomendação de não disseminar boatos pelas redes sociais e levar as denúncias aos órgãos responsáveis por investigar e responsabilizar os culpados, tampouco de ceder ao caos que os boateiros querem instalar, retirando os filhos da escola. “É perfeitamente compreensível a preocupação das famílias, mas é preciso dizer que ao menor sinal de alguma ameaça e na dúvida se é verdade ou não, não disseminar. Nos grupos de pais de estudantes, a gente só ajuda a disseminar boatos. Porque os pais pouco podem fazer, é ficar com os filhos em casa. Que é compreensível, mas do ponto de vista da educação, é lamentável”, argumentou. “Até quando a gente está preocupado, precisa ter uma racionalidade, porque não ajuda disseminar uma preocupação nossa em redes sociais. A gente ajuda ligando para o 181 se for uma denúncia ou para o 190 se for uma emergência já em curso”. Sobre o Plano a ser lançado no dia 27, os secretários Vitor de Angelo e Ramalho adiantaram que não será proposto a disponibilização de uma viatura em cada escola. “Nem segurança armada, nem detector de metais na entrada das escolas. Não é isso que vai trazer a efetividade da segurança dos nossos jovens. Estamos falando de jovens que estão sofrendo uma perturbação mental qualquer, que nós temos que descobrir qual é esse gatilho”, defendeu Ramalho. “Não é esse o caminho. Eu sou pai, minha filha foi para a escola hoje. Com que certeza? Com a certeza de que estatisticamente é mais provável que outra coisa aconteça do que um ataque a escola. Então, é um fenômeno que gera muita comoção, que exige de nós muita atenção, muito cuidado, um olhar da inteligência da

10/04/2023 / 0 Comments
read more
renato_casagrande_8_heliofilho_secom.jpg

Casagrande vai lançar Plano de Segurança Escolar no próximo dia 27

Sem categoria

Mensagens de ameaças nesta segunda são falsas e autores estão sendo investigados com rigor, afirma governador Hélio Filho/Secom O governador Renato Casagrande (PSB) anunciou o lançamento de um Plano de Segurança Escolar para o próximo dia 27 de abril. O objetivo, afirmou, é “ampliar a segurança no ambiente educacional”. O anúncio foi feito na manhã desta segunda-feira (10), em meio a mais um dia de múltiplas mensagens sobre ameaças e ataques a escolas, todos, afirma, falsos, segundo apurações já realizadas. “Nossas equipes de inteligência estão apurando com rigor informações falsas e seus autores sobre ameaças de ataques a escolas”, disse, orientando a população a “não compartilhar mensagens sem verificação” e realizar denúncias pelo telefone 180. As mensagens que se multiplicaram nas redes davam conta de que massacres seriam realizados entre os dias 10 e 20 de abril, em diversas escolas. Tudo, porém, resultado de grupos que querem instalar o caos. “Qualquer tentativa de aterrorizar nosso sistema escolar será combatida”, ratificou o governador. O tema já havia sido abordado na última quarta-feira (5), pelo comandante da Companhia Especializada de Polícia Escolar (Cepe), Capitão Eliandro Claudino de Jesus, que mencionou a preparação de cursos de formação a serem ministrados ainda este mês para diretores de escolas e, em seguida, professores e alunos, além de capacitações de policiais militares e um seminário nacional sobre o assunto no segundo semestre. Sobre o pedido de inserção de representantes da sociedade civil nos debates de governo e elaboração de políticas públicas em andamento, o comandante da Cepe entende que é bem-vindo e pode ocorrer no âmbito do Comitê Integrado de Segurança Escolar criado no mês passado, sob coordenação da Segurança de Estado de Segurança Pública e Defesa Civil (Sesp). “O comitê está em fase de estruturação, foram feitas três ou quatro reuniões, e está sendo avaliado que projetos podem entrar num planejamento macro. Não há complicador para a presença da sociedade civil nele, isso pode acontecer em alguns momentos, convidada a conhecer os programas e também ajudar a pensar essas ações”, comentou. Diálogo intersetorial As diversas tentativas de fomentar o pânico nesta segunda-feira também foram abordadas pela deputada Camila Valadão (Psol). Ao gravar um vídeo a partir da Universidade Federal do Estado (Ufes), onde estudantes relataram um ameaça com faca dentro do banheiro de um prédio do curso de Direito, feito por uma mulher mascarada contra uma aluna, ela afirmou ter se tratado de um caso específico e não uma tentativa de massacre generalizado, e mencionou as muitas mensagens sobre massacres em escolas de educação básica do Estado e, a exemplo do governador, pediu para que as pessoas não compartilhassem informações que não fossem oficiais, para não aumentar o medo das famílias. Criticada por supostamente ter minimizado o fato dentro do campus universitário e o sentimento de desespero das famílias de alunos das demais escolas, a parlamentar publicou uma segunda mensagem afirmando a necessidade de debater segurança na universidade federal e em todas escolas, e que esse debate precisa acontecer de “forma intersetorial, abrangendo várias áreas do conhecimento”. “A gente vem cobrando do governo do Estado o monitoramento dos fóruns, de grupos, chats extremistas que vêm provocando esse verdadeiro caos no nosso país. Que a gente possa avançar num debate de segurança que pense uma cultura de paz nas nossas escolas e não uma cultura de medo e de guerra, como a gente tem enfrentado. Que a gente possa fazer esse debate nas diferentes esferas, acolhendo obviamente todas as dores e sofrimentos que todo esse processo tem provocado em todos nós”. Mulher mascarada é autora da ameaça a aluna da Ufes, apontam estudantes Centro Acadêmico de Direito pede revisão do sistema de segurança. PM foi ao local e aulas foram mantidas https://www.seculodiario.com.br/seguranca/mulher-mascarada-e-autora-da-ameaca-a-aluna-da-ufes-apontam-estudantes Estado vai treinar diretores, professores e alunos em segurança nas escolas Famílias também precisam se aproximar mais dos filhos, orienta Capitão Eliandro, comandante da Polícia Escolar https://www.seculodiario.com.br/seguranca/estado-vai-treinar-diretores-professores-e-alunos-em-seguranca-nas-escolas

10/04/2023 / 0 Comments
read more
ataque_predio_direito_ufes_redes_sociais.jpeg

Mulher mascarada é autora da ameaça a aluna da Ufes, apontam estudantes

Sem categoria

Centro Acadêmico de Direito pede revisão do sistema de segurança. PM foi ao local e aulas foram mantidas Redes Sociais Uma mulher mascarada, ainda não identificada, foi a autora da ameaça a faca contra uma estudante ocorrido na manhã desta segunda-feira (10) dentro do banheiro de um prédio do curso de Direito do campus de Goiabeiras da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). Esta é a segunda versão que circula entre os gestores da universidade e que, segundo os próprios estudantes, é a verdadeira. Diante da gravidade do ocorrido, o Centro Acadêmico de Direito Roberto Lyra Filho publicou uma nota, exigindo “uma rápida investigação por parte da Administração Central da Ufes, que envolva o efetivo de segurança interno e as polícias civil e militar”. A nota também pede que seja feita uma revisão do sistema de segurança universitário, de forma colaborativa, envolvendo toda a comunidade acadêmica e que contemple “treinamento e estratégias individuais e coletivas de autoproteção”. Os estudantes de Direito orientam ainda que as pessoas “evitem frequentar a Ufes hoje e compartilhar fotos, vídeos ou prints sobre o caso, pois isso não serve como conhecimento da situação, mas tão somente gera pânico, ansiedade e pode, infelizmente, instigar outras ações e com resultados piores”. E ratificam que o ocorrido “não se trata de um caso de violência doméstica ou familiar, nem há conexão entre as vítimas e a pessoa violadora”, contestando, portanto, a primeira versão do fato, de que o caso teria relação com o ex-namorado da estudante ameaçada com a faca. Segundo relato dos colegas da estudante, a mulher mascarada estava dentro do banheiro agindo de forma estranha, como se estivesse passando mal, perguntando onde ela estava, que prédio era aquele. A aluna da Ufes então avisou aos colegas o que estava acontecendo. Enquanto uma outra estudante descia também ao banheiro para ajudar, a primeira foi rendida pela mulher mascarada, que levou a faca até seu pescoço e disse que seu namorado iria invadir a universidade com uma arma e disparar contra ela. Quando a segunda aluna chegou ao banheiro, a primeira conseguiu se desvencilhar da agressora e as duas saíram e correram de volta para a sala de aula, contando o ocorrido. Foi quando o caos se instalou, com os estudantes se jogando no chão ou tentando sair do prédio, havendo então o chamado da polícia, que rapidamente se deslocou para o campus de Goiabeiras. Ainda segundo os estudantes, a mulher agredida registrou queixa na delegacia e imagens das câmeras de segurança da universidade teriam gravado o momento em que a mascarada entrou no banheiro. A própria aluna agredida, após retornar da delegacia, teria comunicado aos colegas que estava bem, descansando com a família e que estava confiante de que as investigações policiais iriam identificar a autora e resultar na devida responsabilização da mesma. Notas Às 10h19, a Universidade publicou uma “Nota sobre suspeita de ameaça a estudante no campus de Goiabeiras”, afirmando tratar-se de “um incidente isolado, não havendo relação com a Universidade ou com sua comunidade”, e que “a estudante foi protegida e encaminhada para cuidados imediatos”. Disse ainda que “o suposto agressor não foi localizado e a Diretoria de Segurança e Logística da Universidade continua apurando a situação” e que “as atividades no campus de Goiabeiras estão mantidas”. A nota, portanto, referia-se ainda à primeira versão do ocorrido, cujo autor teria sido um homem, ex-namorado da vítima.  Às 14h, em uma segunda nota, a Administração Central da Ufes informou que “mobilizou os seguranças que atuam na universidade e a Polícia Militar, que imediatamente compareceram ao local. Também formalizou denúncia à Policia Civil do Espírito Santo e está contribuindo para a elucidação do caso. Todas as imagens captadas pelo sistema de videomonitoramento foram encaminhadas à Polícia Civil, que é órgão responsável pela investigação”. A Ufes manifestou “preocupação com o ocorrido e reforça que está atenta para manter a segurança da comunidade acadêmica por meio do monitoramento dos espaços e da integração da segurança da Universidade com a Polícia Militar. Também manifesta solidariedade aos estudantes, professores diretamente afetados e familiares, e reafirma seu compromisso de mobilizar todos os esforços para que situações como esta não se repitam na Ufes ou em qualquer instituição educacional. As atividades no campus de Goiabeiras estão mantidas”. Direitos humanos A professora do Departamento de Direito, presidente da Comissão Permanente de Direitos Humanos (CPDH-Ufes) e vice-presidente da Associação Nacional de Direitos Humanos, Pesquisa e Pós-Graduação (ANDHEP), Brunela Vincenzi, presenciou o tumulto, que se deu por volta de 8h10. A ação da Polícia Militar, conta, envolveu cerca de oito viaturas. “Quando todos já estavam do lado de fora, a polícia foi revistar o prédio e não encontrou ninguém ferido. A estudante conseguiu se acalmar um pouco, estava em estado de choque, e foi para casa”. Diante das duas versões, ela afirma que continua acompanhando a apuração dos fatos e a tomada de providências em relação à segurança no campus e acolhimento da vítima e alerta para a necessidade de um trabalho para proteger as mulheres vítimas de violência doméstica que integram a comunidade universitária. “A universidade precisa estar preparada. A Ouvidoria da Mulher não está funcionando mais. Também é necessário um lugar com apoio psicológico para as vítimas, com possiblidade de acolhimento em sigilo, onde elas possam ser ouvidas sem a presença de outras pessoas, porque são sempre situações muito delicadas. Temos muitos casos de estudantes agredidas por homens também de dentro da universidade”. A acadêmica ressalta que é fundamental que a universidade não minimize o sofrimento da vítima. Casos de violência ocorrem frequentemente na Ufes e outas universidades do país e, na falta do devido acolhimento e punição dos agressores, provocam a revitimização das agredidas, processo já identificado como comum no Poder Judiciário e em outras esferas da sociedade. No âmbito acadêmico, inclusive, dois eventos nacionais já foram realizados desde agosto de 2022 e uma proposta de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) está em elaboração por especialistas de vários estados, para orientar todas as universidades sobre a forma correta de lidar com o recorrente problema. Ufes organiza simpósio nacional contra racismo e violência nas universidades Coordenadora do Fordan/Ufes,

10/04/2023 / 0 Comments
read more
marcha_primeiro-_demaio_CreditosSergioCardoso_sindibancarios.jpg

‘Queremos um Estado com mais justiça e menos desemprego, morte e pobreza’

Sem categoria

Marcha vai denunciar ausência de políticas públicas, crime da Samarco e atentado a escolas Com o tema “Quando houver justiça, não haverá fome”, a tradicional Marcha pela Vida e Cidadania, realizada pela Pastoral Operária da Arquidiocese de Vitória com apoio de dezenas de outras entidades da sociedade civil organizada, chega à sua 24ª edição no próximo 1º de maio, Dia do Trabalhador. O ato vai levar para as ruas a realidade do povo capixaba e reivindicar políticas públicas. “Queremos um Espírito Santo com mais justiça e menos desemprego, morte e pobreza”, ressalta a agente da Pastoral Operária, Kátia Mariano. A concentração será às 8h, na comunidade católica Nossa Senhora das Graças, em Cangaíba, Cariacica. Os manifestantes passarão pelo bairro Santo Antônio e finalizarão a Marcha na comunidade São Pedro, matriz da Paróquia Cristo Rei, em Campo Verde, no mesmo município. O tema deste ano dialoga com o da Campanha da Fraternidade, que é “Fraternidade e Fome”. “Fazer justiça é dar para todos as mesmas condições não somente de alimentação, mas também de moradia, mobilidade urbana e tantos outros direitos”, afirma Kátia. Alguns dos casos recentes ocorridos no Espírito Santo, afirma, mostram o quanto o Estado precisa avançar no que diz respeito à justiça. Um deles é relacionado às pessoas em situação de rua. Kátia destaca a sanção da Lei nº 6.803, por parte do prefeito de Vila Velha, Arnaldinho Borgo (Podemos), que proíbe a circulação dos carrinhos movidos por propulsão humana utilizados na coleta de resíduos em determinados espaços da cidade, havendo penalidades em caso de descumprimento, como multa e apreensão do carrinho. Ela também pontua a necessidade de reparação para as vítimas do rompimento da Barragem de Fundão, em Mariana, Minas Gerais, crime cometido em novembro de 2015 pelas mineradoras Vale, Samarco e BHP Billinton. Kátia aponta que a Marcha irá fazer memória do crime ambiental e reivindicar a reparação dos danos sociais, ambientais e econômicos causados. Quem também serão lembradas são as vítimas dos atentados em duas escolas de Aracruz, norte do Estado, em novembro passado. Elas serão homenageadas, além de se exigir que o governo Renato Casagrande (PSB) dê assistência a toda a comunidade escolar. A Marcha será dividida em quatro blocos: direitos trabalhistas, direitos humanos, direitos sociais e meio ambiente. No primeiro, estarão a Pastoral Operária, centrais e sindicatos que representam diversas categorias. No segundo, entidades como o Movimento Negro, Fórum Igrejas e Sociedade em Ação e a Campanha Paz e Pão, da Arquidiocese de Vitória. Entre as organizações que estarão no bloco de direitos sociais, estão o Fórum de Mulheres, coletivo Educação Pela Base, as demais pastorais sociais e entidades sindicais que representam categorias da área da saúde, como o Sindicato dos Enfermeiros do Espírito Santo (Sindienfermeiros). Por fim, no bloco de meio ambiente, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e Movimento dos Atingidos por Barragem (MAB).

10/04/2023 / 0 Comments
read more
foragagno_camara_redesociais.png

Avança mobilização para efetivar denúncias e políticas culturais no Estado

Sem categoria

Grito da Cultura, que fiscaliza gestão de Vitória, convoca caravana para debater ações e criar núcleos locais A mobilização para fomentar denúncias e garantir políticas públicas na área cultural em todo o Estado realiza sua primeira caravana no próximo final de semana (15 e 16), em Guarapari. A convocação é do movimento Grito da Cultura, atuante na fiscalização da área em Vitória, que iniciou a ampliação de suas ações para realizar debates e criar núcleos regionais. O encontro vai reunir agentes culturais, trabalhadores da área e entidades, para tratar das questões específicas de Guarapari, com reivindicações e apresentação de propostas, abrangendo ainda especificidades de outras cidades, como Vila Velha e Viana, também na região metropolitana; Anchieta e Piúma, no sul; e Alfredo Chaves e Marechal Floriano, na região serrana. Os núcleos formados em cada etapa vão compor uma comissão estadual do Grito da Cultura, para concentrar uma pauta ampla, cobrando medidas do poder público. O movimento aponta os encontros como essenciais, já que a realidade que o setor enfrenta é similar, mas possui singularidades locais. Entre os problemas já elencados, está a fusão das Secretarias de Cultura com outras áreas, o que impede a devida autonomia para decisões sobre orçamento e políticas públicas. A programação, que será realizada na Casa Sinestésica, de 9h às 20h, terá ainda apresentações culturais e debates sobre precarização do trabalho e violação de direitos. Outras prioridades se referem às denúncias de desmontes e retrocessos das políticas públicas e formação política, compreendendo o protagonismo das artes e da cultura na sociedade. A ampliação dos trabalhos atende a demandas do próprio setor, feitas ao Grito da Cultura após o início da atuação do grupo, em março de 2022. O primeiro passo nesse sentido foi um encontro virtual com artistas capixabas, tentando englobar todos os 78 municípios capixabas. Também foi enviada uma carta às prefeituras, cobrando a realização da Conferência Municipal de Cultura e adesão ao Programa Fundo a Fundo do Governo do Estado e às leis Paulo Gustavo e Aldir Blanc 2. Até agora, somente sete municípios acusaram o recebimento do documento, sendo que apenas Colatina, do prefeito Guerino Balestrassi (PSC), firmou compromisso com as pautas – os outros foram Alfredo Chaves, Muqui, Governador Lindemberg, Marilândia, Domingos Martins e Ponto Belo. Denúncias A criação do Grito da Cultura se consolidou com ato na Prefeitura de Vitória, para denunciar o desmonte e descaso com as políticas do setor na gestão de Lorenzo Pazolini (Republicanos) e do secretário Luciano Gagno. No mesmo mês, os mobilizadores protocolaram uma carta com sete reivindicações urgentes para a cultura de Vitória, como a Lei Rubem Braga, o não fechamento de equipamentos de atendimento à juventude, e investimentos no setor. Um novo ato foi realizado logo depois, quando artistas cobraram o cumprimento das reivindicações protocoladas, bem como uma reunião com Pazolini. Desde então, o Grito da Cultura tem atuado contra os retrocessos na área, com ações nas ruas, nas redes sociais e na Justiça, assim como nas eleições de 2022, quando se mobilizou para evitar a eleição ao governo do bolsonarista Carlos Manato (PL). Como resultado dessa atuação, no último dia 23 de março, denúncia feita pela Grito gerou uma ação movida por Luciano Gagno, de indenização por danos morais contra a produtora cultural e integrante do movimento, Karlili Trindade, e o vereador de Vitória André Moreira (Psol). Gagno requer a condenação de Karlili ao pagamento de R$ 30 mil pela postagem de informações sobre denúncias no Ministério Público do Espírito Santo (MPES) a respeito de suposto recebimento de propina e, no caso de André, de R$ 10 mil, pelo compartilhamento da publicação em suas redes. Na semana passada, André Moreira levou as mesmas denúncias ao Tribunal de Contas do Espírito Santo (TCES), para representar contra Gagno. As motivações, conforme consta no documento, são “indícios de irregularidades nas contratações realizadas pela Secretaria Municipal de Cultura de Vitória”. O vereador solicita que sejam suspensas cautelarmente as contratações, “ao menos provisoriamente, das empresas mencionadas nas apurações do Ministério Público do Estado do Espírito Santo, bem como para que o Município passe a utilizar forma de contratação de artistas mais democrática, transparente e aliada com os interesses públicos, a exemplo do Edital de Chamamento atualmente vigente”. Programação Sábado 9h – Café com acolhida10h – Escuta: fala dos trabalhadores/agentes cultura de Guarapari12h – Intervalo para almoço14h – Diálogos sobre políticas públicas para a cultura, precarização do trabalho na cultura e a cultural nas lutas antifascista, antirracista, feminista e LGBTQIA+17h – Programação cultural: Exposição Capoeira, camaradagem e vadiação do artista Leandro Camaleão; performances e intervenções; graffitti com artistas visuais de Guarapari; Batalha da PDM; House on Enkanta (Vogue); e DJ Agatha HillsGabriela e Wesley Voz e violão22h – Encerramento Domingo 9h – Café com acolhida10h – Intercâmbio entre as cidades – momento de trocas entre Guarapari e cidades vizinhas Vila Velha, Alfredo Chaves, Viana, Anchieta, Piúma e Marechal Floriano12h – Intervalo para almoço14h – Formação dos grupos de trabalho para o desenvolvimento da pauta16h – Programação cultural: Exposição Capoeira, camaradagem e vadiação do artista Leandro Camaleão Roda de Capoeira; UAC; Sarau Poético; Roda aberta de samba – o público poderá participar com os seus instrumentos20h – Encerramento Informações: 27 99944-5466 | gritodaculturavix@gmail.com | @gritodaculturaes Secretário de Cultura de Vitória move ação contra ativista e vereador – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/justica/secretario-de-cultura-de-vitoria-move-acao-contra-ativista-e-vereador Grito da Cultura irá estender sua atuação para todo o Espírito Santo – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/cultura/grito-da-cultura-ira-estender-sua-atuacao-para-todo-o-estado

10/04/2023 / 0 Comments
read more

Reconhecimento

Sem categoria

Rádio, o maior injustiçado na história do desenvolvimento tecnológico Os principais meios de comunicação dos Estados Unidos, com base em estudo recente, descreveram ser o rádio o maior injustiçado na história do desenvolvimento tecnológico. Só que estão vendo a transição desta “velha mídia” como parte da revolução de novas mídias. Lá eles dizem que não se referem a dispositivos portáteis, tipo Ipods, mas sim aos modelos de rádios de alto preço, de uso doméstico (fixos e portáteis), que ainda continuam sendo artigos procurados apesar de estarmos em 2023. Cita especificamente a nova geração de rádios de mesa exibidos em exposições como a anual do International Consumer Electronics Show e outras como a NAB. Esses novos receptores, com preços razoáveis, apresentam poucos botões e funções reduzidas. Agora o esquema está voltado para utilização desta mídia em casa, ou seja, toda família voltando a ouvir rádio, e não somente a pessoa individual com fone de ouvidos. E isso se dá através do receptor. A emissora a ser sintonizada é outra história. Tem também outra geração de aparelhos de distribuição de áudio para toda a residência, por vias “sem fio”, além dos novos rádios de mesa com dispositivo sem fio como sendo a “cabeça-de-ponte” na guerra de sonorização das residências. O rádio é um meio de fácil compreensão das vantagens das “redes domésticas”. Aí está, portanto, a preocupação com a atualização tecnológica do veículo rádio no mundo atual. Querendo dizer, “o rádio de volta ao seu lugar de destaque”. PARABÓLICAS Sumido de tudo, das mídias sociais, dos toques de amizade, André Monjardim faz-se sentir ausente por seus amigos. Luís Claudio da Silva continua ativo com seu estúdio de gravação, inclusive fazendo trabalhos comerciais a nível nacional. Saul Josias, o menino Saul, comandando com vigor e talento toda a programação da Rádio ES, líder no segmento AM. Jota Oliveira faz falta com sua irreverência e seu modo despojado de lidar com os colegas. Que esteja em paz. ACESSEhttp://jrm50anos.blogspot.com.br/O rádio do ES na visão de JRM ACESSE: TRADUÇÃO JRM YOUTUBE Winnona – I want to know the love is – Tradução Livre Falada – José Roberto Mignone – YouTube MENSAGEM FINAL“O lado bom de se viver numa cidade pequena é que quando eu não sei o que estou fazendo, alguém sabe”. Anônimo

10/04/2023 / 0 Comments
read more

Viver Século XXI

Sem categoria

Resistência e resiliência! No desmoronamento estrutural do mundo que vivemos em suas dicotômicas pretensões evolucionistas, o questionamento radical, clássico, da compreensão/constituição de um propósito para a vida, é assunto inconveniente. Aparte quaisquer ideologias construtivistas do pensamento humano – seja Platão, com a destinação positiva do ser humano cultivador do bem: bom, belo e justo, até chegar aos existencialistas, com a filosofia do absurdo, naturalmente passando pelo cristianismo, humanismo e materialismo dialético – o ser humano segue a vida às escuras. Para este século, momento humano em que as realidades possíveis, construídas para nossa existência como em “Matrix” são diversas, às vezes contraditórias, mas se pretendem convincentes e estão ativas, qualquer análise de conjuntura à “evolução do pensamento humano” perde-se na falta de substância e sentido lógico. O humano comum, aquele que paga suas contas e busca a felicidade, não é mais que um joguete nas mãos dos influentes e poderosos, frente à construção e estabelecimento das verdades coerentes com o andamento das coisas, na Matrix que a esses poderosos, donos da banca do destino humano, atende. Para justificar a origem deste pensamento inevitável, mesmo que desagradável, quero transitar em assuntos que podem nos levar à desesperança, o que compreendo perigoso, mas ainda melhor que a ingenuidade inocente e servil. Vamos lá! Talvez a ferramenta mais confiável que tenhamos para o esclarecimento do mundo, dos propósitos da vida e da melhor forma de viver em sociedade, seja a Ciência. Desde às primordiais investigações filosóficas dos naturalistas, das investigações aristotélicas na era socrática, até o amadurecido do discurso do método cartesiano, é na ciência que se ancoram nossas verdades. Assistindo ao evento da carta assinada por Elon Musk e outros caciques das novas tecnologias, querendo que parem as pesquisas sobre AI, além de estranhar o fato de que exatamente os que sempre estiveram na vanguarda dessa pesquisa tomarem esta posição, me questiono: será que tem alguma coisa acontecendo? É possível parar? Ou já aconteceu? – Por ora, só tem vaga para “bagrinhos” na ignorância mesmo. Quem sabe com o tempo a verdade, despida de intensões, apareça. O problema proveniente da guerra, devido à invasão russa à Ucrânia, além do sofrimento dos povos diretamente envolvidos, atingiu todo o mundo, principalmente no abastecimento dos mercados de gás, cereais e fertilizantes. Contudo, vale refletir que o mundo nunca esteve sem guerras e que esta mesma comunidade internacional, hoje horrorizada com a invasão da Ucrânia, aceitou a invasão chinesa do Tibete, uma guerra de 20 anos no Vietnã, a invasão do Iraque e Afeganistão, e convive com naturalidade com a subjugação dos palestinos, da Faixa de Gaza, por Israel. Me parece que toda a sensibilização do mundo, frente ao sofrimento do povo ucraniano, não passa de uma atitude egoísta de defesa de interesses atingidos pelo conflito. Esta vulnerabilidade de propósitos e o casuísmo nas tomadas públicas de posição, que parecem passar à margem para o humano comum, pelo contrário, refletem no cotidiano da sociedade podendo ser observado com mais clareza na educação. A violência nas escolas, em moda nos últimos tempos, revela que a educação não é mais um processo natural de recebimento do conhecimento, mas sim um produto da conjuntura. O campo de batalhas da realidade, em suas mais variadas construções ideológicas, alimentado pela velocidade da comunicação, disponível a todos, influencia diretamente o processo de ensino-aprendizagem. A formação acadêmica básica das novas gerações, cada vez mais, não se dá na escola, estudantes não vão mais ali receber o mundo, pois já o têm nas telas. Por outro lado, educadoras e educadores são encurralados por patrulhamentos comportamentais, lhe exigindo cada vez mais a anulação de sua subjetividade, em nome de um tecnicismo pragmático e funcional, na construção dos autômatos sociais necessários à continuidade ao que podemos chamar caos social que vivemos. Que nos salvem da manipulação, seja a era de aquários ou até mesmo o apocalipse, porque no plano físico, está cada vez mais improvável que essa “salvação” chegue. Everaldo Barreto é professor de Filosofia

09/04/2023 / 1 Comment
read more

Pobre menino pobre

Sem categoria

Pergunto e Alexa não sabe a resposta Uma história simples, com personagens humildes vivendo vidas modestas varou os séculos e persiste até os dias de hoje: uma jovem mulher de família pobre traz à luz um menino…que cresceu e sem ter cometido crime algum, fazendo o bem e tentando deixar um exemplo de bondade e convivência pacífica entre os homens, foi condenado à morte infame e cruel. Mais um pobre menino pobre. * Sofreu morte dolorosa mas comum em seu tempo, mas que depois dele ganhou um significado grandioso. Os séculos correram, os tempos mudaram, e essa história humilde de abnegação e amor incondicional ainda se sustenta, apesar desses tempos de aridez espiritual e indiferença religiosa, egoísmo social e desprezo pelas crenças e tradições que moldaram nossa cultura. Nesse domingo de abril celebramos não a morte, mas a ressurreição do menino que nasceu em uma manjedoura, cresceu entre pobres e leprosos, e nos mostrou o caminho da luz. * Um profeta entre seu povo, mas diz o ditado, santo de casa não faz milagres. O menino distribuiu milagres à mão cheia, mas nenhum dos beneficiados levantou a voz para defendê-lo. Onde estavam os leprosos que ele curou, os cegos que voltaram a ver, os aleijados que puderam andar, os doentes que sararam? Que tipo de vida viveu o morto que ele ressuscitou? Onde se escondeu o centurião cujo filho ele salvou da morte? * O menino dessa história cresceu entre os párias. Tivesse ele nascido entre reis e vivido como um marajá, teria sido tão popular quanto esses que hoje chamamos de influenciadores? Pessoas que determinam o que usamos e sentimos. O menino de sandálias de couro não calçou tênis de marcas famosas revestidos de ouro, não viveu em palácios servidos por mil criados. Na cabeça uma coroa de espinhos, ao invés das coroas de pedras preciosas guardadas em cofres de alta segurança. Ao invés de andar em carro aberto cercado por seguranças, o menino cavalgou um burrico. * Foram muitas as lições que o menino nos ensinou, mas não aprendemos. Continuamos louvando os ídolos de pés de barro, os astros que brilham nas telas, os bajuladores, os mais ricos, os mais bonitos, os deuses que vociferam mais alto as profecias mais baixas. O menino disse: Deixai vir a mim as criancinhas, que delas será o reino dos céus. Mas as crianças crescem e esquecem que foram crianças. O caminho para o reino dos céus não está no nosso GPS. Pergunto e Alexa não sabe a resposta. * Nessa Páscoa, choramos pelas crianças assassinadas em Blumenau. Choramos as vidas que não viveram, o futuro que não tiveram. Choramos as verbas levadas na enxurrada da nossa persistente corrupção, deixando tantas crianças sem teto, sem escolas, sem leitos nos hospitais, sem alimentação suficiente, sem vida digna. Choramos por todas as crianças atingidas pela violência, pelas crianças que não foram preparadas para se tornarem cidadãos responsáveis. Choramos por todas as crianças sem direito à ressurreição.

09/04/2023 / 0 Comments
read more
gabriel_faria_onu_acervo_pessoal.jpg

Gabriel Alves de Faria: um capixaba na ONU

Sem categoria

No programa Pocando pelo Mundo, jurista de 35 anos conta sobre seu trabalho em diversos organismos internacionais O programa Pocando pelo Mundo entrevista Gabriel Alves de Faria, capixaba que trabalha no Alto Comissariado de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU).  Formado em Direito, ele conta sua trajetória desde a Universidade Federal do Estado (Ufes) até intercâmbios internacionais, trabalhos em organizações multilaterais, estudos de mestrado no exterior, participação em missões em outros países, elaboração de documentário na Ásia, e envolvimento com a questão LGBTQIA+.  Tudo isso ele fez tendo apenas 35 anos atualmente. Na entrevista, ele traz várias histórias vividas, conta sobre o funcionamento da ONU, sua relação com o Espírito Santo, e os próximos desafios em sua carreira.  * Link para o canal do projeto Not Only Voices, citado na entrevista: https://www.youtube.com/@notonlyvoices4111/videos. —- * Inscreva-se no canal do Século Diário no YouTube e ative o sininho para acompanhar as novidades. ** Se quiser ouvir este e outros programas em podcast, siga os canais do Século Diário no Spotify e Google Podcasts. 

09/04/2023 / 0 Comments
read more
escola_campo_ciencias_cariacica_3_redes_sociais.jpeg

Comunidades querem impedir fechamento de escola do campo e estação de Ciências

Sem categoria

Ececti Margareth Cruz Pereira não funciona desde janeiro. Prefeitura diz que estradas ruins são o motivo Redes Sociais Qual a melhor solução para resolver o problema da falta de acesso a uma escola devido à péssima condição das estradas? Para a Prefeitura de Cariacica, sob gestão do prefeito Euclério Sampaio (União), a decisão foi fechar a escola imediatamente e começar a procurar um terreno para construir outra em local mais acessível. Enquanto isso, alguns alunos seguem alojados provisoriamente numa antiga escola de educação infantil, estudando presencialmente semana sim, semana não, já que o pequeno prédio não suporta todo o público da escola fechada. Outros estão apenas recebendo material remoto em casa. O arranjado esdrúxulo acomete, desde janeiro, a Escola do Campo e Estação de Ciências em Tempo Integral (Ececti) Margareth Cruz Pereira, que atende, com o ensino fundamental I e II em tempo integral, às comunidades rurais de localidades como Taquaruçu, Trincheira e Encantado, acima do conhecido bairro de Roda d’Água, local do tradicional Carnaval de Congo, logo após a Semana Santa. “A nossa escola do campo está abandonada desde janeiro. Mandaram os funcionários e os professores embora, só ficou o vigia noturno”, relata o agricultor Oladir Luiz Lorenzon, pai de dois estudantes. “É uma escola muito boa. Fazia pesquisa científica e tudo”. Redes Sociais Ele conta que o filho mais velho caminha dois quilômetros ida e volta, até a casa de uma professora, onde pega carona para chegar até a escola de Boa Vista. O menor, de oito anos, recebe apostilas para estudar em casa, mas sem acompanhando dos educadores, está com o estudo atrasado e ainda não foi alfabetizado. “A maioria dos meninos de sete a nove anos está sem ler nem escrever e sem ir para a escola. Tem mães desistindo da nossa escola do campo e levando os filhos para Viana”, relata Oladir. A distância até o ponto do ônibus escolar com destino a São Paulo de Biririca, em Viana, conta, é menor que a do ponto que busca os estudantes para a escola de Boa Vista, em Cariacica. O agricultor conta que, no final do ano passado, um secretário da prefeitura identificado como Nilson esteve na comunidade e garantiu que a Ececti Margareth Cruz Pereira não iria fechar em 2023, até que uma nova escola fosse construída. O que gerou as discussões foi o agravamento da situação das estradas que servem às comunidades. Historicamente ruins, elas ficaram praticamente intransitáveis com as fortes chuvas do final do ano, tendo sido aberta até uma cratera em outubro, que destruiu metade da pista que dá acesso a Roda D’Água. “Em um trecho acima do ponto final, eles estão colocando PVS, só que não está funcionando, está muito ruim. Tinha um outro recurso, que seria entrar em Boa Vista e dar a volta, mas a prefeitura não aceitou”, comenta Oladir. O abandono da Ececti se soma a uma série de outros fechamentos arbitrários, decididos tanto em Cariacica quanto em Viana, sob gestão de Wanderson Bueno (Podemos), a despeito das súplicas das comunidades. “Na pandemia fecharam a escola de Viana mais perto da gente e mandaram para São Paulo de Biririca. Sertão Velho, perto dali, fechou também, mandaram os alunos para a nossa de Ciências, diziam que seria só até reformar, mas até hoje não voltou. E com a nossa fechada, imagina. Também fecharam a escola em Roda d’ Água que era para as crianças pequenas, isso antes da pandemia, com o outro prefeito [Juninho (Cidadania)]. Só sabem fechar escola”, lamenta, acrescentando que o filho caçula, de cinco anos, nunca estudou, porque faltam escolas de educação infantil que atendam sua comunidade. “A gente reconhece que o prefeito [Euclério Sampaio] está trabalhando muito em outras áreas, mas na educação aqui na roça, está deixando muito a desejar”, posiciona o agricultor. O secretário interino de Educação, Rogerio Santos Guimarães, prometeu se reunir com os moradores que estão nas áreas de mais difícil acesso para encontrar uma solução para a educação das crianças e adolescentes. “Precisa consertar a estrada e reabrir a escola”, pontua. Mãe de duas ex-alunas da Ececti e atual presidente da Associação de Moradores de Taquaruçu, Trincheira e Encantado (Amotte), Marcia Maria Souza conta que o posicionamento do agricultor Oladir é compartilhado por todos nas comunidades da região. “Ninguém daqui de cima está aceitando essa situação de fechar a escola”, afirma. “Uma escola boa, do campo, de tempo integral, com estação de ciências…Daí falam que vão comprar um terreno mais embaixo e fazer outra escola. Mas ninguém quer que feche essa, não”. Redes Sociais Sobre as estradas, também é consenso o sentimento de indignação. “Não temos alternativa, essa é a estrada principal, mas não sobe nem Kombi escolar, nem ônibus de linha. As pessoas têm que caminhar três a quatro quilômetros até chegar num local que dá para pegar ônibus. Pessoal desce às 3h30 da manhã para pegar o primeiro Transcol. O prefeito diz que ‘quem ama Cariacica, cuida’, mas ele só está cuidando da parte de baixo e não estão nem aí para os moradores daqui de Taquaruçu, Trincheira e Encantado. Aqui eles fazem o que querem, quando querem”. “Ninguém quer que feche a escola do campo aqui em cima. Queremos que consertem a estrada de Trincheira, que consertem a cratera que abriu no Caminhos do Campo, para o ônibus Transcol e a Kombi escolar subir. Isso é que vai resolver os nossos problemas aqui em cima. Em fevereiro foi dito que a estrada estaria pronto em maio. Já estamos em abril e nada foi feito ainda”. Redes Sociais O geógrafo e professor da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) Paulo Cesar Scarim afirma que o drama vivido pelas comunidades das áreas montanhosas de Cariacica se repete em outras comunidades rurais da Grande Vitória e do interior do Estado que abastecem com alimentos as mesas das áreas urbanas. “Destaco principalmente a produção das pequenas propriedades familiares, camponesas, quilombolas e indígenas. Boa parte desta produção vem diariamente para as cidades para abastecer a Ceasa, as feiras e os mercados grandes e pequenos, principalmente com alimentos in natura. Acontece que as

09/04/2023 / 0 Comments
read more

Paginação dos conteúdos

Anterior 1 … 607 608 609 … 4.870 Seguinte
Royal Elementor Kit Theme by WP Royal.