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Século Diário

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Um dia igual anteontem

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No país do futebol um pontapé funcionaria melhor Notícias importantes recheiam a coluna de hoje, não percam. Basta ter paciência e boa fé, mais desta do que daquela. Inusitadamente, estou visitando a boa terra de Coutinho, onde nasci e vivi a maior parte da minha vida. Como todos sabem, costumo aparecer apenas nos meses de junho/julho. Vindo mais cedo enfrento um calor também inusitado, e com um pouco de sorte volto ao rincão que hoje habito sem deparar com o Aedes. Haja repelente! * Quem diria, o mês de março virou passado e adentramos a segunda quarta parte do ano esperançosos de que tudo pode e vai melhorar. Precisamos de bons augúrios e os astros sorriem: tempo bom, céu azul, dias ensolarados e noites sem assaltos. Aumento nas ofertas de emprego e no número de casamentos. A humanidade continua crescendo, gente continua nascendo, gente boa continua morrendo, alguns famosos como Gal Costa e Van Gogh. Bem, esse há muito tempo. A taxa de juros, essa desmiolada, já não nos assusta. * Precisamos urgentemente de boas notícias – o petróleo duplicou no subsolo e a poluição sumiu do ar. Quem pode vai de avião, o assalariado vai a pé. Ou de bonde, que esses continuam fazendo a volta em torno do jardim da Praça Costa Pereira feito fantasmas bem treinados. “Veja ilustre passageiro, o belo tipo faceiro…” Nos dias de hoje, olhar para o belo tipo faceiro no banco ao seu lado é considerado assédio, e pode dar cadeia. Elogio, só a nível profissional e mantendo distância. Se possível, use máscara. * Precisamos urgentemente de bons resultados, tabelas progressivas, avanços e solavancos. As perspectivas precisam se transformar em fatos consumados sem mais delongas. Estamos preparados para adentrar o seleto clube do primeiríssimo mundo: só falta um empurrãozinho. No país do futebol um pontapé funcionaria melhor. No futebol todos os times serão vencedores. Antiga musiquinha cantava: Nada será como antes, amanhã. * Confúcio contou: A vida é uma sucessão de círculos concêntricos, repetindo-se continuamente. Um atrás do outro, ampliando-se e empurrando-se rumo ao futuro. Basta uma pedrinha jogada na água, como basta uma sementinha para criar a mangueira. Foi Clarice Lispector quem disse: É pecado não ter esperança. Não por acaso, acabamos de passar pelo primeiro de abril. Apertem os cintos e boa viagem!

02/04/2023 / 0 Comments
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Os caminhos da Rede Sustentabilidade após saída de Audifax

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Laís Garcia e Macaciel Breda, porta-vozes do partido no Estado, falam dos desafios colocados para as próximas eleições Laís Garcia e Macaciel Breda, porta-vozes da Rede Sustentabilidade no Espírito Santo, são os convidados do Política ES, programa para quem quer entender os rumos da política capixaba.  Eles falam da saída de Audifax Barcelos, até então principal liderança da sigla, após derrota nas eleições para o governo do Estado; dos princípios do partido; da federação formada com o Psol; e dos objetivos e prioridades da Rede para as eleições municipais de 2024. —- * Inscreva-se no canal do Século Diário no YouTube e ative o sininho para acompanhar as novidades. ** Se quiser ouvir este e outros programas em podcast, siga os canais do Século Diário no Spotify e Google Podcasts. 

02/04/2023 / 0 Comments
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‘Podemos gerar milhares de empregos com investimento em extensão rural’

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Edegar Formentini explica que falta de políticas públicas dessa natureza ainda provocam êxodo rural no ES Leonardo Sá A retomada de programas sociais para o campo, pelo governo federal, só atingirá todo o seu potencial de fortalecimento da agricultura familiar – e consequentemente da segurança alimentar no campo e na cidade e das economias dos pequenos municípios, essencialmente agrícolas – se for acompanhada de investimentos robustos em extensão rural em âmbito estadual. O alerta vem do engenheiro agrônomo Edegar Formentini, servidor aposentado do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) e diretor suplente da Associação dos Servidores da autarquia, a Assin. “A Extensão Rural tem um papel chave para que esses programas sejam universalizados e atinjam os agricultores que mais necessitam. O Governo Federal usa a contratação de empresas para complementar esse serviço, porém o carro chefe tem sido as instituições estaduais de Assistência Técnica e Extensão Rural. No Espírito Santo, a elaboração da maioria dos projetos de comercialização tem sido coordenada pelos técnicos do Incaper”. Entre os programas federais, Edegar cita o Pronaf (crédito agrícola com subsídios; o PAA (compra direta dos agricultores familiares para fornecimento de alimentos às populações carentes e órgãos governamentais; e PNAE (compra direta dos agricultores familiares para abastecimento da alimentação escolar); além de habitação rural (construção de casas de moradia para os agricultores familiares com recursos a fundo perdido); e programas de aquisição de terra com financiamentos subsidiados entre outras políticas. Ações, ressalta, que foram “criminosamente, desestruturados pelos governos Temer e Bolsonaro e agora são retomadas pelo governo de Lula [PT]”. No Espírito Santo, o diretor da Assin alerta para uma tendência que pode inviabilizar a plenitude de resultados dessas políticas federais. “Temos uma grande preocupação, que o Incaper, nesse início do segundo governo Casagrande [PSB], está concentrando o planejamento de suas ações em Assistência Técnica. Pelo menos é o que se percebe na equipe formada para elaborar esse planejamento: grandes especialistas em Assistência Técnica e quase ninguém especialista em Extensão Rural. Outra preocupação é como serão treinados os novos servidores que irão ser contratados a partir do concurso público realizado. Serão treinados só em Assistência Técnica?” Assistência Técnica e Extensão Rural, muitas vezes unidas pela sigla Ater, são ações complementares, ressalta o experiente agrônomo capixaba. “É preciso deixar muito claro que em qualquer serviço de ATER que se preze, a Extensão Rural precede a Assistência Técnica”, afirma, explicando que a primeira “faz a articulação entre as instituições públicas, privadas e dos agricultores familiares que atuam na área; apoio à organização dos agricultores; utilização de metodologias participativas; diagnósticos participativos das comunidades e dos municípios e das organizações dos agricultores; etc.”, enquanto a segunda é dedicada a “ensinar o que plantar e como plantar e onde comercializar”. Assim, a preocupação com investimento em Extensão Rural se justifica pela necessidade de não abandonar os agricultores mais vulneráveis economicamente, principalmente em municípios onde não há tradição de apoio robusto das gestões municipais, como na região serrana, ou do norte do Estado, onde os movimentos sociais conseguem articular apoios e ações colaborativas que preenchem parte da lacuna deixada pelo poder público estadual e municipal. “Tem muita diferença entre as regiões. Em Santa Maria de Jetibá, Santa Teresa e Venda Nova, o agricultor chegou num nível que ele quer e consegue ficar na roça, produzindo, com estrutura. Em outros municípios, se não tiver esse apoio, ele não vai. A agricultura orgânica de Santa Maria de Jetibá só aconteceu porque teve apoio muito grande do poder público municipal e estadual. Nos municípios do sul, se não tiver apoio, o agricultor é obrigado a ir embora”, compara. E assim, esquecidos e empobrecidos, esses agricultores são forçados ao êxodo rural e aprofundar seu empobrecimento nas periferias das cidades. “Eles vendem propriedades para fazendeiros e vão trabalhar fora da agricultura. No sul do estado, são absorvidos no mármore e granito”, expõe. Apenas em Atílio Vivacqua, exemplifica, investimentos em extensão rural “poderiam gerar dois mil empregos em agricultura familiar”. Imagine uma política pública em âmbito estadual, quanta prosperidade no campo e na cidade poderia gerar! “Nenhum agricultor é obrigado a ficar na roça, mas se der condições ele fica. Precisa desse apoio governamental, com programas que já existem”, reforça. “A Agricultura Familiar tem papeis econômico e social indispensáveis para a sociedade rural e urbana brasileira. Fornece mais de 70% dos alimentos que chegam à mesa de cada cidadão desse país; emprega o maior número de trabalhadores no campo (67%), com uma expressiva participação no PIB nacional (9%)”, argumenta. A observação da atual movimentação dentro da Seag e do Incaper, no entanto, acompanham uma tendência antiga, pontua Edegar. “O principal programa de apoio da Secretaria da Agricultura do Espírito Santo (Seag), o Fundo Social de Apoio à Agricultura Familiar (Funsaf), atingiu nos últimos cinco anos menos de cinco mil dos aproximadamente 80 mil agricultores familiares do Estado. É preciso que se tenha em mente que quanto menos esclarecido e mais empobrecido que é o agricultor, mais ele precisa da Extensão Rural e menos da Assistência Técnica”. A Extensão, reforça, é fundamental para esse público mais vulnerável, fazendo a articulação com a prefeitura, ajudando a criar uma estrutura organizacional, como cooperativa ou associação, informando sobre as políticas públicas existentes. “O processo de trabalho tem que ser participativo, debatido com a sua comunidade, não é individual. Tem que entender os meandros daquela comunidade, as expectativas e necessidades. A agricultura depende muito de uma boa organização, principalmente para a comercialização. Aí sim, feito todo esse trabalho, a comunidade ou associação ou cooperativa tendo decidido os caminhos que vai tomar, aí entra a assistência técnica para plantar. As duas coisas são necessárias, mas cada um na sua hora e com o seu público”, ensina. ‘Estamos alimentando a nação e o governador não vê isso’ – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/estamos-alimentando-a-nacao-e-o-governador-nao-ve-isso Agricultura familiar é taxada de inviável em 80%, afirma secretário estadual – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/agricultura-familiar-e-taxada-de-inviavel-em-80-afirma-secretario-estadual

02/04/2023 / 0 Comments
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Peritos reivindicam comissão paritária para elaborar estatuto e lei orgânica

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Pedido é feito após Seger dizer que irá elaborar as peças e depois encaminhá-las para apreciação da categoria O Sindicato dos Peritos Oficiais do Espírito Santo (Sindiperitos) oficiou a Secretaria de Estado de Gestão e Recursos Humanos (Seger) com o intuito de reivindicar que seja criada uma comissão paritária, formada por representantes da entidade e do poder público, para elaboração da lei orgânica e do estatuto da Polícia Técnica e Científica, cuja criação foi aprovada na Assembleia Legislativa em outubro de 2021. O presidente do sindicato, Tadeu Nicoletti, informa que a decisão de oficiar a pasta, que ainda não deu resposta à demanda, foi tomada após a Seger informar a entidade de que irá elaborar a lei orgânica e o estatuto com base no que já foi encaminhado como sugestão pela categoria e enviar as partes para apreciação dos trabalhadores à medida que forem sendo feitas. Embora a Seger afirme que irá se basear em sugestões já feitas pelos peritos, pautadas nas experiências de outros estados que já têm uma Perícia autônoma, os trabalhadores defendem a criação da comissão para construção coletiva dos documentos. “Queremos participar para que não haja alterações no que propomos, ou para que, caso tenha, que seja discutido conosco”, diz Tadeu. O prazo para a elaboração do estatuto e da lei orgânica era de até 120 dias após a aprovação da criação da Polícia Técnica e Científica, completados em 24 de fevereiro. Como o governo do Estado não deu início ao diálogo com a categoria, os peritos, por conta própria, iniciaram o processo. Entre as propostas feitas por eles está o aumento gradativo do salário. O inicial, hoje, é de R$ 6,88 mil, e o final, de R$ 13,8 mil, sendo o mais baixo do País. Na média nacional, o inicial é R$ 13,8 mil e o final R$ 24,57 mil. Os peritos iniciaram, em dezembro de 2020, diversas manifestações por autonomia. Na ocasião, os trabalhadores reivindicavam reabertura de diálogo com a gestão de Renato Casagrande (PSB), que havia começado em 2019, início do mandato, tendo sido interrompido em decorrência da pandemia da Covid-19. Depois de vários protestos, inclusive com queima de caixão em via pública simbolizando a morte da Perícia, o diálogo foi retomado, mesmo que a passos lentos. No ano passado, a reivindicação começou a ganhar materialidade, culminando na Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 2/2022, de autoria de Iriny Lopes e Fabrício Gandini (Cidadania), a qual foram apensadas as PECs 04/2020, de autoria do ex-deputado Enivaldo dos Anjos (PSD), e a PEC 7/2022, do Executivo, dando origem à Polícia Técnica. Com a aprovação, o Espírito Santo passou a ser o 20º Estado a ter uma Perícia autônoma. Seger garante iniciar debate sobre lei orgânica e estatuto da Polícia Técnica Após atraso, pasta se comprometeu a apresentar cronograma de debate com previsão de encerramento em agosto https://www.seculodiario.com.br/seguranca/seger-garante-iniciar-debate-sobre-lei-organica-e-estatuto-da-policia-tecnica PEC da Autonomia da Perícia é aprovada em dois turnos na Assembleia Proposta que desvincula Polícia Técnica e Científica da Polícia Civil torna o Estado o 20º a consolidar a autonomia do setor https://www.seculodiario.com.br/seguranca/pec-da-autonomia-da-pericia-e-aprovada-em-dois-turnos-na-assembleia

01/04/2023 / 0 Comments
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Polícia realiza diligências e oitivas sobre casos de ameaças a escolas na Serra

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Educadores, famílias e pesquisadoras clamam por medidas que construam uma cultura de paz nas escolas Oficina de Justiça Restaurativa realizada em escola da Paraíba. Foto: TJPB O desafio de trazer sensação de segurança às comunidades escolares, em meio a uma onda de ameaças de atentados na última semana, principalmente nas escolas da Serra, na região metropolitana, tem se dado por meio de ações policiais e, ainda poucas medidas educativas e de acolhimento. Os relatos vêm de famílias e educadores no município e da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp). Em nota, a pasta estadual disse que, em relação à Polícia Civil, “todos os casos mencionados seguem sob apuração 10º Distrito de Polícia da Serra” e que “a polícia está realizando diligências e oitivas”. Outras informações, acrescentou, “não serão divulgadas, no momento, para não atrapalhar as investigações”. A Sesp também informou que “todas as ações são adotadas dentro de um protocolo, para atendimento e prevenção a esse tipo de ocorrência” e que, pela parte da Polícia Militar, “a Companhia Especializada de Patrulha Escolar (CEPE) atua diariamente na proteção do ambiente escolar, com palestras, atendimento de ocorrências dentro das escolas, além de patrulhamento preventivo em locais previamente escolhidos, em que haja qualquer risco identificado à integridade física dos alunos”. A nota cita ainda o projeto Papo de Responsa, ações feitas em Aracruz – onde duas escolas foram atacadas por um atirador que matou quatro pessoas em novembro passado – em parceria com a Secretaria de Estado da Educação (Sedu), e a criação do Comitê de Segurança Escolar, sob coordenação da Sesp. No chão da escola e nas casas dos estudantes, no entanto, as medidas elencadas não são percebidas como uma realidade que tem trazido sensação de segurança no cotidiano escolar. Sobre a tragédia em Coqueiral de Aracruz, por exemplo, a resposta dada pelo poder público não atende às necessidades das comunidades escolares, conforme vem sendo pontuado pelos trabalhadores, inclusive na audiência pública realizada nesta quarta-feira (29), quando a comunidade teve apenas dez minutos de fala, tendo ainda sido destratada pelo deputado que organizou o debate, o ex-vereador Alcântaro Filho (Republicanos). O Comitê de Segurança Escolar, recém-criado sob coordenação da Sesp, também é alvo de críticas, como posicionou o Coletivo Mães Eficientes Somos Nós (MESN), ao anunciar a realização do ato Luto e Luta pela Educação, na próxima segunda-feira (3), com saída em frente à Defensoria Pública, no centro de Vitória (não será mais a escola Gomes Cardim) e caminhada até o Palácio Anchieta, na Cidade Alta, passando pelo tradicional Colégio do Carmo. Já as medidas educativas citadas pela Sesp, não estão tendo qualquer reforço em seu cronograma original. E mesmo o policiamento alegado não consegue atender com plenitude o dia a dia de dezenas de escolas, no município mais populoso do Estado. Dos diversos relatos que chegam ao jornal, de familiares e professores dos alunos, o lamento comum é a ausência de medidas educativas e acolhedoras nesse momento de crise e a escassez da presença policial. Moradora de Jardim Tropical, na periferia da Serra, Gisele Silva desabafa o drama que tem vivido com seu filho com deficiência. O adolescente, de 16 anos, está há mais de quinze dias sem estudar. No início, por ter machucado o pé na escola. “Só tem uma cuidadora e um estagiário para mais de dez alunos com deficiência. Não conseguem dar a atenção que eles precisam”, diz, sobre a Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Prof. Luiz Baptista. Melhorado o machucado, ela disse que ia leva-lo para a escola, mas quando soube das ameaças de atentados, desistiu. “Nossos filhos com deficiências são mais vulneráveis, jamais ficaria tranquila com ele na escola nessa situação. Qualquer um que quer chegar na frente da escola consegue entrar, não tem guarda, o portão fica sempre aberto. Já vi meninos pulando o muro, isso me deixou com muito medo. Deveria ter uma viatura direto em frente da escola e deixar o portão fechado, só podendo entrar quem se identificar”. O trabalho educativo também é uma falha antiga. “Palestras deveriam ser feitas constantemente, principalmente sobre bulling, sobre respeito aos professores e aos colegas, sobre amor ao próximo, sobre o que é o colégio, que é um complemento da família do aluno”, sugere. “Estou tentando criar forças para levá-lo na segunda-feira [3], mas não sei se consigo. Estou com muito medo. Na Bahia, a primeira vítima foi uma estudante PCD, isso vem muito na mente da gente. Nossos filhos com deficiência não têm noção do perigo, meu filho vai sorrir ou dar a mão para o atirador, se ele se aproximar”. Ela conta que o filho está “bem mais deprimido em casa, mais agitado, acordando à noite”, e quer muito que a situação melhore. “Se todo mundo se organizar, a prefeitura, o estado, a polícia, consegue resolver. São falhas antigas, de muitas coisas, mas pode ser resolvido. Se precisar, até o Conselho Tutelar eu vou chamar. Porque na hora de chamar a gente, porque não leva criança para a escola, eles vêm fácil, mas quando o estado que falha, a gente não vê a mesma determinação”. Na região de Cidade Continental, a mais afetada pelas ameaças que começaram no dia 24 de março, uma coordenadora que pediu para não ser identificada faz eco ao desabafo da mãe de Jardim Tropical e diz que as escolas não têm recebido qualquer retorno especial por parte da Sedu ou da Sesp. “O que as secretarias nos falam é: ‘aula normal, porque o que eles [autores das ameaças] querem é isso, instalar o caos’. A gente concorda que a intenção deles é mesmo criar o tumulto, o medo, que é essa a proposta do terrorismo. Mas, para manter tudo funcionando a gente tem que ter uma contrapartida, que nos dê uma sensação de segurança mínima”, argumenta. Na sua região, assim como na da mãe do aluno com deficiência, nenhuma ação educativa foi feita nos últimos dias para amenizar a crise e o sentimento de medo. Tampouco a presença policial se mostra a contento das expectativas da comunidade escolar. “Ontem nós

01/04/2023 / 0 Comments
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Grito da Cultura começa a ecoar pelo Espírito Santo

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Na CulturArte: Grito da Cultura; Lei Paulo Gustavo; Vitória Ilustrada; Cultura Afro; Cineclube e exposição da Gold Uma das boas novidades em meio aos movimentos sociais no Espírito Santo certamente é o Grito da Cultura, surgido em Vitória diante da insatisfação da classe artística da Capital com a forma como a gestão do prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos) tem conduzido as políticas públicas na área. O movimento ganhou credibilidade e destaque ao preencher uma lacuna, que era a de ter um movimento específico para mobilizar agentes culturais, se estadualizou e dará início nos dias 15 e 16 de abril à sua primeira caravana pelo Estado. A iniciativa começa pela cidade de Guarapari, na Grande Vitória, reunindo também artistas de Vila Velha e Viana, na mesma região; Alfredo Chaves e Marechal Floriano, na região serrana; e Anchieta, no sul. Como não é possível percorrer todos municípios capixabas, a ideia é organizá-los em núcleos para elencar demandas, fazer aulões sobre políticas públicas de cultura, troca de experiências e traçar estratégias de mobilização. Carta aos Municípios Uma das ações feitas pelo Grito da Cultura após a estadualização foi o envio de uma carta aos 78 municípios do Espírito Santo, na qual cobra das gestões municipais a realização da Conferência Municipal de Cultura, adesão ao Programa Fundo a Fundo do Governo do Estado e às leis Paulo Gustavo e Aldir Blanc 2. Até o momento somente Colatina respondeu, dizendo que reafirma o compromisso com as pautas. Alfredo Chaves, Muqui, Governador Lindemberg, Marilândia, Domingos Martins e Ponto Belo acusaram recebimento da carta. Lei Paulo Gustavo  O Ministério da Cultura retirou da regulamentação da Lei Paulo Gustavo os prazos referentes à criação do Conselho, Plano Municipal e Fundo de Cultura, o chamado CPF da cultura, por parte dos estados e dos municípios. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (31), em reunião entre os Fóruns Municipais, Associações Culturais e o Fórum Nacional de Secretários de Cultura. Permanecerá na regulamentação a adesão via pacto federativo dos entes ao Sistema Nacional de Cultura de forma que criem suas políticas públicas, porém, sem vinculação ao prazo da Lei Paulo Gustavo. Lei Paulo Gustavo II A mudança foi comemorada pela secretária de Cultura de Viana e presidente do Fórum de Secretários e Dirigentes Municipais de Cultura do Estado do Espírito Santo (Forcult-ES), Renata Weixter, que considera os prazos anteriores pequenos e aponta que não levavam em conta as diferentes realidades da gestão pública cultural dos entes, bem como as desigualdades existentes entre eles. Para ela, isso poderia possibilitar que os municípios declinassem em relação à captação e execução da Lei Paulo Gustavo por casa da ausência de estrutura para cumprimento dos prazos anteriormente propostos, com a redistribuição desses recursos aos municípios maiores e melhores estruturados. Vitória Ilustrada Isabella Mariano. Foto:Juane Vaillant A Casa Porto das Artes Plásticas, no Centro de Vitória, sediará, nesta quinta-feira (6), às 19h, o lançamento oficial do Vitória Ilustrada, um portal de acesso gratuito com poemas da escritora Isabella Mariano e ilustrações da artista Isabela Bimbatto. Os textos contarão com audiodescrição, narrados pela voz da escritora Juane Vaillant. A iniciativa não irá se restringir a descrever o que está aparecendo na tela, trazendo também entonações nas pausas e nas palavras escolhidas. Vitória Ilustrada 2 O site será uma viagem poética por 10 pontos da capital capixaba, começando pela Orla de Camburi, seguindo pelo Píer de Iemanjá e depois para o Píer da Enseada. Os poemas e ilustrações vão representar também a Ufes, o Farol do São Benedito, a Ilha das Caieiras, o Mirante da Cidade, a Gruta da Onça e o Parque Moscoso. A viagem se encerra no Sambão do Povo.  AfroCêntrico  Para saber quais são os “rolês pretos” da semana no Centro de Vitória agora basta acessar o perfil AfroCêntrico, no Instagram. A página, recém criada, traz dicas de festas, rodas de samba, espetáculos, blocos, saraus, exposições, oficinas artísticas e outras atividades culturais organizadas por negros e negras, além de fortalecer a resistência de quem faz cultura no Centro. A Iniciativa é pra lá de positiva, principalmente no contexto de perseguição da gestão municipal de Vitória às atividades culturais no Centro, em especial as de cunho mais popular, como o Bar da Zilda, o Projeto Subúrbio e os blocos de carnaval. Dança Afro Falando em rolê preto no Centro de Vitória, neste sábado (1) e neste domingo (2) haverá apresentação gratuita do espetáculo Abebe – O Reflexo do Corpo Preto nos 30 anos do Grupo de Dança Afro Negraô. Será às 19h30, na Má Companhia, que fica na rua Professor Baltazar.  Cineclube O festival Zona Literária irá unir cinema e literatura por meio do Cine Zona – Clube de Cinema e Leitura, que vai realizar cinco sessões itinerantes gratuitas com exibição de curtas-metragens adaptados e baseados em obras literárias, com uma curadoria que vai privilegiar as produções capixabas e de outros estados. Ao todo, serão quatro sessões. A primeira, no espaço cultural Thelema, no Centro de Vitória, acontecerá na terça-feira (4), às 19h, com a exibição de Macabéa, de Erly Vieira Jr, baseado na personagem do livro A Hora da Estrela, de Clarice Lispector; Poesia Inútil e Vó, a senhora é lésbica, baseado no livro Amora, de Natalia Borges Polesso. Cineclube II O cineclube ainda vai realizar mais quatro sessões. No dia 15 de abril, haverá exibição no Centro Cultural Eliziário Rangel, na Serra. No dia 22, na Casa Sinestésica, em Guarapari. A Kasa Raiz, em Viana, será contemplada pelo projeto no dia 28. Em maio, no dia 6, o cineclube será em São Mateus, no Centro de Formação Maria Olinda, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Em todos os locais as atividades iniciam às 19h. Exposição O Grupo Orgulho Liberdade e Dignidade (Gold) inaugura, nesta terça-feira (4), a exposição Coloriases. Serão expostas as telas produzidas pelos adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa de internação da Unidade de Internação Provisória I (UNIP I), Unidade de Internação Socioeducativa (UNIS) e do Centro Socioeducativo de Atendimento ao Adolescente em Conflito com a Lei (CSE), em Cariacica. A inauguração será às 16h30, no Centro Integrado de Atendimento Socioeducativo (Ciase), em Mário Cypreste,

01/04/2023 / 0 Comments
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Sucessão de Arnaldinho Borgo em Vila Velha já movimenta cenário político

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Arnaldinho demarca terreno visando a reeleição, enquanto o ex-prefeito Max Filho evita comentar candidatura Redes Sociais/Ales “Eu devo sair do PSDB, sim”, disse a Século Diário o ex-prefeito de Vila Velha Max Filho, nesta sexta-feira (31), mas evitou falar se concorrerá à prefeitura em 2024, a um ano e sete meses das eleições no município, período em que as articulações em torno da sucessão do prefeito Arnaldinho Borgo (Podemos), que o derrotou na campanha de reeleição em 2020, começam a se tornar mais intensas. Já o prefeito vem reunindo apoiadores de várias legendas do campo da direita, como se viu nessa quarta-feira (29), na Assembleia Legislativa. Ele foi homenageado durante sessão solene alusiva aos 47 anos da Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiro Militar do Espirito Santo (ACSPMBM-ES). Presentes, os deputados Capitão Assunção (PL), Lucas Polese (PL), Coronel Welinton (PTB) e o presidente da Casa, Marcelo Santos (Podemos). Arnaldinho Borgo foi o único prefeito a receber a homenagem.  Max Filho evita confirmar os rumores de bastidores, que apontam para um novo embate entre ele e Arnaldinho. Como político experiente, considera, em primeiro lugar, a escolha do grupo com o qual construirá as perspectivas eleitorais. “Só não resolvi ainda para que partido irei”, completa o ex-prefeito, e destaca: “Por agora, estou focado aqui na minha carreira junto ao Judiciário Federal; dos 30 anos que estou aqui, 20 eu passei afastado. Meu foco por agora é cuidar da minha carreira por aqui”, reiterou, referindo-se ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT-ES). A solenidade contou com a presença de representantes de várias instituições militares do Estado. Ao todo, 70 personalidades receberam a Medalha “Jackson Batista de Freitas”, criada pela associação em 2021, em reconhecimento “aos relevantes serviços prestados por aqueles que apoiam e defendem o trabalho realizado pelos operadores de segurança pública do Espírito Santo”. A homenagem prestada a Arnaldinho Borgo na Assembleia repercute no mercado como um avanço em suas articulações, que visam demarcar terreno cobiçado, também, pelo ex-prefeito e ex-deputado federal Neucimar Fraga, igualmente derrotado nas eleições passadas, e o ex-deputado estadual Rafael Favatto (Patriota). Nesse contexto, o nome de Max Filho é apontado como viável para entrar na disputa, apesar de revezes seguidos, o último a derrota à Câmara Federal em 2022, perdendo para Victor Linhalis (Podemos), candidato de Arnaldinho Borgo. As articulações de ambos buscam uma aproximação com o governador Renato Casagrande (PSB), apoiador de Max Filho na campanha pela reeleição na qual foi derrotado. O atual prefeito e Casagrande, porém, estreitaram os laços, e Arnaldinho foi um dos principais cabos eleitorais do segundo turno da disputa ao Palácio Anchieta, contra o bolsonarista Carlos Manato (PL). 

31/03/2023 / 2 Comments
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Papo de Repórter: Armandinho mais perto de ser cassado?

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Ricardo Nespoli, do podcast Pílula de Esquerda Capixaba, é o convidado para comentar principais assuntos da semana O Papo de Repórter recebe como convidado Ricardo Nespoli, autor do podcast Pílula de Esquerda Capixaba. O Assunto da Semana é a iminente cassação do vereador Armandinho Fontoura (Podemos) em Vitória.  Ele está preso desde 15 de dezembro de 2022 por investigações relacionadas às fake news e aos atos golpistas no Brasil. A novidade é que o novo Código de Ética aprovado pela Câmara de Vitória poderia facilitar o processo para uma cassação política de seu mandato, sendo que seu retorno se tornou indesejado pela maioria de seus pares.  O programa conta ainda com o tradicional Giro de Notícias, trazendo as principais reportagens dos últimos dias pelo noticiário do Século Diário. E tem também a seção De Rolê, com dicas de cultura e turismo para o fim de semana no Espírito Santo.  Inscreva-se em nosso canal no YouTube e ative o sininho para receber em primeira mão as atualizações. 

31/03/2023 / 0 Comments
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ES Gás é vendida em leilão por R$ 1,4 bilhão a grupo de Minas

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A Companhia de Gás do ES foi leiloada com ágio de 7,28% à frente do valor inicial, de R$ 1,3 bilhão Cauê Diniz/B3 A Companhia de Gás do Espírito Santo (ES Gás) foi vendida à empresa Energisa, de Minas Gerais, nesta sexta-feira (31) pelo valor de R$ 1,4 bilhão, com ágio de 7,28% à frente do valor inicial, de R$ 1,3 bilhão. O grupo vencedor do leilão é gigante do setor de energia que atende a 20 milhões de pessoas em 862 municípios brasileiros. Antes do leilão, o Estado detinha 51% do capital votante da empresa, enquanto a Vibra Energia os outros 49%. O evento de desestatização da empresa ocorreu na B3, bolsa de valores de São Paulo, com a presença do governador Renato Casagrande (PSB), que comemorou: “Que possamos ter um mercado de gás cada vez mais competitivo e eficiente no Espírito Santo, expandindo cada vez mais a oferta de emprego e renda para os capixabas”. A ES Gás é a concessionária responsável pela distribuição do gás natural canalizado no Espírito Santo e atua nos segmentos residencial, comercial, industrial, automotivo, de climatização e cogeração e termoelétrico, totalizando mais de 74,3 mil unidades consumidoras. Foram levados a leilão 493,69 milhões de ações ordinárias nominativas e 142,47 milhões de ações preferenciais. Avaliada em R$ 1,3 bilhão, a empresa será privatizada quando tramita na Justiça uma Ação Popular visando impedir que a Vibra Energia, antiga Petrobras Distribuidora S/A (BR Distribuidora), seja mantida como dona de capital societário e, por isso, possa ter direito a parte dos recursos obtidos com o leilão.  Desde 2021, essa negociação é cercada de polêmica. Na época, o advogado Robson Neves denunciou irregularidades na venda de parte das ações da empresa. “A BR Distribuidora não possuía qualquer direito a explorar a concessão do gás, muito menos vender o que não era seu. No entanto, tal condição foi ignorada pelo Estado, com a benevolência do poder público capixaba, que financiou a privatização”. ES Gás vai para grupo privado por R$ 1,3 bilhão em meio à ação popular – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/justica/es-gas-vai-para-grupo-privado-porr-1-3-bilhao-em-meio-a-acao-popular

31/03/2023 / 0 Comments
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Iema não multa Seacrest por vazamento de óleo em Linhares

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Área atingida é de 2 mil m² e intimação foi apenas para limpeza do local e destinação adequada dos resíduos Reprodução O Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) não multou a petroleira Seacrest pelo vazamento de aproximadamente 1,1 mil litros de petróleo, ocorrido nesta terça-feira (28) em Linhares, norte do Estado, no Polo Cricaré, comprado da Petrobras pela multinacional. Em nota oficial, a autarquia informou que sua equipe de fiscalização “vistoriou o local onde houve um vazamento em um tanque de armazenamento temporário de óleo bruto (…) atingido uma área estimada em 2000m²” e que “lavrou auto de intimação determinando a limpeza imediata e a correta destinação dos resíduos”. Estima-se que o vazamento tenha demorado alguns dias para ser detectado. “O derramamento de óleo ocorreu no município de Linhares, num poço de pequena produção de petróleo, com média de dois barris por dia, o que equivale a 300 litros. Com uma produção tão pequena, o poço deve estar há alguns dias em vazamento, o que promove um alerta ainda maior, visto que não há um mínimo de ações de prevenção e de cuidado por parte da empresa”, declarou a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a partir de denúncia do Sindicato dos Petroleiros (Sindipetro/ES). A entidade sindical ressalta ainda os graves riscos ambientais das vendas em curso de poços maduros pela Petrobras para empresas menores, sem tradição na atividade. “Desde os vazamentos causados pela Imetame, no Polo Lagoa Parda, em 2022, o Sindipetro/ES vem denunciando o descaso ambiental e social das ‘kids oils’, empresas sem expertise que se aproveitaram da rapina sobre a Petrobrás durante o governo Bolsonaro. Até quando vamos tolerar esses erros? Até quando vamos banalizar os riscos sobre a venda do Terminal Norte Capixaba (TNC) e do Polo Norte Capixaba?”. Um mapa divulgado pelo Sindipetro mostra os mais de 30 campos da Seacrest no norte do Estado, entre Linhares e Conceição da Barra, alertando sobre riscos de futuros novos vazamentos na região. Imetame No caso da Imetame, em fevereiro de 2022, o vazamento foi de sete mil litros e atingiu extensas áreas alagadas da região da aldeia indígena de Areal, também em Linhares, próximo à vila de Regência, na Foz do Rio Doce. Moradores na época perceberam a presença de óleo no rio Preto e nos animais que atravessaram as áreas alagadas afetadas. O Iema não informou se houve aplicação de multa à Imetame. Contramão do clima Na ocasião, o coordenador estadual da Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional (Fase), Marcelo Calazans, chamou atenção para o fato de que “assim como a Imetame, a maior parte das empresas que operam nesse submercado da produção nacional não tem expertise no setor, nem capital para o operar com tecnologia mais moderna e segura. Para tornar a atividade mais rentável, aponta, essas empresas necessitam de “muito apoio e incentivos fiscais do Estado, além de baixo investimento em tecnologia e mão de obra, bem como baixa fiscalização e valor das multas, sem nada de reparação”. A atividade está “na contramão de seus discursos [de governos e empresas] sobre mudanças climáticas”, sublinhou. Ainda assim são grandes receptoras de benefícios fiscais. “Os governos federal e estadual têm incentivado a expansão da indústria petroleira, como os investimentos do Bandes [Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo] no Porto Central, em Presidente Kennedy, e os 40 milhões na Imetame, via Bandes [Banco de Desenvolvimento do Estado] e Banestes [Banco do Espírito Santo]”. Moradores denunciam novo vazamento da Imetame em Linhares Iema ainda não divulgou dados sobre o fato nem os resultados das investigações sobre vazamento de fevereiro https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/moradores-denunciam-novo-vazamento-da-imetame-em-linhares ‘Submercado de poços de petróleo é antítese do combate à crise climática’ Campanha Nem Um Poço a Mais e Vigilantes da Foz do Rio Doce organizam ato contra vazamento de óleo pela Imetame https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/submercado-de-pocos-maduros-de-petroleo-e-antitese-do-combate-a-crise-climatica

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