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Academia de Letras de Conceição da Barra recebe ordem de despejo

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Prazo para sair do imóvel, utilizado como sede da entidade e que abriga projeto social, vence no dia 21 de abril A Superintendência do Patrimônio da União no Espírito Santo (SPU-ES) encaminhou uma notificação para a Academia de Letras e Artes de Conceição da Barra (Abla), norte do Estado, para que desocupe, no prazo de até 30 dias, o imóvel que utiliza como sede, onde antes funcionava a Capitania dos Portos, “sob pena de adoção das medidas judiciais cabíveis”. A SPU afirma no documento que a iniciativa foi tomada “por existir interesse do município de Conceição da Barra-ES em ocupar o bem federal por meio de suas secretarias, conforme expediente recém-enviado a esta Superintendência”. O órgão federal argumenta ainda que há “ocupação irregular do imóvel”, o que é contestado pela presidente da Abla, Kátia Bobbio. Danilo Lopes A acadêmica recorda que, em 2018, foi criada a entidade, “muito bem recebida” pelo então prefeito, Francisco Vervloet (PSB), o Chicão”. Por isso, ele cedeu informalmente o prédio. Houve ainda a indicação ao Executivo feita pela Câmara de Vereadores, solicitando que a gestão municipal transferisse a posse do imóvel para a Abla. Antes disso, rememora Kátia, órgãos federais, estaduais e municipais chegaram a cogitar a possibilidade de utilizar o espaço, mas como estava muito depredado, desistiram. “Enquanto estava tudo depredado, abandonado, ninguém quis”, ressalta. O imóvel deixou o estado de abandono, aponta Kátia, passando com que sua utilização se tornasse possível, devido ao esforço coletivo dos membros da Academia, que se juntaram para adquirir os materiais necessários para a reforma, contratar mão de obra e, até mesmo, se voluntariar no trabalho que fosse necessário para recuperação do prédio, que até então estava sendo utilizado para atividades ilícitas, como uso e venda de drogas. Embora a notificação diga que a gestão do atual prefeito, Mateusinho Vasconcelos (PTB), quer ocupar o prédio por meio de suas secretarias, o gestor, em comunicado feito por meio das redes sociais após a repercussão negativa da ordem de despejo, afirma que não é essa a finalidade. De acordo com ele, a prefeitura solicitou à SPU diversos imóveis da União. “Nós, enquanto prefeitura, pedimos todos prédios, praias, farol, Capitania dos Portos. A SPU está entregando para o município de Conceição da Barra. O município não pediu ninguém para sair, não pediu para tirar nada, até porque ainda não pertence a ele”, diz. Quanto ao imóvel que abriga a Academia, o prefeito afirma ainda que, “vindo para a Prefeitura, nós vamos fazer uma cessão de uso para que eles continuem”.  Didito Camillo, diretor cultural da Abla e coordenador do Instituto Cultural Tambor de Raiz, que funciona no local, informa que a entidade chegou a tentar oficializar a cessão do prédio, mas não houve resposta do órgão federal. A SPU fez uma vistoria no início de 2022 e, como relata Didito, o técnico chegou no momento em que as crianças que participam de projetos do Instituto estavam almoçando, ficou surpreso com a transformação ocorrida no prédio, e colocou em suas anotações que o espaço estava sendo utilizado para atividades de cunho social. Crianças do Instituto Tambor de Raiz. Foto: Íris Zanetti Contudo, meses depois, a Abla foi notificada por invasão de prédio público, mas não houve determinação de desocupação do imóvel. “Para nós, foi uma ofensa”, pontua Didito. Diante dessa situação, o governo do Estado foi acionado, havendo intermediação junto à SPU por meio de uma comitiva encabeçada pelo secretário estadual de Cultura, Fabrício Noronha, e a então secretária estadual de Turismo, Lenise Loureiro. Outra iniciativa feita na época foi a entrega de um dossiê ao órgão federal, mostrando as mudanças pelas quais o prédio passou com a reforma feita. Apesar dos esforços, nenhuma resposta de possibilidade de cessão do prédio foi obtida. Com a notificação recebida neste mês, a Abla busca articulação com a Assembleia Legislativa e a Câmara dos Deputados, além da Secretaria Estadual de Cultura (Secult). O prazo para desocupação vence no dia 21 de abril. Caso de fato tenha que desocupar o imóvel, a comunidade sairá muito prejudicada. A Academia utiliza o espaço não somente para suas reuniões, mas também para atividades culturais, como saraus. Prepara, inclusive, um calendário de ações que abarca mostras, oficinas e outras iniciativas culturais, mas que agora está ameaçado. A desocupação também prejudicará o prosseguimento das atividades do Instituto, que atende cerca de 100 pessoas, sendo 45 crianças e adolescentes, principalmente de comunidades quilombolas. Íris Zanetti O Instituto Cultural Tambor de Raiz oferece aulas de canto coral, teatro, violino, jongo, capoeira e reforço escolar. As crianças que participam têm direito a transporte e alimentação, sendo oferecidos café da manhã, almoço e janta.

27/03/2023 / 0 Comments
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Por uma estrada que integre as comunidades e proteja a natureza e a paisagem

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Criada em 1995 por ambientalistas, ideia da Estrada Parque Modelo do Caparaó ainda busca espaço para virar realidade Eram os primeiros dias da gestão de Vitor Buaiz (PT) à frente do Palácio Anchieta, naquele janeiro de 1995, quando o saudoso jornalista e ambientalista Constantino Korovaeff levou uma carta ao recém-empossado governador, com uma proposta até então inédita no país e que, no seu entender, estava bem alinhada às necessidades de integração comunitária e proteção ambiental e paisagística da região do Caparaó. Necessidades essas que, sendo atendidas, construiriam as bases para o chamado “desenvolvimento sustentável”, termo que começava a ganhar visibilidade naqueles primeiros anos pós Rio 92, a Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e Desenvolvimento, também conhecida como Eco 92, um divisor de águas na história do movimento ambientalista mundial. Constantino era um dos fundadores da Associação Pró-Melhoramento Ambiental da Região do Caparaó Capixaba (Amar Caparaó), primeira ONG ambientalista nas redondezas, criada como uma forma de agradecer ao Caparaó pela generosidade com que começava a receber pessoas vindas dos mais distintos lugares do Brasil e do mundo. Ele mesmo, natural de São Paulo e vindo do Rio de Janeiro. Outros de Vitória, Belo Horizonte, Ceará, Maranhão, Goiás, Itália, Espanha, Suíça…a fauna humana que se somava aos nativos do lugar e à biodiversidade da floresta era remanescente do Encontro Nacional de Comunidades Alternativas (Enca) ocorrido em 1991 no Patrimônio da Penha, vilarejo rural de Divino de São Lourenço, hoje um dos mais procuradores destinos turísticos do Caparaó Capixaba. “A ideia da Amar havia sido lançada do Enca para agradecer a acolhida das pessoas da região aos participantes. Estava para acontecer a Eco 92”, lembra a escritora Mirian Cavalcante, viúva de Constantino e também uma das fundadoras da ONG, ressaltando uma intuição comum que brotava no coração e nas mentes daqueles entusiasmados ambientalistas, encantados com a singularidade cultural e ecológica da Serra Sagrada, sentimento que mais tarde ficaria notabilizado na máxima “pensar globalmente, agir localmente”. Mirian e Constantino nos primeiros anos da ONG Amar Caparaó, “mãe” do projeto original da Estrada Parque Modelo do Caparaó. Foto: Redes Sociais A carta, prossegue Mirian, falava também do “Fórum Internacional Permanente do Caparaó”. O nome pomposo, diverte-se, configurava-se, na prática, na ideia de se ter um local aconchegante na região do Limo Verde, a cerca de 10 km da Penha, que poderia servir de residência temporária para ambientalistas, sociólogos, cientistas, educadores e pesquisadores que quisessem a tranquilidade e a beleza daquelas montanhas para produzir suas pesquisas, teses e estudos sobre fauna e flora, proteção e educação ambiental. Coincidência ou não, a ideia do fórum, conta, foi prontamente assimilada pela socióloga e ambientalista Dalva Ringuier, servidora estadual na pasta de meio ambiente, e transformado no Fórum Intermunicipal Itinerante do Caparaó. “Cada mês a reunião era em um município capixaba do entorno. Foi muito bom porque aproximou, as pessoas passaram a se conhecer, debatiam-se as questões de cada município e da região como um todo. E isso durou os anos do governo Vitor Buaiz. No final da gestão dele, foi transformado no Consórcio Caparaó, para não ser desbaratado. O Consórcio passou a ter personalidade jurídica, podendo continuar independente dos governos seguintes”, relata Mirian. Também período do fórum, o ideal da Estrada Parque foi sendo divulgado pela ONG em diversas atividades. Mirian destaca o projeto Amar Criança nas escolas, desenvolvido por meio de convênio com o governo do Estado. “Nós fazíamos cinco visitas por ano letivo nas escolas. Em 1998, um dos temas foi a Estrada Parque Modelo. Tinha teatro de bonecos, com roteiro escrito pela própria equipe do projeto, vídeos, dança, música…as crianças fizeram desenhos sobre a Estrada Parque, temos os registros disso”. O projeto trabalhado nas atividades de educação ambiental, ressalta, descrevia a Estrada Parque como uma via de integração e promoção de qualidade de vida para os moradores, que, de quebra, ainda podia fazer o deleite dos visitantes que começavam a descobrir aquela terra. O turismo, nesses primórdios, motivou o projeto de governo Cama e Café, onde moradores recebiam treinamento para receber os turistas em suas próprias casas, oferecendo um bom local para pernoite, seguido de um simples e generoso desjejum pela manhã. A iniciativa ganhou outros endereços depois, tamanho sucesso no piloto caparoense. ‘Não é um asfalto em torno do parque’ “Uma estrada parque modelo não é um asfalto em torno do parque. Pode ser muitas coisas, menos isso”, assevera Mirian. O calçamento da estrada sugerido desde o início deveria ser de algum material mais sustentável, que não impermeabilize o solo. Hoje, atualiza ela, o bloquete holandês cumpre bem esse papel. E, mais importante, a estrada deve ter duas pistas laterais, uma para pedestres e bicicletas, e outra para charretes e cavalos. Outros elementos importantes seriam quiosques para venda de artesanatos e outros produtos, “sem franquias”, afirma, salientando a necessidade de promover a comercialização dos produtores locais. Também jardins de flores e canteiros de ervas medicinais, muitas árvores da Mata Atlântica e, “a cereja do bolo”, destaca: “um ônibus tipo jardineira, aberto dos lados, colorido, circulando entre as comunidades”. A ideia original, reporta, era que o transporte intercomunitário seria gratuito para moradores e pago pelos turistas. “Hoje eu não diria gratuito, mas com desconto para moradores. Isso é uma demanda forte até hoje, porque não há transporte público que interligue as comunidades. Eu na Penha não consigo ir para Ibitirama ou Pedra Menina, se não for de carro particular”, posiciona. Ah, também os belvederes não podem ser esquecidos, complementa. Pontos abrigados para descanso e contemplação da paisagem em pontos da estrada que, sublinha, deveriam ser tombados. “Tombamento de cartões postais”, diz, trazendo o termo registrado na carta-proposta entregue no Palácio Anchieta há 28 anos. São ângulos da estrada que oferecem uma vista privilegiada e que não poderiam sofrer alterações como cortes de árvores antigas ou construções que pudessem obstruir o “cartão postal natural”. Para isso, os governos devem conceder benefícios aos proprietários dos terrenos, com desconto no imposto predial/territorial (IPTU/ITR) ou algum outro incentivo. Trecho da estrada que contorna a Serra do Caparaó no município de Ibitirama. Foto: Consórcio Caparaó Projeto

26/03/2023 / 0 Comments
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Governo institui GT para coleta de dados sobre comunidade LGBTI+

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Trabalho pretende preencher lacuna e utilizar os dados para formulação de políticas públicas no Estado A Secretaria Estadual de Direitos Humanos (SEDH) e o Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN) instituíram o Grupo de Trabalho Sobre Produção de Informações Governamentais da População LGBTI+ (GTPI – LGBTI+), que visa reunir informações e estatísticas a partir de dados governamentais e a proposição de parâmetros para registros oficiais”. A efetivação do grupo foi publicada no Diário Oficial do Estado dessa sexta-feira (24) e tem como representantes da SEDH Rafaela Kerckhoff Rolke Piantavinha, Renan Lira Matos Cadais e Marina Francisqueto Bernabé, que exercerá a coordenação do GTPI – LGBTI+ por intermédio da Gerência de Políticas de Diversidade Sexual e Gênero (GEPLGBT). A coordenação do IJSN será exercida por Sandra Mara Pereira, por meio da Coordenação de Estudos Social (CES). Segundo Marina, o Grupo de Trabalho surgiu da necessidade de se obter dados para formulação de políticas públicas, como por preenchimento de formulários, além de orientar servidores públicos sobre o tema e como abordar questões relacionadas à identidade de gênero, intersexualidade e orientação sexual em suas atividades diárias. Ela aponta que muitos espaços no serviço público, na hora de preencher formulários, não coletam essas informações. As categorias precisam, portanto, ser orientadas sobre diversas questões no exercício da sua função, como a respeito do que é a comunidade LGBTI+, não somente para que tenham esse esclarecimento, mas também para que possam tirar dúvidas das pessoas abordadas no momento de preenchimento dos formulários. Para a coordenadora do GT, é como se a questão fosse tratada como meramente “de foro íntimo”. “Mas quantos são mortos? Quantos estão tendo seis direitos negados?”, questiona. Marina exemplifica com o caso do senador Fabiano Contarato (PT), que venceu uma ação judicial movida em razão de conduta apontada como homofóbica do promotor de Justiça do Estado, Clóvis Barbosa Figueira, no processo de adoção de seu primeiro filho do casal, Gabriel, em 2017. Também acrescenta que o Instituto Médico Legal (IML) não coleta dados sobre identidade de gênero, intersexualidade e orientação sexual, assim como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em âmbito federal. De acordo com Marina, formulários de nível federal têm sido pesquisados, para ver de que forma o Espírito Santo pode inovar em sua atuação. Algumas áreas foram escolhidas para que esse trabalho seja feito por meio do GTPI – LGBTI+, como direitos humanos, segurança pública, justiça e saúde mental. Os movimento sociais alertam que a falta de dados geram problemas como a subnotificação de casos de violência contra a comunidade LGBTI+ e cria obstáculos à formulação de políticas públicas. Sem informações sobre, por exemplo, quem são as principais vítimas de violência em meio a esse grupo e as formas de agressão as quais estão submetidas, as medidas de proteção são ainda mais difíceis de serem efetivadas. O mesmo acontece em outros espaços, como no sistema prisional, diante da falta de um diagnóstico sobre a população trans em situação de cárcere. Por causa disso, algumas organizações, além de cobrar que o poder público faça a coleta de dados, estão tomando essa iniciativa. Uma delas é a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), que divulgou em janeiro último o Dossiê TransBrasil. O Espírito Santo, aponta, são 22 pessoas trans privadas de liberdade. Entre as questões, queixas no atendimento à saúde mental e tratamento e acompanhamento de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), e dificuldades na autorização de visitas conjugais para a comunidade LGBTI+. Essa realidade compreende também outras áreas. Na educação, a LGBTfobia causas problemas como a evasão escolar, carecendo de políticas públicas que possibilitem a solução mudar essa situação. Além do GTPI – LGBTI+, o Governo do Estado também conta com um Grupo de Trabalho para elaboração de normas e portarias que regulamentam o tratamento penal do público LGBTQIA+, composto por 13 integrantes, sendo 12 do poder público, entre eles, servidores da secretarias estaduais de Justiça (Sejus), Direitos Humanos (SEDH), Saúde (Sesa) e de Trabalho, Assistência e Desenvolvimento Social (Setades). A única integrante da sociedade civil é a coordenadora de Ações e Projetos da Associação Grupo Orgulho Liberdade e Dignidade (Gold) e integrante do Conselho Estadual LGBT, Deborah Sabará. Seis pessoas trans foram assassinadas no Espírito Santo em 2022 Deborah Sabará, da Associação Gold, aponta que a maioria das mortes ocorre por facada e espancamento https://www.seculodiario.com.br/seguranca/seis-pessoas-trans-foram-assassinadas-no-estado-em-2022

26/03/2023 / 0 Comments
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​Site disponibiliza acervo gratuito da cultura popular cachoeirense

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Na CulturArte: Associação de Salvaguarda; livro infantil de Aline Dias; projeto de lei em Cariacica; e Babado Bar A Associação de Salvaguarda do Patrimônio Imaterial Cachoeirense reformulou seu site e fez dele um importante instrumento de democratização do acervo correspondente aos grupos folclóricos associados, como as manifestações culturais Bate Flechas de São Sebastião, Boi Pintadinho, Capoeira, Caxambu, Charola de São Sebastião, Folia de Reis, Maculelê, Quadrilha, Puxada de Rede e Samba de Roda. O site se tornou um valioso espaço de pesquisa, permitindo ter acesso gratuito a livros, documentários e CDs.  Luan Volpato Obras  São seis livros para download. Sobre o Caxambu, estão disponíveis Caxambu, Tambores da Liberdade, de Rosângela Venturi Barros, e Todas as Faces de Maria, de Genildo Coelho, que fala sobre Maria Laurinda Adão, mestra do Caxambu da comunidade quilombola de Monte Alegre, em Cachoeiro.  Obras II  Os livros sobre a Charola de São Sebastião são Charola de São Sebastião, Compromisso de Fé no Santo Mártir Guerreiro, de Rosângela Venturi Barros, e São Sebastião – História da Charola de São Sebastião de Jacu e Alto Paulista. Rosângela Venturi também é autora de O Universo mágico da Folia de Reis, que fala da manifestação popular destacada no título, e de Palavra de Mestre, sobre os mestres da cultura popular cachoeirense. E mais… Outros livros que abordam essa cultura mas não focam em uma manifestação artística específica são Festa – Fé e Festa, de Luan Volpato e Genildo Coelho, No Tempo da Onça, de Maria Elvira Tavares Costa, e Cultura Popular – Narrativas de Devoção por Seus Mestres, de Genildo Coelho e Isabel Cristina de Almeida Bastos. No site também há oito documentários sobre a cultura popular cachoeirense e os internautas poderão ainda acessar músicas das toadas da Charola de São Sebastião.  Desalinho e Delírio A escritora Aline Dias anunciou a pré-venda de se primeiro livro infantil. E se o mundo descostura, sua quarta obra, é destinado principalmente para o público entre 8 e 12 anos. Em suas 36 folhas, os leitores poderão conhecer a história da amizade entre Desalinho, uma menina espevitada e de espírito aventureiro, e Delírio, uma menina cadeirante muito inteligente e curiosa. Duas meninas com visões de mundos bem diferentes, mas que construíram um laço tão forte entre si que tesoura nenhuma foi capaz de cortar.  Diego Nunes O livro está disponível em pré-venda para todo o Brasil, pelo site da Editora Maré, de 20 de março a 20 de abril. A cada exemplar vendido antes do lançamento, R$10,00 serão destinados para a Apae Vitória. O livro contará com versão em áudio. A ideia é incluir crianças com baixa visão, cegas e que ainda não sabem ler. O livro impresso também foi diagramado e ilustrado de modo a ser completamente legível, inclusive nas ilustrações para pessoas daltônicas e de baixa visão.  Autores locais O vereador de Cariacica, André Lopes (PT), protocolou, nessa sexta-feira (24), um projeto de lei que prevê a aquisição, por parte da Secretaria Municipal de Educação (Seme), de livros de autores cariaciquenses ou outras cidades, mas que falem do município, para as escolas públicas municipais. A iniciativa busca cumprir uma das metas do Plano Municipal de Cultura, além de valorizar autores locais e dar visibilidade à produção literária de Cariacica, principalmente. Os escritores já falam em se mobilizar pela aprovação da proposta.  Babado Bar  Como noticiado nesta coluna, o Babado Bar havia fechado as portas sem previsão de reabertura, mas agora já está definido: o bar, de fato, não voltará às atividades. Felizmente, nem tudo babou, pois o Museu das Paneleiras irá prosseguir, bem como outras atividades culturais já realizadas no espaço. Mas é uma pena que Vitória, cidade que precisa ampliar suas opções de lazer, perca mais um, mesmo que parcialmente.  Até a próxima! Contato com a coluna: elainerdalgobbo@gmail.com 

25/03/2023 / 0 Comments
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Cotaxé: a capital das lutas camponesas no Espírito Santo

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Vander Costa e Ueber Oliveira falam de mitos e desconstruções históricas e da Universidade Livre criada em Ecoporanga Na estreia do programa Raiz Capixaba, os temas são as revoltas e disputas pela terra ocorridas no distrito de Cotaxé, que tem recebido a alcunha de “Capital das lutas camponesas no Espírito Santo”.  O convidados são o filósofo Vander Costa, um dos articuladores da Universidade Livre de Cotaxé, e o professor do departamento de História da Universidade do Espírito Santo (Ufes) Ueber de Oliveira. Entre os assuntos comentados, estão a história, os diferentes conflitos, massacres ocorridos, os novos estudos e desconstruções sobre o tema, e as atividades de memória que vêm sendo realizadas nos últimos tempos, que culminam na criação do projeto da Universidade Livre de Cotaxé.  O programa Raiz Capixaba vai ao ar mensalmente nos canais do Século Diário. Inscreva-se e ative o sininho para receber em primeira mão as atualizações deste e outros programas.  —- * Inscreva-se no canal do Século Diário no YouTube e ative o sininho para acompanhar as novidades. ** Se quiser ouvir este e outros programas em podcast, siga os canais do Século Diário no Spotify e Google Podcasts. 

25/03/2023 / 1 Comment
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‘Estamos a caminho de uma grande conquista’, afirmam botocudos de Areal

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Terra do herói botocudo Caboclo Bernardo, Linhares pode ter sua primeira aldeia indígena reconhecida pela Funai Divulgação O processo de ressurgimento de povos e comunidades indígenas considerados extintos, iniciado em meados da década de 1970 no Brasil, se mostra em Linhares, norte do Espírito Santo, por meio da comunidade autorreconhecida como botocuda em Areal, próximo a Regência, na foz do Rio Doce. Cortada por gasodutos construídos pela Petrobras há 40 anos, a pequena vila, com aproximadamente 80 famílias, vive uma efervescência cultural nos últimos anos, puxada por uma geração que sente orgulho de reconhecer sua ascendência originária e, aos poucos, começa a retornar para casa, após um longo hiato forçado pela violência com que os grandes empreendimentos dominaram a região, com a condescendência de todas as esferas dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. “Estamos a caminho de uma grande conquista”, afirma o vice-presidente da Aldeia Indígena de Areal, Carlos Gil Monteiro da Silva. Ele mesmo, regresso recentemente, após décadas evadido da comunidade, levado pela mãe, traumatizada pela explosão de uma torre da Petrobras há 40 anos. “A minha mãe não consegue voltar, ela pensa que se vier para cá vai viver aquela explosão de novo”, lamenta, mas sem perder a esperança de criar as condições necessárias para dar a segurança e o acolhimento que a genitora precisa. O processo de reconhecimento da aldeia botocuda de Areal caminha na Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), por meio de um Grupo de Trabalho. Os primeiros estudos feitos pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) serviram de base para o processo. “Encontraram objetos arqueológicos que comprovam que nossos antepassados viveram aqui. Foi o marido da Ziza que encontrou”, destaca Carlos Gil, citando uma das anciãs da comunidade. “D. Ilda, D. Gleuza, D. Darci, D. Marcelina, D. Ivone”, elenca outras guardiãs da memória. Dona Ziza e a mãe, Dona Ilda. Anciãs da aldeia botocuda de Areal. Foto: Leonardo Sá Carlos Gil com crianças da aldeia botocuda de Areal. Foto: Arquivo Pessoal “Hoje já somos vistos como povo indígena botocudo. Não está sendo fácil. É uma luta de 150 anos, que nossos antepassados não tiveram forças para lutar, mas essa geração nova começou a se enxergar como aldeia, junto com a aldeia Tupinikim de Comboios, em Aracruz. Estamos a caminho da vitória”, reforça. Um antepassado ilustre é o herói Caboclo Bernardo, pescador da vila de Regência Augusta, condecorado pela Princesa Isabel com uma medalha de honra por ter salvado a vida de 128 náufragos do navio Imperial, da Marinha do Brasil, de 1887. “Foi uma grande referência”, afirma o vice-presidente. Naquela época, a alcunha de “caboclo” era uma forma de apagar a presença indígena no país, postura que ainda perdura, mas começou a enfrentar resistência cada vez maior, principalmente após a Constituição Federal de 1988, que reconheceu os direitos fundamentais dos povos originários, incluindo a autoidentificação e o território ancestral. “A gente já sabia que era indígena. Temos um livro com uma árvore genealógica imensa mostrando isso. Mas o índio foi se afastando da sua identidade por causa dos homens brancos. Agora pegamos a dor dos nossos familiares e nos unimos para sermos uma aldeia reconhecida. Queremos trazer a cultura de volta para os nossos filhos, futuramente. Não sei se a conquista vai ser para nós, mas espero que seja para os nossos filhos”. Apesar do apagamento forçado, alguns elementos tradicionais permanecem ativos, conta Carlos Gil. Como o quitungo, que é o local para fazer a farinha, ingrediente básico da alimentação. Também o uso da tinta do urucum e do jenipapo, o plantio da mandioca e do milho, a criação de animais como porcos e galinhas. O antigo quitungo de Areal, no entanto, a 5 km da vila, foi desativado e precisa ser reconstruído. A comunidade também quer reativar a língua original, as danças e músicas tradicionais. “Somos um povo esquecido, mas que precisa ser visto”. O apelo é para a toda a sociedade indígena e não-indígena e também para o poder público. Areal não tem serviço de saúde, nem ambulância para levar os moradores para o posto de Regência, e a escola atende só aos primeiros anos do ensino fundamental. A Prefeitura de Linhares recebe royalties e nunca coloca nada aqui dentro. Só tem uma guarita e um Wi-fi e seis toneis de lixo. O serviço público aqui é muito ruim”. Fundamental também o reconhecimento por parte das empresas, especialmente a Petrobras, que tantos impactos provoca na vida da comunidade. “O gás e o óleo são rasgados no meio da comunidade. A gente convive, dorme e acorda com isso, passa pela estrada com isso, tem que conviver. A Petrobras nunca olhou para o povo aqui, nunca teve um diálogo. Quando pedimos uma compensação para a comunidade, para cada família, nunca mais fez reunião nenhuma mais”, denuncia. Funai Há um ano, a Imetame chegou na região para explorar petróleo e, logo na entrada, provocou um vazamento de óleo. “Chamamos para uma reunião e até hoje nada”, conta. “Gostaríamos que todas as empresas à nossa volta visualizassem a gente como povo tradicional indígena”. Um novo passo no processo de reconhecimento da Funai é esperado para o mês de abril, quando técnicos da autarquia farão o mapeamento da comunidade, cadastrando todos os moradores. “Pessoas que moravam fora estão voltando, porque estão vendo a luta caminhando. Isso é uma coisa muito grande, porque o povo tradicional tem que se unir”, comemora. O sentimento é de alegria. “Eu sou um desses que voltei para lutar. É uma sensação de muita liberdade, poder fazer o que está no sangue, de lutar pelo povo. A gente se sente vitorioso já”. Douglas Krenak: ‘Funai vai retomar seu papel de defender os povos indígenas’ Coordenador regional da Funai defende pautas dos Tupinikim, Guarani e Botocudos em Aracruz, Linhares e Caparaó https://www.seculodiario.com.br/direitos/douglas-krenak-funai-vai-retomar-seu-papel-de-defender-os-povos-indigenas ‘A qualquer momento a Petrobras pode acabar com a gente’, diz Dona Ilda – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/a-qualquer-momento-a-petrobras-pode-acabar-com-a-gente-diz-dona-ilda

25/03/2023 / 0 Comments
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Passos adiante

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A hora e a vez das federações: depois do PSB, PDT de Vidigal debate fusão. Já o PSDB-Cidadania avança com o Podemos, de Gilson Daniel Ales No campo nacional e por aqui, ganham cada vez mais força as movimentações e elaboração de planos eleitorais a partir da consolidação de federações partidárias. Como registrado recentemente, o PSB, do governador Renato Casagrande, aprovou a fusão com o PDT e Solidariedade. Agora, é o partido do prefeito da Serra, Sérgio Vidigal, que analisará a questão. A Nacional do PDT, em reunião nessa quarta-feira (22), decidiu que os diretórios regionais e municipais também participarão do processo, cabendo a cada presidente estadual indicar o contexto local aos dirigentes do partido. No Espírito Santo, não há sinais de problemas, já que Vidigal e Casagrande são aliados há anos e estarão juntos novamente em 2024 e 2026. Em outra frente, as negociações envolvendo a federação PSDB-Cidadania e o Podemos, em fase de incorporação ao PSC, também andaram nesta semana, com reunião entre Eduardo Leite (PSDB) e Renata Abreu (Podemos), comandantes das siglas. Na mesa, as situações nos estados e a disputa municipal, que já movimenta os atores políticos. O próximo encontro já tem data marcada: 11 de abril. Os diretórios capixabas em questão também estão na base de Casagrande. O PSDB-Cidadania ameaçou rebelião outro dia, mas os ânimos se acalmaram. O Podemos, por sua vez, tem aliados clássicos, como o ex-secretário e ex-prefeito de Viana, Gilson Daniel, atual deputado federal, e o prefeito de Vila Velha, Arnaldinho Borgo. Mais do que a primeira federação citada aqui, esse bloco terá muito a encorpar reunidos em uma federação. A começar pela maior bancada da Assembleia Legislativa, ultrapassando a oposição e os bolsonaristas, hoje na liderança. Ganha-ganha para todo lado, inclusive para Casagrande. Tudo igualNa federação PSB-PDT-SD, vale detalhar, não haverá mudanças para a bancada capixaba no Congresso Nacional. Dos dez parlamentares, o PSB só reelegeu Paulo Foletto e o PDT e o Solidariedade ninguém. No Senado, nenhum dos três partidos estão representados pelo Espírito Santo. Já na Assembleia… ‘Plus’…chegaria junto do PL, com cinco deputados. O PSB tem Tyago Hoffmann, Dary Pagung e Janete de Sá. Já o PDT, José Esmeraldo e Adilson Espindula. No campo municipal, contaria com 23 prefeituras – 13 do PSB, 7 do PDT e 2 do Solidariedade -, com palanques em potencial para 2024. TamanhoJá PSDB-Cidadania e Podemos-PSL manteriam dois deputados federais, Gilson Daniel e Victor Linhalis, eleitos pelo Podemos e, na Assembleia, passaram a ter sete cadeiras, assumindo a liderança: Vandinho Leite e Mazinho dos Anjos, do PSDB; Fabrício Gandini (Cidadania); Marcelo Santos, Lucas Scaramussa e Allan Ferreira, do Podemos; e Alexandre Xambinho (PSC). Tamanho IIEm relação aos municípios, somariam 16 prefeituras. Hoje o Cidadania tem nove; o PSDB, quatro; o Podemos duas; e o PSC, uma. As duas do Podemos que entram na soma, como se sabe, são de municípios estratégicos, da região metropolitana – Arnaldinho Borgo, em Vila Velha, e Wanderson Bueno, em Viana, os dois no jogo da reeleição. LequeNa Capital, como tem se discutido nos bastidores, os nomes em jogo são do PSDB-Cidadania: os ex-prefeitos Luciano Rezende (Cidadania) e Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB), os deputados Gandini (Cidadania) e Mazinho (PSDB, e o ex-deputado Sérgio Majeski (PSDB). Leque IINos últimos dias, Vandinho se reuniu com Luciano e Luiz Paulo. O início das articulações, restritas a um grupo, gerou insatisfações de Majeski, que nunca escondeu o desejo de disputar a Prefeitura de Vitória. Veremos as próximas cenas… Por foraO que sai desse grupo é o plano de apresentar uma candidatura que consolide uma terceira via, fugindo da possível polarização entre o prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos) e o deputado estadual João Coser (PT), como ocorreu em 2020. Gandini enfrentou os dois na ocasião, mas ficou no olho do furação contra Pazolini no primeiro turno. Sem espaçoEm Vila Velha, com o caminho já percorrido por Arnaldinho rumo à reeleição, apoiado por Casagrande, a consolidação da federação colocaria de vez o ex-prefeito Max Filho (PSDB) para fora do ninho tucano. Ele não descarta tentar retornar à prefeitura e conversa com outras legendas. Os ruídos já geram turbulências internas, como analisado aqui outro dia. Nas redes“Lamento a postura violenta, que até onde sei não reflete a verdade, do vereador Devacir Rabelo [DC] em relação ao PT. São ataques caluniosos, e a promessa de que em 2024 não terá PT em Vila Velha. Devacir, anote aí: vai ter PT sim em VV, e muito mais do que você pensa!”. Rafael Primo (PT), subsecretário estadual de Direitos Humanos, que disputou a prefeitura em 2020. FALE COM A COLUNA: medeirosmanaira@gmail.com

24/03/2023 / 0 Comments
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​Proposta de enquadramento mantém perdas, afirmam professores de Vila Velha

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Gestão do prefeito Arnaldinho Borgo apresentou novas mudanças após categoria aprovar estado de greve Após o magistério de Vila Velha aprovar estado de greve, a gestão de Arnaldinho Borgo (Podemos) apresentou uma nova proposta de enquadramento. Os professores, entretanto, entendem que ainda não atende à categoria, por manter o acúmulo de perdas. Eles reiteram que a reivindicação é a revogação do novo plano de cargos, salários e carreira do magistério, aprovado por unanimidade pela Câmara de Vila Velha, em dezembro do ano passado. A professora da rede municipal de ensino e integrante do Fórum Permanente de Profissionais de Educação de Vila Velha (FOPPEVV), Luanda Firme de Mello, relata que, na proposta de enquadramento, a gestão municipal fez um escalonamento que divide a categoria entre profissionais de zero a cinco anos de carreira, seis a 11, 12 a 17, 18 a 24, e mais de 24. Quem se enquadra no primeiro grupo, não terá avanço na faixa. Nos demais há avanços, mas não atingem o estabelecido antes do novo plano, que provocou regressão. Luanda exemplifica seu caso. Em uma das cadeiras em que atua,  está na faixa 11, mas com a mudança no plano, desce para cinco. Com a proposta de enquadramento feita pela gestão municipal, avança para 8, ou seja, ainda fica três faixas atrás. Na outra cadeira, está na faixa oito, descendo para a primeira com o novo plano, e subindo para a segunda com a proposta de enquadramento. Isso acontece, aponta, porque no plano aprovado em dezembro, foram tiradas as progressões por mérito e tempo de serviço. Ela explica que quando há progressão, ocorre mudança de faixa. Com a regressão estabelecida no novo plano, há uma desvalorização da carreira, fazendo com que o salário de pessoas com mais tempo de serviço não seja tão diferente em relação aos profissionais com menos tempo.  O estado de greve foi decretado no dia 17 de março, em assembleia do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Espírito Santo (Sindiupes). A partir daí, as ações de mobilização passarão a ser mais cotidianas. Uma das atividades já marcadas é um ato público no dia 5 de abril, em frente à prefeitura. Também em abril, no dia 11, acontecerá uma assembleia cuja pauta ainda será definida, pois depende de como serão as negociações com a gestão do prefeito Arnaldinho Borgo. A decisão do magistério se deu não somente em decorrência do plano de cargos e salários. Conforme explica o professor e integrante do FOPPEVV, Vinicius Machado, foi também devido à precarização do ensino. Ele relata que escolas estão sucateadas, há salas superlotadas, faltam auxiliares, cuidadores e professores da educação especial. O professor também denuncia o fechamento de turmas de Educação de Jovens e Adultos (EJA). Em janeiro, o Fórum de Educação de Jovens e Adultos (EJA) chegou a acionar o Ministério Público do Espírito Santo (MPES) contra o fechamento de sete turmas de EJA na rede municipal de ensino. O grupo apontou “negação de direito à educação” e requereu que o MPES tome providências de maneira urgente, “em função do início do ano letivo que se aproxima”. O Fórum destacou que os alunos formam “um grande número de estudantes, que historicamente tiveram seus direitos negados, mas resistem ao retornar à escola”. Professores da rede de Vila Velha aprovam estado de greve Como parte das mobilizações, que agora serão frequentes, haverá um ato no dia 5 de abril em frente à prefeitura https://www.seculodiario.com.br/educacao/professores-da-rede-municipal-de-vila-velha-aprovam-estado-de-greve

24/03/2023 / 0 Comments
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Papo de Repórter: quatro meses dos atentados em Aracruz

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Ato no município e reivindicações das vítimas são assunto do programa, que tem ainda giro de notícias e dicas culturais No programa Papo de Repórter, você acompanha o Giro de Notícias, com um resumo do noticiário dos últimos dias pelas lentes da cobertura independente do Século Diário, além de conferir dicas de cultura e turismo no Espírito Santo.  O Assunto da Semana desta vez são os quatro meses do ataque que tirou a vida de quatro mulheres no município de Aracruz, norte do Estado, uma estudante e três professoras, além de atingir toda comunidade escolar. Um ato no município foi convocado por movimentos sociais para este sábado (25), para protestar na luta por justiça, memória, proteção e reparação às vítimas.  O programa vai ao ar nas manhãs de sexta-feira com jornalistas do Século Diário e convidados. —- * Inscreva-se no canal do Século Diário no YouTube e ative o sininho para acompanhar as novidades. ** Se quiser ouvir este e outros programas em podcast, siga os canais do Século Diário no Spotify e Google Podcasts.  Ato em Aracruz resgata memória das vítimas de atentado e pede justiça – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/seguranca/ato-em-aracruz-resgata-memoria-das-vitimas-de-atentado-pede-justica-e-reparacao Suposta ameaça de ataque em Aracruz deixa comunidade escolar em pânico – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/seguranca/suposta-ameaca-de-ataque-em-aracruz-deixa-comunidade-escolar-em-panico Vítimas de atentado em Aracruz são homenageadas em marcha no Centro – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/direitos/mulheres-vitimas-de-atentado-em-aracruz-sao-homenageadas-na-marcha-do-8-de-marco

24/03/2023 / 0 Comments
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‘A gente não quer ser só público’, cobra comunidade escolar de Aracruz

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Audiência pública sobre segurança nas escolas será realizada na próxima quarta-feira, por comissão presidida pelo deputado Alcântaro Uma audiência pública sobre segurança nas escolas será realizada pela Comissão de Proteção à Criança e ao Adolescente da Assembleia Legislativa na próxima quarta-feira (29), em Aracruz, norte do Estado. A comunidade escolar da região foi convidada, entretanto, reivindica seu protagonismo. “A gente não quer ser só público”, pontua a integrante do Fórum Antifascista, Leilany Santos Moreira.  A audiência pública será às 19h, na Oficina de Artes, localizada no bairro Coqueiral de Aracruz, onde, em novembro de 2022, um adolescente de 16 anos invadiu duas escolas efetuando disparos com arma de fogo. Na Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio (EEEFM) Primo Bitti, o atirador deixou três vítimas fatais: as docentes Maria da Penha Banhos, Cybelle Bezerra e Flavia Amboss. Outras três professoras baleadas sobreviveram, mas estão com sequelas. Depois, o adolescente seguiu para o Centro Educacional Praia de Coqueiral (CEPC), escola da rede privada de ensino, onde matou a estudante Selena Sagrillo. Mais dois alunos foram baleados, mas conseguiram sobreviver. Uma adolescente se encontra na cadeira de rodas. Informações da Assembleia Legislativa apontam que foram convidados para o debate os secretários de Estado da Segurança, coronel Alexandre Ramalho; e o de Educação, Vitor de Angelo, além de profissionais da educação, diretores de escolas, psicólogos, representantes do Conselho Tutelar e vereadores. Também foi convidado Leandro Bassini, secretário de Educação de Suzano, em São Paulo, onde um adolescente e um homem invadiram uma escola e mataram sete pessoas, em 2019.  O convite foi feito pelo presidente do colegiado, deputado Alcântaro Filho (Republicanos), que é do município e ex-vereador. Leilany relata que, assim que a comunidade escolar da EEEFM Primo Bitti recebeu o convite para a audiência pública, questionou se teria espaço de fala, mas não obteve resposta. “A princípio foi um susto, não nos foi dado protagonismo nesse processo. Quem vai falar por nós? Mas estamos dispostos a participar e colocar nosso posicionamento”, diz. Um dos posicionamentos, destaca, é a necessidade de se focar nas causas do atentado. Para ela, as falas do poder público têm girado em torno de ações como policiamento e instalação de detectores de metal nas escolas. “Por mais que se faça isso, uma pessoa que estava planejando o atentado há dois anos ou mais, como aconteceu, se inteiraria dessas iniciativas”, avalia. Para Leilany, esse tipo de ação acaba colocando as pessoas “trancadas como reféns”, e as impulsiona a pensar que “todo aluno é suspeito, que um aluno calado é um possível inimigo”. “Vão nos proteger de que? De quem? Os alunos são vítimas ou ameaças a serem combatidas? As causas do atentado, que são o discurso de ódio, as células nazistas, não estão sendo combatidas”, afirma. Neste sábado (25), uma manifestação irá marcar os quatro meses do atentado às escolas de Aracruz. O protesto será em Coqueiral, para preservar a memória das vítimas e pedir justiça e reparação. A concentração será às 9h30, na Praça da Amizade. De lá, os manifestantes sairão pelas ruas do bairro com um carro de som, fazendo falas e apresentações culturais, com músicas, poesias e outras manifestações artísticas. Os organizadores são o Coletivo de Mulheres Dona Astrogilda, o Fórum Antifascista e o 8M Unificado, que conta com entidades como o Fórum de Mulheres do Espírito Santo (Fomes). Ato em Aracruz resgata memória das vítimas de atentado e pede justiça Crime completa quatro meses no próximo dia 25 e vítimas ainda não recebem a devida assistência  https://www.seculodiario.com.br/seguranca/ato-em-aracruz-resgata-memoria-das-vitimas-de-atentado-pede-justica-e-reparacao Vítimas de atentado em Aracruz são homenageadas em marcha no Centro Ato do 8 de março reuniu movimentos do campo e da cidade e rememorou as inúmeras mulheres vítimas de feminicídio no Estado https://www.seculodiario.com.br/direitos/mulheres-vitimas-de-atentado-em-aracruz-sao-homenageadas-na-marcha-do-8-de-marco

24/03/2023 / 0 Comments
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