Seis dias depois, Imperatriz do Forte se retrata publicamente sobre desrespeito e não-desfile no Carnaval Apoena Seis dias depois do triste episódio de desrespeito ao Baile de Congo São Benedito de Conceição da Barra, registrado na última sexta-feira (10), a escola de samba Imperatriz do Forte publicou seu pedido de desculpas ao grupo e também aos quilombos urbanos e rurais do Espírito Santo, que solidariamente, se sentiram ofendidos. A agremiação levou para o Carnaval 2023 de Vitória a história de Benedito Meia-Légua, herói do povo preto do Sapê do Norte, território quilombola tradicional localizado entre São Mateus e Conceição da Barra, no norte do Estado, formado por mais de 30 comunidades quilombolas certificadas pela Fundação Cultural Palmares e que aguardam a titulação de suas terras pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). A “cabeça” do desfile trazia uma homenagem aos festejos do Ticumbi, umas das mais emblemáticas manifestações folclóricas da região e da identidade cultural capixaba. Porém, os integrantes vivos, que sustentam a tradição, apesar de convidados a participar do espetáculo, foram ignorados pela diretoria da escola. Depois de mais de cinco horas de viagem, em ônibus cedido pela Prefeitura de Conceição da Barra, os brincantes – muitos deles idosos e com saúde frágil, incluindo Mestre Berto Florentino – não foram recepcionados pela diretoria da escola ao chegarem na Capital, não receberam a alimentação prometida e fantasias para acompanhantes que havia sido prometido. Não conseguiram entrar na avenida e voltaram para casa com um sentimento amargo de desrespeito e descaso. No pedido de desculpas, publicado na manhã desta quarta-feira (15) em suas redes sociais, a Imperatriz assume: “Falhamos!” Depois de elencar alguns atropelos que a escola sofreu até minutos antes de entrar no sambódromo, e que, aponta, contribuíram para que o Ticumbi não tenha tido o tratamento merecido, e de ressaltar que “jamais o que aconteceu foi proposital”, a escola afirma que nenhum desses problemas minimiza o fato. “Estamos aqui para pedir desculpas, não só ao Ticumbi, mas à população negra. Reproduzimos aquilo que mais criticamos em diversos momentos quando uma escola de samba vai fazer uma apresentação: A falta de atenção, trato e boa vontade. Reproduzimos tudo que repudiamos, nas famosas ‘barcas furadas’ que somos convidados”. Num segundo momento, a nota critica as más condições de trabalho a que as escolas de samba de Vitória são submetidas ao longo do tempo pelo poder público, destacando o trabalho dos voluntários, “que ficam em situações desumanas e insalubres, em meio ao cansaço físico e mental, confeccionando os carros alegóricos e fantasias, que juntam moedas para comprar uma comida para que os trabalhos nos barracões não parem” e também “de pessoas pretas que, assim como no Ticumbi, resistem para que essa manifestação cultural do carnaval não morra, diante do mundo cada vez mais conservador e que ataca o carnaval e não o vê como uma fonte de renda e oportunidades de caminhos diferentes da violência, que tanto assola regiões periféricas”. Ao final, pede para que “parem de nos atacar sem ouvir/ler realmente os dois lados da história”, alegando que “não demoramos no pronunciamento, estávamos estudando a melhor forma de fazer isso, assim como o Ticumbi, a escola parte de um coletivo, que precisa analisar e educar os envolvidos, entendemos que erramos e acreditamos que hoje seria o melhor dia para conversarmos com vocês”. Classificando como “lamentável” o ocorrido com o Ticumbi, a Imperatriz encerra a nota levantando “vários questionamentos e autocríticas”, direcionados a todas as agremiações capixabas: “Fazer carnaval no Espírito Santo é desgastante, precisamos parar de romantizar o precário, de achar que na dificuldade fazemos arte. Estamos realmente crescendo a cada ano? O carnaval capixaba realmente está profissionalizando? Quais são as condições dos trabalhadores no Tancredão? Como pode uma agremiação não conseguir fornecer o mínimo para seus homenageados?” O apelo final afirma que “a arte precisa ser viabilizada nas condições humanas, sanitárias e financeiras possíveis, as manifestações culturais do Espírito Santo precisam ter a mesma visibilidade, andarem juntas, para que assim fiquem fortalecidas em todos os aspectos. Quilombos não podem atacar outros Quilombos, estes precisam ser constantemente fortalecidos. Ao Ticumbi, as nossas sinceras desculpas”. Repúdios O pedido de desculpas da Imperatriz do Forte é publicado após os repúdios de pelo menos três associações folclóricas do Estado. O próprio Baile de Congo de São Benedito de Conceição da Barra, se manifestou na terça-feira (14) nesse sentido, lamentando a postura do presidente da escola, Artur Kadratz, que “lavou as mãos”, sublinha o Baile de Congo, pois “simplesmente não respondeu mais às mensagens do grupo, que aguardava com fome na avenida”. As associações também criticaram não só o ocorrido no dia do desfile, mas a falta de retratação pública até aquele momento. “Alô Imperatriz do Forte! Com dignidade queremos uma retratação digna, não se brinca com a cultura popular”, provocou a Associação de Folclore de Conceição da Barra, que também apontou a incoerência entre o samba-enredo e a postura da escola. “Benedito é santo cozinheiro e suas festas são de fartura e boa comida. Em nada combina com a mesquinhez de negar água e alimento a quem viajou sete horas apenas para ajudar a contar, na avenida, uma história que o Ticumbi mantém viva há vários séculos”, expõe. “Os foliões da Imperatriz cantavam alto na avenida o samba enredo que dizia ‘Então abre a praça pra ver Ticumbi’, enquanto a diretoria, destratava e humilhava os integrantes do grupo na zona de concentração do desfile”. A Comissão Espirito-Santense de Folclore também abordou essas questões e conclamou o poder público a agir, rogando “pelo cumprimento e fiscalização de políticas de reconhecimento, proteção, fomento e valorização das comunidades tradicionais e que estejam atentas às investidas de pessoas, entidades e organizações que praticam o descaso, o abandono e a coerção das tradições e a exploração das manifestações folclóricas capixabas em detrimento da dignidade de seus legítimos donos!! Percebemos um verdadeiro desrespeito à cultura popular nesse caso e como conceituava o Mestre Armojo sobre Folclore ‘É uma astúcia do povo’ e merece respeito total”. Associações repudiam desrespeito de escola de samba com o Ticumbi
Assembleia limita criação de CPIs e forma comissões permanentes
Com mudanças nas atribuições dos colegiados, legislativo vai funcionar com 17 comissões Depois de encerrada a primeira sessão ordinária com matérias para análise, os deputado estaduais formalizaram a composição das comissões permanentes da Assembleia Legislativa, nesta terça-feira (14), em meio a articulações conduzidas pelos dois blocos parlamentares. Foi aprovado o Projeto de Resolução (PR) 1/2023, da Mesa Diretora, que limita funções de deputados que substituem o presidente no comando das sessões e proíbe a criação de mais do que cinco Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs). Encerrada a reunião, os deputados se reuniram para definir o comando das comissões. Treze colegiados já estão formados, mas ainda falta definir a presidência e vice de Ciência e Tecnologia e Direitos Humanos. As Comissões de Constituição e Justiça será comandada por Mazinho dos Anjos (PSDB), e a de Finanças, no comando de Tyago Hoffmann (PSB). Consideradas as duas mais importantes, foram anunciadas na sessão anterior, dessa segunda-feira (13). Nesta terça-feira, a Comissão de Finanças definiu que as reuniões ordinárias serão nas segundas-feiras, às 13h30, de forma híbrida, no Plenário Dirceu Cardoso. O deputado Alexandre Xambinho (PSC), que havia sido eleito vice-presidente, comunicou que estava declinando do cargo em favor do deputado João Coser (PT). O parlamentar petista aceitou a proposta, aprovada por unanimidade na comissão. As comissões de Agricultura e Segurança ficaram com nove membros; Cooperativismo com sete; Educação, Infraestrutura, Direitos Humanos, Saúde e Meio Ambiente com cinco; Assistência Social, Turismo, Cultura, Defesa do Consumidor e Ciência e Tecnologia com três. As composições são as seguintes: Meio Ambiente e Proteção aos Animais – presidente Gandini (Cidadania), vice Janete de Sá, e membros Iriny Lopes (PT), Callegari (PL) e Lucas Polese (PL); Cultura e Comunicação Social – presidente Iriny Lopes (PT), vice Gandini, e Sergio Meneguelli (Republicanos); e Educação – presidente Dary Pagung (PSB), vice Gandini, e membros Tyago Hoffmann, Alcântaro Filho (Republicanos) e Danilo Bahiense (PL). Já a Saúde e Saneamento – presidente Bruno Resende (União), vice Pablo Muribeca (Patriota), e membros Zé Preto (PL), Calegari, Hudson Leal (Republicanos); Cooperativismo – presidente Allan Ferreira (Podemos), vice Adilson Espindula (PDT), e membros Iriny, Bruno Resende, Raquel Lessa, Hudson Leal e Callegari; e Agricultura – presidente Lucas Scaramussa (Podemos), vice Adilson Espindula (PDT), e Janete de Sá, Dary Pagung, Raquel Lessa, João Coser, Alcântaro, Lucas Polese e Coronel Wellinton (PTB). A Comissão de Defesa do Consumidor ficou constituída com Vandinho Leite (PSDB) na presidência, Danilo Bahiense (PL) na vice, e Denninho Silva (União) como membro; Segurança e Combate ao Crime Organizado – presidente Bahiense, vice Muribeca, e Denninho, Mazinho, José Esmeraldo (PDT), Capitão Assumção (PL), Coronel Weliton (PTB) e João Coser (PT); Turismo – presidente Allan Ferreira, vice Coronel Weliton, e Janete de Sá; Ciência e Tecnologia – presidente Muribeca, vice Tyago Hoffmann, e Danilo Bahiense; Infraestrutura – presidente Alexandre Xambinho, vice João Coser, e Hudson Leal; Assistência Social – presidente Raquel Lessa, vice Lucas Polese, e Camila Valadão. Mudanças Proposta aprovada pelo plenário modificou as atribuições de algumas comissões. A de Justiça recebeu o tema Cidadania que atualmente está na Comissão de Defesa dos Direitos Humanos. O colegiado de Infraestrutura passa a incorporar também Saneamento, até então sob a alçada da Comissão de Saúde. Outra mudança cria o 17º colegiado, ao separar Proteção à Criança e ao Adolescente de Política sobre Drogas, temas atualmente tratados no âmbito de uma mesma comissão. Na justificativa da matéria, o presidente Marcelo Santos (Podemos) explica que as alterações são fruto do diálogo com os parlamentares e que visam uma melhor divisão das vagas nas comissões. Argumenta, ainda, que a ideia é adotar a mesma nomenclatura utilizada pela Câmara dos Deputados para tais colegiados. Mazinho e Tyago são confirmados nas principais comissões da Assembleia – Século Diário seculodiario.com.br/politica/mazinho-e-tyago-sao-confirmados-nas-principais-comissoes-da-assembleia
Servidores pedem 14,37% de reposição salarial para cobrir a inflação
Representantes de entidades sindicais do Estado protocolaram documento no Palácio Anchieta nesta terça-feira Um pedido de reposição de 14,37% para cobrir as perdas com a inflação foi protocolado na tarde desta terça-feira (14), no Palácio Anchieta, Centro de Vitória, endereçado ao governador Renato Casagrande (PSB), pela Pública – Central do Servidor e outras entidades sindicais. O ato faz parte do processo de Revisão Geral Anual (RGA) e envolve defasagem registrada desde a pandemia do Coronavírus, em 2020. Nesta quarta-feira (15), os sindicalistas irão à Assembleia Legislativa encaminhar o mesmo pedido aos deputados estaduais, a quem reivindicam a formação de uma frente parlamentar para analisar a questão dos servidores. “Queremos estabelecer uma mesa de negociações permanente, a fim de facilitar o diálogo com o governo”, comenta o presidente do Sindicato do Pessoal do Grupo de Tributação, Arrecadação e Fiscalização TAF (Sindifiscal-ES), Geraldo José Pinheiro, um dos signatários do documento. “Não se trata de aumento salarial”, explica Leandro Pereira Machado, presidente do Sindicato dos Servidores da Assembleia Legislativa e do Tribunal de Contas (Sindilegis-ES), ressaltando s necessidade da urgência para o envio de um projeto de lei para a Assembleia, visando regularizar o reajuste das perdas salariais para este ano. O documento encaminhado ao governador afirma que é “preciso prever uma revisão salarial em 2023 em percentual idêntico ao índice inflacionário medido no período, conforme preceitua a Constituição Federal”. Segundo os cálculos apresentados, “as perdas acumuladas desde 2012 perfazem o percentual de 57,15%, destacando que as mais recentes ocorreram entre 2015 a 2021, em função de não concessão de RGA”. Em 2022, a questão de reposição salarial foi definida pelo governo com um índice de 6% para os servidores públicos estaduais, de forma linear, insuficiente pra acalmar os ânimos. Os servidores se mobilizaram para ver cumprido o acordo celebrado em 2020 e a Pública – Central do Servidor ameaçou inclusive judicializar a questão.
Enfermeiros cobram obrigatoriedade do pagamento do piso salarial
Categoria também voltou a reivindicar que Casagrande pague o piso, como firmado nas eleições A manhã desta terça-feira (14) foi marcada por um ato organizado pelo Sindicato dos Enfermeiros do Espírito Santo (Sindienfermeiros-ES) em frente ao Hospital Estadual Dório Silva, na Serra. A mobilização, que ocorreu em todos estados do Brasil, teve como objetivo demonstrar a insatisfação com a manutenção da suspensão da obrigatoriedade do pagamento do piso salarial da categoria por parte do Supremo Tribunal Federal (STF). No Espírito Santo, houve ainda a cobrança para que o governador Renato Casagrande (PSB) pague o piso, conforme compromisso assumido no segundo turno das Eleições 2022. O protesto teve apoio do Conselho Regional de Enfermagem do Espírito Santo (Coren-ES) e participação também do Sindicato dos Servidores da Saúde (Sindsaúde-ES) e do Sindicato dos Servidores Públicos (Sindipúblicos). A presidente do Sindienfermeiros, Valeska Fernandes, afirma que, embora já tenha se passado cinco meses da suspensão da obrigatoriedade do piso, os trabalhadores demonstraram otimismo em relação a uma possível reversão dessa situação. Diz ainda que demonstraram disposição para uma possível greve, após o dia de paralisação marcado para o dia 10 de março. Entretanto, a participação dos trabalhadores na manifestação, segundo Valeska, foi mais “tímida” do que nas vezes anteriores. A dirigente sindical acredita que isso pode ter ocorrido porque a Fundação Inova irá assumir a administração do Dório Silva e há histórico de transferência dos funcionários para outros hospitais em locais administrados pelo Inova, como o Hospital Estadual Antônio Bezerra de Farias, em Vila Velha. O Dório Silva foi o local escolhido para a manifestação por ser estadual, sendo, portanto, uma forma de cobrar que Casagrande cumpra o compromisso firmado durante o segundo turno das Eleições 2022 de pagar o piso salarial da categoria a partir de janeiro passado. Em dezembro de 2022, a gestão estadual solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a revogação parcial da suspensão do piso salarial da Enfermagem para poder pagar, o que Valeska afirma ser desnecessário, pois a suspensão da obrigatoriedade não proíbe a gestão de fazer o pagamento. Na manifestação realizada na Serra houve várias faixas, cartazes e carro de som. Os trabalhadores não ocuparam as ruas, ao contrário do protesto em Colatina, noroeste do Estado, também nesta manhã. Lá, a Enfermagem parou a ponte Florentino Avidos, no Centro. A manifestação não foi organizada pelo sindicato, mas a entidade demonstra satisfação com a iniciativa. De acordo com Valeska, o sindicato “não tem perna” para fazer as mobilizações em todo o Espírito Santo. Ela destaca que os trabalhadores de Colatina “tem viés para a luta e para nós isso é importante”. Após aprovação do Projeto de Lei 2564/20, de autoria do senador Fabiano Contarato (PT), que estabelece o piso salarial nacional da Enfermagem, foi aprovada a Proposta de Emenda Constitucional 11/2022, PEC da Enfermagem, promulgada em 14 de julho, passando a ser Emenda Constitucional 124. A Emenda determina que uma lei federal instituirá o piso, que será de R$ 4,7 mil para enfermeiros; R$ 3,2 mil para técnicos de enfermagem; e R$ 2,7 mil para auxiliares e parteiras. Ao inserir na Constituição o piso, a intenção é evitar uma eventual suspensão na Justiça, o que não impediu que o STF suspendesse a conquista histórica da categoria, com base na em Adin movida pela Confederação Nacional de Saúde (CNSaúde), questionando a constitucionalidade da lei que estabelece o piso. Ministro do Supremo Tribunal Federal suspende piso da Enfermagem Decisão de Luis Roberto Barroso é proveniente de uma Adin movida pela CNSaúde, entidade do setor patronal https://www.seculodiario.com.br/saude/supremo-tribunal-federal-suspende-piso-da-enfermagem Enfermagem realiza mais um protesto em defesa do piso salarial Ato será em frente ao Hospital Dório Silva, para cobrar que o piso seja pago no Estado, como prometeu Casagrande https://www.seculodiario.com.br/saude/enfermagem-realiza-mais-um-ato-em-defesa-do-piso-salarial
Produtora sociocultural denuncia racismo em camarote do Sambão do Povo
Winy Fabiano se retirou do Sambão após ouvir de uma mulher que não deveria estar ali e não ter apoio dos seguranças A madrugada do último sábado (11) deveria ser de festividade para a produtora sociocultural Winy Fabiano, por mais uma vez poder ver a escola de samba do coração, a Novo Império, entrar na avenida. Acabou, porém, muito diferente, diante de um acontecimento que, assim como sua atuação no mundo do samba, é algo presente em sua vida, mas não deveria: o racismo. Ela denunciou ter sido discriminada no Camarote Vix, no Sambão do Povo, e, nessa segunda-feira (13), registrou Boletim de Ocorrência (BO). O fato também foi relatado em suas redes sociais. Arquivo Pessoal Segundo Winy, já no camarote, uma senhora disse que ela não poderia estar naquele espaço, obtendo como resposta que podia, pois “estava pagando igual a ela”. A mulher também ouviu da vítima que estava sendo racista, mas rebateu. “Ela disse que o mal de vocês [pessoas negras] é que hoje tudo é racismo, a gente não pode falar nada. Mas conheço, sei bem o que é racismo estrutural, sei quais são as caras, as bocas e deboches. A gente passa por isso todo dia e dessa vez não vou me calar”, diz. Ela recorda que diante das falas da mulher, se alterou um pouco. Isso foi suficiente para a pessoa que a agrediu chamasse os seguranças, que ao ouvirem os relatos das duas, se posicionaram do lado da agressora. O BO registrado foi contra a chefia dos seguranças e os organizadores do camarote. “Como produtora sociocultural, sei da responsabilidade que se tem na hora de contratar uma equipe, que deve ser preparada. Saí de um espaço que paguei, me colocaram como errada, como se estivesse mentindo”, afirma, destacando que ainda busca a identidade da agressora para denunciá-la também. Em desabafo nas redes sociais, Winy questionou onde estão os “corpos pretos” no Carnaval, “que é cultura brasileira, tem magnitude gigante, fala de alegria, que veio de dentro das favelas, dos quilombos, criado pelo povo preto?”. Ela destaca que esses corpos estão trabalhando ou se divertindo, mas quando “não estão na posição de mão de obra, de servir”, muitas pessoas os veem com incômodo. A produtora sociocultural prossegue dizendo que o carnaval é “um espaço que veio dos nossos ancestrais e que por direito também é nosso”. O Coletivo Mulheres Unidas do Caratoira (Muca), o qual Winy preside, divulgou nota de repúdio sobre o ocorrido, demonstrou solidariedade e reafirmou o “compromisso diário de pela educação popular e de base continuar lutando por uma sociedade livre de machismos, racismo, LGBTFobia e todas as formas de opressão”.
Vacinas bivalentes começam a ser aplicadas no Estado neste mês
Imunizantes contemplam variantes atualizadas e serão para os grupos prioritários. Os demais, receberão as monovalentes Começa ainda neste mês a imunização com as vacinas bivalentes, que contemplam as variantes atualizadas da Covid-19. A informação foi divulgada pelo subsecretário estadual de Vigilância em Saúde, Luiz Carlos Reblin, na manhã desta terça-feira (14). No entanto, ainda não há uma data definida. A expectativa é de que até o mês de abril o grupo prioritário, que será o foco, já esteja amplamente vacinado. O imunizante terá como público-alvo idosos com mais de 60 anos, imunossuprimidos, gestantes, puérperas, trabalhadores da saúde, pessoas privadas de liberdade, trabalhadores dos sistemas prisional e socioeducativo, indígenas, quilombolas e ribeirinhos. Os demais continuarão a receber as vacinas monovalentes. Reblin informou ainda que a maioria das internações e óbito são de pessoas com esquema vacinal incompleto. Ele também chamou atenção para o baixo índice de crianças na faixa etária de seis meses que tomaram a vacina, até o momento, cerca de 5 mil. Durante toda a pandemia, foram 1,32 milhão de casos de Covid-19, além de cerca de 5 mil óbitos. O subsecretário informou também que, nos últimos 14 dias, o registro é de 71 casos de Covid-19 por dia, havendo estabilidade na queda. O Espírito Santo tem 1,1 óbitos a cada 100 casos e registra, em toda a crise sanitária, a realização de 4,4 milhões de testes, número maior do que o de habitantes do Estado. Durante o Carnaval, o ponto de testagem do aeroporto irá funcionar durante 24 horas, todos os dias, sem necessidade de requisição médica para fazer os testes. Na Rodoviária de Vitória e no Terminal de Laranjeiras, na Serra, funcionarão, respectivamente, na segunda-feira (20) e terça-feira (21). Todos irão funcionar normalmente na quarta-feira (22). O da Universidade Federal do Espírito (Ufes) retornará somente na quinta (23). Apesar da confirmação do primeiro caso de infecção por Covid-19 com a sublinhagem da Ômicron, a XBB.1.5, ocorrida em primeiro de fevereiro, não há registro de proliferação no Espírito Santo, sendo esse o único caso registrado até o momento. A XBB.1.5 despertou preocupação no mundo, em virtude do aumento de casos percebidos no Estados Unidos e de sua rápida disseminação, uma vez que tem uma mutação que confere a ela capacidade de se ligar mais facilmente às células humanas. Dengue A dengue também foi um dos assuntos abordados por Reblin, pois o número de casos aumentou expressivamente. Só neste ano, já foram registrados 18,8 mil, portanto, estima-se que, ainda esta semana, supere o de todo o ano de 2022, cerca de 21 mil. Em 2020, o total foi de uma média 9 mil. Detectado primeiro caso de contaminação com a XBB.1.5 no Estado Sublinhagem da Ômicron foi identificada pelo Lacen-ES e é um dos primeiros casos em território nacional https://www.seculodiario.com.br/saude/detectado-primeiro-caso-de-contaminacao-com-a-xbb-1-5-no-espirito-santo
Associações repudiam desrespeito de escola de samba com o Ticumbi
Ticumbi de Conceição da Barra viajou até Vitória, mas foi destratado pela Imperatriz do Forte e não desfilou Apoena Três associações de folclore capixaba manifestaram publicamente sua indignação contra o tratamento desrespeitoso dispendido na última sexta-feira (10) pela escola de samba Imperatriz do Forte ao Baile de Congo São Benedito de Conceição da Barra, ou Ticumbi de São Benedito, um dos mais marcantes elementos da identidade cultural capixaba. Apesar do samba-enredo da escola, que abriu o carnaval de Vitória deste ano, tratar da cultura quilombola, por meio da história de Benedito Meia Légua, e da abertura do desfile da Imperatriz homenagear os festejos do Ticumbi, o Baile de Congo foi destratado pela escola, não tendo sido devidamente recepcionado pelos integrantes, o que impossibilitou até que o grupo entrasse na avenida e participasse do desfile. “Nem água deram para a gente”, declarou na ocasião o Rei de Congo Jonas Balbino. Uma das notas de repúdio veio do próprio Baile de Congo de São Benedito de Conceição da Barra, nesta terça-feira (14), que condenou “as ações e inações do Grêmio Recreativo Escola de Samba Imperatriz do Forte e da Liga Espírito-Santense das Escolas de Samba (Lieses), que vêm tentando calar a voz do povo preto do Sapê do Norte”. Além de todo o constrangimento no dia do não-desfile, o Ticumbi repudia o fato de que, até o momento, os diretores da escola “se recusam a ouvir o clamor do grupo por um pedido formal de desculpas e blindam a escola impedindo as manifestações dos aviltados em suas redes sociais”. O grupo afirma que “a Imperatriz do Forte usurpou a Cultura Capixaba”, pois levou para a avenida “um enredo fictício”, desconhecido pelos carnavalescos e diretoria da agremiação. “Com a desculpa de homenagear o revolucionário negro Benedito Meia-Légua, estamparam São Benedito em seu estandarte, incluíram Santo Bino das Piabas em seu enredo e conclamaram os presentes no Sambão do Povo a abrir a praça para ver o Ticumbi mas, do alto de sua arrogância, sentiram-se maiores que a Tradição e abandonaram o grupo na concentração do desfile, sem água, sem comida e nem boas-vindas, depois de sete horas de viagem”. A nota destaca a postura do presidente da escola, Artur Kadratz, que “lavou as mãos”, sublinha o Baile de Congo, pois “simplesmente não respondeu mais às mensagens do grupo, que aguardava com fome na avenida”. Conforme noticiado em Século Diário, na fatídica noite, apenas o carnavalesco Vitor dos Santos, após longo tempo de espera, foi conversar com o grupo, mas também não assumiu responsabilidade e “falou em ‘acordos escusos’ da diretoria que teriam impedido a escola de fornecer comida aos membros do Ticumbi, que atravessaram o Estado para ajudar a escola a contar uma história que é a história deles”. Com o ônibus cedido pela Prefeitura de Conceição da Barra e a promessa de voltar imediatamente após o desfile, sem necessidade de pernoite, caberia à escola apenas alimentação na chegada e para a viagem de volta e a entrega de 15 fantasias para familiares dos brincantes, mas nada disso foi cumprido. A nota pontua aspectos da tradição quilombola que foram usurpados pela escola, descrevendo personagens representados no desfile, sem conexão com a realidade. “Santo Bino das Piabas, representado por um ator no carro abre-alas da Imperatriz do Forte, é festejado todo ano pelo Baile de Congo de São Benedito de Conceição da Barra, pelo Jongo das Barreiras, que guarda a imagem que pertenceu a Benedito Meia-Légua há séculos, e por todo o povo preto do Sapê do Norte. Festa de Benedito Santo é festa de fartura. Todos que participam do Ensaio-Geral do Ticumbi comem até saciar a fome, porque Benedito é santo cozinheiro e matou a fome de muita gente quando andou pelo mundo! Mas disso a Imperatriz do Forte não entende. Para o carnavalesco, os Beneditos deste enredo ‘Mas será o Benedito?’ são apenas figurações que rendem um bom samba e belas cenas na avenida que viram pontos dos jurados”. O grupo critica também “o silêncio retumbante dos representantes da Cultura Capixaba e das autoridades”. Exceções, elencam, foram a deputada Iriny Lopes (PT), a Associação de Folclore de Conceição da Barra e a Comissão Espírito-Santense de Folclore. As duas responsáveis pelo desrespeito ao Ticumbi, a Lieses e a Imperatriz do Forte, ainda “impedem que comentem em suas postagens sobre o desfile da escola e, ao invés de soltarem uma nota pública pedindo desculpas à Cultura que desrespeitaram e agrediram, agora começam a esparramar mentiras sobre o grupo nas redes e para a imprensa”, assinala o Baile de Congo. “Querem fazer parecer que quem pediu para participar do desfile foi o Ticumbi quando, na verdade, o grupo aceitou o convite, apesar do pouco que a escola se propôs a oferecer”, reforça. A nota finaliza invocando personalidades quilombolas e cobrando uma manifestação pública da escola e da Lieses. “Mas São Benedito sabe de todas as coisas e, lá do céu, Mestre Tertolino Babino, Coxi, Ascendino e tantos outros homens honrados e devotos que dedicaram a vida para preservar esta tradição cultural estão vendo a trama articulada e o sofrimento imposto por gente inescrupulosa ao povo preto do Sapê do Norte. O Ticumbi de São Benedito respeita o Carnaval de Vitória, a tradição do samba e as comunidades pretas da Capital. Tudo o que o grupo exige é ter de volta o mesmo respeito. Esperamos um pedido formal e público de desculpas da Imperatriz do Forte”. Repúdio veemente A Associação de Folclore de Conceição da Barra afirmou, em suas redes sociais, que repudia “com veemência” o fato e também destacou duas incoerências gritantes em relação a São Benedito e ao Ticumbi. “Benedito é santo cozinheiro e suas festas são de fartura e boa comida. Em nada combina com a mesquinhez de negar água e alimento a quem viajou sete horas apenas para ajudar a contar, na avenida, uma história que o Ticumbi mantém viva há vários séculos”, expõe. “Os foliões da Imperatriz cantavam alto na avenida o samba enredo que dizia ‘Então abre a praça pra ver Ticumbi’,
Mazinho e Tyago são confirmados nas principais comissões da Assembleia
Comissões de Justiça e Finanças tiveram nomes dos integrantes divulgados na sessão desta segunda-feira Anunciados na sessão ordinária desta segunda-feira (13), os membros das comissões de Justiça e Finanças da Assembleia Legislativa elegeram seus respectivos presidentes, Mazinho dos Anjos (PSDB) e Tyago Hoffmann (PSB), como já era previsto. Os vices são Denninho Silva (União) e Alexandre Xambinho (PSC). Nesta terça-feira (14), devem ser definidos os integrantes dos demais colegiados. As comissões de Justiça e Finanças tiveram os nomes dos seus integrantes divulgados pelo presidente Marcelo Santos (Podemos). Ele leu o Ato 397/2023, da Mesa Diretora, e explicou que a divisão das vagas foi feita levando em consideração o número de integrantes dos dois blocos parlamentares constituídos. A Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação será composto por sete membros, incluindo o presidente Mazinho dos Anjos. Os efetivos são Alcântaro Filho (Republicanos), Capitão Assumção (PL), Denninho Silva (União), Janete de Sá (PSB), Lucas Scaramussa (Podemos) e Raquel Lessa (PP). Já os suplentes são Alan Ferreira (Podemos), Coronel Weliton (PTB), Dary Pagung (PSB), Dr. Bruno Resende (União), José Esmeraldo (PDT), Lucas Polese (PL) e Tyago Hoffmann (PSB). Na Comissão de Finanças, Economia, Orçamento, Fiscalização, Controle e Tomada de Contas serão sete integrantes, além do presidente Tyago Hoffmann. Os efetivos são Adilson Espindula (PDT), Alexandre Xambinho (PSC), Callegari (PL), Coronel Weliton (PTB), Delegado Danilo Bahiense (PL), Engenheiro José Esmeraldo (PDT) e João Coser (PT). Como suplentes foram escolhidos Capitão Assumção (PL), Dary Pagung (PSB), Denninho Silva (União), Iriny Lopes (PT), Janete de Sá (PSB), Lucas Polese (PL), Pablo Muribeca (Patri), Sérgio Meneguelli (Republicanos) e Zé Preto (PL).
AGU pede condenação de empresário de Vila Velha por atos terroristas
Valfrido Chieppe Dias foi preso em sua residência, em 27 de janeiro, durante operação da Polícia Federal Valfrido Chieppe Dias, residente em Ilha das Flores, Vila Velha, é uma das 54 pessoas envolvidas nos atos terroristas de 8 de janeiro, em Brasília, que nesta segunda-feira (13) tiveram o pedido para que sejam condenados em definitivo a ressarcir R$ 20,7 milhões ao erário. A medida foi adotada pela Advocacia-Geral da União (AGU), em processo que corre na Justiça Federal do Distrito Federal. Ele é empresário e ex-policial militar e foi preso em sua residência, em 27 de janeiro, durante operação da Polícia Federal. Valfrido participou dos atos terroristas e chegou a divulgar vídeos em redes sociais, onde aparece com ferimento no rosto provocado por um tiro com bala de borracha disparado pelas forças de segurança. Na época de sua prisão, os agentes realizaram ações na cidade de Pancas, noroeste do Estado, para prender o ex-vice-prefeito do município Marcos Matavelli, que também postou fotos participando da invasão dos prédios dos três poderes em Brasília. A ação da AGU, na qual foi determinado o bloqueio de bens dos acusados de financiar o fretamento de ônibus para os atos que depredaram os prédios da Praça dos Três Poderes, inclui no polo passivo 54 pessoas físicas, três empresas, uma associação e um sindicato. Os advogados assinalam configurar “ato ilícito quando o titular de um direito (no caso em específico o direito à livre manifestação e reunião pacífica), ao exercê-lo, excede manifestamente os limites impostos pelo seu fim econômico ou social, pela boa-fé ou pelos bons costumes, nos termos do art. 187 do Código Civil”. Segundo a AGU, “num regime democrático, como no sistema brasileiro, contraria os costumes da democracia e a boa-fé a convocação e financiamento de um movimento ou manifestação com intento de tomada do poder, situação essa que evidencia a ilicitude do evento ocorrido”. A Advocacia-Geral também destaca que os demandados “possuíam consciência de que o movimento em organização poderia ocasionar o evento tal como ocorrido”, uma vez que anúncios de convocação já faziam “referência expressa a desígnios de atos não pacíficos (ou de duvidosa pacificidade) e de tomada de poder, fato que demonstra uma articulação prévia ao movimento com finalidade não ordeira, sendo o financiamento do transporte um vetor primordial para que ele ganhasse corpo e se materializasse nos termos ocorridos”. O documento lembra que o montante de R$ 20,7 milhões é baseado em cálculos de prejuízos efetuados por Supremo Tribunal Federal, Palácio do Planalto, Câmara dos Deputados e Senado Federal e “é o valor que a Advocacia-Geral da União reputa como dano material já incontroverso, sem prejuízo de, no curso da instrução processual, serem produzidos novos elementos de provas demonstrando um dano ainda maior ao patrimônio público”. Além disso, a AGU solicita retificações do polo passivo, para que nele permaneçam apenas os listados na ação civil pública, considerando que alguns requeridos na ação cautelar original prestaram esclarecimentos e demonstraram não ter envolvimento com os atos do dia 8 de janeiro, inclusive, em alguns casos, indicando quem foram os reais contratantes dos ônibus. No total, a AGU já ingressou com quatro ações em face de acusados de financiar ou participar diretamente dos atos do dia 8 de janeiro. Em três delas a Justiça já determinou cautelarmente o bloqueio de bens dos envolvidos para que, em caso de condenação posterior, os valores sejam utilizados para ressarcir o patrimônio público. No polo passivo destas ações estão um total de 178 pessoas físicas, além de três empresas, uma associação e um sindicato. A AGU também deve ingressar em breve com pedido para converter em ação civil pública as outras três cautelares, que dizem respeito aos presos em flagrante pela depredação dos prédios da Praça dos Três Poderes. Identificado primeiro preso no ES por atos terroristas praticados em Brasília – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/justica/identificado-primeiro-preso-no-estado-por-atos-terroristas-praticados-em-b
Não é nada, não é nada…
Coser abre trabalhos na Assembleia mirando em Vitória, seu alvo eleitoral do passado, de 2020, e já nas altas cotações para 2024 Lucas S.Costa/Ales No primeiro discurso feito na Assembleia Legislativa, nesta segunda-feira (13), o ex-prefeito João Coser (PT) focou na área da Saúde de Vitória, sempre um caos e motivo de desgaste para a gestão municipal. Já chegou destacando uma indicação ao adversário político, prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos), para instalação de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) na região continental, e ao aliado, governador Renato Casagrande (PSB), para construção de um novo Hospital Infantil. Junto com os argumentos, exaltação do que fez durante seus mandatos, quando listou ter alcançado o primeiro lugar em atendimento na atenção básica, “virando referência no País”. Seria apenas mais um discurso comum para um deputado, se não remetesse a “sintomas eleitorais”. O próprio até fez questão de tentar afastar qualquer relação: “fica meu apelo, não é uma coisa pessoal do João”. Mas, inevitável! A Assembleia é uma vitrine invejável para quem tem a Capital como projeto político e Coser, não é novidade, acumula em seu currículo o título de prefeito por dois mandatos, segundo turno para retornar ao cargo em 2020, sem êxito, e já nas altas cotações para 2024, o que funcionaria como uma espécie de revanche a Pazolini. Com algumas diferenças que pesam a seu favor: a atual gestão municipal não vai bem das pernas em vários setores; detém agora um mandato para chamar de seu; o retorno do PT ao poder central e crescimento no próprio Estado; aliança consolidada com o governo estadual, o dono da máquina. Quer dizer, não é nada, não é nada… Fatia do boloCoser foi o terceiro mais votado ao legislativo estadual no ano passado, com 58,2, mil votos. Na Capital, foram 15,1 mil. Sem dúvida, esse assunto e muitos outros mais envolvendo o município serão prioridades e recorrentes em sua atuação. Round 1Em 2020, conseguiu avançar para o segundo turno, mas não abater Pazolini. O atual prefeito fechou as urnas com 58,5%, à frente de Coser, que alcançou 41,5%. Uma reedição desse “duelo” é a aposta de bastidores políticos. Nada mudouO protesto de Vandinho Leite (PSDB) no plenário da Assembleia em relação ao deferimento de quatro CPIs do correligionário Mazinho, não surtiu efeito. Marcelo Santos (Podemos) rejeitou a questão de ordem nesta segunda, citando parecer da Procuradoria da Casa que aponta que Mazinho preencheu os requisitos constitucionais e do regimento interno. Nada mudou IINa semana passada, como relatei aqui, a intervenção de Vandinho revelou novos ruídos internos no ninho tucano, que já tinham ecoados na eleição da Mesa Diretora, ao acusar Mazinho de “manobra mal feita” nas assinaturas eletrônicas para abertura das investigações. Na fila de CPIs, uma de Vandinho, que acabou ficando pra trás. Refresco de memóriaOs temas de Mazinho são: abuso sexual e violência contra crianças e adolescentes; cumprimento de contratos de concessão de rodovias; comercialização e manuseio de explosivos e combustíveis; e trabalho infantil. Já Vandinho pretendia investigar irregularidades nos procedimentos de regularização fundiária do Estado. Nota da coluna:Embora Marcelo tenha dito, na polêmica das CPIs, que Mazinho cumpriu os requisitos e negou em seguida a questão de ordem de Vandinho, resolveu anular todos os pedidos de abertura de investigação que ele mesmo havia deferido. Alegou, porém, outras questões: horário errado de protocolo. Falha minha! Mas, gente?Novato na Assembleia, o deputado estadual Dr. Bruno Resende (União) fez, na sessão desta segunda-feira, uma espécie de prestação de contas de uma semana de mandato. Chegou “inovando”. Deveria, mas…A Nacional do Podemos não deve aplicar sanções ao senador Marcos do Val pelos absurdos, segundo ele “friamente calculados”, registrados nos últimos dias e que geraram abertura de procedimento pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, por suspeita de falso testemunho, denunciação caluniosa e coação. Deveria, mas II…A informação foi publicada na coluna Painel, da Folha de S.Paulo, e acrescenta que a legenda reprovou o comportamento do senador, mas avaliou que ele já terá que responder pelas investigações. “Hun”, sei, hein, Podemos…. Nas redes“Mais um adolescente que tentou praticar atentado contra escola e adivinhem: com uma suástica no braço. Felizmente foi contido antes de qualquer tragédia. Nada é por acaso…discursos violentos e de ódio matam!”. Karla Coser, vereadora de Vitória pelo PT, sobre caso registrado em São Paulo. FALE COM A COLUNA: medeirosmanaira@gmail.com