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​Projeto Subúrbio é novamente alvo das forças de segurança

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Romu revistou todas as pessoas presentes no local, no Centro de Vitória, e a PM tentou apreender o som O Projeto Subúrbio, no Centro de Vitória, mais uma vez foi alvo das forças de segurança. Nesse domingo (5), viaturas da Ronda Ostensiva Municipal (Romu), que faz parte da Guarda Municipal, compareceram ao local e revistaram todas as pessoas presentes. A Polícia Militar (PM) também esteve no projeto e tentou apreender o equipamento de som, mas foi impedida pelos proprietários e frequentadores. Um dos proprietários, Brendo dos Santos Soares, relata que a Romu parou uma viatura nas duas entradas do Projeto Subúrbio, uma na Avenida Beira Mar e outra na rua Governador Bley. Os guardas formaram duas filas para revistar as pessoas que estavam na calçada. Com a chegada das viaturas, as que estavam dentro do imóvel desceram para ver o que estava acontecendo, sendo também revistadas. De acordo com Brendo, cerca de 70 pessoas passaram pelo processo de revista. As filas foram organizadas de acordo com o gênero, sendo que as travestis foram colocadas na fila dos homens, o que, conforme aponta Brendo, também é uma violência. Ele relata que, quando questionados sobre o motivo da ação, os guardas disseram que era porque “aquilo estava virando um Mandela”, referindo-se aos bailes funk realizados nas periferias. As pessoas começaram a filmar a ação e ouviram ainda que “era para evitar que acontecesse o mesmo do Sambão do Povo”, em referência ao assassinato do jovem Pedro Henrique Crizanto, com um tiro na cabeça durante os ensaios técnicos das escolas de samba, na última quarta-feira (1º). A PM, por sua vez, falou que havia denúncias no Disque Silêncio, mas Brendo afirma que o serviço não apareceu e foi solicitada a medição dos decibéis, mas os policiais se recusaram a fazer isso. De acordo com o proprietário do Projeto Subúrbio, as caixas de som não foram apreendidas porque foi questionada a falta de mandado para isso, e quando ele começou a filmar, um policial tentou tomar o celular de sua mão. “Quando dissemos que estavam sendo racistas, disseram que não queriam que houvesse tiro, como aconteceu no Sambão do Povo, e que estávamos nos fazendo de vítima”, reforça Brendo. Ele aponta que a revista não encontrou nada de desabafa: “isso não aconteceria em Jardim da Penha e na Praia do Canto”. Ele afirma que as perseguições ao local haviam parada desde agosto do ano passado, quando houve manifestações de apoio ao Projeto Subúrbio. Na ocasião, foi realizado um ato contra os ataques do então vereador de Vitória e hoje deputado federal, Gilvan da Federal (PL), que em comitiva com forças de segurança, foi até o Centro “em busca de baderneiros”, dizendo que “parecia que estava entrando no inferno”. Os ataques também atingiram o Bar da Zilda, tradicional no Centro. Com direito à transmissão ao vivo nas redes sociais, o vereador foi acompanhado da PM e da Guarda Municipal, informando que também tinha apoio da Secretaria de Desenvolvimento da Cidade e Habitação (Sedec). ‘No Centro, a gente faz cultura sozinho’, critica dona do tradicional bar da Zilda – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/cidades/aqui-no-centro-a-gente-faz-a-cultura-sozinho-afirma-proprietaria-de-bar-em-vitoria-1 Projeto convoca ato contra ataques a eventos no Centro de Vitória – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/cidades/projeto-mobiliza-ato-contra-ataques-a-eventos-no-centro-de-vitoria

07/02/2023 / 2 Comments
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Diálogo entre paneleiras e a Prefeitura de Vitória não avança

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Ainda não há garantias de que a gestão de Pazolini irá custear ida para homenagem no Rio de Janeiro As paneleiras de Goiabeiras e os proprietários do Babado Bar, mobilizados em apoio à reivindicação de custeio para participar de homenagem no desfile da Inocentes de Belford Roxo, no Rio de Janeiro, na Marquês de Sapucaí, em 18 de fevereiro, debateram, na tarde desta terça-feira (7), em reunião do Conselho de Cultura de Vitória, a demanda cobrada da gestão de Lorenzo Pazolini (Republicanos) para custear as passagens, alimentação e hospedagem do grupo. A negociação, porém, não avançou. Divulgação O secretário municipal de Cultura, Luciano Gagno, estava na reunião e, segundo o proprietário do Babado Bar, Lucas Martins da Silva, afirmou que a reivindicação está sendo encaminhada, mas não entrou em detalhes, nem ao menos estabelecendo prazos. Também disse que não vai se comprometer, que tenta uma parceria, e destacou que, para liberar dinheiro público, é preciso prestação de contas e um processo “burocrático”. “Para evento de palco, arena, show, é fácil conseguir verba”, protesta Lucas. A falta de “decência” destacada por ele está no fato de que, após a reunião do Conselho, houve uma conversa por telefone com o secretário de Governo, Luciano Forrechi, que perguntou a data de ida e volta do Rio de Janeiro que as paneleiras propunham. Lucas, que as acompanhava, informou que a ida poderia ser na sexta-feira (17) à noite e o retorno na terça-feira (21) ou na segunda-feira (20). O secretário, então, falou que a partida seria na sexta-feira à noite e a volta no domingo à noite, mas não deu garantia de hospedagem e alimentação. Lucas contesta o prazo de viagem estipulado pelo secretário, que seria desgastante para as paneleiras, já que elas chegariam ao Rio de Janeiro no sábado de manhã, desfilariam no mesmo dia, à noite, e teriam que retornar no dia seguinte. Ele destaca que as paneleiras fazem um trabalho pesado na produção das panelas no galpão e parte delas tem idade mais avançada. O também proprietário do Babado Bar, André Sopon, tentou dialogar com o secretário, mas afirma que, no viva voz, pôde escutar o gestor dizer “não falo com quem não conheço”. “Ele tem que falar porque é gestor, eu sou cidadão, empresário e fazedor de cultura”, critica. Uma reunião com Luciano Forrechi foi marcada para a manhã desta quarta-feira (8). De acordo com André, as paneleiras chegaram a cogitar a possibilidade de ingressar no Ministério Público do Espírito Santo (MPES) com pedido de embargo do desfile da escola de samba. As paneleiras souberam da homenagem e a autorizaram em junho do ano passado, quando representantes da Inocentes de Belford Roxo vieram a Vitória e apresentaram a proposta, mas a autorização foi somente verbal, pois não assinaram nenhum documento. Uma nova visita foi feita recentemente, na qual os integrantes postaram foto com o prefeito Lorenzo Pazolini e agradeceram “a recepção e todo apoio oferecido”. Apoio esse que, até agora, não veio. Redes Sociais A paneleira Berenícia do Nascimento afirma que, primeiramente, foram oferecidos dois ônibus, mas depois foi informado pelo sambista capixaba Axel Fernandes, que representou a PMV em reunião com as paneleiras, que seria somente um, mas não foram dados mais detalhes. Por isso, elas contataram Luciano Forrechi, que pediu para procurarem um assessor do prefeito, com quem argumentaram que não se pode fazer homenagem para as paneleiras sem a presença no desfile. A resposta obtida por elas, recorda, foi por meio da seguinte indagação: “mas a gente não homenageia até gente morta?”. “Respondi para ele que quando vieram nos apresentar a proposta da homenagem, estávamos vivas. Tem que ter respeito pelas paneleiras, pelo patrimônio nacional. Não é patrimônio só de Goiabeiras não, é patrimônio nacional. É dar a palavra e cumprir”, destaca Berenícia.

07/02/2023 / 0 Comments
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Roberto Carneiro assume Republicanos-SP e abre espaço para Erick

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Corrida pelo governo e depois Senado, acumulando derrotas, provocaram crise na legenda no Estado Derrotado na disputa ao Senado nas eleições de 2022, o ex-presidente da Assembleia Legislativa por três vezes consecutivas, Erick Musso, assume a presidência estadual do Republicanos no Espírito Santo. Roberto Carneiro, ex-ocupante do cargo, foi oficializado no comando da sigla em São Paulo nesta segunda-feira (6). A legenda, que tem a segunda maior bancada na Assembleia, com quatro deputados, é parte da base da direita bolsonarista. No anúncio de Carneiro, o presidente nacional da legenda, Marcos Pereira, apontou que o partido tem “feito mudanças em vários estados em vista da necessidade de oxigenar o comando do partido. O próximo desafio em São Paulo é aumentar o número de prefeitos, mas um aumento com qualidade”. Divulgação O agora presidente da legenda em São Paulo disse que o nome de Erick foi referendado pelo comando nacional, depois de consenso entre os membros do partido no Estado. Roberto Carneiro fez um agradecimento especial aos deputados federais Amaro Neto e Messias Donato “pelo desprendimento e pela transição de forma pacífica e amigável”. Nos meios políticos, no entanto, a acomodação de Erick teria passado pelo entendimento principalmente de Amaro Neto, reeleito deputado federal, e envolveria, também, o cancelamento da candidatura ao Senado do hoje deputado estadual Sergio Meneguelli, o mais votado da história do Espírito Santo, para que Musso entrasse na disputa, depois de desistir de concorrer ao governo. Na época, Meneguelli chegou a dizer que havia sido traído.  Por não possuir densidade eleitoral, colheu duas derrotas, desagradando caciques do partido e trincando projetos futuros, entre ele manter-se na Prefeitura de Vitória em 2024, superando o desgaste de Lorenzo Pazolini, e entrar na corrida ao governo do Estado em 2026. Foi nesse cenário que o articulador do partido, Roberto Carneiro, começou a estabelecer conversa com a cúpula nacional e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, o “homem forte” da legenda. “Hoje temos o governador de São Paulo em nossos quadros. Aqui no Espírito Santo, quatro deputados estaduais, um deles o mais votado da história do parlamento estadual, e dois federais, além de 10 prefeitos e mais de 80 vereadores. Temos grandes metas, com estratégias políticas bem planejadas”, disse Erick Musso, em nota. Já Roberto Carneiro, também em nota, afirma: “O Republicanos é um partido que cresce muito no Estado. Está consolidado, coeso, todos indo numa mesma direção. Fizemos mais de 80 vereadores, 10 prefeitos, quatro deputados estaduais e dois deputados federais nas ultimas eleições. E eu só tenho a agradecer cada um deles. E agora, chegou o momento de um novo desafio”.

06/02/2023 / 0 Comments
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Prova de obstáculos

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Mudança no Republicanos é consolidada, mas resta a pergunta: Erick conseguirá, de fato, se manter em evidência para os jogos eleitorais? Lucas S. Costa/Ales Com a oficialização do nome de Roberto Carneiro no Republicanos em São Paulo e, logo, a confirmação do ex-presidente da Assembleia Legislativa Erick Musso no comando da legenda no Estado, como já vinha circulando nos últimos dias nas rodas políticas, ainda resta uma pergunta: a mudança garantirá, de fato, que o ex-deputado se mantenha em evidência nos jogos das próximas eleições? Fora de qualquer mandato, o destino de Erick chegou a ser especulado por meses como futuro secretário da gestão do aliado e correligionário, Lorenzo Pazolini, em Vitória. Nada disso, nem de qualquer outra acomodação – pelo menos por ora! Depois de ver naufragar uma candidatura ao governo e sair derrotado da disputa ao Senado, nos dois casos sem demonstrar a devida capilaridade eleitoral, a definição partidária veio como uma “boia de salvação” para mantê-lo vivo politicamente. Mas por quanto tempo? A disputa mais próxima, como se sabe, é a municipal de 2024. Erick já disputou a prefeitura de seu reduto, Aracruz, no norte do Estado, e saiu-se mal. Também vem repetindo, desde 2022, que seus planos são outros – Brasília e governo -, o que significa esperar mais quatro anos. No meio disso tudo, o lembrete principal: mesmo com visibilidade e mídia garantida à frente da Assembleia, o ex-deputado não venceu a barreira de ser ainda desconhecido da população capixaba. Na movimentação partidária e com pausas eleitorais longas, os obstáculos serão superados? Incógnitas e desconfianças no ar. Vapt-vuptOutra derrota de Erick no pleito de 2022 foi o rápido fim do grupo político montado com o ex-deputado federal Felipe Rigoni (União). Os dois, jovens, anunciando união e metas futuras, formaram coligação na disputa ao Senado, inclusive com alto investimento do União. Ninguém levou a disputa e Rigoni debandou para o lado do governador Renato Casagrande (PSB). Virou até secretário de Meio Ambiente – sob protestos! Sem otimismoPor falar nisso, dia desses, Rigoni postou nas redes sociais: “O Espírito Santo tem tudo para ser a referência brasileira na pauta ambiental”. Olha, tem muita gente quase pagando para ver. CotadoAinda nessa área, só que na Assembleia, a Rádio Corredor comenta que a Comissão de Meio Ambiente pode cair nas mãos de Fabrício Gandini (Cidadania). Sob a ótica dos espaços do governo, faz todo sentido. Sob a ambiental, há controvérsias. Como comentei aqui na última coluna, o colegiado, há anos, não exerce seu papel contra as poluidoras do Estado. LoteadasAs comissões de Justiça e Finanças, essenciais para a gestão de Casagrande, como previsto, ficarão nas mãos de aliados de primeira fileira. Já são considerados certos nas funções, respectivamente, Mazinho dos Anjos (PSDB) e Tiago Hoffmann (PSB). Nuvens da políticaA união dos adversários PL e PT para eleger presidentes de assembleias foi registrada em 13 estados, como aponta levantamento do Estadão. O Espírito Santo no meio! A bancada do partido de Bolsonaro, a maior, só teve um dissidente, e do PT, nenhum. Todos convergiram em torno de Marcelo Santos (Podemos), com outra esquizofrenia política: foi o candidato de Casagrande, quem o PL quer liquidar. InimigosA exceção do PL, como já tratado aqui, foi o novato Lucas Polese, mas apenas pela articulação com o governador. Eles se enfrentam há anos, o que envolve também guerra judicial, agora com muitos outros capítulos previstos. AliadosNo PT, João Coser, aliadíssimo de Casagrande, fez parte da articulação e integra a Mesa Diretora eleita. Já Iriny Lopes, embora de outra corrente interna e com uma certa distância do governo, também votou sim. O partido perdeu o protagonismo nas eleições, em nome da reeleição do governador, e agora segue parte do governo, a maioria no segundo escalão. ContradiçãoA presença do PL da chapa vencedora, porém, não passou batida por Camila Valadão (Psol). A ex-vereadora de Vitória foi o outro único voto não, por conta da presença de Danilo Bahiense (PL) como segundo vice-presidente. Realmente… Nas redes“O advogado e procurador de carreira Estado Anderson Pedra será o novo procurador-geral da Assembleia. Pedra é pós-doutor em Direito (Universidade de Coimbra); doutor em Direito do Estado (PUC-SP); e professor de Direito Constitucional e Administrativo da FDV-ES”. Marcelo Santos (Podemos), presidente da Assembleia, abrindo temporada de nomeações. FALE COM A COLUNA: medeirosmanaira@gmail.com

06/02/2023 / 0 Comments
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Empresas têm dez dias para pagar R$ 16,4 milhões e garantir diagnóstico de saúde

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Justiça Federal ordenou continuidade dos trabalhos da FGV. Intoxicação por metais pesados é um dos temas A Samarco, a Vale e a BHP Billiton, responsáveis pelo crime no Rio Doce em 2015, têm dez dias para depositar em juízo a quantia de R$ 16,4 milhões e garantir a realização de um diagnóstico de saúde dos atingidos no Espírito Santo e Minas Gerais. A decisão foi proferida pelo novo juiz do caso, Michael Procópio Ribeiro Alves Avelar, da 4ª Vara Federal, em Belo Horizonte, na última quarta-feira (1), em atendimento ao pleito do Ministério Público Federal (MPF), no âmbito da Ação Civil Pública nº 1016756-84.2019.4.01.3800. A Pesquisa Primária de Saúde será conduzida pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e é fundamental para apontar quais medidas precisam ser tomadas para identificar os principais problemas de saúde advindos da contaminação pelos rejeitos de mineração da Samarco/Vale-BHP e de que forma eles podem ser tratados. Na sentença, o magistrado afirma que a determinação já havia sido expedida em 19 de dezembro passado, dando prazo de 15 dias para que o MPF apresentasse os valores atualizados, devidamente corrigidos, para a concretização dos trabalhos do diagnóstico solicitado. O despacho também cita esclarecimentos prestados pela FGV no Projeto de Pesquisa para Realização de Diagnóstico, Avaliação dos Impactos e Valoração dos Danos Socioeconômicos Causados para as Comunidades Atingidas pelo Rompimento da Barragem de Fundão, em que consta a afirmação de que os métodos epidemiológicos podem ser utilizados para descrever os impactos relacionados a desastres em populações afetadas. A partir daí, explica a entidade, é possível caracterizar os riscos e avaliar necessidades médicas imediatas da população e dos sistemas de saúde, assim como rastrear consequências para a saúde pública a médio e longo prazos, além de subsidiar o desenho e a implementação de intervenções de saúde apropriadas que permitam melhorar o planejamento de esforços de intervenção, recuperação e mitigação dos danos para o futuro. Divergências metodológicas O atraso na implementação do diagnóstico, no entanto, é muito anterior. A proposta de trabalho foi inicialmente apresentada em novembro de 2019, mas não houve acordo com as empresas para a realização dos estudos em razão de divergências acerca da metodologia a ser aplicada no estudo. Em 2020, após não chegar a um acordo, as empresas rés judicializaram a questão. Na época, o MPF manifestou-se no sentido da realização do estudo nos moldes propostos pela FGV. Em setembro de 2022, temendo que a demora no proferimento de uma decisão judicial sobre o tema pudesse prejudicar mais ainda a continuidade e a concretização dos estudos epidemiológicos propostos pela FGV, o MPF apresentou nova manifestação pedindo que a questão fosse decidida. “Ao deixar de apreciar questão envolvendo interesse público patente em tema tão importante quanto a realização de estudos de impactos à saúde humana decorrentes do rompimento da barragem de Fundão, mesmo já ultrapassados quase sete anos desde o desastre, aumentam os temores dos moradores sobre os impactos à saúde e cria-se risco de dano irreparável diante da possibilidade de agravamento de problemas de saúde sem que tenha sido oportunizada a elaboração de estudos epidemiológicos propostos pela FGV, expert contratada para realizar justamente o diagnóstico dos danos socioeconômicos”, ponderou o órgão ministerial. Ao proferir a decisão determinando a continuidade do estudo, a Justiça ressaltou que apesar de as empresas não concordarem com a metodologia proposta pela FGV, a questão é outra. Trata-se de direito do MPF de contratar um especialista para auxiliá-lo. “Na prática, estamos diante de confusão injustificada entre conceitos: de um lado há a questão do assessoramento técnico do MPF, fundamentado na paridade de armas e na obtenção de elementos que permitam a organização e o encaminhamento do pleno e livre exercício das funções ministeriais. Do outro, existe a discussão, judicializada no âmbito do Eixo 2, que discute os estudos de risco à saúde humana e risco ecológico, de acordo com os itens de divergência que originariamente serviram como fundamento para a instauração do referido processo”, afirmou o magistrado. Além disso, a decisão ressaltou que o resultado do estudo não é vinculante e que será apreciado pelo Judiciário. Caso as empresas não cumpram o determinado, foi estabelecida multa diária no valor de R$ 100 mil, limitada ao total de R$ 5 milhões. Mercúrio A contaminação por metais pesados, como mercúrio, chumbo e arsênio, é um dos fatores de grande preocupação entre as instituições que realizam pesquisas na região atingida. Uma delas é a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que, a partir da análise preliminar de dados apresentados pela Aecom do Brasil, aponta que o aumento de transtornos cognitivos na região atingida por ter relação com metais pesados encontrados nos pescados de águas pluviais, estuarinas e marinhas. Metais esses contidos nos rejeitos de mineração da Samarco/Vale-BHP ou que estavam nos leitos dos rios, manguezais e mar e foram lançados nas colunas d’água, atingindo os pescados. Comissão externa A necessidade de estudos e ações na área de saúde pública com os atingidos consta também no relatório final da Comissão Externa da Câmara dos Deputados dedicada a acompanhar o processo de repactuação liderado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em 2021. Interrompida em setembro de 2022 sem acordo, em função da “falta de responsabilidade ambiental e social” das empresas criminosas, conforme afirmaram, em comunicado conjunto, os governos do Espírito Santo e Minas Gerais e as instituições de Justiça que defendem os atingidos, a repactuação foi retomada no final de 2022 e segue sendo acompanhada pelo governo federal, agora sob gestão do presidente Lula (PT). Relatado pelo deputado capixaba Helder Salomão (PT), o relatório final cita os estudos já desenvolvidos pela FGV que apontam, entre outros aspectos, um crescimento de até 400% nos casos de abortos na região atingida, além de um aumento acima da média de hospitalizações por câncer, com elevada probabilidade de a enfermidade ter se desenvolvido após o rompimento da barragem, e de uma redução significativa na expectativa de vida da população atingida e de maior letalidade em doenças. Entre as recomendações sobre saúde no relatório, está a instituição de um programa de longo prazo específico da área de

06/02/2023 / 0 Comments
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Vereador de Marataízes denuncia licitação de quase R$ 8 milhões

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Cleverson Maia pretende levar a denúncia ao MPES. Prefeitura alega “erro de digitação” O vereador de Marataízes (sul do Estado) Cleverson Maia (Republicanos) denunciou, nesta segunda-feira (6), um processo de licitação aberto pela prefeitura do município, no valor de quase R$ 8 milhões, que é “absolutamente fora de qualquer parâmetro minimamente justificável”, para contratação de empresa de fornecimento de coffee break, lanches e água mineral. Esse é o valor inicial, que deve sofrer redução, mas, ainda assim, segundo ele, “é exorbitante”. Como a Câmara está em recesso até o dia 15 deste mês, Cleverson pretende levar a denúncia ao Ministério Público Estadual (MPES), visando impedir o prosseguimento da licitação, para que “qualquer valor não venha a ser pago antes que sejam esclarecidos esses números fora dos padrões”. O pregão está previsto para esta sexta-feira (10), às 9h30. Procurada, a gestão do prefeito Robertino Batista da Silva (PDT), o Tininho, informou, por sua assessoria, que o valor de R$ 7,9 milhões foi publicado por “um erro de digitação” e que a comissão encarregada está revendo o processo, devendo divulgar o valor correto nesta terça-feira (7). O valor será reduzido para cerca de R$ 2 milhões, como afirma.  Já o vereador diz que a denúncia será mantida e enfatizou:  “Em 15 anos de serviço público, nunca vi uma aberração dessas, com erros desta natureza:  até a Procuradoria Geral do município, que deveria ter barrado essa farra, não só não se impôs, como ainda pediu a sua fatia desse bolo, mesmo não realizando eventos”, diz o vereador, que ressalta: “A secretaria de administração pediu 3.600 unidades de coffee break, isso daria mais de 10 por dia, incluindo os finais de semana”. Cleverson aponta que irá apurar o andamento do processo, pois com a divulgação da licitação, diversos munícipes e também autoridades manifestaram sua indignação com o valor e a finalidade. “Marataízes tem aproximadamente 40 mil habitantes, que enfrentam diversos problemas estruturais, e mais da metade dos seus servidores efetivos recebem salário base abaixo do mínimo”, afirma. O valor da licitação é maior, reitera o vereador, do que o orçamento anual da Câmara de Vereadores e de várias secretarias, como a de Cultura e Pesca. “Com esse valor daria para comprar aproximadamente 80 mil cestas básicas; trocar todas as lâmpadas queimadas dos postes e levar iluminação ao interior; manter um bom efetivo de guarda-vidas o ano inteiro nas nossas praias; e construir até um hospital que não tem na cidade e daria para pagar um salário digno para os servidores”, comenta Cleverson. O prefeito Tininho chegou a ser afastado do cargo no ano passado, após operação da Polícia Federal (PF) que investigou crimes de corrupção e lavagem de dinheiro em contratos na área de saúde. Ele reassumiu em outubro, por decisão da Justiça Federal.

06/02/2023 / 0 Comments
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Incêndio no Parque Paulo Vinha foi provocado por ação humana

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Bombeiros e Iema concluíram perícia administrativa. Cabe à polícia saber se foi criminoso ou não Divulgação/Iema A perícia administrativa realizada pelo Corpo de Bombeiros e o Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) concluiu que o incêndio que queimou 37% da área do Parque Estadual Paulo Cesar Vinha, em Guarapari, durante os meses de setembro e outubro passados, teve origem em ação humana e não natural. Se foi uma ação criminosa ou não, cabe à Polícia Civil descobrir. As informações foram transmitidas durante coletiva realizada na tarde desta segunda-feira (6). “A única coisa que explica a presença de uma fonte ígnea capaz de ocasionar o incêndio em questão é a ação humana”, afirmou o Capitão Loreto, perito responsável no Corpo de Bombeiros. Ele explica que, analisando as características do incêndio, foi constatado que não havia condições de qualquer fonte natural para o início do fogo. A temperatura local no momento do evento era em torno de 20ºC e a umidade relativa do ar estava em 80%. Além disso, não houve descarga atmosférica no local nem evidência de fenômeno termoelétrico. “Foram descartadas as possibilidades de ação natural”, reforçou. Divulgação A perícia localizou as margens da Trilha Tropical como ponto de início do fogo. Trata-se de uma trilha em lugar remoto, acessada apenas por pedestres, localizada na altura do bairro Village do Sol. O primeiro chamado para o Corpo de Bombeiros foi feito por volta das 6 da manhã do dia 22 de setembro. De início, o Capitão Loreto conta que o vento era nordeste, provocando uma propagação maior na “cabeça” do incêndio. No dia seguinte, o vento inverteu e a “cauda” passou a ter maior propagação. Foi sendo então sendo feito um formato elíptico do incêndio, com uma “perna” à direita, em direção à Rodovia do Sol. As ações de combate às chamas duraram um mês e meio, indo até o dia 31 de outubro. Além do Corpo de Bombeiros e do próprio Parque Paulo Vinha, o trabalho envolveu equipes dos parques estaduais da Pedra Azul e Cachoeira da Fumaça, das Reservas Biológica de Duas Bocas e de Desenvolvimento Sustentável de Anchieta, da Rodosol, da Samarco, da Casa Militar e da Cesan. Foram queimados 555 hectares, o equivalente a 37% da área total do parque, que tem 1,5 mil hectares. Como a área afetada foi principalmente de brejo e florestas alagadas, os peritos acreditam que os animais conseguiram se refugiar, o que explica o pequeno número de animais mortos. “Alguns répteis e pequenos invertebrados. Também houve resgate de ouriço”. Boa parte dos esforços, ressaltou o Capitão Loreto, foi para evitar que o fogo se alastrasse para a mata alta de restinga. Doloso ou culposo Sobre as motivações para a ação humana, o capitão afirma que é assunto a ser tratado pela Polícia. “Foi proposital ou não? Não é papel do Corpo de Bombeiros falar isso. Nosso principal objetivo é que fatos dessa magnitude não aconteçam”. O perito disse ainda que pode ter sido uma ação criminosa (dolosa), mas que “em grande parte que a gente vê nos incêndios de vegetação são pessoas que não têm conhecimento, colocam fogo no lixo, jogam um cigarro aceso. Então campanhas de prevenção são importantes”. O relatório da perita será enviado à Polícia Civil, a quem caberá investigar se foi uma ação criminosa (dolosa) ou não (culposa). Durante a perícia, os Bombeiros e o Iema conversaram com várias pessoas, desde servidores do parque até moradores da região e frequentadores, e não identificaram qualquer testemunha ocular da ação humana que iniciou o incêndio. Divulgação/Iema Os peritos também informaram que os últimos incêndios que atingiram o parque datam de 2016, em menor proporção, e de 2014, com impacto semelhante ao de 2022. Em ambos, não foi identificado o “fato final”, ou seja, se foi criminoso ou não. Prevenção Membro do conselho gestor do Parque Paulo Vinha, o arquiteto e ambientalista Cesar Ivan Pinheiro, da ONG Gaia Religare, lembra que a sociedade civil aguarda a retomada das reuniões do conselho gestor, que estão paralisadas há cerca de um ano. “O novo grupo gestor tomou posse após o incêndio e ainda não marcou a primeira reunião”. Há propostas de ações que podem ser implementadas no sentido de evitar outras tragédias como essa no futuro, e que devem ser encaminhadas formalmente em uma reunião do conselho. Entre elas, a criação de uma brigada civil de combate a incêndios e um trabalho de educação ambiental, para orientar a população sobre hábitos que, muitas vezes, iniciam incêndios de forma acidental, como queimar lixo ou vegetação nos quintais próximo ao parque, ou jogar guimbas de cigarro nas margens da rodovia. Os aceiros são outra sugestão vinda da sociedade civil. Em entrevista nos primeiros dias do incêndio, em setembro passado, o presidente da Associação de Moradores de Setiba Ville, Capitão Lucio Lopes, explicou a importância dessa estratégia, que consiste em faixas de solo nu, feitas em meio aos blocos de vegetação nativa com objetivo de isolar os fragmentos, de forma a interromper o alastramento do fogo em situações de incêndio. Se houvesse mais responsabilidade dos gestores ambientais, o incêndio não teria essas proporções. Se fossem feitos os aceiros nos locais certos, mais fiscalização, enfim, se houvesse atuação de fato. Houve um erro muito grave, tem que se buscar os responsáveis. O primeiro errado é o indivíduo que provocou o incêndio e depois o poder público, que não tomou as providências. As cinzas foram parar quase no centro de Guarapari”, ponderou o líder comunitário na época. ‘Precisamos de uma brigada civil de combate a incêndios florestais’ Moradores do entorno do Parque Paulo Cesar Vinha, atingido por incêndio, também pedem mais fiscalização  https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/precisamos-de-uma-brigada-civil-de-combate-a-incendios-florestais Flagrante de crime ambiental leva quatro pessoas à prisão em Guarapari Polícia Federal flagrou extração ilegal de areia no entorno do Parque Paulo Vinha, dentro da APA de Setiba https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/flagrante-de-crime-ambiental-leva-quatro-pessoas-a-prisao-em-guarapari

06/02/2023 / 0 Comments
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Ato pela Paz marca retomada de ensaios técnicos no Sambão do Povo

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Ensaios foram interrompidos na semana passada, devido ao assassinato do jovem Pedro Henrique Crizanto Os ensaios técnicos das escolas de samba do Estado, suspensos devido ao assassinato do jovem Pedro Henrique Crizanto, serão retomados nesta segunda-feira (6), com a realização de um ato, às 20 horas, que exalta: “O Sambão do Povo é Lugar de Paz”.  “Queremos comunicar que o carnaval é lugar de coletividade, de produção de paz, porta abertas para a afetividade, para os encontros. Reafirmar nossos conceitos, nossos valores enquanto festa que reúne as famílias, as pessoas”, diz o diretor de Carnaval da Liga das Escolas de Samba do Grupo Especial (Liesge), Jocelino Júnior. A mobilização reunirá todos os casais de Mestre Sala e Porta Bandeira das agremiações dos grupos A, B e Especial, além dos baluartes do samba, como as baianas, velha guarda, sambistas, passistas, diretores, todos vestidos de branco. O público não poderá acessar a pista e as instalações de camarote; somente a arquibancada. Em seguida, entram na avenida a Pega no Samba, das 20h20 às 21h30, e a Novo Império, das 21h50 às 23h20, as únicas escolas que ainda não realizaram seus ensaios técnicos para o carnaval capixaba.Pedro Henrique Crizanto, filho da vereadora e vice-presidente da Câmara de Vila Velha, Patrícia Crizanto (PSB), foi assassinado durante os ensaios técnicos da última quarta-feira (1). O sepultamento foi na sexta-feira (3), no Cemitério Parque da Paz de Cariacica.  O assassino foi apreendido e autuado em flagrante por homicídio duplamente qualificado e porte de arma. Trata-se de um adolescente de 17 anos, que faz parte do tráfico do Morro do Alagoano, em Vitória, e já tinha cometido dois homicídios e duas tentativas de assassinato. O crime O titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Vitória, delegado Marcelo Cavalcante, informou que Pedro foi ao Sambão do Povo junto com amigos e lá encontrou outros colegas, o tio e primos, e que nenhum deles têm envolvimento com o tráfico, inclusive a vítima. Quando a briga que terminou no assassinato começou, Pedro não estava com o grupo. Seus colegas e familiares, baseado no depoimento do adolescente infrator, se desentenderam com um grupo que pertence ao tráfico de drogas do Morro do Alagoano. De acordo com o delegado, uma garrafa foi jogada na direção dos amigos de Pedro e ambos os grupos começaram a se “intrujar”. Foi aí que uma briga começou e os colegas da vítima o chamaram via mensagem de áudio para ajudá-los, pois estavam em menor número. O mesmo foi feito pelos jovens do Alagoano, que chamaram o assassino, que também não estava no local. Os dois foram até o lugar da confusão, Pedro tentou se defender com o capacete da moto, chegou a derrubar a arma do adolescente, que a pegou do chão e disparou, fugindo em seguida. O secretário estadual de Segurança Pública, coronel Alexandre Ramalho afirmou que o assassino estava escondido em um motel em Cariacica, na Grande Vitória, acompanhado de sua namorada, de apenas 15 anos. Adolescente que matou jovem no Sambão do Povo é autuado em flagrante Assassino de Pedro Henrique Crizanto foi autuado por homicídio duplamente qualificado e porte de arma https://www.seculodiario.com.br/seguranca/adolescente-que-matou-jovem-no-sambao-do-povo-e-autuado-em-flagrante

06/02/2023 / 0 Comments
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Sem recursos, paneleiras podem perder homenagem no Rio de Janeiro

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Prefeitura de Vitória não garantiu, até agora, passagens para desfile da escola de samba Inocentes de Belford Roxo “A mão preta que se encontra com o chão”, como diz o samba “Mulheres de Barro”, da escola de samba Inocentes de Belford Roxo, do Rio de Janeiro, corre o risco de não ir ao encontro da agremiação que a homenageará na Marquês de Sapucaí no Carnaval deste ano. Essa mão é a das paneleiras de Goiabeiras, que embora já tenham solicitado à gestão do prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos) recurso financeiro para arcar com a ida delas e da banda de congo para participar do desfile, em 18 de fevereiro, até agora não obtiveram resposta da administração municipal. As paneleiras solicitaram dois ônibus, alimentação e hospedagem. Elas souberam da homenagem e a autorizaram em junho do ano passado, quando representantes da escola de samba vieram a Vitória e apresentaram a proposta. Um nova visita foi feita recentemente, na qual os integrantes postaram foto com o prefeito e agradeceram “a recepção e todo apoio oferecido”. Redes Sociais A paneleira Berenícia do Nascimento afirma que, primeiramente, foram oferecidos para as paneleiras dois ônibus, mas depois foi informado pelo sambista capixaba Axel Fernandes, que representou a Prefeitura de Vitória (PMV) em reunião com as paneleiras, que seria somente um. Entretanto, afirma, não há confirmação de nada. Por isso, elas contataram o secretário de Governo, Luciano Forrechi, que pediu para procurarem um assessor do prefeito, com quem argumentaram que não se pode fazer homenagem para as paneleiras sem a presença no desfile. A resposta obtida por elas, recorda, foi por meio da seguinte indagação: “mas a gente não homenageia até gente morta?”. “Respondi para ele que quando vieram nos apresentar a proposta da homenagem, estávamos vivas. Tem que ter respeito pelas paneleiras, pelo patrimônio nacional. Não é patrimônio só de Goiabeiras não, é patrimônio nacional. É dar a palavra e cumprir”, destaca Berenícia. Ela aponta “falta de vontade para custear a ida” e lamenta que, tanto a gestão municipal quanto a estadual costumam mencionar sempre as paneleiras, mas o investimento nesse ofício por parte do poder público ainda é pequeno. “Somos pessoas humildes que trabalhamos para levar o pão para dentro de casa. Da forma como falam, parece que temos muita ajuda do governo estadual e da prefeitura, mas é muito pouco. Mantemos uma tradição que deixaram para nós, mas os governos não estão nem aí para isso”, desabafa. Leonardo Sá A servidora pública Jamilda Bento, filha, neta e bisneta de paneleiras, classifica a situação como “uma forma desrespeitosa de tratar um coletivo de mulheres detentoras de um conhecimento, de uma tradição ancestral que existe há mais de 400 anos”. Para ela, as respostas dadas para a reivindicação das paneleiras até o momento são “vazias e jocosas”. “Nós não estamos mortas, nosso conhecimento não está morto. O silêncio das autoridades é ensurdecedor e ao mesmo impactante. Está muito doído”, lamenta. As paneleiras têm tido apoio do Babado Bar, em Goiabeiras, movimento artístico cultural que contempla ações e conta com um museu de arte das paneleiras e um bar como instalação artística. O Babado Bar chegou a publicar uma nota sobre o assunto, que acredita ser um “descaso” e um “jogo de empurra-empurra”. O proprietário, Lucas Martins da Silva, informa que o Conselho Municipal de Cultura entrou em contato com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Na próxima reunião, que será nesta terça-feira (7), o Iphan solicitou a presença de representantes da Secretaria Municipal de Cultura para discutir a situação. Artistas questionam editais da Lei Aldir Blanc abertos em Vitória Editais com foco nas paneleiras e nos artistas plásticos são motivos de críticas à gestão de Lorenzo Pazolini https://www.seculodiario.com.br/cultura/artistas-questionam-edital-da-lei-aldir-blanc-em-vitoria

06/02/2023 / 0 Comments
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O grupo

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Por aqui, parece que o Grupo João Santos ressuscitou Por aqui, parece que o Grupo João Santos, dono da Rede Tribuna, ressuscitou. Em passado recente, correram notícias de que o grupo estava mal em Recife, mas mesmo assim não se desfez de sua parte de comunicação. Nem lá nem aqui. Afinal, acha que preserva a memória de João Santos Filho, o precursor deste projeto. Aqui também correu boato que o grupo estava afim de passar o sistema. Tanto o jornal quanto as rádios e a TV foram um celeiro de bons profissionais. João Santos, quando vivo, valorizava muito o bom profissional, pena que morreu naquele trágico acidente de avião no Paraguai, em 1980. Depois o grupo perdeu seu baluarte, o João Santos pai. Agora vem a notícia de que o grupo quer manter o sistema de comunicação a todo vapor e, por isso, contratou dois profissionais e deram o título empresarial de surpreendente a eles. Um pernambucano, com experiência em assessoria de governo, e outro com um currículo mais amplo, mas nada em rádio, TV ou jornal. Na realidade pode ser que dê certo, mas lidar com jornal, TVs e rádio é mais complexo, além de tudo, acho que tem de ter muita experiência nas áreas. Vamos ver o resultado num futuro próximo. Desde do desaparecimento de João Santos Filho, seus irmãos veem batendo cabeça para administrar o sistema de comunicação, já que o negócio deles é o cimento. Agora tomaram essa decisão. Na realidade, dando certo ou não, foi uma boa notícia ligada à comunicação, principalmente no Espírito Santo, setor que andava meio morno nos últimos tempos. PARABÓLICAS Nosso preclaro amigo Eduardo Maia lançou o livro: “Memórias da Liberdade – 50 anos do Guaraparistock”. Vale a pena ler, Eduardo é talento jovem do jornalismo capixaba. Vem de Jorge Bubu Buery a informação de que a Rádio ES, emissora oficial do Estado, não está transmitindo jogos do Capixabão 23. É a primeira vez que isso acontece. Agora a ideia é reunir a antiga Confraria das Sextas da Gazeta, para falar daquela época, pois agora está tudo mudado por lá. Uma completa mudança nos canais de TV’s nas transmissões esportivas. Como o Cariocão na Band, Libertadores na Globo, Paulista na Record. ACESSEhttp://jrm50anos.blogspot.com.br/O rádio do ES na visão de JRM ACESSE: TRADUÇÃO JRM YOUTUBE https://www.youtube.com/watch?v=17k0oBQHJNMNilsson – Without You MENSAGEM FINAL“Um povo corrompido não pode tolerar um governo que não seja corrupto.” Marquês de Maricá

06/02/2023 / 0 Comments
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