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Sindipetro apresenta reivindicações para futuro presidente da Petrobras

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Em reunião com Jean Paul Prates, sindicato buscará reverter vendas de Albacora Leste e do Ativo Norte Capixaba O Sindicato dos Petroleiros do Espírito Santo (Sindipetro/ES), juntamente com a Federação Única dos Petroleiros (FUP) e de entidades sindicais que representam a categoria em outros estados, irá entregar para o futuro presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, as reivindicações da categoria em todo o Brasil. No Espírito Santo, uma das demandas é a reversão da venda do campo de Albacora Leste, na Bacia de Campos, concretizada nessa quinta-feira (26). O coordenador geral do Sindipetro/ES, Valnísio Hoffmann, aponta que, na reunião com Jean Paul, que será no final da tarde desta sexta-feira (27), será apontada a necessidade de investigar irregularidades nas vendas e se houve conivência em relação a valores, por exemplo. No caso de Albacora Leste, acredita-se que o campo valha mais do que o valor pelo qual foi vendido para a empresa Petro Rio Jaguar Petróleo, devido à descoberta de pré-sal feita nele em 2020. O valor, pago à vista, foi de US$ 1,635 bilhão, o que corresponde a R$ 8,455 bilhões. O valor recebido se soma ao montante de US$ 292,7 milhões pagos à Petrobras na ocasião da assinatura do contrato de venda, em abril de 2022. O Sindipetro também encaminhará a demanda de reversão da venda do Ativo Norte Capixaba, em São Mateus, que compreende a Base de Administração de São Mateus (Base 61), postos de produção e o Terminal Norte Capixaba. A venda do Ativo Norte, segundo Hoffmann, causou demissões e fez com que a renda per capita da região diminuísse, uma vez que a Petrobras oferece um salário acima do mercado e seus funcionários, por causa dessa transação, tiveram que trabalhar em outros estados. No caso dos terceirizados que permaneceram, seus salários foram reduzidos. Também houve queda na arrecadação de royalties, pois a Petrobras pagava 10%, enquanto as compradoras, por serem menores, pagam 5%. Além disso, o sindicato irá defender a implementação do projeto Rota 4, em Linhares, no norte. Trata-se de um gasoduto que possibilita aumentar a oferta de gás para a Unidade de Tratamento de Gás de Cacimbas (UTGC). O projeto teve origem no governo da então presidente Dilma Rousseff (PT), mas sua efetivação não se concretizou diante do impeachment em 2016. Ao assumir o posto, o então vice-presidente , Michel Temer (MDB), não deu continuidade ao gasoduto.  A implementação da Rota 4, aponta Hoffmann, pode gerar mais empregos para a UTGC, que, de acordo com ele, tem capacidade para produzir 15 milhões de m³ de gás diariamente, mas tem produzido cerca de 2 milhões de m³, sendo a Rota 4 importante para que opere plenamente. Segundo Hoffmann, se a UTGC utilizasse toda a sua capacidade, produziria 300 mil botijas de gás por dia, mas atualmente produz 30 mil. O presidente interino da Petrobras é João Henrique Rittershaussen, que concretizou a venda do campo de Albacora Leste. Ele assumiu a função após Caio Paes de Andrade, que o indicou e cujo mandato terminaria em março, abandonar o cargo para atuar como secretário de Gestão e Governo Digital do Estado de São Paulo, na gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos). O atual gestor, portanto, ainda é resquício do Governo Bolsonaro e permanecerá no cargo enquanto Jean Paul Prates não assume a presidência. O nome de Jean foi aprovado pelo Conselho de Administração da Petrobras também nesta quinta-feira. Para ser confirmada, a indicação de Prates ainda precisa passar pela análise da Assembleia de Acionistas, o que deve acontecer perto de abril. Petrobras concretiza venda do campo de Albacora Leste A empresa Petro Rio Jaguar Petróleo comprou o campo por US$ 1,635 bilhão, o que corresponde a R$ 8,455 bilhões https://www.seculodiario.com.br/economia/petrobras-concretiza-venda-do-campo-de-albacora-leste

27/01/2023 / 0 Comments
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Coletivo arrecada doações de material escolar para crianças

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Campanha Kit dos Cria já beneficiou 40 estudantes de Conquista, mas a meta é passar de uma centena  A volta às aulas vem chegando e com ela a expectativa das crianças e jovens. O material escolar é um dos elementos motivacionais para esse período, especialmente para crianças. Mas infelizmente nem todos os pais e responsáveis têm condições de comprá-los. Levando em conta esse contexto, o coletivo Zacimba Educa criou a campanha Kit dos Cria, com doações em material e em dinheiro que já conseguiu atingir 40 alunos entre 3 e 18 anos de idade que moram no bairro Conquista, na Grande São Pedro, em Vitória, onde o grupo atua. O kit inclui dois lápis, duas canetas, kit de lápis de cor, borracha, régua, cola, apontador, caderno de escrita, caderno de desenho, escova de dente, estojo e mochila. Porém, a lista de espera ainda conta com 65 crianças da região, de modo que a campanha para doações foi estendida até 11 de fevereiro pela manhã, já que pela tarde deve acontecer a entrega dos últimos kits.  Ao longo da campanha a lista foi crescendo. “Teve uma criança, que vendo eu contemplar outras crianças, se aproximou e disse que estava aprendendo a ler, perguntou se ele poderia ganhar um kit escolar também. Eu registrei o nome dele e da responsável e me comprometi a lhe entregar o seu kit escolar”, conta João Ikaforede, um dos organizadores da campanha. Divulgação As doações podem ser feitas montando kits e entregando na Corpus Academia, em Jardim Camburi, ou com contribuição de qualquer valor via Pix ou PicPay. Além disso, a empresa Laja Records está vendendo uma camisa alusiva ao Kit dos Cria cuja renda das vendas será destinada ao projeto. Veja todas as informações sobre como doar aqui. João Ikaforede relata que já foram recebidos diversos tipos de doações. “Teve gente deixando o kit pago em papelaria e fomos buscar, uma mulher que mora nos Estados Unidos comprou 20 mochilas e mandou entregar a familiares daqui. Quando os valores da conta se acumulam vamos a lojas de atacado para comprar a um valor mais em conta”, explica. Mas a intenção não é apenas assistencialista. “Nossa intenção é principalmente incentivar as crianças para iniciar o ano motivados e evitar a evasão escolar, criando uma relação também com os pais e a comunidade”, diz João. A própria rede de contatos construída para receber as doações tem sido movimentada para manter um diálogo com pais e responsáveis pelas crianças. “A escola tem responsabilidades, mas os pais e a comunidade também têm. Ao longo do ano pretendemos realizar atividades com práticas literárias, de desenhos, escrita, poesia, slam. Para isso, os materiais doados também serão úteis.  Crianças receberem mochilas novas com kits escolares. Foto: Divulgação Depois do fim da ação do Kit dos Cria em fevereiro, o desafio para o mês seguinte é a realização da Copa Marina Bonzoca, um torneio de futsal em homenagem a uma líder comunitária falecida há cinco anos que lutou por várias conquistas para o bairro, entre elas a quadra de esportes onde será realizado o torneio, que ela não pode ver finalizada em vida. “A partir dessa iniciativa queremos fomentar o resgate de pessoas que contribuíram para construir a história da comunidade, a melhorar a qualidade de vida e trazer pertencimento aos moradores. Pessoas que tiveram muito amor e zelo pelo bairro”, afirma João. Um bairro que traz Conquista no nome, com letra maiúscula.

27/01/2023 / 3 Comments
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Ufes recebe evento em comemoração ao Dia Nacional das RPPNs

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Reservas Particulares do Patrimônio Natural são fundamentais para conservar a biodiversidade da Mata Atlântica Jaguatirica flagrada na RPPN Águia Branca, em Vargem Alta. Foto: Leonardo Merçon/Instituto Últimos Refúgios Mais 80% dos remanescentes florestais da Mata Atlântica, um dos biomas mais ameaçados do mundo e que concentra mais de 70% da população brasileira, estão em terras privadas, o que indica a importância estratégica das Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) para a conservação da biodiversidade, da integridade e dos serviços ecossistêmicos da Mata Atlântica. O Espírito Santo está 100% inserido no bioma e é um dos estados que possui políticas públicas específicas de apoio às reservas privadas. São 58 RPPNs, distribuídas em 23 municípios. As histórias de três delas constam no livro “RPPNs para Sempre – “RPPNs para sempre: contos encantos e desafios”, que será lançado na próxima terça-feira (31), na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), como parte das comemorações do Dia Nacional das RPPNs. O evento acontece a partir das 9h no Auditório do Centro de Ciências Humanas e Naturais (CCHN), no campus de Goiabeiras da Ufes. A proposta é do Instituto Ambiental Reluz (IAR), que organiza a atividade com o apoio da Confederação Nacional de RPPNs e de alguns parceiros locais, como o Programa de Extensão RELer&Fazer, do Núcleo de Estudos Letras Interartes, do Núcleo Acadêmico Poiein e de outras organizações sociais afins às políticas ambientais, culturais e educacionais. As três reservas capixabas retratadas na obra são a “Pau-a-Pique”, localizada em Santa Leopoldina, que desenvolve trabalhos de educação ambiental, meliponicultura e terapias naturais; a “Águia Branca”, em Vargem Alta, que tem um desenvolve variadas atividades de educação ambiental, entre eles o Festival Nacional de Meio Ambiente do Espírito Santo; e a “Reluz”, em Marechal Floriano, com suas ações e educação ambiental e Meliponário. “O livro ‘RPPNs para sempre: contos, encantos e desafios’ pretende desvelar um pouco do universo dos RPPNistas, além de reconhecer o valor desses cidadãos e cidadãs que não medem esforços para tornar o mundo um lugar melhor”, declara a escritora, poeta, arteterapeuta Renata Bomfim, gestora da RPPN Reluz e uma das organizadoras do evento. A obra, descreve, possui 460 páginas e coloca em destaque histórias de criação, singularidades, belezas naturais e desafios enfrentados pelos RPPNistas no decorrer da gestão. São 58 relatos registrados em diferentes gêneros textuais, entre eles contos, poesias, ensaios e artigos. Head de Sustentabilidade do Grupo Águia Branca, Adriana Denadai conta que o propósito de preservação fazia parte dos planos do Grupo Águia Branca desde quando a propriedade foi adquirida, em 2007. “Em 2017, decidimos firmar o compromisso perpétuo e voluntário para a preservação ambiental, por meio da criação da RPPN e, a partir disso, construir uma relação de conservação e preservação com a comunidade. E este é o trabalho que temos desenvolvido, com projetos de educação ambiental e culturais, programas de visitação e apoio a pesquisas científicas”. A Reserva possui mais de 2 mil hectares e contribui para formar um corredor ecológico entre os Parques Estaduais do Forno Grande e Pedra Azul. Entre as demais histórias contadas, está a da RPPN “Não Me Deixes”, em Quixadá-CE, que remonta ao final do século XIX e pertenceu à escritora Rachel de Queiroz, bem como a da RPPN “Parque do Zizo”, localizada em São Miguel Arcanjo-SP, criada para valorizar a memória e cuidar do legado do Zizo, Luiz Fogaça Balboni, líder revolucionário que, no ano de 1969, foi cruelmente abatido pelas forças da Ditadura. “Os textos reunidos neste livro trazem os sonhos, as histórias, as conquistas e também os desafios e as angústias de pessoas que decidiram agir. Algumas baseadas no puro instinto, na mais genuína intuição sobre o quê e como fazer. Outras, pautadas por diagnósticos e análises bem fundamentadas e orientadas por metas previamente definidas em planos estratégicos. Mas, todas, sem exceção, motivadas por um aguçado senso de missão. São pessoas que arregaçaram as mangas e foram à luta. Que ousaram deixar posições confortáveis e situações de vida muitas vezes estáveis para se aventurar no mundo da conservação voluntária”, declara o engenheiro Beto Mesquita, diretor de Florestas e Políticas Públicas na BVRio e prefaciador do livro. Lançamento nacional O livro foi idealizado e produzido por representantes de diferentes estados, entre eles o Instituto Ambiental Reluz. O lançamento acontecerá em vários estados da federação e a produção será distribuída gratuitamente, no formato e-book, no site do Instituto Ambiental Reluz (www.ambientalreluz.com.br) e da Confederação Nacional de RPPNs (www.rppn.org.br). Agenda de mobilização Renata explica que o evento na Ufes tem como tema a consciência ambiental e a Literatura, abordando a importância dos repertórios de leitura para o campo da “questão ambiental”. Um dos principais objetivos, ressalta, é provocar a comunidade acadêmica a conhecer o conceito, a legislação e, principalmente, a rede de entidades e organizações que se dispõem a conservar, preservar e valorizar os recursos naturais no Espírito Santo e no Brasil, recorrendo a estratégias diversas de ação cultural, educacional e social. “Além de novos lançamentos de livros e ocupações culturais, a expectativa é a de que sejam realizadas visitas de campo da comunidade acadêmica a unidades de RPPN distribuídas pelo estado e por todo o território nacional”. Serviço Lançamento do Livro “RPPNs para sempre: contos encantos e desafios” Data: 31/01/2023, às 09h Local: Auditório do CCHN- no prédio IC 2/ UFES, campus de Goiabeiras. Inscrições: As inscrições serão feitas no local e darão direito a uma declaração de participação nas mesas de discussão. PROGRAMAÇÃO ● 08:30 – Acolhida e Credenciamento ○ Inscrições ○ Divulgação do link de acesso ao ebook. ● 09:00 – Saudação de abertura ○ Proferida pela Presidenta do Instituto Reluz, a poeta Renata Bomfim. ● 09:15 – Apresentação Cultural ○ Apresentação musical com Antônio de Pádua ○ Performance com a poeta e atriz Suely Bispo ● 09:35 – Sessão de Comunicações ○ “Literatura e Meio Ambiente”, com a Profa. Dra. Ester Abreu Vieira de Oliveira, atual Presidenta da Academia Espírito-Santense de Letras ○ “Literatura infantil na Educação Ambiental”, com o Prof. Dr. Francisco Aurélio Ribeiro ● 10:10 – Mesa redonda

27/01/2023 / 0 Comments
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‘Recebi a notícia com alegria, mas com 23 anos de atraso’

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Gilmar Ferreira celebra ação da DPES que cobra instalação do Mecanismo de Prevenção e Erradicação da Tortura no ES A Defensoria Pública do Espírito Santo (DPES), por meio das Coordenações de Direitos Humanos, da Infância e Juventude e Criminal, ingressou com uma Ação Civil Pública (ACP), com pedido de liminar, para que a gestão de Renato Casagrande (PSB) instale o Mecanismo Estadual de Prevenção e Erradicação da Tortura (MEPET/ES), com peritos remunerados.  O representante da Comissão de Promoção da Dignidade da Pessoa Humana (CPDH) da Arquidiocese de Vitória no Comitê Estadual para a Prevenção e Erradicação da Tortura no Espírito Santo (CEPET/ES), Gilmar Ferreira, afirma ter recebido a notícia com alegria, “mas com 23 anos de atraso”. Gilmar recorda que a luta pelas implementações do CEPET e do MEPET tiveram início no ano 2000, diante de denúncias de supostas torturas no sistema prisional capixaba, chamando, inclusive, atenção da Organização das Nações Unidas (ONU) e fomentando a discussão no restante do Brasil. A criação do Comitê e do Mecanismo em âmbito nacional, no entanto, foi feita somente em 2013, no primeiro mandato da então presidente Dilma Rousseff (PT), por meio da Lei 12.847. Nesse mesmo ano, o Espírito Santo, com a Lei 10.006, fez o mesmo no Estado, durante o primeiro mandato do governador Renato Casagrande (PSB). O CEPET, explica Gilmar, tem como função sugerir políticas de enfrentamento à tortura em espaços de segregação, como unidades prisionais, unidades socioeducativas, hospitais psiquiátricos e asilos, além de fazer a escolha, por meio de um processo seletivo, dos peritos que irão atuar no MEPET e que são responsáveis pelas inspeções. No entanto, até o momento, o MEPET não foi devidamente implantado por causa da falta de cargos remunerados para os peritos. Na ACP, a Defensoria argumenta que o Espírito Santo possui um sistema prisional com diversas deficiências estruturais, o que torna fundamental a atuação de um Mecanismo Estadual de Prevenção e Erradicação da Tortura. Em 2022, a Instituição já havia instaurado um procedimento administrativo sobre o tema, mas não houve retorno, levando à judicialização. A DPES destaca que o Supremo Tribunal Federal (STF), em março de 2022, julgou inconstitucional trechos do Decreto 9.831/19, da gestão do então presidente Jair Bolsonaro (PL), que causou o desaparelhamento do MNPCT. A decisão na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) nº 607, da Procuradoria-Geral da República, determinou o restabelecimento da destinação dos cargos aos peritos, com a respectiva remuneração. Gilmar afirma que a gestão estadual se comprometeu a mudar a lei para garantir a remuneração dos peritos, mas não o fez. “Quando o Estado não se compromete com a garantia dos direitos humanos, é preciso a atuação do judiciário. A Defensoria busca corrigir esse erro na lei”, diz o integrante do CEPET, que faz críticas à omissão de Renato Casagrande. “Ele nunca disse que não ia faze, mas não fez. Criou a política, aprovou a lei, mas não implementou o braço principal, que é o mecanismo”, denuncia. ‘Espírito Santo se nega a combater prática da tortura no sistema prisional’ Gilmar Ferreira aponta necessidade de implementação do Mepet, assunto que será retomado em evento no próximo dia 22 https://www.seculodiario.com.br/direitos/o-espirito-santo-se-nega-a-combater-a-pratica-da-tortura

27/01/2023 / 0 Comments
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Casagrande participa de Fórum e apresenta pauta econômica a Lula

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Governador Renato Casagrande apresentou pautas relacionadas o desenvolvimento estadual Adriano Zucolotto/Governo ES O governador Renato Casagrande (PSB) participa nesta sexta-feira (27) de reunião com o presidente Lula (PT), juntamente com colegas de todos os outros estados, como parte da reunião do Fórum Nacional de Governadores, aberto nesta quinta-feira (26) para discutir várias pautas, a maioria da área econômica. Na parte da manhã, Casagrande esteve com o vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), no Palácio do Planalto, a quem apresentou pautas relacionadas ao desenvolvimento do Estado. “Pedi agilidade na autorização da Zona de Processamento de Exportação (ZPE) em Aracruz, assim como das regulamentações sobre a geração de energia eólica offshore e sobre o mercado de carbono”, afirmou o governador segundo comunicado distribuído pela assessoria. Alckmin, além de vice-presidente, é ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Giovani Pagotto/Governo ES A reunião desta quinta-feira serviu como preparatória para o encontro com o presidente Lula, sendo a questão do ICMS foi um dos principais temas. Além desse assunto, os governadores apresentarão demandas específicas de seus estados. O Fórum de Governadores é o espaço onde os gestores dos estados tratam de assuntos de interesse comum. A expectativa é que cada governador apresente ao menos três demandas de obras ou financiamentos de programas estaduais, além das propostas de âmbito regional. A reunião terá início às 9h30, no Palácio do Planalto. Essa foi a primeira reunião presencial do Fórum em 2023, que terá prosseguimento no encontro com o presidente Lula, que, desse modo, cumpre promessa da campanha eleitoral, se se reunir com governadores, independente de partido político ou ideologia. A reunião com o presidente terá a participação dos ministros da Casa Civil, Rui Costa; da Fazenda, Fernando Haddad; da Saúde, Nísia Trindade; da Educação, Camilo Santana; e das Cidades, Jader Filho. “Cada estado vai indicar três projetos locais e um de impacto regional na reunião de sexta-feira”, adianta o secretário de Assuntos Federativos da Secretaria de Relações Institucionais do governo federal, André Ceciliano.

26/01/2023 / 1 Comment
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A influência de prefeitos na explícita intromissão do governo na Assembleia

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Marcelo Santos e Vandinho Leite articulam para garantir chapa completa para as eleições de 1º de fevereiro Ales O número de prefeitos comprometidos com a candidatura do deputado Marcelo Santos (Podemos) à presidência da Assembleia Legislativa, no próximo dia 1º, passa de dois – Euclério Sampaio (DC), de Cariacica, e Sergio Vidigal (PDT), da Serra. O nome do deputado se fortalece, de acordo com o mercado político, com adesões de prefeitos do interior do Estado, onde o experimentado parlamentar construiu, em cinco mandatos de deputado estadual, uma eficiente rede de apoios, que lhe deram 41,6 mil votos na eleição de 2 de outubro de 2022, levando-o ao sexto mandato consecutivo. As articulações, até esta quinta-feira (26), seguiam com dois candidatos: Marcelo Santos e Vandinho Leite (PSDB), que, apesar de ser do mesmo partido do vice-governador, Ricardo Ferraço, não encontra o apoio necessário para formar uma chapa completa, exigência do pleito. A decisão do governador mexeu no cenário, colocando-o em desvantagem.  Busca sensibilizar os novatos, eleitos no último pleito.  Já Marcelo, ampliou sua densidade política, inclusive para além das fronteiras da Assembleia, que, neste ano, tem uma eleição da mesa-diretora marcada pela intromissão escancarada do governador Renato Casagrande (PSB), muito acima do preceito constitucional de separação entre os poderes. A “chapa do governo”, como é chamado no mercado político o grupo de Marcelo, contabilizava 16 integrantes, nesta quinta-feira (26), o mínimo para garantir a vitória.  Liderado por Marcelo Santos, o mercado aponta como integrantes do grupo os deputados Tyago Hoffmann (PSB), ex-secretário secretário de Estado de Inovação e Desenvolvimento Econômico, e Dary Pagung (PSB), líder do governo na Assembleia. Ambos eram apontados como candidatos a presidente, antes do posicionamento de Casagrande, que tirou da disputa, também, outro aliado de longa data: João Coser (PT), que retorna à cena política depois da derrota para a Prefeitura de Vitória em 2018, e ainda leva a deputada por seu partido Iriny Lopes. O grupo se completa com os deputados reeleitos José Esmeraldo (PDT), Janete de Sá (PSB), Adilson Espindula (PDT), Alexandre Xambinho (PSC) e Raquel Lessa (PP), e os novatos Dr Bruno Resende (União), Pablo Muribeca (Patriota), Zé Preto (PL), Mazinho dos Anjos (PSDB) e Denninho Silva (União). O deputado Fabrício Gandini (Cidadania) que deve aderir, mesma situação da estreante Camila Valadão (Psol), apontam os bastidores. Ao afirmar de público a sua preferência, o governador Renato Casagrande estabelece um cenário de intimidação entre os parlamentares, mesmo que de forma indireta, mas, mesmo assim, contribui para “fragilizar a harmonia” entre os poderes, retirando a autonomia, extremamente necessária para privilegiar o debate democrático. Há dois meses do início das articulações e a cinco dias da posse dos deputados e da eleição da mesa-diretora , o cenário passou por alterações profundas, uma delas foi a saída do deputado eleito Tyago Hoffmann como candidato a liderar uma chapa contrária à de Marcelo Santos, integrando, também, o petista João Coser. Desde essa época, apesar das articulações, o favoritismo do Palácio Anchieta já era comentado, o que teria provocado o vazamento de um áudio de Coser com críticas ao processo e ao candidato que assume a liderança na reta final, gerando mal-estar e levando o governo a explicitar as preferências. Com esse gesto, acena para a reeleição do seu aliado Euclério Sampaio, prefeito de Cariacica, e também atende ao prefeito da Serra, Sergio Vidigal, fechando o canal para Vandinho ser candidato no município em 2026.

26/01/2023 / 0 Comments
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Petrobras concretiza venda do campo de Albacora Leste

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A empresa Petro Rio Jaguar Petróleo comprou o campo por US$ 1,635 bilhão, o que corresponde a R$ 8,455 bilhões Os rumores de que o presidente interino da Petrobras, João Henrique Rittershaussen, estaria tentando acelerar o processo de venda do campo de Albacora Leste, na Bacia de Campos, se concretizaram. Na manhã desta quinta-feira (26), a estatal comunicou fato relevante informando a venda da totalidade de sua participação no campo. O valor, pago à vista, foi de US$ 1,635 bilhão, o que corresponde a R$ 8,455 bilhões. Quem comprou foi a empresa Petro Rio Jaguar Petróleo. O valor recebido se soma ao montante de US$ 292,7 milhões pagos à Petrobras na ocasião da assinatura do contrato de venda, em abril de 2022. A possibilidade de venda já havia sido anunciada pelo Sindicato dos Petroleiros do Espírito Santo (Sindipetro/ES). João Henrique assumiu a função após Caio Paes de Andrade, que o indicou e cujo mandato terminaria em março, abandonar o cargo para atuar como secretário de Gestão e Governo Digital do Estado de São Paulo, na gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos). O atual gestor, portanto, ainda é resquício do Governo Bolsonaro e permanecerá no cargo enquanto Jean Paul Prates, nome do Governo Lula (PT), não assume a presidência. O nome de Jean foi aprovado pelo Conselho de Administração da Petrobras também nesta quinta-feira. Para ser confirmada, a indicação de Prates ainda precisa passar pela análise da Assembleia de Acionistas, o que deve acontecer perto de abril. O diretor do Sindipetro, Rodrigo Lopes Ferri, relata que Albacora Leste tem 35 anos, sendo, portanto, um campo maduro. Entretanto, em 2020 foi descoberto pré-sal nele, portanto, acredita-se que valha muito mais do que o US$ 1,635 bilhão pago por ele pela empresa Petro Rio Jaguar Petróleo. Rodrigo afirma que a compradora não tem o mesmo porte da Petrobras, portanto, as condições de proporcionar um ambiente de trabalho seguro e evitar desastres ambientais são bem menores. Albacora Leste é administrada pelo Edifício Vitória (Edivit), na Reta da Penha, em Vitória, e conta com muitos trabalhadores da base do Sindipetro/ES. Em entrevista a Século Diário sobre os rumores de que o presidente interino estaria tentando acelerar a venda, o diretor do sindicato, Etory Sperandio, demonstrou preocupação com a situação não somente do ponto de vista da venda do ativo, mas também por causa da “maneira atabalhoada como seria feito, podendo, inclusive, ter beneficiamento de empresas privadas”. As suspeitas de aceleração da venda, conforme destacou na ocasião, se fortaleciam diante do fato de que João Henrique também atua como diretor de Desenvolvimento de Produção da estatal, ou seja, lida diretamente com a produção de Albacora Leste. Durante a sua posse, no dia 1º de janeiro, Lula determinou a retirada da Petrobras da lista de estatais do programa de privatizações, entretanto, o processo de venda de Albacora Leste já estava em andamento. O campo de Albacora também estava para ser vendido, mas a Petrobras suspendeu a transição em outubro último. O sindicato, inclusive, move, desde outubro passado, uma ação popular na Justiça Federal contra a comercialização de Albacora e de Albacora Leste. Etory informa que também foi dada entrada em ações no Ministério Público do Espírito Santo (MPES) e no Tribunal de Contas do Espírito Santo (TCES). De acordo com ele, a possível compradora de Albacora e Albacora Leste seria Petro Rio, que ofereceu 2,2 bilhões de dólares pelos dois e após a suspensão da venda de Albacora manteve o valor, o que, para o diretor do Sindipetro/ES, é mais uma prova de que o valor da transação está bem aquém. As vendas do Pólo Norte Capixaba e da Unidade Terminal Norte Capixaba, em São Mateus, também já estavam em negociação. O Pólo Norte Capixaba abrange Fazenda Alegre, Fazenda São Rafael, Fazenda Santa Luzia, Cancã e Cancã Leste. Tratam-se, segundo Etory, dos cinco maiores campos produtores em terra do Espírito Santo. “É importante que o norte continue nas mãos da Petrobras para a empresa continuar no território capixaba”, defende. Presidente interino da Petrobras pode acelerar venda de Albacora Leste Campo é administrado pelo Edivit de Vitória. Sindipetro/ES denuncia irregularidades nas tratativas https://www.seculodiario.com.br/sindicato/presidente-interino-da-petrobras-pode-acelerar-venda-de-albacora-leste Trabalhadores dos Correios do Estado aderem à greve nacional Categoria reivindica a manutenção de direitos históricos e a não privatização dos Correios https://www.seculodiario.com.br/direitos/trabalhadores-dos-correios-do-espirito-santo-aderem-a-greve-nacional

26/01/2023 / 0 Comments
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Agenda climática sem abordagem socioambiental não traz os resultados necessários

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ES ignora recomendações internacionais sobre recuperação ambiental e comunidades tradicionais, alerta ambientalista Reprodução “A questão agora não é mais…’como limitar o aumento da temperatura da Terra para impedir o desastre’, mas sim… ‘como construir resiliência – física, moral, emocional, econômica e ambiental – para que possamos apoiar as gerações futuras dentro do que está por vir’. O desabafo da jornalista, escritora, palestrante e defensora ambiental Karina Miotto, feito dias após o fim da COP-27, em novembro passado, resume um drama tão inegável quanto invisibilizado pelas agendas climáticas dos governos e grandes corporações empresariais: fracassamos, já estamos sofrendo as consequências desse fracasso e o preço mais caro da tragédia quem paga são as populações mais pobres e vulneráveis. No Espírito Santo, os efeitos dessa postura dos donos do poder e do dinheiro no mundo são sentidos todos os anos. Neste verão de 2023, municípios de todas as regiões padecem, com milhares de desabrigados e desalojados, milhões em prejuízos. Nesta quinta-feira (26), a Defesa Civil Estadual contabiliza mais de 4,4 mil vítimas, metade delas em Mimoso do Sul, no sul do Estado, que recebeu visita do governador Renato Casagrande (PSB) nesta quarta-feira (25). Na quinta-feira, Casagrande cumpre agenda em Brasília com o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o presidente Lula (PT), onde vai tratar da pauta climática – parque eólico offshore e mercado de carbono – ao lado de obras de infraestrutura e autorização para a Zona de Processamento de Exportações (ZPE) de Aracruz, no norte do Estado. O governador capixaba lidera as discussões sobre clima desde o tempo de senador, quando encabeçou a elaboração da Política Nacional de Mudanças Climáticas, lembra o cientista político e ambientalista José Marques Porto. Hoje, preside a Coalização Brasil Verde e coordena a Coalizão Governadores pelo Clima, formalizados na última Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP), no Egito. Ou seja, lidera um movimento que, mundialmente, está muito aquém das necessidades das pessoas, dos povos tradicionais e da natureza. O mercado de carbono e a multiplicação de usinas de energia renovável são o aspecto mais raso da questão, o único que as grandes corporações e governantes conseguem ver como economicamente viável. Passadas quase três décadas de realização das COPs – a primeira foi em 1995, na Alemanha – nenhum dos acordos foi cumprido pelos países signatários, mesmo sendo acordos tão rasos, e nenhuma de redução dos gases de efeito estufa foi alcançada. A emissão de carbono continua crescente, alcançado recordes ano após ano e a sanha poluidora continua em ascensão. O único encaminhamento acordado é o de continuar crescendo as emissões, extraindo mais petróleo – e até carvão, como a Alemanha aprovou o retorno, recentemente, em função da guerra na Ucrânia – e compensando as emissões crescentes com aumento dos monocultivos exóticos e outras estratégias de mercado. Os parques eólicos e solares também entram nesse bojo, com grandes projetos sendo celebrados. Mas todas essas ações, invariavelmente, desconsideram os povos tradicionais que vivem nos territórios onde os empreendimentos estão instalados ou pretendem se instalar. Socioambiental negligenciado No Espírito Santo, a ZPE e outras indústrias se expandem desconsiderando os mais elementares acordos internacionais e locais de proteção dos direitos de indígenas e pescadores artesanais e o deserto verde de eucaliptais da multinacional Suzano (ex-Fibria, ex-Aracruz Celulose) avança sobre o território tradicional quilombola, sem que qualquer agente público ordene o conflito fundiário, protegendo as comunidades, que aguardam a titulação de suas já certificadas. O Plano de Agricultura de Baixo Carbono (Plano ABC) do Espírito Santo, por exemplo, cuja primeira versão (2014-2020) traz a papeleira como “parceira no alcance de resultados e ações” e tem como uma das metas, a “Ampliação da Cobertura Florestal”, porém, ao subdividi-la, têm-se 15 mil hectares de “Florestas nativas recuperadas”, 42 mil ha de “Florestas Plantadas Recuperadas”, sendo (12 mil de SAFs de seringueira e cacau e 30 mil de eucaliptais. “O Governo do ES não tem política pública socioambiental e climática”, arremata Porto, testemunha e colaborador do processo de construção da Lei e do Fórum Capixaba de Mudanças Climáticas, mas hoje evadido desses espaços por profunda decepção com os rumos tomados. “A Política Estadual de Mudanças Climáticas é uma Lei sem engenharia constitucional. É uma Lei genérica, não tem metas, prazos, incentivos, punições”, expõe, quase que repetindo a descrição já tantas vezes feitas em Século Diário em relação aos Termos de Compromisso Ambiental (TCAs) firmados entre o governo do Estado e as poluidoras Vale e ArcelorMittal, esta, a responsável por um terço de todos os gases de efeito estufa (GEEs) emitidos pelo Espírito Santo, sem falar em poluentes que trazem prejuízos diretos à saúde da população do entorno. “Renato [Casagrande] está no terceiro mandato. Quando assumiu o primeiro mandato, a atual Política Estadual de Mudanças Climáticas havia sido promulgada um ano antes, em 2009. E ele enterrou o Fórum Capixaba de Mudanças Climáticas, não teu prosseguimento a nada, mesmo tendo liderado da Política Nacional de Mudanças Climáticas. Nós tivemos esse tempo todo para preparar as cidades, mas nada foi feito!”, critica o ambientalista. “Não existe um sistema de drenagem numa cidade como Mimoso do Sul capaz de drenar uma chuva de 150 mm. Nada estruturante foi feito. Agora que ele está falando em fazer obras. Falta projeto, programa orçamento, vontade política para fazer as coisas que a gente sabe que precisam ser feitas há tantos anos”, complementa. A movimentação nacional e internacional, observa, “não em lastro em ações” e configura a velha “maquiagem verde, greenwashing”. “Quando você vê um Felipe Rigoni [União] na Seama, um deputado que sempre seguiu a pauta do agronegócio, que apoia liberação de agrotóxicos, de exploração de sal-gema, e quando não vê sinal da saída do Alaimar Fiuza [presidente do Iema, nomeado depois de uma carreira de trinta anos na Vale] … Não existe gestão socioambiental e climática no Iema nem na Seama [Instituto e Secretaria Estaduais de Meio Ambiente e Recursos Hídricos]”, acusa. Nesse cenário de tragédia, lamenta Porto, os mais pobres continuam negligenciados. “Os pobres do Espírito Santo moram dentro dos rios ou nas encostas ou

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Central Única das Favelas abre três pontos de doações para Yanomamis no ES

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Cufa e Frente Antirracista também estão com campanha nacional de doações em dinheiro via Pix e vakinha eletrônica Divulgação/Condisi-YY A Central Única das Favelas (Cufa) está com três áreas, na Grande Vitória, para recebimento de doações de alimentos não perecíveis a serem levados para os indígenas Yanomamis, na divisa entre os estados de Roraima e Amazonas, como forma de apoia-los na grave crise humanitária que atravessam e que foi constatada pelo presidente Lula (PT) e sua comitiva de ministros na última semana, quando foi declarada situação de emergência em saúde, por conta dos milhares de casos de desnutrição e doenças evitáveis, negligenciadas pelo governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A ação faz parte da campanha nacional Favelas com Ianomamis, conduzida em parceria com a Frente Nacional Antirracista. Por meio dela, outras Cufas estão arrecadando alimentos em seus estados e também doações em dinheiro via Pix e vakinha eletrônica (veja dados abaixo). No Estado, os pontos ficam na sede da Cufa/ES, na Serra (Rua Flamingo, 19, Novo Horizonte); em Vitória (Rodovia Serafim Derenze, 1735, Inhanguetá, em frente ao Campo de Inhanguetá) e em Vila Velha (Praça Domingo Mendes, São Torquato, na Farmácia Nossa Senhora das Graças). A princípio as doações podem ser feitas até o final de fevereiro, quando serão transportadas para a Terra Indígena Yanomami por meio de parceria com a transportadora Favela LLog. Presidente da Cufa/ES, Gabriel Nadipeh conta que a entidade já realizou diversos outros trabalhos com com povos indígenas de todo o país, inclusive com os Yanomami, por meio da Cufa/RR. Por conta da situação drástica atual, foi feito uma reunião de esforços para melhor atender os irmãos amazônicos. “O presidente nacional da Cufa e lideranças estaduais fizeram uma comissão e foram para Roraima para identificar formas de melhor ajudar. Vimos que precisam de alimentos e de serviços de saúde, pois têm muita dificuldade de se locomover até a cidade para tratamentos”. Nesse sentido, as doações em dinheiro visam construir duas estruturas de atendimento médico dentro da TI. A meta da vakinha é de R$ 3 milhões. “A Cufa se comprometeu a construir esses dois polos de saúde”, reforça. Obras previstas para março Uma comissão da campanha visitou a TI na última terça-feira (24), tendo se reunido com autoridades municipais, na pessoa do prefeito Arthur Henrique, estaduais na pessoa do governador Antonio Denarium e federal, com toda equipe da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai). Integraram a comissão o fundador da Frente Nacional Antirracista e CEO da Favela Holding, Celso Athayde; o presidente nacional da Cufa Preto Zezé; a copresidenta da Cufa Kalyne Lima; e o diretor nacional da logística Marcio Lima. “A motivação da campanha foi o diagnóstico que além da fome, outro grande problema enfrentado pela região é a falta de acesso à saúde, já que esses povos se encontram a mais de uma hora de avião da capital Boa Vista”, explicam as entidades. Um dos dois polos de saúde já tem local definido, que é a região de Surucucu, que concentra muitos indígenas da TI. O outro ainda será identificado. A previsão é de que a pedra fundamental das obras seja lançada no dia 1º de março. “A CUFA já trabalha em Roraima, já fazemos ações na região há 10 anos. E temos por prática apoiar as CUFAs nos seus respectivos estados, cidades e favelas onde existe uma demanda muito grande e onde não têm braços suficientes para poder atender. Não viemos aqui para sermos heróis. Mas vamos ativar e fortalecer mais ainda a nossa rede local e descobrimos este grande problema de saúde que pretendemos ajudar a solucionar, junto das autoridades competentes”, explicou Celso Athayde. “Vamos ativar a nossa rede de parceiros, que foi tão importante na pandemia e em outros momentos, para cumprir essa nobre missão”, concluiu. Água e combustível As entidades se comprometem, por meio da campanha com três ações. A primeira, é o fortalecimento das ações da Cufa Roraima, já que além das favelas que já recebem apoio desde antes da pandemia, existe a situação dos imigrantes venezuelanos que já somam mais de 115 mil pessoas no estado de Roraima. Em segundo lugar, a construção e reforma de dois polos de saúde, por meio da arrecadação de recursos que estará aberta de 27 de janeiro a 27 de fevereiro. O terceiro compromisso é que, independentemente da performance da campanha, a Cufa e a FN se comprometem a honrar as obras da construção dos dois polos, caso a campanha não tenha atingido sua meta integral de R$ 3 milhões. Além da questão de saúde, a comitiva que está em Roraima percebeu outros problemas, como dificuldade de acesso a água tratada, necessidade redes de mosqueteiros, falta de equipamento médico hospitalar, falta de medicamentos, como dipirona e paracetamol, necessidade de 100 recipientes (tambores de 50 litros) para envio de combustível para os helicópteros abastecerem e operacionalizar o envio de alimentos. “Além desse projeto que estamos lançando, muitos outros podem acontecer. A demanda dessa gente é muito grande. Nossos parceiros da ONG Água Camelo, por exemplo, estão levando 50 kits de tratamento de água para os Yanomamis”, disse Preto Zezé, presidente da Cufa. “O acesso à água tratada e potável funciona como um tratamento preventivo, evitando maiores problemas de saúde no futuro”, concluiu. Genocídio Desde a deflagração do estado de emergência, a negligência do governo Bolsonaro tem sido confirmada por meio de centenas de pedidos de ajuda feitos pelos próprios indígenas e denúncias feitas pelo Ministério Público Federal, todas ignoradas pelo ex-presidente e seus ministros. As facilidades oferecidas a garimpeiros ilegais também aprofundaram a crise, por meio da poluição das águas e da violência contra mulheres e crianças. Como colaborar: Doações em Pix: doacoes@cufa.org.br Vakinha: https://www.vakinha.com.br/vaquinha/favelas-com-yanomamis Site: https://favelascomyanomami.com.br/

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Podcast registra histórias e pensamentos dos mestres de congo

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Com episódios semanais, programa ouviu dez mestres de grupos urbanos e rurais da Grande Vitória e de Linhares Dez mestres de congo do Espírito Santo participam da primeira temporada do Papo de Mestres, um podcast produzido pelo Instituto Manguerê para registrar as trajetórias e ideias desses personagens fundamentais para a manutenção da cultura popular e tradicional no Estado. Cada episódio tem uma hora de duração numa conversa e música ao vivo com apresentação do músico Fábio Carvalho. A estreia foi com Ramiro Machado, da Banda de Congo Folclórico de São Benedito, da Serra, que é neto do falecido Mestre Antônio Rosa, um dos grandes expoentes da história desta cultura. O apresentador Fabio Carvalho (com tambor) entrevistando Mestre Ramiro no Papo de Mestres, com Wyucler Rodrigues, que assina a produção sonora do podcast. Foto: Douglas Bonella Na próxima sexta-feira (27), o convidado é Ricardo Sales, da Banda de Congo Amores da Lua, de Santa Marta (Vitória), também neto de um importante mestre, Reginaldo Sales. Depois, a série segue com mais oito episódios semanais, que vão ao ar sempre às quartas-feiras em plataformas de áudio e no YouTube. “A importância desse projeto é ter um registro a partir dos mestres, porque eles são detentores dessa história, possuem essa sabedoria popular da vivência que vem de suas infâncias, sua ancestralidade”, considera Fabio Carvalho, que também assina como produtor geral do Papo de Mestre, que conta com coordenação geral de Alcione Dias. Para Fabio, muitas vezes são acadêmicos que falam sobre os mestres e congo em registros mais perenes. Com o podcast, o projeto busca organizar depoimentos baseados na oralidade com que geralmente são transmitidos nas bandas e seus territórios, mas arquivados e disponibilizados em plataformas em que possam ser duradouros e acessíveis a públicos diversos, que podem estar no Espírito Santo ou em qualquer lugar do mundo e conhecer o conteúdo por meio das redes sociais e plataformas digitais. “É importante imortalizar a voz e a sabedoria deles”, diz. O público-alvo são pesquisadores, estudantes, os próprios integrantes das bandas e todos interessados ou curiosos sobre o congo e a cultura popular. Para o músico, o papel dos mestres é de manter a “chama viva” nas bandas, com cuidado, devoção e o desafio de continuar os festejos anuais. “Eles fazem trabalhos maravilhosos de preservação da nossa cultura, muitas vezes sem recurso nenhum do Estado, fazendo por devoção. Por isso a importância desses mestres junto com suas bandas para manter firme e forte em sua devoção tanto aos santos quanto à cultura, na preservação e manutenção da cultura”. Mestre Guimaldo, de Regência, com Fábio Carvalho. Foto: Douglas Bonella Os principais temas abordados nos episódios do podcast, são as histórias de suas bandas de congo e dos próprios mestres, o significado do congo em suas vidas, as necessidades que eles têm, as alegrias e tristezas de fazer cultura popular. “É um bate papo informal, em que o mestre fala o que ele quer. Eu sou apenas um instrumento que vou guiando a conversa para eles irem se soltando”, relata o apresentador. A maioria dos dez mestres participantes foram de bandas da Grande Vitória, pela maior facilidade logística, buscando uma representatividade diversa, de bandas de Serra, Vila Velha, Vitória, Cariacica, Guarapari e Viana, considerando jovens e idosos, bandas rurais e urbanas, do interior e do litoral. A exceção é Mestre Guimaldo Firmino, de Regência Augusta, em Linhares, norte do Estado. Os demais, além dos já mencionados são Mestre Valdemiro Sales (Banda de Congo Panela de Barro, Goiabeiras, Vitória), Mestre Domingos (Banda de Congo Guarapari, de Guarapari), Mestra Lúcia Maria (Banda de Congo de Santana, de Manguinhos, Serra), Mestre Daniel (Banda de Congo Mestre Honório, Barra do Jucu, Vila Velha), Mestre Tagibe (Banda de Congo Mestre Tagibe, Roda D’Água, Cariacica), Mestre Alicio Machado (Banda de Congo Mãe Petronilha, Araçatiba, Viana), Mestra Valdirene Nascimento Lima (Banda de Congo São Benedito, Santiago, Serra). Contando com apoio do Fundo Estadual de Cultura (Funcultura) em sua primeira temporada, a pretensão é que dos organizadores é que o Papo de Mestres tenha continuidade futuramente até abarcar mestres de todas as bandas do Estado – que eram 61 segundo o Atlas do Folclore Capixaba, de 2009.

26/01/2023 / 0 Comments
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