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Envolvido em atos antidemocráticos e com ligações no ES é levado para a Papuda

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Autointitulado “repórter investigativo”, Roque Saldanha é acusado de articular crimes contra as eleições Redes sociais Seguiu nesta terça-feira (17) para o Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal, o locutor Roque Saldanha, que se autointitula “repórter investigativo” nas redes sociais, acusado de articular atos criminosos contra o processo eleitoral e de participar do atentado golpista de 8 de janeiro, em Brasília. Ele foi preso na última sexta-feira (13), em Governador Valadares, Minas Gerais, quatro horas depois de fazer uma transmissão com o prefeito de Baixo Guandu, Lastênio Cardoso (Podemos), de quem é amigo. No vídeo, Roque Saldanha, que nas postagens defendia o golpe de Estado, elogia o prefeito e faz críticas – sem citar o nome –  ao ex-prefeito Neto Barros (PCdoB), seu adversário político, e chega lançá-lo, sem qualquer fundamento, candidato ao governo do Espírito Santo.  Em suas postagens, ele aparece muitas vezes armado e sempre questiona o resultado das eleições de 2022 e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), seguindo a linha do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), de quem é um dos apoiadores. Redes sociais Roque Saldanha é conhecido em Baixo Guandu desde 2021, início da atual gestão municipal, apresentou eventos públicos e era visto em companhia do prefeito, que recentemente entrou em conflito por agressões verbais com o ex-prefeito Neto Barros, que também é presidente estadual do PCdoB estadual e ex-candidato a deputado estadual, ficando como suplente. Os dois políticos trocaram agressões em redes sociais, tendo Neto Barros acusado o atual prefeito de ser falso religioso, apontando ainda om aumento de violência na cidade. No dia 10, dois dias depois da invasão e depredação dos prédios do três poderes, no Distrito Federal, Roque Saldanha postou vídeo no qual diz que não está preso e que não teme ninguém. Ele se autoelogia, afirma ser conhecido internacionalmente, como “locutor, apresentador, repórter investigativo” e que “vários países” o acompanham.

17/01/2023 / 3 Comments
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‘Valorizando o professor se avança na qualidade da educação pública’

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Reajuste no piso do magistério, anunciado por Camilo Santana, é comemorado pela categoria no Espírito Santo O magistério capixaba comemora o reajuste de 15% no piso nacional da categoria, anunciado nessa segunda-feira (16) pelo ministro da Educação, Camilo Santana. O piso sairá de R$ 3.845,63 para R$ 4.420,55 neste ano de 2023. Para o Sindicato dos Trabalhadores da Educação Pública do Espírito Santo (Sindiupes), trata-se de uma iniciativa de valorização dos profissionais, mas no Estado, segundo o diretor de Comunicação da entidade, Paulo Loureiro, colocar o piso em prática ainda é um desafio. O valor considera uma jornada de 40 horas semanais. A cada ano, o piso do magistério deve ser corrigido pelo crescimento do valor anual mínimo por aluno referente aos anos iniciais do ensino fundamental urbano, estabelecido pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). “Recebemos com felicidade o reajuste. Acreditamos que valorizando o professor se avança na qualidade da educação pública”, diz Paulo. Entretanto, o dirigente sindical lamenta o fato de que, na rede estadual, o piso é cumprido somente nos níveis iniciais do antigo Normal, não sendo colocado em prática em toda a carreira. Ele afirma, ainda, que o Sindiupes representa professores de 34 municípios, e, assim como a rede estadual, as municipais também não aplicam a lei do piso. O argumento dado, relata, é o de insuficiência de recursos. Contudo, Paulo acredita que não é questão de falta de verba, mas sim, de não ter o investimento em educação como prioridade. Em todos 34 municípios capixabas de atuação do Sindiupes há ações judiciais movidas pelas gestões municipais para não pagar o piso da categoria. O diretor de Comunicação do sindicato informa que elas se estendem por muitos anos, pois, além da morosidade da Justiça, há os diversos recursos feitos pelas administrações.

17/01/2023 / 0 Comments
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Circuito Verde vai conectar hortas e espaços comunitários

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Trajeto vai ser apresentado na próxima sexta, na inauguração da Horta do Amanhã no Jaburu, em Vitória “Queremos valorizar um pouco mais a comunidade. Mostrar para as pessoas que aqui tem muita coisa produtiva, tem potencialidades e muitas boas ideias também”. Assim relata Cosme Santos de Jesus, liderança comunitária do Jaburu, em Vitória, e presidente do Grupo Nação, um dos criadores do Circuito Verde, que será apresentado ao público na próxima sexta-feira (20), a partir das 9h. O ponto de encontro é o Mirante do Jaburu, na Rua Maria da Paixão Santos, de fácil acesso, que possui uma vista privilegiada da capital, motivo pelo qual foi incluído no trajeto do Circuito Verde. De lá, o grupo visitará outros pontos, a maioria ligados à natureza. Cosme explica que um dos motivos para a criação do projeto é ocupar pontos degradados da comunidade e transformá-los em pontos de lazer e hortas comunitárias e produtivas ou parques para vivência. Divulgação O primeiro projeto do tipo no bairro foi a Horta Canto da Pedra, que faz parte de um pequeno espaço revitalizado com a produção de hortaliças, área de vivência e pinturas artísticas. A Horta do Amanhã, que será inaugurada, neste dia 20, surge com a intenção de ocupar outro local que era inutilizado para um projeto similar. Mas como seu espaço é maior, a proposta é que seja não uma horta comunitária, mas sim uma horta produtiva com objetivo de gerar alimentos e também recursos financeiros para famílias, que possam vender parte da produção a preços acessíveis, possibilitando também o acesso a alimentos saudáveis e produzidos perto de casa. “Com a ideia dando certo, a gente pensa em replicar também para outros espaços”, considera o líder comunitário. Já antes da inauguração, duas famílias estão trabalhando na produção da Horta do Amanhã. O outro espaço verde a ser conectado no circuito é o Parque do Bem, ainda em processo de reforma para se tornar mais um espaço para lazer da comunidade. O último ponto a ser conectado nessa rota é o Núcleo de Memória de Jaburu (Nume), inaugurado no fim de 2022 na sede do Centro Comunitário do Jaburu para servir como uma espécie de museu comunitário, reunindo a história da localidade com entrevistas, fotos, mapas e outros materiais acessíveis ao público visitante. Projeto arquitetônico da Horta do Amanhã, que será inaugurada Uma das inspirações para o Circuito Verde, conta Cosme, foi a Rota do São Benedito, projeto de turismo comunitário realizado no bairro vizinho, também dentro do chamado Território do Bem, conjunto de bairros periféricos de Vitória. “O ganho para a comunidade, além de ter pessoas trabalhando e conseguindo renda e seu próprio alimento com as hortas, é cuidar do entorno. Então num segundo momento ainda queremos melhorar as escadarias, que se encontram muito degradadas e abandonadas”, relata o líder do Grupo Nação.  Além desta organização, o projeto do Circuito Verde é co-criado junto com a associação Onze8, o Palete Parque e a Associação de Moradores do Bairro Gurigica – Jaburu (AMBGJ), com patrocínio do Instituto Unimed e Unimed Vitória.  Com bela vista, arte e história, Rota do São Benedito estreia em junho Saiba como é o percurso no morro de Vitória que passa a abrigar experiência diferenciada de turismo comunitário https://www.seculodiario.com.br/cidades/com-bela-vista-arte-e-historia-rota-do-sao-benedito-estreia-em-junho

17/01/2023 / 0 Comments
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Itaúnas recebe dezenas de grupos de cultura popular nesta semana

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Ticumbi, Jongo e Alardo estão na Festa de São Sebastião, que encerra o ciclo de festejos em Conceição da Barra A cada janeiro, temporada alta do verão, a vila de Itaúnas, um dos principais pontos turísticos capixaba, no norte do Estado, fica repleta de grupos de cultura popular. Jongo, Ticumbi, Reis de Boi, Capoeira, Alardo são algumas das manifestações que culminam sempre nas proximidades do dia 20 de janeiro no encerramento do ciclo de festas de São Benedito e São Sebastião, iniciado no final do ano anterior. São grupos originários de Itaúnas e de outras regiões de Conceição da Barra que marcam presença a cada edição. Neste ano, os grupos voltam a ocupar a vila entre a quinta-feira (19) e o domingo (22). Facebook Rafhael Brandão, vice-presidente da Associação de Folclore de Conceição da Barra (AFCB), organizadora das celebrações, afirma que os grupos estão muito animados para voltar a realizar a parte dos festejos de Itaúnas depois de dois anos de paralisação por conta a pandemia de Covid-19. “Os festejos são importantes para a preservação da nossa identidade. A festa é apenas uma culminância de um ano inteiro de preparação. Ela serve para mostrar que estamos unidos e mostrando nossa fé para todo o mundo”, diz. Ele lembra que Conceição da Barra é considera a Capital da Diversidade Cultural do Espírito Santo por ter a maior diversidade de manifestação da cultura popular e maior número de grupos folclóricos. Segundo a AFCB são 25 grupos atuantes, sendo que 22 deles participam dos festejos. “Há manifestações que não se encontram em nenhum outro lugar do Brasil e isso nos faz ser únicos. Tem também nossa fé, nossa acolhida, a história de Itaúnas e Conceição da Barra, a devoção do nosso povo. Tudo isso sempre vai ser um diferencial”, considera Rafhael. Uma novidade na programação deste ano é a realização do lançamento no sábado do livro “A Brecha, Uma Reviravolta Quilombola”, que aborda história, conflitos e resistências das comunidades do Sapê do Norte, território quilombola entre São Mateus e Conceição da Barra. A obra infantil tem coautoria de Arquimino dos Santos, o Quino, integrante do Ticumbi de São Benedito, com a antropóloga Deborah Goldemberg e o cientista social Jefferson Gonçalves Correia e foi uma das finalistas do 63º Prêmio Jabuti, o mais importante da literatura brasileira. Confira abaixo a programação completa dos próximos dias. 19/01 – Quinta – Feira 19h – Novena a São Sebastião na Igreja da Praça 20h30 – I Ato do Alardo de São Sebastião – Mestre Lucas 21h – Ensaio Geral do Ticumbi de Itaúnas (Mestre Nilo Falcão) no Sítio do Rives 20/01- Sexta – Feira 08h – Chegada do Ticumbi de Itaunas na Ponte 11 h- Roda de Capoeira Abadá Mestre Raoni Mourão na Praça da Igreja 17h – Fincada do Mastro de São Sebastião na Igreja da Praça 18h – Procissão em honra a São Sebastião 19h – Santa Missa em honra a São Sebastião 20h30- II Ato do Alardo de São Sebastião – Mestre Lucas 21h- Ensaio Geral do Ticumbi do Bongado (Mestre Anísio Ribeiro) na Comunidade Santa Izabel (Assentamento Paulo Vinha). 21h- Reis de Boi (Mestre Antonio Conceição) na Igreja da Praça 21h30- Jongo de São Bartolomeu (Mestre Tatu) na Igreja da Praça 22h – Reis de Boi (Mestre Neném) na Igreja da Praça 21/01- Sábado 08h – Chegada do Ticumbi do Bongado Mestre Anísio Ribeiro na Ponte. 10h- Santa Missa em honra a São Benedito na Capela. 11h- Ticumbi de Itaúnas – Mestre Nil Falcão. 17h- Roda de Capoeira Itaúnas (Mestre Bertinho Falcão) na Praça da Igreja. 18h- Lançamento do Livro “A Brecha: Uma Reviravolta Quilombola, um pouco da historia do Ticumbi e dos Quilombos do Sapê do Norte”, na Praça da Igreja. Autores : Deborah Goldemberg , Mestre Arquimino Dos Santos e Jefferson Gonçalves Correia 18h30 – Jongo de Nossa Senhora Aparecida (Mestre Douglas Alexandre) na Praça da Igreja 19h – Reis de Boi (Mestre Tião de Véio) na Praça da Igreja 20h- Jongo de São Benedito e São Sebastião de Itaúnas – Mestre Preto Velho 20h30- Reis de Boi – Mestre Nilo 21h -Jongo de São Cosme e São Damião – Mestre Osmara 21h30 – Reis de Boi – Mestre Dito 22h – Jongo das Barreiras – Mestre Santos Reis 23h- Banda de Congo de Caieiras Velha (Aracruz) 21h- Ensaio Geral do Ticumbi do Bongado (Mestre Anísio Ribeiro) na Comunidade Santa Izabel (Assentamento Paulo Vinha) 22/01- Domingo 09h – Santa Missa na Igreja de São Sebastião 10h – Ticumbi do Bongado – Mestre Anísio Ribeiro 11h30 – Ticumbi de São Benedito – Mestre Berto Florentino 19 h – Apresentação Cultural de Benedita de Catita (Dequinha) na Igreja da Praça 20h – Jongo de Santa Izabel – Mestre Isaque Maia 21h – Reis de Boi da Vila – Mestre Lucas Maia

17/01/2023 / 0 Comments
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Presidente interino da Petrobras pode acelerar venda de Albacora Leste

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Campo é administrado pelo Edivit de Vitória. Sindipetro/ES denuncia irregularidades nas tratativas Rumores de que o presidente interino da Petrobras, João Henrique Rittershaussen, está tentando acelerar o processo de venda do campo de Albacora Leste, na Bacia de Campos, têm preocupado o Sindicato dos Petroleiros do Espírito Santo (Sindipetro/ES). O gestor assumiu a função após Caio Paes de Andrade, que o indicou e cujo mandato terminaria em março, abandonar o cargo para atuar como secretário de Gestão e Governo Digital do Estado de São Paulo, na gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos).  João Henrique permanecerá no cargo enquanto Jean Paul Prates, nome do Governo Lula (PT), não assume a presidência, pois é preciso aguardar alguns trâmites legais e de órgãos reguladores da estatal. O diretor do Sindipetro/ES, Etory Sperandio, informa que, nos bastidores, os rumores são de que o presidente interino quer aproveitar enquanto Jean Paul não assume para acelerar o processo de venda de Albacora Leste, que é administrado pelo Edifício Vitória (Edivit), na Reta da Penha, em Vitória, e conta com muitos trabalhadores da base do sindicato. “Essa possibilidade de aceleração do processo é preocupante do ponto de vista da venda do ativo e da maneira atabalhoada como seria feito, podendo, inclusive, ter beneficiamento de empresas privadas”, diz. As suspeitas de que está havendo um movimento desse tipo, segundo o dirigente sindical, se fortalecem diante do fato de que Caio indicou para presidir interinamente a Petrobras justamente uma pessoa que atua como diretor de Desenvolvimento de Produção da estatal, ou seja, que lida diretamente com a produção de Albacora Leste. Durante a sua posse, no dia 1º de janeiro, Lula determinou a retirada da Petrobras da lista de estatais do programa de privatizações, entretanto, o processo de venda de Albacora Leste já estava em andamento. O campo de Albacora também estava para ser vendido, mas a Petrobras suspendeu a transição em outubro último. O sindicato, inclusive, move, desde outubro passado, uma ação popular na Justiça Federal contra a comercialização de Albacora e de Albacora Leste. Etory informa que também foi dada entrada em ações no Ministério Público do Espírito Santo (MPES) e no Tribunal de Contas do Espírito Santo (TCES). De acordo com ele, a possível compradora de Albacora e Albacora Leste seria Petro Rio, que ofereceu 2,2 bilhões de dólares pelos dois e após a suspensão da venda de Albacora manteve o valor, o que, para o diretor do Sindipetro/ES, é mais uma prova de que o valor da transação está bem aquém. As vendas do Pólo Norte Capixaba e da Unidade Terminal Norte Capixaba, em São Mateus, também já estavam em negociação. O Pólo Norte Capixaba abrange Fazenda Alegre, Fazenda São Rafael, Fazenda Santa Luzia, Cancã e Cancã Leste. Tratam-se, segundo Etory, dos cinco maiores campos produtores em terra do Espírito Santo. “É importante que o norte continue nas mãos da Petrobras para a empresa continuar no território capixaba”, defende. Petroleiros comemoram suspensão da venda do campo de Albacora Ação judicial pela suspensão da venda será mantida para averiguar crime de lesa pátria, diz Valnísio Hoffman https://www.seculodiario.com.br/economia/petroleiros-comemoram-suspensao-da-venda-do-campo-de-albacora Trabalhadores dos Correios e da Petrobras celebram fim da ameaça de privatização O presidente Lula determinou a retirada das duas empresas da lista de estatais do programa de privatizações https://www.seculodiario.com.br/politica/trabalhadores-dos-correios-e-da-petrobras-celebram-fim-da-ameaca-de-privatizacao

16/01/2023 / 0 Comments
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Espírito Santo tem o maior número de casos de Covid-19 no Brasil

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Luiz Carlos Reblin atribui o índice, divulgado pelo Ministério da Saúde, ao grande número de testes disponíveis O subsecretário de Vigilância em Saúde, Luiz Carlos Reblin, informou, em coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira (16), que o Espírito Santo é o Estado com maior número de casos de Covid-19 em todo o país. O índice foi divulgado pelo Ministério da Saúde. Entretanto, o gestor atribui isso ao fato de que o Espírito Santo é a unidade federativa que mais faz testagens por ser o único que as disponibiliza em livre demanda. Ao todo, já foram feitos 4.600.000 testes. “Por isso, é natural que tenhamos o maior número de casos identificados”, diz.  A taxa de positividade nos testes de antígeno é de 7%. No de RT-PCR, 6%. Reblin divulgou dados que mostram que a sexta onda da Covid-19, iniciada no final de outubro do ano passado, já está se enfraquecendo, embora de maneira mais tímida se comparado a 4ª e 5ª ondas. De acordo com ele, naquele mês foram registrados 765 casos. Em novembro, 32,8 mil. No mês seguinte, 61,5 mil. Agora, em janeiro, até o momento foram 4,1 mil. Também foram divulgados os números por Semana Epidemiológica (SE), que são 52. Na SE 44 foram 352. Na 45, quando começou a sexta onda, 1,7 mil. A de maior número de casos no ano passado foi a 49, com 21,1 mil. Na 50, começou a queda, mas Reblin não falou a quantidade de casos registrados nela. Na SE 1, já em 2023, foram 2,6 mil. Na que está em andamento, 20 casos correspondentes à análise de um dia. O Ministério da Saúde também apontou o Espírito Santo como 9º colocado no número de óbitos. Reblin também mencionou estudo do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) sobre excesso de mortalidade, calculando número de óbitos a mais do que se esperava se comparado com as mortes de causas naturais ao longo dos anos. Nesse estudo, o Espírito Santo está em 11º lugar. O subsecretário destaca que é preciso levar em consideração que em um estado com pessoas mais idosas os óbitos serão maiores e, de acordo com ele, junto com Santa Catarina o Espírito Santo é a unidade federativa mais longeva. Reblin informou também que 73% dos óbitos por Covid-19 na pandemia foram de pessoas com mais de 60 anos. Em outubro do ano passado foram 6 óbitos. Em novembro, 25. No mês de dezembro, 107. Até o momento, foram registrados 24 falecimentos em janeiro. A taxa de letalidade durante a crise sanitária é 1,14. Na sexta onda, 0,6. “Dez vezes menor do que na pandemia inteira. Estamos mais vacinados”, diz, adicionando às motivações para a queda, medicamentos de combate à Covid-19 disponíveis nas unidades de saúde do Espírito Santo. Entretanto, ainda há resistência à vacinação, uma vez que 65% das internações são de pessoas que não tomaram nenhuma vacina ou estão com esquema vacinal incompleto. Além disso, 33% dos idosos não tomaram dose de reforço. Uma das dificuldades impostas à vacinação, segundo Reblin, são as mentiras, termo que o gestor utiliza por considerar mais adequado do que Fake News. A quinta dose para pessoas com maiores de 18 anos e que têm comorbidades está disponível, mas há intermitência de abastecimento de vacinas para os menores de 12 anos. Algumas cidades ainda têm no estoque, outras não, mas não foram detalhadas quais. A previsão é de que ainda este mês haja vacina para regularizar essa situação. Quanto à subvariante da Ômicron, a XBB 1.5, ela ainda não foi detectada no Espírito Santo. Aedes Aegypti Reblin alertou para a proliferação do Aedes aegypti por causa do verão e apontou para o aumento do número de casos de Dengue. Na SE 49, foram 176 casos. Na 50, o registro foi de 284. Nas SEs 1 e 2, já em janeiro de 2023, foram exatamente 718 em cada uma delas. Nessas duas primeiras semanas, os casos de Chikungunya foram, respectivamente, 25 e 34. Já os de Zika foram 6 e 3.

16/01/2023 / 0 Comments
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Helder Salomão defende punição rigorosa para grupos de terroristas

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Para Helder Salomão, os atos de terrorismo não têm nada a ver com liberdade de expressão e de manifestação “Os terroristas que invadiram os prédios dos três poderes, no último dia 8, em Brasília, no golpe de Estado contra o governo Lula, devem ser tratados com os rigores da lei”, disse o deputado federal Helder Salomão (PT), ressaltado que é “preciso punir quem praticou o vandalismo e os atos de terrorismo, quem apoiou, facilitou a invasão das sedes dos três poderes e quem financiou”. O comentário de Helder é reforçado pelo presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), que nesta segunda-feira (16), afirmou que todos os agentes públicos que tiveram alguma responsabilidade nos atos de vandalismo cometidos no dia 8 de janeiro contra os prédios públicos dos três Poderes serão responsabilizados, mesmo se forem parlamentares. Lira chamou a atenção ainda que para o fato de haver parlamentares divulgando informações inverídicas de que não houve invasão à Câmara e destacou que esses deputados responderão por essas falas na investigação sobre os atos de terrorismo praticados por grupos de extrema direita apoiadores de Jair Bolsonaro (PL). O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), acolhendo pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), incluindo o ex-presidente entre os investigados. O presidente da Câmara fez uma visita ao prédio do Batalhão da Polícia Militar, que pertence à Câmara, e fica localizado próximo à Praça dos Três Poderes acompanhado da governadora do Distrito Federal em exercício, Celina Leão, e o interventor federal na segurança, Ricardo Capelli. Ao responder perguntas dos jornalistas, segundo a Agência Câmara, se ele acredita que o ex-presidente Bolsonaro deva ser responsabilizado pelos atos por instigar seus apoiadores a radicalizar, Lira afirmou que cada um responde por seus atos e discursos. “Meu CPF é um, o do presidente Bolsonaro é outro. Temos que investigar todos os aspectos. Minha fala não muda: todos que praticaram algum ato de vandalismo devem ser punidos”, disse Lira. “Todos que tiveram responsabilidades serão punidos, inclusive parlamentares que postaram vídeos publicando inverdades sobre as agressões ao prédio da Câmara. Todos viram, foi gravíssimo. Um parlamentar eleito não pode divulgar informações que não condizem com a realidade”, afirmou. Para Helder Salomão, “os atos de terrorismo não têm nada a ver com liberdade de expressão e de manifestação, os atos foram criminosos, por isso são inaceitáveis e devem ser punidos”. O parlamentar do PT também comentou sobre os gastos de Bolsonaro no cartão corporativo da presidência da República, revelados depois da quebra do sigilo de 100 anos. “Os R$ 27,6 milhões, gastos por Bolsonaro, dariam para pagar o Bolsa Família de R$ 600,00 para 46 mil famílias. Os gastos do ex-presidente são um verdadeiro assalto aos cofres públicos. Ele torrou o dinheiro público de forma irresponsável e leviana, isso explica porque foi decretado o sigilo desses gastos injustificáveis. Enquanto 33 milhões de pessoas passam fome, o ex-presidente fez farra com o recurso público”.

16/01/2023 / 0 Comments
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‘Os dados só servem para passar sensação de redução da violência’

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Para Fórum de Mulheres, dados de redução de feminicídio na Grande Vitória carecem de ‘análise profunda’ A Polícia Civil (PC) divulgou, nesta segunda-feira (16), o balanço das ações de Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Mulher (DHPM), apontando que em 2022 houve redução de 33,3% no número de feminicídios na Grande Vitória. Os dados, entretanto, não são comemorados pelo Fórum de Mulheres do Espírito Santo (Fomes), pois, conforme afirma uma de suas integrantes, Edna Martins, falta “análise profunda” da realidade das mulheres, da conjuntura e das violências vividas por elas. “Os dados só servem para passar sensação de redução da violência”, diz. A PC aponta que o resultado é o segundo melhor desde 2016. No total, foram 72 inquéritos policiais concluídos e 60 prisões realizadas. Quanto aos feminicídios, foram 10 casos registrados em 2022, contra 15 em 2021. De acordo com os dados da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (Sesp), o município da Serra foi o único da região que encerrou o ano de 2022 sem registros de feminicídios. Foram registrados 2 feminicídios em Vila Velha, 1 em Guarapari, 2 em Cariacica, 2 em Viana e 3 em Vitória. Ainda no ano de 2022, um total de 39 mortes violentas de mulheres foram registradas, dentre essas, os 10 feminicídios, sendo que 15 ocorreram no município de Vila Velha, 10 no município da Serra, seguidos de 6 registros em Vitória e Cariacica, e um em Guarapari e Viana. Edna questiona o fato de que, quando se fala em violência contra a mulher, pensa-se somente na doméstica e familiar, ignorando outras formas, como a sexual contra as meninas, “que se dá em processo de invisibilidade de dados no Espírito Santo”, e questões como o racismo, que deve ser levado em consideração, uma vez que a maioria das vítimas são negras. É preciso destacar, ainda, segundo Edna, o racismo ambiental, que acomete principalmente as quilombolas, e a lgbtfobia, que vitimiza travestis e trans. “Tem que se pensar uma perspectiva mais ampla”, defende. “É preciso desatrelar esses anúncios só dá violência no âmbito doméstico. Inclusive, o Estado e suas instituições precisam ampliar a divulgação de outros dados, como os da violência laboral que sofremos no mundo do trabalho e da violência obstétrica na saúde. Essa regressão é ilusória, pois os registros ainda se fixam em casos associados a relações íntimas. É preciso ampliar o olhar e o enxergar do Estado sobre o feminicídio e sobre as violências em geral contra a mulher”, afirma. A integrante do Fomes alerta para as subnotificações, uma vez que a violência institucional impede as mulheres de denunciar ou dar andamento às denúncias. “Os equipamentos são deficitários na garantia de apoio, de proteção, de passar pela perspectiva do cuidado”, denuncia. Edna faz críticas ao fato de terem sido divulgados somente dados referentes à Grande Vitória, uma vez que, conforme afirma, os índices no interior são altos. “Temos que ser cautelosos, pois se constrói uma sensação equivocada sobre a realidade de violência e isso pode impactar na ação do Estado. Dentro da perspectiva neoliberal, que é a deste governo [governo Renato Casagrande], pode-se achar que não precisa mais de recursos para combater a violência contra a mulher”, diz. Perfil das vítimas Conforme o balanço divulgado pela PC, 46% dos casos apresentam ligação com entorpecentes, 10% relações interpessoais, 16% conflito familiar e 23 % sem qualquer motivação. Quanto em relação à arma utilizada nos crimes, a arma de fogo foi utilizada 27 vezes dos 39 casos apontados, seguida de arma branca, com 8 registros. As vítimas são de faixas etárias variadas, sendo 14 delas com idade entre 25 e 34 anos. O levantamento aponta ainda que 18 das vítimas são pardas, 13 são pretas e 8 são brancas. A maior incidência dos crimes ocorreu em via pública e o dia da semana em que mais aconteceram os fatos foi no domingo, seguidos de quintas-feiras e sextas-feiras.

16/01/2023 / 0 Comments
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O resgate da Kombi Djanira

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André Forecchi foi ao Peru buscar veículo com o qual viaja realizando ações culturais com seu irmão gêmeo Davi Uma crise diplomática e sete anos de fronteiras fechadas entre os países. O clima quase bélico entre Venezuela, governada há anos pela esquerda, e Colômbia, com seus tradicionais governos de direita, começou a amenizar no ano passado com a eleição de Gustavo Petro, de centro-esquerda, para o governo colombiano, o que ajudou a reaproximar os países e retomar os trâmites diplomáticos. Tudo foi organizado com antecedência até que no início do ano as fronteiras foram abertas em localidades como Paraguaguón, na Guajira venezuelana. Por lá passava André Forecchi, compositor, saxofonista, homem-banda, escritor e “escutador” de histórias, como define em um perfil nas redes sociais. O capixaba foi assim o primeiro turista estrangeiro a passar por aquela fronteira reaberta, o que gerou um vídeo gravado pelas autoridades venezuelanas, um tanque cheio de cortesia e a promessa de garantia de segurança pelas vias da Venezuela durante sua estadia, ficando com contato dos policiais para qualquer emergência que encontre. André e a Kombi cruzando a fronteira da Colômbia com a Venezuela. Foto: Divulgação Nesse momento, André viajava sem a companhia de Davi, seu irmão gêmeo, com quem comparte o projeto Osviajero, no qual buscam espalhar cultura por diversos lugares do Brasil e da América Latina, circulando com uma Kombi adaptada para servir também como moradia. O terceiro elemento desse projeto, porém, também estava com André e saiu no vídeo. Se trata de uma Kombi, conhecida como Djanira pelos mais íntimos, que serve como meio de transporte e moradia para os gêmeos durante as viagens. Ela se encontrava próxima à cidade amazônica de Tarapoto, no Peru, quando os irmãos optaram por interromper as atividades por conta da pandemia de Covid-19. “Nós pausamos nossas viagens e a vida nômade por conta da pandemia por entender que não era o momento de colocar nossa saúde nem a de outras pessoas que poderíamos conhecer em risco”, conta Davi, que falou com o Século Diário desde Brasília, onde se encontrava enquanto que seu irmão estava incomunicável e próximo de cruzar a fronteira da Venezuela com o Brasil, depois de passar por Peru, Equador e Colômbia como parte do resgate de Djanira, feito após uma campanha e colaboração de amigos e seguidores de suas aventuras. Antes da interrupção, os três percorreram cerca de 40 mil quilômetros durante aproximadamente dois anos, contados a partir de 27 de dezembro de 2017, quando os jovens tinham apenas 23 anos. “A nossa trajetória de viagem começa com uma grande insatisfação com os modelos de vida que apresentaram para a gente”, conta Davi. Seguiam um caminho convencional, resolveram estudar e fazer faculdade. Ingressaram em universidades públicas, Davi fazendo Oceanografia no Rio de Janeiro e André cursando Geofísica em Niterói, cidade vizinha à capital fluminense.  Os artistas gêmeos cruzando a fronteira do Brasil com o Peru. Foto: Divulgação “Tornou-se uma grande frustração, porque o caminho colocado hoje tanto no âmbito profissional como no âmbito acadêmico induz e obriga a pessoa a um processo de especialização numa área. E nós tínhamos múltiplos interesses. Queríamos aprender diferentes idiomas, diferentes instrumentos musicais, tipos de dança, escrever e ler várias obras, desenvolver na prática de exercícios físicos e alongamentos diversos. E ter tempo para desfrutar de um pôr do sol, do nascer do sol”, relata o “viajero” (palavra espanhol que significa isso mesmo: viageiro, viajante. Embora leia-se algo como “viarrêro”). Os caminhos convencionais apontados pela continuidade da carreira acadêmica lhes pareciam um tanto castradores. “Você tinha que entregar muitas horas. Geralmente oito horas de trabalho fora o tempo de transporte, para algum órgão público ou entidade privada. Sendo que outras 8h em média você passa dormindo. Sobre muito pouco para conhecer pessoas, viajar e fazer todas atividades que a gente desejava”, relata. Mas foi em outro continente que o sonho de ganhar a estrada foi se reforçando. André ganhara uma bolsa de estudos para ir à Nova Zelândia. Depois de um ano separados, Davi também foi para o país da Oceania, onde trabalhou e viajou por seis meses. Lá tiveram a primeira experiência de ter sua casa dentro de um automóvel. Ganharam algum dinheiro e ainda trouxeram instrumentos musicais usados que foram revendidos aqui para captar mais um recurso. Depois de recuperarem uma Kombi e adaptarem a mesma, com recursos e mão de obra próprias. Essa experiência posteriormente seria transformada no livro “Kombi Home – O Manual Completo”, inicialmente vendido como e-book para ajudar nos projetos realizados durante a viagem e posteriormente distribuído gratuitamente. Djarina, a ‘kombi home’, contemplando a paisagem. Foto: Divulgação Com a Kombi devidamente arrumada e batizada, Davi e André seguiram com Djanira de sua cidade natal, Aracruz, no norte do Estado, rumo ao Nordeste do Brasil. “No percurso, por termos tempo, nós percebemos que éramos extremamente privilegiados e veio naturalmente o desejo de compartilhar com as comunidades, especialmente as que encontrávamos em maior situação de vulnerabilidade por onde passávamos”. Assim foram sendo criados os quatro projetos sociais que realizam enquanto viajam. O primeiro chama-se Palito de Fósforo, em que levam a escolas, centros culturais, casas geriátricas e outros espaços uma série de atividades como brincadeiras, música e contação de histórias. Também criaram o Cine Bandoleiro, um cineclube itinerante para passar filmes pelo caminho, utilizando computador, projetor e tela e aproveitando a energia gerada pelas placas solares instaladas no veículo. “Temos a possibilidade de transmitir cinema onde quisermos. Apresentamos em território indígena Munduruku, em travessias de barco em meio aos rios Amazonas e Madeira, nos lençóis maranhenses, em comunidades rurais da Paraíba, no interior do Ceará, foram muitas apresentações. O terceiro projeto, Vida na Estrada, tem foco especialmente nos centros culturais e universidades públicas e no público jovem e adulto, buscando ensinar justamente sobre o processo de como construir sua própria casa na Kombi e como viver na estrada. Ainda surgiu um projeto de meditação itinerante, em que levam almofadas especiais e realizam atividades meditativas com outras pessoas que encontram no caminho. Durante a pandemia, o projeto ganhou também um

16/01/2023 / 0 Comments
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‘Trabalhadores se sentem como se estivessem sentados na cadeira da presidência’

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Posse de Rita Serrano para a presidência da Caixa foi aprovada pelos trabalhadores no Espírito Santo A Caixa Econômica Federal completou 162 anos com perspectivas de uma mudança nos rumos que haviam sido dados à empresa nos quatro anos de governo Bolsonaro (PL), conforme afirma o diretor dos Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários do Espírito Santo (Sindibancários/ES), Ronan Teixeira. A possibilidade de “novos ares” e de “uma gestão mais humanizada” é por causa da posse de Rita Serrano como presidente da instituição financeira, ocorrida nessa quinta-feira (12), data de aniversário da Caixa. “No Espírito Santo os trabalhadores se sentem como se estivessem sentados na cadeira da presidência”, diz o dirigente sindical. A explicação para isso, segundo Ronan, é por causa da trajetória de Rita, que é profissional de carreira com 33 anos de serviços prestados no banco e oriunda do movimento sindical bancário. “É até difícil acreditar que temos na presidência alguém com esse perfil, uma pessoa forjada no sindicalismo, que foi presidente do Sindicato dos Bancários do ABC. É uma identificação de esperança”, afirma. Ronan relata que, nos bastidores, sabia-se que o primeiro nome sondado para a presidência foi o de Maria Fernanda Ramos Coelho, que presidiu a Caixa no governo da então presidente Dilma Rousseff (PT). Tratava-se de uma boa opção, afirma, mas o de Rita, indicada pela própria Maria Fernanda, era melhor em virtude de sua atuação no movimento sindical e no de defesa das empresas públicas. Embora Maria Fernanda também tenha atuação no movimento sindical, isso se deu na base, e não como dirigente de algum sindicato. Uma das primeiras iniciativas que os trabalhadores acreditam e esperam que Rita tome é a recriação da Vice-Presidência de Pessoas, extinta durante o governo Bolsonaro por Pedro Guimarães, que presidiu a instituição financeira em uma gestão marcada por escândalos, como os de assédio sexual, e taxada pelo Sindibancários/ES como “de angústia e tristeza”. A função dessa Vice-Presidência passou a ser exercida por meio de um “apêndice” criado na Vice – Presidência de Logística. Outras mudanças feitas na gestão de Pedro Guimarães, afirma Ronan, devem ser revistas em diálogo com os trabalhadores. Uma delas são as alterações feitas no Plano de Cargos e Salários, que tornou extinta, por exemplo, a função de caixa. Houve também a criação da Gerência de Varejo, que faz exatamente o mesmo trabalho da de Carteira, mas com um salário menor. Além disso, Ronan destaca “ataques frontais ao plano de saúde”, o Saúde Caixa, colocando um teto para a participação do patrocinador, no caso, a Caixa. O diretor do Sindibancários/ES destaca, ainda, que nos quatro anos de governo Bolsonaro foram apresentados vários projetos de lei que buscavam a privatização da Caixa, mas que foram barrados por meio da atuação parlamentar no Congresso Nacional, com destaque para a da deputada federal Erika Kokay (PT/CE). Ronan também aponta o empenho da própria Rita Serrano como representante do Conselho Administrativo da Caixa. Assédio Sexual Sérgio Cardoso Em julho último, o Sindibancários/ES chegou a fazer um ato no Dia Nacional contra o Assédio nos Bancos, em protesto às denúncias sobre casos na instituição a partir do escândalo envolvendo Pedro Guimarães. A manifestação foi na agência Beira-Mar, no Centro de Vitória, onde funciona a Superintendência Regional da instituição. Durante o protesto, houve entrega de panfleto sobre assédio moral e sexual a que são submetidos os bancários no cotidiano do trabalho, divulgação do canal de denúncias disponibilizado pelo sindicato; e alerta sobre como identificar condutas que caracterizam o crime cometido por superiores hierárquicos. Ronan afirma que a gestão de Pedro Guimarães, marcada por “tratamento desumano” aos trabalhadores, fez com que, no Espírito Santo, o sindicato percebesse o aumento de licenças médicas para profissionais da Caixa, afetados principalmente por doenças psíquicas.

15/01/2023 / 0 Comments
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