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Medo e delírio em Brasília

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“O patriotismo perdeu de goleada” A anomia do fascismo é um desejo de tutela contraditório. Agentes do caos querendo “ordem”. A contradição nevrálgica é a falta de senso completo do desespero, do grito irracional, a falácia extremista quando sai da moita (o que ocorre na derrota). Por sua vez, a intervenção federal no DF é decretada por Lula contra os “intervencionistas” que sucumbiram à selvageria. Suprema contradição, sem trocadilho. Internacionalmente, como ninguém nasceu ontem, nem a Giorgia Meloni compra esse barulho. A tribo inteira vai deixar esta aberração agonizando na floresta. Mundo real é assim. E seguimos com a conduta inconcebível da segurança do DF (Distrito Federal) com o agora ex-secretário Anderson Torres que terá de se apresentar no Brasil para não entrar na lista da Interpol como foragido. A república de Orlando agora se instala para não rodar, em meio aos crocodilos e iguanas. Culturalmente, temos as cenas de Palmira, na Síria, feitas pelo Talibã, que tiveram um ensaio cretino no DF (Distrito Federal): Di Cavalcanti retalhado, esculturas destruídas. E sim, isso tem DNA, logomarca, capital simbólico e responsabilidade política: Jair Bolsonaro. O bolsonarismo que manietou a Cultura e a Fundação Palmares. A invasão dos Três Poderes é a culminância de uma trama alucinatória que foi sendo cevada progressivamente por fake news, bolhas de WhatsApp e Telegram, e que intentou uma conspirata mambembe que resultou em fracasso retumbante e desmoralização para este pseudo-movimento. O culto da ignorância é resultante de um traço de personalidade (caráter) psicopata que inspirou estas falanges. O comportamento abjeto e o exemplo anti-vacina, da falta de decoro, etc. A História ocorrendo da pior forma. Triste. Destruindo-se Di Cavalcanti, Brecheret etc., vemos a manifestação da faceta do ignorante que odeia o que não entende. Ele não sabe que a sua raiva é do que não entende, ele ainda acha que é da obra. Por sua vez, a alienação QAnon “alt-right” ganhou terreno fértil no bolsonarismo, um universo paralelo que tem consequências materiais no mundo real. O ponto para suturar a sangria é identificar e punir quem financia. E a cena dantesca: defecar no Congresso é a síntese de que o bolsonarismo é uma merda. E como dizia Ferreira Gullar, o poeta: “Arte não é cocô.” O clímax ou epítome do que representou a ascensão ao poder executivo brasileiro da figura de Jair Bolsonaro é este tiro pela culatra da ala mais alucinada do bolsonarismo, dos intervencionistas mambembes com um patriotismo de fancaria, destrutivo e autodestrutivo, uma cantilena que começou com a contestação, por parte do ex-presidente, sobre o resultado final das urnas. E esta cantilena, ladainha, se tornou estridente, aguda, com a marcha da insensatez, com escolta e tudo, rumo aos três poderes de Brasília, para cenas lamentáveis e revoltantes de vandalismo contra o bem público e patrimônio cultural do Brasil. Uma cena de destruição vestida de verde e amarelo, gritando as palavras Deus, Pátria, Família e Liberdade, e que, traduzidas, dizem o seguinte: “Destruição, Insensatez, Ignorância e Fascismo”. O culto da ignorância, o desprezo pela cultura, tudo o que causou engulhos durante os últimos quatro anos, veio à tona com o inconformismo diante da derrota eleitoral por parte de pessoas que se perderam numa realidade paralela, histérica, de um chauvinismo insciente, embrutecido, anódino, e que através de um pensamento mágico, tiveram segundos de certeza, dentro de um Supremo devastado, de que tinham atingido o seu intento. Ou seja, se tratou de uma obra de incautos existenciais e cognitivos, e que logo teve a reação institucional à altura, e muitos foram detidos para a triagem dos culpados em Brasília. A inspiração vinda da invasão do Capitólio nos Estados Unidos é evidente, e o influxo feito pela contestação das urnas também. A selvageria parecia um recreio dos horrores de gente tomada pela desinformação, adultos em surto com a visão infantilizada da realidade como uma questão de intervir de modo rudimentar e amador frente à frustração de uma derrota. Maus perdedores, a infância política de parte do país esteve à luz do dia, com pessoas perdidas na própria cegueira e cultivando absurdos, infâmias, ao mesmo tempo em que se auto intitulavam como patriotas. Neste caso, o patriotismo perdeu de goleada. Pois, diante do Parlamento destruído, do Poder Executivo destruído, do Supremo destruído, a pátria, a de verdade, regurgitou como nunca antes na História deste país, diante de uma cena constrangedora que ganhou as manchetes internacionais. Sorte nossa, é a de que lá fora se sabia das causas, para a nossa vergonha não ser maior ainda. O Brasil está diante da necessidade de uma inflexão forte, de virar esta página triste, infeliz, das consequências da ausência de cultura e da falta de investimentos na educação, e que produzem bestas feras que, tomados de um voluntarismo ensandecido, quebram obras de arte com o fito de “salvar o Brasil”. E esta salvação do Brasil se contrapõe a esta malta bizarra, possessa, e que mancha de cinza um dia em Brasília, todos vestidos de verde e amarelo. O que causa revolta, engulhos, desolação, é a cena devastadora deixada para trás nos três poderes, um misto de gastura e choro, e de tentar entender, mais uma vez, que o país tem uma avenida gigantesca pela frente para evoluir como políticas de Estado e de maturidade civil. Os gritos desta primeira infância política, mimada, destrutiva, ainda estão no seu auge, um retrato infeliz, de uma versão provinciana, alienada, do Brasil, que mistura estações pela desinformação de que estão imersos. O outro Brasil, das políticas públicas, da iniciativa privada, do progresso social e cultural, agora tenta ver a luz do dia novamente, em meio a esta tribulação do bolsonarismo, quando o país deu vários passos para trás na sua evolução civil e política, e que agora pode retomar o fôlego e se fortalecer, num movimento de volta ao decoro, às falas e atitudes construtivas, de uma concertação que agora se trata não somente de uma virada cultural, civil e política, mas de reerguer o próprio processo civilizatório do Brasil. Gustavo Bastos, filósofo e escritor.

12/01/2023 / 0 Comments
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Em 48 horas, MPES tem mais de cem denúncias sobre atos terroristas em Brasília

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Informações são remetidas a autoridades federais e utilizadas para responsabilizar os criminosos no ES Jefferson Ruddy/Ag. Senado Em 48 horas, mais de cem denúncias e manifestações já foram feitas ao Ministério Público Estadual (MPES) com relação à participação de capixabas nos atos antidemocráticos e terroristas que destruíram prédios e bens públicos em Brasília no último domingo (8). As informações chegam por meio da Procuradoria-Geral de Justiça e da Ouvidoria do órgão ministerial – seja por e-mail, formulário na internet, aplicativo de celular ou telefone – e são utilizadas nas investigações conduzidas em âmbito estadual e federal. “Com base nessas denúncias e demais apurações, o MPES faz o levantamento de pessoas do Espírito Santo envolvidas nos ataques. Os nomes são remetidos para autoridades de Brasília, que conduzem procedimentos relacionados a esses eventos. Em paralelo, o Ministério Público, por meio do Grupo de Atenção Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), deve utilizar os dados como provas, para a responsabilização dos envolvidos em âmbito estadual”, informou o MPES nesta quinta-feira (12). Até o momento, as denúncias “dão conta de pessoas que participaram efetivamente dos atos de destruição verificados na capital federal”, ressalta o órgão. “Trazem endereço, nome, fotos e postagens nas redes sociais. Também apontam financiadores e patrocinadores das viagens, com o fretamento de ônibus para Brasília”. Para colaborar com as investigações, as manifestações podem ser enviadas para os seguintes canais: http://ouvidoria.mpes.mp.br; telefone 127 (seg. a sex., das 12h às 18h); e-mail ouvidoria@mpes.mp.br; e aplicativo MPES Cidadão (disponível para iOS e Android). “Os registros devem ser feitos com a maior quantidade de informações e detalhes possíveis, para auxiliar na apuração e esclarecimento dos fatos”. Redes sociais Nas redes sociais, também estão sendo feitas inúmeras identificações empíricas de participantes dos atos terroristas, como do ex-policial militar Valfrido Kipper e do ex-vice-prefeito de Pancas, Marcos Matavelli . Entre os políticos eleitos em 2022, o senador Magno Malta (PL) consta na lista de 11 parlamentares que o Psol requereu, ao Supremo Tribunal Federal (STF), que inclua entre os investigados nos crimes. Prainha Nos acampamentos golpistas montados na Prainha, em Vila Velha durante mais de 40 dias e desmobilizado na segunda-feira (9), dois empresários foram presos tentando resistir à desocupação empreendida pelas forças de segurança estaduais, mas foram soltos em seguida. Ônibus Já entre os ônibus que conduziram os manifestantes capixabas até Brasília, apenas um foi interceptado até o momento, segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF/ES). A ação aconteceu na segunda-feira (9) no município de Sete Lagoas, em Minas Gerais. Outros dois ônibus oriundos do Espírito Santo constam na lista dos procurados, segundo a decisão do STF, mas a PRF/ES ainda não tem informação de seu paradeiro. Prevenção  A PRF/ES ainda realizou uma ronda na Grande Vitória, também por determinação do STF, durante a noite desta quarta-feira (11) e madrugada de quinta-feira. “Foi um preventivo em relação a possíveis novas manifestações, já que havia uma convocação para ontem em Vitória, com possiblidade de se estender para outros locais, prédios públicos, rodovias. Não foi identificado nenhum ponto de manifestação. Os ônibus que passaram foram abordados, mas nenhum referente a manifestação do último domingo”, informou. Gestão da crise Nesta quinta-feira (12), o governador Renato Casagrande (PSB) assina decreto que criará o gabinete de gestão de crise para coordenar as ações de prevenção, monitoramento e resposta às atividades que atentem contra o Estado Democrático de Direito.  Também já foram enviados a Brasília um grupo de 25 policiais militares para reforçar a segurança do Distrito Federal, atendendo ao pedido feito pelo presidente Lula (PL), que decretou intervenção federal no DF até o dia 31 de janeiro. Governo do ES cria gabinete de crise e reforça policiamento no Distrito Federal – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/politica/governo-do-estado-cria-gabinete-de-crise-ereforca-policiamento-no-distrito-federal Ameaça de novo ataque da extrema direita põe forças de segurança em alerta no ES – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/politica/ameaca-de-novo-ataque-da-extrema-direita-poe-forcas-de-seguranca-em-alerta-no-es

12/01/2023 / 0 Comments
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Advogado requer ao MPES suspensão de decreto que limita ambulantes nas praias

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Medida imposta pelo prefeito Pazolini teve maior repercussão negativa entre trabalhadores da Curva da Jurema O advogado André Moreira requereu junto ao Ministério Público do Espírito Santo (MPES) a adoção de medidas administrativas e judiciais para suspender o decreto municipal 21599/2022, que trata do “ordenamento do Comércio Ambulante nas praias de Vitória e dá outras providências”. O advogado aponta inconstitucionalidade na iniciativa da gestão do prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos) e, também, prejuízo para os trabalhadores. Leonardo Sá Apesar de o decreto abranger todas as praias da Capital, a repercussão negativa ocorreu após ambulantes da Curva da Jurema se queixarem de estar sendo impossibilitados de trabalhar, já que, conforme consta no decreto, “não será permitida a atividade de comércio ambulante que ofereça os mesmos produtos ou serviços de estabelecimento comercial licenciado situado a menos de 100,00m (cem metros) de distância”. O advogado aponta como “discutível” essa limitação territorial, já que “as praias marítimas não são bens do Município, mas da União”, conforme a Constituição Federal. “Não sendo bem de propriedade municipal, as praias marítimas são reguladas pela Lei federal 7.661/88 que institui o Plano Nacional de Gerenciamento Costeiro. Pelo art. 10 da Lei 7.661/88, o Poder Legislativo da União, no exercício de sua competência exclusiva, nos dá o conceito das praias como ‘bens públicos de uso comum do povo’, assegurando a estes o “sempre, livre e franco acesso a elas e ao mar, em qualquer direção e sentido”, erigindo como única ressalva a possibilidade limitação dos “trechos considerados de interesse de segurança nacional”. André também destaca o artigo 21 do decreto 5.300/2004, que regulamenta a Lei 7661/88 e institui o Plano Nacional de Gerenciamento Costeiro (PNGC). De acordo com ele, essa lei “não deixa dúvidas que a atribuição do Poder Público Municipal em relação às áreas de praia se resume ao asseguramento, no âmbito do planejamento urbano, do acesso às praias e ao mar”. O texto prossegue denunciando que “ao pretender licenciar o exercício de atividade econômica nas praias através do instrumento autorização de uso, cuja competência para emitir deve ser do órgão da pessoa jurídica de direito público proprietária ou usufrutuária do bem público sobre o qual recai a autorização, o Decreto extrapolou sua competência regulamentar. E se ainda assim não fosse, o exercício dessa competência deveria obedecer a legislação de regência cuja competência inafastável (art. 20, IV, da CF) é do ente federativo sob o qual recai a propriedade do referido bem de uso público, no caso, a União”. André também questiona o fato de o decreto estabelecer obrigação de licenciamento para o exercício da atividade econômica de comércio ambulante nas praias de Vitória, prevendo que esse licenciamento se dará através de “Alvará de Autorização de Uso”, limitando o número de comerciantes que podem exercer sua atividade na referida área e, ao fim, exigindo “licenciamento prévio”. O número máximo de ambulantes deve ser o seguinte: Praia de Camburi (75); Praia da Praça dos Namorados – trecho entre Iate Clube e ponte da Ilha do Frade (5); Praia da Curva da Jurema – em frente a Guarderia (8); Praia da Ilha do Boi (7), sendo 6 na Praia da Esquerda e 1 na Praia da Direita; e Praia da Ilha do Frade (2). André, no requerimento ao MPES, afirma que o exercício da atividade econômica de baixo risco é “liberado por lei para ser exercido sem a necessidade de qualquer licença, muito menos prévia, não havendo dúvida, outrossim, que a atividade de comércio ambulante é legalmente reconhecida como de baixo risco, como se pode ler da Resolução nº 51/2019 do Comitê para Gestão da Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios”. André aponta ainda que o decreto dá “tratamento discriminatório aos trabalhadores autônomos do comércio ambulante na área de praia”, violando o art. 3º, IV, da Lei 13.874/2019, “que é literal ao garantir igualdade de tratamento pelos órgãos da administração pública quanto ao exercício e liberação de atividade econômica”. Além disso, destaca, viola “o princípio da livre concorrência, caracterizando-se por uma indisfarçada pretensão de favorecimento e reserva de mercado para os comerciantes exploradores do quiosques da região”. Outro ponto questionado pelo advogado é o fato de que, para conseguir licenciamento prévio para poder trabalhar, o ambulante deverá apresentar atestado de antecedentes criminais. De acordo com ele, “a existência de antecedentes criminais não pode ser erigida como impedimento ao exercício de atividade econômica, a não ser que haja uma proporcionalidade entre o impedimento e a atividade econômica pretendida. Fora desse caso, o decreto é ilegítimo, ilegal e inconstitucional e assim deve ser reconhecido pelos órgãos da Administração da Justiça”. André informa que a vereadora e deputada estadual eleita e diplomada, Camila Valadão (Psol), apresentou um Projeto Decreto Legislativo para sustar os efeitos do decreto. Trata-se, afirma, de uma ação de transição, uma vez que ele irá assumir a Câmara quando Camila for para a Assembleia Legislativa, cabendo a ele encampar o projeto na Casa de Leis. O Movimento Negro Unificado (MNU) se pronunciou sobre a situação dos ambulantes nessa quarta-feira (11). “O racismo se manifesta de inúmeras formas, a expulsão dos vendedores ambulantes do entorno dos quiosques, local com maior possibilidade de renda, pode ser uma dessas formas!! O que esperar de quem tenta tirar a fonte de renda de inúmeras famílias e ao mesmo tempo retirar da população mais pobre o acesso à praia, que é pública?”, questionou o MNU em suas redes sociais. Mudanças As mudanças ocorridas na praia da Curva da Jurema, em Vitória, ganharam repercussão nas redes sociais há um pouco mais de um ano. As transformações englobam, por exemplo, a transição de quiosques de padrão mais simples para outros mais sofisticados, e, consequentemente, mais caros. Além disso, a inserção, em espaços grandes da faixa de areia, de quadras de beach tennis e canoas Va’a, atividades pagas. Academia, café e lojas de roupa, também passaram a fazer parte do cenário. Em entrevista a Século Diário quando essas mudanças foram denunciadas pelo site, o professor do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da Universidade

12/01/2023 / 0 Comments
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Em Vila Velha, surge uma Casa de Rabisco

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Centro cultural no bairro Alecrim estimula crianças e jovens à arte e profissionalização por meio da ilustração Tudo começou quando o artista e produtor cultural Rodolfo Birchler encontrou um grupo de jovens locais desenhando em frente de sua casa, no bairro Alecrim, na periferia de Vila Velha. “Eram dois adolescentes. Aí começamos a conversar, me ofereci para dar uma dicas de artes para eles”. A partir daí foi um caminho sem volta. Aqueles e outras crianças e jovens passaram a bater em sua porta querendo aprender mais e mostrar suas ilustrações. “Chegou um momento em que havia uma demanda muito grande, uns 15 jovens que me procuravam, aí resolvi que era preciso fazer algo”. Entre 2017 e 2019 ele passou a realizar atividades na escola do bairro para dar vazão à ânsia de desenhar das crianças e jovens da região. Depois disso, arrumou o terraço do imóvel em que morava e criou a Casa de Rabisco, que Rodolfo idealizou para canalizar esse trabalho que vinha sendo desenvolvido em Alecrim. Começou criando um grupo de estudos e oficinas diversas de desenho, enquanto ia estruturando melhor o espaço, que neste ano vai passar a contar com um estúdio que busca também abrir um campo de profissionalização dos trabalhos ali desenvolvidos. “O foco das atividades do espaço é desenvolver ações que sejam lúdicas e profissionalizantes. Para quem quer ter a arte como um instrumento expressivo e também como instrumento profissional”, explica o coordenador do centro cultural. O coordenador Rodolfo Brichler, de camisa azul claro, e jovens participantes do projeto. Foto: Divulgação O local também abriga um cineclube, o Cine Rabisco, que tem como foco em animações, um pequeno Ponto de Leitura, que tem principalmente quadrinhos e projetos como o Rabiskids, com oficinas para as crianças menores, o Rua de Rabisco com a realização de pinturas e desenhos nas ruas junto a brincadeiras infantis, como ocorreu durante a Copa do Mundo, e o Roda de Rabisco, em parceria com o Creas, em que os jovens realizam passeios relacionados com as práticas ali desenvolvidas. Uma das paredes do espaço serve para exposição dos trabalhos desenvolvidos, com previsão de uma nova exposição a cada dois meses para renovar o lugar. Outras paredes ganharam ilustrações permanentes dos artistas locais. Por lá, outros projetos estão engatinhando para ganhar vida junto ao estúdio que passa a compor o centro cultural, como o podcast Artimanha, que pretende entrevistar artistas e posteriormente trazê-los para atividades no local, o LabEsboço, pensado como um laboratório para colocar em prática outras ideias artísticas e culturais em diversas linguagens. A divulgação usa estratégias modernas como uso das redes sociais e também um grupo de Whatsapp em que estão jovens e também os pais ou responsáveis de participantes mirins que não possuem celular. Mas uma boa e velha estratégia também funciona muito bem. O portão do espaço cultural serve como quadro de avisos, com mensagens e desenhos feitos a giz. Como se acostumaram a passar por lá, eles logo ficam sabendo do que vai rolar na Casa de Rabiscos. Para sustentar tudo isso, o projeto, que eventualmente já acessou editais públicos, como na montagem do cineclube, buscou formas de financiamento colaborativas e permanentes. Uma campanha de apadrinhamento do espaço possui 10 colaboradores fixos e cerca de 40 eventuais, contribuindo para manutenção do local e inclusive de bolsas para alguns do jovens que atuam como ajudantes nas atividades. Quem apoia ganha em troca alguns brindes, que geralmente são os próprios trabalhos desenvolvidos na Casa de Rabisco. Arte nas ruas fazem parte do projeto. Foto: Divulgação No bairro Alecrim, jovens se mobilizam em torno de desenhos e ilustrações. Foto: Divulgação Artes desenvolvidas são expostas no local. Foto: Divulgação Cineclube exibe animações no centro cultural. Foto: Divulgação Mural no portão serve para divulgação entre frequentadores. Foto: Divulgação Artes expostas numa das paredes da Casa de Rabisco. Foto: Divulgação Cirança exibe desenhos realizados durante atividades. Foto: Divulgação Rodolfo explica que a maioria dos apoiadores financeiros é de fora do bairro, a partir de redes que construiu como artista e produtor cultural. Porém, a nível local, moradores, muitas vezes com poucas condições financeiras, contribuem trazendo café, biscoitos, empréstimos de equipamentos, descontos em serviços ou outras ajudas possíveis. Pequenas empresas do bairro também contribuem, como padaria, papelaria e loja de material de construção. “Existe uma rede de apoiadores, relativamente pequena para o impacto que o projeto quer causar. Mas o mais importante é que ela é sólida”, considera Rodolfo, que ressalta que todas as atividades realizadas na Casa de Rabisco são gratuitas. O público maior de 13 anos, Rodolfo considera mais difícil de fidelizar que os menores, que no período letivo costumavam aparecer a cada manhã de sábado. Por isso, a profissionalização por meio do estúdios, que pode abarcar ilustrações, tatuagens e outros produtos e serviços, pode ser um caminho para atrair jovens já em condições de ingressar no mercado de trabalho. A mobilização de adultos para atividades é mais difícil, mas o coordenador do espaço diz que está “garimpando” interessados. “Muitos adultos gostavam de desenhar quando eram mais novos, mas pararam”. Sobre as crianças e jovens, ele observa impactos significativos. “Tem um menino que era do rolê do futebol, fazia escolinha. Era o único estímulo que tinha. É legal, mas descobriu no espaço outro estímulo, pegou papel, caneta e fez releitura de um desenho meu. Está muito motivado, agora tem visão mais ampla, encontrou o desenho como uma forma de expressão”, considera, ressaltando que busca deixar os alunos à vontade para se expressarem. Uma das formas de contribuir com o trabalho da Casa de Rabisco é por meio de doações pelo PicPay.

12/01/2023 / 0 Comments
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Governo do ES cria gabinete de crise e reforça policiamento no Distrito Federal

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Renato Casagrande assina decreto e adota outras medidas, seguindo decisão do ministro Alexandre de Moraes PSB Um decreto que institui o gabinete de gestão de crise para coordenar as ações de prevenção, monitoramento e resposta às atividades que atentem contra o Estado Democrático de Direito será assinado nesta quinta-feira (12), às 14h, pelo governador Renato Casagrande (PSB), no Palácio Anchieta. O ato acontece um dia depois de o governo enviar a Brasília um grupo de 25 policiais militares para reforçar a segurança do Distrito Federal, onde no domingo passado (8) ocorreram ataques terroristas a prédios público visando desmoralizar o governo Lula (PT)  e as instituições. Nesta quarta-feira (11), a Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp), em conjunto com a Guarda Municipal de Vitória, montou um planejamento para reforço de policiamento na Praça do Papa e prédios públicos adjacentes, com objetivo de impedir qualquer tentativa de manifestação. A iniciativa é decorrente de ameaça divulgada em redes sociais anunciando uma grande concentração bolsonarista no local. As medidas foram adotadas a fim de cumprir decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após pedido da Advocacia-Geral da União. Militares das tropas especializadas da Polícia Militar do Espírito Santo (BME, BAC e Choque), além de agentes da GMV estão preparados para atuar no local, em caso de aglomeração, tentativa de ocupação de vias, ou depredação de patrimônio, conforme a determinação. O STF também determinou prisão em flagrante e multas, que vão de R$ 20 mil a R$ 100 mil, para os que descumprirem a ordem judicial. O Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) está ativado na Sesp, com participação de Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros Militar, Guarda Municipal de Vitória e Subsecretaria de Inteligência, com objetivo de realizar o monitoramento, em tempo real, de qualquer movimentação que vá de encontro ao que foi determinado pelo Tribunal. Militares O grupo de policiais militares do Espírito Santo que embarcou para participar das medidas de reforço da segurança pública no Distrito Federal é composto por 25 integrantes da corporação, todos lotados em forças especializadas, como Batalhão de Missões Especiais, Forças Táticas, entre outras unidades. Eles ficarão à disposição do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) até o dia 31 de janeiro, período de duração da intervenção federal da segurança pública no Distrito Federal. O efetivo é composto por dois oficiais, sendo um capitão e um 2º tenente, além de 23 praças, entre subtenente, sargentos, cabos e soldados. Ameaça de novo ataque da extrema direita põe forças de segurança em alerta no ES – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/politica/ameaca-de-novo-ataque-da-extrema-direita-poe-forcas-de-seguranca-em-alerta-no-es

11/01/2023 / 1 Comment
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A avó da Europa

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Nós também temos que fazer escolhas radicais: Meghan ou Katie? Reis e rainhas sempre existiram pelo mundo, em qualquer tempo e circunstância, alguns mais alguns menos. No entanto, a casa real britânica, por algum motivo que nossa vã filosofia não percebe, está sempre sob os impiedosos holofotes dos intrometidos olhares da plebe. Esses bafejados pela sorte não tiveram tanta sorte assim – mesmo ricos e charmosos e vivendo em uma bolha de regalias, tem sempre um paparazzi correndo atrás. Será que eles se reúnem para assistir ao seriado Crown?*Uns mais outros menos, uns poucos menos ruins que alguns outros, todos deixaram sua marca na história, não apenas do chamado Reino Unido, que de unido nada teve. Como você se sentiria se tivesse que passar todas as noites por um corredor exibindo uma extensa galeria de cabeças coroadas eternizadas por pintores famosos? São os nobres antepassados, e os descendentes não dormem direito ao perceber os olhares de censura naqueles rostos sisudos: Como vocês deixaram o reino desandar desse jeito? O passado é um fardo terrível.*Reis, rainhas e suas longas proles tiveram que fazer escolhas radicais: o nome de família era Saxe-Coburgo-Gota, de origem alemã. Depois da Segunda Guerra decidiram mudar para Windsor, mais inglês do que o chá das cinco. Por que um nome tão simples para uma coroa tão pesada? Aqui entre nós: Pedro de Alcântara João Carlos Leopoldo Salvador Bibiano Francisco Xavier de Paula Leocádio Miguel Gabriel Rafael Gonzaga de Bragança e Habsburgo. Imagina assinar tudo isso. Foi então que inventaram os carimbos. Toda manhã, ao acordar, o imperador deveria escolher: Qual nome usarei hoje? Nós também temos que fazer escolhas radicais: Meghan ou Katie? Diana ou Camilla?*Os anos correm e muitos costumes ainda em uso no nosso tempo foram ditados por eles. A tradicional Marcha Nupcial tocada em 9 entre dez casamentos dos dias de hoje, sejam de plebeus ou da mais pura realeza, foi composta por Mendelssohn, um compositor alemão, e tocada no casamento de uma das muitas filhas da Rainha Vitória. Escolha da noiva. Os casamentos arranjados entre as monarquias para estreitar alianças e influências, e expandir o território tornavam as princesas reais peças de alto valor no jogo do poder. Costurando casamentos estratégicos para suas filhas, a Rainha Vitória entrou para a história como a “avó da Europa”.*A humanidade pagou um alto preço por esses casamentos arranjados entre as famílias reais. As relações consanguíneas geraram monarcas doentes, loucos, tarados, tiranos prepotentes, cruéis e sanguinários. Agentes passivas, quase todas essas princesas criadas no luxo e no alheamento aos problemas sociais que incrementaram, tiveram destinos trágicos ou no mínimo melancólicos. Mas quando tiveram o poder não se saíram melhor que os homens que moldaram nossa sociedade.

11/01/2023 / 0 Comments
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Ameaça de novo ataque da extrema direita põe forças de segurança em alerta no ES

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A Sesp está mobilizada para reprimir qualquer movimentação terrorista no ES, como as ocorridas em Brasília Pedro França/Ag. Senado Apesar da retomada da situação pelo governo, em Brasília e nos estados, depois do atentado terrorista do último domingo (8), com centenas de prisões e desmonte de pontos de concentração, a extrema direita insiste em tumultuar o país. Nesta quarta-feira (11), em atendimento à determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, a Secretaria de Estado da Segurança Pública e Defesa Social (Sesp) está monitorando, por meio da inteligência, todas as movimentações relativas a possíveis manifestações no Espírito Santo. A medida foi adotada por conta de uma “Convocação” em redes sociais para uma “Mega Manifestação pela retomada do poder”, que seria realizada na Praça do Papa, a partir das 18 horas. Haverá prisão em flagrante de qualquer pessoa que tentar bloquear ou ocupar rodovias ou vias públicas, como no acampamento em frente ao quartel do Exército, em Vila Velha. Por meio de nota, a assessoria acrescentou que a Sesp ainda “trabalha, em conjunto com a Procuradoria-Geral do Estado (PGE), no sentido de interpretação das decisões oficiais que vão nortear a ação das polícias, no sentido operacional. A partir das 16h o Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) será ativado para acompanhamento, em tempo real, de possíveis manifestações”. As operações de grupos bolsonaristas  contra a democracia não param. Estão apoiadas na omissão de instituições, que falharam por não terem adotado medidas preventivas antes da tentativa terrorista de derrubada do governo Lula (PT). E também em uma poderosa rede de desinformação, seguindo o modelo montado há mais de dois anos pelo ex-presidente estadunidense Donald Trump, incentivada por pregações e um articulado trabalho de convencimento em igrejas, disfarçado de evangelização. Esse grupo forma uma das mais fortes bases para a expansão da onda fascista no Brasil e os ataques terroristas à democracia, como o ocorrido no último domingo, quando foram danificados prédios públicos e destruídos peças do patrimônio nacional. A teia bolsonarista, liderada por pastores e outros religiosos, não é de agora. Atuam no Brasil desde o século passado, como nova estratégia de colonização, e tomaram impulso na ação golpista de 2016, com a deposição da presidenta Dilma Rousseff (PT). Não por acaso, pesquisa Atlas divulgada nesta terça-feira (10) revela que 31,2% dos evangélicos concordam com a invasão dos prédios dos três poderes da República, no maior ataque terrorista da história recente do Brasil. Junto a esse comportamento, há a complacência de setores militares, destacando-se o Exército brasileiro, e, principalmente, a lavagem cerebral protagonizada por líderes religiosos. “Uma vergonha, não nos representa!”, diz um pastor evangélico, no anonimato, exigência justificada para preservar a segurança, ameaçada nesse cenário de ódio e violência, germinados em nome de Cristo, por meio de “profecias” engendradas em gabinetes da extrema direita mundial, direcionadas aos fiéis sem conhecimento teológico e desprovidos de uma visão correta do mundo. Mais grave é a comprovação da participação de milhares de evangélicos em acampamentos como o de Vila Velha e na destruição dos prédios públicos. O chamado missionário Felício Quitito, de Venda Nova do Imigrante, preso no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, serve de exemplo a essa afirmativa. Missionário Felício Quitito, de Venda Nova do Imigrante, está preso no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. Foto: Reprodução Um movimento que envolve além de pastores, empresários e políticos, entre eles o deputado estadual reeleito Capitão Assumção (PL), que celebrou o atentado e depois apagou o vídeo nas redes sociais, e o futuro senador Magno Malta (PL), incluído na lista do Psol encaminhada ao Supremo Tribunal Federal (STF) com pedido de cassação de mandato. Em meio à repercussão do atentado terrorista, começou a circular no meio evangélico vídeo de um pastor, o bolsonarista Carlos Cardoso, endereçada aos “irmãos que estão sofrendo por uma perda injusta, como foi (sic) essas eleições. Mas o crente que conhece a Bíblia não estaria desesperado”. O religioso diz que o Brasil era uma “barreira contra todo esse sistema do anticristo e essa barreira caiu”. Ele aponta o ex-presidente Jair Bolsonaro como a base da igreja evangélica e haverá uma ampliação da adoração ao anticristo, por meio “do governo do PT”. São mensagens com esse conteúdo que leva pessoas a delírios e a afirmar que as urnas eletrônicas das eleições de 2022 vieram da Venezuela, já com os votos do presidente Lula marcados antecipadamente e a acreditar na participação do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) nos atos terroristas de Brasília, em um clima alheio à verdade dos fatos e sustentado por mentiras, alimentadas por uma grande máquina de guerra. De outro lado, a Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito divulgou nota de “repúdio e horror diante dos atos de terrorismo ocorridos durante este domingo, em Brasília, por eleitores radicais do candidato derrotado à presidência Jair Messias Bolsonaro [PL]”, destacando que “qualquer leniência das forças de segurança ou do poder público devem ser investigados, esclarecidos e responsabilizados”. E mais, diz a nota: “A depredação do patrimônio público e as cenas de violências de pessoas descontentes com a democracia e que querem fazer sua vontade através da força, não pode prevalecer. É papel das autoridades reprimir tais atos de banditismo”.

11/01/2023 / 0 Comments
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‘Os trabalhadores estão revoltados, os petroleiros querem paz para trabalhar’

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Sindipetro percorrerá unidades do Estado para conversar com trabalhadores sobre tentativa de bloqueio de refinarias O Sindicato dos Petroleiros do Espírito Santo (Sindipetro/ES) deu início, nesta quarta-feira (11), ao Dia de Mobilização Nacional, por meio do qual busca dialogar com os trabalhadores sobre a tentativa de golpe de Estado em curso no país e que tem como uma de suas estratégias o bloqueio de refinarias da Petrobras por parte de grupos de terroristas de extrema direita. A primeira ação foi na Unidade de Tratamento de Gás de Cacimbas (UTGC), em Linhares, no norte. Sindipetro “Os trabalhadores estão revoltados com essa situação, os petroleiros querem paz para trabalhar, para tocar sua vida”, diz o diretor do Sindipetro, Eduardo Perez Lacerda. O Dia de Mobilização Nacional é puxado pela Federação Única dos Petroleiros (FUP). O dirigente sindical afirma que as conversas estão sendo feitas para falar para os trabalhadores sobre a necessidade de mobilização diante do que está acontecendo. Eduardo informa que chegou a haver tentativas de bloqueio às refinarias no Paraná, São Paulo, Rio Grande do Sul e Amazonas, mas que foram impedidas pelas forças de segurança dos respectivos Estados. No Espírito Santo, até o momento, não há sinais de nenhum plano do tipo. Ainda assim, o Sindipetro agendou nova rodada de diálogo com os trabalhadores para a quinta-feira (12), terça-feira (17), quarta-feira (18) e quinta-feira (19). Os locais a serem visitados são, respectivamente, o Terminal Aquaviário Barra do Riacho (TABR), em Aracruz, no norte; Aeroporto e Edifício Vitória (Edivit); na Capital, e na Plataforma P-57. Divulgação A ameaça de bloqueio às refinarias foi lembrada nessa terça-feira (10) durante a manifestação contra os atos terroristas ocorridos nesse domingo (8), em Brasília. O trajeto contou com uma pausa na sede da Petrobras, na Reta da Penha. Na ocasião, o diretor da Secretaria de Formação Política do Sindicato dos Petroleiros do Espírito Santo (Sindipetro-ES), Wallace Ouverney, destacou que “vencemos Bolsonaro, mas precisamos vencer ainda o bolsonarismo”. “Ninguém soltou a mão de ninguém. Devemos continuar de mãos dadas para mostrar que nós sim estamos do lado da democracia, do nosso país, que nós sim somos patriotas. Eles [os golpistas] são patriotários”, disse. Wallace já havia declarado anteriormente a Século Diário as tentativas de invasão às refinarias representam risco à população. “Um acidente pode causar danos sem precedentes. Estão achando que refinaria é parque de diversões, não é. A gente tem que realmente proteger a população e o patrimônio público “, alertou, lembrando de explosões como a ocorrida na Refinaria Duque de Caxias (Reduc), no Rio de Janeiro, em 1972, que causou grandes estragos. Petroleiros capixabas entram em estado de alerta contra atentados – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/cidades/petroleiros-capixabas-entram-em-estado-de-alerta-contra-atentados Manifestantes tomam as ruas da capital capixaba em defesa da democracia Manifestação saiu da Ufes em direção à Assembleia Legislativa e pede a prisão dos golpistas e de Bolsonaro https://www.seculodiario.com.br/direitos/manifestantes-vao-as-ruas-de-vitoria-pedir-a-prisao-de-golpistas-e-de-bolsonaro

11/01/2023 / 0 Comments
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ES é referência nacional, mas sob uma ótica ‘gerencialista’, aponta educadora

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Modelo, que começou a ser disseminado na década de 1990, foi defendido em anúncio do ministro Camilo Santana Wilson Dias/ABr O Espírito Santo é uma referência nacional em Educação, mas sob uma ótica “gerencialista”, que se dissemina no Brasil desde meados da década de 1990, em oposição à “perspectiva popular participativa democrática”. Retomar a valorização e protagonismo dos professores e a autonomia das escolas, com ênfase em uma formação emancipadora e crítica dos estudantes, é uma mudança que precisa acontecer em âmbito federal, repercutindo assim, naturalmente, nas gestões estaduais. As reflexões são da doutora em Educação Gilda Cardoso, professora da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), onde coordena o Laboratório de Gestão da Educação Básica do Espírito Santo (Lagebes/Ufes), e ocorrem sob o impacto das declarações feitas pelo ministro da Educação do governo Lula (PT), Camilo Santana, feitas nessa terça-feira (10). “Na Educação, ao contrário do que vemos na Saúde, não conseguimos conquistar a hegemonia, no sentido de fazer a educação um bem público acessível a todos e não controlada pelo mercado”, lamenta. “Não digo que fiquei decepcionada, porque já esperava [essa postura] desde a campanha”, reconhece. A mudança, afirma, precisa ainda ser construída. “A gente espera que a educação seja um preparo para o exercício pleno da cidadania”. Sobre três das medidas priorizadas pelo novo ministro, Gilda expõe os riscos de que elas intensifiquem o processo de perda de autonomia das escolas e professores e perda da capacidade de respeito às individualidades dos estudantes, por meio de ações massificadas, vendidas em pacotes pelas empresas de Educação, que acabam por induzir políticas públicas excludentes. “Não leva em conta as especificidades dos processos educacionais e à autonomia pedagógica das escolas e dos professores que têm seu trabalho regulado por mecanismos voltados para ‘resultados’ ou ‘metas’ mensuráveis, próprias da gerência numa administração empresarial”. Uma delas é o Programa de Alfabetização na Idade Certa (PAIC). “Como você exige alfabetização na idade certa, sem levar em consideração as condições estruturais das escolas, se a escola tem autonomia para fazer desseriação, inclusive pensando para fora da BNCC [Base Nacional Curricular Comum]. Se o aluno aprende melhor visualmente, por exemplo, então pode-se criar um projeto envolvendo Artes e Educação Física, junto com Língua Portuguesa … a real transdisciplinaridade. Que tipo de recomposição de aprendizagem você pode gerar se você espera resultados mensuráveis? É produção em escala, no ritmo da fábrica. E seres humanos não são engrenagens … Se nós adultos não somos assim, muito menos crianças e adolescentes”. Outra prioridade anunciada é a escola de tempo integral, adotada no estado natal do ministro, o Ceará, e outros do Nordeste. Geralmente, ressalta, Gilda, por meio de parcerias público privada articuladas por entes como o Movimento Todos pela Educação, Movimento Colabora Educação, Instituto Unibanco, Fundação Lemann, Instituto Ayrton Senna. “Uma série de empresas que defendem a reforma do ensino médio, a BNCC, o que muito nos preocupa”. A Base Comum, explica, “foi imposta em 2017 pelo governo de Michel Temer. Empobreceu o currículo, não nas escolas de elite, que continuam com Sociologia, Filosofia, línguas estrangeiras, arte, esporte … Mas empobrece as públicas, porque elas não contratam profissionais formados nessas disciplinas tão importantes, mas que estão fora da BNCC”. Nesses colégios da elite, afirma, “os alunos não estão aprendendo Projeto de Vida, Empreendedorismo … Continuam aprendendo História, Sociologia, Filosofia, Artes … conhecimentos que estão sendo subtraído do nosso estudante das redes públicas, que são a maioria!”, compara. A terceira medida, de Conectividade, “é muito bem recebida, desde que não seja algo meramente tecnicista”, afirma. Segundo Camilo Santana, o objetivo é conectar todas as escolas internet até o final deste governo Lula. “Se isso estiver articulado a uma pedagogia crítica, freiriana, que faça o aluno pensar o mundo, vai ser bom. Agora, se essa conectividade estiver direcionada apenas para os resultados aferidos por testes em larga escala, e é o que eu acho que vai ser, infelizmente, vai potencializar esse sistema gerencialista de gestão no Brasil inteiro”. Esses testes de larga escala sofrem muitas fraudes, alerta a doutora em Educação. “Pesquisas sérias indicam isso, que houve fraudes nos processos de aplicação de provas, como impedir que os alunos da educação especial façam as aprovas e reduzam a pontuação da escola. As escolas passam a competir entre si, não é o que precisamos”, reivindica. “A educação é um processo essencialmente humano e, portanto, dialógico. Negar essa perspectiva é negar o direito à educação, pressuposto para o exercício dos demais direitos de cidadania. Só os adultos que tiveram pleno acesso ao conhecimento historicamente construído (literatura, artes, sociologia, história, filosofia etc.) a partir de uma perspectiva crítica e emancipadora tiveram acesso à plenitude do direito à educação”. A coordenadora do Lagebes/Ufes conta que a disseminação da perspectiva gerencialista ganhou força em meados da década de 1990, “quando se começa a discutir a reforma do Estado, alegando que é muito dispendioso, e que a educação principalmente era muito cara”. Mas a Educação, salienta, precisa mesmo de muito investimento. “Uma boa educação é cara, porque tem que pagar bem os professores, tem que ter material de qualidade, informatização … Mas quando essa reforma do Estado chega na Educação, começam a falar que ‘podemos fazer mais com menos’, e a introduzir mecanismos de descentralização da responsabilidade pelos resultados e de controle dos resultados pelo órgão central, com a entrada das empresas e movimentos empresariais”, explica, citando, no Espírito Santo, a intervenção do Espírito Santo em Ação, vinculado à Federação da Indústrias (Findes). Nessa época, recorda, professores da Educação Básica em Vitória, por exemplo, tinham remuneração equivalente a dez salários mínimos. “Tínhamos bons salários, formações constantes, armários lotados de material. Isso aconteceu na gestão de Vitor Buaiz em Vitória, em São Paulo, com Erundina, em Porto Alegre … Esse período foi auspicioso. Foram constituídos conselhos de escolas, foi feita a luta para que os diretores fossem eleitos e para estimular a criação de grêmios nas escolas e que a gente pudesse discutir educação com associação de moradores”. Após mais de trinta anos de reversão desse modelo,

11/01/2023 / 1 Comment
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​’Não é difícil identificar a cor dos ambulantes’, diz Movimento Negro

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Movimento Negro Unificado considera que a proibição para atuação de ambulantes na Curva da Jurema é racista Há exatamente um ano, matéria do Século Diário apontou o processo de elitização travestido de revitalização, reurbanização, melhoria, pelo qual a praia da Curva da Jurema, em Vitória, estava passando. A situação parece ter se aprofundado, a ponto de, nesta quarta-feira (11), ambulantes se queixarem de ter que vender seus produtos a 200 metros da praia pelo fato de o local ser um “pólo gastronômico”, conforme estabeleceu a gestão de Lorenzo Pazolini (Republicanos). Elaine Dal Gobbo “Não é difícil identificar a cor dos ambulantes”, diz a militante do Movimento Negro Unificado (MNU), Vanda Vieira, destacando que esse grupo de trabalhadores é composto por uma maioria negra. O MNU se posicionou em suas redes sociais em relação ao tema. “O racismo se manifesta de inúmeras formas, a expulsão dos vendedores ambulantes do entorno dos quiosques, local com maior possibilidade de renda, pode ser uma dessas formas!! O que esperar de quem tenta tirar a fonte de renda de inúmeras famílias e ao mesmo tempo retirar da população mais pobre o acesso à praia, que é pública?”, questiona o Movimento. Vanda destaca que a iniciativa da Prefeitura Municipal de Vitória (PMV) buscar expulsar os pobres da praia não somente impedindo-os de trabalhar nela, mas também impossibilitando que a tenha como opção de lazer, uma vez que, sem os ambulantes, a única opção para consumo serão os quiosques, “que é tudo mais caro”. “As pessoas não podem trabalhar porque os riquinhos não querem gente oferecendo seus produtos na praia”, diz. Ela aponta, ainda, que se houver negros nos quiosques, “estarão ali trabalhando para alguém que não é negro”, e que a praia, tradicionalmente, é frequentada por pessoas das comunidades populares, devido, por exemplo, à facilidade de acesso ao transporte público na região. As mudanças ocorridas na praia da Curva da Jurema, em Vitória, ganharam repercussão nas redes sociais há um pouco mais de um ano. As transformações englobam, por exemplo, a transição de quiosques de padrão mais simples para outros mais sofisticados, e, consequentemente, mais caros. Além disso, a inserção, em espaços grandes da faixa de areia, de quadras de beach tennis e canoas Va’a, atividades pagas. Academia, café e lojas de roupa, também passaram a fazer parte do cenário. Leonardo Sá Em entrevista a Século Diário quando essas mudanças foram denunciadas pelo site, o professor do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) Kleber Frizzera classificou que o que estava acontecendo tratava-se de um processo de gentrificação, ou seja, “transformação de centros urbanos através da mudança dos grupos sociais ali existentes, onde sai a comunidade de baixa renda e entram moradores das camadas mais ricas”. Kleber afirmou acreditar que a gestão municipal estava “fazendo uma ‘limpeza’ para atender a interesses imobiliários”. “Há um esforço para transformar a área para outro tipo de público. O comprador do imóvel não vai querer que ao lado tenha uma praia popular. Os preços na Curva da Jurema certamente estão mais caros, o tipo de consumo está diferente, então se expulsa as pessoas pelo preço, por certas imposições, é como se o pobre tivesse que ficar no morro, não podendo usufruir das belezas da cidade”, diz. Polo Gastronômico Em cinco de junho passado, Dia Mundial do Meio Ambiente, o prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini, assinou a ordem de serviço para o início das obras de reurbanização da Curva da Jurema, que ganhará um polo gastronômico. A reurbanização faz parte do pacote da PMV de R$ 1 bilhão de investimentos em várias áreas, até 2024. Perspectiva da praia após reurbanização. Imagem: PMV A proposta de reurbanização da Curva da Jurema engloba reparo da ciclovia, implantação de paraciclos e remodelação das áreas de estacionamento, incluindo vagas para ponto de táxi, vagas destinadas a idosos e pessoas com deficiência, bem como de embarque/desembarque e carga/descarga, além de mudança no fluxo de trânsito, mantendo as 240 vagas. A área total de intervenção é de aproximadamente 16 mil metros. As obras também vão incluir a criação de novas áreas verdes, a instalação de novo mobiliário urbano e a criação de novos acessos ao calçadão. Haverá, ainda, o alargamento e novo piso do calçadão e da ciclovia, criação de novas áreas de paisagismo e melhoria das existentes, além de iluminação com cabeamento subterrâneo. Perspectiva da fachada do condomínio. Imagem: Divulgação As alterações na Curva da Jurema não param por aí. Está sendo construído atrás do Shopping Vitória e ao lado da praia o Reserva Vitória, condomínio de luxo que contará com dois empreendimentos: o Ilha Vitória e Ilha de Trindade Ocean Front Residence, ao lado do Parque Cultural Reserva de Vitória, inaugurado em dezembro passado, com espaços de lazer e obras de arte a céu aberto, em uma área de 16 mil m², construído pela iniciativa privada e cedido para a Prefeitura Municipal de Vitória (PMV). Gentrificação na Curva da Jurema: ‘A elite não pode ter vista para os pobres’ Frequentadores apontam elitização da praia, historicamente popular, para atender ao mercado imobiliário https://www.seculodiario.com.br/cidades/quem-te-viu-que-te-ve-a-curva-da-jurema-ja-nao-e-mais-a-mesma Consumação mínima em quiosques na Curva da Jurema chega a R$ 1 mil Defensoria oficiou Procons para que fiscalizem a prática de consumação mínima, mas não obteve resposta https://www.seculodiario.com.br/cidades/consumacao-minima-em-quiosques-na-curva-da-jurema-chega-a-r-1-mil

11/01/2023 / 0 Comments
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