Casagrande participou de encontro de governadores, líderes do Legislativo e Judiciário com Lula em Brasília Divulgação/GovES O governador Renato Casagrande (PSB) participou do encontro coordenado pelo presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na noite desta segunda-feira (9) em Brasília, que reuniu todos os governadores de estados e Distrito Federal, a Frente Nacional de Prefeitos e as principais lideranças dos poderes Legislativo e Judiciário federais. A reunião teve objetivo de unir esforços em favor da democracia e da punição dos responsáveis pelos atos terroristas praticados por terroristas de extrema direita contra os prédios do Supremo Tribunal Federal (STF), o Palácio do Planalto e o Congresso Nacional. Ecoando o tom de todo o encontro e de seu desfecho, marcado por uma caminhada das lideranças pela Praça dos Três Poderes, o governador capixaba afirmou como as instituições democráticas brasileiras saíram fortalecidas do encontro, apesar da destruição física de suas sedes. “Depois da reunião no Palácio do Planalto, presidida pelo presidente Lula, com a presença de todos os estados, com a presença do Supremo Tribunal, do Senado, da Câmara, da Frente Nacional de Prefeitos, em que a gente fortaleceu a nossa posição de estarmos juntos defendendo as instituições brasileiras, defendendo a democracia e condenando os atos de violência, os atos terroristas do último domingo, nós atravessamos a praça dos três poderes e fazer uma visita ao Supremo Tribunal Federal”. O objetivo dos golpistas de destruir o patrimônio público ficou explícito durante a visita. “Aqui a gente pode observar de perto como as pessoas que invadiram o Supremo e as demais sedes dos poderes vieram preparadas para destruir e literalmente destruíram fisicamente o Supremo Tribunal Federal, assim como fizeram também com o Palácio do Planalto e o Congresso Nacional”, relatou Casagrande. “Mas o mais importante é que a parte física a gente recupera e o que é mais importante é que a democracia ficou cada vez mais como um conceito e um valor fundamental para a população brasileira”, asseverou. Dois são presos em desmonte de acampamento bolsonarista na Prainha – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/justica/dois-sao-presos-em-desmonte-de-acampamento-bolsonarista-na-prainha MPF-ES quer saber quem financiou atos golpistas no Espírito Santo – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/justica/mpf-es-quer-saber-quem-financiou-atos-golpistas-no-espirito-santo
Dois são presos em desmonte de acampamento bolsonarista na Prainha
O secretário Coronel Ramalho coordenou o relato da ação, que foi ordenada pelo TSE em todos os estados Divulgação SESP A Polícia Federal informou na tarde desta segunda-feira (9) a prisão em flagrante de dois bolsonaristas que estavam no acampamento do Parque da Prainha, em Vilas Velha, durante a operação de desmonte das barracas, que foram conduzidos pela Polícia Militar, em cumprimento à decisão do ministro Alexandre de Moraes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A operação é parte do inquérito 4879/DF, que apura os atos terroristas ocorridos em Brasília, neste domingo (8). Os indivíduos, de 48 e 52 anos, foram indiciados nos artigos 288, 286 e 359 L do Código Penal e serão encaminhados ao sistema prisional do Espírito Santo. Os manifestantes foram presos porque tentaram justificar a presença no local, apesar da determinação ministerial, de prender quem ainda estivesse em acampamentos quando forças de segurança chegassem a locais de manifestações, onde foram organizados os atos terroristas registrados no domingo, em todo o território nacional. O ministro deu 24 horas para que todos os governadores do país desmontassem esses acampamentos. Na parte da manhã, o governador Renato Casagrande (PSB) esteve reunido com as forças de segurança, Ministério Público (MPES) e Procuradoria-Geral (PGE) pra identificar os pontos de manifestação do Estado. Em coletiva de imprensa, a cúpula de segurança pública informou que por volta das 15 horas, a Polícia Militar, Bombeiros, agentes das polícias Civil, Federal e Polícia Rodoviária Federal foram até a Prainha, encontrando os dois manifestantes, que foram presos e levados para a sede da Polícia Federal, em São Torquato. Eles serão interrogados no inquérito instaurado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), segundo o comandante-geral da PMES, Douglas Caus, que acrescentou que o monitoramento do local continuará a ser feito e quem for flagrado protestando, será preso. Segurança Pública se prepara para limpar áreas controladas por bolsonaristas – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/justica/seguranca-publica-se-prepara-para-limpar-areas-controladas-por-bolsonaristas
MPF-ES quer saber quem financiou atos golpistas no Espírito Santo
Medida foi adotada conjuntamente com determinação do ministro Alexandre de Moraes, do TSE Reprodução/TSE O Ministério Público Federal no Espírito Santo (MPF-ES) enviou ofícios ao secretário estadual de Segurança Pública, Alexandre Ramalho, e ao comandante do 38º Batalhão de Infantaria (38º BI), coronel Rodrigo Penalva de Oliveira, nesta segunda-feira (9), para que informem, em 48 horas, as medidas adotadas e a identificação dos financiadores e outros cooperadores para a manutenção de acampamentos de grupos bolsonaristas no Estado. O ato é divulgado após manifestação do procurador-geral da República, Augusto Aras, adotada no domingo (8), conjuntamente com determinação do ministro Alexandre de Morais, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Nos ofícios, o MPF-ES destaca o quartel do Exército, na Prainha, em Vila Velha, e que o objetivo é reprimir articulações visando novos ataques terroristas, como o ocorrido neste domingo em Brasília. Na capital federal, grupos bolsonaristas invadiram prédios públicos do Supremo Tribunal Federal (STF), o Palácio do Planalto e o Congresso Nacional, destruindo objetos valiosos, obras de arte, provocaram transtornos na cidade e colocaram a democracia sob ameaça. Os ofícios apontam ainda outras unidades militares no Estado do Espírito Santo, além de prédios e espaços públicos, que proponham atos antidemocráticos, golpe de estado, “intervenção militar” ou ruptura institucional. O MPF solicita que “as instituições enviem a identificação das pessoas envolvidas e dos veículos usados nesses atos” e ressalta que “a medida visa ao cumprimento da decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal no Inquérito 4.879, que determina a desocupação e a dissolução total, em 24 horas, dos acampamentos realizados nas imediações dos quartéis generais e outras unidades militares para a prática de atos antidemocráticos e prisão em flagrante de seus participantes”. Eles serão enquadrados nos crimes previstos nos artigos 2ª, 3º, 5º e 6º (atos terroristas, inclusive preparatórios) da Lei nº 13.260, de 16 de março de 2016, e nos artigos 288 (associação criminosa), 359-L (abolição violenta do Estado Democrático de Direito) e 359-M (golpe de Estado), 147 (ameaça), 147-A, § 1º, III (perseguição), 286 (incitação ao crime).os.
Segurança Pública se prepara para limpar áreas controladas por bolsonaristas
Entre os itens a serem retirados do novo acampamento na Prainha, estão faixas, barracas e banheiros químicos A Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp) informou nesta segunda-feira (9) “que todas as determinações judiciais serão cumpridas pelas forças de segurança do Espírito Santo”. O Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES) ordenou, em documento assinado neste mesmo dia, a retirada de todos os itens que caracterizam o acampamento de manifestantes radicais bolsonaristas na Prainha, em Vila Velha. A decisão é decorrente de determinação do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e chega no dia seguinte à invasão e destruição de prédios públicos dos três poderes da República, por grupos de terroristas bolsonaristas, neste domingo (8), em Brasília. O ataque contou com a participação de caravanas de vários estados, incluindo o Espírito Santo. O ministro determinou a desocupação, em todo o território nacional, de vias públicas e prédios públicos estaduais e federais, bem como das residências oficiais dos agentes políticos da União para evitar a ocorrência de novos delitos. Haverá também apreensão e bloqueio de todos os ônibus, identificados pela Polícia Federal, que levaram os terroristas para o Distrito Federal. O MPES pediu a notificação das autoridades estaduais e das corporações de segurança, bem como do prefeito de Vila Velha, para que tomem conhecimento imediato da decisão e tomem providências. Foi requisitado, também, diligências para a identificação de quem esteve presente no local ao longo dos últimos dias, inclusive por meio de placas de veículos que no local constam. Entre os itens descritos a serem retirados, estão faixas, barracas e banheiros químicos nas intermediações do 38º Batalhão da Infantaria. O documento também cita as recentes notícias de prejuízos públicos e práticas criminosas cometidas por grupos antidemocráticos, somadas ao atual estágio do desenvolvimento e organização destes grupos. A decisão de Moraes ocorreu depois dos ataques de extremistas às sedes dos três Poderes em Brasília, sem que houvesse uma imediata repressão das forças de segurança pública do Distrito Federal. Ao contrário, o ministro registra na decisão cenas de conivência. Moraes afirma que “diversos e fortíssimos indícios apontam graves falhas na atuação dos órgãos de segurança pública do Distrito Federal, pelos quais é o responsável direto o governador”. Atos terroristas em Brasília envolvem grupos bolsonaristas do Espírito Santo – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/politica/atos-terroristas-em-brasilia-envolvem-grupos-bolsonaristas-do-espirito-santo Prefeitura acha manifestações na Prainha pacíficas e não irá intervir – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/politica/prefeitura-acha-manifestacoes-na-prainha-pacificas-e-nao-ira-intervir Grupo reconstrói acampamento e mantém manifestações golpistas em Vila Velha – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/politica/grupo-reconstroi-acampamento-e-mantem-manifestacoes-golpistas-em-vila-velha
Equipe de Armandinho entrega gabinete na Câmara de Vitória
Suplente Chico Hosken assumirá cargo em substituição a vereador preso desde dezembro por apoio a ações golpistas No dia em que o Brasil comenta um dos maiores atentados políticos de sua história com a invasão das sedes dos poderes em Brasília por militantes de extrema-direira, o vereador de Vitória Armandinho Fontoura (Podemos) ,preso desde 15 de dezembro acusado de usar o mandato para apoiar atos antidemocráticos, sofre mais um revés político. Depois de ser afastado pela Justiça, o vereador teve seu suplente, Chico Hosken (Podemos), convocado para assumir o mandato, o que implica a perda de salário do próprio Armandinho e todos seus assessores, abrindo caminho para o novo mandatário iniciar trabalhos com sua equipe própria. Novo vereador Chico Hosken, com Delegado Piquet, presidente da Câmara de Vitória. Foto: Redes Sociais Neste dia 9 de janeiro, o atual presidente da Câmara, Delegado Leandro Piquet (Republicanos), pediu à equipe do vereador encarcerado para liberar o gabinete para a equipe de seu substituto. “O gabinete foi entregue dentro dos trâmites legais, bem como os previstos em regimento, sendo oficiado todos os setores responsáveis”, informou em nota oficial a assessoria de Armandinho. Servidor público aposentado, músico e ambientalista, Chico Hosken entrou na Justiça para garantir a posse, dando a vacância do titular. Apesar de ser do mesmo partido, ele declarou não ter relações política com o antecessor a quem criticou por sua postura. “Nunca gostei da atuação dele, nunca deu atenção para ninguém. Também não deu espaço para ninguém no partido, sempre foi muito arrogante e acaba afastando todos. Acho que fez um mandato muito ruim, sem sentido, começou a imitar vereador e tentar pegar carona em ações da prefeitura”, disse o novo vereador ao Século Diário. Para piorar, os atos de quebra-quebra em Brasília podem tornar ainda menos provável uma libertação de Armandinho, que está detido no Centro de Detenção Provisória de Viana justamente por conta de suas relações com milícias digitais, ataques a autoridades e apoio a atos antidemocráticos. Com a posse do suplente, a situação do vereador eleito fica ainda mais difícil de ser revertida, embora ele ainda não tenha sido cassado nem pela justiça nem pelo plenário da Câmara, apesar do Ministério Público do Espírito Santo apontar improbidade administrativa por uso do mandato e da estrutura pública em favor de ações antidemocráticas. A assessoria do parlamentar preso não quis comentar sobre o tema. Vereador em primeiro mandato, ele havia sido eleito antecipadamente para ser o futuro presidente da Câmara de Vereadores de Vitória, a partir de 1º de janeiro. Porém, sua prisão ocorreu 16 dias antes da posse, junto a apreensão de computadores e documentos de seu gabinete e assim como ocorreu no dos deputados estaduais Capitão Assumção (PL) e Carlos Von (DC), estes mantidos em liberdade mediante uso de tornozeleiras eletrônicas e outras restrições. Também foram alvo da ação um empresário, um pastor e um jornalista. Diante da situação inesperada, a Câmara foi especulando possíveis saídas para caso o vereador não fosse liberado da prisão. O próprio Armandinho Fontoura tentou assumir a presidência da Casa por procuração, o que foi negado. Os vereadores acabaram então realizando outra eleição que colocou Delegado Piquet (Republicanos), do partido do prefeito Lorenzo Pazolini, para presidir o legislativo. Suplente de Armandinho deve entrar na justiça para tomar posse Chico Hosken é músico, ambientalista e líder comunitário e indica que pode ter postura independente na Câmara https://www.seculodiario.com.br/politica/suplente-de-armandinho-deve-entrar-na-justica-para-tomar-posse
Sintec notifica diretores da gestão anterior por dilapidação do patrimônio
Um dos notificados é o ex-diretor financeiro, Eduardo Borges. Rombo passa dos R$ 260 mil, segundo a entidade Arquivo Sintec/ES A direção do Sindicato dos Técnicos Industriais de Nível Médio no Espírito Santo (Sintec-ES) encaminhou notificação extrajudicial ao ex-diretor Financeiro da entidade, Eduardo Borges Silva, para que ele explique a autorização que fez durante sua gestão, entre 2021 e 2022, para possíveis pagamentos irregulares de quase R$ 260 mil. A notificação extrajudicial questiona Eduardo por malversação de verba e dilapidação do patrimônio do Sintec, e pede o ressarcimento aos cofres da entidade. O montante engloba três aditivos ao contrato original firmado com escritórios de advocacia que prestavam serviços à entidade. Eduardo Borges é conhecido como “Dudu da Pelotização”, devido à sua origem funcional como eletricista de usina de pelotização da Vale. Dois aditivos, no valor de R$ 33 mil e R$ 150 mil, referem-se a uma ação voltada a “atacar decisão judicial” e reintegrar antigos diretores ao corpo dirigente da entidade, ambos serviços jurídicos já previstos no contrato original firmado entre o Sindicato e o escritório de advocacia. O documento ressalta ainda que o aditivo de R$ 150 mil pode ter sido superfaturado em R$ 15 mil, conforme nota fiscal de R$ 165 mil apresentada pela prestação de serviços e ordenado o pagamento pelo então diretor Financeiro. Além disso, verificou-se um pagamento de R$ 66 mil que não encontra nenhuma informação sobre sua origem. A notificação extrajudicial também solicita a Eduardo Borges explicações sobre a majoração do contrato de serviços jurídicos. Isso porque, cinco meses após o contrato ser assinado, os valores previstos foram reajustados de R$ 3,5 mil para R$ 6 mil, sem que tenha havido qualquer ampliação dos plantões que justificasse o aumento. Demais envolvidos O aditivo de R$ 150 mil beneficiou diretamente Eduardo Borges, uma vez que a ação de reintegração pedia a volta do dirigente aos quadros do Sintec. Mas não só a ele. O então presidente do Sintec, Dionísio Carvalho, e o secretário-geral daquela gestão, Kepler Daniel, também foram beneficiados pela ação de reintegração. Além disso, tanto Dionísio quanto Kepler autorizaram os aditivos e o reajuste do contrato indevidos, razão pela qual também foram notificados, inclusive para ressarcir os cofres do Sindicato. Também estão sendo apuradas pelo Conselho Fiscal do Sintec despesas de cerca de 400% acima da receita, realizadas pela gestão anterior, no período de janeiro a agosto de 2022.
Organizações do Espírito Santo se manifestam contra atos terroristas em Brasília
Por meio de nota, entidades repudiam a violência praticada e pedem punição aos envolvidos nos ataques Os atos terroristas cometidos nesse domingo (8) motivaram o posicionamento de diversas organizações do Espírito Santo em relação ao ocorrido. Entre elas estão instituições de ensino, sindicatos, movimentos sociais, coletivos, centrais sindicais e instituições jurídicas, que não somente repudiam a violência praticada como também pedem punição para todos os envolvidos na destruição do patrimônio público e no ataque à democracia brasileira. O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) chama a ação de “golpista” e “criminosa”, não podendo ser “confundida com manifestação”. Segundo o MST, “manifestação pacífica é um direito da classe trabalhadora, realizada sempre na luta por direitos e não para atacar nossa estrutura democrática”. Diz ainda que “o ataque aos três poderes é uma vergonha que vai manchar o Brasil perante todo o mundo”. O Movimento presta apoio e solidariedade ao presidente Lula (PT), “que vem enfrentando esses ataques desde o dia da posse”, e aponta como uma “vergonha a omissão da polícia e do governador Ibaneis Rocha [MDB], que assistiu os atos sem nenhuma ação para conter ataques terroristas”. O MST finaliza a nota afirmando que irá “para a rua mais uma vez defender nossa democracia junto às organizações sociais”. As centrais sindicais classificaram a violência em Brasília como “um complô golpista que visa desacreditar o Estado de Direito, e que, de forma criminosa, contou com a leniência do governo do Distrito Federal”. As centrais exigem “ação enérgica do governo para garantir a soberania popular, o cumprimento da Constituição e o pleno exercício da democracia”. Também se solidarizam com os membros dos três poderes da República. Assinam a nota, a Central Única dos Trabalhadores (CUT); Força Sindical; União Geral dos Trabalhadores (UGT); Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB); Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB); Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST); Intersindical Central da Classe Trabalhadora; Intersindical Instrumento de Luta e Pública, Central do Trabalhador. O Círculo Palmarino, entidade do Movimento Negro, em sua nota, afirmou “se manifestar pela defesa da democracia” e repudiou “qualquer ato ou ação que venha violar a Constituição da República e as instituições democráticas brasileiras”. Classificou os ataques terroristas de “violentos e criminosos” e pediu a punição dos envolvidos conforme as leis brasileiras, “sem anistia para fascistas”. O conselheiro do Comitê dos Italianos no Exterior Espírito Santo/Rio de Janeiro, Cilmar Franceschetto, encaminhou ao Intercomites, que agrega os sete Comitês existentes no Brasil, solicitação para que seus membros no Conselho Geral dos Italianos no Exterior, que atua junto ao Ministério das Relações Exteriores da Itália, que “façam uma nota conjunta em defesa dos princípios democráticos e restituição da ordem no Brasil, contra o radicalismo e os constantes ataques terroristas praticados por uma minoria, insatisfeita com as regras democráticas, ora em vigor no Brasil”. A Administração Central da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) aponta que “a depredação das sedes dos três poderes da República – o Congresso Nacional, o Supremo Tribunal Federal e o Palácio do Planalto – são uma mostra inequívoca da sanha golpista que se desenrola em Brasília, numa tentativa de interromper à força o processo democrático e de implantar um estado ditatorial”. A instituição de ensino defende “o imediato e firme combate a essas movimentações pelas forças responsáveis, e que os envolvidos e financiadores sejam identificados e devidamente punidos na forma da lei”. A Ufes também reafirma “compromisso com a defesa do estado democrático de direito e nos perfilamos ao lado de todos e todas que desejam a superação dos imensos desafios que temos pela frente de fortalecimento da educação e superação das polarizações e das manipulações golpistas a que tem sido submetida parte da população brasileira”. O Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes) repudiou os ataques e reforçou “seu compromisso com a democracia, o respeito à pluralidade, a educação e o desenvolvimento do nosso País”. Para o Ifes, “o ambiente democrático é o único que possibilita a educação de fato e o desenvolvimento social, científico, tecnológico e econômico – que são os grandes objetivos direcionadores das ações da instituição”. A instituição de ensino prossegue dizendo que “o extremismo, o desrespeito às instituições e os atentados à ordem constituída não se confundem com a liberdade de pensamento e de expressão tão necessários para a evolução da sociedade brasileira como um todo e para o processo educacional. A instituição confia na ação dos Três Poderes e na capacidade da população brasileira para superar esse lamentável episódio”. O Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo (TJES) também divulgou nota de repúdio. “Esses atos, que atentam contra o Estado Democrático de Direito, a ordem constitucional e a segurança pública, devem ser devidamente apurados e os seus responsáveis exemplarmente punidos, restaurando-se a legalidade e a paz social”. Atos terroristas em Brasília envolvem grupos bolsonaristas do Espírito Santo – Século Diário Na Prainha, em Vila Velha, o novo acampamento bolsonarista permanecia no local até a manhã desta segunda https://www.seculodiario.com.br/politica/atos-terroristas-em-brasilia-envolvem-grupos-bolsonaristas-do-espirito-santo
Petroleiros capixabas entram em estado de alerta contra atentados
Wallace Ouverney, diretor do Sindipetro-ES, aponta ameaças de bolsonaristas e riscos em caso de invasão de unidades Wallace Ouverney, do Sindipetro-ES. Foto: Divulgação “Se os fascistas tentarem ocupar qualquer refinaria nós vamos estar lá”, diz Wallace Ouverney, diretor da Secretaria de Formação Política do Sindicato dos Petroleiros do Espírito Santo (Sindipetro-ES). Ele afirma que o sindicato e categoria estão em estado de alerta por todo país devido a ameaças feita por golpistas nas redes sociais de ações nas refinarias. “A tentativa frustrada dos terroristas de invadir as instalações da Petrobras demonstra a importância estratégica da empresa, aumentando a nossa responsabilidade de reconstrução da companhia”, declarou Deyvid Bacelar, coordenador-geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), que reúne 13 sindicatos da categoria no país. A entidade orienta os trabalhadores a permanecerem em alerta e denunciarem também atitudes antidemocráticas que possam acontecer dentro e fora das unidades da Petrobras. “Não toleraremos gestores que coadunem com atos golpistas”, alertou o dirigente. No Espírito Santo, os diretores do Sindipetro-ES estão acompanhando e monitorando diversos locais, entre eles a Unidade de Tratamento de Gás de Cacimbas, em Linhares, e a própria sede da Petrobras no Estado, que fica em Vitória, postando de lá vídeos que até o momento afirmam que tudo vem funcionando de maneira normal. “Qualquer ação de tentativa de invadir refinarias representa um grande risco para a população. Um acidente pode causar danos sem precedentes. Estão achando que refinaria é parque de diversões, não é. A gente tem que realmente proteger a população e o patrimônio público “, alerta Wallace Ouverney, do Sindipetro-ES, lembrando de explosões como a ocorrida na Refinaria Duque de Caxias (Reduc), no Rio de Janeiro, em 1972, que causou grandes estragos. Neste domingo (8), logo após os atentados de grupos de extrema-direta contra as três sedes de poderes federais em Brasília, a FUP enviou ofídio à Gerência de Inteligência e Segurança Corporativa da Petrobras alertando sobre as ameaças identificadas nas redes sociais e pedindo reforço na segurança das unidades. A federação vem divulgando também registros dos plantões que vem sendo feitos pelo país, inclusive no Espírito Santo, sem qualquer registro de incidentes até o momento de fechamento desta reportagem. A ameaça, entretanto não pode ser desprezada, haja vista o resultado dos atentados deste domingo e a tentativa frustrada de um militante bolsonarista de acionar uma bomba num caminhão tanque estacionado no Aeroporto de Brasília no final do ano passado, dias antes da posse de Lula. “A nível regional estamos conversando com as bases, com a categoria. Estamos num estado muito bolsonarista, com o golpismo e o fascismo bem enraizados. Vamos promover algumas mobilizações para aprovar a Carta pela Democracia, que será lançada em breve”, considera o diretor do Sindipetro-ES. Entretanto ele alerta que é preciso manter a calma no momento. “A gente não pode entrar em desespero, não há motivo para isso. A gente já sabia que vencer o Bolsonaro nas urnas era possível, mas que vencer o bolsonarismo não seria em três dias ou em um mês. Vamos vencer, mas não vai ser da noite para o dia”. Entretanto, ele afirma que para onde for necessário os dirigentes sindicais irão se deslocar. Afirma também que a FUP está em contato com o governo federal, que está ciente da questão e está se mobilizando para a proteção das refinarias.
Uma cadeira vazia
Tal como essa cadeira vazia, as palavras também balançam ao vento – mudam de sentido, ocultam e revelam significados Uma andorinha só não faz verão, diz o vulgo, esse sábio anônimo que sabe das coisas. Como no caso das andorinhas, uma palavra só não faz sentido: é quando se unem que elas mostram seu verdadeiro significado. Uma cadeira vazia pode indicar alguém que partiu e não volta mais – significa perda. Mas pode ser alguém que foi ali e volta logo, e a cadeira vazia significa apenas a fluidez das relações humanas. Subtexto, sentido figurado. O chamado vale de lágrimas pode significar sofrimento para uns e para outros pode estar entre montanhas de risos. A cadeira vazia balança ao vento – quem a ocupava voltará ou partiu para sempre? * Na reunião familiar desse final de ano, embora nem todos em situação presencial – o mano Zé nos surpreende com alguns achados preciosos: velhas cartas, contos e cantos. Contas, bilhetes e lembretes que ficaram esquecidos e por algum capricho do tempo sobreviveram ao inexorável latão de lixo. Entre eles, alguns singelos versos escritos por minha mãe, Elzira, bela e sensível, que nos momentos de repouso em sua cadeira de balanço na varanda, gostava de poetar. Também desenhava e cuidava das plantas em um pequeno jardim ao lado da varanda. * A cadeira solitária: “Numa varanda sem porta de entrada, uma cadeira de balanço – balança, embalada pela brisa tão mansa que brinca com ela. Às vezes para, parecendo cansada. Mas o vento a reanima e ela se move sem descanso – de noite e de dia. Essa cadeira vazia em seu eterno vai-e-vem, parece obedecer ao comando de alguém. Talvez a mãe embalando uma criança que nunca adormece. Talvez não esteja bem. Mas a mãe não se cansa, e cada vez mais balança…” Muito tempo passou por essa varanda, mas na minha memória a cadeira de balanço ainda está lá, balançando ao comando da brisa da tarde. * Fico pensando se talvez um descendente voltando do futuro encontre esse texto que rabisco sem pressa, e se perdeu na poeira do tempo: Uma cadeira de balanço balança sozinha ao sabor do vento. Teria a bisavó sentado ali para escrevê-la? Isso em um tempo em que ainda usavam computadores! Muito antes disso, essa distante ascendente já batucava numa velha Remington outros textos que se perderam no balanço do tempo. Usava-se então uma fita que sujava as mãos e o papel, e às vezes também uma folha de carbono para guardar uma cópia. Que também sujava as mãos e o papel, e nada guardavam. Como era mesmo o nome dela? * Tal como essa cadeira vazia, as palavras também balançam ao vento – mudam de sentido, se adaptam, ocultam e revelam significados e duplos sentidos, ao sabor da inconstância humana. Nessa cadeira hoje vazia, a mãe que embalava um filho doente também contou histórias, cantou cantigas de ninar, ensinou como se comunicar com o anjo da guarda. Já idosa, a mãe se sentava nessa cadeira para elaborar seus versos, e os netos vinham perturbar seu sossego e pentear seus longos cabelos. Deixa a avó em paz, crianças! A mãe pedia, e ela sorria: Deixe as crianças, filha. Talvez no futuro elas se sentem nessa cadeira e se lembrem de mim.
Atos terroristas em Brasília envolvem grupos bolsonaristas do ES
Na Prainha, em Vila Velha, o novo acampamento bolsonarista permanecia no local até a manhã desta segunda Os atos terroristas registrados em Brasília neste domingo (8) foram um ataque anunciado há cerca de 30 dias, por meio de convocações em redes sociais, envolvendo políticos e religiosos, muitos integrantes do acampamento armado no Parque da Prainha, em Vila Velha, em frente o Quartel do 38º Batalhão de Infantaria (38º BI). O movimento se expandiu em meio à leniência dos órgãos de segurança e ganhou sustentação como financiamento por parte de empresários, que já estão sendo identificados. Os 11 primeiros ônibus que chegaram a Brasília, no sábado passado (7), eram do Espírito Santo e de Mato Grosso. Dois dias antes, na quinta-feira (5), equipes de TV foram ameaçadas e agredidas durante desmobilização do acampamento da Prainha, em um cenário de violência, motivo de receio de transeuntes e moradores, que evitam se aproximar do local. Na manhã desta segunda-feira (9), um novo acampamento montado próximo ao primeiro local estava do mesmo jeito, com grupos bolsonaristas transitando à vontade. “Acabei de voltar do Parque da Prainha. Os acampamentos permanecem e as pessoas estão lá preparadas para o confronto!!! Há homens, mulheres, velhos…. nada mudou!!! Quando estava lá duas viaturas da Polícia Militar passaram lá e nada fizeram. Um absurdo!!! Temos que denunciar!!!”, afirma uma moradora próxima ao acampamento. O governo do Estado informou, por meio da assessoria do governador Renato Casagrande (PSB), que, “sobre este assunto, sobre manifestantes na Prainha e sobre o reforço aos prédios públicos, conforme fomos demandados, a Secretaria de Segurança e Defesa Social irá atender a imprensa”. Acrescentou que “o governador Renato Casagrande embarca para Brasília agora pela manhã. A reunião com o presidente Lula, os governadores, chefes de poderes, inicia às 18h. O Espírito Santo colocou 25 policiais militares à disposição para envio ao Distrito Federal”. Na noite do ataque em Brasília, Casagrande divulgou nota em rede social condenando os atos terroristas. Também nas redes circulam fotos do ex-policial militar Valfrido Kipper e do ex-vice-prefeito de Pancas, Marcos Matavelli no cenário dos atos criminosos em Brasília (foto abaixo). Redes sociais O deputado estadual Capitão Assumção (PL), contrariando decisão da Justiça, postou vídeo sobre a invasão do Congresso Nacional. Ele está com tornozeleira eletrônica e proibido de usar as redes, por estar sendo investigado por pratica de atos antidemocráticos. Já o senador eleito e diplomado Magno Malta (PL) apontou como fake news um vídeo que circula, no qual ele convoca para uma greve geral no dia do ataque. Na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) será realizado nesta segunda-feira (9), a partir das 16 horas, um ato em defesa da democracia, organizado pelos movimentos sociais. Várias instituições e entidades divulgaram notas de repúdio contra o terrorismo, que invadiu os palácios dos três poderes da República, destruiu patrimônio público e ameaçou a democracia.