Atualmente, o mundo está ligado em tudo que é rápido e imediato Atualmente, o mundo está ligado em tudo que é rápido e imediato. Culpa da alta tecnologia desenvolvida nos países. Essa tecnologia faz com que população se utilize de tudo que é rápido. Se você perceber, algumas coisas que eram demoradas, agora são super rápidas, tipo: resultado de exames, entrega de pizzas, viagens, transações bancárias (pix) e a própria internet está cada vez mais rápida. Pode ser que essa geração já tenha nascido ou continue a nascer achando essa rapidez normal. Elas não pegaram tudo que era demorado. Na TV, vemos que a maioria das propagandas atuais gira em torno disso, ou seja, das coisas rápidas. Talvez por isso essas propagandas tenham perdido o encanto, a emoção que marca qualquer publicidade. Mas tem uma coisa muito interessante a ser analisada. Deus não é imediatista. Ele faz tudo no seu tempo. Por isso, muita gente se desespera por falta desse entendimento. É preciso entender que Ele dará a resposta no tempo certo. É preciso saber e ter forças para esperar. O poeta cantor disse nessa linda e forte canção: “Ando devagar porque já tive pressa Levo esse sorriso porque já chorei demais Hoje me sinto mais forte Mais feliz quem sabe Eu só levo a certeza de que nada sei” Melhor assim! PARABÓLICAS José Sardinha realmente deixou saudades. Quando nos lembramos dele, não vem tristeza e sim alegria. Vivia de bem com a vida. O “velho” Guido Gonzaga está aposentado, mas deixou uma escola de repórteres de polícia no ES. Mas igual a ele, não vai aparecer tão cedo. Saul Josias continua respondendo pela Rádio ES e, pelo andar da carruagem, vai continuar. Faz bom trabalho. Fernandinha Queiroz continua firme e forte no comando na CBN Vix, mas sem a companhia de Fabio Botacin, agora em outra emissora. ACESSE:http://jrm50anos.blogspot.com.br/O rádio do ES na visão de JRM ACESSE: TRADUÇÃO JRM YOUTUBE Air Supply – All Out of Lovehttps://www.youtube.com/watch?v=WsyQ84z9l2U MENSAGEM FINAL“Capacidade de mudar é indispensável. Igualmente indispensável é a capacidade de adaptar-se rapidamente ao que ao que foi mudado”. John Foster Dulles
PF surpreende extremistas e prende pastor que coordena atos golpistas
Fabiano Oliveira, apresentado como presidente do grupo “Soberanos da Pátria”, foi preso em frente ao 38º BI A Polícia Federal (PF) finalmente prendeu, na madrugada desta segunda-feira (19), o pastor Fabiano Oliveira, presidente do movimento “Soberanos da Pátria” e um dos coordenadores de atos antidemocráticos que contestam o resultado das eleições presidenciais, pedem intervenção das Forças Armadas e desrespeitam as instituições. A prisão ocorreu em frente ao 38º Batalhão de Infantaria (38 BI), na Prainha, em Vila Velha, onde ele estava acampado com outros bolsonaristas radicais. Desde a última quinta feira (15), agentes federais tentavam cumprir o mandado de prisão e chegaram até o espaço em frente ao 38º BI, mas desistiram por questões de segurança, a fim de evitar um confronto, considerando o clima de resistência de seguidores de Fabiano Oliveira, a maioria com bandeiras do Brasil por cima das vestes, gritando ofensas ao ministro Alexandre de Moraes e pedido a intervenção das Forças Armadas. Aguardaram para agir durante a madrugada, aproveitando o número reduzido de manifestantes, que, mesmo, assim, xingaram os policiais e o ministro. Em nota divulgada nesta segunda-feira, a Polícia Federal confirma a prisão, pondo fim a informações desencontradas que circularam no fim de semana. “A PF informa que nesta manhã deu cumprimento ao MPP expedido pelo STF, em desfavor do indivíduo conhecido como Pastor Fabiano. Após a prisão, que se deu em frente ao 38º BI, Fabiano foi levado ao DML [Departamento Médico Legal] e entregue ao sistema prisional do Estado”, diz a mensagem, que nada acrescenta sobre o paradeiro do empresário Max Pitangui (PTB), também com mandado de prisão em aberto. A operação da PF foi realizada cinco dias depois de expedido o mandado de prisão preventiva pelo ministro Alexandre de Moraes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na última quinta-feira (15), quando foram presos o vereador de Vitória Armandinho Fontoura (Podemos), futuro presidente da Câmara, e o jornalista Jackson Rangel, editor do portal de notícias Folha do ES, de Cachoeiro de Itapemirim, sul do Estado. A operação envolve ainda os deputados estaduais bolsonaristas Carlos Von (DC) e Capitão Assumção (PL), monitorados com tornozeleiras eletrônicas e cumprindo medidas restritivas, como proibição de acessarem redes sociais, e outras pessoas que estão sendo investigadas por tramarem atos golpistas visando tumultuar a posse do presidente eleito, Lula (PT), em 1º de janeiro, e incentivar a intranquilidade no país. No Espírito Santo, a operação determinada pelo presidente do TSE, em atendimento à representação da Procuradoria-Geral de Justiça do Estado (PGJ-ES), foi realizada em Vitória, Vila Velha, Serra, Guarapari, na região metropolitana, e Cachoeiro de Itapemirim. As investigações prosseguem no Estado e em várias regiões do país, dentro da estratégia de reprimir os atos antidemocráticos que rejeitam o resultado das eleições de outubro. O pastor Fabiano Oliveira, apresentado como presidente do movimento “Soberanos da Pátria”, sempre aparece em postagens nas redes sociais em companhia de políticos e empresários, tendo ainda participação de bloqueios de rodovias e em manifestações em outros estados. Ele usa o jargão bolsonarista “Deus, Pátria, Família” e diz lutar contra a ameaça do comunismo, seguindo a linha de grupos fascistas com conexão internacional. Grupo ‘Soberanos da Pátria’, do pastor extremista, tem conexões em nível nacional – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/politica/grupo-soberanos-da-patria-do-pastorextremista-tem-conexoes-em-nivel-nacional
Chuvas das últimas 24h deixam desalojados e desabrigados no norte do ES
Também foram registrados interdição de estradas, deslizamentos de terra, rompimento de barragens e erosões em diversas cidades As chuvas que voltaram a ser registradas no Espírito Santo nas últimas 24 horas deixaram 17 desalojados em Pedro Canário e dois desabrigados em Água Doce do Norte, cidades do norte capixaba. Nesse último município, os atingidos acessaram o benefício do aluguel social. Também foram registrados interdição de estradas, deslizamentos de terra, rompimento de barragens e outros problemas em diversas cidades. As informações são do Boletim Extraordinário da Defesa Civil do Espírito Santo. Em Água Doce do Norte, os desabrigados foram um casal do bairro Bela Vista, cuja casa caiu do barranco, sem deixar vítimas. Embora o Boletim aponte 17 desalojados em Pedro Canário, não há detalhes sobre o que motivou os desalojamentos. Em Marechal Floriano, na região serrana, ocorreram fortes chuvas em Marechal Victor Hugo, Soido de Baixo e Boa esperança, além de deslizamento em estradas vicinais, algumas interrompidas. No norte, em Vila Valério, houve queda de talude no distrito de Jurama. Na mesma região, na cidade de Pinheiros, a estrada que liga o município a Pedro Canário foi interditada, fazendo com que as comunidades de Brunelli, Capitão os Rochas e assentamento Nova Conquista ficassem sem acesso. Em São Mateus, no norte, houve deslizamento em uma ladeira na Avenida Cricaré e na BR-381, que liga a cidade a Nova Venécia. Uma barragem estourou depois da localidade de Córrego do Cavalo, no bairro Nova Era, próximo a BR-381, no km 70, onde a pista está interditada. Com o ocorrido, a água desceu para o Bairro Pedra d’àgua, fazendo com que a ponte que dá acesso a Guriri fosse interditada. PRF/ES Ainda em São Mateus, conforme publicado pela Eco101 nas redes sociais, há uma erosão no km 71,5, fazendo com que o trecho entre o km 70 e o 73 fosse interditado, sem previsão de liberação. Informações da Polícia Rodoviária Federal do Espírito Santo (PRF/ES) apontam que o Km 162 da BR- 101, em Linhares, no norte, a pista está com excesso de água, fazendo com que o trânsito flua no sistema pare-siga. A previsão do tempo para esta terça-feira (20) é de mais aberturas de sol e aumento da temperatura máxima na maioria das regiões, além de risco de chuva moderada a forte em trechos da metade sul, podendo ser expressiva à noite no Caparaó.
Livro reúne estudos sobre poluição do ar na Grande Vitória
Disponível para download gratuito, publicação aponta informações sobre como a população é afetada pelas emissões A poluição do ar na Grande Vitória, causada pela Vale e ArcelorMittal, é, há décadas, motivo de debates e questionamentos diante dos impactos e denúncias da população. Estudos sobre o tema podem ser encontrados no livro Material Particulado na Atmosfera Urbana e Suas Interações com a Saúde Humana, disponível para download no site do Núcleo de Estudo da Qualidade do Ar (NQualiAr), vinculado ao Programa de Pós-graduação em Engenharia Ambiental da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).Organizada por Jane Meri Santos, Neyval Costa Reis Junior e Elson Silva Galvão, professores do Departamento de Engenharia Ambiental, a publicação reúne informações para os especialistas na área e demais interessados em entender o que vem a ser a poluição do ar, com suas fontes e processos atmosféricos, e como a população é afetada por respirar um ar com a presença de compostos com concentrações acima dos níveis recomendados como seguros. A iniciativa surgiu de uma articulação com a Organização Não Governamental (ONG) Juntos – SOS ES Ambiental. O livro, afirma Jane, supre uma lacuna, que é a quantidade reduzida de literatura em língua portuguesa sobre poluição do ar. A publicação apresenta os efeitos do material particulado à saúde humana e como a poluição do ar atinge os diferentes órgãos humanos. Ela aponta que, quando se trata da Grande Vitória, se fala muito no que as pessoas chamam popularmente de pó preto, que vem do setor industrial, mas em Cariacica, na região da Central de Abastecimento do Espírito Santo (Ceasa), por exemplo, há material particulado de coloração marrom, cujas fontes são as rodovias. “A Grande Vitória tem a complexidade das fontes industriais e veiculares dentro da região urbana”, diz. O Centro de Vitória, aponta, também tem impacto devido ao Porto. O livro destaca que a Grande Vitória é uma área afetada por forte urbanização e industrialização, incluindo a Vale e a ArcelorMittal Tubarão, cuja proximidade, além da similaridade das atividades metalúrgicas, ocasiona forte correlação espacial e temporal entre as emissões de seus materiais particulados. No primeiro capítulo, destaca informações como legislação e incidência de material particulado na Grande Vitória. No segundo, a caracterização desse material na região metropolitana e de onde ele vem. No próximo, são abordadas as nanopartículas que se encontram no material particulado e sua interferência no pulmão humano. O quarto capítulo conta com estudos sobre os efeitos no sistema respiratório infantil. Por fim, são apontados os riscos à saúde por causa da exposição ao material particulado de forma geral por várias vias, como a pele e respiração. Conforme consta no livro, de acordo com o Inventário de Emissões Atmosféricas da RGV [Região da Grande Vitória], publicado em 2019, além dessas duas empresas, a Grande Vitória ainda apresenta cerca de 105 empresas e atividades com potencial impacto poluidor do ar da região. Outro apontamento é que em alguns pontos há ultrapassagem das diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS). Entre os estudos que constam no livro, está um que avaliou os impactos da poluição do ar na saúde humana nos municípios de Vitória, Vila Velha, Serra e Cariacica. O objetivo foi estimar os efeitos nos atendimentos de emergência por doenças respiratórias em 47 menores de 18 anos, entre janeiro de 2005 e dezembro de 2006; estimar efeitos da poluição do ar nas internações hospitalares por causas respiratórias e cardiovasculares para adultos com idade entre 44 anos e 64 anos e idosos acima de 65 anos entre 2000 e 2006; e de mortalidade, entre 1980 e 2000, incluindo doenças respiratórias, cardiovasculares e neoplasias; os efeitos de poluição do ar em gestantes (baixo peso neonatal), entre 2002 e 2004; e avaliar as taxas de neoplasias no aparelho respiratório entre 1990 e 2003. Os autores concluíram que as partículas inaláveis grossas (MP10) foram associadas ao baixo peso neonatal, nos 1º e 3º trimestres, em Vitória e na Serra. Em Cariacica, ocorreu associação com dióxido de nitrogênio (NO2) e dióxido de enxofre (SO2) no 3º trimestre. Em Vila Velha, não houve qualquer associação. Não houve influência de Ozônio (O3) na Serra no 1º trimestre e de monóxido de carbono (CO) em Cariacica, no 3º trimestre. Em Cariacica, houve influência à exposição ao SO2 e NO2, no 3º trimestre. No que diz respeito a atendimentos de emergência, houve associação por doença respiratória em crianças e adolescentes por exposição ao MP10 nos municípios da Serra, Cariacica e Vila Velha. Em Vitória, observou-se o aumento próximo às áreas das fontes emissoras. Com relação ao CO, houve análise em Vila Velha e Serra, onde esteve associado com o atendimento de emergência por causa respiratória. Em relação ao NO2, não houve associação em Vitória, e nos demais municípios não foram realizadas associações. O SO2 apresentou associação nos municípios de Vila Velha e Vitória, com efeitos mais prolongados neste último. Por falta de dados para análise temporal, o O3 não foi avaliado. Em relação às internações hospitalares por doença respiratória e cardiovascular em adultos e idosos, pesquisadores concluíram que o MP10 é capaz de provocar aumento significativo das internações e que houve padrão de associação semelhante, tanto para a região estudada quanto para os grupos etários. O NO2 foi associado às internações hospitalares nos quatro municípios. No que diz respeito ao SO2, houve associação nos adultos e idosos, porém, não ocorreu associação em Vitória, Vila Velha e Serra. Houve associação com O3 nessas regiões e, quanto ao CO, ocorreu associação consistente em Vitória.
Referência na economia solidária do Estado é destaque em documentário
“Antônia” será lançado nesta sexta-feira e também mostra trajetória da liderança de Cariacica na Pastoral da Criança Os espectadores poderão conhecer a história de Maria Antônia Moura Silva na próxima sexta-feira (23), quando será lançado o documentário Antônia. Moradora do bairro Vista Dourada, em Cariacica, a protagonista da produção audiovisual é conhecida por sua atuação na Pastoral da Criança e na economia solidária, extrapolando os limites de sua comunidade ao se tornar referência no Espírito Santo. O lançamento, no Centro Cultural Frei Civitella, em Campo Grande, será às 19h, com entrada aberta ao púbico. Divulgação A diretora e roteirista do documentário, Maria Zalem Ramiro, afirma que relatar a história de Antônia é contribuir para que “outras mulheres se espelhem nela e não esmoreçam”, uma vez que a líder comunitária é “uma mulher negra, batalhadora, guerreira, referência na economia solidária, e com uma vida dedicada ao outro, ao próximo”. A caracterização que Maria Zalem faz de Antônia vai ao encontro da trajetória de vida da homenageada. Diante da realidade de vulnerabilidade social em que vivia, Antônia percebeu que não era possível buscar um bairro com maior atenção por parte do Estado em termos de políticas públicas. Assim, na impossibilidade de mudar da comunidade, decidiu mudar a comunidade, dedicando-se a diversos trabalhos de cunho social. A situação de desnutrição da filha fez com que procurasse ajuda na Pastoral da Criança, descobrindo que aquele não era um problema pelo qual somente ela passava, mas também diversas famílias de seu bairro e região. Começou, a partir daí, seu engajamento como agente de pastoral, abrindo as portas de sua casa para o preparo da multimistura fornecida para as crianças e contribuindo para salvar a vida de muitas delas. Antônia também impulsionou a economia solidária ao idealizar a Casa Sol, onde um grupo de artesãos faz seus trabalhos e comercializam, gerando renda para suas famílias. Também são ofertados para a comunidade diversos cursos, como os de confecção de dreads de fibra de banana, informática, corte e costura, violão e culinária, com destaque para torta capixaba de umbigo de banana, na qual a fruta substitui o palmito, sendo comercializada durante todo o ano, principalmente nas feiras de economia solidária, e não somente na Semana Santa. Antônia, por meio da Casa Sol, também é uma das idealizadoras do Banco Sol, que faz empréstimos a juros módicos para moradores de Vista Dourada e faz a gestão de uma moeda comunitária, o e-dinheiro, que possibilita aos moradores consumir produtos e serviços no bairro, fomentando o comércio da região. Maria Zalem afirma que foi perceptível durante as entrevistas a emoção dos moradores da comunidade, que reconhecem essa trajetória. “Muitos consideram ela como uma mãe, inclusive pessoas mais velhas do que Antônia”, exalta. Divulgação O documentário tem apoio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Cariacica João Bananeira. A fotografia e a montagem são da cineasta Tati Franklin; o som direto, de Suellen Vasconcelos; a produção, de Erica Carneiro e Silvio Felinto. A produção audiovisual conta com uma trilha musical original com letra do Poeta Gilson Soares, arranjos e melodia de Edivan Freitas, percussão de Edu Szajnbrum e finalização de Marcos Coco.
Vitória do povo
Interesse e necessidade da maioria da população são por um governo democrático Democraticamente, o povo brasileiro foi vitorioso, quando na última eleição, em 30 de outubro, em um dos mais importantes processos eleitorais da história de lutas e por democracia, liberdade, soberania e construção de uma justiça social para o povo brasileiro, a maioria superou a extrema direita e escolheu para seu governo um grupo de partidos de centro-esquerda, para incluir o povo trabalhador no orçamento público, fazendo um enfrentamento claro da Bolsa Família contra a Bolsa de Valores e da lutadora periferia brasileira versus a Faria Lima, conservadora dos privilégios de uma elite minoritária. Os movimentos sociais brasileiros, historicamente, sempre enfrentaram a direita nacional, formada por grupos de dominantes conservadores, preocupados só com a moralidade e ética dos outros e que sempre defenderam opiniões de extremismos pseudonacionalistas, xenofóbicos, racistas, fundamentalistas religiosos e sempre reacionários à autonomia, liberdade e independência do povo trabalhador. Nos enfrentamentos em nossa história política, de construção da democracia, sempre em lutas do povo trabalhador por liberdade democrática, autonomia e independência econômica, social e política. O ano de 2022 ficará marcado com uma das lutas mais acirradas, num momento onde o povo vivia um cotidiano de alta dos preços dos alimentos, dos combustíveis, uma alta taxa de desemprego e os salários com um baixo poder de compra, o aumento do trabalho informal, o retorno do país ao mapa da fome, e a situação de pobreza alcançando a maioria das famílias brasileiras. Nesta luta para defender o interesse da maioria, o povo trabalhador enfrentou o despeito das elites dominantes, que defendendo seus interesses de um país para poucos, utilizaram de todos os recursos de mídias sociais, de sigilos de um século, para esconder seus interesses e desejos e não deixar aparecer os interesses de uma maioria pobre, que demonstrou mais uma vez sua capacidade de articulação, organização e luta para reconstruir e transformar o Brasil em país de todos para todos. Na periferia, o povo lutador resistiu, a duras penas, o surgimento de grupos defendendo o uso indevido da máquina pública e setores de igrejas, além do aparelhamento de setores armados, para influenciar votos e patrões que ameaçavam com o desemprego os trabalhadores e trabalhadoras que não apoiassem seus projetos de uma sociedade conservadora de seus privilégios. A mentira, as ameaças e o terror ideológico fizeram parte de todo o período de governo da direita brasileira e, principalmente durante o período da disputa eleitoral, utilizando avançadas tecnologias com robôs digitais e sobrecarregando as mídias sociais com suas mentiras, buscando influenciar no processo para se manter no poder, de forma autoritária e antidemocrática, num total desrespeito à Constituição Federal e às regras eleitorais e civis.Foi uma das mais importantes e acirradas lutas na história política brasileira na defesa e manutenção da democracia que o povo brasileiro já travou neste país. Vencemos. O povo trabalhador, democrático e republicano, venceu com sua força e capacidade de organização e luta, vai subir a rampa do Palácio do Planalto na representação de seu governo eleito com a maior votação já registrada a um presidente representante do povo trabalhador, com a responsabilidade de reconstruir um Brasil para todos. O interesse e a necessidade do povo trabalhador, a maioria da população, são por um governo democrático, com a participação popular nos debates e nas decisões para implementação das políticas públicas, nada para nós sem nós. É preciso e necessário incluir a periferia no orçamento público. A nossa jornada de lutas para a defesa da democracia foi longa, nossas lutas foram decisivas, nos fortaleceram e nos unificaram para agora a permanente vigilância para que não haja retrocesso, pois nosso adversário foi derrotado, mas permanece na defesa de seus interesses, portanto a luta continua sempre, porque as forças sociais são dinâmicas, estão em permanente movimento. Enquanto houver vida, haverá lutas. Foram milhões de guerreiros e guerreiras da democracia que sustentaram nossas bandeiras de lutas neste momento tão acirrado de enfrentamento do Bolsa Família versus a conservadora Bolsa de Valores, enfrentando o ódio e as ameaças armadas. O povo não recuou e mostrou ao mundo sua coragem, capacidade de organização, de luta, mesmo com ameaças às suas vidas, e que nenhuma violência jamais impedirá a defesa das necessidades e interesses do povo trabalhador. Nada nem ninguém será capaz de dominar o desejo da maioria de um povo, quando este quer ser sujeito de sua própria história e das lutas democráticas de seu país. Para defender os interesses de um povo democrático, devemos manter a ampla unidade das forças populares de centro esquerda e articular as demais forças democráticas existentes em nossa sociedade para as múltiplas lutas por desenvolvimento com justiça social, defesa do meio ambiente e da ecologia, dos direitos do ser humano e de todas as formas de vida em nosso planeta. Este governo eleito é a expressão de um projeto que representa política, cultural e socialmente a classe trabalhadora massacrada pela fome, desemprego, violência, negacionismo científico e redução das políticas públicas que só interessam ao povo trabalhador, que busca a defesa e a ampliação da democracia brasileira, pois sem ela, beiramos à barbárie. A vitória do povo brasileiro também fortalece a esperança do povo latino-americano, oportuniza nossa integração, o fortalecimento do BRICS e a cooperação com a África. Os povos trabalhadores do mundo agora voltam a ver o Brasil como um país amigo e aliado. Vencemos, devemos e precisamos comemorar e realizar em todas as periferias uma verdadeira festa popular, pois esta posse é da democracia, nossa capacidade de organização e luta para o enfrentamento de quem quiser reduzir nossos direitos e interesses, nossas políticas públicas para reduzir as desigualdades e trazer justiça social para todo nosso povo. Vamos gritar bem forte ao mundo, e principalmente aos nossos adversários: “que ninguém nunca ouse duvidar da capacidade de organização e luta do povo trabalhador brasileiro”. Feliz Natal e um próspero e muito feliz 2023.
A flor e a bailarina
O futuro acontece por conta própria, tem planos para todos mas não conta pra nenhum Têm muito em comum, a flor e a bailarina: são leves e graciosas, belas e sonhadoras. Têm o mesmo ofício: a flor vicejando no vaso de porcelana dança com o sopro da brisa matinal, enquanto a bailarina volteia no ar, suave como uma borboleta. Uma tem sonhos, tarefas e horários a cumprir, a outra espera, assiste, existe. Não sonha nem se preocupa. Sabe que a vida é breve e não a desperdiça com planos para o futuro, porque o futuro acontece por conta própria, não espera por ninguém. Uma flor tem que ser apenas uma flor, e enfeitar o mundo com sua beleza. * A bailarina, ao contrário, não espera. Sabe que seu tempo nos palcos é breve, um relâmpago em céu azul. Precisa aproveitar ao máximo as oportunidades, correr atrás de novas chances, aprender novas técnicas. Bailar é preciso, mas o tic-tac do relógio não espera – o tempo é limitado. Mas neste momento impreciso na sala vazia, com o sol se desmanchando devagar através da vidraça, as duas comungam o mesmo desejo: bailar ao sabor do vento: a bailarina como uma flor, a flor como uma bailarina – irmãs no escoar do tempo. * O telefone toca, o encanto se desfaz. A bailarina não baila e a flor escuta enquanto a outra fala, escuta, calcula, estuda as possibilidades, aceita ou recusa a oferta. A bailarina despe a fantasia de flor, é uma mulher de negócios ocupada com as contas a pagar, horários a cumprir. Tem responsabilidades, uma agenda complexa onde encaixa aqui e ali mais uma apresentação, mais meia hora de treino, uma consulta ao ortopedista. Talvez ache uma brecha para visitar um amigo doente, ou um cineminha no meio da semana. Ler aquele livro esperando há meses na estante: “A queda da bailarina”. * A flor escuta e não entende. Não tem como dizer a ela que a vida é breve e o tempo é inconstante, a luz na vidraça não dura para sempre. Por que sonhar com mais contratos, se preocupar com novos passos de dança, bailando no ritmo constante dos ponteiros do relógio? A vida não deve ser desperdiçada com planos para o futuro, porque o futuro acontece por conta própria, tem planos para todos mas não conta pra nenhum. A bailarina deixa o telefone, vai pegar um tico de água para alimentar sua flor. * O sol se põe, a vida se impõe. A bailarina troca a sapatilha por um salto alto, pega o casaco e se desmancha além da porta. A flor rodopia com a corrente de ar formada pela porta sendo fechada, e fecha também os olhos – sabe que o sol virá no dia seguinte e que a bailarina vai trocar o salto alto pela sapatilha para dançar outra vez. Sabe que dançarão juntas muitas vezes… Mas sabe também que vida é curta e o relógio na parede não para de correr…Se pudesse, pediria a ele para não ter tanta pressa, não ser tão preciso e constante…Que graça teria sua vida atada a um vaso de porcelana sem a leveza da bailarina?
Fórum considera criação de secretaria avanço na luta das mulheres
Jacqueline Moraes assumirá Secretaria de Políticas para as Mulheres, reivindicada desde os anos 90 Com o anúncio da criação da Secretaria Estadual de Políticas para as Mulheres, que terá como gestora a atual vice-governadora, Jacqueline Moraes (PSB), o Fórum de Mulheres do Espírito Santo (Fomes) considera a iniciativa um avanço na luta dos movimentos feminista e de mulheres, que reivindicam a medida desde o fim dos anos 90. A novidade, no entanto, “não deve servir para acomodação política, mesmo reconhecendo que a futura secretária tem liderança entre as mulheres”, alerta a integrante do Fomes, Edna Martins. O anúncio da nova secretaria foi feito pelo governador Renato Casagrande (PSB) em suas redes sociais, que afirmou tratar-se de “um gesto que demonstra a importância, a força, o protagonismo e a autonomia da mulher”. Edna recorda que os movimentos feminista e de mulheres conseguiram, em 2015, negociar a criação da Subsecretaria de Política para as Mulheres, no governo Paulo Hartung, quando Sueli Vidigal estava à frente da Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos, na qual a subsecretaria permaneceu até a criação da Secretaria Estadual de Direitos Humanos (SEDH), para onde migrou. Agora, com a criação da secretaria, espera-se, como destaca Edna, que a pasta efetive políticas para as mulheres, de maneira transversal e intersetorial, no âmbito de todo o governo, colocando em prática, de fato, o Plano Estadual de Política para as Mulheres, institucionalizado em 2019. O plano contempla grupos diversificados, como mulheres negras e da comunidade LGBTQIA+, e abarca vários campos, como saúde, educação, trabalho, “desconstruindo relações desiguais em diversas áreas”. “Acreditamos que, como mulher negra, Jacqueline tem que priorizar questões ligadas ao racismo estrutural e institucional, que permeiam o aparato do Estado”, defende. Edna salienta que as mulheres negras são as que mais passam fome; não têm acesso a recursos hídricos, saneamento básico, políticas habitacionais e de saúde; e são as maiores vítimas de feminicídio. As políticas desenvolvidas pela gestão estadual, afirma, têm se concentrado nas áreas de enfrentamento à violência contra a mulher e empreendedorismo, mesmo assim, carecendo de aperfeiçoamentos. O combate à violência contra a mulher, segundo Edna, tem focado na violência doméstica e familiar, não trabalhando a que tem raiz no racismo estrutural; a violência obstétrica; a sofrida pelas mulheres da periferia, que muitas vezes têm suas casas invadidas por agentes da força de segurança, sendo xingadas por eles; e a violência ambiental, sofrida pelas mulheres quilombolas, principalmente por parte da indústria de eucalipto da Suzano Papel e Celulose (Ex-Fibria e ex-Aracruz Celulose). As ações voltadas para o empreendedorismo, acredita Edna, são necessárias, mas é preciso ir além dos projetos de capacitação, sendo necessário o acompanhamento dos empreendimentos e “políticas de financiamento arrojadas”. Para a integrante do Fomes, “o empreendedorismo tem que ser uma opção da mulher, e não a única alternativa para geração de renda”. Por isso, ela defende políticas de trabalho formal voltadas para as mulheres. Edna também questiona o fato de que os cursos de capacitação oferecidos “reforçam o papel do cuidado patriarcal”, já que são qualificações como cuidador de idosos e outras ligadas à culinária, não havendo, por exemplo, cursos de formação tecnológica. Edna também aponta a necessidade de ter um olhar mais atento para as mulheres agricultoras, já que não há políticas específicas para elas na Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag). Conforme afirma a integrante do Fomes, a pasta ainda atua muito na perspectiva do homem como produtor, não havendo políticas de assistência técnica para as mulheres do campo, nem crédito e incentivo para a comercialização de produtos agrícolas.
Grupo ‘Soberanos da Pátria’, do pastor extremista, tem conexões em nível nacional
Pastor Fabiano Oliveira participava de atos antidemocráticos em outras capitais do País, como São Paulo “Soberanos da Pátria”, nome do movimento bolsonarista de extrema direita com ligações de âmbito nacional, do qual o pastor Fabiano Oliveira, residente no Espírito Santo, é apresentado como presidente nacional, é de “extrema direita nacional, vinculada à extrema direita internacional articulada, e realiza encontros e troca experiências e know-how”, na opinião do cientista político Deivison Souza Cruz. O pastor é alvo de mandado de prisão da Polícia Federal (PF) no Espírito Santo, na operação determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em atendimento a representação da Procuradoria-Geral de Justiça do Estado (PGJ-ES). A ação foi realizada em Vitória, Vila Velha, Serra, Guarapari, na região metropolitana, e Cachoeiro de Itapemirim, no sul do Estado, e inclui a prisão do vereador de Vitória Armandinho Fontoura (Podemos), futuro presidente da Câmara, e do empresário Max Pitangui (PTB), que anda não se entregou. Os deputados bolsonaristas Carlos Von (DC) e Capitão Assumção (PL) estão entre os alvos da operação e já usam tornozeleira eletrônica. É na condição de presidente do grupo que o pastor se apresenta e, por conta desse título, ele tem participado de atos em outras capitais, como em São Paulo, na manifestação bolsonarista de 25 de novembro deste ano, e funciona, também, como militante de bloqueios de rodovias e de vias públicas urbanas. Em vídeos, às vezes, ele aparece com empresários e políticos, mas é apenas para concordar com a mensagem transmitida. O cumprimento do mandado de prisão contra o pastor, expedido na última quinta-feira (15), provocou tumulto nessa sexta-feira (16) entre seus seguidores, no espaço em frente ao 38º Batalhão de Infantaria, na Prainha, em Vila Velha, gerando dúvida relacionada se a prisão ocorreu. Para alguns apoiadores do movimento extremista, o pastor está preso; para outros, ele conseguiu escapar, apesar do cerco de agentes da Polícia Federal em frente ao 38º BI. As autoridades policiais mantêm sigilo, mas a realidade é que Fabiano Oliveira esteve desde a quinta-feira (15), quando a operação PF foi deflagrada, e também na sexta-feira, no mesmo espaço que ocupa, juntamente com vários seguidores em frente ao quartel. Gravou inclusive vídeos desafiando as autoridades, nos quais afirma estar na luta contra o comunismo, na mesma linha adotada por vários outros grupos espalhados no país, que, como afirmam especialistas, fazem parte de um movimento internacional extrema direita. Ligações Para o cientista político Deivison Souza Cruz, os movimentos que tomaram impulso no governo Bolsonaro (PL) não são fatos isolados. Ele aponta que seus integrantes “usam manuais de operação e propaganda no sentido de desestabilização das democracias e técnicas e táticas de propaganda e articulação social”. A ação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que visa reprimir a disseminação de fake news e ações extremistas para garantir a tranquilidade no país e a posse do presidente eleito, Lula (PT), e do vice, Geraldo Alckmin (PSB), em 1º de janeiro, mira uma “rede nacionalizada, com líderes e responsabilidades definidas”, segundo Deivison. A rede de fake news antidemocrática deriva da própria rede eleitoral bolsonarista”, acrescenta Deivison, e aponta o grupo “Soberano Brasil” como um movimento que “tem várias bandeiras, mas, no geral, conversa lá na ponta, por meio de clubes privados, militares, Brasil Paralelo e grupos monarquistas. Há dezenas ou centenas de células autônomas, porém os líderes trabalham em rede”. Nas redes sociais, o pastor aparece em diversos vídeos incentivando desobediência às instituições democráticas, dentro das mesmas linhas de conteúdos postados em redes e ações de grupos ações adotadas por grupos que atuam o Brasil, com ligações com a extrema direita internacional. Levantamento de especialistas publicado em veículos de imprensa internacional, entre eles a BBC, da Inglaterra, aponta que em todo o mundo há o crescimento desse “terrorismo doméstico”. “Os chamados cidadãos soberanos acreditam que são imunes às regras do governo e, em alguns casos enfrentam violentamente a polícia”, como ocorreu em Brasília na última segunda-feira (12), dia da diplomação do presidente Lula.
Retrospectiva: as lições de 2022 e perspectivas para o próximo ano
Jornalistas e analistas refletem sobre os principais fatos do ano e as repercussões que ainda podem ter Nos estúdios, os jornalistas Vitor Taveira e Elaine Dal Gobbo, de Século Diário, e o analista político André Carvalho comentam alguns dos fatos que marcaram 2022 no Espírito Santo e no Brasil. Desde os acontecimentos políticos e eleitorais às reivindicações dos movimentos sociais capixabas, passando também pelas questões ambientais. Comenta-se ainda sobre o ineditismo da política municipal para povos indígenas em Aracruz, norte do Estado, ocupação por moradia, refugiados em Vitória, crimes, segurança pública e novas leis criadas em 2022. * Inscreva-se no canal do Século Diário no YouTube para acompanhar as novidades. ** Para ouvir este e outros programas em podcast, siga os canais do Século Diário no Spotify e Google Podcasts.