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Docentes apontam falta de transparência no processo de remoção em Vitória

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Grupo Pad-Vix aponta que parte dos problemas foi causado pela falta de diálogo da secretária de Educação, Juliana Roshner O processo de remoção de professores na rede municipal de ensino de Vitória tem gerado queixas dos profissionais. Docentes, que preferem não se identificar, relatam que a Secretaria Municipal de Educação (Seme) tem ligado para os trabalhadores para que optem, entre as alternativas apontadas por telefone, por uma escola onde atuar no próximo ano. Também há aqueles que não desejam atuar no período integral, mas estão sendo questionados se podem mudar de ideia. Os professores relatam ainda que foi dada prioridade aos profissionais em Designação Temporária (DTs) na escolha das vagas, em detrimento dos efetivos, inclusive os que acabaram de ser nomeados. Eles relatam que algumas vagas apareceram para os DTs, mas não para os demais trabalhadores. Para a remoção, é preciso participar de um concurso público interno. Portanto, a escolha feita por meio de ligação telefônica não dá transparência ao processo. Outra queixa dos professores é que, para requerer qualquer medida à secretaria, é preciso que formalizem, mas a gestão não se vê obrigada a fazer o mesmo. Além disso, eles questionam que as pessoas não podem mudar sua atuação para o período integral sem passar por um processo seletivo, com aplicação de prova, regido por um edital. Tanto o concurso para remoção quanto o para atuar em período integral chegaram a ser realizados, mas o primeiro foi marcado por problemas, como mudanças na carga horária, implementadas este ano, fazendo com que alguns professores ficassem com carga horária quebrada, ou seja, reduzida em uma escola, tendo que complementar em outra. Assim, muitos foram obrigados a escolher uma unidade de ensino, por meio do edital de remoção, para fazer essa complementação. Entretanto, houve aqueles que não conseguiram vaga para o mesmo turno da escola onde já lecionam, por não haver disponibilidade. Para o diretor executivo do grupo Professores Associados pela Democracia de Vitória (PAD-Vix), Aguinaldo Rocha de Souza, trata-se de um transtorno criado pela falta de diálogo da secretária municipal de Educação, Juliana Roshner, já que a mudança na carga horária não foi discutida com a comunidade escolar. Essa situação, somada a fatores como falhas no sistema, pois o processo de remoção foi online, e vagas em turnos que não serão ofertados pela escola no próximo ano, geraram problemas no processo que a prefeitura tenta resolver por meio das ligações telefônicas. Aguinaldo orienta os docentes a fazer denúncia no Ministério Público do Espírito Santo (MPES), além protocolar requerimento na Seme,questionando as ações da pasta. No caso dos associados ao Sindicato dos Trabalhadores da Educação Pública do Espírito Santo (Sindiupes), ele sugere que cobrem um posicionamento da entidade sobre a situação. Aguinaldo explica que a entidade que representa a categoria é o Sindiupes e que a Pad-Vix não tem estrutura jurídica para, a qualquer momento, entrar com uma liminar. Professores de Vitória encontram dificuldades para remoção de escola Aguinaldo Rocha de Souza, da Pad-Vix, afirma que situação é reflexo da falta de diálogo da gestão municipal https://www.seculodiario.com.br/educacao/professores-de-vitoria-encontram-dificuldades-para-remocao-de-escola

17/12/2022 / 0 Comments
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Carnaval de Vitória terá 1º Baile Antirracista

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Na Coluna: a cultura e os novos antagonistas na Câmara de Vitória; nova membra na AEL; festival de cinema sobre águas FESTA MNU lança baile de Carnaval O Movimento Negro Unificado (MNU), entidade do movimento negro nacional, anunciou que fará durante o carnaval de Vitória o 1º Baile Antirracista, com objetivo de aproximação com a população e combate ao racismo. Vai ser exatamente no período pré-Carnaval, já com data marcada: 4 de fevereiro, das 15h às 19h, no Clube de Pesca, que fica no bairro Mário Cypreste, em Vitória.  Os ingressos custarão R$ 20 e haverá música ao vivo e também DJ tocando marchinhas, sambas enredo e axé. POLÍTICA  Novo antagonismo em Vitória? A partir de 1º de fevereiro, tomam posse os novos membros do legislativo. Na Câmara de Vitória, saem dois dos antagonistas, os vereadores Camila Valadão (Psol) e Gilvan da Federal (PL), eleitos deputada estadual e deputado federal, respectivamente. Assumirão os suplentes André Moreira (Psol) e Leonardo Monjardim (Patriota), que já estão se articulando nos bastidores e preparando seus mandatos. A cultura pode ser um ponto relevante e de confronto entre eles. Vereador conservador ocupou cargo na cultura de governo petista Tati Beling/ Ales Leonardo Monjardim, que se define como cristão e conservador, é professor, escritor e empreendedor. Ocupa a cadeira de número 22 na Academia Espírito-Santense de Letras (AEL) e já trabalhou na Secretaria de Cultura de Vitória (Semc), onde foi secretário-executivo da Lei Rubem Braga, na gestão – ironicamente – do petista João Coser. Atualmente, anda aparecendo em diversos eventos públicos com o prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos) e o secretário Luciano Gagno, que vem tendo uma gestão conturbada e muito criticada por parte significativa do setor cultural do município. Bolsonarista convicto, espera-se que o futuro vereador ocupe a posição de Gilvan no fomento às polêmicas da extrema direita, embora talvez de forma menos desrespeitosa. O que é certo, é que ao contrário de seu antecessor, a cultura é sim uma pauta cara ao mandato de Monjardim, que tem bom trânsito em setores artísticos e culturais, especialmente nos mais conservadores. André Moreira se reúne com a cultura  Roberto Junquilho Já o futuro vereador André Moreira, de esquerda, é advogado e defensor de direitos humanos. Nos preparativos para assumir o mandato, vem fazendo uma transição com a correligionária Camila Valadão, e também tem se reunido com artistas e agentes culturais do município, incluindo o movimento Grito da Cultura, principal instrumento de denúncia e enfrentamento da política cultural da gestão Pazolini/Gagno neste ano. André manifestou preocupação com os rumos do Carnaval em Vitória, sobretudo em relação aos blocos, que ainda enfrentam incertezas sobre o evento que ocorrerá daqui a dois meses. Também promete fiscalização dura em relação às suspeitas de ilegalidades na Semc, como o caso do edital com resultado adulterado pelo secretário.  Vinicius Simões volta à Câmara CMV O terceiro vereador a assumir cadeira em 2023 é o ex-presidente da Câmara Vinícius Simões (Cidadania). Professor, ele vem acompanhando de longe a movimentação da cultura crítica a Pazolini, a quem já vem fazendo dura oposição nas redes, ao contrário de seu antecessor, Denninho (União), aliado de primeira hora do prefeito. Vinícius é correligionário e apoiador do ex-prefeito Luciano Rezende e do deputado estadual Fabricio Gandini, e pode subir ainda mais um tom nas críticas na casa de leis, se um deles for candidato à prefeitura em 2024. Sendo a cultura um ponto frágil do atual prefeito, pode ser um dos flancos de enfrentamento. Para além do parlamento, entretanto, é preciso ver qual vai ser o nível de pressão da sociedade civil em relação à gestão da cultura no município, sendo que a perspectiva aparentemente é de mais recursos por meio das leis nacionais e estaduais, e de uma mudança profunda a nível federal com a recriação do Ministério da Cultura e o fim da tragédia do governo bolsonarista. LITERATURA Renata Bomfim é a nova imortal da Academia de Letras Divulgação A cadeira número 7 da Academia Espírito Santense de Letras (AEL), que era ocupada pela jornalista e cronista Jeanne Bilich, falecida em março passado, agora vai ser ocupada por outra mulher, a escritora, poeta e ensaísta Renata Bomfim. A definição ocorreu em reunião da academia na última segunda-feira (12) em sua sede, a Casa Kosciuzsko Barbosa Leão. Renata nasceu em Vitória e é doutora em Estudos Literários, professora universitária, ativista ambiental e ex-presidente da Academia Feminina Espírito-Santense de Letras (AFESL). Lançou quatro livros de poesia, sendo que o último deles, O coração da Medusa, foi publicado neste ano. FOTOGRAFIA  Exposições retratam samba e orixás  Fica até dia 30 de janeiro de 2023, na Casa da Música Sônia Cabral, Centro de Vitória, as exposições Eu sou o samba e Axé. A primeira, com fotografias de Zanete Dadalto, traz registros de personalidades importantes do samba capixaba. A segunda, de autoria da fotógrafa e artista visual Márvila Araújo, ressalta a história da cultura afrobrasileira e a ancestralidade africana. Ambas foram lançadas durante a Mostra Samba que Eu Quero Ver, que ocorreu entre 1 e 3 de dezembro, e continuam abertas ao público. MÚSICA Arthur Navarro lança no videoclipe com animações  “Sumé segue um chamado intuitivo que a insere numa missão repleta de revelações sobre o passado da Terra e o Universo”. Essa é a sinopse do videoclipe de Vimana Voyage, música de Arthur Navarro que ganhou um videoclipe animado com direção do próprio músico. A canção faz parte do álbum Polyphonic Omnipresence, lançado em 2018 pelo artista. Confira abaixo o resultado. Além dele, Arthur lançou meses atrás o belo Marcha, Mastro e Fé e o making of do documentário Fusão Central. AUDIOVISUAL Festival de cinema conscientiza sobre as águas  Com foco na valorização da água e especialmente da bacia do Rio Itapemirim, no sul do Espírito Santo, o Festival das Águas terá edição presencial em março de 2023 nas montanhas capixabas. Mas antes disso, a Mostra Competitiva fica disponível online e gratuitamente até dia 21 de dezembro. Ali estão disponíveis dez filmes selecionados pela curadoria do festival que serão avaliados pelo júri técnico. São obras diversas que tem em comum

17/12/2022 / 0 Comments
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Enio Bergoli e André Garcia retornarão ao governo do Estado

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Anúncio dos próximos secretários de Agricultura e Justiça foi feito na noite desta sexta-feira por Casagrande Leonardo Sá “Anuncio a definição do comando de mais duas pastas para a nossa próxima gestão. O Secretário de Agricultura será Enio Bergoli e a Secretaria de Justiça será comandada por André Garcia”. Com essa publicação nas redes sociais, na noite desta sexta-feira (16), o governador Renato Casagrande (PSB) definiu mais dois nomes para o governo do Estado da próxima gestão. O nome de Enio Bergoli, que já ocupou a mesma pasta e hoje está à frente da Secretaria de Serviços da Serra, ganhou força nos últimos dias nos bastidores, como a escolha do vice-governador eleito, Ricardo Ferraço (PSDB), que também será secretário de Desenvolvimento. O tucano será o supersecretário da próxima gestão, responsável ainda pelas pastas de Agricultura e Meio Ambiente.  Bergoli é servidor de carreira do Instituto de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) e já dirigiu tanto o órgão quanto o Departamento de Estrada de Rodagem (DER-ES). Já André Garcia foi secretário de Estado de Segurança durante o mandato passado de Paulo Hartung (sem partido), adversário político de Casagrande. Na primeira gestão do atual governador, que era de continuidade do ex-aliado, ele também atuou na pasta de Ações Estratégicas. No segundo turno das eleições, Garcia voltou à cena e gravou vídeo de apoio a Renato Casagrande, na disputa contra o palanque bolsonarista de Carlos Manato (PL). A definição afasta a possibilidade de o coronel Alexandre Ramalho (Podemos) assumir a pasta. Derrotado à Câmara Federal, ele chegou a ser cotado para Justiça ou retornar à Segurança Pública, o que não seria de seu interesse. Com os novos anúncios, somam dez as definições sobre a próxima gestão. Permanecem nos mesmos cargos Valésia Perozini, secretária-chefe de Gabinete; Flavia Mignoni, superintendente de Comunicação; Davi Diniz, na Casa Civil; Marcelo Altoé, na Fazenda; e Jasson Amaral, procurador-geral do Estado. Já o secretário Álvaro Duboc saiu da pasta de Governo para o Planejamento, invertendo as posições com Maria Emanuela Alves Pedroso. Logo após sua reeleição, o governador reeleito disse que seria uma “nova gestão”, portanto, com mudanças na equipe. Até agora, porém, permanecem os atuais integrantes do alto escalão, e as poucas novidades, são de nomes já conhecidos do mercado e da população capixaba. Governador vai manter mais três secretários em postos-chave na próxima gestão – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/politica/casagrande-mantem-secretarios-empostos-chaves-e-anuncia-mais-tres-nomes

16/12/2022 / 0 Comments
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​Empresário bolsonarista com prisão decretada ainda está em liberdade

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Outro investigado que estava na mesma situação, pastor Fabiano (foto), foi preso nesta sexta, em meio a protestos de seguidores Reproduçãp/YouTube Dos quatro alvos de mandados de prisão preventiva determinados pelo ministro Alexandre de Moraes nesta quinta-feira (15), presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o empresário Maxcione Pitangui (PTB), o Max, ainda está em liberdade. No Espírito Santo a Polícia Federal cumpriu quatro mandados de prisão preventiva e 23 mandados de busca e apreensão no inquérito que apura a prática de atos antidemocráticos. Nesta sexta-feira (16), grupos bolsonaristas tentaram impedir a prisão do pastor evangélico Fabiano Oliveira, na operação da Polícia Federal (PF) que visa apurar a divulgação de notícias falsas sobre o processo eleitoral e a coordenação de atos antidemocráticos, principalmente para tumultuar a posse do presidente eleito, Lula (PT), em 1º de janeiro de 2023. O vereador de Vitória Armandinho Fontoura (Podemos), que se entregou na noite dessa quinta-feira (15), foi encaminhado para o Centro de Detenção Provisória (CDP) Viana 2, poderá ser libertado caso o juízo acate pedido de revogação da medida. O mesmo procedimento teve o editor do portal de notícias Folha do ES, jornalista Jackson Rangel, que está na Penitenciária de Segurança Média 1, no Complexo de Viana. O pastor evangélico Fabiano Oliveira é presidente nacional do movimento “Soberanos da Pátria” e utilizava o espaço em frente ao 38º BI para reunir manifestantes e pedir intervenção das Forças Armadas e contestar, sem provas, o resultado das eleições presidenciais. Ele é mostrado como presidente nacional do movimento, apesar do perfil de uma pessoa mais simples, que reúne empresários, religiosos, políticos e outros integrantes de grupos de direita e da extrema direita. Possuem envolvimento com redes de disseminação de fake news e tiveram participação no recente movimento de empresas que empregam caminhoneiros, responsáveis pela maior parte dos bloqueios de rodovias no país. Os deputados Carlos Von (DC) e Capitão Assumção (PL) também estão entre os alvos da operação e já estão usando tornozeleira eletrônica. Eles estão proibidos de dar entrevistas, sair do Espírito Santo, usar as redes sociais e participar de eventos públicos em todo o País. Armandinho é alvo de prisão em ação que inclui pastor, jornalista e empresário – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/justica/vereador-armandinho-e-alvo-de-prisao-emacao-da-pf-que-inclui-pastor-e-empresario PF faz operação no Estado contra extremistas que envolve dois deputados – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/justica/pf-faz-operacao-no-estado-contra-extremistas-que-envolve-dois-deputados

16/12/2022 / 0 Comments
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Professores de escola alvo de ataque denunciam ‘abandono’ da Sedu

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Em carta aberta, profissionais cobram ações do governo e listam reivindicações diante do atentado de 25 de novembro Os professores da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio (EEEFM) Primo Bitti, em Aracruz, norte do Estado, divulgaram nesta sexta-feira (16) uma carta aberta à gestão de Renato Casagrande (PSB) e à população capixaba. No documento, afirmam se sentir “abandonados como seres humanos” e listam uma série de reivindicações necessárias para garantir apoio à comunidade escolar diante dos ataques cometidos por um adolescente de 16 anos em 25 de novembro, que culminou em quatro mortes e 11 feridos. Além da Primo Bitti, outra escola de Aracruz, de gestão privada, foi atacada, o Centro Educacional Praia de Coqueiral (CEPC). Para os docentes da unidade estadual, o trabalho do Apoie, órgão da Secretaria Estadual de Educação (Sedu) que presta assistência psicológica, não é suficiente, pois faltaram ações por parte da pasta, como contato individualizado com a equipe de profissionais da escola; e orientação às empresas terceirizadas responsáveis pelas equipes de limpeza, merenda escolar e vigilância para assistência aos seus funcionários. Os docentes afirmam que é preciso garantir o direito ao luto de todos profissionais da escola: trabalhadores terceirizados da limpeza, alimentação e vigilância, professores em designação temporária e efetivos, trabalhadores da secretaria, da educação especial e da gestão escolar. Para isso, reivindicam que seja providenciada uma equipe externa, incluindo trabalhadores da limpeza e vigilância, para o fechamento do ano escolar e período de matrículas, “com seguridade financeira para todos os trabalhadores em luto, em especial para aqueles que estão em designação temporária e que estão tendo seus contratos cessados apesar da gravidade do momento”. O grupo afirma ainda ser necessário providenciar uma equipe de apoio para o próximo ano escolar, que inclua trabalhadores para as vagas em aberto na secretaria, diretor adjunto, aumento da equipe de professores, coordenadores e pedagogos. “Assim como é necessário providenciar uma equipe de atendimento social e psicológico que atenda às demandas dos profissionais”, destacam. Outra reivindicação é o apoio financeiro para as vítimas e famílias atingidas, garantindo o custeio de remédios, equipamentos, cuidadores e psicólogos, além de “indenização e aposentadoria dignas para os diretamente atingidos em exercício de sua função”. A categoria termina a carta ressaltando também a importância de uma reforma na escola, “há tanto tempo adiada, que realize melhorias das condições físicas de segurança do prédio”. Pesar e solidariedade Os professores abrem a carta manifestando pesar e solidariedade às famílias das vítimas fatais do crime ocorrido no final de novembro, que culminou na morte das professoras Cybelle Passos,  45 anos; Flávia Amboss, 38 anos; e Maria da Penha Pereira, 48 anos; além da aluna Selena Sagrillo, de 12 anos. Também se solidarizam com as pessoas que ficaram feridas, inclusive, as três que ainda estão internadas, que são duas professoras e uma estudante. Fórum Antifascista O recém-criado Fórum Antifascista chegou a se reunir com o secretário estadual de Educação, Vitor de Angelo, e cobrou medidas de acompanhamento psicológico para as vítimas do atentado. A militante do Movimento Nacional de Direitos Humanos no Espírito Santo (MNDH-ES), Galdene dos Santos, afirmou, na ocasião, que, ao solicitar a reunião, foi reivindicada a presença do governador Renato Casagrande, que não compareceu. Por isso o secretário se comprometeu a articular a presença do gestor em um novo encontro com o grupo. Galdene informou que, segundo Vitor de Angelo, foi feito um plano de ação para acompanhamento psicológico, mas não foi dado detalhes sobre como tem sido o processo de execução, o que foi questionado pelos integrantes do Fórum, que defendem a necessidade de especificar minimamente algumas questões, a exemplo de informações sobre metodologia e como está sendo a busca pelas pessoas atingidas. O Fórum Antifascista é composto por organizações da sociedade civil, pessoas independentes e mandatos parlamentares. Tem como objetivo combater o nazifascismo no Espírito Santo. Apesar de a ideia de sua criação ter surgido após os ataques, não se trata de uma iniciativa que tem foco especificamente nesse crime, mas sim contra as ideias nazifascistas e o discurso de ódio que o motivaram. O crime Os ataques foram feitos primeiramente na EEEFM Primo Bitti, onde o atirador havia estudado até junho deste ano. Após arrombar o cadeado, ele invadiu a escola e acessou a sala dos professores. Em seguida, foi para o CEPC, onde efetuou mais disparos. O processo em relação ao adolescente autor dos ataques foi concluído em sete de dezembro pelo juiz Felipe Leitão, da Vara da Infância e Juventude de Aracruz. O magistrado aplicou a medida socioeducativa de internação pelo prazo de até três anos. Caberá ao Juiz da 3ª Vara da Infância e da Juventude de Vitória, com base em pareceres técnicos da equipe do Instituto de Atendimento Socioeducativo do Espírito Santo (Iases), avaliar, a cada seis meses, a internação. Foi aplicada, ainda, uma medida protetiva de acompanhamento psiquiátrico durante o período de cumprimento da medida de internação. O pai do adolescente, um tenente da Polícia Militar (PM), também é investigado pela Polícia Civil (PC), que averigua suas possíveis contribuições com o crime e quais as relações do adolescente de 16 anos com células nazistas e fascistas que se expandem pelo país. Um dos pontos da investigação é descobrir se o pai ensinou o filho a dirigir e atirar. Além disso, a Corregedoria da PM instaurou um Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD) contra o tenente, que foi afastado das atividades operacionais e vai permanecer nas administrativas no decorrer do processo. Após os ataques, circulou nas redes sociais uma postagem do Instagram do tenente na qual ele mostrou a capa do livro Minha Luta, de Adolph Hitler, em que o ditador nazista da Alemanha expõe suas ideias antissemitas e genocidas. O livro, ainda utilizado como referência por grupos neonazistas em todo mundo, é proibido em diversas localidades, por meio de lei municipal. Com a repercussão, ele deletou a publicação. Fórum cobra do Governo do Estado apoio às vítimas de atentado em Aracruz Medida foi reivindicada em reunião com o secretário de Educação, Vitor de Angelo. Sentença de adolescente apreendido é de três anos https://www.seculodiario.com.br/educacao/forum-cobra-do-governo-do-estado-apoio-as-vitimas-de-atentado-em-aracruz Polícia Civil vai investigar tenente que é pai de atirador

16/12/2022 / 0 Comments
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Mais uma vítima do atentado em escola de Aracruz recebe alta

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Degina estava internada no Hospital Estadual Jayme Santos Neves, onde ainda há uma vítima recebendo assistência A professora Degina Rodolfo de Oliveira Fernandes, de 37 anos, uma das vítimas do atentado cometido por um adolescente de 16 anos em escolas de Aracruz, norte do Estado, que estava internada no Hospital Estadual Jayme Santos Neves, na Serra, recebeu alta nesta sexta-feira (16), conforme boletim médico da Secretaria Estadual de Saúde (Sesa). A docente lecionava inglês na Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio (EEEFM) Primo Bitti, onde as professoras Cybelle Passos, 45 anos; Flávia Amboss, 38 anos; e Maria da Penha Pereira, 48 anos; foram vítimas fatais. Uma estudante, a adolescente Selena Sagrillo, de 12 anos, também está entre os óbitos ocorridos. Ela era aluna do Centro Educacional Praia de Coqueiral (CEPC), de gestão privada. Outra professora da escola Primo Bitti ainda se encontra internada no Hospital Jayme. É uma mulher de 51 anos, cujo estado de saúde não é informado pela Sesa a pedido da própria paciente. Uma estudante, Thais Pessotti da Silva, de 14 anos, encontra-se internada em um hospital da rede privada. Degina também estava internada no HEJSN. O boletim não dá detalhes sobre seu estado de saúde. No decorrer da internação, a professora, que levou cinco tiros, chegou a apresentar piora, sendo intubada, em grave estado geral na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas em 8 de dezembro ela foi para o leito semi-intensivo. O crime Os ataques foram feitos primeiramente na EEEFM Primo Bitti, onde o atirador havia estudado até junho deste ano. Após arrombar o cadeado, ele invadiu a escola e acessou a sala dos professores. Em seguida, foi para o CEPC, onde efetuou mais disparos. O processo em relação ao adolescente autor dos ataques foi concluído em sete de dezembro pelo juiz Felipe Leitão, da Vara da Infância e Juventude de Aracruz. O magistrado aplicou a medida socioeducativa de internação pelo prazo de até três anos. Caberá ao Juiz da 3ª Vara da Infância e da Juventude de Vitória, com base em pareceres técnicos da equipe do Instituto de Atendimento Socioeducativo do Espírito Santo (Iases), avaliar, a cada seis meses, a internação. Foi aplicada, ainda, uma medida protetiva de acompanhamento psiquiátrico durante o período de cumprimento da medida de internação. O pai do adolescente, um tenente da Polícia Militar (PM), também é investigado pela Polícia Civil (PC), que averigua suas possíveis contribuições com o crime e quais as relações do adolescente de 16 anos com células nazistas e fascistas que se expandem pelo país. Um dos pontos da investigação é descobrir se o pai ensinou o filho a dirigir e atirar. Além disso, a Corregedoria da PM instaurou um Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD) contra o tenente, que foi afastado das atividades operacionais e vai permanecer nas administrativas no decorrer do processo. Após os ataques, circulou nas redes sociais uma postagem do Instagram do tenente na qual ele mostrou a capa do livro Minha Luta, de Adolph Hitler, em que o ditador nazista da Alemanha expõe suas ideias antissemitas e genocidas. O livro, ainda utilizado como referência por grupos neonazistas em todo mundo, é proibido em diversas localidades, por meio de lei municipal. Com a repercussão, ele deletou a publicaçã Autor dos ataques a duas escolas em Aracruz é preso – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/seguranca/suspeito-dos-disparos-em-escolas-de-aracruz-ja-foi-identificado-pelas-policias Polícia Civil vai investigar tenente que é pai de atirador de 16 anos – Século Diário Comunidades judaicas do ES e RJ cobram combate ao recrutamento de jovens em células nazistas no País https://www.seculodiario.com.br/seguranca/pc-investiga-se-atirador-de-16-anos-foi-ensinado-pelo-pai-a-dirigir-e-atirar Professores de escola alvo de ataque denunciam ‘abandono’ da Sedu Em carta aberta, profissionais cobram ações do governo e listam reivindicações diante do atentado de 25 de novembro https://www.seculodiario.com.br/educacao/professores-de-escola-alvo-de-ataque-denunciam-abandono-da-sedu

16/12/2022 / 0 Comments
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Denúncia tenta impedir eleição de vereadora que zombou de apoiadores de Lula

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Jéssica de Aguiar Barcelos, que desferiu ofensas contra moradores de Domingos Martins, tenta se eleger à Presidência da Câmara A vereadora de Domingos Martins (região serrana do Estado), Jéssica de Aguiar Barcelos (Podemos), teve anulada a tentativa de se eleger presidente da Câmara Municipal, 15 dias depois de provocar polêmica na cidade, por debochar em via pública da vitória de Lula (PT), em 30 de novembro. Nessa quarta-feira (14), a sessão para eleger a Mesa Diretora foi suspensa, sendo transferida para a próxima segunda-feira (19), já sem o nome dela encabeçando a chapa. A desistência da vereadora, seguidora de Jair Bolsonaro (PL), circula nos meio políticos de Domingos Martins, ainda sem confirmação oficial, segundo o vereador Edson Luiz Paganini, o Edinho (Patriota), que entrou com uma representação, com pedido de urgência, contra a candidatura de Jéssica, por ela responder a “processo de natureza grave perante o Código de Ética e Decoro, em razão de denúncia que foi protocolada perante a Ouvidoria da Câmara Municipal (…)”. A Câmara realizou sessão especial com o objetivo de escolher os integrantes da Mesa Diretora e das Comissões Permanentes para o biênio 2023/2024, mas nenhuma das duas chapas inscritas conseguiu a maioria absoluta dos votos. Um novo pleito eleitoral será realizado na segunda, com a obrigatoriedade de novos registros de chapas. Concorreram duas chapas, uma liderada por Jéssica Aguiar Barcelos (Podemos) e a outra pela atual presidente, Sandra Christina Neitzke (PSD). A denúncia do vereador, encaminhada às promotorias do Ministério Público Estadual (MPES), cível e criminal, e também à subseção capixaba da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-ES), é referente ao procedimento da vereadora no dia da eleição presidencial e ressalta, também, um suposto crime de peculato. “Nos vídeos, vislumbra-se o deboche e insulto aos cidadãos que votaram no candidato eleito à Presidência, além da embriaguez da vereadora, que de forma irônica agride a população, exaltando o seu poder financeiro”, aponta o documento, que transcreve frases ofensivas aos manifestantes que comemoravam a vitória. “Tenho dinheiro pra comer picanha, pois sou rica, os pobres devem comer no máximo fraldinha” e “tenho dinheiro para morar fora do Brasil, e vocês que se fodam”. Também destaca a representação, que “o denunciante apresentou outro vídeo onde, no mesmo dia, a vereadora encontrava-se pendurada na porta dianteira de um veículo, atravessando a Avenida Presidente Vargas, onde insulta verbalmente os populares que comemoravam a vitória do candidato Lula”. “Ao atravessar a aglomeração, o veículo de forma surpreendente imprime uma marcha à ré, vindo de encontro a vários populares que, por muito pouco, não sofreram grave atropelamento. A tentativa de lesão corporal coletiva é flagrante, inclusive anexamos também um áudio, onde o próprio pai da vereadora repudia suas atitudes, e afirma que a sua filha deveria ter seu mandato cassado pela Câmara”, reforça. E prossegue: “Tais atos são inimagináveis, ainda mais partindo de uma vereadora que deve ter uma conduta de vida social exemplar, pois, é uma representante eleita pelo povo”. A medida aponta ainda que “outra gravíssima denuncia foi feita à Câmara, onde é atribuído crime de peculato à referida vereadora, pois sua assessora externa é advogada em Vitória, sendo integrante da banca de advocacia que defende os interesses da mesma em processos judiciais”.  O presidente eleito da Câmara irá gerir um orçamento de aproximadamente R$ 5 milhões. “A sociedade está estarrecida com a possibilidade da vereadora Jéssica Aguiar Barcelos concorrer à Presidência, pois, não se sentem representados”, enfatiza Edinho, acrescentando que “campanhas nas redes sociais já foram iniciadas, onde o nome da ilustre vereadora é reprovado”.

16/12/2022 / 1 Comment
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‘Diante de tantas provas, meu sentimento é de indignação’

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Mãe da modelo Luisa Lopes contesta MPES por denunciar à Justiça corretora que atropelou sua filha, mas não pedir prisão A corretora de imóveis Adriana Felisberto Pereira, responsável pelo atropelamento que vitimou fatalmente a modelo Luisa da Silva Lopes, em abril deste ano, foi denunciada à Justiça pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES). Entretanto, não foi pedida sua prisão, o que é contestado por Adriani Silva, mãe da vítima. “Diante de tantas provas, meu sentimento é de indignação”, desabafa. Redes Sociais Além das provas de que a corretora foi responsável pelo atropelamento, Adriani recorda as palavras ditas pela mulher que atropelou sua filha, que se preocupou muito mais com o estado em que se encontrava seu carro do que com a vítima, inclusive, referindo-se a Luisa com frieza e discriminação, ao proferir frase como “ela provavelmente era uma empregada doméstica sem importância” e “não quero saber dela, não”. A promotoria ratificou os argumentos levantados na investigação policial, encerrada em outubro último, quando a Polícia Civil (PC) chegou à conclusão de homicídio doloso duplamente qualificado, levando em consideração questões como o estado de embriaguez da motorista, o fato de dirigir em alta velocidade, a frieza em torno da morte causada, e o clamor social diante da morte da vítima, uma vez que houve protestos, sinalizando, entre outros pontos, que ela era uma “pessoa de bem”. A PC representou pela prisão preventiva da indiciada e pela suspensão de seu direito de dirigir. A conclusão do inquérito e a representação foram enviadas para o MPES. A motorista, pela investigação, pode pegar de 12 a 30 anos de prisão, e a mãe de Luisa ainda se mostra otimista em relação a isso. “Acredito que ela vai ser presa. É apenas o começo do processo. Às vezes, quando falo nisso, fico nervosa, me altero. Tenho que tentar ficar tranquila, para não me deixar levar por uma energia ruim”, diz. A prisão da corretora não foi pedida, alega a Promotoria, “porque a liberdade dela não oferece riscos, além de levar em consideração que a mulher que cometeu o crime tem residência, emprego, é ré primária, genitora de criança em tenra idade, e faltam evidências de que não esteja cumprindo as medidas cautelares definidas em audiência de custódia no dia seguinte ao crime”. Segundo Adriani, que a tem alegrado é o carinho que as pessoas têm por sua filha, como o que foi demonstrado com a inauguração do prédio Luisa da Silva Lopes, no Centro de Ciências Humanas e Naturais (CCHN) da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), campus de Goiabeiras, nessa quarta-feira (14). Luisa cursava Oceanografia na Ufes. Seu nome foi sugerido por meio de edital, junto ao de outros quatro ex-alunos, tendo recebido 63,23% dos votos, registrados em formulário on-line. “Tinha professores, alunos, a juventude na inauguração. Fico feliz com o legado que Luisa deixa. Ela era querida, uma mulher negra sempre na luta, na batalha”, exalta. Como o crime aconteceu Segundo a PC, Adriana saiu da Serra rumo a um bar em Jardim Camburi. A pessoa que a acompanhava e que era sua carona no carro, afirmou durante as oitivas, que elas beberam água e comeram caranguejo. O estabelecimento não conta com câmeras de videomonitoramento, mas esse relato pôde ser desmentido por meio de imagens postadas nas redes sociais e da comanda. No Instagram, Adriana postou uma foto no local onde é possível ver caranguejos e um copo de cerveja. Na comanda, consta a consumação de cerveja, e não de água. Em seguida, elas foram para um bar no Triângulo, na Praia do Canto. Novamente, a pessoa que a acompanhava conta uma versão inverídica, afirmando durante as investigações que Adriana tomou somente dois goles de cerveja e parou, por não estar se sentindo bem. Entretanto, as câmeras de videomonitoramento mostram que ela levou o copo de cerveja à boca 23 vezes em cerca de 30 minutos. O consumo da cerveja é comprovado também por meio da comanda. Ainda é possível verificar, por meio das imagens fornecidas pelo estabelecimento, que Adriana e a pessoa que a acompanhava começaram a interagir com a mesa ao lado. Em um certo momento, um homem que estava nessa mesa levanta e oferece vodka para a corretora de imóveis. Ela não somente toma quando ele a oferece pela primeira vez, mas também em outras ocasiões, pois ele ofereceu mais de uma vez, e ela também solicitou a bebida algumas vezes. Ao todo, segundo a PC, ela levou o copo de vodka à boca 24 vezes durante o período em que este no bar. Inclusive, o último gole foi cerca de 10 minutos antes do atropelamento. Na cena do crime, a Avenida Dante Michelini, constatou-se, de acordo com a PC, que a motorista estava em alta velocidade, dirigindo a 72 km/h em um local cuja velocidade máxima é de 60 km/h. Luísa foi projetada a uma distância de 40m, e sua bicicleta, a 51m. Foi constatado, ainda, que a vítima, no início da travessia na faixa de pedestre, tentou desviar do veículo, que vinha em alta velocidade, mas não obteve êxito. Quando o crime aconteceu, foi ventilada a possibilidade de um terceiro veículo envolvido, que teria atropelado Luisa e, depois, colidido no carro de Adriana, uma vez que a lateral do automóvel da corretora estava amassada. Entretanto, foi descartada essa hipótese, sendo o amassado na lateral resultado de algum outro acidente. A causadora do atropelamento estava com sua capacidade psicomotora alterada não somente por causa das bebidas alcoólicas que havia ingerido, mas também por ter tomado alguns remédios controlados, como Prebictal, cuja bula alerta para o fato de que pode ocasionar alteração na capacidade de dirigir, e Zolpidem, que pode causar sonolência e insônia. Embora o sinal estivesse aberto para a motorista e fechado para a ciclista, diante dos fatores como embriaguez e alta velocidade, a responsabilidade da motorista não pode ser eximida. O que pode acontecer, segundo a PC, é o juiz levar em consideração esse fato na fixação da pena, podendo reduzi-la. Cobrança por Justiça Em setembro, quando o crime completou cinco meses, a mãe de Luísa fez um desabafo nas redes sociais devido

16/12/2022 / 0 Comments
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​Famílias da Ocupação Chico Prego reivindicam prorrogação do aluguel social

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Famílias encontram dificuldades de ingressar no mercado de trabalho e reivindicam o benefício por mais seis meses O Ministério Público do Espírito Santo (MPES), a Defensoria Pública (DPES) e a seccional capixaba da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) reivindicam à gestão de Lorenzo Pazolini (Republicanos), que prorrogue por mais seis meses o pagamento do aluguel social para as famílias que ficaram cerca de 120 dias acampadas em frente ao prédio da Prefeitura de Vitória. Elas receberão a última parcela em 16 de janeiro, mas por não estarem inseridas no mercado de trabalho, ainda dependem do benefício. Leonardo Sá Uma das lideranças do movimento, Rafaela Regina, informa que a reivindicação foi feita em reunião de negociação realizada nessa terça-feira (13) e que a prefeitura se comprometeu a dar uma resposta no dia 17 de janeiro. Ao todo, são 10 famílias com aluguel social, o que totaliza 29 pessoas. Rafaela destaca que, além de não haver nenhum programa habitacional que contemple as famílias, somente uma pessoa do grupo conseguiu vaga no mercado de trabalho. “A prefeitura falou que seríamos encaminhados direto para o mercado de trabalho. Mas ao chegar no Sine [Sistema Nacional de Emprego], vimos que não era tão fácil, pois algumas pessoas não sabiam ler nem escrever. Conseguimos alguns cursos, mas nem todos com espaço no mercado de trabalho”, diz, destacando que, para tentar resolver o problema, adultos foram encaminhados para a Educação de Jovens e Adultos (EJA) para se alfabetizar, e alguns para cursos do Senac. Outro fator que torna difícil a inserção das pessoas no mercado de trabalho, afirma, é o fato de muitas não terem experiência profissional. Leonardo Sá O acordo que deu fim ao acampamento realizado em frente à se de da prefeitura estabeleceu que, durante o período de seis meses, seria destinado o valor de R$ 600,00 mensais para cada uma das famílias para o aluguel, valor considerado baixo, não permitindo alugar um imóvel com boa infraestrutura. Também foi acordada a garantia de matrícula das crianças e adolescentes na escola e a realização de cursos de qualificação profissional. As famílias estão divididas em moradias alugadas nos bairros Ilha de Santa Maria, Santa Marta, Forte São João e Santo Antônio. Elas têm contado com o Auxílio Brasil. Algumas já tinham e outras conseguiram após o acordo com a gestão de Lorenzo Pazolini, por meio do cadastro no CadÚnico. As famílias saíram do acampamento em sete de agosto. Desde então, têm participado de negociações quinzenais com representantes da prefeitura, com intermédio do MPES. O município é representado nas negociações pela Procuradoria e pelas Secretarias Municipais de Desenvolvimento da Cidade e Habitação; de Assistência Social; de Educação e Cidadania, Direitos Humanos e Trabalho. Mobilização O acampamento em frente à PMV começou em oito de abril, com famílias vindas da ocupação Chico Prego, que estavam na Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Irmã Jacinta Soares de Souza Lima, no Morro do Romão. Elas começaram o acampamento determinadas a finalizar somente após serem recebidas pelo prefeito Lorenzo Pazolini e com garantias de que seriam encaminhadas para um abrigo, conforme decisão do juiz Mario da Silva Nunes Neto. Leonardo Sá Em maio, porém, o magistrado acatou o pedido da gestão municipal de não cumprimento das condicionantes para a reintegração de posse impostas em sentença publicada de março, já que as famílias haviam saído da ocupação na escola. O juiz entendeu que as famílias saíram voluntariamente. As condicionantes determinavam que as pessoas fossem encaminhadas para um local digno com os seus pertences, por um período mínimo de seis meses.  Entretanto, como explicou na ocasião o advogado constituído pelos ocupantes, Thor Lima Braga, a Justiça concluiu que, com a saída das famílias da ocupação em 28 de abril, a ação perdeu o objeto, não havendo motivo para seu prosseguimento. O Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM) contesta que a desocupação foi voluntária. As famílias se revezavam entre a ocupação e o acampamento em frente à prefeitura, montado para reivindicar o cumprimento da decisão judicial de encaminhá-las para um abrigo e que ainda vigora. Contudo, no 22º dia de acampamento, foram despejadas do colégio depois de a gestão municipal inflamar a comunidade contra as famílias, após várias tentativas fracassadas de retirá-las do espaço de maneira ilegal. Na ocasião, Rafaela relatou que, no dia anterior, representantes da prefeitura se reuniram com a comunidade para discutir a apresentação da obra de construção da EMEF, que está fechada desde 2013. Durante a atividade, foi dito que o início das obras dependia da saída das famílias da ocupação e, inclusive, que a licitação já havia sido feita, com possibilidade de perda da verba caso a ocupação não fosse encerrada. Diante disso, prosseguiu Rafaela, dezenas de pessoas que participaram da reunião foram até a escola, onde ameaçaram retirar os pertences das famílias, as xingaram e ameaçaram agredi-las fisicamente. “Um carro da prefeitura apareceu e ainda se prontificou a tirar nossas coisas de lá”, disse, acrescentando que, em meio à confusão, a comunidade deu um prazo para que as famílias se retirassem do local. A gestão de Lorenzo Pazolini chegou a enviar, em 12 de abril, viaturas e guardas da Ronda Ostensiva Municipal (Romu) contra a Ocupação Chico Prego, para efetuar o despejo das famílias. Acompanhando as viaturas e os guardas municipais fortemente armados, foram enviados também um caminhão de lixo e dois tratores, relataram os ocupantes. “Queriam colocar nossas coisas no caminhão de lixo e jogar em qualquer lugar e largar a gente na rua”, contou Rafaela na ocasião. Movimento de Moradia inicia acampamento em frente à Prefeitura de Vitória Famílias da ocupação Chico Prego afirmam que acampamento só acabará após reunião com Pazolini https://www.seculodiario.com.br/cidades/movimento-de-moradia-comeca-acampamento-em-frente-a-prefeitura-de-vitoria Movimento denuncia ameaças de assessor de Pazolini a acampados na PMV Rafaela Regina Caldeira relata que acampados foram ameaçados de prisão, caso não saiam da Prefeitura de Vitória https://www.seculodiario.com.br/cidades/movimento-denuncia-ameacas-de-assessor-de-pazolini-a-acampados-na-prefeitura

16/12/2022 / 0 Comments
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Armandinho é alvo de prisão em ação que inclui pastor, jornalista e empresário

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Futuro presidente da Câmara de Vitória foi encaminhado na noite desta quinta-feira para o CDP de Viana 2 CMV O vereador Armandinho Fontoura (Podemos), futuro presidente da Câmara de Vitória, está entre os políticos presos na operação da Polícia Federal nesta quinta-feira (15), determinada pelo ministro Alexandre de Morais, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para apurar a divulgação de notícias falsas sobre o processo eleitoral e a coordenação de atos antidemocráticos. Ele se apresentou à Polícia Federal e foi encaminhado para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Viana 2. Os mandados incluem ainda o pastor evangélico Fabiano Oliveira; o jornalista Jackson Rangel, editor do portal de notícias Folha do ES, de Cachoeiro de Itapemirim, sul do Estado, preso na Penitenciária de Segurança Média 1; e o empresário Maxcione Pitangui, o Max Pitangui (PTB), derrotado na disputa à Assembleia deste ano, esses dois últimos ainda sem informações sobre o cumprimento da decisão. As quatro prisões, segundo o ministro, são “para manutenção da ordem pública”. O presidente do TSE também determinou a apreensão de passaportes e decretação de afastamento do sigilo bancário e sigilo telemático”. As suspeitas são de crimes contra a honra (artigos 138, 139 e 140), além de incitação ao crime (art. 286) e da tentativa de golpe de Estado (artigo 359-M), todos previstos no Código Penal. Ainda pela manhã, o pastor Fabiano Oliveira postou vídeo de rede social no espaço em frente ao Quartel do 38º Batalhão de Infantaria (CI), em Vila Velha, local de concentração de grupos de seguidores de Bolsonaro, onde rejeitam o resultado das urnas que deu a vitória ao presidente Lula, dizem lutar contra o comunismo que será implantado no Brasil, e causam transtornos à população. O pastor Fabiano Oliveira e o jornalista Jackson Rangel estão entre os investigados da operação. Foto: Redes Sociais Pela manhã, foram cumpridos mandados de prisão contra os deputados bolsonaristas Carlos Von (DC) e Capitão Assumção (PL). Os agentes federais efetuaram buscas nos gabinetes dos parlamentares na Assembleia Legislativa, de onde retiraram computadores, mesmo procedimento realizado na Câmara de Vitória. Em relação aos parlamentares, Alexandre de Moraes determinou a imposição de medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica, proibição de deixar o estado, proibição de uso de redes sociais ainda que por interpostas pessoas, proibição de concessão de entrevistas de qualquer natureza e de participação em qualquer evento público em todo o território nacional. Em caso de descumprimento, há previsão de multa diária de R$ 20 mil. O Capitão Assumção postou nas redes sociais mensagem contestando a prisão: “Urgente: PF na minha casa e no meu gabinete a mando de Alexandre de Moraes. Pratiquei o terrível crime de livre manifestação do pensamento”, com a hashtag #OLadraoNaoVaiSubirARampa e sua foto como cartaz escrito “Censura”. Ao todo, a PF cumpriu nesta quinta-feira mais de 100 mandados de busca e apreensão em sete estados e no Distrito Federal. No Espírito Santo, foram quatro mandados de prisão preventiva e 23 de busca e apreensão. A operação foi realizada em Vitória, Vila Velha, Serra, Guarapari e Cachoeiro de Itapemirim.  PF faz operação no Estado contra extremistas que envolve dois deputados – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/justica/pf-faz-operacao-no-estado-contra-extremistas-que-envolve-dois-deputados

15/12/2022 / 1 Comment
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