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Juventude negra externa suas dores e esperanças em marcha no Centro de Vitória

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Marcha Contra o Extermínio da Juventude Negra exaltou indignação e denúncias, mas também cultura e festividade Leonardo Sá No início da tarde desse sábado (19), a Praça Costa Pereira, no Centro de Vitória, estava lotada. Um grupo de pessoas composto por jovens, em sua maioria negros, sindicatos, coletivos, partidos de esquerda e movimentos populares, aguardava o início da 15ª edição da Marcha Contra o Extermínio da Juventude Negra, organizada pelo Fórum da Juventude Negra do Espírito Santo (Fejunes), que sairia dali rumo ao Museu Capixaba do Negro (Mucane), no Parque Moscoso. Contudo, não era um esperar calado, cansado, introspectivo, mas sim com denúncias, porém, sem deixar de ser festivo. A batalha de hip hop trazia reflexões sobre o racismo estrutural, mas também provocava risos diante do sarcasmo contra quem quer manter o país nas mãos da extrema direita com o argumento de que, caso contrário, “o Brasil vai virar Venezuela” e o povo vai passar a comer cachorro. Também vislumbrava uma nova fase, em que milhões de pratos vazios em um país que voltou ao Mapa da Fome passariam a conter alimentos. Leonardo Sá Leonardo Sá Leonardo Sá Leonardo Sá Leonardo Sá Leonardo Sá Leonardo Sá Leonardo Sá Leonardo Sá Leonardo Sá Leonardo Sá Leonardo Sá Leonardo Sá Leonardo Sá Leonardo Sá Ao sair da Praça Costa Pereira, o teor indignado continuou, em todo o trajeto, a dividir espaço com a festividade, por meio da animação do bloco AfroKizomba e da denúncia contra a violência policial e o racismo institucional. As eleições no Estado, findadas recentemente, foram trazidas à tona. Dessa vez, não mais para conquistar votos para algum candidato, mas para lembrar que o governador Renato Casagrande (PSB), reeleito, assinou um termo de compromisso com o Movimento Negro. Leonardo Sá Assim, entre as iniciativas que o Movimento espera que se concretize é que, no dia primeiro de janeiro, o Palácio Anchieta passe a abrigar um secretariado mais plural, com homens e mulheres negros, não somente brancos. Também foi comemorada a vitória de Jack Rocha (PT) para deputada federal, o que foi mostrado como motivo de alegria pelo fato de que “vai ter mulher preta no Congresso Nacional”. Leonardo Sá A Marcha fez uma pausa no Bar da Zilda, em virtude do significado desse espaço para a resistência da cultura negra e periférica e da proximidade com o Morro da Piedade, comunidade que tem sofrido com a violência policial nos últimos anos. Desceu pela Rua Sete rumo à Avenida Jerônimo Monteiro, chegando ao Mucane, onde a juventude negra continuou a manifestar suas dores e esperanças por meio de cantos, danças, instrumentos musicais, enfim, de uma arte que tem compromisso com a realidade popular. A 15ª edição da Marcha Estadual Contra o Extermínio da Juventude Negra teve como tema “nascem milhares dos nossos cada vez que um nosso cai”, representando a continuidade da luta antirracista. É realizada anualmente em 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, mas este ano foi na véspera por causa da realização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Leonardo Sá Atlas da Violência Jovens e negros são as maiores vítimas da violência no Espírito Santo, de acordo com o relatório Atlas da Violência 2021. Segundo o levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, 53,35% dos homicídios registrados no Estado entre 2009 e 2019 foram de homens de 15 a 29 anos. Já os negros foram vítimas de quase 78% dos crimes. O mesmo levantamento aponta que, no Brasil, um negro tem 2,6 vezes mais risco de ser assassinado do que um não negro. Para o Fejunes, os dados refletem a desigualdade social, o racismo estrutural e o histórico de negação de direitos à população negra no país. Juventude negra: marcha sairá da Praça Costa Pereira rumo ao Mucane Ato que marca luta contra o extermínio da juventude negra terá como tema: https://www.seculodiario.com.br/direitos/juventude-negra-marcha-tera-como-ponto-de-partida-a-praca-costa-pereira Casagrande firma compromisso com entidades da sociedade civil Governador se reuniu neste sábado com o Fórum Igrejas e Sociedade e o Movimento Negro do Estado https://www.seculodiario.com.br/politica/casagrande-firma-compromisso-de-politicas-publicas-com-entidades-da-sociedade-civil

20/11/2022 / 0 Comments
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Caparaó integra rede para proteger muriqui e localizar fêmeas migrantes

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Maior primata da América e em risco de extinção, espécie tem no Caparaó capixaba sua maior população Priscila Pereira A região das montanhas mais altas do Espírito Santo é o abrigo da maior – e possivelmente mais geneticamente diversificada – população do muriqui, o maior primata da América, criticamente ameaçado de extinção. É no Caparaó capixaba, mais precisamente nas florestas de Mata Atlântica protegidas pelo Parque Nacional do Caparaó, que o Brachyteles hypoxanthus encontrou as melhores condições de sobrevivência, ainda que em grupos pequenos e, muitas vezes, isolados entre si, por pastagens e outros monocultivos que avançam entre os remanescentes florestais.  Considerado por muitos o “panda brasileiro” – seguindo a observação feita pelo notório ambientalista estadunidense Russel Mittermeier, presidente da ONG Conservation International (CI) – devido ao seu grande carisma e vulnerabilidade ecológica, o muriqui possui, de fato, atributos naturais que invariavelmente encantam os que o conhecem. Destaca-se o seu comportamento pacífico e amoroso, acima da média dos demais símios, e mesmo aspectos pitorescos de sua sexualidade, como o fato das fêmeas se relacionarem com todos os machos, não havendo as características competições pelo acasalamento. Ele já é o símbolo da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica e objeto de atenção de diversos projetos de ONGs e pesquisadores brasileiros e estrangeiros. Falta, no entanto, uma mobilização humana, científica e conservacionista, semelhante à criada em torno do famoso urso chinês, que possa incidir de forma significativa do status de ameaça do muriqui, hoje na classificação mais grave. A existência desse verdadeiro tesouro natural, tão ameaçado, trouxe pesquisadores da Rede Muriqui para visitar, neste mês de novembro, propriedades rurais localizadas próximo ao parque e entidades ambientais dos municípios do entorno direto da unidade de conservação, para aderirem a essa iniciativa de ciência cidadã que objetiva conectar pessoas que possam ajudar no monitoramento das famílias de muriquis e, especialmente, das chamadas fêmeas migrantes. Diretor da Muriqui Instituto de Biodiversidade (MIB) e coordenador da Rede Muriqui, o biólogo Marcello Nery conta que, além do Caparaó, outros importantes redutos de abrigo da espécie são os parques estaduais Serra do Brigadeiro e Rio Doce, e as Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) Feliciano Miguel Abdala e Mata do Sossego, todos em Minas Gerais. Entre as cinco unidades de conservação, vários fragmentos isolados de Mata Atlântica que esboçam corredores ecológicos em potencial, medida que permitirá uma garantia maior de sobrevivência da espécie. Há ainda a região central serrana do Espírito Santo, especialmente o município de Santa Maria de Jetibá, e também os seus vizinhos Santa Teresa e Santa Leopoldina. As tratativas para a formação dos corredores, ainda iniciais, foram debatidas durante o I Workshop Internacional Corredor Ecológico Brigadeiro-Caparaó, realizado há um ano. Enquanto isso, os pesquisadores da Rede e do MIB atuam em cada região. “Mapeamos 49 municípios. Já rodamos Caratinga, Caparaó e região serrana do Espírito Santo. Daqui seguimos para o Brigadeiro, Ibitipoca, Peçanha, no norte de Minas, e Parque Estadual do Rio Doce”. Apenas mil indivíduos Somando todas essas áreas, a estimativa é de que haja pouco mais de mil indivíduos, 300 deles distribuídos em sete grupos localizados no Caparaó, seis deles na vertente capixaba. Christian de Paula Marcelo observa que, mesmo após décadas de trabalho de tantas instituições e pesquisadores, o muriqui continua muito pouco conhecido. “Mesmo as pessoas do entorno imediato das matas onde ele ocorre, não o conhecem. Quando se depararam com uma fêmea sozinha, não conhecem esse movimento de migração delas e acabam não sabendo o que fazer, como ajudar”. A ideia da Rede Muriqui surgiu a partir de um trabalho feito pela proteção dos macacos, especialmente barbados, dizimados durante a última epidemia de febre amarela, que se encerrou há cinco anos. “Tínhamos 50 proprietários cadastrados e ficamos ainda, dois anos depois de 2017, coletando informações”.  Nesse período, os pesquisadores desenvolveram uma “ficha de campo” que conseguiu ser utilizada por pessoas de todos os níveis de escolaridade, inclusive analfabetos. No formato de calendário, ou “folhinha de parede”, as pessoas apenas marcavam os dias em que haviam feito visualizações ou outros sinais de muriquis nas redondezas. “Monitoramos o retorno dos primatas nesses fragmentos, passada a epidemia, publicamos um artigo e, com base nessa experiência, pensamos nessa estratégia mais ampla, baseada em ciência cidadã, de conexão das pessoas”. Dos bugios para os muriquis foi um pulo.  No Caparaó, a Rede Muriqui se conectou com o Projeto Muriquis do Caparaó executado na região há doze anos pela Rede Ecodiversa. A bióloga Mariane Kaiser coordena o projeto junto com Daniel Ferraz e, ambos, foram estagiários da antropóloga estadunidense Karen Strier, professora e pesquisadora da Universidade de Wisconsin e maior especialista em muriquis do mundo, responsável pelas pesquisas desenvolvidas com a espécie há 40 anos na RPPN Feliciano Abdala, em Caratinga, que abriga a população mais bem conhecida dos muriquis-do-norte. Na Fazenda e RPPN, os muriquis são monitorados diariamente e já se habituaram com a presença dos pesquisadores, fornecendo a maioria das fotos mais emblemáticos do carismático macaco. Christian de Paula “São diferentes projetos unidos para atingir o maior número de pessoas e falar principalmente das fêmeas isoladas. Unir esforços é de extrema importância para a conservação das espécies. Cada indivíduo importa”, afirma Mariane Kaiser, pesquisadora também no Instituto Nacional da Mata Atlântica, com sede em Santa Teresa, onde o Instituto de Pesquisas da Mata Atlântica (Ipema) mantém o Projeto Muriqui. A iniciativa foi tema de reportagem da Revista Século e, em 2003, faturou o primeiro lugar no Prêmio de Reportagem sobre a Biodiversidade da Mata Atlântica, promovido pela Conservation International e a SOS Mata Atlântica.  Em todos esses espaços onde já atuou em favor dos muriquis, Mariane considera que o Caparaó é um dos mais desafiadores, devido ao seu tamanho e acessos difíceis. “Às vezes a gente tem que andar cinco quilômetros mata adentro para encontrar um grupo”.  Uma técnica importante de pesquisa nessa vasta região tem sido o monitoramento com tecnologia, em que armadilhas fotográficas são instaladas nos altos das árvores, onde os arborícolas muriquis passam a maior parte do tempo passeando entre os galhos, com a ajuda

20/11/2022 / 0 Comments
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Encontro Regional de Agroecologia do Sudeste tem diversidade como tema

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Programação inclui vivências em sítios agroecológicos em Alegre e celebração dos 35 anos do Kapi´xawa Redes Sociais O VI Encontro Regional de Grupos de Agroecologia do Sudeste (Erga-SE), que acontece este ano em Alegre, no Caparaó, tem a diversidade no campo e na cidade como tema. De 25 a 27 de novembro, agroecologistas capixabas, mineiros, cariocas e paulistas se encontrarão para trocar experiências, fortalecer a rede agroecológica do Sudeste e comemorar os 35 anos do Kapi´xawa, uma das mais antigas entidades voltadas para a agroecologia no país, localizado no campus de Alegre da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).  As inscrições estão abertas até abertas até esta segunda-feira (21) pela internet. A acolhida aos participantes acontece na quinta-feira (24) e a saída para as vivências logo após uma aula de yoga e café da manhã. Em cada sítio, a oportunidade de viver a rotina da família e realizar uma atividade prática de agroecologia, explica a coordenadora geral do Kapi´xawa, Gabrielly Lamao. Entre as atividades, estão a atuação em um Sistema Agroflorestal (SAF) em estágio inicial, próximo a uma plantação de arroz no brejo e o plantio de água em uma área degradada.  As famílias anfitriãs têm perfis diferentes. Amanda e Renan, por exemplo (foto acima), são um casal jovem que, com a filha, decidiram morar no sítio e trabalhar na terra como principal atividade econômica.  Tais e Vinicius mesclam atividades, ambos são professores – Vinicius é biólogo e professor no Movimento de Educação Promocional do Espírito Santo (Mepes) e Tais é professora da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e têm a agricultura como atividade complementar. Adão e Inês (foto abaixo) são assentados da reforma agrária. Os filhos de Inês estudaram em Escola Família Agrícola, que tem a agroecologia como princípio, e incentivaram a transição agroecológica, também por conta da preocupação com a saúde da família. Redes Sociais Sebastiana e Valdir (foto abaixo) são agricultores camponeses e há aproximadamente 20 anos decidiram não utilizar mais agrotóxicos em sua propriedade por conta própria, também por temor de problemas de saúde, mas também pela preservação do meio ambiente. Gabrielly Lamao conta que, quando o Kapi’Xawa os conheceu, se surpreendeu com a prática agroecológica intuitiva e espontânea dos dois. “Além disso, Valdir faz letras de músicas, poemas e esculturas de barro”, acrescenta. Redes Sociais Rivelino é agricultor familiar e despertou interesse pela agroecologia através do projeto Plantadores de Água. “Ele ia começar a criar gado, mas mudou de ideia e começou a plantar árvores frutíferas na área antes destinada à criação”, conta.  E Newton tem mais de 30 anos de experiências com recuperação da água. Era artesão e trabalhava na feira livre para criar os filhos, tendo viajado por várias partes do país antes de voltar à propriedade da família em Alegre, quando começou a recuperar a terra, muito degradada, com cultivo de arroz e plantios de água. Hoje, o Sítio Jaqueira Agroecologia e Newton são uma referência em agroecologia região.  O retorno das vivências acontece na tarde do próximo sábado (26), sendo seguido pela comemoração do aniversário do Kapi´xawa, com o Grupo Caxambu do Horizonte e um treino-roda de capoeira com o Grupo GCavan, de Alegre.  A programação se encerra no domingo, com uma visita à Feira Agroecológica do Parque Getúlio Vargas, após um café da manhã solidário.  Nutrição e agroecologia Gabrielly ressalta a relação entre agroecologia e nutrição, ciência na qual está se graduando, em Alegre. “Precisa entender todos os processos relacionados ao alimento, desde a produção até chegar na mesa. Eu não me vejo na nutrição sem saber sobre agroecologia”, afirma.  Uma interface importante é com o Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA). “Quando falamos de acesso a alimentos, em quantidade e qualidade, vemos que a feira, o PNAE [Programa Nacional de Alimentação Escolar] e o PAA [Programa de Aquisição de Alimentos] são programas que fazem o elo da nutrição com a saúde humana e ambiental”.  Gabrielly cita também a relação da agroecologia com a Lei Orgânica da Segurança Alimentar (Losan), mais explícita nos artigos 3º e 4º. Neste, é afirmado que “a segurança alimentar e nutricional abrange (…) a ampliação das condições de acesso aos alimentos (…); a conservação da biodiversidade e a utilização sustentável dos recursos; a promoção da saúde, da nutrição e da alimentação da população; a garantia de qualidade biológica, sanitária, nutricional e tecnológica dos alimentos; a produção de conhecimento e acesso à informação; a implementação de políticas públicas e estratégias sustentáveis e participativas de produção, comercialização e consumo de alimentos (…)”. Tudo, sempre, em respeito à diversidade étnica e cultural do país e com atenção especial às populações mais vulneráveis.  Há ainda os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) definidos pela Organização das Nações Unidas (ONU) para o milênio, muito utilizado pelos países e corporações em suas tratativas mundiais e multilaterais, incluindo a Conferência da ONU sobre Clima (COP), que este ano ocorreu no Egito. Dos 17 ODS, a coordenadora do Kapi´xawa destaca seis mais relacionados com a agroecologia: “2. Fome zero e agricultura sustentável; 6. Água potável e saneamento; 10. Redução das desigualdades; 11. Cidades e comunidades sustentáveis; 12. Consumo e produção responsáveis; e 13. Ação contra a mudança global do clima”.

20/11/2022 / 0 Comments
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‘Lutamos porque existe racismo, pessoas morrem por causa disso’

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Filipe Lima, presidente do Fejunes, fala sobre a organização da juventude negra no Espírito Santo Há 15 anos a juventude negra capixaba protagoniza os atos políticos em torno do Dia da Consciência Negra no Espírito Santo, com a realização da Marcha Contra o Extermínio da Juventude Negra. A organização é do Fórum Estadual da Juventude Negra do Espírito Santo (Fejunes), com apoio de outras entidades do movimento negro e da sociedade civil. Além da marcha, o Fejunes também realiza outras atividades políticas e culturais com foco no combate ao racismo. Para saber mais sobre esse trabalho, as pautas da juventude, e a visão sobre o momento político atual, a Entrevista do Século da semana é com Filipe Lima, de 23 anos, graduando em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Estado (Ufes), morador do Território do Bem, em Vitória, integrante do coletivo Afronta e atual presidente do fórum estadual.

19/11/2022 / 0 Comments
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Pacientes impacientes

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Onde esperar é preciso Vendendo saúde ou doente do corpo ou da alma, todo mundo tem seu dia de ir ao médico. Seja para consertar o computador ou fazer um check-up. Com seguro ou sem seguro, com dinheiro ou sem dinheiro, ninguém escapa. Mesmo se os resultados forem satisfatórios, ninguém gosta. Desperdício de tempo e dinheiro, dizem uns; estressante e extenuante, dizem outros. Cansativos, assustadores e monótonos, dizem todos. * Até que os médicos são simpáticos – apertam a mão e mostram o sorriso de quem já faturou só na parte da manhã o que não ganhamos no mês inteiro. Mas os guardiões dos labirínticos corredores das salas de espera quase nunca o são. Claro, o salário é igual ao nosso. Sem falar naqueles longos questionários preenchidos e nunca lidos, com perguntas que nada têm a ver com o corpo ou o estado de espírito do paciente impaciente, e servem apenas para encurtar o tempo de espera na sala de espera. * Quando finalmente chegamos na etapa final dessa via crucis e somos recebidos pela autoridade máxima, ouviremos o diagnóstico que pode salvar ou acabar com nossas vãs esperanças: “Você tem o direito de procurar uma segunda opinião, mas eu acho…” O mundo desmorona bem ali, na frente do julgador supremo, que tem um nome a zelar e não vai arriscar a carreira sem ter certeza de que o paciente tem apenas mais uma semana de vida. Oh vida! * Seja com um final feliz ou doloroso, o problema maior dessa maratona de saúde é o tempo de espera nas salas de espera – onde esperar é preciso. Lá ficamos, vulneráveis, sozinhos com nossas preocupações, por longas horas, que nem naquela música do Chico, esperando, esperando…a sorte ou a morte, o fim da linha ou a estação seguinte. O que fazer nessa derradeira etapa do dia desperdiçado com a saúde? * As opções variam. Evitar ler os cartazes enfeitando as paredes – só falam em doenças. Uma boa ideia é ler livros, caso caibam no bolso ou na bolsa; fazer palavras cruzadas, sudoku, ou ambos e ao mesmo tempo. O celular é um manancial infindável, desde que esteja carregado. Esse é o melhor lugar para ler/responder todos os e-mails atrasados, ou fazer a lista de boas intenções para os próximos anos. Rezar também é recomendado, caso não haja próximos anos armazenados no DNA. * Já que vamos ao médico para cuidar da saúde, melhor seria fazer exercícios físicos. Porque perdemos cada dia mais tempo nas salas de espera, o consultório médico do futuro será uma bem equipada academia, trocando o sentar e esperar por malhar e melhorar. Quando o doutor ou a doutora adentrar o recinto, nós, pacientes impacientes, estaremos tão cansados que nem vamos nos importar com o diagnóstico.

19/11/2022 / 0 Comments
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‘Lutamos porque existe racismo, pessoas morrem por causa disso’

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Filipe Lima, presidente do Fejunes, fala sobre a organização da juventude negra no Espírito Santo Há 15 anos a juventude negra capixaba protagoniza os atos políticos em torno do Dia da Consciência Negra no Espírito Santo, com a realização da Marcha Contra o Extermínio da Juventude Negra.  A organização é do Fórum Estadual da Juventude Negra do Espírito Santo (Fejunes), com apoio de outras entidades do movimento negro e da sociedade civil. Além da marcha, o Fejunes também realiza outras atividades políticas e culturais com foco no combate ao racismo.  Para saber mais sobre esse trabalho, as pautas da juventude, e a visão sobre o momento político atual, a Entrevista do Século da semana é com Filipe Lima, de 23 anos, graduando em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Estado (Ufes), morador do Território do Bem, em Vitória, integrante do coletivo Afronta e atual presidente do fórum estadual.

19/11/2022 / 0 Comments
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André e Camila fazem transição de mandatos na Câmara de Vitória

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Futuro vereador André Moreira ressalta que é preciso reaprender a fazer política para além das redes sociais Sai Camila Valadão, vereadora eleita deputada estadual, entra André Moreira, advogado ligado à defesa dos direitos humanos, que, a partir de fevereiro de 2023, assume o mandato na Câmara de Vitória, mantendo a representatividade do Psol no legislativo da Capital. Desde a eleição de Camila para a Assembleia Legislativa, André vem se articulando afim de, quando empossado vereador, manter o mesmo ritmo do mandato, reforçando-o com os projetos que pretende desenvolver. Ele falou a Século Diário sobre a transição e a necessidade de se reaprender a fazer política. “A gente precisa aproveitar todos os espaços, porque a eleição de Camila foi um presente para todos os capixabas. Ela foi eleita com uma votação expressiva já como vereadora e agora, como deputada estadual, deixa de legado esse mandato complementar na Câmara. O que planejamos? Pela própria iniciativa da Camila, a gente vem fazendo uma transição, uma passagem de como funcionou o mandato, o que ela deixa de projeto, a forma de organização das assessorias, as principais questões que irão acontecer nesses dois anos, na verdade, mostra o meio do caminho”, explica André. “De certa forma, construímos isso, no tempo em que disputamos eleições, porque só concorremos um contra o outro na última de vereador, sempre tivemos eleição paralela”, diz, lembrando que quando Camila foi candidata ao governo em 2014, ele concorreu ao Senado; ela a deputada em 2016, ele a prefeito de Vitória. “Então, nessa última, que não participei, ela teve a oportunidade de dizer ao eleitor que, indo para deputada, quem assumiria o mandato seria eu. E ela faz a transição agora passando todas as condições para a gente trabalhar. Paralelamente a isso, estou fazendo um planejamento do mandato. Quer dizer: é o mandato da Camila, que a gente vai assumir, mas é também o mandato do André, que vai começar de 2023 pra frente”, comenta. Esse planejamento, aponta, “aproveitando a experiência já acumulada, dá uma nova característica, mais ligada à minha pessoa”. André ressalta duas ações importantes que pretende realizar como estruturas centrais de mandato: “o conselho político, que a Camila já tem e a ajudou bastante. Quero aprofundar, e não só com o Psol, mas que envolva os partidos de esquerda e os movimentos sociais, que vão ajudar nas pautas e também em fazer políticas mais concretas”. O futuro vereador acrescenta que ao lado desse conselho – “estou pensando aqui em chamar de escola de política” –, manter uma estrutura germinada,  dentro de uma lógica de que “precisamos aprender a fazer política para acabar uma tentativa que vem desde há muito tempo, difundida nos meios de comunicação de massa, dizendo que a política sempre está ligada à corrupção. Seria uma forma de neutralizar o conceito da antipolítica”, enfatiza. “Esse modelo serviu para muita coisa, como, por exemplo, colocar empresários na política – não é que eles não possam -, mas empresário não tem nada melhor do que o trabalhador, o profissional liberal. E aí eles querem colonizar o político com outras estruturas de mercado. Para isso foi preciso fazer uma campanha muito grande contra o político e, obviamente, o que a gente chama de classe política ajudou bastante nesse processo”, aponta, e destaca que a escola possibilitará um reaprendizado do modo de fazer política. André afirma que, antigamente, existia um enraizamento nas comunidades. “Isso foi se perdendo e o debate na comunidade foi trocado pelo acordo com o patrão; no sindicato foi trocado o chão de fábrica pela mesa de negociação. Havia tempo em que a mesa de negociação era 80% chão de fábrica e 20% mesa, hoje é quase 100% mesa, ou seja, não se tem categoria com disposição para fazer uma greve, uma negociação coletiva”, comenta, criticando que “tudo é colocado na mão do sindicato, como e fosse dar conta de tudo, e o sindicato assume essa posição”. Para ele, é preciso reaprender a fazer política para além das redes. “As pessoas que estão na rede acham que estão fazendo política, mas política se faz nas ruas, nas comunidades. É preciso estabelecer o que é de natureza pública e privada, os limites das minhas convicções religiosas e o espaço público, então é uma via de mão dupla, vamos aprender também, porque a esquerda desaprendeu onde está o centro da política, que é na rua, na comunidades, em contato com o trabalhador”. Questionado sobre a ocupação desses espaços, ressalta: “Um monte de gente, desde a igreja neopentecostal, essa direita maluca que ocupou muito bem pelo menos esse espaço imaginário com as pautas conservadoras. Hoje você tem uma situação estranha de traficantes evangélicos que lutam contra, por exemplo, igrejas de matriz africanas, colonizaram comunidades mais novas. Precisamos reconstruir essa discussão, para tentar aproveitar essas pré-disposição que as pessoas têm hoje, de falar de política, mesmo que erradamente”.

19/11/2022 / 0 Comments
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​Editais da Secult serão lançados na próxima quarta-feira

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Na coluna: promessa de investimento recorde; uma biografia de Edson Papo Furado; oficinas gratuitas sobre samba POLÍTICA CULTURAL Secult promete investimento recorde em editais  O ano de 2022 já está perto do final e finalmente foi anunciada a apresentação dos editais deste ano para projetos a serem financiados pelo Fundo Estadual de Cultura (Funcultura). O lançamento vai ser na quarta-feira (23), às 17h, no Palácio Anchieta, sede do governo estadual, com presença do governador Renato Casagrande (PSB), em evento aberto ao público. O secretário estadual de Cultura, Fabricio Noronha, prometeu “maior investimento da história, novas linhas e uma série de novidades, que garantirão ainda mais acesso e capilaridade”. Secretários apontam quatro pontos para governo de transição  Divulgação Como mencionei na última semana, o Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Estaduais de Cultura esteve reunido em Porto Alegre (RS). Entre os resultados, está a publicação de uma carta encaminhada para a equipe de transição do governo Lula com sugestões para o setor. Assinada por 22 dirigentes estaduais da pasta, a começar pelo secretário capixaba, presidente do Fórum, a carta destaca quatro pontos centrais: a recriação do Ministério da Cultura, a inclusão das leis nacionais da cultura no orçamento (leis Paulo Gustavo, Aldir Blanc 2 e Rouanet), retomada do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) e aprovação do Marco Regulatório da Cultura. A carta completa você pode ler aqui. ESPAÇOS CULTURAIS Eliziário completa 6 anos de existência Um dos espaços independentes que dão orgulho para a cultura capixaba, o Centro Cultural Eliziário Rangel, em São Diogo, na Serra, completa seis anos de existência e resistência – incluindo uma pandemia que paralisou atividades presenciais por cerca de dois anos. Para celebrar, no dia 19 de novembro, o local recebe programação especial de 8h às 21h, incluindo oficinas, debates, contação de histórias, teatro, ensaio aberto, almoço cultural, lançamento de livro, apresentação musical e outras atrações. A programação completa está no Instagram do Centro Cultural. IAC faz 10 anos de trabalho em Cariacica  Já o Instituto Aprender Cultura (IAC), localizado no bairro Flexal 2, em Cariacica, completa uma década de existência. Em suas redes, a entidade iniciou uma série de posts sobre a trajetória iniciada em 2012. As primeiras imagens publicadas mostram a oficina de skate que rolou na comunidade no início das atividades do Instituto. Muita coisa aconteceu de lá pra cá, e o espaço se fortaleceu bastante. Entretanto, algumas dificuldades persistem. Recentemente, o IAC teve que vir a público contra o descaso, da Companhia Espírito-Santense de Saneamento (Cesan), já que o local estava há mais 30 dias sem água, pese os reiterados pedidos. LITERATURA Biografia de Edson Papo Furado será lançada em dezembro  No dia 3 de dezembro, um sábado, a partir das 17h30, no Centro Cultural Sesc Glória, será lançada a biografia Mudando de Conversa com Papo Furado, escrito por Wagner Silva Gomes, sobre uma verdadeira lenda viva do samba do Espírito Santo, o cantor e compositor Edson Papo Furado, hoje com 83 anos de idade. A obra é autoria de Wagner Silva Gomes, com edição da Pedregulho, trazendo os principais aspectos da vida pessoal e artística do sambista, que foi intérprete da Escola de Samba Unidos da Piedade, a agremiação pioneira no carnaval do Estado. MÚSICA Oficinas gratuitas sobre samba  Zanete Dadalto De 28 de novembro a 3 de dezembro, acontece o projeto Samba que Eu Quero Ver, com uma série de atividades na Casa da Cultura Sônia Cabral, no Centro de Vitória. A programação vai incluir música, cinema, rodas de conversa, gastronomia, exposições fotográficas, e vai ser divulgada em breve nas redes do projeto. Mas já estão abertas até 24 de novembro as inscrições gratuitas para três oficinas, sobre interpretação de samba-enredo, percussão de bateria e técnicas de cobertura audiovisual do carnaval. A inscrição é aberta a todos e tem como foco jovens integrantes das agremiações do samba capixaba. AUDIOVISUAL Documentário conta história de assentamento capixaba  O Assentamento Zumbi dos Palmares em São Mateus, que completa 23 anos de história, será tema do documentário Construindo Sonhos, Resgatando Dignidade, do cineasta Paolo Souza. O lançamento está previsto para o dia 16 de dezembro no próprio assentamento, construído pelo Movimentos dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

19/11/2022 / 0 Comments
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Com aumento de 156% dos casos, Estado vive sexta onda da Covid-19

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Secretaria de Saúde alerta para necessidade de redobrar cuidados, como higienização das mãos e uso de máscaras Da semana epidemiológica 44, que corresponde ao final de outubro, até a 46, que é a atual, houve aumento de 156% nos casos de Covid-19 no Espírito Santo. O número de notificações saltou de 3,1 mil para 8,4 mil. Somente nessa quarta-feira (17), foram 1 mil. As informações foram divulgadas pelo secretário estadual de Saúde, Tadeu Marino, em coletiva de imprensa realizada nesta sexta-feira (18), da qual também participou o subsecretário de Vigilância em Saúde, Luiz Carlos Reblin.  Marino afirma que o Estado vive a sexta onda da Covid-19, sendo necessário redobrar cuidados, como higienização das mãos e uso de máscaras em ambientes fechados, principalmente idosos e quem tem imunossupressão. “A vacinação é extremamente importante, assim como o uso de máscaras. A vacina faz imunidade de rebanho, menos possibilidade de infecção, e mesmo que a pessoa seja infectada, há menos possibilidade de internação, de casos graves e de óbito”, diz. De acordo com o secretário, 34% dos idosos estão com o esquema vacinal incompleto. Ele recorda que 73% dos óbitos registrados durante toda a pandemia foram de pessoas desse grupo. No momento, há 51 pessoas internadas com Covid-19, sendo 46 na enfermaria e cinco na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). O Laboratório Central (Lacen) tem recebido 240 mostras de exames por dia, um índice de 14,1, bem superior ao 1,2 da última semana de outubro. Ainda assim, afirmou o secretário, a obrigatoriedade no uso de máscara será mantida somente nos estabelecimentos de saúde e não haverá restrições a atividades econômicas e sociais. Dos 78 municípios capixabas, 71 estão há mais de 60 dias sem registro de óbito. Além disso, Reblin informou que, nessa segunda-feira (21), o Ministério da Saúde irá encaminhar vacinas da Coronavac para crianças de três e quatro anos. Ainda não há, no Brasil, disponibilização das chamadas vacinas bivalentes, ou seja, aquelas que abarcam, inclusive, a variante Ômicron, mas o pedido de disponibilização já foi protocolado no Ministério da Saúde e na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “Acreditamos que será a grande vacina do próximo ano”, aponta o secretário de Saúde. Durante toda a crise sanitária, o Estado registro cerca de 1,2 milhão de casos de Covid-19, 14,8 mil óbitos e taxa de letalidade de 1,2, segundo o subsecretário de Vigilância em Saúde, Luiz Carlos Reblin, uma das menores do país. Também foram feitos cerca de quatro milhões de testes, entre antígeno e RT-PCR. Dengue Também participou da coletiva o chefe do Núcleo Especial de Vigilância Ambiental da Secretaria Estadual de Saúde, Roberto Laperriere Júnior. Ele deu informações sobre o Dia Nacional de Combate à Dengue, que acontece sempre no penúltimo sábado de novembro. Em 2022, portanto, será neste sábado (19). No Espírito Santo, a Secretaria da Saúde (Sesa) repassou aos municípios informações sobre a importância das campanhas educativas a serem realizadas em cada um. Entre as ações definidas pelo Ministério da Saúde, estão mutirões de limpeza e atividades educativas.

18/11/2022 / 1 Comment
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Militantes fazem ato para reafirmar bandeira como símbolo nacional de todos

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Bandeira do Brasil e as cores verde e amarela foram sequestradas pelo presidente Jair Bolsonaro e seus seguidores O Dia da Bandeira, celebrado neste sábado (19), foi a forma encontrada pela militância do PT e de outros partidos de esquerda para ocupar espaços nas ruas, esvaziadas depois das comemorações pela vitória do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva. Grupos de manifestantes organizam vários atos, entre eles uma concentração na Praça dos Namorados, Praia do Canto, às 10h30, para refirmar a bandeira como símbolo nacional de todos os brasileiros. A bandeira e as cores verde e amarela foram sequestradas pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) e incorporadas ao seu partido, levando muitos brasileiros e terem vergonha de usar vestes com essas características. Uma ação de marketing político que lhe rendeu visibilidade e contribuiu para esconder a ineficiência de gestão. A iniciativa visa suprir a ausência de uma movimentação mais ampliada de trabalhadores, necessárias, segundo a militância de partidos progressistas, no momento em que Lula começa a ser objeto de críticas de representantes do mercado financeiro, como os banqueiros Armínio Fraga, Pérsio Arida e Pedro Malan, e, ao mesmo tempo, persistem as badernas bolsonaristas em vários pontos do país, inclusive em frente ao quartel do Exército, na Prainha, em Vila Velha, e também em Linhares, norte do Estado. Após o ato de celebração à bandeira, na Praça dos Namorados, haverá apresentação do Chorinho da Praça, tradicional reunião de artistas realizada desde as última campanha eleitoral, e depois restauração de um muro na entrada da Terceira Ponte, do lado de Vitória, com a substituição de frases agressivas ao presidente eleito, trabalho do grafiteiro Sagaz. Os organizadores desses atos mobilizam entidades sindicais e movimentos sociais e já expediram convites a lideranças políticas, entre elas, a presidente estadual do PT e deputada federal eleita, Jack Rocha, que ainda não confirmou presença.

18/11/2022 / 0 Comments
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