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Aumento de transtornos cognitivos pode ter relação com metais pesados

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“Medir a contaminação nos peixes é a primeira etapa. Agora é preciso analisar amostras humanas”, defende Fiocruz Leonardo Sá O aumento no número de casos de autismo e outros transtornos cognitivos em crianças pode ter relação com a contaminação da água e do pescado com metais pesados, como mercúrio, chumbo, cádmio e outros, decorrente do crime da Samarco/Vale-BHP ocorrido há sete anos. E precisa de investigação científica para que sejam tomadas medidas de saúde pública e de compensação e reparação dos danos.  A afirmação é da pesquisadora em Saúde Pública da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio da Fundação Oswaldo Cruz (EPSJV/Fiocruz) Ana Cláudia Vasconcellos, que apresentou uma análise dos dados da Aecom do Brasil sobre insegurança no consumo de pescado oriundo da região atingida pelos rejeitos de mineração.  A apresentação aconteceu em evento organizado pelo Movimento dos Atingidos por Barragem (MAB) em alusão aos sete anos do crime, completados no último sábado (5). “Medir os níveis de contaminação nos peixes é só a primeira etapa. É preciso investir na direção do monitoramento humano também e coletar amostras de cabelo e de sangue das pessoas, para medir os níveis de contaminação da população que vive naquela região, que come peixe regularmente, que bebe da água do rio, enfim. E aí eu estou falando de todos os contaminantes. Porque minha área de estudo é o mercúrio, mas existem dezenas de outros contaminantes”, afirmou a cientista.  Perita judicial designada pelo juízo da 12ª Vara Federal (atual 4ª Vara Federal) de Belo Horizonte, responsável pelos julgamentos das ações referentes ao crime cometido pelas mineradoras contra o Rio Doce, a Aecom do Brasil demonstrou a preocupante contaminação do pescado nos ambientes dulcícola (rio), estuarino (foz do rio) e marinho, tendo suscitado ao juiz responsável, Michael Procópio Ribeiro Alves Avelar, a determinação de providências por parte dos órgãos de meio ambiente e saúde junto à população atingida.  Em sua análise dos dados oficiais, Ana Claudia Vasconcelos fez um recorte mais próximo da realidade de consumo de peixe das comunidades costeiras e ribeirinhas do Espírito Santo e afirmou que mesmo um consumo baixo (50g/dia) de peixes predadores podem estar provocando problemas de saúde diversos nas pessoas de variadas idades.  O impacto maior, destaca a pesquisadora, recai sobre gestantes, devido aos fetos que desenvolvem, bem como crianças com até cinco anos de idade, devido à fragilidade do cérebro, ainda em formação, o que pode provocar autismo e outros transtornos cognitivos. O aumento de casos desses problemas neurológicos foi relatado por atingidos presente no evento.  “Em Colatina, o número de crianças nascendo com autismo e outros transtornos e síndromes de fundo neurológico cresceu muito, segundo a percepção dos moradores. E a gente sabe que existem muitos estudos que associam a contaminação por metais pesados com o aparecimento desses transtornos. Esses casos que a população percebe podem estar sim associados ao consumo de água e peixes contaminados por metais pesados, em geral pelas mulheres durante a gestação”, afirma.  Mãe de uma criança com autismo e integrante de um grupo de mães com este perfil em Colatina, Alessandra Silva Gobbi foi uma pessoa que relatou essa percepção do aumento dos transtornos cognitivos em crianças na cidade. “No TEApoio, a gente tem percebido um aumento no número de casos de atraso cognitivo nas crianças”, afirmou, referindo à Comissão de Pais e Amigos das Pessoas com Autismo (TEApoio). Também integrante do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), ela ressalta que “o Rio Doce é o único recurso hídrico de Colatina, então é muito preocupante, não só pelo consumo do peixe, mas também da água, porque nem todo mundo tem condições de comprar água mineral”.  Ana Claudia alerta que mesmo as pessoas que usam água mineral para beber, há risco de contaminação humana por metais pesados já detectado nos peixes, pois usos como para cozinhar, banhar e irrigação de agricultura podem provocar problemas de saúde.  “O Estado tem que começar a ligar as duas coisas. A gente precisa que as instituições de pesquisa comecem a se mover para que as respostas apareçam. Nós, no MAB, temos um chamado muito grande para a saúde, a gente busca as respostas, porque não temos o monitoramento da saúde das pessoas. Eu não tenho dados científicos dentro do município, mas gostaria muito de ter esse estudo, essa pesquisa”, reivindica. “É preciso verificar a contaminação humana, porque isso traz mais evidências científicas e fortalece a ideia de que as pessoas estão adoecendo por causa dessa tragédia e que é necessário indenização e que a Samarco responda por isso e pague por todos os exames”, reforça a cientista.  Assessoria técnica O evento de sete anos do crime também suscitou entre os atingidos a necessidade de realizar um levantamento das principais demandas a serem tratadas pela Assessoria Técnica escolhida para os territórios capixabas, a Associação de Desenvolvimento Agrícola (Adai).  A expectativa é de que a Adai inicie em breve os trabalhos, já que no dia 13 de outubro, o juiz Michael Procópio Ribeiro Alves Avelar determinou que as empresas fizessem a contratação imediatamente. O recurso impetrado pelas mineradoras, a princípio, não deve obstruir essa decisão, afirma Marcus Tadeu, membro da coordenação nacional do MAB. “Assim que elas assinarem o termo de compromisso do juiz, a contratação acontece”. Enquanto isso, os atingidos se organizam por territórios, desde Baixo Guandu até o litoral, e por categorias, como pescadores informais e formais, artesãos, comerciantes, agricultores…para levantar as diretrizes das pautas mais importantes, para que a Adai inicie os trabalhos. “Nós sabemos, por exemplo, que a matriz de danos da Fundação Renova está errada, então os atingidos vão pensar os elementos de uma nova matriz de danos, para quando a assessoria chegar, ajudar a construir tecnicamente essa matriz para cada categoria”, explica. Problemas neurológicos já podem ser realidade na população atingida Fiocruz apresenta análise sobre metilmercúrio em peixes em evento de sete anos do crime da Samarco/Vale-BHP https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/problemas-neurologicos-ja-podem-ser-realidade-na-populacao-atingida

10/11/2022 / 0 Comments
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Empresária que xingou nordestinos é indiciada pela Polícia Civil

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Indiciamento pelo crime de racismo com ataques xenofóbicos foi encaminhado para o Ministério Público  A Polícia Civil (PC) indiciou a empresária Eliziane Santos Neves, bolsonarista e moradora de Cariacica, pelo crime de racismo, com ataques xenofóbicos, praticado em redes sociais. O indiciamento foi realizado pelo 16º Distrito de Polícia, e encaminhado ao Ministério Público do Espírito Santo (MPES), nessa quarta-feira (9). Logo após o resultado das eleições que consagrou Lula (PT) presidente eleito, ela gravou um vídeo em que xinga nordestinos e profere palavras de ódio.  Reprodução No vídeo, a empresária começou sua fala chamando os nordestinos de “passa fome”. Logo em seguida, ordena que não saiam de sua região rumo ao Sudeste. “Agora não venham aqui para vender suas redes não, amores. Continuem aí nas cidades de vocês, não venham para cá não, bando de miseráveis, pobres fodidos da casa do caralho. Continuem no Nordeste de vocês. Bando de cabeça chata do caralho. Continuem aí onde vocês estão, está bom? Fiquem aí. Não venham para cá, não. Não venham para o Sudeste vender as redes de vocês, não. Bando de pobres fodidos. Passa-fome. Vai depender de Bolsa Família para o resto da vida. Vocês gostam sabe de quê? De esmola. Vocês não gostam de Carteira de Trabalho. Vocês não gostam de trabalhar, não, desgraça”. Eliziane prossegue dizendo “aqui oh, no final do ano, eu vou para o Nordeste passar férias, e sabe quem é que vai me atender? Vocês, numa mesa de bar. Entenderam, amores? Sabe quem é que vai esmolar quando eu passar com o meu carro? Vocês, seu bando de fodidos. Vocês que vão esmolar nas praias que eu vou sair do Sudeste para curtir. Sabem por quê? Porque vocês merecem. Vocês merecem pedir esmola, como sempre. Está bom? Nós vamos sair daqui, vamos curtir como turistas e vocês como pedintes”. De acordo com a PC, a empresária compareceu à delegacia e, durante os depoimentos, confessou que gravou o vídeo, mas não soube alegar o motivo. “Ela disse ainda que havia consumido muita bebida alcoólica, que toma remédio controlado e acordou no outro dia não se lembrando de nada”, conta a titular do 16º Distrito de Policial, delegada Argentina Leopoldina da Silva Neta Armantrout. Ainda durante as oitivas, a suspeita informou que estava arrependida e que em sua página de Instagram publicou, após os fatos, um pedido de desculpas, o que não impediu que ela fosse indiciada pelo crime previsto no Art. 20, parágrafo 2, da lei 7.716/89.  Com base nessa legislação, o advogado André Moreira protocolou uma notícia-crime pela prática de racismo em face de Eliziane. Ele aponta que a empresária fez discriminação baseada na origem e nas condições social e econômica dos nordestinos, associando isso a características biológicas e fenotípicas, chamando-os de “cabeça chata”, o que configura crime de racismo. Também explica que Eliziane se baseia em “uma suposta superioridade ética e moral de quem vive no Sudeste”. “São essas pessoas que se dizem nacionalistas, mas nacionalismo de verdade, é aquele que reconhece a integralidade de manifestações culturais e étnicas do país. O Brasil não é somente o Sudeste e o Sul”, pontua. Advogado protocola notícia-crime contra empresária que ofendeu nordestinos Eliziane Santos Neves gravou vídeo proferindo expressões como https://www.seculodiario.com.br/justica/advogado-da-entrada-em-noticia-crime-contra-empresaria-que-ofendeu-nordestinos

10/11/2022 / 1 Comment
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Vice-prefeita expõe razões do conflito com Pazolini em evento na Gruta da Onça

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Capitã Estéfane disse que tinha que assinar dispensa de licitação da contratação do Carnaval, o que ela não fez Um dia depois de perder para o prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos) a disputa pelo microfone em uma solenidade em Jardim Camburi, a vice-prefeita de Vitória, Capitã Estéfane (Patri), finalmente conseguiu falar ao público. Na inauguração do parque Gruta da Onça, Centro de Vitória, nesta quinta-feira (10), ela discursou sob o olhares atentos do prefeito, do vereador Davi Esmael (PSD), presidente da Câmara Municipal, entre outros aliados, e um pequeno grupo, com crianças. Capitã Estéfane expôs razões da situação conflitante com o prefeito, que se arrasta desde o início da gestão, e tem relação ainda com o preenchimento de cargos, além de afetar o bloco de seguidores do presidente Jair Bolsonaro (PL) no Estado do qual ela e Pazolini fazem parte, em baixa antes mesmo do final do pleito. Ela confiava que, com o afastamento e mudança de partido, do Republicanos para o Patriota, poderia reforçar sua candidatura à Câmara Federal, o que não ocorreu: obteve pouco mais de 10 mil votos.  Em sua fala, a vice-prefeita citou um “pacote de bondades”, que a levou a ocupar a Secretaria de Cultura, temporariamente, e outros desentendimentos. “Em fevereiro de 2021, fui nomeada secretária de Cultura, cargo que preferi não assumir, porque junto como ‘pacote de bondades’, veio a exoneração de meu assessor, com o argumento discriminatório, ilegal, e eu tinha que assinar a dispensa de licitação da contratação do Carnaval, recomendada pela lei e contra a indicação técnica de servidores da secretaria, o que eu não fiz”, relatou. Ela voltou a exigir respeito – “que eu mereço, a cidade merece” -, pediu desculpas por ter que usar o espaço para “dizer essas coisas”, e enfatizou: “Só peço aos vereadores e às pessoas que acompanham esse processo, que não tentem me colocar como a errada (…)”, passando em seguida a se dirigir às crianças que estavam presentes ao ato. O episódio dessa quarta-feira denunciado por Estéfane, cujo vídeo viralizou nas redes sociais, se soma a outro recente, na segunda (7), durante a entrega de viaturas da Guarda Municipal, na Praça Costa Pereira, no Centro, quando também não teve direito a discursar. No mercado político, a situação passou a ficar mais evidente nos últimos meses, quando ela deixou o Republicanos e declarou apoio, no segundo turno, ao governador Renato Casagrande (PSB), adversário de Carlos Manato (PL), o candidato do grupo político do prefeito. Como pano de fundo desse conflito, que passa por disputa por fatias de poder vias cargos comissionados, destaca-se ainda a crise no grupo do prefeito Pazolini, que, segundo o mercado político, mergulha numa fase de isolamento, cujo conflito com a vice-prefeita, mesmo sem liderança política, contribui para afastar aliados. A menos de dois anos das disputas municipais, a situação já é apontada como um complicador no caminho à reeleição. Ao mesmo tempo, crescem os movimentos de outros atores políticos da Capital, entre eles o deputado eleito João Coser e a filha, vereador Karla, do time do PT, em busca de maior protagonismo eleitoral no Espírito Santo, visando fortalecer o campo da esquerda. Pazolini tira microfone da mão de sua vice em evento da Prefeitura de Vitória – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/politica/pazolini-impede-vice-prefeita-de-falar-em-evento-da-prefeitura-de-vitoria Crise no Republicanos afasta aliados, desfaz blocos e ofusca lideranças – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/politica/crise-no-republicanos-afasta-aliados-desfaz-blocos-e-silencia-liderancas

10/11/2022 / 0 Comments
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Vacinas para bebês com comorbidades chegam ao Estado nesta sexta

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Imunização precisa ampliar. Estudo mostrou ausência de comorbidade em metade dos óbitos de crianças e adolescentes Rovena Rosa/ABr O Espírito Santo poderá iniciar a vacinação contra Covid-19 das crianças com seis meses a dois anos e onze meses de idade, com comorbidades, a partir desta sexta-feira (11), quando chega o primeiro lote das doses do imunizante Pfizer-BioNTech destinado a esse público. A expectativa é de chegada no aeroporto às 8h.  Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), serão 13 mil doses enviadas pelo Ministério da Saúde, que seguirão para as regionais do interior do Estado no mesmo dia. Também nesta sexta-feira, deve ser publicada a Nota Técnica da Comissão Intergestores Bipartite do Estado (CIB-ES) com detalhamento da operacionalização da vacinação. O que já se sabe é que o esquema vacinal é de três doses.  O quantitativo, portanto, cobre a estimativa da Sesa em relação à população público-alvo dessa etapa de imunização, formado por 4,3 mil bebês. É preciso, no entanto, ampliar com urgência essa cobertura, alerta a professora da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e doutora em Epidemiologia Ethel Maciel. Além de atrasada dois meses – foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 16 de setembro -, a vacinação desse público continua limitada aos bebês com comorbidades, quando já deveria abarcar a todos.  “A situação é ruim e o atraso do Ministério, irresponsável”, afirmou Ethel em entrevista à BBC News Brasil. Em suas redes sociais, a epidemiologista mencionou ainda um estudo brasileiro recente mostrando que, em metade dos óbitos de crianças e adolescentes, não havia registro de comorbidades prévias, o que ressalta a fragilidade desse público e a necessidade de ampliar e agilizar sua imunização. “Há também os casos de Covid longa, em que a gente sabe que a vacina tem eficácia para diminuir o desenvolvimento”, acrescenta.  Vacina é estratégia coletiva Há que se lembrar ainda os efeitos coletivos da vacinação de toda a população apta, ou seja, todos os que possuem seis meses ou mais de vida. Uma postagem feita pela cientista, relacionada ao debate sobre compra de imunizantes, fora do Sistema Único de Saúde (SUS), se encaixa nessa reivindicação pela ampliação e agilização da vacina de todos os bebês.  “Vacina não é remédio. Vacinação é estratégia coletiva. Se você comprar e se vacinar e todo seu entorno não vacinar, o vírus pode fazer uma mutação e sua vacina não servir para nada. (…) Se alguém em algum lugar ficar sem vacinação, e o vírus fizer uma mudança em sua estrutura, todo o esforço será perdido. Precisamos do maior número [de pessoas] em todos os lugares vacinados. Imunidade coletiva”.

10/11/2022 / 0 Comments
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Deputados estaduais terão mais dinheiro em emendas parlamentares

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Projeto do Orçamento 2023 será encaminhado para votação no plenário da Assembleia em 13 de dezembro Os deputados estaduais terão pelo menos R$ 1,5 milhão de emendas parlamentares, representando 50% de aumento em relação a este ano, com possibilidade de alcançarem R$ 2 milhões, segundo o presidente da Comissão de Finanças da Assembleia Legislativa, deputado Freitas (PSB), ao comentar, nesta quinta-feira (10), o projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA) 2023. “Estamos confirmando neste momento que as emendas serão de pelo menos R$ 1,5 milhão”, afirmou o parlamentar. “Estamos trabalhando no sentido de que possamos alcançar R$ 2 milhões”, completou. Segundo revelou, há um diálogo para sensibilizar o governo nesse sentido, haja vista o crescimento do orçamento e a inflação, que afetou o valor de equipamentos, bens e serviços. O Projeto de Lei (PL) 457/2022 foi protocolado no dia 30 de dezembro e estima as receitas e fixa as despesas públicas do Estado em R$ 22,5 bilhões. Essa verba é 11% maior que a aprovada no ano passado. Com o R$ 1,5 milhão confirmado pelo deputado, o Executivo terá de remanejar mais R$ 15 milhões para a reserva técnica atual, de R$ 30 milhões, detalhando de onde sairá esse recurso. O prazo para que os deputados apresentem emendas à peça orçamentária começou no último dia 11 e se encerra em 24 de novembro, de acordo com protocolo do cronograma aprovado na reunião da Comissão de Finanças. Existe uma determinação regimental para que até dia 5 de dezembro o Orçamento 2023 seja devolvido com parecer do colegiado ao Plenário para votação dos deputados (artigo 238, parágrafo 2º e inciso III da Lei 2.700/2009). Entretanto, o deputado Freitas, que também é o relator do processo, justifica que o projeto chegou em suas mãos com atraso e que é preciso respeitar o mínimo de 10 dias de intervalo para apresentação das emendas. O calendário para apreciação das emendas é o seguinte: análise das emendas na comissão, de 25 de novembro a 7 de dezembro; elaboração e revisão do parecer do relator, dias 8 e 9 de dezembro; apresentação do relatório à comissão, 12 de dezembro; votação do parecer na comissão, 13 de dezembro, e encaminhamento do parecer ao Plenário, 13 de dezembro.  Por meio das emendas parlamentares, os deputados podem direcionar verbas a diversas instituições em todo o território capixaba, sobretudo para as entidades do terceiro setor. “O parlamentar consegue alcançar situações que o governo não consegue alcançar”, frisa o deputado, citando como exemplo as entidades filantrópicas e associações urbanas e rurais.

10/11/2022 / 2 Comments
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Prefeitura de Vitória insiste em fechamento de CMEI na Ilha de Santa Maria

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Na contramão de pleito da comunidade, secretária Juliana Rohsner alega que não há demandas e espaço físico é pequeno Apesar de a comunidade não querer o fechamento do Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Luiz Carlos Grecco, na Ilha de Santa Maria, em Vitória, e inclusive reivindicar a ampliação de seus serviços, a gestão de Lorenzo Pazolini (Republicanos) está decidida a encerrar as atividades da unidade de ensino de forma gradual. Isso foi deixado claro em uma reunião entre a secretária municipal de Educação, Juliana Rohsner, e os moradores, realizada nessa terça-feira (8). A prefeitura manteve a postura de garantir que os atuais alunos prossigam na escola em 2023, mas sem que a unidade de ensino receba novas matrículas. Assim, à medida que os estudantes avançaram para o ensino fundamental, turmas serão fechadas, até que não haja mais nenhum aluno na escola, encerrando suas atividades depois de cerca de 40 anos de funcionamento. Uma das reivindicações da comunidade é de que o CMEI passe a oferecer turmas em horário integral e também o berçário, que contempla crianças entre seis meses e um ano, já que atende somente alunos entre dois e seis anos. O argumento da secretária para não atender as reivindicações de permanência do CMEI e de ampliação de seus serviços, segundo a ajudante de cozinha Rosana Ferreira dos Santos, que tem filhos matriculados na escola, é de que o espaço físico não comporta e que não há demanda. Entretanto, segundo Rosana, a comunidade apresentou alternativas, todas descartadas pela gestora. Uma delas foi a compra de um imóvel ao lado, que chegou a ser cogitada na gestão do então prefeito Luciano Rezende (Cidadania), mas que não foi possível, pois a proprietária desistiu da venda após a gestão municipal rebaixar o valor. Quanto à redução no número de matrículas, isso acontece por causa das próprias decisões da administração municipal. “Como os pais vão matricular as crianças se o que a gente precisa é do integral e eles não oferecem mais?”, questiona Rosana. As opções de CMEI dada aos moradores que querem matricular seus filhos em 2023 são na Ilha de Monte Belo, Jucutuquara e Avenida Vitória. Como o Luiz Carlos Grecco atende aos moradores da parte alta da Ilha de Santa Maria, eles teriam que subir e descer morro ao levar e buscar as crianças na escola, algumas vezes, com elas no colo. Entretanto, de acordo com Rosana, muitas famílias dependem de pessoas idosas, como as avós, para essa tarefa, que passa a ser mais difícil devido à necessidade de esforço físico. Outro problema é o investimento que as famílias terão que fazer em transporte escolar diante da possibilidade de que não haja pessoas que possam levar nem buscar as crianças. Além das turmas em horário integral, os moradores querem que sejam ofertadas possibilidades de estudo nos turnos matutino e vespertino, pois a gestão de Pazolini quer ofertar somente na parte da tarde a partir do ano que vem. Na sessão dessa segunda-feira (8), a vereadora Camila Valadão (Psol) informou que encaminhou um requerimento de informação para a prefeitura. Ela fez um apelo para que sejam construídas alternativas de mobilização com a comunidade para que o equipamento se mantenha aberto. Depois destacou que o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), a Lei de Diretrizes e Bases (LDB) e legislações municipais preveem a necessidade de oferta de vagas em locais próximos às residências dos alunos. “Que ao invés de fechar CMEIs, possamos abrir CMEIs, que ao invés de fechar equipamento público que atende de forma satisfatória a comunidade, a gente possa construir estratégias de diálogo para ampliar número de vagas”, defendeu. Moradores da Ilha de Santa Maria questionam fechamento de CMEI Centro de Educação Infantil em Vitória não aceitará novas alunos. Comunidade se reunirá com a secretária Juliana Rohsner  https://www.seculodiario.com.br/educacao/moradores-da-ilha-de-santa-maria-questionam-fechamento-de-cmei

10/11/2022 / 0 Comments
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Resgate dos gatos do Mercado da Capixaba está prestes a ser finalizado

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Os animais têm sido resgatados e encaminhados para adoção, como garante a Secretaria Municipal de Meio Ambiente O resgate dos gatos de rua que se encontravam no Mercado da Capixaba, Centro de Vitória, está praticamente finalizado. Foi o que informou o secretário municipal de Meio Ambiente, Tarcísio Foeger, em reunião com a comunidade realizada nessa quarta-feira (9), na creche Menino Jesus, localizada na rua Sete de Setembro. O diálogo, uma demanda da comunidade, também tratou de assuntos como castração e atendimento a animais de rua que se encontram debilitados. O presidente da Associação de Moradores do Centro (Amacentro), Lino Feletti, informa que o gestor afirmou haver, no momento, somente dois gatos no interior do Mercado, que ainda serão capturados. A justificativa para o resgate não ter sido finalizado foi de que isso tem sido feito de maneira a não estressar demais os animais. Os gatos resgatados têm sido encaminhados para a casa de uma protetora, com acompanhamento veterinário, para que, à medida em que estejam em boas condições de saúde, possam ser encaminhados para feiras de adoção. Lino também afirma que foi explicado para a comunidade alguns passos sobre os procedimentos de castração, como os animais prioritários, que são os de rua, principalmente com problemas de saúde. Porém, as queixas sobre a impossibilidade de algumas pessoas encaminharem os animais para castração, pelo fato de a gestão municipal não fornecer cone e roupinha cirúrgica, sequer foram debatidas na reunião. Além disso, a secretaria se colocou à disposição para fazer ações de educação ambiental, trazendo esclarecimentos sobre o processo de castração. “Vamos dialogar com os moradores para ver, por exemplo, em quais espaços esse tipo de iniciativa pode ser realizada e para qual público. Vivemos em um momento de difícil adesão da sociedade civil para algumas atividades, por isso, temos que pensar a melhor estratégia para encaminhar uma proposta à secretaria”, diz Lino. Outra queixa dos moradores é que, ao encontrarem animais machucados ou doentes na rua, acionam a prefeitura, que normalmente alega não ter encontrado no local informado, embora as pessoas afirmem que isso não é possível, por se tratar de animais com dificuldade de locomoção. Diante disso, a gestão municipal se limitou a orientar que, em casos como esses, os moradores, se possível, devem conter o animal para resgate, além de informar de forma detalhada sobre a localização e suas características. A reunião com o secretário de Meio Ambiente foi demanda pelos moradores diante do aumento no número de animais de rua, sendo muitos deles doente. A situação tem causado preocupação, diante da necessidade de zelar pela vida dos animais e dos próprios moradores, já que algumas doenças podem contaminar também seres humanos. Em junho deste ano, a Amacentro chegou a denunciar a necessidade de assistência aos gatos que habitavam o Mercado da Capixaba, mas não obteve êxito. Embora tenha se comprometido a encaminhar veterinário para o local com o objetivo de fazer triagem dos cerca de 25 animais que se encontravam no prédio abandonado, a gestão de Lorenzo Pazolini (Repunlicanos)  não cumpriu o que foi acordado com a Amacentro. Uma equipe da gestão municipal compareceu ao local para fazer limpeza munida de carro-pipa e outras máquinas, espantando os animais do imóvel. O acordado com associação era de que a Secretaria de Meio Ambiente levaria um veterinário para o mercado. O profissional faria uma triagem, identificando quais estavam doentes. Os que não estivessem seriam encaminhados para um lar temporário, de acordo com a disponibilidade de voluntários, teria a castração garantida, e, posteriormente, encaminhados para adoção. Prefeitura descumpre acordo e não resgata gatos do Mercado da Capixaba Gestão de Pazolini fez limpeza no local sem antes encaminhar veterinário e espantou os animais https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/prefeitura-de-vitoria-descumpre-acordo-e-nao-resgata-gatos-do-mercado-da-capixaba

10/11/2022 / 0 Comments
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Pazolini tira microfone da mão de sua vice em evento da Prefeitura de Vitória

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Vídeo sobre o caso repercute nas redes sociais e Capitã Estéfane (Patri) voltou a denunciar silenciamento Mais uma vez, o prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), impediu a vice-prefeita de Vitória, Capitã Estéfane (Patriota), de falar em um evento da gestão municipal, nesta quarta-feira (9). Em um vídeo que repercute nas redes sociais, Pazolini tira o microfone das mãos de Estéfane, impedindo-a de se pronunciar durante uma ordem de serviço, em Jardim Camburi. A vice-prefeita já havia denunciado uma situação semelhante na segunda (7), também protagonizada pelo gestor, durante a entrega de viaturas da Guarda Municipal, na Praça Costa Pereira, no Centro. Após ter o microfone retirado de suas mãos, Estéfane fez uma transmissão ao vivo, classificando a atitude do prefeito como “absurdo, desrespeito à população capixaba, um desrespeito ao valor do voto”. Afirmou ainda que isso tem sido recorrente, que não vai mais silenciar, e que Pazolini agiu “de forma imatura, como sempre, irresponsável”. “O prefeito novamente deu fala para todas pessoas presentes, mas não me deu possibilidade de falar, mesmo sendo vice-prefeita. Tentei fazer uma fala mesmo sem ser citada pelo cerimonial, mas fui impedida. O prefeito tomou o microfone, porque ele é dono do microfone. Continuo sendo vice-prefeita eleita da Capital e exijo respeito pelo mandato que exerço, que fui eleita junto com ele”, protestou. Durante a transmissão, a vice-prefeita também falou sobre a importância do equipamento inaugurado, ou seja, disse aquilo que foi impossibilitada diante do público, conforme o cargo que ocupa a credencia. A atitude de Pazolini repercutiu nas redes sociais. A vereadora e deputada estadual eleita, Camila Valadão (Psol), publicou em seu perfil no Instagram o vídeo no qual o prefeito tirou o microfone das mãos da vice-prefeita e prestou solidariedade a ela na sessão da Câmara de Vitória. “Vale ressaltar que, assim como o prefeito, ela também foi eleita. A capitã, vice-prefeita, também foi eleita. Essa é uma eleição de chapa, portanto, os votos são da chapa”, enfatizou, destacando que a capitã está sendo “cerceada no exercício de sua função”. “Isso não é mi mi mi, é exigir o direito dela de exercer na plenitude seu mandato como vice-prefeita”, reforçou. Afirmou ainda que o ocorrido trata-se de um “absurdo, ainda mais se tratando de uma mulher negra que ocupa um cargo importante da cidade de Vitória”. A vereadora da Capital, Karla Coser (PT), também se pronunciou durante a sessão. “O prefeito foi eleito numa chapa com a Capitã Estéfane, com o dinheiro, inclusive, que veio para a campanha por ela ser uma mulher negra, e a gente tem esse recurso do fundo eleitoral destinado a isso, e ela no exercício da sua função de vice-prefeita foi desprestigiada”, criticou. A vereadora observou que já participou de vários eventos da prefeitura, nos quais a Capitã Estéfane foi tratada “com muita cortesia”, mas isso mudou após a vice-prefeita ter apoiado o governador Renato Casagrande (PSB) no segundo turno das eleições. Assim como nesta quarta-feira, após ter sido impedida de falar durante a entrega das viaturas da Guarda Municipal, na Praça Costa Pereira, nessa segunda-feira (7), a Capitã Estéfane também denunciou a atitude de Pazolini e falou sobre a importância das novas viaturas para a Guarda e a população de Vitória, em uma transmissão ao vivo no Instagram. 

09/11/2022 / 5 Comments
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Crise no Republicanos afasta aliados, desfaz blocos e ofusca lideranças

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Desavenças se acentuaram com fracasso do projeto do presidente da Assembleia, Erick Musso, de disputar o governo O saldo eleitoral do Republicanos no Espírito Santo, considerado acima da média, com dois deputados federais e quatro estaduais, não impede que, apesar dessa condição, o partido atravesse uma crise, geradora de situações em que se vê a quebra de blocos, afastamento de aliados e desmanche de projetos políticos. Um cenário que obriga a reconstrução de estratégias que passam pela disputa à Prefeitura de Vitória, em 2024. Nesta quarta-feira-feira (9), repercute mais um fato de um conflito que é registrado desde o período eleitoral. O prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), arrancou o microfone das mãos da vice-prefeita, Capitã Estéfane (Pastri), impedindo que ela falasse em evento público realizado em Jardim Camburi. Em mais um vídeo nas redes sociais, Estéfane voltou a protestar contra o que denuncia como silenciamento. A vice-prefeita, candidata derrotada à Câmara Federal, deixou o Republicanos, legenda que havia se filiado antes das eleições municipais de 2020, em março deste ano. A medida já era resultado de seu afastamento desse bloco político, o que se acentuou recentemente, ao declarar apoio à reeleição do governador Renato Casagrande (PSB) no segundo turno, desagradando de vez Pazolini, bolsonarista e apoiador do então candidato ao governo, Carlos Manato (PL). O choque entre os dois contribui para reduzir o prestígio de Pazolini na área de Segurança Pública e também entre as mulheres, de forma mais incisiva pelo fato de ela ser negra. Ao juntar-se eleitoralmente ao governador, a capitã mexeu com a aliança formada pelo presidente da Assembleia Legislativa, Erick Musso (Republicanos), e o prefeito de Vitória nas eleições, depois de ter naufragado a candidatura ao governo de Erick e ter sido derrotado ao Senado, fator gerador de outro conflito, desta feita com o campeão de votos à Assembleia Legislativa, Sergio Meneguelli (Republicanos), que seria concorrente ao Senado, candidatura cancelada por Musso, para tomar o lugar do ex-prefeito de Colatina. Na futura legislatura, o partido conta com a segunda maior bancada, atrás do PL, com cinco parlamentares, formada por Meneguelli, Alcântaro, Bispo Alves e o reeleito Hudson Leal, que garantiu um terceiro mandato. Esse cenário, no entanto, não é favorável a Pazolini, em termos de apoio para uma eventual reeleição. Erick Musso está fora e novos blocos se formaram depois das votações de 2 e 30 de outubro. Representantes do campo evangélico mais aberto quanto aos usos e costumes, mas nem por isso menos conservadores, os filiados ao Republicanos foram envolvidos pelo projeto inconsistente de Erick de chegar ao Palácio Anchieta, sonho desfeito logo nos primeiros meses depois de iniciada a empreitada. Era o começo de desavenças, as quais afastaram aliados e desfizerem acordos. Novos aliados começam a surgir, inclusive na Câmara Federal, onde a legenda elegeu Messias Donato e reelegeu Amaro Neto, que integram a base do braço político do empresário Edir Macedo, dono da Igreja Universal e da TV Record, em rota de reaproximação com o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Pazolini tira microfone da mão de sua vice em evento da Prefeitura de Vitória – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/politica/pazolini-impede-vice-prefeita-de-falar-em-evento-da-prefeitura-de-vitoria Apoio a Casagrande da vice-prefeita de Vitória mostra racha de blocos políticos – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/politica/apoio-a-casagrande-da-vice-prefeita-devitoria-mostra-racha-de-blocos-politicos

09/11/2022 / 0 Comments
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A ilha das lágrimas

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Venham todos, que aqui serão bem vindos Devido ao crescente número de imigrantes que invadia os Estados Unidos, em 1892 foi criado um centro de recepção de imigrantes (a maioria europeus) na Ilha Ellis, na Baía de Nova York. Essa foi a maior estação de imigração do país e ficou conhecida como a porta de entrada para o novo mundo. Ou seja, o eldorado. O nome vem do dono da ilha, Samuel Ellis, que a vendeu em 1808 para o estado de Nova York. Entre 1892 e 1924, calcula-se que 12 milhões de imigrantes passaram pela ilha.  * A maioria dos imigrantes da primeira e segunda classe dos navios eram rapidamente entrevistados ainda nos navios e admitidos no país, na suposição de que tinham dinheiro suficiente para se manter e não seriam um peso para o governo. Com os passageiros da terceira classe a história era outra: saúde, situação social e política eram cuidadosamente checados, um processo que podia demorar de três a cinco horas. Acredito que nos portos e aeroportos americanos esse critério ainda é usado nos dias de hoje. * Um incêndio em 1897 destruiu o imóvel, e toda a história ali armazenada virou cinzas. O prédio foi reconstruído e reaberto em 1900. Em 1990 foi transformado no Museu do Imigrante. Para melhor vigiar o porto de entrada deste eldorado, foi instalada ali perto, na Ilha da Liberdade, a estátua da Liberdade, então chamada ‘A liberdade a iluminar o Mundo’. Miss Liberty tem 93 metros de altura e na mão direita tem uma tocha para iluminar o caminho dos imigrantes. Venham todos, que aqui serão bem vindos. Na mão esquerda ela tem a ata da Independência do país. * Alguns famosos que passaram pelo crivo da ilha: Claudette Colbert, Irving Berlin, Isaac Asimov, John Weissmuller, Tarzan, Frank Capra, Khalil Gibran, Cary Grant, Bob Hope, Elia Kazan. Os critérios dos agentes da imigração talvez não tenham sido muito. Um certo Meyer Lansky se tornou um grande mafioso, considerado um dos mais bem sucedidos criminosos dos tempos da lei seca. Embora tenha criado um império de jogo ilegal que se espalhou pelo mundo, a polícia nunca conseguiu provar nada contra ele.

09/11/2022 / 0 Comments
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