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Round final

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Guardadas as devidas diferenças, 2º turno tem mais uma batalha canela-verde: Arnaldinho-Casagrande versus Neucimar-Manato Redes Sociais O campo eleitoral de Vila Velha, segundo maior do Estado e dominado por conhecidas figuras políticas, mostrou mais uma vez que o prefeito Arnaldinho Borgo (Podemos) segue com terreno demarcado, como ocorre desde 2020. O quadro ganhou força com a vitória de seu vice e aliado como campeão de votos no município, Dr. Victor Linhalis (Podemos), candidatura na qual investiu todas as fichas, desbancando, ainda em início de carreira, lideranças tradicionais, os ex-prefeitos Neucimar Fraga (PP) e Max Filho (PSDB). Linhalis recebeu 41,8 mil votos na cidade, enquanto Neucimar 13,2 mil, e Max, que deixou a gestão municipal mais recentemente, 10,2 mil. Ocuparam, respectivamente, a quinta e sexta posições no próprio reduto, e nenhum dos dois foi eleito. Agora, os grupos de Arnaldinho e Neucimar seguem em lados opostos no pleito ao governo do Estado, cada vez mais acirrado. Arnaldinho está com Renato Casagrande (PSB), enquanto Neucimar, embora do PP, do mesmo palanque, declarou apoio ao adversário, Carlos Manato (PL), com quem tem rodado em agendas pelo Estado. O terceiro, Max Filho, pelo menos publicamente, não tem feito novos movimentos após o resultado das urnas. Obviamente, as disputas são diferentes, e a tal da transferência de votos é sempre uma incógnita, mas, está aí, outro “duelo” canela-verde. Vale recapitular: Neucimar é defensor ferrenho do presidente Jair Bolsonaro (PL), porém, até outro dia, estava com Casagrande e se aproveitou bem dos eventos oficiais, até “virar a folha”, como se diz no linguajar popular. O cenário em Vila Velha, no primeiro turno, foi de empate entre Casagrande (43,80%) e Manato (42,49%). E agora, hein?! ‘Gratidão’Nesta sexta-feira, as redes sociais de Arnaldinho e Casagrande publicaram um vídeo reforçando o apoio. O prefeito, como vem fazendo, foca nos investimentos realizados no município, que “ninguém teve coragem de fazer nos últimos 487 anos”, como ressalta. Diz Arnaldinho que o “voto é de gratidão”. Voto localAo lado dos dois, o deputado federal eleito Dr. Victor Linhalis, que também enfatizou o desenvolvimento de obras de infraestrutura, saúde, saneamento e macrodrenagem. O atual vice prefeito fechou 53,4 mil votos nas urnas, a grande fatia, como se vê, na própria cidade. ‘Caravana’Já Neucimar Fraga, que obteve 39,5 mil votos e ficou na primeira suplência, agora ocupa o banco da frente da “caravana Manato”. O último lugar que o grupo passou, nessa quinta-feira (13), foi Linhares, norte do Estado, junto também com os ex-prefeitos derrotados da disputa ao governo, Guerino Zanon (PSD) e Audifax Barcelos (de saída da Rede). Capítulo anteriorO deputado federal enfrentou Arnaldinho e Max na disputa à prefeitura de Vila Velha, em 2020. Neucimar ficou pelo caminho e os dois disputaram o segundo turno, que consagrou a vitória do atual prefeito com folga, 69%. Sem assentoE Max Filho, quanto atingiu ao todo este ano? Inesperados 16,8 mil votos. Com chapa formada ainda pelo deputado estadual Sergio Majeski, campeão da disputa à Assembleia em 2018, o PSDB não elegeu ninguém, contrariando previsões de fazer ao menos uma cadeira. Majeski alcançou 40,1 mil votos. ‘Símbolos’Aliás, no município, que se consolidou como o ponto de concentração das manifestações bolsonaristas que atravessam a Terceira Ponte, empate mesmo, só ao governo do Estado. O presidente Jair Bolsonaro (PL) ficou bem na frente de Lula (PT) – 54,8% contra 36,2% – e o senador eleito Magno Malta (PL) venceu sua principal adversária, Rose de Freitas (MDB) – 43,4% a 32%. Outro representante do grupo, Capitão Assumção (PL), também liderou a votação à Assembleia. TesouraA mudança de postura de Neucimar e declaração de apoio a Manato não passaram batidas pelo governo do Estado. A jornalista Karita Iana Fraga, mulher do deputado, foi exonerada do cargo de assessora de imprensa da Secretaria de Estado de Saúde (Sesa). Outro aliado, Vitor Otoni, também não responde mais pela subsecretaria de Gestão de Programas e Projetos, da Secretaria de Estado de Trabalho (Setades). ‘Batalhas’Área mais cobiçada por qualquer candidato, os evangélicos voltaram ser motivo de guerra eleitoral na disputa ao governo nesta semana, que segue registrando temperatura cada vez mais elevada. Embora alinhada ao bolsonarismo, a Convenção das Assembleias de Deus do Estado (Cadeeso), que representa um potencial de mais 500 mil votos capixabas, declarou apoio a Casagrande. Aí, logo apareceu Manato… ‘Batalhas’ II…e lançou um vídeo de um pastor, José Wellington, da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB), apresentada por ele como “a maior congregação nacional das Assembleias de Deus do País”. Mais umComo previsto, outro secretário saiu de férias, certamente, para ficar livre para a campanha do segundo turno. Trata-se de Fabricio Noronha, de Cultura, até o dia 4 de novembro. No lugar dele, está Pedro Sobrino Porto Virgolino. De voltaO ex-deputado estadual Sandro Locutor (PP) retornou ao governo do Estado após sair derrotado da disputa à Assembleia. Ele é assessor especial nível IIII. Locutor recebeu 15,2 mil votos e ficou na primeira suplência. Nas redes“Muito feliz em receber o apoio da Capitã Estéfane [Patriota]. Saber que a nossa vice-prefeita de Vitória reconhece o nosso trabalho, é muito gratificante. Somos o governo que mais investiu na segurança pública no ES porque levamos a segurança muito a sério. Obrigado, Capitã”. Casagrande, ao lado da vice do seu opositor, Lorenzo Pazolini (Republicanos). FALE COM A COLUNA: medeirosmanaira@gmail.com

14/10/2022 / 1 Comment
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Apoio a Casagrande da vice-prefeita de Vitória mostra racha de blocos políticos

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Capitã Estéfane não conseguiu se eleger para a Câmara Federal por falta de apoio partidário Passadas duas semanas da derrota de lideranças políticas na disputa para a Assembleia Legislativa, Câmara dos Deputados e Senado, com a sociedade voltada para a eleição de presidente da República e governador do Estado no próximo dia 30, já aparecem no cenário fatos comentados apenas nos bastidores, durante o primeiro turno, que demonstram racha entre antigos aliados. Um deles, o apoio da vice-prefeita de Vitória, Capitã Estéfane (Patriota), ao governador Renato Casagrande (PSB). O afastamento da vice com o prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos) não é de agora, vem se processando há meses, ganhando maior intensidade no dia 2 deste mês, com a derrota nas urnas que ela sofreu ao disputar uma cadeira na Câmara Federal. Tentou, mas não conseguiu prosperar, com apenas 10 mil votos. Faltou-lhe traquejo, fôlego e, principalmente, apoio partidário. Seu partido, o acanhado Patriota, girava em torno da candidatura a deputado federal do presidente estadual, deputado Rafael Favattto, igualmente derrotado nas urnas. Do lado do Republicanos, legenda do prefeito Pazolini, os desencontros internos também contribuíram para o afastamento da vice-prefeita. No primeiro turno, bom lembrar, o então candidato ao governo, Guerino Zanon (PSD), andou acenando para a capitã para ela ser vice em sua chapa. Seu nome também era comentado em setores da área de segurança pública como a vice ideal para formar com Casagrande, não fosse a coligação entre Patriota e o Republicanos e a base favorável ao presidente Jair Bolsonaro (PL). Isso serviria para acalmar pelo menos parte do setor de segurança pública, insatisfeito com Carlos Manato (PL), bolsonarista que, segundo comentam, descumpriu a promessa de indicar como seu vice um militar. No caso de Estéfane, seria a escolha perfeita onde se assenta a maior base de Bolsonaro. A escolha da capitã deve inaugurar um reagrupamento de blocos políticos, sem tirar o formado entre o presidente da Assembleia Legislativa, Erick Musso (Republicanos) e Felipe Rigoni (União|), anunciado como forte e com um futuro promissor. Depois da derrota de ambos, essa parece não ser, porém, a realidade, ainda mais com pequenos conflitos internos nas duas legendas, que podem representar debandadas a curto prazo.

14/10/2022 / 2 Comments
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‘Eleger Lula e Casagrande para derrotar o bolsonarismo e continuar lutando’

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Convocação é de movimentos sociais do Estado, que realizam protesto na próxima terça-feira, em Vitória Ricardo Stuckert/Leonardo Sá Os movimentos sociais enxergam na eleição de Lula para a Presidência e na reeleição de Renato Casagrande (PSB) para o Governo do Estado a possibilidade de “derrotar o bolsonarismo” e “continuar lutando”, conforme afirma a presidente da Associação dos Docentes da Universidade Federal do Espírito Santo (Adufes), Junia Zaidan. A dirigente sindical destaca que com o bolsonarismo não há diálogo, somente práticas autoritárias, sendo necessário derrotá-lo “para continuar reivindicando os interesses dos trabalhadores”. Essa será a tônica da manifestação que acontecerá na próxima terça-feira (18), quando diversas entidades da sociedade civil organizada irão às ruas. A concentração será a partir das 16h30, em dois pontos: o campus de Goiabeiras da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e a Praça de Jucutuquara, em Vitória, próxima ao Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes). O trajeto ainda não está definido. As entidades que organizam o protesto são a Adufes; Sindicato dos Trabalhadores da Ufes (Sintufes); Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe – Seção Sindical Ifes), Diretório Central dos Estudantes (DCE) e movimento estudantil do Ifes. Entretanto, o protesto tem adesão de outras, como centrais sindicais, coletivos de juventude, partidos e mandatos parlamentares.  A presidente da Adufes, Junia Zaidan, classifica Carlos Manatto (PL), candidato apoiado por Jair Bolsonaro (PL) e que disputa o segundo com Casagrande, como “uma expressão do bolsonarismo”. No Espírito Santo, Bolsonaro foi o candidato à Presidência mais votado, com 52,2% dos votos válidos, enquanto Lula recebeu 40,40%. O segundo turno na gestão estadual foi inesperado, uma vez que as pesquisas apontavam vitória de Casagrande. Ele teve 46,94% dos votos, e Manatto, 38,48%. Além da vitória de Lula e de Casagrande, a manifestação irá denunciar os constantes ataques à educação pública e aos direitos dos trabalhadores. Junia recorda o bloqueio orçamentário do Ministério da Educação (MEC), imposto pelo Decreto Presidencial nº 11.216, assinado por Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes, em 30 de setembro. O governo anunciou o recuo do bloqueio após repercussão negativa, mas ainda ocorreu sua efetivação pelo Ministério da Economia.  O ato da próxima terça foi convocado na ocasião e será mantido, em todo o País, como o “Dia Nacional de Luta contra o Confisco das Verbas da Educação”. A Ufes e o Ifes se manifestaram em relação aos cortes. No Ifes, o bloqueio anunciado é de aproximadamente R$ 800 mil, havendo ainda “a previsão de bloqueio de mais R$ 3,6 milhões”. O Ifes informou ainda que, “em junho, o orçamento já havia sofrido um corte da ordem de R$ 6,7 milhões”, quando a instituição trabalhou para “minimizar o impacto do corte no funcionamento da instituição e no pagamento das bolsas”. A Ufes explicou que, no bloqueio de 5,8% do orçamento do MEC para as instituições de ensino superior “[no decreto], é formalizado o bloqueio de R$ 1,340 bilhão que havia sido anunciado entre julho e agosto de 2022, com o acréscimo de R$ 1,059 bilhão, totalizando uma retirada de R$ 2,399 bilhões para todas as unidades do MEC”. A medida, expõe, “impacta, inclusive, nos recursos oriundos de emendas parlamentares. Na prática, toda emenda que ainda não tenha sido empenhada será retirada do limite”. O senador Fabiano Contarato (PT) chegou a entrar na Justiça Federal pedindo as imediatas suspensão e nulidade do corte de recursos no orçamento do MEC, além de solicitar ao Tribunal de Contas da União (TCU) auditoria e eventuais providências para apurar potencial ilegalidade no corte da educação referente à execução do Orçamento Geral da União de 2022. De acordo com a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), o bloqueio para a educação, se efetivado, seria de aproximadamente R$ 1 bilhão, sendo R$ 328 milhões tirados especificamente da educação superior. O deputado federal Helder Salomão (PT) também tentou reverter a situação ao protocolar, em Brasília, projeto de decreto legislativo para sustar o decreto do presidente Jair Bolsonaro. Estudantes organizam mobilização nacional contra novo bloqueio do MEC – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/educacao/estudantes-organizam-mobilizacao-nacional-contra-novo-bloqueio-de-verbas-do-mec Contarato entra na Justiça e entidades protestam contra cortes na Ufes e nos Ifes – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/educacao/contarato-entra-na-justica-e-entidadesprotestam-contra-cortes-na-ufes-e-nos-ifes Helder tenta sustar confisco de dinheiro da área da educação por Bolsonaro – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/educacao/helder-tenta-sustar-confisco-de-dinheiroda-area-de-educacao-por-bolsonaro

14/10/2022 / 0 Comments
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Com derrota de Erick Musso, Cadeeso volta a apoiar Casagrande

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Pastor Arnaldo Candeias tomou a decisão com outros dirigentes da entidade evangélica, a maior do Estado Depois de transferir o apoio ao então candidato ao governo Erick Musso (Republicanos), derrotado depois como postulante ao Senado, a Convenção das Assembleias de Deus do Espírito Santo (Cadeeso) decidiu nesta semana se aliar à campanha de reeleição do governador Renato Casagrande (PSB). Dirigentes da entidade, a maior do Estado entre as igrejas evangélicas, já haviam se reunido com o governador, mas voltaram atrás por conta de pressões de grupos políticos ligados ao senador eleito, Magno Malta (PL), que apoia o candidato bolsonarista Carlos Manato (PL). Em reunião do presidente Arnaldo Candeias com outros sete membros da Cadeeso, a entidade destacou a atuação de Casagrande. “Na nossa visão, é o mais bem preparado para continuar o bom trabalho que vem sendo feito”, declarou o pastor. A Cadeeso reúne 380 igrejas e 800 congregações, com cerca de cinco mil pastores, e, tradicionalmente, é muito cobiçada por lideranças políticas, principalmente no contexto atual, quando questões religiosas, ligadas a usos e costumes, passaram a dominar o debate político por meio de estratégias da campanha de reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL). Apesar de se declarar católico, ele usa congregações e eventos evangélicos para angariar votos. Umas das mais fortes bases de sustentação do bolsonarismo, entidades evangélicas como a Cadeeso intensificam as articulações visando formar alianças para manter espaços e garantir a agenda conservadora. Em março deste ano, encontro com pastores com Casagrande, no Palácio Anchieta, gerou um clima de insatisfação.  A direção da entidade apressou-se a divulgar que não se tratava de apoio político. O temor era associar a Cadeeso a movimentos de esquerda, pelo fato de Casagrande integrar o Partido Socialista Brasileiro (PSB) e ser chamado de forma pejorativa de “comunista”, tratamento dado pela maioria dos bolsonaristas a qualquer opositor. “Eu agradeço a confiança de vocês na minha história e nos resultados do meu governo. O apoio da igreja mostra que estamos votando em projetos e pessoas responsáveis para o nosso Estado. Já vivemos momentos difíceis, foi difícil construir tudo que construímos até aqui, e não podemos deixar o Espírito Santo retroceder”, afirmou Casagrande nesta semana ao grupo de pastores, em reunião que marcou a oficialização do apoio.

14/10/2022 / 0 Comments
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Livro reúne experiências de práticas inclusivas na educação na pandemia

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Organizado pelo professor da Ufes, Douglas Ferrari, e-book tem foco na educação especial  Está disponível para download gratuito o e-book Práticas Inclusivas em Tempos de Covid-19 – Memórias e Relatos do Contexto da Educação. O livro foi organizado pelo professor do Centro de Educação da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Douglas Ferrari, e reúne 24 artigos de pesquisadores de todo o Brasil sobre práticas inclusivas durante o período pandêmico com foco na educação especial. O livro pode ser acessado na plataforma PCDES, um coletivo de pesquisadores que se dedicam à investigação e acompanhamento da educação das pessoas com deficiência no Espírito Santo. Os artigos são fruto de um evento, que foi um dos produtos da pesquisa financiada pela Fundo de Amparo à Pesquisa do Espírito Santo (Fapes), chamado “Impactos da Covid-19 na Educação Especial”, realizado em junho na Ufes. Durante o evento, foram apresentados artigos em quatro Grupos de Trabalho (GTs): Práticas Inclusivas e Trabalho Colaborativo, Recursos de Tecnologia Assistiva, Atendimento Educacional Especializado, e Políticas de Apoio ao Público da Educação Especial. Douglas Ferrari afirma que uma das contribuições do e-book é trazer à memória o que foi feito e produzido com foco na educação especial durante a pandemia. Além disso, ele destaca a divulgação das práticas utilizadas, que podem ser replicadas nas escolas, pois a pandemia ainda não acabou, e, até mesmo, depois do período pandêmico, uma vez que “a vida não será mais igual, a educação não será mais igual”. Uma das diferenças, aponta, é a maior utilização das tecnologias no processo educacional. A outra, maior dedicação com o cuidado da saúde mental de alunos e professores. Douglas, que têm deficiência visual, destaca que, para além do isolamento social, pessoas com deficiência tiveram que lidar com algumas particularidades. Ele relata casos de autistas que tiveram surto dentro de casa, sem acesso a especialistas que os assistissem, como é feito em algumas escolas, e, até mesmo, casos de familiares de autistas que, diante de dificuldades desse tipo, tentaram se matar. Entre as iniciativas abordadas no livro estão educação física adaptada e inclusão escolar; alfabetização e deficiência intelectual; o papel da família; a análise da ferramenta podcast como recurso didático; contação de histórias com recursos de tecnologia assistiva; adaptação curricular no ensino remoto; e práticas inclusivas por meio da literatura. Em meio a essas experiências, está a estudada no artigo “Educação Física Adaptada e Inclusão Escolar nos Tempos de Pandemia: um Relato de Experiência”. Nele, são analisadas as iniciativas de uma professora que ministrou a disciplina Educação Física Adaptada e Inclusão no Curso Superior de Licenciatura em Educação Física do Instituto Federal Fluminense, mostrando as dificuldades encontradas no período remoto durante a pandemia da Covid-19, como também as práticas pedagógicas em perspectiva inclusiva bem-sucedidas. Além de pesquisadores do Instituto Federal Fluminense, o artigo conta com autoria de estudiosos da Universidade Estadual do Norte Fluminense.  Outro exemplo é uma experiência do Espírito Santo, que consta no artigo “O uso das TDIC’s durante o isolamento social da Covid-19: adaptação e inclusão”, de pesquisadores do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes) e da Faculdade Ateneu. A pesquisa teve como objetivo apresentar um trabalho desenvolvido com uso das Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação (TDIC), com a elaboração de videoaulas e apoio do aplicativo de rede social WhatsApp, para auxiliar no processo de inclusão de uma aluna com deficiência múltipla matriculada em uma turma de Educação de Jovens e Adultos (EJA) de uma escola municipal da Prefeitura de Cariacica. Além do professor Douglas Ferrari, também compõem o comitê científico e editorial do e-book os professores da Ufes Margareth Zaganelli, do Departamento de Direito; e Rogério Drago, do Departamento de Teorias do Ensino e Práticas Educacionais; e a doutora em Educação pela Ufes, Fabiana Rangel. Catálogo de fontes Além do seminário e do livro Práticas Inclusivas em Tempos de Covid-19 – Memórias e Relatos do Contexto da Educação, outro produto da pesquisa financiada pela Fapes foi o e-book Pessoas com deficiência, saúde e educação em tempos de covid-19: catálogo de fontes, também disponível para download gratuito. A obra reúne todas as fontes coletadas pela pesquisa nos dois primeiros anos da pandemia, e que podem ser consultadas por meio dos links disponíveis, como livros, resoluções, manifestos e matérias de jornal, inclusive deste Século Diário.

14/10/2022 / 0 Comments
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Indígenas decidem desocupar ferrovia até audiência na Justiça Federal no dia 25

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Caso a revisão do acordo com a Renova não seja atendida, ocupação retorna por tempo indeterminado Redes Sociais A assembleia geral indígena realizada nesta quinta-feira (13) decidiu pela desocupação dos trilhos da Vale que atravessam a Terra Indígena Comboios, em Aracruz, norte do Estado, até a data da audiência de conciliação que acontece no próximo dia 25, na 4ª Vara Federal, em Belo Horizonte, Minas Gerais. A decisão foi registrada em ata, que será encaminhada pela Defensoria Pública da União (DPU) ao juiz federal de Linhares, Gustavo Moulin Ribeiro, conforme acordado na audiência de conciliação de terça-feira (11).  Uma condição para a desocupação, também acordada na audiência coordenada pelo magistrado capixaba, é que a Vale custeie integralmente a participação das doze aldeias de Aracruz na audiência da 4ª Vara, incluindo transporte, alimentação e hospedagem. “Caso não resolva o pleito na audiência, a gente retorna para a ocupação, sem termo determinado”, relata o Cacique Toninho, da Aldeia Comboios.  Nos próximos doze dias portanto, a ferrovia, de propriedade da Vale, retomará seu fluxo normal. Os resultados da audiência na capital mineira definirão se continuará assim ou se a ocupação será retomada. Caso os pontos pleiteados desde o início da mobilização, no dia primeiro de setembro, não sejam atendidos, a ocupação será retomada. A reivindicação é pela revisão do acordo de reparação e compensação dos danos pelo crime cometido pela Samarco, Vale e BHP Billiton contra o Rio Doce, em novembro de 2015. Firmado com a Fundação Renova há um ano, o acordo traz uma série de violações de direitos, segundo o entendimento das comunidades mobilizadas, e precisa ser adequado à realidade das aldeias e às normativas internacionais de proteção de direitos dos povos e comunidades tradicionais, como a consulta prévia, livre, informada e de boa fé, prevista na Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).  Entre as medidas de reparação e compensação que precisam ser revisadas, está o retorno do pagamento do Auxílio Financeiro Emergencial, do lucro-cessante e do programa de retomada econômica, a adequação dos valores de indenização, e a elaboração e implementação do Plano Básico Ambiental Indígena (PBAI) referente aos danos do crime ambiental das mineradoras. Há ainda outro PBAI pendente, há doze anos, por parte da Vale, referente à instalação da ferrovia no território indígena.  A mobilização indígena ocorre num momento em que a Justiça Federal, em primeira e segunda instâncias, tem tomado uma série de medidas favoráveis aos atingidos, depois de quase sete anos de decisões que beneficiam quase que exclusivamente as empresas criminosas.  A troca do juiz responsável pelo caso – Mário de Paula Franco Junior foi substituído por Michael Procópio Ribeiro Alves Avelar – e a criação de uma Vara e um Tribunal Regional Federal específicos para o caso Rio Doce (4ª Vara Federal, instalada no TRF-6) também marcam essa transformação.  Desde junho, foram expedidas sentenças exigindo medidas como o retorno do pagamento do AFE a agricultores e pescadores de subsistência; e o estorno dos valores descontados das indenizações dos atingidos a título de pagamento de honorários advocatícios. A mais recente, nesta quinta-feira (13), obrigou a contratação imediata das Assessorias Técnicas pelos territórios atingidos capixaba e mineiro, desde 2018.  Paralelamente à nova dinâmica judicial, o esforço de repactuação das medidas de reparação e compensação dos danos que vêm sendo executadas pela Renova, liderado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), foi dado por concluído sem sucesso. No comunicado conjunto emitido pelos Ministérios e Defensorias que atuam no caso, em âmbito estadual e federal, bem como pelos estados do Espírito Santo e Minas Gerais, os entes afirmam a “falta de responsabilidade social e ambiental” das mineradoras e a impossibilidade de um acordo, diante dos valores e prazos propostos pelas empresas.  Também corre em Londres, a ação impetrada pelo escritório Pogust Goodhead contra a BHP, após o aceite dado em agosto pela Corte de Apelação, autorizando a Justiça do Reino Unido a julgar o processo, que defende os direitos de mais de 200 mil atingidos. Um dos principais motivos para a autorização foi o entendimento de que as vítimas não estavam tendo seus direitos garantidos pela Justiça brasileira.

13/10/2022 / 1 Comment
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Governador eleito terá que articular apoio da nova Assembleia Legislativa

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Pesquisa divulgada nesta quinta-feira mostra Renato Casagrande com seis pontos à frente de Carlos Manato Leonardo Sá/Redes Sociais Caso se confirmem nas urnas no próximo dia 30 as projeções reveladas na primeira pesquisa eleitoral deste segundo turno, divulgadas nesta quinta-feira (13), o governador Renato Casagrande (PSB), reeleito, não conseguirá manter em 2023 a mesma situação favorável na Assembleia Legislativa, não só pelo crescimento da bancada da oposição, em especial do grupo alinhado ao campo bolsonarista, mas pela chegada de deputados com perfil independente. No caso de Carlos Manato (PL), a correlação de forças se inverte, mas, em quaisquer das duas situações, o eleito terá que promover articulações e conversas para obter apoios. Seis pontos separam o governador, com 53% das intenções de votos válidos, do seu opositor, Carlos Manato (PL), que pontua 47%, segundo pesquisa Real Time Big Data, encomendada pela TV Vitória em parceria com a Record TV. A partir do próximo ano, se o resultado das urnas favorecer Casagrande, ele terá de saída o apoio de pelo menos um terço dos 30 deputados da nova legislatura. Além de Tyago Hoffmann, Dary Pagung e Janete de Sá, que formam a bancada do seu partido, o PSB, ele poderá contar com Mazinho dos Anjos e Vandinho Leite, do PSDB, João Coser e Iriny Lopes, ambos do PT, Marcelo Santos (Podemos), José Esmeraldo e Adilson Espíndula, do PDT, e Alexandre Xambinho (PSC). No caso de Manato, a previsão é de que tenha a maioria, e nessa composição, figuram nomes como o ex-prefeito de Colatina Sergio Meneguelli (Republicanos) e Capitão Assumção (PL), os dois mais votados. Ele terá a bancada do PL, formada por Capitão Assumção, Lucas Polese, Danilo Bahiense, Callegari e Zé Preto, reforçada pelos representantes do Republicanos, Meneguelli, Hudson Leal, Alcântaro e Bispo Alves, e ainda por Dr. Bruno Resende e Denninho Silva, do União. PesquisaA pesquisa Real Time Big Data, encomendada pela TV Vitória em parceria com a Record TV, a duas semanas das eleições, ouviu mil eleitores de todas as regiões do Espírito Santo nos dias 11 e 12 de outubro, com margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sob o número ES-05269/2022. Casagrande lidera com 54% das intenções de voto entre aqueles que recebem até dois salários mínimos. Para quem recebe entre dois e cinco salários mínimos, a preferência é por Manato, que tem 47%. Entre os católicos, Casagrande lidera, com 50% dos votos contra 39% de Manato. Já em relação aos evangélicos, há um empate, com 45% para os dois candidatos. Manato cresceu 15 pontos percentuais dentro da margem de erro, em comparação com o levantamento realizado entre os dias 26 e 27 de setembro. A análise é de migraram, para ele, os votos dos candidatos derrotados no primeiro turno, Guerino Zanon (PSD) e Audifax Barcelos (Rede).

13/10/2022 / 0 Comments
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A derrocada de Ciro Gomes

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Posição visceral e renitente de atacar Lula confundiu sua posição no espectro ideológico Ciro Gomes (PDT) encerra oficialmente seu ciclo de presidenciável com um fracasso eleitoral em 2022. Foi o pior resultado de sua carreira, em que alcançou 3,04% dos votos e a quarta colocação entre 13 candidatos. Este foi seu pior desempenho numa candidatura à presidente da República, na sua quarta tentativa de ocupar o Palácio do Planalto. Ciro Gomes atacou diretamente Lula e o PT e esta escolha estratégica se configurou num desastre. Ciro também rompia com a polarização, com a candidatura de Bolsonaro, mas sua posição visceral e renitente de atacar Lula confundiu sua posição no espectro ideológico, o qual seria, em tese, numa candidatura pelo PDT, de centro-esquerda. Contudo, sua estratégia difusa de ataques causou um movimento de percepção que o colocava à direita no espectro ideológico. Só para ter uma ideia de como na percepção política a sua posição era bem confusa, o caráter bilioso quando está disseminado e disperso causa este tipo de perturbação sobre qual a posição real do candidato, no sentido mesmo de uma clareza estratégica, até no sentido de pragmatismo político, o que demandaria um foco maior. O desastre estratégico foi sobretudo a ausência de um foco no que se combatia, apesar de Ciro ter um programa político-administrativo pronto e fundamentado, sendo o único candidato que no campo propositivo tinha, de fato, algo a apresentar e defender. Esta estratégia de ataques difusos provocou uma debandada de votos e a ruptura aconteceu até dentro do PDT, afastando a ala brizolista de sua candidatura, esta que acabou declarando voto em Lula. Com o resultado das urnas, Ciro já declarou que não disputará mais a Presidência da República. Seu fracasso também ocorreu em seu berço político, o Ceará, em que não conseguiu emplacar seu candidato Roberto Cláudio, em que ocorreu a ruptura do PT cearense com Ciro, e ainda a vitória do candidato petista ao governo do Ceará, Elmano Freitas, eleito no primeiro turno com 54% dos votos. Roberto Cláudio, do PDT, ficou em terceiro lugar, atrás do bolsonarista Capitão Wagner, do PL, que ficou em segundo lugar. No Ceará, Ciro interveio na disputa interna do PDT, que já tinha se decidido pela candidatura à reeleição de Izolda Cela, atual governadora, contudo, Ciro impôs a candidatura de seu aliado, Roberto Cláudio, e o racha com o PT ocorreu, sendo lançado Elmano pelo PT, com o apoio do ex-governador do Ceará Camilo Santana, também do PT, que se elegeu agora ao Senado. Neste dia 5 de outubro, o PDT oficializou o apoio à candidatura de Lula neste segundo turno, em que Carlos Lupi selou a aliança em uma reunião em São Paulo, apoio este que foi aprovado por unanimidade pela executiva nacional do PDT no dia 4 de outubro. Ciro acabou divulgando um vídeo em que dizia acompanhar a decisão do partido, contudo, sem citar o nome de Lula. As dificuldades de Ciro nesta campanha de 2022 começaram na composição do arco de alianças, o que simplesmente não aconteceu. Ciro se viu numa candidatura isolada, fechando uma chapa puro-sangue, com vice do próprio PDT, a vice-prefeita de Salvador, Ana Paula Matos. Não houve coligação com nenhuma sigla, as tentativas com o PSD e o União Brasil não foram bem sucedidas, com o PSD assumindo uma posição neutra nestas eleições presidenciais, e o União Brasil lançando Soraya Thronicke como a sua candidata à Presidência da República. A escolha do marqueteiro João Santana, que foi responsável pela comunicação petista em eleições passadas, e uma tentativa meio forçada (também feita por outros candidatos em diferentes cargos) de mostrar uma proximidade com o público jovem, com games, podcasts, etc, incluindo uma polêmica infantil com o comediante Gregório Duvivier, também não surtiram efeito. E o público jovem também passou a ser alvo do PT, com a adesão de André Janones à candidatura de Lula, ao retirar a sua candidatura pelo Avante e entrar na comunicação do PT nas redes sociais para aproximar a imagem de Lula dos jovens na internet. O Manifesto à Nação, nos estertores da candidatura de Ciro este ano, também não surtiu efeito. Neste manifesto, ele reforçou tudo que já estava dizendo, repetindo sua posição de oposição a Lula, combatendo a tese do voto útil, reafirmando a sua candidatura, e ainda tentou se contrapor à imagem de linha auxiliar de Bolsonaro, um reflexo de sua estratégia difusa que confundiu a percepção política em relação a sua posição no espectro ideológico nacional. O comportamento belicista de Ciro, muito conhecido e quase um lugar comum de sua trajetória política, também colocou Ciro em dificuldades por vários momentos. O seu distanciamento de atores e grupos políticos deram o sinal de que sua política de alianças em 2022 poderia naufragar, e foi o que aconteceu. Não foram erguidas pontes nos últimos anos por Ciro para que ele tivesse força em uma candidatura majoritária nacional. O caráter personalista de sua plataforma política o colocou numa posição irrealista, em que parecia que Ciro ocupava um lugar privilegiado de percepção política e administrativa, algo quase metafísico, em uma superioridade em que ele detinha as chaves da verdade de tudo o que deveria ser feito para o futuro do Brasil. Esta posição personalista de sua plataforma política se condensou no lançamento de um livro sobre seu projeto de nação, o que funcionava como uma cartilha política e econômica, de governo e de Estado, o que pode ter sido virtuoso no campo eleitoral, pois nenhum outro candidato apresentava com tanta clareza sobre do que se tratava o seu projeto político, diante de outros candidatos em que se via um desfile de platitudes e declarações insuficientes. O vício de seu personalismo político, por sua vez, foi a sua falta de interlocução com o meio político, e que cobrou a fatura final nestas eleições de 2022. No quesito de liderança política popular, por conseguinte, o chamado cirismo nunca ganhou tal dimensão, pois dois líderes populares arrasaram o campo de atuação de Ciro, que foram o lulismo e o bolsonarismo. Por fim, este

13/10/2022 / 1 Comment
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Sindienfermeiros denuncia assédio moral na UPA de Carapina

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Gerência da OS Mahatma Gandhi, que administra a UPA, ameaçou denunciar grevistas ao Coren-ES O Sindicato dos Enfermeiros do Espírito Santo (Sindienfemeiros) denuncia que, como forma de intimidar os trabalhadores a abandonar o movimento grevista, a Organização Social (OS) Mahatma Gandhi, que administra a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Carapina, na Serra, tem ameaçado denunciar os profissionais ao Conselho Regional de Enfermagem do Espírito Santo (Coren-ES), correndo o risco de perderem o registro profissional. As ameaças, afirma a presidente do sindicato, Valeska Fernandes, partem da gerência da OS. A dirigente sindical acredita que trata-se de uma iniciativa que busca intimidar principalmente os trabalhadores mais novos, que são os que têm menos informações sobre diversos direitos, como o de greve. Por isso, durante a tarde desta quinta-feira (13), ela tem esclarecido os enfermeiros da UPA que não é possível qualquer denúncia ao Coren-ES por adesão à greve, muito menos a perda do registro. Valeska relata, ainda, que representantes da gestão do prefeito Sérgio Vidigal (PDT) falaram para os trabalhadores que não podem fazer greve e que era para os cartazes sobre o movimento serem arrancados. Apesar de os enfermeiros não terem acatado a ordem, os cartazes desapareceram. A dirigente sindical afirma que o Sindienfermeiros conversou com a secretária municipal de Saúde, Bernadete Coelho Xavier, uma vez que a UPA é administrada por uma OS, portanto, não há motivos para a gestão municipal querer interferir no movimento grevista. Desde então, afirma, não houve mais nenhuma tentativa de intimidação por parte da Prefeitura da Serra. Houve tentativas de intimidação durante a greve também no Hospital Infantil e Maternidade Alzir Bernardino Alves (Himaba), em Vila Velha, onde, em três de outubro, trabalhadores foram demitidos. A entidade questionou a medida, destacando que aconteceram na véspera do início da greve dos enfermeiros da rede privada, o que, apontou, é ilegal. Apesar de ser um hospital público, o Himaba é administrado por uma Organização Social (OS), o Instituto Ação, Cidadania, Qualidade Urbana e Ambiental (Acqua). O sindicato orientou os trabalhadores a procurar o jurídico da entidade para pleitear a reintegração. O argumento para as demissões foi de que a ala para Covid-19 será desativada, passando por uma reforma para abrigar uma Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (Utin). A categoria está em negociação sobre a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) e não aceita a proposta do Sindicato dos Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Espírito Santo (Sindhes), que afirmou que se o Supremo Tribunal Federal (STF) não julgar o piso inconstitucional, irá retirar direitos já conquistados pelos trabalhadores, como plano de saúde, auxílio creche e seguro de vida. Além disso, explica Valeska, a carga horária máxima da Enfermagem é de 44h semanais e os patrões querem pagar o piso somente para quem cumpre essa carga horária. Os trabalhadores questionam o fato de que os patrões defendem que quem cumprir uma carga horária menor, receberá um valor proporcional. Entretanto, no entendimento do Sindienfermeiros, piso é o mínimo que se deve pagar ao trabalhador, não podendo haver remuneração de valor inferior. A presidente do sindicato explica ainda que, para os trabalhadores que têm carga horária mensal de 220h, o Sindhes quer estipular uma escala de 12 x 36, ou seja, trabalhar um dia e folgar dois. Atualmente, a escala é de 12 x 60, assim, o enfermeiro trabalha um dia e folga dois. Sindienfermeiros denuncia demissões no Himaba às vésperas de greve Valeska Fernandes aponta que demissão após deliberação de deflagração de greve é ilegal https://www.seculodiario.com.br/saude/sindienfermeiros-denuncia-demissoes-no-himaba-as-vesperas-da-greve-da-categoria

13/10/2022 / 0 Comments
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​’É questão de tempo o Marujo ser preso’, garante delegado

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Gabriel Monteiro informou ainda que, entre as 16 pessoas apreendidas até agora, há executores e mandantes O delegado da Polícia Civil (PC) Gabriel Monteiro afirmou, na manhã desta quinta-feira (13), que “é questão de tempo ele ser preso”, referindo-se ao chefe do tráfico do Bairro da Penha, Fernando Moraes Pimenta, mais conhecido como Marujo. O delegado informou que ele tem mandado de prisão e, quando vem ao Espírito Santo, fica pouco tempo. Entretanto, a polícia capixaba se comunica com a do Rio de Janeiro para que seja apreendido. Gabriel Monteiro preferiu não informar se Marujo ainda continua no Estado para não atrapalhar as investigações. O falecimento de um dos seguranças do chefe do tráfico, ocorrido nessa segunda-feira (10), em um confronto com a Polícia Militar (PM) no bairro Bonfim, em Vitória, teria motivado ataques a seis ônibus nessa terça-feira (11), quando um ônibus foi metralhado na região do Bonfim. Pouco tempo depois, um carro de reportagem da TV Tribuna foi incendiado. À tarde, dois ônibus foram queimados, um em Consolação e outro em Santo Antônio. Depois, um no Parque Moscoso e perto da Praça do Papa, na Enseada do Suá, próximo à subida da Terceira Ponte. Por fim, um à noite, na Rodovia do Contorno, na Serra. Reprodução O delegado afirma que foram feitas, até então, 16 prisões. Entre as pessoas apreendidas há executores e mandantes. Porém, conforme afirma Gabriel Monteiro, a polícia está em busca de mais mandantes. “A polícia não vai para matar ninguém, vai para prender, mas está preparada para o confronto e vai revidar na proporcionalidade, pois a polícia é para servir a sociedade e voltar para as suas casas”, diz. Os suspeitos podem responder por associação ao tráfico de drogas, organização criminosa, incêndio e dano ao patrimônio público, crimes que, somados, podem levar a mais de 30 anos de prisão. Para o delegado, os ataques aos ônibus foram motivados não somente pela morte de um dos seguranças de Marujo, mas também pelas operações que a PM tem feito e que tem resultado na prisão de grandes traficantes. “Os que não estão presos, estão com mandado de prisão, foragidos”, diz. Em suas redes sociais, nessa terça-feira, o governador Renato Casagrande reforçou que os ataques aos ônibus são uma tentativa de intimidar a PM. O gestor também lamentou o uso dos ataques por lideranças políticas de maneira “leviana”, com “interesse eleitoral”. “Pessoas que deveriam estar ajudando no enfrentamento ao crime, tentam tirar proveito da cena do crime, da cena do fato. Enquanto eu for governador, nós não deixaremos milícias nem grupos criminosos comandarem nossos territórios, como acontece no Rio de Janeiro. Vamos continuar combatendo o crime organizado”, enfatizou. A fala do governador veio depois de circularem vídeos durante todo o dia de lideranças da oposição. Um deles do presidente da Câmara de Vitória, Armandinho Fontoura (Pode), que chegou a defender intervenção federal. “Como vereador e presidente da Câmara, representei no Ministério da Justiça pedido de intervenção federal no Espírito Santo. O crime tomou conta do Estado, município sendo atacado, agora a Capital do Estado, e o governador fazendo campanha. Por isso, estou pedindo ao Ministério da Justiça que faça intervenção federal no Estado e traga as forças de segurança nacional aqui para a nossa cidade”, esbravejou. O vereador de Vitória e deputado federal eleito, Gilvan da Federal (PL) manifestou sua intenção de utilizar os ataques de forma eleitoreira quando, ao no final de um vídeo publicado nas redes sociais, pediu abertamente votos para Carlos Manato (PL), que disputa o segundo turno com Casagrande, e para a reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL). Além disso, desferiu vários ataques ao governador, afirmando, por exemplo, que “abandonou a Polícia Militar, Polícia Civil e Polícia Penal”. “Cadê o governador? Abandonou o Estado e está reunido com diversos vereadores para pedir apoio para sua reeleição”, disse. Ele prosseguiu afirmando que, “enquanto estamos aqui diante dessa barbárie do crime organizado desafiando o Estado, o governador Renato Casagrande só pensa na reeleição”, atacou. Disse ainda que “não existe Estado presente, existe Estado ausente pela incompetência desse desgoverno socialista Renato Casagrande, onde o crime organizado taca o terror, bota medo na população do Espírito Santo”. Mais quatro suspeitos de ataques a ônibus na Grande Vitória são presos Casagrande lamentou o uso dos episódios com https://www.seculodiario.com.br/seguranca/mais-quatro-suspeitos-de-ataques-a-onibus-sao-presos Dez suspeitos de incendiar ônibus em Vitória foram presos Informação foi divulgada pelo governador Renato Casagrande na noite desta terça-feira, após dia de caos e pânico https://www.seculodiario.com.br/seguranca/dez-suspeitos-de-incendiar-onibus-em-vitoria-foram-presos

13/10/2022 / 0 Comments
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