Skip to content

Século Diário

Portal de Notícias

psol_Casagrande_segundoturno_heliofilho.jpg

Psol apresenta 25 pontos para incorporar ao plano de governo de Casagrande

Sem categoria

Coordenador da campanha, Vitor de Angelo, recebeu o documento de uma comissão do partido Hélio Filho Um documento com 25 pontos levantados pelo Psol estadual para serem incluídos no plano de governo do governador Renato Casagrande (PSB) foi entregue, na manhã desta terça-feira (11), ao coordenador da campanha de reeleição, o ex-secretário de Educação Vitor de Angelo. Entre os pontos apresentados, destacam-se a valorização do serviço público e ampliação dos concursos; manutenção de estatais como o Banestes e a Companhia Espírito-Santense de Saneamento (Cesan); e manutenção do Centro de Referência das Juventudes. Participaram do encontro a vereadora de Vitória e deputada estadual eleita, Camila Valadão; o presidente estadual do Psol, Toni Cabano; o presidente do diretório de Vitória, Gilberto Campos, que concorreu ao Senado; e o professor Vinicius Machado, membro da executiva Estadual. “A gente tem unido forças por um projeto que é maior que nós enquanto partidos, nossa luta é pela democracia, contra o retrocesso, pelo povo”, destacou Cabano. A movimentação do Psol, que reforça no âmbito estadual o apoio do partido ao ex-presidente Lula, ocorre depois do anúncio de desfiliação da Rede do ex-prefeito da Serra e ex-candidato ao governo do Estado Audifax Barcelos, para apoiar o bolsonarista Carlos Manato (PL), adversário de Casagrande no segundo turno. A federação entre os dois partidos, desde a sua criação, em junho, gerou conflitos internos, decorrentes das ligações de Audifax com campos da direita. Os apoios em torno do projeto de Renato Casagrande tomou um novo impulso nesta terça-feira, resultante da decisão da plenária entre o PT e o PSB, realizada na noite de segunda-feira (19). Apesar de discordâncias de alguns militantes, o PT passa a levantar a campanha de Casagrande, mesmo ele mantendo, por questões estratégicas, a candidatura de Lula em segundo plano. Essa situação, incômoda para muitos petistas, permanece a fim de garantir a frente ampla de apoios no campo estadual, que se choca com alianças formalizadas em nível nacional, nas quais os apoios a Lula e Bolsonaro estão divididos. “Um governador de verdade dialoga com todos os setores, sem nenhuma distinção, pois o que está em jogo é o futuro dos capixabas. Governei esse Estado nos últimos quatro anos tendo uma ótima relação com o governo federal. E hoje temos dialogo com quem quer que ganhe para presidente, diferente de meu adversário”, diz Casagrande, para explicar que sua candidatura reúne apoio de lideranças de todos os campos ideológicos. As manifestações nas redes sociais – defendem setores ligados a Casagrande – apontam lideranças como os três atuais senadores da República, Marcos do Val (Podemos), Rose de Freitas (MDB) e Fabiano Contarato (PT); os deputados federais Felipe Rigoni (União), Da Vitória (PP), aliado a Bolsonaro, e o petista Helder Salomão e Paulo Foletto (PSB). E ainda os deputados federais eleitos, Gilson Daniel (Podemos), Victor Linhalis (Podemos) e Jackeline Rocha, presidente estadual do PT.

11/10/2022 / 1 Comment
read more
tribunal_de_contas_es_tati_beling_ales.jpg

‘Não existe concorrência, existe falta de estrutura para atender todo mundo’

Sem categoria

Pressionado por movimentos sociais, São Mateus é um dos municípios que rejeitam o TAG do Tribunal de Contas A mobilização das comunidades e dos movimentos sociais é o que sustenta as decisões dos municípios que já se posicionaram contrários a assinar o Termo de Ajustamento de Gestão (TAG) proposto pelo Tribunal de Contas do Espírito Santo (TCE-ES) ao governo do Estado e aos 78 municípios.  É o caso de São Mateus, no norte do Estado, um dos únicos cinco a rejeitarem o acordo, ao lado de Castelo, no sul, e, também no noroeste, Nova Venécia, Pinheiros e São Gabriel da Palha. O principal motivo é o risco real de fechamento de unidades de ensino no campo. Ao contrário do que apregoa a Corte de Contas, a reestruturação prevista no TAG não visa “acabar com a concorrência entre as redes municipais e estadual”, já que essa visão é equivocada, no entendimento técnico dos educadores e representantes dos movimentos sociais no Comitê Municipal de Educação do Campo.  “Não existe concorrência, existe falta de estrutura para atender todo mundo”, afirma a servidora municipal aposentada Rosileia Alves dos Santos, estudante de Licenciatura em Educação do Campo (Ledoc) no campus de São Mateus da Universidade Federal do Espírito Santo (Ceunes), militante e voluntária no Comitê Municipal de Educação do Campo. Acompanhando as discussões sobre o TAG, Rosileia destaca a posição da prefeitura contra o termo, com base no posicionamento firme da sociedade civil dentro do Comitê. “O prefeito [Daniel da Açaí, sem partido] disse que não assina nada que possa implicar em fechamento de escola. Ele sabe que os movimentos sociais não vão permitir isso”, afirma.  Os números que circulam entre os militantes e educadores falam em quase 900 alunos dos anos finais do ensino fundamental hoje matriculados na rede estadual de ensino, que deveriam migrar para a rede municipal, conforme quer o Tribunal de Contas. “O município não tem condições de absorver esses alunos, o prefeito e a secretária [Marília Alves Chaves Silveira] sabem disso”.  Atualmente, São Mateus tem cerca de 60 escolas do campo, incluindo unidades multisseriadas, centro de educação infantil e escolas de alternância do Movimento de Educação Promocional do Espírito Santo (Mepes). Seis delas são estaduais, estando localizadas em assentamentos da reforma agrária e territórios campesinos. Entre os vários caminhos que podem levar ao fechamento de uma escola que sofreu municipalização, explica a militante, está a redução de demanda.  Em uma das escolas de assentamento, por exemplo, a 13 de Setembro, são cerca de 35 dos anos iniciais do ensino fundamental e pouco mais de 40 estudantes dos anos finais. Ao se cumprir a divisão forçada do Tribunal de Contas, em que os primeiros são transferidos para a rede municipal e os demais continuam na estadual, a escola perderia quase metade das matrículas, o que seria um grande estímulo – conforme mostram situações semelhantes ocorridos nas últimas décadas em todo o Estado – ao fechamento da unidade e envio dos estudantes restantes para a escola urbana mais próxima. “Tendem a fechar. Se já não está investindo agora, com menos alunos, eles costumam achar mais fácil colocar os estudantes no transporte e levar pra cidade”, testemunha.  Nessa segunda investida do TCE, cujo prazo vence no final deste mês, os movimentos sociais continuam firmes na mobilização, para que o município mantenha sua posição. “O Tribunal enviou uma notificação pedindo pra que a secretaria informasse como estava o processo de análise do TAG e quais os encaminhamentos. Sabemos que a secretária pontuou várias questões em que há muitas dúvidas e que o TAG não esclarece. Disse que não dá para assinar algo ‘no escuro’, sem garantia de que não vai acabar em fechamento de escola. Continuamos acompanhando”, afirma Rosileia. Fragmentação da mobilização Representante do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) no Comitê Municipal de Educação do Campo, Romulo de Araújo Primo acrescenta outro aspecto que preocupa os movimentos sociais, que é a fragmentação da gestão da educação do campo, hoje bastante concentrada na rede estadual.  “Quando é tratada por uma única instituição, a Secretaria Estadual de Educação, a gente consegue unificar a luta e seguir uma mesma linha. Quando vai para os municípios, descentraliza a questão e acaba perdendo força naqueles municípios onde a administração não vê a Educação do Campo como deve ser tratada, voltada para o campo de fato, respeitando as especificidades do meio rural, onde não basta a sala de aula, há toda uma vivência por trás do dia a dia dos alunos”, expõe. Especificamente em São Mateus, Romulo destaca que o município tem dificuldade para garantir a qualidade hoje presente nas escolas estaduais. “Desde o espaço, limpo e arejado, até infraestrutura, com espaço para atividades fora de sala de aula, e ainda transporte público, merenda escolar…são coisas que trazem receio para a gente”.  No meio urbano, a situação pode ser até mais frágil, avalia. “A Egidio Bordoni, por exemplo, é uma escola de referência no Estado, tem uma estrutura boa, alimentação de qualidade, a gente sabe que o município não vai dar sequência a esse trabalho, se for municipalizada, isso, pelo que a gente vê nas escolas municipais de São Mateus, que não têm essa forma de trabalho. Mas enquanto no campo está muito forte a mobilização dos movimentos sociais, na parte urbana não tem tanta, as famílias ficam muito sozinhas e acabam não conseguindo garantir seus direitos”. ‘Antidemocrático e ilegal’, TAG Educação é retomado pelo Tribunal de Contas Relatado por Rodrigo Coelho, TAG já foi usado para fechar escolas em 2022, mesmo antes de formalizado https://www.seculodiario.com.br/educacao/antidemocratico-e-ilegal-segundo-educadores-tag-da-educacao-e-retomado-pelo-tce

11/10/2022 / 0 Comments
read more
pedrdo_ortiz_feira_organica_2_arquivo_pessoal.jpeg

Alimentos orgânicos: mais saudáveis, saborosos, sustentáveis e…baratos!

Sem categoria

Lista com 60 itens mostra feiras orgânicas com preços mais baixos do que as bancas convencionais de mercados Arquivo Pessoal Um levantamento empírico, feito pelo empresário Pedro Moreno Ortiz, do Sol da Terra Orgânicos, mostrou que, além de mais saudáveis, saborosos e sustentáveis, os produtos orgânicos in natura são, na maioria das vezes, também mais baratos que os convencionais com agrotóxicos vendidos em supermercados.  Herdeiro de um dos mais tradicionais restaurantes orgânicos e veganos da cidade, o Sol da Terra, Pedro segue o caminho do pai, o médico e naturalista Marco Ortiz, falecido há quase um ano, dedicando sua vida pessoal e profissional à alimentação saudável, com justiça social e respeito ao meio ambiente.  Sua pesquisa considerou 60 itens, entre frutas, legumes, verduras e temperos. Os orgânicos foram cotados em duas feiras exclusivamente orgânicas e certificadas da Capital, Barro Vermelho e Praça do Papa. Os convencionais, entre três supermercados, sendo um grande, um médio e um de bairro.  Entre as 20 frutas analisadas, metade está com preços melhores em feiras orgânicas e a outra metade nas bancas com agrotóxicos dos supermercados. Dos 18 legumes, seis são mais baratos nas feiras, ganhando os mercados nos outros 12. Já entre as hortaliças, verduras e temperos, os orgânicos vindos diretamente do produtor deram banho de economia, ganhando em 17 itens, contra apenas cinco dos produzidos à base de venenos agrícolas.  O resultado comprovou o que ele já vinha percebendo há muito tempo, como grande consumidor e vendedor de feiras orgânicas: está na hora de derrubar o mito que orgânico é sinônimo de produto caro.  “Fiz essa pesquisa com o objetivo de divulgar as feiras orgânicas, desmitificando a questão de que orgânico é mais caro. E, principalmente, divulgar os produtores orgânicos locais, que têm os preços mais baratos que os alimentos com agrotóxicos dos supermercados”, explica. Pedro comparou os preços finais de uma hipotética compra de um quilo de cada legume e fruta e uma unidade de cada verdura/tempero. Nesse exercício, os valores totais foram de R$ 460,75 na feira e R$ 479,63 no supermercado, ou seja, uma vantagem de R$ 18,88 (4%) para os orgânicos.  “Tem que divulgar para a população, para terem consciência e buscarem mais feiras orgânicas do que alimentos convencionais em supermercados. A gente está vendo uma grande diminuição de público nas feiras orgânicas, precisa informar isso à população”, reforça.  Comparações  Os orgânicos ganharam em preços nos seguintes itens: Frutas: abacate, banana nanica, banana prata, banana da terra, laranja bahia, laranja pera, limão Tahiti, milho verde, morango e tomatinho sweet grape. Legumes: aipim manteiga descascado, alho, batata baroa, inhame, quiabo e vagem. Verduras e temperos: alecrim, alface americana, alface crespa, alface roxa, alho poró, chicória, brócolis americano, brócolis japonês, couve manteiga, couve-flor, espinafre, hortelã, manjericão, rúcula orgânica e tomilho orgânico Os convencionais tiveram vantagem no preço, pequena, na maioria das vezes, nos seguintes itens: Frutas: abacaxi, ameixa, coco seco descascado, goiaba, laranja lima, limão galego, maçã importada, manga palmer, melão amarelo e tomate italiano Legumes: abóbora japonesa, abobrinha verde, batata doce, batata inglesa, berinjela, beterraba, cebola branca, cenoura, chuchu, gengibre, pimentão verde, pepino comum e cebolinha. Verduras e temperos: agrião, aipo, repolho verde e salsa orgânica.  O coentro orgânico e o almeirão mostraram preços equivalentes, saindo a R$ 2,49 no supermercado e a R$ 2,50 na feira. Políticas públicas A agricultura orgânica e a agroecologia são comprovadamente eficientes para evitar os efeitos da escassez de água, frear o êxodo rural da juventude rural, cessar a contaminação humana e ambiental com venenos altamente tóxicos (muitos liberados no Brasil, principalmente no governo de Jair Bolsonaro – PL -, apesar de já banidos na Europa), salvar as abelhas e outros insetos fundamentais para o equilíbrio ambiental da ameaça de extinção, entre muitos outros serviços de preservação da vida em sua plenitude.  Mas, além de mais divulgação, esses dois segmentos quase heroicos da agricultura brasileira e capixaba também merecem políticas públicas mais qualificadas e abundantes para chegarem a um número cada vez maior de agricultores e consumidores.  O orçamento público, no entanto, seja estadual ou nacional, via de regra é sempre muito mais restrito para os ecológicos e orgânicos. Para compensar o anacronismo do poder público, submetido, ainda, ao poderio político e econômico do agronegócio, organizações de agricultores familiares e movimentos sociais como o MPA e MST (de pequenos agricultores e sem terra, respectivamente), realizam suas próprias capacitações, certificações participativas e cooperativas para produzirem mais e melhor, sendo o arroz orgânico do MST o maior produtor dessa especialidade no Brasil, um exemplo icônico desse poder.  Uma nova oportunidade de mudar esse viés pode estar em curso, com as expectativas em torno do concurso público do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), previsto para acontecer ainda nesta gestão de Renato Casagrande (PSB). Haverá vagas e em quantidade suficiente para profissionais especializados em agroecologia, ou novamente somente as monoculturas de pasto, eucalipto e café terão seu lugar ao sol? Concurso do Incaper – a hora e a vez da agroecologia e da agricultura orgânica? Apenas 2% dos extensionistas têm essa especialização. É preciso ir além do café, gado e eucalipto, reivindicam https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/concurso-do-incaper-a-hora-e-a-vez-da-agroecologia-e-da-agricultura-organica Mercado vegetariano e orgânico mantém crescimento apesar da crise Empresários capixabas fortalecem a agricultura familiar, para atender consumidor que busca saúde e sustentabilidade https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/mercado-vegetariano-e-organico-mantem-crescimento-apesar-da-crise

11/10/2022 / 0 Comments
read more
manato_campanha_eleicao_redessociais.jpg

‘Campos minados’

Sem categoria

Segundo turno da disputa ao governo veio com tudo: tropa de Manato rebate na Assembleia e…tome mais acusações! Redes Sociais No início de mais uma semana do segundo turno eleitoral, uma única certeza: as campanhas já deixaram para trás, de vez, o clima ameno, partindo para embates cada vez mais diretos. Do lado do governador Renato Casagrande (PSB), que vinha quase num mundo fantástico, enquanto o País se acabava em polarização, ainda rende a acusação puxada pelo deputado federal Felipe Rigoni (União), que tenta associar o adversário, Carlos Manato (PL), com a Scuderie Le Cocq, grupo de extermínio que atuou no Espírito Santo e considerado o braço armado do crime organizado. A acusação circulou amplamente pelas redes sociais nos últimos dias, com mais um capítulo nesta segunda-feira (10), quando a campanha de Casagrande divulgou vídeo do antropólogo e cientista político Luiz Eduardo Soares, especialista em segurança pública e autor do livro que resultou no filme Tropa de Elite, se dizendo “horrorizado” ao saber que Manato foi membro do grupo por três anos, além de alertar para “ameaças às instituições capixabas”. Na oposição, a reação, que vinha mais concentrada em Manato, também se ampliou. O assunto foi levado por bolsonaristas ao plenário da Assembleia Legislativa, com novas acusações. Capitão Assumção (PL) exibiu vídeo citando a supervisora geral do coronel Alexandre Quintino (PDT), aliado de Casagrande, de “espalhar fake news”, em um grupo chamado “Vamos que vamos”. Mostrou até o salário da servidora e avisou que levou o caso às polícias Federal e Civil. Danilo Bahiense (PL) seguiu a entoada, ao citar os longos anos que atuou como delegado, sem ver, como ressaltou, o nome de Manato nos crimes da Scuderie Le Cocq. Para completar, ainda apresentou um atestado de antecedentes criminais do candidato. E assim o tema foi rodando com Carlos Von (DC), Torino Marques (PTB)…ou seja, daqui até o dia 30, “o bicho pega”! Atrás do restanteManato, na tentativa de alcançar o eleitor que votou em Bolsonaro e em Casagrande, investe alto agora em emplacar seu nome como candidato do presidente. Nas ruas, ele repete “Manato é 22, Bolsonaro é 22”, e aliados já começaram a enfatizar, sempre ao citá-lo, que ele é o candidato do presidente e do senador eleito, Magno Malta (PL). Bolsonaro obteve 52,2% no Estado. Já Manato, 38,8%. Tem essa gordurinha aí para tentar alcançar… Atrás do restante IIOutra estratégia que ficou evidente na Assembleia, nesta segunda, foi apontar Manato o tempo todo como médico. Acho que nunca se ouviu tanto essa palavra nos discursos. Atrás do restante IIIMagno também gravou mais um vídeo para campanha de Manato, ao lado do filho de Bolsonaro, o deputado federal reeleito, Eduardo Bolsonaro (SP). Em sua fala, rebateu o movimento de aliados de Casagrande que tentam “vender” o voto casado no 22 e 40. O presidente também já apareceu em alguns materiais de campanha, recentemente. Distâncias gritantesPor falar nos deputados estaduais bolsonaristas, que sempre fazem discursos semelhantes e de oposição a Casagrande, as votações deste ano revelaram discrepâncias. Enquanto Assumção foi o segundo mais votado, com 98,6 mil, e Bahiense veio na onda, com 24,9 mil, Carlos Von (DC) só atingiu 9 mil, perdendo a reeleição, e Torino Marques (PTB) menos ainda: 6,6 mil, com um detalhe a mais, tentou voo mais alto, à Câmara Federal. ‘AriGuedes’Nessa guerra do segundo turno, Manato resolveu antecipar a divulgação de seu secretariado, caso saia vitorioso das urnas. O primeiro, anunciado nesta segunda, é o empresário Aridelmo Teixeira (Novo), derrotado na disputa com votação inexpressiva, 0,76%. O ex-deputado federal lançou o apelido “AriGuedes”, em mais uma estratégia de colar sua imagem no governo Bolsonaro. ‘AriGuedes’ IIA referência, como se vê, é ao ministro da Economia, Paulo Guedes. Arildemo ocuparia a secretaria estadual da Fazenda. Diz Manato que, “juntos, eles vão tornar o Estado competitivo e menos desigual”. Há controvérsias, hein!? ApoiosAlém da mudança de tom na campanha, Casagrande se concentra em divulgar a maior quantidade de aliados possíveis neste segundo turno. Vídeos de prefeitos, sindicatos, segmentos…e, agora, do ex-prefeito de Vitória Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB). Sempre assimFim das eleições, muitos perfis de políticos do Estado nas redes sociais começam novamente a “definhar” e já estão abandonados. É impressionante como a maioria, até hoje, não sabe fazer bom uso da ferramenta. Nas redes“(…) Realizamos, junto com as centrais sindicais do Espírito Santo, um encontro dos trabalhadores com Casagrande e Lula. São eles os candidatos que defendem os direitos dos trabalhadores e a nossa democracia (…). Ex-prefeito João Coser, deputado estadual eleito pelo PT, ativo nas articulações pela reeleição do governador. FALE COM A COLUNA: medeirosmanaira@gmail.com

10/10/2022 / 7 Comments
read more
inspecao_juiz_federal_linhares_redes_sociais.png

‘Sob minha responsabilidade está apenas o julgamento da questão dos trilhos’

Sem categoria

No 40º dia de mobilização, juiz federal de Linhares visita ocupação indígena com advogados da Vale Redes Sociais Aos 40 dias de ocupação de um trecho da ferrovia que atravessa a Terra Indígena de Comboios, em Aracruz, norte do Estado, completados nesta segunda-feira (10), o juiz federal da Seção Judiciária de Linhares, Gustavo Moulin Ribeiro, visitou o local, acompanhado de três advogados da Vale. A inspeção judicial conta na agenda deliberada na semana passada com ambas as partes, como atividade prévia à audiência de conciliação marcada para esta terça-feira (11), em Linhares.  A “quarentena” Tupinikim tem mobilizado centenas de famílias de pelo menos cinco aldeias, que buscam a revisão do acordo de compensação e reparação dos danos causados pela Vale e a BHP Billiton, proprietárias da Samarco, quando do rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, em novembro de 2015, considerado o maior crime ambiental do país e da mineração mundial.  O acordo foi assinado há um ano com a Fundação Renova e, segundo os indígenas, não atende às necessidades das comunidades, tendo sido imposto pela entidade, sem respeitar a organização social tradicional indígena, tampouco a consulta prévia, livre, informada e de boa-fé, determinada pela Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).  A ineficiência do acordo, bem como de todo o processo anterior de reparação e compensação, foi reconhecida na última quinta-feira (6) pelo perito judicial Frei Philip Neves Machado, responsável por auxiliar o juízo da 12ª Vara Federal, em Belo Horizonte, Michael Procópio Ribeiro Alves Avelar, por meio de laudos técnicos relativos ao eixo socioeconômico do caso. “O processo socioeconômico desenvolvido até o momento não é o que atende a vocês. Isso será levado à Justiça”, afirmou o perito em visita à ocupação. A revisão do acordo é reivindicada pelos indígenas diretamente à Vale, visto que a Fundação Renova perdeu sua legitimidade de negociação e diálogo não só com as aldeias, mas com vários outros grupos de atingidos, em diversos momentos, no último ano ou mais. A princípio resistente em declinar da Renova, ao longo da ocupação da ferrovia, as mineradoras aceitaram a condição e passaram a tratar diretamente do assunto com os indígenas. A inflexibilidade em abrir mão de seus próprios interesses em prol do atendimento dos direitos das vítimas de seu crime, no entanto, não mudou. Passados 40 dias, a gigante mundial da mineração se nega a aceitar as pautas das comunidades e chegou a impetrar pedido de reintegração de posse, na justiça estadual, que resultou em liminar exigindo desocupação imediata, sob pena de multa de R$ 5 mil por pessoa, por minuto de descumprimento. O próprio juiz estadual, dias depois, reconheceu que a competência para julgar o caso é da Justiça Federal e suspendeu os efeitos de sua liminar.  Já o juiz federal Gustavo Moulin Ribeiro, em sua entrada no caso, demonstrou, até o momento, pré-disposição em ceder aos interesses da empresa e não das aldeias. A percepção é dos próprios indígenas, mediante as palavras do magistrado ao final da visita desta segunda-feira, em que ele invoca uma separação de competências não reconhecida pelas comunidades, onde a ocupação da ferrovia estaria descolada da luta pelos seus direitos como atingidos pelo crime ambiental da mineradora, o maior já registrado no país e na mineração mundial.  “Não sou eu quem vai ensinar vocês a defenderem o seu território, sua ancestralidade, tudo isso que está sendo discutido. Agora, em nome da Justiça, o que eu posso dizer é que essa questão judicializada não está sob a minha responsabilidade, está sob a do colega de Minas Gerais, na 12ª Vara, ou atual 4ª Vara da Seção Judiciária de Belo Horizonte. Sob a minha responsabilidade está apenas o julgamento da questão dos trilhos. Só isso”, disse o juiz aos manifestantes presentes. Em outros dois momentos, Gustavo Moulin Ribeiro chega mesmo a pedir que os indígenas desocupem a ferrovia, mesmo reconhecendo que sua presença ali deveria estar limitada à escuta e observação. “Fiz questão de vir aqui por iniciativa própria antes da audiência de conciliação que vai acontecer na justiça. Aqui não é meu lugar de fala, é meu lugar de escuta e de observação. Meu lugar de fala é na justiça amanhã. Gostaria de falar para vocês que não é um caso fácil de ser julgado, mas precisa ser tomada uma decisão em relação à liberação desse trilho. Um dos motivos que me trouxe aqui é fazer um apelo a vocês, que deliberem isso como comunidade (…) Gostaria que vocês realmente deliberassem e pudessem chegar à conclusão de que, nesse momento, a melhor saída é a desocupação da ferrovia”.  Truculência jurídica Desde o dia primeiro de setembro, homens, mulheres, crianças, jovens e idosos, às centenas, se alternam na ocupação dos trilhos, produzindo suas refeições, acampando, realizando assembleias e também celebrações, rodas de música e dança com a tradicional banda de congo de Caieiras Velha e outras aldeias.  Nesse tempo, a truculência jurídica e econômica das mineradoras – BHP Billiton e Vale são as maiores do mundo – conseguiram sufocar mesmo os esforços de revisão de acordo liderados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) na chamada “repactuação”. No dia seis de setembro, após 14 meses e mais de 250 reuniões e audiências públicas, um comunicado conjunto informou o fim, sem sucesso, da repactuação.  No documento, os Ministérios e Defensorias Públicas, bem como dos governos do Espírito Santo e Minas Gerais, lamentaram verificar que “Vale, Samarco e BHP não têm responsabilidade ambiental” e afirmam que “a execução de medidas reparatórias e compensatórias restou totalmente inviabilizada, em face dos dilatados prazos de desembolso [propostos pelas mineradoras], uma vez que a aceitação de tais prazos significaria transferir o ônus da mora àqueles que mais necessitam das medidas. É evidente, portanto, que houve o desvirtuamento, por parte das poluidoras, das premissas de celeridade e de definitividade, firmadas na Carta de Premissas de 22 de junho de 2021”. A repactuação e, até o momento, a ocupação indígena da ferrovia, se somam a uma série de outros acordos extrajudiciais firmados pelas mineradoras com comunidades ou instituições de justiça, na tentativa de reparar

10/10/2022 / 0 Comments
read more
luciana_medeiros_FotoDivulgao.jpg

Espírito Santo ganhará Academia Capixaba de Letras da Diversidade

Sem categoria

Proposta, destaca Luciana Medeiros, tem como foco indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência O ano de 2023 se aproxima e uma das novidades anunciadas para a cultura capixaba é a inauguração, em janeiro, da Academia Capixaba de Letras da Diversidade. A proposta é imortalizar escritores que normalmente não são acolhidos nas academias tradicionais, como indígenas, quilombolas, pessoas com deficiência, integrantes da comunidade LGBTQIA+, moradores de comunidades periféricas e detentos. Idealizadora da iniciativa, a escritora e professora Luciana Medeiros dos Santos pontua que, em geral, as academias de letras são “algo formal, conservador, padronizado”. Ela também é criadora do coletivo literário Teresa de Benguela, com foco nas mulheres negras, que promove atividades literárias. “Com o coletivo, percebemos que precisamos ampliar espaços e atingir mais pessoas que têm sua produção literária, muitas vezes, invisibilizada”, destaca. A Academia, afirma, dará prioridade para autores que já tenham pelo menos um livro publicado, privilegiem a língua portuguesa, trabalhem com temáticas sobre a diversidade, e saibam respeitar a pluralidade de pensamento. Serão 50 vagas, sendo as 25 primeiras preenchidas por meio de convite, e, as demais, por editais. A escolha dos patronos, que ainda está em fase de elaboração, vai ao encontro dessa ideia. Entre os nomes já cogitados, estão os dos escritores Rubem Braga, Carolina de Jesus e Rachel de Queiroz; das cantoras Dona Ivone Lara, Clara Nunes, Jovelina Pérola Negra e Elza Soares; da ativista Marielle Franco; e do indígena Aruká Juma. Academias de Letras A realidade de exclusão nas academias de letras existe, mas vem mudando, mesmo que lentamente. A Academia Espírito-Santense de Letras, por exemplo, foi fundada em 1921, mas somente em 1981 uma mulher, que foi Judith Leão Castello Ribeiro, passou a integrar esse espaço, até então totalmente masculino. Foi presidida por uma mulher pela primeira vez somente em 2002, quando a escritora Maria Helena Teixeira assumiu a gestão, que terminou em 2004. A ausência do público feminino, impulsionada pelo machismo, foi a motivação para a criação, em 1949, da Academia Feminina Espírito-Santense de Letras, que teve Judith como sua primeira presidente. Foi a própria Academia Espírito-Santense de Letras que sugeriu a criação da Academia Feminina, o que faz muitos questionarem se eles queriam de fato dar voz às mulheres ou que fosse criada para que elas não ocupassem a Academia Espírito-Santense. Mobilização busca dar visibilidade às mulheres escritoras do Estado Mulheres se reuniram para foto histórica que pode ser pontapé para criação de um coletivo de escritoras  https://www.seculodiario.com.br/cultura/mobilizacao-feminina-busca-dar-visibilidade-as-mulheres-escritoras

10/10/2022 / 0 Comments
read more
portuarios_casagrande_heliofilho.jpg

Militância busca unir pauta para superar discordâncias de aliados

Sem categoria

Casagrande recebeu apoio de entidades da área portuária, majoritariamente petista, sem, no entanto, atingir a unanimidade A rejeição ao ex-presidente Lula (PT) e o apoio ao presidente Jair Bolsonaro (PL) será parte essencial da reunião plenária de militantes do PT e PSB, na noite desta segunda-feira (10), para a construção de uma agenda coletiva da campanha à reeleição do govenador Renato Casagrande (PSB), que concorre no segundo turno com o candidato bolsonarista Carlos Manato (PL). Os dois iniciam a segunda semana do segundo turno em clima de embate e busca de novo aliados. A alteração do local do encontro do PT, do Sindicato dos Bancários (Sindibancários-ES) para o Comitê de Casagrande, demonstra, para a militância petista, a abertura de um debate mais aberto sobre o assunto, tratado discretamente até então. Esse descompasso decorre do posicionamento de lideranças que apoiam Casagrande, de um lado, e, de outro, Bolsonaro. Esse fato complicador pôde ser visto na propaganda de Casagrande desta semana, com ênfase na afirmação de que ele é bom gestor, independentemente de quem seja o presidente da República, destacando na chamada as palavras “estadual”, com as cores do Espírito Santo, e “federal”, emoldurado com o verde e amarelo. A peça exibe depoimentos de boa gestão, mas, como no primeiro turno, mantém a candidatura de Lula de fora, motivo de discordância de setores do PT, que apontam para a coligação com o PSB, que, no Espírito Santo, se choca com alinhamentos formalizados por Casagrande desde o primeiro turno. Neste início de semana, Casagrande recebeu apoio de vários sindicatos da área portuária, ligados à Central Única dos Trabalhadores (CUT), majoritariamente petista, mas sem alcançar a unanimidade em torno da candidatura do ex-presidente Lula, e ainda do ex-prefeito de Vitória Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB). Já Manato se encontrou com lideranças no sul do Estado e tem reforçado, cada vez mais, a divulgação de apoios que remetem ao campo nacional, como o vídeo gravado pelo próprio presidente Bolsonaro (PL), e também seu filho, o deputado federal Eduardo (SP), além do senador eleito Magno Malta (PL). No encontro com Casagrande, realizado na manhã desta segunda-feira (10), participaram representantes do Sindicato dos Trabalhadores Portuários Avulsos de Capatazia e Arrumadores do Estado do Espírito Santo (Sindipa-ES) e Sindicato dos Estivadores e dos Arrumadores Aposentados. O candidato à reeleição já havia recebido apoio da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB), Força Sindical, Nova Central Sindical, CSP Conlutas, Pública Central dos Servidores e Intersindical Central da Classe Trabalhadora, em reunião realizado no sábado (8). O presidente do Sindipa, Josué King Ferreira, defendeu a atual administração: “Casagrande é uma pessoa do povo, uma pessoa simples. Não podemos votar em quem não conhecemos”. O presidente da Estiva, José Adilson Pereira, também questionou: “Quem está concorrendo com o Casagrande hoje? Tentei lembrar uma coisa boa que Manato tenha feito como deputado federal e não consigo. Nosso governador pediu para estadualizar o Porto de Vitória e o governo federal não autorizou. Se estadualiza, protege os trabalhadores. E o Manato não gosta dos trabalhadores, sempre votou contra”, comentou.

10/10/2022 / 0 Comments
read more
lula_bolso_ebc.jpg

Evangélicos criam grupos para combater fake news bolsonaristas

Sem categoria

Notícias falsas apontam Bolsonaro como cidadão correto, “enviado de Deus”, enquanto o ex-presidente Lula é demonizado  Evangélicos defensores da democracia no Espírito Santo, como em todo o País, organizam “uma grande atividade pública” em defesa da candidatura do ex-presidente Lula no Espírito Santo. Vão se reunir na próxima terça-feira (11), de forma online, para finalizar a agenda, que deve ser ampliada para além de grupos em redes sociais criados para “combater as fake news disseminadas pelo bolsonarismo”. As ações estão alinhadas às metas traçadas pela campanha, em nível nacional. Os grupos trabalham, por meio das redes sociais, para impedir a escalada de mentiras disseminada desde o primeiro turno eleitoral pela campanha do presidente Jair Bolsonaro (PL). Ele é sempre apresentado como um cidadão correto, “enviado de Deus”, enquanto o ex-presidente Lula é demonizado e mostrado como um criminoso que não preza a família. Os grupos que defendem a democracia são inspirados nos movimentos iniciados em 2021 pelo pastor evangélico Ariovaldo Ramos, de São Paulo, respeitado no meio, que aponta Jair Bolsonaro como um “homem das trevas, espécie de anticristo”, e encontra adeptos no Espírito Santo, como o pastor batista Charles Alamus, residente em Domingos Martins, região serrana do Estado. Esse e outros grupos de evangélicos programam várias ações a partir desta segunda-feira (10). O grupo “Evangélicos com Lula no ES”, um canal de troca de mensagens, com esclarecimentos sobre notícias falsas dando conta de que Lula, se eleito, irá fechar igrejas, legalizar o aborto e acabar com as famílias, além de ser satanista, é um dos mais atuantes. Outro grupo atuante é o “Cristãos com Lula no ES“. “É necessário manter um diálogo de forma efetiva com o público, para municiá-lo no combate às fakes news”, diz um pastor, que pede para manter o anonimato, por conta de pressões que recebe, até mesmo de fiéis. O religioso contesta o direcionamento da campanha de Bolsonaro e ressalta que “cristão não pode ter um candidato único, como eles querem”. A movimentação é tocada por grupos evangélicos atuantes desde as manobras de 2016, que trabalham para mudar o tom do debate político, reforçado por grupos da direita por meio de pautas morais, mais ligadas a usos e costumes, ferindo o preceito de um estado laico, como está na Constituição Federal, promulgada em 1988. Pastores afirmaram a Século Diário que basta um comentário em defesa da democracia para serem olhados com desconfiança, chamados de forma pejorativa de “comunistas”. Esse comentário é feito acompanhado de um alerta para manter o nome em sigilo, a fim de evitar repreensões. O entendimento vem das cúpulas das igrejas, sob a justificativa de que “política e religião não se misturam”, engano disseminado entre os fiéis. Na realidade, “as pregações de Jesus não tiveram o objetivo de criar uma religião, mas de apresentar, na prática, um novo modelo de viver, uma sociedade mais generosa, igualitária, baseada no amor ao próximo”, acentua um pastor, defensor da democracia e dos direitos humanos, opositor da “guerra santa” intensificada pela esposa do presidente Jair Bolsonaro, Michele, replicadas nas igrejas que apoiam sua candidatura à reeleição.

10/10/2022 / 11 Comments
read more
andressa_barcellos_FotoAles.jpg

Justiça anula intervenção no Conselho Regional de Enfermagem

Sem categoria

Andressa Barcellos de Oliveira poderá voltar à presidência do Coren, mas somente depois de decisão do TRF2 A juíza Maria Cláudia de Garcia Paula Allemand, da 5ª Vara Federal Cível de Vitória, reconheceu a nulidade da intervenção decretada no Conselho Regional de Enfermagem do Espírito Santo (Coren-ES) por parte do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), ocorrida em maio. Entretanto, Andressa Barcellos de Oliveira, que foi afastada da presidência da entidade para que um interventor assumisse, não pode voltar imediatamente ao posto. Isso acontece porque, em junho, essa mesma juíza havia determinado o retorno imediato de Andressa à presidência do Coren/ES, porém, sua decisão foi suspensa pelo juiz federal Marcelo da Fonseca Guerreiro, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2), após um Agravo de Instrumento apresentado pelo Cofen. A advogada de Andressa, Levina Barros Libório, explica que, como envolve um órgão público, a decisão está sujeita a duplo grau de jurisdição. Assim, é preciso que o TRF2 se posicione. A advogada afirma que já apresentou petição requerendo que a Justiça reveja o efeito suspensivo. Caso isso não seja feito, a pauta irá para o plenário. Mas, explica, com a decisão da juíza da 5ª Vara Federal Cível de Vitória, caso isso aconteça, o agravo do Cofen irá para o plenário “prejudicado”. Andressa foi afastada por meio da decisão nº 116/2022, na qual consta que o Cofen abriu Processos Administrativos nº 671/2020 e nº 969/2020, após denúncias de “indícios de materialidade de prática de violação do sistema de controle de anuidades, quando da realização do pleito eleitoral de 2020” e de “abuso de poder e assédio moral, conforme denúncia apresentada pela Srª Célia Regina do Nascimento, tendo ambas as denúncias sido admitidas pelo Plenário do Cofen”. Outras denúncias geraram os PADs nº 1193/2021 e nº 633/2022, nestes casos, apresentada pelo conselheiro do Coren, Felipe Guilherme Bahiense Gomes, “com alegações de violação de normativas do sistema Cofen/Conselhos Regionais de Enfermagem, e do regimento Interno da autarquia, além de ameaças de punições aos conselheiros regionais, causando intimidações, desrespeitando a autonomia e liberdade dos conselheiros no que se refere aos seus pareceres, principalmente quando do julgamento de processos éticos”. A juíza, em sua decisão, apontou não constar “em qualquer dos processos administrativos referidos, a par das ações destinadas à apuração dos fatos, medidas administrativas do Cofen para sanar as irregularidades, tampouco justificativas capazes de levar à conclusão de que a manutenção da presidente, ora autora, no cargo poderia comprometer a integridade e a unidade do Coren-ES ou comprometimento às suas atividades administrativas, financeiras e finalísticas”. O texto prossegue dizendo que “as sindicâncias coletaram provas físicas acerca da alegada manipulação do sistema de anuidades e da ilegalidade atrelada à exoneração de servidora, não havendo motivos hábeis a justificar a medida cautelar aplicada”. A juíza diz ainda que “o Cofen limita-se a arguir que as denúncias recebidas por meio dos referidos procedimentos são bastante graves e que tentou todas as medidas administrativas antes da intervenção. Mas não há provas dessas tentativas, tampouco das medidas administrativas que o Cofen alega ter tomado. Enfim, parece que nada foi feito para evitar a intervenção”. Justiça Federal determina novo afastamento da presidente do Coren-ES Decisão contrária a Andressa Barcellos de Oliveira atende a Agravo de Instrumento apresentado pelo Conselho Federal https://www.seculodiario.com.br/justica/justica-determina-novo-afastamento-da-presidente-do-coren-es-e-retoma-intervencao

10/10/2022 / 0 Comments
read more
triplexnovo_2_divulgacao.jpg

​Centro Cultural Triplex Vermelho promove ‘dia da resistência indígena’

Sem categoria

Evento nesta nesta quarta-feira contará com atrações culturais, rodas de conversa e homenagem  Dia das crianças, da resistência indígena e aniversário do jornalista, fotógrafo e fundador de Século Diário, Rogério Medeiros. Dia 12 de outubro, quarta-feira, reunirá três comemorações em um único evento, no Centro Cultural Triplex Vermelho, Centro de Vitória. A programação contará com atrações culturais e rodas de conversa que giram em torno da cultura e resistência indígena e do trabalho desenvolvido por Rogério Medeiros em prol da valorização dos povos originários. A programação começa às 18h, com o coro de crianças Guarani Tape Rexankã, da aldeia Nova Esperança, em Aracruz, norte do Estado. De acordo com um dos sócios do Centro Cultural, Perly Cipriano, a inclusão dessa atração faz uma referência ao dia das crianças. Em seguida, haverá exibição do documentário Genocídio Guarani, de Rogério Medeiros, disponível no YouTube em duas partes. A produção audiovisual resgata a história de um genocídio ocorrido em Pancas, noroeste do Estado, nos anos 40, quando 233 indígenas morreram envenenados em cerca de uma semana após consumirem a água do córrego. A história desses indígenas em terras capixabas começa quando o Serviço de Proteção ao Índio (SPI) os assenta em uma reserva destinada aos botocudos, nos anos 30, que não ficaram ali por serem nômades. Não há registros sobre o genocídio, permanecendo na história oral a versão de que houve um surto de malária que acometeu fatalmente os indígenas. Essa história causa estranheza, uma vez que um surto desse tipo na região não atingiria somente esse grupo. Foi esse questionamento que levou Rogério Medeiros até Paraty, no Rio de Janeiro, onde entrevistou o único indígena sobrevivente, José Bonifácio, que confirmou ter sido de fato um genocídio, por meio do envenenamento da água do córrego, e não um surto de malária. O crime ocorreu quando ele tinha 16 anos.  Coincidentemente, ele faleceu 15 dias após a entrevista, ou seja, por pouco o genocídio ocorrido em Pancas poderia ter sido eternizado somente pelo viés da narrativa do homem branco. Vale lembrar que, naquela época, o noroeste capixaba registrava um intenso processo de colonização, tanto ao feitio pomerano – grupos familiares cultivando pequenos pedaços de terra – quanto ao assédio voraz dos fazendeiros da sul. Em Pancas, encontravam-se as terras mais férteis do Espírito Santo. Esses fatores podem ter sido motivadores do genocídio. Inclusive, pomeranos da região, entrevistados no documentário, afirmam que logo após a morte dos indígenas, um fazendeiro da localidade requereu a terra e a vendeu. A exibição do documentário será seguida por um bate papo com Toninho Guarani, responsável pela assessoria indígena no documentário, e Marcelo Weradjekupe. Ambos são caciques da aldeia Nova Esperança. Também faz parte da programação a inauguração da sala Rogério Medeiros, na qual constarão livros do jornalista. Segundo Perly Cipriano, o acervo será incrementado com fotos e produções audiovisuais de autoria do homenageado, que, desde a década de 70, cobriu o universo dos povos tradicionais do Espírito Santo, entre eles, indígenas e quilombolas. O Centro Cultural Triplex Vermelho foi inaugurado em setembro, passando a abrigar diversos espaços para atividades culturais, gastronômicas, formativas, de preservação da memória, e apoio aos movimentos sociais. Inaugurado o Centro Cultural Triplex Vermelho no Centro de Vitória Espaço será aberto aos movimentos populares e contará com diversas atividades, como as de cunho cultural e formativo https://www.seculodiario.com.br/cultura/centro-cultural-triplex-vermelho-sera-inaugurado-na-proxima-sexta

10/10/2022 / 0 Comments
read more

Paginação dos conteúdos

Anterior 1 … 716 717 718 … 4.870 Seguinte
Royal Elementor Kit Theme by WP Royal.