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Criado comitê de articulação pelas candidaturas de Lula e Casagrande

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O “Vote pelo Amanhã” está estruturado em quatro GTs e pretende auxiliar na “derrubada do bolsonarismo no Brasil e no Estado” A noite dessa quinta-feira (6) foi marcada pela criação do Comitê Vote pelo Amanhã, com o objetivo de promover ações no Espírito Santo em prol das eleições de Lula (PT) e Renato Casagrande (PSB) no segundo turno. O lançamento foi realizado no Bar da Zilda, Centro de Vitória, que ficou lotado com militantes de diversos movimentos sociais, partidos, sindicatos, além de pessoas da sociedade civil. O movimento defende a “derrubada do bolsonarismo no Brasil e no Estado”. O comitê é uma iniciativa da Comuna, corrente do Psol, com destaque para a vereadora de Vitória Camila Valadão, deputada estadual eleita com 52,2 mil votos, se consolidando como a mulher mais votada da história da Assembleia Legislativa. Também esteve presente o deputado federal Helder Salomão (PT), o mais votado à Câmara dos Deputados, além da também vereadora Vitória Karla Coser (PT). Divulgação Um das tônicas de Camila Valadão foi sobre a necessidade de se perder o medo de expor publicamente a opção de voto. “A gente precisa, sim, ter estratégia de intervenção em rede social, mas precisa estar na rua construindo identidade acertada do ponto de vista da comunicação, dizendo para as pessoas sem medo quais são os nossos candidatos, colocando bandeiras nas janelas das nossas casas, adesivos nos nossos carros. Quem está com medo, essa é a estratégia do bolsonarismo”, destacou Camila. Helder faz a defesa de uma grande frente democrática. “Vivemos um momento de ameaças à democracia, aos direitos dos trabalhadores. Recursos públicos estão sendo tirados de áreas estratégicas e fundamentais, como saúde, educação e segurança pública, para alimentar deputados e senadores do ‘Centrão’ com orçamento secreto. Por isso, precisamos ampliar as mobilizações pela eleição de Lula”, defende. O militante do Psol, João Paulo Valdo, uma das pessoas que atuou na articulação da reunião dessa quinta, afirma que a criação do comitê é necessária, considerando que a eleição de Carlos Manato (PL) ao governo e a reeleição de Jair Bolsonaro (PL) seria um “aprofundamento do retrocesso”.  Para ele, “o bolsonarismo é uma força social consolidada, a vitória dos dois nas urnas seria o aprofundamento da barbárie, que se expressa no sexismo, na LGBTfobia, no machismo, na violência”. Para as atividades do comitê, foram criados quatro Grupos de Trabalho (GTs): Comunicação, Panfletagem, Eleitoral e Produção e Agenda. O primeiro será responsável pela ação nas redes sociais, e o de Panfletagem, por mapear os locais para distribuição de material. O GT Eleitoral realizará o levantamento dos locais onde Lula, Bolsonaro, Casagrande e Manato tiveram mais e menos votos. O GT de Produção e Agenda construirá ações, como as culturais e artísticas, ao longo do segundo turno, bem como inserir no calendário atividades já previstas para acontecer. Nas eleições do último domingo (2), Bolsonaro saiu na frente no Espírito Santo, com 52,2 mil votos, contra 40,4% de Lula. Já o governador Renato Casagrande atingiu 46,9% e Manato 38,4%. A definição final do pleito ocorrerá no próximo dia 30. Audifax declara apoio a Manato e anuncia que irá deixar a Rede – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/politica/audifax-declara-apoio-a-manatoe-anuncia-que-ira-deixar-a-rede

07/10/2022 / 0 Comments
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‘HIV/Aids pode voltar a ser pandemia com cortes de verbas do governo federal’

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No ES, Rede Nacional defende eleição de Casagrande. “Manato também é opressor’, alerta Sidney Parreiras, da RNP+ES O HIV/Aids pode voltar a ser uma pandemia no Brasil, caso se mantenham os cortes de verbas e falta de compromisso do governo federal com as políticas públicas bem-sucedidas de tratamento e prevenção da doença empreendidos nos últimos anos.  “Vai trazer um grande problema. O HIV/Aids era para ser controlado, mas ao invés disso, pode ser tornar, sim, um grande problema para a população. Sem os serviços e as políticas públicas de tratamento e prevenção, pode virar uma nova pandemia, voltar a ser uma pandemia”, afirma Sidney Parreiras Oliveira, representante da Rede Nacional de Pessoas Convivendo com HIV/Aids no Espírito Santo (RNP+ES) e na cidade de Vitória.  O alerta é feito diante do Boletim de Monitoramento do Orçamento da Saúde, produzido pela equipe do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS) e da associação filantrópica Umane, publicada nesta sexta-feira (7) pelo jornal Estadão, sob o título “Governo Bolsonaro reduz verba para tratamento de aids e protege orçamento secreto em 2023”.  Segundo a reportagem, o estudo avaliou 12 programas do Ministério da Saúde, que, juntos, totalizaram um corte de R$ 3,3 bilhões. “O corte de verbas do Ministério da Saúde, promovido pelo governo Jair Bolsonaro (PL) para reservar dinheiro ao orçamento secreto, em 2023, atingiu 12 programas da pasta, entre eles o que distribui medicamentos para tratamento de aids, infecções sexualmente transmissíveis e hepatites virais. Somente nesta frente, o ministério perdeu R$ 407 milhões, quando comparados os orçamentos propostos para 2022 e o ano que vem. Se somadas, as perdas de recursos nos 12 programas chegam a R$ 3,3 bilhões”, afirma o jornal (Veja lista dos programas e respectivos cortes ao final da matéria).  “A preocupação do movimento nacional é que, com esses cortes, a meta de zerar as infecções até 2030 pode não ser alcançada, porque é preciso investimento e políticas públicas. Sem um serviço que te acolhe, tudo o que tem sido feito até agora pode ir por água abaixo”, reforça Sidney Parreira. O representante capixaba da RNP+ destaca duas medidas fundamentais, que ficam ameaçadas pelo corte de verbas: a Profilaxia Pré Exposição (PrEP) e a Profilaxia Pós Exposição (PEP). Ambas consistem em um conjunto de medicamentos para prevenir a infecção diante de relações suspeitas de contaminação. A PEP se aplica em relações de risco, quando há rompimento do preservativo, por exemplo, e deve ser seguida durante 28 dias de medicação. Já a PrEP é mais utilizada em relacionamentos sorodiscordantes, ou seja, quando um parceiro tem HIV e o outro não, também por profissionais do sexo ou por pessoas que já tenham feito uso da PEP por mais de três vezes.  Importância das eleições “A visão dele [Jair Bolsonaro] é acabar com o serviço, com o tratamento, como ele fez com o câncer. Isso é muito assustador, muito preocupante. Além de ser um governo autoritário e conservador, com viés de uma religiosidade opressora, onde não se pode falar de camisinha, sexualidade, é um governo desumano e insensível”, repudia.  O governo federal já não compra mais o lubrificante da camisinha, acrescenta, recurso muito importante para aumentar a resistência do preservativo e evitar ruptura e possíveis contaminações por ISTs.  Nessa segunda-feira (3), relata, a RNP+Brasil conseguiu reverter uma outra medida tomada por Bolsonaro contra as pessoas soropositivas, que foi a mudança de nome, de HIV/Aids, para “doenças avançadas”, nos materiais e apresentações do Departamento de Doenças de Condições Crônicas e IST do Ministério da Saúde (DCCI/MS). A substituição, explica, poderia invisibilizar a doença, que ainda contamina e mata milhares de pessoas no país, sendo necessário que continue sendo tratada, pelo governo federal, por meio de políticas públicas específicas.  “Se aqui no Estado a gente tiver [Carlos] Manato [PL] vencedor das eleições, teremos grandes consequências para o Estado e os municípios, porque será um governo também insensível e opressor, que não dialoga com a sociedade. A gente, enquanto movimento apartidário, apoia um governo que é democrático, parceiro e sensível às causas, como o de [Renato] Casagrande [PSB]”, opina o representante capixaba da RNP+.  Programas prejudicados Conforme o estudo noticiado pelo Estadão, os doze programas federais prejudicados com o corte de verbas destinado a garantir o orçamento secreto são:  Implementação de Políticas de Promoção à Saúde e Atenção a Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) – R$ 3,8 milhões;  Programa Médicos pelo Brasil – R$ 366 milhões;  Pesquisa, Desenvolvimento Tecnológico e Inovação em Saúde – R$ 297 milhões;  Alimentação e Nutrição para a Saúde – R$ 43 milhões;  Educação e Formação em Saúde – R$ 76 milhões;  Pró-Residência Médica e em Área Multiprofissional – R$ 922 milhões;  Sistemas de Tecnologia de Informação e Comunicação para a Saúde (e-Saúde) – R$ 206 milhões;  Implantação e Funcionamento da Saúde Digital e Telessaúde no SUS – R$ 26 milhões;  Promoção, Proteção e Recuperação da Saúde Indígena e Estruturação de Unidades de Saúde e Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI) para Atendimento à População Indígena – R$ 910 milhões;  Atenção à Saúde de Populações Ribeirinhas e de Áreas Remotas da Região Amazônica – R$ 10 milhões; Atendimento à População para Prevenção, Controle e Tratamento de HIV/AIDS, outras Infecções Sexualmente Transmissíveis e Hepatites Virais Total – R$ 407 milhões;  Implementação de Políticas para a Rede Cegonha e Implementação de Políticas para Rede de Atenção Materno Infantil – R$ 28 milhões. Propostas dos candidatos ao governo para prevenção ao HIV são ‘vazias’ – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/saude/propostas-dos-candidatos-ao-governo-do-estado-para-prevencao-ao-hiv-sao-vazias

07/10/2022 / 0 Comments
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Suzano tem até dia 10 para indenizar comunidade quilombola

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Empresa já refez lavoura destruída por agrotóxicos. MPF judicializou indenização também por danos morais Redes sociais Vence na próxima segunda-feira (10) o prazo final para que a Suzano Papel e Celulose (ex-Fibria e ex-Aracruz Celulose) proceda com a indenização por danos morais relativo à destruição de uma roça de mandioca da comunidade do Morro da Onça, localizada no Território Quilombola Tradicional do Sapê do Norte, entre São Mateus e Conceição da Barra, no norte do Estado.  A destruição aconteceu no dia nove de julho, após a aplicação de agrotóxicos, por drone, em um monocultivo de eucaliptos localizado ao lado da roça quilombola. A empresa já refez o plantio de mandioca, faltando a indenização por danos materiais combinada entre as partes, em torno de R$ 5 mil, referente à estimativa de produção que seria colhida. Há ainda um pedido de indenização por danos morais para a comunidade, já que a papeleira violou preceitos da Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que estabelece, para comunidades e povos tradicionais de todo o mundo, o direito à “consulta livre, prévia, informada e de boa-fé” antes de qualquer ação que possa impactar seu território e modos de vida.  Presidente da Associação Quilombola Morro da Onça e membro da Coordenação Estadual do Sapê do Norte (Coeq), Josielson Gomes dos Santos conta que o pedido de indenização foi feito ao Ministério Público Federal (MPF) e à Defensoria Pública Estadual (DPES), mas que, por ora, a procuradora Elisandra de Oliveira Olímpio arquivou o pedido de indenização, já que a demanda consta em uma ação já judicializada pelo MPF em favor de todas as comunidades quilombolas do Sapê do Norte. “Essas contaminações acontecem sempre, em vários lugares”, conta Josielson, confirmando a necessidade de medidas jurídicas que protejam a todos.  Na decisão de arquivamento, a procuradora cita trecho da ação – processo nº 50016471220194025003, em trâmite na 1ª Vara Federal de São Mateus – em que é pedida a proibição de pulverizações aéreas de agrotóxicos ou fertilizantes, até que algumas medidas sejam tomadas.  A proibição pedida abrange os municípios de São Mateus e Conceição da Barra, sob pena de multa de R$ 50 mil por cada operação, devendo a decisão ser comunicada às empresas de aviação agrícola por meio do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal (Idaf) e a Superintendência Federal do Ministério da Agricultura no Estado (SFA-ES).  A ação pede pela realização, no prazo de 60 dias, de um “levantamento georreferencial de todas as moradias isoladas, núcleos comunitários, escolas e unidades de saúde localizados a menos de 500 metros de talhões de eucalipto”, sob pena de multa de R$ 10 mil por dia de atraso. Também requer que seja apresentado, no prazo de 120 dias, sob pena de multa de R$ 10 mil por dia de atraso, “um documento que formalize um protocolo de comunicação e prestação de informações acerca das futuras operações de pulverização aérea, construído de forma participativa com os moradores e as lideranças de comunidades quilombolas de São Mateus e Conceição da Barra”.  Por fim, há o pedido para “condenar a Suzano S.A. a observar, nas operações de aviação agrícola realizadas diretamente ou por prestadores de serviços contratados, as distâncias mínimas de pulverização aérea estipuladas pela Instrução Normativa do MAPA nº 2, de 3 de janeiro de 2008 (ou outra normativa que venha a substituí-la), bem como observar as condições climáticas e de vento recomendadas pela bula do fabricante e/ou pelo receituário agronômico” e a adotar, em todas as operações de pulverização aérea, realizadas diretamente ou por prestadores de serviços contratados, um protocolo de comunicação estabelecido na ação, além do “pagamento do valor não inferior a R$ 1 milhão a título de dano moral coletivo.  Atualmente, a legislação brasileira sobre o assunto determina que pulverizações agrícolas por drone sejam feitas mediante registro da empresa no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), bem como envio de relatórios mensais de atividades à pasta.  Já a fiscalização da atividade, a respeito do cumprimento da lei, é feita preferencialmente pelo Idaf, podendo também ser acionada a SFA. “O ministério também pode receber denúncias de mau uso. Até porque, se houver aplicação errada, provavelmente é porque a empresa não tem registro no Mapa. Tanto na Ouvidoria do ministério [por meios eletrônicos] quanto na superintendência, aqui na avenida Adalberto Simão Nader, em Vitória. Estamos aqui para isso, fiscalizar e ajudar o cumprimento da lei”, garante o engenheiro agrônomo Marcelo Sobreira, auditor fiscal federal agropecuário da Superintendência do Ministério da Agricultura no Espírito Santo. Suzano é cobrada a indenizar quilombolas por aplicação de agrotóxicos com drone Comunidade também reivindica que Estado exija da poluidora cumprimento da Convenção OIT 169  https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/suzano-e-cobrada-a-indenizar-quilombolas-por-aplicacao-de-agrotoxicos-com-drone Pulverização de agrotóxicos via drones preocupa agroecologistas – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/pulverizacao-de-agrotoxicos-via-drones-preocupa-agroecologistas ‘Como combater a lagarta do eucalipto sem aviação agrícola?’ – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/como-combater-a-lagarta-do-eucalipto-sem-aviacao-agricola

07/10/2022 / 0 Comments
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Contarato entra na Justiça e entidades protestam contra cortes na Ufes e nos Ifes

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Representantes de entidades aprovaram, para o dia 18, uma grande manifestação contra Jair Bolsonaro Agência Senado O senador Fabiano Contarato (PT) entrou na Justiça Federal pedindo as imediatas suspensão e nulidade do mais recente corte de recursos no orçamento do Ministério da Educação (MEC) pelo governo Jair Bolsonaro (PL), nesta sexta-feira (7). Na mesma ocasião, professores, técnicos e estudantes de ensino superior, reunidos na sede da Associação dos Docentes da Universidade Federal do Espírito Santo (Adufes), passaram a organizar uma grande manifestação, no próximo dia 18, em protesto contra a política de “sufocamento das universidades”. Ao apontar para a política desastrosa de Bolsonaro, que transfere recursos financeiros do setor educacional e de outros para o orçamento secreto, a presidente da Adufes, Júnia Zaidan, afirma que as ações aprovadas na reunião serão ampliadas. As entidades pretendem garantir a participação das centrais sindicais e importantes setores da sociedade civil, a fim de dar ao protesto o mesmo formato do “Fora Bolsonaro”, já realizado desde 2021. Participaram da reunião, além da Adufes, representantes do Diretório Central de Estudantes (DCE), Sindicato dos Trabalhadores da Ufes (Sinfutes), da União Nacional dos Estudantes (Une) e dos Institutos Federais de Educação (Ifes), que já começam a se movimentar para atrair representações de movimentos populares, como Brigadas Populares e Quizomba. Divulgação Segundo Júnia, um calendário de protestos é organizado pelas entidades, incluindo, além da manifestação do dia 18, panfletagem e atos no entorno do Ifes. “Estamos buscando apoio logístico”, diz, e desabafa que a Ufes já está com o funcionamento comprometido, em decorrência dos cortes, que, neste ano, atinge a marca de R$ 14 milhões. Na Justiça Na manhã desta sexta, o senador Fabiano Contarato acionou a Justiça para a imediata suspensão e nulidade do corte de recursos no orçamento do Ministério da Educação, além de solicitar ao Tribunal de Contas da União (TCU) auditoria e eventuais providências para apurar potencial ilegalidade no corte da educação referente à execução do Orçamento Geral da União de 2022. Só a Ufes e os Ifes, ressalta Contarato, devem ficar sem R$ 9,4 milhões com a medida adotada por Bolsonaro. De acordo com a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), o bloqueio para a educação foi de aproximadamente R$ 1 bilhão, sendo R$ 328 milhões tirados especificamente da educação superior. Este valor, se somado ao montante ao longo do ano, perfaz R$ 763 milhões retirados das universidades federais. O Conselho Nacional das instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Técnica (Conif) também criticou corte de R$ 147 milhões, que afeta 1,5 milhão de estudantes e 80 mil servidores. “A descontinuidade dos serviços prestados por estas instituições traz grave prejuízo a toda a coletividade. A Ufes e os Ifes no Espírito Santo terão minha defesa incondicional contra todo e qualquer ataque”, pontua Contarato. No requerimento de instauração de fiscalização, o senador pede a adoção de providências frente aos riscos de interrupções das atividades regulares de ensino, pesquisa e extensão, inclusive em caráter cautelar, e, constatadas as irregularidades, que haja apuração e aplicação das responsabilidades aos agentes públicos e a propositura de medidas para suspender os bloqueios das verbas.  Helder tenta sustar confisco de dinheiro da área da educação por Bolsonaro – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/educacao/helder-tenta-sustar-confisco-de-dinheiroda-area-de-educacao-por-bolsonaro Estudantes organizam mobilização nacional contra novo bloqueio do MEC – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/educacao/estudantes-organizam-mobilizacao-nacional-contra-novo-bloqueio-de-verbas-do-mec

07/10/2022 / 1 Comment
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Presidente da Câmara diz que vai votar reforma Administrativa ainda este ano

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Iniciativa de Arthur Lira, em meio às eleições, gera desconfiança do movimento capixaba em defesa dos serviços públicos A afirmação do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), de que pretende colocar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 32/2020, que trata da reforma Administrativa, em votação ainda este ano, trata-se de uma estratégia para desmantelar as mobilizações em torno da candidatura de Lula (PT) no segundo turno, acredita a presidente da Associação dos Docentes da Universidade Federal do Espírito Santo (Adufes) e integrante do Movimento em Defesa de Direitos e Serviços Públicos de Qualidade, Junia Zaidan. Entretanto, afirma, o movimento “concentra forças nas eleições para a reconstrução da concepção de um serviço público que não seja privatista e autoritário”. “Estamos alerta, mas também, concentrando esforços na derrubada de Bolsonaro”, acrescenta Junia. Ela destaca que, caso a PEC 32/2020 seja de fato colocada em votação, os movimentos sociais, pelo contrário, estarão ainda mais fortalecidos, em virtude da união de esforços para a candidatura de Lula, que tem unidos diversas entidades da sociedade civil organizada. O Fórum Nacional das Carreiras Típicas de Estado (Fonacate) também denunciou “manobra” de Arthur Lira e manifestou preocupação com as recentes afirmações à imprensa sobre retomar agora os trâmites sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 32/2020. “Uma pretensão como essa é antidemocrática, haja vista ainda estar em curso o processo eleitoral, este sim, definidor das prioridades e escolhas do país nos próximos quatro anos”, diz o Fonacate. Para a entidade, trata-se de “manobra açodada, uma vez que as atenções da população e dos parlamentares permanecem concentradas nas urnas neste mês de outubro, não havendo tempo adequado para tratamento de tema de tamanha envergadura e impacto social pela atual Legislatura”. As mobilizações contra a PEC 32/2020 não são de hoje. Desde que a proposta foi apresentada pelo Governo Bolsonaro (PL), manifestações têm sido feitas em todo o Brasil, inclusive no Espírito Santo. Em setembro de 2021, a proposta foi aprovada em comissão especial na Câmara dos Deputados. O único parlamentar capixaba que participava do colegiado era Evair de Melo (PP), que votou favorável, sendo, por isso, alvo da campanha “quem votar não volta”, que espalhou outdoors com a imagem do parlamentar instigando a população a não o reeleger. No entanto, ele garantiu sua permanência na Câmara, reeleito com 75 mil votos, sendo o terceiro mais votado, atrás somente do também bolsonarista Gilvan da Federal (PL), com 87,9 mil votos, e Helder Salomão (PT), com 120,3 mil. Contudo, não se pode dizer que as manifestações contra a PEC 32 não foram bem sucedidas, uma vez que, dois anos depois de sua apresentação, ela ainda não foi votada no plenário da Câmara dos Deputados. Além disso, antes da votação na comissão especial, o relator da PEC 32/2020, deputado Darci de Matos (PSD-SC), apresentou, em maio de 2021, mudanças no texto do governo Bolsonaro, com a supressão de alguns itens. A medida foi considerada pelos contrários à reforma como algo que “enfraquece a tentativa de destruir o setor público e preencher com os serviços privados”. Uma das alterações é a retirada do item que estabelece que o presidente da República pode extinguir entidades da administração pública autárquica e fundacional. Algumas consequências da proposta, afirmam entidades da sociedade civil organizada em carta divulgada assim que a PEC foi apresentada, são o fim do concurso público, do regime jurídico único e da estabilidade de emprego; o afrouxamento contratual de serviços para com a iniciativa privada; e a concentração de amplos poderes nas mãos do Executivo para alterar todo o arcabouço de cargos públicos do Estado. Para as entidades, o argumento do governo federal de que a reforma possibilitará corte de gastos é um equívoco, já que o atendimento à população por meio do serviço público não é o motivo do esvaziamento dos cofres públicos. Reforma administrativa é destruição do serviço público, alertam entidades Trabalhadores protestaram contra a proposta do governo Bolsonaro em ato na Praça Costa Pereira https://www.seculodiario.com.br/direitos/reforma-administrativa-e-destruicao-do-servico-publico-afirmam-entidades Manifestantes vão às ruas de Vitória dia 18 contra reforma Administrativa Diretora da Adufes, Junia Zaidan aponta que protesto também será contra a privatização dos Correios https://www.seculodiario.com.br/politica/manifestantes-vao-as-ruas-de-vitoria-dia-18-contra-a-reforma-administrativa

07/10/2022 / 0 Comments
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Morre uma estrela

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Melhor que uma Arca de Noé espacial Vento frio e céu nublado, um dia como outro qualquer, pois nem sempre o sol brilha para todos. Estamos tão acostumados com as mudanças climáticas que não nos preocupamos com a possibilidade de tais caprichos da natureza deixarem de existir. Uma certeza absoluta: o sol nasce todos os dias, chova ou dê praia. Um consolo infalível: por pior que seja a noite, o sol nasce outra vez. Isso é tão certo quanto a morte para todos nós, menos para o sol, esse deus generoso sem o qual não existiríamos. * Esse era o dogma dos nossos distantes antepassados: um fim de mundo próximo assistido por um sol eterno e indiferente. Hoje sabemos que o brilho das estrelas é pura energia, viajando pelo espaço e chegando até nós sob a forma de luz. Lindo de se ver, mas que não dura para sempre – as estrelas nascem e morrem, como qualquer vil mortal. E como o sol é uma estrela, seus dias também estão contados. E nem tem muita grandeza. Mas não se desespere, que Hollywood tem soluções para tudo. * Quando o Equador estiver tão frio quanto o Polo Sul e os oceanos virarem lagoas, os cientistas já terão encontrado um planeta em outro sistema solar girando no espaço com as mesmas condições de vida do planeta Terra: petróleo em abundância, oxigênio limpo, sombra e água fresca. Árvores carregadas de frutas, animais dóceis e gordos. Mas só os jovens saudáveis serão transportados para tais paragens… afinal, devem estar preparados para os difíceis embates dos primeiros anos, até chegarem à era da felicidade total, com celulares e cirurgias a lazer. Melhor que uma Arca de Noé espacial. Os idosos serão gentilmente eliminados, sem dor e lágrimas desnecessárias. * Muitos são os filmes produzidos continuamente na fábrica de sonhos, embora poucos cheguem ao tapete vermelho. Quando o clima na Terra ficar mais quente que os decotes das estrelas, os cientistas terão descoberto uma energia capaz de mover nosso planeta para fora do agonizante sistema solar, longe da Via Láctea, suavemente, até alcançarmos outro campo magnético e nos atarmos a uma estrela jovem e generosa. Uma que nos brinde com uma eterna primavera o ano inteiro. * E já que temos a força, vamos recolhendo na viagem algumas luas e todos os anéis de Saturno, para tornar nossa paisagem celeste mais bonita. Sonho de uma cientista maluca? Absolutamente. Essa mudança é possível e poderá ocorrer daqui a uns cinco bilhões de anos… se os terráqueos já não tiverem se autodestruído em guerras e atos de intolerância, ignorância, ganância, e outras ânsias. Para tudo começar de novo. Nasce uma estrela… quem viver me dará razão.

07/10/2022 / 2 Comments
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Segurança das urnas

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Barreiras são em camadas, pois existem diferentes tipos de dispositivos Muito foi dito acerca da segurança das urnas eletrônicas, tanto no sentido de corroborar os avanços do uso tecnológico no escrutínio brasileiro, como para criticá-lo e tentar retomar a discussão sobre a volta do voto impresso. A questão é importante e, no que se refere às auditorias, este é o ponto chave em que podemos reafirmar que os avanços são evidentes e que os devidos esclarecimentos já foram dados e reforçados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). As auditorias servem para verificar a integridade e a autenticidade das urnas eletrônicas. No caso, o TSE já realizou seis vezes o chamado TPS (Teste Público de Segurança). Indo mais além, o prazo de abertura dos códigos-fonte foi ampliado de 6 meses para 12 meses, com a instituição da Comissão de Transparência Eleitoral. O último TPS (Teste Público de Segurança), por sua vez, foi feito no ano de 2021. Uma informação importante, também, é a de que no dia da eleição não há nenhum equipamento do sistema eletrônico de votação que tenha conexão com a internet, o que impede o acesso de terceiros aos dados gravados. No fim da votação, o presidente da seção eleitoral utiliza senha própria, encerra a votação e emite o Boletim de Urna (BU), que é o relatório impresso com ao menos cinco vias e que é fixado publicamente na seção eleitoral. Além da publicação dos arquivos do Boletim de Urna (BU), são publicados na internet os arquivos do RDV (Registro Digital do Voto) e os logs das urnas eletrônicas. O processo eleitoral ainda é aberto à fiscalização de diversas entidades, o que inclui coligações, federações, partidos políticos, órgãos de governo, departamentos de tecnologia da informação de universidades credenciadas ao TSE, dentre outras entidades públicas e privadas (sem fins lucrativos). Outros mecanismos de segurança importantes na votação eletrônica são as chamadas assinatura digital e o resumo digital. A assinatura digital consiste em uma técnica criptográfica que visa garantir um conteúdo, neste caso, de um arquivo digital, em que se pode verificar a sua integridade, ou seja, que não sofreu modificação de seu programa de computador por falha de gravação ou leitura. A validação da assinatura digital se dá, portanto, pela constatação de que esta não teve o seu conteúdo modificado. No que se refere à autenticidade do programa, se confirma se este foi gerado pelo TSE e, portanto, tem origem oficial. O resumo digital, por sua vez, é o chamado hash, um resumo criptográfico, que envolve uma técnica semelhante a um dígito verificador. O resumo digital de um arquivo digital é calculado por um algoritmo público, isto é, um método matemático conhecido por todos. Os resumos digitais são publicados no portal do Tribunal Superior Eleitoral depois do cálculo dos hashs de todos os arquivos digitais. A segurança das urnas é feita em camadas, pois existem diferentes tipos de dispositivos de segurança, com cada um tendo uma finalidade específica. As barreiras de segurança no sistema eletrônico de votação conjugam o objetivo de tornar o sistema inviolável. Uma informação importante é a de que se o sistema sofre qualquer ataque, ocorre um efeito cascata, pois a urna eletrônica trava, impedindo que sejam gerados resultados válidos. A respeito do TPS, o primeiro ocorreu em novembro de 2009, e o resultado é dito pelo TSE que, até hoje, “nenhuma tentativa de adulteração dos sistemas ou dos resultados da votação obteve êxito”. No período eleitoral, o acompanhamento é feito pela Justiça Eleitoral, sociedade civil, colaboradores que realizam o transporte, preparação e manutenção das urnas eletrônicas, e mesários convocados. Os colaboradores e os mesários não têm acesso ao código-fonte dos sistemas eleitorais, ou seja, não terão como violar o software e o hardware da urna eletrônica. Os procedimentos do sistema eleitoral, quando se aproximam as eleições, consistem nas etapas como a de 30 dias antes do pleito, em que a versão final do programa de computador que será utilizado é assinada digitalmente e lacrada fisicamente, tudo feito em cerimônia pública em que se verifica a integridade e autenticidade dos programas instalados nas urnas eletrônicas. Também faltando 30 dias, é nomeada a Comissão de Auditoria de Funcionamento das Urnas Eletrônicas. Faltando 20 dias, todos os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) informam em edital e divulgam em seus sites os locais em que se realizarão as auditorias, devendo expedir ofícios para os partidos políticos sobre horário e local em que será feito o sorteio das urnas eletrônicas que serão auditadas. Um dia antes das eleições, são sorteados pela Justiça Eleitoral algumas seções em que se retiram urnas que são instaladas nos TREs em salas com câmeras de filmagem. As urnas retiradas das seções são substituídas por novos equipamentos. Na véspera das eleições, a comissão providencia o número de cédulas de votação que deverão ser preenchidas pelos representantes dos partidos políticos, coligações e terceiros, vetada a participação de servidores da Justiça Eleitoral. Após este preenchimento, as cédulas são guardadas em urnas eletrônicas lacradas. No dia das eleições, em cerimônia pública, a auditoria faz a emissão dos relatórios da zerésima (comprovante da inexistência de votos) que são verificados e assinados pelo juiz eleitoral, partidos e coligações, OAB, Ministério Público, e demais entidades fiscalizadoras. No fim da votação, é feita a emissão do Boletim de Urna (BU), como dito anteriormente. Nesse domingo (2) de eleições, pouco antes das 17h, o presidente do TSE, Alexandre de Moraes, visitou a sala de totalização dos votos das Eleições Gerais de 2022, no edifício-sede da Corte, em Brasília. O ministro foi acompanhado da presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Rosa Weber, e dos ministros do TSE, Cármen Lúcia e Benedito Gonçalves. O secretário de Tecnologia da Informação do TSE, Julio Valente, recebeu a comitiva e explicou sobre o trabalho realizado, que tem o objetivo de observar e monitorar as informações da votação em todo o país. A sala da Seção de Totalização é destinada à contabilização dos números do pleito, em que os sistemas de totalização são desenvolvidos, e é feita a divulgação dos resultados. Uma equipe de 20 servidores trabalha nesta sala, em parceria com outros setores da Corte

06/10/2022 / 0 Comments
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Audifax declara apoio a Manato e anuncia que irá deixar a Rede

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Ex-prefeito da Serra justificou sua saída do partido na decisão da Nacional de apoiar reeleição de Casagrande Redes Sociais O ex-prefeito da Serra Audifax Barcelos (Rede), derrotado na disputa ao governo do Estado, vai apoiar o candidato bolsonarista Carlos Manato (PL), que concorre no segundo turno contra o governador Renato Casagrande (PSB). Ao fazer o anúncio, na tarde desta quinta-feira (6), ele disse também que vai deixar seu partido. Audifax justificou a saída da Rede, após sete anos de militância, por ter a Nacional decidido apoiar a reeleição de Casagrande. Ele é o presidente estadual da Rede no Estado e sua principal liderança.  “Diante da decisão nacional do partido de apoio à reeleição de Casagrande, a quem tenho várias críticas, não vejo outra saída a não ser me retirar do partido”, afirmou, reforçando o discurso mantido durante toda a campanha eleitoral, cheia de críticas ao atual governante. O ex-prefeito da Serra ficou em quarto lugar na disputa ao governo na eleição desse domingo (2), obtendo 6,5% dos votos válidos, o equivalente a 135,5 mil. Referindo-se a Manato, disse que pontos de seu programa de gestão foram adotados, reafirmando que não acredita que a eleição do ex-deputado federal irá gerar retrocessos, além de apontá-lo como “chance de renovação”. As propostas listadas por Audifax são: ampliação do número de delegacias de combate à violência doméstica; implantação do programa “Farmácia Capixaba” com distribuição gratuita de medicamento; concurso público para policiais civis e militares; implantação do programa “Emprego Fácil”; ampliação do ensino técnico e profissionalizante nas escolas de ensino médio; e revisão da destinação dos recursos do Fundo Soberano. O apoio de Audifax a Manato foi noticiado por Século Diário nessa quarta-feira (5), a partir de comentários de bastidores dando conta de que ele iria trabalhar com a futura gestão da Câmara de Vitória, liderada pelo vereador Armandinho Fontoura (Podemos), a partir de janeiro de 2023. O próprio Armandinho divulgou nota afirmando que o ex-prefeito aceitou seu convite para integrar a equipe de transição entre a atual gestão, de Davi Esmael (PSD), e a sua. “Convidei Audifax para comandar um novo departamento da Câmara, que se chamará Observatório da Cidade”, acrescentou.  No mesmo dia, Audifax, que é servidor da Capital, foi colocado à disposição da Câmara pelo prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos), conforme publicado no Diário Oficial. O grupo é de oposição a Renato Casagrande. Audifax anuncia nesta quinta-feira de que lado fica no 2º turno eleitoral – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/politica/audifax-anuncia-nesta-5-de-quelado-fica-no-segundo-turno-eleitora

06/10/2022 / 1 Comment
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Novas ‘fichas’

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Aliados e prefeitos ligados a Casagrande tentam separar eleição presidencial da estadual e até “vendem” voto casado com Bolsonaro Redes Sociais O governador Renato Casagrande (PSB) tentou de todo jeito fugir da polarização nacional em sua busca pela reeleição, mas não teve saída! Em vários estados, os resultados das urnas refletiram a “guerra” entre a direita e a esquerda, representadas pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) e o petista Lula. Com o inesperado segundo turno, efeito exatamente do crescimento do palanque de Carlos Manato (PL), a estratégia segue a mesma, porém, com novas fichas e protagonizada por aliados. Um grupo ligado ao governador tem discursado no sentido de separar as duas disputas e até começou a publicar banners nas redes sociais, declarando voto casado em Casagrande e Bolsonaro. Foi o que fizeram, na quarta e quinta-feira (5 e 6), o prefeito de Cariacica, Euclério Sampaio (União), e filiados do Podemos: os deputados federais eleitos Gilson Daniel e Victor Linhalis, e o suplente na chapa, Coronel Alexandre Ramalho. Já os prefeitos trataram o tema no encontro com Casagrande realizado em Vitória. Ecoaram a nota de separar as duas eleições, o prefeito da Serra, Sérgio Vidigal (PDT), e de Barra de São Francisco, Enivaldo dos Anjos (PSD). O próprio Casagrande aproveitou a deixa: “Nesta hora, precisamos olhar para o projeto local”, enfatizou, dizendo que dialogou bem com todos os ministros de Bolsonaro. “Não importa quem vencer, vou seguir dialogando bem”, acenou. As investidas, como se sabe, não são à toa. O eleitorado do Espírito Santo, apesar de um índice menor registrado nessa eleição comparado com 2018, é majoritariamente bolsonarista, conservador e de direita. No primeiro turno, o presidente cravou 52,2% de votos, à frente de Lula, com 40,4%. Agora, e essa dupla Casagrande-Bolsonaro, hein, cola? Novas ‘fichas’ IIAs mensagens de Euclério e das lideranças do Podemos nas redes são semelhantes: “Fechado com Bolsonaro 22 para presidente e Casagrande 40 para governador”; “Sou Bolsonaro, sou Casagrande”; “Voto em Casagrande e Bolsonaro”; “Sou 22 e voto 40”. Novas ‘fichas’ IIIO termômetro, após as publicações, indica ao menos estranhamento e muitas perguntas. Mas o que vale é a urna! Seguimos de olho… EfeitosEsse movimento é apontado como independente, sem a digital de Casagrande. Mesmo assim, joga luz no PT, disposto agora a entrar de vez em sua campanha, na meta de barrar o bolsonarismo. Essa parceria não ocorreu efetivamente no primeiro turno, por discordâncias nos rumos da aliança com o PSB e no apoio a Lula, que também não existiu, de fato, pelo governador. Veremos os efeitos… Enquanto isso…O senador eleito Magno Malta (PL), que passou o primeiro turno preocupado apenas com seu próprio umbigo, diz que participará ativamente da campanha de Manato contra Casagrande. Ele gravou um vídeo ao lado de Bolsonaro, em Brasília, já devidamente espalhado pelo candidato. Pior que está, fica!O já esperado anúncio de apoio do ex-prefeito da Serra Audifax Barcelos a Manato, oficializado nesta quinta-feira (6), trouxe junto o anúncio de saída da Rede Sustentabilidade. O partido, que já não tem muito quadros, perde, assim, sua principal liderança. Quem assumirá o posto? Que coisa…A escolha também gera burburinhos nos bastidores. Três vezes prefeito da Serra, ex-deputado federal, um resultado aquém na disputa deste ano, é verdade, mas…trabalhar na Câmara de Vitória? Está aí algo que chamou atenção. Se Manato levar, pode virar secretário, se não… Mesmo tomO apoio a Manato também foi declarado em vídeo publicado nas redes sociais, em que Audifax se vale do mesmo tom de campanha, disparando contra Casagrande em áreas essenciais, como segurança pública e saúde, e ainda apontando “suspeitas de corrupção”, obras paradas e a situação da pobreza. Sem esquecer, é claro, do mantra do “dinheiro guardado”. ‘Isentão’Parceiro do ex-governador Paulo Hartung (sem partidos) de outros “carnavais”, o ex-presidente do Banco Central, Armínio Fraga, declarou ao Estadão, que iria anular o voto no segundo turno, mas mudou de ideia, vai de Lula (PT). Já Hartung, até hoje, segue publicando artigos com mensagens nas entrelinhas. Nas redes “Casagrande firma compromisso em defender a permanência da Petrobras no Espírito Santo (…)”. Sindicato dos Petroleiros (Sindipetro-ES), após encontro com o governador e anúncio de apoio. FALE COM A COLUNA: medeirosmanaira@gmail.com

06/10/2022 / 2 Comments
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Renato Casagrande recebe apoio de Camila Valadão e prefeitos

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Reunião com o governador contou com a participação de 67 dos 73 prefeitos que declararam apoio no segundo turno Hélio Filho “As diferenças políticas no campo da esquerda não podem limitar as ações unitárias para derrotar Bolsonaro e Manato”, disse a vereadora de Vitória Camila Valadão (Psol), deputada estadual eleita com 52,2 mil votos, ao declarar apoio ao candidato à reeleição Renato Casagrande (PSB), no  segundo turno das eleições. O apoio de Camila, anunciado nesta quinta-feira (6), é somado ao de 73 dos 78 prefeitos do Estado, que nesta quarta-feira (5), se aliaram ao governador. A reunião com os prefeitos ocorreu em Vitória e contou com a presença de 67 deles, da senadora Rose de Freitas (MDB); dos deputados eleitos, o federal Gilson Daniel (Podemos) e o estadual, Tyago Hoffmann (PSB); do deputado estadual Emilio Mameri (PSDB) e do ex-secretário de Segurança e suplente a deputado federal, Coronel Ramalho (Podemos). Outros seis prefeitos não puderam comparecer, mas enviaram representantes. A declaração de Camila foi feita em suas redes sociais. Ela argumentou que o cenário da política capixaba e nacional exige posicionamento e mobilização da sociedade. “Estamos num cenário decisivo da política capixaba e nacional no enfrentamento ao bolsonarismo e sua agenda política. Não há tempo para dúvidas diante dessa conjuntura. Precisamos nos posicionar e mobilizar para enfrentar o retrocesso”, destacou. O prefeito de Cariacica, Euclério Sampaio (União), na reunião com Casagrande, afirmou: “Fiz uma postagem dizendo que sou Bolsonaro e Casagrande. Só temos um candidato para pedir voto agora e não podemos errar. Nós, gestores, vamos perder muito se o Casagrande não continuar. Se quisermos continuar com investimentos para nossos cidadãos, temos que ir de 40 no segundo turno”. Da mesma opinião é o prefeito da Serra, maior colégio eleitoral do Espírito Santo, Sérgio Vidigal (PDT): “Cada um de nós tem que fazer uma reflexão. Esquecer a política nacional, que eles discutam para lá, e se aqui não for com o Casagrande, será muito ruim. Todos nós, que somos gestores, temos que ter amor ao nosso Estado e à nossa cidade. Cada prefeito aqui é o Renato Casagrande em sua cidade, pois como nós gostamos de dizer, o governador é o segundo prefeito de cada cidade”. Arnaldinho Borgo (Podemos), prefeito de Vila Velha, destacou os investimentos do governo do Estado em seu município e disse: “Há um ano e nove meses tenho falado dos investimentos do governador Casagrande em Vila Velha, investimentos históricos que a cidade nunca viu. Por isso, precisamos da reeleição do nosso governador, para que possamos seguir com investimentos que fazem a diferença para o cidadão”. Enivaldo dos Anjos (PSD), prefeito de Barra de São Francisco e coordenador da campanha de Casagrande em sua região, defendeu o voto em Casagrande e apontou que o voto para presidente deva ser liberado. “Não podemos ficar criando situação nacional aqui. Temos que votar no Casagrande, pois é o melhor para o Estado. Para presidente vota em quem quiser”. A senadora Rose de Freitas, que não conseguiu se reeleger, reafirmou o alinhamento a Casagrande e reforçou a necessidade de uma campanha mais intensa: “Vamos sair daqui e brigar por cada voto. A eleição do Senado acabou e agora somos todos Casagrande”.  Os apoios desta quinta a Casagrande se somam, até agora, aos do campeão da disputa à Câmara dos Deputados, Helder Salomão (PT), com 120,3 mil votos, e do deputado federal Felipe Rigoni (União), que conseguiu alta votação, 63,3 mil, mas não se reelegeu, devido ao sistema proporcional.

06/10/2022 / 1 Comment
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