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Enfermagem vai debater em assembleia estado permanente de mobilização

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Profissionais da rede pública do Estado se reunirão nesta quarta-feira, para definir atos em prol do piso salarial Enfermeiros da rede pública de saúde do Espírito Santo estão convocados pelo sindicato representativo para uma assembleia que irá deliberar sobre o estado permanente de mobilização em prol do piso salarial. A mobilização, que pode envolver ações como atos e paralisações, será discutida e efetivada em todo o país, caso o Supremo Tribunal Federal (STF) mantenha a suspensão do piso salarial da categoria. A assembleia, em formato virtual, será nesta quarta-feira (14). Os enfermeiros da rede privada ainda não farão assembleia para discutir a mobilização permanente, porque está em processo de negociação da convenção coletiva com o Sindicato dos Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Espírito Santo (Sindhes), o que, como explica a presidente do Sindienfermeiros, Valeska Fernandes, impossibilita que façam paralisações. A assembleia para que seja avaliada a proposta do Sindhes será na próxima segunda-feira (19). Até o momento, o placar do STF é de cinco votos a três pela suspensão do piso da enfermagem. Os ministros Ricardo Lewandowski, Alexandre de Moraes, Dias Tóffoli e Cármen Lúcia acompanharam o relator, Luís Roberto Barroso. Os contrários à suspensão foram André Mendonça, Nunes Marques e Edson Fachin. Ainda não se posicionaram, Rosa Weber, Luís Fux e Gilmar Mendes. O julgamento prossegue até esta sexta-feira (16). Leonardo Sá Ao suspender o piso da Enfermagem, Barroso deu prazo de 60 dias para que entes públicos e privados da área da saúde esclareçam o impacto financeiro, os riscos para empregabilidade no setor e a eventual redução na qualidade dos serviços. A decisão é proveniente de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) movida pela Confederação Nacional de Saúde, Hospitais, Estabelecimentos e Serviços (CNSaúde), que questionou a constitucionalidade da Lei 14.434/2022, que estabelece o piso, aprovada no Congresso Nacional. A decisão de Barroso motivou protestos da categoria. Nessa sexta-feira (9) os trabalhadores se concentraram na praça Costa Pereira, no Centro de Vitória, e seguiram rumo ao Palácio Anchieta, interrompendo as vias da Avenida Jerônimo Monteiro. Ao chegar na sede do governo, embora a Polícia Militar (PM) dissesse para não passarem para a outra pista, os manifestantes também fecharam as vias da Avenida Getúlio Vargas. Leonardo Sá Alguns motoqueiros tentaram passar e até deram pequenas arrancadas com a moto para tentar intimidar, mas a barreira humana feita pela categoria se manteve no mesmo lugar. A Enfermagem já havia feito um protesto em cinco de setembro, quando paralisou a Terceira Ponte tanto no sentido Vitória quanto Vila Velha. ‘Oposição ao piso da Enfermagem mostra o quanto o Brasil é sexista e racista’ No ato contra a suspensão do piso, Contarato destacou que a categoria é principalmente negra e feminina https://www.seculodiario.com.br/saude/oposicao-ao-piso-da-enfermagem-mostra-o-quanto-o-brasil-e-sexista-e-racista Enfermagem paralisa o trânsito em ato contra suspensão do piso Manifestantes atravessaram a Terceira Ponte nesta segunda-feira, nos dois sentidos https://www.seculodiario.com.br/saude/protesto-dos-trabalhadores-da-enfermagem-paralisa-transito-na-grande-vitoria

13/09/2022 / 0 Comments
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Iniciativa privada detém 80% do recurso público da saúde, diz especialista

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Campanha propõe oito ações para fortalecer o SUS, do qual a própria saúde privada e todos os brasileiros dependem Marcello Casal/ABr A privatização crescente da saúde no Brasil é uma das explicações para o enfraquecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), da qual a própria saúde suplementar (privada) e todos os brasileiros dependem. Atualmente, a maior parte do dinheiro público destinado ao setor tem sido cada vez mais drenado para empresas e outras pessoas jurídicas não públicas, por mecanismos também cada vez mais diversos.  A observação é da pesquisadora capixaba Elda Bussinguer, doutora em Bioética e presidente da Sociedade Brasileira de Bioética (SBB), para quem “a saúde suplementar (privada) é SUSdependente”. Segundo suas pesquisas, “mais de 80% dos recursos públicos da saúde estão nas mãos da iniciativa privada”, afirma, citando as Organizações Sociais (OSs) e contratualização de leitos em hospitais particulares, pelos governos, como as principais formas de privatização.  No caso das OSs e hospitais ditos filantrópicos, sublinha, elas não são, de fato, entidades sem fins lucrativos. “AS OSs só são organizações sociais no nome. Na prática, agem como empresas privadas, que visam lucro. Seus gestores têm lucros exorbitantes”.  Já sobre os hospitais privados, Elda conta que boa parte deles “funciona como se fosse fundações, entidades filantrópicas”, recebendo isenções tributárias, que enriquecem ainda mais seus gestores. As clínicas de hemodiálise são o exemplo mais emblemático, destaca. “Quase 100%, talvez 98% do tratamento de hemodiálise no Brasil é feito com dinheiro público. É um dos tratamentos mais caros, e quando o tratamento é caro, as empresas prestam o serviço por meio do SUS”.  O contexto de privatização também incide sobre o repúdio à suspensão do pagamento do piso salarial da Enfermagem, feito pelo ministro Luiz Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), no dia quatro de setembro. Ao contrário da justificativa apresentada pelo magistrado, de que não há provisão orçamentária pública nem privada para o aumento definido na Lei 14.434/2022, Elda afirma que “o Congresso Nacional fez vários estudos, não desequilibra o sistema. Na verdade, é preciso que os lucros das empresas privadas de saúde sejam um pouco diminuídos. Grupos privados lucraram muito na pandemia, agora era hora de alguém abrir mão de parte dessa alta lucratividade para que essas pessoas tenham um salário digno”, pondera. A fragilização do SUS, reafirma, afeta a todos. A própria saúde suplementar, que é financeiramente dependente dele, bem como toda a população brasileira – incluindo os menos de 25% que são clientes dos planos privados – que, consequentemente, também é SUSdependente. Até porque, ressalta Elda Bussinguer, o SUS não é só posto de saúde e hospital.  “Não existe ninguém que não dependa do SUS. A Vigilância Sanitária é SUS. Portos, aeroportos, restaurantes, fábricas, escolas, consultório médicos…o controle das condições sanitárias em todos esses ambientes depende do SUS. A Vigilância Epidemiológica é SUS. E todos somos dependentes dela. O controle das doenças, quantos diabéticos têm no país, como avançam os surtos ou epidemias de doenças infecciosas…tem que haver uma inteligência por trás disso para fazer os controles e cercamentos. E isso não é feito pelo consultório médico, é o SUS que faz isso”, exemplifica.  ‘Fortalecer o SUS’ As posições da presidente da SBB ecoam na Campanha Fortalecer o SUS, capitaneada pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), que dispõe de um manifesto, direcionado aos candidatos ao Executivo e Legislativo deste ano, e de uma petição online aberta a todos os cidadãos.  No documento, a Abrasco ressalta algumas outras grandiosidades do SUS brasileiro: é o maior sistema público do mundo de transplantes de órgãos; é responsável por organizar um dos maiores sistemas de atendimento de emergência (o Samu); oferece a toda população brasileira tratamento irrestrito a doenças crônicas e raras; é um sistema comprometido com a pesquisa, a produção e o acesso a medicamentos, com o acompanhamento contínuo em Unidades Básicas de Saúde e pelas equipes de Saúde da Família; realiza planos e programas voltados para a melhoria das condições de saúde de populações vulnerabilizadas. Sobre a vacinação, outro trunfo do SUS, a Abrasco salienta que a imunização contra Covid-19 em 2021 conseguiu evitar a morte de 219 mil pessoas.  O desinvestimento, no entanto, contrasta com essa importância. O documento expõe que o orçamento público para a saúde vem diminuindo ao longo das décadas. O primeiro corte, apresenta a Abrasco, ocorreu em 1993, logo após a criação do SUS, em 1988, quando o governo federal interrompeu a transferência de recursos da previdência para despesas em saúde. No ano seguinte, o Fundo Social de Emergência (depois substituído pelo Fundo de Estabilização Fiscal e pela Desvinculação das Receitas da União) permitiu a desvinculação de 20% do orçamento da seguridade social para outros gastos do Tesouro Nacional, proporção que atingiu 30% no ano do impeachment contra a presidente Dilma Roussef, em 2016. No mesmo ano, foi publicada ainda a Emenda Constitucional nº 95, a EC do Teto de Gastos, estabelecendo um novo regime fiscal e o congelamento dos gastos com saúde e outros setores essenciais por vinte anos.  Atualmente, segundo a Abrasco, “o gasto público em saúde no Brasil [é] menor que o gasto privado (despendido por pessoas, famílias e empresas)”. Citando dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a entidade destaca que, em 2017, o país gastou 9,2% do PIB em saúde, sendo 3,9% (42%) gasto público e 5,4% (58%) privado. “Uma participação em torno de 75% de gasto público caracteriza os sistemas de saúde universais no mundo. Na América Latina e Caribe, os únicos países que superam essa proporção são Cuba, com participação de 89,4% e Costa Rica, com 75,1%”, contextualiza a Abrasco, destacando o movimento retrógrado que o Brasil tem empenhado.  A situação é pior em âmbito federal: “a União reduziu sua participação de 63,8% dos gastos públicos em saúde em 1995 para cerca de 42% em 2017, enquanto os municípios aumentaram seu financiamento de 17,4% para 31,6%, e os estados passaram de 18,8% para 25,5% no mesmo período”. A entidade corrobora a posição da presidente da SBB sobre a gravidade da privatização da saúde no Brasil. O crescimento do capital

12/09/2022 / 0 Comments
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Peritos ameaçam paralisação e manifestações na próxima semana

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Tadeu Nicoletti aponta que a categoria cobra que o projeto de autonomia da Perícia seja encaminhado para a Assembleia Caso a gestão de Renato Casagrande (PSB) não encaminhe o projeto de autonomia da Perícia para a Assembleia Legislativa ainda esta semana, os peritos oficiais irão realizar assembleia para deliberar sobre paralisação em alguns setores e retorno das manifestações de rua, como foi feito no primeiro semestre deste ano. A categoria está insatisfeita porque, mais uma vez, o Governo do Estado se comprometeu, mas não encaminhou o projeto para apreciação dos deputados estaduais. O presidente do Sindicato dos Peritos Oficiais do Espírito Santo (Sindiperitos), Tadeu Nicoletti, informa que o governador havia se comprometido, na primeira quinzena de agosto, a enviar o projeto. Não é a primeira vez que isso acontece, já que havia dito que faria o mesmo, até 13 de maio último. Na sessão ordinária desta segunda-feira (12), a deputada estadual Iriny Lopes (PT), autora de uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) junto com Fabrício Gandini (Cidadania) que cria no Espírito Santo a Polícia Científica, afirmou em plenário um diálogo com a gestão estadual, há duas semanas, ainda sem providências. Ela defendeu que a autonomia da Perícia é essencial para o êxito das investigações policiais.  “Não existe garantia maior de um processo do que a lisura das provas. A lisura com a autonomia garante que não se fique preso às provas testemunhais e que se tenha condições de trabalho, equipamentos, salário, e não se precise ficar sujeito a nenhum tipo de pressão”, defendeu a deputada. Tadeu explica que, caso seja encaminhado o projeto do executivo para a Assembleia, deverá ser apensado à PEC 2/2022, de autoria dos parlamentares. A proposta foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia em junho, por unanimidade. A iniciativa está na Casa desde 27 de maio e é uma das principais reivindicações dos peritos oficiais. No momento, ela está parada na Comissão de Segurança e Combate ao Crime Organizado. Para uma PEC ser apresentada pela Assembleia Legislativa, é preciso de, no mínimo, adesão de um terço dos parlamentares, ou seja, 10. Também assinaram a proposta os deputados Janete de Sá (PSB), Bruno Lamas (PSB), Vandinho Leite (PSDB), Theodorico Ferraço (PP), Renzo de Vasconcelos (PSC), Adilson Espindula (PDT), Rafael Favatto (Patri), Capitão Assumção (Patri), Luciano Machado (PSB) e Sergio Majeski (PSDB). A PEC cria a Polícia Científica, “estabelecendo sua autonomia técnica, científica e funcional” e “altera a redação dos arts. 68, 126, 128 da Constituição do Estado do Espírito Santo”. Após aprovada nas comissões, passará por votação em dois turnos, sendo necessário o voto de três quintos dos parlamentares, portanto 18. Após a aprovação do plenário, a Mesa Diretora fará a promulgação da emenda. As demais proposições são submetidas a apenas um turno de votação. A PEC apresentada por Iriny e Gandini cria o artigo 128 – A, no qual diz que “a Polícia Científica, essencial à defesa dos direitos humanos, do indivíduo, da sociedade, do patrimônio e da vida, dirigida por perito oficial de carreira, incumbe as funções de polícia científica e de perícia oficial de natureza criminal, competindo-lhe o levantamento da prova pericial criminal, os exames periciais laboratoriais, as perícias médico-legais, as perícias em geral, os exames de corpo de delito, as perícias de identificação humana e a Identificação Civil e Criminal”. Nos incisos do referido artigo, destaca-se que “a Polícia Científica é autônoma, tendo em vista o caráter técnico e científico de suas atribuições e em respeito aos princípios constitucionais”, além de determinar que “o perito oficial geral da Polícia Científica será nomeado pelo governador do Estado e escolhido entre os integrantes da última classe da carreira de perito oficial”. Também consta que os trabalhadores “integram carreira típica e exclusiva de Estado e têm o subsídio previsto em lei própria” e que “são as autoridades da Polícia Científica”. Na justificativa, os parlamentares afirmam que a Polícia Científica “possui atuação científica de suma importância para a apuração dos crimes, população e Poder Público, sendo necessária uma atuação autônoma, independente e sem subordinação em relação às suas atribuições, de modo que as perícias e demais funções exercidas sejam totalmente imparciais”. O texto prossegue destacando que “a autonomia e a independência da Polícia Científica têm sido reiteradamente analisadas pelo Supremo Tribunal Federal, tendo fixado suas decisões no sentido de incluir ao rol do Art. 144 da Constituição da República preceito do Sistema Único de Segurança Pública previsto na Lei Federal nº 13.675/2018, que alberga dentre os órgãos que integram a segurança pública os Institutos de Identificação, Criminalística e Médico Legal”. Assim, conforme consta no documento, a jurisprudência do STF passa a adotar “interpretação que norteia o legislador estadual a vincular a Polícia Científica diretamente às secretarias de segurança pública, sem subordiná-la aos demais órgãos constantes do artigo 144 da Constituição Federal”. PEC da autonomia da Perícia é aprovada na CCJ da Assembleia Votação foi acompanhada pela categoria, que tem a medida como uma de suas principais reivindicações https://www.seculodiario.com.br/seguranca/pec-da-autonomia-da-pericia-e-aprovada-na-comissao-de-constituicao-e-justica Peritos cobram análise da PEC da Autonomia em comissão da Assembleia Presidente do Sindiperitos, Tadeu Nicoletti, destaca que a categoria quer que a votação seja antes do recesso parlamentar https://www.seculodiario.com.br/seguranca/peritos-querem-que-pec-da-autonomia-entre-em-pauta-na-comissao-de-seguranca

12/09/2022 / 0 Comments
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Corpo fora

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Apesar das garantias de Casagrande e do apoio de Marina Silva, líder da Rede-Audifax, palanque de Lula deve se manter restrito no Estado Leonardo Sá A estratégia do governador Renato Casagrande (PSB) de não abraçar o palanque presidencial de Lula, o que seria condição para a aliança firmada com o PT, registra mais um capítulo nesta segunda-feira (12). É que, apesar das declarações de voto e de que faria campanha exclusiva, Casagrande não faz nenhuma referência ao candidato petista em suas propagandas e materiais eleitorais, ausência que seria motivo de cobrança do PT, mas com mudança já descartada no primeiro turno pelo presidente estadual do PSB, Alberto Gavini, como apontou a Coluna Estadão. A situação relatada envolve o Espírito Santo e o Pará, estados onde a campanha do PT quer intensificar a presença do ex-presidente. Por aqui, para refresco de memória, a última pesquisa Ipec/Rede Gazeta indicou empate técnico entre os nomes que polarizam a disputa, Lula e Jair Bolsonaro. Em outro campo, o apoio ao petista da principal liderança da Rede, a ex-ministra Marina Silva, também não deve alterar o cenário envolvendo a candidatura do ex-prefeito da Serra Audifax Barcelos (Rede). Como ocorre até agora, ele não sinaliza fazer qualquer movimento em direção à disputa nacional. Pelo contrário! Audifax tem rejeitado abordar essa eleição, assim como ignora, também, a ligação com o Psol, que integra federação com seu partido. Os cenários, obviamente, reservam suas diferenças, mas mostram, cada vez mais, que a campanha de Lula, por enquanto, deverá ficar mesmo restrita aos seus correligionários e à militância. E, mesmo assim, nem todos! DiferençasNas propagandas na TV e no rádio, tem candidatos do PT que fazem questão de citar Lula, outros, nada. A história se repete nas redes sociais. Algumas, como do deputado federal Helder Salomão e da deputada estadual Iriny Lopes, inserem Lula em tudo. Já do ex-prefeito de Vitória João Coser, até as cores do banner são bem diferentes, sem marcar o tradicional vermelho. O fundo da foto de Coser é…amarelo! De tudo um poucoA alegação de Gavini para não inserir Lula é a mesma de Casagrande: a ampla aliança formada em torno da candidatura à reeleição, que tem partidos como o PDT e MDB, ambos com palanques presidenciais, respectivamente, de Ciro Gomes e Simone Tebet. Para o 2º turno…Gavini também deixou em aberto: “podemos discutir”. DistânciaRecentemente, eu já havia publicado aqui na coluna a ausência de Lula na campanha de Casagrande e outro eco emitido para fora do Estado, de que ele pretende evitar a nacionalização da disputa ao governo e, inclusive, as visitas ao Estado da chapa Lula-Geraldo Alckmin (PSB). Distância IIO entendimento é de que a presença dos dois poderá respingar na liderança nas pesquisas divulgadas até agora, já que seu concorrente principal, Carlos Manato (PL), é representante do bolsonarismo e explora a questão, bem como gerar incômodos às demais legendas do seu arco de aliança. EfeitosNo caso da Rede, a legenda já havia aderido, partidariamente, ao palanque de Lula, mas faltava a manifestação pessoal de sua principal liderança, após anos de afastamento do PT, resultado de ataques recebidos na disputa presidencial de 2014. O anúncio também acena para a meta da Rede de voltar a eleger bancada na Câmara dos Deputados. Ninguém do Estado é cotado entre os “cabeças”. Votos de ManatoA propósito, a vice de Audifax, Tenente Bombeira Andresa, tenta atrair votos de sua categoria, que é ligada ao bolsonarismo, e, no Estado, fechou apoio a Manato, por meio de entidades representativas. Em vídeo de campanha, ele se dirige diretamente às forças de segurança, relata problemas como suicídio, e diz: “Audifax foi o único candidato que se lembrou de nós”. Sola de sapatoO deputado estadual Hércules Silveira (Patri), que tem base eleitoral em Vila Velha, circulou por lá esses dias com Guerino Zanon (PSD), apresentando-o como seu candidato ao governo. Dr. Hércules, não é novidade, rompeu com Casagrande. Nas redes“É nítido que a educação nunca foi prioridade em nosso país. Já são nove anos de congelamento, e as bolsas de mestrado e doutorado atingiram, em 2022, o menor valor real em três décadas. Um pesquisador brasileiro não tem incentivos básicos para seguir estudando. Assim, nosso país perde os melhores e segue tendo sua educação atrofiada por políticas públicas que abandonam a pesquisa e os acadêmicos”. Sergio Majeski, deputado estadual pelo PSDB. FALE COM A COLUNA: medeirosmanaira@gmail.com Fora do radar Apesar de declarar voto em Lula, ecos para fora do Estado indicam que Casagrande ainda quer manter distância da eleição presidencial https://www.seculodiario.com.br/socioeconomicas/fora-do-radar-1

12/09/2022 / 2 Comments
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Justiça Eleitoral conclui julgamento de 776 candidaturas no Estado

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Denunciada por dupla filiação partidária, Tenente Bombeira Andresa, vice de Audifax, está apta a concorrer A 20 dias das eleições, que serão realizadas em 2 de outubro, o Tribunal Regional Eleitoral do Espírito Santo (TRE-ES) concluiu, em sessão realizada nesta segunda-feira (12), o julgamento de todos os 776 requerimentos protocolados com pedidos de registros de candidaturas para os cargos de governador, vice, senador e suplentes, e deputados federal e estadual. Audifax Barcelos (Rede) foi o último candidato ao governo a ser deferido pelo TRE-ES, juntamente com a candidata a vice em sua chapa, a Tenente Bombeira Andressa (Solidariedade), que foi alvo de pedido de impugnação pela campanha adversária de Carlos Manato (PL), por dupla filiação partidária. É que, antes de ser escolhida para esse cargo, ela era candidata a deputada estadual pelo Republicanos. Com a decisão envolvendo a Andresa, a Justiça Eleitoral liberou todas as candidaturas majoritárias deste ano para governador, vice e Senado, incluindo, neste último caso, os primeiros suplentes, como a ex-prefeita de Viana, Solange Lube (MDB), candidata junto com Rose de Freitas (MDB). Já na segunda suplência, apenas Ceumar (PRTB) aparece “indeferido com recurso”. Na disputa à Assembleia Legislativa, os ex-deputados Nilton Baiano (União) e Marcelino Fraga (PSDB) tiveram as candidatura indeferidas, mas também ainda com recursos. Essa é a mesma situação do ex-deputado estadual Jardel dos Idosos (PSC) e do ex-prefeito de Presidente Kennedy, sul do Estado, Reginaldo Quinta (Republicanos). Outros candidatos com essa pendência são Angela Sperandio (Agir); Elias Kiefer (DC); Cristiano Coelho (MDB); Tobias Cometti (MDB), Paulo do Almoço Solidário (PCdoB); Daniel Paixeiro (PDT); Gustavo Mansque (PL); Belmiro Gonçalves (PMB); Arildo Eleziário (PP); Deni Liderança, Gêmeos Jayme, Maycon Jogador, Paiakan, Professora Vivi e Sabrine Bazilio, todos do Pros; Nilza Soares (PRTB); Sonia Aguiar e Wanderley Faco, do PRTB; Ilquias Rezende (PSC); Gy Santos Vitória (PV); Cleone Batista (Rede); e Thor (União). Na cenário de deputado federal, ainda estão indeferidos, mas também com recursos, os seguintes nomes: Jornalista Freitas (Avante); Geremias da Saúde e Silvana da Silva Cerqueira, do Pros; e Romano e Zé Brasil, do PRTB.

12/09/2022 / 0 Comments
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Dirigente comunista diz que Bolsonaro quer criar pânico na sociedade

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Militância capixaba do PCB participa de atos contra o governo federal, apontando, também, críticas a Casagrande  Divulgação Protagonista da ação política em vários períodos históricos no Brasil, até ser desarticulado por força da ditadura militar e de crises internas entre seus dirigentes, o Partido Comunista Brasileiro (PCB) surge nas eleições gerais deste ano não como uma força eleitoral, mas usado como conteúdo de notícias falsas construídas pela extrema direita bolsonarista e disseminadas nas camadas mais desinformadas da população. Para o dirigente do partido no Espírito Santo, Mauro Ribeiro, “Bolsonaro quer criar pânico na sociedade”. O PCB foi reestruturado em 1994 e chegou a aliar-se com o PT, participando ativamente da primeira eleição de um governador por esse partido no Espírito Santo, o médico Vitor Buaiz. Em 2006, no entanto, rompeu com o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e atualmente, por falta de quadros na militância, não concorre a nenhum cargo eletivo. É apoiador de nomes do Psol, como Camila Valadão, candidata a deputada estadual, e Gilbertinho Campos, ao Senado, e, também, do Partido Socialista dos Trabalhadores Unidos (PSTU), apoiando o Capitão Sousa ao governo. O eleitorado que mais recebe as mensagens falsas sobre o partido e a ideologia comunista é formado por cristãos evangélicos, que, com a fé manipulada por pastores de denominações religiosas, a maioria ligada a políticos ou eles próprios candidatos, demonizam a ideologia. Esse é o caso do ex-senador Magno Malta (PL), pastor e candidato ao Senado, do presidente da Câmara de Vitória, Davi Esmael (PSD), que concorre a deputado estadual, e Carlos Manato, o nome do PL para o governo do Estado, entre vários outros de uma extensa lista. Em materiais de propaganda e discursos em comícios e reuniões fechadas, o destaque é a defesa da família, que seria, segundo afirmam, o alvo principal do comunismo, para destruí-la. As mensagens, cuja conotação é o medo, são formadas por notícias falsas de que, se Lula for eleito, os comunistas irão fechar igrejas, e mais uma série de medidas contra as famílias e os bons costumes. Incluem entre os comunistas o candidato a presidente da República, Lula, que, apesar de contar com o apoio de partidos progressistas, não é comunista, sendo rejeitado por esse partido. “É a mesma tática usada no período da ‘Marcha da Família com Deus pela Liberdade’, realizada em São Paulo dias antes da instalação da ditadura militar”, aponta Mauro Ribeiro. Ele ressalta a campanha de Sofia Manzanom candidata ao partido às presidência da República, e diz: “Lula só no segundo turno, para tirar esse presidente e o governo fascista que está aí”. Divulgação Mauro Ribeiro lembra o saldo deixado pela ditadura, de uma grande dívida externa, corrupção, centenas de mortos e desaparecidos, além de inúmeras vítimas de tortura nos quartéis e em delegacias especializadas. Uma ação coordenada por um poderoso sistema financeiro e logístico conduzido por civis e militares, com a colaboração dos Estados Unidos, que tramavam a queda do presidente João Goulart. A militância do PCB participa de manifestações contra o governo Bolsonaro, apontando, também, críticas ao governo Renato Casagrande (PSB), muito envolvido com “grupos econômicos do Estado que formam a organização “Espírito Santo em Ação”, que desenvolve forte atuação na implementação da política econômica estadual. Segundo Mauro, essa situação ficou mais configurada na indicação do ex-senador Ricardo Ferraço (PSDB) como vice-governador. 

12/09/2022 / 3 Comments
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‘Moradores podem acionar o 190’, afirma Polícia Civil sobre agressão ambiental

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Enquanto segue com investigação, PC autorizou retomada de obra declarada irregular pela Polícia Ambiental Segue sem restrições uma obra da Prefeitura de Fundão em Praia Grande, norte da Grande Vitória, apesar das irregularidades constatadas pelo Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA), que chegou a paralisar a atividade no último dia seis de setembro.  Foto enviada por um leitor, que pede para não ser identificado, mostra uma máquina e funcionário da prefeitura trabalhando, passando na rua ao lado da obra, cuja placa informa tratar-se das “Futuras instalações do Centro de Eventos de Praia Grande”.  Foto do leitor A continuidade do trabalho confirma posição da Polícia Civil. Em nota enviada a Século Diário, a PC informou que “a investigação segue em andamento e em relação à ocorrência da obra que está em andamento, os moradores podem acionar a Polícia Militar via Ciodes (190)”. Moradores que entraram em contato com Século Diário após a atuação da Polícia relatam, porém, ameaças de gestores públicos locais, mas que, devido às recorrentes agressões à natureza, farão denúncias anônimas aos órgãos competentes, para tentar barrar o que entendem tratarem-se de seguidos crimes ambientais. Na região, denúncias envolvem o vice-prefeito, José Murilo Coutinho (Cidadania), que foi interpelado pela Polícia Ambiental no dia seis de setembro, juntamente com o secretário de Meio Ambiente, Jefferson Gomes. Segundo o BPMA, a equipe que foi ao local e “constatou a supressão de vegetação, realização de serviços de terraplanagem e aterro em área de preservação permanente (APP), às margens do Córrego Vila Tongo, sendo a obra realizada em uma área de aproximadamente 3.400m2”. A Polícia Ambiental informou também que, “ainda no local, os militares fizeram contato com o vice-prefeito do município e o secretário de meio ambiente, que apresentaram uma ‘Declaração de Dispensa de Licenciamento Ambiental’, onde constava autorização para a prática de limpeza e desassoreamento de calha de curso hídrico, porém foi observado que algumas considerações não haviam sido respeitadas. Em seguida, a obra foi paralisada e o secretário, que se apresentou como responsável pela obra, foi conduzido à Delegacia Regional de Aracruz”. Foto do leitor Na Delegacia, segundo a PC, “o suspeito, 41 anos (…) foi ouvido e liberado após a autoridade policial entender que não haviam elementos suficientes para lavrar um auto de prisão em flagrante naquele momento. O caso seguirá sob investigação da Delegacia de Polícia de Fundão, para melhor apuração dos fatos”. Ação Popular Coutinho também figura como um dos acusados em uma Ação Popular impetrada em 2001 por moradores contra uma ocupação na Praia Grande, cometida pela Imobiliária Praia das Fleixeiras, que chegou a ser condenada em 2018 pelo crime.  Nos autos, os autores pedem que o Tribunal de Justiça faça a “destituição da personalidade jurídica” da Imobiliária Praia das Flexeiras, para que o novo responsável jurídico por ela, José Murilo Coutinho, seja citado nos autos. No pedido, eles explicam que o atual vice-prefeito é quem passou a responder pela Imobiliária desde a morte de seu pai e sócio na empresa, Horaldo Fundão Coutinho. Especulação imobiliária Limite norte da Grande Vitória, a região de Praia Grande é alvo de intensa especulação imobiliária, com recorrentes casos de infrações ambientais em obras à beira-mar. Em março deste ano, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) lavrou dois autos de infração contra o Residencial Costa dos Corais, localizado, parcialmente, dentro da Área de Proteção Ambiental (APA) Costa dos Corais, na região da Praia do Porto da Lama, em Praia Grande. Foto do leitor Por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI), o Núcleo de Gestão Integrada (NGI) de Santa Cruz (NGI ICMBio Santa Cruz), responsável pela gestão da APA e do Refúgio de Vida Silvestre (Revis) de Santa Cruz, informou que ambas as multas aplicadas pelo órgão federal têm como motivo a retirada não autorizada de uma mata de restinga localizada dentro da Área de Proteção Ambiental (APA) Costa das Algas.  A autarquia federal, no entanto, não confirmou que o residencial pertence a uma das empresas do vice-prefeito, pois a LAI não permite a exposição da identificação dos acusados do crime, apenas os dados sobre as infrações cometidas e tramitação administrativa ou judicial do caso.  Na nota, o NGI informou que o primeiro desmate ocorreu em junho e foi executado sobre 0,4 hectare além do que havia sido autorizado pelo Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal (Idaf) e provocou, além da multa, o embargo das obras empreendidas pelo Residencial e o comprometimento, pelo empreendedor, de desenvolver um Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD) numa área de 1,95 hectare.  O segundo se deu no mesmo local onde estava sendo executado o PRAD relativo à primeira infração, desta vez, porém, numa área três vezes maior que a original, com 1,23 hectare, o que resultou em uma nova sanção de embargo, para suspender imediatamente as obras, e uma multa, no valor de R$ 20 mil. Ao invés de fazer o enriquecimento da biodiversidade vegetal e o manejo e retirada de espécies exóticas à restinga local, foi feita nova supressão de vegetação nativa e um aterro não previsto no Plano.  Assim, explica a NGI, “o segundo PRAD foi suspenso em função dessa segunda autuação e ele vai ter que apresentar novo PRAD mais adequado e prevendo recomposição do que foi degradado nessa segunda ação”.  Como em qualquer processo de aplicação de infrações ambientais pelo ICMBio, coube à autarquia também comunicar o fato ao Ministério Público Federal (MPF), para que seja avaliada se a conduta enseja em abertura de ação penal ou não, visto que ao Instituto cabem medidas administrativas e ao órgão ministerial, as ações judiciais necessárias.  Neste caso, além do MPF, também foram comunicados o Idaf e a Subsecretaria de Meio Ambiente de Fundão, para que comuniquem as providências que serão empreendidas relativas às suas áreas de atuação. Há ainda um Inquérito Civil motivo pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES nº 2021.0009.7824-95). 

12/09/2022 / 0 Comments
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Cobertura

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Pujança da ESPN para cobrir semifinais da Libertadores lembra o rádio do passado Estava analisando a ESPN TV fazendo a cobertura das semifinais da Libertadores da América. Dois jogos ida e volta. Um no Paraná e outro na Argentina. Depois São Paulo e Rio. O que chama atenção é a pujança de profissionais escalados. Essa disposição nos fez lembrar do rádio do passado, quando fazia uma estratégia espetacular, ao trabalhar em jogos decisivos. Eu disse rádio!! Mas vamos aos detalhes da ESPN. Nas duas coberturas foram enviadas equipes, distribuídas da seguinte maneira: em Curitiba, como na Argentina, tinham dois repórteres de campo, um para cada time; dois analistas (comentaristas) e o narrador; e mais dois repórteres de rua. É muita gente, muita despesa, mas em compensação uma cobertura completa, difícil de se fazer hoje em dia. Aí alguém pode dizer: a Globo faz também. Não! A Globo, por tradição, faz, sendo que hoje em dia caiu na mesmice. Só é forte na tecnologia. Voltando às coberturas da ESPN nas semis da Liberta, todo esse aparato é escorado nos seus bem montados estúdios, com equipes de apresentadores, entre homens e mulheres, todos de primeira linha profissional. Tudo é bonito, tudo é eficaz, tudo é perfeito. Afinal, quem manda e desmanda é a Disney. Também pudera! PARABÓLICAS O horário eleitoral não mudou, os mesmos discursos, as mesmas promessas, e nada vai para a frente. Posso andar muito desligado, pois não sei como andam as rádios Praia da Costa e Praia do Canto. Sumiram? A Musical FM de São Mateus tem um time de profissionais de primeira qualidade, onde desponta o João Batista, com sua voz e experiência. Quem anda sumido, com seu modo sarcástico de se comunicar, é Miguel Trés, gente finíssima do meio empresarial de rádio do Estado. ACESSEhttp://jrm50anos.blogspot.com.br/O rádio do ES na visão de JRM ACESSE: TRADUÇÃO JRM YOUTUBE Elton John – Can you feel the love tonighthttps://www.youtube.com/watch?v=wqujvdy2CqU MENSAGEM FINALSentimentos intensos geralmente encobrem a verdade. Harry S. Truman

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Calendas de setembro

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Com a Rainha Elizabeth II, morre uma era e um estilo de vida absolutamente britânico Divulgação/The Royal Family Os ventos do tisunami social que chamamos Covid19 – e se multiplicou para 20 e 21 – talvez 22, ainda sopram devagar – ainda tem muita gente usando máscaras, como ainda tem gente morrendo sob as garras impiedosas do vírus. De vez em quando deparo com algum amigo que não via há algum tempo, e lá vem bomba – O Nadir? Ah, coitado, morreu de Covid… Ou o pai, ou a mãe ou a irmã dele…  * Graças principalmente às vacinas e medidas preventivas, estamos quase vencendo essa batalha. A vida voltou ao normal, e os sintomas dessa normalidade pipocam aqui e ali – pouca gente ainda faz home office, e a venda de escrivaninhas e outros apetrechos para trabalhar em casa despencaram. Também estão em baixa as compras online, mas não creio que o Bezos vai ficar pobre.  * Uber eat – a entrega de alimentos pelo Uber, também despencou. Em baixa: a venda de máscaras, álcool-gel e lavar tudo que vem do supermercado, até as moedinhas do troco. Em Londres, quem diria, está em alta a venda de chapéus, como também a altura dos chapéus, mesmo antes da morte da rainha.  * No Brasil a venda de sutiãs está em baixa, mas não podemos culpar o Covid – é por causa da novela. Graças ao Covid, a venda de tinturas de cabelo despencou. Para apoiar e aderir a essa saudável reviravolta social, estou pintando o meu de branco total. * Outra que aderiu, tanto aos cabelos brancos quanto aos chapéus mais estravagantes foi a Rainha Elizabeth II, dos ingleses, descendente direta de reis e rainhas de duvidosa fama e grandes feitos. Sou grande fã da monarca, e acho que com ela morre uma era e um estilo de vida absolutamente britânico. Filhos e netos já bagunçaram o coreto, e daqui pra frente tudo vai ser diferente. Que descanse em paz agora, pois não creio que esses monarcas tiveram uma vida tranquila.

11/09/2022 / 0 Comments
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Os poetas suicidas – Parte II

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O russo Maiakóvski se suicidou em 1930, aos 36 anos, vitimado por perseguição política e desventuras amorosas Divulgação MÁRIO DE SÁ-CARNEIRO Mário de Sá-Carneiro foi um poeta da Primeira Geração Modernista, conhecida como “Geração de Orpheu”, e escreveu na mesma época que Fernando Pessoa, em Portugal, tendo conhecido Pessoa e sido seu amigo pessoal. Sá-Carneiro viveu de 1890 até 1916. Sua obra tem destaque para a poesia de Portugal. Em 1910, Sá-Carneiro escreveu a peça “Amizade” junto com Thomas Cabreira Júnior, que viria a se suicidar no ano seguinte. O suicídio de seu amigo fez Sá-Carneiro escrever um poema dedicado a ele, intitulado “A Um Suicida”: Tu crias em ti mesmo e eras corajoso, Tu tinhas ideais e tinhas confiança, Oh! quantas vezes desesp’rançoso, Não invejei a tua esp’rança! Dizia para mim: — Aquele há-de vencer Aquele há-de colar a boca sequiosa Nuns lábios cor-de-rosa Que eu nunca beijarei, que me farão morrer. (…) Em 1914, em Lisboa, o poeta Mário de Sá-Carneiro se juntou a Fernando Pessoa para colaborar para a revista “Orpheu”. Neste mesmo ano Sá-Carneiro publicou o livro de poemas “Dispersão” e a novela “Confissões de Lúcio”. No final de 1915, saiu seu livro de contos “Céu em Fogo”. No retorno de Sá-Carneiro a Paris, por sua vez, seu pai entra em falência e corta a sua mesada, que era o seu sustento, e foi em meio a esta crise financeira que o poeta começou a ter ideações suicidas. Mário de Sá-Carneiro, enfim, cometeu suicídio no Hotel de Nice, em Paris, no dia 26 de abril de 1916, com 26 anos. VLADIMIR MAIAKÓVSKI Vladimir Maiakóvski produziu uma poesia que tinha riqueza metafórica e rítmica, com humor e hipérboles produzia uma obra crítica e politizada, muitas vezes panfletária, e que teve um caminho bastante acidentado. Aqui se pode destacar, em relação a escritos de Maiakóvski, no Brasil, edições como “Poemas”, que tem traduções de Boris Schnaiderman, Augusto e Haroldo de Campos, “Poesia Russa Moderna”, com traduções também dos três, e “Antologia Poética”, com tradução de E. Carrera Guerra. Vladimir Maiakóvski se suicidou em 1930, aos 36 anos, vitimado pela perseguição e por desventuras amorosas, um suicídio feito num contexto político, diferente dos casos que cito aqui nesta lista de poetas suicidas. Maiakóvski vivia o período em que Joseph Stálin estava no poder na União Soviética, em que houve um intenso expurgo de adversários políticos, o que incluiu a morte de Liev Trotsky no México. Tudo o que destoava da ortodoxia do Partido Comunista Soviético estava condenado no regime de Stálin. Maiakóvski havia colaborado na Revolução Russa, mas a posterior tentativa do poeta de se enquadrar no novo regime soviético de uma literatura proletária, engajada e panfletária, produzindo também cartazes revolucionários, não deu certo, ele avaliou errado o efeito de sua obra neste contexto, e o poeta foi incompreendido, chegando a ter a sua peça “Os Banhos” como objeto de boicote. O biógrafo Mikhailov diz: “As circunstâncias de sua vida pessoal eram-lhe incontornáveis. Vivia em profundo estado de depressão e passava por uma crise de criação em face de confronto com o poder soviético, mesmo sem ainda ter a consciência do que seria no futuro, mas sentindo uma enorme pressão que privava a literatura do ar de liberdade”. Mikhailov ainda cita “a campanha para isolar Maiakóvski da literatura, ou seja, também da vida, assumia um caráter cada vez mais cruel. Na imprensa, tentavam convencê-lo de que não tinha mais o que escrever e nas apresentações alguns engraçadinhos, com intenções de ofender, perguntavam ao poeta quando, finalmente, ele daria um tiro na testa…”. Maiakóvski deu um tiro no peito. “A bala — a única colocada no tambor (ah, essa “roleta-russa”!) — encontrou o caminho direto até o coração”, relata Aleksandr Mikhailov. Os jornais do dia 15 de abril de 1930 publicaram: “Ontem, 14 de abril, às 10 horas e 15 minutos, em seu escritório (Lubianski Proezd, nº 3), suicidou-se o poeta Vladímir Maiakóvski”. Vladímir Maiakóvski matou-se no dia 14 de abril de 1930 e deixou um bilhete. “A todos De minha morte não acusem ninguém, por favor, não façam fofocas. O defunto odiava isso. Mãe, irmãs e companheiros, me desculpem, este não é o melhor método (não recomendo a ninguém), mas não tenho saída. Lília, ame-me. Ao governo: minha família são Lília Brik, minha mãe, minhas irmãs e Verônica Vitoldovna Polonskaia. Caso torne a vida delas suportável, obrigado. Os poemas inacabados entreguem aos Brik, eles saberão o que fazer. Como dizem: caso encerrado, o barco do amor espatifou-se na rotina. Acertei as contas com a vida inútil a lista de dores, desgraças e mágoas mútuas. Felicidade para quem fica.” HEINRICH VON KLEIST Heinrich von Kleist foi um poeta nascido em 1777, na antiga Prússia, hoje parte do território da Alemanha. Ele entra para a carreira militar, seguindo a tradição familiar, mas pede baixa em 1799, causando desgosto a sua família. Sem uma meta clara, Kleist estuda Direito, mas vai para a cadeira de Literatura, e passa a ler ferozmente autores como Friedrich Schiller, Christoph Martin Wieland e os filósofos mais populares em sua época. Kleist estava decidido a ser escritor, e junto da sua irmã Ulrike, realiza extensas viagens. Entra numa crise existencial com a leitura dos escritos de Immanuel Kant, e se isola em uma vida rural na Suíça, em que relata: “Não vejo ninguém, não leio livros, jornais, enfim, não preciso de ninguém além de mim mesmo”, é quando o poeta completa seu primeiro drama “Família Schroffenstein”, e em 1802 ele começa a escrever A bilha quebrada, que será uma de suas obras teatrais mais populares. Inquieto, viajando por diversos países nos anos seguintes, Kleist tem acessos de loucura e entra em grave colapso, quando queima parte de seus manuscritos. A estreia de sua peça “A bilha quebrada” em Weimar, recebe vaia do público e é criticada por Johann Wolfgang Goethe, e Kleist desaparece, voltando para Berlim em 1810, fundando um jornal, quando entra em choque com a censura, e o poeta fica arruinado com o fechamento

11/09/2022 / 0 Comments
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