Assembleia geral reúne número maior de manifestantes desde o início da ocupação dos trilhos da Vale No décimo dia de ocupação indígena dos trilhos da Vale que atravessam a comunidade Córrego do Ouro, em Aracruz, norte do Estado, uma assembleia geral reuniu um número recorde de manifestantes, oriundos de cinco aldeias Tupinikim. Homens, mulheres, idosos e crianças mantêm o protesto sobre os trilhos, reafirmando a decisão das comunidades de só desmobilizar a ocupação mediante abertura de diálogo por parte das mineradoras Vale, Samarco e BHP Billiton, para fins de revisão do acordo que foi assinado há um ano com a Fundação Renova, com medidas de reparação e compensação dos danos causados pelo crime socioambiental cometido contra o Rio Doce – o maior do país e da mineração mundial – em novembro de 2015. Redes sociais Um dos encaminhamentos foi a elaboração de uma nota de repúdio endereçada à Fundação Nacional do Índio (Funai), assinada por mais de 200 pessoas presentes, em nome das três aldeias que iniciaram o protesto: Comboios, Córrego do Ouro e Caieiras Velha. “Manifestamos nosso repúdio diante da ausência e omissão da Fundação Nacional do Índio (Funai) em relação à manifestação das comunidades indígena que ocorre na Aldeia Córrego do Ouro, onde estamos desde o dia primeiro de setembro reivindicando nossos direitos violados pela Fundação Renova e suas mantenedoras (Vale, BHP Billiton e Samarco)”. A nota também faz menção direta à truculência jurídica da mineradora proprietária da ferrovia, que, além de não dialogar com as comunidades, requereu e conseguiu da Justiça Estadual, por duas vezes ao longo da manifestação, mandado de reintegração de posse com previsão de multa em valor esdrúxulo: R$ 5 mil por pessoa, por minuto de descumprimento da liminar, assinada pelo juiz Fabio Luiz Massariol, da 1ª Vara Cível, Família e de Órfãos e Sucessões de Aracruz. “Queremos manifestar nosso repúdio diante do desrespeito a nós, povo originário deste território, pois é desumano recebermos notificação por liminar de reintegração de posse, obrigando a nos retirarmos do nosso território. Até a presente data, não houve retorno e manifestação por parte da Funai diante das nossas reivindicações em que foi dada ciência através das manifestações e reuniões, na qual solicitamos apoio desta instituição hoje e anteriormente, através de número de celular reiteradas vezes neste ato reforçamos que chamamos para a responsabilidade em que a Funai não pode se omitir, uma vez que esta instituição tem por dever proteger e promover nossos direitos, bem como monitorar e fiscalizar o território indígena, direitos esses que foram adquiridos através de lutas travadas através de um longo histórico”. Na ocasião da entrega do segundo mandado de reintegração de posse, nesta sexta-feira (9), os indígenas reafirmaram que o atraso na presença de representantes das mineradoras implicará na retirada dos trilhos que atravessam a comunidade. Em vídeo, lideranças das três aldeias mandaram um aviso diretamente para a proprietária da ferrovia: “Eu quero mandar um recado aqui especialmente para a Vale: se você não vir conversar com nós, a partir da semana que vem o trilho deixará de passar dentro da aldeia indígena de Comboios”, declarou o Cacique Toninho, de Comboios. Famílias fragilizadas A revisão do acordo feito com a Renova é necessário, afirmam os indígenas, devido ao não cumprimento de preceitos estabelecidos na Constituição Federal e na Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que garante o direito à consulta prévia, livre e informada, mediante ações e obras que causem impacto sobre os povos tradicionais. Redes sociais Ao contrário, o acordo foi feito de forma não dialogada, levando muitas famílias a assinarem sem ter pleno conhecimento das cláusulas e direitos, pressionadas pela fragilidade social, econômica e ambiental imposta pela contaminação do território com os rejeitos de mineração que vazaram da represa de Fundão, da Samarco/Vale-BHP há quase sete anos, e lançaram cerca de 50 milhões de metros cúbicos de lama tóxica sobre mais de 600 km de leito do Rio Doce e o litoral capixaba. “Algumas famílias assinaram esse acordo porque estavam precisando mesmo, algumas até que não sabem ler, não entendem o que era o acordo de verdade. Não houve consulta livre, prévia e informada. A Renova nunca conversou com as famílias. Há muitos vícios dentro desse processo”, expôs a jovem Geane Estella Borges, de Caieiras Velha, por ocasião da entrega do mandado de reintegração de posse. Ferrovia e Canal Caboclo Bernardo À Vale também é reivindicado que elabore o Plano Básico Ambiental Indígena (PBAI) referente ao licenciamento ambiental da ferrovia que atravessa a TI Comboios. Segundo as comunidades, a entrega está atrasada doze anos. Um PBAI e um Estudo de Impacto Ambiental (EIA) também é devido pela Suzano (ex-Fibria, ex-Aracruz Celulose), em razão da construção do Canal Caboclo Bernardo, em 1999, que desvia água do Rio Doce para o Rio Riacho, onde uma represa retém água para abastecer as fábricas de celulose da multinacional em Barra do Riacho. Desde sua implementação, o canal agrava o problema hídrico na comunidade pesqueira e nas comunidades indígenas, que já vinha crescendo à medida que os monocultivos de eucalipto da papeleira avançam sobre o território, hoje estimado em 300 mil hectares em todo o Estado, sendo o uso do solo que mais cresce há trinta anos. Além de escassez de água, o crime da Samarco/Vale-BHP trouxe também a contaminação por metais pesados, pois o canal Caboclo Bernardo lança os contaminantes do Rio Doce sobre os rios Riacho e Comboios, o que levou a Renova a providenciar abastecimento de água potável às famílias atingidas. ‘A Vale não tem responsabilidade social e ambiental’ A coragem dos povos originários de Aracruz de exigir direitos negados pelas duas maiores mineradoras do mundo (BHP e Vale) se dá num momento crítico em que as duas empresas são declaradas como ausentes de responsabilidade social e ambiental. Em comunicado conjunto, elas são acusadas de inviabilizarem a repactuação do acordo de reparação e compensação firmado em março de 2016 (o Termo de Transação e Ajustamento de Conduta), processo liderado há 14 meses pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). No documento, os
‘Temos que votar em nomes comprometidos com a comunidade LGBTQIA+’
Associação Gold dá orientações para “não eleger pessoas que não sabem respeitar as diferenças” Dois de outubro está chegando e os eleitores irão escolher cinco candidatos nas eleições deste ano. Um dos desafios desse pleito, segundo a Associação Grupo Orgulho Liberdade e Dignidade (Gold), é “não eleger pessoas que não sabem respeitar as diferenças e que trabalham para aumentar o preconceito no nosso país”. Por isso, a entidade está dando orientações para a comunidade LGBTQIA+ sobre como não votar em candidatos lgbtfóbicos. “Temos que votar em candidatos comprometidos com a comunidade LGBTQIA+”, defende o presidente da Gold, Diego Herzog. Ele afirma que a ideia das orientações, divulgadas nas redes sociais e dadas também pessoalmente, surgiu do fato de que integrantes da entidade são procurados por pessoas que querem indicação de candidatos que defendem a pauta da diversidade, mas que a Associação prefere não indicar nomes, e sim, orientar para que o eleitor possa fazer sua escolha. Diego afirma que é preciso tirar Jair Bolsonaro (PL) da presidência, mas que é necessária também uma renovação no Congresso Nacional e na Assembleia Legislativa, uma vez que, muitas vezes, parlamentares apresentam projetos favoráveis à comunidade LGBTQIA+, mas não são aprovados porque as Casas de Leis historicamente são compostas por uma maioria conservadora. Um exemplo citado por ele é o da Câmara de Vitória, na qual a comunidade LGBTQIA+ conta somente com as vereadoras Camila Valadão (Psol) e Karla Coser (PT) na defesa de suas pautas. “Alguns, em sua trajetória política, possuem postura lgbtfóbica. É preciso averiguar o que o candidato fala sobre a comunidade LGBTQIA+, se já aprovaram projeto a nosso favor ou se pelo menos apresentaram”, diz, destacando que se faz importante também verificar os partidos dos candidatos, descartando a possibilidade de votar naqueles que fazem parte de siglas conservadoras, principalmente as ligadas a Bolsonaro. Outra orientação é de que a população LGBTQIA+ deve estar mencionada no material de campanha com propostas voltadas para ela. Além disso, a Gold alerta para o cuidado com a questão da representatividade. Muitos eleitores que fazem parte da comunidade LGBTQIA+ querem votar em pessoas desse grupo, mas, destaca a Gold, não basta ser da comunidade LGBTQIA+, é preciso defender as pautas dela. Diego recorda o caso de Bianca Biancardi, mulher trans que concorreu à Prefeitura de Cariacica em 2020. “Ela é bolsonarista e chegou a ir para o cercadinho de Bolsonaro lá em Brasília. A gente quer que aumente sim o número de representantes LGBTQIA+, mas não com pessoas com uma visão de mundo que não nos contempla”, diz. Vote LGBT A organização Vote LGBT, que desde 2014 busca aumentar a representatividade das pessoas LGBT+ na sociedade, principalmente na política, atualiza em seu site, semanalmente, a quantidade de candidaturas da comunidade LGBTQIA + em todo o Brasil. Conforme consta no portal, são 270 candidaturas no total, entretanto, 275 candidatos, pois em cinco candidaturas coletivas foram encontradas mais de um LGBTQIA+. Do total de candidaturas, 220 são individuais e 50 são coletivas. Nessas últimas, 24 tem um LGBTQIA+ como candidato principal, ou seja, com o nome registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e 31 como candidatos não registrados. No site, constam seis candidaturas do Espírito Santo. Para deputada federal está a de Ane Halama (Psol), lésbica. Na disputa para esse mesmo cargo tem a candidatura coletiva encabeçada por Fernanda Pereira (PSB), que conta com Luciana Máximo, Karla Regynna, Thayani de Oliveira e Samara da Silva, que é mulher trans. Outra coletiva é a de Ivo Lopes (PT), Emanuelle Kisse, que é bissexual, e Ilona Açucena, bissexual. Para a Assembleia Legislativa tem as de Barbarah Brasil (PSB), uma mulher trans; e Mônica Alves (Psol), bissexual. Há somente uma candidatura coletiva para deputado estadual, a de Ceia Lyrio (Psol), que é lésbica, e Sandrinha Oliveira, bissexual. Diego aponta candidaturas que não estão no site: a de Liz Queiroz (PT), mulher trans, candidata a deputada estadual; e de Ella Machado, que está em uma candidatura coletiva ao Senado com Gilbertinho Campos (Psol). Levantamento mostra panorama das pré-candidaturas LGBTQIA+ – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/politica/levantamento-mostra-candidaturas-lgbtqia-no-espirito-santo
Estado constrói projeto piloto de diagnóstico de estudantes com deficiência
Medida é resultado da mobilização do Coletivo Mães Eficientes, que cobra educação inclusiva de fato às PCDs Redes sociais O Espírito Santo trabalha numa iniciativa ao que tudo indica inédita no Brasil: a realização de um diagnóstico integral dos estudantes público-alvo da Educação Especial, a ser preenchido no momento da matrícula para o ano letivo de 2023 na rede pública estadual de ensino. O objetivo é incrementar o questionário já existente, de forma a conhecer o estudante como um todo, não só sua relação com a escola, mas também o contexto social da família. Com isso, poder orientar melhor o desenvolvimento das atividades e materiais adaptados necessários para o melhor desempenho pedagógico das crianças e adolescentes, bem como subsidiar a demanda de outras políticas públicas necessárias ao bem-estar do estudante e sua família, especialmente nas áreas de saúde e assistência social. “A gente desconhece que haja algo semelhante em outras redes do país. É um projeto piloto mesmo, que estamos construindo a partir da nossa vivência como Coletivo e do diálogo que vem sendo feito com o governo do Estado este ano”, declara Waleska Timoteo, integrante da coordenação do Coletivo Mães Eficientes Somos Nós (MESN), que desde fevereiro, com o movimento #AcampaPalacioAnchieta, vem reivindicando do governador Renato Casagrande (PSB) a implementação de políticas públicas que garantam a educação inclusiva das pessoas com deficiência (PCDs). A proposta surgiu na última reunião das Mães com o governador e as equipes das Secretarias de Estado da Educação e da Saúde (Sedu e Sesa), realizada no dia 25 de julho, quando os técnicos da Sedu apresentaram a proposta do diagnóstico, a ser incluído nas Diretrizes Pedagógicas Norteadoras, já implementadas. “A Sedu trouxe uma proposta para análise conjunta do Coletivo há uma semana. Levamos nossas observações e todas foram acolhidas para incorporar ao questionário”, relata Waleska. O detalhamento das informações necessárias ao alcance dos múltiplos objetivos da iniciativa inclui, por exemplo, saber se a criança ou adolescente faz acompanhamento médico e uso de medicamentos ou terapias de apoio. “Se sim, a gente precisa saber se esse acesso é via Sistema Único de Saúde (SUS) ou iniciativa privada. Se não, o porquê, para entender como auxiliar a família. Vamos trabalhar esses dados em forma de rede, para conseguir políticas públicas efetivas e não fracionadas”, explana. Também foi aceita a sugestão de que haja um espaço no diagnóstico para que o próprio estudante se apresente, seja através de um texto ou trabalhos artísticos, contando o que mais gosta na unidade de ensino, o que lhe causa desconforto ou incômodo, questões que podem apontar questões como hipersensibilidades à luz ou barulho. Há ainda um indicativo do Coletivo para que sejam feitas avaliações trimestrais das habilidades e competências desenvolvidas por cada estudante no período, para que os materiais e técnicas sejam atualizados pelos professores especialista e regentes. “Tomando o caso dos meus filhos: eles têm hipersensibilidade, não tocam em vários materiais. Então precisa adaptar os materiais que são utilizados em sala de aula, para não excluir as crianças da educação especial do restante da sala. Os professores precisam saber dessas individualidades, para fazer as adaptações necessárias. E isso muda ao longo do ano”, explica. Outra expectativa é de que “a escola e a família se abracem mutuamente, e com os instrumentos adequado para trabalhar”, destaca Waleska. “Temos excelente profissionais nas redes, mas que muitos precisam de instrumentos que possibilitem fazer um trabalho mais focado nas necessidades dos estudantes, promovendo a autonomia dos PCDs nas unidades de ensino”. Em suas redes sociais, o Coletivo tem reiteradamente afirmado a importância dessa construção conjunta com o governo do Estado, fruto de uma luta árdua. “O compromisso feito pelo governador tem sido mantido, aliás, o descumprimento deste pode ocasionar um novo movimento de ocupação ao Palácio Anchieta”, afirmaram as Mães após a última reunião com a Sedu, no dia 29 de agosto. “Cobramos com muita intensidade, sem temer e deixando claro que não é um favor nos receber, é um direito nosso e um dever [do governo] (…) É cansativo termos que fazer esta luta por direitos que já estão consolidados no papel, mas se não fizermos, quem fará por nós? Se não lutarmos pelos nossos filhos PCDs, eles continuarão esquecidos, apagados, abandonados, minimizados nas políticas públicas. A nós mães de filhos PCDs, não nos foi dada a chance de descansarmos, nossas lutas são 48 horas diárias”. Mãe pede apoio da escola sobre tentativa de suicídio do filho por bullying Sem cuidadores e inclusão pedagógica, crianças com deficiência são invisibilizadas em escolas estaduais https://www.seculodiario.com.br/educacao/mae-pede-apoio-da-escola-sobre-tentativa-de-suicidio-do-filho-por-bullying
‘Essa não é a eleição das fake news, mas dos influencers’
[Podcast] Professor da Ufes, Fabio Malini analisa desinformação e as estratégias eleitorais nas redes sociais em 2022 Divulgação As fake news e desinformações foram um dos pontos principais de debate nas eleições de 2018. Quatro anos depois, às vésperas de voltar às urnas, o brasileiro estaria mais preparado para lidar com essa situação? Essa é uma das perguntas que o professor Fábio Malini responde na quarta entrevista da série Eleições 2022 do podcast Século Diário Entrevista. Professor do departamento de Comunicação Social da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e coordenador do Laboratório de Estudos sobre Imagem e Cibercultura (Labic), ele também fala sobre as plataformas de mídias sociais em ascensão e decadência, o papel da TV e da internet nas campanhas, a importância da propaganda digital e como as candidaturas majoritárias e legislativas do Espírito Santo estão trabalhando suas estratégias eleitorais. Você pode ouvir o Podcast semanalmente em nossas plataformas no SoundCloud e Spotify.
Com blues, São Trio homenageia ativistas capixabas
Na coluna: solista traz handpan para orquestra; Caetano Veloso em Vitória; O Frade e a Freira em vídeo; arte na estrada MÚSICA São Trio grava seu primeiro single Lançada em diversas plataformas de áudio como o Spotify, o single Um copo a menos, gravado pelo São Trio, é um blues de autoria de Tadeu Guerzet, escrito em ocasião da morte de dois importantes ativistas do Espírito Santo, Lula Rocha e Marcelo Zumerle. A música ainda deve ganhar em breve um videoclipe, com direção de Lara Sartório. Essa foi a primeira canção gravada pelo São, composto por Gessé Paixão e Gets Souza, o primeiro responsável pela voz e o segundo pela produção musical, que contou com participação direta de Tadeu e teve gravação no estúdio Mirabel, comandado por Jackson Pinheiro. O grupo prepara o lançamento de seu primeiro EP. Lara Sartório Percussionista traz Handpan para apresentação da orquestra Com o título de “Handpan brasileiro: ancestral e sinfônico”, o percussionista e artista multilinguagem Luccas Martins se apresenta no concerto junto com a Orquestra Sinfônica do Espírito Santo (Oses) no próximo dia 15 de setembro, às 20h, no Centro Cultural Sesc Glória, trazendo o instrumento com que pesquisa e realiza composições desde 2018. Com som metálico e percussivo, o handpan foi criado nos início dos anos 2000 na Suíça e é considerado um dos instrumentos mais novos feitos pela humanidade. Em seu trabalho, Luccas vem promovendo o encontro do instrumento especialmente com ritmos brasileiros e de matriz africana, provando sua versatilidade. Entre os trabalhos desenvolvidos no Espírito Santo, o músico gravou com um coral guarani e com a banda de congo Amores da Lua. Caetano Veloso faz show em Vitória O agora octogenário Caetano Veloso, que completou no mês passado 80 anos de idade, virá a Vitória no dia 24 de setembro para apresentar o show de sua turnê “Meu Coco”, que acontece no Espaço Patrick Ribeiro, com ingressos à venda no local ou pelo site blueticket.com.br. Mais informações podem ser obtidas pelo Whatsapp (27) 99707-0714. Fernando Young TERRITÓRIOS Arte circense na estrada O grupo Lacarta Circo Teatro caiu na estrada para uma turnê durante o mês de setembro. Com o espetáculo Dose Dupla, protagonizado por Amora Gasparini e Carlitos Cachoeira, usa o humor para debater o empoderamento feminino. A dupla de palhaços passará por sete municípios levando além do espetáculo a oficina de palhaçaria “Menor máscara do mundo” e um bate-papo sobre a ocupação do espaço público pelas artes cênicas após o período de pandemia. Tendo início no último feriado em Patrimônio da Penha, Divino de São Lourenço, a turnê passará ainda por Domingos Martins, Serra, Cachoeiro do Itapemirim, Guarapari, Anchieta e finalizando em Vitória, sede do Lacarta com um dia inteiro de programação cultural. Mais informações aqui. Espetáculo de dança em circulação Outro espetáculo em circulação é Sirena, solo de dança da bailarina Ivna Messina, com estreia no dia 10 de setembro, às 19h, na Cena Escola de Dança, em Domingos Martins. Com direção de Alexsandra Bertoli, a obra passa pelo hibridismo de personagens parte humanos e parte animais, presentes na mitologia greco-romana, inserindo elementos do flamenco e do teatro, junto a uma trilha sonora autoral, com direção musical de Letícia Malvares. Além de Domingos Martins, o projeto passa pela Serra com o mesmo formato, que inclui além da apresentação gratuita uma oficina na mesma cidade, com apresentação no dia 24 de setembro no Centro Cultural Eliziário Rangel. No dia 9 de outubro estará no Teatro Fernando Torres, em Guaçuí. Em 30 de setembro e 1º de outubro, Sirena será apresentada no Centro Cultural Sesc Glória, em Vitória, com ingressos a partir de R$ 10 (meia entrada). ESPAÇOS CULTURAIS Galeria da Ufes receberá trabalhos ligados à arte de rua Quatorze expositores fazem parte da mostra Preza!, que estreia dia 14 de setembro, às 14h, na Galeria de Arte Espaço Universitário (Gaeu), no campus da Ufes em Goiabeiras, Vitória. Serão apresentados trabalhos criativos de alguma forma associados à estética da arte de rua, em suas diversas linguagens. A curadoria é de Waldir Barreto com co-curadoria de Ficore Kalic e Renato Ren e participação de artistas e coletivos como Abstrato no Concreto, Alex, Basi, Ficore, Ronaldo Gentil, Iranubs, João Oliveira, Keka Florêncio, Lu Bicalho, Made in China, Moska, Renato Ren, Starley Bonfim e Tira. A exposição ficará no local até dia 27 de outubro, podem ser agendadas visitas em grupo pelo e-mail educativogaleria.secult@ufes.br e pelo telefone (27) 4009-2371. Juara Cultural promove artesanato e cinema na Serra Com inauguração no dia 17 de setembro às 14h, o espaço Juara Cultural dará início a um ciclo de atividades no bairro Lagoa de Jacaraípe. Na ocasião será lançada a exposição “Tá boa? Nossa arte, memória e meio ambiente contados por uma planta”, tendo como base o artesanato produzido com taboa, planta extraída da Lagoa Juara para uso de artesãos. A programação que se estende até o dia 15 de outubro inclui oficinas de artesanato e desenho e sessões de cinema, com todas atividades gratuitas. Mais informações no Instagram. O espaço vai funcionar de quarta a domingo e em feriados das 9h às 17h. AUDIOVISUAL Estudantes realizam documentário no Frade e a Freira Uma das mais famosas formações rochosas do Espírito Santo, O Frade e a Freira, inspirador de lendas, foi visitado por um grupo de alunos da EEEFM Leopoldino Rocha, de Itaipava, balneário de Itapemirim como parte das oficinas do Cine.Ema. Com produção de Ivny Matos e orientação do cineasta Ricardo Sá, o passeio virou um documentário de curta-metragem, disponibilizado no YouTube. A lenda da pedra, a história do local e a sensação de estar lá em cima do monumento natural, são alguns dos pontos retratados, entre depoimentos, poesia e rap. O que a Pedra Te Ensina? é o nome do filme. A obra faz parte da programação do 8º Cine.Ema – Festival Nacional de Cinema Ambiental do Espírito Santo, que fica em exibição entre 12 de setembro a 12 de outubro em www.cineema.com.br.
Comev fará mapeamento dos trabalhadores da educação na rede municipal de Vitória
Novo mapeamento, segundo Aguinaldo Rocha de Souza, irá traçar panorama das unidades para ano letivo de 2023 O Conselho Municipal de Educação de Vitória (Comev) está fazendo um novo mapeamento do número de trabalhadores do quadro geral e do magistério que faltam na rede municipal de ensino. A iniciativa se assemelha à que foi feita em abril deste ano pelo colegiado. Seu objetivo é traçar um panorama da realidade das unidades de ensino para sanar os problemas antes do ano letivo de 2023. Para isso, a meta é que o relatório seja finalizado em meados de outubro. No mapeamento feito no primeiro semestre deste ano, constatou-se que 97,7% das unidades de ensino apresentavam quadro de professores incompleto. Um dos problemas em comum entre as escolas era a dificuldade para organização dos horários por causa da indisponibilidade de docentes para completar carga horária “quebrada”, ou seja, abaixo de 25 horas semanais, o que atrapalhava o colégio a conseguir profissional para Carga Suplementar de Trabalho e para cobrir as licenças médicas e falta de professores. Para fazer o mapeamento, serão visitadas quatro Escolas Municipais de Ensino Fundamental (EMEFs) e três Centros Municipais de Ensino Fundamental (CMEIs) de cada uma das oito regiões da cidade. O representante do magistério no Comev e diretor executivo do grupo Professores Associados pela Democracia de Vitória (PAD-Vix), Aguinaldo Rocha de Souza, acredita que, em comparação ao mapeamento anterior, a situação de falta de profissionais pode ter piorado. “A gestão de Lorenzo Pazolini [Republicanos] teve tempo para desenvolver políticas para resolver o problema, mas não fez, e insiste em um modelo de educação que apontamos não ser ideal. Não se faz educação de qualidade sem ouvir quem está na escola”, diz. Aguinaldo relata que em EMEFs como a Octacílio Lomba, em Maruípe, os alunos ficaram muito tempo sem professores para algumas disciplinas e outras matérias ainda carecem de profissionais. Entretanto, aponta, não há por parte da gestão municipal um planejamento para reposição das aulas, o que pode prejudicar os alunos em processos seletivos para o Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), por exemplo. Além da falta de profissionais, Aguinaldo aponta outros problemas vividos na rede municipal de ensino e que foram relatados em 22 de agosto para o promotor Dilton Depes Tallon Netto, do Ministério Público do Espírito Santo (MPES). Um deles é o desjejum. Segundo Aguinaldo, durante a primeira aula os estudantes saem da sala para fazer um lanche. Isso anteriormente era feito em algumas escolas antes de começar a aula para não atrapalhar, e com foco em alunos com demandas nutricionais, agora é feito em todas. “Entendemos a importância da complementação alimentar, mas a forma como isso está sendo feito criou um problema que afeta o processo de ensino aprendizagem”, diz. Além disso, de acordo com o representante do magistério no Comev, a gestão de Lorenzo Pazolini “acena para a possibilidade de fechamento de salas e unidades de ensino”. “O argumento é a evasão escolar, mas temos demandas para essas salas e a gestão sabe. Diante da evasão, quem fez busca ativa foram as unidades de ensino. O município não gastou um centavo com busca ativa usando a comunicação, como campanhas na TV, panfletos, etc. Não usou a máquina pública”, denuncia. Alunos de escolas municipais de Vitória realizam protesto nesta terça-feira Grupo cobra providências para falta de professores e quer ser recebido pela secretária Juliana Roshner https://www.seculodiario.com.br/educacao/estudantes-de-escolas-municipais-de-vitoria-organizam-protesto ‘A educação em Vitória está em situação de calamidade’, denuncia Comev Conselho visitou unidades de ensino, elencou irregularidades encontradas e denunciou ao Ministério Público https://www.seculodiario.com.br/educacao/a-educacao-em-vitoria-esta-em-situacao-de-calamidade-denuncia-comev
‘Vamos tirar o trilho daqui se a Vale não dialogar’, avisam comunidades indígenas
Nono dia de ocupação da ferrovia reúne cerca de 350 pessoas, incluindo mulheres, crianças e idosos Redes sociais No nono dia de ocupação da ferrovia da Vale no trecho que atravessa a Terra Indígena Comboios, em Aracruz, norte do Estado, cerca de 350 Tupinikim, segundo as comunidades, incluindo mulheres, crianças e idosos, mantiveram firme a posição de só encerrar a mobilização mediante abertura de diálogo por parte das mineradoras – também Samarco e BHP Billiton – para atendimento de direitos negados no acordo assinado há um ano com a Fundação Renova. O acordo teve objetivo de reparar e compensar os danos causados às aldeias indígenas perante o rompimento da barragem de Fundão, em novembro de 2015 – que devastou mais de 600 km de leito do Rio Doce, lançando 50 milhões de metros cúbicos de rejeitos de mineração sobre centenas de comunidades e no litoral capixaba – mas, segundo as comunidades, foi feito de forma ilegítima e precisa ser revisto. A decisão de manter a ocupação foi tomada em função da presença de uma oficial de justiça, acompanhada da Polícia Militar, que apresentou uma liminar de reintegração de posse concedida pelo juiz Fabio Luiz Massariol – da 1ª Vara Cível, Família e de Órfãos e Sucessões de Aracruz – em favor da empresa, ordenando a retirada das famílias dentro de uma hora. A sentença expõe a truculência jurídica com que as multinacionais atuam contra as populações mais vulneráveis e estabelece multa de cinco mil reais por minuto, por cada pessoa que descumprir a determinação. Redes sociais Reunidas após a leitura do documento, as comunidades de Comboios, Córrego do Ouro e Caieiras Velha reafirmaram a continuidade da ocupação até que a Vale e as outras duas mantenedoras da Fundação Renova se dirijam ao local para abertura de diálogo e negociação. A aprovação foi unânime entre os presentes. “Semana passada sexta-feira recebemos uma liminar na qual a Justiça cobra da gente cinco mil reais por pessoa aqui presente e agora acabamos de receber mais uma liminar de reintegração de posse para a própria comunidade indígena se retirar da sua aldeia. A gente não vai sair daqui enquanto a Vale, a BHP e a Samarco não vierem conversar diretamente com as comunidades indígenas aqui presentes. Porque o território é nosso, a aldeia é nossa, o trilho que está passando aqui não é nosso, então se continuar do jeito que está aqui, nós vamos tirar o trilho daqui definitivamente”, declarou, em vídeo compartilhado nas redes sociais, o Cacique Toninho, de Comboios, relatando a decisão comunitária. “Eu quero mandar um recado aqui especialmente para a Vale: se você não vir conversar com nós, a partir da semana que vem o trilho deixará de passar dentro da aldeia indígena de Comboios”, complementou, sendo aplaudido pelos presentes. Reprodução A pedido da oficial de justiça, todos os adultos presentes assinaram a comprovação de entrega da liminar. “Somos umas 350 pessoas aqui, todo mundo está assinando. Eles ficam procurando líder mas aqui é uma decisão da comunidade”, relata Geane Estella Borges, moradora de Caieiras Velha. Com a chegada da noite, foi preciso reduzir os participantes. “Quase todo mundo aqui está com criança e está muito frio. Temos que zelar pela segurança das crianças, dos idosos”, conta. Mas a ocupação permanece ativa, reafirma. “Tem sido bem tenso, bem delicado, mas a gente está decidido mesmo a sair daqui só mesmo quando a Vale e a Samarco nos ouvir, nos der um retorno. É muito descaso e falta de respeito da Renova com os povos indígenas. Às vezes a sociedade olha como se a gente estivesse brigando por dinheiro, e não é por dinheiro; é por direito”, afirma. A situação das famílias indígenas atingidas é de muito fragilidade, conta a jovem. “A gente está desde janeiro sem auxílio emergencial, algumas famílias assinaram esse acordo porque estavam precisando mesmo, algumas até que não sabem ler, não entendem o que era o acordo de verdade. Não houve consulta livre, prévia e informada [como preconiza a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), da qual o Brasil é signatário]. A Renova nunca conversou com as famílias. Há muitos vícios dentro desse processo”, expõe. Geane conta também que esteve na capital capixaba nesta quinta-feira (8) em um evento com artesãos capixabas e o governador Renato Casagrande (PSB). Na oportunidade, pediu sua ajuda para intervir junto às mineradoras em favor das comunidades indígenas. “Pedi que ele se sensibilizasse com a nossa causa e fizesse algo para nos ajudar. Ele disse que estava sabendo por alto da nossa mobilização e se ofereceu para telefonar para alguém da Renova, mas expliquei que nós só iremos conversar com a Vale ou a Samarco, então ele disse que iria fazer isso sim”, relata. Repactuação fracassada A reafirmação das comunidades indígenas capixabas ocorre na esteira de outra decisão tomada como resposta à truculência político-econômica das mineradoras responsáveis pelo maior crime socioambiental do país e da mineração mundial. Em comunicado conjunto, os governos do Espírito Santo e Minas Gerais, os Ministérios Públicos Federal e estaduais dos dois estados e as Defensorias Públicas da União, capixaba e mineira, afirmaram que o processo de repactuação conduzido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) há 14 meses se tornou inviável mediante à insistência, por parte das mantenedoras da Fundação Renova, em uma proposta inaceitável, em termos de prazos e valores. “A assunção, pelo Poder Público, da execução de medidas reparatórias e compensatórias restou totalmente inviabilizada em face dos dilatados prazos de desembolso, uma vez que a aceitação de tais prazos significaria transferir o ônus da mora àqueles que mais necessitam das medidas. É evidente, portanto, que houve o desvirtuamento, por parte das poluidoras, das premissas de celeridade e de definitividade, firmadas na Carta de Premissas de 22 de junho de 2021”, afirmam os entes públicos em um trecho do comunicado. O valor mínimo entendido pelos entes era de R$ 100 bilhões, um pouco menor que os R$ 150 bilhões pedidos na ação civil pública impetrada pelo MPF em 2016, que teve tramitação paralisada em
‘Oposição ao piso da Enfermagem mostra o quanto o Brasil é sexista e racista’
No ato contra a suspensão do piso, Contarato destacou que a categoria é principalmente negra e feminina O senador Fabiano Contarato (PT) compareceu à concentração do ato contra a suspensão do piso da Enfermagem, nesta sexta-feira (9), na praça Costa Pereira, Centro de Vitória. O parlamentar, autor da Lei 14.434/2022, que estabelece o piso, destacou que a categoria é composta por cerca de 2,7 milhões de trabalhadores em todo Brasil, sendo 85% deles mulheres e 53% pretos e pardos. “Oposição ao piso da Enfermagem mostra o quanto o Brasil é sexista e racista”, disse o senador. Leonardo Sá Contarato afirma que, em conversa com o Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, que decidiu pela suspensão do piso nesse domingo (4), reforçou que a Lei 14.434/2022 é constitucional. “A Enfermagem tem que continuar se mobilizando, indo para a rua. A Enfermagem tem vez e voz, tem valor. Vamos conseguir reverter a decisão. O plenário vai reconhecer aquilo que é lei, pois é lei o piso da Enfermagem”, exaltou. Com um cartaz escrito “de heróis a palhaços”, a enfermeira Laurrane Martins recordou a dedicação da categoria durante a pandemia da Covid-19. “Fomos nós que lidamos com os pacientes com Covid-19, uma doença nova que não se sabia ainda muito bem como fazer, como proceder. Estávamos na linha de frente, não deixamos de trabalhar. Tivemos óbitos em meio à categoria, em meio à nossa família, mas não arredamos o pé”, disse. Leonardo Sá Após a concentração, os trabalhadores seguiram rumo ao Palácio Anchieta, interrompendo as vias da Avenida Jerônimo Monteiro. Ao chegar na sede do governo, embora a Polícia Militar (PM) dissesse para não passarem para a outra pista, os manifestantes também fecharam as vias da Avenida Getúlio Vargas. Alguns motoqueiros tentaram passar e até deram pequenas arrancadas com a moto para tentar intimidar, mas a barreira humana feita pela categoria se manteve no mesmo lugar. Leonardo Sá As vias das duas avenidas foram liberadas em alguns momentos para circulação dos veículos a pedido do Sindicato dos Enfermeiros do Espírito Santo (Sindienfermeiros), embora os trabalhadores tivessem relutado em alguns momentos. O ato foi realizado nesta sexta porque é a data em que teve início o julgamento da decisão liminar do ministro Barroso, que vai até o próximo dia 16 de setembro. A Enfermagem já havia feito um protesto nessa segunda-feira (5), quando a categoria paralisou a Terceira Ponte tanto no sentido Vitória quanto no sentido Vila Velha. A manifestação desta sexta-feira foi deliberada pelo Fórum da Enfermagem no último domingo (4), sendo ratificado em reunião da Federação Nacional dos Enfermeiros (FNE) nessa segunda. “O Centro de Vitória é histórico e não deixa de ser um centro político. O Palácio Anchieta é a sede do governo. Diante da luta pelo piso, o governo do Estado não pode fazer igual Pôncio Pilatos e lavar as mãos”, ressalta a presidente do sindicato representativo, o Sindienfermeiros-ES, Valeska Fernandes. Leonardo Sá A dirigente sindical destaca que um dos argumentos do STF para a suspensão do piso foi a possibilidade de impacto financeiro no Estado e nos municípios. “O Estado e os municípios não podem se omitir. Além disso, mais de 50% dos hospitais do Espírito Santo são gerenciados por OS [Organização Social] ou fundação. Os trabalhadores são celetistas, começariam a receber o piso agora, e prestam assistência à população por meio do Sistema Único de Saúde [SUS]. O Estado tem que se colocar nessa discussão”, defende. Além do ato, outra iniciativa deliberada na reunião da FNE foi o ingresso no STF com pedido de amicus curiae, para que a categoria possa ser ouvida na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) nº 7222, movida pela Confederação Nacional de Saúde, Hospitais, Estabelecimentos e Serviços (CNSaúde), que questionou a constitucionalidade da Lei 14.434/2022, que estabelece o piso. A FNE informou em suas redes sociais que o pedido foi concedido pelo STF nessa terça-feira (6). Otimismo A suspensão do piso foi abordada na sessão dessa terça-feira (6) na Assembleia Legislativa. Na ocasião, Valeska rebateu os argumentos da rede privada de saúde, de que terá que dispensar funcionário caso pague o piso salarial da categoria. Durante a sessão, foi deliberado que a Casa irá elaborar uma nota de repúdio à suspensão do piso e enviar para o STF. Valeska afirmou que, na Enfermagem, “o bom profissional não fica sem emprego, uma porta se fecha aqui e outra abre ali”, uma vez que a principal clientela dos profissionais são os pacientes e o adoecimento vem aumentando. Portanto, ameaça de demissão “não é impedimento para encarar o patrão e dizer: eu mereço o piso”. A dirigente sindical destacou que a suspensão do piso se deu “às vésperas de gozar de um salário digno”. Ela apontou ainda que, embora a suspensão tenha sido uma surpresa para a categoria, é perceptível que para o empresariado da saúde, não foi, pois já diziam que não pagariam o piso, porque seria suspenso. Entretanto, Valeska demonstra otimismo. “A suspensão do STF vai cair, esse povo vai para a rua, se mobilizar, não tem medo de demissões”, exaltou. Após a sessão, os trabalhadores fizeram uma manifestação na frente da Assembleia.
Militância do PT faz ato neste sábado em frente à Assembleia Legislativa
Base reclama da falta de apoio para tocar campanha do ex-presidente Lula em municípios do interior Os comitês “Lula Presidente”, formados pela militância do Partido dos Trabalhadores (PT), promove neste sábado (10), a partir das 15h30, em frente à Assembleia Legislativa, o ato “#VaidarLulanoprimeiroturno”. A iniciativa faz parte da estratégia de garantir pelo menos mais 1% dos votos válidos, mínimo necessário, se as eleições fossem hoje, para a vitória em primeiro turno na corrida presidencial. A mobilização ocorre em meio às críticas pela falta de apoio do diretório estadual para a campanha de rua. A três semanas da votação, o PT intensifica os atos de rua, e, ao mesmo tempo, muda o tom da propaganda no rádio e TV, em busca do voto útil. A movimentação petista segue no mesmo cenário observado desde o início da campanha, isolada do restante dos partidos que formam a federação, PCdoB e PV, e também da coligação com o PSB, legenda do governador Renato Casagrande, candidato à reeleição. Ele lidera a disputa ao governo do Estado e toca a campanha de forma a não alimentar essa aliança, para não desagradar outros nove partidos que o apoiam. Além do PV, que forma a federação com o PT, Casagrande tem o apoio do PDT, Cidadania, MDB, Podemos, Pros, PP e PSDB. O governador se mantém distante de candidatos petistas, à exceção de alguns poucos, como a presidente estadual do diretório estadual, Jackeline Rocha, que concorre à Câmara Federal, e o ex-prefeito de Vitória João Coser, que disputa uma vaga na Assembleia Legislativa. Esse fato gera críticas internas no partido, acentuadas pelo tratamento dispensado às novas candidaturas e à própria campanha de Lula, cujo nome não é citado nas peças publicitárias. “Basta olhar as diferenças na campanha das novas candidaturas e a de outras, para comprovar que existe tratamento diferenciado”, comenta um militante, recusando-se a entrar em detalhes. Afirma, no entanto, que membros do diretório querem comandar a campanha de rua, mas, de outro lado, descriminam as novas candidaturas. A militância reclama, também, da falta de apoio para tocar a campanha do presidente Lula no interior e destaca a necessidade de ampliar a movimentação, a fim de pelo menos manter o empate técnico com Jair Bolsonaro, segundo dados da última pesquisa do Ipec/Rede Gazeta. Os dados mostram Bolsonaro com 39,68% das intenções de voto, enquanto Lula com 38,10%. No campo evangélico no Estado, base do bolsonarismo, Lula marca 42% e Bolsonaro 39%, destoando a amostragem em vários estados, onde o ex-presidente pontua pra baixo. Esse quadro levou a coordenação da campanha a promover nesta sexta-feira (9), em São Gonçalo, Rio de Janeiro, encontro de pastores e fiéis evangélicos com o ex-presidente Lula, quando foi criado um núcleo para interagir com esse público, sob a coordenação do pastor Ariovaldo Ramos, uma das mais respeitadas lideranças do setor em nível nacional.
Petroleiros comemoram suspensão da venda do campo de Albacora
Ação judicial pela suspensão da venda será mantida para averiguar crime de lesa pátria, diz Valnísio Hoffman A Petrobras comunicou oficialmente, nesta sexta-feira (9), a suspensão da venda do campo de Albacora, que fica na Bacia de Campos e cuja gestão é da Unidade de Negócios do Espírito Santo. O fato é comemorado pelo Sindicato dos Petroleiros do Espírito Santo (Sindipetro-ES), que considera uma vitória para a categoria e para a população, uma vez que a entidade sempre se mostrou contrária à venda, por se tratar de um patrimônio público. O sindicato, inclusive, move, desde outubro passado, uma ação popular na Justiça Federal contra a comercialização de Albacora e de Albacora Leste, que também fica na Bacia de Campos. “Com a suspensão, ganham os petroleiros, ganha a sociedade, pois o patrimônio público se mantém gerando riqueza e royalties para a população”, ressalta o coordenador geral do Sindipetro, Valnísio Hoffman, destacando ainda que a venda do campo “significaria a redução de empregos e renda”. O comunicado da Petrobras de que havia recebido ofertas dos consórcios PetroRio/Cobra e EIG Global Energies Partners/Enauta/3R Petroleum para a aquisição dos campos foi feito em 30 de setembro de 2021. Hoffman explica que o campo de Albacora é uma área de pré-sal e que o preço estipulado para a venda foi muito baixo, por isso foi movida a ação judicial. Ele acredita que a ação judicial pode ter contribuído para a suspensão da venda, assim como as pesquisas que apontam cenário desfavorável para o presidente Jair Bolsonaro (PL) nas eleições deste ano. O dirigente sindical acredita ainda na possibilidade de suspensão da venda de Albacora Leste. Além de suspender a venda, a Petrobras optou por manter o ativo em seu portifólio, inclusive, divulgou um projeto de investimento que prevê a contratação de uma nova plataforma do tipo FPSO (sistema flutuante que produz, armazena e transfere petróleo) para o campo de Albacora, em substituição às duas unidades de produção que operam no ativo atualmente, que são a P-25 e a P-31. “É sinal de que o campo tem potencial de produção”, aponta Hoffman. A ação judicial, afirma, terá prosseguimento, uma vez que é preciso que a Justiça averigue se o preço estipulado para venda estava muito baixo, para que os responsáveis respondam por crime lesa pátria. O sindicato também move outras ações contra a Petrobras. Uma delas, com apoio da Federação Única dos Petroleiros (FUP), pede a suspensão da venda dos ativos da empresa no Estado. Os polos offshore de Camarupim e Golfinho, localizados no litoral norte, são negociados para o grupo norueguês BW Energy pelo montante de US$ 75 milhões, o equivalente a menos de dois meses de produção, segundo dados do sindicato. Na ação, o Sindipetro pede a paralisação da negociação dos campos Camarupim e Golfinho, até que a Petrobras apresente o valor de mercado dos ativos e o contrato de compra e venda, a fim de contestar os estudos realizados pelo sindicato e aferir a capacidade técnica e financeira do grupo BW. De acordo com a assessoria jurídica do Sindipetro, além do preço baixo de venda, “a operação dos campos, em mar aberto, envolve riscos que não são da expertise da empresa compradora, com grande possibilidade de geração de acidentes ambientais e de trabalho nesta atividade”. Petrobras vende últimos polos de produção e ‘dá adeus’ à Bacia do Estado Valor corresponde a apenas 50 dias de produção. Para Valnísio Hoffmann, a venda é https://www.seculodiario.com.br/economia/bacia-da-petrobras-no-espirito-santo-esta-extinta-apos-venda-de-dois-polos Sindicato move ação contra a venda de ativos da Petrobras no Estado São solicitadas a paralisação da negociação dos campos Camarupim e Golfinho e a suspensão da transferência dos ativos https://www.seculodiario.com.br/justica/sindipetro-move-acao-contra-a-venda-de-ativos-no-espirito-santo