Três momentos me fizeram lembrar de como era fácil fazer rádio numa época Três momentos nas minhas atividades na comunicação me fizeram lembrar de como era fácil fazer rádio numa época. A primeira delas foi colocar a Tribuna FM no ar e já entrar com audiência absurda. Na época tinha a Cariacica FM e Gazeta FM como fortes concorrentes. Por um problema idiota, saímos da Tribuna e a rádio degringolou. Outra fase mágica foi quando estava novamente na Tribuna, desta feita na AM, e colocamos, na época, uma programação ousada. Uma rádio com programação sertaneja em sua totalidade. Na verdade, tivemos o apoio da gravadora Continental, com um vasto catálogo de música sertaneja e alguns bregas. Luís Claudio Casado, representante, ajudou muito. Em um mês, fomos ao primeiro lugar, desbancado a Rádio ES. A rádio Gazeta AM havia entrado no ar, mas estava com problemas para se firmar. Álvaro Moura, o publicitário, estava na Gazeta, assessorando o Café, que assumia as rádios. Por ter passado na Tribuna e visto nosso trabalho, logo fui chamado para cuidar da Gazeta AM e Jovem PAN. Em pouco tempo, a Rádio Gazeta já era primeiro lugar de audiência, desbancando a Tribuna. Foi assim: Camata assume o governo e me pede para ir para a Rádio ES, limpeza política e primeiro lugar no Ibope. Afinal, tinha Jairo Maia e Luís Carlos Peixoto. Volta para Tribuna, mas não mais para FM, e sim para a AM. Precisava mais. Primeiro lugar de Ibope, desbancando a Rádio ES. Em seguida, Gazeta AM, primeiro lugar no Ibope, desbancando a Tribuna. E por aí foi. Sabe-se que ninguém faz nada sozinho. Tive a sorte de contar com excelentes profissionais nessas emissoras e deles sempre acreditarem nas loucas ideia de programação que a gente tinha. Isso sem falar nas FM’s, como Tropical, SomBrasil (Cachoeiro), Jovem Pan (São Mateus) e outras mais. Obrigado a todos! PARABÓLICAS Uma nova apresentadora desponta na Mix FM da Rede Gazeta. Trata-se da desembaraçada Tay Braga. Os grupos de rádio nas redes sociais, especialmente no WhatsApp, viraram uma exposição política de alguns participantes. Nota-se, nitidamente, que Luizão (Luis Carlos Lopez) está feliz com seu trabalho na Tropical. Egresso de BH, o locutor-apresentador Alex Bono está na Jovem Pan Vix, depois de passar pela Litoral. OBS: Com ajuda de colaboradores. ACESSEhttp://jrm50anos.blogspot.com.br/O rádio do ES na visão de JRM ACESSE: TRADUÇÃO JRM YOUTUBEhttps://www.youtube.com/watch?v=V7SGdD_TrhEAmerica Top40 – Shadoe Stevens Programa de radio Americano reproduzido pela Jovem Pan Gazeta MENSAGEM FINALUma palavra de encorajamento durante um fracasso vale mais do que um elogio depois do sucesso. Vitto M. Amorim
‘A gente vê a felicidade, primeiro, na saúde da nossa família’
Camponês em Pinheiros fala sobre o necessário conjunto de políticas públicas para produzir alimentos saudáveis Assistência técnica, financiamento bancário específico, garantias de comercialização e fixação da juventude no meio rural, através da Educação do Campo. Esse é um conjunto básico de políticas essenciais para garantir a dignidade dos agricultores familiares na produção de alimentos saudáveis, sem venenos e com respeito à natureza e à saúde do produtor e consumidor. Há muito conhecido dos agricultores que já adotaram, estão em transição ou desejam ingressar na Agroecologia, esse conjunto de medidas estruturais ainda está longe de ser prioridade dos governos capixaba e brasileiro, ainda capturados pelo poder político da bancada ruralista no Congresso e Assembleia Legislativa, bem como pela pressão direta dos empreendimentos latifundiários voltados para a exportação de commodities que, no caso do Estado, se fazem representar principalmente pela cafeicultura e eucaliptocultura. Os relatos cotidianos sobre isso estão parcialmente contemplados no 1º Anuário Estatístico da Agricultura Familiar, produzido pela Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (Contag), em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), e lançado na Semana da Agricultura Familiar, no final de julho. No Espírito Santo, consta que somente 21% dos agricultores receberam assistência técnica, ao passo que 63% fizeram uso de ao menos um agrotóxico no ano da pesquisa de campo, em 2017. O camponês Salvador Lima de Aguiar, do Sítio Guanabara em São João do Sobrado, município de Pinheiros, extremo norte do Estado, conta como o seu sonho antigo de trabalhar com a agroecologia começou a ser realizado, quando passou a ter acesso a esse conjunto primordial de políticas públicas, primeiro por meio do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), depois com financiamento do Banco do Nordeste (BNE). Maria Josefa Garrido Valverde “Sempre tinha esse sonho, participava dos movimentos sociais buscando informação, aquele dom de ver a natureza, respeitar a natureza. Vendo a realidade do nosso município, a outra forma de agricultura [convencional] não é viável para a gente que é pequeno. Quando ia ao banco fazer financiamento, ficava tudo para as empresas, ficava endividado”, conta Salvador. “A gente plantou café, mas não trabalhava com o pacote de adubo e veneno, só batia algumas caldas [agroecológicas], mas o café clonal não aceita e não deu certo. Aí a gente acabou com o café e começou a plantar cedro, ipê roxo, ipê amarelo, ipê branco, ipê rosa. Entre os ipês, plantamos glicínia, para fixar o nitrogênio no solo. E ainda plantamos banana, cacau, tudo junto. Esse projeto foi o Incaper que fez, em menos de um hectare. Agora a gente faz as podas da banana, o controle dela e joga tudo no pé dela. Depois entramos com lavoura branca, milho, abóbora…”, descreve. Em 2019, chegou o Banco do Nordeste, com o Sistema Agroflorestal (SAF), aperfeiçoando o trabalho já iniciado com apoio do Incaper. “O Banco do Nordeste vê a realidade do produtor, tem o dinheiro para a mão de obra também, que nos outros não têm, é só para as empresas”, compara. O projeto incluiu bananas, árvores nativas e frutas num extrato mais alto e, no meio das linheiras, lavoura branca de feijão, milho, feijão de rama, aipim…”A gente começou a vender na feira e agora entregamos no CDA [Compra Direta de Alimentos, do governo do Estado] e no PAB [Programa Alimenta Brasil, do governo federal, em substituição ao PAA – Programa de Aquisição de Alimentos]”, diz, salientando a importância das políticas públicas de comercialização. “Os programas ajudam muito, porque você sabe onde vai entregar. Quando levava para feira em Pinheiros, era bem vendido também”. Maria Josefa Garrido Valverde Uma das dificuldades do começo da transição agroecológica, ressalta Salvador, é a incompreensão dos vizinhos, que não reconhecem a relevância do trabalho. “Falam que a gente é doido quando começa a plantar pé de árvore. Mas a gente sabe que o resultado é demorado. E é um processo gostoso, a terra vai mostrando para a gente que tem a capacidade de melhorar. Quem trabalha com agroecologia tem que observar as mudanças na propriedade, o mato vai mudando. Já tem muita melhora no solo. Era mais ácida e compactada, hoje mais solta, fácil de trabalhar”. É visível também, destaca, o maior equilíbrio do ambiente agroecológico em relação aos demais. “A vizinhança está tendo uma praga o caramujo africano, não está controlando. Aqui no sítio aprece alguns, mas com equilíbrio, faz um trabalho que mantém o controle”. A saúde das pessoas que trabalham sem venenos também mostra superioridade. “Aqui no nosso município está morrendo muito trabalhador no campo por causa de agrotóxicos. Um rapaz trabalhou 20 anos na fazenda e está numa condição que não tem recurso para ele. Na fazenda dele, todo mês morre dois, três, de intoxicação dos rins, vai morrendo aos poucos”, lamenta. As terapias holísticas, como homeopatia, que a família aplica no solo, nas plantas e nas pessoas, traz uma leitura ainda mais ampliada. “A gente faz terapia e vê muito envenenamento, até de criança, por causa de agrotóxico na água da escola. Os médicos não acham nada, não sabem o que é. Mas na terapia a gente vê aqui e consegue salvar quando é criança”. ‘O solo está com muita fome’ A dificuldade ainda é com a matéria orgânica para cobertura do solo, uma exigência grande na agroecologia. A de Salvador vem toda de dentro do sítio, não sendo trazido nada de fora. “A gente faz cobertura verde com capim, capim de porco e insumos da lavoura, processo de roçagem. Mas às vezes não tem máquina para adiantar o processo de aproveitar as podas das árvores. Onde a terra ainda está descoberta, a gente vê a fraqueza, a água logo evapora. E o solo está com muita fome, joga matéria orgânica e em 90 dias some. O solo está com muita fome, precisando de muito alimento”. Maria Josefa Garrido Valverde A paisagem do sítio também é um alento para os olhos, conta Salvador. “Em volta da minha morada já tem umas árvores, mais de vinte anos que tem essa moitinha de árvore, não entra
Cartilha da Justiça Eleitoral garante que apuração de votos é 100% segura
A pouco mais de um mês do pleito, cartilha é importante instrumento para contrapor notícias falsas A Justiça Eleitoral divulgou, nesta segunda-feira (22), a cartilha “Guia do Eleitor consciente – Todos fazem a Eleição!”, para esclarecer dúvidas sobre o que deve levar no dia da votação, o que pode e não pode, e aumentar o nível de confiança na urna eletrônica. A cartilha explica o processo de totalização dos números e lembra que, do registro dos votos até o resultado final, o processo é totalmente digital, criptografo e seguro, com zero por cento de intervenção humana e 100% de segurança. A zerésima, o Boletim de Urna e o Registro Digital de Voto, importantes instrumentos de segurança do processo eletrônico de votação, também é destacada, ganhando na cartilha uma definição simples e acessível a todos. O material que reúne as principais informações do pleito está disponível para download no Portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A pouco mais de um mês das eleições, a cartilha se torna importante instrumento para contrapor a divulgação de notícias falsas sobre as urnas eletrônicas e o processo de votação como um todo, disseminadas por grupos ligados ao presidente Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição, com o apoio de setores das Forças Armadas. O conteúdo é apresentado com auxílio de ilustrações e infográficos e tem apenas doze páginas, além de ser voltada não apenas para os eleitores, mas também para a imprensa. Todas as dúvidas mais comuns estão respondidas no documento, aponta o TSE, como o que pode e o que não pode no dia da eleição, como justificar a ausência às urnas, e como conferir se uma informação recebida nos grupos da família ou de amigos é fato ou boato. “Porque isso é responsabilidade de todos, e nesse assunto, vale a regra: na dúvida, não compartilhe”, acrescenta o material. Tem também dicas essenciais para o voto consciente, como, por exemplo, o que é preciso levar e a importância de conhecer os candidatos antes do dia da eleição. O capítulo “Caminho do voto” mostra o que acontece depois que o eleitor aperta o botão “Confirma” da urna eletrônica, lembrando que ela é codificada, e os programas, todos assinados digitalmente O TSE informa ainda do site DivulgaCandContas. Por meio dele, os eleitores podem obter informações diversas sobre seus candidatos, incluindo o número de votação, gastos financeiros, informações partidárias e dados sobre os bens.
Voto consciente é um dos pilares da Parada Gay de Vila Velha
Evento, em 18 de setembro, também abordará violência contra a mulher e prevenção às ISTs As cores do arco-íris irão colorir as ruas de Vila Velha durante a 13ª Parada do Orgulho LGBTQIA+, em 18 de setembro. O evento terá como tema “Vote com orgulho, por uma política que representa”. O ponto de concentração será em frente à praça de Coqueiral de Itaparica, a partir das 14h, seguindo rumo à rua Itaboraí, na Praia de Itaparica, próximo à Embratel. A Parada também terá outros dois pilares: o combate à violência contra a mulher e a prevenção às Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST). Renan Rilton Em relação à violência contra a mulher, os apresentadores do evento irão, no carro de som, dar informações sobre como denunciar. No caso das ISTs, será distribuído material informativo com foco na prevenção, por meio de parceria com a Prefeitura de Vila Velha. O debate central na questão do voto, diz Renan Rilton, organizador do evento, é porque o país está passando pelo período eleitoral, sendo necessário que a comunidade LGBTQIA+ eleja políticos que a represente. Ele tece críticas ao presidente Jair Bolsonaro (PL), destacando que seu governo “em nada nos favoreceu”, sendo, portanto, necessário “mudar esse quadro”. Ele aponta que o atual presidente faz um discurso violento contra a comunidade LGBTQIA+ Renan Rilton “Colocando nosso arco-íris na rua, estamos não só mostrando que sabemos festejar nossas diferenças, como mostramos aos políticos que nosso voto conta. Nossas vidas são importantes”, ressalta Renan. A expectativa é de que cerca de 15 mil pessoas compareçam ao evento, que contará com diversas atrações culturais. Estão confirmadas as presenças das drags locais Myrella Couth, Tais Spiller, Sibelle Rodrigues, Fernanda Ferrari, Bianca Castelli, Jéssica Telles e Angela Jackson. As atrações musicais serão Vanessa Ferr, Pablo Vittar Capixaba, e Fertarié, mulher trans que lançará sua carreira musical durante a Parada. Haverá ainda os DJs Saul Felício e Samantha Brooks. Também participarão do evento, Eduarda Velask, Miss Plus Size Espírito Santo Gay 2021; e Natália Torres, Miss Espírito Santo Gay e 3ª colocada no Miss Brasil Gay. Respeito à diversidade leva milhares de pessoas às ruas de Vitória 11° Manifesto LGBTQIA+ saiu da Vila Rubim, em Vitória, rumo ao Sambão do Povo https://www.seculodiario.com.br/cidades/respeito-a-diversidade-leva-milhares-de-pessoas-as-ruas-de-vitoria
Documento vai reunir orientações de acolhimento a casos de violência na Ufes
Comunicado foi feito ao Projeto Fordan, que sugeriu medida em casos contra a mulher, comunidade LGBTQIA+ e racismo A Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) comunicou ao Projeto Fordan, da instituição de ensino, que irá produzir um documento para normatizar e orientar o acolhimento a pessoas que sofrem violência. O comunicado foi feito após o projeto solicitar uma ação deste tipo com foco em casos de violência contra a mulher, comunidade LGBTQIA+ e racismo, garantindo a integridade de estudantes, professores e gestores. O assunto foi tratado no ofício 001/2022, encaminhado pelo gabinete da Reitoria. O Fordan foi convidado para contribuir na elaboração do documento. Conforme consta no ofício, a universidade, por meio da comissão Universidade Promotora da Saúde (UPS), já deu início ao estudo para a redação sobre a atuação institucional nos casos de adoecimentos mentais. Criado em 2005, o Fordan faz acolhimento a mulheres e famílias em vulnerabilidade social. A proposta de criação do documento foi feita após o projeto acompanhar o caso de uma aluna que o procurou para solicitar ajuda. Ela narrou um episódio de ideação suicida durante a aula e não houve acolhimento por parte do professor e dos colegas, que, inclusive, passaram a hostilizá-la. A hostilização dos colegas, segundo a aluna, foi depois de ela ter questionado a atitude do docente. O questionamento foi assunto em grupo de WhatsApp, no qual houve comentários agressivos contra a universitária. Um deles diz que “se não aguenta estudar, porque está com o psicológico abalado, vai para a terapia, não projeta suas frustrações e desamores anteriores em uma pessoa que não tem nada a ver. Para com essa carência de falar um monte de coisa que ninguém quer saber na aula. Fala depois, gente! No particular! Nossos professores são super abertos a conversar no off”. A estudante, então, procurou a coordenação do curso, a Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis e Cidadania (Proaeci), e a Ouvidoria, mas não foi atendida de imediato. Também passou nas salas de aula para relatar o que estava vivendo. Fora da Ufes, contatou o Ministério Público do Espírito Santo (MPES). Ao ser procurado pela aluna, o Fordan enviou documento para a Reitoria, Comissão Permanente de Direitos Humanos e Pró-Proaeci, conversando com esses dois últimos organismos. A coordenadora do Fordan, Rosely Pires, afirma que na ocasião foram feitos alguns questionamentos. “O que a Ufes tem de orientação para lidar com o processo de violência? Quando não há enfrentamento imediato, há violência sobreposta. Ela sofre violência na forma inadequada de lidar quando relata o ocorrido e a partir daí sofre mais violência com a estigmatização e passa a se colocar como denunciadora”, diz. A Proaeci, aponta Rosely, diz ter feito o acolhimento, tendo a estudante ido uma vez e não voltado mais. “Ao que parece, ela busca o acolhimento, não é feito de imediato, a Ufes percebe a dimensão, tenta fazer o acolhimento, mas a estudante entra num processo que ela quer caminhar pelo caminho da denúncia formal que ela mesma está produzindo”, ressalta. Rosely destaca que este não é o único caso. “Há mais casos que exigem orientação para gestores e professores. Exige formação para que, diante do sofrimento do outro, aquele que está no processo possa ter empatia e saber como encaminhar, resolver ou minimizar o processo”, afirma, destacando que não há culpabilização dos profissionais da universidade, dos professores e gestores. “Diretrizes não existem em praticamente lugar nenhum. E num espaço igual à Ufes, que tem um número grade de profissionais e estudantes, essas diretrizes são fundamentais”, salienta.
‘Guerrilha virtual’ consagra Cotaxé como ‘capital das lutas camponesas’
Evento nesse final de semana colocou placas com o título em espaços do distrito de Ecoporanga O último sábado (20) consagrou Cotaxé, no município de Ecoporanga, na região noroeste, como a capital das lutas camponesas no Estado. Durante a tarde, como parte da programação da Jornada de Cotaxé, foi realizada uma “guerrilha virtual”, ou seja, a distribuição, em toda a localidade, de placas nas quais estava escrito “Cotaxé -ES Capital das Lutas Camponesas do ES – Universidade Livre de Cotaxé”. Luciana GB Ao som da música Bota Fé, de autoria de Patrick Ericcson e Vander Antônio Costa, este último, um dos organizadores da Jornada, pessoas vindas da Grande Vitória se uniram a moradores do distrito em uma verdadeira integração campo-cidade e afixaram as placas nas residências, estabelecimentos comerciais, espaços públicos e outros lugares, sendo praticamente impossível a quem visita e a quem mora na região não visualizá-las e não ter sua curiosidade despertada pela iniciativa. Vander afirma que a “guerrilha virtual” busca, entre outros objetivos, contribuir para que as pessoas tenham orgulho de ser cotaxeenses. “Aqui de fato houve um movimento organizado de enfrentamento à força repressiva do Estado, à jagunçagem, à grilagem, aos madeireiros. Foi um movimento organizado de resistência”, diz. A Jornada também contou com atrações musicais e lançamento do livro Conde Trápula: Uma Vítima da TV em Cores, do historiador e escritor Márcio Miranda Moraes. Um dos passos, agora, é contatar as pessoas que participaram da Jornada e também de atividades anteriores de integração campo-cidade, como o Seminário de Humanidades, que já teve seis edições, todas realizadas em Cotaxé, para encaminhar sugestões para o funcionamento da universidade. Elas poderão opinar sobre diversas questões, como cursos a serem oferecidos, maneiras de envolver a comunidade, e formas de financiamento da instituição. Vander destaca que a universidade irá partir sempre da experiência de vida dos moradores de Cotaxé, por isso a necessidade de envolvê-los durante a elaboração da instituição de ensino e em todos as etapas posteriores. A Universidade Livre de Cotaxé foi idealizada por um grupo de ativistas e artistas capixabas. Sua pedra fundamental foi lançada em janeiro deste ano. Entre seus objetivos, estão a preservação da memória histórica das lutas camponesas no Espírito Santo; a sensibilização dos trabalhadores, em especial as novas gerações dos acampamentos e assentamentos da reforma agrária, a partir dos trabalhos de educação popular; parcerias com coletivos envolvidos com pesquisas e estudos que priorizem saberes e práticas camponesas de convivência; além de promover, apoiar e subsidiar iniciativas de lutas dos trabalhadores do campo, das águas e das florestas. A universidade, explica Vander, não seria vinculada ao Ministério da Educação (MEC). Seu objetivo será oferecer cursos sobre questões populares, estabelecendo parcerias com a Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), o Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), escolas agrícolas, entre outras instituições de ensino. A universidade também estará aberta para movimentos sociais, coletivos e pessoas que queiram contribuir, não sendo descartada a possibilidade de, além de atividades presenciais, serem realizadas também as virtuais. Histórico No início da década de 1950, sob liderança de Udelino Alves de Matos, lavradores, posseiros e sem-terra se uniram contra os latifundiários para lutar pelo acesso à terra na região de Cotaxé. A luta foi fortemente debelada por militares e jagunços e levou à fuga e morte vários camponeses e lideranças, fazendo valer os interesses de fazendeiros e madeireiros da região. A insatisfação da população seguiu, porém, e novamente se organizou, anos depois, já sob liderança do Partido Comunista do Brasil (PCB), um conflito que se estende até os primeiros anos da ditadura civil-militar iniciada em 1964. Com a terra nas mãos de poucos, Ecoporanga teve o início de sua economia moderna com a extração madeireira, seguida pelo café, que com a política de erradicação, foi sendo substituída pelo gado leiteiro e de corte, que hoje ocupa grande parte do território, em sua imensa maioria desmatado, com uma população humana que decresceu ao longo das décadas enquanto a população bovina crescia e a superava. Mais recentemente, a indústria de mármore e granito também vem ocupando destaque na economia, com base no extrativismo mineral. Projeto da Universidade Livre de Cotaxé terá como base a construção coletiva Vander Costa destaca que um dos espaços de discussão com a comunidade será na Jornada de Cotaxé, em agosto https://www.seculodiario.com.br/cidades/jornada-de-cotaxe-ira-discutir-construcao-coletiva-de-universidade-livre
Missa profana
A toalha branca voava no ar como uma bailarina do Quebra-nozes sem as sapatilhas de cetim Sagrada é a hora da refeição, diz o pai em tom solene, e na hora de repartir o pão, fica sempre com o maior pedaço. Lambuzado de manteiga meio rançosa. Para as filhas, pão seco. Manteiga tem calorias, muita lactose, dá espinha no rosto. Ou tem excesso de gordura insaturada. Se inspira no vocabulário do YouTube para os sermões diário. Doutor implacável. * Pôr a mesa era tarefa da mais velha, Arlina. A toalha branca voava no ar como uma bailarina do Quebra-nozes sem as sapatilhas de cetim. Arlina calçava umas sandálias surradas, o couro das tiras descascado, já nem se percebia que cor tiveram. O solado rasgado do lado esquerdo – Dança, Arlina, dança! Pobre criança magricela, sempre sonhando com uma fatia de pão lambuzada de manteiga. Mesmo rançosa. * Berinda, a segunda filha, traz a travessa de sopa fumegando. Pousa-a sobre a mesa como um pássaro de asas amplas – a toalha desbotada e puída, já nem se percebe a estampa de anjos azuis, graças aos excessos do batismo com água sanitária. Damos graças a Deus por essa refeição frugal mas saudável! recita o pai, e enche o prato com a sopa rala, inhame ou aipim, uns parcos raminhos verdes de salsa ou coentro. O que sobrar distribui entre as filhas. Labuto de sol a sol, como um escravo hebreu no Egito, e só tem sopa para o jantar. Vão dormir cedo para não ter fome outra vez. * A terceira filha, Carlucia, tira a mesa. Ou melhor, com reverência, retira de sobre a mesa os pratos vazios – quase limpos, porque ninguém desperdiça uma gota sequer da santa sopa. A mesa continua no mesmo lugar, indiferente ao que ponham diariamente sobre ela. A travessa volta para a prateleira da cozinha, aguardando a consagração do alimento no dia seguinte – de qual sabor? * O ritual do pão repartido todas as manhãs. Água limpa e fresca nos copos. Não vão se atrasar para a escola. Comam tudo que servirem no lanche, que é pecado desperdiçar comida. O dinheiro é curto mas o coração é grande. Se as colegas do lado largarem restos nos pratos, peguem as sobras e comam com respeito, que é sacrilégio jogar comida fora. Com o que ganho na obra, é mesmo um milagre comerem o pão de cada dia. * Domingo tem churrasco de salsicha no quintal, que a picanha entrou na lista dos pecados capitais. O pai junta uns tijolos, improvisa uma churrasqueira. Os amigos cuidam da cerveja, que pobre também tem direito a uma epifania. As crianças não são convidadas. Com a melhor roupa, bem lavada e mal passada, as ABCs – como são chamadas na congregação – vão pra igreja ajudar no lanche dos mendigos – poucos são chamados e muitos comparecem – assim podem comer as sobras. Que o senhor seja louvado!
‘Invisíveis entre os invisíveis’ – as PCDs nas propostas de governo em 2022
Professor Douglas Ferrari avalia avanços e retrocessos dos candidatos em relação às pessoas com deficiência Adufes A população menos atendida entre as chamadas minorias sociais. É assim que o professor e pesquisador da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) Douglas Ferrari avalia a condição das pessoas com deficiência (PCDs) nas propostas dos candidatos ao governo do Estado nas eleições de 2022. “Invisíveis entre os invisíveis”, sintetiza. Na leitura das propostas de governo, três candidatos chamam mais atenção: Audifax Barcelos (Rede), por mostrar um entendimento avançado sobre Educação Inclusiva, contemplando os pontos mais relevantes defendidos por pesquisadores e militantes da área; Carlos Manato (PL), por apresentar um conjunto mais robusto de medidas na área da Saúde, porém, ainda muito focado no Transtorno do Espectro Autista (TEA), em detrimento das demais deficiências, físicas e intelectuais; e Renato Casagrande (PSB), por garantir a entrega, ainda neste governo, de obra relevante para as PCDs e de ampliação do projeto em uma desejada reeleição. No mais, Aridelmo Teixeira (Novo), Claudio Paiva (PRTB) e Guerino Zanon (PSD) fazem algumas menções a esse segmento, mas de forma mais superficial. E Capitão Vinícius Sousa (PSTU) mostra que a esquerda brasileira continua alheia ao tema PCDs, pois não há sequer uma linha de proposta, apenas uma menção dentro de um conjunto de minorias que precisam ter a atenção dos trabalhadores na superação das violências. “É histórico. A esquerda ainda não inseriu a pauta da pessoa com deficiência”, afirma. A luta de classes, foca do trabalho da esquerda, vem aos poucos inserindo os negros, indígenas e mulheres, mas as PCDs praticamente inexistem, tanto nas ações, propostas e discursos. “É um círculo vicioso”, aponta. Por um lado, as pessoas com deficiência não conseguem atuar politicamente por falta de acessibilidade e, não chegando aos espaços de reivindicação, não são ouvidas e não são inseridas nas lutas políticas. “O que a esquerda poderia fazer para romper esse círculo vicioso? Articular o discurso da classe com o da pessoa com deficiência. Os sindicatos, por exemplo, fazem discurso sobre o mercado de trabalho, mas não cita o perigo que corremos com a política de cotas. A primeira política cotista é para PCDs. De 1989, se não me engano. Agora existe um projeto de lei que quer substituir as cotas para PCDs por vagas para menor aprendiz. E os sindicatos não falam disso. Estamos correndo um perigo enorme”, alerta. Lideranças com Claudio Vereza (PT) no Espírito Santo, sublinha, não se caracterizam como uma tendência coletiva dos partidos, mas sim como atuações individuais que ainda não foram abarcadas pelo conjunto da esquerda. “Os poucos avanços acontecem por políticos de direita”. O acadêmico ressalta, no entanto que, no atual governo federal de Jair Bolsonaro (PL), a direita vem tentando promover retrocessos, como se viu com o Decreto 10.502, que pretendia retroceder a inclusão escolar e voltar com os estudantes com deficiência apenas para as salas e instituições especializadas. O aprendizado com as mães De volta à disputa pelo Palácio Anchieta, o primeiro apontamento importante é sobre Audifax. A qualidade das propostas, observa Douglas Ferrari, é resultado do aprendizado que o ex-prefeito da Serra acumulou por meio da luta empreendida pelo Coletivo Mães Eficientes Somos Nós (MESN). Formado por cuidadoras de crianças e adolescentes com deficiência, o Coletivo tem a Serra como endereço da maioria das suas integrantes. “Para mim é resultado da pressão do Coletivo. Enquanto gestor, ele aprendeu com a luta das mães”, afirma. Exemplo é a proposta de “implantar ações que promovam a emancipação da pessoa com deficiência, sobretudo negras e negros, mães atípicas e cuidadores, tais como programas de reabilitação e oficinas de microacessibilidade, particularmente em áreas periféricas e de maior vulnerabilidade, com vistas a incentivar a participação comunitária e social, ampliando o exercício da cidadania e da inclusão”. Mas é na Educação que a força das Mães Eficientes torna-se mais visível, destaca o acadêmico. O capítulo de Educação Inclusiva, por exemplo, abre afirmando que as propostas “partem da premissa de que todo estudante público-alvo da modalidade de Educação Especial, ou seja, educandos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação, devem ter a garantia do seu direito de acesso e permanência a uma educação de qualidade em escolas comuns/inclusivas”. As propostas são de fato inclusivas, fugindo da exclusão que permanece entre os demais candidatos, todos, que continuam destinando os recursos da educação prioritariamente para as instituições especializadas, enfraquecendo o processo de convivência entre os diferentes. “Incrementar a formação inicial e investir na formação continuada de todos os docentes, adotando a perspectiva inclusiva” e “investir recursos públicos nas escolas comuns, com prioridade orçamentária e planejando a transição para um sistema educacional completamente inclusivo” são outros bons exemplos. Audifax também surpreende positivamente ao abordar o mercado de trabalho e a atuação política das PCDs. A proposta de “criação de um Conselho de Políticas Públicas para pessoas com deficiências, aproximando a política da realidade de quem vive as dificuldades no cotidiano”, ressalta Douglas, traz um outro patamar de participação política, na linha da quebra do círculo vicioso já mencionado. “Os atuais conselhos, municipais e estadual, não garantem poder real às pessoas com deficiência”, compara. Saúde deficitária Na Saúde, no entanto, as ausências sobressaem. Não apenas em Audifax. Mesmo em Manato, que traz um detalhamento maior, este se restringe aos autistas. E em Casagrande, que propõe um centro de excelência em esportes para PCDs, mas não abarca melhorias urgentes e necessárias nas estruturas já existentes e que são dedicadas ao dia a dia das PCDs. “Há uma ausência de política de saúde para as pessoas com deficiência nos programas dos candidatos em geral. Isso me preocupa. Pensar no esporte de excelência e não ver como está o Crefes [Centro de Reabilitação Física do Espírito Santo], por exemplo”, ressalta. A falta de cuidado com a saúde da PCD é muito grave. “Desconheço o que existe hoje específico para a pessoa com deficiência. Se existisse algo que realmente funcionasse, não teriam tantas mortes. A letalidade por Covid entre PCDs é muito maior que a média geral da população”, pontua. Autismo e
Planos de gestão apresentam medidas específicas para as mulheres
Dos sete candidatos ao governo do Estado, apenas Claudio Paiva (PRTB) não aponta propostas para esse grupo social Cresce cada vez mais a mobilização de diversos movimentos por políticas de ação afirmativa, almejando garantir que grupos historicamente excluídos possam ser olhados com mais zelo e responsabilidade pelos gestores públicos. Um deles é das mulheres. No Espírito Santo, dos sete candidatos a governador, apenas um, Claudio Paiva (PRTB), não apresenta propostas específicas para as mulheres em seu plano de governo. Entre os demais, somente Audifax Barcelos (Rede) tem um tópico exclusivo sobre o tema. Uma das propostas do candidato da Rede é “desenvolver protocolos para amamentação e aleitamento, planejamento reprodutivo e prevenção de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), inclusive para adolescentes, e garantir acesso a diversas formas de contracepção e profilaxia de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs)”. Também constam no programa disponibilizar gratuitamente absorventes íntimos para estudantes de baixa renda matriculadas em escolas da rede pública estadual, mulheres em situação de rua ou de vulnerabilidade social extrema e adolescentes internadas em unidades para cumprimento de medida socioeducativa; e ampliar o número de Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher e garantir treinamento continuado à equipe especializada a fim de assegurar atendimento digno à mulher em situação de violência doméstica. Audifax se propõe, ainda, a promover a igualdade de gênero e o acesso igualitário de homens e mulheres à administração pública; desenvolver políticas públicas para o combate às práticas machistas, à violência de gênero e a todas as formas de discriminação contra a mulher; criar a Secretaria da Mulher; criar o Projeto Casa Abrigo para oferta de serviço de acolhimento institucional para mulheres vítimas de violência doméstica, familiar ou nas relações íntimas de afeto com risco de morte, bem como de seus dependentes; facilitar a concessão de crédito às mulheres empreendedoras, por meio do Bandes e do Banestes; abrir canal de denúncias de combate ao assédio moral e sexual no trabalho, em todas as esferas e órgãos do governo estadual. Professor Aridelmo (Novo) tem como propostas reduzir o percentual de crimes contra a mulher; expandir e fortalecer com uso de tecnologias de segurança a rede de atendimento e proteção das mulheres vítimas de violência; além da ampliação à prevenção e ao enfrentamento da violência contra a mulher. As mulheres são contempladas no plano de governo do Capitão Vinícius Sousa (PSTU) dentro do tópico sobre agricultura, no qual consta que as mulheres campesinas, juntamente com pequenos agricultores, trabalhadores sem terra, atingidos por barragens, indígenas, quilombolas, movimentos e associações de promoção da sustentabilidade e defesa do meio ambiente, serão chamados para discutir medidas estruturais. Essas medidas são “reforma agrária baseada nas grandes extensões de terra, freando o êxodo rural e fortalecendo a agricultura e a pecuária, com isenção de impostos para a produção de alimentos destinados ao consumo nacional”; garantia de compra da produção dos pequenos agricultores para creches, escolas, hospitais, refeitórios e restaurantes populares; assistência técnica e financiamento da estrutura de produção do pequeno agricultor e da produção de alimento saudável voltada à alimentação popular, estimulando ampla oferta em feiras e grandes centros; estabelecimento do banco de sementes e raças, e investimento na transição agroecológica; reestruturação e ampliação do modelo Escola Família Agrícola e estímulo à permanência dos jovens no campo. Guerino Zanon (MDB) quer criar programas de combate a violência à mulher, campanhas de conscientização, espaços de acolhimento, programas de empreendedorismo feminino, além de parcerias com o Ministério Público do Espírito Santo (MPES), Tribunal de Justiça (TJES), Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e Defensoria Pública do Espírito Santo (DPES) para atuação conjunta. No plano de governo de Manato (PL), consta o fortalecimento à agricultura familiar, com incentivos à inclusão da mulher, das comunidades tradicionais e de quilombolas; avançar na empregabilidade de jovens, principalmente aqueles com risco social, e mulheres, dois públicos que ainda sofrem com taxas de desemprego mais altas que a média da população. Renato Casagrande (PSB) se propõe a consolidar o Plano de Enfrentamento à violência contra a mulher; fortalecer os núcleos de atendimento às mulheres vítimas de violências; ampliar as ações integradas pela cidadania, nas perspectivas das mulheres por meio do Agenda Mulher; ampliar as políticas de estímulo à agricultura familiar, empreendedorismo rural, associativismo e cooperativismo, apoiando o acesso das mulheres e dos jovens à terra, ao crédito e aos meios de produção. Também consta no plano de governo do candidato, manter e expandir o projeto D’Elas “que, desde 2019, através de parcerias com diferentes instituições ao redor do Estado, já capacitou milhares de mulheres em situação de vulnerabilidade social, empoderando este grupo tão impactado pela crise que assola o país através da aprendizagem de novas ocupações. Mulheres negras se mobilizam para ocupar a Assembleia e Câmara Federal Candidatas garantem que, se eleitas, principais ações dos mandatos serão com foco nas mulheres negras e periferias https://www.seculodiario.com.br/politica/mulheres-negras-concorrem-a-assembleia-legislativa-e-a-camara-federal
Johnny Hooker, Erasmo Carlos e outras atrações na Prainha
Na coluna: R$ 75 milhões para cultura no ES; festa italiana em Cariacica; e festival de cinema ambiental MÚSICA TendaLab divulga programação de três dias Divulgação Festival musical ligado ao Festival de Cinema de Vitória, a TendaLab divulgou a programação que será realizada gratuitamente na Prainha de Vila Velha entre os dias 22 e 24 de setembro. Começa numa quinta-feira, tendo como atrações Ayrton Montarroyos, Gabriela Brown e Rodrigo Amarante (ex-integrante do Los Hermanos). No dia seguinte, as atrações são Cesar Soares, Roberta de Razão, Getúlio Abelha e Silvero Pereira e Banda Paralela. No sábado, a programação musical será fechada com shows de Maíra Freitas e Jazz das Minas, Erasmo Carlos e Johnny Hooker (foto). Em sua 29ª edição, o Festival de Cinema de Vitória acontecerá entre os dias 19 e 24 de setembro, com atividades no Centro Cultural Sesc Glória, Sheraton Vitoria Hotel e Cine Metrópolis. Vitu lança ‘session rural’ Burarama, o bucólico distrito com cerca de 1.500 habitantes em Cachoeiro de Itapemirim, sul do Estado, continua inspirando artistas. Além de receber um festival de cinema e servir de locação para vários filmes capixabas, o local emprestou sua paisagem para a uma live session rural, em que o artista apresenta em voz e violão suas canções que compõem o recém lançado EP Despedida. Ficou bonito! Confira todos os vídeos aqui e um deles abaixo. Para que não reconheceu, Vitu é o projeto solo de Vitor Locatelli, vocalista e guitarrista da banda Moreati. Faculdade de música abre vestibular A Faculdade de Música do Espírito Santo (Fames), instituição de ensino pública estadual, inicia na próxima segunda-feira (22) as inscrições para seu vestibular, com oferta de 120 vagas para cursos de graduação. São eles: Licenciatura em Música, Bacharelado em Música com Habilitação em Instrumento e Canto e Bacharelado em Música com Habilitação em Música Popular. As inscrições devem ser feitas no site vestibular.fames.es.gov.br, onde se encontra o formulário de inscrição e informações sobre o processo seletivo. A previsão é que o resultado final seja divulgado no dia 13 de setembro. POLÍTICA CULTURAL Cerca de R$ 75 milhões para cultura no ES Na última terça-feira (16), a Secretaria de Cultura do Espírito Santo (Secult) realizou as primeiras atividades sobre a Lei Paulo Gustavo (LPG). Pela tarde houve reunião com gestores municipais e, à noite, uma apresentação para a sociedade civil. O órgão anunciou como o início do diálogo para construção da política para aplicação da lei, que ainda precisa ser regulamentada pelo governo federal. Com caráter emergencial, a LPG vai trazer uma injeção de cerca de R$ 40 milhões ao Estado e outros R$ 35 milhões a serem descentralizados para os municípios capixabas. Do total, aproximadamente 75%, fruto de recursos que estavam parados na Ancine, serão destinados ao setor audiovisual. O restante irá para outras áreas da cultura. A preocupação, porém, é com os prazos apertados. A expectativa é que os recursos sejam liberados em outubro, precisando ser empenhado ainda este ano. Há tentativa de ampliar os prazos, mas na via das dúvidas, Estado e municípios já vão tentando se adiantar. AUDIOVISUAL Cine.Ema divulga filmes selecionados Com mostra online entre os dias 12 de setembro e 12 de outubro, o Festival Nacional de Cinema Ambiental do Espírito Santo – Cine.Ema divulgou os selecionados para suas mostras em 2022. Ao todo são 11 filmes na Mostra Competitiva Nacional e quatro na Mostra Infantil Cine.Eminha. Veja aqui a lista completa dos selecionados. As obras serão avaliadas por um júri técnico e também popular, concorrendo a prêmios de até R$ 2 mil. Dentro da programação, os realizadores das obras selecionadas participarão de um debate. Além disso, o festival prevê a realização de exibições presenciais para estudantes da rede pública nos município de Aracruz, Vargem Alta e no distrito de Burarama (Cachoeiro de Itapemirim), onde a mostra teve origem, homenageando a Pedra da Ema, importante monumento natural. ECONOMIA CRIATIVA Das Pretas lança programa de aceleração para empreendimentos “Cuida de quem cuida” é o nome do projeto do Laboratório Das Pretas em parceria com a Nivea, que vai selecionar 20 iniciativas de impacto socioambiental liderados prioritariamente por mulheres pretas, indígenas, periféricas, mães solo e/ou LGBTQIAP+. O programa incluirá uma bolsa de R$ 800 e mais R$ 1.200 durante a jornada para cada negócio contemplado, totalizando R$ 2 mil em apoio para participação numa Jornada de Aceleração durante três meses, com carga horária total de 80h. As inscrições vão até 31 de agosto e a aceleração irá de 17 de setembro a 7 de dezembro. Mais informações no site https://www.cuidadequemcuida.com. EVENTOS Espetáculo Fedra prepara últimas apresentações Depois de duas apresentações no Teatro Glória, o espetáculo de dança e teatro Fedra, inspirado nas obras de Eurípedes e Racine, se apresenta no Palácio da Cultura Sônia Cabral, na Cidade Alta, Centro de Vitória. As apresentações serão nos dias 20, 27 e 28 de agosto, sendo o último com entrada gratuita especialmente destinada a estudantes e pessoas sem recursos para comprar ingressos. Com coreografia do consagrado Gil Mendes, a obra foi adaptada por Maria Lúcia Calmon e colocada em cena de forma póstuma pela Cia Corpo em Cena, sob direção de seu filho, Jean Calmon Modenesi. América 4 se apresenta no Sesc Glória Formado por um boliviano, um argentino, um chileno e quatro brasileiros, o grupo América 4 apresenta no dia 2 de setembro no Sesc Glória seu show Dos Andes à Pedra Azul, que repercute seus 34 anos de existência, nos quais promove a fusão de ritmos latinos, desde os andinos até os brasileiros como o maracatu e o congo capixaba. O show terá início às 19h30 e os ingressos estão sendo vendidos na portaria do centro cultural ou pela internet. Festa Italiana em Cariacica Dia 11 de setembro o Matriz Music Hall, em Campo Grande, Cariacica, recebe a Comunità Fest, evento que celebra a cultura italiana e terá atrações artísticas e gastronômicas, incluindo o popular tombo da polenta. Com programação a partir das 9h até o fim de tarde realizada pela Associação Federativa Comunità Italiana do Espírito Santo, terá atividade ecumênica, grupos musicais de diversos municípios, homenagens e pratos típicos. A entrada