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A tragédia faulkneriana traça seu caminho em Santuário

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“Santuário é um romance faulkneriano que se conduz, também, como uma tragédia moderna” Divulgação Santuário é um dos romances mais bem conceituados escritos por William Faulkner, um dos grandes escritores do Século XX, pairando ao lado de Marcel Proust, Virgínia Woolf, James Joyce e Franz Kafka. O condado de Yoknapatawpha, por sua vez, no universo romanesco de Faulkner, tem um caráter de terra arrasada que revela toda a degradação sulista dos Estados Unidos de sua época. Um tipo de desespero espiritual, desamparo existencial e sensação de terror dentro da alma tomam conta dos cenários e personagens do condado, em diversos pontos do universo romanesco de Faulkner. As coisas acontecem sob o influxo de um desencanto completo e nos limites éticos de uma vida pulverizada em demandas ásperas e fora de qualquer perspectiva auspiciosa. Santuário foi publicado em 1931, também retrata o condado de Yoknapatawpha, e conta a trajetória de Temple Drake, que passa por um processo progressivo de degeneração. Popeye tem uma presença forte durante o romance, e Horace Benbow passa por uma luta inglória por justiça. Um cenário de brutalidade se descortina neste romance sulista de Faulkner que, junto com o romance Absalão! Absalão!, é considerado por alguns como o grande momento da obra de Faulkner. A narrativa conta a realidade inglória dos desvios de rota e das desrealizações. O material romanesco produzido por Faulkner em Santuário é um desenvolvimento sobre a realidade sulista e mais um giro pelo condado de sua ficção. O romancista coloca estas voltas ao mesmo ponto em diferentes romances e parece que seu leitmotiv ou tema-valise se metamorfoseia em diferentes romances, com diferentes estórias e um mesmo fundo comum existencial. A vida nestes romances giram no mesmo ritmo de desamparo, e isto perpassa toda a obra faulkneriana, diferentes gradações de uma mesma realidade de fundo comum a todos estes romances. O universo romanesco de Faulkner, que revela realidades terríveis, envolve tanto uma tradição romanesca norte-americana como da literatura universal, que podem vir das tragédias de Shakespeare, dos cenários desoladores de Joseph Conrad, e nos Estados Unidos, da vida degradada em Fitzgerald. A invenção humana em Faulkner é convincente, mesmo sendo produto ficcional absoluto. O romance de Faulkner, aqui também em Santuário, realiza os Estados Unidos sulista na versão própria do romance faulknerian. A narrativa serve a si própria, mas cria este clima de uma realidade palpável do sul norte-americano. O prosaísmo das situações e as caracterizações de seus personagens tornam esta realidade romanesca faulkneriana bem convincente e semelhante à vida real, como ela se sucede dentro de certos limites, mas a riqueza da escrita e a produção ficcional ganham seu matiz próprio. Faulkner se serve de suas situações e personagens para a realização de sua literatura e, ao fim, ele é um romancista propriamente dito e não um documentarista social ou cultural. Seu retrato fiel dos Estados Unidos sulista aparece em perspectiva própria a um escritor, a serviço da imaginação criadora. William Faulkner é um escritor e romancista que herda a tradição literária norte-americana e ocidental. Ele cria Yoknapatawpha como um herdeiro de um ambiente sulista que se encontrava em decadência, e seu estilo e método se moldam no fluxo de consciência, e os preceitos deste fluxo são desenvolvidos na ficção romanesca faulkneriana com personalidade própria, de um escritor original, que criou o seu próprio universo de situações e personagens, e que é laureado também por estas razões. O romance moderno, aqui em sua versão norte-americana, ganha musculatura e solidez no caminho literário faulkneriano. A solução de seu fundo comum, por fim, será sempre Yoknapatawpha. O hibridismo de técnicas no romance de Faulkner é tributário de diferentes fontes e tradições. Quando se fala que o romance tradicional e linear, com o tempo, se revestiu de elementos polifônicos, fala-se do surgimento do romance moderno, que em Faulkner reúne uma tragédia grega modernizada, paráfrase da novela gótica, alegorias bíblicas, a vida industrial sulista norte-americana em versão romanesca, o que mudou nesta cultura que entrou em decadência, e diversos outros elementos laterais e seu elemento novo do fluxo de consciência, que foi a grande transformação empreendida pelos principais romancistas do Século XX. A polifonia do romance faulkneriano quebra normas estabelecidas, a fluência de Faulkner não faz concessões ou obedece rigorosamente a tradições e ideias preestabelecidas, e não fazer concessões é uma virtude literária que cria uma produção original e nova, que leva a literatura a um novo patamar crítico e de atuação. O fato de Faulkner ter sido laureado em vida é fruto desta sua ousadia formal e temática. Santuário é um romance que não segue normas, Faulkner é um escritor livre. O livro tem um foco especial nos personagens, e esta é uma característica do romance faulkneriano, o privilégio de cada personagem em seus romances tem um grande peso. Faulkner normalmente trabalha bem e se aprofunda no universo de seus personagens que, embora prosaicos e rústicos, vítimas de uma realidade áspera e pobre existencialmente, em suas descrições ganham nuances que nunca tornam tais personagens unidimensionais do ponto de vista estritamente literário. A intercalação de personagens em Santuário tem um caráter cruzado, pois personagens descrevem personagens, a perspectiva podendo ser tendenciosa ou justa, portanto, criando a versão que se faz deste personagem visto por um outro olhar, o olhar externo, com todos os seus juízos. Estes personagens são observados e julgados, o prisma é intersubjetivo sobre subjetividades que são circunscritas por juízos de outros personagens. Como consequência desta narrativa cruzada de perspectivas, temos as elipses que vão e retornam embaralhando as percepções que perpassam Santuário, uma ambiguidade de enredo. O resultado polissêmico é fruto destas perspectivas montadas e remontadas através de seus capítulos, e a desorientação do fluxo de consciência advém aqui justamente de seus dizeres e desdizeres, sem um eixo de verdade absoluta para estes personagens, que se contradizem entre si o tempo todo. Temple Drake, que foi violentada por Popeye, retrata essa casa que representou na verdade um santuário do mal, e nisto temos um hibridismo com diferentes aspectos interpretados pelas personagens do mesmo lugar, diferentes versões narrativas dentro da narrativa total do romance Santuário, em que podemos ter a metalinguagem como esta interpolação de narrativas

14/08/2022 / 0 Comments
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Livro reúne plantas alimentícias da Mata Atlântica

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Fruto de mestrado no Ifes, e-book aborda 33 plantas e quer estimular cultivo de alimentos não convencionais “Comida de verdade no campo e na cidade”. A insígnia dá nome ao e-book lançado pela bióloga Ingrid Gabriella da Hora Carriço, no sul do Espírito Santo. A obra traz uma série de informações sobre Plantas Alimentícias Não-Convencionais, as chamadas PANCs. Nela, a autora traz informações sobre 33 plantas endêmicas ou nativas da Mata Atlântica. A publicação pode ser baixada gratuitamente no site do Ifes. “As espécies endêmicas são prioritárias para a conservação, visto que não existem em nenhum outro lugar do mundo a não ser no bioma Mata Atlântica do Brasil. Já as nativas com fitofisionomia na Mata Atlântica, foram incluídas na lista devido à importância econômica e social das mesmas”, explica a autora, que publicou o livro como desdobramento de seu mestrado em Agroecologia no Ifes de Alegre.  Atividade de divulgação de PANCs em feira de Alegre. Foto: Divulgação Embora os estudos e publicações sobre PANCs venham crescendo nos últimos anos, o recorte sobre o bioma nativo da maior parte do litoral brasileiro, do qual restam apenas 12,4% de florestas, é uma novidade. O livro reúne seus nomes populares, distribuição geográfica, ilustrações botânicas, informações sobre plantio e manejo, tempo de germinação de sementes, época de florada, e outros. Segundo Ingrid, que fez uma ampla pesquisa sobre as espécies já catalogadas, a maioria das obras publicadas sobre o tema tem como foco questões como receitas ou valores nutricionais das PANCs. Já no caso do e-book, a proposta é que possa auxiliar também no incentivo ao plantio dessas espécies. “Eram alimentos consumidos antigamente pelas comunidades tradicionais e pequenos agricultores, mas devido à globalização da indústria alimentícia, o ritmo acelerado das cidades, há uma padronização alimentar e essas espécies deixam de ser consumidas”, explica Ingrid Gabriella, ressaltando que hoje boa parte dos alimentos que consumimos, mesmo os saudáveis, são de espécies exóticas. Mesmo entre as PANCs popularizadas por aqui, muitas não são nativas. A pesquisa da bióloga levantou 256 espécies que existem na Mata Atlântica, selecionando as nativas e endêmicas. Porém, para abordar o tema, Ingrid também considerou os relatos e atividades de campo com agricultores, conhecedores das plantas. Ela cita um casal que diante de um período de dificuldade financeira começou a resgatar por conta própria essas PANCs existentes em sua propriedade, incrementando a alimentação e diminuindo os gastos. Com o tempo, passaram a incorporar algumas plantas não só em seu consumo mas também nas vendas na feira. Diálogo com agricultores é importante para conhecimento e divulgação sobre PANCs. Foto: Divulgação Como parte de suas pesquisas, Ingrid também levantou nas feiras de Alegre quais as 10 PANCs mais lembradas pelos agricultores e as 10 mais lembradas pelos consumidores. Entre as duas listas, figuram cinco alimentos em comum, o que ela aponta como algo que reforça a ideia sobre o papel pedagógico exercido pelos agricultores na divulgação das PANCs, ao levarem para as feiras e apresentarem para os clientes, por vezes dando dicas também sobre as formas de preparo consumo. É um ponto positivo que estas plantas quase sempre são produzidas pela agricultura familiar e comercializadas em circuito curto, sem atravessadores, representando formas mais justas de produção e comercialização. No caso do plantio, por serem nativas, Ingrid explica que elas possuem uma excelente adaptação aos solos, climas e volumes de chuva, demandando cuidados mínimos se comparados a outras plantas exóticas. Isso também lhes confere um grande potencial para a garantia de soberania e segurança alimentar e nutricional, um dos temas abordados pela autora no e-book. Ela ressalta que é preciso buscar conhecimento sobre cada planta e seus usos. Algumas delas podem ter toxinas que fazem necessário ferver antes do consumo. Outro cuidado é com a higienização, como se deve fazer com qualquer planta a ser consumida. Além disso, especialmente no espaço urbano, mesmo sendo plantas que brotam com grande facilidade de forma espontânea, é recomendável evitar consumir quando encontradas em locais muito expostos a poluição ou contaminações como fezes de animais. Sendo assim, uma das principais questões para que essas plantas tradicionais possam ter seu uso resgatado é a ampliação do acesso a esse conhecimento sobre ela, já que  podem ser facilmente encontradas na natureza. Se a planta é ou não convencional, como sugere a sigla, isso depende da frequência de seu uso em cada região. Popularizar o plantio e consumo de alimentos adaptados ao ecossistema, nutritivos, cultivados sem uso de químicos e de forma justa é um desafio amplo, que encontra nestas que até então são chamadas PANCs a reunião desses vários elementos que as tornam alimentos que devem ser estimulados.

14/08/2022 / 0 Comments
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Exaltação ao Alegre

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És toda floração e perfume o ano inteiro Exaltação ao Alegre – 1967 Agosto traz lembranças de tempos envoltos nas brumas da saudade: a festa de Nossa Senhora da Penha no dia 15 de agosto, em Alegre, com bailes, procissão, fogos de artificio…O tempo passa, os pés percorrem caminhos diversos, mas os dias despreocupados da infância, os anseios da juventude, ficam bem guardados nos escaninhos do coração. A crônica que se segue foi a vencedora dos Primeiros Jogos Florais de Alegre, em 1967. * É teu aniversário, criança centenária, e que oferendas levarei para ofertar-te, que incensos queimarei para teu regozijo? Dou-te um buquê das mais formosas flores que vir pelos caminhos…e sorrirás desdenhosa, decerto, pois não tens feito mais que dar-me flores, sempre. Nem vês a primavera, és toda floração e perfume o ano inteiro, para me alegrar. * Dou-te um beijo, então. Mas quão humilde é a oferta, bem o vejo, se te aquece diariamente esse sol purpúreo, eterno enamorado, se te beija essa lua toda prata, rendida aos teus encantos. Dou-te um poema de rimas e floreios…mas que versos tecerei que suplantem esse poema vivo que tu és, filha dileta da natureza? * É teu aniversário e quisera salpicar de estrelas teus cabelos, vestir teu corpo com as nuvens mais airosas, pôr os mais doces sonhos no teu sono. Dar-te o universo… e quão poucos seriam os sistemas e as galáxias, os astros, o infinito insondável em eterna expansão… mas modesta seria a dádiva, assim mesmo, para meu afeto. * Se nada tenho a te ofertar que se iguale a teus encantos, volto-me para minha humildade e te darei apenas o que possuo – meus sonhos, anseios, ilusões, sorrisos…meu exíguo mundo de esperança e fé. Mas dando o que tenho estarei dando apenas os bens que em teu seio amealhei, e nada dou porque te devo tudo – a ti cabem os méritos do meu tesouro. * Pois paz e amor achei em teu convívio, contigo aprendi a apreciar o belo, a respeitar valores, a reconhecer grandeza. Dou-me então, menina caprichosa, e se os deuses já te ofertaram todas as benesses, aceita mais esta – e guarde-a em teu coração. Minha singela homenagem ao Dia do Alegre!

14/08/2022 / 1 Comment
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OAB nacional defende prestação de assessoria jurídica por sindicatos

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Entidade se posicionou após tentativa da seccional capixaba da Ordem dos Advogados de impedir esse tipo de serviço A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), por meio da Coordenação de Fiscalização e da Corregedoria Geral, se pronunciou sobre a tentativa da seccional capixaba de impedir que os sindicatos prestem assessoria jurídica para os trabalhadores. O documento, com base nas postagens das redes sociais da OAB-ES sobre o tema, afirma tratar-se de um parecer “opinativo e orientativo, visando elucidar algumas controvérsias de atuação dos órgãos de fiscalização da OAB”, e aponta que os sindicatos podem oferecer assessoria jurídica, mas não “estender suas atividades advocatícias em matérias estranhas aos interesses da categoria”.  Além dos posts, que já foram retirados do ar, a OAB-ES, por meio da Comissão de Fiscalização e Combate ao Exercício Ilegal da Advocacia, está notificando sindicatos de trabalhadores com o intuito de impedir que prestem assessoria jurídica para os filiados. Até agora, foram notificados os sindicatos da Indústria da Construção Civil; dos Servidores e Funcionários Ativos e Inativos da Câmara e Prefeitura Municipal de Vila Velha; dos Petroleiros; dos Comerciários, além da Associação dos Militares da Reserva, Reformados, da Ativa da Polícia Militar; do Corpo de Bombeiros Militar; e Pensionistas de Militares do Estado do Espírito Santo (Aspomires). Também foram notificadas associações empresariais: a Associação Capixaba das Empresas de Vistoria de Veículos (Acevive) e a Associação Comercial e Empresarial do Espírito Santo. Na notificação, a Comissão da OAB, comandada pelos advogados Bruno Milhorato Barbosa e Baltazar Moreira Bittencourt, com autorização do presidente, José Carlos Rizk Filho, pede que a entidade notificada “(…) se abstenha de divulgar e praticar ato privativo da advocacia, direta ou indiretamente, por si e/ou terceiros, retirando tais atividades de seus materiais publicitários, sites, termos de afiliação/associação, não retenha honorários advocatícios, nem indique advogados ‘parceiros’ a seus afiliados, bem como que realize alteração em seu estatuto excluindo qualquer menção de serviços privativos da advocacia”. Em uma das postagens em suas redes sociais, a entidade afirma que sindicato não pode contratar advogado ou sociedade de advogados, pois o artigo 4º da OAB diz que “é defeso ao advogado prestar serviços de assessoria e consultoria jurídicas para terceiros, em sociedades que não possam ser registradas na OAB”. A OAB nacional sugere que o texto seja modificado para “a atuação dos advogados dos departamentos jurídicos dos sindicatos, sejam prestadores de serviços autônomos ou com vínculo empregatício, deve se restringir aos interesses coletivos ou individuais da categoria profissional, nos termos do inciso III, do artigo 8º da Constituição Federal”. Redes Sociais Em outro post, a OAB-ES diz que sindicato não pode dar assessoria e consultoria gratuita, pois “conforme estabelece o art. 1º da Lei nº 8.906/94, assessoria e consultoria jurídicas são atividades privativas da advocacia”. A sugestão, nesse caso, é dizer que “o serviço jurídico prestado por intermédio do sindicato deve atender aquilo que está previsto na Constituição Federal, ou seja, somente nos temas de interesse da categoria que representa, não podendo estender a prestação do serviço às áreas da vida privada do sindicalizado”. Redes Sociais No post em que a OAB-ES diz que sindicatos não podem dar orientações jurídicas gratuitas aos necessitados, pois se trata de consultoria, “e o art. 1º, II estabelece como atividade privativa da advocacia, citando que o parágrafo primeiro do art. 31, do Código de Ética e Disciplina da OAB, expressamente proíbe referências relativas à gratuidade de honorários”, a OAB nacional sugere que “cabe ao sindicato assessorar somente aos seus filiados e, nesses casos, independente da condição econômica do assistido nos limites da sua atuação”. As sugestões feitas têm como base o fato de que “as organizações sindicais têm como objetivo a proteção dos interesses coletivos e individuais da categoria”, entre eles, “a prestação de assistência judiciária aos membros da categoria, a assistência nos pedidos de demissão e na homologação das verbas rescisórias e, por sua vez, os interesses coletivos são metaindividuais, pois vão além do indivíduo, e abarcam os interesses ou direitos difusos, coletivos e individuais homogêneos”. O documento explica que o artigo 513 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) define as prerrogativas dos sindicatos, podendo estar classificadas nas seguintes funções: de representação, negocial, assistencial, parafiscal, econômica e política. A primeira função dessas entidades, diz a OAB nacional, é de representação, nos planos coletivo e individual, “pois lhe cabe atuar como intérprete das pretensões do grupo que representa, no plano individual o sindicato desempenha sua função representativa participando de processos judiciais e prática de atos homologatórios de rescisões, por exemplo”. É informado ainda que os sindicatos atuam em diversas dimensões, entre elas, a judicial, “por meio da qual atuam na defesa dos interesses dos seus filiados e da categoria por eles representada, seja através de dissídios individuais seja por meio de dissídios coletivos, instaurados com a finalidade de resolver conflitos jurídicos ou de interesses econômicos”. Ainda em relação à CLT, são mencionados os artigos 514, que prevê que é “dever do sindicato a manutenção de serviços de assistência judiciária para os associados”, e 791, que “regula a possibilidade do empregado de ser representado pelo sindicato, bem como a reclamação trabalhista poderá ser apresentada pelo sindicato, nos termos do art. 839, além de várias outras possibilidades de atuação do sindicato regradas pelas CLT”. A Constituição Federal também é destacada, pois em seu artigo 8º, inciso III, estabelece que “os sindicatos, por meio de seus advogados, sejam eles empregados, autônomos ou escritórios contratados, podem prestar serviços jurídicos aos seus filiados nos limites legais, com atuação voltada para os interesses coletivos ou individuais da categoria”. O documento remete ainda à Lei Federal nº 5.584/70, em seu artigo 145, que estabelece que “a assistência judiciária prevista na Lei nº 1.060/50, perante a Justiça do Trabalho, será prestada pelo sindicato da categoria profissional”. Diante disso, conclui-se que “resta induvidoso de que a Constituição Federal e legislação extravagante, disciplinando acerca dos direitos sociais, constituíram como dever dos sindicatos a defesa dos interesses coletivos ou individuais da categoria”, mas é alertado que “há limites para atuação/patrocínio dos sindicatos, de forma a não englobar defesas jurídicas

13/08/2022 / 0 Comments
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Cientista político alerta sobre uso de redes sociais na propaganda eleitoral

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Darlan Campos diz que o protagonismo da propaganda, que começa nesta terça-feira, não pode ser de uma única mídia As redes sociais têm um papel importante nas campanhas eleitorais, mas não devem ser supervalorizadas. Quem afirma é o cientista político Darlan Campos, faltando três dias para o início do período de propaganda eleitoral, que começa nesta terça-feira (16) e vai até 1º de outubro, véspera do primeiro turno das eleições, que ocorre no dia 2 de outubro. A massificação das mensagens dos candidatos, a partir das três últimas eleições, migrou para as redes sociais, fenômeno que gerou o aparecimento de especialistas em campanhas, muitas delas malsucedidas, por colocar em uma única mídia o protagonismo. A propaganda eleitoral, conforme as regras fixadas pela Justiça Eleitoral, inclui a divulgação na internet e por alto-falantes, caminhadas, carreatas ou passeatas. As regras da propaganda eleitoral a serem seguidas pelos candidatos e observadas pelos eleitores encontram-se em cartilha lançada pelo Tribunal Regional do Distrito Federal (TRE-DF), que podem ser aplicadas às demais unidades da Federação, dado o caráter geral das normas. Para Darlan Campos, diretor da República Marketing Político, “não existe mais uma mídia que seja protagonista ou superior no processo de construção da comunicação. Eu tenho várias mídias que se complementam na construção de uma estratégia de comunicação, e isso é fundamental”. Ele faz um histórico da comunicação política e aponta que, atualmente, se está na “era das multimídias”. “Na década de 20, teve o protagonismo do rádio, enquanto mídia de comunicação de massa; se eu pego as décadas de 60,70, nos Estados Unidos, com o advento da TV nas campanhas eleitorais; se eu pego o Brasil na época de 90, 2000, tenho o protagonismo da TV no processo de construção da comunicação política e da construção da imagem; quando eu chego na década de 2010 e agora 2020, a gente já tem um mix nesse processo de comunicação”, explica Darlan. O especialista destaca que as redes têm um papel importante a cumprir, “mas acho que temos que ter o cuidado para não supervalorizar o papel das redes. Elas têm o papel de construção, mediação e ampliação da mensagem, mas existem outros elementos a serem trabalhados”. Darlan campos aponta um fenômeno no desenvolvimento da comunicação política de forma a construir um processo com várias mídias. “Nós percebemos uma simbiose entre o processo digital e a TV, onde a TV e a internet, em um processo mútuo, apesar de linguagens diferentes, se influenciam, e isso traz um processo novo: a TV influencia a internet, que, por sua vez, influencia a TV, e isso é importante no ordenamento de campanha”. A propaganda eleitoral ganha maior volume em 26 de agosto, quando tem início o horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão, que vai até 30 de setembro para os candidatos que concorrem ao primeiro turno. O segundo turno será realizado no dia 30 do mesmo mês, caso nenhum candidato alcance maioria absoluta dos votos válidos na primeira votação, conforme estabelece o artigo 77 da Constituição. A cartilha da Justiça Eleitoral foi elaborada com base nas inovações ocorridas na legislação, em especial na Resolução TSE nº 23.610/2019, que dispõe sobre o assunto, e inclui a propaganda eleitoral, utilização e geração do horário gratuito e condutas ilícitas em campanha, no calendário do pleito deste ano. A legislação estabelece que a realização de qualquer ato de propaganda partidária ou eleitoral, em recinto aberto ou fechado, não depende de licença da polícia. O candidato, partido político, federação ou coligação que promover o ato, fará a devida comunicação à autoridade policial com, no mínimo, 24 horas de antecedência. O funcionamento de alto-falantes ou amplificadores de som, ressalvada a hipótese de comício de encerramento de campanha, somente é permitido entre as 8h e as 22h, sendo vedados a instalação e o uso desses equipamentos em distância inferior a 200 metros das sedes dos Poderes Executivo e Legislativo da União e do Distrito Federal, das sedes dos Tribunais Judiciais, dos quartéis e de outros estabelecimentos militares; dos hospitais e das unidades de saúde; das escolas, bibliotecas públicas, igrejas, templos religiosos e teatros, quando em funcionamento. Da mesma forma, os comícios e a utilização de aparelhagens de sonorização fixas são permitidas no horário compreendido entre as 8h e as 24h, com exceção do comício de encerramento da campanha, que poderá ser prorrogado por mais duas horas. É vedada a utilização de trios elétricos em campanhas eleitorais, exceto para a sonorização de comícios.

13/08/2022 / 0 Comments
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Espírito Santo tem primeira escola para fotógrafos cegos do país

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Na coluna: royalties de petróleo para a cultura; flaneur com Walter Firmo; reconstrução de ponto de memória quilombola FOTOGRAFIA Escola de Fotógrafos Cegos inicia curso dia 25 de agosto Fagner Soares Nos próximos dias 25 e 26, terão início no Instituto Braille as atividades do curso da Escola de Fotógrafos Cegos, iniciativa inédita desenvolvida pela Soca Brasil. O projeto inclui um curso de oito meses para 12 alunos cegos, com bolsas de estudo, sendo que a seleção está em sua fase final. A conclusão será em maio de 2023, com a realização da exposição Quando fecho os olhos vejo mais perto, que acontecerá no Parque Moscoso, reunindo fotografias tiradas pelos alunos. Quem quiser saber mais pode acessar o site www.escoladefotografoscegos.org ou o Instagram do projeto. Walter Firmo fará workshop em Vitória  Na última semana, informei sobre a exposição Lua em Peixes, que estreia dia 24 de agosto na Mosaico Fotogaleria, na capital capixaba, trazendo um recorte da obra de Walter Firmo, um dos mais importantes fotógrafos brasileiros em atividade.  Além disso, foram abertas inscrições para o workshop Flaneur com Walter Firmo, no qual os participantes terão a oportunidade de estar por três dias com o mestre, incluindo uma aula prática caminhando e fotografando pelo Centro de Vitória. Mais informações podem ser encontradas no site da galeria. O Workshop acontece de 26 a 28 de agosto. POLÍTICA CULTURAL Linhares destina recursos de royalties para investimentos na cultura  Até onde se sabe, a iniciativa é única no Espírito Santo. Nos últimos anos, o município de Linhares vem direcionando 0,5% do valor recebido em royalties de petróleo para seu Fundo Municipal de Cultura. O projeto foi aprovado em 2019, e desde então, está em vigor. Do total, que anualmente tende a alcançar em torno de R$ 800 mil a R$ 1 milhão, 50% é destinado a ações culturais da prefeitura e outros 50% para editais de incentivo à cultura, nos quais são selecionados projetos de diversas linguagem propostos por artistas e produtores culturais da sociedade civil. A expectativa é que o próximo edital seja anunciado no dia 22 de agosto, data de aniversário. Recursos finitos e não renováveis? Os recursos de royalties vão direto para o Fundo Municipal de Cultura. Em paralelo, o município possui a lei de incentivo Lastênio Calmon Júnior, no qual é possibilitada a isenção fiscal de ISS para empresas que apoiem projetos culturais. Porém, esta esbarra no mesmo problema que muitas do tipo, falta de interesse do empresariado e dificuldade e maior trabalho para os artistas ou produtores trocarem os bônus. No fim, acaba sendo pouco efetiva e é investido menos que o previsto.  Reuber Costa, membro do Conselho Municipal de Cultura, aponta que a intenção é que os recursos de ISS fossem direto para o fundo de cultura. Além de garantir a aplicação do montante para a cultura e facilitar o acesso dos artistas a esses recursos, ainda garantiria que eles sejam permanentes e crescente. Ele explica: como petróleo é finito, a tendência é que sua produção diminua ao longo do tempo, e por consequência, cairiam os recursos para a cultura a médio e longo prazo, caso isso se confirme. No caso do ISS, pelo contrário, a tendência é de crescimento e o imposto é permanente.  MEMÓRIA Exposições sobre congo abertas para visitas na Serra Divulgação O Ponto de Memória da Casa do Congo, na Serra, abre para visitas de terça a quinta-feira, de 8h às 11h30, e de 13h às 16h. Entre as atrações estão exposições com documentos históricos sobre o congo e também com fotografias de Rogério Medeiros que registram celebrações entre as décadas de 1970 e 2000. Para agendamento, ligar para (27) 99795-2013. Parte do material de memória também está disponível online. O Ponto de Memória do Congo é uma criação da Associação das Bandas de Congo da Serra (ABC Serra) e fica localizado na sede da entidade, no bairro São Domingos. Campanha arrecada fundos para reconstrução de Ponto de Memória quilombola  Redes sociais Século Diário noticiou o incêndio criminoso que destruiu parcialmente o Ponto de Memória Jongo de Santa Bárbara na última terça-feira (9). Há suspeita de que o motivo tenha sido intolerância religiosa. Um levantamento sobre os danos causados já está sendo concluído. Uma comitiva da Secretaria de Cultura do Espírito Santo (Secult-ES) realizou visita ao local ao longo da semana e avalia como contribuir. Enquanto isso, apoiadores já começaram uma campanha de arrecadação para reconstrução do espaço. Quem puder ajudar, as doações em qualquer quantia podem ser enviadas ao Pix 27997818392, em nome de Gessi Cassiano, a idealizadora e guardiã do espaço. CINEMA Os Últimos Soldados em cartaz no Cine Jardins  Felipe Amarelo Depois de semanas em cartaz no Estado, o filme capixaba Os Últimos Soldados voltou aos cinemas nesta semana, sendo exibido até 17 de agosto no Cine Jardins, em Vitória. Em sua sexta semana desde a estreia, a obra estreou em Florianópolis, Fortaleza e Maceió, e permanece em exibição em São Paulo, Manaus e Salvador.  O filme ficcional, dirigido por Rodrigo de Oliveira, é ambientado no Espírito Santo e aborda os primeiros casos de Aids na comunidade LGBQIA+ nos anos 80, um tema inédito em filmes do gênero no Brasil. Imperdível. MÚSICA Suindara se apresenta no Sesc Glória Mari Garcia & Douglas Bonella Criado no Caparaó capixaba a partir do encontro de três mulheres, a Suindara realiza seu primeiro show de maior porte em Vitória, apresentando seu primeiro EP, homônimo, lançado em março, tendo como principal inspiração a abundância e diversidade da natureza do local onde vivem. A apresentação será no dia 26 de março, às 19h30, no Centro Cultural Sesc Glória. Os ingressos já estão à venda na bilheteria do centro cultural e também pela internet. O disco e outras informações sobre o grupo podem ser encontradas no site https://www.suindara.art. TECNOLOGIAS Projetos fortalecem verbetes sobre Espírito Santo na Wikipedia O concurso Wiki Loves Espírito Santo teve como objetivo incentivar a inclusão de verbetes sobre o Estado na Wikipedia, maior e mais buscada enciclopédia digital do mundo, construída de forma colaborativa por usuários de todo planeta. O resultado final foram mais de 512 novos artigos incluídos relacionados com o Estado e 850 artigos existentes que foram

13/08/2022 / 0 Comments
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Apoio do PSC a Erick Musso mina reduto eleitoral de Magno Malta

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Presidente da Assembleia ganha apoios no campo religioso e em setores da área de segurança, dois redutos bolsonaristas no Estado Ellen Campanharo/Ales A corrida eleitoral para a única vaga ao Senado deste ano movimentou o campo da direita ligada ao bolsonarismo nesta sexta-feira (12), com o anúncio do apoio do Partido Social Cristão (PSC) à pré-candidatura do presidente da Assembleia Legislativa, Erick Musso (Republicanos), que afeta a campanha do ex-senador Magno Malta (PL). Em busca de retornar ao cargo com base de voto entre os evangélicos e na área de segurança, Magno encontra resistência em ambos os setores. O presidente do PSC, ex-deputado estadual Reginaldo Almeida, anunciou a decisão em reunião realizada em sua sede em Vitória, com a participação da vice-presidente do partido, deputada federal Lauriete Rodrigues, candidata à reeleição. Reginaldo disse que o PSC tinha declarado apoio a Erick Musso ao governo, e com a mudança no projeto, migrando a candidatura para o Senado, o partido continua a entender que Musso é a melhor opção para o Estado. “Seguiremos unidos com nossa chapa de candidatos a deputado federal e estadual neste sentido e Erick Musso ao Senado da República”. A aliança serve, também, para avivar notícias de bastidores que dão conta de uma aproximação do bloco formado pelo Republicanos com o União Brasil, presidido pelo deputado federal e candidato à reeleição Felipe Rigoni, com o ex-prefeito de Linhares Guerino Zanon, nome do PSD que concorre ao governo do Estado. Nos bastidores, as perspectivas apontam que o União apoiaria Zanon e indicaria o nome a vice. Nessa quinta-feira (11), Musso teve confirmado o apoio do Patriotas, presidido no Estado pelo deputado estadual Rafael Favatto, pré-candidato a deputado federal. Com isso, a legenda se une ao União Brasil, com a ressalva de que o apoio vale apenas para o Senado. As alianças fortalecem o bloco formado por Erick e Rigoni, que desistiram de concorrer ao governo do Estado e ainda não se manifestaram publicamente sobre quem irão apoiar para o governo. Para Musso, o apoio do Patriotas, que já caminhava com ele quando ainda era pré-candidato ao governo do Estado, é muito importante e confirma o aumento do seu grupo político”. “Nossa caminhada, juntos, é para buscar a renovação e uma representatividade de qualidade no Congresso Nacional de que o Espírito Santo tanto precisa”, defende. O deputado decidiu disputar a vaga ao Senado, com o apoio de Rigoni, no final do mês de julho, depois de não conseguir subir na pontuação das pesquisas eleitorais, mesmo caso do parlamentar do União Brasil. Essa alteração foi possível com a retirada da pré-candidatura ao Senado do ex-prefeito de Colatina Sergio Meneguelli, acompanhada de crise interna no Republicanos, que levou Meneguelli a aceitar concorrer à Assembleia Legislativa. As alianças deixam de fora o apoio a candidatos ao governo, que serão tratados mais pra frente e que agora começa a tomar forma, com a aproximação a Guerino Zanon. Ao mesmo tempo, reforça o favorecimento de Erick junto à Convenção das Assembleias de Deus no Estado e Outros (Cadeeso), um dos maiores redutos eleitorais evangélicos do Estado, provocando impacto em terrenos de Magno Malta.

12/08/2022 / 1 Comment
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Audifax busca apoio de evangélicos e anuncia vice neste sábado

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Ex-prefeito da Serra, que também ainda não fechou o Senado, espera formalizar aliança com a Cadeeso Divulgação Depois de buscar apoio da direção da Convenção das Assembleias de Deus (Cadeeso) nessa quinta-feira (11), sendo recebido com aplausos, o pré-candidato ao governo Audifax Barcelos (Rede-Psol) marcou para este sábado (13) o anúncio do nome que irá compor na chapa como vice, em ato que ocorrerá às 15h, na sede do Solidariedade, em Vila Velha, partido que integra a base de apoio a Audifax. O nome escolhido, segundo os bastidores, é de uma mulher, da área militar. A decisão foi adotada nesta sexta-feira (12), em reunião com o grupo de apoio ao pré-candidato, e também pode revelar quem será o candidato ao Senado Federal, além de todos os partidos que vão integrar a coligação. O Solidariedade se alinhou com Audifax em junho passado, durante a inauguração da nova sede do partido, depois de articulações que mudaram a direção da executiva estadual. “A reunião foi muito proveitosa e tivemos a oportunidade de apresentar para os pastores as linhas gerais das nossas propostas, porque queremos fazer muito mais pelo Espírito Santo”, disse Audifax, depois de ser recebido por um colegiado de pastores da Cadeeso, na sede da instituição, em Vila Velha. Do encontro, realizado quinzenalmente, participaram o presidente da entidade, pastor Arnaldo Candeias; o presidente da Comissão de Assuntos Políticos, pastor Rafael Ferreira; além de representantes da Mesa Diretora da entidade e pastores de igrejas da Grande Vitória e do interior. “O Audifax é um excelente candidato e tem tudo para fazer um bom trabalho à frente do Governo do Estado”, avaliou o pastor Rafael Ferreira, destacando, no entanto, que o apoio somente será fechado posteriormente. As Assembleias de Deus convencionadas à Cadeeso possuem pouco mais de 400 mil membros e aproximadamente 300 pastores presidentes das igrejas sediadas nos 78 municípios do Espirito Santo.

12/08/2022 / 0 Comments
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Audifax escolhe Tenente Andresa como vice na chapa ao governo

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Anúncio será oficializado neste sábado, quando também deve ser confirmado o pastor Nelson Junior como candidato ao Senado   A tenente Carla Andresa, a Tenente Andresa, do Corpo de Bombeiros, é o nome escolhido para compor como vice na chapa do ex-prefeito da Serra Audifax Barcelos, pré-candidato ao governo do Estado pela federação Rede-Psol, com apoio do Solidariedade. O anúncio será feito neste sábado (13), na sede do Solidariedade, em Vila Velha. Na ocasião, também deverá ser confirmado o nome do pastor Nelson Junior (Avante) para o Senado, conforme já divulgado por Século Diário.  A tenente era cotada para concorrer a uma vaga na Assembleia Legislativa pelo Republicanos. Já o pastor Nelson Júnior (Avante), autor do projeto “Eu Escolhi Esperar”, que prega abstinência sexual antes do casamento, tem bom trânsito entre os evangélicos. Audifax fechou a chapa um dia depois de buscar apoio da direção da Convenção das Assembleias de Deus (Cadeeso), nessa quinta-feira (11), sendo recebido com aplausos. A decisão foi adotada nesta sexta (12), em reunião com o grupo de apoio ao pré-candidato, que também definiu todos os partidos que vão integrar a coligação. O Solidariedade se alinhou com Audifax em junho passado, durante a inauguração da nova sede do partido, depois de articulações que mudaram a direção da executiva estadual. “A reunião foi muito proveitosa e tivemos a oportunidade de apresentar para os pastores as linhas gerais das nossas propostas, porque queremos fazer muito mais pelo Espírito Santo”, disse Audifax, depois de ser recebido por um colegiado de pastores da Cadeeso, na sede da instituição, em Vila Velha. Do encontro, realizado quinzenalmente, participaram o presidente da entidade, pastor Arnaldo Candeias; o presidente da Comissão de Assuntos Políticos, pastor Rafael Ferreira; além de representantes da Mesa Diretora da entidade e pastores de igrejas da Grande Vitória e do interior. “O Audifax é um excelente candidato e tem tudo para fazer um bom trabalho à frente do Governo do Estado”, avaliou o pastor Rafael Ferreira, destacando, no entanto, que o apoio somente será fechado posteriormente. As Assembleias de Deus convencionadas à Cadeeso possuem pouco mais de 400 mil membros e aproximadamente 300 pastores presidentes das igrejas sediadas nos 78 municípios do Espirito Santo. Pastor do projeto ‘Eu resolvi esperar’ deve ser o nome ao Senado de Audifax – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/politica/pastor-do-projeto-eu-resolvi-esperar-deve-ser-o-nome-ao-senado-de-audifax

12/08/2022 / 0 Comments
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Defensoria: reconhecimento facial não deve ser implementado na Serra

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Sistema expõe populações mais vulneráveis a violações, aponta a DPEs, que judicializou sua suspensão em Vitória O uso de câmera de reconhecimento facial como política de segurança pública não deve ser implementado pela Prefeitura da Serra. A orientação foi feita pela Defensoria Pública do Estado (DPES), por meio do Núcleo de Direitos Humanos, que alerta para os graves riscos de violação de direitos humanos que a tecnologia enseja contra as populações mais vulneráveis, especialmente as pessoas pretas e pardas.  A recomendação ao município, nesta semana, acontece após a judicialização do assunto na Capital. Em julho, a DPES impetrou, em conjunto com a Defensoria Pública da União (DPU), uma ação civil pública pedindo a suspensão de sistema semelhante pela gestão de Lorenzo Pazolini (Republicanos). Na época, o objetivo era impedir a captação de dados biométricos dos cidadãos através do sistema de reconhecimento facial instalado nas ruas da cidade. Ao acompanhar a implantação de cerco eletrônico de videomonitoramento com essa tecnologia nos municípios do Estado, a Defensoria observa ainda outra fragilidade, que é a necessidade, ainda não garantida, de que os cidadãos sejam informados de que estão sendo monitorados e como é feito o tratamento dessas informações. “O uso da tecnologia de reconhecimento facial no monitoramento urbano está cercado de polêmicas. Na Europa e em algumas cidades dos Estados Unidos, por exemplo, a tecnologia foi banida por ser considerada intrusiva e não democrática”, assinala a instituição de Justiça.  “A discriminação [racial e social] é a principal preocupação da Defensoria Pública, que busca não só um entendimento melhor de como funciona a tecnologia, mas também de como os dados são registrados e armazenados. Para a instituição, é preciso um estudo mais aprofundado da eficácia e capacidade doa programas utilizados”, complementa a recomendação. Riscos não avaliados Na ação civil pública da Capital, as Defensorias argumentam que “o suposto objetivo de reduzir a criminalidade e aumentar a segurança” está sob ameaça, pois “a Prefeitura não realizou a avaliação dos riscos que a captação desses dados poderá ocasionar à população”.  O sistema, explicam os defensores, “utiliza dados pessoais sem o consentimento dos seus titulares e sem a devida transparência. Além disso, o projeto pode afetar grupos vulneráveis da sociedade, como pessoas negras e LGBTQIA+, pois o reconhecimento facial é baseado na discriminação algorítmica, tendo um relevante histórico de imprecisão quando se trata de alvos diferentes de homens caucasianos”.  A ausência de legislação federal a respeito da proteção de dados pessoais na segurança pública é outro ponto que deslegitima a medida, segundo a DPES e a DPU. “Além disso, com a aplicação da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), seria necessário reconhecer que o dado pessoal é de controle de seu titular, para proteção dos direitos fundamentais de liberdade e de privacidade. Desta forma, o armazenamento e o tratamento de dados pessoais e sensíveis do cidadão devem ser tratados com a máxima cautela”.  As Defensorias também pedem, na ação, que não sejam instalados novos equipamentos de captura de reconhecimento facial. “Caso seja permitido pela justiça que o município utilize algum sistema de captação e tratamento de dados biométricos, as instituições requerem que a prefeitura demonstre, com clareza, como será programada a taxa de sensibilidade do sistema, apresentando documentos que comprovem a não discriminação de gênero, raça, etnia, cor da pele, idade ou quaisquer outras características que possam influenciar o reconhecimento”, destacam. Imprecisão  A instalação do sistema de cerco eletrônico por videomonitoramento foi anunciada pela Prefeitura da Serra no dia 17 maio, com previsão de conclui-lo no dia 15 de julho, alegando que o sistema passou por um estudo e prova de conceito, e possui 95% de precisão. Não é o que mostram, porém, os estudos e experiências com a tecnologia em outros locais. Quando o sistema de reconhecimento facial foi anunciado em Vitória, em fevereiro deste ano, o pesquisador Pablo Nunes, coordenador adjunto do Centro de Estudo de Segurança e Cidadania (CESeC), no Rio de Janeiro, enfatizou que, quando se trata do uso do reconhecimento facial em vias públicas, alguns fatores são preocupantes. Um deles é a própria natureza desse tipo de tecnologia, que pode ser causadora de erros e violações. “Esses algoritmos têm, muito deles, vieses raciais muito proeminentes, que fazem com que a taxa de acerto para pessoas negras seja muito menor do que em relação a pessoas brancas. E quando a gente coloca câmeras procurando pessoas com mandado de prisão em aberto, isso se reflete em pessoas negras sendo abordadas, detidas, e muitas vezes levadas à prisão, sem que essa pessoa seja a procurada. Isso aconteceu no Rio de Janeiro e em outros estados também”, disse o pesquisador, na ocasião, ao Século Diário. Na Capital, as vereadoras Camila Valadão (Psol) e Karla Coser (PT) também questionaram a efetividade da implementação e o gerenciamento das informações. “Em Vitória, não vimos estudos promovidos pelo Executivo Municipal para subsidiar a implementação da referida tecnologia; não localizamos qualquer normativa que regulamente a utilização da ferramenta; não localizamos informações sobre a aquisição, bem como processos e contratos”, disse Valadão. Karla citou o caso de uma trabalhadora que foi presa pelo erro de um sistema de reconhecimento facial no Rio de Janeiro, confundida como suspeita de praticar homicídio, bem como o caso do ator negro internacional Michael B. Jordan, conhecido por filmes como Pantera Negra, que teve a foto cadastrada na lista de procurados da polícia no Ceará, como suspeito de uma chacina que ocorreu no Estado.  Em fevereiro, o pesquisador Pablo Nunes citou exemplos da União Europeia e cidades dos Estados Unidos que baniram o uso do reconhecimento facial, justamente por causa desses problemas. “As pessoas precisam saber que elas estão sendo monitoradas e o que está sendo feito com esses dados, quem tem acesso a eles e por quanto tempo. E essa é uma preocupação que não passa pelos projetos que temos acompanhado no Brasil (…) O que a gente tem visto, é que o sistema de reconhecimento facial traz riscos de diversas formas, de várias frentes, e que a sua adoção tem sido feita a despeito dessas problemáticas”,

12/08/2022 / 0 Comments
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