Na coluna: Prêmio da Música Capixaba; novo espaço cultural em Vitória; assalto na Academia de Letras EXPOSIÇÕES Mosaico Fotogaleria comemora aniversário com Walter Firmo Laura Liuzzi Comemorando quatro anos de existência, a Mosaico Fotogaleria, na Mata da Praia, Vitória, inaugura no próximo dia 24, às 17h, a exposição Lua em Peixes, do fotógrafo Walter Firmo, com curadoria do próprio. Atualmente destaque numa grande exposição no Instituto Moreira Salles, em São Paulo (SP), Firmo é reconhecido como uma dos mais importantes fotógrafos do país e com uma das maiores contribuições no registro da cultura afrobrasileira. A mostra em Vitória traz um recorte íntimo de seu trabalho, com destaque para a fotografia em preto e branco. @chama.amanda estreia exposição na Thelema Divulgação Impressão Digital é o nome da primeira exposição individual da artista multilinguagem @chama.amanda, que estreou na última sexta-feira no espaço cultural Thelema, no Centro de Vitória. Nela estão incluídas desenhos, pinturas, fotografias, serigrafias, stencil, gravura e outras plataformas em que a artista se expressa sobre temas como corpo, territorialidades, direitos humanos, mulheres e LGBTQIA+. A exposição fica no local até dia 3 de novembro e pode ser visitada de terça a sexta-feira, das 12h às 21h. ESPAÇOS CULTURAIS Novo centro cultural na Rua Barão de Monjardim Divulgação Local que já recebeu atrações memoráveis em tempos passados, a casa do advogado e agitador cultural Tião Xará, na Rua Barão de Monjardim, no Centro de Vitória, será sede do Centro Cultural Cineclube Claudino de Jesus. O projeto homenageia em vida o cineclubista capixaba com importantes contribuições para o cinema e cultura a nível local, nacional e internacional. O espaço deve receber atrações musicais, exibição de filmes e outras atividades. A inauguração será no dia 12 de agosto, às 19h, com apresentação musical de Juliano Gauche, Fabio do Carmo e João Moraes, além da presença do próprio Claudino. O espaço tem capacidade limitada, com entradas à venda por R$ 30, pelo Pix 88238270782. Trapiche se prepara para retomar atividades Localizado numa esquina da Rua Gama Rosa, que tem se destacado como um local de cultura no Centro de Vitória, o Trapiche se prepara para retomar atividades no espaço, depois de ficar fechado durante a pandemia. A ideia é retornar próximo da proposta original, com exposições, eventos culturais, venda de livros e outras artes. A editora Cousa, antiga parceira, ainda estuda se vai retomar seu funcionamento no mesmo espaço. Na reabertura, o local deve passar a contar com parceria com uma cervejaria artesanal. Com o local em reforma, a expectativa de Ruy Perini, idealizador do espaço, é reabrir no final de agosto. MÚSICA Artistas capixabas são premiados Realizado na última quarta-feira, o 1º Prêmio da Música Capixaba realizou uma celebração bonita no Teatro Glória, Centro de Vitória. Foram premiados, sobretudo, músicos da nova geração do Estado, como César MC, Budah, Afronta, Morenna, Dan Abranches, Fabriccio, Luiza Dutra e André Prando, este quase um veterano diante dos colegas, com seus 10 anos de carreira. Houve espaço também para premiar técnicos de som, iluminação, produtores, e outros que não aparecem no palco mas são fundamentais para o funcionamento da cadeira da música. Todos vencedores podem ser vistos no site do evento, que foi realizado pela MM Projetos Culturais com recursos do Funcultura. A expectativa é que o prêmio possa se consolidar anualmente. ‘Música também é ato político’ Depois dos agradecimentos mais contidos dos profissionais técnicos premiados, Dan Abranches surpreendeu o público ao vencer o prêmio de Melhor Artista Solo. Ele dedicou o troféu a todas as pessoas trans como ele, assim como posteriormente fez Afronta, que venceu como Artista Revelação e Destaque LGBTQIA+, o último dividido com Bella Nogueira. “Não deixem de ouvir a gente, não deixem de colocar as travestis nos espaços”, afirmou Afronta. Prando, que dividiu o prêmio de Melhor Intérprete com Luiza Dutra, também deu a letra: “Música também é ato político. A gente reflete tudo que vive. E se a gente é amigo da arte, ama um ao outro, é inimigo do Bolsonaro. Fora Bolsonaro”, disse, recebendo aplausos do público Encontro de gerações O artista homenageado na primeira edição do prêmio foi Flávio Vezzoni, líder do Moxuara, grupo que já tem mais 30 anos de trajetória. César MC, um dos mais aclamados pelo público e vencedor do prêmio de Melhor Álbum, homenageou sua família que estava presente e lembrou que de criança ouvia o Moxuara graças a sua mãe. Ao final do prêmio, acompanhou até o final ao lado de pai, mãe, irmã e amigos o pocket show do grupo, que fechou o evento. César também subiu ao palco junto ao Instituto Serenata de Favela, projeto do qual é embaixador, para receber o prêmio de Projeto de Impacto Social, que foi dividido com o Vale Música. Nos agradecimentos, Shaddy, integrante da Serenata, cantou à capela trecho de música que gravou no disco de César, emocionando o público Clipe de Ecos da Terra Já falamos do documentário Ecos da Terra, lançado recentemente contando a história de seis camponesas agroecológicas do Espírito Santo, com direção de Úrsula Dart. O filme possui uma trilha sonora própria, homônima, composta pela diretora junto com, Marcus Neves, André Akira, Dyone Arruda e Cláudia Zanetti, a Caju. A obra musical ganhou um videoclipe especial, com imagens do filme e dos artistas. LITERATURA Academia Espírito-Santense de Letras é assaltada Divulgação É triste quando a cultura vai parar em páginas policiais, mas a Academia Espírito-Santense de Letras (AEL) teve sua sede assaltada na última semana. Localizado praticamente ao lado do Palácio Anchieta, sede do governo estadual, o espaço foi arrombado e teve uma série de itens furtados, incluindo computadores, impressora, frigobar e itens históricos, como medalhas e dois bustos de bronze feitos pelo artista italiano Carlo Cepraz. Pela internet, ainda foram difundidas imagens destas obras, para tentar evitar que fossem vendidas ou destruídas. TEATRO Estreia de Fedra, montagem póstuma de Maria Lúcia Calmon Divulgação Espetáculo de dança e teatro baseado nas obras de Eurípede e Racine, Fedra será apresentado nos dias 11 e 12 de agosto, no Sesc Glória, e em 20, 27 e 28 de agosto, no Palácio
Ações urgentes e necessárias
Devemos reconhecer a importância da carta ao povo brasileiro em defensa da democracia A cidadania responsável, democrática e comprometida necessita estar a cada dia mais organizada e fortalecida para enfrentar os ataques ao seu povo, que acontecem em forma de negacionismo, redução do poder de compra, dos ataques permanentes aos direitos do ser humano, principalmente aos mais vulneráveis, e enfrentar os discursos de ódio que resultam em assassinatos, violência contra as mulheres e populações LGBTQIA+, os assédios morais e sexuais, o racismo, e que justificam as diversas formas de discriminação. Para essa tarefa, é necessária uma luta constante na identificação de nossos iguais, em interesses e necessidades, e cada cidadão tem como obrigação contribuir para a criação e fortalecimento das diversas formas de organização de nossa sociedade civil e a participação em suas lutas, nos diversos espaços existentes, seja por características identitárias, de gênero, de raça, regionais, profissionais e culturais, ou qualquer outra forma de organização e luta de nosso povo. Isso é cidadania e participação democrática. Nossa organização e luta devem ser sempre no sentido de fazer valer a nossa constituição cidadã, que estabelece alguns de nossos direitos e a possibilidade de elaborar políticas públicas com a participação popular, em sua proposição e realização. Esta é a nossa luta por democracia participativa. Faz parte também da nossa luta permanente, exigir dos poderes Executivos e Legislativos, locais e nacionais, consultar, ouvir e respeitar as decisões populares em suas organizações. Isso é democracia e participação popular. Como exercício da cidadania, temos a necessidade de retomar nossas experiências históricas das grandes conferências, regionais e nacionais, sobre os mais variados temas, a partir do funcionamento dos diversos conselhos, nos estados e nos municípios, onde a população pode expressar quais as demandas específicas de sua localidade, de acordo com as características de seu povo. A nossa luta deve ser sempre no sentido de aproveitar nossas experiências históricas, de participação com o conhecimento que nosso povo tem de seu território, de suas organizações, sejam elas profissionais, culturais, de conhecimento escolar, e das diversas formas de organização de nossa sociedade, considerando a energia de nossa juventude e a experiência das gerações com maior vivência. Nesse sentido, devemos reconhecer a importância democrática e cidadã de um grupo de mais de três mil cidadãos, dos mais diversos setores de nossa sociedade, que tomaram a iniciativa de escrever uma carta ao povo brasileiro para a necessidade da defesa da democracia e o respeito às nossas instituições democráticas e republicanas. A iniciativa partiu de ex-alunos de uma faculdade de direito em São Paulo, para alertar toda a sociedade brasileira sobre a importância do respeito ao nosso processo eleitoral, que tem servido de exemplo para o mundo democrático, onde já tivemos várias alternâncias de poder respeitando os resultados das urnas eletrônicas e com transições de nosso governo republicano, sempre respeitosas, atestando a segurança e a confiabilidade de nossas urnas eletrônicas e de nossa justiça eleitoral. Esta carta será apresentada à sociedade brasileira no dia 11 de agosto, na Faculdade de Direito da USP, centro de São Paulo. Esta data coincide com a apresentação de um manifesto à sociedade brasileira, no mesmo local em 1977, que denunciava a ditadura militar, que suprimiu nossos direitos e assassinou os opositores do regime autoritário – 17 cidadãos que assinam a atual carta, também assinaram o manifesto em 1977. Neste contexto, devemos também relembrar que, no dia 7 de setembro de 2022, celebraremos os 200 anos de nossa independência, e que no ano 2021, forças conservadoras e autoritárias ameaçaram romper seus compromissos com o pacto democrático e incitaram seus apoiadores a invadirem o Supremo Tribunal Federal. Eles sentiram a força e a pressão das instituições democráticas e da sociedade civil e foram obrigados a recuar em sua insanidade. A nossa organização e luta permanente deve ser sempre com o compromisso de elaborar um programa de reconstrução e transformação do Brasil, num país justo e democrático para todos, realizando as reformas necessárias para fortalecer a sociedade civil e as instituições da nossa democracia representativa, mas, ao mesmo tempo, ampliando os instrumentos necessários para fortalecer uma democracia participativa.
‘A mensagem é clara a todos os diretores: o secretário não pode ser questionado’
Diretor de escola exonerado denuncia perseguição e xenofobia pela Sedu e “uso criminoso” da Ouvidoria estadual “A decisão pela minha saída configura-se retaliação, censura, perseguição e coação. A medida passa uma mensagem clara aos demais diretores: o secretário não pode ser questionado. É o poder sendo utilizado para oprimir, humilhar e produzir medo”. A afirmação é parte de uma solicitação feita no último sábado (30) à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-ES) por Kaique Moreira Leo Lopes, então diretor da Escola de Ensino Fundamental e Médio (EEEFM) Dom José Dalvit, em Montanha, extremo norte do Estado. Arquivo pessoal Na ocasião, ele havia sido comunicado apenas informalmente sobre sua futura exoneração, prevista para o final deste mês de agosto, pela superintendente regional de Educação de Nova Venécia, Adriana Bonatto Merlo. O aviso, conta, foi feito em reunião presencial no dia 27 de julho, um dia após a gestora retornar das férias, e foi acompanhada pelo assessor pedagógico e a supervisora da escola. O pedido feito à OAB é pela apuração das denúncias contra a Sedu e a SRE, por tratarem-se de “desrespeito à dignidade da pessoa humana e à liberdade de expressão”. O relato, feito por email à Ordem, dá conta de que, ao perguntar à superintendente sobre as razões para a exoneração, “ela tergiversou, mas deixou claro que não era por motivos profissionais, mas pela forma pela qual expresso minhas ideias, pelo meu modo de falar. Na hora, isto me soou xenofóbico, pois venho de outra cultura, de outro estado, e minha forma de falar é genuinamente baiana”. A conversa com Adriana Merlo, conta o ex-diretor, ocorreu dias após uma reunião realizada em 18 de julho em Nova Venécia, entre diretores de escola e o secretário de Estado da Educação, Vitor de Angelo, quando ele interpelou o gestor, sugerindo que a carga horária dos professores fosse reduzida, pois estavam todos excessivamente atarefados, sem conseguir prestar um serviço de qualidade. Ao que o secretário reagiu “de maneira deselegante e destemperada, causando espanto aos presentes”. Diante de fala semelhante por parte de outro diretor, que “também foi rechaçado”, prossegue, “o secretário manifestou frase tais como: ‘eu pensei que estava numa reunião com diretores e não com o sindicato’; ‘para mim o que importa são os resultados’, todas elas em tom áspero”. Kaique argumenta que, “para assumir a função, tive que provar que era capaz, mediante aprovação em processo seletivo idôneo e transparente. Pela lógica, também deveria haver um procedimento de retirada que se inspirasse nesses fundamentos” e que, “sem razões justas, resta apenas o arbítrio”. A solicitação à OAB se deu após Kaique informar à superintendente, por áudio enviado em rede social no dia seguinte à conversa presencial, que não aceitava a exoneração sem motivação justa e que iria lutar por seus direitos. Na semana seguinte, assinala, a escola recebeu mais uma diligência da SRE para apurar outra denúncia anônima feita na Ouvidoria do Ministério Público Estadual (MPES) contra ele, desta vez “de abuso sexual contra um estudante da escola, menor de idade”. Segundo a manifestação anônima investigada pela superintendência, o abuso teria ocorrido no dia 16 de maio, período em que Kaique estava afastado, se recuperando de uma cirurgia. “Nessa época eu estava de licença por 45 dias, desde o final de abril até a primeira metade de junho. Eles sabiam disso. Dizem que a denúncia foi feita na ouvidoria do MPES. Eu sei que ‘plantaram’ essa mentira na cidade inteira”, relata o ex-diretor, em entrevista a Século Diário, informando que a queixa será registrada tão logo por meio de Boletim de Ocorrência na Delegacia de Montanha. Outra consequência do áudio, acredita, foi a antecipação da sua exoneração, que foi formalizada já nessa quinta-feira (4), conforme publicado no Diário Oficial. “Agora querem me tirar da cidade, me colocando para escolher entre uma escola em Ponto Belo ou Pinheiros. E ainda ameaçam de cortar meu ponto se eu não escolher uma das duas”. ‘Nenhuma advertência’ Entre os outros documentos produzidos por Kaique sobre o caso, está um requerimento enviado à SRE Nova Venécia, no dia 28 de julho, pedindo que ele fosse informado das razões que embasaram a decisão pela sua exoneração. No ofício, ele afirma que o comunicado, feito na véspera, “pegou a mim e a equipe da escola de surpresa, afinal, o trabalho que desempenhamos na EEEFM Dom José, desde o mês de outubro do ano passado, era objeto de apreciação e elogios por parte da equipe gestora da SRE, que, diga-se de passagem, nunca nos remeteu uma advertência sequer. Inclusive, após a apresentação da SMAR mês passado, ouvi dos mesmos que hoje nos visitaram o quanto estavam adorando o modo como a escola estava sendo dirigida, as mudanças implementadas, bem como manifestações de apoio a minha permanência na função”. Arquivo pessoal Nessa quinta-feira, mediante a publicação no Diário Oficial, Kaique formalizou ao promotor de Justiça Edilson Tigre, da promotoria local do Ministério Público Estadual (MPES), um pedido para que a sua “localização provisória”, ou seja o local para onde ele será transferido, na condição de professor de História, seja a Escola de Tempo Integral Elpidio Campos, em Montanha, onde trabalhava antes de assumir a direção da Dom José Dalvit. Cabelo e chinelo As primeiras manifestações feitas por Kaique a respeito da perseguição que afirma sofrer desde que assumiu a direção da escola, datam de maio e são direcionadas à própria Ouvidoria do governo do Estado, onde ele alerta sobre o “uso possivelmente criminoso que estava sendo feito do órgão”, ligado à Secretaria de Estado de Controle e Transparência (Secont). A primeira, no dia 13, informa que já havia, contra ele, “sete manifestações sobre diversos assuntos, todas apuradas e provadas inconsistentes”. Em uma delas, destaca, “os apuradores [equipe da Superintendência enviada para apurar os fatos denunciados], à época, se acharam no direito de dar dicas, de modo invasivo, sobre como cuidar ‘melhor’ da minha aparência. Na oportunidade senti-me humilhado discriminado e com dúvida se teria sofrido ou não assédio moral”. Em outra, ele conta ter sido acusado de fazer apologia às drogas junto aos
Eventos em Vitória no dia 11 fazem a leitura da ‘Carta pela Democracia’
Um dos atos em defesa da democracia será realizado em frente à escadaria do Teatro da Ufes Como nas principais cidades brasileiras, o “Ato pela Democracia” será realizado em Vitória, na próxima quinta-feira (11), em dois eventos onde será lida a “Carta aos Brasileiros e Brasileiras”, documento que começou com a assinatura de três mil pessoas, entre banqueiros, empresários, juristas, atores e diversas outras personalidades, e tem acumulado adesões desde que foi aberto ao público, no último dia 26, já passando das 750 mil assinaturas. A iniciativa, da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), é suprapartidária e critica, sem mencionar o nome do presidente, os ataques contra o processo eleitoral, alvo de críticas de Jair Bolsonaro (PL), acompanhadas de ameaças a um golpe de estado. O primeiro evento será realizado na praça Costa Pereira, Centro de Vitória, a partir das 10 horas, e outro em frente à escadaria do teatro da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), às 16 horas, em Goiabeiras. A carta não cita nomes, mas deixa claro de que se trata de uma referência às ameaças de golpe do presidente. Um dos trechos afirma: “Ataques infundados e desacompanhados de provas questionam a lisura do processo eleitoral e o estado democrático de direito tão duramente conquistado pela sociedade brasileira. São intoleráveis as ameaças aos demais poderes e setores da sociedade civil e a incitação à violência e à ruptura da ordem constitucional”. Atos com a leitura da carta movimentam vários setores contrários ao governo Bolsonaro, sendo os dois maiores os de São Paulo e Rio de Janeiro. A carta também serve de inspiração a iniciativas semelhantes. A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) anunciou a elaboração de uma carta, que será divulgada no período da posse dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, na presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em 16 de agosto, e Rosa Weber, na presidência da Suprema Corte, em 12 de setembro. A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) já assinou o documento, intitulado “Em Defesa da Democracia e da Justiça”, que não contou com a adesão do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal. A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomércio-SP) também anunciou apoio ao manifesto da Fiesp. No Espírito Santo, as Federações das Indústrias (Findes) e do Comércio (Fecomércio), procuradas, não se pronunciaram.
Guarda Municipal passa a usar armas em Cariacica
Medida é criticada por militante dos Direitos Humanos, que acredita que iniciativa é eleitoreira e não coíbe violência A Guarda Municipal de Cariacica, na Grande Vitória, passará a atuar armada. A iniciativa, afirma o militante do Movimento Nacional de Direitos Humanos no Espírito Santo (MNDH/ES), Gilmar Ferreira, é mais uma para “pegar carona na onda armamentista, como forma de angariar votos”, além de “haver possibilidade de vitimar principalmente moradores das comunidades periféricas, eleitos pelo Estado como adversários”. Conforme consta nas redes sociais da Prefeitura Municipal de Cariacica (PMC), a apresentação oficial da Guarda com o armamento aconteceu nessa quinta-feira (4), quando o prefeito Euclério Sampaio (União) recebeu parte do efetivo em seu gabinete para a entrega das armas. Os 44 guardas municipais atuarão armados a pé ou com viaturas. Em suas redes, o gestor agradeceu ao governador Renato Casagrande (PSB), “que nos ajudou a conseguir as armas”, e à Polícia Federal (PF), “que firmou um termo de cooperação técnica para que nossos agentes possam andar armados”. Prefeitura de Cariacica Gilmar acredita que armar a Guarda não previne a violência. Ele recorda que em Cariacica, na segunda gestão do então prefeito, Geraldo Luzia de Oliveira Júnior, o Juninho (Cidadania), o município contou com a atuação da Força Nacional, mas sem que isso tivesse contribuído para redução dos índices de violência. Na ocasião, a Força Nacional passou a atuar na cidade por meio de um programa do Ministério da Justiça de combate à criminalidade, capitaneado pelo ex-ministro Sergio Moro. O fato gerou preocupação em meio à sociedade civil organizada, em relação a possíveis violações de direitos. Para evitar tal situação, chegou a ser criado um canal para receber denúncias, com apoio das defensorias estadual e da União. O armamento da Guarda Municipal se tornou possível por meio do Estatuto Geral das Guardas Municipais, de 2014. O artigo 16 estabelece que “aos guardas municipais é autorizado o porte de arma de fogo, conforme previsto em lei”, sendo que esse direito pode ser suspenso “em razão de restrição médica, decisão judicial ou justificativa da adoção da medida pelo respectivo dirigente”. “Foi no governo Dilma [PT], no processo de tensionamento do Congresso Nacional, que já alimentava ideias armamentistas, e ela não conseguiu não ceder”, diz Gilmar. A partir daí, recorda, as capitais passaram a armar gradativamente os guardas municipais e, posteriormente, outros municípios foram fazendo o mesmo. Violência Com pouco mais de um mês de formada, a Guarda Municipal de Cariacica se envolveu em um caso de violência contra uma pessoa negra e periférica. Em fevereiro deste ano, agentes abordaram o MC e educador social Feijó, no bairro Vasco da Gama, e o agrediram, torcendo seu braço, jogando-o no chão, além de algemá-lo e levá-lo para uma delegacia em Campo Grande, com o argumento de desacato. Na ocasião, a vítima chegou a dizer que acreditava não ter acontecido algo pior, pelo fato de a Guarda de Cariacica não ter arma. Divulgação A ação dos agentes foi filmada por um amigo de Feijó. No vídeo, o MC fala para a Guarda: “vocês estavam me tirando, passaram por mim em Jardim América, quase parando”. Em entrevista a Século Diário, o jovem relatou que tinha sacado dinheiro em um banco nesse bairro e, quando os agentes o viram, reduziram a velocidade da viatura, quase parando, mas prosseguiram. “Acredito que não me abordaram ali porque havia muita gente na rua”, relatou. O MC recorda que, cerca de 500 metros mais para frente, já no bairro Vasco da Gama, encontrou os agentes fora da viatura, que ao avistá-lo, o abordaram. Posteriormente, narra, um deles começou a torcer seu braço e outro abriu a porta de trás da viatura, fazendo com ficasse assustado e corresse até o restaurante de um amigo, por ser um lugar mais movimentado. Os guardas correram na direção de Feijó, continuando a abordagem violenta na frente do restaurante, dando uma rasteira nele, mas dessa vez, a ação foi filmada pelo dono do estabelecimento. No vídeo, foi possível ver o MC no chão, algemado. Ele fala “afrouxa isso aqui, por favor”, referindo-se às algemas, e prossegue dizendo “tá apertado aqui, tá doendo”. Diz ainda: “sou artista, acabei de sacar meu cachê ali, R$ 500,00”. Posteriormente, Feijó foi levado para a delegacia, em Campo Grande, onde narrou a violência sofrida, sendo encaminhado para o Pronto Atendimento (PA) de Alto Lage para fazer exames e verificar se havia ferimentos. “Cheguei algemado. Pessoas que conheço e estavam lá me viram assim. Um usuário do PA reclamou que era a segunda vez que eles paravam o serviço para atender gente presa, eu fui confundido com um detento”, lamenta Feijó. Ele acabou não sendo acusado de nada e o delegado afirmou tratar-se de um caso de racismo estrutural, causado pela forma como os agentes de segurança pública são treinados, portanto, uma questão institucional, não sendo possível responsabilizar os guardas envolvidos. MC Feijó denuncia agressão da Guarda Municipal de Cariacica Artista também foi enviado para a delegacia, em Campo Grande, sob alegação de desacato https://www.seculodiario.com.br/seguranca/mc-feijo-e-agredido-pela-guarda-municipal-de-cariacica
ABI cria Rede da Legalidade e vai convidar Casagrande para participar
Iniciativa consiste em reunir políticos e outras personalidades do campo progressista para, juntos, impedir a ameaça de golpe O presidente da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Octavio Costa, fará nos próximos dias convite ao governador Renato Casagrande (PSB) para integrar a Rede da Legalidade, que consiste em reunir políticos e outras personalidades do campo progressistas para, juntos, impedir a ameaça de golpe, por meio de pronunciamentos e a utilização das rádios e TVs educativas nos estados. Os programas e matérias jornalísticas serão veiculados, também, em emissoras comunitárias e na mídia independente. A iniciativa da centenária entidade foi formalizada nessa quinta-feira (4), a partir de uma proposta do conselheiro Beto Almeida, de Brasília. O Grupo de Trabalho encarregado pela montagem da rede definiu que, nos próximos dias, o presidente da ABI fará contato com os governadores para convidá-los para o ato de lançamento da rede, no próximo dia 15, com a participação de personalidades do mundo político, cultural, religioso e de outros setores de oposição ao governo Jair Bolsonaro. O grupo é formado por representantes do Espírito Santo, Brasília, Rio de Janeiro, Maranhão, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Pernambuco, Bahia e Ceará. O primeiro programa da Rede da Legalidade será apresentado na próxima reunião, no dia 10, quando será confirmada a transmissão, no dia 15, em rede nacional, por meio das rádios e TVs educativas, blogs, emissoras comunitárias, veículos da mídia independente e TVs universitárias. No Estado, a Rádio Espírito Santo e a TV Educativa já se colocaram a transmitir matérias da Rede da Legalidade, segundo o presidente do sistema, Igor Pontini, faltando somente formalizar o convite ao governador. Outros veículos, como a TV da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), serão convidados, na Grande Vitória e no interior. O primeiro programa constará de pronunciamentos de governadores de oposição ou de seus representantes, e também de personalidades de setores da sociedade civil que se opõem à política golpista do presidente Jair Bolsonaro, da forma como vem sendo demonstrada em acusações infundadas ao sistema eleitoral e a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A Rede da Legalidade é inspirada na ação do mesmo nome liderada por Leonel Brizola, então governador do Rio Grande do Sul, que, na época, utilizou o sistema de rádio para garantir a posse do vice-presidente, João Goulart, na presidência da República, depois da renúncia do presidente Jânio Quadros.
ABI cria Rede da Legalidade e vai convidar Casagrande para participar
Iniciativa consiste em reunir políticos e outras personalidades do campo progressista para, juntos, impedir a ameaça de golpe O presidente da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Octavio Costa, fará nos próximos dias convite ao governador Renato Casagrande (PSB) para integrar a Rede da Legalidade, que consiste em reunir políticos e outras personalidades do campo progressistas para, juntos, impedir a ameaça de golpe, por meio de pronunciamentos e a utilização das rádios e TVs educativas nos estados. Os programas e matérias jornalísticas serão veiculados, também, em emissoras comunitárias e na mídia independente. A iniciativa da centenária entidade foi formalizada nessa quinta-feira (4), a partir de uma proposta do conselheiro Beto Almeida, de Brasília. O Grupo de Trabalho encarregado pela montagem da rede definiu que, nos próximos dias, o presidente da ABI fará contato com os governadores para convidá-los para o ato de lançamento da rede, no próximo dia 15, com a participação de personalidades do mundo político, cultural, religioso e de outros setores de oposição ao governo Jair Bolsonaro. O grupo é formado por representantes do Espírito Santo, Brasília, Rio de Janeiro, Maranhão, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Pernambuco, Bahia e Ceará. O primeiro programa da Rede da Legalidade será apresentado na próxima reunião, no dia 10, quando será confirmada a transmissão, no dia 15, em rede nacional, por meio das rádios e TVs educativas, blogs, emissoras comunitárias, veículos da mídia independente e TVs universitárias. No Estado, a Rádio Espírito Santo e a TV Educativa já se colocaram a transmitir matérias da Rede da Legalidade, segundo o presidente do sistema, Igor Pontini, faltando somente formalizar o convite ao governador. Outros veículos, como a TV da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), serão convidados, na Grande Vitória e no interior. O primeiro programa constará de pronunciamentos de governadores de oposição ou de seus representantes, e também de personalidades de setores da sociedade civil que se opõem à política golpista do presidente Jair Bolsonaro, da forma como vem sendo demonstrada em acusações infundadas ao sistema eleitoral e a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A Rede da Legalidade é inspirada na ação do mesmo nome liderada por Leonel Brizola, então governador do Rio Grande do Sul, que, na época, utilizou o sistema de rádio para garantir a posse do vice-presidente, João Goulart, na presidência da República, depois da renúncia do presidente Jânio Quadros.
Aposentados reivindicam reajuste salarial concedido em junho a servidores ativos
Prefeito de Domingos Martins, Wanzete Krüger, prometeu ajudar a sanar o atraso por parte do Instituto de Previdência Os servidores municipais aposentados de Domingos Martins, na região serrana capixaba, reivindicam o reajuste salarial aprovado em maio e concedido, aos servidores ativos, no início de junho. Apesar da publicação do “enquadramento” em 19 de julho, os pagamentos ainda não foram feitos para os inativos. “O que tem causado grande indignação é a falta de respeito aos aposentados. A gente sempre recebeu da mesma forma que os ativos recebem. Não conseguimos entender porque essa demora, qual é a dificuldade”, expõe a professora aposentada Maria Pereira Pinto Stein. O chamado enquadramento, explica, apresenta o cálculo sobre quanto cada servidor aposentado tem direito a receber, a partir da aplicação do reajuste geral aprovado pelo município sobre a situação individual de todos os beneficiários, segundo seu tempo de contribuição e cargo. “Cabe ao Instituto aplicar o reajuste. Mas ele ainda não nos respondeu o motivo de tanta demora”, conta a aposentada. O Instituto de Previdência dos Servidores do Município de Domingos Martins (IPASDM), presidido por Adeval Irineu Pereira, sinalizou que os pagamentos seriam feitos no início de agosto, logo após a publicação do enquadramento, dia 19. “Não achamos justo esperar mais, até o final do mês. Merecemos uma folha extra para o reajuste, com os retroativos”, afirma. Na próxima segunda-feira (8), está agendada uma reunião dos aposentados com o prefeito, Wanzete Krüger (PP). “Pedimos uma reunião com o prefeito, para ele dizer de que maneira a administração pode ajudar. Queremos ser olhados com respeito e carinho, como seres humanos e trabalhadores, que continuamos sendo úteis ao município”, argumenta Maria Pereira. Da parte dos servidores ativos, o Sindicato dos Servidores Municipais de Domingos Martins (Sindsmudmar) tem ainda uma pauta pendente, que é o pagamento dos retroativos deste ano de 2022, visto que o reajuste foi pago até o momento apenas referente ao mês de maio. O presidente da entidade, Carlos Eduardo Schwambach, explica que como a lei que determinou o reajuste já foi sancionada pelo prefeito, seria necessário pagar os retroativos por meio de abonos. “O do magistério, o prefeito ficou de consultar o Tribunal de Contas para saber como fazer, já que a categoria tem um piso federal. Sobre os servidores administrativos, nem os nossos ofícios foram respondidos”, pontua. Luta da categoria O reajuste dos servidores municipais foi sancionado em maio por Wanzete Krüger, após intensa mobilização da categoria, que incluiu movimento grevista e denúncias de assédio moral contra os trabalhadores mobilizados. Após declarada ilegal pela Justiça, a greve foi suspensa e, em seguida, os pagamentos dos ativos, responsabilidade da prefeitura, foram feitos com referência a maio. Agora faltam os retroativos dos ativos e o início dos pagamentos dos inativos. Justiça determina suspensão da greve dos servidores em Domingos Martins – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/justica/justica-determina-suspensao-da-greve-em-domingos-martins
Cotistas: prazo para envio de documentos para a Ufes termina nesta segunda
Jacyara Paiva, presidente da Comissão de Heteroidentificação, alerta para dificuldades dos estudantes Os estudantes cotitas pretos, pardos e indígenas aprovados por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) para ingressar na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) no próximo semestre, têm até esta segunda-feira (8) para encaminhar a documentação necessária e marcar a data de comparecimento à Comissão de Heteroidentificação, que analisa o fenótipo para saber se a pessoa de fato é alvo da política de cotas. Entretanto, a dificuldade de acesso à informação, faz com que muitos corram o risco de perder a vaga. “A primeira barreira para o cotista é na hora da matrícula”, diz a presidente da Comissão, Jacyara Silva de Paiva. A documentação necessária pode ser conferida pelo site, onde também e possível enviá-la. Depois, é só verificar no e-mail o dia e horário de comparecimento à banca de análise do fenótipo, no caso de pretos e pardos. Indígenas não precisam comparecer, somente enviar a documentação. Jacyara afirma que pretos e pardos não têm muito acesso a informações sobre como funciona a burocracia da universidade. Além disso, normalmente são os mais pobres e os primeiros da família a ingressar na instituição de ensino, não tendo ajuda nesses trâmites. “Nosso esforço é para que possamos garantir de todas as formas o acesso dos candidatos pretos e pardos à universidade, por isso, estamos numa força-tarefa para ajudar esses jovens informando ou até mesmo ajudando a realizar suas matrículas”, destaca. Ela informa que, além da Comissão, o Movimento Negro, cursinhos populares e Centros de Referência da Juventude (CRJs) se empenham em auxiliar os estudantes e a disseminar as informações. “Para além do envio da documentação, é preciso estar atento à data da entrevista, momento em que o candidato precisar comparecer à banca para verificação da autodeclaração. Sem o comparecimento na banca, não é possível fazer matrícula”, explica. A banca foi criada em 2017, para evitar fraudes, e o que Jacyara chama de “falta de letramento racial”, ou seja, pessoas que acham que são negras por terem ascendentes negros. Segundo Jacyara, no Brasil, o preconceito racial se dá pelo fenótipo, e não pelo genótipo. Serviço Envio de documentos para vagas de Pretos, Pardos e Indígenas Sisu 2022/2 Prazo: 8 de agosto Dúvidas: sisu@ufes.br e pelo site
Bolsonaro sanciona piso da Enfermagem, mas veta reajuste pelo INPC
Valeska Fernandes, presidente do Sindienfermeiros-ES, afirma que categoria vai se mobilizar pela derrubada do veto na Câmara Aos 45 minutos do segundo tempo, o presidente Jair Bolsonaro (PL) se pronunciou a respeito do Projeto de Lei (PL) 2564, que cria o piso salarial da Enfermagem, e cujo prazo para sanção termina nesta quinta-feira (4). O PL foi sancionado no final da tarde, porém, com veto em relação ao reajuste anual dos valores pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). A atitude é questionada pela categoria, que agora vai se mobilizar pela derrubada do veto, a ser discutido na Câmara dos Deputados. O restante da matéria vira lei. A presidente do Sindicato dos Enfermeiros do Espírito Santo (Sindienfermeiros), Valeska Fernandes de Souza, afirma que a categoria acreditava que Bolsonaro não iria se posicionar, havendo sanção tácita. “Mas nunca foi fácil para a Enfermagem. Vamos lutar pela derrubada do veto”, garantiu. Ela destaca que o reajuste pelo INPC é direito de todo trabalhador, previsto na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). “É como se estivesse excluindo a Enfermagem de gozar dos direitos de todo e qualquer trabalhador”, critica. A dirigente sindical aponta que nem havia necessidade de inserir esse tipo de reajuste na proposta, mas isso foi feito “para se ter certeza de que vai ser cumprido”. Diz ainda que, na Convenção Coletiva da categoria, o INPC é levado em consideração. “Quando o presidente veta, dá a entender que o empregador não precisa mais pagar o INPC. Inclusive, alguns trabalhadores recebem o piso e têm reajuste pelo INPC. Eles vão deixar de receber?”, questiona. Apesar disso, Vasleska acredita que a sanção, mesmo que parcial, é uma conquista. O senador Fabiano Contarato (PT), autor da proposta, também se pronunciou em suas redes sociais. “A sanção do nosso projeto é a maior e mais justa homenagem que podemos fazer a esses profissionais! É uma dívida do Brasil com esses heróis imprescindíveis na vida da população e na garantia constitucional do direito à saúde”. Contarato trabalhou na articulação política pela aprovação da matéria desde a apresentação do projeto, em maio de 2020, no Senado Federal. Ele também agradeceu o apoio da categoria e dos parlamentares à iniciativa. “São décadas de luta pela dignidade salarial da categoria. Agradeço a mobilização reforçada dos bravos profissionais, das entidades, dos parlamentares e de todo apoio que recebemos da sociedade civil durante essa batalha para a concretização desse tão sonhado piso da enfermagem”, destacou. O PL institui o piso nacional salarial para enfermeiros, técnicos, auxiliares de enfermagem e parteiras. O valor para enfermeiros ficou estabelecido em R$ 4,75 mil e 70% deste total – R$ 3,2 mil – para técnicos de Enfermagem e 50% – R$ 2,7 mil – para auxiliares e parteiras. O projeto foi encaminhado para sanção após a promulgação, em julho, da Proposta de Emenda Constitucional 11/2022, a PEC da Enfermagem, que insere o piso na Constituição para evitar uma eventual suspensão na Justiça. ‘Por que tanta demora?’, questiona Contarato sobre piso da Enfermagem Prazo para o presidente Jair Bolsonaro sancionar o projeto termina nesta quinta-feira https://www.seculodiario.com.br/saude/por-que-tanta-demora-questiona-contarato-sobre-sancao-do-piso-da-enfermagem