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Pré-candidatos ao governo do Estado articulam para definir nomes de vice

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Audifax e Manato negociam em setores ligados ao deputado estadual Erick Musso, que desistiu de disputar o governo Leonardo Sá Os pré-candidatos ao governo do Estado homologados por seus respectivos partidos nesse final de semana, correm para definir composições que resultem em nomes para a chapa de vice-governador. Dos seis concorrentes, Carlos Manato (PL) e Audifax Barcelos (Rede), que pontuam nos levantamentos, estão entre os que têm menos de duas semanas do final do prazo de registro das candidaturas na Justiça Eleitoral, que se esgota no próximo dia 15. Pelo lado de Audifax Barcelos, as articulações passam pelo mesmo caminho percorrido pelo então candidato ao governo Erick Musso (Republicanos), que desistiu da candidatura na semana passada, alinhando-se ao União Brasil, do deputado federal Felipe Rigoni, também desistente de concorrer ao cargo. De cara, o PSC, presidido pelo ex-deputado Reginaldo Almeida, que tenta retornar à Assembleia, é a opção com maior possibilidade. Atuante no campo evangélico, Reginaldo pode indicar o vice, a fim de fortalecer a aliança com esse público, onde Audifax, professante da mesma fé, tem bom trânsito. O candidato da Rede conversa também com os partidos Patriota e União, da mesma forma, ligados a Erick Musso, que, alinhado a Rigoni, começa a formar um novo bloco político, visando eleições futuras. Já Carlos Manato, que indicou buscar o vice na área da segurança pública, permanece focado no Projeto Político Militar (PPM), que, apesar de ter realizado plebiscito para escolha dos candidatos que irá apoiar, não representa, de fato, um cenário do eleitorado das corporações.  Dos nomes apontados como vice pelo mercado, o Tenente Assis (PTB) e o coronel Wagner (Republicanos), pré-candidatos a deputado federal, são cotados. O coronel Wagner não integra, porém, o PPM, e também tem ligações com o ex-candidato Erick Musso. A movimentação do PPM não alcançou um percentual significativo, se comparado com o número de servidores públicos do setor de segurança, mas sinaliza nomes com trânsito em outros setores, com destaque para as igrejas evangélicas, todas alinhadas ao bolsonarismo. O plebiscito escolheu ao todo 10 militares, entre policiais e bombeiros. Desse total, apenas quatro serão apoiados pela categoria, para concorrer às eleições deste ano, nos cargos de deputado federal e estadual. Para estadual foram eleitos coronel PM Weliton, com 199 votos na região sul; soldado PM Olmir Castiglioni, na região norte, que ficou com a vaga por ser o único na região, mas recebendo 232 votos; e cabo PM Jackson Eugênio Silote, com 326 votos, na Grande Vitória. A vaga mais concorrida ficou entre os militares, cabo PM Eugênio e coronel BM Willian, que disputaram voto a voto o posto de pré-candidato a deputado estadual pela região metropolitana. Sem fechar chapa, Guerino repete críticas a Casagrande e discurso bolsonarista – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/politica/sem-fechar-chapa-guerino-repete-criticas-a-casagrande-e-discurso-bolsonarista

01/08/2022 / 1 Comment
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‘Agora na fase de recuperação da Covid, é que mais devemos vacinar toda família’

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Nésio Fernandes também alerta sobre monkeypox: não é doença leve e, como a Covid, pode infectar qualquer pessoa Sesa “Agora que vivemos uma fase de recuperação, é quando mais devemos vacinar toda a nossa família, as crianças já aptas, os adolescentes, adultos, os idosos. Porque se não fizermos neste momento, pode ocorrer uma nova expansão no final do ano, como já ocorreu nos últimos dois da pandemia”. O pedido foi feito pelo secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, durante pronunciamento na tarde desta segunda-feira (1). Durante a fase aguda da quinta onda, foram mobilizados cem leitos de Unidades de Tratamento Intensivo (UTI) e cem de enfermaria exclusivamente para pacientes graves adoecidos pela Covid-19. Foram 74 mil casos em junho e julho. Em relação aos óbitos, “chegamos a ter média móvel de óbitos de sete dias superior a oito óbitos por dia na primeira semana do mês de julho”, número que caiu para 2,71 óbitos/dia na média móvel dos últimos sete dias. Apesar da expectativa de consolidação da fase de recuperação da quinta onda da pandemia durante este mês de agosto, conforme previsto pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) em maio, Nésio Fernandes alertou que “a pandemia continua apresentando circulação de novas variantes, representando um cenário de risco que exige atenção e a mobilização de todos”. A cobertura vacinal insuficiente, ponderou, se deve principalmente pela “falta de uma comunicação clara, uníssona e coordenada no âmbito nacional”. No entanto, “as vacinas são a principal medida de saúde pública de prevenção primária capaz de interromper o comportamento de internações de pacientes graves e óbitos nas proporções que estamos vivendo este ano”, reforçou o gestor. Nesse sentido, é preciso urgentemente atualizar o esquema vacinal da população que mais está evoluindo a óbito neste momento de recuperação da quinta fase. “São pessoas que tomaram sua última dose de vacina no ano passado. Gostaríamos muito que a população capixaba procurasse o serviço de saúde para atualizar seu esquema de vacinação”. Nos meses de maior baixa dos indicadores da pandemia, entre abril e maio, houve redução na procura por vacinas no Estado. “Tivemos em torno de 535 mil doses aplicadas entre abril e maio. E entre junho e julho, mais de 600 mil doses. Isso não é adequado”. A atual “geração tecnológica de vacinas”, assinalou, “é capaz de reduzir o risco de internações e óbitos de forma muito satisfatória e, associada ao tratamento medicamentoso, é possível ter redução ainda maior no número de óbitos”, explicou, referindo-se a dois medicamentos já aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa): o Baricitinib, para uso hospitalar e pré-hospitalar, e o Paxlovid, para uso domiciliar. O primeiro já foi incorporado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) capixaba e está sendo utilizado em todos os hospitais que tratam pacientes com Covid. A indicação é para casos graves, excetuando os que utilizam ventilação mecânica. Em breve, o medicamento será utilizado também nas unidades pré-hospitalares. “Aprovei hoje [segunda,1] pela manhã a portaria que disciplina o protocolo de disponibilização desse medicamento pela rede pré-hospitalar. As UPAs e PAs da Grande Vitória viverão um projeto piloto nas próximas semanas de disponibilidade de Baricitinib para uso antes da internação na unidade hospitalar. Temos expectativa de expandir a metodologia para as demais regiões do Estado”, anunciou. Quanto ao Paxlovid, a Sesa aguarda que o Ministério da Saúde finalize a aquisição, para prover a utilização do mesmo junto à população mais vulnerável, formada principalmente por idosos e pessoas imunocomprometidas, em tratamento domiciliar de casos leves. “Os dois medicamentos mais a vacinação atualizada temos possibilidade muito grande de um segundo semestre de menor repercussão de internações e óbitos”, reforçou. Monkeypox Sobre a monkeypox, a chamada varíola dos macacos, Nésio Fernandes afirmou ocorrer um “silêncio epidemiológico”, com subdiagnóstico em todo o país, explicado por algumas razões: baixa oferta de testagem pelo Ministério da Saúde e por “uma redução da percepção de risco da suspeita clínica e diagnóstica por parte de profissionais de saúde da rede privada e pública”. Persiste entre os profissionais de saúde, alertou, a associação do alto risco da doença apenas ao grupo populacional formado por homens que fazem sexo com homens (HSH). “Não é adequado”, afirmou. “É uma doença associada a um comportamento de risco e a relações sociais que se estabelecem por meio de contato próximo pele a pele, podendo ocorrer infecções em pessoas fora do grupo HSH. A monkeypox, como a Covid-19, não escolhe. Todo aquele que se submeterem a um contato direto com pessoas com lesões podem se infectar, independente de idade e orientação sexual”. Assim, a Sesa prepara uma atualização de normas técnicas e realização de cursos e formações para profissionais das redes privada e pública, “incrementando nossa capacidade de suspeita clínica e buscando viabilizar a realização dos testes em solo capixaba ainda no mês de agosto”. O secretário ressaltou ainda que “não se trata de uma doença leve”, pois “as dores corporais nas lesões são significativas, especialmente nas mucosas”. O risco de uma doença, expôs, não pode ser avaliado somente mediante a sua letalidade, “mas também pelo sofrimento causado e a capacidade de transmissão”. A orientação para toda a população é: “diante das lesões, procure atendimento médico”.

01/08/2022 / 0 Comments
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Mais 56,7 km para proteger o maior maciço de Mata Atlântica de Tabuleiro do País

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Em meio às negociações sobre devolução da concessão pela Eco101, em jogo o fim da “chacina da fauna silvestre” Leonardo Merçon/Últimos Refúgios Um acréscimo de 56,7 km de estrada para pôr fim à “chacina da fauna silvestre”, provocada pela presença de uma rodovia federal dentro do maior maciço de Mata Atlântica de Tabuleiro do País. Em tempos de crise climática e de sobrecarga cada vez mais acentuada dos recursos naturais do planeta, uma pauta dessa magnitude deveria mobilizar forças políticas, sociais e científicas de forma a blindar esse objetivo, em meio às negociações referentes ao anúncio de desistência da concessão, feita pela Eco101, no último dia 15. O assunto, no entanto, ainda é secundário, reduzido ao circuito ambientalista e científico. Os holofotes, por ora, se concentram em cálculos que, a princípio, não consideram a dinâmica ambiental.  Em resposta à decisão da concessionária, o deputado Da Vitória (PP), coordenador da bancada capixaba na Câmara Federal, anunciou intenção de criar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). “Não vamos aceitar que a empresa saia dessa forma, sem cumprir o seu contrato ou devolver o dinheiro para os capixabas”, disse o parlamentar no dia 18, quando já estava dedicado a recolher assinaturas para abertura da investigação.  Já o governador Renato Casagrande (PSB), desde então, se colocou a serviço de encontrar soluções que reduzam o impacto da devolução da concessão, com foco no cronograma das obras, cronicamente atrasado pela concessionária, mesmo em regiões onde não há impasse ambiental.  Ocorre que, pouco mais de dois meses antes de falar em desistir do contrato, a Eco101 havia entregue, também com muito atraso, o estudo pedido seguidas vezes pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) sobre as alternativas locacionais para o trecho de 25 km da estrada que cortam a Reserva Biológica (Rebio) de Sooretama e sua zona de amortecimento.  Trecho que, desde que foi construído ao arrepio da legislação ambiental então vigente, interfere diretamente na integridade do imenso bloco florestal que a Rebio forma com a Reserva Natural da Vale e três pequenas Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs). É o maior fragmento, em todo o Brasil, desse tipo de Mata Atlântica, bioma que é o mais ameaçado do país e resiste em apenas cerca de 17% de sua cobertura original.  O documento está disponível para consulta pública por qualquer cidadão que faça a solicitação ao Ibama, via Lei de Acesso à Informação (LAI), sob o número 12493528. Em suas 129 páginas, incluindo dezenas de mapas anexos, o estudo compara o atual traçado com outras três opções possíveis para o trecho hoje compreendido entre os KM 91 e 161 da BR. Além da proteção das florestas, o estudo locacional visa também atender ao pedido feito pela Prefeitura de Linhares para retirar a estrada de dentro da sua sede.  A Alternativa 1 refere-se ao traçado inicial; a Alternativa 2 propõe um desvio do centro de Linhares a leste; a Alternativa 3 atende ao desvio a oeste das florestas; e a Alternativa 4 mostra outro possível desvio da cidade, mas a oeste, bem próximo do traçado atual. Um quadro comparativo traz a quilometragem a ser percorrida pelos usuários da via em cada uma das situações, bem como os respectivos valores estimados para as obras de duplicação: 1) 70km e R$ 455 milhões; 2) 81,3km e R$ 563,2 milhões; 3) 138km e R$ 2,24 bilhões; e 4) 70,3km e R$ 349,35 milhões. A diferença entre as distâncias a serem percorridas nas alternativas 2 e 3, defendidas, respectivamente, pela empresa e pelos cientistas, é de 56,7 km. Após a exposição de diversas outras variáveis, agrupadas em “especificações técnicas”, “meio físico”, “meio biótico” e “meio socioeconômico”, a Eco101 conclui que a Alternativa 3, o contorno a oeste das florestas, é de impacto “Médio Alto”, enquanto as demais de impacto “Médio Baixo”.  No texto, a concessionária recomenda descartar então a opção 3. “A Alternativa 3, que tem sido objeto de muita discussão, tendo em vista as exigências já explicitadas pelo órgão ambiental, além dos gestores locais das Unidades de Conservação, para total afastamento do complexo de Áreas Protegidas da região mais próxima do litoral, apresentou, não obstante alguns elementos ambientais analisados, a classificação final de impacto Médio Alto, sobretudo pela grande extensão, valor do empreendimento, grande número de desapropriação, alteração na dinâmica dos deslocamentos pendulares e interferências em áreas de cultivo”. As demais alternativas, afirma, “podem causar níveis de impacto semelhante, porém passíveis de mitigação ou compensação, mediante as medidas adequadas de engenharia, e todo o tratamento ambiental e socioeconômico indispensável à abertura e implantação de trechos rodoviários”. Entre elas, “a Alternativa 2 mostrou-se mais viável”, afirma a empresa, ressaltando algumas especificidades sobre as outras duas. A Alternativa 1, alega, encontra, entre outros, o empecilho da não anuência do município para a duplicação dentro do núcleo urbano e da não anuência do ICMBio para duplicação dentro da Rebio Sooretama e sua zona de amortecimento. Já a Alternativa 4, afirma, esbarra no fato de que “não contorna todo o núcleo urbano do município de Linhares em razão das limitações impostas pelo Aeroporto e Lagoa Juparanã”.  A opção pela Alternativa 2, prossegue, reside no fato de “poder contornar a área urbana de Linhares, sem, contudo, se afastar muito dela, a ponto de transformar esse acesso inadequado às finalidades previstas, e também garante a acessibilidade e segurança do tráfego local de forma definitiva e a devida proteção dos ecossistemas próximos”. Respeito ao meio ambiente Integrante do grupo de cientistas e ambientalistas que desde 2014 apresentam dados e argumentos a favor da retirada da estrada de dentro da floresta, o professor doutor da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) Aureo Banhos conclama uma mobilização que retire a invisibilidade que encobre a relevância regional e global da pauta.  “Essa rodovia tem promovido uma chacina, uma alta mortandade de animais naquele trecho. Isso não é uma fatalidade, não é acidente, é uma coisa que acontece diariamente e pode ser evitada e reduzida, se as medidas corretas forem adotadas, medidas que já sugerimos em 2014″, afirmou o cientista a Século Diário

01/08/2022 / 0 Comments
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Política Indigenista prevê zonas de amortecimento no entorno das TIs

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Aprovado por unanimidade na Câmara de Aracruz, PL propõe criação do Sistema de Proteção dos Povos Indígenas Divulgação Aprovado por unanimidade na Câmara de Aracruz, no norte do Estado, em abril, o Projeto de Lei nº 5/2022, que propõe criar a Política de Reconhecimento, Valorização e Prestação de Serviços Públicos Municipais adequados aos Povos e Populações Indígenas, é formado por oito eixos temáticos e prevê criar o Sistema Municipal de Proteção aos Povos Indígenas de Aracruz, além definir, no Plano Diretor Municipal (PDM), zonas de amortecimentos no entorno das Terras Indígenas (TIs). O Sistema poderá ser composto pela Política Municipal, pelo seu Plano de Execução, pelo Plano Diretor Municipal (integrado ao Plano de Gestão Territorial e Ambiental das Terras Indígenas Tupinikim e Guarani), além de peças orçamentárias e de um Fundo Municipal de Apoio aos Povos Indígenas de Aracruz (que poderá ser o meio de aporte específico de recursos federais e estaduais voltados para a Política), bem como pelo Conselho Municipal Indigenista de Aracruz e conselhos afins. Em suas quase 30 páginas, o PL propõe oito eixos de atuação: Educação Escolar Indígena; Saúde; Infraestrutura Comunitária e Saneamento Básico; Meio Ambiente; Etnodesenvolvimento; História, Cultura e Cidadania; Segurança Pública; Lazer e Desporto; cada um deles composto por ações específicas, “a fim de assegurar, apoiar e complementar as políticas federais de atenção aos povos tradicionais”. Um dos maios extensos é o ambiental, fazendo jus à relevância dos povos indígenas – não só de Aracruz mas de todo o Brasil e o mundo – para a conservação da natureza e provisão de recursos ecossistêmicos usufruídos por toda a sociedade. Aliás, esse reconhecimento é um dos tópicos do eixo ambiental.  Outro ponto é o que estabelece a definição, no PDM, de zonas de amortecimentos no entorno das Terras Indígenas (TIs). Nessas zonas, as atividades humanas estarão sujeitas a “normas e restrições específicas, a fim de preservar os direitos das populações indígenas afetadas por projetos, obras e empreendimentos inseridos nos limites daquelas zonas, ou fora delas, quando ocasionam impactos socioambientais sobre as comunidades indígenas”. Complementar a ele, está o que insere o Estudo de Componente Indígena e a “consulta livre, prévia e informada à comunidade indígena”, conforme determina a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), como dois “pressupostos para os licenciamentos municipais de projetos, obras e empreendimentos localizados nas zonas de amortecimento do entorno das Terras Indígenas ou que nelas possam ocasionar impactos socioambientais”. Duas medidas essenciais para garantir a proteção das TIs, já muito impactadas por mais de uma dezena de empreendimentos, ligados principalmente à celulose, petróleo e portos. Recentemente, a gestão do prefeito Dr. Coutinho (Cidadania) encaminhou um PL para altera o PDM, de forma a incluir a “Macrozona de Desenvolvimento Econômica e Socioambiental”, área estratégica do município, instituída pela Lei 4.317/2020, que rodeia o norte e sudoeste das terras indígenas de Aracruz. Ainda na temática ambiental, consta a “conservação e recuperação da agrobiodiversidade e dos recursos naturais essenciais à segurança alimentar e nutricional dos povos indígenas, com vista a valorizar e preservar os grãos e os cultivos tradicionais”, numa clara menção à necessidade de proteger a cultura alimentar tradicional, ameaçada pela invasão de itens exóticos à cultura ancestral e impregnados por agrotóxicos e variedades transgênicas. No eixo Educação, destacam-se ações como “inserção de conteúdo no currículo comum das escolas municipais que reflitam as cosmovisões, histórias, línguas, conhecimentos, valores, culturas, práticas e a forma de vida dos povos e populações indígenas, promovendo o intercâmbio de experiências entre as escolas indígenas e não indígenas” e “criação de cargos específicos de professor indígena na carreira de magistério, valendo-se do notório saber para o atendimento da educação escolar indígena quanto a Língua, a História e Cultura e o Território, dentre outros requisitos para investidura”, no campo da Educação.  Entre as diversas ações ligadas à saúde, estão a criação do “Certificado Hospital Amigo do Índio” e a “implementação de estratégias de acolhimento diferenciado nos estabelecimentos integrantes do Sistema Único de Saúde (SUS), objetivando o recebimento de recursos oriundos do Incentivo para Atenção Especializada aos Povos Indígenas (IAEPI)”.  Nos demais eixos temáticos, incluem-se “estruturação dos Planos de Visitação nas aldeias (Etnodesenvolvimento); “ações que fortaleçam o protagonismo das mulheres indígenas, combatendo a discriminação e a violência, e promovendo seu desenvolvimento econômico e a preservação da sua saúde (História, Cultura e Cidadania, o mais extenso); “integração do Sistema de Segurança Pública ao interior das Terras Indígenas para a prevenção de ilícitos (Segurança Pública); “incentivo à prática de esportes, especialmente dos jogos tradicionais indígenas” (Lazer e Desporto).  Todas as ações previstas para serem implementadas, a curto, médio e longo prazo, por meio do Plano Municipal de Execução da Política Indigenista de Aracruz (PMEPIA), deverão seguir parâmetros ambientais, econômicos, regionais, temáticos, étnico-sócio-culturais a serem estabelecidos por meio de uma comissão formada equitativamente por representantes de órgãos governamentais e dos povos indígenas envolvidos.  Pioneirismo  O PL foi elaborado pela Comissão Especial de Política Municipal Indigenista, presidida pelo ex-cacique e vereador Vilson Jaguareté (PT), e composta pelos vereadores Etienne Coutinho Musso (Cidadania) e Léo Pereira (União).  A previsão é de que seja sancionado na sessão solene no de nove de agosto, quando se comemora o Dia Internacional dos Povos Indígenas, tornando-se então a primeira lei municipal com objetivo de salvaguardar os direitos das comunidades indígenas de forma suplementar às legislações estadual e federal.  A criação de uma lei específica é um marco na história de lutas e resistência dos povos indígenas do Brasil e especialmente das populações Tupinikim e Guarani de Aracruz. Na década de 1960, estas populações tiveram seus territórios ameaçados e reduzidos quando o Governo do Espírito Santo doou terras devolutas para o plantio de eucalipto para a produção de celulose. Grande parte das terras doadas estava situada dentro do território indígena. Foram anos de lutas e demandas judiciais contra a atual Suzano (ex-Aracruz Celulose e ex-Fibria), até que o território indígena fosse oficialmente delimitado, o que ocorreu na primeira década dos anos 2000, por decreto presidencial. Transmissão on line A sessão solene em homenagem ao Dia dos Povos Indígenas poderá ser acompanhada em tempo

01/08/2022 / 0 Comments
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Escritor resgata 30 anos de militância em livro que será lançado nesta sexta

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Wilson Júnior relata, em forma de poesia, sua trajetória de militância, que começou nas Comunidades Eclesiais de Base As últimas três décadas de resistência e mobilizações populares, seja em âmbito estadual, nacional ou mundial, foram relatadas em formas de poesia no livro Moinhos de Vento, do escritor Wilson Júnior. Os relatos são feitos a partir de seu olhar, de sua experiência de militância, que começou há cerca de 30 anos, nas Comunidades Eclesiais de Base (Cebs) de Cariacica, na Grande Vitória. O lançamento será nesta sexta-feira (5), no Centro Sindical dos Bancários, no Forte São João, a partir das 19h. Sérgio Cardoso Moinhos de Vento traz cerca de 70 poemas escritos por Wilson desde o início de sua militância. Uma das tarefas do autor foi selecionar os textos produzidos, pois em três décadas foi escrita muita coisa. O primeiro critério foi escolher aqueles que tratam, de fato, de assuntos relacionados a sua atuação nos movimentos de resistência, excluindo homenagens a pessoas que estão, de certa forma, fora desse contexto, exceto sua companheira e suas avós, a quem atribui sua sensibilidade na escrita. A segunda tarefa foi seguir uma ordem cronológica. Ele escolheu desde as primeiras poesias escritas até as mais recentes. Entre as mais antigas está uma sobre a campanha de demarcação das terras indígenas de Aracruz, no norte do Estado, da qual participou. Em meio às mais recentes, estão críticas ao governo Bolsonaro (PL) e uma homenagem ao ativista Lula Rocha, falecido em fevereiro de 2021. Wilson afirma que, apesar de as poesias falarem da dureza do dia a dia, ele sempre traz a mensagem da luta, da resistência, da união para o enfrentamento. Outra ideia que ele traz é a da semente como “um vir a ser do amanhã”, e em referência à semente crioula, presente no trabalho dos agricultores familiares. “Essa semente plantada guarda a resistência, como a semente crioula, que é passado, pois passou pela seleção natural das melhores sementes; é presente, pois nos alimenta, nos dá soberania alimentar; e é futuro, pois mantém viva uma tradição”, diz. A semente, afirma, também simboliza as pessoas que morreram pelas causas sociais, como a vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco, executada em março de 2018 junto com seu motorista, Anderson Gomes. O nome do livro, Moinhos de Vento, é em alusão a um dos primeiros textos que Wilson escreveu. Nele, o autor conversa com um espantalho, pois, conforme afirma, “ninguém está só, inclusive o espantalho”. Divulgação A poesia também faz uma intertextualidade com o cavaleiro andante Dom Quixote, personagem de Miguel de Cervantes que luta contra pás de moinhos. De acordo com o escritor, no livro as pessoas acham que o personagem lutava contra algo que não existia. Pare Wilson, é assim que o senso comum enxerga os militantes. “Nem Dom Quixote ousou enfrentar sozinho suas loucuras, temos que nos unir na luta”, ressalta. A trajetória de militância de Wilson começou ao unir sua indignação com a expulsão de sua família e tantas outras de uma ocupação no bairro Castelo Branco, em Cariacica, na década de 80, com o contato com lideranças das Cebs, que conheceu quando foi fazer curso de noivos na Igreja Católica. As Cebs, recorda, foram sua porta de entrada para as associações de moradores e para o Partido dos Trabalhadores (PT), no qual não está mais filiado. Ainda nas Cebs, Wilson se dedicou a dar formações com base na leitura popular da bíblia, método propagado pelo Centro de Estudos Bíblicos do Espírito Santo (Cebi/ES), pautado na Teologia da Libertação. O escritor, que havia estudado até a quarta série, teve nessa atividade algo que o impulsionou a fazer supletivo e se formar em Pedagogia anos mais tarde. Ainda hoje, ele atua como educador popular. Com o passar do tempo, Wilson foi para outros espaços. Trabalhou como chefe do Departamento de Apoio às Minorias no governo Vitor Buaiz (PT), o primeiro e único petista à frente da gestão estadual; nos mandatos da ex-deputada estadual Brice Bragatto, que na época era do PT, nos quais cumpria o papel de ser um elo entre os movimentos populares e a Assembleia Legislativa; uma das funções que cumpre hoje no Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários do Espírito Santo (Sindibancários/ES). Moinhos de Vento é o primeiro livro de Wilson. Será lançado pela Editora Maré, tem apoio do (Sindibancários/ES) e da Intersindical – Central da Classe Trabalhadora.  Serviço Lançamento do livro Moinhos de Vento Data: 5/8 Local: Centro Sindical dos Bancários, na rua Ithobal Rodrigues de Campos, 117, Forte São João Horário: 19h Preço: R$ 30,00 Contato: (27) 99976.5869.

01/08/2022 / 2 Comments
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​Com discurso de ‘inovação’, Casagrande é chancelado na disputa à reeleição

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Evento que lotou o Álvares Cabral neste domingo consolidou o nome de Rose de Freitas ao Senado A fala do governador Renato Casagrande durante a coletiva de imprensa realizada na manhã deste domingo (31) antes da convenção do PSB, foi de uma “reeleição com foco na inovação”. O evento, realizado no Álvares Cabral, em Vitória, homologou sua candidatura para pleitear o terceiro mandato à frente do Governo do Estado, tendo como vice o ex-senador Ricardo Ferraço (PSDB), e consolidou o nome na chapa de Rose de Freitas (MDB), que busca a reeleição. Leonardo Sá A convenção lotou a Área Verde do clube, com apoiadores, prefeitos e parlamentares de diferentes partidos e municípios do Estado, além da presença do presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira. Entre os gestores presentes, Arnaldinho Borgo (Podemos), de Vila Velha, e Euclério Sampaio (União), de Cariacica. Também foram homologados os pré-candidatos do PSB à Câmara Federal e Assembleia Legislativa. Leonardo Sá Casagrande afirmou que buscará “inovar, apresentando soluções para as coisas que ainda nos desafiam”. Ele citou a necessidade de transição no Espírito Santo para a energia renovável, incremento de tecnologia na área da segurança pública, “andar de mãos dadas com os municípios na educação”, e incentivo ao empreendedorismo. “Nossa grande marca será melhorar a qualidade de vida dos brasileiros”, exaltou.  Disse ainda que algumas pesquisas apontam vitória no primeiro turno e outras não, mas que “vamos trabalhar com muita humildade para vencermos, seja no primeiro ou no segundo turno”. Leonardo Sá O governador comentou sobre a candidatura avulsa do ex-secretário estadual de Segurança Pública, Coronel Alexandre Ramalho (Podemos) ao Senado, afirmando “é assunto do Podemos”. Na convenção do partido, nessa sexta-feira (29), a definição sobre o destino de Ramalho foi adiada para depois das convenções.  Casagrande também reafirmou que o candidato de seu partido à presidência é Lula (PT), mas que a de Rose de Freitas e Ricardo Ferraço é Simone Tebet (MDB), conforme orientação dos respectivos partidos. Com uma gestão criticada pelos movimentos sociais devido à falta de diálogo com a sociedade civil, o governador tem como vice um representante do ramo empresarial, o que não agrada aos movimentos. Como tentativa de resposta, afirmou “que já faz esse diálogo por meio do fortalecimento dos conselhos estaduais e da presença nos municípios, mas é sempre importante ampliar”. O nome de Ricardo Ferraço foi anunciado como vice após confirmada a coligação do PSB com o PT, fazendo com que a pré-candidatura do senador Fabiano Contarato (PT) à gestão estadual fosse retirada. O mesmo aconteceu com as pré-candidaturas do PT ao Senado, que giravam em torno da professora Célia Tavares e do professor e ex-reitor da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Reinaldo Centoducatte, gerando críticas e insatisfações da militância. As presenças do partido ao evento se restringiram ao ex-prefeito de Vitória João Coser, candidato à Assembleia Legislativa,  à vereadora de Vitória Karla Coser e à presidente estadual do PT, Jackeline Rocha. Leonardo Sá Com as decisões da executiva estadual, pela primeira vez, o PT não terá candidato nas eleições majoritárias do Espírito Santo. Na última quarta-feira (26), Célia tornou pública uma carta na qual se diz triste e considera equivocada a decisão adotada pela executiva do partido, enquanto Reinaldo preferiu se manter em silêncio.

31/07/2022 / 12 Comments
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Sem fechar chapa, Guerino repete críticas a Casagrande e discurso bolsonarista

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Ao lado de lideranças de siglas da base de Casagrande, ex-prefeito explorou frases contra o “comunismo” e exibiu bandeira com o presidente Reprodução A expectativa de conhecer, neste domingo (31), a chapa de Guerino Zanon (PSD) na disputa majoritária deste ano, mais uma vez, não se consolidou. O ex-prefeito de Linhares adiou a apresentação dos nomes que disputarão a vice e o Senado, tornando a convenção do PSD, realizada no Centro de Convenções de Vitória, uma repetição dos discursos já propagados por ele, de críticas ao governador Renato Casagrande (PSB) e tentativa de firmar sua candidatura como representante do presidente Jair Bolsonaro (PL) no Espírito Santo. Ao lado de lideranças de outros partidos da base de Casagrande, como o deputado federal Evair de Melo (PP) e Lelo Coimbra (MDB), Guerino explorou várias frases usadas pelos movimentos bolsonaristas e de direita, como “nossa bandeira nunca foi vermelha”, “governador comunista” e “secretário [Nésio Fernandes, da Saúde] formado em Cuba”. Também disparou na direção do ex-presidente Lula e se colocou como um “conservador nato”, emendando que o “Espírito Santo é conservador e defende a família”. Ao final de sua fala, chegou a estender uma bandeira com sua foto ao lado de Bolsonaro, com os dizeres: “Juntos pelo Brasil e pelo ES”. A estratégia de Guerino invade o campo do ex-deputado federal Carlos Manato e do senador Magno Malta, ambos do PL, que também consolidaram, no mesmo tom, seu palanque nesse sábado (30). Como bandeiras de campanha, Guerino reforçou temas adotados desde o anúncio de sua candidatura, voltado para a geração de empregos e desenvolvimento, citando novamente como exemplo as suas gestões em Linhares. Voltou a apontar a situação da pobreza no Estado como resultado do atual governo e acusou Casagrande de “não gostar de gente” e de “financiar ricos, apadrinhados políticos e banqueiros”, além de usar como referência o ex-governador e aliado, Paulo Hartung (sem partido). A convenção do PSD foi realizada junto com as do PMB e DC, partidos nanicos e únicos aliados de Guerino até agora. Ele espera, porém, avançar em conversas com o Republicanos nos próximos dias. A legenda retirou a candidatura do presidente da Assembleia Legislativa, Erick Musso, agora no páreo ao Senado, sacrificando o ex-prefeito de Colatina Sergio Meneguelli, forçado a descer para o legislativo estadual, situação que gerou protesto dele na convenção da sigla, realizada também neste domingo. Com a homologação das candidaturas e chapas completas de Casagrande e do Capitão Sousa (PSTU), restam, principalmente, as definições de Guerino e do ex-prefeito da Serra, Audifax Barcelos (Rede), na disputa ao governo. Em convenção nesse sábado (30), Audifax também adiou os nomes de vice e Senado, confirmando o apoio apenas do Solidariedade. Como esperado, o Psol, que é federado com a Rede, não compareceu ao evento. Por outro lado, lideranças do Avante e Agir prestigiaram o ex-prefeito. O Avante articula a candidatura do pastor Nelson Junior ao Senado e o Agir do empresário Idalécio Carone, enquanto o Psol lançou Gilbertinho Campos, na contramão dos movimentos de Audifax, para quem já anunciou que também não fará campanha. As demais definições rodeiam os palanques de Manato, que não fechou a vice, mas sairá do PTB; e de Aridelmo Teixeira (Novo), sem candidato ao Senado. A data limite da Justiça Eleitoral é o próximo dia 15 de agosto.

31/07/2022 / 6 Comments
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Respeito à diversidade leva milhares de pessoas às ruas de Vitória

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11° Manifesto LGBTQIA+ saiu da Vila Rubim, em Vitória, rumo ao Sambão do Povo Elaine Dal Gobbo A “defesa da família” é um dos grandes argumentos das pessoas contrárias aos direitos da comunidade LGBTQIA+. Porém, o que se viu na parada que abriu a 11ª edição do Manifesto LGBTQIA+ foi alegria, engajamento, arte, mobilização e, sem sombra de dúvidas, defesa da família! Mas não esse conceito de família alicerçado nas desigualdades e na manutenção das mais diversas opressões, como o machismo, o racismo, e a LGBTfobia, e sim, pautado no amor, na acolhida, no respeito à diversidade. Um dos exemplos disso é o casal Ana Paula de Sousa Littig e Hugo Sérgio Littig, pais de Thomas Moura Littig, um menino trans de 12 anos, que em janeiro começou sua transição social. Cortou o cabelo, passou a usar roupas masculinas e retificou seu nome. Para isso, contou com o apoio da família desde que se aproximou dos pais, aos 11 anos, e disse: “não me sinto confortável como menina”. Elaine Dal Gobbo “Ele conversou com a gente. Fomos buscar ajudar, ler, entender. Precisávamos de um tempo para compreender, esse tempo foi dado, nossa chave virou e estamos aqui o acolhendo”, diz Ana Paula. “Tem que acolher, amar, é meu filho e amo de coração. Em primeiro lugar, tem que estar o amor. Agradecemos a Deus por ele, me sinto muito fez de ser pai dele. Somos uma família feliz, trabalhamos, temos saúde, paz, isso é importante. Devemos amar uns aos outros”, defende Hugo. Participar do Manifesto, acredita Ana, “é muita representatividade para nós, para ele”.  O Manifesto saiu da Vila Rubim, em Vitória, rumo ao Sambão do Povo, atraindo uma multidão ao som do bloco AfroKizomba. A organização do evento foi marcada por polêmicas após a gestão do prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos), por meio do então secretário de Cultura, Luciano Gagno, ter dito que “a comunidade LGBTQIA+ não faz parte da nossa política”, mas como diz Chico Buarque em Apesar de Você, a Associação Grupo Orgulho Liberdade e Dignidade (Gold), organizadora do evento, fez “o jardim florescer qual você não queria”, e levou milhares de pessoas para as ruas na tarde deste domingo (31). Elaine Dal Gobbo Com o título “Close, close, close”, o Manifesto fez menção ao bordão de Cleópatra Santana, mulher trans reverenciada pela comunidade LGBTQIA+ capixaba, falecida em 2020, durante a pandemia da Covid-19. A programação começou em 22 de julho. A partir daí, deu-se início a uma semana de atividades, como mutirão de retificação do registro civil para pessoas trans, passeio turístico, piquenique, exibição de filme, oficinas e, por fim, o tradicional manifesto deste domingo. Elaine Dal Gobbo Danos Morais Após Luciano Gagno afirmar que a comunidade LGBTQIA+ “não faz parte da nossa política” para justificar a não concessão de auxílio da gestão municipal para o evento, a Defensoria Pública do Espírito Santo (DPES) deu entrada em uma Ação Civil Pública (ACP) com pedido de liminar em face da PMV. Trata-se de um pedido de danos morais coletivos a favor da comunidade LGBTQIA+ e de retratação da gestão de Lorenzo Pazolini com esse grupo. Entre os pedidos feitos pela Gold estavam palco, iluminação e banheiro, itens que, conforme recorda a coordenadora de Ações e Projetos da Associação, Deborah Sabará, a prefeitura disponibiliza para vários eventos realizados na cidade. Também foi solicitado recurso financeiro para custear atrações artísticas. A afirmação de Luciano Gagno resultou em sua exoneração e no registro de um Boletim de Ocorrência (BO) de Deborah Sabará contra ele. Defensoria acusa gestão de Pazolini de danos morais à comunidade LGBTQIA+ Pedido de apoio estrutural da Prefeitura ao Manifesto LGBTQIA+, também feito na Ação, foi negado pela Justiça https://www.seculodiario.com.br/justica/acao-pleitea-danos-morais-coletivos-e-retratacao-da-gestao-de-lorenzo-pazolini Denunciado em BO, Luciano Gagno é exonerado da pasta de Cultura em Vitória Ex-secretário foi denunciado pela ativista Deborah Sabará, após dizer que comunidade LGBTQIA+ não faz parte da política da atual gestão https://www.seculodiario.com.br/cultura/denunciado-em-bo-luciano-gagno-e-exonerado-da-pasta-de-cultura-em-vitoria

31/07/2022 / 0 Comments
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‘A política só tem sentido na ótica do bem comum’

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Presbítero Nilton Emmercick e o professor Maurício Abdalla afirmam que eventos da Marcha para Jesus “não vão ao encontro de Cristo” A Marcha para Jesus, no último final de semana, ganhou adesão de pessoas que que faziam apologia ao armamento, além de incluir em sua programação uma motociata de recepção ao presidente Jair Bolsonaro (PL), com a participação de políticos locais, lideranças religiosas e cantores gospel. Se por um lado tem gente que se vestiu de verde e amarelo e foi às ruas de Vitória e Vila Velha participar, por outro, o evento gerou questionamentos por parte de quem não enxerga nele algo que vai ao encontro dos ensinamentos de Jesus. Para o presbítero Nilton Emmerick Oliveira, da Igreja Presbiteriana Unida do Brasil, “a política só tem sentido na ótica do bem comum”. A mesma ideia é defendida pelo membro da Rede Nacional de Assessores do Centro de Fé e Política Dom Helder Câmara, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), e professor do Departamento de Filosofia da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Maurício Abdalla. “A gente não apoia político, partido, mas a opção que Jesus fez pelos pobres”, diz Nilton, que destaca um trecho do Evangelho de Mateus, no qual Jesus é questionado sobre o que deve ser feito para herdar o reino de Deus, dando como resposta atos como dar de comer a quem tem fome e visitar os detentos na prisão. “Essa é a essência do Cristianismo. Ficar fora disso é apostar na destruição da obra da criação de Jesus, que é o ser humano. A Marcha era para Jesus, mas esqueceram de convidá-lo. Primaram pelo desfile com uma arma de todo tamanho, acreditam no armamento, em algo que traz destruição”, diz, referindo-se ao fato de que, durante o evento, havia uma réplica gigante de um revólver. E acrescenta: “isso é olho por olho, dente por dente. É Velho Testamento, e o Velho Testamento deve ser lido na ótica do Novo Testamento, quando Jesus deixa claro que essas leis foram feitas em cima da maldade e da perseguição”. Com base na Doutrina Social da Igreja Católica, Maurício Abdalla acredita que a Marcha para Jesus se tratou da “instrumentalização da fé em função de uma candidatura e de uma agenda armamentista”. “A Igreja defende o estímulo à participação na política, como candidato ou eleitor consciente, mas não abraça uma candidatura. Enxerga a política como expressão máxima da caridade, concretizando os ideais do Cristianismo no mundo, como a justiça, igualdade e bem comum. Dar comida, por exemplo, é um ato de caridade individual, por meio da política, com a criação de políticas públicas, essa ação se amplia, atinge um número muito maior de pessoas”, ressalta Maurício. Ele prossegue apontando que “a política é consequência da fé, e não o contrário”, e defende a formação e conscientização dos cristãos, dando como exemplo de iniciativa desse tipo a Escola de Fé e Política da Arquidiocese de Vitória, da qual é coordenador pedagógico. “A formação crítica tem como consequência a atuação desses cristãos em movimentos sociais, uma atuação mais presente na sociedade, em diversas formas de fazer política, para impedir que aqueles que querem manipulá-la para interesse próprio possam dominar esses espaços”, complementa. Igreja Presbiteriana A Igreja Presbiteriana do Brasil analisa a adoção de uma resolução na qual defende a reeleição de Jair Bolsonaro. O texto diz que a igreja deve apresentar “a contradição entre Marxismo e suas variantes com o Cristianismo Bíblico” e que “essas pastorais orientem os declarados ‘cristãos de esquerda ou progressistas’ de suas inconsistências”. Nilton explica que essa igreja se difere da qual faz parte, a Igreja Presbiteriana Unida do Brasil. O presbítero recorda que esta última surgiu no tempo da ditadura, quando a outra divulgou uma carta apoiando o golpe. “A direção fez a opção por aderir à ditadura. Foram fechados dois seminários, um em Recife e outro em Minas Gerais. Muitos professores foram denunciados e perseguidos, um deles foi o Rubem Alves”, rememora. Nilton afirma que a carta “é como se tivesse sido escrita hoje, de tão atual”. “Hoje se adere ao mesmo perfil, se tem as mesmas atitudes, apoiando esse fascista que está aí”, diz, em alusão ao presidente. Carta dos bispos Os bispos da Regional Leste 3 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que abrange as dioceses do Espírito Santo, divulgaram, no início deste mês, uma carta pastoral na qual pedem “avaliação muito criteriosa” na escolha dos candidatos nas eleições 2022. No documento, eles convidam “católicos e outras pessoas de boa vontade” a encontrar “os melhores caminhos para colaborar na construção de um Brasil justo, fraterno e solidário”. A carta é assinada por Dom Dario Campos e Dom Andherson Franklin Lustoza de Souza, da Arquidiocese de Vitória; Dom Paulo Bosi Dal’Bó, da Diocese de São Mateus; Dom Luiz Fernando Lisboa, da Diocese de Cachoeiro de Itapemirim; e Dom Lauro Sérgio Versiani Barbosa, da Diocese de Colatina. Dom Dario preside a Regional, Dom Paulo é vice-presidente e Dom Luiz, secretário. A necessidade de “avaliação criteriosa”, segundo os bispos, existe pelo fato de que “o voto tem consequências na situação econômica, social, cultural e ambiental de nosso País, nossos estados e municípios”, sendo assim, “necessária uma análise da história e das propostas daqueles que desejam ser nossos e nossas representantes no exercício de mandatos políticos”. Escola de Fé e Política dará início a seu primeiro curso de formação Padre Vitor Noronha ressalta que a proposta é formar pessoas para  https://www.seculodiario.com.br/direitos/escola-de-fe-e-politica-dara-inicio-a-seu-primeiro-curso-de-formacao Bolsonaro faz campanha no Estado com motociata e ‘Marcha para Jesus’ – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/politica/bolsonaro-faz-campanha-no-estadocom-motociata-e-marcha-para-jesus

31/07/2022 / 4 Comments
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Outro megaporto a 50 km do subutilizado Porto do Açú? Para quê?

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Seminário no ES reúne comunidades impactadas por “zonas de sacrifício” portopetroleiras no Brasil, Angola e Argentina Moradores de territórios impactados pelas “zonas de sacrífico” criadas em favor de empreendimentos petroleiros e portuários, além de ativistas socioambientais e membros de entidades em defesa dos direitos humanos e de movimentos sociais, se reúnem para a realização do VII Seminário Nacional da Campanha Nem Um Poço a Mais!, que acontece de quinta a domingo (4 a 7) nos municípios de Piúma e Presidente Kennedy, no sul do Estado.  O evento contará com a presença de comunidades de norte a sul do Espírito Santo, além de outros cinco estados brasileiros (Maranhão, Pernambuco, Sergipe, Bahia e Rio de Janeiro), da Argentina e de Angola. “Gente em luta contra a infraestrutura de portos, plataformas, dutos, terminais de gás e de óleo, termelétricas, refinarias. Gente em resistência contra a superestrutura de petrodependência, greenwashing e carbono neutro. Gente que enfrenta o racismo ambiental e a criminalização. Que denuncia a violência das empresas e do Estado. Gente que exige reparação de direitos humanos e da natureza. Que experimenta caminhos de transição para outros modos de vida”, destaca a divulgação do seminário (veja lista de entidades organizadoras e apoiadoras abaixo).  “Estaremos reunidos para atualizar o diagnóstico da expansão petroleira no Brasil, trocar experiências de lutas comunitárias e estratégias de transição, e para celebrar a resistência ecológica e anticapitalista”, complementa. Professor do Instituto Federal Fluminense (IFF) em Bom Jesus do Itabapoana, no norte do Rio de Janeiro, e vice-coordenador da ONG Reflorestamento e Ecodesenvolvimento do Itabapoana (Redi), Carlos Freitas é dos participantes confirmados. A bacia hidrográfica do Itabapoana, foco do trabalho da entidade, nasce nas montanhas capixabas e mineiras da Serra do Caparaó e desagua na Praia das Neves, em Presidente Kennedy. O curso principal é ainda o marco natural da divisa entre Espírito Santo e Rio de Janeiro.  O desenvolvimento ambiental e social empreendido pela ONG atualmente tem frentes de atuação em agroecologia, reflorestamento e turismo, especialmente na vertente histórica e patrimonial. No lado do Espírito Santo, o trabalho se volta ao patrimônio histórico e natural da Praia das Neves, incluindo a Igreja Nossa Senhora das Neves, com mais de 300 anos de idade (o templo atual foi reconstruído em 1694), além do início de uma interação com os pescadores artesanais do município, que também já marcaram posição de alerta em relação ao empreendimento.  Mais um megaporto? Sobre o Porto Central, projeto com verbas de grupos econômicos brasileiros e holandeses, segundo pesquisa feita pela Campanha Nem Um Poço a Mais, e que será um dos temas focais do VII Seminário, Carlos Freitas afirma que a ONG é contrária.  “A Redi se posiciona contra. Os pescadores do Itabapoana já estão impactados pelas barragens. A partir da Usina de Rosal, em 1999, eles já estão sofrendo. Depois vieram as Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), são três. Os pescadores do Itabapoana estão subsistindo, inclusive os da foz. A piracema foi interrompida. Existe ainda alguma pesca, muito pouca. O Porto Central está previsto para se instalar a apenas uns dois quilômetros da foz! E a uns 200 metros de uma área de restinga e alagados. Então a salinização desses ambientes é um fato, caso ele seja construído. E aí, pronto, ‘pode fechar a tampa do caixão, porque morreu mesmo’, como se diz popularmente” Carlos Freitas lembra ainda o aspecto especulativo e politiqueiro do empreendimento. “Estamos a 50km do Porto Açu [localizado em São João da Barra, estremo norte do Rio de Janeiro, em operação desde 2014] e ele não tem nem um terço de uso, está subutilizado, mas causou muitos impactos na região. Tem muito aporte para receber a mesma coisa que o Porto Central vai receber. Para que um porto tão próximo um ao outro? Não faz sentido”, questiona.  O acadêmico e militante avalia que a proposta do Porto Central chega como uma tentativa de reprise de histórias com desfechos infelizes para as comunidades locais, que se prolongam até hoje. “Parece aquelas coisas políticas, de conseguir verba para uma obra, mais um elefante branco, e com aquelas ilusões para a comunidade, de emprego, progresso. E isso dá voto! Por um ou dois mandatos, como aconteceu no Porto Açu”, relata.  Dá votos, diz, mas também provoca salinização do solo e outros impactos ambientais graves, pouca empregabilidade e nada do desenvolvimento prometido. “Estamos lutando para que esse empreendimento não saia”, reforça. Patrimônio Histórico A Igreja das Neves é outra grande preocupação. O projeto prevê a construção de um canal que pode chegar a 50 metros da Igreja, nos períodos de cheia do rio, alerta. “A restinga realmente protege a igreja. O canal vai passar a 100 metros e é mais alto que ela. Imagina numa ressaca, que no mar é tudo muito imprevisível, imagina esse paredão arrebentar!”. Especificamente sobre o templo centenário, há um esforço concentrado da Diocese de Cachoeiro de Itapemirim para proteger esse patrimônio histórico, que realiza a segunda maior mobilização religiosa do Espírito Santo, atrás apenas das romarias de Nossa Senhora da Penha, em Vila Velha. Advogado membro da Comissão da Diocese que cuida do Patrimônio Histórico da Igreja Nossa Senhora as Neves, José Irineu conta que a Diocese já se reuniu com o empreendimento e com gestores do município e do governo do Estado para tratar do assunto.  “O empreendimento é importante para o desenvolvimento econômico? É. Mas é importante para os pescadores? Não. É sustentável e tem garantia para o patrimônio histórico? Até agora não vimos nenhuma garantia sobre isso, a empresa não apresentou”, afirma.  A Diocese, relata, ainda aguarda o projeto da macrodrenagem que poderia salvaguardar a Igreja das Neves. “São milhares de hectares planos naquela região, tudo alagado. Ainda existe uma área ali que não é da Diocese, que terão que resolver com o Instituto do Patrimônio Histórico e Geográfico [Iphan], que é demarcada com área de pesquisa arqueológica”, descreve. “Até agora também não vi vontade política para garantir a realocação dos pescadores, para resolver a questão estudantil, de segurança, de saúde…” José Irineu faz menção ao Portocel, em Barra do

31/07/2022 / 0 Comments
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