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No mundo da fama

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Vendo minha expressão deslumbrada ele se aproxima, me dá aquele abraço e parte para seus dias de glória Nas minhas muitas andanças mundo afora, tive a sorte de deparar com alguns famosos. Sei, o mundo está cheio deles, afinal são pessoas como nós: vão ao supermercado e caminham no parque, vão à Disney e sobem ao Corcovado. Tomam banho de mar, de piscina e de chuveiro, como qualquer mortal. Mas por algum desvio no alinhamento de um outro tipo de astros, poucos cruzaram meu caminho.  * Lá pelos confins do Rio Grande do Sul, ao fazer o check in no único hotel local, vemos o cartaz de um importante evento – Naquela noite, uma peça de teatro com Rosamaria Murtinho e o esposo Mauro Mendonça. Vamos lá? meu esposo convida, animado. Acabávamos de chegar de uma longa viagem, e meu melhor evento seria banho quente e lençóis macios.  * Não gosto desta artista, eu disse, sem reparar na outra hóspede aguardando a vez de ser atendida. É uma ótima peça, vocês vão gostar, me diz com um sorriso gentil a própria Senhora Murtinho. Fui, um jeito de pedir desculpas, e gostei não só da peça, mas dos artistas. Não havendo muito que fazer em uma cidade pequena, nos encontramos várias vezes, tomamos vinho juntas e naqueles poucos dias, fomos felizes. Teatro pequeno, aplausos para o artista brasileiro que não lota estádios. *  Glória Pires na Confeitaria Colombo, no centro do Rio. Andava distraída entre as mesas, talvez esperando ou procurando alguém. Devia ser habitué, porque ninguém parecia impressionado com sua presença. Eu, no entanto, me encantava – não com a estrela global, mas com a decoração primorosa. Fundada em 1894, a Colombo recebeu figuras ilustres: Chiquinha Gonzaga, Olavo Bilac, Emílio de Meneses, Rui Barbosa, Villa-Lobos, Lima Barreto, José do Patrocínio, Getúlio Vargas, Juscelino Kubitschek, Alberto I da Bélgica e Elizabeth II do Reino Unido . O site U City Guides elegeu a Colombo um dos 10 mais belos cafés do mundo.  * Em Miami tive a sorte de assistir a uma palestra de Laurentino Gomes. Fã de carteirinha, aplaudi de pé, pedi bis e ganhei autógrafo. Em um país de poucos leitores e de teimosa preferência aos importados de má qualidade, um historiador best seller é mais que um fenômeno: é um milagre! Nos festivais de cinema brasileiro em Miami vi alguns famosos, entre eles José Wilker. Vendo minha expressão deslumbrada ele se aproxima, me dá aquele abraço e parte para seus dias de glória. Nenhuma palavra foi desperdiçada. * Ainda no Rio, tirei uma foto com Darcy Ribeiro, imortal da cadeira número 11. Na própria Academia Brasileira de Letras, onde recebi um prêmio em um concurso de livro infantil. Em Miami, foto com Britto, o rei da pop arte. No Carlos Gomes, em Vitória, Fernanda Montenegro e Fernando Torres, ela com o pé engessado. Mesmo assim, ela continuou atuando na turnê programada Brasil afora. Dercy Gonçalves rodeada de sacolas artesanais no aeroporto,. Voos diferentes. Viva o artista brasileiro, de avião, de trem ou de bonde. Como no futebol, poucos ganham muito, enquanto muitos têm que correr atrás do salário no fim do mês. Como nós.

30/07/2022 / 0 Comments
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Militância petista exprime insatisfação por não ter candidato ao Senado

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Militante histórico, o advogado Francisco Celso Calmon diz que “é vergonhoso ver o PT com o pires na mão” Leonardo Sá “Foi a pior construção política da história do PT no Espírito Santo”. A afirmação, de um militante do PT, serve para demonstrar o clima de insatisfação que afeta a base do partido em decorrência da decisão da executiva de suspender toda a negociação em torno de uma candidatura avulsa ao Senado. Essa decisão mantém a legenda no isolamento imposto pela aliança com o PSB. Neste domingo (31), o PSB realiza convenção para homologar a candidatura do governador Renato Casagrande, devendo anunciar apoio à reeleição da senadora Rose de Freitas (MDB). “É triste e vergonhoso assistir um PT de pires na mão, quase a mendigar uma suplência de senador. Um partido sem atitude, curvado, muito cordato, senão subserviente, que perdeu a oportunidade história de ser protagonista da política no Espírito Santo, pelo silêncio obsequioso ante à hierarquia do centralismo sem democracia, virando as costas para a militância”, aponta o advogado Francisco Celso Calmon, militante histórico do partido. Ele destaca: “Meu voto tem digital. A minha história não permite voto de cabresto. Manterei a coerência, votando 13”, fazendo alusão ao voto na legenda e não no candidato, no caso o governador Renato Casagrande. Esse é um posicionamento que cresce na militância do partido depois da retirada da pré-candidatura do senador Fabiano Contarato ao governo do Estado e da ausência de nomes do PT na chapa para o Senado. Célia Tavares e Reinaldo Centoducatte, que disputavam internamente a indicação para concorrer à vaga no Senado, mesmo que de forma avulsa, foram desautorizados. Na última quarta-feira (26), Célia tornou pública uma carta na qual se diz triste e considera equivocada a decisão adotada pela executiva do partido. Reinaldo preferiu se manter em silêncio.  Esse clima de insatisfação é demonstrado nas redes sociais, apesar da cautela com que as mensagens são postadas, a fim de não gerar prejuízos à campanha do ex-presidente Lula, a única chance de retirar Jair Bolsonaro (PL) do poder. Ele lidera a corrida presidencial e pode ganhar ainda no primeiro turno. “O PT no Espírito Santo ser suplente de senadora, ainda mais de uma senadora de antecedentes elitistas e sem qualquer compromisso com a classe trabalhadora?”, questiona um ativista, mantendo anonimato e apontando para o diretório estadual, que “sequer deu satisfação à sua militância, que está insatisfeita e não disposta a apoiar essa aliança”. Analistas ligados ao PT projetam que as “chapas proporcionais podem acabar naufragando com essa construção”, acentuando que, “ao deixar um candidato a governador competitivo por uma candidatura avulsa para o Senado, o partido havia desistido de ser protagonista para desempenhar o papel de coadjuvante secundário”. E complementa: “Agora ainda pior, pois o PT simplesmente não terá nenhum candidato majoritário, uma situação que o partido nunca tinha vivido em sua história em terras capixabas. Ao fazer essa opção, o PT joga lenha na fornalha antipetista no Espírito Santo, com reflexos desastrosos para o partido, especialmente no que diz respeito à disputa pela conquista de novos militantes e pela reconquista de milhares de outros que estão afastados”.

30/07/2022 / 2 Comments
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Convenção do PSTU confirma Capitão Sousa ao governo

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Capitão Sousa protocolou denúncia na Justiça pedindo investigação a uma ameaça de morte nas redes sociais Leonardo Sá Militante das manifestações populares de 2021 e membro do Movimento Policiais Antifascismo, o Capitão Sousa teve sua candidatura ao governo do Estado homologada na tarde deste sábado (30), na convenção do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados (PSTU). Na mesma ocasião,  foi confirmado o nome da jornalista Soraia Chiabai como vice-governadora e do professor e administrador Felipe Skiter para o Senado. Nessa quinta-feira (28), Capitão Sousa protocolou na Justiça Eleitoral uma notícia-crime denunciando a ameaça de morte que circulou nas redes sociais. Ele pede urgente investigação e solicita todas as medidas necessárias para garantir seu direito de disputar as eleições de outubro. A mesma denúncia será encaminhada ao Ministério Público Eleitoral (MPES).  Em nota, o PSTU informou que no último final de semana, o partido foi “surpreendido com a sórdida notícia de que estava hospedado num site de arrecadação coletiva uma campanha de doações denominada ‘Arma para matar o Vinícius Sousa’. Uma clara ameaça ao pré-candidato ao governo do Espírito Santo pelo Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado”. Da mesma forma, o Movimento Policiais Antifascismo divulgou nota em defesa do direito a vida e em repudio à ameaça sofrida pelo Capitão Sousa. “Solidarizamo-nos com o camarada Capitão Vinicius Sousa, que bravamente lança sua candidatura ao Governo do Estado e expõe suas ideias e seus projetos de maneira amistosa e respeitosa. O que esperamos é um debate justo e digno, não ameaças grotescas. Denunciamos, portanto, esse jeito equivocado de fazer política. Denunciamos mais essa afronta violenta, que nesse momento teve como alvo o camarada Capitão Sousa”. O advogado de Sousa, André Moreira, ressalta que o fundamental elemento de Vinicius Sousa ser um policial de esquerda tem incomodado principalmente aqueles que veem nos militares a defesa dos pensamentos da elite e dos atuais detentores do poder. “Vinícius inverte a lógica da expectativa que a elite militar tem da base dos militares. Eles têm um projeto de poder pela direita. Vinicius tem um papel contrário e, por isto, sua candidatura está incomodando”, disse.  Para o capitão Sousa, a “pré-candidatura ao governo é muito importante para marcar posição das lutas de esquerda”. Ele insiste em afirmar que não se trata de um projeto pessoal e diz ser preciso pautar temas esquecidos em todos os níveis da disputa de outubro, “até mesmo as consideradas de esquerda”, a fim de favorecer a classe trabalhadora.  O movimento liderado pelo Capitão Souza trouxe ao Espírito Santo a única mulher negra pré-candidata à Presidência da República, Vera Lúcia Salgado, presidente nacional do partido. Ela participou do lançamento da candidatura dele e de Filipe Skiter, no último mês de maio. O militar acredita que esse movimento, que à primeira vista pode parecer fator de desgaste político, é necessário considerando o ritmo de construção do processo histórico. “O programa que defendemos, se conseguirmos ações da militância, inclusive de outros partidos de esquerda, poderá ser a pauta de manifestações de rua em 2023”, ressalta, destacando as áreas de transporte público, política de emprego, reforma agrária e revogação completa das reformas Trabalhista e Previdenciária. Ele defende a desmilitarização das PMs, a garantia de direitos democráticos e de organização política e sindical dessa categoria, o estabelecimento de condições reais para que as comunidades possam eleger delegados e comandantes das instituições policiais e, assim, exercer o controle sobre a sua atuação. “É preciso que as organizações de esquerda e da classe trabalhadora como um todo reforcem a luta contra o conservadorismo da ultradireita e contra grupos paramilitares fascistóides, bem como contra o atual chefe do Poder Executivo, que incentiva ações violentas e que ensaia já há meses um golpe eleitoral caso não vença as eleições de outubro”.

30/07/2022 / 0 Comments
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No Julho das Pretas, praça é tomada por arte, denúncia e desejo de transformação

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A praça Costa Pereira, no Centro de Vitória, se tornou palco do Ato pela Vida das Mulheres Negras, na manhã deste sábado “Nunca foi fácil para as mulheres negras”, disse a historiadora e integrante do Núcleo Estadual de Mulheres Negras, Renata Beatriz, na saudação à Tereza de Benguela, feita por ela no Ato pela Vida das Mulheres Negras, neste sábado (30), na Praça Costa Pereira, Centro de Vitória. Não foi fácil nem para dar início ao Ato, já programado, amplamente divulgado, mas que encontrou resistência de grupos religiosos que não queriam desligar a caixa de som e o microfone para garantir o direito de livre manifestação. Contudo, as mulheres negras fizeram valer a frase que diz que “a praça é do povo” e ecoaram suas vozes. Leonardo Sá O ato encerra a programação referente ao Dia Internacional da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha, celebrado nessa segunda-feira (25), e que contou com diversas atividades ao longo da semana. Nesta manhã, a praça foi tomada por arte, denúncia e desejo de “transformação verdadeira e profunda neste Estado, neste país”. “Ocupamos a praça com nossa dor, com nossa luta. E nossa luta passa por mobilizar nosso afeto e nossa arte”, diz a coordenadora do Círculo Palmarino e integrante do Núcleo Estadual de Mulheres Negras, Ana Paula Rocha. Em um determinado momento da saudação a Tereza de Benguela, Renata recordou as griôs de Goiabeiras, ao repetir a fala de uma delas, que diz que para “as administrações de Vitória, o mangue sempre foi a parte de trás de Vitória, mas o mangue é nossa frente, nossa vitrine”. Renata prosseguiu dizendo que as mulheres negras “subvertem a ilha de Vitória e tomam de assalto, com nossa presença, nossa voz, a frente dessa cidade para contar tantas histórias dessa ilha, dos quilombos do Sapê do Norte, sobre as negras do sul desse Estado que tem nome de fé, mas nos nega a paz tão pregada pela espiritualidade”, diz. Leonardo Sá A praça também serviu de palco para apresentações artísticas. Na voz de Cíntia Caetano e Let’s, Feijoada Completa, de Chico Buarque, virou Malagueta. Em vez da ordem expressa do compositor à mulher para “botar água no feijão”, a resposta de quem não se submete e diz que “não vou chegar nem perto do fogão”. No lugar da frase do homem que quer curtir a vida com os amigos e manda saltar “cerveja estupidamente gelada prum batalhão”, a pulsão de vida de uma mulher que não abre mão de seus afetos, de suas amizades, e diz “vou tomar cerveja estupidamente gelada com o meu pelotão”. Leonardo Sá O ato também foi momento de divulgação de um manifesto que denuncia o racismo e deixa claro o que as mulheres negras querem para o seu “bem viver”. Conforme consta no manifesto, entre os estados do Sudeste, o Espírito Santo é o de maior expansão populacional. Dos 3,5 milhões de habitantes, 1,78 milhões são mulheres. Em meio aos capixabas, de acordo com o Núcleo, com base nos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a quantidade de pessoas que se declaram negras é de 56,94%, sendo 48,62% pardos e 8,32% pretos. O Núcleo denuncia “a falta de suporte de serviços presenciais, a taxa de desemprego nas alturas, a falta de auxílios socioassistenciais e a fome”, que “são elementos que atingem principalmente as mulheres e, mais ainda, as mulheres negras”. O documento prossegue destacando que “a pandemia tornou muitas cativas de seus lares, da vida doméstica e de seus agressores. O racismo não está só na estrutura do estado. Temos o racismo institucional nas políticas públicas, mais particularmente, na ausência delas para a população negra e em especial, para as mulheres negras”. O Núcleo reivindica trabalho digno e “respeito à nossa humanidade; às práticas religiosas de matriz afro, que contam a história do negro e da negra nesse país”. Também luta para que “todas as mulheres e meninas pretas neurodiversas, com algum tipo de deficiência, tenham acesso digno à escola, à saúde e ao acompanhamento em serviços públicos de modo adequado e orientado”; e pela “construção de uma agenda que combata o feminicídio sem considerar os agressores apenas em sua perspectiva individual, mas sim reconhecendo o machismo como pilar estruturante desta sociedade em que vivemos”. Por meio do documento, as mulheres negras defendem ainda o direito a “territórios quilombolas reconhecidos e titulados, para que nossas companheiras negras possam viver e criar como legítimas cidadãs brasileiras”; e que o município de Vitória, “que criou uma das leis mais antigas de captação de recursos do Brasil: a Lei Rubem Braga, volte a respeitar os trabalhadores da cultura e pare de perseguir as manifestações culturais negras desta cidade”. No que diz respeito a essa reivindicação, a coordenadora estadual do Círculo Palmarino, Ana Paula Rocha, destaca que existe uma “criminalização da cultura preta e periférica”, com atitudes como policiamento da Ronda Ostensiva Municipal (Romu), “com armas de cano longo e abordagem violenta à juventude negra”; a apreensão do som do Bar da Zilda na terça-feira de carnaval; e a multa aplicada ao bloco AfroKizomba em abril de 2022, na descida da Rua Sete, no Centro de Vitória. “O bloco fez todo o trâmite necessário para ir às ruas, mas a prefeitura negou, porém, a gente manteve, pois a rua é do povo”, ressalta. O documento finaliza a parte das reivindicações destacando a necessidade da “presença do estado nas comunidades periféricas, não essa que tem ceifado a vida dos nossos filhos e nossa sanidade mental”; “um país que caiba em nossos sonhos de igualdade, sabedoria e respeito”; “a inclusão dos acervos de metodologia afrocentrada e periférica nas escolas e universidades e uma maior representatividade no corpo docente”; “a ampliação da democracia, ocupar espaços de poder e o fim da violência política de gênero”. Mulheres negras denunciam racismo e fazem reivindicações em manifesto Ao longo desta semana, coletivos realizam diversas atividades em municípios do Espírito Santo https://www.seculodiario.com.br/direitos/mulheres-negras-denunciam-racismo-e-fazem-reivindicacoes-em-manifesto

30/07/2022 / 0 Comments
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Orquestra Sinfônica se apresentará com bandas de congo capixabas

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Na coluna: novos ingressos para Festival MC; festival de inverno no Caparaó; “Quem disse que Feu Rosa não é Vitória?” EVENTOS Sete bandas e um grupo de congo tocam com a Oses Não vai ser a primeira mas sim a maior das apresentações em diálogo entre a música clássica e a música popular capixaba. No dia 18 de agosto, às 20h, a Orquestra Sinfônica do Espírito Santo (Oses) realiza um concerto conjunto com bandas de congo capixabas no Teatro Glória, Centro de Vitória. Se na primeira vez, em 2016 foram quatro bandas participantes, este ano serão sete, uma de cada município: Vitória, Vila Velha, Cariacica, Serra, Fundão, Viana e Aracruz. Além das bandas, também participa o grupo de congo Madalenas do Jucu, formado apenas por mulheres. Os ingressos ainda não estão à venda, mas em breve poderão ser adquiridos na bilheteria do Centro Cultural Sesc Glória por R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada). Mais informações pelo telefone (27) 3232-4750 Governo ES Festival MC abrirá nova leva de ingressos Durante a semana, a busca pela retirada de ingressos para participar do Festival MC bombou nas redes. Não deu pra quem quis. Agora a produção do evento anunciou uma nova chance: na próxima segunda-feira (1), ao meio-dia, abre novo lote com quatro mil entradas para o evento, que terá três dias (19, 20 e 21 de agosto) e atrações musicais como Emicida, Majur, César MC, Budah, Bixarte e outras, além de oficinas, debates e claro, cinema, que deu origem a todo o movimento antes de virar um festival. Os ingressos devem ser retirados pelo site SuperTicket (a dica para quem quer garantir o seu é fazer antecipadamente sua inscrição nesta plataforma). No dia, é necessário levar um quilo de alimentos não perecíveis que serão doados a pessoas em situação de vulnerabilidade. Programação e outras informações no site https://movimentocidade.com/festival . Transformar Vitória em Feu Rosa  No ano passado, o recurso feito por um proponente em um edital de muralismo causou revolta entre grafiteiros capixabas, por criticar a suposta “intenção de transformar o Centro de Vitória em um espaço semelhante ao bairro Feu Rosa, na Serra”, ao qual atribuía o recebimento de uma série de críticas por conta da “poluição visual ali apresentada”. A referência era ao Festival Origraffes, um dos maiores da América Latina, que costuma reunir anualmente mais de 100 artistas do Brasil e outros países. Esse recurso, que apresentava além disso, várias outras questões, acabou sendo rejeitado pela banca de avaliação mas acatado pelo então secretário Luciano Gagno, provocando grande polêmica que o Século Diário e outros meios acompanharam. De volta depois da pandemia, mais uma edição do Origraffes aconteceu em Feu Rosa e deu show. O bairro novamente tornou-se uma galeria a céu aberto com arte de rua. Deve haver quem não goste, é legítimo. Mas quem entende minimamente de arte jamais chamaria tudo aquilo de poluição visual. Enquanto as pinturas eram feitas, uma série de atrações ligadas ao hip hop aconteciam em paralelo. O auge do movimento foi a noite de sábado onde subiram ao palco os rapper MV Bill (foto) e César MC, respectivamente, um dos ícones do gênero musical no Brasil e uma das mais destacadas revelações dos últimos anos no rap.  Prefeitura Municipal da Serra ‘Quem disse que Feu Rosa não é vitória?’ A frase acima foi cantada de improviso por MC Markho, na sua rima final livre, após sagrar-se campeão da Batalha de MCs, que lhe garantiu vaga para a final do Estadual. Na eliminatória, ele já havia “tirado” Pazolini, o prefeito da capital. Logo depois da batalha, a DJ Negana, última atração do festival, abriu seu set com a gravação de trechos da fala da produtora cultural Karlili Trindade, do Grito da Cultura, que questionou na tribuna da Câmara de Vereadores a ação do secretário que mudou o resultado do edital. Em ano eleitoral, foram vários os pré-candidatos que circularam pelo evento, entre eles o governador, Renato Casagrande (PSB), candidato à reeleição. Prefeitura Municipal da Serra Festival cultural no Caparaó  Quase fechando a estação, o II Festival Cultural de Inverno acontece de 7 a 11 de setembro no friozinho de Patrimônio da Penha, em Divino de São Lourenço. Estão abertas até 10 de agosto as inscrições para atividades artísticas, educativas, terapêuticas, turísticas e gastronômicas. O festival, que é colaborativo, também busca patrocinadores. O formulário para interessados em propostas de atividades ou patrocínio podem está disponível online. AUDIOVISUAL Documentário sobre agricultoras capixabas fica até domingo no YouTube  Obra dirigida por Ursula Dart e que relata a história de seis camponesas capixabas que optaram pela agroecologia como forma de vida e de produção, o documentário Ecos da Terra está disponível no YouTube até domingo, dia 31 de julho. Nas telonas, o filme será exibido no próximo sábado às 16h e no domingo às 17h no Cecarti, centro cultural localizado em Baixo Guandu. Filme abordará feminicídios no Espírito Santo O Grupo Mulheres Guerreiras e Andaluz Filmes convidam mulheres para uma gravação no domingo, 31, às 9h, para um filme que terá como tema o fim da violência contra a mulher. O ponto de encontro é a Praça Oito, no Centro de Vitória.  “Vamos juntas gritar chega de violência contra nós. Queremos viver! Conto com a força de todas”, diz o chamado divulgado pelas redes sociais. Um tema mais que necessário de ser abordado no Estado que costuma estar entre os estados líderes nas infelizes estatísticas sobre a questão no país. LITERATURA Livro na estrada  O escritor Henrique Rodrigues lança em breve sua nova obra, O livro na estrada: leitura, leitores e vida literária, publicado pela editora Cousa, com reflexões frutos de suas duas décadas de atuação na área, que incluem 20 livros publicados.  A publicação será lançada no dia 11 de agosto, às 19h, na Casa dos Braga, em Cachoeiro de Itapemirim, e no dia seguinte, às 19h, no Bar do Said, no Centro de Vitória. O livro já está disponível para pré-venda aqui.  Henrique, que já foi finalista do Prêmio Jabuti na categoria crônicas, é colunista do portal Publish News e

30/07/2022 / 0 Comments
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​Ufes mantém punição a professor com deficiência visual

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Douglas Ferrari perdeu prazo de envio de subprojetos de pesquisa por não conseguir ler editais na internet Adufes O professor do Centro de Educação da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Douglas Ferrari, teve seu recurso indeferido pelo Comitê Geral de Iniciação Científica da Ufes. O docente tentou reverter uma punição que sofreu por não ter enviado, dentro das datas previstas, a avaliação de subprojeto de Iniciação Científica. Embora o professor, que tem deficiência visual, argumentasse que o não envio foi provocado pela falta de acessibilidade, o Comitê indeferiu o recurso por 8 votos a 1. O professor relata que, devido à dificuldade de enxergar, já que tem somente 30% da visão do olho esquerdo e 5% do direito, cadastrou seu e-mail errado na plataforma de submissão do subprojeto. Por causa disso, não recebeu um e-mail comunicando sobre as datas para envio de avaliação de subprojeto de Iniciação Científica. O cronograma consta nos editais, mas sua deficiência faz com que tenha dificuldade para lê-los. Assim, acabou perdendo o prazo para envio, não podendo concorrer no edital deste semestre nem do semestre que vem, o que fará seus orientandos perderem as bolsas do projeto já em andamento. “Fui punido por um problema da Ufes, e não meu. O problema é a falta de acessibilidade. Se fosse porque eu esqueci, porque meu computador quebrou, mas não foi isso”, denuncia, destacando que algumas das iniciativas que poderiam ser feitas para inclusão das pessoas com deficiência visual é fazer editais ampliados, com bom espaçamento entre linhas. Para as pessoas com deficiência auditiva, ele sugere editais em libras. Douglas afirma que nem ao menos sabe se pode tentar recorrer mais uma vez, pois devido à falta de acessibilidade, não consegue ler o regimento. Agora, ele tentará dar prosseguimento às pesquisas, que são sobre história da educação especial e impactos da Covid-19 na educação especial, com bolsistas voluntários. “Não é a primeira vez que sou violentado pela falta de acessibilidade nos processos de iniciação científica. Em 2020 pedi ajuda para avaliar os vídeos da Jornada de Iniciação Científica, e fui informado de que poderiam me substituir ou que não precisava avaliar porque tinha um segundo avaliador”, recorda. Douglas tem uma trajetória de 24 anos dentro da Ufes, mas acredita que terá que diminuir frentes de trabalho “se não houver uma revolução na universidade”. O docente lida com a exclusão dentro da instituição de ensino desde 1998, quando ingressou como estudante na graduação de História. Ele também cursou especialização, mestrado e doutorado na Ufes, sendo aprovado no concurso para docente em 2017. Essa revolução, afirma, não pode ser feita somente pelas pessoas com deficiência (PCDs). “É preciso que toda a comunidade universitária se mobilize em prol de uma cultura inclusiva, é preciso cobrar, pedir, propor”, diz, destacando que o Coletivo Mães Eficientes Somos Nós, composto por familiares de pessoas com deficiência que lutam pela sua inclusão, é o único grupo que luta pela acessibilidade, não somente dentro, mas também fora da Ufes. A punição sofrida por ele fez com que publicasse um desabafo nas redes sociais, onde disse estar “cansado de não ter condições de trabalho na Ufes, destacando a falta de acessibilidade. Essa situação me traz complicações de ordem física e psicológica. Estou jogando a toalha”. Ele relata que, além da deficiência visual, convive com problemas cardíacos, como arritimia, e, inclusive, usa marcapasso. A falta de acessibilidade, informa, tem causado estresse, o que motivou seu cardiologista a aconselhá-lo a não pegar cargos em comissão. “Quanto mais frentes de trabalho, maior o impacto por causa da falta de acessibilidade”, diz.Douglas explica que tem acesso, por exemplo, ao portal dos professores, onde, entre as atividades a serem executadas, está o registro das notas dos alunos. Entretanto, não consegue utilizar direito. “As plataformas não são acessíveis às pessoas com deficiência”, diz, destacando que isso acontece em vários outros portais, como os de protocolo e o site oficial da Ufes, onde só consegue ter acesso aos destaques. Ele também não consegue ler as resoluções para progressão, tem dificuldade para envio online da documentação e não consegue acompanhar os processos. Entretanto, denuncia, isso não é exclusividade da Ufes. “O mundo acadêmico e científico não foi feito para pessoas com deficiência”, afirma, dando como exemplo a dificuldade de leitura dos editais do Fundo de Amparo à Pesquisa do Espírito Santo (Fapes) e no preenchimento do currículo na Plataforma Lattes. Douglas recorda que a Ufes tem um Núcleo de Acessibilidade, o qual comandou de 2017 a 2020. Por meio do trabalho desse Núcleo foi criado, por exemplo, um Plano de Acessibilidade, mas pouca coisa foi colocada em prática, como a calçada acessível e cursos de formação para os docentes. O professor destaca que é preciso efetivar muitas ações, como a resolução que cria núcleos regionais nos outros campi, além de criação de uma secretaria na Reitoria. “Falta força política, força econômica, a verba é pouca. Faltam recursos humanos e físicos. As universidades onde a acessibilidade é forte é onde o Núcleo virou secretaria.”, ressalta, dando como exemplo a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). “Se me perguntarem se as coisas melhoraram na Ufes, com certeza melhoraram, mas não no tempo e na acessibilidade que a gente precisa. O passivo histórico da universidade é tão grande, que precisa de uma ação papa léguas para colocar no padrão de algumas universidades, como a UFRN”, diz. Ele cita outras instituições de ensino que acredita estarem mais avançadas na questão da acessibilidade, como Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e a Universidade Federal do Paraná (UFPR). “São as mil maravilhas? Não são, mas tem coisas interessantes que a Ufes não chegou lá”, afirma. Douglas sente a falta de acessibilidade desde que ingressou na Ufes como estudante de História. Ele recorda que, na graduação, relatou para uma professora sua dificuldade de ler os textos e foi surpreendido com a seguinte pergunta: “o que você está fazendo aqui?”. “Nunca deixei de ler os textos, mas quando pedi compreensão, não obtive em nenhum momento”, lamenta.

29/07/2022 / 1 Comment
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Vereador denuncia uso particular de maquinário público em Domingos Martins

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Irregularidade ocorre com autorização do prefeito, Wanzete Kruger, e é ‘prática comum e corriqueira’ Divulgação O vereador Edson Luiz Paganini (Patri), em Domingos Martins, denuncia o prefeito, Wanzete Kruger (PP), de autorizar o uso de maquinário público em propriedades particulares na zona rural do município. A denúncia foi protocolada na Delegacia de Polícia, no Tribunal de Contas do Estado (TCE-ES) e no Ministério Público Estadual (MPES), tanto na promotoria municipal quanto na Procuradoria, em Vitória.  “Essa é uma prática comum e corriqueira dentro da gestão do atual Prefeito, que usa de recursos públicos para favorecer seus apadrinhados políticos, causando diversos prejuízos ao erário público, infringindo princípios constitucionais como da legalidade, impessoalidade e moralidade, além de flagrante crime de improbidade administrativa (…) por violação aos princípios da legalidade, impessoalidade e moralidade administrativa e, causando com uso, prejuízo ao erário”, afirma o vereador no documento. Divulgação A denúncia cita também o crime de peculato como outra caracterização possível para os atos e nomeia, além do prefeito, o secretário municipal de Interior e Transporte, Ézio Fischer, e o Gerente Distrital, José Gilberto Krohling, como responsáveis pela autorização indevida de uso das máquinas da Prefeitura.  As fotos anexadas à denúncia, explica, foram fornecidas por moradores da região onde um desses serviços irregularidades foi realizado em meados de julho, durante um dia e meio de trabalho das máquinas e de dois servidores municipais, em propriedade de Gerson Schwambach. Divulgação O documento destaca que, “para atender demandas particulares de proprietários rurais em suas propriedades existe o Programa do Pronaf desenvolvido pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Rural”.  Outras denúncias  Em sua quarta gestão à frente do Município, Wanzete Krueger estaria “mais relaxado” agora para praticar tais improbidades, avalia o parlamentar, que tem denunciado formalmente algumas dessas ações nos últimos 45 dias.  “Registrei nesses mesmos órgãos outras duas denúncias”, afirma, citando um “calçamento com planilha cheia” no interior do município, em que a empresa contratada trabalha com maquinário e insumos fornecidos pelo poder público; e o uso impróprio de carro da Prefeitura pelo secretário de Desenvolvimento Rural, Rogério Manzoli. “Em doze meses o gasto dele com combustível foi de quase 44 mil. Ele mora em Aracê, a 70km da sede, e vai com o carro da prefeitura, inclusive todos os dias traz a filha dele, que é advogada, para trabalhar na cidade”.

29/07/2022 / 0 Comments
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Conservadores formalizam apoio a Manato e a militares bolsonaristas

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Escolha de Manato se deu por meio de plebiscito, que apontou também candidatos ao Senado, Câmara e Assembleia Agência Câmara O Movimento Conservador do Espírito Santo, alinhado ao presidente Jair Bolsonaro (PL), formalizará o apoio ao pré-candidato ao governo Carlos Manato (PL), na noite desta sexta-feira (29), em evento do Projeto Político Militar (PPM), formado por entidades da área de segurança pública. A escolha foi feita por meio de um plebiscito, no mês de março, para a escolha de nomes para concorrer às eleições de outubro.  O evento será realizado no Caxias Esporte Clube, no bairro Itararé, em Vitória. Ancorado em temas com a mesma linha adotada pelo bolsonarismo, focado em valores da família, política e segurança, relacionados às pautas das corporações militares, os militares apoiam, além de Manato, o ex-senador Magno Malta, coordenador do PL no Espírito Santo, para concorrer ao Senado.  Na chapa para deputado federal apontaram o Tenente Assis (PTB), Coronel Welinton (região Sul), Soldado Olmir Castiglioni (região Norte) e Cabo Eugênio (região metropolitana) e Da Vitória (PP), que tentará a reeleição, depois de ter o nome preterido para o Senado, na chapa do governador Renato Casagrande, que optou pela reeleição da senadora Rose de Freitas (MDB).  O projeto reúne a Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiro Militar do Estado do Espírito Santo (ACSPMBM-ES), Associação dos Militares da Reserva, Reformados, da Ativa da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros Militar e Pensionistas de Militares (Aspomires), Associação dos Subtenentes Sargentos da Polícia Militar e Bombeiro Militar (ASSES) e Associação dos Bombeiros Militares do Espírito Santo (ABMES). Apesar se formado por entidades da área de segurança, o PPM não é unanimidade entre os militares. Com alcance nacional e representação em vários estados brasileiros, o Movimento Policiais Antifascismo atua em sentido oposto à linha bolsonarista, defendendo uma nova política de segurança pública. Debatem sobre ações, drogas, política e conjuntura atual e consideram o policial como um trabalhador, com direitos e deveres como qualquer cidadão.  O apoio dessas entidades encontra campo favorável junto a igrejas evangélicas, que seguem o presidente da República e participaram da Marcha para Jesus, evento de campanha política antecipada, burlando a Justiça Eleitoral, realizado no último dia 23, com a participação dos pré-candidatos do PPM e de Jair Bolsonaro.  Nas redes sociais e na mídia independente, em nível nacional, o desfile e a concentração na Praça do Papa foram amplamente abordados por ter apresentado um carro alegórico com a escultura gigante de um revólver e, também, o discurso do presidente, fora do contexto religioso e relacionado exclusivamente à política eleitoral.  O ex-senador Magno Malta, um dos astros do show gospel, passa a disputar com o deputado Erick Musso (Republicanos) o voto de igrejas evangélicas, depois que retirou sua candidatura ao governo e agora tenta se eleger ao Senado, apoiado pelo deputado federal Felipe Rigoni (União). Evangélico, Musso é ligado à poderosa Convenção das Assembleias de Deus no Espírito Santo e Outras (Cadeeso).

29/07/2022 / 1 Comment
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​Pró Matre proíbe atuação de doulas dentro da maternidade

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Proibição iniciou com a nova gestão, sob alegação de evitar aglomeração, mas Associação de Doulas contesta Sesa O Hospital Materno Infantil da Serra e a Pró Matre, em Vitória, eram as únicas maternidades públicas que aceitavam a atuação de doulas. Entretanto, esta semana essas profissionais passaram a ser impedidas de acompanhar as gestantes na maternidade da Capital. A justificativa dada pela nova gestão é de que é preciso evitar aglomeração por causa da pandemia da Covid-19, argumento que é questionado pela Associação de Doulas do Espírito Santo (Adoules). A presidente da Adoules, Aline de Almeida e Silva, relata que a proibição foi depois da mudança na gestão, mas não “de um dia para o outro”. Durante o processo de transição, o trabalho voluntário feito por doulas na maternidade já havia sido impedido. A proibição total veio depois. “O trabalho da doula não causa aglomeração. É uma doula para o plantão inteiro. A gente atende uma única gestante. Todos os hospitais particulares permitem a atuação das doulas e nenhum deles reportou aumento de casos de Covid-19 por causa disso. Não existe justificativa que corrobore com a decisão”, diz Aline. A Adoules encaminhou um ofício para a Pró Matre destacando que em Vitória existe uma lei municipal que garante a atuação das doulas nas maternidades. A Associação não descarta a possibilidade de realizar uma manifestação e vai estudar as medidas judiciais cabíveis nessa situação.Além de Vitória, na Região Metropolitana, a lei que garante a presença de doulas durante o parto já existe nos municípios de Guarapari, Cariacica, Serra e Vila Velha, porém, colocá-la em prática é um desafio.  A Adoules, diante dessa situação, tem entrado com ações judiciais. Há cerca de um mês, relata a assessora jurídica da entidade, Stella Mergár, no Hospital Materno Infantil Francisco de Assis (Hifa), em Guarapari, uma doula foi impedida de acompanhar a gestante, tendo seu acesso à sala de parto possibilitado somente depois que a parturiente ameaçou entrar na Justiça. Diante do histórico de impedimento da atuação de doulas no Hifa, a Adoules já havia anteriormente judicializado a questão. “Acredito que já tinham conhecimento da ação, pois permitiram a entrada da doulas após ela ameaçar entrar na Justiça”, diz Stella. A advogada relata que, em Vitória, a Adoules já enviou notificação para o Hospital Universitário Cassiano Antônio de Moraes (Hucam), pois lá as doulas também estão sendo impedidas de acompanhar as gestantes. A resposta dada à notificação é de que eles estão organizando a estrutura do espaço para que seja possível o acompanhamento das profissionais. “Em Vitória, a lei é de 2015, eles estão organizando há sete anos?”, questiona. Um dos argumentos que as maternidades usam para impedir o acompanhamento das doulas, de acordo com Aline, é de que não se pode pagar por serviços dentro do Sistema Único de Saúde (SUS). Entretanto, destaca a presidente da Associação, o trabalho da doula não é um serviço oferecido dentro do SUS, não podendo ser equiparado aos de médico e enfermeiro, por exemplo. Para Aline, um dos aspectos que dificulta o trabalho das doulas é o lugar de poder que o profissional da medicina ocupa, conseguindo impedir, assim, não somente a entrada dessas profissionais, mas também de acompanhantes. “O médico diz ‘a doula não vai entrar’. Aí você está ali, em trabalho de parto, com dores, com medo de morrer, com medo de o bebê morrer, você acata”, diz Aline. Ela acrescenta o fato de que doulas e acompanhantes também são possíveis testemunhas de casos de violência obstétrica, fazendo com que para muitos médicos suas presenças não sejam bem vindas. Outra motivação é “o incômodo com um novo paradigma”, que é o da conscientização e encorajamento das mulheres ao parto normal. “Estava muito confortável a cesariana agendada, tudo certo. Com a atuação das doulas mais mulheres optam pelo parto normal”, diz. Aline aponta que nas leis de Vila Velha e Serra existem brechas das quais há médicos que se utilizam. Em ambas diz que se não houver espaço, a permanência das doulas no local pode ser impedida por esses profissionais. 

29/07/2022 / 0 Comments
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Das 37 unidades prisionais capixabas, apenas sete não têm superlotação

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Sete unidades prisionais têm, no mínimo, o dobro do número de detentos se comparado à capacidade de vagas O Espírito Santo conta com 37 unidades prisionais, mas apenas sete não têm não superlotação, aponta o documento Estatísticas do Sistema Prisional – Dados Consolidados, elaborado pelo Governo do Estado do Espírito Santo e pelo Conselho Penitenciário do Estado do Espírito Santo (Copen-ES). Ao todo, são 22,9 mil detentos em todo o Estado, sendo 15,2 mil na Grande Vitória e 7,6 mil no interior. A maioria, 21,8 mil, são do sexo masculino. Cerca de mil são mulheres. O excedente na Grande Vitória corresponde a 171,04%. No interior, a 155, 58%. Ao todo, são 10,1 mil detentos em regime fechado; 5 mil no semiaberto; 7,6 mil no provisório, ou seja, aguardando julgamento; e 55 com medida de segurança. A articuladora da Frente pelo Desencarceramento do Espírito Santo (Desencarcera/ES), Eliana Valadares, aponta que está sendo construída uma nova unidade prisional, a Penitenciária Estadual de Vila Velha 6 (PEVV 6). “Construir presídio não resolve o problema da superlotação. Terá mais de mil vagas, mas pode ter certeza que irão entrar umas três mil pessoas”, diz. Eliana destaca que no judiciário “não há expectativa de abrir para o desencarceramento”. Ela aponta alternativas para acabar com a superlotação, entre elas, revisão de processos vencidos no caso de pessoas que, embora já tenham cumprido pena, continuam presas; e prisões alternativas, como a domiciliar.  Na região metropolitana, as unidades prisionais sem superlotação são a Penitenciária de Segurança Média 2 (PSME 2), com 296 vagas, sendo 239 ocupadas; Penitenciária de Segurança Máxima 2 (PSMA 2), que tem 336 vagas, mas 160 ocupantes; Penitenciária Semiaberta de Cariacica (PSC), com capacidade para 429 apenados e 384 cumprindo pena; e o Centro Prisional Feminino de Cariacica (CPFCOL), com estrutura para 366 presidiários, havendo somente 282. No interior, as unidades prisionais sem superlotação são a Penitenciária Regional de São Mateus Feminina (PRSM), com 74 vagas e 70 detentos; Centro de Detenção Provisório de Colatina (CDPCOL), que conta com 534 vagas, sendo 515 delas ocupadas; e Centro Prisional Feminino de Cachoeiro de Itapemirim, que das 184 vagas, 176 estão preenchidas. Sete unidades prisionais têm, no mínimo, o dobro do número de detentos se comparado à capacidade de vagas. Na Grande Vitória são o Instituto de Ressocialização Social (IRS), Penitenciária Estadual de Vila Velha 5 (PEVV 5), Centro de Triagem de Viana (CTV), Penitenciária de Segurança Máxima 1 (PSMA 1) e Penitenciária Semiaberta de Vila Velha (PSVV). No interior, as unidades prisionais que se encaixam nesse quesito são Penitenciária Semiaberta de Colatina (PSMCOL) e Penitenciária Regional de Cachoeiro de Itapemirim (PRCI). Sistema Socioeducativo Em agosto de 2020, foi aprovado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o Habeas Corpus Coletivo 143.988, que determina o fim da superlotação em unidades socioeducativas. Entretanto, conforme consta no Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2022, o número de socioeducandos teve um ligeiro aumento de 510 para 551 de 2020 para 2021 no Espírito Santo. Isso não significa, porém, que o Estado não esteja cumprindo a decisão do STF, pois, segundo dados do Instituto de Atendimento Socioeducativo do Espírito Santo (Iases), não há nenhuma unidade com mais de 100% de lotação. A decisão do STF vale para todo o Brasil e limitou em 100% a lotação das unidades socioeducativas, conforme estabelece o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), superando as expectativas da sociedade civil organizada, que pleiteava 119%.  A maior taxa de lotação no Espírito Santo é na Unidade de Internação Norte (Unis), em Linhares, que tem 90 vagas, todas preenchidas, portanto, com 100% de ocupação. As demais são o Centro Integrado de Atendimento Socioeducativo (14,29%), Centro Socioeducativo de Atendimento ao Adolescente em Conflito com a Lei (78,89%), Metropolitana (83,33%), Casa de Semiliberdade da Serra (68,75%), Casa de Semiliberdade de Vila Velha (65%), Unidade Feminina de Internação (25%), Unidade de Internação Provisória I (83,33%), Unidade de Internação Provisória II (75%), Unidade de Internação Provisória de Cachoeiro (45%), Unidade de Internação Provisória de Linhares (56,67%) e Unidade de Internação de Cachoeiro (88,89%). Mais de 70% das unidades prisionais capixabas estão superlotadas População prisional corresponde a 22,7 mil pessoas, sendo 21,8 mil homens e 981 mulheres https://www.seculodiario.com.br/seguranca/cerca-de-75-das-unidades-prisionais-capixabas-estao-superlotadas Espírito Santo não tem superlotação em unidades socioeducativas Número de socioeducandos aumentou de 2020 para 2021, mas é cumprida decisão do STF que limitou lotação das unidades https://www.seculodiario.com.br/seguranca/espirito-santo-nao-tem-superlotacao-em-unidades-socioeducativas

28/07/2022 / 1 Comment
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