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‘Passados quase sete anos, Fundação Renova está mais lenta que a Justiça’

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Em audiência na Assembleia, pescadores cobraram proibição da pesca em toda a área contaminada, auxílio e indenização Reconhecimento de toda a área contaminada pelo crime da Samarco/Vale-VHP no litoral capixaba; pagamento de auxílio financeiro e indenização a todos os pescadores atingidos; e permissão para que os estados possam emitir os documentos de pescadores artesanais para cadastro na Fundação Renova.  Esses foram três dos principais pontos discutidos por lideranças de pescadores capixabas durante audiência pública realizada nessa quinta-feira (14) na Assembleia Legislativa, pela Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público (Ctasp) da Câmara dos Deputados, a pedido do deputado federal Neucimar Fraga (PP), que atendeu ao pleito das associações de pescadores. Lucas S. Costa/Ales O debate contou com a presença de diversas lideranças da pesca que relataram manobras engendradas pela Fundação Renova desde que foi criada, em 2016, e que têm gerado sofrimento para os pescadores e a sociedade em geral.  “A gente achava que a Justiça, por ser lenta, seria melhor criar a Fundação Renova, para agilizar. Mas passados quase sete anos, a Renova está mais lenta que a Justiça”, criticou Manoel Bueno dos Santos, o Nego da Pesca, Coordenador geral do Movimentos dos Pescadores e Pescadoras (MPP) e presidente da Associação de Pescadores de Jacaraípe e da Federação das Associações de Pescadores Profissionais e Aquicultores do Estado do Espírito Santo (Fapaes). “Não dá nem para acreditar que essa empresa [Renova] vem resistindo esse tempo todo. O nome dela está certo, porque a cada ano, ela renova o crime, porque força o pescador a entrar na água contaminada para tirar seu sustento”, aponta.  A liderança conta que as dificuldades em obter a documentação exigida para o cadastro dos atingidos foram provocadas pela própria Fundação. “A Renova foi em Brasília, na SAP nacional [Secretaria de Aquicultura e Pesca, ligada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa)] pedir para o Ministério proibir os estados [superintendências federais do Mapa nos estados] de mandarem a documentação dos pescadores. Mas a SPA não consegue enviar os documentos e nós ficamos sem auxílio, sem indenização e sem poder trabalhar direito, porque o mar está todo contaminado”, expõe. Ana Salles/Ales A crítica foi ressaltada, na audiência, pelo requerente, Neucimar Fraga. “É uma exigência absurda. A superintendência regional tem fé pública como a SAP. Parece uma ferramenta para dificultar a emissão da declaração. As superintendências estão mais próximas da realidade local. Vamos convocá-los [a Renova] para a reunião da Comissão de Trabalho”, disse. Nego da Pesca explica que a Renova não aceita nem a carteira de pescador profissional (RGP) como comprovante para o cadastro nos programas de auxílio e indenização, tampouco as licenças de embarcação, que são renovadas todos os anos. “Nada disso serve como prova?”, indigna-se.  Camaroeiros  Assim como o coordenador do MPP, todos os pescadores de camarão estão proibidos de pescar na região da Foz do Rio Doce, mas não recebem qualquer compensação financeira. As duas exceções são para os que também residem na região ou os camaroeiros da Praia do Suá, em Vitória, que conseguiram um acordo com a Renova, graças à ação incisiva da Defensoria Pública Estadual (DPES). “A área de camarão está proibida! Meu barco está sendo sucateado em Jacaraípe, não tenho como trabalhar”, roga.  Litoral da Serra Sobre o litoral serrano, Nego da Pesca ressalta ainda a necessidade de inclui-lo por inteiro na área reconhecida como atingida pelo crime. “A Serra está a 30 milhas da Foz do Rio Doce, e durante 80% do ano, recebe a água contaminada que vem de lá, porque as correntes são no sentido sul na maior parte do ano. Mas nem 5% do município foi reconhecido, só Nova Almeida entrou. Agora, Itaúnas, que está a 70 milhas da foz e só recebe as correntes de lá em 20% no ano, foi reconhecida!”, compara.  A inclusão de todo o litoral serrano é reivindicada há muito tempo, relata. “Temos uma petição com 45 páginas que já foi entregue em várias Câmaras Técnicas do CIF [Comitê Interfederativo, criado para fiscalizar e deliberar sobre as ações executadas pela Renova para compensar e reparar os danos do crime], está na mesa do juiz da 12ª Vara, o MPF [Ministério Público Federal] sabe disso também, a Defensoria, o Fundo Brasil de Direitos Humanos…onde você pensar, nós já protocolamos”.  Agora, se por um lado a Fundação não reconhece o território atingido na Serra e dificulta a obtenção dos documentos para cadastro dos pescadores, concede auxílio e indenização para quem não é reconhecido como pescador. “Ela vem dividindo de novo a comunidade, porque pega um sujeito que não é pescador e paga a ele, mas quem pesca de verdade fica sem. Só para gerar discórdia”, denuncia.  Ausência da Renova Peça central do debate, a Fundação Renova não compareceu à audiência pública. “A nossa maior revolta lá foi com essa ausência da Renova. Por isso o deputado vai convocá-la em Brasília”, relata Nego.  Conforme informou a Assembleia, a Renova justificou a ausência por meio de um ofício, alegando que só se manifestaria em juízo sobre o assunto, já que os pedidos de indenizações estão judicializados.  Declarações  Dois servidores do Mapa compareceram de modo virtual ao encontro e apresentaram as informações do ministério. O responsável pela Superintendência Federal de Minas Gerais, Renato Silva, contou que a Renova solicitou ao Mapa declaração de quase 1,5 mil pescadores, que foi feita uma análise técnica e as informações prestadas na última sexta (8).  Segundo o servidor, um dos problemas relacionados à declaração é que a Renova só aceita o documento emitido diretamente pela Secretaria de Aquicultura e Pesca (SAP) do Mapa, recusando quando a validação é feita pelas superintendências federais.  Já Aline Vosgrau, coordenadora do Departamento de Registro, Monitoramento e Fomento de Aquicultura e Pesca, falou que, após a primeira lista com 1,5 mil nomes, a Renova encaminhou mais uma com cerca de 200 nomes e deve enviar ainda uma terceira. O órgão faz a avaliação para confirmar a condição de pescador e devolve para a fundação.  Ela destacou que, dentre os 103 servidores do Mapa, 15 lidam diretamente com

15/07/2022 / 0 Comments
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Ciclistas capixabas se mobilizam em campanha contra o desmatamento

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Bicicletada pela proteção da Amazônia e do manguezal neste domingo segue até o Vale do Mulembá, em Vitória Neste domingo (17), Dia Mundial de Proteção das Florestas, a campanha “Amazônia passa aqui” realiza atividades de conscientização nas sete capitais das regiões Sul e Sudeste do Brasil, incluindo Vitória. Na capital capixaba, ciclistas percorrem o que chamaram de Circuito Manguezal Guananira, partindo da praça do bairro Jabour às 8h, com chegada no Parque Natural Municipal Vale do Mulembá, em Joana Darc. O objetivo é provocar as pessoas sobre a necessidade de ampliar a visão e conexão com a natureza e cultura, além de exigir dos governantes do país políticas públicas urgentes de proteção da Amazônia. “Queremos colocar as pessoas que vivem nos centros urbanos para caminhar e pedalar por essas rotas temáticas criadas especialmente para a campanha e que, assim, compreendam que a influência da floresta não tem fronteiras. Sua importância e serviços ecossistêmicos atingem todos nós e os impactos do desmatamento também reverberam nos lugares geograficamente mais distantes. A proteção da floresta também depende de quem está aqui”, diz a cicloativista Aline Cavalcante, coordenadora geral da campanha. Hudson Lupi, integrante do coletivo Pedalamente e um dos organizadores da iniciativa no Estado, explica que a ação também ajuda o Espírito Santo a lembrar que mais de 90% de seu território, antes ocupado pela Mata Atlântica, foi desmatado, boa parte dele de forma tardia em comparação com outros estados, mas em ritmo muito acelerado, com uma grande destruição em cerca de três décadas quando eram implantados megaprojetos industriais e monocultivos como o de eucalipto. A escolha da rota, como afirma, se deve à tentativa de visibilizar a importância do manguezal, berço de reprodução de muitas espécies, mas ainda alvo de muita poluição, com descarte irregular de resíduos domésticos e industriais, mesmo em áreas protegidas. Vitória tem o maior manguezal urbano do país. Além disso, o circuito passa por bairros populares e quer também contribuir para desestigmatizar essas regiões, que são tratadas constantemente pela mídia como áreas de violência, o que afasta os visitantes destes locais. A atividade terá início com uma breve oficina de preparação sobre como andar de bicicleta em grupo no trânsito e um alongamento coletivo. No trajeto, haverá paradas para mostrar e conversar sobre as questões como lançamento de esgoto, pontos viciados de lixo, mas também para mostrar praças, arte urbana, pontos de convivência e espaços como o galpão das Paneleiras de Goiabeiras. O Parque Mulembá, reinaugurado em 2021 e que marca o ponto final no Circuito Manguezal Guananira, é um exemplo de reflorestamento, já que o local, que anteriormente havia sido destruído e transformado em pasto, hoje exibe um exuberante pedaço de Mata Atlântica. É lá que acontecerá uma roda de conversa final junto a um lanche coletivo e a distribuição de kits com adesivos e remendos para bicicletas. Na ocasião, o grupo também vai coletar assinaturas para o projeto de lei de iniciativa popular Amazônia de Pé e também recolher alimentos não perecíveis para serem doados para aldeia guarani de Piraquê-Açu, em Aracruz, que em troca devem realizar o plantio de mudas nos territórios que estão recuperando. A agenda nacional do movimento para este ano inclui ações relacionadas com o Dia Internacional dos Povos Indígenas (9 de agosto), Dia da Amazônia (5 de setembro, com ações no dia 4, domingo) e Dia Mundial Sem Carro (22 de setembro). No Espírito Santo, os organizadores afirmam que já preparam outras rotas temáticas para ações futuras.

15/07/2022 / 0 Comments
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Número de eleitores cresce 6%, a maioria formada por mulheres

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Dados atualizados do TSE mostram que a maior faixa do eleitorado capixaba tem entre 35 e 44 anos Município com a maior população do Espírito Santo, a Serra continua a ser o maior colégio eleitoral do Estado, com 349,3 mil eleitores. Na Grande Vitória, a Capital tem 264,4 mil; Cariacica, 272,6 mil; Vila Velha, 336 mil; e Viana 51,3 mil. Destes, 53% são do gênero feminino (1,53 milhão) e 47% do masculino (1,38 milhão). Outros 839 eleitores não informaram o gênero. Os números fazem parte do perfil do eleitorado apto a votar no Espírito Santo, divulgado nesta sexta-feira (15) pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que disponibilizou os dados de todo o Brasil. No Estado, 2,9 milhões de eleitores estão aptos a votar nas Eleições 2022, um aumento de 6% em relação às eleições gerais de 2018, quando 2,75 milhões de pessoas estavam aptas a exercer o direito de escolher seus representantes políticos no Espírito Santo. Neste ano, estão em disputa os cargos de presidente da República, governador, senador, e deputados federal e estadual. Pela terceira eleição consecutiva, a Justiça Eleitoral garante que pessoas transgênero, transexuais e travestis tenham o nome social – aquele pelo qual o eleitor prefere ser designado – impresso no título de eleitor e no caderno de votação. Neste ano, 641 eleitores farão uso do nome social no Espírito Santo. A maior faixa de eleitorado capixaba compreende as idades entre 35 e 44 anos, que soma 623,4 mil pessoas e corresponde a 21,34% do total. Os jovens com idades entre 15 anos (desde que completem 16 anos até o 1º turno das eleições) e 17 anos aptos a votarem são em número de 27,7 mil (0,95%) e os idosos com mais de 70 anos, 262,3 mil (8,97%).  A maior parte do eleitorado informou ter o ensino fundamental incompleto, sendo 742,5 mil (25,42%) nesta condição. Em seguida, outros 730 mil (25%) disseram ter o ensino médio completo, e 519 mil (17,77%) possuem o ensino médio incompleto. Apenas 10,24%, ou seja, 299,2 mil, concluíram a graduação superior completa. Analfabetos representam 3,64% do eleitorado (106,4 mil).  Eleitores com deficiência Para as Eleições 2022 no Estado, 24 mil eleitores declararam ter algum tipo de deficiência ou mobilidade reduzida. Esse grupo pode, inclusive, exercer o voto em seções adaptadas pela Justiça Eleitoral para atendimento das necessidades apresentadas. De acordo com o calendário eleitoral , o eleitor nessa situação tem até o dia 18 de agosto para solicitar transferência para uma seção com acesso facilitado. Acesse os dados completos aqui.

15/07/2022 / 0 Comments
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Bolsonaro tem 15 dias para sancionar PL que institui piso salarial da Enfermagem

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Sanção se torna possível com a promulgação da PEC da Enfermagem, efetivada em cerimônia realizada no Congresso Nacional Sessão solene de promulgação. Foto: Paulo Sérgio/Câmara dos Deputados A Proposta de Emenda Constitucional 11/2022, a PEC da Enfermagem, foi promulgada nessa quinta-feira (14) pelas Mesas Diretoras da Câmara dos Deputados e do Senado, passando a ser Emenda Constitucional 124. Agora, o presidente Jair Bolsonaro (PL) tem até 15 dias para sancionar o Projeto de Lei 2564/20, de autoria do senador Fabiano Contarato (PT), que estabelece o piso salarial nacional da categoria. A Emenda Complementar determina que uma lei federal instituirá o piso, que será de R$ 4,7 mil para enfermeiros; R$ 3,2 mil para técnicos de enfermagem; e R$ 2,7 mil para auxiliares e parteiras. Ao inserir na Constituição o piso, a intenção é evitar uma eventual suspensão na Justiça. Contarato comemorou a promulgação em suas redes sociais. “Com a segurança jurídica conferida ao PL da Enfermagem, o caminho para a sanção presidencial está aberto! Enfermeiros, técnicos de enfermagem, auxiliares de enfermagem e parteiras: estamos cada vez mais perto da dignidade salarial!”, exaltou. A presidente do Sindicato dos Enfermeiros do Espírito Santo (Sindienfermeiros), Valeska Fernandes de Souza, acredita que o presidente não se recusará a sancionar o piso, uma vez que é ano eleitoral e não fazê-lo poderia gerar um desgaste. Para ela, a própria aprovação tanto do PL de autoria de Contarato quanto da PEC foi possível devido à mobilização da categoria aliada à proximidade das eleições. “Somos 2,4 milhões em todo o Brasil. É um número expressivo. Desagradar não vai ser legal”, reforça. Durante a solenidade de promulgação, que teve Bolsonaro como um dos participantes, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), afirmou que há lições da pandemia que não podem ser esquecidas. “Transformar esse reconhecimento em medidas concretas de fortalecimento das carreiras da saúde tornou-se assim um dever moral inadiável”, afirmou. Ele destacou que profissionais motivados e qualificados têm melhores condições de atender à demanda da população. Relatora da PEC do piso na Câmara, a deputada Carmen Zanotto (Cidadania-SC) ressaltou que a emenda “é o reconhecimento do Parlamento brasileiro a esse conjunto de homens e mulheres que deram suas vidas para salvar vidas. A enfermagem nunca se negou a ir para a linha de frente”, disse. Ela destacou que o próximo desafio dos parlamentares é garantir os recursos necessários para o piso e para ajudar as entidades filantrópicas. “A nossa tarefa ainda não terminou”, acrescentou. Para o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), a emenda constitucional representa “o esforço incansável do Congresso Nacional em valorizar os profissionais de saúde”. A PEC 11/2022 foi aprovada em segundo turno na sessão desta quarta-feira (13) da Câmara dos Deputados. Foram contrários à matéria somente os deputados do Partido Novo, excluindo, portanto, os parlamentares da bancada capixaba, composta por Helder Salomão (PT); Da Vitória, Evair de Melo, Neucimar Fraga e Norma Ayub, do PP; Soraya Manato (PTB), Paulo Foletto (PSB), Amaro Neto (Republicanos), Felipe Rigoni (União) e Lauriete (PSC). A PEC foi aprovada em primeiro turno nessa terça-feira (12), mas a votação em segundo turno não foi possível nessa mesma sessão, pois foi adiada para quarta. O motivo da suspensão foi uma instabilidade técnica, que impossibilitou a votação de forma remota, já que os deputados podem registrar presença e depois, caso precisem se retirar do Plenário, votar por meio do sistema Infoleg. Durante a orientação de voto dos partidos no segundo turno, dois parlamentares capixabas se pronunciaram. Neucimar Fraga questionou o argumento do Partido Novo contra a PEC. A sigla alega que o piso irá aumentar o desemprego em meio à categoria. “Agora, com um salário melhor, o técnico que tem que trabalhar em dois, três lugares, vai poder ter um emprego melhor. Vai poder abrir mão de uma vaga de trabalho e abrir espaço para quem está desempregado”, disse. Soraya Manato afirmou saber do empenho do profissional da enfermagem, mas afirmou se preocupar “com os hospitais filantrópicos e as Santas Casas”. Recordou que há projetos no Senado e na Câmara dos Deputados para garantir a fonte financiadora do piso e que a Câmara deve se dedicar a isso. PEC da Enfermagem é aprovada em segundo turno na Câmara dos Deputados Proposta que institui o piso nacional da categoria seguirá, agora, para promulgação https://www.seculodiario.com.br/saude/pec-da-enfermagem-e-aprovada-em-segundo-turno-na-camara-dos-deputados

15/07/2022 / 0 Comments
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ES mantém disparidades entre orçamento de isenção fiscal e transferência de renda

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Verba para população em extrema pobreza em 2021, que cresceu, equivale a 22,7% da isenção concedida à Suzano Leonardo Sá O orçamento de 2021 dedicado a políticas de transferência de renda para famílias em condição de extrema pobreza no Espírito Santo equivale a 22,7% da isenção fiscal concedida para a Suzano Papel e Celulose, cuja diretoria anunciou, há um mês, intenção de usar o dinheiro para construção de uma nova fábrica.  Conforme apresentado nessa quinta-feira (14) pelo Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN) – “Evolução da Pobreza no Brasil e no Espírito Santo entre 2012 e 2021” (Nota Técnica nº 68/2022) – o governo do Estado aumentou em oito vezes a verba dedicada à transferência de renda, comparando os números de 2018 e 2021, saltando de R$ 17 para R$ 136,52 milhões. Isso, dentro do orçamento da Secretaria de Estado do Trabalho, Assistência e Desenvolvimento Social (Setades), que foi mais do que duplicado no período, passando de R$ 113 milhões para R$ 248 milhões. O objetivo, ressalta o Instituto Jones na Nota Técnica, foi reduzir os efeitos danosos econômicos e sociais da pandemia de Covid-19 sobre a população, especialmente diante da baixa disponibilidade do governo federal em implementar políticas semelhantes que, naturalmente, são de maior alcance e responsabilidade da União do que dos entes federados. “Diante da crise nacional e da ausência equilibrada do Governo Federal no que concerne à política de proteção social, o governo do Estado assumiu para si e cumpriu com responsabilidades que foram fundamentais para manter os serviços funcionando nos 78  municípios capixabas”, expõe.  A cifra, no entanto, apesar do grande incremento, equivale a menos de um quarto do valor concedido como benefício fiscal para a multinacional papeleira, ex-Aracruz Celulose e ex-Fibria. Os números evidenciam o quanto o Espírito Santo está longe de assumir a relevância de políticas públicas realmente robustas de combate à fome. E como mantém, há mais de meio século, os privilégios de uma elite de empresários que drena recursos crescentes dos cofres públicos, produzindo passivos ambientais e sociais também crescentes. Pior, com resultados socioeconômicos ainda não comprovados, inflando a “caixa-preta” de isenções fiscais capixaba, cuja transparência ainda não tem horizonte de ser aperfeiçoada, pelo menos não pelas mãos do Poder Legislativo.  Aumento da pobreza O estudo mostra que, em 2021, o Espírito Santo alcançou 26,3% de sua população nessa condição, um aumento de 4,6 pontos percentuais em relação à média compreendida entre os anos de 2012 e 2019, o que corresponde a uma estimativa de 757,3 mil pessoas pobres. O percentual é um pouco menor do que a média nacional (29,4%) e maior que a média da região Sudeste (20,6%).  Ainda em 2021, cerca de 274,6 mil (6,7%) estavam em extrema pobreza. A evolução do percentual de pessoas extremamente pobres no Brasil vem aumentando desde 2014, com exceção de 2020, período em que foi pago o Auxílio Emergencial pelo governo federal. No Espírito Santo, no entanto, destaca o Instituto Jones, “a proporção de pessoas em extrema pobreza diminuiu nos anos de 2018 e 2019, mantendo-se virtualmente estável em 2020 e aumentando em 2021”.  No ranking nacional, essa ligeira mudança na curva da extrema pobreza no Estado, em relação ao Brasil, também resultou em avanço. “Enquanto entre 2013 e 2018 o Estado constava sempre como 11º ou 12º com menor parcela de PEP [pessoas extremamente pobres], entre 2019 e 2021, avançou respectivamente para a 9ª e 10ª posição”. Comparando as proporções, o Estado fechou 2021 com 6,7% de pessoas em extrema pobreza, um pouco abaixo da média nacional, de 8,4%. A linha de pobreza adotada no presente estudo é a de US$ 5,50 per capita dia, indicada pelo Banco Mundial como limite abaixo do qual as pessoas não conseguem obter os recursos necessários para sobreviver em países de renda média alta. Por sua vez, a linha de extrema pobreza adotada é a de US$ 1,90 per capita dia, estabelecida pelo Banco Mundial tomando como base os países extremamente pobres. Na conversão dos valores para a moeda brasileira atual, os valores mensais obtidos são R$ 486,70 para a linha de pobreza e R$ 168,13 para extrema pobreza.  Qualidade do emprego formal Dados de outro estudo lançado nessa quinta-feira – pelo Observatório do Desenvolvimento Capixaba (ODC) e a Universidade e o Instituto federais do Espírito Santo (Ufes e Ifes) – contribuem para entender outros aspectos dessa engenharia de orçamentos estaduais. O Índice de Qualidade do Emprego Formal no Espírito Santo (IQEF-ES) evidenciou a depreciação do mercado formal capixaba, sob diversos critérios, entre 2007 e 2020.  Numa escala de zero a um, o IQEF alcançou, na média estadual, a marca de 0,53. “O Índice mostrou que a qualidade do emprego formal no Estado é muito baixa”, resume a economista e professora do Ifes Érika Leal, uma das autoras do artigo. Para calculá-lo, são consideradas três dimensões – Oportunidade, Sofisticação e Economia –, cada uma com três variáveis. As nove variáveis totais consideram, entre outros pontos: o percentual de jovens e mulheres empregados formalmente; a proporção de empregados com escolaridade mínima de ensino médio completo; renda; e estabilidade dos contratos de trabalho.  Érika destaca algumas características do mercado formal de trabalho no Estado, segundo o Índice: os jovens ainda têm pouca oportunidade (são apenas 13,2% dos trabalhadores formais de 2020); as mulheres são minoria entre os empregados formais (44,4%), apesar de serem maioria da população; 80% das vagas no mercado formal de trabalho são para pessoas com no máximo o ensino médio incompleto.  Sobre os impactos mais imediatos da pandemia, a autora ressalta que “as políticas de preservação do emprego, dos governos estadual e federal, foram importantes”. A perda de oito mil empregos formais em 2020, afirma, teria sido maior não fossem essas medidas. “Ao receberem auxilio emergencial, as pessoas aquecem a economia, mantém demanda por bens e serviços e, consequentemente, por empregos”. Já as reduções de taxas e impostos e empréstimos concedidos pelo Estado, complementa, ajudaram as empresas que as receberam a manterem empregos também.  Surpreendeu o fato de que as microrregiões com economias mais dinâmicas foram as mais

15/07/2022 / 0 Comments
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​Cidade Quintal realiza oficina de reciclagem de plástico

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Juliana Lisboa afirma que a ideia é que as pessoas possam reciclar plástico em casa e replicar o que aprenderam na oficina  Sacolas e tampinhas de garrafa pet podem se transformar em novos objetos, evitando o aumento do descarte de plástico no meio ambiente. Mas como aprender a fazer em casa esses utensílios? A oficina “O que fazer com o plástico?” irá responder a essa pergunta. A atividade, que é gratuita, está com inscrições abertas até esta segunda-feira (18), e acontecerá em 19 de agosto, das 16h às 19h, durante o Festival Movimento Cidade (Festival MC), no Centro Cultural Carmélia Maria de Souza, em Vitória. Os interessados podem se inscrever aqui. O público-alvo é de moradores da Grande Vitória a partir de 18 anos. A oficina será realizada na Fantástica Carpintaria, uma ocupação do Laboratório de Reciclagem de Plástico, desenvolvido pelo Cidade Quintal, que coloca em prática projetos de urbanismo participativo voltados para o fortalecimento das comunidades. A Fantástica Carpintaria acontecerá de 17 a 21 de agosto, das 15h às 19h, aberta para visitação para quem quiser conhecer como funciona o laboratório. A designer e integrante do Cidade Quintal, Juliana Lisboa, explica que a oficina terá uma parte de troca de ideias para conhecer o público que a procurou. “Normalmente são pessoas que querem repensar suas relações de consumo”, diz. As pessoas serão incentivadas a trazer o plástico de casa para transformá-lo em outros objetos, aumentando seu tempo de uso. Segundo Juliana, em vez de serem descartadas, sacolas plásticas podem ser utilizadas, por exemplo, em ecobags mais firmes, necessaire, carteiras, colares e brincos. Thais Gobbo A designer destaca que é importante que educadores, pais e mães participem da oficina, pois são pessoas com potencial para replicar em outros espaços o que foi ensinado na atividade.  Foi através do Laboratório de Reciclagem de Plástico que foi construído um banco feito com tampinhas de garrafa pet, instalado no mirante que fica no ponto final da Rota de Turismo de São Benedito, no Território do Bem, criada pelo Ateliê de Ideias. As tampinhas para a produção do banco no mirante, de onde se pode apreciar uma vista da Grande Vitória, foram depositadas em pontos de coleta espalhados pelo bairro. No laboratório, foi feita modelagem e derretimento do plástico, para transformar nas ripas para fazer o banco. A reciclagem do plástico, segundo Juliana, é uma emergência global, que se fortaleceu durante a pandemia da Covid-19, pois intensificou-se o debate sobre necessidade de preservação ambiental para a qualidade de vida da humanidade. Jamile Marriel “O problema do plástico não é da ilha de Vitória, não é de São Benedito, é mundial”, afirma, destacando que o Cidade Quintal está em processo de adesão a novos projetos nos quais a reciclagem de plástico também terá seu lugar. O laboratório conta com equipamentos como forno, para derreter o plástico; objetos de marcenaria; e de ateliê, como pincéis. A própria equipe do Cidade Quintal, formada por profissionais das áreas de design, artes, arquitetura e comunicação, fazem o processo de reciclagem. Para isso, conheceram experiências de outros laboratórios, como os situados em Santa Catarina, no Sul do País, e Pernambuco, no Nordeste. Antes do Laboratório, o Cidade Quintal já tinha realizado experiência de reciclagem, como o Re-Lata, uma ação continuada criada para ressignificar o resíduo sólido gerado em pinturas murais realizadas pela Cidade Quintal. A partir dela o grupo abre diálogo com o público sobre processos de produção circulares e sustentáveis na cidade e possibilita que o mesmo leve para casa uma parte do trabalho de arte-mural realizado. Após cada operação de pintura, 100% das latas utilizadas retornam para serem higienizadas e ilustradas pela equipe da Cidade Quintal. É selada uma parceria com coletivo ou organização vinculada ao território que recebeu a pintura para a destinação das vendas das latas, em apoio a necessidades emergentes. O início da distribuição das latas se dá no dia e horário de um bate-papo sobre sustentabilidade urbana, que também contextualiza o trabalho realizado no território e a destinação das vendas. Na “A Fantástica Carpintaria” haverá uma edição do Re-Lata, no dia 21 de agosto, a partir das 16h. Em seguida, às 17h30, começa a roda de conversa “Reimagear uma cidade sem plástico”, um bate-papo sobre as vivências dos cinco dias de “A Fantástica Carpintaria”. Festival MC O Festival Movimento Cidade (Festival MC) será de 19 a 21 de agosto, no Centro Cultural Carmélia Maria de Souza, em Vitória. O evento contará com mostras de cinema, música, performances, oficinas e bate-papos. A programação, gratuita, será realizada sempre de 13h às 2h. Cidade Quintal cria Laboratório de Reciclagem de Plástico Juliana Lisboa destaca que descarte inapropriado gera problemas para os centros urbanos e oceanos https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/cidade-quintal-cria-laboratorio-de-reciclagem-de-plastico

15/07/2022 / 0 Comments
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Embaraços

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Esforço de aliados em receber o “selo Bolsonaro” e articulações opostas devem manter Hartung longe de palanques nas eleições do Estado Leonardo Sá Um dos principais personagens em defesa da terceira via no País, com incontáveis declarações públicas de “nem Bolsonaro, nem Lula”, muitas críticas à atual gestão federal, e ainda protagonista de sucessivos movimentos para tentar emplacar outros nomes na disputa presidencial, o ex-governador Paulo Hartung (sem partido) deve se manter somente nas articulações de bastidores no pleito no Espírito Santo, como tem feito até agora. Isso porque, seus aliados que estão no páreo ao Palácio Anchieta, que chegaram a debater alianças, porém até agora sem êxito, estão bem longe dessas narrativas. São três principais: o ex-prefeito de Linhares Guerino Zanon (PSD), o presidente da Assembleia Legislativa, Erick Musso (Republicanos), e o ex-prefeito da Serra Audifax Barcelos (Rede). Os primeiros passaram a adotar como estratégia exatamente o oposto: vender para o eleitorado o título de “bolsonarista desde criancinha”, com direito à declaração de votos, uso das cores verde e amarelo, e fortes investidas na área evangélica e conservadora. Já Audifax faz discurso em cima do muro, “nem direita, nem esquerda”, repete o “nem Lula, nem Bolsonaro”, e diz que não vai entrar nesse assunto, porém, na prática, também se mostra mais alinhado ao mesmo grupo. Sem falar em outro obstáculo: formou, após decisão das nacionais, federação com o Psol, que não se mistura com Hartung, e vice-versa. Interessado, sem dúvida, em derrotar seu adversário, Renato Casagrande (PSB), o cenário traz embaraços para Hartung. Caso queira, mais adiante, encarar os holofotes e palanques, pecará, no mínimo, pela incoerência. Quero só ver… Só vai na boaAs participações de Hartung em pleitos, sem ser nas internas, são sempre uma incógnita. O ex-governador fica distante de candidaturas derrotadas, para não respingarem na imagem que gosta de propagar, de “político dos sonhos” e que nunca perdeu sequer uma eleição. Mas, na última (2018), vale lembrar, ele correu de um novo embate com Casagrande. Jogadas à la PHEste ano, em suas articulações por cima, pela imprensa nacional, PH foi cotado a todos os cargos da majoritária e, por meses, incensado. Também se filiaria ao PSD. Acabou sem candidatura e sem partido. Nos bastidores, entretanto, ninguém tem dúvida das intensas movimentações e estratégicas do ex-governador. DisparoPor falar em Audifax, ele também resolveu gravar vídeo sobre a prisão do ex-secretário de Estado da Fazendo Rogélio Pegoretti, assim como fizeram Carlos Manato (PL) e Aridelmo Teixeira (Novo). O tom foi no sentido de tentar responsabilizar Casagrande, a quem cabe escolher a equipe de governo. Cola? RecuoO tempo passou e foi, de fato, o remédio para o ex-prefeito de Colatina Sergio Meneguelli (Republicanos). A candidatura ao Senado está mantida, com aval do presidente nacional da legenda, Marcos Pereira, que, tempos atrás, queria eliminá-lo do processo, após ter feito críticas ao conservadorismo, principal bandeira da legenda. SilêncioO pastor e vereador de Vila Velha, Devanir Ferreira, quem colocou a boca no trombone contra Meneguelli, tanto no plenário do legislativo municipal quanto nas redes sociais, não se manifestou sobre a manutenção da candidatura. Na época, há um mês, além de esbravejar contra a entrevista concedida pelo ex-prefeito ao ES360, Devanir soltou: “decepção tem nome”. VotosApesar das insatisfações geradas pelo ex-prefeito, abrir mão de sua candidatura significaria, também, deixar de contar com um concorrente em potencial ao Senado, pelo menos, como indicam as primeiras pesquisas sobre a disputa. A conversa que bateu o martelo deve ter passado por aí. Além de Pereira, participaram Erick, o deputado federal Amaro Neto, e o presidente estadual do Republicanos, Roberto Carneiro. Noiva cobiçadaA Cadeeso (Convenção das Assembleias de Deus no Estado do Espirito Santo e outros) se mantém cada vez mais no radar dos candidatos deste ano. Erick Musso está sempre por lá, e, nesta semana, no mesmo dia, a presença notada foi do ex-secretário de Estado de Segurança, Alexandre Ramalho (Podemos), que tenta a candidatura ao Senado na chapa de Casagrande. Bonecos de ceraA tecnologia evolui o tempo todo, o marketing político também, mas ainda não deram fim às fotos que deformam os rostos de políticos nas redes sociais e em materiais de campanha. É cada uma…quase inacreditável! Nas redes“A luta só termina quando o piso salarial nacional da enfermagem virar lei! Estou conversando com Rodrigo Pacheco [PSD-MG], presidente do Congresso Nacional e do Senado, e com Arthur Lira [PP-AP], presidente da Câmara dos Deputados, para que seja imediatamente promulgada a PEC 11 e que o PL 2564 seja enviado com celeridade à sanção da Presidência da República”. Fabiano Contarato, senador pelo PT. FALE COM A COLUNA: medeirosmanaira@gmail.com

14/07/2022 / 4 Comments
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Adultos entre 18 e 29 anos já podem tomar segunda dose de reforço

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Vacina deverá ser AstraZeneca ou Janssen, independente da aplicada anteriormente, exceto para gestantes ou puérperas A Comissão Intergestores Bipartite (CIB) publicou a Resolução 119/2022, por meio da qual estabelece que pessoas de 18 a 29 anos já podem tomar a segunda dose de reforço (quarta dose) contra a Covid-19 no Espírito Santo. A medida contempla mais de 126 mil capixabas. Esta é a última faixa etária entre os adultos que faltava ser contemplada com a quarta dose, já que a última a ser incluída foi a de pessoas a partir de 30 anos. Conforme consta na resolução, a vacina a ser utilizada deverá ser, preferencialmente, da plataforma de vetor viral – AstraZeneca ou Janssen -, independente do imunizante aplicado anteriormente, exceto gestantes ou puérperas. Nessas situações, deve-se utilizar o imunizante Pfizer. Se não estiver disponível, poderá ser utilizada a vacina CoronaVac. De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), o estado possui vacinas suficientes em estoque. Em junho, antes mesmo da publicação da nota técnica do Ministério da Saúde autorizando a ampliação da campanha de vacinação contra a Covid para o público da faixa etária acima de 40 anos,  a Sesa havia comunicado que o segundo reforço poderia ser aplicado pelos municípios capixabas para esse grupo. Três dias depois, o mesmo foi autorizado para pessoas a partir de 30 anos. Vacinação em crianças A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nessa quarta-feira (13), a aplicação da vacina CoronaVac em crianças de 3 a 5 anos, incluindo as imunossuprimidas. O pedido de autorização havia sido feito pelo Instituto Butantan em março. Em suas redes sociais, a epidemiologista Ethel Maciel destacou que a pesquisa feita pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), por meio do projeto Curumim, foi fundamental para a liberação. Estado autoriza quarta dose em pessoas acima de 40 anos para segunda-feira – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/saude/sesa-municipios-poderao-aplicar-4-dose-na-faixa-acima-de-40-anos-na-segunda-feira

14/07/2022 / 0 Comments
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Sem Contarato, PSB comanda debate sobre ajustes da coligação com o PT

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Presidente estadual do PSB, Alberto Gavini, disse que o PT não pleiteou a indicação de nomes para o Senado Redes sociais Só depois dos ajustes das bases da coligação com o PT, é que o PSB anunciará os nomes para vice e o Senado Federal, declarou nesta quinta-feira (14) o presidente estadual do PSB, Alberto Gavini, um dia depois de formalizada a retirada da pré-candidatura do senador Fabiano Contarato (PT) ao governo do Estado, em reunião ocorrida na noite de quarta-feira (13). A partir de agora, o PSB lidera as articulações, comandadas pelo governador Renato Casagrande, em pré-campanha para a reeleição, sendo a mais forte contra o presidente Jair Bolsonaro (PL) no Espírito Santo e, consequentemente, o palanque para o ex-presidente Lula. “Agora que trouxemos a federação PT, PCdoB e PV para cá, iremos acertar as outras questões”, prevê Gavini, ao confirmar que o PT não pleiteou a indicação de nomes para o Senado, limitando-se a acatar a decisão da Executiva Nacional para a retirada da pré-candidatura de Contarato. O dirigente acredita que, em uma semana, deverá receber documentos do PT tratando desse assunto. Segundo Gavini, o PT estadual participará da elaboração do plano de governo de Casagrande e discutirá formas de atuação na futura gestão, conforme ficou acertado na reunião dessa quarta-feira, por meio de entendimentos da comissão eleitoral do PSB e outros dirigentes. Ele espera ter tudo acertado antes da convenção do partido, prevista para o próximo dia 31, no Clube Álvares Cabral, em Vitória. Do lado do PT, só o silêncio. A presidente do partido, Jackeline Rocha, sequer retorna aos contatos para prestar informações. O deputado federal Helder Salomão e a deputada estadual Iriny Lopes, membros da comissão eleitoral, afirmam que não podem falar, por conta de um acerto de que somente a presidente se manifestaria. “Temos um acordo interno. Muitas pessoas falando acaba gerando interpretações que, nesse momento delicado e complexo, não ajudam”, afirmou Iriny. Apesar de esperada, a decisão de retirar Contarato da disputa desagradou setores da base do PT, que apontam para a necessidade de uma renovação na direção partidária no Estado. Esse objetivo já surge, paralelamente, a ações para fortalecer o senador – “abalado com a situação” – e a campanha do ex-presidente Lula, prioridade do partido. Com a saída de Contarato da disputa, ocorre, também, o descarte dos pré-candidatos ao Senado pela PT, Reinaldo Centoducatte e Célia Tavares. Como Fabiano Contarato, os dois tiveram seus nomes lançados, inclusive com ações de pré-campanha e distribuição de materiais de divulgação.

14/07/2022 / 3 Comments
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​Número de assassinatos de trans e travestis este ano já supera o de 2021

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Assassinato de Lara Croft, em Cariacica, foi o quarto este ano. Em 2021, segundo dossiê da Antra, foram registrados três Com o assassinato da travesti Lara Croft, na madrugada dessa quarta-feira (13), o Espírito Santo supera, já na metade do ano, o número de trans e travestis mortas em 2021. No ano passado, foram três homicídios, segundo o dossiê da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra). Conforme aponta a coordenadora de Ações e Projetos da Associação Grupo Orgulho, Liberdade e Dignidade (Gold), Deborah Sabará, o assassinato de Lara foi o quarto a vitimar, em 2022, uma pessoa desse grupo.  No Espírito Santo, a Gold é responsável por repassar os casos para a Antra, com informações sobre idade e profissão das vítimas. O registro é feito com base em matérias jornalísticas, relatos e pesquisas, mas a estrutura para a realização das notificações ainda é limitada. A ativista alerta para os casos de subnotificação. Lara Croft foi assassinada a tiros em Alto Lage, Cariacica. Os disparos foram feitos por um policial militar, que, juntamente com um colega de trabalho que o acompanhava, alegou que a travesti estava em atitude suspeita, sendo, por isso, dada voz de abordagem. Ela, então, teria tentado golpear os policiais com um barbeador. Entretanto, moradores afirmam que Lara foi abordada violentamente, sem que os tivesse agredido. A Gold encaminhou ofício para o secretário estadual de Segurança Pública e Defesa Social, Marcio Celante Weolffel, solicitando a investigação do caso. “Tem sido divulgado em vários veículos de imprensa depoimentos de testemunhas que afirmam que não houve confronto e que Lara estava sentada quando foi alvejada, contestando a versão dada pela polícia. Tais fatos merecem uma apuração minuciosa e responsabilização dos agentes públicos que participaram da operação”, apontou. Deborah se mostra revoltada com o ocorrido. “É muito indignante. Foi assassinada com cinco tiros sem estar com arma. Eu penso, será que se eu estivesse sentada na escada, não aconteceria a mesma coisa comigo? Eu não seria assassinada por ser travesti?”, questiona. Uma das outras vítimas deste ano foi a mulher trans Anna Souza, em maio. Deborah recorda que ela foi assassinada pelo ex-sogro de seu marido, que não se conformava de saber que o ex-genro estava com uma mulher trans. Em abril a mulher trans Crislaine dos Santos foi morta a tiros no meio da rua, em Guaraciaba, na Serra. O corpo foi encontrado com o short abaixado até os joelhos. A terceira, lembra Deborah, foi assassinada em Vila Velha, no ponto de prostituição. No dossiê da Antra de 2021, o Espírito Santo apareceu em 13º lugar no ranking de estados com mais registros. Os dados repetiram o número de assassinatos notificados em 2020, quando também foram observados três casos. Deborah destaca a necessidade de políticas para trans e travestis. “A gente vê, por exemplo, o investimento em Centros de Referência da Juventude [CRJ], mas a juventude trans e travesti não acessa esses espaços, por não atender diretamente essas pessoas, assim como acontece em outros equipamentos”, destaca. Espírito Santo registrou três assassinatos de pessoas trans e travestis em 2021 – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/direitos/espirito-santo-registrou-pelo-menos-tres-assassinatos-de-pessoas-trans-e-travestis-em-2021

14/07/2022 / 0 Comments
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