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Câmara aprova projeto que retira nomes de ditadores em ruas de Vitória

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Avenida General Arthur da Costa e Silva, em Bairro República, homenageia o segundo ditador do regime militar Google Maps A avenida Arthur da Costa e Silva, em homenagem ao segundo ditador do regime militar instaurado no Brasil em 1964, localizada no Bairro República, terá que mudar de nome, caso o prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos) sancione projeto do vereador Armandinho Fontoura (Podemos) aprovado na Câmara de Vitória, que proíbe a denominação de ruas e avenidas a pessoas envolvidas em tortura e violação dos direitos humanos, entre outros crimes. “Atitudes que se correlacionam a este projeto de lei foram aderidas em países como o Alemanha, onde, após o término do Segunda Guerra Mundial, houve eliminação de todo e qualquer homenagem ou referência aos nazistas”, justifica o vereador. A proposta recebeu 11 votos a favor e surpreende por ter sido apresentada – e votada -, por representantes de partidos de direita e de extrema direita, a maioria alinhada ao presidente Jair Bolsonaro, defensor da ditadura militar de 1964. Além de Armandinho, votaram a favor os seguintes vereadores: Aloísio Varejão (PSB), Anderson Goggi (PP), André Brandino (PSC), Delegado Piquet (Republicanos), Duda Brasil (União), Gilvan da Federal (PL), e Luiz Emanuel e Maurício Leite, ambos do Cidadania. Do campo progressista, as vereadoras Camila Valadão (Psol) e Karla Coser (PT) também votaram pela aprovação. O PL altera a Lei n° 6.080/2003, que instituiu o Código de Posturas de Vitória, para incluir o inciso V ao art.43 e “determina ainda que os logradouros e prédios públicos cujas atuais nomeações afrontem o disposto modificado pela lei terão 12 meses, a partir da sua vigência, para serem retificados e regularizados. Ou seja: os nomes vão precisar mudar”. “Fica proibida a denominação a pessoas que tenham sido condenadas por ato de improbidade ou crime de corrupção, ou que tenham sido historicamente consideradas participantes de atos de lesahumanidade, tortura, exploração do trabalho escravo, violação dos direitos humanos e/ou maus-tratos a animais em processo transitado em julgado, assim como condenadas por qualquer Conselho de Classe profissional devidamente registrado no Espírito Santo”, diz um dos trechos do projeto. O general Arthur da Costa e Silva é o autor do Ato Institucional Nº 5 (AI 5), que vigorou até 1978, e possibilitou a institucionalização da repressão e o fechamento do Congresso Nacional. Em sua gestão e nas que se seguiram, aumentaram os casos de prisões e mortes de presos políticos, com inúmeras denúncias de tortura e pesada censura à imprensa. São os chamados “Anos de Chumbo”, quando ocorreram mais de 400 casos de desaparecimento, até os dias atuais nunca esclarecidos.

04/07/2022 / 8 Comments
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Estudante PCD consegue transporte da prefeitura e volta a frequentar as aulas

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Carro foi cedido após laudo médico. Escola-polo de Central Carapina já dispõe de professor de Educação Especial Mais um direito conquistado. Nesta segunda-feira (4), o pré-adolescente Lázaro David Ramos Oliveira, portador de esclerose tuberosa, retomou sua rotina escolar, com a cessão, pela Prefeitura da Serra, de um veículo para levá-lo e buscá-lo na escola, acompanhado de sua mãe, Suely da Silva Ramos.  O estudante estava há um mês sem ir às aulas, devido à impossibilidade de vencer o trajeto entre sua casa, no bairro Cantinho do Céu, até a Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Antônio Vieira de Rezende, em Central Carapina. “Ele chorava querendo ir para a escola, mas a gente não tinha mais condições de levar. Hoje, graças a Deus, a prefeitura cumpriu com o papel dela certinho”, conta Suely. Reformada recentemente, a escola já garantia a Lázaro o direito a um professor de Educação Especial, mas o transporte não era autorizado. Após duas semanas sem conseguir levar o filho às aulas, Suely conseguiu o laudo médico exigido. Entregues os documentos no último dia 20, o pedido foi atendido após transcorrerem mais duas semanas. “Na sexta-feira [1] eles vieram aqui em casa para combinar tudo”, comemora. Everton Nunes/Secom-PMS O combinado é que o motorista busque a família às 6h55 para que Lázaro entre na escola logo após a entrada dos demais alunos. “Ele entra depois para ninguém empurrar, machucar, porque ele manca muito, tem muita dificuldade de andar”, explica. No final da manhã, o carro chega por volta de 10h50 para pegar a mãe, que segue até a escola para buscar o garoto. O carro segue sempre apenas com mãe e filho, além do motorista, em um carro popular a serviço do município.  A mãe explica que, devido à esclerose tuberosa e os tumores que a doença provoca em várias partes do corpo, Lázaro desenvolveu problemas também neurológicos, incluindo autismo grave, deficiência intelectual e transtornos de humor. A medicação controlada mantém as crises e convulsões sob controle, mas o rapaz não desenvolveu a fala e precisa usar fraldas, além de tomar remédios para obesidade e dormir. “São muitos cuidados, muitos gastos, a gente não tem como pagar o transporte dele”, reafirma, citando os medicamentos tomados diariamente: Carbamazepina, Depakene, Risperidona, Glifage e Melatonina, sendo que os três primeiros ela obtém gratuitamente via Sistema Único de Saúde (SUS). Arquivo pessoal A expectativa de Suely é que o transporte continue lhe atendendo após a segunda cirurgia ortopédica que Lázaro fará, permitindo que a fisioterapia pós-cirurgia possa ser feita corretamente. A consulta com o cirurgião está agendada para o próximo dia 15 e, segundo ela, o médico quer marcar o quanto antes a operação. “Ele precisa fazer a cirurgia, porque a perna que ele já operou o joelho está mais comprida que a outra, que ficou torta, muito curvada, e mais curta”, descreve.  O médico atende no Hospital Infantil Nossa Senhora da Glória, na Praia do Canto, em Vitória, e ela acredita que o procedimento será feito lá. “Quando o Lázaro fez a cirurgia no joelho, teve que engessar. Dessa vez ele também deve ficar um tempo sem poder ir para a escola, primeiro de repouso e depois fazendo a fisioterapia”.  Lutas coletivas  Integrante do Coletivo Mães Eficientes Somos Nós (MESN), Suely encontra no grupo forças para lutar pelos direitos de pessoas com deficiência (PCD) como seu filho, bem como das pessoas que cuidam de PCDs, como ela.  O município da Serra, onde residem a maior parte das mães integrantes do Coletivo, tem se destacado no atendimento às demandas dessa população. Em grande parte, devido à pressão feita pelas militantes ao poder público. Um marco recente nesse sentido foi o acampamento que mães e filhos realizaram há quase um ano, em agosto passado.  Durante 32 dias, elas aguardaram uma audiência com o prefeito, Sergio Vidigal (PDT). Naquele período, o acampamento recebeu a solidariedade de diversos outros coletivos, organizações e lideranças sociais e políticas de várias partes do Estado. Até um “mesversário” foi celebrado, com balões e guloseimas, para manter firme a resiliência das famílias, que em nenhum momento pensaram em desistir da mobilização. Na época, a estimativa era de 2,1 mil estudantes PCDs matriculados na rede municipal.  Somente após a esperada reunião com Vidigal, o acampamento foi levantado e uma série de reuniões foram iniciadas, dentro de grupos de trabalho específicos, que, meses depois, resultaram em importantes conquistas para os estudantes PCDs e suas famílias: as novas diretrizes municipais de Educação Especial e um Plano de Ação voltado a adaptar políticas públicas de Educação, Saúde e Assistência Social para as especificidades das mulheres que cuidam de estudantes com deficiência.  Movimento semelhante também ocorre desde fevereiro com o governo do Estado, após outro acampamento, feito no Palácio Anchieta durante cinco dias, que também foi encerrado mediante reunião com o governador Renato Casagrande (PSB) e seus secretários de Saúde e Educação. Desde então, reuniões periódicas acontecem com os três gestores, resultando em alguns avanços, especialmente na Saúde, mas ainda com muita estagnação na pasta da Educação, na avaliação das mães. Mãe de estudante com esclerose tuberosa pede transporte escolar para filho Matriculado na escola-polo de Central Carapina, adolescente está há duas semanas sem poder ir às aulas https://www.seculodiario.com.br/direitos/mae-de-estudante-com-esclerose-tuberosa-pede-transporte-escolar-para-filho Campanha orienta sobre deficiências não visíveis de passageiros de coletivos Reivindicada desde 2019 por mães de PCDs, ação terá peças publicitárias e formação de motoristas e cobradores https://www.seculodiario.com.br/direitos/campanha-orienta-sobre-deficiencias-nao-visiveis-de-passageiros-de-coletivos Com apoio de professores, adolescente autista torna-se campeão de atletismo Maurício sofria bullying. Professor de Educação Especial só foi conquistado com ação da Defensoria Pública https://www.seculodiario.com.br/educacao/com-apoio-de-professores-adolescente-autista-torna-se-campeao-de-atletismo

04/07/2022 / 0 Comments
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Armazém de café será transformado em centro cultural no Caparaó

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Imóvel histórico no interior do Espírito Santo será transferido para outro município para ser preservado Um grupo de arquitetos, artistas, produtores culturais e outros cidadãos pretende preservar um imóvel histórico de uma maneira inusitada. Um casarão com mais de 80 anos de existência que foi um armazém de café vai literalmente mudar de cidade e ganhar novos usos, mantendo a arquitetura tradicional. Pouco mais de 11 quilômetros separam Santa Marta, local originário da construção, no município de Ibitirama, de Patrimônio da Penha, uma vila de Divino de São Lourenço, lugar de destino onde o imóvel de dois andares e 280 metros quadrados abrigará o Armazém Cultural Multiverso, com diversas estruturas e atividades previstas. Mas como assim mudar o imóvel de lugar? Se alguém imaginou uma casa sendo puxada pelos ares ou arrastada por rodinhas se enganou. O grupo vai se aproveitar que a arquitetura da época, com base de madeira e tijolos, permite a desmontagem, que se registrada passo a passo, permite a remontagem em outro local aproveitando os encaixes, acrescentando alguns detalhes de design contemporâneo. Grupo numa das visitas de reconhecimento do imóvel para preparar suas desmontagem. Foto: Divulgação “A arquitetura tradicional ainda vista pelas estradas do Caparaó reflete um conhecimento ancestral no trato da madeira e montagem de habitações duradouras. Este patrimônio tem sido desmontado e tem desaparecido”, diz o material de divulgação do projeto. Em dezembro de 2021 a edificação foi comprada visando sua preservação, já que havia outros interessados na compra mas nenhum para manter o armazém como edifício histórico. Para essa missão de desmontar e remontar, há uma equipe com quatro anos de pesquisas e a experiência de já ter feito sete desmontagens de casas do tipo na região. A ideia é utilizar a metodologia dos mutirões, sendo que ao invés de construir um canteiro de obras, a proposta é apostar numa “obra-escola”, em que o processo de desmontagem e reconstrução sirva para vivência, colaboração e aprendizado entre os mais experientes e outros que queiram contribuir durante as atividades. Apesar de outras ações de remontagem terem sido feitas na região, esta ganha um caráter especial por se tratar de um projeto para uso coletivo e comunitário, que pretende se afirmar como um local de referência no sul do Espírito Santo como ponto de memória e cultura rural. Isso, num distrito localizado nas bordas do Parque Nacional do Caparaó, que tem grande relevância na preservação da mata e das águas, já é um destino turístico de destaque e reduto de cultura e saberes tradicionais, assim como de novos artistas que chegaram mais recentemente, atraídos por seus encantos naturais. O imóvel atualmente visto por dentro. Foto: Divulgação Depois de remontado, a meta é que o imóvel abrigue um auditório para teatro, dança, cinema e outras atividades, espaço para feira, cozinha, cafeteria, biblioteca comunitária, estúdio de audiovisual, sala de terapias, ateliê de artes e ofícios e alojamento para residências artísticas. Junto com a casa foi adquirida também uma antiga máquina beneficiadora de café de 1954, que fazia parte do armazém. Esta, que está preservada sem sua maior parte, passará por restauro e ficará exposta de forma permanente no salão do centro cultural, em seu lugar original dentro da construção, como relíquia do patrimônio histórico do entorno. A casa antiga terá ainda saneamento totalmente ecológico, sistema energético renovável e mobiliário a partir de materiais abundantes na região como bambu e eucalipto. E na intenção dos realizadores, tudo isso instalado dentro de um projeto maior, que é complexo a ser chamado de Parque Comunitário das Águas e da Cultura, que incluiria além do centro cultural, um parque infantil, pracinha para eventos, Estação Lixo Zero, centro de convivência, espaço de educação ambiental, viveiro de mudas de plantas nativas, pomar, agrofloresta, além da sede da associação de moradores. Desenho do projeto do Parque das Águas e da Cultura O primeiro passo dado foi a compra do imóvel em Ibitirama, feito de forma colaborativa entre associados. A equipe do projeto conta com 17 pessoas, com diferentes funções. Além disso, um terreno pertencente à Associação de Moradores de Patrimônio da Penha (Ampa) foi doado para instalação do projeto e o grupo idealizador ainda espera a cessão de um terreno anexo, prometido pela prefeitura, para que se consolide integralmente a proposta do parque e do armazém cultural como um complexo só. À frente do projeto estão o Armazém Cultural Multiverso, espaço de cultura que já existe em uma casa menor e passaria a ocupar o novo local, além da AMPA e da Associação Permacultural e Agroecológica Jacutinga do Caparaó, com apoio de outras 17 entidades, que incluem grupos, coletivos, associações, cooperativas e pequenas empresas. Porém, ainda é necessário a captação de recursos para que se possa realizar todo o projeto, não apenas de desmontagem, transporte, remontagem, decoração e equipagem do novo espaço, mas também para a viabilização de atividades pontuais permanentes, muitas delas já inseridas dentro do projeto de criação, como dez ações educativas sobre salvaguarda da agricultura familiar, técnicas construtivas tradicionais, tecnologias sociais e ambientais de energia e saneamento, turismo de base comunitária e patrimônio imaterial. Para fazer tudo isso acontecer, o grupo quer se valer de um novo instrumento lançado pelo governo estadual, a Lei de Incentivo à Cultura Capixaba (LICC). Por meio dela, busca empresas interessadas em apoiar o projeto financeiramente em troca de descontos no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). O grupo também está aberto a parceiros que queiram ser co-investidores, contribuindo com cotas que permitem participar da construção do regimento do espaço e ter prioridade na reserva do espaço para atividades. Local onde deve ser instalado o empreendimento, sobre o qual o grupo realizador dialoga com o poder público estadual e municipal. Foto: Divulgação Dentro do plano construído pelo grupo organizador, o processo desde a desmontagem até a inauguração em Patrimônio da Penha deve durar 12 meses a partir da captação de recursos, incluindo a pesquisa e registros sobre o Armazém de Café, desmontagem, armazenamento, projeto arquitetônico, preparação do terreno, remontagem, instalações elétricas e hidráulicas, construção

03/07/2022 / 1 Comment
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‘Aguardamos diálogo com a nova gestão do Sesc’, afirma Movimento Salve o Parque

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Segunda audiência pública evidenciou ilegalidades da doação de área verde feita por Paulo Hartung ao Sesc Movimento Salve o Parque A segunda audiência pública sobre o Parque Temático de Santa Teresa, realizada pelo Movimento Salve o Parque e o gabinete do deputado Fabrício Gandini (Cidadania), evidenciou as ilegalidades contidas na doação da área verde de 100 mil metros quadrados feita pelo ex-governador Paulo Hartung ao Sistema S, para a construção de um hotel pelo Serviço Social do Comércio (Sesc).  A avaliação é da coordenadora do Movimento, a ambientalista Carmem Barcellos, que ressaltou a ausência de diálogo e a necessidade de uma mudança de postura por parte do Sesc, considerando especialmente que uma nova diretoria assumiu a gestão da entidade em junho passado. Na segunda audiência, por exemplo, realizada na última quinta-feira (30) em Santa Teresa – a primeira ocorreu na Assembleia Legislativa, em Vitória – o Sesc não enviou nenhum representante.  “O movimento Salve o Parque está esperando uma atitude mais amigável e mais ponderada da nova gestão do Sesc, porque até aqui o Movimento tem sido ignorado. Mas o Movimento tem se fortalecido a cada dia. A audiência foi um sucesso, muita gente presente, muita gente favorável que o parque permaneça em Santa Teresa. Então é importante que o Sesc reconheça o movimento e abra as portas para uma negociação, porque se não a gente realmente vai ter que tomar outras providências que podem anular qualquer possibilidade de usar a doação da área do parque para construção de um Sesc em Santa Teresa”, declarou a ambientalista.  Presente no debate, o advogado Pedro Domingos, relatou sua análise jurídica preliminar do caso, evidenciando duas fortes ilegalidades presentes no ato de doação da terra: a transformação de um projeto de parque ambiental em um empreendimento hoteleiro, sem os devidos estudos ambientais, e a falta de consulta à população da cidade, que é a maior atingida pela mudança de finalidade da área.  Ele destaca que a área foi entregue pelos moradores de Santa Teresa – a doação de terra foi feita por Aurélio Gramlich ao governo do Estado – para que fosse transformada em um parque natural para a população, onde funcionaria a casa de inverno do governador. E essa finalidade foi alterada quando Paulo Hartung doou o espaço para a construção de um hotel, sem os devidos estudos e consultas. Entre eles, estudo de impacto ambiental prévio, estudo de impacto urbano, estudo de impacto hídrico e sanitário, além de estudos que mostrem a compatibilidade da atividade econômica com a manutenção e a sustentabilidade daquele microambiente, caracterizado por Mata Atlântica, do tipo Floresta Ombrófila Densa. “Esses estudos não foram realizados antes da transferência não onerosa da doação”, ressalta.  Interesse da sociedade é soberano Pedro Domingos explica ainda que “quando o primeiro dono doa para o Estado com intenção de preservação, o ato administrativo de doação não onerosa deve contemplar esse intuito da população. É uma área de proteção ambiental. Essa primeira prioridade deveria ter sido respeitada”.  A doação realizada por Paulo Hartung, acentua, “não é um ato administrativo simples”, por tratar-se de “tutela do bem ambiental”, o que configura que “a prioridade é a preservação do meio ambiente”. Por tratar-se de um “direito coletivo e difuso”, destaca o advogado, o assunto aborda um “interesse público primário”, que, pelo Direito brasileiro, “transcende o interesse secundário ou interesse administrativo do próprio Estado”. Como comparação, ele explica que a decisão do Estado de se desfazer de um prédio não utilizado, doando a uma entidade híbrida como o Sesc, mediante uma contrapartida de manter o local como uso coletivo, mesmo que não público, é razoável. Mas quando trata-se de proteção ambiental, direito coletivo e difuso e interesse público primário, “é preciso colocar em primeiro lugar o interesse da sociedade”, por isso, “se os interesses administrativos do Estado se sobrepõem ao interesse público primário, [o ato de doação] deve ser questionado”. Caminhos jurídicos Pedro já acompanha o caso desde 2018, quando a Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Espírito Santo (OAB-ES), motivada por denúncias de moradores, realizou uma audiência pública sobre o caso, no auditório da Câmara de Vereadores de Santa Teresa. Na época presidente da Comissão de Meio Ambiente da OAB-ES, o advogado hoje se disponibilizou a fazer uma consultoria voluntária para o Movimento Salve o Parque, diante da gravidade da situação.  Ele vislumbra algumas alternativas para anular a doação, mediante as ilegalidades evidenciadas: o próprio governo do Estado entrar com uma ação anulatória, a Assembleia Legislativa elaborar um projeto de lei com esse objetivo ou ainda haver o desfecho do julgamento da ação popular impetrada em 2013 (processo nº 0002238-07.2013.8.08.0044).  A primeira decisão sobre a ação ocorreu em 2014. Em seu despacho, o juiz da Vara Única do município, Alcemir dos Santos Pimentel, acolheu em parte os pedidos da ação, permitindo a construção do hotel, mas desde que o Sesc garantisse o acesso da população ao parque e sendo responsável por sua manutenção. O Sesc recorreu e nenhuma outra decisão foi tomada desde então.  Na próxima segunda-feira (4), o deputado Gandini afirma que uma reunião do Movimento irá estudar esses caminhos jurídicos para definir os próximos passos da luta. Audiência pode embasar anulação de doação feita por Hartung ao Sesc Documentos obtidos via LAI por Gandini mostram que área verde foi doada sem qualquer consulta à população https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/audiencia-publica-pode-embasar-anulacao-de-doacao-feita-por-paulo-hartung-ao-sesc

03/07/2022 / 0 Comments
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Prefeitura se compromete a encaminhar dentista para distrito de Santa Leopoldina

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Prazo previsto pela gestão é de duas semanas. Já a médica, que parou de atender, retorna na próxima semana A gestão de Romero Luiz Endringer (PTB) se comprometeu a encaminhar, daqui a duas semanas, um dentista para atender no posto de saúde do distrito de Chaves, em Santa Leopoldina, região serrana. O compromisso foi firmado em reunião realizada nessa sexta-feira (1), com representantes da Associação de Moradores e de Pequenos Produtores do Distrito do Chaves (Ampac). A reivindicação de médico e de dentista para o posto vem sendo feita pelos moradores há cerca de um ano e meio. Com relação à médica, ela chegou a ser encaminhada para o posto de saúde do distrito para atender as pessoas toda quarta-feira, a partir das 9h, enquanto houver demanda. Entretanto, ela compareceu ao local somente uma vez, estando ausente há duas semanas. Na reunião desta sexta, os moradores questionaram o porquê, tendo obtido a resposta de que, por causa do aumento dos casos de Covid-19, a profissional foi encaminhada para trabalhar na sede, mas retorna ao distrito na próxima quarta-feira (6). Sobre as duas profissionais, o primeiro-secretário da entidade, Carlos David Toffano, o Carioca, lamenta o fato da médica ela não ter sido informada das motivações e que não foi dito aos moradores os dias e horários de atendimento do dentista. A Associação, afirma, vai reivindicar não somente essas informações, mas também que a médica atenda pelo menos duas vezes por semana, para que não haja superlotação em alguns momentos.  A médica foi encaminhada ao posto após a Associação se reunir, em três de junho, com a secretária municipal de Saúde, Sigrid Stuhr. A gestora argumentou, na ocasião, que os baixos salários fazem com que profissionais da saúde não queiram trabalhar no interior de Santa Leopoldina. O valor, como a secretária informou para a Associação, varia entre R$ 1,5 mil e R$ 3 mil para médicos, muito abaixo da média para a profissão no Estado, que ultrapassa R$ 5 mil, considerando a menor carga horária, de 20h semanais. Os moradores chegaram a sugerir o aumento dos salários para atrair profissionais, mas a secretária falou que a prefeitura não tinha como fazer isso, sem ao menos esclarecer o porquê. Até o final de 2018, os moradores eram atendidos por profissionais cubanos, do Programa Mais Médicos. Com a retirada do governo cubano do programa, após declarações que considerou depreciativas feitas pelo então deputado federal Jair Bolsonaro (PL), atual presidente da República, o distrito passou a ser atendido por um clínico geral. “Caso necessário, o clínico geral encaminhava a pessoa para um especialista na sede de Santa Leopoldina ou em Vitória”, diz Carioca. Essa situação dificultou, porém, o acesso da população aos profissionais. Isso aconteceu ainda na gestão passada, do então prefeito Valdemar Luiz Horbelt Coutinho (PSB), o Vavá. A partir do início de 2021, já no mandato de Romero Luiz Endringer, os moradores passaram a não contar nem com o clínico geral, além de terem que conviver com a ausência de dentista desde que um novo posto de saúde foi instalado em uma escola desativada, já que o antigo estava com problemas de infraestrutura. Após a inauguração, os profissionais não retornaram. O novo posto, segundo Carioca, funciona somente para atividades como aplicação de vacina e aferição de pressão arterial. Para consultas e exames, seja com médicos ou dentista, os moradores passaram a ficar mais dependentes do deslocamento até a sede de Santa Leopoldina. Em casos de complexidade maior, para Vitória. Ele relata que não somente a falta de profissionais no distrito impossibilita os moradores de ter acesso à saúde, mas também de transporte público no distrito. Para ir até a sede, é preciso pagar um táxi, sendo que muitas pessoas não têm condições financeiras para isso, ou contar com carona, o que nem sempre é possível. Há ainda o fato de que não se pode contar com motoristas de aplicativo, uma vez que não costumam ir até o distrito e há dificuldade para chamá-los, pois o acesso à internet é restrito. Ônibus, tanto para a sede quanto para a Capital, passa somente duas vezes por dia. Trata-se da viação Lírio dos Vales, que sai da rodoviária de Vitória rumo a Santa Teresa, passando por Santa Leopoldina. Além disso, segundo Carioca, a passagem é cara, impossibilitando muitos moradores de usufruir do transporte.. Distrito de Santa Leopoldina não tem médico nem dentista há um ano Moradores afirmam que problema já foi reportado à gestão de Romero Luiz Endringer, sem providências https://www.seculodiario.com.br/saude/distrito-de-santa-leopoldina-nao-tem-medico-nem-dentista-ha-um-ano Baixos salários não atraem profissionais para posto de saúde em Santa Leopoldina Justificativa para o problema é da secretária Sigrid Stuhr, que se reuniu com comunidade, mas não apontou soluções  https://www.seculodiario.com.br/saude/baixo-salario-causa-falta-de-profissionais-em-posto-de-saude-de-santa-leopoldina

03/07/2022 / 0 Comments
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A la carte

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Ali Van Gogh se sentou muitas vezes, sabe-se lá comendo o quê Entrar em um restaurante é um prazer, embora muitas vezes uma necessidade. As opões são infinitas, difíceis são as escolhas – e o que é demais embrulha o estômago. Quando falam a sua língua e servem os mesmos pratos que você conhece não é muito complicado. Mas comer pode ser uma tragédia em terras estranhas, onde falam idiomas exóticos e cultivam hábitos primitivos. Ou seja, diferentes dos nossos. * Traz qualquer coisa quente, diz o turista camaleão: se ajeita em qualquer lugar, come de tudo. Aliás, não diz, mostra um dos cartões que carrega com frases essenciais para o dia a dia em terreno inimigo. Jonaro Pessoa porém, não se adapta tão facilmente. Ou simplesmente não se adapta, e embora goste de viajar, o simples e prazeroso hábito de comer bem pode arruinar o melhor roteiro turístico. * Pessoa desenvolveu um jeito simples de descomplicar o que incomoda. Em todo restaurante que entra, não importa em qual país ou qual o nível do estabelecimento, não se atrapalha com o menu, ou cardápio, ou lista de pratos. Sendo uma pessoa inovadora, Pessoa anda entre as mesas observando e analisando o que os outros estão comendo. Aí chama o garçom – Quero esse aqui. Se tem pimenta, tira.  * Tem pessoas que ignoram, outras engrossam. Tem pessoas que riem, outras descem o pau. Foi o que aconteceu no Restaurante Botin, em Madri, considerado o mais antigo do mundo ainda em funcionamento, segundo o Guinness. O Botin é um monumento ao paladar e à gastronomia. Ali famosos com Hemingway, Gran Greene, e outros monstros sagrados instalaram personagens de seus romances. Ali Van Gogh se sentou muitas vezes, sabe-se lá comendo o quê. * Pessoa foi ao Botin com a noiva, de nobilíssima família inglesa. E não deu outra: quando ele se levantou para a turnê habitual pelas mesas dos comensais, a noiva se levantou e se mandou. Lucrou a herdeira da coroa britânica de número 1293: Pessoa só estava interessado na fortuna da jovem; lucrou também o Pessoa: que chances ela tem em subir ao trono, com a Kate e a Meghan disputando qual tem mais filhos? * Pessoa levou uma turma de clientes brasileiros ao Procope, em Paris, considerado o restaurante mais antigo do mundo. A noiva argelina avisou: Não vai dar vexame circulando de mesa em mesa… Não deu outra, mas ao invés de se aborrecerem, os clientes do Pessoa foram atrás dele, olhando e escolhendo o que queriam comer. E embora os franceses já não aguentem mais os brasileiros, acharam a coisa divertida e entraram no jogo – Pede esse aqui, tá muito bom! Foi uma disputa alegre e saudável, tendo até quem oferecesse uma provinha. Todos comeram bem e Pessoa fechou o negócio – embora um tanto suspeito. * Quem, dentre os humanos, jamais entrou em um restaurante, que atire a primeira pedra. Mais que uma arte, as antigas casas de pasto, estão nos servindo há séculos, e como tudo que é bom e duradouro, há controvérsias sobre onde, como e quando surgiram. Paris ou Madri? Os chineses garantem que foi na China, em 1100. Pessoa pretende levar a noiva taiuanesa até lá para conferir.

02/07/2022 / 0 Comments
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Bispos pedem ‘avaliação muito criteriosa’ na escolha dos candidatos nas eleições

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Bispos da Regional Leste 3, presidida por Dom Dario Campos, divulgaram instruções para escolha de candidatos Os bispos da Regional Leste 3 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que abrange as dioceses do Espírito Santo, divulgaram uma carta pastoral na qual pedem “avaliação muito criteriosa” na escolha dos candidatos nas eleições 2022. No documento, eles convidam “católicos e outras pessoas de boa vontade” a encontrar “os melhores caminhos para colaborar na construção de um Brasil justo, fraterno e solidário”. A carta é assinada por Dom Dario Campos e Dom Andherson Franklin Lustoza de Souza, da Arquidiocese de Vitória; Dom Paulo Bosi Dal’Bó, da Diocese de São Mateus; Dom Luiz Fernando Lisboa, da Diocese de Cachoeiro de Itapemirim; e Dom Lauro Sérgio Versiani Barbosa, da Diocese de Colatina. Dom Dario preside a Regional, Dom Paulo é vice-presidente e Dom Luiz, secretário. A necessidade de “avaliação criteriosa”, segundo os bispos, existe pelo fato de que “o voto tem consequências na situação econômica, social, cultural e ambiental de nosso País, nossos estados e municípios”, sendo assim, “necessária uma análise da história e das propostas daqueles que desejam ser nossos e nossas representantes no exercício de mandatos políticos”. Os sacerdotes acreditam que “a participação consciente e efetiva dos cristãos, desde que inspirada nas fontes autênticas de nossa fé, pode reverter o quadro geral no qual se encontra o nosso País e contribuir para que os poderes Executivo e Legislativo de nossa República sejam moralizados e ocupados por pessoas com mais consciência de seu papel de representantes do povo”. Entre os problemas vividos no Brasil, os bispos destacam a pandemia da Covid-19, a qual acreditam ter sido agravada pela “incompetência, insensibilidade, corrupção e preocupação com interesses próprios por parte das autoridades que deveriam cuidar de nosso povo”. Afirmam, ainda, lamentar as mais de 670 mil mortes por Covid-19 no Brasil e demonstram que a “tristeza é ainda mais profunda quando sabemos que grande parte dessas mortes poderia ter sido evitada”. O documento também denuncia outros problemas sociais, como os “elevados preços dos combustíveis, gás de cozinha, energia elétrica, carnes, óleo de cozinha e outros produtos da cesta básica”, além do “número de pessoas desempregadas e que amargam situação de extrema pobreza”, a “destruição de biomas fundamentais ao equilíbrio ecológico, além do avanço do garimpo e do agronegócio sobre terras indígenas”. Os bispos afirmam que se criou, no Brasil, nos últimos anos, “um clima de ódio na política que acabou por se converter em ataque aos direitos humanos e das minorias, fazendo aumentar o fundamentalismo religioso, intolerância, racismo, xenofobia, machismo, homofobia e outras formas de preconceito, que muitas vezes se concretizaram em atos de violência, como feminicídio e outros”. Eles também tecem críticas ao fato de há momentos em que esses atos “são justificados por uma suposta adesão à Palavra de Cristo”. Os bispos denunciam que os parlamentares, nas três esferas, “reproduzem esses aspectos negativos da política e não têm demonstrado a reta conduta que se espera de representantes eleitos para o Poder Legislativo. Muitos também se vendem em função de emendas parlamentares, mesadas ou doações para campanhas eleitorais e esquecem a sua função de atuar pelo bem dos que os elegeram”. É alertado, por meio da carta, que as eleições deste ano exigirão “um esforço maior de compreensão da conjuntura e engajamento efetivo no processo eleitoral”, pois “muitas serão as armadilhas ideológicas e informacionais, as notícias falsas e os apelos pseudorreligiosos – sem nenhum amparo nem nas Escrituras, nem na Doutrina Social da Igreja – que tentarão nos capturar em nome de interesses eleitoreiros”. Os bispos apontam algumas questões que devem ser levadas em consideração na escolha dos candidatos, que são a preocupação com a Casa Comum, a defesa da vida desde a concepção até o fim natural, segurança e direitos humanos, economia a serviço da vida, defesa da democracia, compromisso com a verdade e honestidade como pressuposto. No que diz respeito à preocupação com a Casa Comum, no documento consta que “quem não integra a concepção ecológica profunda a seus projetos políticos ou já demonstrou descaso com o ecossistema em sua gestão ou mandato não merece nosso voto e não pode dizer-se em sintonia com o pensamento de nossa Igreja”. Quanto à defesa da vida desde a concepção até o fim natural, os bispos ratificam a posição contrária ao aborto dizendo que a defesa do nascituro “deve ser clara, firme e apaixonada, porque neste caso está em jogo a dignidade da vida humana, sempre sagrada, e exige-o o amor por toda a pessoa, independentemente do seu desenvolvimento”. Entretanto, destaca que “igualmente sagrada é a vida dos pobres que já nasceram e se debatem na miséria, no abandono, na exclusão, no tráfico de pessoas, na eutanásia encoberta de doentes e idosos privados de cuidados, nas novas formas de escravatura e em todas as formas de descarte”. No tópico segurança e direitos humanos, os sacerdotes rechaçam a ideia de que “a violência e a criminalidade se combatem com mais violência ou com a ação criminosa dos agentes do Estado”, evidenciada, segundo os bispos, em discursos favoráveis à tortura, linchamento, pena de morte, prisão perpétua e ao armamento. “O que revela a hipocrisia dessa posição é o fato de que esse ódio, na maioria das vezes, se direciona apenas aos criminosos das classes baixas. Muitos dos que dizem odiar o crime e os criminosos figuram entre os seguidores de políticos e empresários que assaltam os cofres públicos ou têm relações com o crime organizado”, dizem os bispos. Os líderes religiosos defendem que quem baseia “suas propostas de segurança na defesa da prisão perpétua, pena de morte, prática de tortura e armamento da população civil não pode se apresentar como representante dos valores defendidos pela Igreja Católica. O mesmo ocorre com aqueles que homenageiam e defendem publicamente torturadores ou agentes de segurança que agem fora da lei”. Defendem também que “o discurso político que só reconhece como meta da economia o crescimento da riqueza, os resultados financeiros, a austeridade fiscal e o compromisso com as grandes corporações e com

02/07/2022 / 9 Comments
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Operação de fiscalização emite mais de 10 autos de infração na região serrana

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Maioria dos crimes ambientais foi no Circuito do Caravaggio, em Santa Teresa. Condomínios foram interditados Divulgação/GovES Mais de dez autos de infração de crimes ambientais, com interdição de loteamentos e outros empreendimentos, foram emitidos em uma operação conjunta realizada pela Comissão Tripartite de Fiscalização, em localidades dos municípios de Alfredo Chaves, Domingos Martins, Afonso Cláudio e Santa Teresa, na região serrana capixaba. A Comissão é formada por formada por órgãos federais, estaduais e municipais de meio ambiente. Nesta operação, realizada de segunda a quinta-feira (27 a 30), participaram doze agentes, oriundos da Agência Estadual de Recursos Hídricos (Agerh), Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema), Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf), Polícia Militar Ambiental, Secretarias de Meio Ambiente dos municípios e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Divulgação/GovES Conforme informou o Iema, a ação foi motivo por denúncias e também por levantamentos feitos pelos órgãos. O foco dos agentes foi principalmente “em pontos em que havia movimentações de terra”, com objetivo de “fiscalizar a ocupação e o parcelamento do solo, grande parte para implantação de condomínios irregulares”.  A maioria das irregularidades foi flagrada na região do Circuito do Caravaggio, em Santa Teresa, uma das principais rotas turísticas em expansão no município, que, inclusive recebeu parte do investimento de R$ 14 milhões que o governo do Estado destinou a Santa Teresa em junho passado, para pavimentação de estradas por meio do Programa Caminhos do Campo. Na localidade, as equipes encontraram “áreas descaracterizadas das condições naturais, com cortes de árvores, terraplanagens e barragens irregulares”. Divulgação/GovES O balanço da operação aponta que “pelo menos cinco crimes ambientais foram identificados na região, entre eles captação irregular de água subterrânea, barragens não regularizadas, interrupção do fluxo do rio, construção em área não edificável e movimentação de terra sem licença ou superior ao estabelecido”. O gerente de Gestão e Infraestrutura Hídrica da Agerh, Rafael Wolfgramm, ressaltou que o impacto das alterações feitas pelos empreendedores para os recursos hídricos: “cortes e aterros elevam o nível de escoamento, impossibilitando penetração da água de chuva no solo, reduzindo a recarga dos mananciais e aumentando ainda mais o assoreamento dos rios”. Divulgação/GovES Além dos 12 agentes, a operação contou com o trabalho de drones adquiridos pelo Iema, que contribuíram com a vistoria de áreas, em especial das áreas de difícil acesso, dando ampla visão das irregularidades cometidas. “Fizemos apoio durante toda a operação com o drone, que foi o principal recurso empregado e possibilitou ter a dimensão dos danos ambientais”, destacou o servidor Manoel Nunes, que faz parte da equipe de Fiscalização do Instituto e participou da operação. A Comissão Tripartite contou com apoio também do Ministério Público de Santa Teresa, por meio da promotora Vera Lúcia Murtha Miranda, que colabora com a elaboração do relatório final da fiscalização, que está em curso. Denúncias  Os crimes ambientais produzidos na região serrana do Espírito Santo são denunciados há muito tempo por moradores, ONGs e ambientalistas. Século Diário acompanha desde janeiro as denúncias iniciadas pelo Comitê das Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) relativas a localidades rurais de Domingos Martins, que chegaram a lançar um abaixo-assinado virtual pedindo atuação enérgica dos órgãos de fiscalização.  Em fevereiro, o deputado estadual Sergio Majeski (PSDB) levou o caso de Domingos Martins e também outros em Santa Teresa ao Ministério Público Federal (MPF). Intimidações Em junho, o jornalista Bruno Lyra e a ambientalista Carmem Barcellos foram intimidados durante a solenidade de repasse de recursos do Caminhos do Campo e outras investimentos em infraestrutura para Santa Teresa, realizada no auditório do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) da cidade.  O jornalista sofreu agressão do empresário Élcio Thomazini, um dos maiores empreendedores do setor imobiliário do município. Ao ser questionado sobre como conciliar a proteção ambiental com o crescimento do mercado de loteamentos e condomínios rurais, Thomazini tomou o celular de Bruno e tentou desligar o aparelho, para impedir a entrevista. Em seguida, outro empresário, Antônio Junior Macci, o Juninho Macci, aproximou-se e acusou Bruno de publicar fake news no site O Convergente, onde é colaborador.  Em outra parte do auditório, a fundadora do site, Carmem Barcellos, também era hostilizada por outro empresário do setor imobiliário, Emerson Sancio, o “Dengo”, filho do presidente da Câmara de Vereadores, Vanildo Sancio (PSB). O argumento foi o mesmo, acusação de fake news no Convergente, com ameaça de processo judicial.  No site, Bruno e Carmem têm publicado inúmeras matérias denunciando os crimes ambientais cometidos por empresários da cidade na criação de condomínios e loteamentos rurais. Jornalista e ambientalista intimidados em Santa Teresa pedem justiça Denúncias de crimes ambientais por empresários do setor imobiliário motivaram as agressões, registradas em evento público https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/jornalista-e-ambientalista-intimidados-em-santa-teresa-pedem-justica

02/07/2022 / 1 Comment
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UP, mais novo partido no país, aponta que fascismo é ‘porrete do liberalismo’

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Partido começou a atuar no Estado a partir das manifestações populares contra o governo de Jair Bolsonaro Às quartas-feiras, um grupo de pessoas, a maioria formada por jovens, se reúne numa das salas de um edifício na Reta da Penha, Vitória, para debater assuntos como “Privatizar a Petrobras é corrupção e traição à pátria” e estudar temas que envolvem religião, filosofia e marxismo. São integrantes da Unidade Popular, o mais novo partido político do país, no Espírito Santo desde 2021, que começou a atuar mais ativamente da política estadual, a partir de participação nas manifestações contra o governo Bolsonaro, há quase dois anos. Hellen Guimarães, dirigente do partido no Espírito Santo, afirma que “quando a coisa se agrava, a economia anda mal e aparece a mínima possibilidade de algum descontentamento popular, o fascismo surge no horizonte político como uma opção do liberalismo para salvar a extorsão capitalista e impedir qualquer avanço em prol dos trabalhadores. Eis o papel histórico do fascismo: em tempos de ‘paz’, temos um simulacro de democracia; em tempos de vacas magras, temos ditadura fascista e porrete para garantir a propriedade privada e a acumulação dos ricos”. A UP não tem candidaturas próprias no Espírito Santo, mas para presidente da República o nome é Leonardo Péricles, presidente do partido, que não aparece nas pesquisas. Mineiro, Leonardo é técnico em manutenção de máquinas, negro, mora em Belo Horizonte e até pouco tempo atrás não cogitava uma carreira política. No Estado, a UP, por sua porta-voz, Helen Guimarães, diz que “ainda não fizemos esse debate internamente”, apesar de estar faltando apenas três meses para as eleições. Isso não impede, entretanto, que militantes manifestem simpatia pelo pré-candidato ao governo do PSTU, outro partido pequeno, capitão Vinícius Sousa. São da mesma corrente que se alinham ao campo da vereadora de Vitória Camila Valadão (Psol) e do ex-prefeito de Baixo Guandu Neto Barros (PCdoB), ambos pré-candidatos a deputado estadual. A dirigente partidária entende que a “conjuntura política nacional está ligada à conjuntura internacional, como sempre ocorreu desde que se iniciou o que costumamos chamar de “colonização”. Naquela ocasião, o Brasil se formou como uma grande fazenda para servir aos interesses da centralidade do capitalismo. Ontem, precisavam de pau-brasil e de cana-de-açúcar. Hoje, precisam de minério de ferro e petróleo in natura. Mas, seja em que época for, são necessários mão de obra barata e um sistema político subserviente”. Ela destaca: “é crucial para os conglomerados econômicos e suas expressões políticas (os governos dos países imperialistas), manter a institucionalidade brasileira domesticada, pronta para atender aos anseios desse capital internacional, seja por meio da dívida pública, de ‘reformas’ legislativas, de decisões judiciais, de política fiscal e cambial, etc. Nessa estrutura, trocam-se pessoas, o governo puxa um pouco para a esquerda ou para a direita, mas o importante é que os ‘Poderes da República’ (Legislativo, Executivo e Judiciário), além da imprensa, estejam engajados no regime de extorsão do povo brasileiro”. Para a dirigente, “superar essa situação passa, necessariamente pela “conscientização política, para entendermos como e por quem somos roubados”. Ela enumera mais dois pontos: organização da classe trabalhadora, para influenciar decisivamente nas tomadas de decisão, tudo isso; e, dentro de um projeto revolucionário, que altere a estrutura de espoliação e sabotagem do povo para outra, na qual o povo realmente se autodetermine politicamente, construa sua própria história, encontre sua soberania e usufrua da riqueza que ele mesmo produz, com saúde, educação, moradia, infraestrutura, direitos, etc”. . O processo de fascistização no Brasil (e no mundo) é parte disso, diz Hellen, que enfatiza: “expurgar, de forma violenta e irracional, qualquer possibilidade de que o povo tenha dignidade, mesmo que pouca e que não represente qualquer ameaça ao capitalismo, além de afogar toda uma nação na mais completa financeirização e privatização da vida, vivendo ‘quem merece viver’, e morrendo ‘quem merece morrer’”. Sobre a inspiração ideológica da UP, Hellen explica que a “Unidade Popular, para a superação dos problemas da classe trabalhadora, é necessário a construção de uma nova sociedade, a sociedade socialista, sendo esta a nossa inspiração política ideológica. Para além, também levantamos a bandeira do internacionalismo, defendendo a luta de todos os povos e países pela libertação da dominação capitalista e da espoliação imperialista”. A construção partidária vem dos movimentos sociais, entre eles o Luta dos Bairros, Vilas e Favelas (MLB), Movimento de Mulheres Olga Benário, a União da Juventude Rebelião, o Movimento Luta de Classes e o Movimento Correnteza. Por meio de um grande processo de mobilização e coleta de assinaturas, no qual conseguiram mais de 1, 2 mil, foi possibilitada a legalização, em 10 de dezembro de 2019. “Somos o mais novo partido de esquerda do Brasil. A atuação no Estado é recente, no segundo semestre de 2021”, diz Hellen.

02/07/2022 / 0 Comments
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Editais do Funcultura 2022 devem ser lançados até agosto

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Na coluna: Secult dialoga com setores; R$ 30 milhões para patrimônio histórico; nova secretária de Cultura em Cariacica POLÍTICAS CULTURAIS Secult prepara lançamento de novos editais de cultura  No final de junho voltou a ser lançado o edital de Locomoção do Fundo Estadual de Cultura (Funcultura), que permite que artistas, pesquisadores, produtores e outros agentes culturais possam realizar viagens relacionadas a intercâmbio e difusão de seus trabalhos fora do Espírito Santo. Além disso, a Secult iniciou diálogo com as câmaras representantes dos diversos setores da cultura para ajustar detalhes para que os demais editais de fomento à cultura para 2022 sejam publicados até agosto, já que durante as campanhas eleitorais tal ação fica proibida. Enquanto isso, os resultados de alguns dos editais de 2021 ainda estão por ser divulgados aqui. Espírito Santo terá investimento de R$ 30 milhões em patrimônio histórico Na última semana, o governador Renato Casagrande (PSB) assinou um decreto que cria um investimento de R$ 30 milhões para revitalização e restauração de patrimônio material tombado no Espírito Santo. O modelo funcionará por meio de repasse Fundo a Fundo, em que o governo estadual transferirá para os município capixabas recursos para tal finalidade. Os municípios terão 1o de julho a 31 de agosto para inscrever seus projetos. Vitor Taveira Municípios começam a receber recursos Fundo a Fundo Aliás, a política Fundo a Fundo foi inaugurada com o repasse dos recursos de Co-Investimentos Culturais para os municípios que conseguiram se cadastrar no projeto em que o governo estadual descentraliza recursos mediante contrapartidas financeiras dos municípios, somando valores dos dois entes para o fomento da cultura. Essa política permite investimentos em diversas áreas nos municípios que tenham conselho e fundo de cultura ativos. O primeiro a receber esse tipo de repasse foi São Mateus, que terá seus investimentos próprios de R$ 133,75 mil dobrados por investimento de igual valor oriundo de recursos estaduais, somando R$ 267,5 mil para a cultura pelo o Fundo a Fundo. Em Vila Velha, que recebe o segundo maior montante, atrás apenas da Serra, o Conselho Municipal de Cultura definiu na última reunião como serão divididos os quase R$ 900 mil nas diferentes categorias e linguagens da arte e cultura. No total, 46 dos 78 municípios capixabas foram habilitados para receber o Fundo a Fundo, em investimentos conjuntos que devem somar R$ 8,3 milhões. Mudanças na Secretaria de Cultura de Cariacica Cláudio Postay/ PMC Em Cariacica, uma mudança surpreendeu os agentes culturais do município. Nina Santos (foto), irmã do deputado Marcelo Santos e filha do ex-prefeito Aloízio Santos, deixou seu cargo de secretária municipal de Cultura e Economia Criativa (Semec), e assumiu novo cargo junto ao gabinete do prefeito Euclério Sampaio (União Brasil). Junto a isso, a secretaria de Cultura foi fundida com a pasta de Turismo, antes ligada à Sedec e agora atende à nomenclatura de Secretaria de Cultura e Turismo e à sigla Semcult. Responde de forma interina pelo órgão a servidora comissionada Leny Souza Correia,antes lotada na Secretaria de Gestão. As mudanças fazem parte de uma série de pequenos ajustes e manejos de Euclério dentro da estrutura de seu governo. Midiateca Capixaba está no ar Depois de atraso no cronograma inicialmente previsto, entrou no ar a Midiateca Capixaba, projeto capitaneado pela Secretaria de Estado da Cultura (Secult) para reunir online parte do acervo cultural e histórico do Espírito Santo. Lançado na última quinta-feira (30) no gabinete do governador Renato Casagrande (PSB) num dos últimos dias de permissão para esse tipo de evento por conta do calendário eleitoral, a plataforma já pode ser acessada em www.midiateca.es.gov.br. Trata-se ainda de uma versão inicial, reunindo especialmente o acervo de órgãos públicos como a própria Secult, Biblioteca Pública do Espírito Santo, Galeria Homero Massena, Museu de Arte do Espírito Santo Dionísio Del Santo, Museu do Colono, Arquivo Público e Palácio Anchieta. Mais para frente ainda devem ser inseridos acervos do Iphan, Ufes e outras entidades, além de pesquisas realizadas pela Secult e produtos dos editais do Funcultura. Assim, a plataforma reúne produtos como vídeos, fotografias, músicas, livros, obras de arte, artes gráficas, documentos, reportagens, e outros materiais produzidos no Espírito Santo ou relacionados com o Estado. CINEMA Longa-metragem capixaba estreia nos cinemas na próxima semana Depois de exibido no Festival de Cinema de Vitória em junho e de circular por outras mostras e festivais no Brasil e no mundo, o filme Os Primeiros Soldados, de Rodrigo Oliveira, estreará no circuito comercial a partir do próximo dia sete de julho. A obra ficcional a história de três pessoas infectadas pelo vírus da AIDS no início da epidemia de AIDS nos anos 80. Informações sobre os locais de exibição serão divulgados na próxima semana nas páginas do filme e da produtora Pique-Bandeira Filmes. O trailer pode ser visto abaixo. Festival de Cinema de Santa Teresa acontece em julho PMST A exposição coletiva “Tudo que se move ou parece que se move”, lançada na última quinta-feira (30) na Galeria de Arte Espaço Universitário (GAEU), no campus da Ufes em Goiabeiras, marcou o início do aquecimento para a quinta edição do Festival de Cinema de Santa Teresa (Fectsa), que se consolidou na cidade do interior do Espírito Santo. O evento acontece de 28 a 30 de julho com cinco mostras de filmes, oficinas, palestras, apresentações culturais e outras atrações. Entre os convidados estão a atriz e youtuber Rita Von Duty, do canal Tempero Drag, e a atriz e poetisa Elisa Lucinda, homenageada desta edição, que apresentará um show poético seguido de intervenção de outros escritores. Informações aqui. Mov.Cidade vai ocupar centro cultural Carmélia Outro festival de cinema para anotar na agenda é o Mov.Cidade, que vai ser realizado entre os dias 19 e 21 de agosto no Centro Cultural Carmélia Maria de Souza, que foi um dos espaços de cultura mais importantes do Estado entre os anos 80 e 90, antes de cair no abandono pelo poder público. Depois de anunciados planos de ser utilizado como armazém pelo governo federal, proprietário do imóvel, houve mobilização de artista e políticos e a

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