Fernanda Tardin e Marcelão integram a movimentação do PT e distribuem material de campanha aos comitês e comunidades Fabiano Contarato será candidato ao governo do Espírito Santo nas eleições deste ano? A resposta à pergunta é não, se for considerado o impasse nas negociações da cúpula nacional que o PT desenvolve com o partido do governador Renato Casagrande, PSB, o maior interessado em manter o senador afastado da disputa. No entanto, a militância petista pensa diferente e ainda acredita na pré-candidatura. Tanto é assim que, nesta sexta-feira (24), promovem um tuitaço “Lula Lá, Contarato cá” e intensificaram, desde o dia anterior, a distribuição de material de campanha nos comitês populares e nas comunidades, como as de Maruípe, São Cristóvão e Jacaraípe. No campo nacional, de onde sairá a decisão, permanece o impasse, já no final do segundo prazo anunciado pela presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, que esperava concluir as negociações nesta semana. A declaração de voto em Lula feita pelo governador Renato Casagrande, candidato ainda não declarado à reeleição, pode fazer a direção nacional recuar e contrariar decisão do diretório estadual, aprovada à unanimidade, de apoiar a candidatura de Contarato, juntando-se ao movimento da militância e dos pré-candidatos a outros cargos, inclusive Célia Tavares e Reinaldo Centoducante, que querem concorrer ao Senado. Nanda Tardin, do Comitê Lula Livre, e o militante Marcelão, de Jardim da Penha, ex-vereador de Vitória, que participam da distribuição de material de campanha, promovem na tarde desta sexta-feira mais uma entrega de tendas aos comitês da Grande Maruípe, em Vitória, e Jacaraípe, na Serra. Os dois acreditam na pré-candidatura e rejeitam a aliança com Casagrande, destacando o ponto em comum à maioria petista, de o governador não oferecer palanque único ao ex-presidente Lula em compensação pela saída do senador da disputa. Instado a se pronunciar, o senador respondeu, por sua assessoria: “A pré-candidatura do senador Fabiano Contarato ao governo do Estado segue mantida”. O tom é o mesmo de sua fala no lançamento formal de sua candidatura, no último dia 11, quando afirmou: “O Espírito Santo não pode ceder”, e acentuou que o movimento não é uma questão pessoal, também enfatizando: “Que eles fiquem com o ônus”, apontando para a indecisão da Nacional do partido.
Prefeitura descumpre acordo e não resgata gatos do Mercado da Capixaba
Gestão de Pazolini fez limpeza no local sem antes encaminhar veterinário e espantou os animais Embora tenha se comprometido a encaminhar veterinário para o Mercado da Capixaba, no Centro de Vitória, para fazer triagem dos cerca de 25 gatos que se encontravam no prédio abandonado, a gestão de Lorenzo Pazolini (Republicanos) não cumpriu o que foi acordado com a Associação de Moradores do Centro (Amacentro). Na manhã desta sexta-feira (24), uma equipe da prefeitura compareceu ao local para fazer limpeza munida de carro-pipa e outras máquinas, espantando os animais do imóvel. O acordado com associação, que recebeu informação de moradores nessa quinta-feira (23), alertando sobre a necessidade de resgate dos animais antes da ordem de serviço marcada para este sábado (25), às 9h, era de que, nesta sexta-feira, às 15h, a Secretaria de Meio Ambiente levaria um veterinário para o local. O profissional faria uma triagem, identificando quais estavam doentes ou não. Os que não estivessem seriam encaminhados para um lar temporário, de acordo com a disponibilidade de voluntários, teria a castração garantida pela gestão municipal e, posteriormente, encaminhados para adoção. No que diz respeito aos doentes, conforme afirma o diretor de Comunicação da Amacentro, Fabricio Costa, não foi apontada uma solução pela gestão municipal. “A Secretaria de Meio Ambiente não respondeu e disse que não se responsabilizaria”, relatou. Entretanto, afirma, não foram resgatados nem sadios nem doentes, pois faltando apenas 10 minutos para o horário marcado para a chegada do veterinário, a pasta informou que tinha feito uma perícia de manhã e que havia constatado que não havia nenhum gato por lá. “Com instrumentos de limpeza, carro-pipa, retirada de entulho, é óbvio que os animais se assustaram e foram embora. Simplesmente inventaram uma história estapafúrdia para justificar a negligência”, afirma. Para Fabrício, o correto seria, um mês antes da ordem de serviço, equipes da prefeitura irem ao local fazer vistoria técnica, “ver se tem gato, rato, esporotricose, pulga, avaliar o risco sanitário, eliminar pragas e resgatar os gatos, que não são pragas, e sim animas domésticos”. Fabrício acredita que isso “é o que se espera de uma gestão minimamente participativa, colaborativa, que pensa no bem comum”. Em sua avaliação, a Prefeitura “negligenciou a vida dos animais”. “Já que não tinha feito uma perícia antecipadamente, diante da reivindicação da comunidade, poderiam fazer em caráter emergencial. Poderiam ter pensado: ‘foi um erro, uma falha, mas vamos consertar’. Não é simplesmente entrar e ignorar que tem seres vivos lá dentro, tratados como lixo, como entulho”, lamenta. A ordem de serviços deste sábado diz respeito às obras de restauro do imóvel. Seu uso ainda não foi definido. A Amacentro reivindica que isso seja discutido com a comunidade e que também haja investimento no entorno, com urbanização da avenida Jerônimo Monteiro, impulsionamento do comércio e destinação de imóveis fechados para moradia popular. Amacentro reivindica diálogo sobre uso do imóvel do Mercado da Capixaba Ordem de serviço das obras de restauro acontece neste sábado, mas uso do imóvel ainda não foi definido https://www.seculodiario.com.br/cidades/amacentro-reivindica-defende-dialogo-sobre-uso-do-imovel-do-mercado-da-capixaba
Amacentro reivindica diálogo sobre uso do imóvel do Mercado da Capixaba
Ordem de serviço das obras de restauro acontece neste sábado, mas uso do imóvel ainda não foi definido A ordem de serviço do início das obras do Mercado da Capixaba, no Centro de Vitória, acontecerá neste sábado, às 9h. A Associação dos Moradores do Centro (Amacentro) comemora esse acontecimento, mas reivindica que o uso do imóvel seja discutido com a comunidade e que também haja investimento no entorno, com urbanização da avenida Jerônimo Monteiro, impulsionamento do comércio e destinação de imóveis fechados para moradia popular. O vice-presidente da Amacentro, Walace Bonicenha, explica que a ordem de serviço contempla a obra de restauro, não tendo sido discutido ainda com a comunidade o uso do imóvel. De acordo com ele, a associação defende que o espaço seja utilizado de forma a impulsionar a economia criativa, o turismo e a cultura, beneficiando, inclusive, os estabelecimentos comerciais ao redor. A entidade defende ainda um projeto de urbanização da Jerônimo Monteiro, contemplando questões como calçamento, melhoria na iluminação e retirada da fiação. “Não adianta reformar, reabrir o Mercado, e não ter iluminação decente para as pessoas irem ao local com mais segurança à noite, por exemplo”, diz, destacando que também é preciso dar incentivos fiscais aos comerciantes da região. Walace salienta que no Centro, inclusive na Jerônimo Monteiro, avenida na qual o Mercado está situado, há muitos pontos comerciais fechados. O vice-presidente da Amacentro aponta, ainda, que são muitos os prédios fechados que poderiam ser destinados para moradia popular no Centro de Vitória, como o do Instituto de Aposentadorias e Pensões dos Industriários (Iapi) e o edifício Sagres. Assim, acredita, é possível fazer com que esses imóveis cumpram sua função social, além do fato de que novos moradores também significam mais consumidores para o comércio da região. A Associação encara a ordem de serviços como uma conquista da mobilização dos moradores do Centro. Walace recorda que, em 2018, na gestão do então prefeito Luciano Rezende (Cidadania), foi realizado um abraço simbólico no Mercado, para chamar atenção sobre o descaso do poder público, além de manifestações políticas e culturais. Amacentro O Mercado da Capixaba foi construído na década de 20, na gestão do então governador Florentino Avidos. Foi edificado para funcionar como mercado municipal de abastecimento, abrigando um entreposto de secos e molhados, carnes, frutas, verduras e legumes frescos. Até 1940, abrigou no pavimento superior o Hotel Avenida. Nas décadas de 50 e 60, o pavimento do antigo hotel foi ocupado pelo auditório da Rádio Club do Espírito Santo. Na década de 1960, com a construção do Mercado da Vila Rubim, o mercado deixou de desempenhar sua função original. Em 2002, o edifício sofreu um incêndio e, desde então, vem se deteriorando. Com “abraçaço”, moradores reivindicam reforma do Mercado da Capixaba – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/cultura/com-abracaco-moradores-reivindicam-reforma-do-mercado-da-capixaba
Gilvan da Federal se torna réu na Justiça por ataques transfóbicos
Denúncia contra falas à ativista e mulher trans Deborah Sabará foi recebida pela 10ª Vara Criminal Redes sociais O vereador de Vitória, Gilvan da Federal (PL), se tornou réu na Justiça por falas transfóbicas na Câmara de Vitória contra a ativista e mulher trans, Deborah Sabará. O juiz da 10ª Vara Criminal de Vitória, Gustavo Grillo Ferreira, recebeu a denúncia do Ministério Público do Espírito Santo (MPES), apontando que o ocorrido vai contra a dignidade humana. “Eu fiquei extremamente feliz, aliviada, porque é um processo extremamente doloroso. É papel fundamental de todas as pessoas denunciarem esse tipo de violência. Me senti aliviada, com dever cumprido (…) A gente não pode naturalizar esse tipo de violência”, declara Deborah, coordenadora de ações e projetos do Grupo Orgulho, Liberdade e Dignidade (Associação Gold) e vítima dos comentários. Os ataques foram feitos durante uma sessão na Câmara de Vitória no dia 5 de abril. Após Deborah Sabará ser homenageada em uma Moção de Aplauso pelo Dia da Mulher, Gilvan utilizou a tribuna da Casa de Leis para questionar se a ativista tinha nascido mulher, dizendo ainda que “Deus fez homem e mulher, o resto é jacaré”. Na denúncia, o MPES afirma que as palavras ditas não possuíam vínculo com a atividade parlamentar exercida, ressaltando que os comentários “extrapolaram o gozo da imunidade material inerente ao cargo ocupado pelo denunciado e foram proferidas em total confronto aos objetos da República Federativa do Brasil e da dignidade humana”. Lissa de Paula/Ales Na ocasião, o presidente da Câmara de Vitória, Davi Esmael (PSD), corroborou com as falas transfóbicas, dizendo que Deborah não merecia ser homenageada representando as mulheres. Para a ativista, o acolhimento da denúncia por parte da Justiça pode incentivar mais vítimas a denunciarem ataques como esses. “Espero que as pessoas possam se espelhar nisso e acreditar que essa justiça pode ser feita. Que a gente consiga denunciar essas violências, seja ela familiar, política, ou por falta de políticas públicas A gente precisa acreditar nisso”, declara. O requerimento do MPES é pela “procedência da pretensão punitiva estatal”, com a condenação do denunciado nas penas previstas ao delito mencionado. Para o órgão ministerial, o vereador incidiu nas sanções do artigo 20 da Lei 7.716/1989, a Lei do Racismo. Desde 2019, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) criminalizou a homofobia e a transfobia, a lei serve de base em casos de discriminação e ofensas a pessoas LGBTQIA+. “Agora é aguardar o resultado e torcer para que ele seja condenado e a gente possa acreditar na Justiça e que é possível sonhar com espaços menos transfóbicos, para isso alimentar as travestis e não deixar serem agredidas e humilhadas da forma como ele faz”, aponta Deborah. ‘É uma forma de dizer não tenham medo, não se calem’ – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/justica/e-uma-forma-de-dizer-que-nao-tenham-medo-que-nao-se-calem Camila Valadão será relatora de processo contra Gilvan da Federal – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/politica/camila-valadao-sera-relatora-de-processo-contra-gilvan Igreja Católica representa na Câmara de Vitória contra Gilvan da Federal – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/politica/igreja-catolica-entra-com-representacoes-na-camara-contra-gilvan-da-federal Vereador Gilvan da Federal é denunciado por agressões verbais a jornalistas – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/politica/vereador-gilvan-da-federal-e-denunciadopor-agressoes-verbais-a-jornalistas
Professora da Faesa paga fiança e responde por crime de racismo em liberdade
Juliana Zuccolotto foi autuada por injúria racial após denúncia de aluna e está afastada da faculdade Google Maps A professora Juliana Zuccolotto, da faculdade Faesa, em Vitória, responde em liberdade após ser autuada em flagrante por injúria racial. Nessa quarta-feira (22), ela foi denunciada por uma aluna do curso de Design de Modas, após fazer comentários racistas sobre as suas tatuagens e a cor da sua pele. De acordo com a Polícia Civil, Juliana responde em liberdade após pagamento de fiança. “Como as penas não ultrapassam quatro anos de detenção, uma fiança foi arbitrada pela autoridade policial, conforme artigo 322 do Código de Processo Penal. Ela foi liberada para responder em liberdade, após o recolhimento da fiança. O caso seguirá sob investigação”, informou por meio de nota. A professora também foi afastada das atividades na Faesa. A instituição informou que um processo administrativo já está em andamento, para que providências sejam tomadas. “O Centro Universitário reafirma que repudia todo e qualquer ato ou manifestação discriminatória e preconceituosa”, pontuou. Juliana Zuccolotto foi conduzida à Delegacia Regional de Vitória, após ser denunciada pela estudante Carolina Bittencourt por comentários racistas em sala de aula. A professora teria feito comentários como “tatuagem em pele negra parece encardida”, dizendo ainda que “tatuagens eram coisas de escravos”. Carolina Bittencourt denunciou a professora em um vídeo publicado nas redes sociais na última quarta-feira. “Eu acabei de passar por um preconceito na sala de aula pela professora Juliana Zuccolotto (…) Ela falou que era muito feio tatuagem, que mais feio ainda era para quem tinha pele negra e que parecia pele encardida, quem tinha pele negra e tinha tatuagem”, relatou a estudante, chorando. Reprodução/Instagram À Polícia Militar, que foi acionada logo após o ocorrido, a professora chegou a alegar que foi “mal interpretada” pela estudante. “Ela relatou que somente fez um comentário acerca da história do uso da tatuagem”, disse a PMES no dia da denúncia. Na ocasião, a Faesa publicou uma nota repudiando o ocorrido. “A Faesa repudia todo e qualquer ato ou manifestação discriminatória e preconceituosa. Qualquer manifestação contrária a esse posicionamento é ato individual, isolado, e não condiz com a política da instituição”. Aluna da Faesa denuncia professora por racismo em sala de aula Estudante do curso de Design de Moda relata comentários racistas sobre tatuagens e a cor da sua pele https://www.seculodiario.com.br/justica/aluna-da-faesa-denuncia-racismo-em-sala-de-aula-1
Mobilização visa derrubar veto presidencial a PL sobre educação do campo
Projeto insere formalmente a Pedagogia da Alternância na LDB, método introduzido no Brasil a partir do Estado “Mobilização Já pela derrubada do veto presidencial”. Esse é o primeiro chamado feito nas redes sociais para reverter a decisão de Jair Bolsonaro (PL), divulgada nesta quinta-feira (23), em vetar o Projeto de Lei nº 184/2017, já aprovado na Câmara dos Deputados e no Senado, que visa estimular o uso da Pedagogia da Alternância nas escolas do campo, inserindo-a formalmente na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB). “O Congresso Nacional pode reverter essa decisão e seu apoio é fundamental para isso! Envie mensagens aos parlamentares e divulgue!”, convoca o Fórum Nacional de Educação do Campo (Fonec), que prepara twittaço e atividade no seu canal no YouTube. Alunos tendo aula na horta da Escola Estadual Unidocente de Ensino Fundamental Valdivino Grooner, no distrito de Córrego do Bley, em São Gabriel da Palha. Foto: Redes sociais Autor do projeto, o deputado federal Helder Salomão (PT) se manifestou em suas redes imediatamente à publicação, afirmando que “vamos trabalhar para derrubar o veto”, afirmou. Em seguida, destacou que “o veto do presidente inimigo da educação ao meu projeto de lei que reconhece e valoriza a Pedagogia da Alternância é um desrespeito aos jovens do campo e a todos e todas que lutam por educação de qualidade”. Agora, reforça, é preciso mobilizar a sociedade, especialmente as organizações ligadas à educação, para pautar a votação do veto no Congresso. Como o projeto foi aprovado nas duas casas, uma sessão conjunta de deputados e senadores pode derrubar o veto presidencial e transformar a proposta em lei. Na mensagem presidencial enviada ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSDB), Bolsonaro alega “inconstitucionalidade e contrariedade ao interesse público” para vetar a proposta, seguindo a posição de seu ministério. Consultada, afirma o presidente da República, a pasta criticou a substituição da expressão “escolas rurais” para “escolas do campo”. Movimentos sociais O termo é amplamente utilizado pelos educadores do campo brasileiros como mais apropriado para identificar uma proposta metodológica que respeita as especificidades das comunidades camponesas que primam pela manutenção dos jovens no campo, sustentando a agricultura familiar. A Pedagogia da Alternância foi destacada pelas famílias camponesas durante a pandemia por apresentar resultados superiores aos métodos convencionais, sendo inclusive apontada como experiência de sucesso a ser usada como referência até mesmo nas escolas urbanas, no sentido de trazer uma abordagem que dialoga com a realidade das famílias e comunidades onde as escolas estão inseridas, seguindo um dos princípios primordiais da pedagogia de Paulo Freire. Nas escolas vinculadas a movimentos sociais como o Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) e o Movimento de Educação Promocional do Espírito Santo (Mepes), a Pedagogia da Alternância é sempre defendida como essencial para o pleno desenvolvimento dos estudantes como membros de comunidades camponesas que primam pela agricultura familiar. Inconstitucional Chamando a nomenclatura defendida pelos educadores de mais restritiva, Bolsonaro alega ainda que inserir a Pedagogia da Alternância na LDB como metodologia mais apropriada para as “escolas rurais” também é mais limitante, pois “retira a possibilidade de outras modalidades de educação, que possuem diretrizes curriculares próprias, utilizarem seus conteúdos curriculares e suas metodologias”. Os argumentos contradizem frontalmente o posicionamento historicamente construído pelos educadores para reivindicar incentivos formais à adoção da Pedagogia da Alternância no campo pelos governos estaduais e municipais. “Mesmo diante de legislação tão diretiva quanto à possibilidade e mesmo da necessidade de se empregarem metodologias e estratégias específicas para as comunidades do campo, alguns estados relutam em reconhecer a efetividade e a legitimidade da Pedagogia da Alternância. Um exemplo é a Secretaria de Educação do Espírito Santo, que vem sistematicamente não reconhecendo esta possibilidade e prejudicando os alunos, especialmente de escolas em assentamentos. Situação lamentável, justamente por ser o berço da Pedagogia da Alternância no Brasil”, expôs Helder Salomão na justificativa do projeto, que iniciou tramitação no final de 2017. “Agora virá mais explícita na LDB. A gente sente falta de um amadurecimento da legislação relativa à Pedagogia da Alternância”, observou Maria Geovana Mellin Ferreira, então coordenadora colegiada do Comitê Estadual de Educação do Campo (Comeces) e membro do Fórum Estadual de Educação de Jovens e Adultos (Fórum EJA), na ocasião da aprovação do projeto (que tramitou inicialmente sob o número 6498/2016) na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. CPI do MEC O mesmo governo que veta o incentivo a uma metodologia de Educação que emancipa e empodera os povos do campo, poderá sofrer investigação do Senado sobre denúncias de corrupção e tráfico de influência no Ministério da Educação. A “CPI do MEC” foi aprovada também nesta quinta-feira (23). O pedido de criação da comissão se dá no dia seguinte à prisão do ex-ministro Milton Ribeiro, junto a outros pastores, relaxadas nesta quinta. Os três são “suspeitos de operar um balcão de negócios na pasta e na liberação de verbas do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação)”, noticiou o jornal Folha de S.Paulo. As prisões foram executadas pela Polícia Federal, por meio da operação Acesso Pago “Em março, Bolsonaro havia dito que colocaria a ‘cara no fogo’ por Ribeiro em meio às suspeitas no Ministério da Educação. Nessa quarta, buscou se descolar do antigo aliado, dizendo que “ele que responda pelos atos dele”, ressaltou a reportagem. O Fundo, explica o jornal, “concentra os recursos federais destinados a transferências para municípios”. As investigações feitas até agora mostram que “prefeitos relataram pedidos de propina, até em ouro”. Em áudio revelado pela Folha, “o ex-ministro Milton Ribeiro disse que priorizava pedidos dos amigos de um dos pastores a pedido de Bolsonaro. Na gravação, o então ministro dizia ainda que isso atendia a uma solicitação do presidente e mencionava pedidos de apoio que seriam supostamente direcionados para construção de igrejas”. Lições de amor à educação e agricultura no município com mais escolas do campo do ES ‘Se a criança não cresce no meio rural, não volta mais’, afirma professora e contadora de história pomerana https://www.seculodiario.com.br/educacao/licoes-de-amor-a-educacao-e-agricultura-do-municipio-com-mais-escolas-do-campo-no-es ‘Quando todo mundo fala a mesma língua, fica mais fácil’ Em São Gabriel da Palha, escolas
Contratação obrigatória de advogado e quitação geral são ilegais, decide TRF
Tribunal Federal anula decisão da 12ª Vara que prejudica atingidos indenizados via sistema Novel, da Renova Leonardo Sá Pela primeira vez, a Justiça Federal reconhece, em segunda instância, que a forma de indenização dos atingidos pelo crime da Samarco/Vale-BHP via sistema eletrônico Novel, hospedado no site da Fundação Renova, contém cláusulas ilegais, que visam apenas beneficiar as empresas. Atendendo a recurso impetrado conjuntamente por cinco instituições de Justiça que defendem os atingidos no Espírito Santo e Minas Gerais – Ministérios Públicos Federal e Estadual de Minas Gerais (MPF e MPMG), Defensorias Públicas da União e dos estados do Espírito Santo e Minas Gerais (DPU, DPES e DPMG) – o desembargador federal José Amilcar de Queiroz Machado, presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), suspendeu, parcialmente, a sentença emitida pelo juiz da 12ª Vara Federal de Belo Horizonte, Mário de Paula Franco Junior, que obrigava os atingidos do município de Naque (MG) a contratar advogado para auxiliá-los na adesão ao Novel e a abrir mãos de quaisquer outros direitos indenizatórios futuros, a chamada cláusula de quitação geral de danos, já denunciada como ilegal pelas instituições de justiça. O desembargador afirma que essa contratação deve ser considerada facultativa, sem prejuízo da assessoria jurídica gratuita, que inclusive deve ser disponibilizada pela Fundação Renova, conforme Cláusula 37 do Termo de Transação e Ajustamento de Conduta (TTAC), assinado em 2016. Os advogados vêm sendo contratados a partir de Comissões de Atingidos denunciadas como apócrifas pelos ministérios e defensorias públicas, por não representarem verdadeiramente os anseios dos conjuntos de atingidos de cada município ou localidade onde foram criadas. A decisão também suspende a obrigatoriedade da assinatura de termo de quitação geral e definitiva para todos os danos decorrentes do rompimento da barragem de Fundão, assim como a imposição da obrigação de desistência/renúncia de pretensões indenizatórias formuladas em processos com tramitação em países estrangeiros, como a ação movida na Inglaterra pelo escritório PGMBM, defendendo 200 mil atingidos. Ao suspender a obrigatoriedade de assinatura do termo de quitação definitiva para todos os danos decorrentes do rompimento, o TRF acatou o argumento das instituições de Justiça de que o valor fixado aleatoriamente pelo Juízo da 12ª Vara Federal só poderia ser considerado como o piso mínimo das indenizações, eis que até hoje os danos ainda não foram avaliados e mensurados da forma devida e definitiva, daí decorrendo que os atingidos podem ter direito a uma quantia muito maior do que aquela estabelecida na decisão de primeira instância como valor indenizatório final. Na decisão, o desembargador ainda ressaltou que os atingidos aceitaram o sistema Novel em razão de estarem em situação de hipervulnerabilidade, bem como e “todas as obrigações impostas, inclusive as que são reputadas ilegais, uma vez que se encontravam em estado de absoluta necessidade dos valores, fechando, assim, acordos estando desprovidos de real autonomia”. Ilegalidades O TRF1 também reconheceu que o MPF deve participar de todo o processo. “Há de se ressaltar que o processo estava correndo em sigilo e sem a participação do Ministério Público para exercer sua função de fiscal da ordem jurídica e da sociedade. Portanto, a grave lesão à ordem pública é manifesta”. O magistrado também criticou os critérios para adesão ao programa, entre eles a contratação de advogados que recebem parte da indenização. “Dentre os critérios estabelecidos estão, inicialmente, a exigência de contratação de advogados para atuação em procedimento extrajudicial consistente no preenchimento de formulários em plataforma online disponibilizada pela Fundação Renova, ao custo de 10% em honorários advocatícios, descontados do montante devido a cada aderente. Esta exigência, além de ofender o ordenamento jurídico, subtraiu dos atingidos do município de Naque, especialmente durante o período da crise socioeconômica da Covid-19, vultuosos valores essenciais à sua subsistência”. Ainda segundo o presidente do TRF1, “tal exigência também transferiu para as vítimas um ônus que segundo o TTAC deveria ser custeado pela Fundação Renova, consistente na prestação de assistência jurídica gratuita, resultando em prejuízo desnecessário para os atingidos”. Agora, as instituições de Justiça que atuam no caso Samarco irão pedir a extensão dos efeitos dessa decisão para todos os demais territórios atingidos pelo rompimento da barragem de Fundão – ao longo da bacia do Rio Doce em Minas Gerais e Espírito Santo e também no litoral capixaba, conforme estabelece a Deliberação 58/2017 do Comitê Interfederativo (CIF) – e que possuem recursos semelhantes ao de Naque, buscando suspensão das sentenças e liminares concedidas pelo juiz Mario de Paula em favor da Renova. Recursos, todos, assinados pelas cinco instituições de Justiça autoras no caso da cidade mineira e, mais recentemente, acrescidas também do Ministério Público do Espírito Santo (MPES). Advogados já receberam mais de R$ 600 milhões No Observatório da Mineração, o jornalista investigativo Maurício Angelo ressalta que o Novel foi “criado pelo juiz [Mário de Paula] com anuência da Vale e Fundação Renova, [e] se espalhou pela bacia do Rio Doce rapidamente”. Por meio do Novel, sublinha, “a obrigatoriedade de pagar 10% para advogados que entram com os pedidos gerou uma indústria de enriquecimento de pequenos advogados em cidades, na sua maioria, pequenas e pobres”. As denúncias feitas sobre a atuação do magistrado para a implementação do sistema levaram a um pedido de suspeição do juiz, feito pelas instituições de Justiça, e também solicitado por uma centena de juristas e instituições afins no Brasil. “Naque foi o segundo município a aderir ao Novel, depois de Baixo Guandu, no Espírito Santo. Tirando por base apenas os 10% obrigatórios pagos aos advogados em cada ação, e os R$ 6 bilhões pagos pela Renova em cidades de Minas e do ES até o momento, advogados já embolsaram nada menos que R$ 600 milhões”, aponta o Observatório. “A situação, no entanto, é ainda pior, já que inúmeros relatos de atingidos afirmam que advogados cobram de 20 a 30% em cada ação”, alerta. “O assédio desses advogados, que se organizaram em grupos, é constante [e] 59,5 mil pessoas já aderiram ao Novel, muitas delas revelaram que a Renova passou a obrigar, por diversos meios, que as pessoas acessem o Novel, negando
Justiça Federal determina novo afastamento da presidente do Coren-ES
Decisão contrária a Andressa Barcellos de Oliveira atende a Agravo de Instrumento apresentado pelo Conselho Federal O juiz federal Marcelo da Fonseca Guerreiro, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2), suspendeu a decisão da juíza Maria Claudia de Garcia Paula Allemand, da 5ª Vara Federal Cível de Vitória, que havia determinado o retorno imediato de Andressa Barcellos de Oliveira à presidência do Conselho Regional de Enfermagem do Espírito Santo (Coren-ES). A suspensão é fruto de um Agravo de Instrumento apresentado pelo Conselho Federal de Enfermagem (Cofen). “Assim, por ora, e sem prejuízo de exame mais detido da matéria quando do julgamento do recurso pelo colegiado, ad cautelam, defiro o pedido de efeito suspensivo, da decisão recorrida, para manter a determinação Cofen nº 116/2022 de afastamento da agravada do cargo de presidente do Coren-ES, até ulterior apreciação do agravo pela colenda Oitava Turma Especializada deste Tribunal”, diz o magistrado. A decisão nº 116/2022, de 27 de maio, determina que o afastamento cautelar de Andressa durante a intervenção, que terá duração de 180 dias, contados de sua efetivação, podendo ser prorrogada. Para o cargo de presidente interventor, foi designado o conselheiro federal Daniel Menezes de Souza. Nessa mesma decisão, consta que o Cofen abriu Processos Administrativos nº 671/2020 e nº 969/2020, após denúncias de “indícios de materialidade de prática de violação do sistema de controle de anuidades, quando da realização do pleito eleitoral de 2020” e de “abuso de poder e assédio moral, conforme denúncia apresentada pela Srª Célia Regina do Nascimento, tendo ambas as denúncias sido admitidas pelo Plenário do Cofen”. Outras denúncias geraram os PADs nº 1193/2021 e nº 633/2022, nestes casos, apresentada pelo conselheiro do Coren, Felipe Guilherme Bahiense Gomes, “com alegações de violação de normativas do sistema Cofen/Conselhos Regionais de Enfermagem, e do regimento Interno da autarquia, além de ameaças de punições aos conselheiros regionais, causando intimidações, desrespeitando a autonomia e liberdade dos conselheiros no que se refere aos seus pareceres, principalmente quando do julgamento de processos éticos”. O juiz Marcelo da Fonseca Guerreiro aponta, em sua decisão, que “o afastamento cautelar da agravada do cargo de presidente visa justamente garantir a lisura da apuração administrativa, em todos os processos administrativos”. Diz também “outrossim, não se observa de plano qualquer violação aos direitos da agravada, manter a decisão do Cofen que determinou o afastamento temporário por 180 dias. Afinal, a todo momento está sendo garantido a Andressa Barcellos De Oliveira o direito ao contraditório e ampla defesa nos processos administrativos”. O magistrado também afirma que “vislumbra-se, então, que foi comprovada evidência de probabilidade do direito” e salientou o fato de que seria realizada audiência nessa segunda-feira (20), “com objetivo de colher depoimentos importantes, a respeito da conduta das partes interessadas nos processos administrativos, sendo que esta é finalidade do processo administrativo”. Ele finaliza dizendo que “restou comprovado o perigo de dano, em decorrência da demora em proferir uma decisão em momento posterior”. Na decisão da 5ª Vara Federal Cível de Vitória, do último dia 10 de junho, que havia suspendido a intervenção, a juíza apontou que o PAD 671/2020 foi apurado na sindicância instaurada, em cuja conclusão “o Cofen aprovou, sem ressalvas, o Parecer do Relator no 92/2022, materializado na Decisão Cofen nº 0077/2022”. Entretanto, “o Parecer do Relator nº 92/2022, de 22/3/2022, contém voto contrário ao afastamento cautelar da então investigada”. Sobre o PAD nº 969/2020, a magistrada destacou que, no parecer homologado pelo Cofen, “o conselheiro relator votou contra a aplicação da medida cautelar de afastamento da presidente ao argumento de que ‘não há nos autos elementos suficientes e razoáveis que justifiquem uma medida extrema de afastamento de uma presidente de Regional, tampouco evidências de que sua permanência nas respectivas funções venha a causar algum prejuízo para a tramitação do consequente Processo Disciplinar’. A juíza disse ainda que “além disto, não consta, em qualquer dos processos administrativos referidos, a par das ações destinadas à apuração dos fatos, medidas administrativas do Cofen para sanar as irregularidades, tampouco justificativas capazes de levar à conclusão de que a manutenção da presidente, ora autora, no cargo, poderia comprometer a integridade e a unidade do Coren-ES ou comprometimento às suas atividades administrativas, financeiras e finalísticas. Mesmo porque, as sindicâncias coletaram provas físicas acerca da alegada manipulação do sistema de anuidades e da ilegalidade atrelada à exoneração de servidora, não havendo motivos hábeis a justificar a medida cautelar aplicada”. Quanto aos PADs nº 1193/2021 e 633/2022, destacou que “são constituídos, até o momento, das denúncias formuladas e da determinação de instituição de equipes de averiguação prévia”. Ela acrescenta que “não foram colhidas quaisquer provas, além de documentos apresentados pelos próprios denunciantes. Não houve qualquer averiguação específica, apesar da assertiva do Cofen de que a documentação apresentada constitui ‘elementos de provas da denúncia formulada’”. O texto prossegue dizendo que “o Cofen limita-se a arguir que as denúncias recebidas por meio dos referidos procedimentos são bastante graves e que tentou todas as medidas administrativas antes da intervenção. Mas não há provas dessas tentativas, tampouco das medidas administrativas que o Cofen alega ter tomado. Enfim, parece que nada foi feito para evitar a intervenção”. Justiça determina fim da intervenção no Conselho Regional de Enfermagem – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/justica/justica-determina-fim-da-intervencao-no-conselho-regional-de-enfermagem Presidente do Coren-ES é afastada e interventor assume o cargo – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/cidades/presidente-do-coren-e-afastada-e-interventor-assume-o-cargo Intervenção no Coren-ES é ‘arbitrária’, critica deputada estadual – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/politica/intervencao-no-coren-es-e-arbitraria-diz-deputada-janete-de-sa
Bolsonaro enredado
Investigações sobre corrupção afetam público evangélico e podem respingar em políticos As prisões nessa quarta-feira (22) dos pastores evangélicos Milton Ribeiro, ex-ministro da Educação, Gilmar Santos e Ariston Moura trazem ao público mais uma tramoia das muitas que enredam a gestão do presidente Bolsonaro, em mais uma pá de cal para sepultar seu governo. Lobistas atuantes no governo federal como pontes entre o restante da pastorada gananciosa, e gozando da intimidade da família presidencial, são investigados por desvio de verbas da educação, com pagamento de propinas, inclusive, em uma rede criminosa denunciada por prefeitos. O escândalo ocorre pouco tempo depois da execução de Genivaldo de Jesus, no Estado de Alagoas, e dos assassinatos do jornalista inglês Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira, na selva amazônica. São ocorrências que colocam a gestão do presidente Bolsonaro em situação complicada, a quatro meses da eleição, por jogar luz no cenário de desgoverno, violência, medo e destruição que se espalha no país e que poderá levá-lo à derrota ainda no primeiro turno. Com mais uma investigação, desta feita sobre corrupção, que atinge pessoa próxima ao presidente, da qual ele declarou que colocaria “a cara no fogo”, Bolsonaro sai fortemente chamuscado, sem argumentação para prosseguir com o mote de sua campanha de que não há corrupção no governo. Não dá mais liga. E mais: o caso acaba com o discurso de falso moralismo usado por religiosos bolsonaristas, muito mais voltado para garantir ganhos ilícitos, como os pastores presos, ou manter as bases eleitorais nas chamadas igrejas. Com o presidente em queda, a tendência é que políticos ancorados no bolsonarismo tomem o mesmo caminho nas eleições deste ano, por conta do aumento do descrédito em torno de lideranças evangélicas. Mesmo os que condenam a pastorada corrupta, mas continuam a usar o mesmo discurso agressivo e desrespeitoso e antidemocrático, marca de Bolsonaro, a quem apoiam. Exemplo de comportamento desse tipo foi a agressão registrado nessa quarta-feira na Câmara de Vitória, mais uma vez, quando a vereadora Karla Coser foi destratada por colegas bolsonaristas ao abordar o caso do aborto de uma criança grávida, vítima de estupro, negado pela Justiça. Nesse cenário, agravado com a crise na economia, o aumento da fome e da miséria entre as camadas mais pobres da população, Bolsonaro luta para manter o percentual de cerca de 30% do eleitorado, segundo as pesquisas, garantido, em sua maioria, na camada evangélica, por força de uma visão fixada, unicamente, em textos bíblicos usados para alimentar a desinformação, na rede de fake news com conteúdo bíblico distorcido e descontextualizado. As prisões dos pastores, apesar de relaxadas nesta quinta-feira (23), não deixam de formar um quadro muito ruim para o presidente e seus seguidores, e nem o medo que ele tenta passar ao flertar com um golpe autoritário apresenta boas perspectivas. A população está acordando e, sem qualquer dúvida, sepultará, pelo voto, toda manifestação fascista. São falsos profetas e mentem quando dizem que agem em nome de Deus, porque suas ações resultam em ganhos e favorecimento de interesses privados, movidos pela ganância e a usura. Ignoram o alerta de textos bíblicos, como I Timóteo 6:6-8: “Mas os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína. Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores”.
‘É pouco provável que a PEC não seja aprovada em Plenário’
Sindienfermeiros-ES acredita que proposta que institui piso salarial entrará em pauta antes do recesso parlamentar A tramitação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 11/22, que institui o piso salarial da Enfermagem, avança na Câmara dos Deputados. Para a presidente do sindicato da categoria no Espírito Santo (Sindienfermeiros-ES), Valeska Fernandes Morais de Souza, “é pouco provável” que a matéria não seja aprovada no Plenário”. A PEC passou pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) nessa terça-feira (21) e, agora, seguirá para uma comissão especial. A proposta determina que uma lei federal instituirá o piso salarial nacional da categoria, que serão de R$ 4,7 mil para enfermeiros; R$ 3,2 mil para técnicos de enfermagem; e R$ 2,7 mil para auxiliares e parteiras. Ao inserir na Constituição o piso, aprovado pelo Congresso por meio do Projeto de Lei 2564/20, a intenção é evitar uma eventual suspensão na Justiça. Valeska informa que, depois da comissão especial, a PEC será apreciada em outra, mas não foi informada qual. “A gente fica sabendo a comissão quando já está com data marcada. As informações chegam em cima da hora. Existe um sigilo, acho que até para evitar movimentações na porta da Câmara”, diz. Ela acredita que a proposta será votada no Plenário antes do recesso parlamentar, que começa no dia 18 de julho. “É ano eleitoral, os deputados estão empenhados em votar a favor. Só vai votar contra mesmo o Partido Novo, que foi contrário em todas votações, inclusive na CCJ. Quanto à sanção, acho que não tem escapatória, Bolsonaro vai ter que sancionar. Agora, colocar em prática, já é outra batalha que teremos que fazer ano que vem, quando a PEC prevê a implementação do piso”, afirma. Para presidir a comissão especial, foi eleito o deputado federal Júlio César Ribeiro (Republicanos-DF). A relatora será a parlamentar Carmen Zanotto (Cidadania-SC), que durante a reunião da CCJ, destacou que a proposta deve ser votada antes do recesso parlamentar e que o mínimo de audiências públicas deve ser realizada. A PEC 11/2022, de autoria da senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA), foi aprovada no Senado em dois de junho. Na ocasião, Marcos do Val (Podemos), Rose de Freitas (MDB) e Fabiano Contarato (PT), os três parlamentares da bancada capixaba, foram favoráveis à proposta. Também tramita na Câmara dos Deputados o PL 1272/22, das deputadas federais Soraya Manato (PTB) e Carmen Zanotto, que inclui as empresas do setor de saúde entre as beneficiárias da desoneração da folha de pagamentos, sendo inseridas na Lei 12.546/11. O regime de urgência para votação de PL foi aprovado em 24 de maio. Pela lei, a desoneração da folha valerá até o final de 2023, permitindo a redução da carga tributária. Segundo a legislação em vigor, na contribuição para a Previdência Social, as empresas dos 17 setores atualmente beneficiados pagam uma alíquota que varia de 1% a 4,5% sobre a receita bruta, em vez dos habituais 20% sobre o total de salários. Senado aprova PEC que garante segurança jurídica ao piso da enfermagem Marcos do Val, Rose de Freitas e Fabiano Contarato votaram favoráveis à proposta https://www.seculodiario.com.br/saude/senado-aprova-pec-que-garante-seguranca-juridica-ao-piso-salarial-da-enfermagem