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Cresce pressão por candidatura de Contarato na Nacional do PT

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Gleisi Hoffmann, presidente nacional da legenda, recebeu relatórios de comitês populares sobre o evento de sábado em Vitória PT A dois dias do final do prazo estabelecido para definir se o senador Fabiano Contarato será mesmo candidato ao governo neste ano, que expira nesta quarta-feira (15), crescem as pressões junto à direção nacional do PT depois do evento realizado nesse sábado (11) no Sindicato dos Bancários, Centro de Vitória. A Executiva estadual e toda a militância, à unanimidade, reafirmaram o apoio ao senador e a maioria dos pronunciamentos rejeitou erguer palanque para o governador Renato Casagrande (PSB), candidato à reeleição. Nesta segunda-feira (13), comitês populares do PT enviaram à presidente nacional do partido, deputada federal Gleisi Hoffmann, relatórios sobre o evento, documentados com vídeos e noticiários na imprensa, solicitando uma conversa, a fim de expor a situação no Espírito Santo, como informa a ativista Fernanda Tardin, do Movimento Lula Livre e do Comitê Popular da Praia do Canto. Ela é uma das organizadoras do movimento em defesa do nome de Contarato. Para Marcelão, ex-vereador de Vitória e do Comitê de Jardim da Penha, o diretório estadual tem que exigir da Nacional uma posição que reflita o clima do encontro. “Chega dessa hegemonia de Paulo Hartung/Casagrande, o nome é Contarato”, diz, e enfatiza que “a Nacional tem que respeitar as decisões daqui do Estado”. Gleisi Hoffmann e o PSB fixaram o dia 15 de junho para superar impasses na disputa ao governo no Espírito Santo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Pernambuco, que se relacionam com a aliança em São Paulo, onde o petista Fernando Haddad lidera, mas busca a desistência do ex-governador Márcio França. O presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, exige o apoio a seus candidatos nesses estados para favorecer Haddad, com o redirecionamento de França para concorrer ao Senado. No encontro de sábado, organizado pelos movimentos sociais e o diretório estadual da legenda, foi ressaltado que a militância do PT não estará na campanha de Casagrande não apenas por discordar da atual gestão, mas, também, pelo posicionamento do governador, com marca de antipetismo, defensor da terceira via. Casagrande seguia a onda que colocava o ex-presidente Lula em desvantagem no Estado, até os últimos levantamentos, nos quais ele passou a liderar a corrida presidencial. “A unanimidade da militância, do diretório e de todos os pré-candidatos do partido certamente irá pesar nas decisões da Nacional”, comenta o escritor Perly Cipriano, ativista e pré-candidato a deputado federal, que aguarda para este dia 15 uma decisão favorável ao nome do senador, que assumiu de vez a pré-candidatura e cobrou da Nacional um posicionamento de forma a referendar as manifestações do encontro de sábado e o fato de a militância já ter levado a campanha às ruas. Diretório estadual do PT e militantes reforçam pré-candidatura de Contarato – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/politica/diretorio-estadual-do-pt-e-militantesreforcam-pre-candidatura-de-contarato

13/06/2022 / 2 Comments
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Magno’s show

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Das redes sociais para os eventos políticos, os ataques cada vez mais pesados de Magno Malta aos ministros do STF Jefferson Rudy/Ag.Senado Há anos sem cadeira política, resultado de uma derrota marcante em 2018, o ex-senador Magno Malta (PL) investe tudo e mais um pouco para voltar ao cargo nas eleições deste ano, explorando as bandeiras da extrema direita. Não é incomum que entrem nessa estratégia, portanto, os ataques aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), como registrado nas redes sociais e, também, em eventos políticos. Nesse final de semana, o enredo ganhou contornos ainda mais pesados, em palestra durante a conferência conservadora, CPAC Brasil, realizada em Campinas (SP). O teor das declarações repercute na imprensa nacional desde então, não à toa! Magno disparou nominalmente contra Alexandre de Moraes, Edson Fachin, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso, este último, acusado por ele de “além de tudo, bater em mulher”. Em certo momento, o ex-senador também chamou ao palco o deputado federal Daniel Silveira (PTB-RJ), que chegou a ser preso no ano passado por ofensas aos ministros e foi beneficiado por um indulto do presidente Jair Bolsonaro. “Quer me matar? Me mate. Quer me prender? Me prenda. Mas eu não vou me calar”, provocou Magno, em meio a aplausos da plateia bolsonarista. O evento foi realizado pelo Instituto Conservador-Liberal, presidido pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), com quem Magno gravou vídeo para as redes sociais, atestando o apoio da família Bolsonaro ao seu nome na disputa de outubro. De lá, Magno saiu como “estrela”, mas pode vir chumbo grosso por aí, exatamente o que o ex-senador parece estimular, para incrementar seu conhecido show eleitoral. ArsenalA acusação a Barroso veio após críticas à sua atuação como advogado, citando a defesa do ex-ativista italiano Cesare Battisti, e ainda “posição a favor de ampliação do direito ao aborto e descriminalização da maconha”. Magno emendou dizendo que descobriu, na sabatina do ministro, “que ele tem dois processos no STJ, na Lei Maria da Penha, por espancamento de mulher”. E finalizou: “eu só falo o que eu posso provar”. ‘Ineptas’Acontece que a conclusão do processo, como recorda a imprensa nacional, foi de perseguição de uma advogada a Barroso, “sem fundamento”. O caso é de 2013, quando ela o acusou de “calúnia, difamação e agressão”. A ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Eliana Calmon, na época, considerou as acusações ineptas e decidiu pelo arquivamento. Para todo ladoEm relação aos demais ministros, Magno chamou, entre outras coisas, Alexandre de Moraes de “vender a mãe para botar a toga nas costas”, de “oportunista” e propagar “fake news”; Edson Fachin de “mentiroso” e ter “trabalhado diuturnamente para fazer ataques vis à democracia”; e exibiu vídeo de Rosa Weber dizendo “que o ativismo judicial é inaceitável”, cobrando dela posicionamento nesse sentido. RedutoA Conservative Political Action Conference (CPAC Brasil) é o maior evento conversador do mundo, realizado anualmente nos Estados Unidos e, desde 2019, no Brasil. Por lá, também estiveram o candidato bolsonarista ao governo do Estado, Carlos Manato (PL), e sua mulher, a deputada federal Soraya (PTB). MantraEm visita a Orlando no sábado (11), o presidente Jair Bolsonaro seguiu a mesma entoada de atacar os ministros, como vem fazendo constantemente, junto com críticas ao sistema eleitoral do País. Os alvos foram Barroso, a quem chamou de “mentiroso” e “mau-caráter”, e Moraes, acusando-se de perseguição a Daniel Silveira e censura, e questionar se o ministro não seria um “psicopata”, como divulgado na Folha de S.Paulo. Foi só falar…A propósito, comentei aqui, na última coluna, que na “briga” pelo título de bolsonarista, conservador e de direita, só faltava Guerino Zanon (PSD) inaugurar o “tour” pelas igrejas evangélicas, como fazem há meses Manato e Erick Musso (Republicanos). Pois bem, Guerino já entrou no circuito. Nesse domingo (12), ele participou de culto na Assembleia de Deus da Praia da Costa, em Vila Velha. Durou poucoO ex-senador Ricardo Ferraço (PSDB), que havia voltado para as redes sociais depois de um longa temporada, sumiu de novo. Já tem um mês que não faz nenhuma publicação. A última foi uma crítica ao ex-presidente Lula. Enquanto isso…nada de sinais, também, sobre seu projeto político. DiálogoA vereadora de Vitória Karla Coser (PT) esteve no Centro na noite desse sábado (11), incluindo no tradicional Bar da Zilda, alvo de ataques do vereador bolsonarista Gilvan da Federal (PL), com apoio da gestão de Lorenzo Pazolini (Republicanos). Circulou por lá e conversou com comerciantes e frequentadores. Nas redes“Já estamos no que deveria ser emergência em saúde pública, com tendência de subida. Se cuidem”. Epidemiologista e professora da Ufes Ethel Maciel, sobre o atual cenário da pandemia da Covid-19. FALE COM A COLUNA: medeirosmanaira@gmail.com

13/06/2022 / 9 Comments
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‘O mais importante é a gente dialogar’, aponta vereadora sobre o Centro de Vitória

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Karla Coser vai ouvir demandas de moradores e comerciantes, em busca de um “equilíbrio” e apoio da prefeitura Divulgação A vereadora Karla Coser (PT) vai se reunir com moradores e comerciantes do Centro de Vitória para discutir os eventos realizados no bairro. Ela defende a busca por um equilíbrio entre os interesses das juventudes, dos comerciantes e também dos moradores. “O mais importante é a gente dialogar, e eu entendo que meu mandato é responsável por tentar criar essa ponte e chegar ao melhor resultado possível”, afirmou. Karla informa que, na próxima quarta-feira, vai circular pelo Centro de Vitória para conversar com os comerciantes e moradores, com o objetivo de ouvir as demandas em relação aos eventos. Projetos que promovem entretenimento para a população preta e periférica foram alvo de ataques do vereador Gilvan da Federal (PL), na última semana, em operação com apoio da gestão municipal de Lorenzo Pazolini (Republicanos). “Fui procurada pelos produtores da festa Subúrbio e do bar da Zilda a respeito da fiscalização agressiva feita na última semana pelo vereador Gilvan. Recebi muitas mensagens no meu WhatsApp, ligações e também mensagens nas redes sociais. Com toda a repercussão do caso, também fui procurada por comerciantes e por alguns moradores do Centro de Vitória reclamando da falta de fiscalização por parte da prefeitura e descaso com o Centro”, relata Entre os moradores, as demandas dizem respeito à organização dos eventos. “As reclamações são de som alto até o dia amanhecer, causando muito incômodo para os moradores da região, que não conseguem dormir e também que reclamam da produção de muito lixo nas ruas, deteriorando e desvalorizando ainda mais o Centro de Vitória”, aponta. Os organizadores de eventos no Centro de Vitória criticam a falta de apoio da prefeitura. Os responsáveis pelo projeto Subúrbio afirmam que já procuraram a Prefeitura de Vitória em busca de apoio, se propondo a arcar com banheiros químicos e com a limpeza da região, mas não tiveram respostas. “Em troca, a resposta é uma live nos tratando como bandidos”, denunciaram na última semana. No último sábado (11), organizadores do projeto realizaram um protesto contra os ataques de Gilvan. Com faixas e cartazes, eles denunciaram a forma discriminatória que são tratados em relação a outros espaços.  “É uma ato em resposta à perseguição, que já era feita pela fiscalização e pela Polícia de forma truculenta há algum tempo, no Subúrbio e em outros locais voltados para a cultura periférica e preta (…) É mais um ato pra mostrar a união da gente que faz cultura, que tenta sozinho levar algum tipo de lazer para a periferia. É para mostrar que a gente está unido, não estamos sozinhos”, disse Átila Alves Costa, organizador do projeto Subúrbio, na convocatória para o ato.‘Tudo o que está sendo reclamado tem a solução’ Karla Coser também se posicionou sobre o assunto na sessão desta segunda-feira (13), na Câmara de Vitória, ressaltando que as demandas apresentadas pelos moradores são temas previstos em lei, o que falta é o apoio da prefeitura para fiscalização. “Tudo o que está sendo reclamado tem a solução. O que os comerciantes da área do subúrbio estão pedindo, inclusive, é apoio da prefeitura e dos órgãos responsáveis, para que eles possam funcionar conforme todos os outros bares acontecem na cidade de Vitória”, disse. Karla enfatizou a necessidade de se pensar uma cultura para a periferia e não promover a criminalização desses espaços, como tem sido feito. “Nós precisamos encontrar uma maneira da juventude poder se divertir e ocupar a cidade. Encontrar o equilíbrio (…) É uma manifestação cultural. Há um pedido inclusive de que a Prefeitura de Vitória, assim como tem feito em outros espaços, transforme aquele espaço numa Rua Viva. Os comerciantes que estão lá me expuseram que muitas pessoas que chegam à noite estão atravessando pela rua do Subúrbio, porque se sentem mais seguros, já que a rua é movimentada”, relatou. ‘No Centro, a gente faz cultura sozinho’, critica dona do tradicional bar da Zilda – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/cidades/aqui-no-centro-a-gente-faz-a-cultura-sozinho-afirma-proprietaria-de-bar-em-vitoria-1

13/06/2022 / 3 Comments
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Votação sobre porte de arma para agentes socioeducativos é adiada para esta terça

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Projeto que tramita na Assembleia é apoiado pela categoria, mas encontra resistência de entidades Ana Salles/Ales Não foi desta vez que o Projeto de Lei Complementar (PLC) 38/2019 foi à votação no plenário da Assembleia Legislativa. Na sessão desta segunda-feira (13), os deputados Vandinho Leite (PSDB) e Bruno Lamas (PSB) informaram que a proposta, debatida com o governo do Estado, entra em pauta nesta terça-feira (14). O projeto busca garantir porte de arma aos agentes socioeducativos e é de autoria do ex-deputado e atual prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos). Trata-se do terceiro adiamento, uma vez que a votação estava prevista para a última segunda-feira (6), sendo transferida para a terça-feira (7), quando também não aconteceu. O projeto tramita desde 2019 na Assembleia e já passou pelas comissões de Justiça, Segurança, Assistência Social e Finanças. A proposta, que também garante outras prerrogativas aos agentes socioeducativos do Iases, como identidade funcional e prioridade no serviço de transporte, tem apoio do Sindicato dos Servidores do Atendimento Socioeducativo do Espírito Santo (Sinases), mas encontra resistência de entidades de direitos humanos e de defesa dos direitos de crianças e adolescentes. O presidente do Sinases, Bruno Menelli, alega que os servidores “cuidam de jovens infratores de até 21 anos e que muitos deles são chefes de facções”, além de relatar ameaças. “Não queremos portar arma, queremos garantir nossa segurança e do adolescente que está internado. Não quero entrar armado dentro da unidade. (…) Só vamos sair desta Casa quando todo mundo tiver o direito de ficar vivo”, protestou. O sindicato se articula pela aprovação da proposta desde quando ela foi apresentada. Já naquela época, a entidade havia solicitado apoio dos deputados em diversos momentos, como na reunião da Comissão de Segurança. Em todas as sessões para as quais a votação estava prevista, o sindicato mobilizou a categoria para se fazer presente nas galerias como forma de pressionar os parlamentares pela aprovação, o que se repetiu nesta segunda e nas sessões ordinárias da semana passada.  O Fórum Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente divulgou uma nota de repúdio ao projeto. “Armar agentes socioeducativos é desconsiderar a doutrina da proteção integral anunciada na Constituição Federal de 1988, no art. 227 e consagrada no Estatuto da Criança e do Adolescente (8.069/90). É rasgar as normativas do Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo – Sinase (Resolução 119 Conanda, e Lei 12.594/2012)”. Para o Fórum, a proposta “é mais uma estratégia de militarização do sistema socioeducativo”. A entidade recorda que, nesse sistema, já foi implantado o uso de tecnologias chamadas de não letais, mesmo diante da posição contrária do Conselho Estadual de Direitos Humanos (CEDH) e do Conselho Estadual da Criança e do Adolescente (Criad). O Fórum destaca que, em março deste ano, o Supremo Tribunal Federal (STF) invalidou normas estaduais que autorizavam o porte de arma para procuradores estaduais. “O entendimento da Corte é de que os estados não podem legislar sobre a regulamentação, fiscalização e porte de arma de fogo, por ser tema de competência privada da União”. O Criad também divulgou nota de repúdio em que “afirma seu posicionamento contrário ao armamento dos servidores, por entender que haverá casos de abusos e violências que não poderão ser investigados, pois a violência psicológica não deixa marcas para que possam servir como provas e responsabilizar aqueles envolvidos nessas ações, e ainda destaca que armar os agentes socioeducativos deixa em aberto as possibilidades de uso abusivo da força e violência, colocando em xeque toda a proposta socioeducativa por promover nos adolescentes, o sentimento de injustiça, medo, revolta, insegurança, humilhação e vergonha”. O militante do Movimento Nacional de Direitos Humanos no Espírito Santo (MNDH/ES), Gilmar Ferreira de Oliveira, aponta que o projeto é inconstitucional, uma vez que não é permitido aos estados legislar a respeito do porte de arma. Para ele, trata-se de um “projeto populista, eleitoreiro, com discurso fácil, que pega carona na onda do ódio”. Gilmar salienta que, caso seja aprovado, o projeto deve ser vetado pelo governador Renato Casagrande (PSB) não somente por ser inconstitucional, mas também pelo fato de que a política de segurança pública da gestão estadual, por meio do Programa Estado Presente, é de desarmamento. Caso o governador não vete, Gilmar aponta que será preciso recorrer à Justiça. Ele destaca ainda que grande parte dos agentes socioeducativos do Espírito Santo são trabalhadores em Designação Temporária (DTs). “Eles têm contrato de dois anos. Quem vai fiscalizar o uso e destinação das armas quando saírem do sistema?”, questiona. Entidades se posicionam contra porte de arma para agentes socioeducativos Votação do projeto que prevê o porte está prevista para a próxima segunda-feira na Assembleia https://www.seculodiario.com.br/seguranca/entidades-sao-contra-projeto-que-garante-porte-de-arma-para-agentes-socioeducativos

13/06/2022 / 2 Comments
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Médicos

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Quero homenagear os médicos, que precisam ter muita coragem, sangue frio e força Dias desses estava vendo um episódio da série Plantão Médico, o famoso E.R onde o ator George Clooney participa. A série não é nova, mas é reprisada pela Warner. O episódio a que me refiro foi todo sobre um parto e levou a equipe à exaustão. Na história, um casal entra em trabalho de parto. Primeiro os preparativos ainda no quarto. O marido muito nervoso. Era o primeiro filho. A equipe que fez o parto traz a figura do principal médico da emergência. No episódio, a história começa às 19h30 e termina às 8h do dia seguinte. Quem viu acho que sofreu, quem viu também nunca mais vai esquecer esse capítulo de E.R. Tanto a preparação quanto o trabalho de parto prenderam a atenção de todos que viram. Era muita tensão, muita luta dos médicos, muita dedicação, muito sofrimento. Todos as cenas muito bem dirigidas. Depois de constatado, o neném passou a ter risco de vida no útero. O parto seria normal, a pedido da parturiente. Mas o neném ficou preso, foi empurrado de volta e tentaram uma cesariana super rápida, pois o nascituro corria perigo de morrer. A mãe desmaiou, o marido ficou estático vendo tudo isso pelo vidro, e muito nervoso. Passou a ser uma questão de vida ou morte para a equipe médica que atendia. A parturiente desmaiou e já corriam algumas horas até esse estágio. A equipe lá. Trocaram de sala, já que o caso ficou muito grave. Após muita luta, tiraram o neném e precisou massagem no coração e ser intubado. Aquela coisinha mínima. Muito sangue frio dos médicos, e tem de ser assim. A mulher teve problemas de recomposição de órgãos e veio a falecer na mesa de operações. O episódio termina com o médico indo avisar ao pai, que já segurava o neném salvo. Cena muito forte, pois não ouvimos o diálogo, só vimos as reações através do vidro. Isso deve acontecer pelos hospitais do mundo. Ninguém fica sabendo, só a equipe médica e os familiares. Quero homenagear os médicos, que precisam ter muita coragem, sangue frio e ainda força para lidar com as consequências. Nesse episódio o médico vai para casa derrotado, chorando e inconformado. Mas deu tudo que tinha, ele e a equipe. Inesquecível série. PARABÓLICAS O trabalho das produtoras nessa campanha de 2022…pela crise, teriam pouco trabalho, mas o fundo partidário é de bilhões. Absurdo, né! A boa equipe de esportes da Rádio Cultura FM de Castelo, este ano, parou de transmitir o campeonato capixaba. Motivo: a desclassificação do RB de Venda Nova. A imprensa geral brasileira parece que desinteressou um pouco da guerra da Ucrânia, como da Covid-19. Errado! Nossas condolências pela passagem da jornalista e apresentadora Jeanne Bilich. Gente muito boa e profissional competente. ACESSEhttp://jrm50anos.blogspot.com.br/O rádio do ES na visão de JRM ACESSE: TRADUÇÃO JRM YOUTUBE Fábio JR – Paihttps://www.youtube.com/watch?v=GRQFnQgBJLU MENSAGEM FINALTodo homem tem a si mesmo como propriedade. E sobre esta ninguém tem direito, só ele. John Locke

13/06/2022 / 0 Comments
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Quilombolas denunciam agressão de seguranças da Suzano no Sapê do Norte

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Empresa é acusada de avançar com tratores e plantar em área quilombola. Comunidade cobra providência do Estado Reprodução A comunidade quilombola do Angelim II, no Sapê do Norte, em Conceição da Barra, norte do Estado, protocolou denúncia de agressão por parte da empresa que presta serviço de segurança patrimonial para a Suzano Papel e Celulose, a Prosevig, do Grupo SBS, com sede na Bahia.  Um documento com o relato do fato será encaminhado nesta segunda-feira (13) para o Conselho Estadual, o Movimento Nacional e a Secretaria Estadual de Direitos Humanos (CEDH, MNDH/ES e SEDH), além das Defensorias Públicas da União e do Estado (DPU e DPES) e o Ministério Público Federal (MPF/ES).  A denúncia, a que Século Diário teve acesso, assim como a um vídeo que registra parte do episódio, dá conta de que a violência ocorreu na manhã da última quinta-feira (9), por volta das 7h30, e foi protagonizada por um funcionário da Suzano identificado como Rafael. Reprodução “Estamos indignados com o último acontecimento na comunidade do Sapê do Norte, no dia 9 de junho, aproximadamente às 7h30, dentro da propriedade do quilombola, conhecido por Zé Ferino, a equipe, funcionários da empresa Suzano, depois de ameaçar passar por cima com o trator, agrediu o nosso companheiro Valdereido Frederico, com empurrão e imprensando nas grades do trator da empresa, onde os quilombolas gritaram o nome do funcionário Rafael que estava o agredindo. O que dizer dessa situação? como diz o ditado: a empresa Suzano quer plantar até por cima de nosso cadáver?” Os moradores relacionam o fato com o racismo institucional, questionando a afirmação de que “a escravidão acabou, que pretos estão livres, e que não existe mais as chibatadas”. No documento, perguntam: “O que sofremos no território do Sapê do Norte é o quê? Levamos chibatadas modernas, pela empresa Suzano e com o Estado assistindo de camarote. Por que será? Apenas por ser preto, porque vivemos em um Estado/País racista, é que preto tem que continuar levando as chibatadas.”  Ao final, há um pedido de providência por parte do poder público. “Precisamos de um posicionamento das instituições de direitos, e do governo do Estado, ou será que irão continuar assistindo de camarote?”. O vídeo, também enviado para as instituições citadas, mostra o funcionário identificado com Rafael, nas falas dos quilombolas – o crachá dele está guardado no bolso –, dando ordens para que os tratores avancem e para que os funcionários da Prosevig, aparentemente armados e com coletes à prova de bola, assegurem que os quilombolas não impeçam o trabalho das máquinas.  Um dos quilombolas avisa: “Plantar vocês não vão não, de jeito nenhum! Essa área já foi retomada pela Justiça Federal”, afirma, citando decisão proferida em outubro passado no âmbito de uma ação civil pública impetrada pelo MPF, em que o juiz determina a anulação dos títulos de propriedade emitidos em favor da Suzano, por entender tratarem-se de terras obtidas de forma ilegal (grilagem) e a obrigação do Estado de realizar a titulação dos territórios quilombolas já certificados pela Fundação Palmares, certificação que abrange não apenas o Angelim 2, mas outras 31 comunidades dentro do Sapê do Norte, incluindo as localizadas no município vizinho de São Mateus.  Em resposta ao aviso quilombola, o funcionário Rafael ordena: “Podem vir as máquinas, pode, vir!” E, direcionando-se aos moradores, reforça: “Eles vão trabalhar e depois vocês chamam a polícia. Essa área não é de vocês?” Ao que os dois trabalhadores quilombolas respondem que “não precisa polícia não, nós estamos cercando o que é nosso”. Reprodução “Pode vir, bóra! Vamos fazer um cordão aqui, meninos. Se ele bater na gente, puxar arma, alguma coisa”, insiste Rafael, chamando os seguranças para impedir que o quilombola se sente sobre o trator, impedindo o avanço da máquina até que eles recebam instruções de como agir legalmente diante da situação. “Ninguém vai bater em você, não, Rafael! Que ‘puxar arma’, meu filho, não tem arma aqui não”, afirmam os quilombolas.  O pedido de providências por parte do Estado diante do avanço de novos plantios de eucalipto sobre as terras quilombolas certificadas e retomadas foi intensificado desde fevereiro pelas comunidades, tendo sido uma das pautas centrais da reunião realizado no último 8 de março, na reunião realizada por Renato Casagrande (PSB) com mulheres quilombolas e sem terra, a primeira vez de um governador capixaba com esse público.  Em 23 de março, quando foi retomada a agenda de reuniões mensais da Mesa de Resolução de Conflitos Fundiários, coordenada pela SEDH – depois de 120 dias suspensa, sob pretexto de um estudo que seria realizado na região, mas cujos objetivos nem resultados foram apresentados às comunidades –, o assunto foi priorizado pelas comunidades quilombolas, e continua no centro do debate desde então, nas cinco últimas reuniões. AQPOA No entanto, nenhuma medida concreta para frear o avanço do deserto verde foi tomada até o momento, nem pela Suzano nem pelo governo do Estado. “A empresa está enrolando na Mesa há cinco reuniões. E o pessoal no campo trabalhando dia e noite, plantando eucalipto nas áreas onde a comunidade quer que seja feito o recuo. Ela não cumpre nem o protocolo de consulta prévia [Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho – OIT], chega de surpresa e passando por cima”, relata Flávia dos Santos, uma das lideranças do Angelim 2 que participa periodicamente das reuniões da Mesa, inclusive na que está agendada para esta segunda-feira (13). A agressão registrada no dia nove também será discutida em outra reunião nesta segunda, marcada para o período da tarde, no local do ocorrido, que trataria dos fechamentos, pela Suzano, das estradas usadas pelas comunidades para seu deslocamento interno. A denúncia sobre o fechamento também já é de conhecimento dos órgãos que defendem os quilombolas desde maio. Suzano ‘se desculpa’ por invadir território quilombola com maquinário de corte – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/suzano-se-desculpa-por-invadir-territorio-quilombola-a-noite-com-maquinario-de-corte ‘Estado se nega a fazer transferência das nossas terras, que é direito nosso’ Demandas de mulheres quilombolas e sem terra ainda aguardam ações práticas prometidas no 8 de Março https://www.seculodiario.com.br/direitos/estado-se-nega-a-fazer-transferencia-das-nossas-terras-que-e-direito-nosso

13/06/2022 / 0 Comments
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Deputados vão debater com o governo autarquização da Orquestra Sinfônica

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Comissão de Cultura reforçou críticas de servidores e sindicato contra gestão por uma Organização Social Lucas S.Costa/Ales O futuro da Orquestra Sinfônica do Espírito Santo (Oses) foi tema da reunião da Comissão de Cultura da Assembleia Legislativa nesta segunda-feira (13). Com a participação de representantes dos servidores e do Governo do Estado, deputados criticaram a proposta de transferência da entidade para uma Organização Social (OS) e se uniram aos servidores na defesa de uma autarquização. “Não se trata só de uma preocupação da Orquestra, mas também da sociedade, de entender por que esse modelo de gestão por meio de uma Organização Social está sendo adotado e não outros, como a transformação em autarquia, como sugerem os músicos, o que permitiria maior autonomia financeira e administrativa por um custo menor”, disse a deputada Iriny Lopes (PT), presidente da Comissão de Cultura. Juntamente com o deputado Fabrício Gandini (Cidadania), que também integra a comissão, a deputada informou que vai solicitar reunião com a Secretaria Estadual de Cultura (Secult), a Secretaria de Gestão e Recursos Humanos (Seger) e a Casa Civil para viabilizar o debate sobre a autarquização. Os parlamentares não concordam com a tentativa de transferência da Orquestra para uma OS, como pretende o Governo do Estado. Representantes da Secult que participaram da reunião alegaram que a transferência foi pensada com o objetivo de resolver entraves administrativos, como a defasagem de profissionais, além de se basear no exemplo de outras orquestras pelo Brasil. A solução sugerida pela Comissão de Cultura é uma mudança na legislação para manter os profissionais em Designação Temporária (DTs) na Oses. No momento, uma obrigação legal exige que anualmente esses vínculos sejam reduzidos. A proposta de Gandini foi reiterada por Iriny, que acredita que isso daria maior segurança aos músicos contratados. A reunião contou com a presença de representantes do Sindicato dos Servidores Públicos do Espírito Santo (Sindipúblicos-ES), que reforçaram as preocupações com a transferência da gestão para uma OS e defenderam a realização de concursos para repor a falta de servidores. “O concurso público seria muito mais interessante, não só institucionalmente, por garantir por décadas aquela instituição. As pessoas são o maior legado de qualquer instituição”, declarou a servidora efetiva da Orquestra, Gina Denise. Lucas S. Costa/Ales Em entrevista ao Século Diário, o vice-presidente da entidade, Rodolfo Simões de Melo, já havia defendido que a criação de uma autarquia daria autonomia financeira e administrativa à Oses, por um custo muito menor que a transferência para uma Organização Social. Na ocasião, ele explicou que, com o modelo, a Orquestra até poderia contratar uma OS para a criação de um segundo grupo de músicos, por exemplo, mas quem gerenciaria seria a própria Orquestra. “Ao invés dos artistas se submeterem aos interesses privados, seria a OS que atuaria de acordo com as necessidades dos artistas”, ressaltou. Presente na reunião desta segunda-feira (13), José Roberto Gomes, um dos diretores do Sindipúblicos, destacou a falta de diálogo com os servidores nas decisões tomadas sobre o assunto. “Mais uma vez, os servidores e o sindicato não foram chamados a discutir. Ficamos sabendo por parte dos servidores e aí cobramos abertura do diálogo com a Secult. Não aceitamos que verbas públicas sejam geridas por entes privados. Até o momento, não vimos nenhum benefício em ter uma OS na Orquestra. Se tem problema de gestão, a Seger deveria ser acionada. Se a questão é falta de pessoal, concurso é o caminho. Outro ponto questionado é a autonomia, sendo assim, que discuta a transformação da Orquestra em uma autarquia”, cobrou. O futuro incerto da Orquestra Sinfônica do Espírito Santo Proposta de transferência da gestão para uma organização social é rejeitada por servidores, que não descartam greve https://www.seculodiario.com.br/cultura/o-futuro-incerto-da-orquestra-sinfonica-do-espirito-santo-1

13/06/2022 / 1 Comment
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Deputados podem fazer emendas ao projeto da LDO a partir desta terça-feira

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Proposta da Lei de Diretrizes Orçamentária para 2023 começou a tramitar em abril deste ano O Projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para o exercício de 2023, em tramitação na Assembleia Legislativa, começa a receber emendas dos deputados a partir desta terça-feira (14), por meio da Ales Digital, com encerramento marcado para as 19 horas do dia 23 deste mês. O Projeto de Lei (PL) 180/2022, encaminhado pelo governo do Estado, prevê uma receita total corrente de R$ 22,4 bilhões. Nesta segunda-feira (13), a coordenação da Comissão de Finanças se reuniu com os assessores dos deputados, para falar sobre os prazos e orientar os gabinetes sobre a apresentação das emendas, que mais uma vez será feita de forma 100% digital. Após o término do prazo de apresentação dos destaques, o colegiado terá até o dia 4 de julho para analisar as emendas. O projeto, protocolado na Assembleia no dia 29 de abril, é responsável por orientar a construção do Orçamento estadual 2023, prevendo uma despesa total corrente estimada em R$ 21 bilhões, cerca de R$ 5 bilhões superiores à da LDO anterior. Em relação à receita primária – quando são excluídas da conta a receita patrimonial, a alienação de bens e operações de crédito – o valor é de R$ 20,3 bilhões. Já a despesa primária, que traz descontados os juros e encargos da dívida pública, é de cerca de R$ 20,1 bilhões.  Na mensagem da proposição, o governo aponta que a metodologia utilizada para a projeção tanto das receitas como das despesas tem como um dos fundamentos a série histórica em cada um dos itens até março deste ano. Na questão das receitas, consta ainda o incremento decorrente do reajuste linear concedido aos servidores e as reestruturações efetuadas em várias carreiras do funcionalismo público estadual. As projeções ainda levam em conta a melhoria do contexto mundial da pandemia do novo coronavírus. No anexo de Prioridades e Metas, estão as áreas onde o governo pretende alocar os recursos públicos. A expectativa no campo educacional “é de modernização, ampliação e adequação de 20 escolas de ensino médio; além da oferta de mais de 70 mil vagas de cursos de formação por meio do programa Qualificar ES”, informa o projeto. Também estão previstos investimentos na saúde pública no projeto chamado Novo SUS capixaba; a construção, reforma e padronização de unidades de defesa social e de segurança pública; a pavimentação de mais de 100 mil quilômetros de estradas rurais através do programa Caminhos do Campo; além de ações voltadas para a infraestrutura, cultura, esporte, desenvolvimento social e meio ambiente.

13/06/2022 / 0 Comments
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​Mobilização busca dar visibilidade às mulheres escritoras do Estado

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Mulheres se reuniram para foto histórica que pode ser pontapé para criação de um coletivo de escritoras  No Século XVII, uma jovem chamada Maria Ortiz comandou uma mobilização de expulsão de invasores holandeses na Ladeira do Pelourinho, na vila de Nossa Senhora da Vitória, entrando na história por ser algo que uma mulher não podia ser: corajosa. Quatro séculos depois, a Ladeira do Pelourinho agora é Escadaria Maria Ortiz, a vila de Nossa Senhora da Vitória é apenas Vitória, capital do Espírito Santo, mas nesse mesmo lugar em que os holandeses foram expulsos, um grupo de mulheres se reuniu para mostrar que podem ser algo que muitos em nossa sociedade ainda acreditam que não: escritoras. Luara Monteiro Esse encontro de cerca de 70 mulheres escritoras, no qual foi tirada uma foto com todas elas, aconteceu nesse domingo (12), por meio de uma mobilização que começou em São Paulo e acabou motivando grupos de todo o Brasil, ocorrendo em 20 cidades brasileiras. Extrapolou as fronteiras e foi realizada também na Alemanha, Inglaterra e Portugal. No Espírito Santo, a iniciativa foi organizada pelo Leia Mulheres, um coletivo de leitura de obras de autoria feminina, cujas atividades acontecem mensalmente no Sesc Glória, no Centro da Capital. A integrante do Leia Mulheres, Taiga Scaramussa, explica que a ideia da foto na Escadaria Maria Ortiz é “mostrar que elas estão produzindo, estão no mercado editorial”, uma vez que, embora as mulheres tenham conquistado espaços, como na própria literatura, ainda existem obstáculos a serem superados, como a baixa participação nas academias de letras, o menor índice de reconhecimento nos prêmios literários de maior prestígio, e, até mesmo, a crença no fato de que mulheres escrevem assuntos considerados como tipicamente femininos pela sociedade machista, como amor, casamento e família. “A mulher pode escrever sobre esses temas, pois são assuntos que perpassam nossas vidas, mas não somente sobre isso, e não quer dizer que um homem não possa abordar essas temáticas também. A literatura é livre”, diz Taiga, que, dentro dessa concepção da liberdade literária, afirma que o encontro de domingo reuniu “a literatura contemporânea feita por mulheres, e não a literatura feminina contemporânea”, uma vez que não há uma escrita feminina. A ideia, afirma, é que o encontro não se resuma a uma foto, mas sim, tenha desdobramentos. Algumas sugestões surgiram no diálogo entre as escritoras, como a realização de uma feira literária e criação de um coletivo e de um espaço para venda de livros. A atriz e escritora Suely Bispo foi uma das participantes. Para ela, o encontro de domingo foi “um momento histórico de registro de uma movimentação que já existe e deve ser potencializada”. Ela destaca que percebe já há alguns, em diversos lugares nos quais chega, as escritoras se organizando em coletivos. “A mulher quer ter voz, por muito tempo fomos caladas, querem desqualificar, desprestigiar nossa fala. A escrita é um lugar para colocar nossa voz, o que a gente pensa, o que a gente deseja”, enfatiza. Luara Monteiro Suely destaca a presença de mulheres negras na literatura, salientando que, no Brasil, estão presentes nela desde o Século XIX, quando, em 1859, ocorreu a publicação de Úrsula, primeiro romance publicado por uma mulher negra, a professora abolicionista do Maranhão Maria Firmina dos Reis. De lá para cá, aponta, outras se destacaram também, como Carolina Maria de Jesus e Conceição Evaristo. No Espírito Santo, ela cita nomes como Elisa Lucinda e Vera Viana. “Somos muitas já, é importante sair do lugar de invisibilidade, trazer nossa visão, nosso olhar sobre nós mesmas”, ressalta. O encontro na Escadaria Maria Ortiz também atraiu mulheres do interior, como Maria das Graças Gozzer, Bárbara Gozzer Machado e Amélia Schultz Zager, de Santa Maria de Jetibá, região serrana. Maria das Graças acredita que foi uma forma de “mostrar a diversidade na voz das mulheres, com escritoras de todas as cores, tipos de cabelo, de todas as vozes”. Como moradora da região de montanha, ela afirma ter sido importante entrar em contato com escritoras de outras culturas dentro de seu próprio Estado. Da esquerda para a direita: Maria das Graças, Bárbara e Amélia. Foto: Luara Monteiro Academias de letras A Academia Espírito-Santense de Letras foi fundada em 1921, mas somente em 1981 uma mulher, que foi Judith Leão Castello Ribeiro, passou a integrar esse espaço, até então totalmente masculino. Prestes a fazer 101 anos em julho próximo, foi presidida por uma mulher pela primeira vez somente em 2002, quando a escritora Maria Helena Teixeira assumiu a gestão, que terminou em 2004. A segunda mulher a se tornar presidente foi Ester Abreu, que atualmente ocupa esse posto. A academia conta com 40 cadeiras, sendo seis ocupadas por mulheres e 34 por homens. Ao longo de sua história centenária, apenas 12 escritoras foram consideradas imortais. A ausência do público feminino, impulsionada pelo machismo, foi a motivação para a criação, em 1949, da Academia Feminina Espírito-Santense de Letras, que teve Judith como sua primeira presidente. Hoje a presidência está com Jô Drumond, que recorda que a própria Academia Espírito-Santense de Letras sugeriu a criação da Academia Feminina. “Existe um questionamento se eles queriam de fato dar voz às mulheres ou se queriam que fosse criada para que elas não ocupassem a Academia Espírito-Santense, um lugar que era visto somente como deles”, afirma Jô. De acordo com ela, o preconceito contra as mulheres escritoras ainda existe, muitas vezes, de forma velada. Entretanto, em 2010, quando ela se candidatou a uma vaga na Academia Espírito-Santense, o machismo vivido não foi nada velado. A escritora rememora que um integrante da Academia, diante de sua candidatura, disse “não quero saber de mulher aqui, mulher é bicho complicado”. Jô acredita que a questão do machismo é histórica, colocando a mulher em um “lugar de inferioridade, em um papel secundário”. Como exemplo, ela aponta que a Academia Francesa de Letras, criada no século XVII, aceitou mulheres somente depois da Academia Brasileira de Letras, ou seja, após 1977, quando Rachel de Queiroz se tornou imortal no Brasil. Ela recorda ainda que escritoras que foram inivisibilizadas, como a esposa do poeta Olavo Bilac, proibida pelo marido de prosseguir

13/06/2022 / 0 Comments
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Grito dos Excluídos denunciará dependência política e econômica do ES

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Articulações começam neste mês, apontando relações entre poder público e grandes poluidoras Nos 200 anos da independência do Brasil, o Grito dos Excluídos vai levantar o seguinte questionamento: “(in) dependência para quem?”. No Espírito Santo, as articulações para a manifestação, que ocorre anualmente todo dia sete de setembro, irão começar no próximo dia 22, com uma plenária a ser realizada às 16h, no chamado Triplex, em frente à Praça Costa Pereira, no Centro de Vitória. A atividade é convocada pelo Fórum Igrejas e Sociedade em Ação, que convida entidades da sociedade civil para a construção coletiva do Grito. O coordenador do Fórum, Giovani Lívio, afirma que é preciso refletir sobre as diversas formas de dependência registradas no Espírito Santo. Umas delas são a econômica e política em relação aos grandes empreendimentos poluidores. “Somos dependentes de um marco industrial das décadas de 60, 70, 80”, afirma, exemplificando com a situação da cidade de Anchieta, no sul do Espírito Santo, diante do fechamento da Samarco, ocasionado pelo crime do rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, Minas Gerais. “O que virou Anchieta? Uma cidade de muitos desempregados devido à falta de investimento em outros campos, como a pesca, a agricultura, o artesanato e o turismo”, enumera. Giovani aponta ainda a dependência do poder público em relação a esses empreendimentos, uma vez que eles investem em candidaturas políticas, o que inviabiliza os gestores e legisladores, depois de eleitos, de tomar as iniciativas necessárias contra os danos causados à população. “Há um acobertamento. O pó preto da Vale, por exemplo, é um problema crônico que não é resolvido”, denuncia. A ArcelorMittal também é responsável pelas emissões, questão há décadas também marcada pelo omissão do poder público. O coordenador do Fórum aponta ainda as diversas situações de vulnerabilidade social que existem no Brasil e no Espírito Santo. A fome é uma delas. “Atravessamos um dos piores cenários, comparado ao da década de 90. A solidariedade começa a minguar, porque o desemprego, a informalidade, a carestia, tudo isso dificulta a ajuda entre as pessoas. É muita gente precisando de ajuda e pouca gente com condição de ajudar”, destaca. Ele cita como exemplo a Campanha Paz e Pão, da Arquidiocese de Vitória, que conta com cerca de 10 mil famílias cadastradas para receber cesta básica, mas por volta de quatro mil doadores. A população em situação de rua, diz, “vive um dos seus piores momentos”. “Principalmente em Vitória há um processo de higienização social, com retirada desses moradores das vias de bairros considerados nobres, sem políticas públicas eficazes”, reforça. Para Giovani, a postura do prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), “é o retrato da política nacional do presidente Bolsonaro”, com falta de diálogo com a sociedade. “As pessoas da ocupação Chico Prego estão acampadas há dois meses em frente à prefeitura e ele não as recebe. Independente de tantos problemas, a gente entende que a sociedade civil está atenta, lutando de forma localizada, pequena, mas buscando de fato a independência verdadeira”, acredita. No ano passado, o lema do Grito dos Excluídos foi “Vida em Primeiro Lugar” e o tema “Na luta por participação popular, saúde, comida, moradia, trabalho e renda já!”. Os manifestantes ocuparam as ruas do Centro de Vitória, com apelos por “Fora Bolsonaro”, “comida no prato e vacina no braço” e” feijão, e não fuzil”. Com críticas a Bolsonaro, Grito dos Excluídos leva reivindicações às ruas de Vitória – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/politica/grito-dos-excluidos-leva-reivindicacoes-dos-movimentos-populares-para-as-ruas-de-vitoria

12/06/2022 / 0 Comments
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