Mobilização foi suspensa após garantia do governo federal de que o acordo coletivo será assinado ainda este mês A paralisação de 48h dos trabalhadores da Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa), que começaria nesta terça-feira (24), foi suspensa após a Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Sest), do governo federal, aprovar o acordo coletivo firmado entre os trabalhadores e a empresa. Assim, a greve por tempo indeterminado, que começaria em primeiro de junho, também foi cancelada. Diante da recusa da Sest em aprovar o acordo, a paralisação e a greve haviam sido aprovadas em assembleia na semana passada. O diretor financeiro do Sindicato Unificado da Orla Portuária do Espírito Santo (Suport/ES), Roberto Hernandes, informa que a Sest assumiu o compromisso de que a assinatura do acordo será feita até o final deste mês. “Nossa mobilização foi importante para garantir isso. A Sest não tem que dizer se o acordo vai ser aprovado ou não. A Codesa fez o procedimento de praxe, que é enviar documentação afirmando que consegue arcar com as cláusulas econômicas, não tem porque não assinar”, aponta. A paralisação seria em todos portos de responsabilidade da Codesa, que são Capuaba e Paul Gusa, em Vila Velha; Porto de Vitória, em Vitória; e na sede administrativa, que fica na Praia do Suá, também na Capital. Apesar de não considerar o acordo muito vantajoso para os trabalhadores, o dirigente sindical aponta que houve avanços na questão da escala de trabalho. Hoje, ela é 6 x 1, mas no acordo atual passa para 6 x 4. Além disso, os trabalhadores conseguiram recomposição salarial de 70%, com base no Índice de Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A possibilidade de greve por causa do acordo foi descartada, mas está mantida a mobilização nacional dos portuários, que aprovaram estado de greve em todos os portos do Brasil, em plenária nacional realizada em Brasília nos dias 17 e 18, da qual o Suport/ES também participou. A insatisfação é contra a privatização das Autoridades Portuárias e a concessão de administrações portuárias a empresas privadas. Trabalhadores da Codesa param por 48h a partir desta terça-feira Caso o governo federal não aprove acordo coletivo, haverá greve a partir de 1º de junho https://www.seculodiario.com.br/direitos/trabalhadores-da-codesa-farao-paralisacao-de-48h-a-partir-desta-terca-feira
Potência e poesia de Emicida chegam a Vitória em agosto
Rapper se apresenta no palco principal do MoV.Cidade, evento que discute a sustentabilidade urbana Divulgação A música, poesia e potência de Emicida desembarcam em Vitória em agosto. O rapper se apresenta no palco principal do festival MoV.Cidade, movimento criado com o objetivo de estimular a consciência sustentável sobre a cidade. A programação de peso, sediada no Centro Cultural Carmélia Maria de Souza, em Caratoíra, também conta com a presença das baianas Majur e Rachel Reis, além dos capixabas Budah e Cesar MC. O festival acontece nos dias 19, 20 e 21 de agosto. Além dos shows, o festival contará com outras expressões artísticas na tenda de batalhas: Mar de Monstros apresenta Batalha de MC’s, Casa de Boneketys apresenta a Batalha de Vogue APT, e Arte da Rua apresenta Batalha de Danças Urbanas Open Style. Após ser realizado por dois anos no formato online, devido à pandemia, o MOV.Cidade elegeu o Centro Cultural Carmélia Maria de Souza para sediar a programação presencial do festival. “Será mais um ano de mostras de cinema, música, performances, bate-papos, formações voltadas para a juventude, e muita partilha para se pensar as formas de viver a cidade”, exalta o convite. De acordo com a organização, o evento respeitará as diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) e dos órgãos de saúde locais, e abrirá uma pequena cota de ingressos para o público-geral e convidados. A população negra, periférica e LGBTQIA+ será priorizada no acesso aos ingressos gratuitos. A sede do evento é o Centro Cultural Carmélia, um dos pontos culturais mais importantes do Estado durante os anos de 1980 e 1990. O nome do espaço é uma homenagem à cronista Carmélia Maria de Souza, considerada uma das autoras mais importantes da literatura do Espírito Santo. Carmélia foi uma mulher negra, artista autodidata, de origem interiorana, que além de cronista, foi também jornalista. Serviço Festival MoV.Cidade no Centro Cultural Carmélia Maria Lineup oficial com Emicida, Budah, César MC, Majur, Rachel Reis, Bixarte e mais 17 atrações Data: 19, 20 e 21 de agosto Mais informações no Instagram @mov.cidade
007 morreu
Dias desses, fui surpreendido com o filme sendo exibido na TV, e numa noite de sábado Não! Quem morreu na saga foi o ator Daniel Craig. Seu último filme foi 007 – Sem Tempo para Morrer. Dias desses, fui surpreendido com o filme sendo exibido na TV, e numa noite de sábado. Não tinha a informação que Bond morre neste filme. A surpresa foi sua morte numa explosão catastrófica e o filme acaba. Após passar aquelas letrinhas, a última coisa escrita era “James Bond vai voltar”. Tive que me lembrar do primeiro filme da série, 007 – Contra o satânico Dr. No, feito em 1962, com Sean Connery, e então a série tem 60 anos. Geralmente os atores da série se cansam, pedem para sair. Aconteceu agora com Daniel Craig. Este último filme tem um diretor com origem asiática chamado Cary Fukunaga. Veja você! Ele disse sobre a morte de Bond: “Enquanto lançam mísseis sobre o complexo de Safin, Bond é pego na ilha, morrendo. Embora o público não veja o corpo, ele realmente está morto. Embora muitos presumissem que o final de 007 – Sem Tempo para Morrer seria controverso, afinal, matar James Bond é praticamente um sacrilégio, o final foi amplamente elogiado por ser inventivo e encerrar a saga de Daniel Craig com maestria”, finalizou. Muita ação, mulheres não tão bonitas mas sempre sensuais, orçamento altíssimo e uns mil nomes ou mais subindo nas “letrinhas” do final do filme. Resumindo: Agora resta aos fãs esperar quem será escolhido para ser o novo James Bond. Mas o que realmente valeu no filme foi a música de Louis Armstrong – We Have All The Time In The World -, de 1973, cantada por ele no final e servindo de “score” em algumas cenas. De qualquer maneira, um bom filme. PARABÓLICAS Não estamos vendo o carrinho de Marcelo Ribeiro, que carrega instrumentos. Será que ele está fora do país novamente? Será que Boquinha (Oscar Junior) continua dando seus piques nas caminhadas matinais pela orla de Vitória? Grande jornalista! Juliana Morgado é a linda apresentadora da Record News. Ela já foi assessora do Detran e da Prefeitura de Vila Velha. Outro Dia vi Mário Bonella abrindo o Fantástico com reportagem sobre o ES. O Mário é um profissional escorreito. ACESSEhttp://jrm50anos.blogspot.com.br/O rádio do ES na visão de JRM Excepcionalmente não colocaremos música do nosso site de clipes traduzidos no Youtube e sim o acesso à música, comLouis Armstrong – We Have All The Time In The World: https://www.youtube.com/watch?v=r_cq_ni9MrU MENSAGEM FINAL“Computadores facilitam milhares de coisas, mas a maioria das que eles tornam mais fáceis não precisa serem feitas”. Andy Rooney
Militância antecipa campanha eleitoral de Contarato ao governo do Estado
Projeções de fotos de Contararo e Lula em prédios da Grande Vitória, nesta sexta-feira, marcarão o início da pré-campanha Redes sociais Militantes do Partido dos Trabalhadores (PT) no Espírito Santo decidiram não esperar o sinal verde da Nacional do partido e preparam ações de pré-campanha do senador Fabiano Contarato ao governo do Estado. Nesta semana, grupos de ativistas pretendem ampliar os contatos com movimentos sociais e partidos de esquerda e também o volume de postagens em redes sociais. Para este fim de semana, a pré-campanha de Contarato será lançada em um evento no Sindicato dos Bancários, no sábado ou domingo (28/29), por um grupo de ativistas, que nesta segunda-feira (23) já se mobiliza para adotar os procedimentos necessários, inclusive a comunicação formal à Executiva Estadual, em obediência ao estatuto do PT. A movimentação começa na noite desta sexta-feira (27), com projeções de fotos de Contarato e do ex-presidente Lula em prédios da região metropolitana da Grande Vitória. A ação está prevista para Vitória, Vila Velha e Serra, que serão visitadas por equipes de arrivistas em veículos com projetores. “O senador Contarato já foi comunicado, e mesmo que ele não possa comparecer, caso tenha compromissos agendados, a pré-campanha vai ser lançada, pois precisamos colocar o boco na rua”, disse um militante do PT. A iniciativa conta com o discreto apoio da direção estadual, que aguarda o desfecho das negociações com o PSB em nível nacional, para definir alianças inclusive nos estados. O impasse maior está relacionado ao apoio formal do PSB à pré-candidatura de Fernando Haddad ao governo de São Paulo, na dependência de o ex-governador Márcia França, do PSB, desistir de concorrer ao mesmo cargo. A questão, no âmbito local, diz respeito ao governador Renato Casagrande, secretário-geral do PSB e pré-candidato à reeleição, que teria, com Contarato, um concorrente capaz de fazer frente à sua liderança registrada em pesquisas eleitorais. Nos meios políticos, o senador é apontado como o único com probabilidade de crescimento. A pré-candidatura de Contarato foi lançada em fevereiro, mas logo entrou na dependência das negociações na área nacional. O senador afirmou, à época: “Estou convicto de nossa pré-candidatura no Espírito Santo. Vamos fortalecer um palanque para Lula e, principalmente, construir um projeto para nosso Estado. Estamos finalizando o planejamento e em breve iniciaremos as plenárias e reuniões em diversos municípios”. No entanto, três meses depois, a campanha não deslanchou. As pressões da militância e também entre dirigentes do partido aumentam, mas, de outro lado, há a preocupação de evitar desgaste ao ex-presidente Lula, líder nas pesquisas eleitorais para a presidência da República e que poderá derrotar Jair Bolsonaro (PL). Nas redes sociais, as postagens também assumem tom mais incisivo.
‘Pedimos socorro em favor das comunidades’, diz vereadora de Baixo Guandu
Sueli Alves Teodoro relata até escola arrombada para retirada de móveis. “Prefeitura diz seguir o TAG do TCE” A gestão do prefeito Lastênio Cardoso (Podemos), em Baixo Guandu, noroeste no Estado, tem fechado escolas dos distritos rurais do município, sob a justificativa de que cumpre o Termo de Ajustamento de Gestão (TAG) proposto pelo Tribunal de Contas do Espírito Santo (TCE-ES). A denúncia, que chegou a Século Diário de forma anônima por educadores mobilizados no Comitê de Educação do Campo do Espírito Santo (Comeces), foi confirmada pela vereadora Sueli Alves Teodoro (PCdoB). Com base em reuniões que participou junto de comunidades afetadas e em relatos recebidos por professores e moradores, ela estima que ao menos nove Escolas Municipais Unidocentes de Educação Infantil e Ensino Fundamental (EMUEIEFs) já tenham sido fechadas nos últimos dois meses, totalizando pouco mais de 70 estudantes. São elas: Alto Jacutinga; Alto Mutum Claro; Alto Santa Rosa; Boa Vista; Cabeceira de São Vicente; Irmãos Zanotti; KM 25 do Mutum; Queixada; e Vista Alegre. Sueli expôs relatos de uma dessas escolas, a Alto Jacutinga, que teve a porta arrombada para retirada de móveis e equipamentos. “Na cozinha, o que eles não levaram está no chão. Na sala de aula, a fechadura também foi arrombada. O que não levaram, também jogaram no chão, material escolar de uso ainda. O ventilador que a comunidade fez uma rifa para comprar, arrancaram e levaram embora. Tentei conversar com eles, não deram atenção”, narra um morador da comunidade, em vídeo enviado para a vereadora. Redes sociais A escola, conta, tinha vinte alunos matriculados. A reunião aconteceu na presença da secretária municipal de Educação, Kelly Crhistina Damasceno Gama, e sua equipe, além de moradores da comunidade e professoras. “Tinha muita gente, a reunião foi tensa. Eu também sugeri a adequação, eles falaram que iriam tentar fazer. A comunidade chegou a propor construir uma sala, em mutirão. Mas no outro dia, me disseram que ela já estava fechada, mandando as crianças para o KM 14. A secretária disse na reunião que era uma determinação do acordo, do TAG do TCE”. Redes sociais Sueli conta ainda que, nesses dois meses, outros fechamentos autoritários e violentos já aconteceram, apesar do apelo das famílias. “Eles fazem tudo escondido. Às vezes fala só com a professora, avisa que vai fechar no dia seguinte, mas não deixa ela contar nada para ninguém, ameaçando demissão”, denuncia. Até onde a vereadora pode apurar, três escolas municipais estão recebendo os estudantes impactados, sendo que duas estão em reforma e uma, a EMEIEF Professora Elza Ewald de Oliveira, atende os alunos em uma quadra improvisada como sala de aula. “As crianças do campo têm que ter o mesmo tratamento da cidade. Como eles falam que não tem como levar tudo de melhor para elas, não tem como ter uma quadra, internet, sala de vídeo, de informática…eles falam que é melhor levar as crianças para a cidade. Mas então que fizessem uma reunião antes, preparasse as famílias, os professores…e não chegar de uma hora para outra, com um documento na mão, dizendo que o Tribunal de Contas mandou fechar. Na primeira escola que eu estava presente, que a comunidade me ligou avisando, eu disse que o documento do Tribunal de Contas fala para adequar as escolas e não fechar. Mais de 30 crianças estudam lá, em duas salas, sendo que pode ter mais. Sugeri de fazer uma adequação, eles aceitaram e não fecharam”, relata. Redes sociais Além das reuniões nas comunidades, Sueli participou, no início de maio, de uma reunião convocada pelo promotor Izaias Vinagre, da qual também participaram outros vereadores e representantes da prefeitura. “Protocolei documentos, as comunidades também. O promotor pediu um mapa das escolas do campo para a prefeitura, disse que iria visitar. Até agora não tenho nenhuma informação sobre o envio do mapa ou alguma visita. Eu fico triste de ver as comunidades dessa forma e me sinto de mãos atadas. Estamos pedindo socorro ao promotor, que intervenha junto aos órgãos públicos em favor da comunidade”, suplica a vereadora. “Ao meu ver não é a melhor solução hoje para as crianças. Têm que acordar mais cedo, pegar transporte por essas estradas, e ficar numa quadra, nesse frio? Se tivesse uma escola com tudo, segura, eu mesma dava a minha mão à palmatória. Mas não tem isso. Poderiam ter esperado, preparado mais a recepção das crianças. Primeiro teriam que consertar as estradas, conseguir carros com segurança. Tem carro, a gente recebe foto, denúncia, que anda com a porta aberta!”, lamenta. ‘TAG deve ser suspenso’ O fechamento de escolas do campo com base no Termo do TCE é uma das principais críticas feita pelo Comeces em uma Nota de Repúdio assinada por mais de trinta organizações e entidades que compõem ou apoiam o Comitê Estadual. O documento expõe diversas precariedades nos dados do relatório do conselheiro Rodrigo Coelho, apresentado no Plenário da Corte no início de 2020, que embasou a elaboração do TAG. Precariedades e contradições que, afirmam os signatários, inviabilizam a tomada de qualquer decisão relativa à Educação do Campo, motivo pelo qual as entidades reivindicam “a suspensão do Termo de Ajustamento de Gestão em sua totalidade”. Semanas antes, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) já tinha feito alertas nesse sentido, durante a Jornada Nacional de Lutas em Defesa da Reforma Agrária, realizada no final de abril na Grande Vitória. Segundo a organização, apenas considerando escolas do campo ligadas ao MST, 26 delas em 13 municípios, estão ameaçadas de municipalização e, possivelmente, fechamento. A maioria delas na Superintendência Regional de Educação de Nova Venécia, no noroeste do Estado. “Na verdade, para nós do campo, esse ‘reordenamento’ significa fechamento de escola, pois o TAG [Termo de Ajuste de Gestão, proposto pelo TCE-ES] não leva em consideração as especificidades da realidade do campo, principalmente em relação ao número de educandos, à multisseriação e ao projeto pedagógico”, disse, na ocasião, o educador Murilo Nunes, da coordenação do setor de Educação do MST/ES. “O governo também não está levando em consideração essa realidade”, prosseguiu, ressalvando que a rota ainda pode ser corrigida. “Cada estado e
Trabalhadores da Codesa param por 48h a partir desta terça-feira
Caso o governo federal não aprove acordo coletivo, haverá greve a partir de 1º de junho Os trabalhadores da Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa) param suas atividades durante 48 horas a partir desta terça-feira (24). A iniciativa foi aprovada em assembleia realizada na última quarta-feira (17), quando também foi deliberada uma greve por tempo indeterminado a partir de 1º de junho. A categoria protesta contra a rejeição, pela Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Sest), do acordo coletivo firmado entre os trabalhadores e a empresa. A paralisação será em todos portos de responsabilidade da Codesa, que são Capuaba e Paul Gusa, em Vila Velha; Porto de Vitória, em Vitória; e na sede administrativa, que fica na Praia do Suá, também na Capital. Durante os dois dias, não haverá manifestações, somente diálogo do sindicato com os trabalhadores sobre as motivações do movimento e a importância da mobilização. O diretor financeiro do Sindicato Unificado da Orla Portuária do Espírito Santo (Suport/ES), Roberto Hernandes, explica que o acordo coletivo corresponde aos anos de 2022 e 2023. Apesar de não considerar um acordo muito vantajoso para os trabalhadores, o dirigente sindical aponta que houve avanços na questão da escala de trabalho. Hoje, ela é 6 x 1, mas a Sest defende que mantenha a atual, que é 6 x 4 Os trabalhadores reivindicam recomposição salarial de 100%, com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), mas no acordo conseguiram 80%. Entretanto, a Sest defende que seja 70%. Roberto informa que o presidente da Codesa, Bruno Fardin, viajou para Brasília para discutir o acordo coletivo com representantes da Secretaria Especial de Portos (Sep) e do Ministério da Economia, que comandam a Sest, para tratar da questão. Caso a Sest reveja sua posição quanto ao assunto, a greve será descartada. Também é realizada uma mobilização nacional dos portuários, que aprovaram estado de greve em todos os portos do Brasil, em plenária nacional realizada em Brasília nos dias 17 e 18, da qual o Suport/ES também participou. A insatisfação é contra a privatização das Autoridades Portuárias e a concessão de administrações portuárias a empresas privadas.
Servidores ocupam as ruas de Domingos Martins em movimento grevista
Mobilização só acabará quando prefeito Wanzete Krüger sinalizar atender as reivindicações das categorias A manhã desta segunda-feira (23) foi de protestos em Domingos Martins, região serrana do Estado. Servidores municipais ocuparam as ruas para reivindicar o cumprimento efetivo das negociações salariais realizadas com a prefeitura. A mobilização, que reuniu cerca de 200 pessoas, foi convocada após a gestão de Wanzete Krüger (PP) aprovar as novas tabelas salariais sem prever o pagamento retroativo dos valores. “Trabalhamos sempre honestamente. Não estamos contra o prefeito, mas nos manifestando pelos direitos do nosso salário, pois ele prometeu que seria retroativo e aceitamos. Esse retroativo não seria em pagamento único. Seria parcelado, também aceitamos, mas, no momento oportuno, o prefeito recuou e não pagou o nosso retroativo”, afirma Dejanir Mulinari, servidora pública aposentada. A partir desta segunda, apenas serviços essenciais, como a radioterapia, quimioterapia e hemodiálise estão mantidos no município. As atividades de limpeza urbana funcionarão com apenas 30% da capacidade total, enquanto os professores irão trabalhar em “operação tartaruga”, dando aula apenas em metade do expediente. “O sindicato optou por essa paralisação, para que o prefeito cumpra com o que prometeu, lá atrás, para todos os servidores públicos, que fizeram dívidas contando com esse dinheiro, e ele, infelizmente, recuou”, relata Sérgio Kinupp, integrante do sindicato. Para o professor Joilson Huver, a mobilização é importante para pressionar a administração municipal a reconhecer os direitos dos servidores. “Nós, do magistério, já estamos sem reajustes há quatro anos. Nossas perdas acumuladas ultrapassam os 50% (…) Durante todo este tempo, tivemos a promessa de que, com a aprovação dos planos de carreira, o reajuste seria retroativo. Porém, na última semana, o prefeito enviou os planos para a Câmara sem a proposta da retroatividade. Diante disso, não nos resta outra alternativa a não ser uma paralisação, já que o prefeito não cumpre suas promessas”, reitera. A negociação pelas novas tabelas salariais dura desde o mês de março. Os trabalhadores reivindicavam o reajuste dos vencimentos, já que algumas categorias ganhavam menos de um salário mínimo na tabela anterior. O valor era complementado pelo executivo para chegar ao que é exigido por lei, mas outros benefícios como o pagamento de horas extras e adicionais de insalubridade eram calculados de acordo com o salário-base, o que prejudicava os trabalhadores. Após idas e vindas, incluindo o anúncio de consulta ao Tribunal de Contas do Espírito Santo (TCE-ES), o projeto foi enviado à Câmara na última segunda-feira (16), e aprovado na terça (17), sem incluir o pagamento retroativo, que já tinha sido confirmado aos trabalhadores. Agora, o fim da greve depende das próximas decisões da prefeitura. “A luta continua. Ninguém da prefeitura recebeu a gente, ninguém dialogou, mas estamos de porta aberta caso o município queira trazer alguma proposta para encerrar o movimento”, declara o presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Domingos Martins (Sindsmudmar), Carlos Eduardo Schwambach. Servidores denunciam assédio moral após anúncio de greve em Domingos Martins Denúncia foi feita pelo sindicato, que convocou uma paralisação para a próxima segunda-feira https://www.seculodiario.com.br/politica/servidores-denunciam-assedio-moral-apos-anuncio-de-greve-em-domingos-martins Prefeitura volta atrás e envia novas tabelas salariais de Domingos Martins PLs foram enviados à Câmara sem pagamento retroativo e após novo anúncio de greve dos servidores, que está mantida https://www.seculodiario.com.br/politica/prefeitura-de-domingos-martins-protocola-novas-tabelas-salariais-mas-paralisacao-esta-mantida
Professores de Guarapari anunciam paralisação para a próxima semana
Sindicato cobra da gestão de Edson Magalhães fim do achatamento dos salários e políticas de valorização Trabalhadores da rede municipal de ensino de Guarapari farão uma paralisação na próxima segunda-feira (30). O ato, que tem como pauta principal o fim do achatamento dos salários, foi decidido em assembleia realizada na última quinta-feira (19) e tenta pressionar a gestão Edson Magalhães (PSDB) a cumprir com as reivindicações que se arrastam desde o ano passado. O Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Espírito Santo (Sindiupes) pretende enviar um ofício à prefeitura, comunicando a paralisação, nessa terça-feira (24). Além da suspensão das atividades, os professores organizam uma assembleia na Praça Philomeno Ribeiro, em Muquiçaba. “A educação vem passando por momentos difíceis no Brasil, muitos cortes vindos por meios do governo federal e, a cada ano, os investimentos têm diminuído. Aqui no município não é diferente. Nossos salários estão sendo achatados pela administração, que nem sequer recebe o sindicato para dialogar sobre o motivo de um aumento diferenciado para a categoria, não respeitando o nosso plano de carreira”, declara o professor Hélio Bubach, um dos diretores do Sindiupes em Guarapari. Uma das reivindicações urgentes é a reestruturação das tabelas salariais dos professores. No final de março, a prefeitura anunciou os novos planos de cargos e salários de vários setores, incluindo a educação, mas não atendeu às demandas da categoria, que reclama da falta de valorização dos profissionais que possuem títulos e outros níveis de formação acadêmica. Na última quinta-feira (19), o coordenador do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Espírito Santo (Sindiupes) em Guarapari, Adriano Albertino, informou que a diferença salarial entre profissionais com o antigo magistério e aqueles que têm licenciatura plena é de apenas 30 reais. Para profissionais com pós-graduação e um nível de especialização, a diferença é de R$ 80. “Para piorar a situação, a Secretária de Educação solta uma circular que não nos permite participar de uma assembleia”, afirma Hélio Bubach, se referindo a um memorando enviado aos professores na última semana. O documento, distribuído pela Secretaria de Educação dois dias antes da assembleia do sindicato, alegava a “impossibilidade de liberação dos estudantes das aulas, bem como dos profissionais de Educação para participação de assembleias sindicais”. Após o envio do documento, o encontro da categoria para deliberação das pautas precisou ter o horário alterado. “Isso, para mim, é uma ditadura. É não permitir que uma categoria participe das assembleias para saber o que está em jogo”, critica Hélio. O sindicato, que no ano passado promoveu uma série de mobilizações com a categoria, também aponta a falta de diálogo com a gestão, a ausência de uma proposta de recuperação dos impactos durante a pandemia e a quantidade de obras paradas na cidade. “Eles não escutam a categoria. Quando senta, é só pra comunicar o que quer fazer (…) Uma série de situações que a gente observa, que parece que o município jogou a toalha. Não está fazendo o investimento correto na educação”, apontou Adriano Albertino. Professores de Guarapari voltam a denunciar precarização da educação Achatamento salarial e falta de investimento e de diálogo estão entre as denúncias contra a gestão de Edson Magalhães https://www.seculodiario.com.br/educacao/professores-de-guarapari-voltam-a-denunciar-precarizacao-da-educacao
Conselho Estadual alerta para subnotificação de casos de abuso no SUS
Dados da Sesa apontam que, em 2021, foram 371 notificações de abuso contra criança e adolescentes no Estado Dados da Secretaria Estadual de Saúde (Sesa) mostram que, em 2021, o Sistema Único de Saúde no Espírito Santo registrou 371 notificações de violência sexual envolvendo vítimas entre 1 e 19 anos, faixa etária que abrange crianças e adolescentes. Dessas, 87% são do sexo feminino. Entretanto, o Conselho Estadual de Direitos Humanos (CEDH) alerta que o número deve ser maior, resultado das subnotificações e da falta de profissionais no SUS e no Sistema Único de Assistência Social (Suas), além do receio de alguns deles em fazer a notificação. Rafael Valêncio, que representa o Sindicato dos Psicólogos no Estado do Espírito Santo (Sindpsi/ES) no Conselho, destaca que, nos municípios, existe uma redução considerável de profissionais, causando déficit nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Para ele, esses profissionais são os de maior acesso para que as vítimas ou alguém ligado a elas possa denunciar a violência, pois fazem visitas domiciliares às famílias, podendo ganhar confiança. Diante da falta de agentes necessários para atender uma determinada região, muitas casas também podem não receber as visitas desses profissionais, aponta Rafael. Além disso, a notificação de casos de violência por meio do SUS, apesar de compulsória, não é feita por muitos desses trabalhadores, por medo. Esses profissionais, que acabam tendo uma relação mais estreita com as pessoas que moram nas casas que visitam, muitas vezes temem coação por parte do abusador. Os agentes não são os únicos que podem notificar, mas qualquer profissional da saúde. Não tendo acesso ao agente, a pessoa pode procurar um trabalhador da saúde na UBS. Mas a falta de profissionais novamente traz problemas, pois o profissional, diante da sobrecarga de trabalho, pode ter que priorizar algumas demandas ou não vai ter disponibilidade de tempo para fazer uma “escuta cuidadosa”, como requer a situação. Rafael destaca que a procura pela UBS para relatar casos de abuso não é restrita à vítima e a sua família, pode partir de qualquer pessoa que tenha conhecimento do ocorrido. Em casos de menores de idade, o profissional deve fazer a notificação, além de acionar um responsável seguro pela vítima para afastá-la do abusador, devendo também acionar o Conselho Tutelar e orientar para denúncia policial. Para maiores de 17 anos, também é feita notificação, além de encaminhamento para a UBS, onde devem ser dadas orientações para que a denúncia seja feita. Independentemente da faixa etária, se a violência tiver ocorrido há no máximo 72 horas, é necessário fazer as profilaxias de emergência, com oferta de medicamentos que evitam gravidez e Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). Se a violência ocorreu em um prazo maior, não é possível fazer esse procedimento. A falta de investimento em formação para trabalhadores da saúde também é prejudicial, como acrescenta Rafael. Ele explica que notificação não é denúncia, não se trata de um Boletim de Ocorrência (BO), mas há profissionais que entendem dessa forma e temem notificar. Outro fator apontado por ele é a falta de profissionais nos Centros de Referência Especializados em Assistência Social (Creas), cujo objetivo é apoiar pessoas que foram vítimas de violência, inclusive sexual. “O Creas recebe e ajuda a vítima a superar a situação de violência”, diz. Alguns serviços feitos são orientação jurídica e encaminhamento às UBS e para iniciativas de apoio à geração de emprego e renda, além de assistência psicossocial. Ainda sobre os Creas, Rafael recorda que, em 2020, em alguns municípios, esse equipamento atuou remotamente por causa da pandemia da Covid-19, o que dificultou o acesso das pessoas. Houve uma demanda represada, que em 2021 acabou sobrecarregando ainda mais esses espaços, dificultando os atendimentos. Aliado à falta de profissionais, dificultou o encaminhamento das vítimas de violência ao SUS.
Festa do Caboclo Bernardo volta ao formato presencial em Regência
Na coluna: festa terá encontro de grupos folclóricos; lançamentos literários; e novos eventos culturais ao ar livre A coluna entra em férias nas próximas semanas e, por isso, vem recheada de dicas neste sábado (28) do que vem por aí. CULTURA POPULAR Encontro de grupos folclóricos na Festa do Caboclo Bernardo Depois de dois anos sem acontecer de forma presencial, a Festa do Caboclo Bernardo voltará a movimentar a vila de Regência Augusta, em Linhares, norte do Estado, na próxima semana, entre os dias 3 e 5 de junho. A atividade, que relembra a trajetória do pescador da Foz do Rio Doce que virou herói nacional ao comandar o resgate de mais de 100 marinheiros, é uma das principais movimentações culturais do balneário durante o ano. A programação é extensa e inclui o tradicional Encontro Estadual de Grupos Folclóricos, em sua 30ª edição, que exerce um papel importante de articulação entre os grupos. Também haverá torneios esportivos, caminhada, cortejo, shows, luau, reunião dos mestres de congo, apresentação teatral do Auto do Caboclo Bernardo e outras atrações. A programação completa pode ser encontrada aqui. Prefeitura de Linhares Livro retrata festejos do congo em desenhos e versos Lançado pela Associação de Bandas de Congo de Fundão com recursos da Lei Aldir Blanc, o livro Congo está disponível online. Ele conta com versos e ilustrações de Cássio Neto Liberato, que cresceu junto ao congo de Timbuí, distrito do município que guarda um dos festejos mais tradicionais do Espírito Santo, e há mais 20 anos pinta as bandeiras dos santos que são louvados nas comemorações ao som do tambor, casa e cantorias. A publicação está disponível para ser lida no Issuu e também pode ser baixado na página da ABC Fundão, assim como um material educativo de apoio lançado conjuntamente. Seu navegador não oferece suporte ao visualizador de PDF Baixe o arquivo PDF aqui ESPAÇOS CULTURAIS Projeto traz arte e cultura para escadaria do Centro Vitor Taveira Uma novidade em Vitória que vem crescendo aos pouquinhos é o projeto Escadaria Viva, promovido pelo Casulo Show Room, na Escadaria São Diogo, monumento histórico, mas pouco valorizado do Centro da Capital. Espaço de arte, decoração e cultura localizado de frente à escadaria, o Casulo tem promovido shows e apresentações de artistas de grande qualidade no local aberto, que tem ficado lindo à noite. Um dos destaques tem sido o jazz, por vezes misturado com outros ritmos, como é o caso da atração deste sábado (28): Gets Souza e Gessé Paixão, que se apresentam a partir das 17h, trazendo, além daquele ritmo, vários toques de brasilidades, como samba, baião e ijexá. O projeto é aberto e quem quiser pode chegar, sendo sugerida contribuição de couvert de R$ 10 para os artistas. Chorinho na Praça dos Namorados Outro evento novo e ao ar livre que vem ganhando cada vez mais adeptos é o chorinho realizado na Praça dos Namorados, todos os sábados de 11h às 14h. Com talentosos músicos da cena capixaba e sob a sombra de uma frondosa árvore, o evento é gratuito e os moradores ou visitantes costumam trazer suas cadeiras de praia para curtir o momento. O chapéu é passado e contribuições para os músicos também são muito bem-vindas, claro! Mucane estreia três exposições de uma vez A sexta-feira foi de estreias no Museu Capixaba do Negro (Mucane), que neste mês completou 29 anos de existência. São três as exposições que entraram no espaço. Uma delas chama-se Personalidades Negras, que será permanente, com fotografias de importantes nomes da cultura e movimento negro capixabas e ainda registros da trajetória do Mucane desde sua criação. Òrìṣàs, do grafiteiro, artista visual e militante Édson Sagaz, traz um panteão de pinturas que representam os orixás, divindades de origem iorubá de grande importância na religiosidade africana e afrobrasileira. Quem foi ao museu ainda encontrará Estandarte Negro: cenários e patrimônios do Centro Histórico de Vitória, do artista e pesquisador Rômulo Corrêa, em exibição até 28 de agosto. Fãs comemoram aniversário de Raul Seixas em Fundão Nos dias 25 e 26 de junho, a pousada Terra Mar, em Praia Grande, litoral de Fundão, vai mudar simbolicamente seu nome para Pousada Novo Aeon, em homenagem a um dos trabalhos de Raul Seixas, que naquela semana estaria completando 77 anos se fosse vivo. A programação vai começar às 15h do dia 25, com a live “O sol da noite agora está nascendo”, bate-papo com Juliana Abonizio e Everaldo Barreto. Às 19h, o MPBlues toca no local com um repertório de Raul Seixas e Sérgio Sampaio. No dia seguinte, às 15h, a atração será o grupo Conchá, com uma lista que vai de grandes sucessos ao “lado B” da música do Maluco Beleza. Os ingressos estão à venda pelo site Sympla e a pousada oferece pacotes de hospedagem e camping para quem quiser virar o fim de semana tributando a Raulzito. Informações pelo telefone (27) 99881-9731. POLÍTICA CULTURAL Vetos de Bolsonaro à cultura serão votados dia 2 de junho Para quem está atento às movimentações políticas de Brasília, que podem garantir um grande montante de investimentos públicos em cultura e arte nos estados e municípios, está marcado para a próxima quinta-feira (2), a sessão conjunta do Congresso para avaliar os vetos do presidente Jair Bolsonaro (PL) às leis Paulo Gustavo e Aldir Blanc 2. A primeira, de cunho emergencial, para fomento a diversos setores, especialmente ao audiovisual, e a segunda de caráter permanente, tornando fixo o repasse anual descentralizado de R$ 3 bilhões para os entes federativos, com ajustes inflacionários a cada edição. O chamado é para mobilização nos estados, para que os deputados compareçam à sessão e haja quórum para derrubar o veto presidencial, fazendo com que as leis sejam implementadas. Um bom canal para acompanhar o andamento é o Emergência Cultura, no Instagram. Midiateca Capixaba será lançada em junho Projeto da Secretaria de Estado da Cultura (Secult) para reunir online diversas produções culturais feitas no Espírito Santo, especialmente aquelas apoiadas ou produzidas no Espírito Santo, a Midiateca Capixaba deve entrar no ar no final de junho, quando será apresentada ao público oficialmente. Entre os