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Fatia gorda do bolo

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Integrante da segunda meta prioritária do PT este ano, Helder Salomão deverá ter campanha farta à reeleição Agência Câmara Deputado federal em segundo mandato e único que busca a reeleição no Estado pelo PT, Helder Salomão poderá ter uma campanha farta este ano. Burburinhos internos no partido, reproduzidos na imprensa nacional, e que, obviamente, já geram divisões, apontam que a atual bancada da Câmara Federal terá prioridade na distribuição do fundo eleitoral de R$ 486 milhões. A fatia de cada um corresponderia ao valor entre R$ 1,5 milhão e R$ 2 milhões, para fazer valer o projeto do PT de manter os atuais deputados, o que é a segunda prioridade para o pleito de outubro, atrás somente do palanque presidencial de Lula. As exceções ficariam por conta de candidatos sem mandato mas considerados com grande potencial de votos, critério que também tem gerado ruídos. Com base eleitoral em Cariacica, Helder chegou a ser cotado como candidato a vice de Renato Casagrande (PSB), quando ambas as legendas ainda não haviam declarado guerra interna, como ocorre atualmente. Acabou, porém, como representante desse projeto maior da Nacional e circula pelos municípios do Estado para consolidar seu território político que, em 2018, bateu a marca de 73,3 mil votos. No mesmo ano, quando também fazia parte dos planos principais do PT, mas em outro contexto – garantir a defesa de Lula, até então inelegível, no Congresso Nacional – Helder recebeu R$ 900 mil do partido. Previsão, portanto, de um “plus” e tanto! Nada mal, hein?! AnunciadosJunto com Helder na chapa, até agora, estão a presidente estadual do PT, Jackeline Rocha, que disputou o governo do Estado; Rafael Primo, candidato à prefeitura de Vila Velha pela Rede Sustentabilidade em 2020; o petista histórico Perly Cipriano; e a coletiva formada por três jovens da Universidade Federal do Estado (Ufes) e ligados a movimentos sociais – Manu Kisse, lona Açucena e Ivo Lopes. DescidaCom seis interessados no Senado e só uma vaga, a depender ainda de possíveis composições, a chapa à Câmara pode contar, ainda, com quem “sobrar”. Estão, aí, o vereador de Cariacica André Lopes; Célia Tavares, que disputou a prefeitura do mesmo município em 2020; o ex-deputado estadual Genivaldo Lievore; o ex-reitor da Ufes Reinaldo Centoducatte; o presidente do Conselho de Cultura de Vitória Waldir Castiglioni Filho; e o empresário Alexandre Ambrosio. ‘Maaaaas’…O “bonde”, tudo indica, terá que ser reduzido. O PT fechou federação com o PCdoB e PV e, certamente, os espaços terão que ser divididos de acordo com os interesses de cada legenda. O PT, por enquanto, parece que tem muita gente para pouca acomodação. Tête-à-têteA propósito, as lideranças petistas se reuniram, nesse sábado (23), para elaborar o “planejamento estratégico” da campanha do senador Fabiano Contarato ao governo do Estado. Ele também já colocou o bloco na rua, com reuniões em bairros e lideranças. Uma delas nesse final de semana foi em Manguinhos, na Serra, divulgada nas redes sociais. OportunidadesCandidato ao governo, o presidente da Assembleia Legislativa, Erick Musso (Republicanos), não perde uma chance de agregar os insatisfeitos. No feriado, visitou o acampamento de policiais penais no Palácio Anchieta, Centro de Vitória. O grupo, que seria um movimento independente do sindicato da categoria, reivindica melhores condições de trabalho, reajuste salarial e plano de carreira. Oportunidades IIErick também circulou pela Festa da Penha, ao lado da sua dupla preferida dos últimos meses, o prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini, do mesmo partido. Mas essa agenda não foi exclusividade do deputado. Os candidatos deste ano deitaram e rolaram nesse feriadão, com tanta programação e eleitor nas ruas. Haja aperto de mão! InvestidasAmbos defensores da terceira via e sempre transitando no mesmo campo, o economista Armínio Fraga, ex-Banco Central e parceiro de longa data em Paulo Hartung (sem partido), tem se movimentado em paralelo ao ex-governador: é colaborador da pré-candidatura à Presidência da República da senadora Simone Tebet (MDB-MS). Já Hartung, como se sabe, é Eduardo Leite (PSDB-RS) na cabeça. O tucano também se encontrou com Simone recentemente. Mais uma rodadaAlvo constante de deputados bolsonaristas na Assembleia, o secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, presta contas da pasta em comissão temática na próxima sexta-feira (29), às 9h. Da última vez, passou por lá sem muitos abalos. Veremos agora… Nas redes“Dicas da semana: Um livro: Memórias de uma guerra suja, Cláudio Guerra; – Um pensamento: “Os iguais se reconhecem e se atraem. Não dá para enganar a natureza”. Waan Oliver; – Uma música: Meu caro amigo (a coisa aqui tá preta), Chico Buarque”. Ministro do STF, Luís Roberto Barroso, sobre livro escrito por um dos fundadores do Século Diário, Rogério Medeiros. FALE COM A COLUNA: medeirosmanaira@gmail.com

25/04/2022 / 1 Comment
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Plano de Cargos e Salários será votado nesta terça-feira em Colatina

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Servidores conseguiram reverter pontos considerados desfavoráveis, mas ainda apontam retrocessos da gestão de Guerino Balestrassi Está prevista para esta terça-feira (26), na Câmara Municipal, a votação do Plano de Cargos e Salários dos servidores de Colatina, noroeste do Estado. O projeto, de autoria da gestão de Guerino Balestrassi (PSC), encontra resistência por parte dos trabalhadores, que afirmam não ter participado de sua elaboração, além de apontar retrocessos. Alguns deles, porém, foram revertidos após mobilizações. “O sindicato criou uma comissão formada por membros da diretoria e representantes dos servidores para analisar o projeto, elaborou um relatório com os pontos problemáticos, realizou assembleias específicas sobre seus impactos, e participou de reuniões com os vereadores”, afirma a presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Colatina e Governador Lindemberg (Sispmc), Eliane Fátima Inácio. Entre as mudanças que os trabalhadores conseguiram, está a inclusão de uma autoavaliação de desempenho, contrapondo com a proposta inicial, que era somente de avaliação pela chefia imediata; garantia de 180 dias para o servidor celetista optar pela troca de regime, período de tempo que antes estava com o prazo de 120 dias; e garantia da carga horária de 30h semanais para agentes de serviços gerais, agentes de serviços urbanos e auxiliares de creche, ao invés de 40h. Um dos pontos que os trabalhadores ainda questionam é que as pessoas com deficiência poderão se inscrever somente para cargos cujas atividades sejam consideradas compatíveis com sua deficiência. Além disso, se opõem ao fato de que o projeto prevê carga horária de 40h semanais, e não 30h, para os cargos de técnico em Agrimensura – Topografia e técnico em Saúde Bucal. Outra questão é que a garantia do abono de 50% do salário no mês de aniversário do servidor e a gratificação de férias de 50% não foram acopladas ao projeto. Para o diretor jurídico do sindicato, Décio Rezende, ao estudar a proposta, a comissão percebeu que “a valorização tão anunciada e ventilada não aconteceu”. Os professores não estão inclusos na proposta de Plano de Cargos e Salários enviada para a Câmara. Décio relata que o secretário municipal de Educação, Cidimar Andreatta, informou ao sindicato que haverá um processo de contratação de uma empresa para elaboração do plano e garantiu que haverá diálogo com os servidores. Uma das críticas em relação ao processo de elaboração do plano encaminhado para a Câmara é justamente a falta de diálogo com os trabalhadores. Uma empresa foi contratada pela gestão municipal para elaboração das diretrizes, tendo seu trabalho acompanhado por uma comissão composta por quatro secretários municipais. Em oito de março, um grupo de servidoras chegou a comparecer à prefeitura para conversar com a chefia de gabinete de Guerino e reivindicar a retomada da mesa de negociação, sem êxito.  A atitude contraria a afirmação feita pelo prefeito em matéria publicada por Século Diário em janeiro, quando garantiu que haveria diálogo com o sindicato. Na ocasião, a entidade demonstrou indignação com o aumento de mais de 100% nos salários dos secretários municipais e apontou que reivindicações dos trabalhadores não são atendidas, entre elas, a elaboração do plano. Diante disso, Guerino informou que a empresa contratada faria um diagnóstico para avaliar como estaria cada um dos quadros por categoria e avaliar distorções. Assim, após o diagnóstico, o diálogo com o sindicato seria aberto, o que não aconteceu. A reformulação do plano é uma das principais reivindicações dos servidores de Colatina, que querem a garantia da progressão e o desenvolvimento de carreira previstos na Lei Orgânica do Município. As categorias também defendem que a tabela de vencimentos do pessoal do magistério tenha parâmetros na forma de percentual no desenvolvimento da carreira, levando em consideração a titulação escolar, em conformidade com a Lei de Diretrizes e Base da Educação (LDB). Plano de Cargos e Salários foi feito sem diálogo com servidores, diz sindicato Situação contraria afirmação de Guerino Balestrassi de que os servidores participariam do processo https://www.seculodiario.com.br/politica/plano-de-cargos-e-salarios-foi-feito-sem-dialogo-com-servidores-diz-sindicato

25/04/2022 / 0 Comments
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‘A nossa dignidade nunca foi dada de graça. Temos que lutar’

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Cacique Toninho, único indígena de Aracruz cotado para as eleições, fala sobre o direito à terra e expectativas políticas Redes sociais O cacique Toninho Guarani (PT), da aldeia Boa Esperança, em Aracruz, norte do Estado, apresentará seu nome à Comissão de Caciques para disputar novamente a cadeira de deputado federal. A afirmação foi feita nesta segunda-feira (25), dias após lideranças indígenas declararem ao  Século Diário que as comunidades ainda não articularam um candidato às eleições deste ano, como é prioridade de entidades no campo nacional. “A nossa dignidade nunca foi dada de graça. Temos que lutar”, declara Toninho. A liderança indígena, que também tentou se eleger como deputado federal em 2018, mas recebeu apenas 2.327 votos, acredita que este ano o cenário político está mais favorável. “Muitas pessoas estavam manipuladas pela extrema direita. Eu acredito que, agora, os olhos que estavam vendados estão abertos”, aponta. Toninho já tem o apoio do vereador Vilson Jaguareté (PT), o mais votado em Aracruz nas eleições municipais de 2020. Atuante nas mobilizações indígenas pelo direito à terra, este mês o cacique de Boa Esperança foi a Brasília participar do Acampamento Terra Livre (ATL) e diz que pretende voltar em junho, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) retomará o julgamento do Marco Temporal. A tese só considera terras indígenas aquelas que estavam sob a posse das comunidades em 1988, quando a Constituição Federal foi promulgada. Para Toninho, a aprovação do Marco Temporal é uma tragédia não só para Aracruz, mas para indígenas de todo o País. “Existem muitas terras que não foram demarcadas, têm terras que nem a identificação foi feita. Para nós, é uma tragédia, uma degradação de vidas, uma degradação de direitos”, ressalta. No Espírito Santo, as terras indígenas foram demarcadas em 1998, 2002 e 2008, somente após intensa luta com a atual Suzano – ex-Aracruz Celulose e ex-Fibria. Para Toninho, a garantia de posse sobre territórios que sempre pertenceram aos povos indígenas é uma das principais pautas das comunidades em 2022 e, consequentemente, das eleições. “Do governo federal nem tem como esperar nada. Eles odeiam a gente”, enfatiza. “Estamos defendendo não só a fauna e a flora, mas todo ser que vive na terra. Sem a terra não tem como caminhar, fazer nada”, acrescenta. As candidaturas indígenas para os legislativos são defendidas por entidades como a Articulação dos povos indígenas do Brasil (Apib), que em fevereiro, abriu um chamamento com o objetivo de dar visibilidade e apoiar possíveis nomes. No dia 12 de abril, durante o Acampamento Terra Livre, a organização lançou pré-candidaturas, propondo que os partidos políticos aliados assumam um compromisso com os povos originários, incentivando e legitimando a filiação partidária. Mais de 30 pré-candidatos a cargos no legislativo participaram da mobilização, com pelo menos dez pretendentes a uma vaga no Congresso Nacional. O fim da política de ódio às comunidades tradicionais, evidente nos projetos apresentados pela bancada ruralista e apoiados pela gestão Bolsonaro, passa pelo ‘aldeamento da política’, como a Apib definiu: “Historicamente somos invisibilizados, geralmente em razão da nossa identidade étnica, e por conta do racismo institucional, do preconceito e da discriminação, que induzem a sociedade a ignorar a nossa condição de sujeitos políticos, protagonistas do nosso destino. O resultado dessa exclusão é a sub-representação gritante dos nossos povos nos parlamentos, situação que atinge também as mulheres e os negros”. Nas eleições municipais de 2020, que elegeu Vilson Jaguareté, o município de Aracruz contou com quatro candidaturas de indígenas ao legislativo municipal, porém, com votações modestas. Anteriormente, teve apenas um indígena no legislativo municipal, Ervaldo Índio (PMN), também Tupinikim, que chegou a exercer mandato entre 2015 e 2016, entrando como suplente do então vereador Erick Musso (Republicanos), após sua eleição como deputado estadual. Ervaldo não conseguiu se reeleger. Comunidades indígenas de Aracruz ainda não articularam nome para as eleições – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/politica/comunidades-indigenas-de-aracruz-ainda-nao-articularam-nome-para-eleicoes-de-2022 Indígena é o vereador mais votado em Aracruz – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/indigena-e-vereador-mais-votado-em-aracruz

25/04/2022 / 0 Comments
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​Paneleiras de Goiabeiras organizam ato contra empreendimento

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Loteamento no Vale do Mulembá, onde ocorre extração de barro para fazer panelas, preocupa detentoras do ofício em Vitória Há algum tempo, as Paneleiras de Goiabeiras vêm manifestando preocupação com a possibilidade de construção de um condomínio que pode impactar a extração do barro, que é matéria-prima para produção de um dos principais símbolos do Espírito Santo, as panelas de barro. No próximo sábado (30), será realizada a terceira reunião da comunidade sobre o tema, que deve definir uma data para a realização de um ato para dar visibilidade à questão. Panelas de barro em processo de produção no Galpão das Paneleiras. Foto: Leonardo Sá O Ofício das Paneleiras de Goiabeiras, que envolve os saberes e técnicas tradicionais de preparo da panela, foi o primeiro bem imaterial a ser tombado no Brasil, em 2002, tendo sido recentemente revalidado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). No caso delas, o processo de produção da panela de barro, recipiente fundamental para outro patrimônio imaterial do Estado, que é a moqueca capixaba, inicia-se com a extração do barro, que tem origem exclusivamente no Vale do Mulembá. É nesta região que está planejado o loteamento Lagoa Mulembá, em processo de licenciamento ambiental. Devido à possibilidade de impacto negativo para o bem cultural, o Iphan solicitou ao empreendimento a elaboração de um Relatório de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Imaterial, motivo pelo qual a equipe de pesquisa vem tentando contato com as Paneleiras, que têm mostrado preocupação em relação ao empreendimento planejado. “Nós não vamos ficar para sempre, tem uma geração que vem para dar continuidade. Sem barro, não se faz panela”, diz Berenícia Correia, ex-presidente e atual secretária da Associação das Paneleiras de Goiabeiras, preocupada com o futuro do bem imaterial. Processo final de limpeza e preparação do barro. Foto: Leonardo Sá Chamada por elas de Pedreira do Rio Doce, também conhecida como Pedreira de Joana D’Arc, pelo bairro em que está situado, a formação rochosa que faz parte do Vale do Mulembá é um ponto de referência geográfico importante para as paneleiras. É atrás dela que se realiza a extração do barro, feita atualmente por poucos “tiradores de barro”, homens aptos e autorizados para entrada no local e realização da atividade, que é pesada e feita de forma artesanal. Eles preparam as bolas de barro que depois de limpas são vendidas para as paneleiras transformarem em artefatos diversos, como panelas, bandejas, vasos, canecas e outros utensílios, vendidos sobretudo no próprio galpão localizado em Goiabeiras. A região do empreendimento é privada, mas está próxima do Parque Natural Municipal Vale do Mulembá, que foi reaberto em 2021 após anos fechado para o público.

25/04/2022 / 0 Comments
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Lá e cá

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Em um mundo tão avançado na frieza da tecnologia, o rádio e a TV se tornaram enfadonhos Vou analisar rapidamente a função de como deveriam ser as programações de rádio e televisão. Pode ser que seriam como são. O que falta é ter opções que possam atingir mais o sentimento de ouvintes e telespectadores. Em um mundo tão avançado na frieza da tecnologia ou pela suposta falsa alegria da maioria de seus programas, tanto o rádio quanto a TV se tornaram enfadonhos na arte de se comunicar, pois todas programações ficam repetitivas e sem conteúdo profundo. Nem é tão somente de entretenimento que vivem os dois, rádio e TV. Nem só de alegria e músicas sem substâncias, informações cansadas, vivem os ouvintes de rádio. Eles precisam também de alento, de momentos mais reflexivos, tanto através da palavra como da música. Não é que o rádio tem de mudar, mas ter algo mais profundo em suas programações. O mundo atual, com suas guerras, sofrimento, doenças, problemas econômicos e políticos, pedem isso. Não que eu sugira que rádio e TV virem algo profético, mas que tivessem algo que fizesse o ouvinte e telespectador pensar um pouco, refletir, se interiorizar. Chega de músicas sem conteúdo, chega de ouvintes sem conteúdo. Como é bom e reconfortante a gente ser atingido com um filme, uma cena de novela, ou uma canção com mensagem com alto teor melodioso e letra que traz algo positivo. Não somos saudosistas, é que as coisas no mundo ficaram piores. Ou não? PARABÓLICAS Nero Neto continua a visitar Dona Mercedes aqui em Vix. Quando vem marca encontro com Fabio Pirajá, seu locutor preferido. Quantos radialistas irão se candidatar nessas eleições? Sempre tem dois ou três aqui no Espírito Santo. Ganhar é outro assunto. O ES Hoje, site do incansável Carlinhos Fofoca, alinha Cesar Herkenhoff em suas fileiras de analistas-comentaristas. Ricardo Ferraço já tem anotado seu pessoal de imprensa, caso entre na disputa por algum cargo na linha política. Deputado, senador ou governo. ACESSEhttp://jrm50anos.blogspot.com.br/O rádio do ES na visão de JRM ACESSE: TRADUÇÃO JRM YOUTUBE Gustavo Lins – Impossível te Esquecerhttps://www.youtube.com/watch?v=rVIX1asHgdw MENSAGEM FINALDizem que em algum lugar, parece que no Brasil, existe um homem feliz. Vladimir Maiakovski

25/04/2022 / 0 Comments
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​Estudo aponta recomendações para melhorias no Funcultura

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Política continuada da Secult-ES, fundo se tornou principal instrumento de fomento a projetos culturais no Estado Criado em 2009, o Fundo Estadual de Cultura do Espírito Santo (Funcultura) se consolidou o principal instrumento de fomento cultural do Estado. Um estudo do Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), em parceria com a Secretaria de Cultura do Espírito Santo (Secult-ES) e Fundo de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes), realizou uma avaliação sobre os primeiros 10 anos da política, incluindo sugestões para melhoria dos mecanismos utilizados. O Funcultura foi criado por decreto do governo estadual datado de novembro de 2008, com a primeira execução no ano seguinte. Até 2018, período de avaliação feito pelo estudo “Funcultura 10 anos: Análise Executiva do Funcultura/ES“, foram investidos por meio do fundo R$ 71,9 milhões, sem considerar a correção monetária, contemplando 3.132 projetos. Para permitir a comparabilidade entre os dados, os estudos usaram o valor corrigido, que equivaleria a R$ 90,1 milhões. O público-alvo destes recursos são artistas, estudiosos, coletivos, produtores culturais e produtoras que podem ser empresas ou organizações da sociedade civil, sempre que residam ou estejam sediadas há pelo menos dois anos no Espírito Santo. A forma de disponibilização de recursos para os projetos é por meio de editais públicos para diferentes setores lançados anualmente. Na classificação do estudo foram indicados nove categorias principais, que correspondem ao respectivo percentual de valores do total já investido: Audiovisual (23%), Artes Cênicas (19%), Diversidade Cultural (14%), Música (14%), Patrimônio (10%), Culturas Populares (7%), Artes Visuais (6%), Literatura (4%) e Locomoção (3%). O estudo do Instituto Jones elenca pontos positivos e negativos do fundo estadual. Entre as fortalezas, aponta a continuidade da política e seu aprimoramento, cruzando diferentes gestões tanto no governo como na secretaria. Melhorias surgiram ao longo do tempo, como a realização de oficinas de capacitação (embora aponte-se sua limitação de alcance), seleção de comissão julgadora externa também selecionada por edital, e a interação com políticas de outras secretarias, como a de Direitos Humanos (Sedh) e Trabalho e Assistência Social (Setades). Por outro lado, o sistema também apresenta algumas debilidades, observadas pelo levantamento. Entre elas o fato de que grande parte dos recursos investidos são oriundos apenas do Tesouro Estadual, embora o fundo permita outras formas de captação. A que teve maior sucesso até então foram as parcerias com a Agência Nacional de Cinema (Ancine), do governo federal, como realizou co-investimentos para produções feitas no Espírito Santo. A coleta de dados e o acompanhamento do desenvolvimento dos projetos nos primeiros 10 anos de programa também foram apontados como limitações, assim como a falta de atualização da legislação, tendo em vista os avanços a nível legal nas políticas culturais a nível nacional nos últimos anos. A comunicação e divulgação dos resultados e ações da política também são vistos como uma dificuldade do Funcultura, que não chegariam plenamente ao conhecimento da sociedade. Pesquisa aponta recomendações para o fundo Após a análise crítica, o estudo termina apresentando nove recomendações para melhorias nesta política pública. A primeira se refere à elaboração dos editais, recomendando inclusão de critérios que evitem que ou minimizem o número de vezes que um proponente pode concorrer, evitando que utilize consecutivamente prêmios na mesma categoria. Outro ponto é a implementação de ações para aumentar a capacidade de financiamento de projeto, incluindo identificação de possíveis novos parceiros e celebração de acordos com os mesmos. Também sugere-se melhorias na coleta de dados em diferentes momentos do processo, o que pode ser relevante para a gestão. A capacitação dos proponentes é outra preocupação, recomendando-se ajustes nas oficinas realizadas, para que sejam focadas nas dificuldades dos artistas estreantes e possam chegar a todas regiões do Estado. O acompanhamento dos projetos é indicado como desafio, diante da necessidade de estabelecer uma sistemática de acompanhamento por edital e definir uma periodicidade mínima para isso, além da definição dos indicadores de monitoramento da política. Ainda fala-se da importância de rever a forma com que é feito o arquivamento da documentação dos projetos, para facilitar o acompanhamento de cada um. A legislação do fundo, apontada como desatualizada, pode ser melhorada incorporando avanços de leis nacionais, como a Política Nacional de Cultura Viva, Marco Regulatório das Organizações Sociais da Sociedade Civil e Lei Aldir Blanc, indica o estudo. Entre as últimas recomendações, está a melhoria da comunicação e divulgação dos resultados, seja por meio da criação de contrapartidas nos editais sobre esse quesito, seja por campanhas publicitárias com esse foco realizadas pela Secult-ES. Por fim, fala-se da necessidade de melhorar a legislação cultural do Espírito Santo, com vistas a permitir parcerias com a iniciativa privada, algo no que se avançou em 2021, com o lançamento da Lei de Incentivo à Cultura Capixaba (LICC). Segundo a Secult, ainda durante a construção da pesquisa, algumas melhorias apontadas começaram a ser incorporadas, como os referentes a dados e informações dos proponentes captados na ficha de inscrição e nas prestações de contas, considerando indicações do IJSN como perguntas relativas a indicadores sociais, raciais e de gênero. “A partir da coleta de mais dados sociais, a Secult tem condições de medir, através do Mapa Cultural ES, os impactos das políticas públicas e sua evolução ao longo dos anos com maior precisão”, apontou o secretário de Cultura do Estado, Fabricio Noronha, mencionando a plataforma utilizada pelo governo, o Mapa Cultural. Outro ponto atendido foi relativo à necessidade de aumento da interiorização do fundo, para evitar que os recursos se concentrem nos municípios mais centrais e de maior população. A Secult considera como avanço a criação, também em 2021, do Programa de Coinvestimento Cultural (Fundo a Fundo), que transfere recursos estaduais aos fundos municipais de cultura, mediante contrapartida das gestões locais. Na primeira edição, recebem recursos 46 dos 78 municípios do Espírito Santo. “O impacto socioeconômico mensurado nos dados apresentados é ainda instrumento para a sociedade civil na defesa do futuro e da sobrevivência longínqua do mecanismo, a partir da importância da política para o capixaba”, avalia Fabricio Noronha sobre o estudo realizado pelo IJSN, que considera que pode servir de referência para outros estados

25/04/2022 / 0 Comments
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Quatro sugestões Amazon Prime

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Comeback; O Espião Inglês; Medo Profundo; A Estreita Faixa Amarela Comeback Um pistoleiro aposentado e saudosista dos ”bons” tempos em que era notícia de jornal sente-se acabado e inofensivo porque seu tempo já passou. Um dia o neto de um antigo amigo oferece-se para trabalhar consigo para saber se sua fama é verídica. Pressionado pelos outros e sob muitas suspeitas de que suas histórias são invenções, ele vai tentar agora recuperar a reputação. O Espião Inglês Baseado numa história real, o filme conta a vida de um vendedor que se torna amigo de um oficial traidor do regime soviético com idas e vindas entre Londres e Moscou, sempre na corda bamba e levantando muitas suspeitas. Se as informações vazadas por eles não tivessem vindo a lume nessa operação, o mundo poderia ter sido vítima de outra tragédia nuclear. Medo Profundo Um dos poucos filmes de tubarão que se salvam entre as milhões de cópias do clássico de Spielberg, o filme começa bem óbvio como a maioria do gênero, mas após os primeiros vinte minutos a história fica bem original e cheia de jump scaries. A estreita faixa Amarela  Filme mexicano sobre o cotidiano de trabalhadores numa autoestrada, que são contratados para fazer o trabalho somente com brocha e tinta branca. Sem o auxílio de máquinas avançadas e sob o sol escaldante, eles têm quinze dias para termina-lo.

24/04/2022 / 0 Comments
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‘A política sempre foi fomentada nos corpos brancos’

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Ativista Crislayne Zeferina fala dos obstáculos enfrentados por pessoas negras em disputas eleitorais Crislayne Zeferina, pré-candidata a deputada estadual. Foto: Leonardo Sá “Nós vivemos em um período escravocrata por muito tempo, então, enquanto muitas pessoas não-negras tomavam o ‘leite ninho’ político, a gente ainda estava tentando tomar o leite. A política sempre foi fomentada nos corpos brancos, para essas pessoas serem engajadas politicamente a ocuparem espaços de poder”, contextualiza Crislayne Zeferina, ativista do Território do Bem, em Vitória, sobre as barreiras encontradas por pessoas negras para consolidar projetos eleitorais. Pré-candidata a deputada federal pela Rede Sustentabilidade, ela lembra que os negros, hoje, até exercem a liderança comunitária em esferas informais, mas enfrentam obstáculos ao tentar ocupar cargos em espaços institucionais. Um desses entraves é a dinâmica interna dos próprios partidos. Para candidatos negros, o problema já começa na pré-campanha, que, por vezes, nem consegue ser realizada de forma efetiva. “Muitas das pessoas não-negras já têm um recurso, uma articulação política que consegue estar à frente, por exemplo, fazendo pré-campanha. A gente não tem essa vantagem (…) Se fizer uma análise, você vê que várias pessoas já estão fazendo pré-campanha e, nós, negros, estamos estudando, cuidando de casa, cuidando de filho e tentando ainda, de alguma forma, se inserir nesses debates e no meio político, para mostrar a nossa cara enquanto pré-candidatura”, aponta. Rosemberg Moraes Caitano, integrante do Conselho Municipal de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Comppir) de Cariacica, também acredita que falta iniciativa dos partidos para assumir a bandeira do Movimento Negro. “Por mais que o partido tenha secretariado, comissão afro, ele não discute a pauta. Além disso, o movimento negro ainda não sentou pra discutir um projeto independente de bandeira politica. Discute-se o racismo ainda dentro de uma estrutura racista, dentro do racismo institucional dos partidos”, enfatiza. Lissa de Paula/Ales Quando a desigualdade racial se soma à desigualdade de gênero, os entraves são ainda maiores. Crislayne ressalta que a trajetória política não é incentivada para mulheres pretas. “Existe uma negação dos nossos corpos nos espaços de poder, que é resultado de um racismo estrutural e institucional que existe no Brasil, mas que não é falado. Quantas mulheres negras são formadas politicamente dentro dos partidos para serem a nova cara do Brasil? Um exemplo disso é Benedita da Silva nunca ter sido candidata à presidência do nosso Brasil”, afirma. A vereadora de Vila Velha Patrícia Crizanto (PSB), também pré-candidata a deputada estadual, aponta a falta de representatividade como um dos entraves. “A pessoa negra, muitas vezes, nem sabe que pode e deve ocupar aquele espaço. Outro ponto é o próprio racismo, que faz com que não vejam a capacidade de negros e negras e não apoiem suas candidaturas”, reforça. As dificuldades enfrentadas para chegar a um cargo político se refletem nos números. A vereadora destaca dados que mostram a sub-representação de pessoas negras no Congresso. “Por mais que as leis garantam a igualdade entre os povos, o racismo é um processo histórico que modela a sociedade até hoje. Uma prova disso é o contraste explícito entre o perfil da população brasileira e sua representatividade no Congresso Nacional. Enquanto a maior parte dos habitantes é negra (54%), quase todos (96%) os parlamentares são brancos”, ressalta Crizanto.  Patrícia Crizanto também é pré-candidata a deputada estadual. Foto: Redes sociais Conferência Esse foi um dos temas discutidos na conferência regional da Nova Frente Negra Brasileira, realizada de forma remota no dia 15. Além do Espírito Santo, os encontros foram realizados no Rio de Janeiro e em São Paulo, com o objetivo de preparar a construção de um programa nacional para candidaturas negras do Brasil. Na conferência, foram escolhidos dois delegados para participar do encontro nacional que será realizado em São Paulo. Representando o Espírito Santo, irá a integrante do Coletivo Beco Ana Paula Miguel e o conselheiro Rosemberg Moraes Caitano. A Nova Frente é um coletivo formado por pessoas negras ativistas de diversos setores, com o interesse em comum de pensar e discutir as possibilidades de transformação da realidade social, econômica e política das populações negras do Brasil. As conferências regionais são realizadas em parceria com a Fundação Friedrich Ebert. “Extremamente feliz de ver essa juventude com sangue novo discutindo esse tema com tanta maturidade (…), começar a discutir já é um grande passo para que a situação mude e um dia a gente consiga eleger uma pessoa negra a nível de estado, mas isso vai exigir uma postura não só dos movimentos, mas de todos, porque nós [pessoas negras] somos a maioria e não conseguimos eleger ninguém”, declara Rosemberg. Em Vitória, a novidade das eleições de 2020 foi o projeto Política na Raça, que tinha como objetivo viabilizar o debate étnico-racial nos pleitos municipais. Os organizadores realizaram entrevistas com pré-candidatos, fomentando e dando visibilidade à pauta racial por meio de transmissões ao vivo. Uma das participantes foi a vereadora Camila Valadão (Psol), primeira mulher negra eleita na Câmara de Vitória. Crislayne Zeferina acredita que iniciativas de engajamento a candidaturas pretas partiu de uma necessidade observada por quem mais sofre com a falta de acesso a esses espaços. “Isso foi se criando a partir do momento em que nós fomos percebendo que, se não estivéssemos nessas esferas de poder, não conseguiríamos políticas públicas, principalmente para o nosso povo. (…) Nós giramos a economia brasileira, mas não fazemos parte dessa economia”, reitera.

24/04/2022 / 0 Comments
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Desmatamento e eucaliptocultura crescem no entorno do Parna Caparaó

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Proposta de APA tem adesão de municípios, para favorecer usos mais sustentáveis do solo O desmatamento e os monocultivos de eucalipto avançam a passos largos na zona de amortecimento do Parque Nacional do Caparaó, afetando diretamente a produção de água e abrindo inúmeros pontos de vulnerabilidade frente às mudanças climáticas, entre diversos outros efeitos colaterais já conhecidos em outras regiões.  Entre os municípios capixabas que fazem limite com o Parna – Divino de São Lourenço, Dores do Rio Preto, Irupi e Iúna – a ameaça é um dos principais motivadores para a adesão dos gestores à proposta de criação de uma Área de Proteção Ambiental (APA) no entorno direito do Parque, lançada em meados de março.  “A APA vai ser criada, os prefeitos querem a criação, sabem que vai ser melhor pro desenvolvimento da região. Precisamos agora definir qual o tamanho dela, e se será uma APA federal, uma APA estadual ou várias APAs municipais”, relata Dalva Ringuier, diretora-executiva do Consórcio Público Intermunicipal para o Desenvolvimento Sustentável da Região do Caparaó Capixaba (Consórcio Caparaó).  O fenômeno da substituição de áreas verdes pela monocultura e por loteamentos ilegais é percebido a olhos nus por moradores e ambientalistas que transitam pela região e ficam bem nítidos quando comparadas imagens de satélite ano após ano.  Um conjunto de imagens comparativas, cedidas pelo Consórcio a Século Diário deixam evidente como a grande unidade de conservação federal – a maior do Espírito Santo – vem sendo encurralada pelos desmatamentos, se transformando num oásis cada vez mais isolado na paisagem da região.  Veja a seguir como evoluiu o território na zona de amortecimento capixaba do Parque, além de três localidades rurais mais conhecidas como destinos turísticos: Pedra Menina, em Dores do Rio Preto, onde se localiza a portaria capixaba do Parque; Patrimônio da Penha, em Divino de São Lourenço, conhecida por suas cachoeiras de águas puras; e Pedra Roxa, em Ibitirama, onde o turismo se expande, também puxado pela especulação imobiliária, que atrai pessoas da cidade dispostas a praticar o chamado êxodo urbano, que, se não for bem orientado e fiscalizado, pode trazer para o campo os mesmos problemas de insustentabilidade instalados nas grandes cidades. Em números, o que existe são dados do Atlas da Mata Atlântica do Espírito Santo, publicado em 2018, com monitoramento do uso do solo, nos municípios da região, entre 2007/2008 e 2012/2013/2014; além dos resultados do Programa Reflorestar, mostrando o número de hectares previstos para recuperação florestal por meio de contratos firmados entre 2017 e 2019. A região do Caparaó, inclusive, recebeu, durante a primeira década de funcionamento do programa, desde 2011, 35% dos recursos globais. Os dois monitoramentos mostram, nos três municípios, pequeno aumento da chamada mata nativa, redução das pastagens e aumento da área ocupada com monocultivos de eucaliptos.  Em Dores do Rio Preto, o Atlas mostra houve aumento de 1,3% (245 ha) na chamada Mata Nativa e de 0,9% (164 ha) da Macega. Já a Mata Nativa em Estágio Inicial de Regeneração e a Pastagem reduziram, respectivamente, 1,6% (225 ha) e 7,5% (1 mil ha). Entre os dois principais plantios comerciais, o café reduziu de 19,5% para 18,9% do território municipal (34 hectares a menos) e o eucalipto, ao contrário, aumentou 2,7%, alcançando, em 2013, 802 hectares (21 ha a mais). Já os contratos do Reflorestar para recuperação florestal, entre 2015 e 2019, totalizaram 77,7 ha. Em Divino de São Lourenço, o período 2007 a 2013 do Atlas registrou as categorias Mata Nativa e a Mata Nativa em Estágio Inicial de Regeneração tiveram redução de 0,1% (14 ha), 0,8% (144 ha), respectivamente, enquanto a categoria Macega aumentou 2,3% (409 ha). Já as culturas comerciais tiveram o seguinte comportamento: Pastagem reduziu 2,1% (357 ha); café reduziu 429,4 há, passando de 12,6% para 10,2% do território; e eucalipto aumentou 1,4%, alcançando 1,2 mil ha do território (17,13 há a mais no período). No âmbito do Reflorestar, os contratos para recuperação florestal somaram, de 2017 a 2019, 181,36 ha.  Em Ibitirama, o Atlas mostra que a cobertura florestal, entre 2007/2008 e 2012/2014, teve a seguinte evolução: Mata Nativa e Macega aumentaram, respectivamente, 1,9% (643 ha) e 0,6% (187,5 ha), enquanto a Mata Nativa em Estágio Inicial de Regeneração reduziu 1% (339,7 ha). Os usos comerciais apresentaram redução de 3,7% das Pastagens (1,2 mil ha) e de 2,81% (929,7 ha) do café, que passou a ocupar 15% do território; e um salto do eucalipto, de 2,7% para 6,5% (1,2 mil ha). Os contratos de recuperação florestal do Reflorestar, entre 2015 e 2019, somam 414 ha. Degradação camuflada Aparentemente contradizendo as imagens de satélite, que mostram nítida redução da floresta, a explicação para os singelos crescimentos de áreas com floresta apontadas no Atlas pode ser encontrada no artigo Hidden destruction of older forests threatens Brazil’s Atlantic Forest and challenges restoration programs (Destruição oculta de florestas mais antigas ameaça a Mata Atlântica do Brasil e desafia programas de restauração, em tradução livre), publicado em janeiro de 2021 na revista Science Advances, que expõe como a estabilidade no percentual de cobertura florestal nos estados da Mata Atlântica esconde um fenômeno que vem destruindo a complexidade e integridade das florestas: a substituição de matas maduras (primárias ou em estágio avançado de regeneração) por matas jovens.  Na ocasião, o líder do grupo de pesquisadores autores do artigo e coordenador técnico do MapBiomas – Projeto de Mapeamento Anual da Cobertura e Uso do Solo do Brasil cujos dados, públicos e fundamentados no monitoramento feito pela ONG Fundação SOS Mata Atlântica – Marcos, Rosa, alertou que, “apesar dessa dinâmica de perda e ganho de florestas nativas ter mantido a quantidade de floresta praticamente estável nos últimos 20 anos, esse rejuvenescimento das florestas pode ser extremamente danoso para a conservação do bioma”.  Conselho gestor  Na próxima quarta-feira (27), a proposta de criação da APA na zona de amortecimento do Parque Nacional do Caparaó será discutida na reunião do Conselho Gestor do Parna, quando então deve ser agendada a primeira reunião da comissão que ficará responsável pela operacionalização da proposta de

24/04/2022 / 0 Comments
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Juçara ganha primeira festa estadual em maio na capital capixaba da espécie

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Símbolo de sustentabilidade, fruto da Juçara é mais nutritivo que o açaí e tem grande mercado em potencial Um movimento que já é bem estabelecido na região do Vale do Ribeira, no sul do estado de São Paulo, começa a se fortalecer também no Espírito Santo: a exploração sustentável dos frutos da palmeira juçara (Euterpe edulis). Endêmica da Mata Atlântica (só ocorre neste bioma), a espécie é parente do açaí amazônico (Euterpe oleracea) e tem um potencial imenso de geração de renda simultaneamente à proteção da biodiversidade da floresta.  Para dar mais visibilidade a essa riqueza de possibilidades sustentáveis de uso, acontece a 1ª Festa da Juçara, de 12 a 15 de maio, por meio de uma parceria entre os institutos capixabas de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) e de Defesa Agropecuária e Florestal (Idaf) e a Prefeitura Municipal de Rio Novo do Sul. O município, no sul do Estado, é considerado a capital capixaba da Juçara, por ter abrigado as primeiras empresas dedicadas a produzir a polpa do fruto da palmeira. A oficialização do título tramita na Assembleia Legislativa, por meio do Projeto de Lei nº 103/2021, de autoria do deputado Emilio Mameri (PSDB).  “Queremos mostrar o que pode ser feito com o fruto e que aproveitá-lo é mais vantajoso do que cortar o palmito. Podemos desenvolver muito mais a cadeia produtiva que já existe para que a polpa da juçara se torne um produto competitivo, com valor justo e sem perder o viés da sustentabilidade”, expõe a extensionista local do Incaper, Hanny Slany Pereira. Divulgação/Incaper Várias iniciativas individuais e coletivas de comercialização do fruto da juçara já ocorrem no Espírito Santo há mais de uma década, o que motivou a publicação de uma Instrução Normativa do Idaf em 2013 (IN 3/2013) estabelecendo o regramento legal para a atividade, que consiste, basicamente, no preenchimento de um formulário e na realização de um plano de manejo para a atividade, ambos, com apoio do Incaper.  Mesmo ainda classificada como ameaçada de extinção, a juçara pode ter seu fruto explorado, pois esta é a forma mais eficiente de protege-la e retirá-la da lista vermelha de espécie sob risco de desaparecer. Por enquanto, no entanto, há apenas um produtor totalmente legalizado para a coleta e comercialização, em Santa Teresa, na região serrana do Estado. Foi em 2019 que Emerson Araújo de Miranda, com seu projeto Yçara Extrativista, obteve a regularização oficial.  “Precisamos tornar esse potencial mais visível para as pessoas. Tem muito produtor rural que tem juçara na sua mata e muitas vezes nem sabe que é um produto riquíssimo, um alimento puro, sem agrotóxico e muito nutritivo. Mostrar que ele pode obter renda e ainda ajudar a proteger a espécie e a floresta como um todo”, complementa Hanny.  Na capital capixaba da Juçara, por exemplo, o prefeito, Jocenei Castelari (Progressistas), já manifestou interesse em incluir o alimento na merenda escolar. “Uma empresa de Rio Novo do Sul tem produzido polpas mistas de juçara com outras frutas, como cupuaçu e morango, que têm agradado bastante”, pontua a extensionistas juçareira.  No livro “Palmeira Juçara – Patrimônio Natural da Mata Atlântica no Espírito Santo”, lançado pelo Incaper em 2017, além de informações preciosas sobre a palmeira, sua biologia, aspectos legais e econômicos, há diversas receitas de doces, geleias, pães, barras de cereal, bolos, tortas e muitas outras iguarias feitas com base no fruto da juçara. Divulgação/Incaper No Festival de Rio Novo, haverá degustação de algumas dessas receitas, além de passeio ecológico, plantios, shows musicais, aulas de culinária e concurso de beleza Garota Juçara.  Rede Juçara Precedendo o festival pioneiro, o Incaper realizou, no final de março, o 1º Seminário da Palmeira Juçara, com a participação de cerca de 120 produtores de 17 municípios, quando foi implantada a Rede Juçara-ES, sob coordenação também do Instituto.  “Pretendemos cadastrar todos os produtores e extrativistas que tenham interesse nesse tipo de atividade. A partir da legalização das áreas de coleta, podemos criar uma identidade exclusiva desse produto da polpa de juçara e colocar no mercado um produto nativo da Mata Atlântica, com preço justo e com o viés da sustentabilidade”, enfatizou a bióloga e coordenadora de Recursos Naturais do Incaper, Fabiana Gomes Ruas.  Hanny Slany Pereira ressalta que, a partir das diretrizes traçadas da Rede Juçara-ES, a polpa da juçara pode ser inserida em mercados institucionais como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e o Compra Direta de Alimentos (CDA). Divulgação/Incaper Valor nutricional Conforme destaca o livro do Incaper, “as similaridades entre as polpas de juçara e açaí são evidentes, apesar de o consumo do açaí ter se difundido mais rapidamente”. Calcula-se um consumo anual de 10 mil toneladas de polpa de açaí no Brasil e mais mil em países como Japão, Estados Unidos, Holanda e Itália, para onde o produto é exportado. Estudos mostram que, assim como o primo famoso da Amazônia, os frutos da juçara também possuem rica composição de minerais, ácidos graxos e antocianinas, estes, pigmentos naturais pressentes também na uva que agem contra os radicais livres, melhorando a circulação sanguínea, protegendo o organismo contra o acúmulo de placas de gordura e retardando os sinais do envelhecimento, como perdas de memória, da coordenação motora e da visão, e ainda diminuem os efeitos do mal de Alzheimer. “Sob alguns aspectos, o valor nutricional da juçara chega a superar o do açaí. A juçara é mais rica em alguns nutrientes minerais, como potássio, ferro e zinco. O que chama mais atenção é o teor de antocianinas que, na polpa da juçara, é cerca de quatro vezes maior do que na polpa de açaí”, destaca a publicação.

24/04/2022 / 0 Comments
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