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Os novos imigrantes

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Cheguei agora, não falo inglês, pensei que as coisas seriam mais fáceis As estatísticas não mentem: um número recorde de brasileiros está invadindo os Estados Unidos depois dos adventos Biden-aqui – Bolsonaro-aí. Os aviões chegam lotados, mas nem tudo são flores e sorrisos escancarados: famílias com crianças chegam sem lugar para se hospedar, sem dinheiro no bolso ou no banco, sem conhecimento do idioma, mesmo precário, sem perspectivas de emprego. A imigração nos Estados Unidos ultrapassa 46 milhões! * Os novos imigrantes invadem a terra alheia confiando na sorte e na boa vontade dos americanos. Esquecidos que, nesses tempos turbulentos e pandêmicos, nem uma coisa nem outra. Nessa nova leva chegou Ivo Antônio, que pelo menos veio sozinho: Carminha, vou na frente, arranjo uns bicos com os hispanos e mando o dinheiro das passagens. Carlinha chorou algumas poucas lágrimas e se instalou no quarto dos fundos da casa da irmã – com três crianças e o cachorro. * Ivo Antônio se instalou no Walmart – que nunca fecha e os banheiros andam limpos. Para comer abre uns pacotes de biscoitos, uma garrafinha de leite, queijo fatiado nas geladeiras, frutas à vontade. A regra é rígida: sair da loja com mercadoria não paga é crime, mas lá dentro tudo é ignorado. Não que sejam humanitários, apenas não têm como controlar – basta ser discreto. * Dormir sentado nos banheiros não é muito confortável, mas Ivo Antônio não é exigente. No meio da tarde deixa a loja e se estica nos bancos da pracinha em frente. Do lado de fora também faz uns biscates, ajudando as pessoas a carregar da loja até o carro algum item mais pesado ou limpando um carro muito sujo…sempre rende uma gorjeta. Quem diria, migrou para os States para virar flanelinha. * Quem viu o Ivo foi a Ulma, faxineira do turno da noite. Tá desempregado, amigo? Pois não é que a Ulma falava português? Era cubana, mas namorou um paulista por tanto tempo que deu para aprender. Cheguei agora, não falo inglês, pensei que as coisas iam ser mais fáceis. É, dá pra morar no Walmart, dá até pra tomar banho nos banheiros, mas não tem como lavar a roupa suja. * Ulma foi direto ao ponto: Preciso trocar umas lâmpadas queimadas, podar uma árvore no quintal, desentupir um banheiro. Em troca ganha uma refeição quentinha, lava a roupa suja, pode até ligar pra família no Brasil. Ivo nunca foi muito jeitoso para mão de obra, mas não pesou prós e contras e aceitou a oferta. Estava muito precisado, principalmente da refeição quentinha, que nem foi lá essas coisas: feijão enlatado e prato congelado: frango ao molho curry. * Ivo trocou as lâmpadas queimadas, tomou um banho quente e pôs a roupa na lavadora. Acertou a antena da televisão – a imagem ficou ótima. Desentupiu o banheiro. Sei fazer um bife acebolado – Não tinha cebola, mas Ulma adorou. Não sendo um chefe de forno e fogão, Ivo revelou os segredos do miojo para Ulma, que já estava cansada de pratos congelados. Da poltrona da sala Ivo não demorou a se mudar para o quarto – e nada mais fez. Ligar para o Brasil? Esqueceu o número da casa da cunhada.

23/04/2022 / 0 Comments
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No Dia Mundial do Livro, autores capixabas apontam os desafios de ser escritor

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Kátia Fialho, Lívia Corbellari e Anaximandro Amorim relatam suas visões sobre o mundo da literatura Desde 1995 comemora-se, em 23 de abril, o Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor, data criada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Em um país como Brasil, com poucos leitores e onde o incentivo ao artista ainda deixa a desejar, ser escritor não é fácil. Contudo, a paixão pela literatura tem mantido esses artistas na atividade, não somente lançando novos livros, mas também fomentando as academias de letras e realizando eventos literários que têm como alguns de seus objetivos a democratização do acesso à literatura e o intercâmbio entre escritores.  Natural de Vila Velha, o escritor Anaximandro Amorim lançou seu primeiro livro, Brasil de Ontem, Hoje e Sempre em 1994, aos 15 anos de idade. A obra se trata de um poema de 69 quadras em versos livres e brancos, que se reportam à história do Brasil desde a época do descobrimento. Hoje ele coleciona em sua trajetória outros oito livros publicados e se prepara para lançar o 10º, intitulado A Euforia do Corpo, pela editora Patuá, de São Paulo. Divulgação Anaximandro acredita que um dos maiores problemas enfrentados pelos escritores é a distribuição, e isso não é exclusividade do Espírito Santo. De acordo com ele, as grandes editoras dão preferência a obras que já fazem sucesso no mercado internacional e também àquelas cuja autoria é de celebridades, por serem comercialmente mais interessantes. Portanto, são principalmente esses tipos de livros que chegam às livrarias. Com menos tempo de inserção no ramo da literatura do que Anaximandro, mas com uma experiência que a permite fazer análise desse cenário, a escritora Lívia Corbellari concorda com o colega de profissão de que uma das maiores dificuldades é a distribuição. “O autor faz o lançamento e depois tem que colocar o livro debaixo do braço para vender”, diz. Lívia é autora do livro de poesias Carne Viva, lançado pela editora Cousa, em 2019. Ela afirma que, no Espírito Santo, escritores da Grande Vitória têm dificuldade de levar suas obras para leitores do interior, e vice-versa. Por isso, sugere a criação de editais que possibilitem a realização de eventos literários que possam fazer esse intercâmbio entre as cidades capixabas. A escritora cita como exemplo bem sucedido desse tipo de intercâmbio a Combiousa, da editora Cousa, que busca ampliar a difusão literária pelos municípios capixabas, com doações, vendas, lançamentos, saraus e outras atividades. “Por causa da Combiousa, encontrei um exemplar do meu livro na biblioteca de uma escola de Baixo Guandu. Achei isso muito legal”, comemora. Divulgação A própria Lívia tem se empenhado em propagar a diversidade da literatura no Espírito Santo. Ela foi organizadora do evento Zona Literária, realizado em março último, na Thelema, espaço cultural do Centro de Vitória. O evento reuniu escritores de diversos gêneros. Para a escritora, que prepara seu segundo livro, é preciso “furar a bolha, conquistar leitores, trocar experiência com outros autores”. “Temos escritores incríveis no Estado. As pessoas gostam de ler. Elas apenas precisam conhecer nossa produção. Conhecendo, elas com certeza irão encontrar alguém com quem se identifica e querer conhecer melhor a obra”, acredita. A escritora Kátia Fialho destaca a especificidade de se trabalhar com literatura infantil. Autora de Minha Cariacica, que já está na terceira edição, e de Vila Velha: onde tudo começou?, que será lançado pela editora Formar, ela anseia por lançar Casa de Vó. Entretanto, esbarra na questão de ordem financeira. Kátia relata que inscreveu a obra no edital da Secretaria Estadual de Cultura (Secult), mas não foi aprovada. Os livros infantis, destaca, são essencialmente compostos por ilustração, e os editais normalmente pedem ao menos um esboço dessas ilustrações, não bastando somente o texto. Para para fazer esse esboço, é preciso contratar um ilustrador, ou seja, dispor de um recurso financeiro que o autor muitas vezes não tem. Divulgação Kátia aponta ainda como uma das dificuldades, mas, dessa vez dos escritores em geral, a campanha de parte dos políticos brasileiros contra o incentivo à cultura. “É propagada a ideia de que cultura é gasto, não investimento, que um valor de R$ 500 mil destinado para um edital poderia ser utilizado na construção de uma Unidade de Pronto Atendimento [UPA], para tampar buraco na rua”, afirma. Ela acredita que esse tipo de afirmação joga o eleitor contra os artistas. “Direito à cultura é elementar, essencial. Sem livro a gente formaria profissionais para trabalhar na UPA? A gente teria profissionais para tapar buraco? Esse tipo de discurso marginaliza o artista, coloca a cultura como algo supérfluo, prejudica toda uma cadeia produtiva. Na produção de um livro, gera-se renda para o ilustrador, para o diagramador, e etc”, enfatiza. Uma política de incentivo à leitura “contundente e sistemática” nas escolas durante todo o ano é defendida por ela, não somente no Dia Mundial do Livro, como normalmente acontece. Além disso, acredita, é preciso incentivar o hábito de ler também entre os adultos. “Sem o adulto o livro não chega nas mãos da criança”, acrescenta.  Academias de Letras Anaximandro Amorim e Kátia Fialho fazem parte de academias de letras, instituições que têm como um de seus objetivos o incentivo à produção literária e à leitura. Anaximandro integra a Academia Espírito-Santense de Letras e a Academia de Letras de Vila Velha. Kátia Fialho, a Academia Cariaciquense de Letras (ACL). Dos 77 municípios capixabas, 22 têm academia de letras. A mais antiga é a de Vila Velha, de 1948. As mais novas, a ACL; a Academia Maria Antonieta Tatagiba – Artes – História – Letras, em Mimoso do Sul, no sul do Estado; e a Academia Barrense de Letras e Artes de Conceição da Barra, em Conceição da Barra, norte. Além disso, em Vitória encontra-se a Academia Espírito-Santense de Letras, criada em 1921; e a Academia Feminina Espírito-Santense de Letras, de 1949.

23/04/2022 / 0 Comments
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Vila Velha registrou o maior número de homicídios de mulheres até março

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Mapa do MPES aponta nove assassinatos no município no primeiro trimestre deste ano. No Estado, o número chegou a 26  Vila Velha foi o município capixaba com maior número de homicídios de mulheres no primeiro trimestre de 2022. Ao todo, foram nove assassinatos na cidade nesse período. Os dados são do Mapa de Mortes Violentas de Mulheres no ES: de A a Z, do Ministério Público do Estado (MPES). Os números são provenientes de boletins de ocorrência da Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp), compartilhados por meio do Convênio de Cooperação Técnica nº 001/2015, firmado por meio da coordenação do Núcleo de Enfrentamento às Violências de Gênero em Defesa dos Direitos das Mulheres (Nevid). Ao todo, foram 26 homicídios de mulheres no Espírito Santo no primeiro trimestre. No subnúcleo da Grande Vitória, além de Vila Velha, com nove assassinatos, estão Cariacica (2) e Serra (4). No mapa constam também os subnúcleos do norte e noroeste do Estado, que são os de Linhares, com quatro vítimas; e São Mateus e Colatina, com uma cada. Há ainda, no sul, o subnúcleo de Cachoeiro de Itapemirim, que registrou duas mortes. Outro subnúcleo é o de Guarapari, que registrou três. Val Nunes, integrante do Nossa Voz Mulheres, coletivo feminista que atua em Vila Velha, relata que a maior parte desses crimes acontece nas comunidades periféricas da cidade. “A informação não chega até a periferia. As campanhas educativas, sobre como e onde denunciar, e até mesmo identificar formas de violência, pois muitas vezes as coisas são muito naturalizadas, têm sido feitas principalmente pela internet, e várias mulheres periféricas não têm acesso”, aponta. Val conta que, durante período da pandemia, atuou como educadora social em um Centro de Referência em Assistência Social (CRAS) de uma comunidade de Vila Velha, que prefere não identificar, e era alta a demanda de mulheres solicitando ajuda para ter acesso à internet para acompanhar aulas online. Outro problema que contribui para que relacionamentos abusivos culminem em assassinatos, afirma Val, é a dependência financeira. “A pandemia aumentou o desemprego e o subemprego entre as mulheres, fazendo com que viesse do marido a principal fonte de renda. Como terminar um relacionamento, principalmente se há filhos para criar?”, questiona. Para contribuir com a mudança da realidade de violência contra a mulher em Vila Velha, o Nossa Voz Mulheres irá começar, em maio, uma atividade educativa nas escolas da cidade. Será por meio de palestras, rodas de conversa e oficinas artísticas para conversar com adolescentes sobre as mais diversas formas de violência, como denunciar e sexualidade. “Ainda hoje, muitos rapazes pedem para as meninas deixarem transar sem camisinha como uma prova de amor, e muitas permitem. Queremos conversar sobre os perigos de uma relação desprotegida”, explica. Val considera que essa realidade é incentivada pelo que chama de “mito do amor romântico”. “A gente cresce ouvindo nas músicas, vendo nas novelas, filmes, desenhos, sobre o amor romântico. É como se o único objetivo na vida de uma mulher tivesse que ser encontrar um príncipe encantado, que a cuide, proteja. A mulher acaba não se enxergando como um ser que deve buscar seus ideais, é uma narrativa que diz que ela precisa de alguém para ser amada, e não que ela deve se amar. Para manter essa relação, muitas acabam se submetendo a diversas formas de violência”, afirma. Crescimento da violência No início de março, foi divulgado pelo governo do Estado que, no primeiro bimestre de 2022, foram registrados 164 homicídios no Espírito Santo, o menor número da série histórica. Entretanto, quando se trata do homicídio de mulheres, o Estado registrou um aumento de 57,1%, considerando o mesmo período do ano passado. Em janeiro e fevereiro de 2021, 14 homicídios de mulheres foram registrados no Espírito Santo. Este ano, só em janeiro, o Estado já tinha alcançado esse número, chegando a 22 no fim de fevereiro. Os dados são do Observatório da Segurança Pública da Secretaria de Estado da Segurança Pública e Defesa Social (Sesp). Durante todo o ano de 2021, o Observatório indica que 106 mulheres foram vítimas de homicídio no Espírito Santo, sendo 38 casos confirmados como feminicídio, quando a vítima é morta por ser mulher. O mês mais violento foi outubro, quando a Sesp registrou 18 homicídios de mulheres no Espírito Santo. O rastro da violência também tem sido maior ano após ano. Em 2019, foram 91 casos, e em 2020, 102 registros, chegando a 106 em 2021. Defensoria Pública A Defensoria Pública do Espírito Santo (DPES) divulgou que, em 2021, foi procurada por cerca de 2 mil mulheres vítimas de violência. Entretanto, a integrante do Fórum de Mulheres do Espírito Santo (Fomes), Edna Martins, afirma que o número seria mais alto se a instituição tivesse uma quantidade maior de defensores. “Muitas mulheres no Estado ainda não são atendidas juridicamente pela Defensoria. Certamente, se tivesse um número maior de defensores, teríamos até o quíntuplo de mulheres atendidas”, ressalta. Ela acrescenta que “é preciso ter atendimento para todas as mulheres, principalmente as mais vulneráveis. A Defensoria não chega a todos municípios”, e destaca que a DPES faz atendimento para as mulheres vítimas de violência nos Centros de Referência, mas que esse tipo de serviço não é prioridade nesses locais. ‘Muitas mulheres no Estado ainda não são atendidas pela Defensoria’ Cerca de 2 mil mulheres procuraram a DPES em 2021. Para Fórum, número poderia ser maior, se houvesse mais defensores https://www.seculodiario.com.br/justica/muitas-mulheres-no-estado-ainda-nao-sao-atendidas-juridicamente-pela-defensoria

23/04/2022 / 0 Comments
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​Simpósio vai debater usos do Cais das Artes

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Na coluna: mudança no resultado do carnaval, a volta do congo, site homenageia Seu Manoelzinho EVENTO Debate sobre Cais das Artes em maio na Ufes Com o nome Cais + Artes, um simpósio a ser realizado em maio na Ufes vai “pensar e provocar o debate sobre os usos” da mais polêmica obra cultura das últimas décadas, o Cais das Artes, equipamento artístico e cultural estadual cuja construção ainda não foi finalizada após 12 anos de início. O evento terá conferência de abertura, visitas mediadas à obra e três mesas temáticas. A data é dias 17, 18 e 19 de maio no Cine Metrópolis. Mais informações em breve pelo Instagram. Leonardo Sá CARNAVAL Após recurso, Unidos de Barreiros é campeã Facebook Para quem não acompanhou, o resultado do Carnaval de Vitória teve uma reviravolta no Grupo de Acesso B, a terceira divisão das escolas de samba capixabas. A Liga-ES, responsável pelos desfiles dos dois grupos de acesso, comunicou no dia 16 de abril que foram acatados recursos impetrados que penalizaram a Mocidade Serrana, que havia sido declarada campeã, com muita comemoração e surpresa de seus próprios dirigentes.  Com a perda de pontos, quem se tornou campeã foi a Unidos de Barreiros (foto), escola do bairro São Cristóvão, em Vitória, que desfilará em 2023 na sexta-feira, junto ao Grupo de Acesso A, cujo campeão ascende ao Grupo Especial, onde estão as maiores escolas. A direção da Mocidade aceitou o resultado e não vai recorrer. Ainda assim, valeu a festa. Como dizem os hermanos: “Lo bailado nadie me lo quita”. CULTURA POPULAR O congo voltou!  Elaine Dal Gobbo Nas últimas semanas, diante do fim da quaresma, os tambores de congo voltaram a esquentar e aquecer os festejos da cultura popular no Espírito Santo. As celebrações foram fortemente afetadas pela pandemia, e a Federação das Bandas de Congo vem sendo rearticulada no Estado para cobrar mais políticas de proteção a um dos bens culturais capixabas mais importantes. Na próxima segunda-feira (25), Dia de Nossa Senhora da Penha, padroeira do Espírito Santo, as bandas estarão nas ruas. No Convento da Penha, em Vila Velha, acontece a Romaria dos Conguistas, com subida das bandas a partir das 8h. Em Roda D’Água, interior de Cariacica, volta a acontecer o tradicional e único Carnaval de Congo de Máscaras. A dica é chegar bem cedinho para ver os preparativos para o lindo cortejo das bandas, a partir das 7h, com previsão de saída às 9h.  MÚSICA Júlia Almeida lança EP que homenageia poetisa capixaba Sambista, compositora e professora do departamento de Letra da Universidade Federal do Estado (Ufes), Júlia Almeida lançou seu segundo EP, denominado Samba na sombra, com cinco faixas inéditas compostas durante a pandemia. A grande inspiração para a obra foi a poetisa Haydeé Nicolussi (1905-1970), considerada a primeira escritora modernista do Espírito Santo, a quem faz referência no título do álbum e no samba Incendeia. O disco completo você ouve abaixo ou em outras plataformas de música. Nascida em Alfredo Chaves, Haydeé deixou como legado uma vasta produção de contos, crônicas e poemas, além de uma trajetória como militante comunista, tendo vivido sua vida entre o Espírito Santo e o Rio de Janeiro. Mais sobre sobre sua vida e obra podem ser encontradas no site desenvolvido por alunos da professora Júlia. AUDIOVISUAL Site homenageia cineasta Seu Manoelzinho Divulgação Homem simples e cineasta ativo e criativo que ganhou repercussão nacional, Seu Manoelzinho, celebridade maior de Mantenópolis, no noroeste do Estado, agora tem um site em sua homenagem. A iniciativa é de seu filho, Zaqueu Loreno, que organizou na plataforma filmes, fotos, curiosidades, reportagens e entrevistas do pai, falecido em 2018. O projeto precisa de apoio para poder pagar sua hospedagem anual. Quem puder colaborar com qualquer quantia, pode enviar para o Pix manoelzinhooficial@gmail.com ou contribuir pelo site. Filme de Lázaro Ramos em cartaz no Espírito Santo  Divulgação Causando curiosidade em muitos, o filme Medida Provisória, dirigido por Lázaro Ramos e inspirado na peça teatral Namíbia, não, está em cartaz no Espírito Santo por sua segunda semana. A obra fala de um futuro distópico no Brasil, em que um governo autoritário ordena que todos brasileiros afrodescendentes se mudem para a África, provocando caos e uma resistência clandestina. Entre as salas em que Medida Provisória é exibida no Estado estão o Cine Metrópolis, Cine Jardins e Shopping Vitória. LITERATURA  Academia Cariaciquense de Letras tem novo presidente  Tomou posse no último dia 16 de abril, a nova diretoria da Academia Cariaciquense de Letras (ACL) no Centro Cultural Frei Civitella, em Campo Grande. O novo presidente é o escritor, jornalista e produtor cultural Jacques Douglas, tendo como vice Elaine Sohelo e primeiro secretário Jefferson Araújo. A entidade foi presidida nos últimos quatro anos por Marcos Bubach, que ocupa o cargo de primeiro tesoureiro na nova gestão.  FINANCIAMENTO ES Gás abre inscrições para projetos culturais Empresa estatal do Espírito Santo, a ES Gás abriu seu chamado anual para apoio a projetos culturais, socioambientais e esportivos apoiados por leis de incentivo, como a Lei de Incentivo à Cultura (Rouanet) e Lei do Audiovisual. No ano passado foram 83 projetos inscritos e sete selecionados para receber apoio da empresa. Serão três períodos de inscrição de projetos, o primeiro dele com prazo até 20 de maio, para receber aportes até 30 de junho. O edital esta disponível aqui. Mestres rearticulam Federação de Bandas de Congo do Espírito Santo Após paralisações por conta da pandemia, que vitimou importantes figuras, grupo exige políticas públicas estaduais https://www.seculodiario.com.br/cultura/mestres-rearticulam-federacao-de-bandas-de-congo-do-espirito-santo Arquitetos se posicionam contra mudanças no Cais das Artes Governador admite possibilidade de incluir polo tecnológico para apoio da iniciativa privada na conclusão das obras https://www.seculodiario.com.br/cidades/arquitetos-se-posicionam-contra-mudancas-no-cais-das-artes

23/04/2022 / 0 Comments
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​Policial antifascismo anuncia pré-candidatura ao governo do Estado

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Processado pela PM por participar de protestos, capitão Vinícius Sousa definiu seu novo partido Depois de conversas com vários partidos no campo da esquerda no Espírito Santo, Vinícius Sousa, capitão da Polícia Militar e um dos líderes do movimento Policias Antifascismo ES, anunciou finalmente seu destino partidário. É mais um que entra na lista de pré-candidatos a governador, pelo Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU), incluído no campo da extrema-esquerda, que tem como pré-candidata à presidência da República Vera Lúcia. Assim como seu xará e colega de corporação e movimento, Vinícius Querzone, o capitão Sousa responde por processos abertos pela PM por participar de manifestações e expressar sua opinião. “Como cidadão, é um cerceamento de meus direitos à opinião e à manifestação. Como policial militar, é uma perseguição por minhas convicções políticas”, declarou ao Século Diário, considerando que seus direitos estão garantidos pela Constituição. “O policial não é um herói, é um trabalhador, e deve ter seus direitos respeitados”, disse em outra ocasião. Facebook Formado em Direito com pós-graduação em Gestão Pública, Sousa tem 38 anos, é casado e pai de três filhos. Lotado em Cachoeiro de Itapemirim, sul do Estado, ele estreou na política eleitoral em 2020, filiado à Rede Sustentabilidade, como candidato a vice-prefeito do município, junto à candidatura de Joana Dark (PT), com apoio também do PCdoB. Apesar de ser uma candidatura do campo progressista, aquela não se parece com a nova pré-candidatura lançada por Sousa junto ao PSTU, que aparece com muito mais radicalidade. “Sabemos que as eleições são um jogo de cartas marcadas entre os partidos da ordem, e que mudanças reais passam pela mobilização e organização da classe trabalhadora e do povo. E aqui está a grande diferença da nossa proposta e o motivo de nos colocarmos na disputa eleitoral: falar a verdade e convocar o povo para se colocar como protagonista da história, e não mero espectador que se deixa manipular. A falsa democracia é fruto de um sistema que existe para explorar o povo!”, diz o manifesto em apoio à sua candidatura, assinado pelo PSTU, Polo Socialista Revolucionário e Revolução Brasileira. O documento denuncia a concentração de poder político e econômico nas mãos de banqueiros e grandes empresários e propõe um governo dos trabalhadores para o Espírito Santo. “Nós, trabalhadores, devemos organizar nossas forças, promover a ruptura com esse sistema e conquistar nossa emancipação. Isso não será feito de uma hora pra outra, nem através de uma eleição, muito menos será obra de um governador do estado. Apenas a Revolução Brasileira, construída pela classe trabalhadora organizada e mobilizada, pode mudar de fato esse sistema! Mas aqui e agora podemos e devemos começar essa mudança”. O manifesto denuncia todas as demais pré-candidaturas ao governo do Espírito Santo como “variações do mesmo projeto: a manutenção das velhas estruturas e privilégios, para não mexer com os interesses dos ricos”, colocando-se como “a única que propõe essa convocação dos trabalhadores e da juventude, e que vai apresentar um programa político de enfrentamento às raízes dos problemas da maioria do povo”. Além de Vinícius Sousa, são pré-candidatos ao Palácio Anchieta: o atual governador Renato Casagrande (PSB); o presidente da Assembleia Legislativa, Erick Musso (Republicanos); o ex-prefeito de Linhares Guerino Zanon (PSD); o senador Fabiano Contarato (PT); o ex-prefeito da Serra Audifax Barcelos (Rede); o ex-deputado federal Carlos Manato (PL); o deputado federal Felipe Rigoni (União Brasil); e o ex-secretário da Fazenda de Vitória, Aridelmo Teixeira (Novo). O prazo para confirmação ou troca de candidatos vai até o dia 5 de agosto, sendo que o registro de candidaturas pelos partidos deve ser feito até 15 de agosto na Justiça Eleitoral.

22/04/2022 / 4 Comments
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Comunidades indígenas de Aracruz ainda não articularam nome para as eleições

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Falta de ações afirmativas e disputa de partidos são umas das dificuldades para consolidar candidaturas  O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) criou, na última terça-feira (19), a Comissão de Promoção da Participação Indígena no Processo Eleitoral, com o objetivo de tentar diminuir as barreiras enfrentadas pelas comunidades tradicionais para se elegerem. Um exemplo são as aldeias indígenas de Aracruz, norte do Espírito Santo, que, até agora, não articularam nenhum nome para as eleições de 2022, embora esta seja uma prioridade também no campo nacional, como evidenciado no Acampamento Terra Livre (ATL), realizado recentemente em Brasília. O coordenador da Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo (Apoinme), Paulo Tupinikim, aponta dificuldades das lideranças das comunidades para a chegada a um cargo político. “Falando em contexto geral, há vários fatores, como a disputa política interna, gerada pelos próprios partidos, quando os mesmos começam a cooptar lideranças na intenção de que rachem os votos dentro das aldeias indígenas”, pontua.Para Paulo Tupinikim, também faltam políticas afirmativas que garantam uma participação mais igualitária de indígenas no processo eleitoral. “Assim como há cotas para negros, cotas para mulheres, o TSE deveria criar cotas para indígenas, fazendo com que isso fosse obrigatório nos partidos”, propõe. Outro ponto destacado por ele é a própria organização político-social e partidária dos movimentos indígenas. “Penso que deveria ter um partido indígena ou, assim como os povos Sami, da Noruega, o nosso parlamento indígena brasileiro”, aponta Paulo. O Parlamento Sami foi criado em 1989, com o objetivo de representar o grupo étnico, sendo responsável por definir as políticas públicas para a comunidade. Apesar das comunidades indígenas de Aracruz ainda não terem articulado um nome conjuntamente para essas eleições, o que se espera é uma nova candidatura do Cacique Toninho Guarani (PT), da aldeia Boa Esperança, para deputado federal. A liderança também tentou chegar ao cargo em 2018, mas recebeu apenas 2.327 votos, número muito distante do necessário para uma eleição à Câmara. O vereador de Aracruz Vilson Jaguareté (PT), campeão de votos em 2020, pretende apoiar Toninho este ano, mas informa que a pré-campanha ainda não começou. “Estamos fazendo ‘boca-a-boca’ na comunidade, mas, oficialmente, ainda não”, explica. Em fevereiro deste ano, a Articulação dos povos indígenas do Brasil (Apib) abriu um chamamento para lideranças indígenas de todo o país, com o objetivo de dar visibilidade e apoiar possíveis candidaturas. No dia 12 de abril, durante a 18ª edição do Acampamento Terra Livre, a organização lançou pré-candidaturas de indígenas brasileiros, propondo que os partidos políticos aliados assumam um compromisso com as candidaturas dos povos originários, incentivando e legitimando a filiação partidária. Em entrevista ao Século Diário no início do ano, Paulo já havia comentado a necessidade de se avançar na articulação política das comunidades indígenas do Espírito Santo. “Pelo fato de sermos várias aldeias e sempre ter mais de uma pessoa que pleiteia a candidatura (…) Isso poderia ser resolvido se os líderes das aldeias se conscientizassem e conscientizassem os seus liderados em apoiar um único nome, tendo em vista que este vai lutar na defesa do direito de todos”, destaca. Nas eleições municipais de 2020, que elegeu Vilson Jaguareté, o município de Aracruz contou com pelo menos cinco candidaturas de indígenas ao legislativo municipal. Anteriormente, teve apenas um indígena no legislativo municipal, Ervaldo Índio (PMN), também Tupinikim, que chegou a exercer mandato entre 2015 e 2016, entrando como suplente do então vereador Erick Musso (Republicanos), após sua eleição como deputado estadual. Ervaldo não conseguiu se reeleger. “O fortalecimento de campanhas de candidatos indígenas é necessário para ampliar a representatividade dos povos originários nos espaços políticos, por isso é uma ação central para o movimento indígena. A democracia necessariamente implica em participação (…) não vemos outra saída senão ocupar os espaços de tomada de decisões”, disse a coordenadora-executiva da Apib, Sônia Guajajara, em comunicado da entidade.

22/04/2022 / 0 Comments
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Servidores de Domingos Martins desistem de deflagrar greve

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‘Nós temos que colocar os pés no chão’, afirma presidente do sindicato, que anunciou negociação com a prefeitura Os servidores de Domingos Martins, região serrana do Estado, que chegaram a aprovar um indicativo de greve devido à defasagem salarial, decidiram caminhar para a negociação com a prefeitura. Nessa quarta-feira (20), o município apresentou novos valores, que apesar de não terem agradado aos servidores, são considerados um avanço. “A maioria discordou, mas nós temos que colocar os pés no chão. Continua como está, que nós já estamos todos com a água no pescoço, morrendo afogado, ou damos um crédito para a prefeitura e aceitamos a nova proposta, que é muito melhor do que a atual?”, pondera o presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Domingos Martins (Sindsmudmar), Carlos Eduardo Schwambach. Após a reunião dessa quarta, a gestão de Wanzete Krüger (PP) ficou de fazer uma nova análise dos cálculos para averiguar a possibilidade de melhoria dos valores apresentados. A promessa é enviar a proposta final à Câmara de Vereadores na próxima semana. A mobilização dos servidores busca uma solução para a defasagem salarial em Domingos Martins, calculada em 65%. A tabela em vigor ainda conta com vencimentos abaixo do salário mínimo, fazendo com que o pagamento tenha que ser complementado para chegar ao valor exigido por lei. Em determinadas funções, a média salarial na tabela é de R$ 640,00, o que também prejudica o pagamento de horas extras e adicionais de insalubridade, direitos calculados de acordo com o salário-base. A prefeitura abriu negociação com o sindicato após os servidores decidirem, em uma assembleia realizada no dia 17 de março, aprovar um indicativo de greve. Os trabalhadores também decidiram reivindicar três abonos para os aposentados no valor de R$ 1.000 e a realização de exames médicos nos servidores. As propostas de uma nova tabela salarial já tinham sido elaboradas e aprovadas pela categoria, mas o município procrastinava o envio à Câmara, o que agora promete ser feito até a próxima semana. 

22/04/2022 / 0 Comments
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Serra cria iniciativa inédita voltada para mulheres cuidadoras de PCDs

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Plano de Ação em elaboração visa apoiar mulheres como Sirlaine, que tem deficiência e cuida de filha também PCD Cuidar de quem cuida de pessoas com deficiência (PCDs). Adaptar políticas públicas de saúde e assistência social, já existentes, para as especificidades de quem se dedica em tempo praticamente integral a prover as necessidades essenciais dos filhos ou familiares que têm seus direitos negados cotidianamente e são invisibilizados pela sociedade em pleno século XXI.  Esse é o objetivo da Portaria Intersetorial nº 01, publicada pela Prefeitura da Serra, criando o “Grupo de Trabalho Intersetorial para a construção do Plano de Ação visando atender cuidadoras(es) e familiares de pessoas com deficiência no âmbito do município da Serra”.  O GT é coordenado pela Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania (Sedir), representada pela secretária Lilian Mota, e servidoras, todas mulheres, de outras quatro pastas municipais – Políticas Públicas para as Mulheres (Seppom), Saúde (Sesa); Assistência Social (Semas); e Educação (Sedu) – do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência (COMDEPD) e da sociedade civil, cujas cadeiras foram assumidas pelo coletivo Mães Eficientes Somos Nós (MESN). Redes sociais “O GT é pioneiro no Espírito Santo. É fruto da nossa luta. Cuidar da mulher que cuida de pessoas com deficiência. Vai abrir portas para que outros municípios façam o mesmo e permitir que este debate específico garanta políticas públicas que atendam estas mulheres nas suas especificidades”, afirma Lucia Mara dos Santos Martins, coordenadora-geral do MESN. Em suas redes sociais, o coletivo parabenizou o município pelo pioneirismo. “É lindo ver que, por mais que haja nosso desgaste em ir à luta e fazermos os enfrentamentos, aos poucos vamos colhendo os resultados. Sabemos que ainda temos muitos desafios, mas vamos superá-los se não desistirmos de lutar. Lutamos com a consciência de que se não o fizermos nunca seremos vistas, nossos filhos/as continuarão apagados/as, invisibilizados pelo sistema”.  Representando as Mães Eficientes no GT, a assistente social e pesquisadora de políticas públicas para mulheres pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes), Célia Barbosa da Silva Pereira, conta que o Grupo Intersetorial surgiu a partir do amadurecimento das reuniões mensais realizadas entre o coletivo e a Secretarias de Saúde e Educação, que tratavam da saúde integral da mulher, de acordo com o que é estabelecido pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Assim, outras secretarias foram se aproximando, até ser tornar um grupo intersetorial. Facebook O objetivo do GT e do futuro Plano de Ação, ressalta, é garantir a continuidade das políticas públicas. “Fazer com que as ações se tornem políticas públicas, para não recomeçar do zero de novo a cada mudança de gestão municipal”. Na prática, as integrantes do GT irão elaborar arranjos que possam adaptar as ações e programas já realizados pela prefeitura às necessidades das mulheres cuidadoras, desburocratizando a marcação e realização de exames e consultas para essas mulheres, por exemplo.  “Madrugar na fila para pegar uma senha e ficar um dia inteiro para fazer uma consulta, isso não condiz com nossa realidade. Não temos como ir com uma criança com deficiência e ficar na fila um dia inteiro. Não somos consideradas prioridade, mesmo estando com as crianças que têm prioridade”, explica Celia. “Uma mãe que fica de manhã até a noite com a criança na rua, andando de ônibus, da creche pra terapia, almoçando de marmita no ônibus…ela não consegue priorizar um exame preventivo para ela, por exemplo. Há pessoas com deficiência há anos sem atendimento no posto de saúde”, expõe.  “Não é para inventar a roda”, ressalta, repetindo uma frase dita dentro do GT. “Os serviços de saúde e assistência já estão postos. Vamos buscar, em cada um deles, protocolos de atendimento para as mulheres que cuidam de pessoas com deficiência, sendo que muitas delas também possuem deficiência ou transtornos mentais. E ainda atender outras especificidades, como a mulher negra, ou a mulher homoafetiva ou trans, que são mais discriminadas ainda”, afirma.  É o caso de Sirlaine Nazare da Silva, de 38 anos, mãe da pequena Thalyta Emanuelly de dois anos e meio, que foram vítimas de violência doméstica. Há dois anos, o pai de Thalyta atentou contra a vida de Silaine. Após a tentativa de homicídio, ele foi preso e depois transferido para o Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico (HCTP), em Cariacica. Também passou um período internado na Fazenda Esperança, mas está solto, tendo voltado a agredi-la duas vezes no ano passado. Arquivo pessoal Sirlaine conta que o ex-companheiro tem esquizofrenia e que “no fundo, tem dó, ele tem problema desde criança”. Mas, que precisou priorizar a sua vida e a da filha. “A Thalyta sente toda essa violência que eu sofri. No dia da audiência com o juiz, ela ficou muito nervosa quando viu o pai”, conta. As duas possuem transtorno de humor e tomam medicação controlada. Thalyta também tem diagnóstico de autismo e o neuropediatra ainda não fechou laudo, pois investiga outras possíveis necessidades especiais da bebê que ainda podem aflorar. Na Associação de Pais e Amigos de Excepcionais (Apae), a filha tem acompanhamento de psiquiatra, nutricionista e neuropediatra. Mas na rede de saúde, Sirlaine não tem conseguido fazer acompanhamento com pediatra. “Nunca tem vaga”, reclama.  “Ela tem atraso no desenvolvimento, ainda não anda, e tem estrabismo. É minha única filha viva das seis gestações que já tive”, conta a mãe, que tem outros problemas crônicos de saúde, como neuropatia no olho, esquizofrenia leve, endocardite bacteriana, hernia de umbigo e febre reumática. Os medicamentos controlados incluem Sertralina, Clonazepam, Risperidona, Ácido Valproico, Lítio e Benzetacil.  Sirlaine diz que está sem oftalmologista e cardiologista há muito tempo. Psiquiatria retomou em março, depois de seis meses sem atendimento. O tratamento odontológico, que ela iniciou após a tentativa de homicídio, ainda não foi concluído. O ex-marido lhe quebrou três dentes e os implantes foram iniciados em consultório particular, mas ela não teve condições de concluir. Também não consegue consulta de radiografia abdominal nem retomar o OCT, exame que mede o grau do glaucoma.  Apesar da fragilidade social, está sem auxílio doença há três anos. Apenas recentemente conseguiu

22/04/2022 / 0 Comments
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Policiais federais protestam em Vila Velha por reestruturação de carreira

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Uma das promessas de campanha de Jair Bolsonaro, reestruturação da categoria ainda não saiu do papel PF Os policiais federais do Estado realizarão uma manifestação em frente à Superintendência da Polícia Federal, em Vila Velha, no próximo dia 28. A iniciativa foi deliberada em uma reunião virtual da Federação Nacional dos Policiais (Fenapef), da qual participaram representantes dos 27 sindicatos. O protesto, portanto, acontecerá em todos estados, tendo como objetivo demonstrar insatisfação com as “promessas não cumpridas” do Governo Bolsonaro (PL) e concretizar a reestruturação do plano de carreira da categoria. “O presidente falou várias vezes em reestruturar a Polícia Federal. A PF faz muito, mas poderia fazer muito mais, se fosse valorizada. Essa valorização foi até um dos motes da campanha presidencial de Bolsonaro. A gente quer que ele cumpra a promessa”, cobra o presidente do Sindicato dos Policiais Federais do Espírito Santo (SINPF-ES), Marcus Firme, que também preside a Fenapef. A expectativa era de que houvesse uma sinalização do Palácio do Planalto nessa terça-feira (19) a respeito da reestruturação da Polícia Federal, mas isso não se concretizou. “A reunião dos parlamentares da bancada da segurança pública com o governo federal não trouxe avanços positivos e os policiais querem uma proposta concreta. Até agora, o que temos são promessas não cumpridas e notícias divulgadas pela mídia”, reforçou Marcus. Ele relata que Bolsonaro prometeu que R$ 1,7 bilhão do Orçamento Geral da União seria investido na reestruturação da carreira e correção das perdas acumuladas nos últimos anos. Para o dirigente sindical, a reivindicação vai muito além do reajuste de 5% aos salários anunciado pelo governo por meio da imprensa. A reestruturação, segundo o dirigente sindical, pode, inclusive, mitigar os efeitos negativos da reforma da Previdência na categoria. Marcus destaca que houve achatamento salarial, uma vez que a alíquota aumentou de 11% para 14% e, em alguns casos, como dos delegados, para 16%. Outro problema é o da aposentadoria por invalidez. Antes, o trabalhador recebia o valor integral, agora, é proporcional ao tempo de serviço. “Você leva um tiro, fica paralítico, e pode receber um valor que corresponde, por exemplo a 30% do seu salário. Nossa profissão é de risco, isso é muito difícil”, aponta. Por meio de nota, a Fenapef recorda que, em 23 de março, foi encaminhada minuta de Medida Provisória (MP) da reestruturação das forças policiais da União do Ministério da Justiça (MJ) para o Ministério da Economia. O documento destaca que é necessário analisar o momento político e definir estratégias, “especialmente por conta da data-limite para a MP ser editada e poder ser analisada pelo Congresso Nacional por meio das duas Casas Legislativas”.

21/04/2022 / 1 Comment
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Três municípios capixabas recebem alerta por alta incidência de dengue

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No Brasil, o número de casos de janeiro a abril quase dobrou em relação ao mesmo período de 2021 Dados do Ministério da Saúde mostram que os casos de dengue no Brasil aumentaram 95% em relação ao mesmo período do ano passado. No Espírito Santo, apesar do índice ter aumentado um pouco mais de 6%, Pinheiros, Jaguaré e São Gabriel da Palha, na região norte e noroeste, estão em alerta por apresentarem incidência alta nas últimas quatro semanas. Os números são do último boletim epidemiológico divulgado nessa quarta-feira (20) pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). Nesses três municípios, a incidência de casos nas últimas quatro semanas foi superior à média de 300 casos/por 100 mil habitantes, o que é considerado uma média de alerta pelo Ministério da Saúde. Em Pinheiros, a média do número de casos por 100 mil habitantes foi de 1624,8, considerando o acumulado das quatro últimas semanas. Em Jaguaré, de 492,9, enquanto em São Gabriel da Palha a proporção foi de 438,7. Considerando os números em todo o Estado, o período entre janeiro a abril registrou um aumento de 265 casos em relação ao mesmo período de 2021. De acordo com a Sesa, até o último sábado (16), 4,6 mil casos foram notificados. Em 2021, o número de casos no mesmo período de tempo foi de 4,3 mil. Em nível nacional, em que o número de casos quase dobrou de um ano para o outro, representantes do Conselho Federal de Medicina apontam as chuvas acima do esperado como um dos fatores para o crescimento. Outro motivo é a maior busca por atendimento médico durante a pandemia de Covid-19, que pode ter aumentado as notificações. No Espírito Santo, a Sesa afirma que a dengue ainda está sob controle, mas é importante que a população esteja em alerta. “Observamos um aumento gradativo no número de notificações de casos de dengue em relação ao ano passado. Apesar de ainda não termos uma situação alarmante em relação ao quantitativo de casos, é importante o alerta, principalmente em observância à situação no restante do País”, afirmou o chefe do Núcleo Especial de Vigilância Ambiental, Roberto Laperriere Júnior. Ele também destacou a importância da prevenção e eliminação dos criadouros do Aedes aegypti, mosquito transmissor da doença. “É preciso um empenho coletivo. A população precisa ficar atenta com a limpeza dos quintais e objetos que acumulam água. A limpeza deve ser feita, no mínimo, semanalmente, pois temos que considerar o ciclo biológico do mosquito, que ocorre de três a oito dias. Eliminando o foco nesse período, conseguimos inibir a proliferação”.

21/04/2022 / 0 Comments
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