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Instituto capacita mulheres do Estado para eleições proporcionais deste ano

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Renata Fiório (foto) integra projeto nacional que visa aumentar presença feminina nos espaços de poder Gracimeri Gaviorno. Foto: Ales Renata Fiório (PP), de Cachoeiro de Itapemirim (sul do Estado), e Gracimeri Gaviorno (Republicanos), da Serra, pré-candidatas a deputada federal e estadual, respectivamente, estão entre as selecionadas pelo instituto Vamos Juntas para receber apoio e participar de uma formação técnica nas eleições de 2022. O instituto foi criado com o objetivo de impulsionar candidaturas de mulheres em todo o Brasil, reduzindo a desigualdade de gênero nas disputas por espaços de poder. “A efetiva participação da mulher na política tem sido um desafio e está entre as metas do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU [Organização das Nações Unidas]. Por isso, acredito que é muito importante o surgimento de organizações e movimentos para aumentar a participação das mulheres nas esferas de decisão”, aponta Gracimeri. Renata conta que já tinha participado do projeto nas eleições de 2020, quando foi candidata à prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim. A advogada foi uma das 51 selecionadas no ano, sendo a única do Espírito Santo. “Participei de toda a seleção e treinamentos, e foi muito bom, considerando a diversidade de realidades e os profissionais que nos ajudaram a passar pelas eleições em plena pandemia. Passadas as eleições, mantivemos o grupo e quem está pré-candidata já é pré-selecionada para continuar”, explica. Renata Fiório. Foto: Ales Eleita vereadora de Cachoeiro de Itapemirim pelo PSD em 2016, Renata também foi candidata a prefeita do município em 2020, pelo mesmo partido. Este ano, na disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados, a advogada conta que o apoio de outras mulheres é fundamental. “Primeiro, para eu ver que os problemas que afligem as mulheres na política são os mesmos, e que eu conseguia me sair bem dos desafios. Outro ponto positivo é a formação de um grupo, que está mantido até hoje, com o mesmo propósito. Isso ajuda a manter a determinação de permanecer na política”, enfatiza. Gracimeri, que também integra o movimento Renova BR, disputou a Prefeitura da Serra em 2020. Não conseguiu se eleger, assumindo por um período a Secretaria de Políticas Públicas para a Mulher do município na gestão de Sérgio Vidigal (PDT). Também já atuou como subsecretária estadual de Segurança. “Tenho certeza de que essas formações são importantes para que possamos ter lideranças políticas não apenas renovadas, mas também preparadas para melhorar a vida das pessoas e suas relações com as cidades”, destaca. Esse também é um dos objetivos centrais do Vamos Juntas. Desde o início, a ideia era capacitar, incentivar e acolher mulheres que já eram líderes, impulsionando-as a ocuparem um cargo eletivo. Nesta edição, o projeto recebeu mais de 300 inscrições de 26 estados brasileiros. No Estado, também foi selecionado para o projeto a liderança estudantil e das Brigadas Populares, Isabela Mamedi, de Vitória, mas ela decidiu adiar a candidatura este ano. Quando são selecionadas, as mulheres que querem se candidatar a algum cargo político passam a integrar um programa de suporte socioemocional e técnico do Vamos Juntas. Em 2020, das 51 candidatas que participaram da formação, 11 foram eleitas. “Temos como objetivo ampliar vozes de mulheres que historicamente foram alijadas das estruturas de poder. Para se ter uma ideia, somente em 1932 foi instaurado o voto feminino no Brasil. Apesar do crescimento das candidaturas femininas, que passaram de 21,04% em 2004 para 33,3% em 2020 nas eleições municipais, ainda temos um longo caminho para alcançarmos a equidade, tanto no processo eleitoral quanto na conquista de espaços de poder nos parlamentos e executivos”, diz uma nota no site do instituto.  Setenta e oito municípios, mas apenas uma mulher eleita prefeita no Estado – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/politica/setenta-e-oito-municipios-mas-apenas-uma-mulher-e-eleita-prefeita

16/04/2022 / 1 Comment
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Autossuficiência em energia cresce entre agricultores de Santa Maria de Jetibá

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Financiamento das placas solares por dez anos projeta outros quinze de lucro, sem conta de energia Acompanhando a tendência do País, a energia solar cresce entre as famílias agricultoras de Santa Maria de Jetibá, na região serrana capixaba, que têm cada vez mais alcançado a autossuficiência na compra de placas solares, que abastecem as residências, bombas d’ água usadas na irrigação e outras demandas.  Em Caramuru, Alto Jetibá, famílias como a de Gilberto e Elilza Lemke aproveitam a oportunidade de financiamento pelo Banco do Brasil para aderir à transição energética, fortalecendo a necessária adoção de fontes renováveis e limpas de energia elétrica. Arquivo pessoal “Antes só os grandes conseguiam, era muito caro. Aí foi chegando mais perto… até que a gente conseguiu colocar também [os painéis fotovoltaicos]. Aqui em Caramuru tem muito agricultor aderindo”, testemunha Gilberto Lemke.  O investimento compromissado com o banco é de aproximadamente R$ 5 a 6 mil por ano, durante dez anos. Como o equipamento tem garantia de funcionamento por 25 anos, os últimos quinze serão de puro lucro, já que a única manutenção recomendada é a lavagem do equipamento a cada seis meses ou um ano.  “A gente gastava de sete a oito mil por ano com conta de energia. Então vale muito a pena”, afirma. “O rapaz da loja [de placas solares] disse que é um negócio muito bom, melhor que ouro e poupança”, sorri.  O equipamento da família Lemke foi adquirido em duas etapas, somando 1,2 mil KW. Desde o início do ano, já supre toda a demanda da propriedade, incluindo a residência e a bomba de água, que leva água do poço artesiano para a irrigação da lavoura. “No início substituí só uma parte, o orçamento era bem alto pra gente. Mas depois de três meses, vimos que valia a pena. Agora até sobra energia”, comemora.  A irrigação, conta, é feita todos os dias, sendo intensificada nos períodos de chuva. A família planta gengibre, café, milho e verduras. “O gengibre gasta muita água pra lavar, precisa ir bem limpo pra exportação. Hortaliças precisa irrigar todos os dias”. Arquivo pessoal A revolução solar só não liberta os Lemke totalmente da conta mensal de energia porque a concessionária, EDP Escelsa, mantém a cobrança da taxa mínima, hoje em R$ 55. Mas o volume produzido de energia que não é consumido conta como crédito, que pode ser consumido no próprio local em momento futuro ou doado para outra família, que tenha seu número de instalação em qualquer cidade ou estado atendido pela empresa.  A matemática de produção e consumo é apresentada em tempo real por meio de dois relógios de energia, que substituem o tradicional relógio único, assim que o equipamento solar é instalado. Gilberto conta que, no início de 2022, quando já completava um ano de energia solar, a EDP fez uma segunda troca dos relógios, fazendo desaparecer o crédito registrado no aparelho antigo. “Eu tinha mais de mil quilowatts de crédito. Não sei se ele desapareceu com a troca do relógio. O rapaz da Escelsa não explicou nada sobre isso”, conta.  Crise climática  Além da autossuficiência e economia financeira, Gilberto e Elilza Lemke destacam a satisfação em poder contribuir com a redução da crise climática global. “Uns tempos atrás estava tão seco! Não tinha água para a irrigação, para a agricultura, enquanto a represa [do Rio Bonito] continuava gerando energia elétrica. Pelo menos estamos fazendo a nossa parte”.  Satisfação também em se sentir parte de um movimento mundial de transição para fontes amigas do clima e que não emitem gases de efeito estufa. Especialmente no Brasil, a energia solar produzida atingiu, no início de março, o equivalente à produção da maior Usina Hidrelétrica Binacional de Itaipu, no Paraná, na fronteira com o Paraguai, a maior do país: 14 Gigawatts (GW), somando os sistemas individuais – instalados em telhados, fachadas e pequenos terrenos de casas, comércios e indústria – e as pequenas centrais fotovoltaicas.  Um mês depois, neste início de abril, a potência subiu para 15GW. A Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) calcula que a mesma capacidade de Itaipu será alcançada em setembro exclusivamente pelos sistemas individuais, hoje responsáveis por 10GW.  Conforme noticiado pelo jornal Folha de S.Paulo, a Absolar prevê que o Brasil irá registrar recordes de crescimento do mercado neste ano, que já conta com mais de 930 mil sistemas solares fotovoltaicos conectados à rede. Os consumidores residenciais respondem por cerca de 77% das instalações de geração própria. Depois, aparecem as pequenas empresas dos setores de comércio e serviços (12,7%) e consumidores rurais (7,7%). Indústrias vêm em quarto lugar (2%). Sindicato é referência Divulgação Em Santa Maria de Jetibá, o Sindicato dos Trabalhadores Rurais busca ser referência. Além de conquistar a autossuficiência energética na sede principal, no centro da cidade, e na subsede em Alto Garrafão, tem incentivado seus associados a conhecer a tecnologia.  “Só procurar o nosso sindicato e tirar todas as dúvidas e ainda ver os equipamentos funcionando, produzindo energia”, convida a entidade, que produz 700 KW/mês. ‘Geração fotovoltaica é a melhor solução para crise energética’, diz Absolar Brasil tem 10GW de potência instalada. No ES, são mais de 10 mil consumidores e meio bilhão em investimentos https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/geracao-fotovoltaica-e-a-melhor-solucao-para-crise-energetica-diz-absolar Agricultores pedem prioridade para produção de alimentos sobre geração de energia Barragem Rio Bonito e rios da região serrana estão com níveis baixos e trazem insegurança aos agricultores familiares https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/agricultores-pedem-prioridade-para-producao-de-alimentos-sobre-geracao-de-energia

16/04/2022 / 0 Comments
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Doze artistas capixabas participam do ExFest

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Na coluna: Budah (foto) estará presente; lançamentos de Izar e Tamy, novos verbetes sobre ES na Wikipédia MÚSICA ExFest anuncia data e programação Divulgação Foi divulgado o set da segunda edição do ExFest, realizado pelo canal Explicanção, que aborda pelo YouTube a música autoral e independente no Espírito Santo e Brasil. Com as últimas confirmações, são 12 atrações no total: Bella Nogueira, Izar, Cainã e a Vizinhança do Espelho, Leo Cavalcanti, Budah (foto), Solveris, Afari, Mobutto & GamaGroove, Dan Abranches, Sthelô & Aqueles Caras, Eloá e Auri. Com transmissão online direto do Palácio da Música Sônia Cabral, em Vitória, nos dias 13, 14 e 15 de maio, o festival será exibido pelo Explicanção. O primeiro dia terá como foco ritmos como rap, rock e folk, o segundo focado no rock e o terceiro mais ligado ao folk/MPB. A intenção da organização é que o ExFest passe a ser presencial a partir de 2023.  Izar lança segundo single do novo álbum  Uma das atrações do festival, o cantor e compositor Izar, lançou na última quinta-feira (14), o single Maior Que o Chão, segundo de seu disco Fantástica Realidade. O artista está apresentando uma nova canção por mês até setembro, quando estará formado assim o álbum completo, seu segundo na carreira. A produção musical é do destacado Thiago Arruda. As músicas podem ser ouvidas nas plataformas digitais de música e no YouTube. Festival Sérgio Sampaio traz protagonismo das mulheres  Vitor Taveira Ainda falando de música, o Festival Sérgio Sampaio realizou nesta semana sua 16ª edição. Pela primeira vez, teve no palco apenas mulheres. No primeiro dia com bate-papo musical entre a escritora Bernadette Lyra e a atriz e cantora Cida Moreira. No segundo dia, foram sete mulheres no show em homenagem ao compositor cachoeirense, que lotou o Teatro Glória. Foi emocionante. Elaine Vieira com sua entrega arrebatadora, Aline Maria com voz e presenças de arrepiar, a jovem Luiza Dutra com sua elegância vocal e performática que conquistou o país, e Tamy trazendo sua segurança e experiência em palco. Tudo ficou gravado pela TVE-ES e pode ser assistido pelo YouTube. Movimento JAHZZ lança música com Tamy Aliás, Tamy é parceira do movimento coletivo JAHZZ, que lança no dia 19 uma nova música, “Bálsamo”, com sua participação. O projeto une reggae, jazz, eletrônico e elementos da música pop e foi idealizado pelo multi-instrumentista capixaba Gabriel Ruy em parceria com o percussionista e compositor Jahfa. O JAHZZ terá ainda participação de outros artistas como Ney Matogrosso e Xandy de Pilares. A primeira música da série de lançamentos é uma releitura Take Five, com participação de Bi Ribeiro e Bidu Cordeiro, dos Paralamas, e Marcelinho da Lua, do Bossacucanova. Ouça a seguir. Formemus 2022 com inscrições abertas  Maior evento de formação musical do Espírito Santo, o Formemus realiza sua edição de 2022 entre os dias 18 e 21 de maio. As inscrições estão abertas para diversos chamamentos no site oficial do evento, como para a Mostra Competitiva de Videoclipes, Mostra Fotográfica Performance Musical, Chamamento Conexão Periferia & Interior e Pitching Musical. As inscrições para público participante do evento no Palácio da Música Sônia Cabral tiveram início neste dia 15 de abril. MEMÓRIA Concurso premia contribuidores sobre Espírito Santo na Wikipédia  O Wiki Loves Espírito Santo lançou o Wikiconcurso, com objetivo de melhorar a qualidade da informação disponível e agregar novos contribuidores aos projetos Wikimedia, incluindo a popular Wikipédia, construídos de forma colaborativa. Os participantes podem inserir informações em artigos que fazem parte de uma lista definida pelo concurso e começar as edições que vão até o dia 12 de julho de 2022. Os artigos indicados estão dentro de quatro eixos temáticos: patrimônio histórico e cultural; festividades e religiosidade; territórios e paisagens; biografias e diversidade. Os prêmios para quem mais contribuir com edições referenciadas chegam até R$ 2,5 mil em vale compras. As informações sobre o projeto estão disponíveis aqui. Foi feita uma live explicando sobre o projeto, que você pode assistir abaixo. ECONOMIA CRIATIVA Governo lança pacote de inovação  Na próxima terça-feira (19), às 10h, o governo do Estado lança uma série de projetos ligados à economia criativa, por meio da Secretaria da Cultura (Secult) e da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes). Um deles será o lançamento do HUB ES+, ambiente físico voltado para a inovação e economia criativa. Também serão lançadas chamadas públicas para as imersões da cultura de 2022 e o Programa de Pré-Incubação CoCreation Lab Espírito Santo, em parceria com o Sebrae. A cerimônia, que contará com presença do governador, ocorrerá no Salão São Tiago, no Palácio Anchieta.

16/04/2022 / 0 Comments
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Hombre Mirando Al Sudoeste; Vazante; Animais Noturnos; e A Bruxa Hombre Mirando Al Sudoeste Um homem que apareceu de forma misteriosa é internado num manicômio por afirmar ser um extraterrestre. De fato, os laudos periciais não conseguem indicar de onde ele veio, mas para o psiquiatra Julio Denis, Rantés não é louco, é somente um oportunista que fugiu de algum país vizinho e inventou isso para fugir da prisão ou de algum desafeto. Vazante Filme lento e polêmico de Daniela Thomas, Vazante é ambientado no início do século XIX numa fazenda em Minas Gerais. O filme inova, ao mostrar os escravos como pessoas que traziam uma história e cultura da África. A diretora deu vida e personalidade a esses personagens, que antes eram vistos somente como estatística. Animais Noturnos Filme tenso e perturbador do diretor e estilista Tom Ford, ganhou vários prêmios mundo afora. Uma galerista recebe o novo livro de seu ex-marido, ele comenta a angústia do processo de separação numa história ficcional, em que fica claro seu desespero.  A Bruxa Primeiro filme de Robert Eggers, mesmo diretor de “O Farol”, e segue a mesma linha lento e com poucos diálogos. Uma família de protestantes no interior dos Estados Unidos é expulsa da comunidade por desavenças com os outros. Eles passam a viver isolados bem próximos da floresta onde dizem habitar uma bruxa. 

15/04/2022 / 1 Comment
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Mar do Estado tem muitos barcos, pouco camarão, e nenhum controle

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Camaroeiros pedem fiscalização rigorosa sobre embarcações clandestinas e regularização de pescadores antigos Excesso de barcos, escassez de camarão, e praticamente nenhum controle oficial. Essa é a triste e preocupante realidade da atividade de pesca de camarão no litoral do Espírito Santo. A gravidade da situação é reconhecida tanto pelos camaroeiros tradicionais quanto pelos órgãos públicos.  A solução, por sua vez, também caminha para um consenso em relação à urgência de uma fiscalização rigorosa sobre embarcações vindas clandestinamente de outros estados, e na regularização dos antigos camaroeiros capixabas que ainda não conseguiram a documentação. Mas esbarra na falta de prioridade política e no sucateamento dos órgãos de controle. “Setenta por cento dos barcos aqui no píer da Praia do Suá não têm licença. Tem muito pescador que trabalha há vinte anos e não consegue tirar a carteira. E ainda vêm muitos barcos do Rio de Janeiro, da Bahia, arrastando balão aqui”, declara o presidente da Colônia de Pesca Z-5, da Enseada do Suá, em Vitória, Álvaro Martins da Silva, o Alvinho.  Em outro pesqueiro importante no Estado, Santa Cruz, litoral de Aracruz, no norte, a situação não é diferente. “Agora mesmo, que apareceu um pouco de camarão, tem 200 barcos arrastando lá em Santa Cruz. Onde antes tinha 20 barcos do pessoal de lá, agora tem 200, vindo de tudo que é lugar”, relata.  O líder camaroeiro acredita que “a tendência é piorar”, caso os órgãos públicos não enfrentem a situação, fiscalizando e penalizando quem infringe a lei. “Como não tem fiscalização, não tem camarão para todo mundo. E fica mais prejudicado quem tem a licença e quer fazer tudo certo”, expõe, destacando a ausência de presença efetiva do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e da Capitania dos Portos. A situação, que há anos é dramática, neste outono teve um agravante, que foi o sumiço dos camarões de todo o litoral capixaba. Desde o fim do defeso, em primeiro de março, os camaroeiros não encontram o crustáceo. Os barcos estão parados há mais de um mês e os camarões da torta capixaba vieram, de caminhão, do Rio de Janeiro e da Bahia.  Analista ambiental do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Tartarugas Marinhas e da Biodiversidade Marinha do Leste do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (Centro Tamar/ICMBio), Nilamon de Oliveira Leite Junior reconhece que a escassez atípica deste ano ainda não tem explicação, pois seria necessário fazer estudos para identificar as causas verdadeiras.  “Desde 2018 o defeso do camarão no Espírito Santo acontece nesses três meses de verão, de primeiro de dezembro a 28 de fevereiro. E os pescadores sempre constatam que, após o defeso, a pesca do camarão fica boa. Este ano surgiu algum fato diferente e a gente espera que seja isolado”, explica.  Causas variadas As possibilidades são muitas, elenca o especialista: a lama de rejeitos da Samarco/Vale-BHP, efeito adverso de correntes marinhas, mortalidade não detectada de filhotes (a larva do camarão é muito pequena e quando morre, não se consegue detectar a olho), problema na reprodução das espécies, fenômeno ambiental ou meteorológico, efeito das mudanças climáticas, excesso de barcos em atividade (aumento do esforço de pesca)…ou uma soma de tudo isso”, resume. “Lama contribui, mudança climática contribui, algum fator ambiental não previsto também, aumento do esforço de pesca também”, reafirma.  O tema será tratado em uma reunião do Centro Tamar/ICMBio com os pescadores na próxima semana, que também terá como pauta a atualização dos pescadores em relação a uma nova portaria federal que regulamenta a atividade, publicada no último dia 30 de março.  Assinada pelo titular da Secretaria de Aquicultura e Pesca do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SAP/Mapa), Jorge Seif Júnior, a Portaria 656/2022 estabelece as normas de ordenamento e monitoramento para o exercício da pesca dos camarões rosa (Penaeus paulensis, Penaeus brasiliensis e Penaeus subtilis), sete-barbas (Xiphopenaeus kroyeri), branco (Penaeus schmitti), santana ou vermelho (Pleoticus muelleri) e barba-ruça (Artemesia longinaris) no Mar Territorial e na Zona Econômica Exclusiva nas regiões Sudeste e Sul do Brasil.  “Essa portaria une todas as demais que já existiam”, conta Nilamon. Traz algumas novidades, como a mudança do período do defeso no Rio de Janeiro e estados ao sul dele, que passa a ser de 28 de janeiro a 30 abril ao invés de março a maio, mais próximo portanto do defeso capixaba. “De resto, reedita normas antigas, que já existiam, tamanho mínimo do camarão e da malha das redes”.  Zona de transição Os defesos, explica, visam proteger as espécies durante alguns períodos do ano em que a reprodução é mais acentuada, visando restabelecer os estoques camaroeiros para a pesca. “O camarão sete-barbas se reproduz quase que durante o ano todo, mas o pico mais significativo de reprodução foi identificado no verão”. Em outros estados, os picos foram identificados em períodos diferentes.  O Espírito Santo tem essa particularidade, devido à sua localização geográfica, bem no meio do litoral brasileiro, onde ainda ocorre a cadeia de montanhas submersas Vitória-Trindade, um verdadeiro paredão montanhoso no fundo do mar, que liga a costa da capital capixaba até a ilha oceânica de Trindade, a 1,2 mil km de distância, onde funciona uma base da Marinha e uma base de estudo e conservação do Projeto Tamar, por se tratar de um dos principais sítios reprodutivos da tartaruga-verde (Chelonia mydas).  “O Espírito Santo está numa zona de transição entre uma corrente mais fria, vinda ao sul, das Malvinas, e as correntes mais quentes que vêm do Nordeste. Além disso, a Cadeia Vitória-Trindade também provoca alterações únicas”.  Permissionamento suspenso A falta de fiscalização, concorda o analista ambiental, é uma realidade que precisa mudar. Quanto à regularização dos pescadores mais antigos que querem respeitar a legislação, a questão é mais complexa. Os camaroeiros capixabas contam que, não conseguindo a carteira profissional no Estado, acabam indo à Bahia, onde conseguem o documento com facilidade. A pesca do camarão, explica Nilamon, é uma atividade controlada, já que é uma espécie muito visada comercialmente e que sofre um esforço de pesca desproporcional à capacidade natural de reposição populacional. É

15/04/2022 / 1 Comment
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Funcionários da Garoto cobram celeridade na efetivação de terceirizados

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Medida foi definida no último Acordo Coletivo com a Nestlé, mas não foi informado ainda cronograma de contratação Divulgação. Trabalhadores da Chocolates Garoto, em Vila Velha, querem celeridade no cumprimento de direitos negociados com a Nestlé. Em comunicado divulgado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Alimentação do Espírito Santo (Sindialimentação-ES), a entidade cobra um retorno oficial da empresa sobre a contratação direta de profissionais terceirizados, medida que já foi definida em um acordo coletivo dos trabalhadores, finalizado em março. “Considerando o tempo decorrido desde o término das negociações, solicitamos aos representantes da Nestlé que nos informe sobre o cumprimento da cláusula quadragésima segunda do acordo coletivo 2021/2023. Solicitamos informações mais detalhadas sobre a quantidade de contratação direta e efetivação de terceirizados e o cronograma de contratações”, cobra o Sindialimentação-ES.  A redução da mão de obra terceirizada sempre foi uma reivindicação da categoria. A intensa negociação, comenta a presidente do sindicato, Linda Moraes, garantiu conquistas para esta Páscoa. “Atualmente, é toda terceirizada. Nós reivindicamos que a Nestlé garantisse que pelo menos 50% dos trabalhadores fossem efetivos”, aponta. Além do acordo específico para esse período do ano, os trabalhadores exigiram que fosse limitado a 20% o percentual de trabalhadores terceirizados na linha de produção sazonal. “Foi uma luta muito grande, porque a gente teve que remar contra a maré. Como a lei permite a terceirização, os empregadores acabam se aproveitando disso e gerando uma mão de obra que deprecia a classe trabalhadora”, explica Linda. Agora, os profissionais querem saber quando as medidas serão efetivadas. Nessa terça-feira (12), um ofício foi enviado à empresa solicitando as datas previstas para implementação das decisões. “O trabalhador tem pressa. A nossa reivindicação é que os terceirizados que estão trabalhando nesta Páscoa já sejam efetivados”, declara Linda. O sindicato considera essa decisão pela efetivação um avanço do último acordo coletivo que, ao longo do ano passado, foi motivo de embates intensos entre a categoria e os representantes patronais. Um dos motivos foi o tíquete-alimentação, pauta que chegou a atrasar o fechamento do acordo coletivo 2020/2021. Mesmo com o aumento contínuo das vendas em 2021, a empresa queria reduzir em 50% o valor do benefício, afetando cerca de 1,2 mil trabalhadores. Após uma mobilização acirrada contra as propostas apresentadas pela Nestlé, a categoria conseguiu fechar o acordo mantendo o valor total. “Foi uma vitória. Nos últimos tempos, tem sido uma luta muito grande garantir que direitos não sejam tirados dos trabalhadores”, reforça Linda. 

15/04/2022 / 2 Comments
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Câmara de Vitória fará audiência para discutir galpões do IBC

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Proposta é da vereadora Karla Coser, que quer debater com a sociedade civil diante da iminente privatização do imóvel Tema que voltou à tona nas últimas semanas, a proposta do governo federal de vender parte de armazéns do extinto Instituto Brasileiro do Café (IBC), em Jardim da Penha, Vitória, vai ser tema de audiência pública na Câmara de Vitória no dia 27 de abril, às 19h, na sede do legislativo, que fica em Bento Ferreira. “Vários segmentos já tinham entendido pela necessidade de realização da audiência pública e, após a decisão judicial determinando a suspensão do leilão, o momento é crucial para que a sociedade possa discutir as consequências”, disse a vereadora Karla Coser (PT), proponente da atividade. Leonardo Sá Entre os convidados já confirmados para o debate, estão a Associação de Moradores de Jardim da Penha (Amjap) e o núcleo do grupo BRCidades no Espírito Santo. “Queremos que o debate seja amplo e que participe tanto quem é contrário à venda quanto favorável”, afirmou Karla Coser. A lista de convidados ainda por confirmar presença inclui a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Defensoria Pública, Universidade Federal do Estado (Ufes), Instituto Federal (Ifes), conselhos de cultura e cursos de Arquitetura e Urbanismo. Em 2020, o governo federal havia sinalizado para a venda da totalidade dos galpões, construídos na década de 1960 e um dos primeiros imóveis na formação do bairro de Jardim da Penha. O local, pertencente à Superintendência de Patrimônio da União (SPU), possuía grande ociosidade e entrou no pacote de privatizações do governo de Jair Bolsonaro (PL). Porém, o espaço é reivindicado há décadas pela comunidade do bairro para que tenha uso público, social e comunitário, de modo que o anúncio provocou reações contrárias de moradores do bairro e da cidade e também de políticos, às vésperas de uma contenda eleitoral municipal. A Câmara, inclusive, chegou a ter uma audiência pública sobre o tema de forma online, enquanto se ventilava sobre o possível leilão do espaço total de 33 mil metros quadrados. As reações negativas acabaram repercutindo e chegando a Brasília, o que levou o governo federal a recuar da ideia de venda para iniciativa privada e não levar o imóvel a leilão. Movimentos sociais se mobilizaram para pedir o tombamento do imóvel por meio do Conselho Estadual de Cultura (CEC), o que foi acatado, valendo então um tombamento provisório até decisão final. Foram realizados assim estudos e levantamentos que apontam a importância histórica da construção como marco do bairro e também do ciclo cafeeiro no Espírito Santo. A parte marcada na imagem não foi cedida ao Ifes e pode ser vendida. Imagem: SPU O tombamento busca evitar que o imóvel possa ser demolido para que no lugar sejam construídos edifícios ou outros empreendimentos imobiliários privados. Diante do impasse, chegou-se à solução de ceder o imóvel ao Ifes, que se interessou em transferir para o IBC sua reitoria e construir um centro de inovação. O acordo, porém, excluiu 6,6 mil metros quadrados, que foram colocados à venda no início de março pelo governo federal. A venda estava prevista para o dia 12 de abril, porém, uma ação civil pública da Amjap junto às Defensorias Públicas estadual e federal suspenderam o edital, exigindo que o mesmo seja novamente redigido e publicado mencionando o processo de tombamento, que não constava na primeira versão do edital. Isso permitiu aos movimentos ganharem algum tempo para voltar a trazer a questão do IBC à tona na luta para que parte do espaço não seja privatizado, e sim conte com um uso público, de maneira que ainda precisa ser discutida. Porém, foi feita a retificação e uma nova data foi marcada para o dia 18 de abril, com valor mínimo de venda de R$ 10,79 milhões. Grupos que acionaram a Justiça anteriormente estudam novas medidas judiciais que possam suspender ou cancelar o leilão.

15/04/2022 / 0 Comments
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Justiça nega pedido da PMV para retirar famílias da ocupação Chico Prego

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Gestão alegou que acampamento na PMV a impede de implementar ações para cumprir decisão judicial A Justiça Estadual negou pedido da gestão de Lorenzo Pazolini (Republicanos) para a retirada das famílias da ocupação Chico Prego, sem cumprimento das condicionantes para a reintegração de posse impostas em sentença publicada no último mês de março. A Prefeitura de Vitória (PMV) tentava, desta forma, reverter decisão do juiz Mario da Silva Nunes Neto, que determinou que as famílias que ocupam a Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Irmã Jacinta, no Morro do Romão, fossem encaminhadas para um local digno com os seus pertences, por um período mínimo de seis meses. Por meio de recurso judicial, a Prefeitura de Vitória requereu “afastamento das condicionantes impostas, a fim de que seja possibilitada a imediata imissão na posse”. O argumento foi de que “os invasores, antecipando-se ao cumprimento da ordem judicial, não só decidiram desocupar voluntariamente a Escola Irmã Jacinta, como também passaram a acampar em frente ao Palácio Municipal situado no Bairro Bento Ferreira, frustrando, assim, a consecução de todas as ações sociais planejadas pelo município para cumprir a decisão judicial com observância de todas as condicionantes estabelecidas por este Juízo”. Leonardo Sá Os acampados, assistidos pela Defensoria Pública do Espírito Santo (DPES), conseguiram manter as condicionantes. Em sua nova decisão, o juiz Mario da Silva Nunes Neto afirma que “deve ser rejeitado o pedido de afastamento das condicionantes para o cumprimento da medida reintegração. Aliás, pelo contrário, em homenagem aos princípios da dignidade da pessoa humana e do mínimo existencial, outras se fazem necessárias”. Ele acrescentou que, “mesmo diante da urgência do município na reintegração da posse do bem, determinada há mais de um mês inclusive, até o momento não há sinal de que tenham sido designados tanto o abrigo para as famílias, quanto o local de guarda de seus bens”. Além disso, entende “por razoável impor ao município a obrigação de apresentar plano de realocação das famílias e seus bens”. A militante do Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM), Rafaela Regina Caldeira, faz críticas à tentativa da PMV. “É absurdo, falta de humanidade, querem burlar a decisão judicial que determina o abrigamento”, ressalta. A gestão de Lorenzo Pazolini chegou a enviar, nessa terça-feira (12), viaturas e guardas da Ronda Ostensiva Municipal (Romu) contra a Ocupação Chico Prego para efetuar o despejo das famílias. Acompanhando as viaturas e os guardas municipais fortemente armados, foram enviados também um caminhão de lixo e dois tratores, relataram os ocupantes. “Queriam colocar nossas coisas no caminhão de lixo e jogar em qualquer lugar e largar a gente na rua”, conta Rafaela. Acionada, a DPES foi imediatamente à escola. “A ação é ilegal, pois descumpre os temos de uma determinação judicial que garante os direitos dos ocupantes do local”, informou, embasada na sentença emitida no início de março. Quando essa sentença foi proferida, a coordenação estadual do MNLM divulgou nota afirmando que a prefeitura não teria capacidade de cumpri-la, já que, atualmente, não há vagas suficientes nos abrigos municipais. Na véspera da ação ilegal dessa terça, a prefeitura já havia enviado guardas da Romu para a escola. Segundo os ocupantes, os guardas fizeram muitas fotos e alegaram estarem fazendo “um levantamento”, mas sem informar o objetivo. Assustadas, as três famílias que estavam na escola chamaram ajuda das demais, que estão acampadas em frente à sede da prefeitura, na Avenida Beira-Mar. Divulgação O acampamento teve início na sexta-feira (8) e reivindica de Pazolini que receba ao menos uma comissão da ocupação e se possa chegar a um acordo sobre a forma de acomodação das famílias, seguindo a sentença judicial. Quase uma semana depois, no entanto, nenhuma sinalização de diálogo por parte do chefe do executivo da Capital. Movimento de Moradia inicia acampamento em frente à Prefeitura de Vitória Famílias da ocupação Chico Prego afirmam que acampamento só acabará após reunião com Pazolini https://www.seculodiario.com.br/cidades/movimento-de-moradia-comeca-acampamento-em-frente-a-prefeitura-de-vitoria

14/04/2022 / 0 Comments
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Em busca do título

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Candidata à reeleição, senadora Rose de Freitas começa a bater perna ao lado de Casagrande pelo interior do Estado Claudio Costa/Gov Candidata à reeleição e no esforço para se consolidar como dupla majoritária do governador Renato Casagrande (PSB), a senadora Rose de Freitas (MDB) começou a bater perna em eventos oficiais do Estado pelo interior, que se intensificam cada vez mais, na corrida pela demarcação de território eleitoral. Nesta semana, quarta e quinta (13 e 14), ela rodou ao lado de Casagrande pelo norte e noroeste, para inaugurações de obras, apertos de mão e anúncios. Um deles de forte apelo popular na região, o projeto do Complexo de Saúde do Norte, em São Mateus, para substituir o atual Hospital Roberto Silvares. Também passaram por Ponto Belo e Mucurici, no mesmo ritmo de entregas, e, como de costume, acompanhados de um batalhão de aliados-candidatos. No meio, o deputado federal Da Vitória (PP), que está atrás do mesmo posto de Rose. Ao contrário da senadora, porém, ele já era figurinha mais do que repetida e batida das agendas de Casagrande. A busca pelo título, agora, ganha nova conotação, com dois jogadores efetivamente em campo. Só falta colar em Casagrande, para cima e para baixo, o ex-secretário de Estado de Segurança, Alexandre Ramalho (Podemos)… VetoRose, como se sabe, é a atual dona da cadeira que está em jogo no Senado e não deverá ter vida fácil na disputa. Ela vem há meses pleiteando o apoio de Casagrande, com uma contrapartida de peso: impediu a candidatura do ex-prefeito de Linhares Guerino Zanon ao governo pelo MDB. Veto IIO pé na porta não custou barato. O partido, que já estava capenga, perdeu suas últimas lideranças, inclusive com mandato, caso de Dr. Hércules (Patriota). Rose também não conseguiu formar chapas proporcionais. Uma mão lava a outra?Tudo bem que Guerino conseguiu, mesmo assim, se viabilizar. É o candidato do PSD. Mas a senadora cumpriu, digamos, sua missão. Além do mais, é a candidata natural à reeleição. Veremos as próximas amarrações dentro do grupo de Casagrande… ContradiçõesJá Da Vitória se filiou ao PP, partido da linha de frente da aliança com Casagrande, mas que também abriga figuras de oposição e bolsonaristas de carteirinha, como os deputados federais Evair de Melo e Neucimar Fraga. A mesma postura tem o próprio: se arrasta para o lado de Casagrande, se arrasta para o lado bolsonarista. Mas… Tem tamanho…ao contrário do MDB, de Rose, o PP está “com bala na agulha” no jogo eleitoral. Saiu muito maior após as trocas da janela partidária e vai para a disputa com chapas competitivas no campo proporcional. Só na Câmara, o partido tem a meta de reeleger todos os atuais ocupantes: Neucimar, Evair, Norma Ayub e Da Vitória, caso ele fique por essas bandas. Carro na frente dos boisDos três aliados que querem o Senado, não há como negar, quem chegou com muita sede ao pote foi Ramalho. Estreante em eleição, já chegou chegando, querendo o posto disputado, em meio ao olho do furacão…calma, jovem! Lembrando……que ainda tem a celeuma do PT. Caso a aliança se consolide em nível local, o partido também vai querer colocar exigência na mesa e já sinalizou quais: o Senado ou a vice. Hoje, são cinco petistas no páreo como pré-candidato. Destaque, ao meu ver, para Célia Tavares, que vem de uma disputa de segundo turno à Prefeitura de Cariacica em que surpreendeu. Calo no sapatoVoltando a Evair de Melo, assim como os demais bolsonaristas do Estado, é só falar da aliança entre o PSB e o PT, que lá vêm: “Se ficar o bicho pega, se correr o bicho come’. Diz o ditado ‘quem senta com os porcos bebe…!’ Sabe -se lá o resultado, porém seja qual for, será jogo combinado. E você, o que acha desse ajuntamento de interesses obscuros? Realmente acha que estão preocupados com o futuro do ES? E aí?”. Nas redes“Temos que reagir sempre às ‘fake news’, e de forma muito mais enérgica quando atacam nossa honra para tirar algum tipo de vantagem. Reagir como? Buscando justiça”. Jacqueline Moraes, vice-governadora pelo PSB, que anunciou ação contra pastor que a ligou a vídeo falso. FALE COM A COLUNA: medeirosmanaira@gmail.com

14/04/2022 / 1 Comment
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‘Não avançamos nada na Educação Especial do Estado’, afirma Coletivo

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Ao contrário do que alegam Estado e municípios, realidade em sala de aula é de exclusão de estudantes PCD Redes sociais Ao contrário do que alegam Estado e municípios da Grande Vitória, divulgando números de contrações e outras medidas voltadas à inclusão de crianças e adolescentes com deficiência em suas respectivas redes públicas de ensino, a realidade em sala de aula continua sendo de exclusão e invisibilidade desses estudantes.  A avaliação é do Coletivo Mães Eficientes Somos Nós (MESN), que tem atuado junto aos governos estadual e municipais da Grande Vitória, cobrando implementação de políticas públicas que garantam os direitos legais das pessoas com deficiência (PCD) no tocante à educação inclusiva.  “Ainda não conseguimos avançar em nada na Educação Especial do Espírito Santo”, afirma a coordenadora-geral do MESN, Lucia Mara Martins, com base nas reuniões já realizadas no âmbito do Grupo de Trabalho (GT) coordenado pelo secretário de Estado da Educação, Vitor de Angelo. O GT tem cronograma de reuniões quinzenais com o secretário e, a cada 45 dias, com o governador Renato Casagrande (PSB). “Todas as nossas propostas foram negadas, sob um discurso de inconstitucionalidade, de que não é possível…Na educação, não se efetiva nada novo no Espírito Santo”, lamenta Lucia, referindo-se especialmente a dois pontos negados no último encontro, nessa segunda-feira (11): a prioridade para contratação de mães de PCDs como cuidadoras de estudantes com deficiência nas escolas, mediante capacitação para essa atividade; e a realização de concurso público para o cargo, visando dar mais estabilidade e qualidade ao trabalho e favorecer o estabelecimento de vínculo entre os estudantes e os cuidadores.  Lucia conta que, segundo a Secretaria de Gestão e Recursos Humanos (Seger), “não há possibilidade de abrir concurso público para cuidadores”. A proposta do Estado, prossegue, é reformular o curso de qualificação de cuidador e contratá-los de forma terceirizada, via entidade filantrópica ou organização social. “Nós não concordamos com a terceirização desses profissionais. Ainda insistimos no concurso público”, reafirma. Outro ponto em aberto é com relação à Comunicação Interna (CI) da Sedu com orientações às escolas sobre o trabalho dos cuidadores. “A CI foi feita, mas faltou tocar na necessidade de manter os estudantes dentro das salas de aula regulares. Eles têm ficado muito dentro das salas de recursos ou andando pelo pátio. Tem sido muito vivenciado isso nas escolas. Então ficou falho o documento”, aponta. “O secretário disse que vai falar pessoalmente com os diretores sobre isso, na próxima reunião do Fórum de Diretores”, relata.  Lucia Mara conta que até agora somente questões individuais foram atendidas pela Sedu, nada coletivo. “A única coisa que a gente conseguiu resolver foram casos pontuais de estudantes que estavam fora das escolas, que nós como Coletivo levamos a denúncia, e que conseguiram ter seus cuidadores contratados. Só isso, casos pontuais. Mas melhoria nas escolas em geral, nada. Tudo isso vai ser levado para o governador, vamos ver o que ele vai trazer para a gente”. A reunião com o chefe do Executivo estadual está pré-agendada para o final deste mês.  Serra Na rede municipal da Serra, a situação não é diferente, lamenta a coordenadora do MESN. O município é endereço da maioria das mães que integram o Coletivo e, por isso, tem um diálogo um pouco mais amadurecido. Como resultado dessa construção histórica, já foram firmados Termos de Ajustamento de Conduta (TAC) e publicadas leis voltadas a aumentar o número de cuidadores na rede municipal e do salário desses profissionais, conforme destacou recentemente o prefeito, Sergio Vidigal (PDT), em suas redes sociais.  “Depois de aprovarmos projeto que triplicou, de 145 para até 450, o número de vagas existentes para cuidadores de estudantes com necessidades especiais na rede municipal, a prefeitura agora vai contratar 300 novos cuidadores”, postou o prefeito, acrescentando o reajuste do salário, de R$ 1 mil para R$ 1,2 mil mais tíquete-alimentação de R$ 525, e a redução da carga horária, de 40 para 30 horas semanais. “O objetivo é garantir que os estudantes da Educação Especial da nossa rede sejam alcançados, na sua plenitude, por uma estrutura digna, que permita a eles um processo de aprendizagem equivalente ao de todos os alunos”, pontuou. Nas salas de aulas, no entanto, a realidade de exclusão não se alterou ainda, lamentam as mães. Tampouco foram oficializadas as Diretrizes da Educação Especial do município, exaustivamente trabalhadas em um GT criado em setembro passado, ao final de 32 dias de acampamento das mães e seus filhos em frente à sede da prefeitura.  “O prazo para homologação da Diretriz de Educação Especial do município seria até dia sete de abril e até agora nada. O Conselho Municipal de Educação enviou o documento em fevereiro, já estamos em abril, quase maio. O que será feito? O coletivo não tem visto seriedade e comprometimento, nem respeito aos envolvidos na escrita desse documento, muito menos em relação aos estudantes com deficiência do município por parte da Sedu Serra. O coletivo já notificou o Ministério Público e Maria Cristina [Rocha Pimentel, promotora] pelo não cumprimento desse prazo”, expôs Mariana Saturnino de Paula, representante das mães no GT. Em resposta, nas redes sociais do grupo, a secretária municipal de Educação, Fabiana Negreli, disse que segue os trâmites e orientações do órgão ministerial, que concedeu novo prazo para o município, até o dia 27, para conclusão da análise jurídica do texto elaborado.  Mariana chamou atenção para o fato de agora haver a atuação da Procuradoria Geral do Município (PGM), que ainda não havia se manifestado sobre as políticas de Educação Inclusiva, nem sobre o TAC anterior, de 2014, “que era completamente excludente e feria diversas legislações federais”, tampouco com a diretriz atual, “que está completamente obsoleta”. Afirmando a bandeira das mães em defesa do serviço público de qualidade e contra as terceirizações, Mariana disse que o Coletivo espera “que não seja mais uma jogada política de submeter o direito e a qualidade de ensino a fins capitalistas, e que haja uma real seriedade com esse trabalho”. Vitória  Na capital capixaba, que já foi referência em Educação Especial, a negativa de direitos também prevalece. Nessa terça-feira (12), o MPES, por

14/04/2022 / 1 Comment
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